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As orientaçoes matodológicas dos profesores e professores-estagiários sobre os programas de educaçao fisica dos concelhos do barlavento algarvio

Abstract

O estudo visa conhecer o processo de interpretação e aplicação dos Programas Nacionais de Educação Física (PNEF) em Portugal, verificando se os Professores de Educação Física (EF) e Estagiários tomam as decisões de ensino em coerência com as Orientações Metodológicas dos PNEF, relativamente ao Planeamento Anual por Etapas. Examinou-se as decisões de planeamento de Professores e de Estagiários e a identificação das variáveis intervenientes nos processos de planeamento. Incluindo, entre outros fatores, o conhecimento dos PNEF, a influência dos Professores Orientadores Cooperantes sobre os modelos de planeamento e as decisões do grupo de EF e do Agrupamento. O estudo tem três fases; a amostra da primeira fase é constituída por quatro Professores Orientadores Cooperantes e 8 Estagiários em atividade no ano letivo de 2012-13 em escolas do Algarve; a amostra da segunda fase é composta por três docentes, Especialistas e Autores dos PNEF; a terceira fase tem como amostra 122 Professores de EF em atividade no ano letivo de 2013-14, nos 17 Agrupamentos de Escolas do Barlavento algarvio. A primeira fase utilizou como técnica de investigação a entrevista, para identificar o conhecimento dos PNEF, o planeamento em EF e a influência dos orientadores no planeamento dos seus estagiários; a segunda fase também utilizou a entrevista como técnica de investigação a Especialistas em EF, que foram autores dos PNEF, identificando em especial as dificuldades na aplicação das Orientações Metodológicas dos PNEF e a caracterização do Planeamento Anual por Etapas; na terceira fase é aplicado um questionário a Professores de EF do Barlavento algarvio, analisando a aplicação das Orientações Metodológicas dos PNEF. A partir das conclusões obtidas podemos dizer a maioria das escolas não segue as Orientações Metodológicas dos PNEF relativamente ao modelo de planeamento anual e mesmo os professores que dizem realizar o Planeamento Anual de Turma por Etapas, não o realizam segundo as Orientações Metodológicas dos PNEF e que as Instituições de Ensino Superior oferecem uma formação inicial insuficiente e desadequada relativamente aos PNEF e em particular às práticas de planeamento preconizadas nas Orientações Metodológicas dos PNEF.

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As orientaçoes matodológicas dos profesores e professores-estagiários sobre os programas de educaçao fisica dos concelhos do barlavento algarvio

Author: Gonçalves, Raquel María da Silva
Year: 2017
Source: https://idus.us.es/bitstreams/53b5d58f-91ed-4ff5-9605-cbd5c50676f8/download
Depa amen o de Educación Física y Depo e
Doc o ado en Educación Física y Depo e
Línea de In es igación “Educación Física y Depo e Educa i o”
“As O ien ações Me odológicas dos P o esso es e P o esso es-Es agiá ios
sob e os P og amas de Educação Física dos Concelhos do Ba la en o
Alga io”
Di ec o es: D . D. Gonzalo Ramí ez Macías y D . D. Ca los Januá io
Doc o anda: Raquel Ma ia da Sil a Gonçal es
Resumo
O es udo isa conhece o p ocesso de in e p e ação e aplicação dos P og amas Nacionais
de Educação Física (PNEF) em Po ugal, e i icando se os P o esso es de Educação
Física (EF) e Es agiá ios omam as decisões de ensino em coe ência com as O ien ações
Me odológicas dos PNEF, ela i amen e ao Planeamen o Anual po E apas.
Examinou-se as decisões de planeamen o de P o esso es e de Es agiá ios e a iden i icação
das a iá eis in e enien es nos p ocessos de planeamen o. Incluindo, en e ou os
a o es, o conhecimen o dos PNEF, a in luência dos P o esso es O ien ado es
Coope an es sob e os modelos de planeamen o e as decisões do g upo de EF e do
Ag upamen o.
O es udo em ês ases; a amos a da p imei a ase é cons i uída po qua o P o esso es
O ien ado es Coope an es e 8 Es agiá ios em a i idade no ano le i o de 2012-13 em
escolas do Alga e; a amos a da segunda ase é compos a po ês docen es, Especialis as
e Au o es dos PNEF; a e cei a ase em como amos a 122 P o esso es de EF em
a i idade no ano le i o de 2013-14, nos 17 Ag upamen os de Escolas do Ba la en o
alga io.
A p imei a ase u ilizou como écnica de in es igação a en e is a, pa a iden i ica o
conhecimen o dos PNEF, o planeamen o em EF e a in luência dos o ien ado es no
planeamen o dos seus es agiá ios; a segunda ase ambém u ilizou a en e is a como
écnica de in es igação a Especialis as em EF, que o am au o es dos PNEF, iden i icando
em especial as di iculdades na aplicação das O ien ações Me odológicas dos PNEF e a
ca ac e ização do Planeamen o Anual po E apas; na e cei a ase é aplicado um
ques ioná io a P o esso es de EF do Ba la en o alga io, analisando a aplicação das
O ien ações Me odológicas dos PNEF.
A pa i das conclusões ob idas podemos dize a maio ia das escolas não segue as
O ien ações Me odológicas dos PNEF ela i amen e ao modelo de planeamen o anual e
mesmo os p o esso es que dizem ealiza o Planeamen o Anual de Tu ma po E apas, não
o ealizam segundo as O ien ações Me odológicas dos PNEF e que as Ins i uições de
Ensino Supe io o e ecem uma o mação inicial insu icien e e desadequada ela i amen e
aos PNEF e em pa icula às p á icas de planeamen o p econizadas nas O ien ações
Me odológicas dos PNEF.
Pala as-Cha e: Educação Física; P og amas Nacionais de Educação Física;
Planeamen o do P o esso ; Modelo de Planeamen o Anual de Tu ma po E apas.
Abs ac
The s udy aims o know he p ocess o in e p e a ion and applica ion o he Na ional
Physical Educa ion P og ams (PNEF) in Po ugal, e i ying whe he Physical Educa ion
Teache s (PE) and T ainees make educa ion decisions in cohe ence wi h he PNEF
Me hodological Guidelines, in wha conce ns o he Annual Planning by S eps.
The planning decisions o Teache s and T ainees and he iden i ica ion o he a iables
in ol ed in he planning p ocesses we e examined, including, among o he ac o s, he
knowledge o he PNEF, he in luence o he Coope a ing Guidance Teache s on he
planning models and he decisions o he PE g oup and he School G oup.
The s udy has h ee phases; he sample o he i s phase is composed by ou Coope a ing
Guidance Teache s and 8 T ainees in ac i i y in he school yea 2012-13 in schools o
“Alga e”; he sample o he second phase is composed by h ee eache s, he Au ho s
and Specialis s o he PNEF; he hi d phase has 122 PE Teache s ac i e in he school
yea o 2013-14, in he 17 School G oups o he Eas e n Alga e.
The i s phase used he in e iew echnique as a esea ch o iden i y knowledge o he
PNEF, planning in PE and he in luence o he supe iso s in he planning o hei
ainees; he second phase also used he in e iew as a esea ch echnique o PNEF
Specialis s, who we e au ho s o PNEF, iden i ying in pa icula he di icul ies in he
applica ion o he PNEF Me hodologies Guidelines and he cha ac e iza ion o he Annual
Planning by S ages; in he hi d phase, a ques ionnai e was applied o eache s om PE
o he Eas e n Alga e, analyzing he applica ion o he PNEF Me hodological
Guidelines.
F om he conclusions ob ained, we can say ha mos schools do no ollow he PNEF
Me hodological Guidelines conce ning he annual planning model, and e en eache s
who say ha hey pe o m he Annual Classi ica ion o S ages, do no do i acco ding o
he PNEF Me hodological Guidelines and ha Highe Educa ion Ins i u ions p o ide
inadequa e and inadequa e ini ial aining in ela ion o PNEF and in pa icula he
planning p ac ices ad oca ed in he Me hodological Guidelines.
Keywo ds: Physical Educa ion; Na ional Physical Educa ion P og ams; Teache ’s
Planning; Model o Annual Planning o Class by S ages.
Resumen
El es udio iene como obje i o conoce cómo se in e p e an y aplican los Planes de
Es udio Nacionales de Educación Física (PNEF) en Po ugal, comp obando si los
p o eso es de Educación Física (EF) y los alumnos en p ác icas ac úan con o me a las
O ien aciones Me odológicas de los PNEF a la ho a de elabo a la Plani icación Anual
como po E apas.
Se han examinado las decisiones de plani icación de los p o eso es y de los alumnos en
p ác icas, iden i icando las a iables que han mediado en el p oceso de plani icación.
En e ellas des acan el conocimien o de los PNEF, la in luencia de los u o es en los
modelos de plani icación y las decisiones del g upo de p o eso es de EF del cen o y del
g upo de cen os escola es al que se adsc ibe el cen o.
El es udio iene es ases: la mues a de la p ime a es á cons i uida po cua o p o eso es
u o es y ocho Alumnos en p ác icas du an e el cu so de 2012-13 en las escuelas del
Alga e; la mues a de la segunda ase es á compues a po es p o eso es, especialis as
en EF y au o es de los PNEF; la e ce a ase iene como mues a 122 p o eso es de EF
que abaja on en el cu so 2013-14 en los 17 g upos de cen os escola es de Ba la en o
Alga io.
La p ime a ase u ilizó como écnica de in es igación una en e is a pa a iden i ica el
conocimien o de los PNEF, la plani icación que con espec o a ellos hacen en EF y la
in luencia de los u o es en la plani icación de sus alumnos en p ác icas; la segunda ase
ambién u ilizó la en e is a como écnica de in es igación, en es e caso a los especialis as
en EF que ue on au o es de los PNEF, iden i icando especialmen e las di icul ades en la
aplicación de las O ien aciones Me odológicas de los PNEF y la ca ac e ización de la
Plani icación Anual po E apas; en la e ce a ase se aplicó un cues iona io a p o eso es
de EF de Ba la en o Alga io, donde se analiza la aplicación de las O ien aciones
Me odológicas de los PNEF.
A pa i de la conclusiones ob enidas podemos deci que la mayo ía de las escuelas no
sigue las O ien aciones Me odológicas de los PNEF en cuan o al modelo de plani icación
anual e incluso los p o eso es que a i man que ealizan la Plani icación Anual de Clase
po E apas, no la ealizan según las O ien aciones Me odológicas de los PNEF y que las
Ins i uciones de Enseñanza Supe io impa en una o mación inicial insu icien e y no
adecuada a los PNEF, en especial en elación a las p ác icas de plani icación p econizadas
en las O ien aciones Me odológicas de los PNEF.
Palab as cla e: Educación Física, Planes de Es udios Nacionales de Educación Física,
Plani icación del p o eso , Modelo de Plani icación Anual de Clase po E apas.
No a: Nes a ese de dou o amen o u iliza-se o masculino gené ico, pa a se e e i que ao
géne o masculino, que ao gén e o eminino.
Pela sua u ilização equen e, são mencionadas algumas siglas que ab e iam ce as
exp essões:
- AF: A i idade Física
- AI: A aliação Inicial
- CNAPEF: Conselho Nacional de Associações de P o esso es e P o issionais de
Educação Física
- DEF: Depa amen o de Educação Física
- EF: Educação Física
- EUPEA: Eu opean Physical Educa ion Associa ion
- FI: Fo mação Inicial
- FMH: Faculdade de Mo icidade Humana
- GEF: G upo de Educação Física
- IIE: Ins i u o de Ino ação Educacional
- LBSE: Lei de Bases do Sis ema Educa i o
- PAT: Plano Anual de Tu ma
- PNEF: P og amas Nacionais de Educação Física
- POC: P o esso O ien ado Coope an e
- SPEF: Sociedade Po uguesa de Educação Física
- UD: Unidade Didá ica
- UE: Unidade de Ensino
- UNESCO: O ganização das Nações Unidas pa a a Educação, a Ciência e a Cul u a

SINOPSIS
INTRODUCCIÓN
Los p o eso es son los p incipales a í ices de la educación, que implemen an en
las escuelas las e o mas educa i as y con ibuyen a su éxi o. Po an o, son esponsables
de implemen a las di ec ices, o ien aciones y no mas de los Planes de Es udio
p opues os po el Minis e io de Educación, Cul u a y Depo e.
La pues a en p ác ica de las ees uc u aciones que se con ienen en los nue os
PNEF, más conc e amen e a ni el de las O ien aciones Me odológicas, implica una
posición del g upo de p o eso es de Educación Fïsica con una ac i ud alien e a a o del
cambio que p opugnan es os planes. Las c eencias, alo es y o ien aciones educacionales
ganan un pa icula signi icado en es e con ex o, a eces no es ácil “ ompe ” con las
cos umb es y “ icios” asumidos y aplicados desde hace iempo. Según Januá io (1984),
la plani icación en EF sigue cons uyendo un obs áculo al abajo de los p o eso es, po
di icul ades que esul an de di e en es concepciones que se mani ies an sob e el ema.
Con la eo ganización cu icula , los PNEF hacen e e encia a una Plani icación
Anual de Clase po E apas, con i iendo al p o eso lexibilidad pa a impulsa
adecuadamen e el p oceso de educación y ap endizaje en unción del análisis y de la
in e p e ación de los esul ados de la E aluación Inicial. Es e modelo de plani icación
p econiza la inclusión y la di e enciación de la enseñanza, dis inguiendo ni eles de
ap endizaje, según los di e en es ni eles de in e p e ación de los PNEF, di e enciando
obje i os, con enidos, iempo de ap endizaje, espacios, g upos y es a egias. Adecuando
el p oceso de enseñanza a odos los alumnos, planeando e apas y obje i os de acue do
con sus ni eles de compe encia, necesidades y i mos de ap endizaje.
La impo ancia de la o mación inicial eside en la na u aleza y calidad, que
de e mina las capacidades y compe encias adqui idas e in luye en las pe spec i as y en el
desempeño del p o eso , sea en el ámbi o de las elaciones pe sonales y en los ocasionales
sucesos en el aula, sea en el ámbi o ins i ucional y é ico (P oença, 1993). Las p ác icas
pedagógicas son el p ime con ac o con la ealidad de la enseñanza y a ios elemen os
condicionan su éxi o, como la p epa ación/ plani icación de las clases y la elación en e
p ac ican e y o ien ado es-p o eso es (Pie ón, 1996)
Así pues, el obje o de nues o es udio es desc ibi y analiza el p oceso de
aplicación e in e p e ación de los PNEF, comp obando si los p o eso es de Ba la en o
Alga io y los alumnos en p ác icas aplican las O ien aciones Me odológicas de los PNEF
y, si lo hacen, cómo las in e p e an. Así mismo, se analiza si ealizan los Planes Anuales
de Clase po E apas y, ob iamen e, cómo lo hacen.
CAPÍTULO I – REVISIÓN DE LA LITERATURA
La si uación i ida en Po ugal, an es de la publicación de la Ley de las Bases del
Sis ema Educa i o (LBSE) en 1986 y con espec o a la EF, se ca ac e izaba po una
ausencia o al de p og amas educa i os que pe mi ie an una o ien ación e ec i a del
abajo de los p o eso es. El su gimien o de los p og amas educa i os de EF, elabo ados
en el ámbi o de la e o ma cu icula del Sis ema Educa i o, cons i uyó un medio de
desa ollo de la asigna u a. Los p og amas se hicie on con el obje i o de que ue an
conside ados como “el es ánda gene al que asegu a a la coo dinación y cohe encia de
las ac i idades de los alumnos en los años siguien es, en e clases y has a en e cen os
escola es dis in os” (Bom e al, 1990,2).
El Plan de Es udios Nacional de la asigna u a de Educación Física es á o ganizado
en sen ido e ical, en una lógica de p oyec o cu icula abie o y dinámico, del 1º al 12º
año (1º de P ima ia has a 2º de Bachille a o en España). De ine las Finalidades y los
Obje i os de cada enseñanza, siendo es as las “Compe encias que ep esen an el
comp omiso de odas las escuelas con elación al desa ollo de cada alumno, al como la
es uc u a lexible de aplicación del Plan de Es udios, a ni el de los obje i os especí icos
de cada ma e ia/ cu so (Ni eles In oducción, Elemen al y A anzado)” (CNAPEF, 2002,
9). Bajo es a es uc u a p esen a dos ni eles de obje i os: obje i os gene ales y obje i os
especí icos. Los gene ales se e ie en a las capacidades, conocimien os, ac i udes y
alo es que se deben desa olla en cada e apa escola . Los obje i os especí icos exp esan
las compe encias que los alumnos deben desa olla en cada cu so y en cada á ea
p og amá ica.
La plani icación debe á pasa , en p ime luga , po la in e p e ación del plan de
es udios de la asigna u a, po la elabo ación de las plani icaciones plu ianuales y anuales,
po aplica las, po ealiza el con ol/ la e aluación de las plani icaciones y, po in, de
acue do con los esul ados ob enidos, po con i ma los o al e a los.
Según las O ien aciones Me odológicas de los PNEF (2001), desde que es én
asegu adas po el sis ema educa i o las condiciones necesa ias, sea a ni el de los ecu sos
empo ales, ma e iales, sea a ni el de la o mación de p o eso es pa a la ealización de la
EF en la escuela, la ejecución de los p og amas depende sob e odo de los comp omisos
asumidos den o del g upo de EF al ededo de los obje i os de la asigna u a,
desa ollando es a egias que hagan iable su consecución.
De acue do con los PNEF (2001), la Plani icación Anual de Clase p esen a como
una de las p incipales a eas la o mulación de las p io idades de desa ollo, iden i icadas
po la e aluación o ma i a (inicial y con inua), y su elabo ación es á basada en la
E aluación Inicial y es eajus ada con o me a las in o maciones ecogidas de la
e aluación con inua.
Las O ien aciones Me odológicas de los PNEF (2001) se e ie en a una
o ganización gene al del cu so en e apas, en pe iodos de iempo más educidos,
asumiendo ca ac e ís icas di e en es, según el eco ido de ap endizaje de los alumnos y
las in enciones del p o eso . La o ganización de las e apas debe á ene en cuen a el
calenda io escola y las acaciones, ca ac e ís icas de las ins alaciones y las condiciones
climá icas. Se debe ambién inclui pe iodos de epaso de las ma e ias y ecupe ación del
ni el de ap i ud ísica as las acaciones.
Viei a (2003) p ocu ó iden i ica y ca ac e iza las o ien aciones educacionales de los
p o eso es de EF, de acue do con sus c eencias educacionales, in e p e ación y ac i ud
con elación al Plan de Es udios Nacional es ablecido. El es udio se ealizó a a és de un
cues iona io aplicado a 190 p o eso es de EF en las escuelas de Lisboa y la en e is a
ealizada a o os 12 p o eso es. Las conclusiones mues an que la mayo ía a i ma es a
de acue do o almen e con la exis encia de los PNEF, pe mi iendo una o ien ación cla a
de su abajo; la mi ad de los p o eso es a i mó conoce bien los p og amas y 7 de los 12
p o eso es en e is ados conside a on los p og amas adecuados a la ealidad nacional y
ajus ados a sus ealidades pe sonales. Casi la o alidad de los p o eso es en e is ados
glo i icó la o ganización y sis ema ización de los PNEF, conside ándolos un excelen e
guía p o esional y que hicie on mejo a la calidad de la EF en las escuelas, sin emba go
necesi aban acla a las O ien aciones Me odológicas expues as en los planes de es udio.
Gonçal es (2005) en su es udio u o como una de las p incipales in enciones
e i ica las di e encias en la in e p e ación de los PNEF en e los alumnos en p ác icas
de la Uni e sidad Lusó ona y de la Facul ad de Mo icidad Humana (FMH). La mues a
ue de 8 alumnos en p ác icas y 3 u o es de cada uni e sidad y concluyó que la mayo ía
de los alumnos en p ác icas de las dos uni e sidades u o conocimien o de los PNEF a lo
la go de la o mación inicial, que aplican siemp e los PNEF en la plani icación de sus
clases, a pesa de encon a a iaciones en las espues as de los alumnos en p ác icas de
la FMH y de la Uni e sidad Lusó ona. La mayo ía de los alumnos en p ác icas de la FMH
dijo que aplicaba con egula idad los PNEF, mien as que la mayo ía de los de la
Uni e sidad Lusó ona e i ió que los aplicaba siemp e. Las opiniones de los alumnos en
p ác icas sob e el g ado de ayuda de los PNEF en la in e ención pedagógica di ie en
en e las dos uni e sidades. Los de la FMH opinan que los PNEF p opo cionan un g ado
de ayuda educido, mien as que los de la Uni e sidad Lusó ona opinan que los PNEF
auxilian “bas an e” en su in e ención pedagógica. Los alumnos en p ác icas de la FMH
le a ibuyen la ca ego ía de “ educido” po que conside an que los p og amas nacionales
se encuen an inadecuados a la ealidad escola , y jus i ican esa inadecuación po que
al an ecu sos, equisi os p e ios a los alumnos o al a de o mación en de e minadas
á eas de la EF.
Comp obó que mi ad de los alumnos en p ác icas de las dos uni e sidades a i ma
que ealiza plani icaciones anuales po e apas y plani icaciones de Unidades Didác icas,
la o a mi ad dice que ealiza plani icaciones anuales po e apas, plani icaciones de
Unidades Didác icas y plani icaciones de clase, solo uno de la Uni e sidad Lusó ona dice
que elabo ó plani icaciones plu ianuales. Pa a la ealización de sus plani icaciones a
ni el de clase, los alumnos en p ác icas de la Uni e sidad Lusó ona conside an, en p ime
luga , los esul ados de la E aluación Inicial, las capacidades de los alumnos y la o ación
po los espacios del aula; los de la FMH conside an p ime o los esul ados de la
E aluación Inicial, los obje i os po cu so/PNEF y la o ación po los espacios del aula.
Algunos de la FMH dije on que, en la ealización de sus plani icaciones a ni el de clase,
se basa on en el conocimien o del u o y de los alumnos en p ác icas del cu so an e io ,
lo que demos ó alguna insegu idad y dudas en la ealización de las plani icaciones.
Todos ellos e i ie on que adop aban el modelo de plani icación po e apas. Los alumnos
en p ác icas de la Uni e sidad Lusó ona jus i ica on la elección de es e modelo po las
ca ac e ís icas de la plani icación anual de clase po e apas y po las o ien aciones
me odológicas de los PNEF. P esen a on un discu so más p eocupado con la con inuidad
y la e olución del ap endizaje de los alumnos, abajando con o me a los PNEF, mien as
que los de la FMH jus i ica on la elección del modelo adop ado po las e e encias
imp esas en la Guía de P ác icas.
Teixei a (2007) quiso sabe cuál la pe cepción de los alumnos en p ác icas y
u o es sob e las p incipales di icul ades de los p ime os en el á ea de la enseñanza, a lo
la go de los es imes es, sus causas y o mas de esolución. Ve i icó que, sea a a és
de la pe cepción de los alumnos en p ác icas, sea a a és de la pe cepción de los u o es,
En cuan o a la undamen ación pa a la elabo ación de las plani icaciones a ni el
de la clase, la mayo ía de los alumnos en p ác icas en e is ados e i ió que se basó en los
PNEF, siguiéndose la o ación po espacios/ca ac e ís icas del espacio del aula y
documen os o ien ado es de la escuela y sus calenda izaciones.
Solo es e ie en que han enido una buena p epa ación en la Licencia u a pa a la
elabo ación de una Plani icación Anual y odos conside a on que, du an e el p ime año
del Más e , la emá ica de la Plani icación ue abo dada supe icialmen e y que solo
du an e la p ác ica de enseñanza supe isada acla a on las dudas y coloca on en p ác ica
la eo ía enseñada.
Cuando p egun amos sob e la elabo ación de las Unidades Didác icas, es de los
alumnos en p ác icas dicen que plani ican una ma e ia y la mayo ía dice que o ganiza los
g upos de alumnos de o ma he e ogénea, con elación a la selección de obje i os po
Unidades Didác icas, la mayo ía dice que selecciona los obje i os pa a la clase, solo es
dicen que seleccionan po g upos de ni el. En la elabo ación de las Plani icaciones de
Clase, la p io idad de la mayo ía de los alumnos en p ác icas se elaciona con la
selección de eje cicios. Solo un p o eso u o les dio di ec ices pa a que plani ica an las
Unidades Didác icas incluyendo a ias ma e ias, lo mismo se con i mó en la plani icación
de clases (con du ación de una ho a ap oximadamen e) y es jus i ica on a los alumnos
en p ác icas la impo ancia de la inclusión de odos los sub emas del cuad o de ex ensión
de EF en la Plani icación Anual.
La mayo ía de los p o eso es u o es conside ó que los alumnos en p ác icas no
es aban p epa ados pa a ealiza las Plani icaciones Anuales po E apas, los alumnos
ue on de igual opinión.
Los especialis as au o es de los PNEF, encues ados en la 2ª ase del es udio
conside an que exis en 4 e apas: la p ime a e apa de E aluación Inicial, denominada
EROS, e apa de ecepción y o ien ación pa a el éxi o, según el p o eso en e is ado (E1);
la segunda e apa, la e apa de las p io idades; la e ce a e apa, la de p og esión; y la cua a
e apa, la del p oduc o.
La 1ª e apa coincide con el inicio del cu so, como e ie en los p o eso es E1 y E3,
es una e apa que discu e en e sep iemb e y oc ub e. De acue do con los en e is ados,
es una e apa que pe mi e epasa /ac ualiza los conocimien os, es ablece el
uncionamien o de las eglas y o mas de o ganización de las clases, p esen a el
p og ama cu icula de aquel cu so, in oduci las nue as ma e ias e iden i ica las

