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Desenvolvimento de uma solução de reabilitação sustentável para o pavimento da estrada desclassificada EN 306 em Barcelos

Author: Baptista, João Vieira
Year: 2025
Source: https://repositorium.uminho.pt/bitstreams/1c8bdd06-3ee6-4393-943d-3bf0a709ac20/download
Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
João Viei a Bap is a
Desen ol imen o de uma Solução de
Reabili ação Sus en á el pa a o
Pa imen o da Es ada Desclassi icada
EN 306 em Ba celos
Ab il de 2025
Uni e sidade do Minho
Escola de Engenha ia
João Viei a Bap is a
Desen ol imen o de uma Solução de
Reabili ação Sus en á el pa a o
Pa imen o da Es ada Desclassi icada
EN 306 em Ba celos
Disse ação de Mes ado
Mes ado em Engenha ia U bana
T abalho e e uado sob a o ien ação de
P o esso Dou o Joel Rica do Ma ins de Oli ei a
Ab il de 2025
Desen ol imen o de uma Solução de Reabili ação Sus en á el pa a o Pa imen o da Es ada
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DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não p e is as
no licenciamen o indicado, de e á con a a o au o , a a és do Reposi ó io da Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-SemDe i ações
CC BY-ND
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nd/4.0/
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Ag adecimen os
Após es es dois anos como aluno na Uni e sidade do Minho, sin o-me p o undamen e g a o e hon ado
po alcança mais uma e apa impo an e no meu pe cu so académico, com a conclusão do Mes ado
em Engenha ia U bana. Es a jo nada oi ma cada po expe iências en iquecedo as, o ien ações aliosas
e ensinamen os que não só i ão amplia o meu conhecimen o écnico e cien í ico, mas ambém con ibui
pa a o meu desen ol imen o pessoal e cí ico.
Em p imei o luga , ag adeço ao meu O ien ado , P o esso Joel Oli ei a, po me e dado a opo unidade
de se seu mes ando. A sua sabedo ia e compe ência na o ien ação o am de e minan es pa a a
de inição e desen ol imen o des a disse ação. Des aco, ainda, a sua exempla coo denação dos
abalhos, bem como a sua cons an e disponibilidade e dedicação em p es a escla ecimen os.
Ao Engenhei o Ca los Palha, exp esso a minha since a g a idão pela aliosa assis ência nos abalhos de
campo, designadamen e na ges ão e u ilização do equipamen o écnico necessá io aos ensaios
ealizados nes e abalho. Ag adeço, igualmen e, a pa ilha do seu sabe p á ico e ecnicamen e
quali icado, que oi essencial pa a euni in o mação necessá ia ao desen ol imen o des e es udo.
Mani es o o meu ag adecimen o ao município de Ba celos pela opo unidade des e es udo, em pa icula
à Exma. Câma a Municipal de Ba celos, lide ada pelo S . P esiden e D . Má io Cons an ino, que au o izou
e con ibui nos abalhos de campo. À equipa mul idisciplina da Di isão de Ges ão e Conse ação do
Pa imónio, ag adeço o excelen e apoio p es ado du an e os ensaios em ob a. À Di isão de Mobilidade
U bana pela conside ação e econhecimen o des e abalho académico.
Ao Labo a ó io de Pa imen os Rodo iá ios da Uni e sidade do Minho, exp esso o meu ag adecimen o
pela disponibilização dos equipamen os écnicos de ele ada qualidade, indispensá eis à ealização dos
ensaios necessá ios ao desen ol imen o des e abalho. Também que o ag adece aos Docen es do
Mes ado em Engenha ia U bana pelo ensino de con eúdos académicos que amplia am os meus
conhecimen os e compe ências em di e sas á eas, nomeadamen e nas á eas da Engenha ia de Ges ão
e Planeamen o, Engenha ia Rodo iá ia e Engenha ia Hid áulica.
Po im, exp esso a minha p o unda g a idão à minha esposa, Regina, e aos meus ilhos, Tiago e Filipe,
pela paciência, comp eensão e apoio incondicional. A sua solida iedade e amizade o am undamen ais
pa a en en a es a jo nada, ma cada pela p i ação do con í io amilia .
“Decisões sensa as são esul ados do uso conscien e do conhecimen o”

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DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou
esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
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Resumo
A p esen e disse ação em como obje i o p opo uma solução sus en á el pa a a eabili ação de um
echo da es ada desclassi icada EN306, si uado no concelho de Ba celos.
O abalho cen a-se na epa imen ação das camadas be uminosas de um pa imen o lexí el que se
encon a num es ado a ançado de deg adação.
A me odologia de in es igação inclui a ealização de análises do á ego odo iá io e abalhos de
auscul ação do pa imen o, com o obje i o de a alia as condições de ag essi idade dos eículos pesados,
assim como as ca ac e ís icas es u u ais e uncionais do pa imen o exis en e.
Com base nos esul ados ob idos, a pa i dos le an amen os de campo, o am idealizadas ês soluções
dis in as, di e enciadas an o pelo mé odo de aplicação como pelo ipo de ligan es be uminosos u ilizados.
Den o dessas soluções, des aca-se uma pela combinação equilib ada en e os a o es económicos,
ambien ais e uncionais.
O es udo ap esen a soluções de pa imen ação, incluindo a aplicação de ma e iais p oduzidos a quen e
em cen al, que podem se mis u as be uminosas con encionais ou compos as po 50% de ma e ial
esado.
Embo a es eja o a do âmbi o des a disse ação, a inope acionalidade do sis ema de d enagem de águas
plu iais e i icada ao longo do echo em es udo, demons ou e um impac o di e o na uncionalidade
do pa imen o, o que pode á limi a o pe íodo de longe idade das soluções p opos as nes e abalho.
Pala as-Cha e:
Desempenho dos pa imen os odo iá ios; conse ação/ eabili ação de pa imen os; écnicas de
conse ação/ eabili ação; eciclagem de mis u as be uminosas; sus en abilidade.
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i
Abs ac
This disse a ion aims o p opose a sus ainable solu ion o ehabili a ing a sec ion o he EN306 oad in
he municipali y o Ba celos. The wo k ocuses on esu acing he asphal laye s o a lexible pa emen
ha is in an ad anced s a e o deg ada ion.
The esea ch me hodology included s udies on oad a ic and pa emen e alua ion, aiming o assess
he impac o hea y ehicle a ic and he exis ing pa emen 's s uc u al and unc ional cha ac e is ics.
Based on he esul s ob ained om he ield su ey, h ee dis inc solu ions we e designed, di e en ia ed
by bo h he applica ion me hod and he ype o bi uminous binde s used. Among hese solu ions, one
s ands ou o achie ing a balanced combina ion o economic, en i onmen al, and unc ional ac o s.
The s udy p esen s pa ing solu ions in ol ing ma e ials p oduced a high empe a u es in he asphal
plan , which may consis o con en ional bi uminous mix u es o blends inco po a ing 50% eclaimed
asphal pa emen (RAP).
Al hough i alls ou side he scope o his hesis, he inope abili y o he s o mwa e d ainage sys em
obse ed along he oad sec ion s udied has been shown o di ec ly impac he pa emen 's unc ionali y,
po en ially limi ing he se ice li e o he solu ions p oposed in his wo k.
Keywo ds:
Road pa emen pe o mance; pa emen main enance/ ehabili a ion; main enance/ ehabili a ion
echniques; ecycling o asphal mix u es; sus ainabili y.
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ÍNDICE
ÍNDICE DE FIGURAS ............................................................................................................................ x
ÍNDICE DE TABELAS ......................................................................................................................... xii
1. INTRODUÇÃO .............................................................................................................................. 1
1.1. ENQUADRAMENTO TEMÁTICO ........................................................................................... 1
1.2. OBJETIVOS ......................................................................................................................... 2
1.3. CONTEÚDO DA DISSERTAÇÃO ........................................................................................... 3
2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ............................................................................................................ 4
2.1. REDE VIÁRIA ....................................................................................................................... 4
2.1.1. Rede Rodo iá ia Nacional ........................................................................................ 5
2.1.2. Sinopse ao Plano Rodo iá io Nacional ..................................................................... 7
2.1.3. Es ada Desclassi icada ......................................................................................... 10
2.2. MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DO ESTADO DE PAVIMENTOS .................................................. 12
2.2.1. In odução ............................................................................................................ 12
2.2.2. Regula idade Longi udinal ..................................................................................... 13
2.2.3. Regula idade T ans e sal ...................................................................................... 14
2.2.4. Es ado Supe icial ................................................................................................. 15
2.2.5. Tex u a ................................................................................................................. 18
2.2.6. A i o .................................................................................................................... 21
2.2.7. De lexão................................................................................................................ 22
2.2.8. Conside ações inais sob e a a aliação da qualidade de pa imen os ...................... 24
2.3. CONSERVAÇÃO E REABILITAÇÃO DE PAVIMENTOS .......................................................... 25
2.3.1. Tipos de Pa imen os ............................................................................................. 27
2.3.2. Técnicas de Conse ação e Reabili ação de Pa imen os ........................................ 29
2.3.3. P omoção da Reciclagem de Pa imen os .............................................................. 30
2.3.4. Mé odos de Reciclagem de Pa imen os ................................................................. 31
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O município de Ba celos possui uma ex ensa ede iá ia que ul apassa os 2100 km, p edominan emen e
compos a po es adas em pa imen o as ál ico, o ganizada em 61 eguesias (89 eguesias an es da
eo ganização adminis a i a). A maio pa e des as ias encon am-se sob a ju isdição da au a quia
municipal e das au a quias locais. Pa a con ex ualiza , os 2100 km de es adas do município
ep esen am ce ca de 1/7 da ex ensão o al da ede odo iá ia ge ida pela In aes u u as de Po ugal
(IP), que, em 2021, soma a 15 056 km em odo o e i ó io nacional (IP, 2021b).
Nas úl imas duas décadas, a al a de in es imen o na manu enção das in aes u u as odo iá ias em
esul ado em condições de uncionalidade p ecá ias em de e minados eixos da ede do concelho. Es e
p oblema é pa icula men e e iden e nas ias cole o as que se in e ligam ao anel odo iá io da cidade,
undamen al pa a o escoamen o de uma pa e signi ica i a do pa que indus ial do município.
Em elação ao echo de 13 km de es ada que se á obje o de es udo nes e abalho de disse ação,
pa es do pa imen o encon am-se em a ançado es ado de deg adação, esul ado do im do ciclo de ida
e das in e enções ealizadas no âmbi o da ins alação de sis emas de ecolha de águas esiduais. Com
o passa do empo, o pa imen o, sujei o à ci culação in ensi a de á ego pesado, começou a e idencia
sinais cla os de adiga, especialmen e nas á eas que o am in e encionadas pa a a colocação de
cole o es e amais de águas.
1.2. OBJETIVOS
Es e abalho em como obje i o desen ol e um es udo écnico sob e a eabili ação de um oço de
13 km da Es ada Nacional 306, do a an e designada EN306, com início localizado na ma gem sul do
município de Ba celos. Pa alelamen e, o abalho isa ealiza uma a aliação écnica das condições
a uais da in aes u u a, com oco na eabili ação e conse ação do echo em ques ão. Com base nos
dados ob idos em campo, p e ende ca ac e iza -se o es ado a ual do pa imen o, seguido do
dimensionamen o da eabili ação, com ecu so a écnicas de pa imen ação mais sus en á eis.
Des a o ma, o es udo p e ende ap esen a uma análise écnico-cien í ica cen ada na e iciência de cus os
e na p ese ação dos ecu sos na u ais, p omo endo soluções ino ado as u ilizadas na eabili ação de
pa imen os odo iá ios.
Adicionalmen e, o abalho p ocu a e idencia a impo ância de p á icas p e en i as de con olo e
conse ação pe iódica pa a p ese a a uncionalidade da ia ao longo do empo. Des e modo, a a aliação
das in aes u u as exis en es, como po exemplo a ede de d enagem de águas plu iais, pode ão acili a

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na iden i icação de p oblemas e suge i soluções pa a e i a a deg adação p ecoce do pa imen o. Des a
o ma, o p oje o não isa apenas a eabili ação da es ada, mas ambém suge e a implemen ação de
medidas p e en i as de manu enção con ínua, de o ma a ga an i a ope acionalidade da ia a longo
p azo.
1.3. CONTEÚDO DA DISSERTAÇÃO
Inicialmen e es e abalho ap esen a uma e isão sob e a e olução da ede iá ia em Po ugal,
des acando a sua impo ância e i o ial, económica e social. Pa a o enquad amen o do ema, e com
ecu so à pesquisa bibliog á ica, az-se uma abo dagem à es u u ação his ó ica da Rede Rodo iá ia
Nacional, bem como os Planos Rodo iá ios Nacionais que impulsiona am a mode nização das
in aes u u as. A abo dagem oca ainda o p ocesso de desclassi icação de es adas e ans e ência de
ges ão, com um olha pa icula pa a o concelho de Ba celos. Adicionalmen e, são ap esen ados mé odos
u ilizados pa a a alia o es ado dos pa imen os odo iá ios, di ididos en e a A aliação Funcional, que
analisa o desempenho supe icial, e a A aliação Es u u al, que oca o compo amen o mecânico das
camadas do pa imen o. Po im, a e isão da li e a u a explo a a conse ação dos pa imen os,
des acando os ipos de pa imen os u ilizados em Po ugal e as écnicas de eabili ação, com especial
a enção às écnicas de eciclagem, que con ibuem pa a a sus en abilidade da epa imen ação.
Na pa e p á ica, a disse ação ap esen a um es udo sob e a eabili ação de um echo da EN306, si uado
na ma gem sul do concelho de Ba celos, com o obje i o de compa a di e en es al e na i as de
in e enção. As soluções a aliadas en ol em o uso de di e en es mé odos e ipos de ma e ial be uminoso,
seja con encional ou compos o po 50% de ma e ial esado. O es udo iniciou com a ecolha de dados
em campo, que se i am como base pa a o dimensionamen o das p opos as de eabili ação. A pa i dos
dados ob idos, ealiza am-se análises e cálculos que isam iden i ica as al e na i as mais e icien es pa a
a in e enção.
Po im, ap esen am-se as conclusões do abalho, sin e izando os p incipais esul ados ob idos e as
p opos as pa a es udos u u os, endo em conside ação os aspe os que não oi possí el abo da du an e
o pe íodo de ealização des a disse ação.
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2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Es e capí ulo analisa a e olução e ges ão da ede iá ia em Po ugal, des acando a sua impo ância
e i o ial, económica e social.
A p imei a pa e abo da a es u u ação his ó ica da Rede Rodo iá ia Nacional, a sua inse ção no con ex o
eu opeu e os Planos Rodo iá ios Nacionais que molda am a mode nização das in aes u u as. Segue-
se o p ocesso de desclassi icação de es adas e a ans e ência de ges ão, ocando-se no concelho de
Ba celos.
A segunda pa e incide sob e os mé odos u ilizados pa a a alia o es ado dos pa imen os odo iá ios. A
abo dagem di ide-se em duas e en es complemen a es: a A aliação Funcional, que e i ica o
desempenho supe icial, e A aliação Es u u al ocada no compo amen o das camadas in e nas do
pa imen o.
Po im, a e cei a pa e explo a a conse ação dos pa imen os, com oco na du abilidade e
uncionalidade das ias. São ainda abo dados os ipos de pa imen os u ilizados em Po ugal,
designadamen e os lexí eis, semi ígidos e ígidos, assim como as écnicas de eabili ação, com especial
a enção pa a as écnicas de eciclagem mais usuais na pa imen ação.
