UMinho | 2024
Uni e sidade do Minho
Ins i u o de Educação
Cláudia Weyne Melo de Cas o Se , conec a e ap ende : uma aje ó ia guiada pela mediação escola pa a a
p omoção do sucesso educa i o a pa i de uma cul u a de paz
ou ub o de 2024
Cláudia Weyne Melo de Cas o
Se , conec a e ap ende : uma aje ó ia
guiada pela mediação escola pa a a
p omoção do sucesso educa i o a pa i de
uma cul u a de paz
Rela ó io de Es ágio
Mes ado em Educação
Á ea de Especialização em Mediação Educacional
T abalho E e uado sob a o ien ação da
P o esso a Dou o a Isabel Ma ia da To e Ca alho Viana
Uni e sidade do Minho
Ins i u o de Educação
ou ub o de 2024
Cláudia Weyne Melo de Cas o
Se , conec a e ap ende : uma aje ó ia
guiada pela mediação escola pa a a
p omoção do sucesso educa i o a pa i de
uma cul u a de paz
ii
DIREITOS DE AUTOR E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO DO TRABALHO POR TERCEIROS
Es e é um abalho académico que pode se u ilizado po e cei os desde que espei adas as eg as e
boas p á icas in e nacionalmen e acei es, no que conce ne aos di ei os de au o e di ei os conexos.
Assim, o p esen e abalho pode se u ilizado nos e mos p e is os na licença abaixo indicada.
Caso o u ilizado necessi e de pe missão pa a pode aze um uso do abalho em condições não p e is as
no licenciamen o indicado, de e á con ac a o au o , a a és do Reposi ó iUM da Uni e sidade do Minho.
Licença concedida aos u ilizado es des e abalho
A ibuição-NãoCome cial-SemDe i ações
CC BY-NC-ND
h ps://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc-nd/4.0/
iii
Ag adecimen os
Ao meu ma ido,
Ma celo Bedê,
oda a g a idão do mundo, po es a isicamen e ao meu lado
du an e odo o cu so do mes ado, me dando o supo e emocional e o apoio logís ico pa a supe a os
desa ios de es a em um país desconhecido e cul u almen e di e so ao meu de o igem, me ajudando a
encon a o ças pa a con inua quando essas já não exis iam mais.
Meus mais since os e o es ag adecimen os ao
meu ilho, João Ped o de Cas o
, que acei ou a
a en u a de i mo a em Po ugal pa a que eu pudesse cu sa o mes ado. Meu companhei inho
insepa á el há doze anos, que me ensina sob e a ida desde que nasceu, não endo sido di e en e dessa
ez. Todos os dias con e sá amos sob e as expe iências que eu i ia no con ex o do es ágio e eu podia
comp eende , a pa i da sua isão de mundo, o compo amen o das c ianças e dos adolescen es com
os quais eu abalha a naquele momen o.
Ag adeço à minha amília, que é meu alice ce e meu po o segu o. Que semp e me o aleceu
pa a a libe dade, mas es e e semp e p on a pa a me acolhe na necessidade do e o no, mesmo que
empo á io. Ao
meu pai, Hudson de Cas o
, e à
minha mãe, Zeza Weyne
, os esponsá eis pela minha
educação e meus p imei os e maio es p o esso es, que me ensina am sob e é ica, solida iedade e amo
ao p óximo. Minha mãe é o meu exemplo da busca pelo cons an e ap imo amen o a a és da educação
e meu pai é meu guia na ida a a és da sua imensa sabedo ia sob e as coisas do mundo. Aos
meus
i mãos
,
Ca la Weyne
e
Caco de Melo Ne o
, um g ande e o e ag adecimen o po e em cuidado com
p imazia de nossa mãe, enquan o eu não pude es a pe o, e po e em me azido o ça, cla eza e apoio
pa a a pe manência e conclusão do mes ado quando oi p eciso. Sem ocês eu nada se ia.
À
P o esso a Isabel
, minha o ien ado a, meu mui o ob igada po odas as o ien ações e
ensinamen os, pela paciência e a enção concedidas du an e odo o p ocesso de
in es igação/in e enção.
Meus ag adecimen os à oda
a equipe do Gabine e de Apoio ao Aluno e à Família da escola
, que
me acolheu ão ca inhosamen e desde o p imei o dia em que es i e no con ex o. Um ag adecimen o
especial à minha
acompanhan e do es ágio
, que semp e oi solidá ia e a enciosa em suas o ien ações e
espei osa ao exp imi suas opiniões sob e o p oje o, e que não exi ou em apoia as a i idades p opos as,
c iando es a égias pa a o ná-las possí eis de se em ealizadas.
Po im, ag adeço aos
alunos e às alunas do con ex o
, que ize am pa e do desen ol imen o da
in es igação/in e enção ealizada. C ianças e adolescen es que pa icipa am das a i idades p opos as
de o ma en usiá ica. Sem a adesão deles, nada do que ha ia sido planejado e ia ei o sen ido.
i
DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE
Decla o e a uado com in eg idade na elabo ação do p esen e abalho académico e con i mo que não
eco i à p á ica de plágio nem a qualque o ma de u ilização inde ida ou alsi icação de in o mações ou
esul ados em nenhuma das e apas conducen e à sua elabo ação.
Mais decla o que conheço e que espei ei o Código de Condu a É ica da Uni e sidade do Minho.
SER, CONECTAR E APRENDER: UMA TRAJETÓRIA GUIADA PELA MEDIAÇÃO ESCOLAR
PARA A PROMOÇÃO DO SUCESSO EDUCATIVO A PARTIR DE UMA CULTURA DE PAZ
RESUMO
O p esen e abalho e a a o p oje o de in es igação/in e enção desen ol ido no âmbi o do es ágio
p o issional do cu so de Mes ado em Educação, á ea de especialização mediação educacional, do
Ins i u o de Educação da Uni e sidade do Minho. A in es igação/in e enção p ocu ou comp eende qual
o impac o da mediação escola na p e enção, ges ão e esolução de con li os na escola, bem como, de
que o ma a mediação escola con ibui pa a p omo e o sucesso educa i o dos alunos a pa i de uma
cul u a de paz na ins i uição. Pa a encon a essas espos as o am ealizadas di e sas ações que i e am
como público-al o os 185 alunos das u mas do sex o ano de uma escola sede de um ag upamen o
e ical, localizado no no e de Po ugal. A in es igação ca ac e iza-se po uma abo dagem quali a i a.
Os mé odos escolhidos pa a a in e enção/in es igação o am: a pesquisa bibliog á ica, a pesquisa
documen al e a in es igação-ação. A análise dos dados cole ados oi ealizada a a és da análise de
con eúdo. As écnicas de in es igação u ilizadas o am a obse ação di e a, o inqué i o po en e is a, o
inqué i o po ques ioná io, a análise de documen os e a escu a in o mal. Os esul ados encon ados
mos a am que a mediação escola é um mé odo indicado pa a a p e enção, ges ão e esolução de
con li os na escola, con ibuindo, assim, pa a um clima escola pací ico e posi i o, que es á
in insicamen e elacionado ao sucesso educa i o dos alunos.
Pala as-cha e: Clima escola ; Con li o; Cul u a de paz; Mediação escola ; Sucesso educa i o.
i
BEING, CONNECTING AND LEARNING: A TRAJECTORY GUIDED BY SCHOOL MEDIATION
FOR THE PROMOTION OF EDUCATIONAL SUCCESS BASED ON A CULTURE OF PEACE
ABSTRACT
This s udy depic s he esea ch/in e en ion p ojec de eloped du ing he p o essional in e nship o he
Mas e 's in Educa ion p og am, wi h a specializa ion in educa ional media ion, a he Ins i u e o Educa ion
o he Uni e si y o Minho. The esea ch/in e en ion aimed o unde s and he impac o school media ion
on he p e en ion, managemen , and esolu ion o con lic s in schools, as well as how school media ion
con ibu es o p omo ing s uden s' educa ional success h ough a cul u e o peace wi hin he ins i u ion.
To ind hese answe s, a ious ac ions we e implemen ed a ge ing 185 s uden s om he six h-g ade o
a chosen school in no he n Po ugal (a “escola sede”, o main school, o he e ical g oup). The esea ch
is cha ac e ized as quali a i e. The chosen me hods o he in e en ion/ esea ch included bibliog aphic
esea ch, documen analysis, and ac ion esea ch. Da a analysis was pe o med h ough con en analysis.
The in es iga i e echniques employed we e di ec obse a ion, in e iew su eys, ques ionnai e su eys,
documen analysis, and in o mal lis ening. The esul s indica ed ha school media ion is an e ec i e
me hod o he p e en ion, managemen , and esolu ion o con lic s in schools, he eby con ibu ing o a
peace ul and posi i e school clima e ha is in insically ela ed o s uden s' educa ional success.
Keywo ds: Con lic ; Cul u e o peace; Educa ional success; School clima e; School media ion.
ii
Índice ge al
AGRADECIMENTOS…………………………………………………………………………………………
iii
RESUMO………………………………………………………………………………………………………
ÍNDICE GERAL……………………………………………………………………………………………….
ii
CAPÍTULO I – INTRODUÇÃO…………………………………………………………………………….
1
CAPÍTULO II – ENQUADRAMENTO CONTEXTUAL DO ESTÁGIO……………..……………….
4
2.1 Ca ac e ização do con ex o de es ágio………………………………………………………
4
2.2 Á ea de in es igação/in e enção ……………………………………………………………
5
2.3 Ca ac e ização do público-al o………………………………………………………………..
6
2.4 Diagnós ico de necessidades, mo i ações e expec a i as……………………………..
7
CAPÍTULO III - ENQUADRAMENTO TEÓRICO DA PROBLEMÁTICA DO ESTÁGIO………… 8
3.1 O his ó ico da mediação como mé odo al e na i o de esolução de con li os……
8
3.2 A mediação po ela mesma…………………………………………………………………… 9
3.3 A mediação pa a além da esolução de con li os………………………………………..
10
3.4 Pa a ap ende sob e a mediação, conheçamos p imei amen e o con li o………..
12
3.5 O con li o escola como uma es a égia educa i a nas escolas………………………
17
3.6 A mediação escola pa a além da esolução de con li os na escola………………..
20
3.7 Os p og amas de mediação escola na p omoção da mediação nas escolas……
28
CAPÍTULO IV - ENQUADRAMENTO METODOLÓGICO DO ESTÁGIO…………………………..
32
4.1 Ap esen ação da me odologia de in es igação/in e enção…………………………..
32
4.1.1 Ques ão, inalidades e obje i os da in es igação/in e enção…………………
32
4.1.2 A escolha da abo dagem quali a i a………………………………………………….
34
4.1.3 Mé odos e écnicas de in es igação/in e enção…………………………………
35
4.1.4 T a amen o e análise dos dados cole ados…………………………………………
36
4.2 Recu sos mobilizados no p ocesso de in es igação/in e enção……………………
37
2
Pa a que eles se possam desen ol e e a ingi a sua máxima po encialidade, no que diz espei o à
educação, é necessá io que os alunos es ejam bem e se sin am segu os no ambien e escola . A escola
é na u almen e um local em que exis em con li os diá ios po con a da di e sidade que ela ab iga,
con li os es es que p ecisam se a ados de o ma esponsá el, pa a que as elações sejam cuidadas e
o bom clima escola p ese ado. A mediação de con li os é um dos mé odos mais indicados pa a a
p e enção e esolução de con li os escola es, consequen emen e, é um dos mé odos mais indicados
pa a cuida das elações pessoais den o da escola, po di e sos mo i os que, no momen o opo uno,
se ão azidos nes e ela ó io. Cuida das elações po meio da mediação escola é cuida das pessoas
e do con ex o. É possibili a um ambien e pací ico pa a a ap endizagem e pa a o desen ol imen o dos
alunos que i ão se os elemen os da sociedade adul a no u u o p óximo. É “espe ança ” po um mundo
em que os habi an es dele p a iquem a cidadania, a democ acia e a cul u a de paz.
A p oblemá ica ap esen ada é de g ande ele ância pa a a á ea de especialização do Mes ado
em Educação, qual seja, Mediação Educacional. Is o po que a Mediação Escola é uma das á eas de
a uação da Mediação Educacional. Sendo assim, in e essa a alia o impac o que o mé odo pode p o oca
no sucesso educa i o dos alunos na escola a a és do desen ol imen o de uma cul u a de paz, como
o ma de comp o a a impo ância da Mediação Educacional pa a a sociedade na á ea que se concen a
a in es igação-in e enção ealizada.
Pe cebe-se, assim, a a ualidade da in es igação/in e enção obje o do p esen e ela ó io, endo
em is a a consciência cada ez maio de que é necessá ia a cons ução de uma sociedade que seja
conscien e da impo ância da paz, da cidadania e da p o eção do meio-ambien e, bem como da p óp ia
democ acia, pa a a cons ução de um mundo mais jus o pa a odos nós. En ão, In es iga a mediação
escola como um caminho pa a alcança o sucesso educa i o dos alunos mos a-se de ex ema
ele ância, já que a Escola é o local em que os alunos, na sua imensa maio ia, ap endem não só sob e
os con eúdos escola es, mas ambém desen ol em e ap imo am suas habilidades sociais e emocionais.
É o luga onde se elacionam com a di e sidade e, po isso, onde é mui o p openso a oco ência de
con li os, sendo, dessa o ma, o luga ideal pa a que as c ianças e adolescen es possam ap ende a lida
com eles de o ma cons u i a e, assim, desen ol e em sua au onomia e conexão uns com os ou os.
A o a is o, a mediação escola ambém possibili a abalha com os alunos os emas an e io men e
apon ados: cidadania, democ acia, meio-ambien e, e c. Uma ez que a escola é a ins i uição cons uída
socialmen e pa a se o local na u al de ap endizagem de uma pessoa, ela ambém passa a se o melho
local pa a le a às c ianças e adolescen es os conhecimen os sob e esses emas, a a és do abalho
desen ol ido pela mediação.
3
O p esen e ela ó io az em seu con eúdo a in es igação/in e enção ealizada no âmbi o do
es ágio desen ol ido no Cu so de Mes ado em Educação, á ea de especialização em Mediação
Educacional. Se á ap esen ado nes e abalho a o ma que se desen ol eu o p oje o “Se , Conec a e
Ap ende : uma aje ó ia guiada pela mediação escola pa a a p omoção do sucesso educa i o a pa i
de uma cul u a de paz”, os esul ados encon ados e as conside ações ele an es. Inicialmen e se á ei o
o enquad amen o con ex ual, momen o em que é desc i o o local em que a in es igação/in e enção oi
desen ol ida, bem como o âmbi o especí ico de ealização e o seu público-al o. Também se á expos a a
p oblemá ica da in es igação/in e enção e a jus i icação dela. Se á, ainda, abo dado o diagnós ico das
necessidades e quais o am as mo i ações e expec a i as. Se á ei o o enquad amen o eó ico da
p oblemá ica ap esen ada, onde se des acam as e e ências eó icas explo adas e mobilizadas pa a o
desen ol imen o da in es igação/in e enção. Em seguida, no enquad amen o me odológico, se ão
ap esen ados os obje i os da in es igação/in e enção e a me odologia escolhida pa a alcançá-los. Se ão
abo dadas as ques ões é icas que de em se obse adas du an e o p ocesso de
in es igação/in e enção. Também se ão expos os os ecu sos mobilizados e quais as limi ações
encon adas du an e o p ocesso. Também se á desc i o odo o abalho de in es igação/in e enção
ealizado, bem como se ão ap esen ados os esul ados ob idos, pa a, en ão, se ei a a a iculação dos
dados encon ados com os e e enciais eó icos mobilizados du an e odo o es ágio. Nas conside ações
inais, se á ei a a análise c í ica dos achados e como esses e e be am no que diz espei o aos
conhecimen os ace ca da mediação escola . Se á expos o o impac o da in es igação/in e enção
ealizada.
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Capí ulo II - Enquad amen o con ex ual do es ágio
Nes e capí ulo ca ac e izamos o con ex o onde deco eu o es ágio que ab angeu a
in es igação/in e enção desc i a nes e abalho. Também disco e emos sob e o público-al o eecolhido,
a pa i das necessidades do con ex o mapeadas, e as mo i ações e expec a i as da mediado a
es agiá ia.
2.1 Ca ac e ização do con ex o de es ágio
O es ágio deco eu numa escola sede de um ag upamen o e ical da egião no e de Po ugal.
Es á inse ida em uma egião de pe i e ia, possuindo no seu en o no di e sos bai os sociais que ecebem
mui os dos imig an es que chegam à cidade na qual a escola se localiza. Po con a des e ac o, a escola
ab iga uma mul icul u alidade bas an e a iada, o que esul a no aumen o da di e sidade exis en e no
con ex o explo ado. T a a-se de uma escola que in eg a o p og ama “Te i ó ios Educa i os de
In e enção P io i á ia” do Go e no de Po ugal, sendo, po isso, quali icada como uma Escola TEIP, uma
ez que essa é a sigla do p og ama ci ado. O P og ama TEIP é uma polí ica pública educa i a que em
como oco ag upamen os de escolas e escolas não ag upadas, que se localizam em egiões com um
núme o acen uado de c ianças e adolescen es em isco de ulne abilidade social (Di eção-Ge al da
Educação, 2024). Es e P og ama, que e e início em 1996 e já passou po ês edições, em como
p e ensão ga an i a inclusão desses jo ens e o seu sucesso educa i o, além de comba e a e asão e o
abandono escola . A cada edição do P og ama TEIP, obje i os são açados a im do cump imen o dessas
in enções. Pa a alcancá-las, são açadas me as como as abaixo ansc i as, ap esen adas no documen o
o icial como obje i os, os quais dizem espei o, especi icamen e, ao P og ama TEIP 3 e são colacionados
de aco do com o documen o o icial:
A melho ia da qualidade das ap endizagens aduzida no sucesso educa i o dos alunos;
O comba e ao abandono escola e às saídas p ecoces do sis ema educa i o;
A c iação de condições que a o eçam a o ien ação educa i a e a ansição quali icada da escola
pa a a ida a i a;
A p og essi a a iculação da ação da escola com a dos pa cei os dos e i ó ios educa i os de
in e enção p io i á ia. (Despacho No ma i o n.º 20/2012, p eâmbulo)
Des aque-se que pa a uma escola consegui se acei e pa a in eg a o P og ama TEIP ela de e
e ca ac e ís icas de maio ulne abilidade, a qual, na maio ia das ezes, é esul ado das a iá eis
5
socioeconómicas dos alunos e suas amílias. Na u almen e, como consequência, é comum que as
escolas TEIP ab iguem alunos menos p i ilegiados economica e socialmen e, os quais en en am
desa ios pa a sua sob e i ência, e le indo, assim, em indicado es educa i os p eocupan es que
possuem como esul ado um núme o all o de alunos em isco de exclusão social e escola , como
asse e am as au o as Cos a e Almeida (2022): “São escolas com um ele ado núme o de alunos em
isco de exclusão social e escola , sinalizados a pa i da análise de indicado es de esul ados do sis ema
educa i o e de indicado es sociais dos e i ó ios em que es ão inse idas” (p. 31).