posibilidades, necesidades y ap i udes de los alumnos con elación a los obje i os de ese
cu so.
La E aluación Inicial se ca ac e iza ambién como una e apa de p onós ico, pues
pe mi e “p onos ica cuáles son los obje i os has a el inal del cu so y cuáles son las
soluciones de a amien o que les amos a da a las ma e ias, pa a que ellos puedan
mejo a en aquella clase, en el conjun o de las clases” (E1).
Todos los en e is ados e ie en la necesidad de que exis a una con e encia
cu icula as la E aluación Inicial, que enga como obje i os epasa o ealiza la
Plani icación Plu ianual, conc e a c i e ios pa a la e aluación, de ini los obje i os
inales pa a cada cu so, encon a p io idades y de ini las p og esiones de las ma e ias
e aluadas pa a los dis in os g upos de alumnos.
La 2ª e apa, denominada P io idades, p e ende in en a encon a soluciones pa a
las ma e ias en las que la clase o g upos de alumnos se encuen an más dis an es de
ob ene éxi o, denominadas ma e ias p io i a ias y conside adas las más c í icas pa a el
desa ollo de los alumnos/clase o g upos de alumnos, en ese cu so, iden i icadas en la
E aluación Inicial.
Son p io i a ias las di icul ades que comp ome en el éxi o de los alumnos al inal
del cu so, las “p io idades es aquello que es en e dad necesa io que se haga pa a que los
chicos engan éxi o al inal del cu so” (E3). Si el g upo iene muchas di icul ades, o sea,
un g upo muy di ícil en é minos de compo amien os, la p io idad se á seduci al g upo,
po lo que debe án se enseñadas ma e ias donde ese g upo es más ue e, pa a que se
pueda plani ica el es o del cu so, eniendo como obje i os el éxi o y la implemen ación
del es ilo de enseñanza p e endido.
Es a e apa debe á inicia se as la E aluación Inicial y e mina una o dos semanas
después de las acaciones de Na idad, pa a que se pueda epasa lo que ue enseñado
du an e la 2ª e apa.
La 3ª e apa, designada P og esión, es una e apa de ap endizaje/desa ollo de la
mayo ía de las ma e ias que componen el cu ículo de EF, se inicia as la 2ª e apa y
e mina después de las acaciones de Semana San a. Es el pe iodo en que se in oducen
las ma e ias nue as y se ocaliza en los obje i os que los alumnos ienen que alcanza ,
pa a que engan éxi o al inal del cu so. Se p e ende que du an e es a e apa los alumnos
demues en p og esos en cuan o a la E aluación Inicial y a la 2ª e apa. Debe á ealiza se
una e aluación del p og eso con elación a los obje i os inales de cu so y compa a los
con los esul ados ob enidos en la E aluación Inicial.
La 4ª e apa es á conside ada como la E apa P oduc o, es la e apa inal del cu so,
que pe mi e con i ma y consolida lo ap endido y ecupe a a los alumnos que necesi en
abaja de e minadas ma e ias pa a alcanza el éxi o en EF. Es una e apa de e aluación
y p oyección del año siguien e. Es una e apa de p og esión de la e apa an e io , donde se
incluyen “ o mas inno ado as de hace las mismas cosas y de in ensidad e in e és sumado
a lo que los chicos ya son capaces de hace ” (E1).
La mayo ía de los p o eso es de Ba la en o Alga io (65.6%), encues ados en la
3ª ase del es udio, conside a conoce de o ma su icien e los PNEF, solo 23.9% a i ma
conoce los p o undamen e y 4.9% los desconoce. En los es udios ealizados po Ne es
(1995) y Viei a (2003) la g an mayo ía conside aba que conocía bien y bas an e bien los
PNEF.
En el ámbi o de la consonancia, se en a p o eso es (57.4%) en pa e es án de
acue do y en la segunda ca ego ía comp obamos que ein iún p o eso es en pa e no es án
de acue do y ambién ein iún p o eso es es án o almen e de acue do.
Comp obamos que solo un 23% de los en e is ados es ablece una Plani icación
Plu ianual. De acue do con los PNEF, la ealización de es a plani icación debe se de la
esponsabilidad del GEF, sin emba go en nues a mues a ca o ce p o eso es (11.5%) dice
que la ealiza indi idualmen e. La mayo ía de los p o eso es dice que ealiza una
Plani icación Anual (77.9%), 49.2% u iliza el modelo p opues o po los PNEF, la
Plani icación po E apas, siendo que 29, 5% la ealiza aisladamen e y 9% en g upo, 28.7%
adop a el modelo de Plani icación Anual po Bloques, 13.1% los ealiza aisladamen e y
11, 5% en g upo. En cuan o a la Plani icación de Unidades Didác icas o de Enseñanza,
41.8% dice que las ealiza, 23.8% aisladamen e y 14.8% en g upo.
Cuando hacemos un análisis del modelo de plani icación más usado po los GEF
de Ba la en o Alga io, podemos conclui que el modelo dominan e es el modelo de
Plani icación Anual po Bloques (54.9%), comp obamos de es e modo que la mayo ía de
las escuelas no se guía po los PNEF, con elación al modelo de Plani icación Anual.
De acue do con lo que los p o eso es a i man que son sus ac o es de
p eocupación en la ase de plani icación a ni el de clase, los esul ados des acan como
p ime a ca ego ía la “E aluación Inicial” (80.3%), con un po cen aje más alejado su ge,
en segundo luga , la ca ego ía “Obje i os po cu so/PNEF” (45.9%), siguiéndole la
ca ego ía “Ro ación/Espacios” (39.3%) y la ca ego ía “Plani icación Cu icula del G upo
Escola /Escuela/ EF” (32.8%).
Comp obamos, a a és del análisis de las espues as, que la mayo ía de las
escuelas no ealiza p ocesos de a iculación. A ni el de la a iculación en e enseñanzas,
algunas escuelas Plani ican el Cu ículo de EF y han sido pocos los p o eso es que
e i ie on el sis ema de e aluación o la cons ucción de la plani icación plu ianual. A
ni el de la a iculación en e escuelas del mismo G upo de Cen os Escola es, algunas
aún no se encuen an ag upadas y en o as no es ealizada cualquie ipo de a iculación.
La espues a más mencionada no es conside ada medida de a iculación. La mues a no
e ela esul ados exp esi os, con semejanza al es udio de Ped o (2010), en que los
p o eso es mencionan medidas muy gene ales, no siendo algunas conside adas
a iculación cu icula .
CAPÍTULO V – CONCLUSIONES
T as el análisis de las conclusiones, conside amos que las Ins i uciones de
Enseñanza Supe io /Uni e sidades siguen igno ando las necesidades y p eocupaciones
de los u u os p o eso es, o eciendo una o mación inicial insu icien e y no adecuada con
elación a los PNEF y a las p ác icas de plani icación siguiendo el modelo de
Plani icación po E apas.
Los alumnos en p ác icas aplican siemp e los PNEF en la plani icación de sus
ac i idades de enseñanza y opinan que es os auxilian la in e ención pedagógica, con
elación a la elabo ación de las plani icaciones del G upo (clase), la mayo ía a i ma que
elabo a plani icaciones anuales po bloques, plani icaciones de unidad didác ica y
plani icaciones de clase, sin emba go no siguen las O ien aciones Me odológicas de los
PNEF en cuan o al modelo de plani icación po el que se deben guia , dado que la mayo ía
adop ó la Plani icación Anual po Bloques.
Comp obamos que los alumnos en p ác icas no undamen an sus plani icaciones
eniendo en cuen a las O ien aciones Me odológicas de los PNEF; se basan en los PNEF
solo pa a consul a los obje i os especí icos de cada ma e ia, en la o ación de espacios
en los documen os o ien ado es de la escuela y sus calenda ios.
La g an mayo ía de los p o eso es u o es conside a las O ien aciones
Me odológicas de los PNEF bas an e adecuadas y ú iles, sin emba go solo uno adop a el
modelo de Plani icación po E apas y apoya a los p ac ican es en que plani iquen las
Unidades Didác icas incluyendo a ias ma e ias. Todos los demás p o eso es u o es y
p o eso es de los GEF plani ican po Bloques.
Los alumnos en p ác icas dicen que se apoyan en el conocimien o de los
p o eso es u o es pa a ealiza sus plani icaciones y jus i ican el modelo de plani icación
adop ado, po conside a lo más bené ico y po las o ien aciones de los p o eso es u o es.
Los p o eso es de EF de Ba la en o alga io conside an que conocen de o ma
su icien e los PNEF y es án en pa e de acue do con ellos. La mayo ía de los p o eso es
se sien e bien con el abajo de equipo, la mayo ía de los GEF elabo a en sus escuelas un
P oyec o Cu icula de EF, que de ine po cu so o e apa las ma e ias cen ales y
al e na i as y negocia la o ma cómo deben se dis ibuidas las sesiones semanales de EF,
con el obje i o de ans o ma los espacios del aula más poli alen es; mayo i a iamen e
las a eas de plani icación son ealizadas en g upo, con excepción de la Plani icación
Plu ianual y del modelo de Plani icación Anual de Clase po E apas.
Los p o eso es de EF ealizan plani icaciones eniendo en cuen a el G upo (clase),
no obs an e pocos son los que ealizan Plani icaciones Plu ianuales; los que las elabo an
sub ayan como ac o es de p eocupación en es a ase de plani icación y A iculación
e ical del cu ículo, los Obje i os po cu so escola , la Ele ación de las me as y
esul ados y Obje i os po ni el de enseñanza; a ibuyen una mayo impo ancia a la
plani icación anual que a la plani icación de las Unidades Didác icas y ealizan
mayo i a iamen e aisladas las a eas de plani icación, lo que indica un educido
comp omiso de los GEF en el p oceso de plani icación.
Los p o eso es de EF pa a los ni eles de enseñanza que minis an ienen como
e e encia los obje i os gene ales (compe encias comunes a odas las á eas y
compe encias po á ea) y la pa icula ización de las ma e ias nuclea es y al e na i as y
aplican la e aluación, eniendo como e e en e la pa icula idad de cada ma e ia en los
ni eles In oduc o io, Elemen al y A anzado.
Al igual que los GEF de los alumnos en p ác icas, la mayo ía de los GEF adop a
el modelo de Plani icación Anual po Bloques, al como la mi ad de los p o eso es
en e is ados, aunque sus plani icaciones anuales no se limi en a la plani icación de
bloques concen ados en una sola ma e ia; algunos de es os p o eso es ealizan la
E aluación Inicial al p incipio de cu so en odas las ma e ias. Comp obamos, de es e
modo, que la mayo ía de las escuelas no sigue las O ien aciones Me odológicas de los
PNEF en cuan o al modelo de plani icación anual. Las di icul ades en la elabo ación de
las Plani icaciones Anuales di ie en de los mo i os de los alumnos en p ác icas (clases
he e ogéneas, espacios del aula poco poli alen es, enseñanza de las á eas del cuad o de
ex ensión de EF y clases de a iados emas). Las p eocupaciones en es e ipo de
plani icación se elacionan sob e odo con la o ación po los espacios; es as
p eocupaciones ambién se des ían de las sen idas po los alumnos en p ác icas, los cuales
dan una mayo impo ancia a la o ación, a los obje i os especí icos de los PNEF y
documen os o ien ado es de la escuela.
Ve i icamos que incluso los p o eso es, que dicen que ealizan la Plani icación
Anual de Clase po E apas, no las ealizan según las O ien aciones Me odológicas de los
PNEF; según los Especialis as Au o es de los PNEF, la Plani icación po E apas es una
plani icación compleja y po á eas, que se basa en la Plani icación Plu ianual de inida po
el GEF, pe mi iendo la delibe ación pedagógica y espe ando la indi idualización, la
di e enciación y la p og esión de la enseñanza. La plani icación debe á es a di idida en
cua o e apas, cada una con ca ac e ís icas especí icas, con emplando momen os de
epaso en el pe iodo de ansición de e apas, debiendo habe es con e encias cu icula es
a lo la go del cu so. De acue do con los es imonios de los P o eso es en e is ados, es os
no con emplan en sus plani icaciones anuales los momen os de epaso en la ansición de
e apas, ni ealizan con e encias cu icula es.
Sea en las escuelas de los alumnos en p ác icas, sea en la mayo ía de las escuelas
de Ba la en o alga io, no son ealizados p ocesos de a iculación cu icula . Pa a los
Especialis as Au o es de los PNEF, es as medidas ienen que basa se en los PNEF,
espe ando los obje i os gene ales y especí icos. Las p incipales medidas consis en, sob e
odo, en un análisis de los ecu sos que exis en, sis emas de e aluación comunes y
cons ucción de la Plani icación Plu ianual y del cu ículo de EF.
Nues a p eocupación po es e ema se jus i ica po la insu iciencia de ma e ial de
in es igación, de doc ina y de abajo eó ico en el ámbi o de los modelos de
plani icación, más conc e amen e sob e el modelo de plani icación que sugie en las
O ien aciones Me odológicas de los PNEF – el modelo de Plani icación po E apas, y
consecuen emen e, el núme o de e apas, ca ac e ís icas y di isión a lo la go del cu so.
Conside amos que los Cen os de Fo mación de Asociaciones de Escuelas (CFAE) deben
conside a es e ema p io i a io en la o mación con inua de los p o eso es y que las
Ins i uciones de Educación Supe io /Uni e sidades deben o ece una o mación
adecuada a los PNEF ac uales y documen a a los alumnos en p ác icas y a los p o eso es
u o es en cuan o al modelo de Plani icación Anual po E apas.

ÍNDICE
INTRODUÇÃO ................................................................................................................ 1
CAPÍTULO I – REVISÃO DA LITERATURA .............................................................. 4
1.Planeamen o e os P og amas Nacionais de Educação Física .................................... 4
2. Es udos sob e os P og amas Nacionais de Educação Física................................... 16
3. Es udos sob e o Planeamen o em Educação ........................................................... 30
CAPÍTULO II – OBJETO DE ESTUDO ....................................................................... 49
1. De inição da P oblemá ica...................................................................................... 49
2. Obje i os do Es udo ............................................................................................... 54
CAPÍTULO III – MÉTODOS E PROCEDIMENTOS .................................................. 56
1. Desenho do Es udo ................................................................................................. 57
2. 1ª Fase do Es udo .................................................................................................... 58
2.1. E apa Ex ensi a ............................................................................................... 58
2.1.1. Cons ução da En e is a ......................................................................... 58
2.1.2. De inição do Modelo de En e is a .......................................................... 58
2.1.3. Condições de Realização das En e is as ................................................ 59
2.1.4. C i é ios de T ansc ição das En e is as ................................................. 60
2.1.5. Amos a ..................................................................................................... 60
2.1.5.1. Ca ac e ização dos P o esso es En e is ados ................................... 60
2.1.5.1.1. Géne o ........................................................................................ 61
2.1.5.1.2. Idade ........................................................................................... 61
2.1.5.1.3. Escolas de Fo mação ................................................................. 61
2.1.5.1.4. Tipos de Escolas ......................................................................... 62
2.1.5.1.5. Ca ac e ís icas das Ins alações .................................................. 62
2.1.5.1.6. Ca ac e ís icas dos Recu sos Ma e iais pa a a EF ................... 63
2.1.5.1.7. Dimensão do G upo de EF ......................................................... 64
2.1.5.1.8. Núme o de Anos que o P o esso O ien ado exe ce o Ca go de
O ien ado Coope an e .............................................................................. 64
2.1.6. T a amen o dos Dados ............................................................................. 65
2.2. E apa In ensi a ................................................................................................ 65
2.2.1. Razões da En e is a ................................................................................ 65
2.2.2. Cons ução do Modelo de En e is a ....................................................... 66
2.2.3. C i é ios de Seleção do Painel de En e is ados ..................................... 66
2.2.4. Condições de Realização da En e is a ................................................... 67
2.2.5. C i é ios de T ansc ição da En e is a .................................................... 67
2.2.6. T a amen o dos Dados ............................................................................. 68
3. 2ª Fase do Es udo .................................................................................................... 68
3.1. En e is a aos Especialis as /Au o es dos PNEF ............................................. 68
3.1.1. Cons ução da En e is a ......................................................................... 68
3.1.2 De inição do Modelo de En e is a ........................................................... 68
3.1.3. Amos a ..................................................................................................... 69
3.1.4. Condições de Realização da En e is a e C i é ios de T ansc ição da
En e is a ............................................................................................................ 69
4. 3ª Fase do Es udo .................................................................................................... 69
4.1. Ques ioná io .................................................................................................... 69
4.2. Es u u a do Ques ioná io ................................................................................ 70
4.3. Recolha de Dados ............................................................................................ 73
4.3.1. Reg as de Aplicação ................................................................................. 73
4.3.2. Dis ibuição dos Ques ioná ios ................................................................ 74
4.3.3. Recolha dos Ques ioná ios ....................................................................... 74
4.4. Ca ac e ização da Amos a .............................................................................. 75
4.4.1. Géne o ...................................................................................................... 75
4.4.2. Idade ......................................................................................................... 75
4.4.3. Tempo de Se iço ..................................................................................... 76
4.4.4. G au Académico ....................................................................................... 76
4.4.5. Tipo de Escola .......................................................................................... 77
4.4.6. Dimensão do G upo de EF ....................................................................... 77
4.4.7. Ano de Conclusão da Licencia u a .......................................................... 77
4.5. P ocedimen os do T a amen o Es a ís ico ....................................................... 78
CAPÍTULO IV – APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS ............. 79
1ª Fase do Es udo ........................................................................................................ 79
1. Ap esen ação e discussão dos esul ados ob idos na e apa ex ensi a e in ensi a
do es udo – Es agiá ios ........................................................................................... 79
1.1. Expe iências Despo i as an es, du an e e após a Licencia u a ................ 79
1.2. Expe iências de Ensino na á ea das A i idades Físicas an es, du an e e
após a Licencia u a ............................................................................................ 80
1.3. Mo i os que le a am os Es agiá ios a ing essa no Cu so de Educação
Física .................................................................................................................. 81
1.4. Ca a e ização do Clima e Ambien e de T abalho ....................................... 81
1.5. Ca a e ização da Relação P o issional com os Colegas do G upo ............ 81
1.6. P og amas Nacionais de EF ....................................................................... 82
1.6.1. Conhecimen o dos PNEF ..................................................................... 82
1.6.2. Disciplinas/Fo ma como oi abo dado os PNEF .................................. 82
1.6.3. G au de Aplicação dos PNEF ............................................................... 84
1.6.4. G au de Auxilio/Ajuda à In e enção Pedagógica ............................... 84
1.7. Plano de Tu ma ........................................................................................... 85
1.7.1. A aliação Inicial ................................................................................... 85
1.7.2. Domínios ou Á eas que in eg am a A aliação da EF ........................... 87
1.7.3. Planos ao Ní el de Tu ma .................................................................... 89
1.7.3.1. Modelos de Planeamen o ado ados pelos G upos de EF .............. 93
1.8. Planeamen o das UD/EU ............................................................................ 93
1.8.1. Núme o de ma é ias lecionadas po UD ............................................... 93
1.8.2. O ganização dos G upos ....................................................................... 94
1.8.3. Seleção de Obje i os ............................................................................ 95
1.9. Plano de Aula .............................................................................................. 96
1.10. Plano de Tu ma – Dimensão ope acional do plano ................................. 97
1.10.1. Ap idão Física ..................................................................................... 97
1.10.2 Re isão das ma é ias ........................................................................... 97
1.10.3. Con e ências Cu icula es .................................................................. 98
1.10.4. Roulemen da P imei a E apa ............................................................. 98
1.11. Decisões ao ní el do G upo de Educação Física ...................................... 99
1.12. Medidas de A iculação en e Ciclos e en e Escolas do Ag upamen o ..... 99
1.13. Compe ência pa a a elabo ação de planeamen os ao ní el de u ma ...... 99
2. Ap esen ação e discussão dos esul ados ob idos na e apa ex ensi a do es udo –
P o esso es O ien ado es Coope an es ................................................................. 102
2.1. Ca a e ização do Clima e Ambien e de T abalho e Relação P o issional
com os Colegas do G upo ................................................................................ 102
2.2. P og amas Nacionais de EF ..................................................................... 103
2.2.1. Adequação /U ilidade das O ien ações Me odológicas dos PNEF ..... 103
2.2.2. Exis ência de lacunas ao ní el da o mação pa a a aplicação dos PNEF
...................................................................................................................... 103
2.3. Planeamen o .............................................................................................. 103
2.3.1. Documen os p oduzidos pelo G upo de EF e e en e ao Planeamen o
...................................................................................................................... 104
2.3.2. Exis ência de di iculdades em o ien a o Planeamen o dos Es agiá ios,
segundo as O ien ações da Uni e sidade ..................................................... 105
2.3.3. Modelos de Planeamen o ado ados pelos POC .................................. 105
2.3.4. Modelos de Planeamen o ado ados pelos G upos de EF .................... 106
2.3.5. Di iculdades encon adas na elabo ação dos Planeamen os ............... 106
2.3.6. Soluções pa a que odos os P o esso es sigam as o ien ações
me odológicas dos PNEF e planeiem po e apas .......................................... 106
2.3.7. Planeamen o de aulas poli emá icas ................................................... 107
2.3.8. Inclusão no Plano Anual de odas as subá eas do quad o de ex ensão de
EF ................................................................................................................. 107
2.3.9. Planeamen o das UD com inclusão de á ias ma é ias ...................... 108
2.3.10. Aplicação do Fi nessg am ................................................................ 108
2.3.11. Exis ência no Planeamen o de momen os de e isão das ma é ias
lecionadas ..................................................................................................... 109
2.3.12. Compe ências dos Es agiá ios pa a elabo a o Planeamen o Anual po
E apas ........................................................................................................... 109
2.4. Medidas de A iculação en e Ciclos e en e Escolas do Ag upamen o ..... 110
2ª Fase do Es udo ...................................................................................................... 113
1. Ap esen ação e discussão dos esul ados ob idos nas en e is as aos P o esso es
Especialis as / Au o es dos PNEF ........................................................................ 113
1.1. Di iculdades dos p o esso es de EF na aplicação das O ien ações
Me odológicas dos PNEF ................................................................................. 113
1.2. Impo ância das decisões de alcance Plu ianual. Di iculdade dos G upos de
EF em de ini uma a iculação e ical do cu ículo que inclua os obje i os de
cada ano e de ciclo ........................................................................................... 115
1.3. P incipais medidas pa a ealiza uma a iculação e ical en e escolas
pe encen es ao mesmo ag upamen o............................................................... 116
1.4. Plano Anual de Tu ma po E apas: núme o de e apas, ca a e ís icas e
di isão ao longo do ano ................................................................................... 117
1.4.1. 1ª E apa ............................................................................................... 117
1.4.2. 2ª E apa ............................................................................................... 118
1.4.3. 3ª E apa ............................................................................................... 119
1.4.4. 4ª E apa ............................................................................................... 119
1.5. Van agens de ado a um Plano Anual po E apas .................................... 120
1.6. Recomendações pa a odos os p o esso es sigam as O ien ações
Me odológicas dos PNEF e ealizem o seu Plano Anual po E apas .............. 122
1.7. Momen os de e isão das ma é ias lecionadas no Plano Anual po E apas
.......................................................................................................................... 123
1.8. Implicações e epe cussões da AI no início do ano e da exis ência de um
P o ocolo de AI especí ico em cada escola. ..................................................... 124
2
planeamen o p econiza a inclusão e a di e enciação do ensino, dis inguindo ní eis de
ap endizagem, segundo os di e en es ní eis de in e p e ação dos PNEF, di e enciando
obje i os, con eúdos, empo de ap endizagem, espaços, g upos e es a égias. O obje i o
é pe mi i melho adequa o p ocesso de ensino a odos os alunos, planeando e apas e
obje i os de aco do com os seus ní eis de p o iciência, necessidades e i mos de
ap endizagem.
A impo ância da Fo mação Inicial eside na na u eza e qualidade que de e mina
as capacidades e compe ências adqui idas e in luencia as pe spe i as e o desempenho do
p o esso , seja no plano das elações pessoais e nos ocasionais acon ecimen os da sala de
aula, seja no plano ins i ucional e é ico (P oença, 1993). O Es ágio Pedagógico é o
p imei o con ac o com a ealidade de ensino, e á ios elemen os condicionam o seu
sucesso, como a p epa ação/plani icação das aulas e a elação en e es agiá io e
o ien ado es (Pié on,1996).
Como u u os p o esso es, os Es agiá ios de em conhece e sabe in e p e a de
o ma cla a as o ien ações me odológicas dos PNEF, suas inalidades e obje i os.
Des e modo, o obje o do nosso es udo isa desc e e e analisa o conhecimen o
do p ocesso de aplicação e in e p e ação dos PNEF, e i icando se os p o esso es do
Ba la en o alga io
1
e os es agiá ios in e p e am as o ien ações me odológicas dos PNEF
e se ealizam os Planos Anuais de Tu ma po E apas.
Pa a o e ei o o p esen e es udo es u u a-se da seguin e o ma:
- Uma p imei a pa e, in i ulada Re isão da Li e a u a, encon a-se di ecionada
pa a o ema cen al do abalho, cons i uindo o supo e eó ico de abo dagem com is a à
in e p e ação dos esul ados ob idos.
- A segunda pa e, denominada Obje o de Es udo, elabo a o enunciado do
p oblema, a jus i icação do ema e os obje i os do es udo.
- Numa e cei a pa e ap esen a-se os Mé odos e P ocedimen os, na qual se e e e
a ca ac e ização da amos a e os mé odos e p ocedimen os ge ais.
Es e es udo passou po ês ases dis in as. A p imei a consis iu em en e is a os
es agiá ios e os p o esso es o ien ado es coope an es, com o obje i o de sabe quais os
conhecimen os ela i os aos PNEF e modelos de planeamen o ansmi idos pelas
Uni e sidades. A segunda, ambém é compos a po uma en e is a a á ios especialis as
pa icipan es na elabo ação dos PNEF com o in ui o de iden i ica as di iculdades dos
1
O Ba la en o alga io designa a zona ociden al da egião na u a do Alga e, no sul de Po ugal.