2.1. REDE VIÁRIA
Desde semp e que as deslocações i e am um papel impo an e na humanidade. Os aje os equen es
e necessá ios a é um de e minado local, como seja, as deslocações aos cu sos de água pa a ali ia a
sede, conduzi am à nascença opo una de uma e eda ou de um ca ei o. Com o deco e do empo e
do uso c escen e, de e minados ca ei os ganha am de inição e o ma, passando a se iden i icados
como caminhos e, pelo uso in ensi o, acaba am po se designadas como es adas.
Da necessidade em encu a dis âncias ou mesmo de po oa localidades, o am planeadas e abe as
no as es adas, mais ou menos di e enciadas, dando o igem a uma as a e complexa es u u a odo iá ia
en elaçada, que es abelece a ligação e i o ial.
Abo dando des e modo a emá ica da ede iá ia nacional, a ualmen e, a In aes u u as de Po ugal, sob
a o ien ação do Es ado, assume a esponsabilidade pela ges ão da ede odo iá ia es u u an e do
e i ó io nacional. Es a ede é compos a po es adas e au oes adas que supo am o á ego em longas
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dis âncias, ga an ido a comunicação odo iá ia en e egiões, dis i os, concelhos, bem como a ligação
aos p incipais polos económicos, zonas po uá ias e limi es on ei iços.
2.1.1. Rede Rodo iá ia Nacional
O desen ol imen o das in aes u u as odo iá ias assume g ande impo ância no c escimen o
económico e populacional de qualque e i ó io (Rocha
e al.
, 2023). A pa i do inal dos anos 80 e o
início dos anos 90, Po ugal egis ou uma e olução signi ica i a nas suas in aes u u as odo iá ias,
impulsionada pela execução do Plano Rodo iá io Nacional, no âmbi o da in eg ação do país na União
Eu opeia. Es e pe íodo icou ma cado pela expansão da ede de I ine á ios P incipais (IP) e I ine á ios
Complemen a es (IC), que o aleceu a conec i idade e a coesão e i o ial, enquan o impulsionou o
desen ol imen o económico do país. Es as melho ias in aes u u ais cons i uí am um pila undamen al
pa a a in eg ação de Po ugal no espaço eu opeu.
An es de p ocede à análise da ede odo iá ia a ní el nacional, é impo an e conside a alguns dados
sob e as in aes u u as odo iá ias numa escala global. A p óxima abo dagem p e ende acili a a
con ex ualização da densidade das in aes u u as odo iá ias no e i ó io nacional, pe mi indo a sua
compa ação com ou os es ados/países.
Assim, e como se pode e i ica na Figu a 1, no con ex o global das in aes u u as odo iá ias, em 2020
a União Eu opeia (UE-27) dispunha de uma ex ensa ede de es adas pa imen adas, o alizando 4,5
milhões de quilóme os, de aco do com dados da Fede ação Rodo iá ia da União Eu opeia (ERF). Es a
dimensão coloca a ede odo iá ia eu opeia ao ní el das maio es do mundo, compa á el apenas à dos
Es ados Unidos e da China.
Figu a 1 – Rede odo iá ia pa imen ada das p incipais economias no ano de 2020 (dados ob idos a pa i de IRF, 2021)
0
500,000
1,000,000
1,500,000
2,000,000
2,500,000
3,000,000
3,500,000
4,000,000
4,500,000
5,000,000
Rússia
China
Japão
EUA
UE 27
Rede odo iá ia pa imen ada (km) - ano de 2020
4 467 000 km
UE 27
(quilóme os)
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Pa a e ei o de compa ação, no mesmo ano, o Japão possuía uma ede odo iá ia de 1 milhão de
quilóme os, enquan o a Rússia con a a com 1,2 milhões de quilóme os (IRF, 2021).
Rela i amen e às in aes u u as odo iá ias no espaço da zona Eu o, os dados di ulgados pelo Eu os a
em 2021 des acam uma ex ensão signi ica i a de au oes adas nas egiões mais desen ol idas da União
Eu opeia, con o me ilus ado na Figu a 2. Po ugal acompanha es a endência ap esen ando uma
densidade média de 34 km de au oes adas po cada 1000 km², o que e le e o in es imen o con ínuo
na melho ia da conec i idade e acessibilidade odo iá ia no país e nações izinhas (Eu os a , 2023,
Rocha
e al.
, 2023).
Figu a 2 – Densidade de ede de au oes adas na Eu opa (adap ado de Eu os a , 2023)
No e i ó io con inen al, a ede odo iá ia é cons i uída po uma as a malha de es adas e au oes adas
que o alizam 30.902 km de ex ensão. Den e es e o al, 14.325 km es ão in eg ados no Plano Rodo iá io
Nacional, sob a ges ão di e a da In aes u u as de Po ugal, S.A. (IP, 2021b, IRF, 2021). Como se e i ica
na Figu a 3, es a ede ab ange au oes adas, es adas nacionais, es adas egionais, i ine á ios
p incipais, i ine á ios complemen a es e amos de ligação, es abelecendo conexões impo an es en e as
di e sas egiões do país e da izinha Espanha.
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Figu a 3 – Rede odo iá ia nacional (imagem ob ida a a és de
so wa e
SIG a pa i de
h ps://dados.go .p /p /da ase s/ ede- odo ia ia-nacional/)
2.1.2. Sinopse ao Plano Rodo iá io Nacional
A ualmen e, com a c escen e u ilização de au omó eis nas es adas do con inen e, o na-se impe a i o
p ocede à ees u u ação das edes iá ias, a im de ga an i o seu uso às exigências e i o iais e às
necessidades dos u ilizado es. Esses equisi os exigem uma a uação coe en e e disciplinada, pau ada

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po di e izes es abelecidas pelo Plano Nacional Rodo iá io. Nes e sen ido, os p óximos pa ág a os
ap esen am uma análise sucin a dos ês Planos Rodo iá ios Nacionais (PRN45, PRN85 e PRN2000),
documen os undamen ais que de inem as necessidades das comunicações odo iá ias em Po ugal.
Plano Rodo iá io de 1945
Em Po ugal, na me ade do século XX, du an e a e olução indus ial que se seguiu à Segunda Gue a
Mundial, su ge o p imei o Plano Rodo iá io Nacional em 1945. O PRN45, es abelecido pelo Dec e o-Lei
34:593 em 11 de maio de 1945, con e iu a classi icação iá ia p e iamen e de inida pelo Dec e o-Lei nº
23:239 de 20 de no emb o de 1933.
O Plano Rodo iá io Nacional de 1945 (PRN45) oi o ganizado em cinco capí ulos que abo da am a
classi icação de 21 mil quilóme os de ias com a ca ac e ização das es adas nacionais, municipais e
caminhos públicos. Nes e Plano, as es adas nacionais o am eclassi icadas e hie a quizadas em ês
classes, de aco do com a sua ele ância es a égica: as es adas de 1.ª classe ligam en e si os p incipais
cen os u banos, po os e on ei as; as es adas 2.ª classe complemen am a ede undamen al com a
ligação dos p incipais cen os de cada dis i o às es adas de 1.ª classe; e as es adas 3.ª classe
in e ligam os concelhos, se indo egiões icas, po os, es ações e o iá ias e á eas u ís icas (MOPC,
1945, Pacheco, 2001).
O Plano, coo denado pela Jun a Au ónoma das Es adas (JAE), esul ou numa expansão de 20.597 km
de es adas nacionais classi icadas em odo o país, com um impac o impo an e na edução da dis ância
en e egiões geog a icamen e mais isoladas (Fa inha, 2021).
Plano Rodo iá io Nacional de 1985
Pa a da espos a aos a anços socioeconómicos, às ans o mações demog á icas e ao aumen o do
á ego egis ados desde a implemen ação do Plano Rodo iá io de 1945, oi desen ol ido o Plano
Rodo iá io Nacional de 1985 (PRN85), consag ado no Dec e o-Lei n.º 380/85, de 26 de se emb o.
O PRN85 de iniu como p incipais obje i os assegu a o uncionamen o e icien e do sis ema de anspo e
odo iá io a a és de uma ede mode nizada, p omo e o desen ol imen o egional, eduzi os cus os
dos anspo es, aumen a a segu ança odo iá ia, esponde às exigências do á ego in e nacional e
o imiza a ges ão inancei a e adminis a i a das in aes u u as. Es e plano de mode nização oi ambém
um elemen o c ucial pa a a in eg ação de Po ugal na União Eu opeia (Rangel de Lima, 1995).
Desen ol imen o de uma Solução de Reabili ação Sus en á el pa a o Pa imen o da Es ada
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Es e no o Plano in oduziu os concei os de ede nacional undamen al e ede nacional complemen a ,
ep esen adas a e melho e azul, espe i amen e, na Figu a 4b. No âmbi o des a ees u u ação, ce ca
de 12 000 km de es adas nacionais o am desclassi icadas e ans e idas pa a a ede municipal, sob a
esponsabilidade das au a quias, passando a se conhecidas como Es adas Desclassi icadas. Como
esul ado des a ans e ência, a Rede Nacional Rodo iá ia oi eduzida a ce ca de 10 000 km, di ididos
em 2 700 km de ede undamen al, compos a po i ine á ios p incipais, e 7 300 km de ede
complemen a , que inclui i ine á ios complemen a es e ou as ias (MES, 1985, DPL e GCGSI, 2011).
Plano Rodo iá io Nacional de 1998
Conhecido como PRN2000, a úl ima e isão do Plano Rodo iá io Nacional, ealizada em 1998, in oduziu
mudanças signi ica i as na ede iá ia do país. En e as p incipais al e ações, des acou-se a expansão
da ede nacional complemen a , que passou a inclui I ine á ios Complemen a es (ICs) e Es adas
Nacionais (ENs), e o çando a es u u a odo iá ia e melho ando a conec i idade en e di e en es egiões.
Com o Dec e o-Lei n.º 222/98, a ede iá ia oi ampliada pa a 11 350 km com a c iação de uma ex ensa
ede de au oes adas, ep esen ando mais da me ade da ex ensão da ede de I ine á ios P incipais (IPs)
e I ine á ios Complemen a es (ICs).
O PRN2000 ambém e e como obje i o melho a a cobe u a e i o ial, comple a as edes iá ias e
ap imo a as acessibilidades aos concelhos, com o in ui o de co igi as desigualdades socioeconómicas
no e i ó io con inen al. A qualidade da ede odo iá ia oi uma p io idade, com especial a enção à
p o eção ambien al nas á eas u banas e à c iação de a ian es e anéis ci cula es nas p incipais cidades,
isando uma dis ibuição mais e icien e do á ego odo iá io.
No âmbi o da segu ança odo iá ia, es a e isão do PRN in oduziu a ealização de audi o ias egula es
e a implemen ação de planos anuais de segu ança. Pa a o imiza a ges ão da ede e aumen a a
e iciência do sis ema de anspo e, o am in eg ados sis emas in eligen es de in o mação e
moni o ização do á ego odo iá io (MEPAT, 1998).
A Figu a 4 ilus a a e olução da Rede Rodo iá ia Nacional (RRN) desde o p imei o Plano Rodo iá io
Nacional (PRN45) a é ao úl imo (PRN2000). Ap esen ados em o dem c onológica, os mapas o e ecem
uma isão da expansão da ede ao longo das décadas, e idenciando o c escimen o e o ala gamen o das
in aes u u as odo iá ias em odo o e i ó io nacional. Nas imagens, e i ica-se uma maio densidade
da ede odo iá ia, pa icula men e no cen o li o al e no quad ilá e o da egião no e, em co elação com
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a dis ibuição da densidade populacional (Rocha
e al.
, 2023). Es es dados podem suge i um
desen ol imen o económico mais acen uado nessas á eas.
a)
b)
c)
Figu a 4 – E olução do PRN: a) PRN45 (JAE, 1950); b) PRN85 (DPL e GCGSI, 2011); c) PRN2000 (DPL e GCGSI, 2011)
2.1.3. Es ada Desclassi icada
De aco do com o es abelecido na legislação em igo , o e mo "Es ada desclassi icada" e e e-se a odas
as es adas que an e io men e pe enciam à RRN, e que, com a sua desclassi icação, deixa am de
in eg a a Rede. A designação é a ibuída às es adas que pe de am a sua in eg ação na RRN, sendo
aplicadas al e ações na ca ego ia da es ada e nas esponsabilidades de ges ão (Lei 34/2015, 2015).
A é à da a, no concelho de Ba celos, oi ans e ido pa a a ede municipal um o al de 57,13km de
es adas an e io men e in eg adas na Rede Rodo iá ia Nacional, con o me se desc e e na Tabela 1.
Os planos de desclassi icações das Es adas Nacionais no concelho o am deco en es da cons ução de
no as a ian es no município ou subme idas ao P og ama de Requali icação da Rede Rodo iá ia
Nacional, do PRN2000.
A ges ão da EN306, que a a essa o concelho de Ba celos, oi passada pa a domínio municipal no dia
15 de ab il de 2004, median e a o malização de um Au o de En ega en e o município de Ba celos e o
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Ins i u o das Es adas de Po ugal, en idade ges o a da Rede Rodo iá ia Nacional naquela época (MOPTH
e CMBa celos, 2004).
A Figu a 5 e Tabela 1 mos am as es adas nacionais exis en es no município de Ba celos e as ex ensões
dos lanços de es ada que o am al o do p ocesso de desclassi icação.
Figu a 5 – Rede odo iá ia de Ba celos (imagem ob ida a a és de
so wa e
SIG a pa i de
h ps://dados.go .p /p /da ase s/ ede- odo ia ia-nacional/)
Tabela 1 – Ex ensão das es adas desclassi icadas em Ba celos
Es ada
Ex ensão To al (km)
Ex ensão Desclassi icada (km)
E.N. 103
34,907
7,160
E.N. 204 -1
0,358
0,358
E.N. 204 -2
1,290
1,290
E.N. 204 -3
1,529
1,529
E.N. 205
1,149
1,149
E.N. 205 -1
1,329
1,329
E.N. 205 -2
0,486
0,486
E.N. 305
7,666
6,300
E.N. 306
26,419
26,419
E.N. 306 -1
6,660
6,660
E.R. 205
28,178
4,445
TOTAL:
109,971
57,125
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capacidade de de e a endas, ma cações de pa imen o, empolamen os, peladas e desgas e da
supe ície do pa imen o. As medições igo osas ap esen am-se com uma p ecisão no alinhamen o
ans e sal de 1 mm, e na p o undidade de 0,5 mm (TII, 2020).
2.2.5. Tex u a
No con ex o da segu ança odo iá ia, a Tex u a Supe icial ende a alia a esis ência à de apagem
( icção) e a ade ência na in e ace en e pneu e pa imen o (InIR, 2024).
A Tex u a do pa imen o ep esen a uma ca ac e ís ica de e minan e na comodidade e segu ança dos
au omobilis as. A sua con igu ação geomé ica em uma ação di e a nos a o es de ade ência en e o
pneu e o pa imen o, bem como no sis ema de d enagem pa a p e eni a acumulação de água na
supe ície do pa imen o.
No plano de in e ação en e o pa imen o e o eículo, a ex u a do pa imen o é ca ac e izada pelas suas
i egula idades supe iciais, as quais se subdi idem em ês ní eis: mic o ex u a, mac o ex u a e
mega ex u a.
De aco do com a no ma 13473-5 da ISO (2009), a classi icação da ex u a de um pa imen o é
de e minada com base no seu comp imen o de onda (medido na ho izon al) e na sua ampli ude (medida
na e ical). As classi icações das di e en es ex u as ap esen am-se de seguin e modo:
• A mic o ex u a comp eende uma escala que a ia de 0 a 0,5 mm na ho izon al, e 0 a 0,2 mm
na e ical. Es e ipo de ex u a de ine-se pelas ca ac e ís icas angula es e ugosas das pequenas
pa ículas impe ce í el a olho nu, exis en es na supe ície do pa imen o. A mic o ex u a a e a
di e amen e a ade ência dos pneus em con ac o com a supe ície, com e ei os na esis ência
ao deslizamen o;
• A mac o ex u a comp eende a iação de 0,5 e 50 mm na ho izon al, e 0,2 a 10 mm na e ical.