O con ex o no qual deco eu o es ágio é econhecido po sua polí ica de inclusão, des acando-se
o núme o ep esen a i o de c ianças com necessidades educa i as especiais ma iculadas nes a escola.
Tendo em is a o seu ca á e inclusi o, a Escola pa icipa em p oje os que acon ecem de o ma
a iculada, coo denada e complemen a . Den e eles des aca-se o P og ama REEI - Rede de Escolas pa a
a Educação In e cul u al, o qual obje i a a o mação de uma ede de compa ilhamen o de p á icas que
isam a educação in e cul u al. Essa ede pode ab ange ins i uições de educação e ensino de ca á e
público, pa icula ou coope a i o. Ac edi a-se que com essa ede se á possí el a p omoção do
acolhimen o, da in eg ação e do sucesso educa i o dos alunos. P e ende-se ainda, po meio da pa ilha
p opos a pelo P og ama, que seja desen ol ido o espei o pelas di e enças e, assim, se desen ol am
elações posi i as en e as c ianças e adolescen es de di e en es cul u as que equen am as escolas da
ede (Di eção-Ge al da Educação, 2024). Pe cebe-se, pelo expos o, o ca á e inclusi o e in eg ado
conse ado po es a escola, que busca nos P oje os de Polí ica Pública do Go e no de Po ugal apoio
pa a o desen ol imen o da sua missão educa i a dos jo ens po ugueses e imig an es.
2.2 Á ea de in es igação/in e enção
A in es igação/in e enção oi desen ol ida no âmbi o da mediação escola , que pe ilou o
p oje o a pa i das suas abo dagens p e en i a e esolu i a, en iquecendo as ações omadas pa a o
alcance dos obje i os es abelecidos. O público-al o elei o, após a iden i icação e a aliação do diagnós ico
de necessidades, cons i uiu-se po alunos das u mas de sex o ano do segundo ciclo da Escola onde a
in es igação/in e enção oi ealizada. É necessá io egis a que o p oje o con emplou, ainda, de o ma
indi e a, ou os a o es da comunidade da escola, quais sejam, p o esso es, assis en es ope acionais,
pais e enca egados de educação, uma ez que essas pessoas se elaciona am dia iamen e com os
alunos na sua o ina escola , exe cendo o e in luência no compo amen o e no ap endizado cogni i o e
emocional deles.
6
2.3 Ca ac e ização do público-al o
A escola possuía, no momen o da ealização da in es igação/ação, oi o u mas de 6º ano, nas
quais 185 alunos se encon a am dis ibuídos. A Tabela 1 mos a a quan idade de alunos exis en es
em cada u ma do 6º ano da escola:
Tabela 1
Alunos Pa icipan es do Es udo po Tu ma do 6º Ano
Tu ma Quan idade de alunos
6º 01 21
6º 02 21
6º 03 21
6º 04 21
6º 05 30
6º 06 24
6º 07 24
6º 08 23
To al de alunos do 6º ano 185
O público-al o e a compos o po c ianças com aixa e á ia de 11 a 13 anos, com di e sa
es a i icação social. Elas e am de á ias nacionalidades, des acando-se a g ande quan idade de
b asilei os. A maio ia dos alunos ala a po uguês, no en an o, alguns ainda es a am em ase de
ap endizado da língua o icial de Po ugal. Pe cebe-se que esse público-al o ab ange uma aixa e á ia que
se encon a nos úl imos anos da in ância e na en ada da adolescência, sendo, po isso, um momen o
ex emamen e delicado no ciclo i al do se humano, mas, ao mesmo empo, é il pa a a cons ução da
iden idade desses indi íduos, desen ol imen o de suas au onomias, capacidades elacionais, a i udes
emocionais, de coope ação e de cidadania.
Foi cons a ado, du an e o es ágio, que os alunos das u mas do 6º ano possuíam empe amen os
bem a iá eis, mas sendo, no ge al, ex o e idos e comunica i os. No dia a dia da escola, os alunos
con i em com os assis en es ope acionais, que são esponsá eis po di e sas unções, como egula a
disciplina dos alunos den o da ins i uição, po exemplo; com os p o esso es, que são esponsá eis pelo
ensino; com os enca egados de educação, que êm o papel de auxilia o seu educando a ge i seus
7
es udos, e, po im, com os ou os alunos. Po isso, esses ou os a o es da comunidade escola o am
con emplados de o ma indi e a pelo p oje o, endo em is a o ac o de eles exe ce em o e in luência
no compo amen o e no ap endizado cogni i o e emocional dos alunos do 6º ano, público-al o elei o pa a
a ealização da in es igação/in e enção.
2.4 Diagnós ico de necessidades, mo i ações e expec a i as
O diagnós ico de necessidades oi ealizado po meio da obse ação diá ia, de con e sas
in o mais com p o esso es, uncioná ios e alunos, bem como a pa i da en e is a ealizada com a
mediado a a uan e no con ex o naquele momen o. A expec a i a e a encon a aspec os com limi es mais
de inidos que p ecisassem se abalhados a a és da mediação escola . Mas o que acon eceu oi a
pe cepção de necessidades mais ab angen es em um público-al o mais especí ico. Es a descobe a
ge ou uma necessidade de abalha com g ande núme o de alunos e alunas, o que não espe a a aze
de aco do com o que ha ia p ospec ado an es de inicia a in es igação. Apesa des a cons a ação pouco
espe ada, ao im do diagnós ico, pe cebemos que o mesmo ha ia sido conc e izado de o ma sa is a ó ia,
endo em is a que os esul ados iam ao encon o das inquie udes ap esen adas pelos p o issionais do
Gabine e de Apoio ao Aluno e à Familia da Escola (GAAF).
As mo i ações pa a a ealização da in es igação-in e enção o am a on ade de descob i como
a mediação escola acon ecia nas ins i uições de ensino de Po ugal, uma ez que inha de um país
di e en e, e de ap ende na p á ica como se uma mediado a escola . Busquei o con ex o an e io men e
desc i o po que o mesmo é conhecido po sua polí ica de inclusão e pela solidez do uso da mediação
escola na p e enção e solução de con li os, o que me azia ac edi a que consegui ia ealiza a
in es igação/in e enção com in enso ap endizado e apoio, o que ealmen e acon eceu. As expec a i as
e am mui as: encon a as necessidades do con ex o, cons ui e desen ol e o plano de a i idades,
consegui acei ação da ges ão da escola pa a as a i idades que se iam p opos as, en im, i e o máximo
possí el a expe iência de a ua como mediado a escola em uma escola de Po ugal.
8
Capí ulo III - Enquad amen o eó ico da p oblemá ica do es ágio
Nes e capí ulo abo damos o alice ce eó ico que undamen ou o p ocesso de
in es igação/in e enção ap esen ado nes e ela ó io. Reco emos a uma ampla e di e sa bibliog a ia
que nos possibili asse o a cabouço cien í ico necessá io pa a o desen ol imen o desse abalho. Essa
mesma bibliog a ia ambém nos inspi ou e nos o aleceu du an e oda a in es igação/in e enção nos
capaci ando a aze as escolhas necessá ias pa a a con inuidade do abalho. A segui colaciona emos
as in o mações essenciais que nos capaci a am a desen ol e a in es igação/in e enção o a ela ada.
3.1 O his ó ico da mediação como mé odo al e na i o de esolução de con li os
A mediação como mé odo de esolução de con li os, segundo a au o a Fe nanda Ta uce (2018),
pode se iden i icada, desde os empos mais an igos, em di e sas cul u as do mundo, es ando p esen e
an o no Ociden e quan o no O ien e, sendo o pon o de con e gência en e essas ci ilizações. A au o a
des aca a mediação como es ando pa a além do con li o, e e e-a como: “o p imado da paz e da
ha monia em de imen o do con li o” (Ta uce, 2018, p. 208). No a-se ambém que a mediação é
pe cebida, ao longo da his ó ia, como mé odo de solução de con li os en e nações. A au o a essal a
que o uso da mediação nesse ipo de con o é sia é ão comum quan o a oco ência de con li os no
pano ama in e nacional. Acon ece que, em de e minado momen o do passado, a mediação ganhou
maio des aque nos Es ados Unidos, a pa i de dois ma cos di e en es que são independen es do
sis ema o mal, quais sejam, o desen ol imen o da jus iça comuni á ia e a esolução dos con li os
ad indos das elações de abalho. Sua sis ema ização, no en an o, só i ia a oco e em 1976, na
Pound
Con e ence
, endo em is a que, an es dis o, os p og amas de mediação que e am desen ol idos
acon eciam em comunidades es i as, além de não se em coo denados. Nes a con e ência um p o esso
de Ha a d, chamado F ank Sande , discu sou sob e os mo i os pelos quais a sociedade es a a
insa is ei a com a Adminis ação da Jus iça, ap esen ando pela p imei a ez a ideia conhecida hoje como
Jus iça ou Sis ema Mul ipo as. Pa a melho en ende essa exp essão, eco emos ao signi icado
publicado po Ta uce (2018), o qual ansc e emos a segui :
Sis ema mul ipo as é o complexo de opções que cada pessoa em à sua disposição pa a busca
soluciona um con li o a pa i de di e en es mé odos; al sis ema (que pode se ou não a iculado
pelo Es ado) en ol e mé odos he e ocomposi i os (adjudica ó ios) e au ocomposi i os
(consensuais), com ou sem a pa icipação es a al. (p.71)
9
Segundo e e e a au o a, F ank Sande de endeu a ideia de que o Judiciá io não de e ia e
apenas uma “po a” pa a ecebe os p ocessos elacionados aos li ígios, mas que os T ibunais Es a ais
de e iam di eciona as demandas que chegam a é eles pa a ou as o mas de esolução de con li os
como a mediação, a conciliação e a a bi agem, po exemplo. Tal p opos a oi mui o bem ecepcionada
pela Sup ema Co e dos Es ados Unidos e de mo imen os sociais, esul ando na conc e ização de á ias
inicia i as do se o público pa a a execução do que ha ia sido p opos o, bem como no desen ol imen o
dos mé odos de esolução de dispu as no se o p i ado.
A mediação ambém se expandiu na Eu opa, p imei o nos países de língua inglesa, se
alas ando, em seguida, pa a a Aus ália e pa a o Canadá. Na Amé ica La ina, es e mé odo de esolução
de con li os ganhou o ça conjun amen e com ou os “meios al e na i os” na década de 1990. No B asil,
o Conselho Nacional de Jus iça edi ou a Resolução nº. 125, a qual “Dispõe sob e a Polí ica Judiciá ia
Nacional de a amen o adequado dos con li os de in e esses no âmbi o do Pode Judiciá io” (B asil,
2010, capu ), ep esen ando o p imei o ma co legal da mediação no País. Em 2015 a mediação se
o alece imensamen e, pois passa a se p e is a no Código de P ocesso Ci il b asilei o e ganha uma lei
p óp ia, a Lei nº 13.140/2015, conhecida como a Lei da Mediação.
3.2 A mediação po ela mesma
Uma ez explo ado o su gimen o e desen ol imen o his ó ico da mediação de con li os, cump e-
nos disco e a espei o do seu signi icado endo em is a as á ias acepções que podemos in e i ao
e mo “mediação”. Reco e emos no amen e a Ta uce (2018) pa a cla i ica o concei o de mediação
na acepção que usamos no p esen e ela ó io, o qual podemos e i ica a pa i do echo ansc i o
abaixo:
(...) consis e no meio consensual de abo dagem de con o é sias em que alguém impa cial a ua
pa a acili a a comunicação en e os en ol idos e p opicia que eles possam, a pa i da
pe cepção ampliada dos meand os da si uação con o e ida, p o agoniza saídas p odu i as
pa a os impasses que os en ol em. (p. 203)
Pe cebemos, en ão, que a mediação é um mé odo que possibili a que sejam encon adas, a
pa i do consenso dos en ol idos em um con li o, soluções pa a o mesmo, o que acon ece com a ajuda
de uma pessoa impa cial que auxilia as pessoas en ol idas a se comunica em. Vasconcelos (2008)
complemen a o concei o colacionado acima quando, ao desc e e a mediação, con a esumidamen e
10
como acon ece o mé odo em si, con o me podemos obse a a pa i da lei u a do echo ansc i o
abaixo:
Mediação é um meio ge almen e não hie a quizado de solução de dispu as em que duas ou
mais pessoas, com a colabo ação de um e cei o, o mediado – que de e se ap o, impa cial,
independen e e li emen e escolhido ou acei o -, expõem o p oblema, são escu adas e
ques ionadas, dialogam cons u i amen e e p ocu am iden i ica os in e esses comuns, opções
e, e en ualmen e, i ma um aco do. (p. 36)
Pa ece-nos pode in e i , a pa i da lei u a dos eco es acima, que a mediação é um mé odo de
esolução de con li os au ocomposi i o, ou seja, po meio dele as p óp ias pessoas en ol idas esol em
suas con o é sias, o que azem com o auxílio de uma e cei a pessoa, que em suas ações pensadas e
di ecionadas pa a o obje i o de p opo ciona a comunicação en e aqueles que es ão en ol idos no
con li o le ado pa a a mediação. Wa a (2001) sin e iza o signi icado de mediação a pa i da ideia de
ans o mação do con li o:
A mediação se ia uma p opos a ans o mado a do con li o po que não busca a sua decisão po
um e cei o, mas, sim, a sua esolução pelas p óp ias pa es, que ecebem auxílio do mediado
pa a adminis á-lo. A mediação não se p eocupa com o li ígio, ou seja, com a e dade o mal
con ida nos au os. Tampouco, em como única inalidade a ob enção de um aco do. Mas isa,
p incipalmen e, ajuda as pa es a edimensiona o con li o, aqui en endido como conjun o de
condições psicológicas, cul u ais e sociais que de e mina am um choque de a i udes e in e esses
no elacionamen o das pessoas en ol idas. (p. 80)
Nes e sen ido, o obje i o p incipal do mé odo o a ap esen ado é es abelece a comunicação
en e os con li an es, o que az como bene ício a possibilidade da esolução/ ans o mação do con li o
e a con inuidade das elações no u u o caso as pessoas en ol idas no con li o assim desejem. Logo, a
mediação isa, com o es abelecimen o da comunicação, um im pa a a con o é sia ins au ada, mas
com a pe manência das elações en e os con li an es, o que possibili a no os con a os en e eles.
3.3 A mediação pa a além da esolução de con li os
Concluímos, en ão, que a mediação é um mé odo de esolução de con li os cujo o obje i o maio
é o es abelecimen o da comunicação en e os con li an es e não a p omoção de aco dos como é na u al
de se pensa . Po con a dessa ca ac e ís ica, a mediação em um alcance mais ab angen e quando a
compa amos com ou os mé odos de esolução de con li os. Cos a (2010) ealça essa qualidade da
11
mediação, a i mando que a mesma em um e ei o capaci ado , uma ez que desen ol e nas pessoas
di e sas compe ências e habilidades. Vejamos o echo colacionado abaixo:
(...) a mediação inco po a uma concepção mais ampla que a busca de soluções pa a as dispu as,
p oduzindo um e ei o e dadei amen e capaci ado nos indi íduos pa icipan es da mediação,
seja mediado ou mediado, a a és do desen ol imen o de compe ências sociais/ elacionais;
capacidades e a i udes comunicacionais; capacidades e a i udes emocionais; a i udes de
coope ação e negociação e ainda capacidade de au ode e minação e au onomia. (p. 05)
Pe cebemos a pa i da lei u a acima que a mediação, desen ol e nas pessoas compe ências
sociais e elacionais, capacidades emocionais e comunicacionais, a i udes de coope ação e negociação,
capacidade de au ode e minação e au onomia. Dessa o ma, a pessoas são capaci adas pa a o con í io
ha monioso e espei oso possíbili ando a coexis ência pací ica. Nesse sen ido, Ta uce (2018) a i ma que
“Pe cebe-se que o mé odo se inse e po in ei o na noção de jus iça coexis encial, sendo o almen e
coe en e com o es ímulo à cul u a de paz” (Ta uce, 2018, p. 205).