3
p o esso es na aplicação das o ien ações me odológicas dos PNEF, as decisões a oma
pelos G upos de Educação Física (GEF) e e en es ao planeamen o numa a iculação
e ical en e as escolas do ag upamen o e ca ac e iza o Planeamen o Anual po E apas.
A e cei a, pela aplicação de ques ioná ios nas escolas do Ba la en o Alga io com o
obje i o de conhece a in e p e ação e aplicação das o ien ações me odológicas dos
PNEF, p á icas de planeamen o e decisões de a iculação cu icula .
- A qua a pa e é e e en e à Ap esen ação e Discussão dos Resul ados, onde se
ap esen a os esul ados ob idos nas di e sas ases do es udo, que na pe spe i a de análise
quali a i a que na pe spe i a de análise es a ís ica desc i i a.
- A quin a pa e é e e en e às Conclusões do es udo, que sis ema iza as g andes
linhas de conclusão do es udo.
4
CAPÍTULO I – REVISÃO DA LITERATURA
A e isão da li e a u a es u u a-se em o no de um conjun o de e e ências emá icas sob e
es udos que es ão elacionados com o nosso, ou que de ce a manei a o complemen am. Como
es e es udo em como p incipal obje i o conhece as in e p e ações e aplicações das O ien ações
Me odológicas dos PNEF, pa ece-nos líci o analisa es udos an e io es, desen ol idos na á ea
do planeamen o. Como as o ien ações me odológicas pa a a elabo ação de um planeamen o po
e apas se encon am nos PNEF, achamos pe inen e di idi es e capí ulo em ês emá icas pa a
uma melho comp eensão e con ex ualização do es udo: Planeamen o e P og amas Nacionais de
EF, es udos sob e os P og amas Nacionais de EF e es udos sob e o Planeamen o em Educação.
1.Planeamen o e os P og amas Nacionais de Educação Física
Segundo Januá io (1981,45), um P og ama é uma “p é-ap esen ação ou a
ep esen ação de odo o p ocesso ensino-ap endizagem, de aco do com os p incípios
pedagógicos”. Ben o (1998) de ine-o como um meio auxilia e complemen a , que se e
como e e ência ao p o esso pa a o en endimen o, plani icação, p epa ação, condução e
a aliação do p ocesso ensino.
Zabalza (2000) conside a que os p og amas ap esen am duas unções: a de
undamen ação de decisões, enquan o on e de c i é ios e p incípios es á eis jus i ica i os
da adoção de di e en es al e na i as e omadas de decisão e a de con olo, sendo o
p og ama um ma co de e e ência pa a ap eciação dos p ocessos didá icos e da qualidade
dos esul ados conseguidos.
Januá io (1988) conside a que o P og ama Escola cons i ui um comp omisso de
a uação en e as decisões polí icas (polí ica educa i a) e os aspe os e e en es às decisões
da p á ica pedagógica omadas pelas escolas e pelos p o esso es, no âmbi o do p ocesso
ensino/ap endizagem.
A si uação i ida em Po ugal, an es da publicação da Lei de Bases do Sis ema
Educa i o (LBSE) em 1986 e no que espei a à EF, ca ac e iza a-se po uma o al
ausência de planos cu icula es que pe mi issem uma o ien ação e e i a do abalho dos
p o esso es. O su gimen o dos p og amas de EF, elabo ados no âmbi o da e o ma
cu icula do Sis ema Educa i o, cons i uiu ambém um meio de desen ol imen o da
disciplina. Os p og amas o am elabo ados no sen ido de se em conside ados como “o
pad ão ge al que assegu e a coo denação e coe ência das a i idades dos alunos em anos
seguin es, en e u mas e a é escolas di e en es” (Bom e al., 1990,2), de endo es es
5
cump i seis g andes inalidades (Ca ei o da Cos a, Januá io, Dinis, Bom, Jacin o &
Ono e, 1987,5):
1 – Ga an i uma ha monia en e as p á icas de EF no sis ema de ensino ge al;
2 – P opo ciona uma homogeneidade dos e ei os educa i os espe ados;
3 – A icula as a i idades cu icula es e de complemen o cu icula no âmbi o da
EF com as es an es á eas cul u ais, isando um adequado desen ol imen o indi idual e
social;
4 – Cla i ica as necessidades o çamen ais an o nacionais, como egionais e
locais, bem como as opções sob e a ipologia dos equipamen os e alo es;
5 – In luencia as o ien ações e o con eúdo da o mação inicial e con ínua dos
p o esso es;
6 – Especi ica jun o dos alunos e dos pais as exigências cu icula es, is o é, o
bene ício indi idual e social que deco e da equência da disciplina de EF.
Os P og amas a uais, sendo nacionais e com ca ác e de lei, ga an em uma
a iculação e ical e ho izon al dos con eúdos, aduzindo-se numa cla a especi icação
dos obje i os a a ingi , po ciclo e ano de escola idade.
A in odução dos PNEF e as ino ações neles adjacen es ela i as ao planeamen o
da disciplina não êm sido acei es na o alidade, nem aplicadas po odos os p o esso es,
pois ino a é en a em con li o com o sis ema exis en e e com os hábi os de abalho.
Ve i icando-se uma esis ência à mudança, Goble & Po e (1977, ci . in Januá io, 1988,
90) a i mam “que quan o maio o a necessidade de mudança, mais adical se á a
mudança p opos a e mais o e ainda se á a esis ência à mudança”.
Segundo o Conselho Nacional de Associações de P o esso es e P o issionais de
Educação Física (CNAPEF) (2002), ambém a mul iplicação de modelos, cu ículos e
p og amas de o mação de p o esso es em con ibuído pa a jus i ica essa esis ência à
in odução/aplicação dos PNEF nas escolas.
Pelo ac o de em mui as escolas a o ganização da EF ainda não co esponde às
O ien ações Me odológicas dos P og amas, oi sen ida a necessidade de ealiza uma
e isão dos P og amas, “a ualizando as especi icações das ma é ias e composição
cu icula , mas p incipalmen e, melho ando as o ien ações me odológicas do p og ama e
a de inição da a aliação dos alunos, es abelecendo um c i é io cla o de sucesso, álido e
adap á el pa a o conjun o das escolas” (CNAPEF, 2002, 2).
As al e ações da no a e isão dos PNEF incidi am nas o ien ações me odológicas,
es a égias pedagógicas e planeamen o das a i idades educa i as nas aulas de EF.
6
Rela i amen e ao modelo cu icula da EF, o am ainda desen ol idas nos p ocessos de
au onomia da escola e de e isão cu icula no sen ido da “dis inção do con eúdo nuclea
do cu ículo, o Plano de Tu ma/P oje o Cu icula de Tu ma, a ges ão lexí el do
P og ama, o Cu ículo po Compe ências, a a iculação cu icula das escolas em cu so
(ag upamen o e ical) e das escolas em ní el (ag upamen o ho izon al)” (CNAPEF,
2002, 10).
O P og ama Nacional da disciplina de Educação Física es á o ganizado em sen ido
e ical, numa lógica de p oje o cu icula abe o e dinâmico, do 1º ao 12º ano. De ine as
Finalidades e os Obje i os po ciclo de ensino, sendo es as as “Compe ências que
ep esen am o comp omisso de odas as escolas em elação ao desen ol imen o de cada
aluno, bem como a es u u a lexí el de aplicação do P og ama Nacional, ao ní el dos
obje i os especí icos de cada ma é ia/ano (Ní eis In odução, Elemen a e A ançado)”
(CNAPEF, 2002, 9). Pa a além das Finalidades, ap esen a dois ní eis de obje i os:
obje i os ge ais e obje i os especí icos. Os obje i os ge ais dizem espei o às
capacidades, conhecimen os, a i udes e alo es a desen ol e em cada ciclo de
escola idade. Os obje i os especí icos exp essam as compe ências a desen ol e pelos
alunos em cada ano e em cada á ea ou bloco p og amá ico.
Os au o es dos p og amas, ao ní el da o ganização cu icula , i e am em
conside ação os c i é ios de exequibilidade e de desen ol imen o da Educação Física, em
que o c i é io de exequibilidade signi ica “a possibilidade de os p og amas se em
conc e izados nas escolas, nas condições ma e iais eque idas, com o ien ação
pedagógica de p o esso es especializados em EF escola ” e po desen ol imen o, “a
in luência dos p og amas na ele ação da sua qualidade e na ampliação dos seus e ei os”
(Jacin o, Mi a, Ca alho & Comédias, 2001, 17).
No que se e e e às a i idades e con eúdos, os p og amas são cons i uídos po duas
pa es: uma pa e nuclea , igual pa a odas as escolas, assegu ando a homogeneidade do
cu ículo eal e uma pa e al e na i a, a ado a localmen e de aco do com as ca ac e ís icas
ou condições especiais exis en es em cada escola. A sua es u u ação não se ealiza em
o no do acionamen o de domínios/á eas da pe sonalidade, conside ando-se que a
a i idade dos alunos e os seus e ei os se encon am in eg ados nesses domínios, seguindo
o concei o de compe ência. O ganizam-se a a és da di e enciação dos ipos de a i idade
ca ac e ís icos da EF, em á eas, subá eas e ma é ias. Es a di e enciação encon a-se
explici ada no quad o de ex ensão da EF e no quad o de composição cu icula (Anexo
1) em sen ido e ical, do 1º ao 12º ano, em ês blocos undamen ais.
7
Um p imei o bloco co esponde ao 1º ciclo (p imei os qua o anos de
escola idade), onde se es abelece a o mação de compe ências undamen ais, em cada
á ea da EF e se p epa a os alunos pa a os blocos seguin es.
Um segundo bloco que ai do 5º ao 9º ano de escola idade (bloco es a égico), em
que se leciona as ma é ias na sua o ma mais ca ac e ís ica, na sequência das a i idades
e compe ências adqui idas no 1º ciclo, de endo se ga an ido o a amen o do conjun o
de ma é ias pe encen es ao quad o de ex ensão da EF.
O 5º e o 9º ano de e ão se ca ac e izados como anos de e isão das ma é ias,
sendo o 9º ano um ano de ape eiçoamen o e/ou ecupe ação dos alunos, endo po
e e ência as compe ências a adqui i no 3º ciclo e o 5º ano ap esen a a mesma unção em
elação ao 1º ciclo, po o ma a assegu a as bases de desen ol imen o pos e io .
Um e cei o bloco, que co esponde aos 10º, 11º e 12º anos de escola idade, de e
se um bloco de “ape eiçoamen o”. O 10º ano ambém de e á e um ca ác e de e isão,
expe imen ação de ma é ias al e na i as e ecupe ação dos alunos/ u ma nas á eas da EF
que ele em mais di iculdades. Nos 11º e 12º anos os alunos pode ão op a pelas ma é ias
que p e e i em ape eiçoa -se, escolhendo em cada ano, duas ma é ias de Despo os
Cole i os, uma da Ginás ica ou A le ismo, uma da Dança e duas das es an es.
Os PNEF o am elabo ados segundo uma lógica de p oje o, com a pe spe i a de
desen ol imen o dos alunos e da EF escola . As O ien ações Me odológicas inse idas
es abelecem um “p ocesso de Desen ol imen o Cu icula baseado nas escolas (…)
segundo um modelo de planeamen o po e apas e de di e enciação pedagógica”
(CNAPEF, 2002, 9).
Segundo os PNEF, cabe ao p o esso “a esponsabilidade de escolhe os melho es
obje i os especí icos e as soluções pedagógicas e me odologicamen e mais adequadas,
in es indo as compe ências p o issionais da especialidade de Educação Física Escola ,
pa a que os bene ícios eais da a i idade do aluno co espondam aos obje i os do
p og ama, u ilizando os meios a ibuídos pa a esse e ei o” (Jacin o, Mi a, Ca alho &
Comédias, 2001, 8).
O planeamen o pode se en endido na gene alidade como mé odo de p e isão,
o ganização e o ien ação do p ocesso de ensino-ap endizagem, concebido como um
ins umen o didá ico-me odológico, no sen ido de acili a as decisões que o p o esso
em de oma , pa a alcança os obje i os a que se p opõe (Sousa, 1991).
Po sua ez, En icone e al. (1985, ci . in Ca alhei a 1996) conside am que o
planeamen o do ensino en ol e a p e isão de esul ados desejá eis, bem como dos meios

8
necessá ios pa a alcançá-los. Es es au o es de inem o planeamen o do ensino, como a
p e isão acional e calculada de odas as e apas do abalho escola , que en ol em as
a i idades docen es e discen es de modo a o na o ensino con ic o, económico e
e icien e.
Rela i amen e à disciplina de Educação Física, o p o esso de e ealiza o seu
planeamen o endo em con a a sua de inição: “A i idade cu icula eclé ica (os di e en es
ipos de a i idade ísica – despo os cole i os, ginás ica, a le ismo, danças, explo ação da
na u eza, na ação, e c.) e inclusi a (adap ada às necessidades de cada aluno), isando o
desen ol imen o mul ila e al do aluno (p omo e a saúde, no p esen e e no u u o,
desen ol e a ap idão ísica e a cul u a mo o a, as compe ências sociais e a comp eensão
dos p ocessos de exe ci ação, e le i c i icamen e o enómeno despo i o, e c.)”
(CNAPEF, 2002, 3).
O planeamen o de e á passa em p imei o luga pela in e p e ação do p og ama
da disciplina, na elabo ação dos planos plu ianuais e anuais, aplicá-los, ealiza o
con olo/a aliação e, po im, de aco do com os esul ados ob idos, con i má-los ou
al e á-los.
Segundo as o ien ações me odológicas dos PNEF (2001), desde que es ejam
assegu adas pelo sis ema educa i o as condições necessá ias, que ao ní el dos ecu sos
empo ais, ma e iais que ao ní el da o mação de p o esso es, pa a a ealização da EF na
escola, a exequibilidade dos p og amas depende essencialmen e dos comp omissos
assumidos den o do G upo de EF em o no dos obje i os da disciplina, desen ol endo
es a égias que iabilizem a sua consecução.
Pa a a aplicação dos PNEF de e ão es a implíci as as seguin es decisões
cole i as, de comp omisso do G upo de Educação Física.
(a) Decisões ao ní el do cu ículo do aluno
Zabalza (2000,12) conside a o cu ículo como “o conjun o dos p essupos os de
pa ida, das me as que se deseja alcança ; é um conjun o de conhecimen os, habilidades,
a i udes, e c. que são conside ados impo an es pa a se em abalhados na escola, ano
após ano”.
O cu ículo pode á se conside ado como uma es u u a coe en e ao ní el da
educação, de es a égia, con eúdos, esul ados da ap endizagem, expe iências
educacionais, a aliação, ambien e educacional e es ilo de ap endizagem indi idual dos
alunos, calendá io pessoal e p og ama de abalho (Ha den, 2001).
9
No mapeamen o do cu ículo es ão ine en es as p eocupações com o que é
ensinado (o con eúdo, as á eas de conhecimen o abo dadas e os esul ados da
ap endizagem), como são ensinadas as ap endizagens (os ecu sos de ap endizagem,
opo unidades de sucesso), quando é ensinado (o calendá io, a sequência de cu ículo) e
as medidas u ilizadas pa a de e mina se o aluno a ingiu o espe ado, os esul ados da
ap endizagem (a aliação) (Ha den, 2001).
O cu ículo nacional de EF oi concebido numa pe spe i a de EF eclé ica e
inclusi a, isando o desen ol imen o dos alunos, como a o de saúde e de p omoção de
um es ilo de ida isicamen e a i o no u u o.
Nos P oje os de Educação Física de e exis i uma coo denação en e escolas da
p oximidade, o imizando os p ocessos e e ei os da a i idade ísica cu icula e de
complemen o cu icula , assim como combina o cu ículo en e as escolas do
Ag upamen o, bem como a ges ão e ap o ei amen o dos seus ecu sos.
As ma é ias nuclea es, sendo ob iga ó ias no cu ículo de EF, pe mi em que os
alunos de di e en es escolas, do mesmo ano escola , es ejam no mesmo ní el de
especi icação nessas ma é ias. O G upo de Educação Física de e á inclui no cu ículo
da disciplina, ma é ias al e na i as, as quais são escolhidas de aco do com as
ca ac e ís icas da população escola , o meio onde a escola se inse e e os ecu sos
disponí eis.
As decisões ao ní el das a i idades de complemen o cu icula , nomeadamen e o
Despo o Escola , o qual é de inido pela CNAPEF (2002, 4) como uma “a i idade de
complemen o cu icula (a) especí ica (em de e minada modalidade despo i a), (b)
acul a i a e ocacional, (segundo as ap idões pessoais do aluno, as condições e eg as de
pa icipação especí icas da modalidade e o ní el de p á ica), (c) isando a ap idão a lé ica
e a cul u a despo i a no domínio da modalidade despo i a escolhida”, de endo i
mencionadas e o ganizadas no P oje o de Educação Física, numa lógica plu ianual,
p omo endo a con inuidade.
(b) Decisões ao ní el dos ecu sos empo ais
Os PNEF o am elabo ados na base do comp omisso no mínimo de 3 aulas
semanais de EF, em dias não consecu i os, no Ensino Básico e Secundá io, sendo es a
uma condição de ga an ia da qualidade da EF e da exequibilidade dos PNEF.
Na e isão cu icula de 2001 oi a ibuída a ca ga ho á ia de 3 ho as semanais ao
Ensino Secundá io (DL nº 7/2001). De aco do com os PNEF, a dis ibuição ideal de ais
ho as se ia de 45´+45´+45´+45´, caso es a hipó ese não osse iá el, en ão se ia 3 ho as
10
semanais. Nos 2º e 3º ciclos do Ensino Básico, o empo a ibuído à disciplina de Educação
Física (DL nº 6/2001) é de 135 minu os de empo ú il em cada semana (CNAPEF, 2002).
O empo ú il é de inido como o empo eal de aula u ilizado po p o esso e alunos,
que esul a da sub ação do empo que os alunos gas am em deslocamen os e ocas de
es uá ios an es e depois da aula, ao empo pog ama, empo ins i ucionalmen e dedicado
à EF nos ho á ios escola es (Ca ei o da Cos a, 1998). A u ilização do empo ú il na
elabo ação dos ho á ios escola es de EF é desde há algum empo eclamado po
o ganizações in e nacionais como a UNESCO e a EUPEA.
A o ganização da ca ga cu icula po ês dias na semana jus i ica-se, segundo
B ás & Mon ei o (1998), po um conjun o de 3 azões: ao ní el cien í ico, po azões de
o dem isiológica, da me odologia do eino e da ap endizagem mo o a; ao ní el
me odológico, po ques ões elacionadas com as opções da didá ica e com a pe iodização
do planeamen o das ma é ias que cons i uem o quad o de ex ensão da EF e ao ní el
pedagógico, nas azões que se cen am nas epe cussões que a a i idade pedagógica pode
e nas u mas e nos di e en es alunos. Es es mesmos au o es hie a quizam a dis ibuição
da ca ga ho á ia semanal, pois conside am que não é possí el que odas as u mas de uma
escola enham a mesma dis ibuição semanal.
O su gimen o do Dec e o-lei nº 139/2012 p omo eu uma edução ho á ia da ca ga
ho á ia da EF. No 3º ciclo a disciplina de EF é colocada numa á ea in i ulada de
Exp essões e Tecnologias, em conjun o com a Educação Visual, Tecnologias de
In o mação e Comunicação e O e a de Escola, à qual é a ibuída um c édi o o al de 850
minu os semanal. No Ensino Secundá io, a edução de 30 minu os na ca ga ho á ia
mínima da EF (de 180 min. pa a 150 min.) ez com que, em mui as escolas, os alunos
i essem menos 16 ho as de aulas anuais, ou seja, menos cinco semanas de aulas de EF
po ano. O a ual go e no já anunciou a eliminação des a edução cu icula .
Segundo a Sociedade Po uguesa de Educação Física (SPEF) & CNAPEF (2015),
es á comp o ado em di e sos abalhos de in es igação publicados sob e o ema e po
posições da O ganização Mundial de Saúde, da Eu opean Physical Educa ion Associa ion
(EUPEA), da UNESCO e ou as o ganizações, que a ca ga e a egula idade de a i idade
ísica que qualque c iança e jo em a é aos 18 anos de e desen ol e é de 5 ezes po
semana, 60 minu os po sessão.
Ainda ela i amen e a es e pon o, os PNEF suge em que os ho á ios das u mas
do mesmo ano do Ensino Secundá io, especialmen e do 11º e 12º anos, de em es a no
mesmo ho á io, isando o ape eiçoamen o dos alunos nas ma é ias da sua p e e ência e
11
o aumen o da quan idade de p á ica quali a i amen e adequada às ca ac e ís icas dos
alunos, pois nes es anos admi e-se um egime de opções, en e as u mas do mesmo
ho á io.
(c) Decisões ao ní el dos ecu sos ma e iais
Segundo os PNEF (2001), a sua aplicação implica que os espaços de aula sejam
poli alen es, pe mi indo a possibilidade de se ealiza a i idades de ap endizagem de
odas as á eas ou subá eas do quad o de ex ensão de EF. B ás & Mon ei o (1998, 9)
conside am a poli alência dos espaços “como ins umen o de delibe ação pedagógica,
en endida como a libe dade que um p o esso de e e em se esponsá el pelo pe cu so
(sua de inição es a égica e o ganização) de ap endizagem de di e en es u mas, no
sen ido de inido pelos planos plu ianual e anual de EF”. Segundo os mesmos au o es, a
dis ibuição do ma e ial pelos di e en es espaços de aula, pe mi e um planeamen o de
aulas eclé icas e a iadas, aumen ado a delibe ação pedagógica. Cada espaço não de e
deixa de p i ilegia as ma é ias, pa a as quais ap esen a melho es condições, mas
de e ão es a p epa ados pa a a lecionação de ou as ma é ias.
O sis ema de o ação das ins alações ( oulemen ) pode á se de inido como o
pe íodo de empo que uma u ma pe manece num de e minado espaço de aula, ou como
a equência com que uma de e minada u ma passa pelos di e en es espaços de aula.
B ás & Mon ei o (1998) conside am exis i cinco ipos de o ação: a) diá io; b)
semanal; c) quinzenal; d) mensal; e) imes al; de aco do com dois modelos: 1) cen ado
no p o esso , o espaço em cada pe íodo de empo conside ado é a ibuído ao p o esso e
odas as suas u mas êm aulas nesse espaço; 2) cen ado na u ma, o espaço em cada
pe íodo de empo conside ado é a ibuído a uma de e minada u ma e o espe i o
p o esso é aí que de e leciona as suas aulas.
Os PNEF (2001) de endem que a de inição do sis ema de o ação das ins alações
de e e em con a os obje i os dos p og amas pa a cada ano e as p io idades en e as
ma é ias, as ca ac e ís icas das di e en es e apas ao longo do ano le i o e a ca ac e ização
das possibilidades de cada espaço de aula.
(d) Decisões ao ní el dos ecu sos humanos
Na á ea de o mação con ínua de p o esso es o G upo de EF é esponsá el po
ap esen a p opos as a inclui no plano de o mação da escola, ou ag upamen o con uídas
em o no das necessidades de o mação do G upo de EF, de aco do com o Plano
Plu ianual e ajus adas às necessidades e p io idades iden i icadas, no sen ido do
cump imen o do concei o de ecle ismo da EF, exp esso pela lecionação de odas as á eas
18
e apoios que ecebe am e que necessi a am e à a aliação da ap endizagem dos alunos.
Recolheu no ano le i o de 1990/91 opiniões dos p o esso es do 5º ano de escola idade
ace ca do p ocesso de expe imen ação dos no os p og amas, a a és de ques ioná ios,
com pe gun as echadas e abe as. Os obje i os do es udo incidiam sob e o conhecimen o
das opiniões dos p o esso es no que espei a a: adequação global dos no os p og amas;
adequação dos seus obje i os; a iculação dos con eúdos p og amá icos; iden i icação dos
con eúdos p og amá icos a exclui e a inclui nos no os p og amas; adequação das
suges ões me odológicas p opos as nos no os p og amas; u ilidade das suges ões
me odológicas p opos as pa a a implemen ação dos no os p og amas; adequação dos
ma e iais didá icos; adequação do p og ama no que espei a à conceção de p oje os de
na u eza in e disciplina e exequibilidade dos mesmos; adequação das p opos as de
a aliação dos alunos; adequação dos ecu sos humanos; iden i icação dos ecu sos
ma e iais necessá ios; adequação da o mação p opo cionada aos p o esso es
expe imen ado es no âmbi o da Re o ma Cu icula ; iden i icação de a o es
condicionado es do p ocesso de implemen ação dos no os p og amas e iden i icação dos
aspe os que, na opinião dos p o esso es expe imen ado es, são conside ados como mais
ele an es no p ocesso de implemen ação da Re o ma Cu icula . Fo am ambém
ecolhidos dados de ca ac e ização pessoal e p o issional dos inqui idos.
Fo am inqui idos 31 p o esso es. Ques ionados ace ca da exequibilidade dos
p og amas, a maio ia (58.1%) e e e que os p og amas não são exequí eis no empo
p e is o, conside am, no en an o, que es ão globalmen e adequados no que espei a ao
ní el e á io (59.4%) e às necessidades dos alunos (56.2%), concluindo os au o es do
es udo que os p o esso es conside a am os p og amas mui o adequados. Quan o às
componen es p og amá icas, a maio ia dos p o esso es mani es ou-se no sen ido dos
obje i os es a em cla amen e o mulados (78.8%), o ien ado es da p á ica pedagógica
(74.2%) e exequí eis (61.3%).
As pe cen agens ob idas pa a a exclusão ou inclusão de con eúdos o am pouco
exp essi as, o que le ou os au o es a conside a que nes a disciplina não ha e ia
necessidade de al e a os con eúdos p og amá icos.
Rela i amen e à adequação global das suges ões me odológicas dos no os
p og amas, exis e uma maio ia de opiniões cen adas nas posições mais ele adas: cla eza
(46.9%), o ien ação (37.5%) e exequibilidade (35.5%).
Quan o às suges ões me odológicas dos PNEF, os p o esso es conside a am-nas
pouco ú eis; no en an o, conside am que é possí el desen ol ê-las (80%). São