As supe ícies de pa imen o são p oje adas com uma mac o ex u a de inida pa a ga an i uma
boa d enagem da água na in e ace en e o pneu e o pa imen o. Segundo um es udo conduzido
po P anjić
e al.
(2020), es e ipo de ex u a desempenha unções de e minan es na esis ência
à de apagem em al a elocidade;
• A mega ex u a comp eende uma escala com o dens de g andeza que ai desde 50 e 500 mm
na ho izon al, e 0,1 a 50 mm na e ical. Ca ac e izada pela i egula idade supe icial, a
mega ex u a es á equen emen e associada à deg adação do pa imen o, exe cendo e ei os na
ib ação dos eículos e, po conseguin e, na ins abilidade da condução e segu ança odo iá ia.

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Tomando as e e ências dos au o es Sulanda i
e al.
(2023) e Hun (2002), no âmbi o da Tex u a do
pa imen o, enquan o a mic o ex u a desc e e a egula idade da supe ície do ag egado, a mac o ex u a
ep esen a a ugosidade da camada de mis u a be uminosa. Já a mega ex u a esul a de uma
modi icação não in encional da supe ície de pa imen o, ge almen e associada a deg adações
supe iciais como po exemplo ninhos e peladas.
Em ma é ia da segu ança, endo em con a as condições de pe meabilidade ( a o es climá icos) e da
ade ência do pa imen o ( a o es de segu ança), alguns es udos indicam que o aumen o da p o undidade
da Tex u a Supe icial do pa imen o de 0,3 mm pa a 1,5 mm eduz a axa de aciden es em ce ca de
50% (B na
e al.
, 2023).
En e os equipamen os e ensaios ulga men e u ilizados na medição da ex u a, encon am-se o
pe ilóme o a lase e o ensaio da mancha. Além desses mé odos adicionais, a o og ame ia digi al
eme ge como uma al e na i a de baixo cus o na análise des a ca ac e ís ica.
Fo og ame ia de Cu o Alcance (Close-Range Pho og amme y (CRP))
Com o p og esso ecnológico su gem no as soluções pa a en en a desa ios eme gen es. Nos úl imos
empos a o og ame ia em ido a anços consis en es no desen ol imen o de aplicações de imagens
idimensionais.
Assim, no âmbi o da a aliação uncional dos pa imen os, o mé odo de Fo og ame ia de Cu o Alcance
(CRP) ep esen a uma écnica de digi alização de supe ícies a pa i da cap u a de imagens o og á icas
i adas à cu a dis ância. Essas imagens de duas dimensões são ans o madas em modelos 3D ( ês
dimensões) a a és do cálculo de algo i mos, com ecu so a
so wa es
especí icos. Os esul ados da CRP
aduzem-se numa in o mação idimensional com al o ní el de esolução, ú il numa as a gama de
aplicações, onde a p ecisão e po meno da imagem são a o es p eponde an es. (Schenk, 2005).
Rela i amen e à aplicação do mé odo pa a a quan i icação dos pa âme os de ugosidade, mic o ex u a
e mac o ex u a, es a écnica de imagem CRP ep esen ado na Figu a 11, pe mi e egis a e sonda
anomalias numa supe ície do pa imen o (McQuaid
e al.
, 2015), analisa a p o undidade ou calcula a
olume ia de uma de e minada ex u a, sonda de o midades numa ampli ude en e a mac o
mic oescala, ou ainda moni o iza o desgas e do pa imen o du an e o seu ciclo de ida (Woodwa d
e
al.
, 2014).
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Ao compa a os dados de desempenho des a me odologia com as écnicas de scanne a lase 3D
(equipamen o ep esen ado na Figu a 10), e i ica-se que es e mé odo de cap u a de imagem
p opo ciona esul ados de análise de ele ada qualidade, con o me se pode obse a nas Figu as 11 e
12, a um cus o conside a elmen e mais baixo em elação aos equipamen os de lase (Medei os J
e al.
,
2023).
Na medição da mac o ex u a e mic o ex u a, es udos mos am que há uma o e co elação en e os
pa âme os ob idos pelo adicional mé odo olumé ico da mancha e a écnica da cap u a
o og amé ica. Os mesmos es udos ambém demons a am uma excelen e co elação nos pa âme os
do a i o. (Al-Assi
e al.
, 2020).
Figu a 11 – Modelo 3D e pa âme os da secção ans e sal de ma cação de pa imen o (adap ado de Woodwa d
e al.
,
2014)
a)
b)
Figu a 12 – Modelos de imagens 3D c iado a pa i de amos a be uminosa (imagem adap ada de Medei os J
e al.
, 2023):
a) Modelo o og amé ico de cu o alcance; b) Modelo scanne a lase 3D
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2.2.6. A i o
Em con o midade com a Tex u a, o Coe icien e de A i o assume uma posição ele an e no
compo amen o dos eículos sob e a supe ície da es ada, sendo in luen e nas condições de ade ência
longi udinal e ans e sal na in e ace en e pneu e pa imen o.
A elocidade da condução, o ipo de piso, as condições me eo ológicas e as p op iedades dos pneus,
são a o es de e minan es u ilizados pa a a a aliação do coe icien e de a i o e do ní el de ade ência
p esen e numa es ada. Es as a iá eis êm e ei os di e os na in e ação en e pneu e pa imen o,
designadamen e, na dis ância de a agem, na esis ência à de apagem e na segu ança na condução
em cu as (He
e al.
, 2023).
Rela i amen e aos a o es de segu ança e qualidade de ci culação na es ada, ce os es udos
demons am que a edução do Coe icien e de A i o pa a alo es in e io es a 0,45 pode á aumen a o
isco de aciden e em 20 ezes. Quando esses alo es icam abaixo de 0,30, o isco de aciden e é 300
ezes mais p o á el (Čelko
e al.
, 2016).
Quan o aos mé odos de quan i icação do A i o, o le an amen o de egis os subdi idem-se em ês
p incipais ca ego ias: a medição manual, a medição em condições es á icas ou em elocidades
eduzidas, e a medição dinâmica ealizadas em elocidades conside á eis (Au s ad
e al.
, 2019).
En e os di e sos equipamen os es á icos e mó eis u ilizados pa a de e mina os alo es dos pa âme os
de a i o, des acam-se os equipamen os ep esen ados na Figu a 13, que a iam con o me o ipo de
ensaio a conside a :
• Pêndulo B i ânico, um equipamen o po á il de medição pon ual do coe icien e de a i o;
• G ip Tes e , um disposi i o ca ac e izado po um pequeno a elado de ês odas, p oje ado pa a
medi a esis ência ao deslizamen o dos pa imen os na di eção longi udinal;
• O SCRIM (Sideway- o ce Coe icien Rou ine In es iga ion Machine), enquan o disposi i o de
medição con ínua, o equipamen o ap esen a ca ac e ís icas semelhan es ao mencionado no
pon o an e io . No en an o, es e úl imo des aca-se pela medição do coe icien e de a i o
ans e sal.
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a)
b)
c)
Figu a 13 – Equipamen os de medição do a i o: a) Pêndulo B i ânico (SET, 2023), b) G ip Tes e (Findlay I ine, 2024),
c) SCRIM (SARSYS-ASFT, 2024)
Um dos equipamen os mais u ilizados a ualmen e pa a a medição do a i o é o G ip Tes e . Es e
ca ac e iza-se po se equipamen o de medição con ínua do a i o, u ilizado p incipalmen e em es adas
pa a a alia a esis ência ao deslizamen o de supe ícies. P oje ado pa a con ibui pa a uma melho ia
da segu ança odo iá ia, o equipamen o pe mi e a alia o isco de de apagem em di e en es condições
climá icas, o necendo esul ados de a i o que se podem co elaciona com o coe icien e de a i o
ans e sal ob ido pelo SCRIM. A sua ope ação, segu a e es á el, é ga an ida pela ação le e da ba a
de eboque e baixo cen o de g a idade. Equipado com mecanismos de inibição da o ação do pneu
du an e o ensaio, o G ip Tes e mede as o ças de a i o e dados p ecisos em in e alos cu os,
con ibuindo pa a uma análise e ges ão e icien e e segu a das es adas (Findlay I ine, 2024).
2.2.7. De lexão
Pa a a alia as condições e o desempenho mecânico do pa imen o (A aliação Es u u al), são ealizados
ensaios de capacidade de ca ga nas di e sas camadas que o compõem, bem como sondagens das suas
es u u as, com o obje i o de de e mina a capacidade de supo e e e i ica o compo amen o es u u al
do pa imen o. Os esul ados ob idos são compa ados com os alo es p e is os no p oje o, assegu ando
que o pa imen o cump e os equisi os de desempenho es ipulados.
As me odologias no malmen e u ilizadas na A aliação Es u u al isam a alia a De lexão do pa imen o
quando subme ido a uma de e minada ca ga. Pa a complemen a es e mé odo são ealizadas
p ospeções geo écnicas en ol endo ensaios des u i os, como a ex ação de ca o es pa a inspeção das
camadas ligadas, e/ou a abe u a de poços pa a inspeção das subcamadas g anula es e camadas
ligadas. A u ilização de me odologias ap op iadas na A aliação Es u u al pe mi e a seleção de soluções
mais adequadas, esul ando numa edução nos cus os de manu enção ao longo do ciclo de ida da
es ada (An unes
e al.
, 2016).
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Os equipamen os mais conhecidos e u ilizados em Po ugal pa a a ealização de ensaios de a aliação
da capacidade de ca ga do pa imen o incluem: o de le óme o es á ico, de le óme o de impac o (cuja
desc ição mais de alhada é ei a no Capí ulo 3), o cu iâme o e de le óme o dinâmico. Na ca ego ia dos
de le óme os dinâmicos, des aca-se o de le óme o de elocidade de á ego (TSD), um equipamen o
eme gen e na a aliação dos pa âme os da de lexão, econhecido pelo excelen e desempenho em e mos
de capacidade e qualidade na ecolha de dados.
De le óme o de Velocidade de T á ego (T a ic Speed De lec ome e - TSD)
Den o da ca ego ia dos de le óme os, o de le óme o de elocidade do á ego (T a ic Speed
De lec ome e - TSD) ap esen ado na Figu a 14, des aca-se pela sua ecnologia a ançada, que
p opo ciona soluções e icazes no campo da engenha ia de pa imen os.
Figu a 14 – De le óme o de al a elocidade (TSD) (adap ado de G eenwood Enginee ing, 2024)
Ca ac e izado pelos seus disposi i os de al a ecnologia acoplados num eículo semi eboque, o TSD é
u ilizado pa a a alia as condições es u u ais do pa imen o, incluindo a medição das de lexões, a
ob enção de índices de capacidade de ca ga ou da adiga do pa imen o, e a es ima i a da ida esidual
do pa imen o (G eenwood Enginee ing, 2024).
Além da análise es u u al, a ampla a iedade de disposi i os des e equipamen o pe mi e ambém auxilia
na a aliação uncional do pa imen o, designadamen e quan o às condições da supe ície da es ada.
De en e os disposi i os in eg ados no eículo TSD, des acam-se as câma as de cap u a de imagens
digi ais (ROW), o lase de medição da ex u a e ugosidade, o sis ema de ecolha de imagens da supe ície
de pa imen o (SIS), e o geo ada (GPR) pa a a iden i icação das subcamadas.

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G aças à sua ecnologia de pon a, o TSD pe mi e (Au s ad
e al.
, 2019):
• e e ua as suas ope ações de o ma con ínua e sinc onizada com o á ego, sem a necessidade
de in e ompe o luxo odo iá io;
• ealiza uma a aliação ab angen e da condição es u u al das camadas de pa imen o como
ambém con ibui na a aliação uncional do pa imen o;
• acili a a iden i icação de echos iá ios com maio exigência de in e enção, o imizando os
cus os nas ope ações de manu enção.
Num es udo compa a i o en e o disposi i o TSD e o de le óme o de impac o (FWD), no cálculo do índice
de de lexão do pa imen o oi possí el obse a uma co elação nos esul ados en e os e e idos
equipamen os, embo a se e i iquem di e enças nas medições de ido às ca ac e ís icas indi iduais de
cada um des es disposi i os (Le enbe g
e al.
, 2018).
Ou os es udos demons am a iabilidade e exa idão das medições dos pa âme os es u u ais de um
pa imen o ealizadas po es es equipamen os, como ambém a sua capacidade de iden i ica echos de
es ada em di e en es es ados de deg adação (Nasimi a
e al.
, 2022).
2.2.8. Conside ações inais sob e a a aliação da qualidade de pa imen os
A expansão da ede odo iá ia, a pa da necessidade de assegu a a uncionalidade e a mode nização
das in aes u u as exis en es, cons i ui a ualmen e um desa io pa a os ges o es des e ipo de pa imónio.
A mo osidade na execução das in e enções de conse ação, aliada aos ele ados cus os en ol idos nas
ope ações de conse ação, em conduzido a um ag a amen o p og essi o dos enca gos, a ingindo ní eis
economicamen e insus en á eis. Es a ealidade comp ome e os p incípios da p ese ação da
ope acionalidade e da segu ança das in aes u u as odo iá ias (Babashamsi
e al.
, 2016).
Rela i amen e às écnicas de a aliação pe iódica do es ado do pa imen o, algumas das quais es ão
esumidas nes e capí ulo, é impo an e des aca que, apesa da ampla a iedade de equipamen os e
mé odos de análise disponí eis, os cus os ele ados associados a es es abalhos êm sido um a o
de e minan e na al a de con a ação desses es udos.
Pa a além dos ele ados cus os associados à moni o ização do es ado do pa imen o odo iá io, a
negligência na ges ão e manu enção da ede iá ia cons i ui um p oblema gene alizado em g ande pa e
das in aes u u as sob a esponsabilidade das au a quias. As au o idades locais, mui as ezes com baixa
expe iência e o mação no campo da p ese ação odo iá ia, en en am di iculdades pa a ealiza
a aliações egula es e sis emá icas do es ado de conse ação das suas es adas.
Desen ol imen o de uma Solução de Reabili ação Sus en á el pa a o Pa imen o da Es ada
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2.3. CONSERVAÇÃO E REABILITAÇÃO DE PAVIMENTOS
No con ex o socioeconómico, o desen ol imen o, expansão e compe i i idade de um e i ó io es ão
in insecamen e ligados às suas acessibilidades e condições odo iá ias. Uma ede de es adas em boas
condições de conse ação e ope acionalidade cons i ui um a i o impo an e pa a o c escimen o e a
p ospe idade dos se o es come cial, indus ial e local de uma egião.
Po ém, numa ede desgas ada e en elhecida, cujo desempenho se encon a ma cado po eco en es
c í icas e exigências dos seus u en es, o na-se impe a i o econhece a impo ância da implemen ação
de p og amas de conse ação da es u u a iá ia de o ma a ga an i a i alidade da ede odo iá ia.
Essas medidas quando aplicadas pe iodicamen e, seguindo di e izes especí icas, ep esen am um
cus o/bene ício na ope acionalidade e longe idade da in aes u u a, com e ei os na in e conec i idade
económica da egião.
Assim, p io izando as condições de ope acionalidade das in aes u u as iá ias, a e olução do se o
odo iá io em sido ma cada po a anços ele an es nas á eas de conse ação e eabili ação de es adas.