Po odo o expos o, obse a-se que a mediação su giu, e po mui o empo pe du ou, apenas
como um mé odo consensual de solução de con li os, que é u ilizado pelas ci ilizações desde épocas
emo as, passando pela sua ins i ucionalização no Judiciá io e no ma ização a a és de leis, expandindo-
se pa a o se o p i ado. Oco e que a mediação so eu uma e olução, passando de simples mé odo de
solução de con li os pa a uma manei a no a de se elaciona , ca ac e izada po um p ocesso coope a i o
e p e en i o, que p omo e o desen ol imen o da cul u a de paz e da cidadania. A pa i dessa pe cepção,
en ende-se que a mediação é ma cada pelas dimensões educa i a e social, con o me ap eendemos a
pa i da ansc ição abaixo:
Educa i a, na medida em que eco e a es a égias de ap endizagem al e na i a, nomeadamen e
de con eúdos, compo amen os e a i udes pa a p e eni e econhece os con li os e esol ê-los
de o ma coope a i a, pací ica e c ia i a. Social, pois p omo e e po encia a comp eensi idade
en e os di e en es pa icipan es, de ende a plu alidade, as di e en es e sões sob e a ealidade
e omen a a li e omada de decisões e comp omissos, con ibuindo pa a a pa icipação
democ á ica e esponsá el. (Sil a e al., 2018, p. 22)
A mediação, a ualmen e, não é mais concebida apenas como um dos mé odos al e na i os de
esolução de con li os exis en es no sis ema mul ipo as. En ende-se a mediação ambém como um
mé odo compassi o e sensí el, que é capaz de acolhe as pessoas a a és da escu a a i a ao mesmo
empo que desen ol e nas mesmas habilidades comunicacionais e a i udes empode ado as, podendo
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con li os que, quando não abalhados, p o ocam uma mani es ação iolen a. Eis, na nossa
a aliação, a causa p imo dial da iolência escola . (Ch ispino, 2007, p. 16)
A pa i do es udo ealizado sob e o con li o, suas ca ac e ís icas e possibilidades, bem como,
da in es igação, em pa icula , sob e o con li o escola , pe passando pelo seu concei o e suas causas,
pe cebe-se o abalho sensí el e impo an e que as escolas de em execu a pa a que os con li os que
acon ecem nos seus con ex os possam p opo ciona os bene ícios que eles são capazes. Sil a (2010)
essal a que as escolas êm o desa io de abalha os con li os não apenas pa a solucioná-los, mas
ambém de o ma p e en i a, educa i a e c ia i a, de o ma que alo es como colabo ação, au onomia,
democ acia, en e ou os, possam se adqui idos pelos alunos da ins i uição. É o que podemos e i ica
no agmen o abaixo:
Podemos, nes a medida, a i ma que os con ex os educa i os e os seus ac o es êm um
impo an e desa io: o de abalha e in eg a as po encialidades dos con li os, que são ine en es
às in e acções humanas, não apenas numa pe spec i a esolu i a, concen ada
p edominan emen e nas suas consequências e no modo mais adequado de as esol e , mas
ambém numa pe spec i a p e en i a e c ia i a in eg ada no P ojec o Educa i o e Cu icula que
a o eça a ap endizagem de alo es, a i udes e compo amen os como a colabo ação, a
au onomia, o diálogo, a pa icipação, a ole ância e a esponsabilidade. Es as a i udes são
essenciais à cons ução de uma cul u a democ á ica e à consolidação de uma sociedade mais
solidá ia e mais jus a pa a qual de e con ibui a educação. (p.9)
Pe cebemos que, ao abalha mos os con li os esponsa elmen e de di e sas o mas (p e en i a,
c ia i a e educa i a), a escola cump e com a sua esponsabilidade de p omoção de uma con i ência
cidadã sal agua dando, assim, oda a sociedade. Elisabe e Pin o da Cos a (2016), em sua ese de
Dou o ado, de ende essa posição, con o me podemos pe cebe a pa i do echo colacionado abaixo:
À escola é a ibuído um papel p eponde an e na p omoção de uma con i ência cidadã (Jus e,
2007). Po isso, as si uações de con li ualidade, indisciplina ou de iolência assumem aí
pa icula exp essi idade. Se os alunos não in e io izam eg as de con i ência pací ica e
esol em as suas di e enças e os seus di e endos de uma o ma inci ilizada ou iolen a, é a
p óp ia sociedade, na sua dimensão humana, que es á a se pos a em causa. (p. 87)
De aco do com o que oi abo dado an e io men e, pe cebemos que a mediação escola em a
capacidade, en ão, de con ibui com a Educação, que é o obje i o ulc al das escolas, uma ez que ela
auxilia na o mação das pessoas pa a se em se es humanos é icos e espei osos. Cos a (2016) essal a
no echo a segui , e i ado da sua ese de Dou o ado, essa inalidade da Educação. Vejamos:
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Como insis em O eje o e Rod iguez (2005), o im úl imo da Educação consis e em possibili a a
o mação de se es humanos socialmen e compe en es, que se sin am alo izados como pessoas
e, simul aneamen e, possam con ibui pa a o desen ol imen o e a humanização de ou os se es
humanos. (p. 88)
Espe a-se, assim, que a escola cump a seu papel de o mação social do se humano,
con ibuindo pa a que c ianças e adolescen es adqui am alo es essenciais e habilidades
socioemocionais, que os capaci em pa a elações saudá eis, bem como pa a agi em de o ma a cons ui
uma sociedade egida pela cul u a de paz. Cos a (2016), ao abo da a Lei de Bases de Po ugal na sua
ese, az à ona essa p e ensão, como podemos e i ica no agmen o a segui :
P e ende-se que os jo ens adqui am e solidi iquem alo es, assim como desen ol am
capacidades de au onomia, esponsabilidade e comunicação, que lhes pe mi am cons ui
elações abe as e saudá eis, baseadas na comp eensão e na acei ação de di e en es
pe spe i as do eal e elações onde o espei o pela di e ença e o econhecimen o do ou o
cons i uam uma ealidade. (p. 86)
Após comp eende o papel da escola na p á ica da p e enção, ges ão e esolução do con li o,
abo demos as di e en es o mas de a á-lo. No que diz espei o aos con li os escola es, Sil a (2010) ci a
ês pe spec i as di e en es: a isão ecnoc á ica-posi i is a, a isão he menêu ico-in e p e a i a e, po
im, a isão c í ica. Sob e a pe spec i a ecnoc á ica-posi i is a, a au o a con a que:
A isão ecnoc á ica posi i is a do con li o enca a a p esença dos con li os na sociedade como
necessa iamen e nega i a (Robbins, 1987) e, nessa medida, pe spec i a-o como dis uncional ou
pa ológico. Es a isão, que em assumido uma p esença de e minan e nos di e sos con ex os
o ganizacionais, nomeadamen e educa i os, em o ien ado os seus esponsá eis e di igen es
pela adopção de uma de duas es a égias ou pelas duas em simul âneo: pau a em sua ges ão e
p og ama em suas ac i idades de modo a e i a a oco ência de con li os, o que é conseguido
po um o e incidência nas es a égias de con olo das mesmas e em ma gens mínimas de
libe dade deixadas aos ac o es ou, quando os con li os oco em, endem a ocul á-los ou a ep imi-
los. (Sil a, 2010, p.11)
Nas o ganizações educacionais que ado am essa pe spec i a quan o ao a amen o dos con li os,
há um in enso con ole po meio de um quad o de eg as e p esc ições que minam qualque
opo unidade de pa icipação dos a o es da comunidade escola e/ou de uma democ acia o nando a
esolução/ ans o mação de con li os p a icamen e impossí el. A segunda pe spec i a que essa mesma
au o a ap esen a é a he menêu ica-in e p e a i a, que se ca ac e iza po : “apesa de abo da o con li o
20
numa pe spec i a posi i a, p ocu a soluções e p opos as descon ex ualizadas, apenas cen adas no
indi íduo, o que az limi ações à sua in e p e ação e ans o mação” (Sil a, 2010, p.12). Nessa
pe spec i a o que i á mos a a exis ência ou não do con li o é a pe cepção indi idual, a as ando, assim,
aqueles con li os que os p óp ios in e enien es não êm consciência sob e eles. A e cei a pe spec i a
a a-se da isão c í ica. Vejamos a pa i do echo colacionado abaixo como Sil a (2010) a desc e e:
A isão c í ica assume o con li o como algo na u al e necessá io à mudança, ao p og esso e à
ans o mação social. É uma pe spec i a de endida pela eo ia c í ica da educação e po di e sos
au o es que a pe ilham (Apple, 1987; Escude o, 1994; Sac is án, 1995) e que enca am não
apenas de o ma posi i a os con li os, como assumem es a o ma de os enca a como uma
es a égia pa a a o ece e po encia os p ocessos colabo a i os nas o ganizações educa i as e
na sua ges ão. (p.12)
Nes a úl ima pe spec i a, os con li os são a ados de o ma democ á ica e não iolen a, com o
auxílio de es a égias como a negociação e a coope ação. Dessa o ma, os con li os podem se u ilizados
dida icamen e, de o ma que, os in e enien es, a pa i das expe iências i idas, possam desen ol e
habilidades como a pa icipação a i a, a coope ação solidá ia e o exe cício da cidadania. É impo an e
essal a qie a manei a como as escolas pe cebem os con li os i á delimi a como elas i ão lida com os
mesmos, consequen emen e, se elas ap o ei a ão os mesmos como mais uma es e égia de ap endizado
ou como mais uma jus i ica i a pa a a egulação das in e ações en e os alunos. Sil a (2010), no
agmen o ansc i o abaixo, abo da essa impo an e escolha que as escolas p ecisam aze . Vejamos:
In e essan e pe cebe que a o ma que os con ex os educacionais pe cebem o con li o de ine a
manei a que es as ins i uições a am o mesmo: ou o p ocu am ocul a e silencia , disciplinando
o mais possí el as acções e as in e acções, ou o abo dam de o ma in eg ada, enquan o
opo unidade de ap endizagem e de desen ol imen o educa i o (Ja es, 2002). (p.12)
3.6 A mediação escola pa a além da esolução de con li os na escola
Dian e de odo o expos o sob e os con li os escola es, busca-se en ende como os con ex os
educa i os, en e eles, as escolas, de em p ocede pa a que os con li os que oco em em seu domínio,
possam se a ados em consonância com a pe spec i a c í ica. É o que a i mam, em ou as pala as,
os au o es Cunha e Mon ei o (2019), no echo e i ado da ob a ‘Ges ão de Con li os na Escola’ e
ansc i o abaixo:
21
Nesse sen ido, a con i ência escola con e eu-se num dos emas cen ais da educação a ual.
Com o aumen o dos con li os nas escolas, su giu a necessidade de implemen a mecanismos
que a enuem os iscos dos mesmos e po enciem as opo unidades das si uações de con li o.
Nes e âmbi o, exis em no os p ocedimen os cen ados em es a égias de ges ão de con li os e
de diálogo, como os modelos de mediação escola e a assembleia de u ma, en e ou os. (p.
XIX)
Uma das al e na i as exis en es pa a a a os con li os de o ma posi i a e cons u i a é a
mediação escola que já é ado ada em á ios países, inclusi e, em Po ugal. Regis e-se, po opo uno,
que essa mediação, a que nos e e imos, diz espei o aos p og amas de mediação em con ex os
educa i os que isam não apenas a ges ão e esolução de con li os, mas ambém a mediação como
es a égia de o mação pessoal e de p e enção dos mesmos, con o me de ende Sil a (2010):
Quando nos e e imos a ‘p og amas de mediação em con ex os educa i os’, es amos a pensa
na mediação enquan o es a égia o mado a e p e en i a e não apenas como me a es a égia
de ges ão e esolução de con li os nos con ex os escola es. Apesa de se uma es a égia que se
em e elado impo an e na ges ão e esolução de con li os, podemos encon a na mediação
po encialidades de in e enção mais amplas, in eg ado as e complemen a es que á ias
expe iências êm econhecido como undamen ais no domínio da educação pa a a
esponsabilidade, pa a a cidadania e pa a a paz. (p. 14)
Cos a (2018), disco endo sob e a mediação escola , a i ma que: “Es a mediação não oco e
simplesmen e pa a esponde a con li os exis en es na escola, mas assume-se como um p ocesso de
p omoção da con i ência cidadã, segundo di e sas lógicas: esolu i a, epa ado a, educa i a, p e en i a
e inclusi a” (p.114). Pe cebe-se, en ão, que um p og ama de mediação escola ab ange uma e en e
esolu i a e ou a p e en i a, com oco na ap endizagem de di e sas habilidades, como a comunicação,
a coope ação, o exe cício da cidadania, democ acia, e c.
Dain e do que oi expos o nessa es apa do ela ó io, podemos conclui que a mediação escola ,
a qual é ab angida pela mediação educacional, é a implemen ação ins i ucionalizada de um p og ama
ou p oje o de p e enção, ges ão e esolução de con li os, bem como, da in odução dos seus elemen os
p incipiológicos, numa ede de ensino, escola ou unidade educa i a.
Uma ez escla ecido o concei o de mediação escola , é necessá io en ende po quê u iliza a
mediação pa a lida com os con li os que acon ecem nas ins i uições educa i as. O p imei o pon o a se
abo dado pa a esponde essa dú ida é sob e a con ibuição da mediação pa a o bom clima escola , o
qual depende in insicamen e da manu enção de elações pessoais saudá eis den o da escola. Nesse
22
sen ido, a au o a To emo ell chama a a enção pa a a impo ância do cuidado com as elações pessoais
den o da escola, uma ez que é na u al a oco ência de con li os en e os a o es da comunidade escola ,
p incipalmen e, en e os alunos que es ão em maio núme o na escola. Essa au o a aduz se necessá io
a a es es con li os de o ma esponsá el, a im de que maio es danos não sejam ge ados pela má
condução das con o é sias. É o que podemos e i ica no echo do seu li o ‘Mediação de con li os na
escola: Modelos, es a égias e p á icas’ ansc i o a segui :
Nes e exa o momen o, as elações in e pessoais são on e de a enção e p eocupação na maio ia
das ins i uições de ensino. É o almen e comp eensí el que su jam con li os en e alunos, po que
as c ianças, em pleno p ocesso de mudança e c escimen o, passam mui as ho as po dia jun as
e p i adas de libe dade, num espaço eduzido onde con i em du an e anos. Esses con li os,
con enien emen e canalizados, azem pa e na u al do dia a dia e só se ans o mam em
e dadei os p oblemas quando não se encon a uma saída adequada. (To emo ell, 2021, p.
59)
Essa mesma au o a disco e sob e o clima de con i ência nas escolas ao mesmo empo que
c í ica a al a de cuidados das ins i uições educa i as com as elações, o que deixa um espaço azio que
é p eenchido po con li os, iolências e indisciplinas. Vejamos no agmen o colacionado abaixo:
Ainda que ninguém negue a necessidade de des u a um clima de con i ência segu o e saudá el
pa a pode ap ende , quase semp e não exis e es o ço pa a c iá-lo, a menos que su ja algum
a o que dispa e o ala me. Essa desp eocupação com o in es imen o em con i ência o na-se
ca a, po que, quando o clima das elações é nega i o, os con li os esul am mais acilmen e em
algum ipo de iolência con a o abalho docen e e as a e as de ap endizagem, o ma e ial
escola ou, pio ainda, as ou as pessoas. (To emo ell, 2021, p.59)
Dian e do expos o, a pe gun a que se az é: como de e se esse clima de con i ência pa a que
a escola seja is a como p omo o a de um bom clima escola ? Ao que espondemos: o clima de
con i ência de e se democ á ico, plu al, inclusi o e pací ico, como de ende To emo ell (2021) no
agmen o ansc i o abaixo. Vejamos:
Conside a-se hoje em dia que o clima de con i ência de e se
democ á ico, plu al, inclusi o e
pací ico
. Cada um desses elemen os cons i ui um desa io pa a a o ganização escola com um
passado bas an e hie á quico, uma missão quali icado a e a se iço de uma cul u a dominan e
que ago a de e ansi a pa a o pode compa ilhado, pa a a igualdade de odas as pessoas,
sem exceção, e pa a a paz, como modo jus o de i e . (p.61)
23
O esul ado de um clima escola posi i o é a sa is ação das pessoas que ocupam aquele
con ex o. Elas sen em-se con o á eis e segu as pa a ealiza suas a i idades diá ias. Sen em-se
pe encen e e acolhidas no espaço da escola. Vimos acima que um dos equisi os pa a um clima escola
posi i o é que ele seja pací ico, em ou as pala as, que ele seja pe meado pela paz. En ão su ge ou a
pe gun a nes e momen o: como aze pa a que o clima escola seja pací ico? É necessá io abalhamos
pela boa con i ência e pela ha monia da elações exis en es en e os a o es da comunidade escola . É
É o que podemos dep eende a pa i da lei u a do echo colacionado abaixo:
Uma escola pací ica busca a ha monia in apessoal e in e pessoal, o e ecendo um a amen o
digno e jus o a odos, apos ando na coope ação e na não iolência como modo de
elacionamen o e desen ol endo a compaixão e a solida iedade com os mais ulne á eis. Numa
escola pací ica, odos con ibuem pa a o bem-es a comum e a educação deixa de se um bem
e um êxi o indi iduais pa a se o na uma con ibuição e uma conquis a cole i as. (To emo ell,
2021, p.62)
Nes e sen indo é que se des aca a mediação escola , endo em is a odas as possibilidades que
ela p opo ciona, a começa pelo p óp io diálogo. Esse mé odo ambém pe mi e o desen ol imen o de
di e sos alo es que ão ao encon o da jus iça social, além de possibili a o ap endizado de á ias
habilidades como, de comunicação, de esolução de p oblemas, a i udes de empa ia e ou a habilidades
socioemocionais. To emo ell (2021) lis a, no agmen o ansc i o abaixo, alguns dos alo es ensinados
pela mediação que passam a aze pa e do dia a dia das pessoas. Vejamos:
Nesse sen ido, a mediação de con li os enca na alo es associados à escu a, ao diálogo, à
comp eensão, à asse i idade, à empa ia, ao espí i o c í ico, à plu alidade, à colabo ação ou à
solida iedade, que digni icam o se humano e ogem da es e a me amen e eó ica (às ezes
u ópica) pa a o na -se palpá eis nas a e as co idianas. (To emo ell, 2021, p.69)
Dian e do expos o, concluímos se necessá io a implemen ação da mediação nas escolas, uma
ez que esses espaços são ambien es é eis pa a a p esença de con li os (pelas á ias azões já
explo adas an e io men e), bem como, po que as escolas são os locais mais adequados pa a o
ap endizado de habilidades necessá ias pa a a ida e de alo es que con ibuem pa a uma cul u a de
paz que de e se cul i ada em odo o mundo.
A mediação escola pode a ua de o ma p o en i a, p e en i a, du an e o con li o e a é depois
de oco ido o mesmo. Na o ma p o en i a, o mediado ou mediado a escola de e a ua em qualque
mal-es a que su ja na escola, mesmo que a ação não se enquad e em um a o de indisciplina ou ou o
qualque que á de encon o às no mas p esen es no egulamen o da ins i uição. O p o issional de e
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de ec a a dis unção e agi de o ma que possa al e a o que o necessá io pa a o es abelecimen o de
uma con i ência ha mônica. O abalho de p e enção é a ação p ecoce “nas necessidades, nos
in e esses ou nas expec a i as que as pessoas da comunidade educacional não conside em a endidas,
os quais pouco a pouco le a ão ao con on o” (To emo ell, 2021, p.75). Assim, na o ma p e en i a, os
p o issionais da mediação e i am que um con li o que es á ainda ge minando se o ne g a e, bem como
auxiliam em ques ões não esol idas que p ecisam melho a em de e minada elação. Pe cebe-se, en ão,
que as o mas p o en i a e p e en i a a uam nos con li os ainda não exp essos ou ainda no seu início,
quando os mesmos ainda se encon am em baixa in ensidade. Além dessas duas o mas, a mediação
escola ambém a ua quando o con li o já es á ins au ado, ou seja, age exa amen e quando o con li o
es á acon ecendo, inclusi e, no espaço ísico em que es e oco e. Essa a uação da mediação nas escolas,
ce amen e, é a mais conhecida. Po úl imo, egis amos a a uação da mediação escola após a
oco ência do con li o. Nes a o ma, a mediação assume um ca á e es au ado e auxilia as pessoas
en ol idas a ans o ma a elação, o que é ex emamen e impo an e nes e con ex o, uma ez que nas
escolas as elações são con inuadas no empo. Logo, mesmo o con li o endo chegado ao im, é
impo an e que o mediado ou mediado a da escola, abalhe a elação dos en ol idos, p epa ando o
caminho pa a que os eles con i am paci icamen e na escola. Pe cebe-se, en ão, a a és da desc ição
das o mas como a mediação escola pode a ua nos con ex os educacionais, que ela não acon ece
apenas de o ma pon ual. Pa a a ingi odo o po encial da mediação na escola, é necessá io que ela
acon eça de o ma pe manen e nas ins i uições educacionais po meio não só dos p ocessos de
mediação de con li os p op iamen e di os, mas ambém a i idade ou as p omo o as de um ambien e
pací ico e de um clima escola saudá el. To emo ell (2021) disco e no echo colacionado abaixo sob e
essa necessidade de con inuidade e pe manência da mediação nas escolas. Vejamos:
A p esença da mediação no ambien e escola não é pon ual, com o que conco dam as
ins i uições que concebem a a i idade de mediado es e mediado as de manei a ampla, is o é,
como p omo o es de um clima de con i ência posi i o que podem agi p omo endo a i idades
lúdicas, encon os de oda a comunidade, a i idades pa icipa i as, c iação, adoção e e isão de
eg as, de ecção e diagnós ico p ecoce de con li os e desa ios pa a melho a , in e enção em
con li os e iden es, in e enção em con li os echados, elação e ínculos com o ambien e da
escola, acompanhamen o de colegas em momen os especiais, p omoção de campanhas, es udo
de emas especí icos, ações solidá ias de âmbi o mundial e mui o mais. (p. 76)
É impo an e egis a que a mediação pode se aplicada a qualque momen o da dinâmica do
con li o, dinâmica es a conhecida po nós, uma ez que já a explo amos an e io men e nes e ela ó io.