19
ap esen ados como elemen os condicionado es à aplicação das suges ões me odológicas,
a al a de espaços/ins alações (71%), os ecu sos inancei os (56.7%) e o empo (50%).
Ques ionados sob e os ma e iais didá icos disponí eis, 67.7% conside a que não em ao
seu dispo o necessá io pa a a implemen ação dos p og amas.
A opinião dos p o esso es sob e a adequação das p opos as de a aliação e elou
uma g ande dispe são pelos á ios pon os da escala, nos di e en es indicado es: cla eza,
o ien ação, p og essão do aluno e exequibilidade.
No âmbi o da o mação p opo cionada, 78.1% conside am-na insu icien e e
54.4% a i ma que ela não pe mi iu ul apassa as di iculdades. Rela i amen e à o mação
no domínio das Ciências da Educação, as á eas que os p o esso es dizem e mais
necessidades são: a a aliação (51.5%), mé odos e écnicas de obse ação (33.3%) e
desen ol imen o cu icula (24.2%). São ambém ap esen adas necessidades de o mação
ao ní el de ce as ma é ias, como a Lu a e a Pa inagem.
Quan o à a iculação de con eúdos, a o alidade dos p o esso es mani es ou-se de
aco do com as inalidades do p og ama e a sua a iculação e ical, endo uma g ande
maio ia conco dado ambém com os obje i os (96.8%) e a iculação in e na (82.1%).
Inse ido no mesmo p oje o, o IIE (1991b) ealizou o mesmo es udo, ace ca do
p ocesso de expe imen ação dos no os p og amas a p o esso es do 7º ano de
escola idade. Dos 56 ques ioná ios adminis ados a p o esso es de EF só o am analisados
44.
A maio ia dos p o esso es conside ou que o p og ama da disciplina não e a
exequí el no empo p e is o (77.3%); no en an o, en endem que os p og amas es ão
adequados ao ní el e á io dos alunos (41.7%), bem como às necessidades dos alunos
(52.3%), e mani es am ambém opinião a o á el no que conce ne à adequação dos
p og amas e à o mação dos p o esso es (43.2%).
Quan o às componen es p og amá icas, a maio ia dos p o esso es (79.5%)
conside a, ela i amen e à cla eza dos obje i os p opos os nos no os p og amas, que
es es se encon a am cla amen e o mulados e que os obje i os p opos os nos no os
p og amas con ibuem de o ma impo an e pa a o ien a a sua p á ica pedagógica
(63.6%). No que conce ne à exequibilidade dos obje i os p opos os nos no os p og amas,
os p o esso es op a am pela espos a de ní el 3, o que indica que não êm uma posição
cla a quan o a es a ques ão.
A g ande maio ia dos p o esso es (81.8%) conside a ainda que não de em se
excluídos ou incluídos quaisque con eúdos nos no os p og amas.
20
Rela i amen e à me odologia de ensino, a maio ia dos p o esso es conside a
cla as as suges ões me odológicas p opos as (59.1%) e é da opinião que aquelas suges ões
são lhes ú eis na o ien ação da sua p á ica pedagógica (50%); no en an o as opiniões,
quan o à exequibilidade e le em algumas dú idas.
No que se e e e à opinião dos p o esso es ace ca dos a o es condicionan es da
consecução de suges ões me odológicas, os aspe os mais e e idos o am as ins alações
(68.3%), a al a de ecu sos inancei os (61.4%) e as ca a e ís icas especí icas dos alunos
(59.2%).
A maio ia dos p o esso es (84.1%) conside a e os ma e iais didá icos
necessá ios.
Pa a 43.2% dos p o esso es, as p opos as de a aliação suge idas no no o
p og ama não es ão cla amen e o muladas, conside ando-as globalmen e nega i as
(40.8%) ela i amen e à o ma como o ien am a p á ica pedagógica. Sob e a
exequibilidade das p opos as de a aliação, a maio ia dos p o esso es conside am-nas
pouco ou nada exequí eis.
Ao ní el dos ecu sos, 70.5% dos docen es inqui idos conside a que as escolas
não êm disponí eis os ma e iais necessá ios à implemen ação dos no os p og amas.
Quan o à o mação ecebida no âmbi o da e o ma cu icula , 77.3% conside ou-
a insu icien e, não endo pe mi ido ul apassa as di iculdades (54.5%). As necessidades
de o mação ao ní el das Ciências da Educação, incidi am nas á eas de a aliação e de
mé odos e écnicas de obse ação e da p óp ia disciplina, na á ea das a i idades
exp essi as (Dança) e ao ní el do planeamen o e ges ão dos p og amas. De um modo
ge al, os p o esso es conside am ainda não e ecebido apoio, po pa e de quaisque
o ganismos e ins i uições, em pa icula das ins i uições de ensino supe io .
Os au o es do es udo concluí am que os no os p og amas de EF in eg am aspe os
ino ado es, que na in eg ação de no as e di e si icadas ma é ias e com di e en es ní eis
de exigência, bem como na ealização de euniões in e escolas en ol idas na expe iência
de lançamen o dos no os p og amas. No en an o, a aplicação do p og ama é di icul ada
pela sua ex ensão e pela al a de condições ma e iais, ins alações e ecu sos nas escolas.
Alguns p o esso es ambém apon am a al a de p epa ação dos alunos no 1º ciclo como
a o limi a i o pa a o cump imen o dos p og amas nos anos/ciclos seguin es.
Na con inuidade do mesmo p oje o de a aliação da expe imen ação dos no os
p og amas, o IIE (1991c) ealizou um es udo no ano le i o de 1990/91 sob e as opiniões
dos p o esso es do 10º ano de escola idade e dos Conselhos Di e i os. No caso dos
21
p o esso es, o am aplicados ques ioná ios e en e is as, isando a ca a e ização
p o issional e pessoal dos inqui idos, as suas opiniões sob e aspe os ge ais e especí icos
(componen es p og amá icas, me odologias, a aliação) dos no os p og amas, os seus
pon os de is a em elação aos ecu sos, à o mação de p o esso es e os aspe os
ino ado es, polémicos, consensuais ou insa is a ó ios dos no os p og amas. Os inqué i os
aplicados aos Conselhos Di e i os p e endiam ca a e iza a escola em e mos da
modalidade de ensino p a icada (pa icula ou público), da localização geog á ica e da
população escola , sob e a su iciência/insu iciência das ins alações, equipamen os e
ecu sos humanos, sob e os p oje os exis en es na escola e sob e os aspe os conside ados
ele an es ao ní el da implemen ação da e o ma educa i a.
A maio ia dos p o esso es inqui idos (92%) não acha am o no o p og ama
exequí el, ha endo um consenso mode ado ela i amen e à adequação do p og ama ao
ní el e á io dos alunos, e à o mação dos p o esso es, sendo escassamen e posi i a quan o
à adequação às necessidades dos alunos. Quan o às componen es p og amá icas, os
p o esso es mani es a am opiniões bas an e posi i as sob e a o mulação dos obje i os
p og amá icos e sob e a capacidade des es o ien a em a p á ica pedagógica, sendo ainda
posi i a a opinião sob e a sua exequibilidade.
Todos os p o esso es inqui idos conco da am que os con eúdos p opos os no no o
p og ama se a iculam com as inalidades da disciplina no Ensino Secundá io, bem como
com os obje i os da mesma pa a o 10º ano. Conside a am, no en an o, não exis i
a iculação in e na en e os di e en es blocos emá icos do ano, que os con eúdos
p og amá icos de 10º ano es ão a iculados e icalmen e com os dos es an es anos e 75%
são da opinião que os alunos se encon am pouco p epa ados nas ma é ias de Dança,
Pa inagem e Jogos T adicionais.
Reconhecem que as suges ões me odológicas do p og ama es ão cla amen e
o muladas e o ien am a sua p á ica pedagógica; menos consensual é a opinião quan o à
exequibilidade das e e idas suges ões, pa a 76% dos docen es é possí el desen ol e as
suges ões me odológicas enunciadas, e apon am como a o es condicionan es da sua
aplicação as ca a e ís icas especí icas dos alunos e a al a de espaço/ins alações.
Pa a 52% dos docen es, os ma e iais didá icos à sua disposição são su icien es
pa a a implemen ação do no o p og ama. Como a o es condicionan es da u ilização
daqueles ma e iais são mencionados a al a de espaço/ins alações e a al a de ma e ial
especí ico.
22
Não hou e uma opinião de inida sob e se as p opos as de a aliação es ão
cla amen e o muladas no p og ama, se a o ecem a p og essão do aluno no domínio dos
conhecimen os e se são exequí eis.
Pa a 57% dos p o esso es, os ecu sos ma e iais disponibilizados o am
su icien es pa a a implemen ação do p og ama, assinalando a al a de espaços ex e io es
adequados, ídeos e algum ma e ial especí ico.
Foi e e ida a insu icien e o mação ecebida no âmbi o da Re o ma Cu icula e,
segundo 65% dos p o esso es, não pe mi iu ul apassa di iculdades, ha endo dú idas
ace ca da sua u ilidade e opo unidade. Mani es a am, ao ní el das Ciências da Educação,
ca ências de o mação ex ensi as a á ias á eas, embo a com maio ele o sob e
A aliação, Mé odos e Técnicas de Obse ação. A ní el da o mação especí ica apon am
a Dança, Jogos Popula es e Pa inagem como ma é ias de maio necessidade de o mação.
Cab al (1991) ealizou um es udo a a és de ques ioná io na egião da g ande
Lisboa jun o de 105 p o esso es de EF, ambém sob e es a emá ica, in es igando o g au
de conco dância dos p o esso es com os no os p og amas nacionais. Concluiu que os
p o esso es es a am de aco do com os no os p og amas, explicando essa conco dância
a a és de di e en es azões. A p imei a azão é associada à g ande necessidade de
eno ação sen ida pelos p o esso es. Um dos obje i os do es udo consis iu na sondagem
de opiniões dos p o esso es ace ca das condições de abalho e sob e udo sob e a
p og amação da EF, bem como a análise dos p og amas. Os p o esso es conside a am as
condições de abalho mui o insu icien es, ela i amen e às ins alações, ma e ial,
equipamen o e eduzida ca ga ho á ia em cada ciclo de escola idade. Foi ei a uma
compa ação en e as di e en es expec a i as dos p o esso es ace ao con eúdo dos no os
p og amas. Os p o esso es en endem que a o mação con ínua de e se semp e p e is a,
sob e udo quando há uma e o mulação dos p og amas.
Ne es (1995) elabo ou um es udo a 162 p o esso es de EF, no dis i o de A ei o,
com o obje i o de sabe quais as ep esen ações dos p o esso es de EF sob e os PNEF,
numa lógica de conhecimen o das suas c enças e p á icas de planeamen o e eladas. O
es udo conclui que:
- As inalidades da EF assumidas pelos p o esso es não es a am globalmen e em
oposição às explici adas nos p og amas, alo iza am a ca ego ia “Desen ol imen o das
Capacidades”, no en an o a ibuíam um signi icado eduzido às inalidades da EF,
associadas à ca ego ia “Saúde”;
23
- 93% dos p o esso es inqui idos disse conhece bem ou bas an e bem os PNEF,
jus i ica am o seu g au de conhecimen o a a és da capacidade de aplicação, domínio de
ques ões especí icas, uso nas a e as de planeamen o e pa icipação na sua elabo ação;
- Iden i ica am a omada de conhecimen o dos PNEF a a és do mo imen o
associa i o dos p o issionais e ia escola;
- 68% dos p o esso es conside a am que os PNEF es ão “Pa cialmen e
Adequados” ace à ealidade nacional da EF pelas seguin es azões: ausência de o mação
pedagógica e cien í ica dos p o esso es pe an e algumas ma é ias dos p og amas;
ausência ou insu icien es condições de p á ica da EF nas escolas, ao ní el dos ecu sos
ma e iais; ausência de EF, no cu ículo eal das escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico;
- 53.3% dos p o esso es disse aplica com egula idade os PNEF, apesa da
exis ência de mui os que e e em aplica algumas ezes;
- Sob e o g au de auxílio/ajuda dos p og amas na sua in e enção pedagógica, os
p o esso es coloca am em p imei o luga a ca ego ia “Bas an e” (49.4%), em segundo
luga , numa posição con adi ó ia su ge a ca ego ia “Reduzido” (34.6%);
- Quando ques ionados sob e o modelo de o ganização dos p og amas de EF, 42%
es e e de aco do, apesa de exis i em dú idas e di e enças nas jus i icações de opinião;
- 60.5% conside ou posi i o o con ibu o dos p og amas de EF na sua in e enção
pedagógica.
Viei a (2003) p ocu ou iden i ica e ca a e iza as o ien ações educacionais dos
p o esso es de EF, de aco do com as suas c enças educacionais, in e p e ação e a i ude
ace ao P og ama Nacional em igo . O es udo oi aplicado a 190 p o esso es de EF nas
escolas da g ande Lisboa, a a és de ques ioná io. A pa e in ensi a do es udo oi aplicada
a 12 p o esso es cons i uin es da amos a, pelo mé odo de en e is a, concluindo que:
- A gene alidade a i ma conco da o almen e com a exis ência dos PNEF,
pe mi indo uma o ien ação cla a do seu abalho;
- Me ade dos p o esso es a i mou conhece bem os p og amas, e só um dos
en e is ados e elou desconhecê-los;
- 7 dos 12 p o esso es en e is ados conside a am os p og amas adequados à
ealidade nacional e ajus ados às suas ealidades pessoais; 4 p o esso es, pelo con á io,
conside am o opos o, que os p og amas es ão desadequados da ealidade nacional e
desadap ados à ealidade pessoal; as azões ap esen adas pa a a desadequação dos PNEF,
enquad am-se na al a de ecu sos das escolas, na al a de o mação de alguns p o esso es
e na al a de p é- equisi os dos alunos.