Num con ex o global, uma pa e conside á el desses p og essos esul am de p og amas de coope ação
in e nacional, o iundos de o ganizações e associações apolí icas e sem ins luc a i os, mui as delas de
econhecimen o in e nacional como a
Pe manen In e na ional Associa ion o Road Cong esses
(PIARC),
a
Eu opean Union Road Fede a ion
(ERF) e a
O ganisa ion o Economic Co-ope a ion and De elopmen
(OECD), que se dedicam à in es igação, p omoção e desen ol imen o do se o odo iá io (ERF, 2024,
OECD, 2024, PIARC, 2024).
Na pe spe i a das es a égias de conse ação de pa imen os, em espos a à ca ga c escen e do
anspo e odo iá io nos Es ados Unidos da Amé ica, di e sos es ados in es em em inicia i as de
o mação pa a os seus colabo ado es, no domínio da conse ação dos pa imen os. Essas o mações são
disponibilizadas em academias especializadas, como é o caso da
Main enance Leade ship Academy
(MLA), com obje i o de do a os pa icipan es de compe ências de ges ão da conse ação de pa imen os.
Os p og amas de o mação capaci am os p o issionais a implemen a soluções e icazes de conse ação,
o imiza os ecu sos disponí eis e p olonga a ida ú il das in aes u u as (NHI, 2024).
Num cená io in e so, uma ausência de in es imen os em planos es a égicos de conse ação das
es adas po pa e das au o idades odo iá ias, são endências que culminam no acumula de
eabili ações necessá ias na es u u a odo iá ia, o nando a ede sa u ada e en elhecida. Na p á ica,
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es as condu as omissi as acabam po esul a numa de icien e ope acionalidade das es adas, com
endência pa a uma obsolescência do sis ema odo iá io.
A pa i da pesquisa bibliog á ica, é possí el iden i ica endências eme gen es no domínio da
sus en abilidade das in aes u u as odo iá ias. Segundo E do ides
e al.
(2012), a espos a aos desa ios
p o enien es da al a de in es imen o na conse ação odo iá ia, de e se conduzida com auxílio a
modelos de ges ão da conse ação iá ia. Assim, com ecu so ao
so wa e
de cálculo HDM-4, que
ambém disponibiliza p ojeções do desempenho dos pa imen os, os au o es p opõem a adoção de
es a égias e pad ões des inados a mi iga os e ei os da negligência na conse ação das es adas,
ajus ando essas medidas às limi ações o çamen ais, e adap ando-as, de o ma simila , às au o idades
esponsá eis pela ges ão das in aes u u as.
Pla i (2019) abo da o ema da sus en abilidade no domínio dos pa imen os, dando p io idade aos
assun os de o o ambien al e socioeconómico, numa pe spe i a à escala global. Numa ampla análise do
es udo, a au o a sus en a que as mudanças climá icas e a exaus ão dos ecu sos na u ais eque em uma
mudança eminen e no compo amen o humano. Com o p opósi o delineado e undamen ada em
expe iências in e nacionais, es a suge e a u ilização de pa imen os que in eg em ma e iais sus en á eis,
conhecidos po “amigos do ambien e” (
eco- iendly
). Essa abo dagem não só isa melho a a
uncionalidade e e iciência dos ma e iais, mas ambém p omo e compo amen os sus en á eis a pa i
da u ilização de ma e iais eap o ei ados e eu ilizados, ações que ajudam a eduzi a emissão de gases
de e ei o es u a, e uma consequen e diminuição da pegada de ca bono.
Na mesma linha de pensamen o, Pacheco-To gal e Ami khanian (2020) analisam a impo ância da
u ilização de ma e iais eciclados que podem se aplicados na cons ução dos pa imen os, ma e iais
ambien almen e sus en á eis e e icien es em e mos de ecu sos. Na sua compilação, os au o es
abo dam a impo ância da sus en abilidade global e a necessidade de limi a o uso insus en á el de
ecu sos na u ais a a és da aplicação de écnicas de eciclagem e o uso de ma e iais sus en á eis
“amigos do ambien e”, em pa imen os. Essa publicação é di idida em ês ópicos: explo a as écnicas
de eciclagem de ma e iais no segmen o “amigos do ambien e” pa a uso em pa imen os; ela a o
con ibu o dos pa imen os “amigos do ambien e” na mi igação das al e ações climá icas, e po im,
des aca as soluções p omisso as pa a aumen o do pe íodo de ida de um pa imen o com oco na
au o epa ação dos pa imen os a a és da aplicação de ecnologias simples e ino ado as.
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2.3.1. Tipos de Pa imen os
Das es adas compos as po mul icamadas, os pa imen os lexí eis, semi ígidos e ígidos são
econhecidos como os ês p incipais ipos de pa imen os es a i icados u ilizados nos p ocessos de
dimensionamen o em Po ugal. Tal como ilus a a Figu a 15, es as es u u as ca ac e izam-se em unção
dos ma e iais u ilizados, designadamen e quan o à composição dos ligan es, podendo con e ag egados
na u ais de calcá io e/ou basal o, ille e be ume (ligan es be uminosos) (O e o
e al.
, 2021), ou em be ão
de cimen o (ligan es hid áulicos) (B anco
e al.
, 2016).
Figu a 15 – Pa imen os odo iá ios es a i icados (adap ado de B anco e al., 2016)
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A eciclagem a io
in si u
é uma écnica pa icula men e an ajosa na eabili ação de es adas com la gas
dimensões localizadas em zonas u ais, especialmen e em locais emo os ou dis an es de cen ais de
p odução de mis u as be uminosas. Es e p ocesso a io le a à diminuição signi ica i a do uso de ene gia
necessá ia pa a a p odução do ma e ial as ál ico. Des a o ma, es e mé odo e ela-se uma solução
economicamen e iá el e ambien almen e sus en á el. Adicionalmen e, es e mé odo dispensa o
anspo e de ma e iais pa a a e os, eduzindo as emissões de CO2 e diminuindo o consumo de no os
ag egados e ligan es (Jacobson, 2002, Tabako ić
e al.
, 2016).
Figu a 16 – Composição de um comboio de eciclagem a io
in si u
com be ume-espuma (adap ado de WIRTGEN, 2024)
Reciclagem a F io em Cen al
Di e en e das mis u as a quen e ou a io
in si u
, a p odução de mis u as as ál icas ecicladas a io em
cen al, ca ac e iza-se po um p ocesso simples que, em e mos ecnológicos, não necessi a de
equipamen os ex emamen e a ançados. Todo o ma e ial esado é anspo ado e ecupe ado numa
cen al ixa ou mó el, onde é p ocessado e pos e io men e eu ilizado em ob as de eabili ação ou no os
p oje os de pa imen ação, con o me esquema ilus ado na Figu a 17.
Figu a 17 – Esquema de epa imen ação com eciclagem do ma e ial esado a io na cen al

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Ge almen e, as mis u as a io são aplicadas em ope ações de pequena escala, adequadas pa a es adas
de baixa e média in ensidade de á ego. O ma e ial eciclado pode se aplicado como camada es u u al,
desde que sob epos a po uma camada de desgas e a quen e pa a p oduzi e ei os du adou os no
pa imen o.
Na eciclagem a io em cen al, a no a mis u a as ál ica esul a da combinação do ma e ial esado à
empe a u a ambien e com be ume-espuma ou com emulsão be uminosa aquecida en e 50 e 60°C.
Em algumas das no as mis u as a io é ei o a inco po ação 10 a 20% de ag egados i gens (Jacobson,
2002).
Ao con á io do mé odo de eciclagem
in si u
, onde o ma e ial esado é con inuamen e ecupe ado sem
possibilidade de análise p é ia do ine e, na eciclagem em cen al, o ma e ial esado passa po uma
iagem pa a a e i as suas p op iedades an es de se eu ilizado. Du an e a e apa de sepa ação são
a aliados o eo e a consis ência do be ume esidual p esen e no ma e ial, assim como a sepa ação dos
ine es po g anulome ia e composição. Adicionalmen e azem-se ensaios de labo a ó io pa a se pode
de e mina a composição mais adequada pa a consegui as melho es mis u as, endo em conside ação
o ipo e a qualidade do ma e ial ecupe ado disponí el.
Uma ou a an agem des a écnica a io es á nas mis u as p oduzidas sem aglome an es hid áulicos,
onde a composição eciclada pode se a mazenada empo a iamen e em es alei o, pe mi indo uma
logís ica mais e icien e do ma e ial sem a necessidade de sua aplicação imedia a na ob a (Unge Filho
e al.
, 2020).
Impo a ealça que ace aos ele ados cus os de p odução e ao signi ica i o impac o ambien al
associados às écnicas de eciclagem a quen e, as mis u as ecicladas a io êm despe ado um
c escen e in e esse e acei ação da comunidade cien í ica. Den o des e mé odo de eciclagem, di e sos
es udos mos am a anços signi ica i os no desen ol imen o de no as mis u as a io de al a qualidade e
desempenho, podendo se uma opção económica iá el e ambien almen e sus en á el (Unge Filho
e
al.
, 2020, Wacke
e al.
, 2020, Die ende e
e al.
, 2021, Bai gi
e al.
, 2022, Oli ei a
e al.
, 2023).
Em Po ugal, um es udo ecen e explo ou a aplicação ino ado a da eciclagem a io com be ume-espuma
num echo de 5km da Es ada Regional 243 (ER243), uma es ada localizada na localidade de Riachos,
concelho de To es No as, dis i o de San a ém (Cas o
e al.
, 2024). A écnica u ilizada e e como
obje i o u iliza uma al e na i a sus en á el à adicional écnica de eabili ação com ecu so à aplicação
de mis u as be uminosas a quen e. Os abalhos expe imen ais o am ealizados num oço de 400
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me os de comp imen o da ER243, com a aplicação de ma e ial es abilizado be ume-espuma p oduzido
numa cen al mó el do ipo con ínua, mon ada especi icamen e pa a o e ei o.
Os bene ícios da écnica de eciclagem a io o am e iden es. P imei amen e, des aca-se a signi ica i a
edução de emissões de CO2. Es a solução possibili ou uma diminuição de 66% nas emissões de CO2
em compa ação com a eabili ação adicional u ilizando mis u as be uminosas a quen e. Além disso, a
ecupe ação do ma e ial esado con ibuiu pa a uma edução signi ica i a do uso de ma e iais i gens e
no consumo ene gé ico, an o no anspo e dos ma e iais como no aquecimen o dos ag egados.
Ou o pon o de des aque no es udo oi a p omoção da sus en abilidade, conseguida pela eu ilização do
ma e ial esado dos pa imen os. Es a abo dagem não só diminui a dependência de no os ma e iais,
mas ambém diminui a ge ação de esíduos, alinhando-se com os p incípios da economia ci cula e as
di e izes ambien ais es abelecidas pela União Eu opeia.
Po úl imo, é ele an e salien a a implemen ação bem-sucedida des a écnica ino ado a, u o da
colabo ação en e a Uni e sidade do Minho, a In aes u u as de Po ugal e a emp esa Cons uções
P agosa, apoiada pela equipa écnica da Wi gen. Es a pa ce ia e idenciou a impo ância da coope ação
en e o ambien e académico, o se o indus ial e as adminis ações odo iá ias pa a o sucesso de p oje os
que p omo em a ino ação e a sus en abilidade do se o (Cas o
e al.
, 2024).
Reciclagem a Quen e
in si u
A eciclagem a quen e
in si u
consis e numa écnica de eabili ação de pa imen os as ál icos que en ol e
o aquecimen o da camada supe icial do pa imen o, isando es au a as suas p op iedades o iginais (Li
e al.
, 2021). Es a écnica é exclusi a à co eção de anomalias supe iciais, azão pela qual as camadas
subjacen es de em ga an i um supo e adequado às ca gas p e is as no no o pa imen o.
Es e p ocedimen o baseia-se no aquecimen o da camada de desgas e a empe a u as ele adas induzido
po painéis adian es, seguido pela compac ação pa a uma simples co eção do pe il, ou o aquecimen o,
esca i icação, ni elamen o e compac ação do pa imen o a eabili a . Em ambas as al e na i as, é usado
um conjun o de equipamen os al amen e especí icos semelhan e àqueles ap esen ados na Figu a 18.
Nes a écnica des acam-se os disposi i os de aquecimen o de g ande po e capazes de p oduzi
empe a u as de 600 °C na supe ície do pa imen o.
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A eciclagem a quen e
in si u
melho a odas as p op iedades ele an es da supe ície e do pe il do
pa imen o, incluindo a composição das ações ag egadas. Es e mé odo co ige anomalias como endas
e de o mações dos pa imen os, além de es au a as p op iedades dos be umes en elhecidos.
Em e mos de impac o ambien al, es a écnica isen a o anspo e de ma e iais pa a a e os ou depósi os
e eduz signi ica i amen e o consumo de no os ag egados e ligan es. No en an o, uma das limi ações
mais ele an es des a écnica e i ica-se no consumo excessi o de ene gia nos p é-aquecedo es, que se
aduz num aumen o conside á el dos cus os da emp ei ada.
Figu a 18 – Composição de comboio de eciclagem a quen e
in si u
(adap ado de WIRTGEN, 2016, WIRTGEN, 2024)
Reciclagem a Quen e em cen al
O mé odo de eciclagem a quen e em cen al comp eende á ias ases pa a ga an i a p odução de
mis u as be uminosas ecicladas de boa qualidade, a a és do eap o ei amen o de pa imen os
be uminosos an igos. Es e p ocesso possibili a a eu ilização de ma e ial esado, com axas de
eciclagem que podem chega a 100%, dependendo da con igu ação e da e iciência da cen al (Pais
e
al.
, 2008, B anco
e al.
, 2016). A ualmen e, em Po ugal es e ipo de cen al inco po a a é 50% de
ma e ial esado em no as mis u as be uminosas (Fonseca
e al.
, 2013).
De aco do com Fonseca
e al.
(2013), de o ma semelhan e à eciclagem a io em cen al, o p ocesso
de eciclagem de pa imen os a quen e em cen al inicia-se com a eceção do ma e ial esado, seguido
do seu a mazenamen o em depósi os especí icos p epa ados pa a esse im. Na ase de a mazenamen o
é ei a uma seleção e ajus amen o do ma e ial endo em con a as suas ca ac e ís icas g anulomé icas,
ipo e composição do ine e, com o obje i o de melho a a qualidade das mis u as em ases pos e io es
do p ocesso. Du an e a p odução das mis u as be uminosas ecicladas a quen e, o ma e ial esado é
combinado com no os ag egados, be umes e eju enescedo es, sendo pos e io men e p ocessado num
ambo secado ou um ambo secado mis u ado , con o me o ipo de cen al, descon ínua ou con ínua.
Es e p ocesso de e a ingi uma empe a u a ideal da mis u a que pode a ia en e 170 e 180 °C numa
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eciclagem a quen e, e 110 °C e 140 °C numa eciclagem empe ada, assegu ando uma coesão
adequada en e os ma e iais e a ea i ação do be ume oxidado p esen e no ma e ial esado.
As écnicas de eciclagem a quen e são aplicadas apenas nas camadas ligadas do pa imen o pelo que
as es u u as subjacen es de em cump i odas as exigências de capacidade de supo e. O con olo
es i o das condições de p odução pe mi e ob e mis u as com desempenho equi alen e às mis u as
no as e com melho desempenho compa a i amen e às mis u as p oduzidas
in si u
(Fonseca
e al.
,
2013). A Figu a 19 ilus a um esquema de epa imen ação com ecu so a uma cen al be uminosa a
quen e do ipo con ínuo.
Figu a 19 – Esquema de eabili ação com eciclagem do ma e ial esado a quen e em cen al
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3. CASO DE ESTUDO E METODOLOGIAS UTILIZADAS
O p esen e caso de es udo p opõe uma solução de eabili ação de um oço da es ada desclassi icada
E.D. 306, numa ia localizada na ma gem sul do concelho de Ba celos, eco endo a di e en es mé odos
de pa imen ação.