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Dessa o ma, podemos aze uso da mediação an es mesmo de um con li o acon ece , a uando
p e en i amen e; ou em um con li o já mani es o, quando a mediação se á usada pa a soluciona a
con o é sia ins alada. Seja de uma manei a ou de ou a, as es a égias u ilizadas i ão capaci a os a o es
da comunidade escola de compe ências sociais e emocionais que i ão con ibui pa a a
desen ol imen o da cidadania e pa a a p omoção de condições pací icas e saudá eis pa a a
con inuidades dos elacionamen os na escola. Podemos e i ica a pa i do agmen o ansc i o abaixo
como a a uação p e en i a e p o en i a da mediação pode con ibui no p ocesso educa i o desen ol ido
escolas. Vejamos:
A mediação de con li os oco e nas elações in e pessoais, em si uações de con li o mani es o
ou na sua p esunção, com is a ao es abelecimen o de laços sociais e à melho ia da
con i ência. Assen a num mé odo de a uação a a és de es a égias o mais ou in o mais de
mediação e es a égias de pendo educa i o e capaci ado , cujo obje i o consis e em inc emen a
ou do a os indi íduos de compe ências pessoais e sociais que po enciem con ex os de cidadania
a i a. Es a mediação não oco e simplesmen e pa a esponde a con li os exis en es na escola,
mui as ezes associados à indisciplina, à ag essi idade ou à iolência, assume-se como um
p ocesso de ( e)cons ução social, um p ocesso educa i o e uma o ma de cons ui uma
con i ência cidadã. Des e modo, ao p omo e a qualidade de ida social a a és da mediação
isa-se p opo ciona melho es condições pa a o bem-es a na escola ( equisi o essencial pa a o
p ocesso de ensino-ap endizagem), bem como pa a a melho ia da imagem da escola. (Cos a,
2016, p. 92)
Exis e ou a manei a de ca ac e iza a mediação nas escolas pa a além do equisi o empo al
que oi u ilizado acima. A ou a o ma de pe cebe a a uação da mediação no con ex o escola , é aquela
que o que o az de aco do com o campo de a uação e os obje i os damediação em elação à comunidade
escola , a qual é compos a po di e en es a o es, que cons i uem a escola. Nesse âmbi o, são conhecidas
ês endências na mediação escola , quais sejam, educa i o/ o ma i a, in e pessoal/social e
o ganizacional/cul u al. Re e e-se à mediação como de endência educa i a/ o ma i a quando ela
p opo ciona “no os e e enciais pa a a ação, assen es na aquisição de habilidades que omen em
a i udes e compo amen os adequados à missão e aos alo es da escola inclusi a e cidadã” (Cos a,
2016, p. 97). Já a mediação escola de endência social/in e pessoal é aquela que abso e a
esponsabilidade de “p omo e a comp eensi idade en e os di e sos a o es, de ende a di e sidade de
pe spe i as do eal e omen a a capacidade de agi e lexi amen e na li e omada de decisão...” (Cos a,
2016, p. 97). Po im, a mediação escola de endência o ganizacional/cul u al é assim conhecida “po
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eque e uma in e enção na cul u a de escola, o nando-a uma o ganização de a amen o pací ico e
cons u i o dos con li os, que omen e uma cul u a de diálogo e colabo ação” (Cos a, 2016, p. 97).
Também podemos pe cebe a mediação escola a pa i da sua capacidade de alcance, a qual depende
do modelo u ilizado. Os modelos podem se os seguin es: mediação en e pa es, mediação pelos adul os,
mediação escola/ amília, mediações es au a i as. Cada modelo em suas ca ac e ís icas p óp ias, mas
compa ilham em comum os bene ícios na u ais de se e a mediação de con li os na escola.
Uma ez que já oi ealizada uma ampla ca ac e ização da mediação escola , pe passando pelos
bene ícios que ela p omo e pa a as escolas e oda a comunidade escola , passemos a en ende como
ela acon ece nas ins i uições educacionais. Inicialmen e, é necessá io pe cebe as e en es possí eis da
mediação escola , as quais ab angem dimensões e obje i os p óp ios. As ês p icipais e en es são:
como écnica de in e enção na ges ão e esolução dos con li os; como me odologia de desen ol imen o
pessoal e social; como es a égia de p e enção. A pa i de cada uma delas pe cebe-se as dimensões e
as inalidades que iden i icam cada e en e da mediação. A mediação escola como écnica de
in e enção na ges ão e esolução dos con li os em como in enção p omo e a solução e a p e enção
dos con li os. Cos a (2016) a i ma que a mediação como écnica de in e enção na ges ão e esolução
dos con li os “assume como obje i o a ende os con li os, de manei a a eduzi a sua equência, p e eni
compo amen os desadequados e diminui o núme o de p ocessos disciplina es” (p. 100). Assim, o
mediado i á se esponsá el po um p ocesso em que auxilia á os con li an es a se comunica em,
u ilizando écnicas p óp ias da mediação, a im de que os en ol idos açam um aco do e esol am a
con o é sia ins au ada. Como me odologia de desen ol imen o pessoal e social, a mediação de con li os
i á, a a és dos seus p incípios, alo es e mé odos, auxilia o ap endizado de habilidades sociais e
elacionais, que esul a ão em ações cons u i as, as quais p opo ciona ão a ge ação de uma con i ência
social posi i a. Toda a expe iência e o ap endizado ob ido com a mediação esul a em uma mudança de
pos u a daqueles que a expe encia am, os quais le am o ap endizado ob ido pa a as elações que
pe meiam sua ida, op ando po esse mé odo pa a a esolução dos con li os que su gem. O echo
colacionado abaixo a es a essa cons a ação:
Da ap endizagem, da con iança e da sa is ação que mediado es e mediados ob êm com o
p ocesso de mediação esul a á uma mudança em elação à abo dagem dos con li os, à c ença
de que o diálogo se á a ia p e e í el pa a esol ê-los, pe mi indo uma melho comp eensão de
si p óp io e dos ou os, em p ol de boas elações de con i ência. Os con li os cons i uem uma
on e de en iquecimen o mú uo. Podem se ocasiões (necessá ias e ú eis) pa a e olui como
se es sociais. A mediação pode se u ilizada como me odologia pedagógica, con ibuindo pa a o
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desen ol imen o pessoal e social dos jo ens, o alecendo a escola no cump imen o das suas
unções de educação e de socialização. (Cos a, 2016, p. 108)
Finalmen e, como es a égia de p e enção, a mediação de con li os pode abalha de ês
o mas de a ua di e en es: p e enção p imá ia, p e enção secundá ia e p e enção e ciá ia. Na
p en encão p imá ia a mediação a ua an es dos con li os acon ece em, na p e enção secundá ia a
mediação in e ompe o escalonamen o do con li o e, po im, na p e encção e ciá ia, o con li o já es á
o mado e a mediação a ua á de o ma a solucioná-lo. É o que podemos comp eende a pa i da lei u a
do agmen o colacionado abaixo:
No p imei o ní el de p e enção (p imá ia) p opõe-se uma in e enção a p io i, an es das
si uações oco e em, modi icando as ci cuns âncias causado as dos p oblemas ou que não
con ibuem pa a melho lida com o seu su gimen o, ou ainda como e e em Amado e F ei e
(2009), isa-se um conjun o de ações que a uam po an ecipação ace a um de e minado
enómeno. ... No segundo ní el p e enção (secundá ia), ambém denominado po in e enção
p ecoce, incide-se na aplicação de medidas pe an e a oco ência das si uações dilemá icas, de
o ma a sus e a sua p og essão. P ocu a-se iden i ica e a ua , o mais cedo possí el, pe an e
qualque des io à no malidade. No e cei o ní el de p e enção ( e ciá io), a ua-se quando os
enómenos já a e am em escala e a in e enção e e e-se especialmen e aos casos pe sis en es.
(Cos a, 2016, p. 110)
Uma ez que o pano ama da mediação escola oi açado, des endando-se suas inalidades e
o mas de a uação na p á ica, bem como o impac o que p o oca nas pessoas que a expe enciam em
odas as suas e en es e dimensões, in e essa-nos en ende de que o ma a mediação escola acon ece
no co idiano das ins i uições educacionais. É impo an e egis a logo no início desse pon o da discussão
que a medição, como p ocesso de a amen o de con li os, ap esen a duas modalidades a o mal e a
in o mal, podendo qualque uma das duas se u ilizada no con ex o escola . A di e ença en e elas é
bas an e pe cep í el pois, enquan o a p imei a em um i o, apesa de lexí el, desen ol e-se em local e
empo p óp ios, a segunda pode acon ece em qualque con ex o social e a qualque momen o.
De alhemos mais. A mediação o mal é um p ocesso que possui écnicas e p incípios que de em se
seguidos, o qual oco em em local e empo de inidos. Nes e p ocesso exis e a igu a do mediado que
u iliza e amen as p óp ias des e mé odo de esolução de con li os, com oco na comunicação, pa a
auxilia os en ol idos a encon a uma solução que sa is aça ambos. A mediação in o mal, isa alcança
o mesmo obje i o da an e io , ou seja, uma solução consensual e pací ica pa a o con li o que se
ap esen a. Mas, apesa de u iliza das mesmas e amen as, o mediado o az de manei a luida, a
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8. P omo e uma conexão sólida e empá ica en e os memb os da comunidade escola ,
especialmen e en e os alunos e en e alunos e p o esso es, a a és da melho ia dos p ocessos
comunicacionais en e uns e ou os.
9. Re o ça o sen imen o de inclusão e pe ença dos alunos ao ambien e escola , a a és da
con i ência posi i a.
10. Con ibui pa a o ap endizado cogni i o e pa a o desen ol imen o socioemocional dos
alunos, a pa i de es a égias de pa icipação que en ol am odos e cada um.
4.1.2 A escolha da abo dagem quali a i a
Pa a an o, a in es igação/in e enção ealizada oi pe ilada po uma abo dagem quali a i a.
Es a abo dagem oi escolhida endo em is a os obje i os do es udo ealizado, que isa am comp eende
os enômenos a pa i dos mo i os e das jus i ica i as que se p e endeu encon a . Assim sendo, a on e
di e a dos dados que se p e endeu cole a oi o ambien e na u al e o in es igado oi o ins umen o
p incipal pa a a ealização da cole a des es dados. Uma ez que a in es igação quali a i a é desc i i a,
as in o mações ecolhidas não o am eduzidas a núme os. Nes a abo dagem p i ilegia-se a ansc ição
e o egis o dos dados em oda a sua iqueza, ou seja, da o ma mais de alhada possí el.
Como a i mado acima, pa a a in es igação da qual o p esen e ela ó io a a oi escolhido o
pa adigma quali a i o. Nes a in es igação nos in e essa de que manei a os di e en es a o es signi icam
sua aje ó ia de ida, o seu se e es a no mundo (pe spec i a pa icipan e). Bogdan e Biklen (1994)
explicam que:
Os in es igado es quali a i os es abelecem es a égias e p ocedimen os que lhes pe mi am
oma em conside ação as expe iências do pon o de is a do in o mado . O p ocesso de
condução de in es igação quali a i a e le e uma espécie de diálogo en e os in es igado es e os
espec i os sujei os, dado es es não se em abo dados po aqueles de uma o ma neu a. (p. 51)
A in es igação é explica i a uma ez que o es udo ealizado e e como obje i o iden i ica e
explica a o es que con ibuem pa a oco ência de enômenos especí icos. Des a o ma, in en a a-se
explica /explo a o impac o da mediação escola na p e enção, ges ão e esolução de con li os no
con ex o an e io men e desc i o e, ambém, como a mediação escola con ibui pa a o alece uma
cul u a de paz na ins i uição colabo ando pa a o sucesso educa i o dos alunos.
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4.1.3 Mé odos e écnicas de in es igação/in e enção
Os mé odos escolhidos pa a a in e enção/in es igação do qual o p esen e ela ó io a a o am:
a pesquisa bibliog á ica, a pesquisa documen al e a in es igação-ação. A pesquisa bibliog á ica auxilia
na o mação do conhecimen o necessá io pa a o desen ol imen o da in es igação, a a és do
conhecimen o an e io men e cons uído em li os e a igos cien í ico. A pesquisa documen al p opo ciona
a ciência do que es á p e is o e de e minado nos documen os o iciais ela i os ao obje o do es udo. A
pa i do en ol imen o a i o, coope a i o e pa icipa i o com o g upo de pessoas in es igado, é ealizada
a in es igação-ação, “(...) uma conceção de conhecimen o social e his o icamen e cons uído numa
elação dialógica en e a eo ia (a e lexibilidade) e a p á ica (a ealidade i ida)” (Amado, 2014, p. 190).
A in es igação-ação pa icipa i a oi elei a pa a a in es igação/in e enção ealizada po que,
como e e em Guioma e Viana (2020, p. 41), “p essupõe uma p á ica c í ica e e lexi a que a o ece
mudanças ans o mado as nas espos as socioeduca i as das ins i uições”. Essa p á ica é desen ol ida
colabo a i amen e pelo in es igado , inse ido no con ex o in es igado, e pelos en ol idos na in es igação,
que assumem um papel a i o no p ocesso de mudança. Guioma e Viana (2020) essal am a p oximidade
da in es igação-ação à mediação no que diz espei o ao en ol imen o a i o, coope a i o e pa icipa i o
do in es igado:
À semelhança da mediação, a in es igação-ação ab e espaço pa a a e o mulação de posições
e a i udes, in oduz diálogos posi i os e cons u i os e comp ome e os en ol idos num p ocesso
con ínuo de e lexão que le a à ( ans) o mação, à e o mulação de eo ias e p á icas e à
ampliação de pe is ins i ucionais. Assim como na mediação, o in es igado , po ecu so à
in es igação-ação pa icipa i a, é um co-in es igado que se inse e, c ia i a e c i icamen e, no
con ex o e in es iga com os en ol idos, man endo, em odas as ci cuns âncias, um pe il
independen e e neu o, capaz de ga an i mudanças iá eis e e dadei amen e humanas. (p.45)
A a és da in es igação-ação pa icipa i a é possí el cons ui conhecimen o, pa a a inse ção de
possí eis mudanças no con ex o in es igado e pa a a cons i uição ou ap imo amen o de compe ências e
habilidade nos pa icipan es da in es igação. A in es igação-na/pela-ação é um mé odo complexo de ido
à sua ca ac e ís ica mul i ace ada e à exis ência conjun a dos seus obje i os. Amado (2014) essal a a
p o undidade des e mé odo:
Ence a um p ocesso de colabo ação e de pa icipação não depende de decisões le es,
supe iciais e epis emologicamen e áceis; al como já e e imos, aca e a um modo de concebe
os sujei os in es igados, po mais di e en e que sejam em idade, e nia, sexo, capacidades
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in elec uais, es ilos de ida, e c., como sujei os a i os, p odu o es de conhecimen o e com uma
‘ oz’ a se ou ida ão legi imamen e como a dos in es igado es. (p. 191)
A in es igação-ação pa icipa i a o neceu o alice ce necessá io pa a o desen ol imen o do
p esen e es udo que pôde con a p incipalmen e com ês ca ac e ís icas do mé odo, essal adas po
Guioma e Viana (2020):
(...) des acamos ês ca ac e ís icas da in es igação-ação pa icipa i a (...) os en ol idos são
de en o es de sabe es p óp ios esul an es das suas expe iências e das in e ações que
es abelecem; a dinâmica pa icipa i a ans o ma posi i amen e as in e ações e as elações de
pode en e uns e ou os; a moni o ização dos p ocessos pa icipa i os ge a eedback
comp eensi o em o no da in e enção e coloca os en ol idos como sujei os de conhecimen o,
en ol endo-os na iden i icação e esolução de p oblemas. (p. 43)
Assim, a in e enção/in es igação pa icipa i a, que con igu a a in es igação/in e enção
ela ada no p esen e ela ó io, pe spe i ado po uma abo dagem quali a i a, p opo cionou o caminho
pe seguido pa a que os obje i os da in es igação/in e enção ealizada ossem sa is ei os.
As écnicas de in es igação u ilizadas o am a obse ação di e a, o inqué i o po en e is a, o
inqué i o po ques ioná io, a análise de documen os, a escu a in o mal e os diá ios de bo do. Os mé odos
de o mação u ilizados o am a o mação eó ica e as i ências de cí culo de cons ução de paz. Quan o
à a aliação du an e o pe cu so do es ágio, es a oi ei a a a és da supe isão in o mal da o ien ado a
coope an e do es ágio, do diálogo c í ico/ e lexi o com a o ien ado a cien í ica e da au oa aliação
ealizada nos diá ios de bo do.