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Solici ada a opinião dos p o esso es ace ca dos PNEF, o a amen o des a ques ão
oi di idida em subca ego ias: con ibu o dos P og amas, es u u a in e na, qualidade e
não conhecimen o dos P og amas. A úl ima ca ego ia é e e en e a um p o esso que disse
desconhece o con eúdo dos P og amas em po meno . Rela i amen e ao con ibu o dos
p og amas, oi mencionada a o mação de p o esso es, sob e udo as lacunas da Fo mação
Inicial (FI) e a necessidade de o mação con ínua po pa e dos p o esso es pa a que
possam cump i os p og amas. A quase o alidade dos p o esso es en e is ados elogiou
a o ganização e sis ema ização dos PNEF, conside ando-os um excelen e guia
p o issional e que ie am melho a a qualidade da EF nas escolas, no en an o,
necessi a am de cla i ica as o ien ações me odológicas exp essas nos p og amas.
O au o concluiu que a aplicação dos PNEF pode á es a comp ome ida, caso não
haja uma mudança de men alidade dos p o esso es, uma co e a a iculação e ical no
abalho desempenhado pelos p o esso es de anos e ciclos di e en es, caso as escolas não
enham a se ape echadas com os ecu sos necessá ios e, sem uma o mação de
Especialis as, no que diz espei o aos con eúdos menos dominados.
Gonçal es (2005) no seu es udo e e como uma das p incipais in enções e i ica
as di e enças na in e p e ação dos PNEF en e os Es agiá ios da Uni e sidade Lusó ona
e da Faculdade de Mo icidade Humana (FMH). A amos a oi de 8 Es agiá ios e 3
O ien ado es de cada uni e sidade e concluiu que a maio ia dos Es agiá ios de ambas as
uni e sidades e e conhecimen o dos PNEF ao longo da Fo mação Inicial, que aplicam
semp e os PNEF no planeamen o das suas a i idades le i as, apesa de e sido cons a ado
a iações nas espos as dos es agiá ios da FMH e da Uni e sidade Lusó ona. A maio ia
dos Es agiá ios da FMH disse aplica com egula idade os PNEF, enquan o a maio ia dos
Es agiá ios da Uni e sidade Lusó ona e e iu aplica semp e. As opiniões dos Es agiá ios
sob e o g au auxílio/ajuda dos PNEF na in e enção pedagógica di e em en e as duas
uni e sidades. Os Es agiá ios da FMH são da opinião que os PNEF êm uma g au de
auxílio/ajuda eduzido, enquan o os Es agiá ios da Uni e sidade Lusó ona são da opinião
que os PNEF auxiliam ‘bas an e’ na sua in e enção pedagógica. Os Es agiá ios da FMH
a ibuem-lhe a ca ego ia de ‘ eduzido’ po conside a em que os p og amas nacionais se
encon am inadequados à ealidade escola , e jus i icam essa inadequação pela al a de
ecu sos, p é- equisi os dos alunos ou al a de o mação em de e minadas á eas da EF.
Caldas (2012) ealizou um es udo a a és de en e is a, com o in ui o de
comp eende o pensamen o dos p o esso es ela i amen e à impo ância da disciplina de
EF no cu ículo do aluno, conhecimen o e aplicação dos PNEF e alo ização da á ea dos
25
conhecimen os. A amos a oi cons i uída po 9 p o esso es de Educação Físicas de uma
Escola do 3º ciclo do ensino básico e ensino secundá io na á ea de Lisboa. Os c i é ios
pa a a escolha da escola passou po não e Es ágio Pedagógico e não e p o esso es que
i essem pa icipado na cons ução e eo ganização dos PNEF.
A au o a concluiu que a maio ia dos p o esso es a i ma am conhece e aplica os
PNEF na sua p á ica pedagógica, conside ando que os p og amas os ajudam na sua p á ica
le i a, na medida em que es abelecem os obje i os e me as a alcança .
Os p o esso es en e is ados, em que a sua o mação inicial oi an e io ao pe íodo
da cons ução dos PNEF, ao se em ques ionados como adqui i am conhecimen o e
o mação nos PNEF esponde am, de o ma unânime, a a és de o mação con ínua,
abalho coope a i o e es udo pessoal. Rela i amen e ao g au de aplicação dos PNEF
e i icou que 5 dos 9 p o esso es en e is ados disse am que aplicam “F equen emen e”
os PNEF e 4 p o esso es a i ma am que os aplicam “Semp e”. As decisões do
Depa amen o de Educação Física (DEF) e os ecu sos ma e iais o am os a o es
ap esen ados que condiciona am a aplicação dos p og amas de EF. A maio ia dos
p o esso es conside a am que a disciplina de EF é impo an e e ob iga ó ia no cu ículo
e o mação dos alunos, sob e udo pelo seu con ibu o pa a a saúde e a o es associados a
um es ilo de ida a i o. Demons a am e di iculdades em elemb a em-se das
inalidades de EF desc i as nos PNEF, sendo que a ibuí am pouco alo à á ea dos
conhecimen os e alo iza am as á eas de a i idades ísicas e de ap idão ísica.
Todos os p o esso es de EF a i ma am sen i -se con ian es pa a leciona os
con eúdos ela i os à á ea dos conhecimen os con udo, a g ande maio ia op ou po e um
papel menos a i o no p ocesso ensino-ap endizagem dessa á ea, u ilizando ins umen os
de a aliação pa a o e ei o, como es es, ichas ou abalhos. A maio ia e e iu que o
conhecimen o necessá io pa a leciona a á ea dos conhecimen os oi adqui ido a a és de
o mação pessoal e 3 dos inqui idos e e i am, pa a além da o mação pessoal, adqui i am
ambém essas bases no deco e da o mação inicial. A au o a com es es esul ados
conclui que a o mação inicial não e e g ande in luência na p á ica pedagógica dos
p o esso es, como on e de conhecimen o pa a leciona a á ea dos conhecimen os.
A maio ia planea a leciona os con eúdos ela i os à á ea dos conhecimen os em
si uação de sala de aula, em aulas eó icas e 3 dos en e is ados o ganiza am o ensino da
á ea dos conhecimen os de o ma in eg ada em aula p á ica (in encionalmen e em
si uação de a i idade), eco endo às aulas eó icas, no caso das condições clima é icas
não pe mi issem ealiza a p á ica nos espaços ex e io es.
26
Alguns p o esso es no a o de a aliação alo iza am o empenho do aluno e
a ibuí am maio alo à capacidade e compe ência mo o a. As no mas de e e ência
es abelecidas pelo DEF a ibuíam pouco alo à á ea de conhecimen os e à á ea de ap idão
ísica. Segundo a au o a, as consequências das eg as do DEF da escola em es udo aziam
com que os alunos i essem êxi o a EF sem e ela sucesso nas á eas de conhecimen os
ou de ap idão ísica.
Apenas dois p o esso es se ap oxima am dos g andes obje i os da disciplina de
EF, de aco do com PNEF, indicando as condicionan es undamen ais pa a que os alunos
sejam isicamen e bem educados.
Ribei inha (2012) analisou os c i é ios de a aliação ela i os ao Ensino
Secundá io de odas as escolas (14) pe encen es à ede de es ágio do Mes ado em Ensino
da Educação Física nos Ensinos Básico e Secundá io da Uni e sidade Lusó ona, endo
como obje i os especí icos a análise e e i icação, po simulação, das possí eis
consequências e disc epâncias de no as dos alunos en e as di e sas escolas. A ecolha de
dados de 30 alunos e e en es à classi icação inal indi idual oi ei a numa única escola
e de o ma alea ó ia. O a amen o de dados oi ealizado a a és de análise es a ís ica
desc i i a, endo como e e ência os PNEF (PNEF e isão, 2001).
O au o cons a ou que apenas 8 escolas (57.14% da amos a) es abelecem os seus
c i é ios de a aliação com as no mas p esc i as nos PNEF, usando exclusi amen e as 3
á eas de a aliação e que 42,86% da amos a es abelecem as ês á eas de a aliação nos
seus c i é ios, mas adicionam uma á ea ela i a às a i udes e alo es ha endo assim, uma
dupla con abilização des a á ea, pelo ac o dos seus obje i os se em ans e sais na EF e
di e amen e a aliadas nos ní eis de especi icação e o ganização cu icula dos PNEF.
Apenas 28.57% da amos a cump e com as suges ões me odológicas dos PNEF,
ap esen ando a classi icação nas á eas de Conhecimen os e Ap idão Física como
Re ela/Não Re ela e Ap o/Não Ap o e 71.43% não cump e com as suges ões
me odológicas e ealizam um cálculo pe cen ual das di e en es á eas de a aliação
a ibuindo di e en es ponde ações en e si. Ao se conside ado um modelo de a aliação
po pe cen agens, o planeamen o ealizado al e ou-se quan o às p io idades que
necessi a am se assumidas (Conhecimen os e Ap idão Física) e que es ão cla amen e
iden i icadas nos PNEF de o ma a se cump i as inalidades da EF. A maio de u pação
oi encon ada na á ea de Ap idão Física, onde a no a é dada pela a ibuição de uma Zona
Saudá el de Ap idão Física, e um aluno que não se encon e nes a zona, pode ia ob e
uma pe cen agem que lhe ajuda ia no cálculo inal da no a, sem no en an o se saudá el.
27
Pa a a análise e e i icação dos c i é ios e no mas pa a o sucesso educa i o
e e en es aos PNEF o am elabo adas qua o ca ego ias: (1) Escolas que es abelecem
c i é ios e no mas de e e ência pa a o sucesso educa i o com ní eis in e io es aos
p esc i os nos PNEF; (2) Escolas que es abelecem c i é ios e no mas de e e ência pa a o
sucesso educa i o de aco do com os p esc i os nos PNEF; (3) Escolas que es abelecem
c i é ios e no mas de e e ência pa a o sucesso educa i o com ní eis supe io es aos
p esc i os nos PNEF; (4) Escolas que não es abelecem no mas de e e ência pa a o
sucesso educa i o.
Em 8 escolas, 57.15% da amos a de ine os seus pa âme os de sucesso nas
A i idades Físicas (AF) em ní eis in e io es aos p esc i os nos PNEF, e elando mais
uma incoe ência e desigualdade na a aliação dos alunos.
Na análise compa a i a en e a classi icação ob ida po um aluno, de escola pa a
escola e com o mesmo desempenho, oi encon ada uma disc epância acen uada na
a aliação do aluno de escola pa a escola. A disc epância pode ia chega aos 9 alo es
podendo assim o mesmo aluno alcança os obje i os com dis inção numa escola e não
ob e o sucesso educa i o em ou a escola in eg an e da ede de Es ágio. Essa disc epância
de eu-se a um conjun o de di e enças nos c i é ios de a aliação de escola pa a escola,
ais como: (1) di e ença na a ibuição das pe cen agens ela i as a cada á ea de a aliação,
(2) di e ença dos a o es de ponde ação na di e enciação en e os alo es dos pa ama es
da á ea das AF e (3) di e ença en e os ní eis e as compe ências solici adas pa a cada
pa ama de a aliação da á ea das AF.
Po o ma a conhece em a ealidade da aplicação dos PNEF em Ginás ica (Solo,
Apa elhos e Ac obá ica) e iden i ica as p incipais di iculdades sen idas na lecionação
pelos p o esso es, Gue ei o, Gue ei o & Leça (2013) elabo a am e aplica am um
ques ioná io isando ecolhe dados conducen es à ca a e ização da aplicação dos PNEF
em Ginás ica e de ini algumas ecomendações pa a a supe ação das di iculdades
iden i icadas. A amos a oi cons i uída po 87 p o esso es de Educação Física do 3º ciclo
do Ensino Básico e Ensino Secundá io de 14 escolas dos concelhos de Almada, Lisboa e
Cascais.
O es udo ap esen a a como obje i os de e mina quais os elemen os gímnicos
abo dados nas aulas pelos p o esso es, iden i ica os que ap esen am maio es di iculdades
de lecionação e de e mina quais as p incipais condicionan es na aplicação in eg al do
p og ama de ginás ica na escola. Nes e es udo, os p o esso es ambém o am
ques ionados quan o ao conhecimen o das condições de aplicação dos PNEF na escola
34
Rela i amen e à o ma como planeiam a ap esen ação de a e as, os p incipian es cen am
neles p óp ios as suas p eocupações, com exemplos e demons ações e p eocupações com
o discu so, enquan o os expe se ocalizam mais nas necessidades dos alunos. Re elam
mais p eocupação com os con eúdos de aco do com as necessidades dos alunos, ao passo
que os p incipian es es u u am os con eúdos em unção dos p og amas escola es ou das
unidades didá icas elabo adas pelo g upo de es ágio. Os p o esso es expe elabo am
con eúdos mais di e si icados, dis ibuídos e epe idos ao longo das aulas e os
p incipian es di idem os con eúdos pelas aulas, ou seja os con eúdos da p imei a aula,
dão-se po e minados no im da mesma, pa indo na aula seguin e pa a no os elemen os,
pa ecendo cada aula um compa imen o es anque.
No conjun o dos pensamen os e decisões didá icas, os p o esso es expe
alo izam mais os aspe os elacionados com os alunos e con eúdos de ensino, já os
p incipian es p eocupam-se p io i a iamen e com a sua p es ação du an e a aula. As
decisões de planeamen o que mais di e enciam es es dois g upos de docen es são as
decisões al e na i as, de di e enciação do ensino e as ela i as às dimensões ins ução e
ges ão, com maio equência nos expe .
Gou eia (2002) analisou a in luência dos pensamen os e decisões p é e in e a i as
e dos compo amen os in e a i os dos p o esso es nas opo unidades de p á ica dos
alunos, u ilizou como amos a ês p o esso es p incipian es e ês p o esso es
expe ien es, cons a ou que dois g upos de p o esso es e elam um pe il comple amen e
dis in o nos pensamen os e decisões p é-in e a i as. Os p o esso es mais expe ien es
alo izam essencialmen e as ca ac e ís icas dos alunos e em seguida um conjun o de
e lexões elacionadas com a ges ão da aula, obje i os e con eúdos. Os p o esso es
p incipian es des acam a ca ego ia con eúdos como p incipal p eocupação. Os
p o esso es expe ien es ap esen am um conjun o de p eocupações mais ab angen es,
e le indo um domínio ala gado de mais soluções de conceção e o ganização das si uações
de ensino. Em oposição os p incipian es pa ecem oma as suas decisões de planeamen o
com base num leque mais eduzido de p eocupações, assumindo, assim, um planeamen o
mais o mal e, p o a elmen e mais dis an e da ealidade.
Gomes (2004), na sua ese de inal de cu so, p ocu ou sabe quais os ní eis de
planeamen o p i ilegiados pelos p o esso es p incipian es e pelos p o esso es expe ien es
e as delibe ações que eles omam ela i amen e ao Planeamen o. O ní el de planeamen o
que os p o esso es p incipian es eco em com maio equência é o plano de aula (100%),
enquan o os p o esso es expe ien es é o plano anual (75%). Os p o esso es p incipian es

35
de ambos ciclos de ensino eco em com mais equência a odos os ní eis de
planeamen o, do que os p o esso es expe ien es (81%). Quando compa adas as
o ien ações p á icas que os p o esso es p incipian es e expe ien es êm em con a na sua
plani icação, cons a ou que não hou e di e enças signi ica i as.
Sa ai a (1998) es udou o p ocesso e lexi o do p o esso enquan o conjun o de
pensamen os e decisões que se p ocessam an es da in e enção na sala de aula (decisões
p é-in e a i as) e após a in e enção (decisões pós-in e a i as). Fo am es udadas as
decisões p é e pós in e a i as de 4 p o esso es p o issionalizados, sendo 2 especialis as
em Dança e 2 em Andebol. O es udo salien a que os p o esso es que dominam melho a
ma é ia a ensina endem a cen a a sua a enção num leque mais di e si icado de a o es,
su gindo cons an emen e e e idos os aspe os elacionados com a disciplina, ges ão,
ins ução e obje i os. Pelo con á io, nas a i idades menos dominadas, apenas as
ca ac e ís icas dos alunos me ecem a a enção simul ânea de odos os p o esso es. A
maio ia dos p o esso es é mais sele i o an es das aulas da a i idade que melho domina
e mais di uso nas a i idades que menos domina. O planeamen o da a i idade mais
dominada ende a assumi um ca ác e mais p é-ins u i o; na a i idade menos dominada
essal a uma dimensão mais a alia i a. Nas di e en es ases de planeamen o, o ní el de
domínio da ma é ia de ensino in luencia de o ma di e enciada os a o es de planeamen o
que os Especialis as conside am – di e en es conhecimen os e compe ências de
planeamen o pa ecem condiciona as decisões p é-in e a i as dos p o esso es.
Teixei a (2007) menciona que o p ocesso de es ágio ap esen a-se como um luga
p i ilegiado de a iculação da eo ia e da p á ica onde os p o esso es es agiá ios,
con on ados com a ealidade escola e com si uações de ince eza p ocu am u iliza os
conhecimen os base da o mação académica, colocando à p o a as suas c enças e
con icções. É nes a ase que o o mando, adqui e a cul u a p o issional da classe. A
unção dos supe iso es passa pela o ien ação do p ocesso de o mação, acili ando a
ap endizagem do es agiá io e e o çando a sua e lexão e a i ude c í ica pa a que es e
consiga encon a as suas p óp ias soluções no con ex o em que se inse e.
Del Villa (1993 ci . in Rami ez, 2002), a a és de es udo de caso, acompanhou 4
p o esso es ela i amen e à in luência do p og ama da o mação inicial de p o esso es de
EF nos di e en es aspe os didá icos. Os esul ados em o no do planeamen o o am os
seguin es:
- O planeamen o oi uma das ca ego ias emá icas que mais apa eceu na análise
quali a i a dos diá ios e en e is as dos p o esso es;
36
- O con olo dos alunos em cump i o empo de aula oi das p incipais
p eocupações e a enções dos p o esso es em o mação, es a p eocupação ai-se diluindo
à medida que o p o esso adqui e expe iência.
Faus ino (1997, ci . in Teixei a, 2007) en ou conhece a pe ceção sob e as
di iculdades numa si uação de p á ica pedagógica supe isionada de es udan es em
es ágio p o issional a a és do pensamen o dos o ien ado es, concluiu que 50% dos
o ien ado es si ua as di iculdades dos seus es agiá ios no que diz espei o ao
elacionamen o e con olo dos compo amen os na sala de aula e 40% dos o ien ado es
e i ica am bas an es di iculdades nos es agiá ios ao ní el da o ganização do ensino,
nomeadamen e na plani icação adequada aos alunos em e mos de con eúdos, es a égias
e obje i os. Também 40% dos o ien ado es e e em a al a de conhecimen o do con eúdo
em EF, nomeadamen e no que se e e e ao aspe o écnico das modalidades despo i as.
Na mesma linha do es udo an e io , Teixei a (2007) obje i ou sabe qual a
pe ceção de es agiá ios e o ien ado es sob e as p incipais di iculdades dos p imei os na
á ea da lecionação, ao longo dos ês pe íodos le i os, suas causas e o mas de esolução.
Ve i icou que, que na pe ceção dos es agiá ios, que na pe ceção dos o ien ado es, as
p incipais di iculdades na á ea da lecionação enquad am-se maio i a iamen e no âmbi o
do Planeamen o e da A aliação, no en an o, o am ainda e e idas di iculdades no âmbi o
das dimensões de in e enção pedagógica, ins ução, o ganização e clima. Nas
di iculdades elacionadas com o Planeamen o, os inqui idos conside a am bas an e mais
c í icas as di iculdades dos es agiá ios na elabo ação do plano anual, do que no
planeamen o das aulas ou das unidades de ensino. Conside a am ainda, que as
di iculdades são mais c í icas no p imei o e segundo pe íodos, sendo signi ica i amen e
menos mencionadas no e cei o pe íodo e as di iculdades no âmbi o da di e enciação do
ensino são signi ica i amen e mais c í icas no segundo pe íodo. Rela i amen e às azões
que es ão nas o igens das di iculdades mencionadas, as pe ceções de es agiá ios e
o ien ado es não são mui o di e en es quando apon am como p incipais causas das
di iculdades na lecionação a o es elacionados com a expe iência p o issional, os
conhecimen os dos es agiá ios, as ca ac e ís icas pessoais e a i ude, a o mação inicial e
a a aliação.
Almeida (2009), no seu es udo, obje i ou sabe na pe spe i a dos es agiá ios, dos
o ien ado es e dos supe iso es, quais os maio es p oblemas e p eocupações sen idos
pelos es agiá ios du an e o es ágio pedagógico. Como se ca ac e izam, em que momen os
oco em e que causas es ão na sua o igem. Após a análise desc i i a e compa a i a dos
37
esul ados ob idos, obse ou que não exis iu coe ência en e a pe ceção dos es agiá ios e
a pe ceção dos p o esso es coope an es e supe iso es. Os p incipais p oblemas
encon ados no âmbi o do Planeamen o si ua am-se ao ní el do planeamen o de aulas,
nomeadamen e na al a de conhecimen o do es agiá io: conhecimen o didá ico,
conhecimen o pedagógico/ges ão e o ganização do planeamen o e conhecimen o do
con ex o. Os p oblemas dos p o esso es es agiá ios cingem-se p incipalmen e a “aspe os
didá icos em oposição aos pessoais e o ganizacionais”, êm di iculdade em seleciona os
con eúdos e plani icam em unção de uma o mação especí ica. O ac o de os supe iso es
conside a em os p oblemas de Supe isão como os segundos maio es p oblemas pode á
e idencia a sua consciência quan o ao seu papel a desempenha jun o do es agiá io, não
só de apoio a ní el pessoal, mas ambém do conhecimen o e de compe ências didá icas,
nomeadamen e ao ní el da “plani icação, o ganização e ges ão das a i idades de ensino,
e de adap ação dos con eúdos aos alunos” (Vonk, 1993, ci . in Almeida, 2009). Na á ea
da O ganização e Ges ão do Ensino, os maio es p oblemas es i e am elacionados com a
al a de conhecimen o do es agiá io, nomeadamen e o conhecimen o didá ico e
pedagógico, es a al a de conhecimen o oi sen ida ao ní el do planeamen o de aulas, da
ins ução, da disciplina e da a aliação o ma i a. As p eocupações dos es agiá ios em
man e disciplina, aze planos de aulas simples e em adap a o plano de aula aos alunos,
con i ma am a má p epa ação do es agiá io, du an e a o mação inicial e o medo de alha .
O au o ambém concluiu que a iniciação à p á ica oi ma cada pela insegu ança e al a
de con iança dos es agiá ios. No en an o, à medida que a p á ica pedagógica se oi
desen olando a insegu ança oi diminuindo de ido ao empenhamen o do es agiá io e à
sua manei a de se , ao apoio dos o ien ado es, à pa ilha de sabe es e espí i o de
coope ação en e os es agiá ios, bem como às expe iências de o mação i idas na
p á ica.
À semelhança dos ou os es udos ap esen ados, as p eocupações dos es agiá ios
são di e en es das p eocupações dos p o esso es supe iso es e coope an es.
Pacheco (1995) ealizou um es udo longi udinal sob e o pensamen o e ação do
p o esso , de aluno a es agiá io e p o esso p incipian e, compa ando com as si uações de
o ien ado e p o esso com expe iência; escolheu como g upos disciplina es de e e ência
Le as, His ó ia e Ciências. Cons a ou que os p o esso es no p ocesso de plani icação
u iliza am os manuais da disciplina como p incipal on e de seleção de con eúdos e das
a i idades didá icas. Todos os p o esso es econhece am que o p o esso desempenha um
papel a i o no desen ol imen o do cu ículo, po que se o na mediado en e aquilo que
38
é ob igado a ensina , de e minado pelo p og ama e o ien ações me odológicas e aquilo
que ealmen e az na sala de aula. Todos alo iza am mais a plani icação de aula em
de imen o da plani icação da unidade de ensino. Independen emen e do g upo ou
si uação p o issional, a gene alidade dos p o esso es a ibuiu à plani icação uma unção
de o ien ação, de p e isão das a i idades a ealiza , de modo a que os alunos ap endam
melho . Depois dos con eúdos, é nas a i idades, es a égias de ap endizagem e ensino e
nos ma e iais que os p o esso es se cen am, quando es ão a plani ica . Rela i amen e à
plani icação anual e i icou-se que nem odos os p o esso es o aziam, dependia mui o
da escola e do g upo disciplina , em que es a am inse idos.
A in es igação ealizada po Rexêlo Ped o (2003) p ocu ou iden i ica os
conhecimen os e compe ências associadas à p epa ação da e apa inicial do ano le i o,
A aliação Inicial (AI). Fo am aplicados ques ioná ios a 169 es agiá ios da FMH e da
Uni e sidade Lusó ona e aos 28 espe i os o ien ado es. A análise dos esul ados
pe mi iu conclui que, na pe spe i a dos o ien ado es, os elemen os elacionados com a
o ganização do con ex o e dos alunos o am conside ados ulc ais pa a o planeamen o das
aulas desse pe íodo inicial. No caso dos es agiá ios da FMH, a si uação oi idên ica,
exce o pa a os es agiá ios da Uni e sidade Lusó ona, que passa am a conside a cen ais
os aspe os de inidos nos P o ocolos de AI. A maio ia dos es agiá ios assinalou que os
elemen os a conside a nos planos de aula da e apa AI e am os elemen os que es a am
de inidos nos p o ocolos de AI e as si uações de ap endizagem, em con apa ida, um
g ande núme o de o ien ado es conside ou os elemen os de ges ão/o ganização e ambém
as si uações de ap endizagem.
Gonçal es (2005) no seu es udo compa a i o das di e enças na in e p e ação dos
PNEF en e os Es agiá ios da Uni e sidade Lusó ona e da FMH, cons a ou que ao ní el
do planeamen o odas as escolas a que pe enciam os núcleos de es ágio da Uni e sidade
Lusó ona inham p o ocolo de a aliação inicial, o opos o se e i icou pa a as escolas onde
es agia am os alunos da FMH, ela i amen e à elabo ação de planos a ní el de u ma,
me ade dos P o esso es Es agiá ios a i mam elabo a planos anuais po e apas e planos
de unidade didá ica (UD)/unidade de ensino (UE) a ou a me ade diz ealiza planos
anuais po e apas, planos de UD/UE e planos de aula. Só um es agiá io da Uni e sidade
Lusó ona diz e elabo ado planos plu ianuais. Pa a a elabo ação dos seus planos a ní el
de u ma, os Es agiá ios da Uni e sidade Lusó ona êm, em p imei o luga , conside ação
pelos esul ados da A aliação Inicial, as capacidades dos alunos e o oulemen , os
Es agiá ios da FMH êm p imei o em conside ação os esul ados da A aliação Inicial, os
39
obje i os po ano dos PNEF e o oulemen . O planeamen o dos Es agiá ios da FMH,
embo a seja po e apas, não e e em as capacidades e necessidades dos alunos, como
p incipais p essupos os pa a a elabo ação dos seus planeamen os. Alguns Es agiá ios da
FMH disse am que na ealização dos seus planos ao ní el de u ma se basea am no
conhecimen o do O ien ado e dos es agiá ios do ano an e io , o que demons ou alguma
insegu ança e dú idas na ealização dos planeamen os. Todos os Es agiá ios e e i am
ado a o modelo de planeamen o po e apas. Os Es agiá ios Uni e sidade Lusó ona
jus i ica am a adoção des e modelo pelas ca ac e ís icas do planeamen o anual de u ma
po e apas e pelas o ien ações me odológicas dos PNEF, ap esen a am um discu so mais
p eocupado com a con inuidade e e olução das ap endizagens dos alunos, abalhando
em consonância com os PNEF, enquan o os Es agiá ios da FMH jus i ica am a escolha
do modelo ado ado pelas e e ências imp essas no Guia de Es ágio. Os Es agiá ios da
Uni e sidade Lusó ona cump i am os obje i os de odas as e apas, inclusi e da úl ima –
Re isão/Consolidação, a qual exige uma o ação po odos os espaços de aula de EF e
ealizam a e isão das ma é ias dadas, no im ou no início de cada e apa. Os Es agiá ios
da FMH dizem cump i os obje i os da úl ima e apa, mas o oulemen das escolas em que
leciona am não se coaduna a com as suges ões e e idas nas o ien ações me odológicas
dos PNEF. Es es Es agiá ios con undi am os obje i os des a e apa com a e isão das
ma é ias dadas que, segundo os PNEF, de em se ei as no inal de cada UD,
conside ando o pe íodo de é ias e o início das aulas.
Os P o esso es O ien ado es da FMH o am da opinião que os Es agiá ios chegam
ao Es ágio Pedagógico com as noções eó icas ela i amen e ao planeamen o, mas
ap esen am-se mais con usos e pe didos quando êm de coloca os seus conhecimen os
em p á ica, enquan o os o ien ado es dos Es agiá ios da Uni e sidade Lusó ona
conside am que es es sabem o que é um planeamen o Anual po E apas, quais os seus
obje i os e bene ícios, no en an o êm di iculdades em ope acionalizá-lo, coloca em
p á ica a o mulação dos obje i os e os alunos po ní eis. A maio ia dos g upos de EF
aos quais pe enciam os es agiá ios en e is ados planea am po Blocos, es e modelo oi
o menos e e ido pelos es agiá ios da Uni e sidade Lusó ona, em que os modelos de
planeamen o mais u ilizados o am o po e apas e o mis o. Os g upos de EF onde es ão
inse idos os Es agiá ios da FMH não ealiza am nenhuma con e ência cu icula e nem
p e endiam ealiza . Apenas dois es agiá ios da Uni e sidade Lusó ona dizem não e
ealizado. Me ade dos Es agiá ios incluiu no planeamen o a pe iodização do eino pa a
p omo e a ele ação das capacidades mo o as condicionais no Plano Anual de Tu ma po