O obje i o des e caso es udo isa compa a ês al e na i as de eabili ação, conside ando di e en es
abo dagens écnicas e económicas. As soluções analisadas di e em no mé odo de in e enção, que pode
se em p o undidade ou sob e a co a exis en e do pa imen o, e pelo ipo de ma e ial be uminoso u ilizado,
seja uma mis u a con encional ou uma composição com 50% de ma e ial esado, p oduzidas a quen e
em cen al. Cada al e na i a é a aliada com base nos cus os es imados e na sua iabilidade écnica.
Nes e capí ulo são es abelecidas as bases pa a a análise do caso de es udo, abo dando de o ma
es u u ada as p incipais ca ac e ís icas do echo odo iá io em análise e as me odologias aplicadas ao
longo des e abalho.
Inicialmen e é ei o um enquad amen o geog á ico, ap esen ando a localização do echo e a sua
impo ância no con ex o da ede odo iá ia. Es e pon o é complemen ado pela iden i icação de condições
logís icas que in luenciam o desempenho da in aes u u a.
Em seguida é explo ada a ca ac e ização da es ada, onde se analisa elemen os undamen ais como a
geome ia, a ipologia dos pa imen os, e a dis ibuição do á ego. Es es dados pe mi em comp eende
o compo amen o es u u al da es ada, e das exigências écnicas do p ocesso de epa imen ação.
Po úl imo, a análise es abelece um enquad amen o es u u ado pa a as me odologias ado adas,
se indo como base pa a a a aliação das soluções ap esen adas no p óximo capí ulo. Rela i amen e aos
elemen os de ca ac e ização da es ada em es udo, an o a Câma a Municipal como uma an iga en idade
ges o a (IP), in o ma am não dispo de quaisque egis os documen ais ou in o mações écnicas da
es ada, que possam con ibui pa a o p esen e abalho.
Face a ausência de dados p eexis en es, conside ados essenciais pa a a a aliação écnica e o
desen ol imen o des e es udo, o nou-se necessá io p ocede ao le an amen o di e o das condições
a uais da es ada. Es e le an amen o incluiu a análise das ca ac e ís icas uncionais e es u u ais da ia,
bem como a ealização de um es udo de á ego.

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3.1. CARACTERÍSTICAS DO TRECHO EM ESTUDO
Com ce ca de 13 quilóme os, o oço em es udo localizado a sul de Ba celos, supo a um olume
exp essi o de á ego de a a essamen o, se indo simul aneamen e a indús ia e população local. Sujei a
a uma p essão de á ego pesado, a supe ície be uminosa da in aes u u a e idencia um desgas e
conside á el em á ias zonas do seu aje o, jus i icando um es udo de in e enção de epa imen ação.
3.1.1. Enquad amen o geog á ico
Pa a uma comp eensão espacial do local em análise, ap esen a-se uma desc ição sumá ia das
ca ac e ís icas e localização da EN306 e do echo em es udo.
Ou o a denominada de EN306, a Es ada Desclassi icada 306 ca ac e iza a-se po uma es ada nacional
de 3ª classe, in eg ada na ede p imá ia de inida pelo PRN45 (JAE, 1950). Com uma ex ensão
ap oximada de 63,8 quilóme os, es a ia bidi ecional localizada a no oes e do país, con ibui em g ande
pa e na ligação in e municipal e, ambém, como eixo de a essia en e concelhos. Apesa da sua
desclassi icação pelo PRN2000, a es ada p ese ou a sua unção his ó ica e complemen a de eixo de
in e ligação en e an igas p o íncias do Minho e Dou o Li o al.
No con ex o in e municipal, a EN306 em início no concelho de Pa edes de Cou a e é mino no concelho
de Vila do Conde, com passagem pelos concelhos de Pon e de Lima, Ba celos e Pó oa de Va zim,
con o me ep esen ado no mapa a), da Figu a 20. Es abelecendo a ligação en e as an igas p o íncias,
es a in aes u u a cons i ui a ualmen e uma mais- alia pa a o desen ol imen o económico e social
in e municipal, cump indo assim com as suas unções delineadas no p oje o o iginal.
No concelho de Ba celos, a Es ada Desclassi icada 306 inicia ao quilóme o Pk 40+020, na eguesia
de Panque, nas p oximidades do limi e com a eguesia de Sandiães, do concelho de Pon e de Lima.
Es e eixo, com uma ex ensão ap oximada de 26 quilóme os, desen ol e-se numa o ien ação diagonal
de no e pa a sul, c uzando 13 eguesias do município de Ba celos a é e mina na in e seção en e as
eguesias de Maciei a de Ra es e Balaza , es a úl ima localizada no concelho da Pó oa de Va zim.
Tal como ep esen ado na ca a b) da Figu a 20, a es ada al o des e es udo comp eende um echo de
ap oximadamen e 13 quilóme os da EN306, localizado a sul do município de Ba celos. Com início no
Pk 52+560, na eguesia de Ba celinhos, o eixo in e se a a EN306-1 na eguesia de Góios, e inaliza no
Pk 66+010 em Maciei a de Ra es, p óximo do limi e do município da Pó oa de Va zim.
Desen ol imen o de uma Solução de Reabili ação Sus en á el pa a o Pa imen o da Es ada
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Figu a 20 – T açado da EN306: a) ex ensão o al da EN306; b) echo da EN306 al o de es udo
3.1.2. Ca ac e ização da es ada
Sob adminis ação do Es ado a é o ano 2004 (MOPTH e CMBa celos, 2004), a es ada ap esen a um
pe il ans e sal com uma aixa de odagem de 6 me os. A pla a o ma da es ada é compos a po
be mas ou passeios, e uma aixa de odagem com uma ia de á ego em cada sen ido, con o me ilus a
o pe il ans e sal ipo ep esen ado na Figu a 21 (MOPC, 1945). Rela i amen e à con igu ação
longi udinal e al imé ica, em p a icamen e odo o pe cu so, a asan e ap esen a um conjun o de aineis
de inclinações sua es.
A ualmen e limi ada a uma elocidade máxima de 50km/h, a ia é u ilizada po um conjun o a iado de
u ilizado es, incluindo eículos ligei os, pesados, ag ícolas, anspo es públicos. A ci culação de peões
a)
b)
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é ma cada po uma p esença signi ica i a de pe eg inos do Caminho de San iago, que u ilizam as
be mas, ale as e passeios ao longo do seu aje o.
Figu a 21 – Pe il ans e sal ipo de Es adas Nacionais de 3ª classe (adap ado de MOPC, 1945)
Rela i amen e aos elemen os que in eg am a es ada, des acam-se os seguin es:
• uma supe ície de pa imen o compos a po um pa imen o be uminoso lexí el, com sinais
e iden es de adiga em á ios pon os ao longo do echo;
• in aes u u as sub e âneas, incluindo:
- ede abas ecimen o “em baixa”;
- ede de saneamen o de águas esiduais;
- ede de d enagem de águas plu iais na eguesia de Ba celinhos, nas es an es
eguesias a água é d enada pelas ale as e canale es, em espaço abe o;
- ede de abas ecimen o de gás na u al na eguesia de Ba celinhos.
• linha elé ica e elemen os de iluminação pública (luminá ias);
• equipamen os de segu ança (ba ei as e gua das de segu ança) e sinalé ica de ânsi o;
• co edo es e a essias pedonais, das quais se e são do ipo “passadei as sob ele adas”;
• dois iadu os de passagem supe io localizados na eguesia de Al elos.
O echo em es udo e ela uma p essão mode ada e egula de á ego de eículos pesados ao longo do
dia. Além de supo a o á ego de a a essamen o, a a é ia se e ainda como ia de acesso a pequenos
núcleos indus iais e uma ampla á ea de explo ação ag ícola si uada a sul do concelho de Ba celos.
De aco do com o es abelecido no Plano Di e o Municipal, uma á ea de 14,5 hec a es con ígua à es ada
em análise se encon a des inada a a i idades económicas e indus iais. Des e o al, 8,9 hec a es,
co esponden es 61%, encon am-se a ualmen e em plena explo ação, com as unidades económicas a
con ibuí em pa a um luxo egula de eículos pesados ao se iço do se o indus ial (Ba celos, 2024).
No que se e e e à p odução ag ícola, as eguesias a sul des e eixo e idenciam uma a i idade
ag opecuá ia exp essi a, especialmen e cen ada na c iação de gado bo ino. A u ilização de maquina ia
pesada, p óp ia des e ipo de explo ação, in ensi ica a p essão de á ego pesado sob e o pa imen o.
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43
Pa a con ex ualiza , o índice de mecanização das explo ações ag ícolas, calculado com base na elação
en e o núme o de a o es e a supe ície ag ícola u ilizada, e ela que egiões como o Alen ejo,
ca ac e izadas po g andes p op iedades, ap esen am um índice eduzido de mecanização de 1 a o
po cada 100 hec a es. Em con apa ida, á eas com p edominância de pequenas explo ações, como
En e Dou o e Minho, egiões onde se localiza o echo em es udo, egis am índices subs ancialmen e
mais ele ados, alcançando 16 a o es po 100 hec a es (INE, 2021).
Além do á ego associado ao se o indus ial e ag ícola, a ia supo a ainda ca ei as de anspo e
público de passagei os, egis ando a ualmen e uma média de 19 passagens po cada dia ú il e 4
passagens aos ins de semana (DMU, 2024).
3.2. METODOLOGIAS UTILIZADAS
Em es udos de la ga ampli ude, como o que se e i ica nes e caso, a aplicação de me odologias de
abalho in eg a uma combinação de p ocedimen os écnicos, incluindo análises de campo e de
labo a ó io, que pe mi em a alia as condições do pa imen o e es abelece es a égias de in e enção de
aco do com as exigências e ho izon e do p oje o. Assim, com base nos pa âme os de es ado ob idos a
pa i ensaios de campo, o nou-se possí el uma ca ac e ização obje i a do es ado do pa imen o, bem
como a sua a aliação es u u al e uncional.
Nesse sen ido, o am ealizados os ensaios de campo e o espe i o p ocessamen o de dados. O supo e
écnico en ol eu o uso de ecnologia a ançada, nomeadamen e o pe ilóme o a lase e o de le óme o
de impac o, acul ado pela Uni e sidade do Minho.
Seguidamen e, são desc i as as e apas das me odologias de ensaio ado adas no p esen e es udo de
eabili ação odo iá ia.
3.2.1. Con agens de T á ego
Os débi os de á ego pesado cons i uem um elemen o undamen al no desen ol imen o de p oje os de
engenha ia odo iá ia, se indo de base pa a decisões de dimensionamen o e planeamen o de
in e enções sus en á eis e e icien es.
Nas úl imas décadas, o aumen o das ca gas po eixo nos eículos pesados em ag a ado
conside a elmen e os danos nos pa imen os. Pa a ilus a a dimensão des e impac o, um eículo pesado
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Os ní eis de IRI i e am po base os limi es de con o midade pa a mis u as be uminosas a quen e,
p e is os no Cade no de Enca gos Tipo de Ob a (Tabela 3), da an iga Es adas de Po ugal (EP).
Tabela 3 – Classi icação dos alo es de IRI (EP, 2014)
Classi icação
C i é ios
Mui o Bom
Excede la gamen e os pa âme os exigidos
Bom
Cump e os pa âme os exigidos exceção ei a à pe cen agem da ex ensão do açado com alo es
in e io es a 3,0 e 3,5, que de e á se supe io ou igual a 95%
Razoá el
Cump e os pa âme os exigidos, exceção ei a às pe cen agens de ex ensão do açado com alo es
in e io es a 1,5 e 2,0 e 3,0 e 3,5, onde se admi em espe i amen e as pe cen agens de 40 e 90
Medíoc e
Não cump e as exigências an e io es ( azoá el), mas ap esen a alo es de IRI de 1,5; 2,5 e 3,0 e
2,0, 3,0 e 3,5 em pe cen agens do açado supe io es a 15, 60 e 85, espe i amen e
Mau
Não cump e os pa âme os exigidos nas classi icações an e io es
Os alo es limi es es ipulados no Cade no de Enca gos Tipo Ob a são ap esen ados na Tabela 4.
Tabela 4 – Valo es de e e ência do IRI (adap ado de EP, 2014)
Pe cen agem admissí el de alo es de IRI pa a cada ex ensão de echo
50% ≤ 2,0 (m/km)
80% ≤ 3,0 (m/km)
100% ≤ 3,5 (m/km)
Com base nos índices de IRI ap esen ados na Tabela 3, e con on ados com os alo es limi es es ipulados
no Cade no de Enca gos Tipo Ob a ap esen ados na Tabela 4, ob i e am-se os esul ados que se ão
ap esen ados no capí ulo seguin e.
3.2.5. A aliação Es u u al do Pa imen o
Numa ase pos e io aos ensaios de auscul ação do pa imen o, p ocedeu-se à ealização de poços de
sondagem em zonas dis in as que pe mi i am aze p ospeções geo écnicas das camadas de base e
sub-base, no sen ido de complemen a a a aliação da capacidade de ca ga da in aes u u a. Es a
abo dagem pe mi iu a inspeção das subcamadas g anula es e das camadas ligadas, assim como
pe cebe as possí eis causas da deg adação do pa imen o.
Com base nos esul ados dos ensaios de capacidade de ca ga o am ob idas in o mações que pe mi i am
a e i a qualidade es u u al do pa imen o, que é complemen ada pelo es ado de deg adação da camada
supe icial do pa imen o. Pa a de ini os modelos es u u ais a conside a na ase de dimensionamen o,
eco eu-se ao p og ama de modelação JPa Back que pe mi iu de e mina os módulos de igidez e
de o mabilidade das di e en es camadas do pa imen o po análise in e sa.

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Numa ase inicial da modelação compu acional do pa imen o, p ocedeu-se à análise dos alo es de
de lexão ob idos nos ensaios ealizados com o de le óme o de impac o (FWD). Es es alo es
co espondem ao pa âme o de es ado elacionado com a capacidade es u u al de pa imen o.
De inição de echos de compo amen o homogéneo
Na a aliação da capacidade es u u al de pa imen os be uminosos lexí eis, a de inição de echos
homogéneos consis e na iden i icação de secções de es ada com p op iedades es u u ais simila es.
Es e p ocesso, ealizado com base na análise das di e enças acumuladas a a és das Equações 1 a 3,
é um mé odo que pe mi e ca ac e iza o compo amen o do pa imen o ao longo do seu açado,
acili ando a segmen ação do echo em á eas com condições es u u ais compa á eis.
𝑨𝒂𝒄𝒖𝒎=∑[𝒅𝒊−𝟏+𝒅𝒊
𝟐∗(𝒌𝒊−𝒌𝒊−𝟏)]
𝒏
𝒊=𝟏
(1)
em que:
𝑨𝒂𝒄𝒖𝒎 – á ea acumulada
𝒅𝒊 – alo máximo da de lexão do pon o de ensaio 𝑖
𝒌𝒊 – dis ância dos pon os de ensaio
No passo seguin e são de e minadas as di e enças acumuladas a pa i da di e ença en e a á ea
acumulada e a á ea co esponden e a uma linha de e e ência, dado pela equação (2), que ep esen a
o alo médio das de lexões em odo o comp imen o, a é ao pon o conside ado.