4.1.4 T a amen o e análise dos dados cole ados
A análise dos dados cole ados oi ealizada a a és da análise de con eúdo, écnica que
p opo ciona o exame sis emá ico e obje i o do con eúdo de ex os, com a in enção de escla ece aquilo
que é impe cep í el a pa i de uma lei u a imedia a. A escolha pela écnica e omencionada le ou em
conside ação as ca ac e ís icas dos dados cole ados na in es igação ealizada e a in enção que se
obje i a a a a és da análise desses dados. Sob e a análise de con eúdo, ejamos o que in e e Amado
(2014):
Podemos, pois, dize que o aspe o mais impo an e da análise de con eúdo é o ac o de ela
pe mi i , além de uma igo osa e obje i a ep esen ação dos con eúdos ou elemen os das
mensagens (discu so, en e is a, ex o, a igo, e c.) a a és da sua codi icação e classi icação po
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ca ego ias e subca ego ias, o a anço ( ecundo, sis emá ico, e i icá el e a é ce o pon o
eplicá el) no sen ido da cap ação do seu sen ido pleno (à cus a de in e ências in e p e a i as
de i adas ou inspi adas nos quad os de e e ência eó icos do in es igado ), po zonas menos
e iden es cons i uídas pelo e e ido ‘con ex o’ ou ‘condições’ de p odução. (pp.304-305)
Todo o ma e ial cole ado a a és das á ias écnicas já e e idas an e io men e (inqué i o po
en e is a, inqué i o po ques ioná io, diá ios de bo do, no as de campo) o am analisados, po meio de
uma lei u a cuidadosa, pa a que ossem omadas as decisões necessá ias du an e o p ocesso de
in es igação/in e enção. As espos as dos inqué i os po ques ioná io o am analisadas e o ganizados
os esul ados dessa análise em abelas e, depois, em g á icos, de o ma a que a isualização do esul ado
osse mais didá ica.
4.2 Recu sos mobilizados no p ocesso de in es igação/in e enção
No que diz espei o aos ecu sos, na ase de in es igação o am necessá ios: cade no pa a
ano ações ei as na obse ação, um compu ado pa a apoia a in es igação/in e enção e a
digi alização/ egis o dos diá ios de bo do e pos e io ca ego ização dos dados cole ados, pla a o mas
digi ais pa a c iação, análise e egis o de o mulá ios e ma e ial bibliog á ico. Todos os ecu sos
pe spe i a am iabiliza o Plano de A i idades den o do con ex o onde se ealizou o es ágio, um con ex o
escola , mais especi icamen e, a pa i de um ambien e ge ado pelo gabine e de mediação.
Pa a a ase, mais exp essi a, de in e enção, con amos com o gabine e de mediação, onde o am
ealizadas sessões de mediação e cí culos de cons ução de paz; com as salas de aulas das u mas
en ol idas, assim como ma e iais di e sos, ais como: papel, cane a pilo e ca olina; sala e/ou ambien e
i ual pa a ealização das o icinas e o mações p opos as, com p oje o e ela de p ojeção.
4.3 Limi ações da in es igação/in e enção
É impo an e, no en an o, egis a que a in es igação/in e enção ealizada encon ou, no
deco e do seu desen ol imen o, algumas limi ações que o am desa iado as pa a a con inuidade do
pe cu so. De odas as limi ações que se ão elencadas a segui , a que me ece maio des aque é a
esis ência das Di e o as de Tu ma em ab aça o p oje o p opos o e con ia no que se p e endia que
osse ealizado. Is o po que, a in es igação/in e enção ealizada, inha como público-al o os alunos das
u mas do 6º ano, ac o pelo qual e a necessá io o en ol imen o das Di e o as de Tu ma pa a que ossem
38
possibili adas as in e enções. Oco e que es as p o issionais não es a am abe as pa a esse in ui o, seja
po empo disponí el, seja po in e esse, ou ou o mo i o qualque . Assim sendo, o p imei o g ande
desa io oi consegui se escu ada pelas mesmas pa a que elas con iassem no que es a a sendo p opos o
e pudessem disponibiliza empo de sala de aula pa a o abalho que se ia ei o com a u ma de cada
uma. Foi nesse sen ido que se planejou o Cí culo de Cons ução de Paz com as Di e o as de Tu ma pa a
que elas pudessem se conec a com a in e enção que es a a sendo p opos a. An es disso, oi dis ibuído
pa as as mesmas uma ca ilha explica i a do p oje o que es a a sendo desen ol ido, pa a que as
Di e o as de Tu ma já i essem conhecimen o do que es a a sendo p opos o quando ossem pa icipa
do Cí culo de Cons ução de Paz.
Ou a limi ação impo an e oi a disponibilidade de ho á io nas u mas pa a a ealização das
in e enções, o que le ou ao planejamen o do mínimo de sessões possí eis com os alunos, pa a que os
ho á ios pudessem se disponibilizados pelas Di e o as de Tu ma, as quais escolhe am as aulas de
u o ia pa a que ossem ealizadas as ações do P oje o. As aulas de u o ia o am escolhidas po que elas
já exis em semanalmen e na g ade de ho á io dos alunos e em como unção a discussão/ e lexão sob e
p oblemas e demandas da u ma, como, po exemplo, os con li os e as indisciplinas.
Ou o empecilho pa a o desen ol imen o do p oje o oi o calendá io escola . Is o po que, o
mesmo, p a icamen e de inia quando as in e enções pode iam oco e , já que a disponibilidade de
pa icipação nas ações dependia da p og amação das a i idades da escola. Es e a o oi de g ande
impo ância no planejamen o das in e enções, chegando a impedi a ealização da Ação de Cu a
Du ação que ha ia sido planejada pa a os p o esso es.
Regis e-se, po opo uno, que a esis ência dos p o esso es ambém oi um a o limi an e que
p ejudicou indi e amen e a ealização da Ação de Cu a Du ação pensada. Essa in e enção inha mui os
c i é ios pa a se o na possí el, endo em is a a p eocupação quan o à adesão dos p o esso es, o que
esul ou em um g ande dispêndio de empo e ene gia pa a o ná-la eal, o que não acon eceu, pois não
hou e empo hábil pa a ealizá-la du an e o pe íodo do es ágio, em g ande pa e de ido ao calendá io
escola .
Ou a di iculdade com a qual nos depa amos no deco e do desen ol imen o do p ocesso oi a
al a de au onomia da es agiá ia pa a o ganiza as in e enções p opos as, o que ouxe despe dício de
empo hábil pa a a execução das ações pensadas. No deco e de odo o desen ol imen o do es ágio a
al a de uma sala p óp ia pa a o Gabine e de Mediação ambém oi um obs áculo que di icul ou a
ealização das mediações o mais com os alunos, as quais es a am p ejudicadas pela al a de
p i acidade pa a a ealização das sessões de mediação.
39
Ou o a o que o nou o p ocedimen o da mediação no con ex o um pouco con uso no início oi
a al a de um p o ocolo de inido pa a a condução dos casos encaminhados pa a o Gabine e, o que
ambém con undia os p óp ios p o esso es e assis en es ope acionais da escola, que não sabiam como
conduzi os casos que chega am a é eles ou que acon eciam com os p óp ios.
Po im, hou e uma ques ão que p ejudicou as ações ealizadas nas u mas dos sex os anos,
pa icula men e, oi o ac o de alguns alunos não ala em nem en ende em a língua po uguesa. Alguns
alunos ainda en endiam o inglês, o que pe mi ia que conseguisse ajudá-los, mas os que não ala am o
inglês ealmen e não consegui am pa icipa a i amen e nas p opos as ealizadas.
Apesa das di iculdades encon adas du an e o pe cu so do es ágio e que o am egis adas
acima, a in es igação/in e enção oi ealizada sa is a o iamen e, uma ez que os dados pude am se
ecolhidos e analisados, bem como as ações necessá ias pa a cump i a inalidade elucub ada, pude am
se ealizadas.
4.4 Ques ões é icas da in es igação/in e enção
As ques ões é icas são essenciais pa a que a in eg idade da in es igação/in e enção sejam
ga an idas, assim como são c uciais pa a a p o eção dos di ei os e do bem-es a das pessoas en ol idas.
O concei o de é ica é de inido po Bogdan e Biklen (1994) no seguin e agmen o: “(…) a é ica consis e
nas no mas ela i as aos p ocedimen os conside ados co ec os e inco ec os po de e minados g upos”
(p. 75). Conside ando que a in es igação/in e enção o a ela ada oco e no âmbi o da mediação
educacional, o na-se mais impo an e, ainda, que o espei o e a esponsabilidade sejam le adas em
con a du an e odo o desen ol imen o do p oje o, endo em is a o ca á e humani á io, democ á i o e
inclusi o da mediação.
De aco do com os au o es Bogdan e Biklen (1994) exis em duas ques ões cen ais que
p e alecem a ualmen e no que diz espei o à in es igação ealizada com pessoas, quais sejam, o
consen imen o in o mado e a p o eção da pessoa pa icipan e pa a que não inco a em qualque dano
no u u o. É o que podemos dep eende do echo colacionado abaixo:
Duas ques ões dominam o pano ama ecen e no âmbi o da é ica ela i a à in es igação com
sujei os humanos; o consen imen o in o mado e a p o eção dos sujei os con a qualque espécie
de dano. Tais no ma en am assegu a o seguin e:
1. Os sujei os ade em olun a iamen e aos p ojec os de in es igação, cien es da
na u eza do es udo e dos pe igos e ob igações nele en ol idos.
40
2. Os sujei os não são expos os a iscos supe io es aos ganos que possam ad i .
(Bogdan & Biklen, 1994, p.75)
Em azão do expos o acima, em odo o p ocesso de in es igação/in e enção ealizado, a
mediado a es agiá ia p ese ou a pa icipação olun á ia das pessoas, incluindo p o issionais e alunos,
endo em is a esse se um p incípio p óp io da mediação, não azendo sen ido que na
in es igação/in e enção oco esse di e en e. A olun a iedade e a comunicada pa a os pa icipan es
an es da ealização das écnicas de ecolha de dados, como os inqué i os e en e is as, po exemplo, e,
ambém, no início das a i idades da in e enção. Quan o aos dados ecolhidos na
in es igação/in e enção, oi ga an ida a con idencialidade das in o mações cole adas, bem como o am
p o egidas as iden idades dos pa icipan es no momen o do egis o dos dados nas no as de campo e
nos diá ios de bo do, cump indo-se, assim, com a necessá ia p o eção de dados.
41
Capí ulo V - Ap esen ação e discussão do p ocesso de in es igação/in e enção
Após a a mos dos enquad amen os necessá ios, passamos a ap esen a como a
in es igação/in e enção oi desen ol ida e discu i emos a espei o da ealização do p oje o idealizado.
Inicialmen e, oi necessá io aze a escolha do con ex o no qual se ia desen ol ida a
in es igação/in e enção. Desde que ealizei a ma ícula na Uni e sidade do Minho, já inha consciência
da on ade em abalha com a mediação escola , especi icamen e em uma escola de Po ugal, pa a
in es iga sob e o ema em um con ex o di e so do qual eu es a a acos umada, que e a o B asil. Des a
ei a, a minha p e e ência e a ealiza o es ágio em um con ex o escola , que já i esse a i ência da
mediação na escola, pa a que eu pudesse ap ende mais sob e o ema, pa icula men e, uma ez que,
no B asil, o uso do mé odo em ins i uições educacionais oco e, quase o almen e, de o ma pon ual,
sem um p og ama ou p oje o de inido de a uação pe manen e do mé odo.
Após uma pesquisa in o mal, busquei o con ex o em que desen ol i o p oje o de
in es igação/in e enção, o qual se mos ou disponí el pa a acolhe o es ágio, dando o seu acei e a a és
da di eção da escola. En ão, logo no p imei o dia ú il do mês de ou ub o, após os âmi es adminis a i os
necessá ios e em sido cump idos, iniciei o pe íodo de in es igação, sob e o qual disco e ei
de alhadamen e a segui .
5.1. In es igação
Já a amos an e io men e sob e a modalidade escolhida como me odologia pa a o p oje o de
in es igação/in e enção. No en an o, po se impo an e pa a o momen o, abo da emos no amen e o
mesmo ema nes e ópico. Regis amos, en ão, inicialmen e, que o mé odo da in es igação-ação oi o
mé odo escolhido. Is o po que a in es igação-ação em como ca ac e ís ica a mudança pela ação. Ao
p a icá-la, as in o mações de em se cole adas e o ganizadas pelo in es igado , com o obje i o de
p omo e mudanças sociais. Assim sendo, na in es igação-ação o in es igado abalha de o ma a i a
no p ocesso de in es igação, num p ocedimen o cíclico de in es igação, e lexão e mudança. O mé odo
da in es igação-ação é lexí el no sen ido de que pe mi e o uso de écnicas e ins umen os de in es igação
a iados. Podemos a es a esse a o po meio da lei u a do agmen o ansc i o abaixo:
Em sín ese, e i icamos que o mé odo de In es igação-Ação, inse ido no pa adigma socioc í ico
e numa abo dagem mis a, egis a écnicas e ins umen os de in es igação a iados, pe mi indo
a lexibilidade e, como e e imos an e io men e, a sua adap ação ao con ex o de in es igação.
42
Salien amos ainda a complemen a idade en e á ias écnicas e ins umen os, pe mi indo ao
in es igado uma mais p o ícua ecolha de dados. (Mo ei a, Sá & Cos a, 2021, p. 45)
Após disco e sob e o mé odo u ilizado, cump e-nos escla ece sob e as écnicas de ecolha de
dados explo adas. Assim, pa a conhece o con ex o no qual es a a sendo ecebida pa a a ealização do
es ágio, oi u ilizada como écnica de ecolha de dados a in es igação documen al. Pa a an o, eco i
aos documen os públicos disponí eis na in e ne que a a am da escola, pa icula men e, e aos
documen os públicos que e sa am sob e a educação em Po ugal, de modo ge al. Ou a on e de
pesquisa bas an e ú il nesse momen o oi o si e da escola, que indica a o que es a a sendo ealizado,
p oje os desen ol idos, p o issionais dos Gabine es, o que possibili ou uma con ex ualização melho do
que me ia depa a b e emen e.
Chegando ao local, a sala que me oi indicada pa a es a du an e o pe íodo que es i esse na
escola oi a sala mul i unções, que e a uma sala bem g ande, em que as cadei as e mesas ica am
o ganizadas em o ma de U, e que e a p epa ada pa a ecebe di e sas a i idades. Nes e espaço ica am
ambém os p o esso es subs i u os, que agua da am se em chamados pa a subs i ui algum p o esso
ou p o esso a que al asse. Po con a dis o, mui as u mas passa am po essa sala, já que esses
p o esso es subs i u os pediam pa a que os assis en es ope acionais le assem os alunos pa a lá, ao
in és de se di igi em à sala de aula o iginal.
Op ei po inicia esse pon o do ela ó io com a desc ição do local que me oi des inado pelo
con ex o pa a ocupa po que esse oi um a o impo an e du an e o p ocesso de in es igação. Es a em
uma sala na qual passa am mui as u mas di e en es quase odos os dias, possibili a a que eu i esse
um con a o p óximo com os alunos do con ex o, bem como que pudesse e acesso acilmen e a alguns
p o esso es. Esses a o es o am de suma impo ância pa a a ealização da obse ação di e a no
p ocesso de in es igação, a qual e a egis ada nos diá ios de bo do pa a pos e io es udo. Além da
écnica de obse ação, es a nes a sala ambém me pe mi iu a ealização de escu as in o mais dos
p o esso es, que mui as ezes ap o ei a am os momen os em que não e am chamados pa a subs i ui
algum colega de p o issão pa a compa ilha comigo seus anseios e insa is ações em elação ao seu
abalho na escola. Assim sendo, a obse ação di e a oi ealizada du an e o mês de ou ub o e no emb o.
Ela e a ealizada p incipalmen e na sala mul i unções, mas ambém e a ei a em ou os espaços:
biblio eca, pá io da escola, ila da can ina e audi ó io. Após a obse ação, um diá io de bo do e a esc i o,
como o ma de egis a o que ha ia sido obse ado, pa a pos e io consul a e e lexão sob e os dados
cole ados. Além dos diá ios de bo do, ambém eco i às no as de campo pa a egis o dos achados
43
du an e a obse ação e escu as in o mais. Os diá ios de bo do p oduzidos segui am uma es u u a
p opos a e c iada pela o ien ado a cien í ica, que pode se isualizada na Figu a 1:
Figu a 1
Folha modelo do diá io de bo do
O con ex o de es ágio, que oi desc i o an e io men e, já inha um Gabine e de Mediação em
uncionamen o, bem como uma mediado a esponsá el po ele e, consequen emen e, pela mediação na
escola. Po isso, e a impo an e en ende como a cul u a da mediação se ap esen a a na escola e de
que o ma ela acon ecia no dia a dia, pa a pode cons ui um p oje o de in es igação/in e enção que
osse ao encon o do que já e a ealizado no con ex o e, ambém, a endesse as necessidades dele.
Assim, le ando em conside ação as obse ações compa ilhadas acima, pa a comp eende
como a mediação escola e a colocada em p á ica no con ex o, oi elei o como écnica de ecolha de
dados o inqué i o po en e is a es u u ada, a qual oi ei a com a mediado a da escola, que e a a pessoa
esponsá el pelo Gabine e de Mediação à época ( e Apêndice 01, p. 101). Os dados ob idos com a
en e is a ealizada o am de ex ema impo ância pa a que pudesse en ende como acon ecia a
mediação no con ex o, pa a que conseguisse, não só pe cebe as necessidades da escola, mas ambém
50
G á ico 1
Fac os Ge ado es do Compa ecimen o dos Alunos ao Gabine e de Mediação
As espos as o necidas no inqué i o po ques ioná io o am analisadas e o ganizadas na Tabela
2 pa a melho isualização do esul ado. Vejamos:
Tabela 2
Pe ceções dos Alunos do 6º Ano que passa am pelo Gabine e de Mediação
Pe ceções Sim Não Não
sei
Sem
esp
01) Sen iu-se bem acolhido/a 21 1 1 0
02) Sen iu-se espei ado/a 20 0 03 0
03) Sen iu-se à on ade pa a ala da sua si uação 18 1 4 0
04) Conseguiu dize o que sen ia 19 3 0 1
05) Sen iu que a Mediação ajudou a esol e o seu p oblema 18 2 3 0
06) Conseguiu en ende melho as suas p eocupações 16 2 5 0
07) A mediação espondeu ao que o aluno p ecisa a 17 0 6 0
08) O ambien e e local o am adequados 22 1 0 0
09) Sen iu-se con o á el na sala de mediação 19 1 2 1
10) A mediado a o ajudou a dize os seus pon os de is a 20 1 2 0
26%
39%
31%
4%
Po Con a P óp ia
Encaminhado pelo
P o esso ou Ou o
Funcioná io
Po Con a P óp ia e
Encaminhado
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11) A mediado a a ou o aluno com espei o 23 0 0 0
12) A mediado a oi capaz de comp eende o aluno 21 0 1 1
13) O local da mediação ica num sí io de ácil acesso 22 2 0 0
14) As sessões de mediação o am su icien es 14 3 6 0
15) As sessões de mediação ajuda am o aluno a encon a
soluções pa a o seu p oblema 15 4 4 0
16) Sen iu-se sa is ei o/a com o aco do a que chegou ou com
as e lexões que ez du an e a mediação 17 0 6 0
Pe cebe-se, após o le an amen o dos dados, que a g ande maio ia dos alunos pe cebeu o
Gabine e de Mediação como uma expe iência posi i a em á ios aspec os. Colacionamos alguns g á icos
a segui pa a comen a mais de alhadamen e o i em a que cada um co esponde no ques ioná io.