40
E apas. A maio ia dos P o esso es O ien ado es da FMH sen iu algumas di iculdades em
o ien a o Planeamen o Anual dos seus es agiá ios, po E apas; só um P o esso
O ien ado da Uni e sidade Lusó ona disse e ido di iculdades. Foi ambém e i icado
nes e es udo que alguns g upos de EF êm g andes dú idas e di iculdades em aplica o
Planeamen o Anual po E apas, pois pa a mui os p o esso es passa de um planeamen o
po blocos pa a um planeamen o po e apas é algo mui o con uso, eó ico e com poucos
esul ados ao ní el do desen ol imen o das ap idões e capacidades dos alunos. Assim,
ealizam um planeamen o ap oximado aos dois modelos, o modelo “Mis o”.
Inácio e al. (2014) analisa am as di iculdades sen idas pelos es agiá ios de EF ao
ní el do Planeamen o Anual de Tu ma (PAT), na cons ução, es u u ação e a iculação
com os planos de e apa de ap endizagem. A amos a oi cons i uída po 4 p o esso es no
úl imo ano de mes ado em EF, na condição de es agiá ios, com o mação inicial ealizada
no mesmo es abelecimen o de ensino supe io , em di e en es escolas de Lisboa. Os
esul ados e idencia am que odos os es agiá ios i e am di iculdades com o
planeamen o, mais conc e amen e ao ní el da cons ução do Planeamen o Anual de
Tu ma, em diagnos ica e p ognos ica os ní eis dos alunos em In odução, Elemen a e
A ançado e na a aliação do desempenho. Concluí am ainda, que a al a de linhas
o ien ado as pa a a cons ução do PAT, publicadas ou p e iamen e lecionadas aos
es agiá ios suge em lacunas na o mação inicial de p o esso es.
Segundo Pe ei a (2000), o es udo da plani icação em indo a se um ema de
des aque po pa e dos in es igado es do ensino que se baseiam nos p incípios eó icos e
me odológicos do pa adigma dos p ocessos de pensamen o do p o esso . Uma das
ques ões que p eocupa os in es igado es nes a emá ica em sido e i ica se os
p o esso es ealizam o planeamen o.
Cla k & Yinge (1979b, ci . in Ne es, 1995), a pa i de um es udo de caso,
conside a am que o planeamen o não e a um p ocesso linea , mas cíclico, em que o
p o esso ajus a p og essi amen e a ideia, a imagem que az do desen ol imen o da sua
in e enção pedagógica. De aco do com es a pe spe i a, os au o es a ibuem ês
obje i os pa a o planeamen o: a) sa is aze as necessidades pessoais imedia as do
p o esso (diminui a sua ansiedade, da -lhe segu ança), b) o ganiza o en ol imen o
educa i o (de ini empos, espaços, seleciona ma e ial) e c) o ganiza as a i idades dos
alunos (in e enção do p o esso e a e olução na ap endizagem).
Knee (1986) ques ionou 128 p o esso es de EF, de ambos os sexos, expe ien es
e pouco expe ien es e de di e en es ní eis de ensino, ace ca das di e enças en e a eo ia
41
e a p á ica de ensino, incidindo a análise em ques ões do planeamen o, si uações de
ensino-ap endizagem u ilizadas e as écnicas de a aliação. Quan o ao planeamen o, 30%
a i mou aze um planeamen o esc i o; pa a a não o malização o am in oca as as
seguin es azões: 56% não julga necessá io, 19% conside a uma pe da de empo, 12%
indicou ou as azões, 6% não ac edi a na sua u ilidade e 3.7% conside a-se incapaz de o
ealiza . Ve i icou que as a e as de planeamen o mais u ilizadas o am o uso de
p og essões (85.94%), a análise de a e as (70.31%), a especi icação de obje i os
(60.94%) e a de e minação do ní el de en ada do aluno (55.47%); os p o esso es mais
expe ien es são os que ap esen am a maio pe cen agem de u ilização des es
p ocedimen os.
Ou os es udos êm p ocu ado e i ica qual o empo dedicado ao planeamen o,
Va s ala, Telama, Paukku e Heikina o-Johansson (1985, ci . in Pié on, 1999)
de e mina am o empo que os p o esso es dedicam ao planeamen o de di e en es ipos de
aulas. Os dados o am ob idos a a és de en e is as, ques ioná ios e obse ações em ês
ní eis de ensino, escola p imá ia, secundá ia e p o issional. O empo médio dedicado a
p epa ação oi de 15 minu os pa a as p o esso as e 9 minu os pa a os p o esso es. Es es
dados são excessi amen e baixos, endo em con a que a a e a de planeamen o é uma
a e a que ca ece de uma e lexão sob e as necessidades dos alunos e o mas de e olução.
Quan o mais empo o p o esso dedica ao jogo o mal meno é o empo dedicado ao
planeamen o. Uma e cei a sé ie de dados ob idos, median e desc ição das decisões de
planeamen o po obse ação quali a i a, po obse ação pa icipan e, po en e is as
o mais e in o mais, assim como po análise de documen os (quando exis em)
con i ma am, no essencial, os esul ados an e io es.
Cla k & Yinge (1979, ci . in Zabalza, 2000) ques iona am um conjun o de
p o esso es po que azão plani ica am, ag upa am as espos as em ês ipos de
ca ego ias:
- os que plani ica am pa a sa is aze as suas p óp ias necessidades pessoais
( eduzi a ansiedade e a ince eza que o seu abalho lhes c ia a, de ini uma o ien ação
que lhes desse con iança, segu ança, e c.);
- os que chama am plani icação à de e minação dos obje i os a alcança no e mo
do p ocesso de ins ução: que con eúdos de e iam se ap endidos pa a se sabe que
ma e iais de e iam se p epa ados e que a i idades e iam que se o ganizadas, que
dis ibuição do empo, e c.;
42
- os que chama am plani icação às es a égias de a uação du an e o p ocesso de
ins ução: qual a melho o ma de o ganiza os alunos, como começa as a i idades, que
ma cos de e e ência pa a a a aliação, e c..
F aile (1993 ci . in Rami ez, 2002) sondou, a a és de ques ioná io a 230
p o esso es da Comunidade de Cas illa-Léon com di e en es ní eis de expe iência, a
emá ica do planeamen o. Os c i é ios pa a planea , po o dem de impo ância o am os
seguin es: adap a o p og ama a pa i das necessidades dos alunos; adap a o p og ama
pa a o con ex o de abalho; p og ama em unção das aquisições dos alunos e ep oduzi
o p esc i o, es e úl imo é mais e e ido pelos p o esso es com mais idade. Os p incipais
obje i os pe seguidos nos planeamen os o am: desen ol imen o das capacidades ísicas;
conhece e domina as habilidades e des ezas; desen ol e a capacidade lúdico-
ec ea i a e desen ol e a exp essão e comunicação co po al. Os con eúdos apon ados
o am: habilidade/des eza e condição ísica, ambos com 31%, jogos e despo os com
27%, espaço e empo 7% e exp essão co po al com 5%. O con eúdo de condição ísica é
mais e e ido pelos p o esso es com mais idade (> 40 anos, 73%). Os es an es com idade
in e io aos 35 anos apon a am jogos e despo os, 71%.
Pa a Pe ei a (1999), os p o esso es planeiam, na sua maio ia, segundo o modelo
linea de Tyle , p i ilegiando a de inição de obje i os e u ilizando qua o ipos de
plani icação: anual, de pe íodo, de unidade didá ica e de aula. Des acam-se dois ipos de
azões subjacen es à elabo ação das plani icações em unção da expe iência de ensino.
Pa a os p o esso es expe ien es, a plani icação é necessá ia pa a es u u a a p og essão
de ap endizagem dos alunos; em oposição, os menos expe ien es, u ilizam a plani icação
como meio de o ien ação p opo cionado a de con iança e segu ança du an e o ensino. A
plani icação é sis emá ica, o mal e de alhada, con as ando com a plani icação men al da
aula e e uada po p o esso es expe ien es.
Em oposição ao es udos que dizem que os p o esso es p i ilegiam o modelo de
Tyle , ou as in es igações cons a am que os p o esso es de EF, endem a u iliza
es a égias de plani icação mais in o mais, cen ando-se mais nos con eúdos e nas
a i idades de ins ução, do que nos obje i os o mais (De ís, 1992; Pe ei a, 2000).
Placek (1984) es udou em p o undidade 4 p o esso es de di e en es ní eis de
ensino, in ensi amen e du an e duas semanas. O es udo e a e e en e ao Planeamen o
Anual e ao Plano de Aula, e os mé odos de in es igação u ilizados o am a obse ação,
en e is as e análise de documen os. Os esul ados indica am que os p o esso es
elabo a am planos pouco o mais, mais incisi os nas a i idades diá ias. Quan o à
43
o malização esc i a, cons a ou que 2 p o esso es não ealiza am planos de aula, apenas
ealiza am uma lis agem de a i idades ísicas pa a cada dia, um p o esso planea a no
mesmo dia e ou o uma semana an es. Os planos de aula e am ei os no caminho pa a a
escola, no aje o casa-escola ou no p óp io dia, imedia amen e an es da aula. Só um dos
4 p o esso es a i mou que dedica a uma ho a po dia a planea . O empo despendido po
es es p o esso es pa a planea e a mínimo. Os 4 p o esso es diziam aze planeamen o
anual, mas esse planeamen o apenas con inha decisões ela i as às ma é ias que iam
abo da du an e o ano le i o, di e indo nos planeamen os o empo que cada p o esso
dedica a a cada ma é ia e as ques ões o ganizacionais da aula. Todas as decisões de
planeamen o e am omadas an es de a escola começa . Pa a os p o esso es, o
compo amen o dos alunos cons i uía um a o de in luência de e minan e das decisões
de planeamen o.
Ne es (1995), no es udo sob e as p á icas desc i i as de planeamen o em EF,
concluiu que, ela i amen e à desc ição das p á icas de planeamen o a ní el de u ma, os
p o esso es e ela am indícios de pouca consis ência global na ealização des as a e as;
42.6% dos p o esso es e elou que ealiza a egula men e os planos de aula a ní el de
u ma e 41.37% algumas ezes; os p o esso es a i ma am ealiza sozinhos as a e as de
planeamen o, o que indica eduzida colegialidade no p ocesso de planeamen o;
ca a e iza am os seus dispêndios de empo semanal em a e as de planeamen o, a ní el
de u ma, maio i a iamen e, em alo es in e io es a ês ho as e meia. A análise global
dos esul ados ob idos no con ex o dos a o es in luenciado es das decisões de
planeamen o pe mi iu sabe que quando os p o esso es planeiam p eocupam-se
undamen almen e com as condições de ealização do ensino, com as ca a e ís icas dos
seus alunos e a o ma como ão in e i . Desc e em as suas p á icas de elabo ação de
planos de aula secunda izando, como a o es in luenciado es, os obje i os de
ap endizagem. Os mesmos conside am os a o es associados ao p og ama/con eúdo
mui o pouco in luenciado es das suas decisões na elabo ação de planos de aula. Na
desc ição das p á icas de elabo ação de planos de aula, a maio ia e e e que é algo em que
pensa e ealiza a a és de um documen o esc i o, com um núme o ainda signi ica i o de
p o esso es a decla a que é algo em que pensa, sem aduzi em documen o esc i o.
Masca enhas (1995) p ocu ou conhece as delibe ações pedagógicas que os
p o esso es oma am ela i amen e ao p ocesso de a aliação e planeamen o, no ensino
básico e secundá io. Os esul ados ob idos indica am que independen emen e do empo
de expe iência os p o esso es agiam de o ma semelhan e, con a iamen e aos esul ados
50
- o concei o de compe ência, conc e izando-se pela ap op iação das habilidades
mo o as e conhecimen os, na ele ação das capacidades do aluno e na o mação das
ap idões, a i udes e alo es, a a és da in eg ação dos á ios domínios (mo o , cogni i o
e socioa e i o);
- o concei o de a iculação e ical do cu ículo, pela ap esen ação de lis as de
compe ências, si uadas nas di isões empo ais (1º, 2º e 3º ciclos e ensino secundá io);
- o concei o de planeamen o po e apas, o ien ando os p ocessos que pe mi em
conc e iza os obje i os, incluídos nas o ien ações me odológicas, in oduzindo um ciclo
de a aliação inicial longo e de e minan e pa a o planeamen o.
Como e e imos no capí ulo da Re isão da Li e a u a, an es da publicação da
LBSE, em 1986, não exis iam planos cu icula es e e en es à disciplina de EF pe inen es
e de aco do com os p incípios cu icula es de a iculação e ical e ho izon al, bem como
não ha ia uma conceção uni o mizada sob e a EF. Sob e os p og amas da al u a, Ca ei o
da Cos a e al. (1987) conside a am que esses p og amas não cump iam as unções
eque idas pa a a a ualidade e mani es a am algumas lacunas que e a necessá io analisa
e co igi . Na análise da p oblemá ica dos PNEF no 1º CNEF - Cong esso Nacional de
Educação Física (1988, 39) a maio ia dos p o esso es conside ou que “a ausência de
p og amas escola es pa a a nossa disciplina impede a exis ência obje i a de um cu ículo
e ical es u u ado em EF”.
Os PNEF o am elabo ados no âmbi o da e o ma cu icula do sis ema Educa i o
e concebidos com o in ui o de concebe à Educação Física das c ianças e jo ens o
econhecimen o que ca ece, deixando de se is a como me a ca a se emocional,
animação ou o ien ação dos alunos mais do adas pa a a a i idade ísica (DGEBS, 1991).
Os esponsá eis pela e o ma educa i a e e i am que os p og amas cons i uíam,
eles p óp ios, p oje os em abe o, ep esen ando um desa io à pa icipação c í ica e
c ia i a de odos os in e enien es na ação educa i a (DGEBS, 1991).
Segundo Ne es (1995), quando su gem mudanças ao ní el cu icula “pondo em
equação uma isão do homem, da sociedade e da escola e po a as amen o, alo es,
ideias, p incípios e c enças, a complexidade da mudança ca ac e iza-se po uma ce a
nebulosidade, su icien emen e desa iado a de e lexão e es udo”.
De aco do com a CNAPEF (2002), os á ios modelos de planeamen o, de
cu ículos e de p og amas de o mação con ibuí am pa a a esis ência à aplicação dos
PNEF. Pelo ac o de mui as escolas não cump i em as O ien ações Me odológicas dos
PNEF, hou e uma e isão dos p og amas, incidindo nessas o ien ações, na especi icação

51
das ma é ias, composição cu icula , de inição da a aliação e c i é ios de sucesso,
incluindo ainda um plano de o mação adequado às no as o ien ações.
Nas O ien ações Me odológicas incluem-se os p incípios e as eg as a e em con a
nas es a égias e o ganização das a i idades pedagógicas (PNEF, 2001). Encon am-se
di ididas nos seguin es pon os:
- Condições de aplicação dos p og amas e de desen ol imen o da EF – decisões
de con ex o ao ní el do cu ículo dos alunos e dos ecu sos ( empo ais, ma e iais e
humanos);
- P oje o de EF das escolas (mais a de designado na legislação po P oje o
Cu icula de cada disciplina, com o in ui o de a icula o cu ículo dos alunos nos á ios
ciclos e escolas);
- Plano de Tu ma – p incípios de elabo ação do plano de u ma, o ganização ge al
do ano le i o e a dimensão ope acional do plano.
Todos es es pon os já o am e e idos no capí ulo da Re isão da Li e a u a.
O Plano de Tu ma de e á se o ganizado em e apas, ou seja, em pe íodos de empo
mais eduzidos, onde es as de em ap esen a ca ac e ís icas di e en es ao longo do ano
le i o, consoan e o pe cu so de ap endizagem dos alunos e as in enções dos p o esso es.
Es á implíci o nes e modelo de planeamen o, o p incípio da especi icidade, ou seja, cada
p o esso aplica as suas opções e es a égias pedagógicas, possibili ando que odos os
alunos ealizem as suas compe ências p io i á ias em cada ano de escola idade, po o ma
a p ossegui em em ní eis mais ape eiçoados, consoan e as suas possibilidades.
O obje i o do nosso es udo isa con ibui pa a o conhecimen o do p ocesso de
aplicação e in e p e ação dos PNEF, e i icando se os p o esso es e os es agiá ios
in e p e am as o ien ações me odológicas dos PNEF e se ealizam os Planos Anuais de
Tu ma po E apas.
Su gem-nos en ão as p imei as ques ões o ien ado as des e es udo:
- Os es agiá ios ealizam os Planeamen os de Tu ma po E apas? Fundamen am o
seu planeamen o endo como e e ência as o ien ações me odológicas dos PNEF?
-Qual a in luência dos p o esso es o ien ado es coope an es nas p á icas de
planeamen o dos es agiá ios?
Se a ase da o mação inicial é o pe íodo du an e o qual o u u o p o esso de EF
adqui e conhecimen os cien í icos e pedagógicos e as compe ências necessá ias pa a
en en a adequadamen e a ca ei a docen e, quando e mina a o mação inicial o
aluno/ u u o p o esso de e á se capaz de esponde às ques ões "o que ensina " e "como
52
ensina ", o nando-se assim num "especialis a no ensino da Educação Física" (Ca ei o
da Cos a e al., 1996).
O obje i o da supe isão passa pelo melho amen o da qualidade de in e enção
pedagógica do p o esso em o mação a a és de uma elação de ajuda, inda das
in e ações exis en es en e os in e enien es: p o esso es es udan es, p o esso es
coope an es e os supe iso es uni e si á ios. Segundo Ono e (1996), a supe isão oi
inicialmen e iden i icada como o p ocesso de inspeção ou a aliação da o ma como os
p o esso es cump iam pa a com a aplicação de modelos p é-de e minados de in e enção
pedagógica. Hoje é en endida como um p ocesso a pa i do qual o o mando de ine e
ape eiçoa o seu es ilo pessoal de es a na p o issão.
Pa a o mesmo au o , a supe isão é uma es a égia de o mação que implica uma
elação en e um p o esso com expe iência e um p o esso com menos expe iência ou
mesmo nenhuma. O p imei o ecolhe e analisa in o mações sob e as di iculdades do
segundo, aconselhando-o na adoção de es a égias que pe mi am ul apassa essas
mesmas di iculdades.
Os p o esso es o ien ado es coope an es são conside ados como agen es
socializado es em aspe os elacionados com in o mações, ideias e a aliações. A li e a u a
e ela-nos que es es p o esso es uncionam como modelos, em que os o mandos e êm
as suas a i idades e endem a abso e as suas jus i icações, em elação às a i idades que
conside am e icazes ou ine icazes (Albuque que, G aça e Januá io, 2004).
Os p o esso es o ien ado es coope an es ambém são conhecedo es das decisões
e insu iciências do g upo de EF, e de como essas decisões e insu iciências podem
in luencia as decisões de planeamen o dos p o esso es es agiá ios. Po es as azões
achamos pe inen e en e is a os p o esso es o ien ado es coope an es pa a conhece mos
com maio p ecisão os modelos de planeamen o igen es nos g upos de EF, dos quais
azem pa e os p o esso es es agiá ios en e is ados.
A impo ância da Fo mação Inicial eside na sua na u eza e qualidade,
de e minando as capacidades e compe ências adqui idas e in luenciando pe spe i as e o
desempenho do p o esso , seja no plano das elações pessoais, nos ocasionais
acon ecimen os da sala de aula, seja no plano ins i ucional e é ico (P oença, 1993).
Segundo Caná io (2001), o pe íodo de Fo mação Inicial é conside ado como o p imei o
momen o o e da socialização p o issional, o que conce ne às escolas de o mação uma
g ande esponsabilidade no p ocesso de p odução de iden idade p o issional.
53
O cu ículo dessas en idades de e se bem es u u ado, de o ma a escla ece
desde os p imei os anos do cu so os obje i os, as inalidades e conceções da Educação
Física e do que signi ica se um p o esso e um p o esso e icaz.
Pa a que um plano cu icula es eja bem es u u ado e á de ap esen a as
di e en es á eas do conhecimen o. Pa a Imbe nón (1989, ci . in Ono e, 1991) exis em
qua o con eúdos impo an es na o mação dos p o esso es: a componen e
psicopedagógica, onde es ão ep esen adas as á eas de undamen ação e me odológicas,
a componen e cien i ica elacionadas com a o mação nos con eúdos cu icula es, a
componen e cul u al que dá ên ase às a i udes de globalização e in e disciplina idade e a
componen e p á ica, onde se ealiza a ap oximação dos alunos ao con ex o eal da
a i idade p o issional.
O cu ículo é de inido e ealizado com o obje i o de pe mi i expe iências
signi ica i as, guiadas e di igidas pa a a ob enção de obje i os especí icos, e é o
ins umen o base do p ocesso educa i o. É o agen e a a és do qual os concei os eó icos
e ilosó icos são aduzidos numa conceção e e i a, que a e a á o p ocesso ins u i o
(Anna ino, Cowell, Hazn en, 1986).
Du an e a ase de ansição dos cu sos de o mação pa a a p á ica p o issional, as
a enções da p á ica de supe isão de e ão ecai na capacidade dos p o esso es
es agiá ios e e ua em a ans e ência de conhecimen os adqui idos na o mação inicial
pa a as si uações de p á ica p o issional. É nes a ase que su gem as maio es dú idas po
pa e dos p o esso es es agiá ios: como coloca em p á ica udo aquilo que oi ap endido
na o mação inicial?
Du an e a p á ica pedagógica o p o esso es agiá io de e á planea as si uações de
ensino em unção das ap endizagens e necessidades dos alunos, com base nas o ien ações
me odológicas dos PNEF.
Es e es udo, ambém obje i a pe cebe quais os conhecimen os ela i os aos
PNEF, mais conc e amen e em elação às o ien ações me odológicas e modelos de
planeamen o ansmi idos pelas Uni e sidades, e quais os conhecimen os que es es
p o esso es/alunos e i e am pa a melho es u u a os seus planeamen os.
Rela i amen e aos p o esso es de EF, ambém é nossa p eocupação desc e e os
p ocessos de in e ação e implemen ação dos PNEF e o ien ações me odológicas com as
omadas de decisão dos p o esso es, essencialmen e ao ní el p é-in e a i o, numa lógica
de conhecimen o das suas c enças e p á icas de planeamen o. Su gindo assim, ou as
ques ões o ien ado as des e es udo:
54
- Qual o g au de conhecimen o dos p o esso es de EF sob e os PNEF?
- Qual o g au de conco dância dos p o esso es de EF com as inalidades da EF
enunciadas nos PNEF?
- Quais as decisões omadas pelo g upo de EF, ao ní el da p á ica de Planeamen o?
- Que ipo de modelo de planeamen o é mais ado ado pelos p o esso es?
- Quais as maio es di iculdades encon adas na elabo ação do plano anual de
u ma?
- Quais as a e as de planeamen o ealizadas pelos p o esso es?
- Quais as p incipais medidas ou p ocessos de a iculação en e ciclos e escolas do
Ag upamen o em que os p o esso es lecionam?
Em sín ese, a cons ução do p oblema des e es udo e le e um conjun o de
p eocupações sen idas em o no das p á icas do Planeamen o Anual de Tu ma dos
p o esso es e es agiá ios e na aplicação, in e p e ação dos PNEF e espe i as o ien ações
me odológicas.
2. Obje i os do Es udo
No sen ido de cla i ica e esponde à p oblemá ica an e io men e o mulada, o
obje i o do nosso es udo isa con ibui pa a o conhecimen o do p ocesso de aplicação e
in e p e ação dos PNEF, e i icando se os p o esso es e os es agiá ios in e p e am as
O ien ações Me odológicas dos PNEF e se ealizam os Planos Anuais de Tu ma po
E apas.
A conc e ização des e es udo implicou a examinação das decisões de planeamen o
po pa e dos p o esso es e es agiá ios e, ainda, a iden i icação de a iá eis que possam
in e e i nos p ocessos de planeamen o - do Plano Anual de Tu ma po E apas, ais como:
a in luência e conhecimen o dos o ien ado es sob e os modelos de planeamen o, decisões
do g upo de EF e do Ag upamen o, e c..
Assim, são p eocupações do nosso es udo encon a espos as pa a o conjun o de
obje i os especí icos que passamos a ap esen a :
- Iden i ica o modelo de planeamen o u ilizado po p o esso es e es agiá ios dos
concelhos do Ba la en o Alga io;
- Compa a as in e p e ações de p o esso es e de es agiá ios ela i amen e às
o ien ações me odológicas de planeamen o dos PNEF;
55
- Ca ac e iza as opiniões dos p o esso es e es agiá ios ela i amen e aos
P og amas de Educação Física, ao ní el do g au de conhecimen o, g au de aplicação e
g au de conco dância.