𝒅𝒎é𝒅=𝑨𝒂𝒄𝒖𝒎
𝒌𝒏−𝒌𝟎
(2)
onde,
𝒅𝒎é𝒅 – alo médio da de lexão
𝑨𝒂𝒄𝒖𝒎 – á ea acumulada
𝒌 – dis ância co esponden e ao pon o ensaiado
Po im são calculadas as di e enças acumuladas a pa i da exp essão 3:
𝑫𝒊𝒇.𝑨𝒄𝒖𝒎𝒊=𝑨𝒂𝒄𝒖𝒎− 𝒅𝒎é𝒅∗(𝒌𝒊−𝒌𝟎)
(3)
onde,
𝑫𝒊𝒇.𝑨𝒄𝒖𝒎𝒊 -- di e enças acumuladas
𝑨𝒂𝒄𝒖𝒎 – á ea acumulada
𝒅𝒎é𝒅 – alo médio da de lexão
𝒌𝒊 – dis ância em cada pon o de cálculo
𝒌𝟎 – dis ância inicial
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Es a me odologia pe mi e iden i ica di e en es endências na e olução das di e enças acumuladas, as
quais são usadas pa a de ini os sub echos de compo amen o homogéneo. Nesse sen ido, semp e que
se e i ica uma mudança no sinal da inclinação dessas endências no g á ico das di e enças acumuladas,
é de inido o início de um no o sub echo.
De seguida p ocedeu-se à iden i icação das de o madas (de lexões) ca ac e ís icas de cada echo, sendo
es as de inidas pelas de lexões co esponden es ao pe cen il 85% dos alo es egis ados pelos geo ones.
Es e pa âme o ep esen a as condições es u u ais mais c í icas ou p óximas do limi e supe io
admissí el pa a o segmen o a aliado (EP, 2014).
Rela i amen e à ca ac e ização do pa imen o exis en e, os locais pa a a abe u a dos poços de sondagem
o am de e minados com base na análise dos alo es ca ac e ís icos de de lexão do pa imen o. Nes e
ipo de análise, como se i á ap esen a adian e, pa a assegu a a p ecisão dos esul ados, de e-se
p ocede à ca ac e ização indi idual de cada echo homogéneo de o ma a ga an i a ep esen a i idade
das condições es u u ais de cada um des es. Con udo, conside ando a mo osidade do p ocesso, bem
como os impac os no á ego e nos ecu sos humanos e inancei os que a abe u a dos poços en ol e,
op ou-se po limi a o es udo à abe u a de apenas dois poços de sondagem. Assim, na seleção desses
locais o am p io izados os echos onde os alo es ca ac e ís icos de de lexão egis a am os seus
ex emos, an o máximos como mínimos.
Modelação do pa imen o exis en e
Os modelos es u u ais das di e en es camadas de pa imen o, em cada echo de compo amen o
homogéneo, o am ob idos a a és do mé odo de e oanálise com ecu so ao
so wa e
JPa Back, endo
po base os esul ados egis ados no de le óme o de Impac o, e na in o mação es u u al do pa imen o
ecolhida na abe u a dos poços. A a és das de lexões, em pon os ep esen a i os de cada sub echo,
o
so wa e
indicado é u ilizado pa a ajus a os módulos de elas icidade simulados de al o ma que a
espos a eó ica (de o mada na supe ície) do modelo de pa imen o se ap oxime dos alo es medidos no
local no ensaio de de lexão. Conside a-se que o modelo ep esen a adequadamen e a es u u a do
pa imen o exis en e em cada sub echo quando os alo es de de lexão calculados no
so wa e
se
ap oximam dos alo es medidos em campo, com o de le óme o.
Os modelos de e oanálise, ou análise in e sa, ap esen am de e minadas es ições com a cons i uição
do pa imen o. Es e p og ama assume que exis e um de e minado núme o de camadas ho izon ais
con ínuas, homogéneas, iso ópicas e que as mesmas ap esen am um compo amen o elás ico-linea ,
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es ando apoiadas num maciço semi-in ini o. A dis ibuição in e na de ensões/ex ensões é calculada pa a
de e mina a espos a do pa imen o sob uma ca ga e ical uni o memen e dis ibuída em á ea ci cula .
Em alguns casos es as simpli icações podem di icul a a ep esen ação idedigna do compo amen o do
pa imen o, nomeadamen e, em casos de pa imen os ex emamen e endilhados, cujas descon inuidades
não são possí eis de simula . No en an o, es e modelo em sido amplamen e u ilizado ao longo das
úl imas de décadas, no âmbi o da engenha ia de pa imen os pa a análises es u u ais.
3.2.6. Dimensionamen o da eabili ação de pa imen os
O dimensionamen o de qualque solução de eabili ação de pa imen os, exige o conhecimen o p é io
das ca gas a que o pa imen o es a á sujei o ao longo do pe íodo de ida ú il conside ado na ase de
p oje o. Assim, a es ima i a do á ego de p oje o baseia-se na de e minação do Núme o Acumulado de
Eixo Pad ão (NAEP) que ão solici a a in aes u u a em es udo no pe íodo de ida conside ado. Es e
cálculo conside a a o es como o á ego médio diá io anual (TMDA) dos eículos pesados, a axa de
c escimen o do á ego e a sua ag essi idade.
Segue-se a ap esen ação das e apas pa a a de e minação do á ego de p oje o pa a es e es udo, com
base nos pa âme os associados ao Núme o Acumulado de Eixo Pad ão (NAEP).
T á ego Médio Diá io Anual de Veículos Pesados (TMDAVP)
O á ego médio diá io anual de eículos pesados no ano inicial de explo ação 𝑇𝑀𝐷𝐴𝑉𝑃(𝑎𝑛𝑜 𝑧𝑒𝑟𝑜) é
de e minado pela equação (4):
𝑇𝑀𝐷𝐴𝑉𝑃𝑎𝑛𝑜 𝑧𝑒𝑟𝑜 =𝑇𝑀𝐷𝐴×%𝑉𝑃
(4)
sendo 𝑇𝑀𝐷𝐴 o T á ego Médio Diá io Anual e %𝑉𝑃 é a pe cen agem de eículos pesados.
Em al e na i a, o
TMDAVP
pode se ob ido di e amen e de con agens de á ego onde se di e encie os
eículos ligei os e pesados. Nesse caso, o
TMDAVP
pode se es imado, con o me se indica na exp essão
(5), a pa i de uma ponde ação en e os eículos pesados quan i icados em dias ú eis (
TMDAVPdias ú eis
)
e aos ins de semana (
TMADVP im de semana
).
𝑇𝑀𝐷𝐴𝑉𝑃=𝑇𝑀𝐷𝐴𝑉𝑃𝑑𝑖𝑎𝑠 ú𝑡𝑒𝑖𝑠× 𝑛º 𝑑𝑢+𝑇𝑀𝐷𝐴𝑉𝑃𝑓𝑖𝑚 𝑑𝑒 𝑠𝑒𝑚𝑎𝑛𝑎× 𝑛º 𝑑𝑓𝑑𝑠
(5)
em que 𝑛º 𝑑𝑢 ep esen a o núme o de dias ú eis e 𝑛º 𝑑𝑓𝑑𝑠 ep esen a o núme o de dias de im de
semana. Num ano bissex o, es es assumem os alo es de 253 e 113, espe i amen e.
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T á ego Acumulado no Ho izon e de P oje o
Pa a o pe íodo de ida ú il da es ada, o núme o acumulado de eículos pesados ep esen ado na
equação (6) po 𝑁𝐴𝑉𝑃(𝑎𝑛𝑜 ℎ𝑜𝑟𝑖𝑧𝑜𝑛𝑡𝑒), é calculado conside ando a axa de c escimen o anual (
) e o
núme o de anos do ho izon e do p oje o (
n
), a pa i do 𝑇𝑀𝐷𝐴𝑉𝑃(𝑎𝑛𝑜 𝑧𝑒𝑟𝑜), onde:
𝑁𝐴𝑉𝑃𝑎𝑛𝑜 ℎ𝑜𝑟𝑖𝑧𝑜𝑛𝑡𝑒 =𝑇𝑀𝐷𝐴𝑉𝑃𝑎𝑛𝑜 𝑧𝑒𝑟𝑜∗365∗(1+𝑡)𝑛−1
𝑡
(6)
Núme o Acumulado de Eixos Pad ão (NAEP)
O núme o acumulado de eixos pad ão no inal do ho izon e de p oje o 𝑁𝐴𝐸𝑃, desc i o na equação (7),
é ob ido pelo p odu o do á ego acumulado com o a o camião (𝐶):
𝑁𝐴𝐸𝑃=𝑁𝐴𝑉𝑃𝑎𝑛𝑜 ℎ𝑜𝑟𝑖𝑧𝑜𝑛𝑡𝑒∗𝐶
(7)
Pa a o cálculo do a o camião (𝐶) é necessá io de e mina a ag essi idade média do á ego pesado,
con o me se indica de seguida.
Coe icien e de Ag essi idade do T á ego Pesado
O coe icien e de ag essi idade (𝛾), de inido da equação (8), e le e o impac o de um eixo eal em elação
a um eixo pad ão de 130 kN, sendo calculado como (LCPC e SETRA, 1994):
𝛾=𝑘∗(𝑃𝑖
𝑃𝑟𝑒𝑓)𝛼
(8)
onde,
𝑘, 𝑓𝑎𝑡𝑜𝑟 𝑑𝑒𝑝𝑒𝑛𝑑𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑜 𝑡𝑖𝑝𝑜 𝑑𝑒 𝑒𝑖𝑥𝑜(𝑒𝑖𝑥𝑜 𝑠𝑖𝑚𝑝𝑙𝑒𝑠,𝑘=1
𝑒𝑖𝑥𝑜 𝑠𝑖𝑚𝑝𝑙𝑒𝑠,𝑘=0.75
𝑒𝑖𝑥𝑜 𝑠𝑖𝑚𝑝𝑙𝑒𝑠,𝑘=1,1)
𝑃𝑖, 𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎 𝑑𝑒 𝑒𝑖𝑥𝑜 𝑟𝑒𝑎𝑙 (𝑡𝑜𝑛)
𝑃𝑟𝑒𝑓, 𝑐𝑎𝑟𝑔𝑎 𝑑𝑜 𝑒𝑖𝑥𝑜 𝑑𝑒 𝑟𝑒𝑓𝑒𝑟ê𝑛𝑐𝑖𝑎 (130𝑘𝑁)
𝛼, 𝑓𝑎𝑡𝑜𝑟 𝑒𝑥𝑝𝑜𝑛𝑒𝑛𝑐𝑖𝑎𝑙 𝑑𝑎 𝑎𝑔𝑟𝑒𝑠𝑠𝑖𝑣𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒𝑝𝑒𝑛𝑑𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑜 𝑡𝑖𝑝𝑜 𝑑𝑒 𝑝𝑎𝑣𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 (𝛼=5)
Assim, a ag essi idade de um eículo pesado esul a do soma ó io da ag essi idade de odos os seus
eixos dado pela exp essão (9):
𝛾𝑣𝑒í𝑐𝑢𝑙𝑜=∑𝑘∗(𝑃𝑖
𝑃𝑟𝑒𝑓)𝛼
𝑛
𝑖=1
(9)
em que 𝑛 ep esen a o núme o de eixos do eículo em análise.
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Fa o Camião
O a o camião (𝐶) quan i ica o dano médio acumulado causado po um eículo pesado em compa ação
com o dano de um eixo-pad ão (eixo de e e ência) usado pa a dimensionamen o, con o me se exp essa
na equação (10):
𝐶=∑𝛾𝑚é𝑑𝑖𝑎 𝑣𝑒í𝑐𝑢𝑙𝑜𝑠
𝑛
𝑖=1
(10)
em que 𝛾𝑚é𝑑𝑖𝑎 𝑣𝑒í𝑐𝑢𝑙𝑜𝑠 ep esen a a média da ag essi idade das di e en es classes de eículo
obse adas num de e minado pos o de con agem, dada pela equação (11):
𝛾𝑚é𝑑𝑖𝑎 𝑣𝑒í𝑐𝑢𝑙𝑜𝑠=𝛾𝑣𝑒í𝑐𝑢𝑙𝑜∗𝑓𝑣𝑒í𝑐𝑢𝑙𝑜
(11)
sendo 𝛾𝑣𝑒í𝑐𝑢𝑙𝑜 a ag essi idade dum uma de e minada classe de eículos, e 𝑓𝑣𝑒í𝑐𝑢𝑙𝑜 a equência com
que essa classe de eículos passa no pos o de con agem.
O cálculo da equência do eículo é dado pela exp essão (12):
𝑓𝑐𝑙𝑎𝑠𝑠𝑒 𝑣𝑒í𝑐𝑢𝑙𝑜𝑖=𝑛º 𝑑𝑒 𝑣𝑒í𝑐𝑢𝑙𝑜𝑠 𝑑𝑎 𝑐𝑙𝑎𝑠𝑠𝑒 𝑖
𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑜𝑠 𝑣𝑒í𝑐𝑢𝑙𝑜𝑠
(12)
Dimensionamen o da solução de eabili ação
O es udo em ques ão abo da di e en es p opos as pa a a eabili ação do pa imen o em análise, sendo o
dimensionamen o ealizado com ecu so ao
so wa e
JPa . Cada p opos a ap esen a abo dagens
dis in as de in e enção, incluindo di e en es ipos de mis u as be uminosas a quen e, que podem se
con encionais ou com a u ilização de 50% de ma e ial be uminoso eciclado ( esado). No en an o, odas
elas con e gem pa a o obje i o comum de iden i ica uma solução ep esen a i a de epa imen ação que
seja ecnicamen e adequada e sus en á el.
Assim, numa p imei a abo dagem, o es udo p opõe o dimensionamen o de um e o ço do pa imen o
baseado na aplicação de camadas be uminosas adicionais sob e as camadas exis en es. Es a solução
implica um ac éscimo da espessu a o al do pa imen o, esul ando no aumen o da sua co a.
Ou a abo dagem conside a a emoção das camadas be uminosas exis en es, seguida da sua
subs i uição po camadas be uminosas no as ou ecicladas. Es e mé odo pe mi e p ese a a co a
o iginal do pa imen o, emo endo oda a espessu a be uminosa deg adada.
Po im, é ap esen ada uma solução o imizada, que consis e na subs i uição de pa e das camadas
be uminosas exis en es po camadas be uminosas no as ou ecicladas. Tal como na abo dagem an e io ,

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es a opção ga an e a manu enção do pe il al imé ico exis en e, mas não emo e a o alidade da
espessu a ligada exis en e.
3.2.7. A aliação económica das soluções de eabili ação
Pa a a análise económica das soluções de eabili ação p opos as nes e es udo, o am es imados os
cus os associados à p odução de mis u as be uminosas, aos e en uais abalhos de esagem de
pa imen os e de aplicação de uma memb ana e a dado a da p opagação de endas, conside ando as
écnicas que se ão ap esen adas no capí ulo seguin e. A es ima i a baseou-se em dados ob idos a a és
de pesquisas de me cado, jun o de emp esas especializadas no se o .
Na Tabela 5 encon am-se os alo es médios, es imados pa a a p odução de mis u as be uminosas à
boca da cen al, excluindo os cus os de aplicação.
Tabela 5 – Valo es ima i o do cus o de p odução das mis u as be uminosas conside adas
Mis u a
Classi icação
Cus o (€/ on)
Con encional
AC20 bin/base 35/50 (MB)
57,00
AC14 su 35/50 (BB)
62,00
Reciclada (50% RAP)
AC20 bin/base (MB)
45,00
AC14 bin/base
50,00
De aco do com a pesquisa de me cado, o cus o das ope ações de esagem, calculado po me o
quad ado, a ia en e 4,0€ e 8,8€ pa a um in e alo de espessu as en e 10 e 30 cen íme os. A pa i
desses alo es o am de e minados, po in e polação, os p eços de esagem pa a as espessu as
in e médias de cada solução de eabili ação. Impo a salien a que os cus os ap esen ados dizem
espei o exclusi amen e à execução da esagem, não sendo con emplados os enca gos com o anspo e
do ma e ial esado a é às unidades de a amen o ou eu ilização, uma ez que não es á de inido o
emp ei ei o esponsá el pela ealização da ob a de eabili ação.