Des acamos que, de ido ao núme o ele ado de i ens do ques ioná io, decidimos po escolhe , pa a
analisa isoladamen e, aqueles que me eciam um maio des aque, no que diz espei o à in es igação
ealizada. Comecemos pelo G á ico 2 que mos a a quan idade de alunos que ma ca am sim, não e não
sei pa a a seguin e sen ença: “sen i que a mediação ajudou a esol e o meu p oblema”. A pa i do
es udo do G á ico 2, pe cebe-se que a g ande maio ia dos alunos en endeu que a mediação os ajudou a
soluciona a ques ão que oi a ada no Gabine e. Vejamos:
G á ico 2
Po encialidade da Mediação
18
2
3
0
Sa is ação dos alunos quan o à esolução do seus
p oblemas po meio da mediação
SIM NÃO NÃO SEI SEM RESP
52
O G á ico 3 mos a a p opo ção de alunos que se sen i am sa is ei os com o aco do a que
chega am ou com as e lexões que ize am du an e o momen o em que es i e am no Gabine e de
Mediação.
G á ico 3
Aco do/Re lexão Fei a no Gabine e de Mediação
Pe cebemos a pa i da análise do G á ico 3 que nenhum aluno espondeu nega i amen e e
mui os a i ma am que se sen i am sa is ei os com os aco dos p oduzidos du an e as sessões de
mediação ou com as e lexões ei as du an e o p ocesso. Uma p opo ção bem meno espondeu que
não sabia.
O G á ico 4 ep esen a as espos as sob e a pe ceção dos alunos quan o à e icácia da mediação
em esponde ao que eles necessi a am no momen o em que es i e am no Gabine e.
G á ico 4
Resul ados do P ocesso de Mediação
Sa is ação do aluno quan o ao aco do a que chegou ou
quan o às e lexões ei as du an e a mediação
SIM NÃO NÃO SEI SEM RESP
A mediação espondeu ao que o aluno p ecisa a
SIM NÃO NÃO SEI SEM RESP
53
Pe cebemos, pela es udo do G á ico 4, que a maio pa e dos alunos a endidos en endeu que a
mediação espondeu ao que eles p ecisa am. No amen e, nes e pon o, não hou e nenhuma espos a
nega i a. As ou as espos as o am “não sei”.
Em i ude do g ande núme o de i ens do ques ioná io, u iliza emos ou o modelo de g á ico
pa a consegui pe cebe as ou as espos as o necidas pelos alunos, consequen emen e, os esul ados
da in e enção o a es udada. Assim, o G á ico 5 exp essa as pe ceções que os alunos i e am quando
compa ece am no Gabine e de Mediação. Vejamos:
G á ico 5
Pe ceção dos Alunos do 6º Ano que Es i e am no Gabine e de Mediação
0 5 10 15 20 25
Sen iu-se bem acolhido/a
Sen iu-se espei ado/a
Sen iu-se à on ade pa a ala da sua si uação
Conseguiu dize o que sen ia
Sen iu que a Mediação ajudou a esol e o seu
p oblema
Conseguiu en ende melho as suas p eocupações
A mediação espondeu ao que o aluno p ecisa a
O ambien e e local o am adequados
Sen iu-se con o á el na sala de mediação
A mediado a o ajudou a dize os seus pon os de
is a
A mediado a a ou o aluno com espei o
A mediado a oi capaz de comp eende o aluno
O local da mediação ica num sí io de ácil acesso
As sessões de mediação o am su icien es
As sessões de mediação ajuda am o aluno a
encon a soluções pa a o seu p oblema
Sen iu-se sa is ei o/a com o aco do a que chegou
ou com as e lexões que ez du an e a mediação
Ques ioná io Alunos Gabine e de Mediação
Sem esp NÃO SEI NÃO SIM
54
Assim, a a és das espos as egis adas na Tabela 2 (pp. 50-51) e ep esen adas no G á ico 5,
pe cebemos que a g ande maio ia dos alunos pe cebeu posi i amen e sua pa icipação no Gabine e de
Mediação, sen indo-se, inclusi e, espei ados, acolhidos e comp eendidos. Além disso, consegui am
dize o que sen iam, bem como ala sob e a si uação que os ha ia le ado pa a o Gabine e. Concluí-se,
pela análise ei a acima, que o abalho ealizado no Gabine e de Mediação, que diz espei o às
mediações de con li os e às escu as empá icas, oi bas an e posi i o e e e esul ados in e essan es.
5.2.2 Sensibilização dos assis en es ope acionais
Desde o momen o que passei a es a dia iamen e no Gabine e de Mediação, pe cebi que os
assis en es ope acionais não conheciam quais os p ocedimen os do Gabine e, não sabiam o que e a a
mediação, nem en endiam o papel do mediado , o que se o na a ainda mais con uso pelo ac o de o
Gabine e de Mediação unciona na sala mul i unções. Ou o ac o mui o impo an e e a que o assis en e
ope acional, na g ande maio ia das ezes, e a a p imei a pessoa com a qual o aluno se depa a a em
caso de con li o ou indisciplina, endo em is a que esses p o issionais inham como uma de suas unções
iscaliza os alunos quando não es i essem em sala de aula. Mui as ezes, e am os p óp ios assis en es
ope acionais que encaminha am os alunos pa a o Gabine e de Mediação, quando se depa a am com
alguma de u pação da o dem ou com algum incump imen o do código de condu a ( egulamen o in e no)
da escola.
Po udo isso, es ou no ó io que os assis en es ope acionais e am as pessoas com quem mais
os alunos con i iam na escola, depois dos p o esso es e p o esso as. Dian e do expos o, não exis iu ou a
al e na i a que não osse a de abalha com os assis en es ope acionais, en ol endo-os na
in es igação/in e enção que es a a sendo desen ol ida. Assim sendo, oi planejado um wo kshop pa a
os assis en es ope acionais que abalha am no con ex o, abo dando emas essenciais que os
p epa assem pa a lida com as si uações de con li o e indisciplina na escola. Ou a in enção e a ala
du an e o wo kshop sob e como unciona a o Gabine e de Mediação da escola. Des a ei a, oi
desen ol ida uma Ação de Sensibilização pa a os assis en es p o issionais.
Ação: Ação de Sensibilização o ien ada pa a os Assis en es Ope acionais
Os alunos chegam ao Gabine e de Mediação, na g ande maio ia das ezes, acompanhados dos
assis en es ope acionais, que êm, como uma de suas unções, apoia os p o esso es que es ão em sala
55
de aula. Os Assis en es Ope acionais são os p o issionais que egulam o compo amen o dos alunos e
das alunas du an e o ho á io em que os alunos es ão na escola, endo como unção p imo dial a
manu enção da o dem no espaço ísico da escola. Den e ou as unções, eles ambém apoiam os
p o esso es enquan o es es es ão em sala de aula, sendo esponsá eis pelo encaminhamen o dos alunos
ao Gabine e de Mediação ou Di eção, quando assim solici ado pelo p o esso . Po an o, o assis en e
ope acional é um impo an e p o issional pa a escola, uma ez que é esponsá el pela igilância,
segu ança, apoio, limpeza, manu enção da disciplina dos alunos, e c., o mesmo é essencial pa a o bom
uncionamen o da ins i uição e, assim, pa a o sucesso do p ocesso educa i o dos alunos.
Dian e de odo o expos o, pe cebe-se que os assis en es ope acionais são p o issionais p óximos
aos alunos, con i endo com eles dia iamen e, es ando, inclusi e, na linha de en e dos acon ecimen os
des i uados da o dem, como os con li os e as indisciplinas. É necessá io que es es p o issionais es ejam
p epa ados pa a lida com es as si uações desa iado as no dia a dia da escola.
Uma ez que o público-al o da e e ida ação de sensibilização é o mado po pessoas que
abalham com c ianças e adolescen es no seu dia-a-dia, es ando na linha de en e dos acon ecimen os
que p ejudicam o bom clima e a paz na escola, como indisciplinas e con li os en e os alunos, ac edi a-
se se necessá io que es es uncioná ios dominem écnicas de comunicação que sejam e icazes no
con í io com os alunos e nas abo dagens necessá ias aos alunos, quando es es se compo am de o ma
inadequada. A en ando pa a essa impo an e obse ação, a in e enção o a ela ada oi pensada de
o ma a sensibiliza os assis en es p o issionais pa a a impo ância da p e enção e ges ão do con li o,
ap esen ando-lhes a Comunicação Não-Violen a (CNV) como e amen a pa a o diálogo com os alunos e
a mediação escola como mé odo de p e enção e ges ão dos con li os na escola. Po im, obje i a-se,
ambém, in o ma os mesmos sob e o papel do Gabine e de Mediação em uncionamen o na escola.
Acon ece que, ão impo an e quan o a ges ão dos con li os escola es, é a p e enção dos
mesmos, a qual acon ece, p incipalmen e, a a és de uma comunicação posi i a e e icien e como, po
exemplo, a CNV. Ela é um mé odo comunicacional bas an e indicado pa a a p e enção e esolução de
con li os, endo em is a seus undamen os, p incípios e écnicas, que se baseiam nos sen imen os e
necessidades das pessoas, abo dados a pa i da exp essão hones a e da escu a empá ica. Ressal e-se
que a CNV é comumen e usada nas in e enções ei as pelo mediado da escola, seja na esolução, seja
na p e enção dos con li os. Po an o, a ação de sensibilização p opos a, isa a le a ao conhecimen o
dos Assis en es Ope acionais a écnica da CNV, com oco na exp essão hones a e na comunicação
empá ica, de modo a acili a amplia em as suas habilidades comunicacionais e a ap imo a o modo
como dialogam com os alunos.
56
P e endeu-se, ambém, com es e momen o, abo da os con li os escola es e a o ma como es es
podem se p e enidos ou ge idos pela mediação, como meio de possibili a a sensibilização e a
comp eensão dos assis en es ope acionais sob e esse ema. Po im, hou e a ap esen ação do abalho
do Gabine e de Mediação e o seu papel no dia a dia da escola.
Assim sendo, o
wo kshop
que in i ulamos de “Técnicas de Comunicação e icaz” e e como
emas: CNV, p e enção e ges ão do con li o escola , mediação escola , Gabine e de Mediação da Escola.
O empo de du ação oi de 240 minu os. No que diz espei o aos obje i os da in e enção: ap esen a a
écnica da CNV, demons a a exp essão hones a a a és dos componen es da CNV, exe ci a a escu a
empá ica, p a ica o uso da pa á ase na escu a, sensibiliza sob e a impo ância da p e enção e da
ges ão do con li o escola , ap esen a a mediação escola como mé odo de p e enção e ges ão dos
con li os na escola, o na conhecido o papel do Gabine e de Mediação da Escola.
O g upo pa icipa a bas an e, mas poucos acei a am pa icipa das a i idades p á icas. Foi
necessá io insis i algumas ezes pa a que alguém se dispusesse a pa icipa da simulação, po exemplo.
Quando o g upo se dispe sa a po algum mo i o, demo a a pa a se concen a no amen e. A o a is o,
odos es a am mui o in e essados, demons ando, inclusi e, o desejo de ap o unda os emas abo dados.
Colacionamos abaixo o ca az que iden i ica a a sala onde es a a oco endo a Ação pa a os
Assis en es Ope acionais:
Figu a 3
Ca az da Ação Realizada pa a os Assis en es Ope acionais
57
Resul ados
Pa a a alia os esul ados da in e enção di ecionada aos assis en es ope acionais, op ou-se po
ealiza o inqué i o po ques ioná io ( e Apêndice 3, p.103) alguns meses após a ação inalizada. Is o
po que e a necessá io um pe íodo de ma u ação, ou seja, um pe íodo pa a que os assis en es
ope acionais pudessem p ocessa o que ha iam ap endido e aplica no dia a dia do abalho com os
alunos, pa a pe cebe se o que inha sido ensinado es a a p oduzindo e ei os posi i os no seu abalho
na escola. Após dois meses, o ques ioná io oi disponibilizado pa a es es uncioná ios da escola, que
p on amen e o esponde am ge ando o seguin e esul ado:
Tabela 3
Pe ceções dos Assis en es Ope acionais
Pe ceções sim não não
sei
sem
esp
01) Con ibuição do Wo kshop pa a o abalho dos
assis en es ope acionais no seu dia a dia na escola 20 0 0 0
02) Aplicação na comunicação com os alunos de algum
ap endizado abso ido nos wo kshops 20 0 0 0
03) Pe ceção de alguma di e ença na o ma que o
assis en e ope acional se elaciona com os alunos no dia
a dia da escola após pa icipa dos Wo kshops
20 0 0 0
04) Sucesso na con ibuição do assis en e ope acional
com a p e enção de con li os na escola a pa i dos
ap endizados nos wo kshops
20 0 0 0
05) Maio habilidade, após os ap endizados dos
wo kshops, na ges ão de con li os que su gi am en e os
alunos na escola
20 0 0 0
06) Pe ceção da u ilidade dos wo kshops pa a o
desempenho das suas unções do assis en e ope acional
na escola
20 0 0 0
07) Desejo de ap o unda o conhecimen o nos emas
abo dados du an e a ação 20 0 0 0
58
A Tabela 3 mos a um esul ado bas an e posi i o, com o al ap o ei amen o, con o me ambém
podemos a es a pela análise do G á ico 6. Vejamos:
G á ico 6
Pe cepção dos Assis en es Ope acionais
Pela análise do G á ico 6, pe cebemos que odos os pa icipan es en ende am que a ação ha ia
con ibuído pa a o abalho deles na escola, azendo uso dos ensinamen os pa a se comunica em com
os alunos. Com o que ap ende am, segundo o inqué i o, os assis en es ope acionais pude am con ibui
pa a a p e enção de con li os na escola, bem como auxilia na ges ão dos con li os que oco e am quando
es a am p esen es. Po im, esses p o issionais a i ma am que a in e enção ealizada oi ú il pa a o
desempenho das suas unções na escola e que gos a iam de ap o unda os emas abo dados. Pe an e
al pe ceção, concluímos que o esul ado da in e enção ealizada com os assis en es ope acionais oi
bas an e posi i a, ge ando esul ados p e endidos nos obje i os da in e enção.
0 5 10 15 20 25
Con ibuição do Wo kshop pa a o abalho dos
assis en es ope acionais no seu dia a dia na escola
Aplicação na comunicação com os alunos de algum
ap endizado abso ido nos wo kshops
Pe ceção de alguma di e ença na o ma que o assis en e
ope acional se elaciona com os alunos no dia a dia da
escola após pa icipa dos Wo kshops
Sucesso na con ibuição do assis en e ope acional com
a p e enção de con li os na escola a pa i dos
ap endizados nos wo kshops
Maio habilidade, após os ap endizados dos wo kshops,
na ges ão de con li os que su gi am en e os alunos na
escola
Pe ceção da u ilidade dos wo kshops pa a o
desempenho das suas unções do assis en e
ope acional na escola
Desejo de ap o unda o conhecimen o nos emas
abo dados du an e a ação
Ques ioná io Assis en es Ope acionais
SEM RESP NÃO SEI NÃO SIM
59
5.2.3 Conec ando as Di e o as de Tu ma ao p oje o
As Di e o as de Tu ma e am impo an es elemen os pa a in es igação/in e enção que es a a
sendo desen ol ida, endo em is a que dependíamos delas pa a consegui aze a in e enção nas
u mas do 6º ano da escola, que e a onde es a a o público-al o nuclea do P oje o. Acon ece que, no
início, encon amos mui a di iculdade pa a que essas p o issionais ab açassem o p oje o e se
dispusessem a pa icipa do mesmo, disponibilizando algumas aulas da u ma, pela qual e am
esponsá eis, pa a que as ações ossem ealizadas. En e a p imei a en a i a de con a o com as
Di e o as de Tu ma a é consegui mos agenda a p imei a in e enção, qual seja, o Cí culo de Cons ução
de Paz com as p óp ias, du ou ce ca de um mês. Tendo em is a esse desa io, buscamos es a égias
pa a que as Di e o as de Tu ma se in e essassem pelo p oje o de in es igação/in e enção que es a a
sendo desen ol ido, conec ando-se com ele e com a mediado a es agiá ia, pa a que as in e enções nas
u mas pudessem acon ece . Assim sendo, elabo amos uma ca ilha ( e Apêndice 4, p.104) que azia
no seu con eúdo a ap esen ação da mediado a es agiá ia, da mediação escola e da
in es igação/in e enção em si. En iamos, p imei amen e, po Email, mas poucas isualiza am, en ão
esol emos en ega em mãos, uma e são imp essa da ca ilha pa a cada. Na Figu a 4 colacionamos,
a í ulo exempli ica i o, a capa e uma das páginas da ca ilha con eccionada. Vejamos:
Figu a 4
Capa e Página da Ca ilha O e ecida às Di e o as de Tu ma
66
con li o no ambien e escola e i essem conhecimen o sob e o papel do Gabine e de Mediação da escola
nesses obje i os. Dian e disso, oi p opos a uma exposição que isa a abo da os con li os escola es e a
o ma que esses podem se p e enidos ou ge idos pela mediação, como meio de possibili a a
sensibilização e a comp eensão dos pais e enca egados de educação sob e os emas abo dados.
Ação: A p e enção e ges ão dos con li os escola es a a és do Gabine e de Mediação na Escola
Embo a os con li os sejam p ocessos na u ais e equen es nas elações humanas, endo em
is a se em a exp essão de ques ões nos elacionamen os (p o issional, de amizade, amilia , e c) que
p ecisam se e is as, eo ganizadas ou ans o madas, são capazes de p opo ciona uma mudança
posi i a, o nando possí el a manu enção do elacionamen o a e ado po eles, p ecisando, pa a isso,
se em abalhados de o ma cons u i a. Uma das o mas de a a os con li os posi i amen e é u iliza a
mediação de con li os, que, como imos, é um mé odo de esolução de con li os em que um e cei o
impa cial (o mediado ) acili a o diálogo en e os con li an es, pa a auxiliá-los a es abelece a
comunicação e, se possí el, encon a uma solução pa a o con li o em ques ão, que é conc e izada po
um aco do. A mediação escola é um mé odo que ab ange an o a p e enção quan o a ges ão e esolução
de con li os nas escolas, p opo cionando, ainda, um espaço de escu a e e lexão sob e indisciplinas
ge ado as de descon o o pa a oda a comunidade escola . Des a ei a, é uma p á ica essencial pa a os
ambien es escola es, que p ecisam man e o bom clima escola em p ol do desen ol imen o emocional
e cogni i o dos seus alunos.