56
CAPÍTULO III – MÉTODOS E PROCEDIMENTOS
Es e capí ulo em como p incipal obje i o ap esen a as opções me odológicas da in es igação,
a ca ac e ização da amos a, desc e e o ipo de en e is as e ques ioná io u ilizado, as suas
condições de aplicação e e e i os p ocedimen os u ilizados no a amen o dos dados.
Pa a a ealização des e es udo, a opção me odológica pa iu inicialmen e de uma
pesquisa quali a i a. A in es igação quali a i a possibili a ao in es igado em educação
um conhecimen o in ínseco aos p óp ios acon ecimen os, possibili ando-lhe uma melho
comp eensão do eal, com a subje i idade que es a á semp e p esen e, pela conexão do
igo e da obje i idade na ecolha, análise e in e p e ação dos dados.
A linha de in es igação quali a i a, segundo Pacheco (1995), disc imina ês
pa adigmas: mediacional cen ado no p o esso , mediacional cen ado no aluno e o
ecológico. O nosso es udo enquad a-se no pa adigma mediacional cen ado no p o esso ,
o qual se si ua no âmbi o do ensino. São analisados os p ocedimen os de plani icação
endo po base o p ocesso de omada de decisões a médio e a longo p azo, a
con ex ualização no seio da escola e ainda posições eó icas e conhecimen os de idos
pelos p o esso es sob e o planeamen o e sob e os PNEF.
Es e pa adigma, pa a a maio ia dos au o es é denominado po Pensamen o e Ação
do P o esso ou simplesmen e Pensamen o do P o esso . O nosso es udo obje i a
conhece o p ocesso de pensamen o dos p o esso es ao ní el das decisões de
planeamen o. Pa a Januá io (1996), es e p ocesso em sido de inido de duas o mas, numa
dimensão in e na, a “a i idade men al”, sendo es a o conjun o de p ocessos psíquicos
pelos quais o p o esso pe spe i a a ação docen e u u a como uma conjugação de ins,
meios e de condições e, numa segunda dimensão, de ca ac e mais ex e no, que se e e e
às es a égias didá icas, ou seja, aos a os e passos conc e os que o p o esso demons a
quando es á a planea . De aco do com es e pa adigma, se o oco é conhece os p ocessos
in e nos e acede à subje i idade desses compo amen os, não em sen ido aplica alguns
p ocedimen os es a ís icos des inados a alida os ins umen os u ilizados. As
p eocupações de alidade de em cen a -se na adequação e p o undidade das ques ões
aos p oblemas em discussão e na qualidade de in e p e ação e de explicação das
in enções, pe ceções ou decisões ealizadas pelos docen es
Exis em, em ge al, ês ipos de pesquisa cujas inalidades são di e en es:
explo a ó ia, desc i i a e expe imen al. A linha ge al que guia á o p esen e es udo se á a
57
pesquisa desc i i a, endo po base a abo dagem quali a i a e quan i a i a. Foi e e uada
uma pesquisa bibliog á ica, que cons i ui a pa e do e e encial eó ico da pesquisa
desc i i a, com in ui o de jun a in o mações e conhecimen os p é ios ace ca do
p oblema pa a o qual se p ocu a espos a (Locke & Law ence, 1989, ci . in Ped o, 2010).
U ilizámos ainda algumas ques ões de es udos an e io es, pe mi indo compa a esul ados
e u ilizando o po encial desc i i o e explica i o dessas ques ões e no a amen o das
espos as.
1. Desenho do Es udo
Es e es udo oi compos o po ês ases dis in as, com obje i os igualmen e
dis in os.
No Quad o 1 sin e izamos cada uma das ases, as suas amos as, mé odos de
colhei a de dados e obje i os.
Quad o 1
Desenho do Es udo
Fase do
Es udo
Amos a
Mé odo de
colhei a de
dados
Obje i os
1ª Fase
4 Núcleos de Es ágio,
8 Es agiá ios de EF
En e is a
ex ensi a
(semies u u ada)
Iden i ica o conhecimen o dos PNEF, o
planeamen o em EF e as in luências dos
o ien ado es no p ocesso de
planeamen o dos seus es agiá ios.
En e is a
in ensi a
(semies u u ada)
Recolhe in o mação complemen a ,
ace aos obje i os do nosso es udo.
4 P o esso es O ien ado es
Coope an es (POC)
En e is a
ex ensi a
(semies u u ada)
Iden i ica o conhecimen o dos PNEF, o
planeamen o em EF e as in luências dos
o ien ado es no p ocesso de
planeamen o dos seus es agiá ios.
2ª Fase
3 Especialis as Au o es dos
PNEF
En e is a
(semies u u ada)
Iden i ica as di iculdades dos
p o esso es na aplicação das o ien ações
me odológicas dos PNEF, decisões a
oma pelos g upos de EF e e en es ao
planeamen o numa a iculação e ical
en e as escolas do Ag upamen o e
ca ac e ização do Planeamen o Anual
po E apas.
3ª Fase
122 p o esso es de EF em
exe cício de unções, no ano
le i o de 2013/14, nos 17
Ag upamen os de escolas do
Ba la en o alga io
Ques ioná io
Recolha de dados ela i os à aplicação
das O ien ações Me odológicas dos
PNEF, p á icas de planeamen o e
decisões de a iculação cu icula .
58
2. 1ª Fase do Es udo
Na 1ª ase e com as En e is as 1 e 2 (Anexo 2 e 4), os obje i os p incipais o am
iden i ica o conhecimen o dos PNEF, o planeamen o em EF e a in luência dos
P o esso es O ien ado es Coope an es no p ocesso de planeamen o dos seus es agiá ios.
2.1. E apa Ex ensi a
2.1.1. Cons ução da En e is a
Pa a o desen ol imen o des e es udo oi elabo ada uma en e is a semies u u ada
pa a o g upo de p o esso es es agiá ios e ou a pa a o g upo dos p o esso es o ien ado es
coope an es. As en e is as o am cons uídas endo po base uma análise documen al dos
PNEF, do egulamen o de es ágio e da ese de mes ado de Gonçal es (2005).
O mé odo de en e is a ca ac e iza-se “po um con a o di e o en e o in es igado
e os seus in e locu o es e po uma aca di e i idade po pa e daquele” (Qui y &
Campenhoud , 1998, 192). Ângulo (1988, ci . in Anacle o, 2008) menciona a en e is a,
como écnica ins umen al das mais u ilizadas e espei adas na in es igação, po acili a
a descobe a do signi icado que pe manece implíci o no pensamen o dos p o esso es,
pe mi indo-nos comp eende as suas conceções da ealidade, o sen ido e o signi icado
que dão às suas ações. A en e is a es u u ada ambém pode á se conside ada
i ualmen e um ques ioná io adminis ado o almen e (Januá io 1996).
2.1.2. De inição do Modelo de En e is a
A en e is a semies u u ada pa a os Es agiá ios oi compos a po 3 g upos de
ques ões:
1) Ques ões ela i as à ca ac e ização pessoal do inqui ido (idade, géne o,
es agiá io de que uni e sidade, ipo de escola, ca ac e ís icas de ins alações de EF,
ca ac e ís icas dos ecu sos ma e iais, dimensão do g upo de EF, expe iências
despo i as, expe iências no ensino da a i idade ísica, mo i ação no ing esso da
licencia u a e clima/ elação p o issional);
2) Ques ões abe as e semiabe as de auscul ação de opinião e conhecimen o,
ace ca dos PNEF;
3) Ques ões abe as, semiabe as e echadas sob e o planeamen o em EF.
A en e is a semies u u ada pa a os P o esso es O ien ado es Coope an es oi
compos a po 4 g upos:
59
1) Ques ões ela i as à ca ac e ização pessoal do inqui ido (idade, géne o, escola
de o mação, o ien ado de que uni e sidade, ipo de escola, ca ac e ís icas de ins alações
de EF, ca ac e ís icas dos ecu sos ma e iais, dimensão do g upo de EF, clima/ elação
p o issional);
2) Ques ões abe as e echadas de auscul ação de opinião e conhecimen o, ace ca
dos PNEF;
3) Ques ões abe as, semiabe as e echadas sob e o planeamen o em EF e sua
aplicação no g upo de EF;
4) Ques ões abe as e echadas sob e o es ágio que es á a o ien a .
2.1.3. Condições de Realização das En e is as
O p esen e es udo ab angeu P o esso es O ien ado es Coope an es de es ágio em
EF e Es agiá ios de oda a egião do Alga e, em exe cício de unções no ano le i o de
2012/13. A en e is a oi ealizada a meio do 1º pe íodo.
Pa a que a ecolha de dados osse a mais iel possí el, aplicámos alguns
disposi i os:
I) An es da en e is a o am ealizadas con ac os ia email, com os o ien ado es
pa a da a conhece a na u eza do es udo;
II) Foi solici ada au o ização pa a g a a em áudio a en e is a;
III) A en e is a e a anónima, não se exigindo iden i icação do inqui ido;
IV) Foi solici ado que as espos as co espondessem a opiniões e p á icas eais
dos inqui idos (“pa a o êxi o do p esen e es udo mui o con ibui á a sua since idade, a
exa idão e o igo das suas espos as”);
V) No ex o in odu ó io do guião da en e is a e a salien ado que qualque
e e ência indi idual se ia ap esen ada sob o ma codi icada (“ odas as e e ências a
in o mações indi iduais se ão codi icadas”);
VI) Também no ex o in odu ó io oi ei a e e ência à con idencialidade da
en e is a (“se á ga an ida o al con idencialidade sob e o con eúdo das espos as, bem
como dos nomes dos p o esso es es agiá ios” e o ien ado es “e das escolas em que
lecionam”).
As en e is as o am ealizadas na p esença do au o do es udo, em ambien es
echados e semp e que o inqui ido não en endia a pe gun a, es a e a de no o colocada.
No inal de cada en e is a oi ealizado um es e de audição pa a e i ica a qualidade da
g a ação e qualidade da dicção do inqui ido.
66
Nes a e apa as en e is as de ini am-se em unção da análise das en e is as
ealizadas du an e a ase an e io , das obse ações ob idas du an e as idas às escolas e
aquando da ealização das en e is as. Fo am ealizadas a meio do 2º pe íodo, com o
obje i o dos en e is ados já es a em mais amilia izados com o p ocesso pedagógico.
Nes a ase as en e is as não ap esen am um guião p é-de inido, mas sim um
conjun o de pe gun as que se em de pon o de pa ida pa a a ob enção da espos a
desejada. Qui y & Campenhoud (1998, 192) são da opinião de que numa en e is a
semidi igida, ou semidi e i a,
“O in es igado dispõe de uma sé ie de pe gun as-guias, ela i amen e
abe as, a p opósi o das quais é impe a i o ecebe uma in o mação da pa e
do en e is ado (…) O in es igado es o ça -se-á simplesmen e po
eencaminha a en e is a pa a os obje i os cada ez que o en e is ado
deles se a as a e po coloca as pe gun as às quais o en e is ado não chega
po si p óp io no momen o mais ap op iado e de o ma ão na u al quan o
possí el.”
2.2.2. Cons ução do Modelo de En e is a
Cada en e is a oi cons uída po um núme o de ques ões de idamen e
p ees abelecidas, no en an o, e de aco do com as espos as que su gi am po pa e dos
en e is ados, es as a ia am ligei amen e no sen ido da ob enção da espos a desejada.
Conside ando que p e endíamos que os en e is ados cla i icassem as opiniões,
ações e in e p e ações dos PNEF no que diz espei o às O ien ações Me odológicas, e
p ocu amos ce i ica as espos as dadas pelos Es agiá ios e a in luência dos P o esso es
O ien ado es Coope an es, nos seus es agiá ios ela i amen e às decisões de planeamen o
e ambém cla i ica e ap o unda as suas espos as.
2.2.3. C i é ios de Seleção do Painel de En e is ados
Na seleção dos en e is ados i emos em con a a análise das en e is as da ase
an e io , e op amos po en e is a os Es agiá ios, pelo ac o de necessi a mos que es es
escla ecessem as suas opiniões ela i amen e às O ien ações Me odológicas dos PNEF.

67
2.2.4. Condições de Realização da En e is a
Após decisão de ealiza no a en e is a, os Es agiá ios o am po nós
con ac ados, no sen ido de con i ma a disponibilidade pa a a ealização das en e is as e
ma ca o momen o e o local pa a as suas ealizações.
Todos os en e is ados o am de idamen e in o mados dos obje i os da no a
en e is a, endo sido:
I) Solici ada au o ização pa a g a a em áudio a en e is a;
II) Dada a ga an ia de anonima o;
III) Explicado no amen e o obje i o do es udo e o obje i o des a segunda
en e is a;
IV) Explicado o ca ác e de eduzida in e enção du an e a en e is a, po pa e
do au o do es udo;
V) Realçado o ac o de se p e ende que os en e is ados se exp essem de o ma
mais na u al e li e as suas opiniões e undamen os;
VI) Explicado que os p o esso es não es a iam limi ados po empo.
As en e is as o am ealizadas, exclusi amen e, na p esença do au o do es udo.
Semp e que as espos as dadas pelo p o esso en e is ado não es a am de aco do com os
nossos obje i os, os en e is ados e am econduzidos ao obje o das ques ões p incipais
a a és de ques ões de con olo. Es as ques ões su gem da necessidade de ap o unda as
espos as dadas pelos en e is ados, con a iando espos as agas e menos cen adas no
obje o de es udo das ques ões iniciais.
As pe gun as do guião o am e o muladas, semp e que achamos necessá io ou
quando nos oi solici ado pelos p óp ios en e is ados. No inal de cada en e is a e a
ealizado um es e de audição pa a e i ica a qualidade da g a ação e qualidade da dicção
do inqui ido.
2.2.5. C i é ios de T ansc ição da En e is a
No p ocesso de ansc ição da en e is a oi nossa p eocupação não só ansc e e
a o alidade da in o mação, mas ambém a o ma como as exp essões, as pausas,
epe ições e edundâncias, os desaba os e manei ismos, uma ez que, segundo Ba din
(1977, 174):
A ansc ição endo po im uma análise de enunciação de e conse a o
máximo de in o mação an o linguís ica ( egis o da o alidade dos
signi ican es) como pa a-linguís ica (ano ações de silencio, onoma opeias,
68
pe u bações de ala e de aspe os emocionais ais como o iso, o om i ónico,
e c..
As en e is as o am nume adas de 1 a 8 e ansc i as de aco do com es es
equisi os.
2.2.6. T a amen o dos Dados
Pa a o a amen o dos dados das en e is as, da e apa in ensi a, p ocedemos a uma
análise de con eúdo, iden i icamos as opiniões con luen es e di e gen es e de inimos
dimensões de ca ego ização das espos as dadas. Es e mé odo adequa-se à análise de
ques ões abe as e semiabe as, como as que u ilizamos na nossa en e is a.
Foi ido em con a a me odologia aconselhada po Ba din (1977), a qual di e encia
a análise de con eúdos em ês ases: a p é-análise: a explo ação do ma e ial e o a amen o
dos esul ados, a in e ência e a in e p e ação.
3. 2ª Fase do Es udo
Na 2ª ase, com a En e is a 3 (Anexo 6), os obje i os p incipais o am iden i ica
as di iculdades dos p o esso es na aplicação das O ien ações Me odológicas dos PNEF,
decisões a oma pelos g upos de EF e e en es ao planeamen o numa a iculação e ical
en e escolas do mesmo ag upamen o e ca ac e ização do Planeamen o Anual po E apas.
Fo am en e is ados ês Especialis as / Au o es dos PNEF.
3.1. En e is a aos Especialis as /Au o es dos PNEF
3.1.1. Cons ução da En e is a
Pa a o desen ol imen o des e es udo oi elabo ada uma en e is a semies u u ada
pa a os au o es dos PNEF. As en e is as o am cons uídas endo po base uma análise
documen al dos PNEF.
3.1.2 De inição do Modelo de En e is a
A en e is a semies u u ada oi compos a po 3 g upos de ques ões:
1) Ques ões ela i as aplicação das O ien ações Me odológicas dos PNEF;
2) Ques ões ela i as ao Planeamen o Plu ianual e A iculação Ve ical;
3) Ques ões ela i as ao Planeamen o Anual po E apas.
69
3.1.3. Amos a
A amos a des a segunda ase oi de con eniência. Os ês en e is ados são
docen es de longa ca ei a, au o es dos PNEF e de enome na á ea da Educação Física em
Po ugal, e es e cons i ui-se como um c i é io de inclusão no es udo. Dois dos docen es
lecionam Educação Física em Escolas de Re e ência da zona de Lisboa e um é docen e
da Uni e sidade Lusó ona. Os P o esso es en e is ados o am Jo ge Mi a e Lídia de
Ca alho (Escola Secundá ia de Ben ica) e Luís Bom (Coo denado da equipa que
ealizou o Reajus amen o dos PNEF, 2001).
3.1.4. Condições de Realização da En e is a e C i é ios de T ansc ição da
En e is a
Nes a ase do es udo o am e e uadas ês en e is as semies u u adas. Es e ipo
de en e is a ca ac e iza-se pela exis ência de um guião p e iamen e p epa ado que se e
de eixo o ien ado ao desen ol imen o da en e is a, p ocu a ga an i que os di e sos
pa icipan es espondam às mesmas ques ões, combina pe gun as echadas e abe as, não
exige uma o dem ígida das ques ões, o desen ol imen o da en e is a ai-se adap ando
aos en e is ados, pe mi e um a amen o mais sis emá ico dos dados e a in odução de
no as ques ões, se necessá io. Depois de e e uadas as en e is as oi ealizada a
ansc ição, seguindo-se a análise dos seus con eúdos. Pos e io men e oi elabo ado um
capí ulo, de aco do com os es emunhos dos en e is ados, sob e a me odologia de
elabo ação e ca ac e ís icas de um Planeamen o Anual po E apas.
4. 3ª Fase do Es udo
Na 3ª ase, com o ques ioná io (Anexo 9) obje i amos a ecolha de dados
ela i amen e a decisões e a p á icas de planeamen o a ní el de u ma e de escola, dos
p o esso es de Educação Física, a leciona no Ba la en o Alga io.
4.1. Ques ioná io
Segundo Fo in (1999, 188), um ques ioná io “ ep esen a oda a a i idade de
in es igação no decu so da qual são colhidos dados jun o de uma população ou po ções
des a a im de examina as a i udes, opiniões, c enças ou compo amen os des a
população.” É uma écnica que consis e numa in e ogação sis emá ica de um conjun o
de indi íduos, ep esen a i os de uma população, com o obje i o de p ocede a
in e ências e gene alizações. Pe mi e-nos acede a um ele ado núme o de in o mações
70
sob e os inqui idos, ais como a si uação social, p o issional, as suas opiniões, a i udes
em elação a opções, expe a i as, ní el de conhecimen o de um conhecimen o ou
p oblema, ou ainda sob e ou o assun o de in e esse do in es igado . Ap esen a algumas
an agens sob e ou as écnicas de in es igação, nomeadamen e o anonima o da amos a
e o ac o de se uma écnica ocacionada pa a es udos de g ande escala. No en an o,
ambém lhe são conhecidas limi ações, ais como e en ual subje i idade, não cobe u a
o al da ques ão em análise e o ac o de a e acidade não se e iden e ou ga an ida (Qui y
& Campenhoud , 1998).
Em i ude da inexis ência de um ins umen o de pesquisa di ecionado pa a as
in enções des e es udo, oi necessá ia a cons ução de um ques ioná io com base em
lei u as elacionadas com a emá ica, bem como na opinião de 4 especialis as
(in es igado es cien í ica e me odologicamen e p epa ados) do obje o em es udo, pa a
consul a das suas opiniões e alidação. Des e p ocedimen o, e com base nas suges ões
ecebidas, esul ou a e são inal e de ini i a do ques ioná io.
De ido ao ca ác e desc i i o da pesquisa o am u ilizadas ques ões echadas, em
que o inqui ido, de aco do com as al e na i as de espos a, elege a que melho
co esponde à sua opinião, e ques ões abe as em que é dada libe dade ao inqui ido de
u iliza as suas p óp ias pala as pa a o nece in o mações que en ende como
pe inen es. Após ag upamen o em ca ego ias u ilizá eis como opção de espos a, pe mi e
a análise de con eúdo.
4.2. Es u u a do Ques ioná io
O ques ioná io ap esen a uma o denação lógica das ques ões, po o ma a
possibili a aos inqui idos segui uma linha de aciocínio con ínua.
Es u u almen e é cons i uído po ês pa es, con endo ques ões do ipo echado,
abe o e mis as, com uma no a in odu ó ia que ap esen a o ema, os obje i os p e endidos
e se apela ao ca ác e e à a i ude p o issional dos inqui idos em elação ao seu
p eenchimen o, bem como se o e ece a ga an ia do anonima o, con idencialidade e da
u ilização dos dados ecolhidos apenas, pa a ins es a ís icos.
Numa p imei a pa e ecolheu-se in o mações sob e os dados pessoais dos
inqui idos, solici ando-lhes que assinalassem o géne o, idade, anos de se iço, g au
académico mais ele ado concluído, ipo de escola, anos de escola idade em que
leciona am, dimensão do g upo de EF e ano de conclusão da licencia u a.
71
1- To almen e Insa is ei o 2- Insa is ei o 3- Nem Insa is ei o/Nem Sa is ei o
4- Sa is ei o 5- To almen e Sa is ei o Não enho OpiniãO- NT Opinião
Na segunda pa e, cons i uída po pe gun as de ca ac e ís icas mais echadas,
p ocedeu-se à ca ac e ização da sa is ação da unção como p o esso . As ques ões es ão
alinhadas em 10 a i mações, cons i uem a o es de Sa is ação ou Insa is ação na Ca ei a
Docen e.
U ilizamos pa a esse e ei o, a escala de Like com 5 ní eis possí eis e uma opção,
pa a a(s) si uação(ões) onde o p o esso mani es a não e opinião, aplicada po Al es
(2006), cujo o obje i o oi es uda a “Sa is ação e Insa is ação p o issional nos
p o esso es e ca ac e ís icas da população escola ”.
Es es a o es encon am-se ag upados em 4 dimensões: pessoal e elacional,
pedagógica, ins i ucional e social. Pa a cada uma des as dimensões ap esen a emos um
quad o esumo, no qual exis e uma co espondência en e os núme os da coluna e a o dem
dos a o es dis ibuídos na 2ª pa e do ques ioná io.
Os a o es que in eg am a 1ª dimensão e e em-se à na u eza elacional de que se
e es e a unção docen e e às pe ceções indi iduais, ela i as às in e p e ações das
elações e da o ma como cada um age e in e age com o uni e so que o odeia.
Quad o 8
Fa o es Associados à Dimensão de Na u eza Pessoal e Relacional
Nº no ques ioná io
Fa o es Associados à Dimensão de Na u eza Pessoal e Relacional
1
2
3
4
5
Clima e ambien e de abalho na escola.
G au de ealização p o issional.
Relação p o issional com os colegas de g upo.
Relação p o issional com os alunos.
T abalha em equipa.
Conside amos na 2ª dimensão os a o es passí eis de elacionamen o com a
sa is ação/insa is ação: condições de abalho, condições o ganizacionais e ma e iais.