Uma das soluções de eabili ação p opos as inclui a aplicação de uma memb ana com a unção de
e a da a p opagação de endas do pa imen o exis en e pa a as no as camadas. Es e ma e ial colocado
en e o pa imen o exis en e e as no as camadas be uminosas ap esen a um cus o es imado de 10€/m²,
con o me as endências obse adas no me cado.
Apesa de e em esul ado de uma pesquisa me iculosa de me cado, os cus os ap esen ados são
me amen e es ima i os, não de endo se u ilizados como alo es de e e ência pa a qualque ou o
p oje o des e ipo, uma ez que os p eços dos ma e iais u ilizados êm uma a iação empo al
signi ica i a, pois es ão elacionados de pe o com os p eços dos combus í eis ósseis, os quais êm
obse ado a iações de cus o conside á eis ao longo dos úl imos anos.
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4. ANÁLISE E DISCUSSÃO DE RESULTADOS
Nes e capí ulo são ap esen ados os esul ados ob idos acompanhados da espe i a análise, discussão e
p opos as de solução, com base nas di e en es me odologias aplicadas.
Inicialmen e são abo dados os esul ados dos abalhos ealizados em campo, incluindo a ca ac e ização
do á ego e a a aliação do es ado supe icial do pa imen o onde inclui a análise das p incipais pa ologias
iden i icadas bem como a i egula idade longi udinal do pa imen o. Adicionalmen e, a aliou-se a
capacidade de ca ga pa a iden i ica os echos homogéneos em e mos de compo amen o es u u al.
Na ase subsequen e são p opos as e analisadas di e en es soluções de eabili ação, conside ando
c i é ios écnicos, económicos e de sus en abilidade, com o obje i o de de e mina a in e enção mais
e icien e e adequada às necessidades da ia.
4.1. CONTAGENS DE TRÁFEGO
Con o me e e ido an e io men e, o mé odo da con agem de á ego e e po base imagens de ídeo
ealizadas em simul âneo em cada um dos qua o locais p ede inidos. Os dados con abilizados indicam
que 6,1% do á ego co esponde a eículos pesados, sendo os es an es 93.9% eículos ligei os.
Rela i amen e aos eículos pesados, os alo es médios ob idos nos qua o pon os de con agem
classi ica am o echo na ca ego ia de á ego T5, co esponden e a um á ego médio diá io anual
(TMDA) de eículos pesados en e 150 e 300 passagens po dia, e po sen ido de ci culação (JAE, 1995).
Quan o ao á ego de p oje o, a Tabela 6 ap esen a as es ima i as do núme o acumulado de eixos-pad ão
(NAEP) ob idas pa a um pe íodo de 20 anos em cada local de con agem.
Tabela 6 – Valo es de NAEP (pa a 20 anos) dos locais de con agem
Local de con agem
Sen ido
No e/Sul
Sul/No e
Ba celinhos
646 042
523 518
Góios - echo No e
979 722
1 006 548
Góios - echo Sul
1 130 060
1 125 638
Maciei a de Ra es
1 070 432
1 074 577
Como se pode obse a , os alo es de á ego de p oje o ob idos pa a cada um dos pos os de con agem
são signi ica i amen e di e en es. Assim, o alo a conside a em cada echo de compo amen o
homogéneo se á de inido em unção do pos o de con agem mais ep esen a i o pa a cada caso.
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58
4.2. OBSERVAÇÃO DO ESTADO SUPERFICIAL
Como já oi e e ido, o egis o das pa ologias oi ealizado com base em mé odos adicionais de a aliação
de in aes u u as odo iá ias. Es e p ocesso incluiu uma inspeção isual das deg adações p esen es na
supe ície do pa imen o, complemen ada pela medição das de o mações com ecu so ao pe ilóme o a
lase . Essas abo dagens pe mi i am iden i ica e ca ac e iza as deg adações exis en es à supe ície do
pa imen o, pa a uma pos e io a aliação do es ado de conse ação da es ada em causa.
Seguem-se exemplos de algumas deg adações iden i icadas, de aco do com as suas ipologias e ní eis
de g a idade.
Na Figu a 27 são ap esen ados di e en es ipos de endilhamen o obse ados na es ada em análise.
En e os ipos de endas iden i icados, des acam-se as endas longi udinais, equen emen e localizadas
nas odei as ou p óximas das be mas. Essas deg adações podem esul a do início do p ocesso de adiga
das camadas be uminosas ou es a em associadas ao débil sis ema de d enagem de águas plu iais.
Ainda den o do endilhamen o emos a “pele de c ocodilo”, ca ac e ís ico do en elhecimen o a ançado
e da p og essi a adiga es u u al do pa imen o.
a)
b)
c)
d)
Figu a 27 – Fendilhamen o: a) endas longi udinais - ní el 2; b) endas longi udinais - ní el 3; c) pele de c ocodilo - ní el 1;
d) pele de c ocodilo - ní el 3
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59
Na Figu a 28 são ap esen ados exemplos de de o mações, incluindo de o mações localizadas e odei as.
As de o mações localizadas podem es a associadas a alhas pon uais na compac ação ou à p esença
de ma e iais inadequados, enquan o as odei as, o madas em zonas de passagem do á ego, e le em
um assen amen o p og essi o das camadas be uminosas e de base.
a)
b)
Figu a 28 – De o mações: a) de o mações localizadas - ní el 3; b) odei as - ní el 3
A Figu a 29 ap esen a exemplos de de ei os de supe ície. En e es es, des acam-se os ninhos e peladas,
que pode ão esul a de uma espessu a insu icien e da camada de desgas e ou de uma alha de
ade ência en e es a camada e a camada subjacen e. Além disso, é possí el obse a a desag egação
supe icial, cuja o igem ge almen e es á associada à ação ab asi a do á ego ou a alhas na aplicação
ou qualidade dos ma e iais be uminosos.
a)
b)
Figu a 29 – De ei os de supe ície: a) ninhos e peladas - ní el 3; b) desag egação supe icial - ní el 3
A Figu a 30 ilus a exemplos de epa ações em es ado de deg adação conside á el. Um dos casos
obse ados mos a a selagem de co as em condições p ecá ias, possi elmen e causadas pelo es ado
a ançado de uína da á ea da in e enção. Ou o exemplo são os emendos em mau es ado, que pode ão
esul a de alhas na ecomposição das es u u as do pa imen o, du an e os abalhos de epa ação.
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66
Figu a 36 – Localização e p ocesso de abe u a dos dois poços de sondagem
a)
b)
Figu a 37 – Amos a das camadas be uminosas ex aídas dos poços de sondagem: a) poço 1; b) poço 2
Poço 1
Poço 1
Poço 2
Poço 2

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67
Nas imagens ap esen adas nas Figu as 36 e 37 é possí el iden i ica as di e en es camadas be uminosas
que compõem a es u u a do pa imen o, assim como os ma e iais u ilizados e a espe i a espessu a de
cada camada.
Con o me ilus a a Figu a 38, a abe u a dos poços pe mi iu de e mina as espessu as de cada camada
exis en e a é ao solo de undação, iden i ica os di e en es ipos de ma e iais u ilizados em cada camada
e ecolhe amos as pa a pos e io ca ac e ização.
Figu a 38 – Composição do pa imen o es a i icado em cada poço de sondagem
Em compa ação com o poço 1, o poço 2 ap esen a uma maio espessu a de camadas g anula es,
enquan o as camadas be uminosas possuem meno espessu a.
A Figu a 39 ap esen a o modelo es u u al das di e en es camadas de um de e minado echo, ob ido no
p og ama JPa Back. Po meio de um p ocesso i e a i o de cálculo usando es e p og ama, oi possí el
ajus a a cu a dos alo es simulados à cu a dos dados medidos em campo, pe mi indo a consequen e
edução do e o en e as de o mações egis adas e as calculadas. Conside ou-se adequado um e o
in e io a 10%, apesa de o exe cício e sido ealizado de o ma a eduzi o e o pa a alo es
signi ica i amen e in e io es a esse alo .
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68
Figu a 39 – Exemplo de modelação do pa imen o no JPa Back
Na Tabela 9 encon am-se ep esen ados os esul ados da modelação com as espe i as espessu as das
camadas de cada echo de compo amen o homogéneo, e os co esponden es módulos de igidez.
Tabela 9 – Rep esen ação do modelo es u u al de cada echo
No e/Sul
T echo 1/poço 1
espessu a (m)
0,03
0,1
0,13
0,3
0,3
1,53
igidez (MPa)
490
700
640
77
66
45
66
T echo 2/poço 1
espessu a (m)
0,03
0,1
0,13
0,3
0,3
0,45
igidez (MPa)
830
1020
1100
90
70
45
130
T echo 3/poço 1
espessu a (m)
0,03
0,1
0,13
0,3
0,3
0,45
igidez (MPa)
470
650
770
80
40
20
130
T echo 4/poço 1
espessu a (m)
0,03
0,1
0,13
0,3
0,3
0,33
igidez (MPa)
750
950
800
75
66
62
176
T echo 5/poço 2
espessu a (m)
0,03
0,12
0,07
0,1
0,5
0,5
0,26
igidez (MPa)
810
1050
550
83
48
46
37
149
T echo 6/poço 2
espessu a (m)
0,03
0,12
0,07
0,1
0,5
0,5
0,32
igidez (MPa)
1150
1220
1190
128
89
53
37
134
T echo 7/poço 2
espessu a (m)
0,03
0,12
0,07
0,1
0,5
0,5
0,54
igidez (MPa)
890
990
930
62
57
44
20
122
Sul/No e
T echo 1/poço 2
espessu a (m)
0,03
0,12
0,07
0,1
0,5
0,5
0,3
igidez (MPa)
1700
1800
1200
152
76
38
20
115
T echo 2/poço 2
espessu a (m)
0,03
0,12
0,07
0,1
0,5
0,5
0,4
igidez (MPa)
950
1000
550
120
60
30
17
90
T echo 3/poço 2
espessu a (m)
0,03
0,12
0,07
0,1
0,5
0,5
0,96
igidez (MPa)
1000
1150
1050
167
78
50
29
120
T echo 4/poço 1
espessu a (m)
0,03
0,1
0,13
0,3
0,3
0,4
igidez (MPa)
855
1015
974
81
54
19
140
T echo 5/poço 1
espessu a (m)
0,03
0,1
0,13
0,3
0,3
1,5
igidez (MPa)
300
490
600
71
43
33
140
T echo 6/poço 1
espessu a (m)
0,03
0,1
0,13
0,3
0,3
0,86
igidez (MPa)
310
710
390
65
56
20
145
T echo 7/poço 1
espessu a (m)
0,03
0,1
0,13
0,3
0,3
0,47
igidez (MPa)
850
1100
650
90
76
64
127
T echo 8/poço 1
espessu a (m)
0,03
0,1
0,13
0,3
0,3
0,53
igidez (MPa)
690
850
400
60
45
21
78
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A análise da Tabela 9 pe mi e obse a uma a iação dos módulos de igidez/de o mabilidade ao longo
do oço em es udo, e idenciando a he e ogeneidade es u u al do pa imen o e os di e en es es ados de
conse ação em que a es ada se ap esen a.
Ao analisa os esul ados ob idos, pa a os di e en es echos em ambos os sen idos da es ada, e i ica-
se uma p oximidade nos alo es en e echos adjacen es, o que pode se is o como um indicado da
uni o midade es u u al en e secções con inan es. Apesa disso, con ém e e i que o núme o de poços
de sondagem é ela i amen e limi ado pa a o núme o de echos conside ado e pa a a ex ensão do
pa imen o em es udo, con o me já oi e e ido.
4.6. DIMENSIONAMENTO DAS SOLUÇÕES DE REABILITAÇÃO
No âmbi o des e es udo de eabili ação, o am idealizadas ês soluções dis in as, cada uma com
ca ac e ís icas especí icas de in e enção nos abalhos de epa imen ação.
A p imei a solução consis e no e o ço do pa imen o exis en e com a aplicação de no as camadas
be uminosas sob e o a ual pa imen o. Con o me ecomenda o Cade no de Enca gos da IP, nes e ipo de
al e na i a de e se u ilizada uma memb ana com a unção de e a da a p opagação de endas, a se
aplicada sob e o pa imen o exis en e (EP, 2014).
A segunda solução p e ê a esagem in eg al das camadas be uminosas, incluindo a camada de
semipene ação exis en e, seguida da eposição com no as camadas be uminosas, de modo a man e a
co a o iginal do pa imen o.
Po im, a e cei a solução ap esen a um cálculo o imizado pa a cada echo/sub echo do pa imen o,
com esagem e eposição ajus adas às suas necessidades es u u ais, man endo a pa e in e io da
camada de semipene ação e p ese ando ambém a co a o iginal do pa imen o.
O dimensionamen o das soluções oi ealizado com o apoio do
so wa e
JPa , cujo p incípio de
uncionamen o é semelhan e ao do JPa Back, pe mi indo ob e os alo es das ex ensões ins aladas numa
de e minada es u u a de um pa imen o. Esses alo es o am u ilizados no mé odo empí ico-mecanicis a
pa a de e mina as espessu as das camadas, ga an indo que os alo es de ex ensão não ul apassam
os limi es admissí eis de inidos nas Lei de Fadiga da Shell.
A Figu a 40 ilus a o
so wa e
de cálculo JPa , u ilizado no dimensionamen o de uma das soluções de
eabili ação. Es a solução em pa icula consis e na subs i uição das camadas be uminosas exis en es.
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Figu a 40 – Exemplo de cálculo do no o do pa imen o no JPa
Na análise ap esen ada na Figu a 40, é e iden e que a coluna ela i a ao dano espec á el do pa imen o,
no inal de ida ú il, mos a um alo signi ica i amen e in e io a 100%, esul ando num cla o
sob edimensionamen o es u u al. O mesmo se e i ica na p e isão da du abilidade da solução, que
ul apassa la gamen e os 20 anos o iginalmen e de inidos no p oje o, o nando a solução
economicamen e desin e essan e.
Con udo, es as di e enças nos esul ados dizem espei o ao ipo de solução ado ada, que di e e
conside a elmen e en e as al e na i as, como se pode á e i ica mais adian e na análise de esul ados.
4.6.1. Re o ço com sob eposição de no as camadas
Nes a solução, no as camadas be uminosas são sob epos as ao pa imen o exis en e, sem emoção das
camadas a uais. Os cálculos ealizados indicam que as espessu as adicionais a iam en e 8 e 13
cen íme os, como ap esen ado na Figu a 41a), pa a o sen ido No e-Sul, e na Figu a 41b) pa a o sen ido
Sul-No e. Es a a iação é conside ada adequada em ansições longi udinais, assegu ando uma
adap ação sua e e e i ando inclinações excessi as.
No en an o, es a solução ap esen a desa ios no pe il ans e sal da es ada. A p oximidade en e os dois
segmen os de es ada di icul a a ansição g adual en e co as de supe ícies, esul ando num desní el
ou "den e" que comp ome e a uncionalidade e segu ança da ia. Pa a mi iga es e p oblema, op ou-se
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po ha moniza o ní el do pa imen o, ado ando a co a mais ele ada dos dois sen idos como e e ência,
con o me ilus ado na Figu a 41c). Es e ajus e ealizado em oda a aixa de odagem diminui o núme o
de echos exis en es ao longo do oço de es ada em es udo, de quinze pa a onze.