Tendo em is a a impo ância do ema, oi ealizada uma exposição de ca azes pa a pais e
enca egados de educação, como o ma de in o má-los e sensibilizá-los sob e: 1. A impo ância da
p e enção e ges ão dos con li os na escola; 2. O papel dos pais e enca egados de educação no que diz
espei o à o ien ação do seu(s) educando(s) quan o à impo ância da disciplina no con ex o escola ; 3. O
abalho que o Gabine e de Mediação desen ol e na escola.
Os ca azes o am mui o bem ecebidos pelo con ex o, an o que nos oi equisi ada a pe missão
pa a deixá-los expos os pe manen emen e na sala mul i unções, onde unciona a o Gabine e de
Mediação, de o ma a que os alunos ambém pudessem e acesso às in o mações expos as no dia em
que a in e enção oi ealizada. Após a au o ização do Di e o do Ag upamen o e do p o ocolo necessá io,
os ca azes o am expos os na pa ede de id o da sala, em en e a biblio eca. Esse local oi escolhido
es a egicamen e po se um co edo de g ande luxo de alunos odos os dias. A Figu a 6 colaciona os
67
ca azes que o am con eccionados pa a a in e enção o a ela ada e que depois ica am expos os
pe manen emen e na escola. Vejamos:
Figu a 6
Ca azes da Ação de Sensibilização Di ecionada aos Pais e Enca egados de Educação dos Alunos
En ol idos no P oje o
A exposição de ca azes a a am dos seguin es pon os: sensibilização sob e p e enção e ges ão
de con li os escola es, in o mações sob e o Gabine e de Mediação, sensibilização quan o ao papel dos
pais e enca egados de educação na o ien ação de seus educandos sob e a impo ância da disciplina na
escola. Além da exposição dos ca azes, o am dis ibuídos olde s in o ma i os sob e os mesmos emas.
68
A ação oi ealizada no dia da en ega das no as dos alunos do 6º ano e e e, di igida aos pais e
enca egados de educação desses alunos. Os obje i os dessa in e enção o am: sensibiliza sob e a
impo ância da p e enção e ges ão do con li o escola , di ulga a exis ência do Gabine e de Mediação da
Escola, sensibiliza pais e enca egados de educação sob e seus de e es no que diz espei o à o ien ação
dos seus ilhos e educandos sob e a impo ância da disciplina na escola. Na Figu a 7 podemos obse a
a en e e o e so do olhe o que oi dis ibuído pa a os pais e enca egados de educação dos alunos.
Vejamos:
Figu a 7
Pan le os o e ecidos aos Pais e Enca egados de Educação dos Alunos En ol idos no P oje o
Resul ados
A pe cepção isolada dos esul ados dessa in e enção oi mais di ícil de se o na eal, endo em
is a a impossibilidade de ealiza algum ipo de con a o com os enca egados de educação e com os
pais após a ação ealizada. Assim sendo, a a aliação que emos sob e a in e enção ealizada é esul ado
apenas das escu as in o mais ealizadas no momen o da en ega dos olde s. T ansc e emos do diá io
de bo do do dia 15 de janei o de 2024 os echos que mos am e a os exp essi os que os pais e
enca egados de educação dos alunos mani es a am no dia da Exposição:
69
- Alguns pais pe gun a am do que se a a a e ou os ap o unda am mais a pe gun a,
pe gun ando sob e o gabine e p op iamen e di o.
- Pe cecionamos que conseguimos comunica com os pais e enca egados de eduacão dos
alunos, po exemplo, quando um ou ou o achou a p opos a in e essan e após explica mos sob e
o gabine e de mediação da escola.
Des a ei a, dian e do expos o, ac edi amos que a in e enção e e um esul ado mui o posi i o.
5.2.5 Ações pa a os alunos das u mas do 6º ano
A escola é o espaço i encial dos alunos que passam quase odo o dia den o da ins i uição. É
onde es es alunos se socializam dia iamen e com di e sas pessoas de di e en es idades, nacionalidades
e cul u as. É na u al que dessas elações ad enham con li os que p ecisam se ge enciados de o ma
posi i a e cons u i a, de modo a que não acon eça o seu escalonamen o. Sabe-se que a ges ão dos
con li os escola es de e se de esponsabilidade de oda a comunidade escola , no en an o, os alunos
êm um papel p imo dial nes a missão, endo em is a se em, na maio ia das ezes, os p óp ios
con li an es, uma ez que es ão p esen es em maio núme o nos con ex os escola es. Assim sendo, é
necessá io desen ol e nes es alunos o senso de esponsabilidade, colabo ação e empa ia, bem como,
do á-los de habilidades comunicacionais e socioemocionais que os capaci em pa a a ges ão e esolução
dos con li os escola es. Além disso, é essencial que seja ealizado um abalho, com esses alunos, que
os sensibilize pa a a impo ância do ema e pa a a possibilidade de p e enção do con li o, de o ma a
que possa se ge ado na escola o que se chama de “bom clima escola ”. O bom clima escola
p opo ciona o ambien e segu o e saudá el pa a a con i ência e ap endizado des es alunos, colabo ando
pa a o seu sucesso educa i o, assim como pa a a diminuição da e asão escola . Des a ei a, pe cebe-se
se essencial que acon eça no dia a dia das escolas a p e enção e a ges ão do con li o escola , bem
como a esolução das con o é sias que possam e en ualmen e su gi , de o ma que a escola seja um
ambien e segu o pa a o aluno se , es a e ap ende e e i amen e.
Tendo em is a a impo ância do ema, p opôs-se, pa a os alunos do sex o ano, a ealização das
in e enções abaixo de alhadas, com oco na p e enção e ges ão do con li o escola . Ressal e-se que
o am selecionados os alunos des e ano de escola idade após o pe íodo de in es igação, que indicou a
necessidade de uma maio a enção em elação às u mas do sex o ano, no que diz espei o à
con li uosidade e à indisciplina.
70
Ação: Jun os, nós podemos! A paz na escola depende de nós!
Inicialmen e, oi necessá io ex e na que, pa a abalha com os alunos, um público sensí el, se
a igu a am impo an es duas sessões pa a odas as u mas e, uma e cei a, apenas pa a as u mas que
mos assem uma maio necessidade. Essa es a égia oi pensada jun amen e com a o ein ado a
coope an e do es ágio, po con a da di iculdade inicial de consegui disponibilidade de aulas com as
Di e o as de Tu ma. Mas, desde já, escla ecemos que as duas p imei as sessões o am ão acei as po
essas p o issionais que odas pe mi i am a ealização da e cei a sessão.
A in e enção nas u mas do sex o ano acon eceu em ês encon os, sendo cada encon o uma
sessão de 50 minu os. Essa in e enção, compos a po ês e apas, inha os seguin es obje i os:
sensibiliza os alunos sob e a impo ância e necessidade da p e enção e ges ão do con li o escola ,
conscien iza os alunos do seu papel na p e enção e na ges ão do con li o escola , desen ol e
compe ências socioemocionais e comunicacionais nos alunos, di ulga a exis ência do Gabine e de
Mediação da escola como espaço de escu a dos alunos e, po im, di ulga a exis ência do Gabine e de
Mediação da escola como aliado dos alunos na p e enção e ges ão do con li o escola . Pa a an o, o am
abo dados os seguin es emas: o mas e modalidades de iolência, con li os escola es, p e enção e
ges ão dos con li os nas escolas e unções do gabine e de mediação da escola. Esses emas o am
dis ibuídos em ês sessões.
A p imei a sessão, di idida em dois momen os, onde oi abo dado como ema o con li o
escola . Os obje i os a se em alcançados com a sessão e am: conhece o con li o posi i o, di e encia
con li o posi i o de con li o nega i o, pe cebe o con li o como uma expe iência cons u i a e ansi ó ia,
concei ua o con li o, en ende a escalada do con li o e conscien iza sob e a necessidade da ges ão do
con li o a a és da coope ação e da colabo ação. Os seguin es con eúdos o am abo dados: eo ia do
con li o, con li o posi i o
e sus
con li o nega i o, concei o de con li o, escalada do con li o e o mas de
a a o con li o. No p imei o momen o oi dis ibuída uma a i idade1 pa a os alunos ( e Apêndice 8,
p.109), que uncionou como ema ge ado pa a discussão em g upo, possibili ando a cons ução do
conhecimen o pelos p óp ios alunos. No segundo momen o oi ealizada uma comunicação sob e o
con li o como o ma de sin e iza o que ha ia sido discu ido e elabo ado no momen o da ealização da
a i idade. A comunicação oi ei a com o ecu so isual, qual seja,
slides
que o am p oje ados pa a os
alunos em sala de aula ( e Apêndice 9, p.110). Foi con eccionado o planejamen o da p imei a sessão
1 A i idade adap ada de: Nunes, A. O. (2011).
Como es au a a paz nas escolas: um guia pa a educado es
. Con ex o. p. 18
71
( e Apêndice 7, p.108), c iado pa a se i como guia, mas u ilizado semp e com o cuidado de não
p o oca o en ijecimen o da sessão, que e oluía de aco do com o que e a ap esen ado pelos alunos.
A segunda sessão oi di idida em ês momen os, onde oi abo dado como emas: p e enção
e ges ão do con li o escola , mediação de con li os e o Gabine e de Mediação da escola. Os obje i os a
se em alcançados com a sessão o am: sensibiliza os alunos sob e a impo ância da p e enção e da
ges ão do con li o escola , pe cebe a impo ância da p e enção e da ges ão do con li o escola , conhece
a mediação de con li os, conhece o gabine e de mediação da escola e comp eende a unção do
mediado escola . Pa a an o, oi abo dado o seguin e con eúdo: o mas de p e enção do con li o
(comunicação e empa ia), impo ância da ges ão do con li o (e i a a escalada do con li o), concei o de
mediação de con li os, unções do Gabine e de Mediação da escola (escu a a i a, p e enção e ges ão do
con li o), unção do mediado escola . No p imei o momen o oi passado pa a os alunos um ídeo cu o
sob e mediação de con li os na escola, pa a que eles espondessem a algumas pe gun as sob e o ídeo.
O ídeo, jun amen e com o exe cício, uncionou como ema ge ado pa a a cons ução do conhecimen o
pelos p óp ios alunos, que se ia in eg ado com a comunicação que oi ei a logo em seguida (segundo
momen o). A comunicação oi ei a com o ecu so isual, qual seja,
slides
que o am p oje ados pa a os
alunos em sala de aula. ( e Apêndice 11, p.113). Fo am abo dados os seguin es emas: p e enção e
ges ão do con li o escola , mediação de con li os e Gabine e de Mediação da Escola. No e cei o
momen o, oi ealizada uma a i idade ( e Apêndice 12, p.115). como a p imei a, no en an o, com um
ídeo di e en e, pa a ajuda os alunos a pe cebe , com ou o ecu so, o que ha íamos con e sado nos
ou os dois momen os. O plano de aula da segunda sessão ( e Apêndice 10, p.112). ambém oi
con eccionado. Ressal e-se que o mesmo oi c iado pa a se i como guia, u ilizado semp e com o
cuidado de não p o oca o en ijecimen o da sessão, que e oluía de aco do com o que e a ap esen ado
pelos alunos.
Finalmen e, a e cei a sessão oi a mais dinâmica de odas e ep esen ou o echamen o do
abalho desen ol ido com as u mas. O ema abo dado oi: Aco do de con i ência pa a um ambien e
pací ico em sala de aula. Os obje i os a se em alcançados com a sessão o am: cons a a os
compo amen os necessá ios pa a uma sala de aula pací ica, au o esponsabilizando-se po eles, e le i
sob e a paz, econhece que a paz começa em sala de aula e é esponsabilidade de odos, lis a os
equisi os necessá ios pa a uma sala de aula pací ica, cons ui um painel com um aco do de con i ência
da u ma ( e Apêndice 14, p.117). Após a comunicação ei a com a ap esen ação de slides ( e
Apêndice 15, p.118) pa a ecapi ula o que ha ia sido con e sado nas sessões an e io es, cada u ma
con eccionou um ca az com o aco do de con i ência ei o pelos p óp ios alunos. Colacionamos a segui
72
os ca azes (Figu a 8), que se i am de painel, u os da e cei a sessão ealizada com os alunos.
Vejamos:
Figu a 8
Ca azes C iados pelos Alunos com o Aco do de Con i ência Elabo ado pelos P óp ios em Sala de Aula
73
Pa a an o, oi abo dado o con eúdo paz na sala de aula e cons ução do aco do de con i ência
da u ma, o que oi ei o em dois momen os. No p imei o momen o, oda a u ma jun a e le ia, com
auxílio de pe gun as ge ado as, sob e o que e a necessá io pa a se c iado um ambien e pací ico em
sala de aula. No segundo momen o, a u ma elabo a a um aco do de con i ência pa a uma sala de aula
pací ica. Esse aco do e a cons uído pelos p óp ios alunos a pa i de pala as que eles ci a am como
ações impo an es pa a a paz na sala de aula2. Essas pala as o am egis adas em um ca az que icou
expos o na sala de aula de cada u ma. Na Figu a 8 colacionamos os ca azes p oduzidos pelos alunos
das u mas do 6º ano do con ex o. Vejamos.
Resul ados
A in e enção ealizada com os alunos das u mas do 6º ano oi a mais complexa e a que du ou
mais empo, endo em is a que esse e a o público-al o di e o da in es igação/in e enção o a ela ada.
Po ou o lado, ambém e a impo an e que a in es igação dos esul ados ob idos, com as sessões acima
desc i as, osse mais de alhada pa a pode mos pe cebe o impac o que as a i idades ealizadas
p o oca am nos alunos.
Fo am ealizados dois inqué i os po ques ioná io: o p imei o ( e Apêndice 13, p.116), ao im
das duas p imei as sessões, e, o segundo ( e Apêndice 16, p.119), ao im da e cei a, que,
p oposi adamen e, le ou um empo pa a acon ece . Pa a melho es uda os dados ob idos, i emos
analisa cada ques ioná io po ez. Quan o ao p imei o, que se encon a na Tabela 5, chamamos de
2 A i idade adap ada de Nunes, A. O. (2011).
Como es au a a paz nas escolas: um guia pa a educado es
. Con ex o. p. 69
74
ques ioná io a aliação u mas 1, pe cebemos, nas espos as dos alunos, uma g ande ecep i idade às
a i idades p opos as. Analisemos as in o mações ap esen adas nas Tabela 5:
Tabela 5
A aliação Tu mas 1
Pe ceções dos alunos Sim Não Não
sei
Sem
esp
1) As sessões con ibuí am pa a a comp eensão da
dinâmica do con li o 128 4 21 0
2) Conseguiu pe cebe como e o que aze pa a e i a
o con li o 147 1 4 1
3) Conseguiu pe cebe como aze pa a a a o
con li o de o ma cons u i a 128 4 21 0
4) Conseguiu pe cebe como aze pa a soluciona o
con li o 133 4 16 0
5) Conseguiu pe cebe a impo ância do bom con í io
na escola 134 3 15 1
6) Pe cebeu que pode eco e à mediado a pa a
ajuda -lhe a encon a soluções pa a o seu p oblema
na escola
132 5 15 1
7) Conseguiu en ende como pode con ibui pa a o
bom con í io escola 139 3 11 0
8) Achou o ema abo dado nas sessões impo an e 141 3 10 1
In e p e amos, pela g ande quan idade de espos as a i ma i as, que a g ande maio ia dos
alunos conseguiu ap eende os ensinamen os abalhados nas ações e, ambém, os que o am
cons uídos po eles p óp ios. Alguns, poucos, ealmen e não log a am êxi o e, ou a quan idade maio ,
não soube o que esponde nas pe gun as. Reco demos que nas u mas exis iam g upos de alunos
es angei os que o aliza am um núme o exp essi o, quando con abilizá amos odas as u mas e,
ealmen e, mui os deles não en endiam ainda o po uguês, nem na o ma esc i a, nem na o ma alada.
En ão, ce amen e, uma g ande pa e das espos as, ma cadas como “não sei”, o am escolhidas po
75
esses alunos, que i e am a ajuda das p o esso as na ho a de esponde aos ques ioná ios, assim como
as que não es a am espondidas.
Rep esen amos no G á ico 8 as espos as ap esen adas na Tabela 5 pa a que possamos e uma
melho isualização dos esul ados. Após a análise do mesmo, pe cebemos que a a quan idade de
espos as “sim” oi em quan idade exp essi elmen e supe io às espos as “não” e “não sei”. Vejamos
o G á ico 8:
G á ico 8
A aliação Tu mas 1
Quan o ao segundo ques ioná io, o qual chamamos A aliação u mas 2, op amos po aze a
explo ação po meio da análise de classi icação pa a p opo ciona aos alunos ou a o ma de a aliação.
Des aque-se que 153 alunos esponde am ao p imei o ques ioná io e 152 alunos esponde am ao
segundo ques ioná io. Essa di e ença de 1 aluno acon eceu de ido à ausência no dia que o ques ioná io
oi aplicado. A Tabela 6 mos a as espos as o necidas pelos alunos de odas as u mas do 6º ano da
escola:
0 20 40 60 80 100 120 140 160
As sessões con ibuí am pa a a comp eensão da
dinâmica do con li o
Conseguiu pe cebe como e o que aze pa a e i a o
con li o
Conseguiu pe cebe como aze pa a a a o con li o
de o ma cons u i a
Conseguiu pe cebe como aze pa a soluciona o
con li o
Conseguiu pe cebe a impo ância do bom con í io
na escola
Pe cebeu que pode eco e à mediado a pa a ajuda -
lhe a encon a soluções pa a o seu p oblema na…
) Conseguiu en ende como pode con ibui pa a o
bom con í io escola
Achou o ema abo dado nas sessões impo an e
Ques ioná io Tu mas 1
SEM RESP NÃO SEI NÃO SIM
82
Pe cebe-se que, com exceção da p imei a pe gun a, que p ocu a sabe se as pessoas que
pa icipa am da in e enção já conheciam a me odologia u ilizada, odas a ou as pe gun as o am
espondidas de o ma posi i a. Ao analisa o úl iomo i em, a es amos que o obje i o de celeb ação oi
a ingido. Quan o à in enção de u iliza o cí culo de cons ução de paz p omo ido pa a a alia o impac o
do p oje o na escola e no GAAF, podemos conside a , pelas in o mações alcançadas du an e a diálogo,
que o desen ol imen o do p oje o oi mui o posi i o, an o pa a o con ex o quan o pa a o GAAF que se
iu mais “desa ogado”, no que diz espei o aos con li os escola es que no malmen e acon eciam. Ao
analisa a úl ima pe gun a, a es amos que o obje i o de celeb ação oi a ingido. O G á ico 12 eúne
g á icos co esponden es a cada i em do ques ioná io. Assim oi ei o pa a uma melho pe ceção dos
esul ados. Vejamos:
G á ico 12
Pe ceções da Equipe do GAAF
100%
0%
Sa is ação em pa icipa na
a i idade desen ol ida
SIM NÃO
100%
0%
Es ima sob e a maio equência dos
Cí culos de Cons ução de Paz na
escola
SIM NÃO
100%
0%
Sob e a es ima de celeb a po meio
do Cí culo de Cons ução de Paz
SIM NÃO
25%
75%
Conhecimen o an e io sob e os
Cí culos de Cons ução de Paz
SIM NÃO
83
A pa i da análise do G á ico 12, pe cebemos que, com exceção do p imei o i em que em
ca á e explo a ó io, odos os ou os i e am como espos a o sim, po unanimidade, ou seja, odos os
pa icipan es gos a am da a i idade, gos a iam que a mesma acon ecesse mais ezes na escola e
gos a am do Cí culo Como uma o ma de celeb ação.