Figu a 41 – Esquema em pe il longi udinal pa a a solução de e o ço: a) 1ª p opos a no sen ido No e/Sul; b) 1ª p opos a
no sen ido Sul/No e; c) 2ª p opos a pa a ambos sen idos
Na Tabela 10, são ap esen ados os alo es p e is os de dano acumulado ao inal do pe íodo de 20 anos,
conside ado no p oje o de dimensionamen o, bem como a es ima i a da ida ú il espec á el a é o
pa imen o a ingi a uína.
Tabela 10 – Es ima i a do dano e ida ú il pa a a solução de e o ço do pa imen o
T echo
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
Comp imen o (m)
497
201
704
465
239
886
3823
1920
1926
1972
518
Camada de desgas e (cm)
5
5
4
5
5
5
5
5
5
5
5
Camada de base (cm)
6
5
4
6
7
8
7
6
7
5
6
Dano (%)
78,7
98,5
89,4
95,4
79,2
90,2
79,2
83,1
92,9
79,3
97,3
Vida ú il (anos)
25,3
20,3
22,3
20,9
25,2
22,1
25,2
24
21,5
25,1
20,5
Es a abo dagem ap esen a uma solução conse ado a que a o ece a uncionalidade e longe idade da
in aes u u a. Con udo, a necessidade de eajus a as in aes u u as exis en es, como passeios, ampas

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de saneamen o, abas ecimen o de água e gás, sis emas de d enagem e acessos, di icul a a
implemen ação da solução e pode á o ná-la economicamen e dispendiosa.
4.6.2. Subs i uição das camadas ligadas po ma e iais no os
Es a solução p opõe a esagem in eg al das camadas be uminosas exis en es, seguida da eposição
com no as camadas, man endo a co a opog á ica o iginal do pa imen o. As espessu as a esa e epo ,
ep esen adas na Figu a 42, o am de e minadas com base nas dimensões das camadas exis en es,
ob idas a a és das sondagens ealizadas nos dois poços.
Figu a 42 – Esquema em pe il longi udinal pa a a solução de subs i uição in eg al das camadas be uminosas exis en es:
a) sen ido No e/Sul; b) sen ido Sul/No e
Pa a cada sen ido de es ada, na Tabela 11 encon am-se os alo es p e is os de dano acumulado ao
inal dos 20 anos conside ados no dimensionamen o, e da es ima i a da ida ú il do pa imen o a é a ingi
o es ado de uína.
Tabela 11 – Es ima i a do dano e ida ú il pa a a solução de subs i uição in eg al das camadas be uminosas exis en es
T echo
1
2
3
4
5
6
7
8
No e/Sul
Comp imen o (m)
579
1155
5074
1979
1879
2008
472
Dano (%)
6,6
6,0
15,8
10,1
49,0
27,7
51,8
Vida ú il (anos)
300,7
332,9
126,1
196,0
10,7
71,9
38,6
Sul/No e
Comp imen o (m)
3057
766
2586
3691
865
714
899
575
Dano (%)
35,6
45,3
29,5
15,4
13,3
8,5
4,1
9,0
Vida ú il (anos)
56,3
44,1
67,7
129,1
149,6
233,1
484,0
220,5
Desen ol imen o de uma Solução de Reabili ação Sus en á el pa a o Pa imen o da Es ada
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73
A subs i uição in eg al das camadas be uminosas po ma e iais no os demons a uma di e gência
exp essi a nos indicado es associados ao dano e à longe idade da in aes u u a, con o me se e i ica
na Tabela 11. A análise mos a um sob edimensionamen o da solução, e idenciado pelos baixos ní eis
de dano acumulado em elação aos limi es admissí eis. Com e ei os semelhan es, e em sen ido opos o,
es a solução mos a um aumen o signi ica i o do pe íodo es imado de ida ú il do pa imen o endo em
con a o pe íodo de 20 anos es abelecidos no p oje o de dimensionamen o.
Embo a es a abo dagem p olongue conside a elmen e a ida ú il do pa imen o, a disc epância en e os
indicado es de " ida ú il" e "dano" comp ome e a sua iabilidade económica, sendo p e isí el um
aumen o conside á el dos cus os execução en ol idos, que se i á e i ica na Secção 4.7.
4.6.3. O imização das espessu as a eabili a
À semelhança da solução an e io , a e cei a solução ep esen ada na Figu a 43 combina a esagem e
eposição das camadas be uminosas, man endo a co a o iginal do pa imen o. No en an o, es a a solução
isa o imiza os cálculos conside ando as ca ac e ís icas es u u ais de cada um dos echos
homogéneos. Es e mé odo az uma análise indi idualizada de cada echo, pe mi indo uma in e enção
ajus ada às necessidades iden i icadas, nomeadamen e o á ego de p oje o, a cons i uição es u u al e
os alo es ep esen a i os da capacidade es u u al de cada um dos echos.
Figu a 43 – Esquema em pe il longi udinal pa a a solução o imizada de subs i uição das camadas exis en es: a) sen ido
No e/Sul; b) sen ido Sul/No e
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A Tabela 12 ap esen a os alo es es imados de dano acumulado ao inal do pe íodo p oje ado de
20 anos, bem como a p e isão da ida ú il a é o pa imen o a ingi o limi e de desempenho.
Tabela 12 – Es ima i a do dano e ida ú il pa a a Solução 1 do no o pa imen o
T echo
1
2
3
4
5
6
7
8
No e/Sul
Comp imen o (m)
579
1155
5074
1979
1879
2008
472
Dano (%)
80,8
87,4
89,7
90,0
84,3
82,2
79,7
Vida ú il (anos)
24,7
22,8
22,2
22,2
23,7
24,1
25,0
Sul/No e
Comp imen o (m)
3057
766
2586
3691
865
714
899
575
Dano (%)
87,3
81,0
92,8
90,5
78,7
94,6
86,7
78,1
Vida ú il (anos)
22,9
24,6
21,5
22,0
25,4
21,1
23,0
25,6
Os cálculos e elam que, ao in e i apenas nas espessu as necessá ias pa a ga an i uma ida ú il de
20 anos, é possí el eduzi signi ica i amen e os olumes de esagem e o ma e ial no o a aplica . Es a
solução não só minimiza os cus os di e os ( esagem, anspo e, e ab ico de no as mis u as), mas
ambém eduz o empo de execução e o impac e ambien al, ap esen ando-se como a abo dagem mais
e icien e e sus en á el.
4.6.4. Análise compa a i a das al e na i as de eabili ação
A análise compa a i a en e as ês soluções de eabili ação e ela di e enças conside á eis nos mé odos
de in e enção e nos esul ados do dimensionamen o es u u al do pa imen o, sendo possí el iden i ica
as an agens/des an agens e especi icações de cada abo dagem.
No en an o, dos ês mé odos, des aca-se a solução de o imização das espessu as eabili adas, como a
abo dagem mais e icien e. A pa i do á ego p oje o, da cons i uição es u u al das camadas do
pa imen o e dos alo es ep esen a i os da capacidade de ca ga em cada echo, es e mé odo pe mi e
o imiza os olumes de esagem assim como os olumes dos no os ma e iais a se em aplicados.
Ao ga an i uma ida ú il em linha com os alo es de p oje o, uma es ima i a de dano ajus ado ao empo
p e is o de uncionamen o da es ada, e uma o imização na execução da ob a, a e cei a solução
consegue supe a as limi ações das ou as duas p opos as ap esen adas.
4.7. AVALIAÇÃO ECONÓMICA DAS SOLUÇÕES
De seguida são ap esen ados os cus os es imados pa a cada solução a aliada. Pa a cada al e na i a
de e mina am-se os cus os de duas soluções de pa imen ação: (i) u ilização de mis u as be uminosas
con encionais e (ii) u ilização de mis u as be uminosas ecicladas com 50% de ma e ial esado. Em
unção das ca ac e ís icas de cada al e na i a, ambém o am es imados os cus os e e en es aos
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abalhos de esagem do pa imen o e de aplicação da memb ana e a dado a da p opagação de endas,
quando aplicá eis.
Conside ando a dis ância en e o local da ob a e a cen al de p odução de mis u as be uminosas ou as
unidades de iagem de esíduos de ob a, é opo uno des aca que os cus os de uma emp ei ada de
epa imen ação podem a ia conside a elmen e en e as p opos as aqui ap esen adas. Embo a o cus o
das mis u as be uminosas ecicladas à “po a” da cen al de p odução seja in e io ao das mis u as
con encionais, o a o “dis ância” en e a cen al e o local da ob a pode jus i ica possí eis a iações nos
alo es o çamen ados pelos di e en es conco en es à emp ei ada. Es a si uação é pa icula men e
ele an e endo em con a que, a ualmen e, apenas um núme o limi ado de p odu o es es á capaci ado
pa a o nece mis u as be uminosas com 50% de ma e ial esado (a solução conside ada mais
sus en á el).
4.7.1. Cus os do e o ço com sob eposição de no as camadas
Embo a não es eja p e is a a esagem do pa imen o e um consequen e eap o ei amen o do ma e ial
an igo em no as camadas (50% de ma e ial eciclado), nes a p imei a solução oi conside ada a
disponibilidade de ma e ial esado p o enien e de ou as ob as, que pode ia se u ilizado na execução
des a solução.
Tabela 13 – Es ima i a de cus o da solução de e o ço com sob eposição de no as camadas
Mis u a
Classi icação
Cus o indi idual
Cus o das mis u as
Cus o da memb ana
Cus o o al
Con encional
AC14
568 676 €
1 236 430 €
789 060 €
2 025 490 €
AC20
667 754 €
Reciclada (50% RAP)
AC14
458 610 €
985 784 €
1 774 844 €
AC20
527 174 €
Os cus os des a solução, desc i os na Tabela 13, encon am-se condicionados a abalhos de ace o nas
in aes u u as exis en es, nomeadamen e, no ajus e de co as em ampas, ál ulas, passeios e ou os
elemen os que ab ange esse ipo de a e as. Em algumas si uações es a al e na i a pode á o na -se
ecnicamen e in iá el, como po exemplo no acesso a p op iedades ma ginais.
4.7.2. Cus os da subs i uição das camadas ligadas po ma e iais no os
Como oi possí el a e igua p e iamen e no dimensionamen o das soluções, o sob edimensionamen o
des a segunda solução é e iden e nos baixos ní eis de dano acumulado, que pe manecem abaixo dos
limi es admissí eis, e no aumen o do pe íodo de ida ú il do pa imen o, em compa ação com o ho izon e
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5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
5.1. CONCLUSÕES
Es e es udo e o ça a impo ância das in aes u u as odo iá ias pa a o desen ol imen o económico e
social de um e i ó io, e idenciando os desa ios da ges ão da ede iá ia e a necessidade de es a égias
sus en á eis pa a a eabili ação de pa imen os. A análise ap o undada ealizada pe mi iu comp eende
a e olução da deg adação de um oço especí ico da EN 306, des acando o impac o da ausência de
in e enções egula es na in eg idade es u u al da ia.
O abalho incluiu a a aliação do es ado a ual do pa imen o a a és de me odologias a ançadas, com
ecu so a ensaios de campo e modelação es u u al. Fo am iden i icadas deg adações signi ica i as
deco en es da ação do á ego e das condições a mos é icas ao longo dos anos, o nando e iden e a
necessidade de ado a soluções e icazes de eabili ação.
De en e as al e na i as es udadas, analisa am-se ês abo dagens: o e o ço com sob eposição de no as
camadas, a subs i uição in eg al das camadas be uminosas e a o imização das espessu as das camadas
a in e i . Os esul ados indica am que a solução o imizada, que combina esagem sele i a e eu ilização
de ma e iais eciclados, ap esen a um melho equilíb io en e cus o, e iciência écnica e impac o
ambien al. O uso de mis u as ecicladas e elou-se economicamen e mais an ajoso, eduzindo os cus os
em ce ca de 16% ace às mis u as con encionais.
Pa a além da análise écnica e económica, es e es udo en a iza a necessidade de uma abo dagem
p e en i a e p oac i a na manu enção da in aes u u a odo iá ia. A ausência de conse ação pe iódica
con ibui signi ica i amen e pa a a acele ação dos danos, le ando ao aumen o de cus os de eabili ação
a longo p azo e à edução da uncionalidade da es ada.
Po im, a disse ação e idencia a ele ância da adoção de écnicas de eabili ação sus en á eis, que
conciliem desempenho es u u al e e iciência económica com a p ese ação ambien al. Os esul ados
ob idos pode ão se i de e e ência pa a u u as in e enções em in aes u u as iá ias semelhan es,
p omo endo boas p á icas na ges ão e manu enção de pa imen os.

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5.2. TRABALHOS FUTUROS
Apesa de se e ob ido esul ados in e essan es nes e abalho, há semp e a possibilidade de ap o unda
alguns emas que podem se i como base pa a u u os es udos académicos. Des a o ma p opõe-se
algumas abo dagens que pode iam complemen a es e es udo.
Uma delas p ende-se com a possibilidade de a alia ou u iliza mis u as be uminosas ecicladas ou
ma e iais es abilizados a io em abalhos de eabili ação. Es a écnica des aca-se pela capacidade de
eduzi o consumo de ene gia du an e a p odução e pe mi i a eu ilização o al dos ma e iais eciclados.
No en an o, é impo an e e o ça que es e ipo de mé odo não é ap op iado pa a se aplicado em
camadas de desgas e.
Ou o pon o ele an e pa a abalhos u u os se ia o es udo da ag essi idade de maquina ias pesadas
que não se enquad am nas ipologias de eículos pesados habi ualmen e conside ados no
dimensionamen o de pa imen os, como os a o es ag ícolas, no cálculo das ca gas po eixo e do
co esponden e á ego de dimensionamen o. Nas con agens de á ego, o am con abilizados núme os
conside á eis de a o es ag ícolas. No en an o, hou e di iculdade em ob e um a o de ag essi idade
que e le isse as ca gas aplicadas no pa imen o, nomeadamen e em e mos de peso b u o e a á ea de
con ac o en e o pneu e o pa imen o. Se ia, assim, in e essan e es uda o impac o que esses a o es
êm na ansmissão das suas ca gas pa a a supe ície do pa imen o, conside ando a banda de olamen o
do ipo de pneu especi icamen e u ilizado nes e ipo de eículos.
Se ia igualmen e pe inen e explo a no as ecnologias pa a a moni o ização do es ado de conse ação
dos pa imen os. O ecu so a e amen as como senso es in eg ados e sis emas de de eção po imagem
pode pe mi i iden i ica p ecocemen e sinais de deg adação, possibili ando in e enções de manu enção
mais ápidas e e icazes. A aplicação des es sis emas pode á ambém se es ada em di e en es cená ios
p á icos, incluindo écnicas de epa imen ação e es udos cien í icos.
Po úl imo, se ia ele an e in es iga be umes sin é icos p oduzidos a pa i de esíduos da indús ia,
nomeadamen e óleos ege ais, plás icos eciclados ou ou os ma e iais com po encial de alo ização.
Es a abo dagem isa o desen ol imen o de soluções sus en á eis que possam ep esen a uma
al e na i a iá el aos be umes de o igem pe olí e a. A aplicação desses ma e iais não apenas con ibui
pa a a edução do impac o ambien al, mas ambém pode aze bene ícios económicos ao ap o ei a
esíduos indus iais pa a a p odução de be umes. Se ia in e essan e analisa os cus os de p odução, a
e iciência écnica e a du abilidade dos pa imen os cons uídos com esses be umes sin é icos. Es a
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abo dagem pode o nece uma solução mais sus en á el e economicamen e iá el pa a a indús ia de
pa imen ação, p omo endo o uso de ecu sos ci cula es com a eu ilização, eciclagem e e alo ização
de ma e iais em im de ida.
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