Além disso, no diá io de bo do que egis a as imp essões des a in e enção ( e Apêndice 19,
p.124), encon amos ano ações que o alecem os achados pe cebidos po meio da análise do g á ico.
Abaixo ansc e emos alguns agmen os do Diá io de Bo do pa a uma melho isualização:
- P e endia-se que o Cí culo osse de celeb ação pelo im das a i idades p esenciais no con ex o.
Deu mui o ce o, pois odas ouxe am os pon os posi i os do p oje o na escola.
- Também, pela ala do G upo, pude no a que o p oje o ez di e ença na escola quan o à
diminuição dos con li os en e alunos, alunos e p o esso es e indisciplinas.
- As pa icipan es do cí culo ambém a i ma am sob e o quan o o GAAF icou desa ogado du an e
o desen ol imen o do P oje o, pois o Gabine e não es a a mais p ecisando a ua na linha de
en e.
Assim, dian e do expos o, concluímos que os obje i os da in e enção ealizada o am explo ados
de o ma signi ica i a e a mesma alcançou o sucesso espe ado.
5.2.7 Ação de cu a du ação pa a p o esso es e p o esso as
Os p o esso es e as p o esso as são os a o es da comunidade escola que es ão dia iamen e
com os alunos, sendo os esponsá eis di e os pela cons ução do sabe das c ianças e dos adolescen es.
São os p o issionais que es ão mais p óximos dos alunos e, po isso, os mais indicados pa a pe cebe
quando algo es á co endo mal com algum deles ou com a u ma como um odo. São os p o esso es e
as p o esso as, ambém, que mais lidam com os a os de indisciplina na escola, uma ez que são os
p o issionais que a uam em sala de aula e passam mais empo com os alunos, sendo esponsá eis pela
con enção de dis ú bios de compo amen o, con li os e iolências. Pe cebeu-se, en ão, a necessidade de
apa elha os p o esso es com écnicas de comunicação e écnicas p óp ias da mediação escola , de
o ma que esses p o issionais i essem e amen as pa a lida com os a os de indisciplina e com os
con li os que oco em dia iamen e na escola, inclusi e, du an e suas aulas.
A o mação p opos a isa a essal a , pa a os p o esso es, a impo ância dos emas abo dados,
assim como sensibilizá-los pa a a p e enção, ges ão e esolução de con li os escola es a a és da
mediação e de écnicas de comunicação.
84
Ação: Wo kshop pa a p o esso es sob e con li o e mediação escola com oco na comunicação não-
iolen a
Dian e da necessidade cons a ada, de que os p o esso es e p o esso as i essem e amen as
pa a lida com os a os de indisciplina e com os con li os que oco em dia iamen e na escola, oi que se
pensou em um wo kshop di igido a esses p o issionais. P e endia-se com es a in e enção que os
p o esso es conhecessem mais sob e o con li o e ap endessem an o écnicas de comunicação como
écnicas p óp ias da mediação escola . Pa a isso, os emas pensados pa a se em abo dados o am:
con li o, comunicação não- iolen a, mediação de con li os, mediação escola e Gabine e de Mediação na
escola. Esses emas se iam abo dados com os seguin es obje i os: sensibiliza os p o esso es sob e a
impo ância da p e enção e ges ão do con li o escola , desen ol e compe ências comunicacionais,
in o ma sob e a mediação escola e, po im, di undi o papel do Gabine e de Mediação da escola.
P e endia-se que as sessões ossem ealizadas i ualmen e e que a ação i esse ao odo a du ação de
180 minu os, que se iam di ididos igualmen e em dois dias di e en es.
Oco e que, após ap esen ada a p opos a pa a a escola, su giu a possibilidade de ealiza o
wo kshop no o ma o de Ação de Cu a Du ação, o que, inclusi e, se ia uma o ma de consegui maio
adesão dos p o esso es, que se sen em mais es imulados a pa icipa de qualque o mação quando
essa lhe p opo ciona um ce i icado que lhe a ibui ho as de o mação no seu cu ículo. O se o
esponsá el do con ex o e e uma ó ima ecep i idade à ideia, que passou en ão a se abalhada pela
mediado a es agiá ia, que p ecisou adequa a p opos a inicial às exigências p o ocola es do o ma o de
ação de cu a du ação, endo em is a que é necessá io odo um âmi e pa a a ap o ação da o mação
pelo Cen o de Fo mação esponsá el pelo ag upamen o.
Pa a es e p ocesso, oi necessá io bas an e empo, endo em is a que a es agiá ia mediado a
p ecisou conhece odo o p ocesso e p o idencia os documen os exigidos pa a a p oposição do
Wo kshop, o que é de inido pelo Cen o de Fo mação. Pa a nossa in elicidade, quando o ma e ial
necessá io es a a inalizado, o calendá io escola não nos pe mi ia mais p opo a Ação de Cu a Du ação
planejada, o que aca e ou alguma us ação du an e o desen ol imen o do P oje o. No en a o, apesa
de não e se conc e izado e po isso não e mos esul ados, nes e âmbi o, pa a analisa , uma ez que
a p opos a icou p epa ada e oi mani es ado in e esse em ealizá-la, a mesma pode i a se o na
ealidade em um u u o p óximo.
85
5.3 A aliação Global
Uma ez que odas as in e enções ha iam sido ealizadas, com exceção da ação de cu a
du ação pa a os p o esso es, que icou sem e ei o pa a aquele empo, é impo an e e le i em o no dos
impac os que o desen ol imen o do p oje o e e pa a os pa icipan es do es udo, bem como os esul ados
das in e enções e e i adas, de aco do com os obje i os elencados inicialmen e. Pa a isso, oi elabo ado
um ques ioná io di igido às Di e o as de Tu ma das u mas do 6º ano. Op ou-se po di eciona a a aliação
global pa a as Di e o as de Tu ma po que es as p o issionais são as pessoas esponsá eis po cada
u ma que pa icipou das in e enções e, po isso, as maio es conhecedo as dos alunos e das dinâmicas
dos g upos em sala de aula. Passados alguns meses do im das in e enções, pedimos que cada Di e o a
de Tu ma que espondesse a um ques ioná io ( e Apêndice 20, p.125) pa a que pudéssemos a alia o
esul ado do impac o da in e enção pelo p oje o. Os esul ados são ap esen ados na Tabela 8:
Tabela 8
A aliação Global Sob e o Impac o do P oje o – Pe ceções das Di e o as de Tu ma
Pe ceções Sim Não Pon uação
1. Conside ação da Di e o a de Tu ma quan o à
disciplina da sua u ma em uma escala de 0
a 5, sendo 0 o g au mínimo e 5 o g au
máximo
- - 4 (8 espos as)
2. Pe ceção da Di e o a de Tu ma quan o à
melho ia dos alunos, no que diz espei o à
disciplina, do início do ano le i o pa a a
a ualidade
7 1 -
3. Conside ação da Di e o a de Tu ma quan o à
con li uosidade da sua u ma em uma escala
de 0 a 5, sendo 0 o g au mínimo e 5 o g au
máximo
- -
4 (3 espos as)
3 (3 espos as)
1 (1 espos a)
2 (1 espos a)
4. Pe ceção da Di e o a de Tu ma quan o à
melho ia dos alunos, no que diz espei o à
con li uosidade, do início do ano le i o pa a a
a ualidade
7 1 -
86
5. Pe ceção da Di e o a de Tu ma quan o à
mudança de compo amen o dos alunos,
após os ês encon os ealizados no con ex o
do P oje o
6 2 -
6. Pe ceção da Di e o a de Tu ma quan o à
melho ia no clima escola em sala de aula,
após os ês encon os ealizados no con ex o
do P oje o
6 2 -
7. Pe ceção da Di e o a de Tu ma quan o à
melho ia no que diz espei o ao sucesso
educa i o dos alunos, endo em conside ação
o sucesso educa i o de o ma ab angen e
(au o- egulação, habilidades
sociais/ elacional e esul ados escola es)?
7 1 -
8. Pe ceção das Di e o as de Tu ma sob e a
p omoção de bene ícios pa a os alunos e
alunas da sua u ma, po meio das
in e enções ealizadas no âmbi o do p oje o
(mediações, escu a empá ica, encon os em
sala de aula, e c)
7 1 -
A pa i da análise da Tabela 8, podemos pe cebe que o desen ol imen o do P oje o como um
odo, ou seja, an o as a i idades p omo idas pa a os alunos quan o as ações ealizadas com os ou os
a o es da comunidade escola , ge a am um esul ado sa is a ó io. De ac o, se a en a mos pa a o ac o
que, ao odo, e am oi o u ma do 6º ano e apenas em uma ou duas u mas não hou e melho ia ou
mudança posi i a, pe cebemos que o p oje o log ou êxi o, impac ando posi i amen e o con ex o.
Analisa emos ago a, com o auxílio dos g á icos, pon o a pon o dos dados cole ados a pa i do inqué i o
ealizado.
Obse emos, p imei amen e, o G á ico 13, que az a pe ceção das Di e o as de Tu ma sob e a
disciplina e a con li uosidade de sua u ma. Vejamos:
87
G á ico 13
Disciplina e Con li uosidade da Tu ma
Pe cepção sob e a Disciplina da Tu ma
Pe cepção sob e a con li uosidade da Tu ma
A p imei a pe gun a oi ei a pa a pode mos e um pad ão indi idual de a aliação. No en an o,
a pa i da análise do G á ico 13, pe cebemos que as p óp ias espos as o necidas homogeneiza am
odas as u mas no mesmo pa ama . Con udo, as espos as o necidas na segunda pe gun a já e elam
uma maio di e sidade quan o ao g au de con li uosidade das u mas, e elando ha e di e enças en e
elas.
Sob e a melho ia da disciplina dos alunos, in e p e amos que hou e quase o al de
ap o ei amen o quan o ao que oi p opos o. Esse dado nos mos a que, nesse aspec o, o p oje o ge ou
um esul ado bas an e sa is a ó io. É o que podemos pe cebe a pa i da análise do G á ico 14. Vejamos:
88
G á ico 14
Melho ia da Disciplina e Con li uosidade da Tu ma
Melho ia da u ma quan o à disciplina
Melho ia da u ma quan o à con li uosidade
Quan o à con li uosidade do g upo, segundo o G á ico 14, ambém i emos mui o bom esul ado,
endo em is a que, com exceção de uma u ma, odas melho am em elação ao acon ecimen o de
con li os.
O G á ico 15 colaciona dois ipos de g á icos. O p imei o, o ganizado em g á ico de se o es, nos
e ela a p opo ção de alunos que, segundo a pe ceção das Di e o as de Tu ma, ap esen a am alguma
ou nenhuma mudança de compo amen o. O segundo, que é um g á ico de ba as, nos mos a a
a aliação sob e quais os mo i os que o am esponsá eis po es as mudanças, se elas i e em oco ido.
Analisemos o G á ico 15:
89
G á ico 15
Mudança de Compo amen o
Pe ceção sob e a mudança de compo amen o da u ma
Mo i os da mudança de compo amen o
No que diz espei o à mudança de compo amen o do alunos, hou e uma di e ença maio : em
duas u mas não se no ou mudança de comopo amen o dos alunos. No en an o, é de no a que, se
hou e alguma mudança de compo amen o sú il, que não oi pe cebida, endo em is a a melho ioa
quan o à disciplina e a con li uosidade pe cebida e demons ada nos g á icos an e io es. Naquelas
u mas onde oi no ada a mudança de compo amen o, a comunicação e o espei o ao p óximo o am os
aspec os que mais se des aca am. Em seguida oi a escu a. A coolabo ação e a coope ação ambém
o am pe cebidas. Con udo, pa a nossa su p esa, a empa ia, que oi bas an e abalhada, não en ou
no ol de mudanças compo amen ais is as, al ez po se mais di ícil de se exe ci ada.
O G á ico 16 ilus a a pe ceção que as Di e o as de Tu ma i e am a espei o do clima escola
em sala de aula após as in e enções ealizadas, se hou e ou não alguma melho ia nes a ca ca e ís ica
da u ma. Vejamos.
90
G á ico 16
Clima Escola
Melho ia do clima escola em sala de aula
Quan o ao clima escola , a pa i da análise do G á ico 16, pe cebemos ambém um esul ado
sa is a ó io, uma ez que, das oi o u mas abalhadas, se e ap esen a am melho ia no que diz espei o
ao clima escola em sala de aula. Os dados ap esen ados a é en ão são bem coe en es, pois mos am
núme os que azem sen ido quando le amos em con a que a melho a do compo amen o, da
con li uosidade e disciplina êm como consequência na u al a melho ia do clima escola .
O G á ico 17 ilus a a pe ceçao das Di e o as de Tu ma sob e a possibilidade de as in e enções
ealizadas du an e o desen ol imen o do p oje o e em p omo ido bene ícios pa a os alunos e pa a as
alunas do 6º ano do con ex o. Vejamos as in o mações que o G á ico 17 nos ap esen a.
G á ico 17
Bene ícios das In e enções pa a os Alunos
Pe ceção das Di e o as de Tu ma sob e o bene ício
das in e enções pa a os alunos
91
A pa i da análise do G á ico 17, concluímos que as Di e o as de Tu ma ac edi am que as
in e enções ealizadas con ibuí am pa a as mudanças no adas no alunos e a aliadas nos quesi os
an e io es do ques ioná io, o que nos az conclui que o p oje o, a a és das a i idades desen ol idas,
ealmen e con ibuiu pa a a melho ia do clima escola nas salas de aula. Logo, pelas espos as
ap esen asdaso, podemos, posi i amen e, anui que o p oje o ge ou um impac o signi ica i o nos alunos,
público-al o do mesmo.
A pe gun a de núme o 7 do ques ioná io, a qual o G á ico 18 co esponde, nos o nece a
in o mação que al a a pa a pe cebe mos se oi espondida a p oblemá ica da in es igação/in e enção.
Analisemos o G á ico 18 pa a en ende melho essa a i mação.
G á ico 18
Sucesso Educa i o
Pe cepção das Di e o as de Tu ma sob e a melho ia
do sucesso educa i o dos alunos
O G á ico 18 nos mos a que se e das oi o u mas do 6º ano com a qual abalhamos
ap esen a am melho ia no que diz espei o ao sucesso educa i o dos alunos, o que, jun amen e com as
ou as descobe as ap esen adas acima, espondem às pe gun as da p oblemá ica le an ada: 1) O
impac o da mediação escola é bas an e posi i o, pois con ibuiu pa a a edução da con li uosidade dos
alunos, consequen emen e, pa a a p e enção, ges ão e esolução de con li os na escola; 2) A mediação
p opo ciona um bom clima escola , o que con ibui pa a o sucesso educa i o dos alunos.
Po im, izemos a seguin e pe gun a pa a as Di e o as de Tu ma: “A Di e o a de Tu ma deseja
ac escen a algum comen á io sob e o abalho desen ol ido no âmbi o do P oje o "Se , Conec a e
Ap ende : uma aje ó ia guiada pela mediação escola pa a a p omoção do sucesso educa i o a pa i
de uma cul u a de paz?”, ao passo que ecebemos as seguin es espos as:
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Documen os in e nos consul ados e ou os ma e iais:
- P oje o Educa i o (2018/2022);
- Regulamen o in e no (2023/2026);
- Websi e da ins i uição (2023/2024).
101
APÊNDICE 1 – ENTREVISTA COM MEDIADORA DA ESCOLA
102
APÊNDICE 2 – QUESTIONÁRIO DE SATISFAÇÃO DIRECIONADO AOS ALUNOS QUE
ESTIVERAM NO GABINETE DE MEDIAÇÃO
103
APÊNDICE 3 – QUESTIONÁRIO DIRECIONADO AOS ASSISTENTES OPERACIONAIS
104
APÊNDICE 4 – CARTILHA DISTRIBUÍDA PARA AS DIRETORAS DE TURMA
DAS TURMAS DO 6º ANO
105
106
APÊNDICE 5 – PLANEJAMENTO DO CÍRCULO DE CONSTRUÇÃO DE PAZ DIRECIONADO
ÀS DIRETORAS DE TURMA
107
APÊNDICE 6 – QUESTIONÁRIO DIRECIONADO ÀS DIRETORAS DE TURMA
114
115
APÊNDICE 12 – ATIVIDADE DA SEGUNDA SESSÃO DAS TURMAS DO 6º ANO
116
APÊNDICE 13 – PRIMEIRO QUESTIONÁRIO DIRECIONADO AOS ALUNOS
DAS TURMAS DO 6º ANO
117
APÊNDICE 14 – PLANEJAMENTO DA TERCEIRA SESSÃO NAS TURMAS DO SEXTO ANO
118
APÊNDICE 15 – APRESENTAÇÃO DA TERCEIRA SESSÃO NAS TURMAS DO SEXTO ANO
119
APÊNDICE 16 – SEGUNDO QUESTIONÁRIO DIRECIONADO
PARA AS TURMAS DO SEXTO ANO
120
APÊNDICE 17 – PLANEJAMENTO DO CÍRCULO DE CONSTRUÇÃO DE PAZ
DIRECIONADO À EQUIPE DO GAAF
121
122
123
APÊNDICE 18 – QUESTIONÁRIO DIRECIONADO PARA
AS PROFISSIONAIS DA EQUIPE DO GAAF