72
Quad o 9
Fa o es Associados à Dimensão de Na u eza Pedagógica
Nº no ques ioná io
Fa o es Associados à Dimensão de Na u eza Pedagógica
6
7
8
9
10
Condições das ins alações disponí eis (condições ísicas) na sua escola.
Ma e ial didá ico a u iliza na dinamização das suas aulas (qualidade e
quan idade).
P og ama (s) de inido (s) pa a a disciplina que leciona.
C i é ios de a aliação da disciplina.
O ganização da disciplina.
Na 3ª dimensão apenas ques ionamos sob e a sa is ação/insa is ação da Fo mação
Con ínua (ques ão11).
A ques ão social em um peso signi ica i o na ida de qualque indi íduo,
ela i amen e aos p o esso es, conside amos impo an e inclui uma ques ão do S a us e
da o ma como o mesmo é en endido e a aliado pelos p o esso es: Modo como a
sociedade alo iza a p o issão (ques ão12).
A e cei a pa e do ques ioná io, que cons i ui o ce ne do es udo, isa a conhece
a opinião dos esponden es sob e um conjun o ala gado de emas elacionados com a
a i idade p o issional, cen ados em duas e en es undamen ais: a p imei a elacionada
com os PNEF e a segunda com aspe os que se p endem com o Planeamen o em EF.
A p imei a e en e oi cons i uída po cinco ques ões do ipo echado sob e o
conhecimen o e e i o dos PNEF, p ocu ando ob e in o mações especí icas cen adas nas
seguin es á eas emá icas: (I) á eas de ex ensão da EF; (II) acesso ao conhecimen o dos
PNEF; (III) se possuem os PNEF; (IV) quais os PNEF que possuem, que ciclos; (V)
aplicação e u ilização dos PNEF; conhecimen o e conco dância das inalidades da EF; se
êm como e e ência os obje i os ge ais e a especi icação das ma é ias nuclea es e
al e na i as pa a o g au de ensino que lecionam; ope acionalização da a aliação da á ea
da a i idades ísicas nos ní eis in odu ó io, elemen a e a ançado e á eas de a aliação
da EF.
A segunda e en e, que compõe a qua a pa e do ques ioná io oi cons i uída po
in e e duas ques ões do ipo echado e duas do ipo abe o, sob e as p á icas de
Planeamen o em Educação Física, dos inqui idos e espe i o G upo de EF a que
pe encem. Nas ques ões do ipo echado, os esponden es assinala am com uma c uz a
espos a que melho aduzia a sua p á ica de Planeamen o. As ques ões abo da am: (I)
elabo ação do P oje o Cu icula de EF; (II) de inição em g upo, das ma é ias nuclea es
e al e na i as; (III) decisões da dis ibuição das sessões semanais de EF; (IV) ipo de
73
o ação das ins alações; (V) decisões no sen ido de o na os espaços de aula o mais
poli alen es possí el; (VI) ap esen ação de p opos as, po pa e do GEF, de o mação a
inclui no plano de o mação da escola; (VII) exis ência de momen os de o mação
ecíp oca den o do GEF; (VIIII) p epa ação de planos a ní el de u mas, que ipo de
planos, e se em g upo ou isoladamen e; (IX) decisões con idas nos Planos Plu ianuais;
(X) ipo de Planeamen o Anual ado ado; (XI) modelo de planeamen o mais ado ado pelo
GEF; (XII) maio es di iculdades encon adas na elabo ação do Plano Anual de Tu ma;
nes a ques ão pedimos aos inqui idos que assinalassem 3 i ens; (XIII) se a o ação de
ins alações pe mi e o cump imen o dos obje i os da p imei a e apa (AI); (XIV) u ilização
dos obje i os especí icos das á eas e ma é ias nuclea es e al e na i as como obje i os
e minais de ano; (XV) a e as de planeamen o: decisões ao ní el do cu ículo de EF;
elabo ação do p o ocolo de AI; de inição de obje i os especí icos po ano de escola idade
e de inição/o ganização ge al do ano le i o po e apas; (XVI) lecionação
maio i a iamen e de aulas poli emá icas, nas aulas de um empo le i o; (XVII) lecionação
maio i a iamen e de aulas poli emá icas, nas aulas de dois empos le i os; (XVIII) a o es
que in luenciam as decisões na elabo ação dos Planos Anuais de Tu ma; nes a ques ão
pedimos aos inqui idos a indicação de ês 3 a o es que in luencia am de o ma
de e minan e as suas decisões na elabo ação dos PAT; (XIX) Aplicação da ba e ia de
es es Fi nessg am e de que o ma; (XX) e isão de ma é ias lecionadas no planeamen o
e de que o ma, de que o ma oi ques ionado po uma ques ão do ipo abe a; (XXI)
exis ência do P o ocolo de AI, de inido pelo GEF e de que o ma é ealizada a AI; (XXII)
exis ência e egula idade das Con e ências Cu icula es em GEF.
As duas ques ões do ipo abe o (XXIII) o am e e en es a a iculações
cu icula es en e ciclos, ela i amen e à EF, indicando as duas p incipais medidas ou
p ocessos de a iculação e ical e a a iculações cu icula es en e escolas do
ag upamen o (XXIV), indicando as duas p incipais medidas ou p ocessos de a iculação
e ical.
4.3. Recolha de Dados
4.3.1. Reg as de Aplicação
Segundo Fo in (1999), um ques ioná io ap esen a como des an agens a
possibilidade de acas axas de espos a e axa ele ada de dados em al a. Conscien es
das limi ações des e ipo de ecolha de in o mação, desen ol emos algumas es a égias
74
que, de alguma o ma, pudessem eduzi as des an agens do ques ioná io. Fo am assim,
ado ados os seguin es p ocedimen os:
I) O ques ioná io e a anónimo, não se exigindo iden i icação do inqui ido;
II) E a solici ado que as espos as co espondessem a opiniões eais dos inqui idos
(“Pa a o êxi o do p esen e es udo mui o con ibui á a sua since idade, a exa idão e o igo
das suas espos as”- do ex o in odu ó io ao ques ioná io);
III) Na no a explica i a oi salien ado que qualque e e ência indi idual, a su gi ,
se ia con idencial (“Todas as e e ências a in o mações indi iduais se ão codi icadas,
ga an indo a sua con idencialidade”- do ex o in odu ó io ao ques ioná io).
4.3.2. Dis ibuição dos Ques ioná ios
Com a in enção de ealiza uma ecolha de in o mação ex ensi a en ol endo o
maio núme o de inqui idos, p ocedemos às seguin es o mas de dis ibuição:
I) En ega de ques ioná ios em cada escola, de aco do com o núme o de
p o esso es do GEF;
II) En ega de um en elope com os espe i os ques ioná ios, po cada escola;
III) Con ac o pessoal com o Coo denado do GEF;
IV) Realização em odas as escolas con ac adas de uma b e e explicação sob e o
âmbi o e ca ac e do p esen e es udo, ealçando a impo ância da adesão dos p o esso es
de EF, a a és da espos a ao ques ioná io.
4.3.3. Recolha dos Ques ioná ios
A ecolha deco eu da seguin e o ma:
I) Todos os ques ioná ios o am ecebidos den o do espe i o en elope;
II) A o ma de ecolha, po ques ões de ope acionalidade e economia de empo,
oi ealizada de duas o mas:
a) en ega pessoal do Coo denado do GEF ao au o do es udo;
b) en ega a a és de ou os p o esso es de EF ao au o do es udo;
III) Realizou-se o con ole e egis o do núme o de ques ioná ios ecebidos po
Ag upamen o (ou Escola não ag upada);
IV) Regis ou-se o Ag upamen o (ou Escola não ag upada) de o igem de cada
ques ioná io;
V) Regis ou-se, de aco do com a o dem de ecolha, o núme o do p o esso do
espe i o Ag upamen o (ou Escola não ag upada).
75
4.4. Ca ac e ização da Amos a
A amos a oi cons i uída po 122 p o esso es de EF em exe cício de unções no
ano le i o de 2013/14, nos 17 Ag upamen os de Escolas do Ba la en o Alga io. A
amos a ca ac e iza-se quan o ao Géne o, Idade, Anos de Se iço, G au Académico, Tipo
de Escola, Anos de Se iço, Dimensão do GEF e Ano de Conclusão da Licencia u a.
4.4.1. Géne o
Quad o 10
Dis ibuição dos P o esso es po géne o
Géne o
NI
Pe cen agem %
Masculino
79
64.8 %
Feminino
43
35.2%
Ve i icamos que do g upo de 122 p o esso es de EF inqui idos, a maio ia (64.8%)
é cons i uído po indi íduos do sexo masculino.
4.4.2. Idade
Quad o 11
Dis ibuição E á ia dos P o esso es
Classe E á ia
NI
Pe cen agem %
20-30 Anos
1
0.8 %
31-40 Anos
52
42.6%
41-50 Anos
47
38.5%
51-60 Anos
22
18%
Ce ca de 42.6% dos p o esso es inqui idos (52), si ua-se na classe e á ia en e os
31 e 40 anos, seguindo-se da ca ego ia dos 41 aos 50 anos (38.5%).
Pa a a ca ac e ização dos inqui idos, ace à idade, oi es u u ada um núme o de
classes, in e alos e limi es supe io es e in e io es, de aco do com as ca ac e ís icas do
nosso g upo de inqui idos.
82
A maio ia dos Es agiá ios conside a a elação p o issional com o GEF “Boa”
(75%), apenas um Es agiá io conside ou “Razoá el”, desc e endo que “em e mos de
elacionamen o, pois é um g upo mui o echado, não se dá mui o … não emos g ande
elacionamen o, nem deba e com os ou os p o esso es.” (A1).
1.6. P og amas Nacionais de EF
Rela i amen e à dimensão PNEF, os p o esso es en e is ados e e em como
i e am acesso aos PNEF e a o ma como es es o am abo dados du an e a o mação
inicial e são con on ados ace ca do g au de conhecimen o e aplicação das O ien ações
Me odológicas dos PNEF.
1.6.1. Conhecimen o dos PNEF
Quad o 22
Acesso ao conhecimen o dos PNEF
Acesso ao conhecimen o dos PNEF
Es agiá ios
NI
%
Du an e a Licencia u a
A1
1
12,5%
No Mes ado
A6, A7, A8
3
37.5%
Pesquisa Indi idual
A2, A3, A4; A5, A6, A7
6
60%
A maio ia dos Es agiá ios e e e e ido conhecimen os dos PNEF a a és de
pesquisa indi idual (60%), 3 Es agiá ios e e em du an e o Mes ado (37.5%) e só um
abo dou os PNEF du an e a licencia u a.
1.6.2. Disciplinas/Fo ma como oi abo dado os PNEF
Quad o 23
Disciplinas/ o ma como oi abo dado os PNEF na Licencia u a
Disciplinas na
licencia u a
Es .
Como oi abo dado
TEE
PAEF
Disciplinas de
Ca ác e P á ico
A1
“abo dei os PNEF em quase odas as disciplinas, numa pa e p á ica …
consoan e os obje i os dos p og amas”.
“sob e odo o ipo de abalho, ace ca desses mesmos p og amas e a pa i
daí omos descob indo ou es udando cada á ea desses p óp ios p og amas”.
Didá ica I, II
A2
A4
A5
A2-“Mui o supe icialmen e”
A4- “ i emos de aze cons ução de p og amas pa a aplica em algumas
u mas de 1º ciclo”
A5- Supe icialmen e
Nenhuma disciplina
A6
A7
A8
Não abo dado.

83
Apenas um Es agiá io diz e abo dado e analisado os di e en es capí ulos dos
PNEF, nas disciplinas de Técnicas e Es a égias de Ensino (TEE) e Planeamen o e
A aliação em Educação Física (PAEF). Os obje i os ge ais e especí icos de cada á ea do
quad o de ex ensão de EF o am mais desen ol idos nas disciplinas de ca ac e p á ico,
3 Es agiá ios dizem e abo dado supe icialmen e nas disciplinas de Didá ica, endo sido
es as semes ais e os es an es 3 dizem nunca e abo dado os PNEF.
O Es agiá io A3 diz que abo dou em algumas disciplinas a a és de análise dos
cu ículos e em abalhos ao ní el da plani icação, não se eco dando do nome das
disciplinas. O Es agiá io A5 e e e que, pa a além de e abo dado na disciplina de
Didá ica de o ma supe icial, ambém abo dou quando e e de ealiza um es ágio
pedagógico “como i emos es ágio, i emos de ala dos p og amas do 2º ciclo, i emos
es ágio com uma u ma do 5º ano (…) an o com o o ien ado , como com o coo denado .
Falamos sob e os con eúdos, sob e o no mal, nunca são seguidos à isca”.
Quad o 24
Disciplinas/ o ma como oi abo dado os PNEF no Mes ado
Disciplinas no
Mes ado
Es .
Como oi abo dado
Desen ol imen o
Cu icula
A1
A6
A1- “ alamos agamen e sob e os p og amas … oi uma passagem sob e os
p og amas, não uma coisa ão especí ica como i e na licencia u a”.
A3- “ izemos uma análise compa a i a en e os á ios ciclos de EF”.
A6- O ganização dos P og amas.
Didá ica I e II
A2
“não es udando os PNEF de uma o ma mui o ap o undada, mas de uma
o ma mesmo mui o ge al.”
Didá ica I
A5
“ oi só uma aula, ambém oi mui o ao de le e e oi mais o 3º ciclo, que e a
ago a onde nós íamos es agia ”.
Desen ol imen o
Cu icula
Análise
Ins i ucional
A3
A4
A7
A8
A3- “ izemos uma análise compa a i a en e os á ios ciclos de EF”.
A4- O ganização e uncionamen o dos PNEF
A7-“o p o esso o neceu os p og amas em supo e digi al e i emos acesso
dessa manei a, oi só lido”.
A8- Análise dos PNEF
Todos os Es agiá ios ize am o Mes ado na mesma ins i uição, no en an o as
decla ações não são coesas, icando cla o que não hou e nenhuma disciplina que
ap o undasse a emá ica dos PNEF. A disciplina mais indicada oi Desen ol imen o
Cu icula , na qual oi abo dada a o ganização e uncionamen o dos p og amas; na
disciplina de Análise Ins i ucional, os PNEF ambém o am analisados, endo sido es a
e e ida po 4 Es agiá ios; nas disciplinas de Didá ica oi abo dado os PNEF do 3º ciclo,
84
pelo ac o dos alunos i em es agia nesse ciclo de ensino, o Es agiá io A5 e e e ainda
que em Didá ica II os PNEF só o am abo dados numa aula.
1.6.3. G au de Aplicação dos PNEF
Os Es agiá ios en e is ados mani es a am que, du an e o planeamen o da sua
in e enção pedagógica, eco em na maio ia das ezes aos PNEF.
Quad o 25
G au de aplicação dos PNEF
G au de aplicação dos PNEF
Es agiá io
NI
%
Aplico com Regula idade
A5, A6
2
25%
Aplico Semp e
A1, A2, A3, A4, A7, A8
6
75%
A ca ego ia mais e e enciada oi “Aplico Semp e” (75%), que engloba a maio ia
dos Es agiá ios, em segundo luga su ge a ca ego ia “Aplico com Regula idade” (25%) e
as es an es ca ego ias não o am mencionadas (nunca aplico e aplico algumas ezes). Os
Es agiá ios e e em que aplicam os p og amas nos seus planeamen os, que se guiam
nes es pa a aze em as suas a aliações e a ibuição dos ní eis. No en an o admi em aze
adap ações.
1.6.4. G au de Auxilio/Ajuda à In e enção Pedagógica
Quad o 26
G au de auxílio/ajuda dos PNEF na In e enção Pedagógica
G au de auxílio/ajuda dos PNEF na
In e enção Pedagógica
Es agiá ios
NI
%
Reduzido
A5, A7
2
25%
Bas an e
A1, A2, A3, A4, A8
5
62.5%
Imp escindí el
A6
1
12.5%
Em p imei o luga , com 62.5%, su ge a ca ego ias “Bas an e”, signi icando que
os Es agiá ios conside am ele an e e pe inen e o p og ama de EF pa a auxílio/ajuda à
sua in e enção pedagógica. Em segundo luga su ge a ca ego ia “Reduzido”, com 25%,
peso ela i o a conside a , apenas 1 PE conside ou “Imp escindí el”, a ca ego ia “Nulo”
não oi mencionada.
As opiniões ela i as ao g au de auxílio/ajuda dos PNEF na in e enção
pedagógica ez su gi posições con adi ó ias ela i amen e às espos as da ques ão
85
an e io , mais conc e amen e quando analisamos as espos as dadas pelos Es agiá ios A5
e A7. O Es agiá io A5 diz aplica os PNEF com egula idade, no en an o a sua u ilização
esume-se à e i icação dos obje i os especí icos, conside ando assim a con ibuição dos
PNEF eduzida ao ní el do auxílio/ajuda aquando do planeamen o das suas in e enções
pedagógicas, “só enho de me guia pa a o con eúdo que enho de leciona , po isso
ambém não é assim, uma g ande ajuda”. O Es agiá io A7 e e e que aplica semp e os
PNEF, no en an o conside a o seu g au de auxílio/ajuda eduzido, pois apoia-se na opinião
do seu o ien ado coope an e, “Reduzido, po que eu enho mais apoio do coo denado , da
pessoa que é esponsá el pelo es ágio, en ão quase não u ilizo, u ilizo quando enho de
p epa a algum documen o, em elação às aulas nunca u ilizo“. Os Es agiá ios que
conside a am “Bas an e” jus i ica am a sua espos a no sen ido do p og ama se lexí el,
adap ando-se à ealidade/compe ência dos alunos: “pode adap a à sua ealidade”A1,
“adap a às necessidades dos alunos, às u mas, ao con ex o da escola” A3, “é aí que eu
enho de i busca a minha in o mação pa a pode i cons ui as minhas aulas”, apenas o
Es agiá io A4 e e iu as o ien ações me odológicas dos PNEF, “em e mos de
me odologia, de aplicação, c eio que es á lá udo, po acaso é uma boa ajuda pa a qualque
p o esso , ago a êm é que e um conhecimen o p o undo sob e eles e sabe aplica-los,
mas é uma ajuda bas an e g ande”.
1.7. Plano de Tu ma
1.7.1. A aliação Inicial
P e endíamos sabe se os GEF nos quais os Es agiá ios es a am inse idos aziam
A aliação Inicial e se exis iam P o ocolo de A aliação Inicial de inidos.
Quad o 27
Escolas com P o ocolo de A aliação Inicial
Escolas com P o ocolo de A aliação Inicial
Es agiá ios
NI
%
Sim
A1, A3, A4,A6 A7, A8
6
75%
Não
A2
1
12.5%
Não Sabe
A5
1
12.5%
A maio ia dos Es agiá ios (75%) a i mou que as escolas onde es agia am já
con inham P o ocolos de AI, apenas 1 Es agiá io disse que não. Após análise das ques ões
e i icamos que a escola dos Es agiá ios A1 e A2 não possuía p o ocolo de AI. Os
86
Es agiá ios segui am o p o ocolo aplicado pelo P o esso O ien ado Coope an e, não
sendo es e aplicado pelos es an es p o esso es do GEF.
O GEF onde es ão inse idos os Es agiá ios A5 e A6, não conside a impo an e
aze AI, “pelo que o p o esso nos disse nós é que decidimos se azemos a aliação
inicial” (A5), o p o ocolo exis en e co esponde apenas aos es es de ap idão ísica, sendo
es e a aplicação da ba e ia de es es do Fi nessg am, “apenas apliquei, como odas as
escolas e como os p og amas nos ob igam aplicamos os es es do Fi nessg am e são essas
as a aliações iniciais.” (A6), segundo o mesmo Es agiá io, o GEF não em po hábi o
aze AI:
Como o nosso p o esso o ien ado e e de baixa, i emos cá um p o esso
con a ado du an e algum empo, que acabou po aze a aliações iniciais
a odas as disciplinas, não é uma o ina no mal, digamos assim, na escola,
uma ez que não dispomos assim de an o empo, po isso não pe demos
empo com a aliações iniciais e amos logo pa a o que nos in e essa, ao
que podemos se ú il pa a a ança na ma é ia. (A6)
O Es agiá io A5, ainda e e e que se i esse ido a u ma no ano an e io , não
ealiza a AI e que u ilizou os dados do p o esso con a ado pa a ealiza as suas
plani icações.
Apenas o Es agiá io A1 ez al e ações no p o ocolo de AI po “acha que alguns
exe cícios ambém es ão desadequados pa a os c i é ios de a aliação dos PNEF” e diz e
ido di iculdades du an e o p ocesso de AI “ao ní el dos c i é ios de a aliação dos
p og amas, po que o p óp io g upo disciplina não em de inido nenhuns c i é ios de
a aliação, po an o (…) i ens de cada ní el e sabe con on a-los com as ap idões dos
alunos”.
Os Es agiá ios A3 e A4 po e em iniciado mais a de o es ágio, apenas
ealiza am AI na á ea da Ap idão Física, u ilizando os dados ecolhidos pelo POC.
O Es agiá io A8 ambém e e iu só e aplicado a ba e ia de es es do Fi nessg am,
conside ando as es an es AI pouco impo an es uma ez que “como inham ei o no 10º
e eu enho 11º ano, nós não ealizamos, só no Fi nessg am”.
Após análises das en e is as ex ensi as e in ensi as e i icamos que apenas 3
Es agiá ios ealiza am e e i amen e a AI a odas as ma é ias, no início do ano.
O ela o des es Es agiá ios pe mi e-nos cons a a que es es p o esso es não êm
p esen e as inalidades da AI no sen ido de e e /a ualiza os conhecimen os, es abelece
87
o uncionamen o de eg as e o mas de o ganização das aulas e iden i ica as
possibilidades, necessidades de cada aluno ou g upos de alunos.
1.7.2. Domínios ou Á eas que in eg am a A aliação da EF
Quad o 28
Domínios ou Á eas que in eg am a a aliação da EF
Domínios ou Á eas que in eg am na
a aliação da EF
Es agiá io
NI
%
A i idades Físicas, Ap idão Física,
Conhecimen os e A i udes e Valo es
A3, A4,A5,A6 A7, A8
6
75%
A i idades Físicas, Ap idão Física e
Conhecimen os
A1,A2
2
25%
Pa a ap esen a mos os esul ados e ídicos des a ques ão i emos de eco e às
en e is as dos POC, a maio ia dos Es agiá ios não inha a ce eza das á eas de a aliação,
pelo que concluímos assim, que os Es agiá ios ealiza am as suas AI sem conhece em os
c i é ios de a aliação “O p o esso ia manda isso, (…) ainda não i emos acesso” (A5).
A maio ia não e e iu que a á ea das A i udes e Valo es es a a com emplada na a aliação,
ou os a ibuem di e en es ca ego ias aos c i é ios de a aliação, “a pa e eó ica e a pa e
p á ica, 95% pa a a p á ica e 5% pa a a eo ia, no 11 e 12º anos é 95% pa a as nuclea es
e 5% pa a as ans e sais” (A8).
Na en e is a in ensi a p ocu amos cla i ica os pesos a ibuídos a cada á ea ou
domínio, en ando assim pe cebe se os Es agiá ios já es a am mais escla ecidos sob e o
p ocesso de a aliação, uma ez que já inham e e uado as a aliações do 1º pe íodo.
O Es agiá io A1 após e ealizado as a aliações do 1º pe íodo, con ínua con uso:
Os c i é ios de a aliação não es ão de inidos em g upo, is o po que exis e
uma con usão ao ní el da lecionação, uns abalham po blocos e ou os
abalham po á eas, uns conco dam com a a aliação se po pe cen agem,
po cada á ea e ou os não alam em pe cen agem e sim em ap o e não ap o,
o que ge e aqui uma con agem de nume ações pa a a a aliação inal
di e en e. (A1)
Os es an es Es agiá ios já e e em as 4 á eas de a aliação, no en an o 3 não se lemb a am
da dis ibuição dos pesos de cada á ea, “assim de co não sei quais são as ponde ações”
(A3), “são 10% pa a as compe ências ans e sais, assiduidade, compo amen o,

88
disciplina e os ou os 90% das nuclea es, são as ma é ias, a ap idão ísica e os
conhecimen os. Não me lemb o da pe cen agem de cada”(A7).
O quad o abaixo indica a dis ibuição dos pesos de cada domínio ou á ea de
a aliação es ipulados nos GEF, onde os Es agiá ios es ão inse idos.
Quad o 29
Dis ibuição dos pesos dos Domínios ou Á eas de A aliação da EF
Es .
A i idades Físicas
Ap idão Física
Conhecimen os
A i udes e Valo es
A1
A2
3 I + 2E
Ap o (3 zonas
saudá eis)
Não Ap o
Ap o (≥9.5 alo es)
Não Ap o
-----------------
A3
A4
35%
35%
20%
10%
A5
A6
50%
15%
15%
20%
A7
A8
3ºCiclo- 90%
10º ano-90%
11º e 12º anos- 95%
3ºCiclo- 10%
10º ano- 10%
11º e 12º anos- 5%
Apenas uma escola cump e as O ien ações Me odológicas dos PNEF, o qual
suge e ês g andes á eas de a aliação: A i idades Físicas, Ap idão Física e
Conhecimen os; a ope acionalização da a aliação das A i idades Físicas em como
e e ência a especi icação de cada ma é ia do p og ama nos ní eis, in odu ó io,
elemen a e a ançado, a da Ap idão Física em como menção a zona saudá el de ap idão
ísica da ba e ia de es es do Fi nessg am, nos Conhecimen os os alunos de em e ela
os conhecimen os de inidos pelo G upo de Educação Física, no en an o, nem odo o g upo
aplica os mesmos c i é ios de a aliação. Os es an es GEF di idem a a aliação em 4
á eas, a ibuindo pe cen agens a cada uma delas – uma escola, dos Es agiá ios A7 e A8,
di ide em duas á eas, ambém com dis ibuição pe cen ual, a á ea nuclea , que inclui as
A i idades Físicas, Ap idão Física e Conhecimen os e a ans e sal, que compo a as
A i udes e Valo es.
Ques ionamos os Es agiá ios se es a am de aco do com dis ibuição dos pesos
a ibuídos a cada á ea de a aliação, na escola dos Es agiá ios A1 e A2, es a ques ão não
se aplica, 3 Es agiá ios disse am que conco da am e os ou os 3 não conco da am. Os
Es agiá ios A3 e A4 são da opinião, de que a á ea da Ap idão Física não de e ia de ale
an o ela i amen e à á ea das A i idades Físicas, “a ecolha que azemos dos dados do
Fi nessg am, se e de e e ência pa a nós, (…) acho que não se jus i ica es a a da o
mesmo peso 35% à ap idão ísica, como as ma é ias, onde os miúdos êm que se
89
empenha ” (A3), “não conco do, p incipalmen e com os da ap idão ísica, de i ado à
ca ga que em, que é mui o eduzida, mas depois a ní el de pe cen agem na no a ai se
mui o ele ada” (A4). A a és des as decla ações podemos dep eende que es es
Es agiá ios dedicam menos empo no seu planeamen o ao abalho da Ap idão Física,
ela i amen e ao dedicado às A i idades Físicas, não conco dando assim com a
dis ibuição exis en e. O Es agiá io A6 assume uma posição con adi ó ia, de ende que
de e ia de se dado mais peso à á ea da Ap idão Física:
Não conco do po que, hoje em dia aquilo que se p e ende com a EF é
dinamiza os alunos pa a a a i idade ísica e pa a a impo ância da a i idade
ísica e com isso acho que o maio peso de e ia de se dado à ap idão ísica
e não p op iamen e às modalidades em si. (A6)
Na en e is a da ase in ensi a oi colocada a ques ão aos Es agiá ios se es es já
se sen iam com mais conhecimen o pa a aplica os c i é ios de a aliação e ag upa os seus
alunos nos ní eis p econizados nos PNEF; se e Es agiá ios esponde am sim, a maio ia
e e e que a expe iência da AI e das a aliações do p imei o pe íodo con ibuí am pa a
colma a as di iculdades sen idas inicialmen e, o Es agiá io A3 espondeu nunca e
sen ido di iculdades pelo ac o de já e expe iência no ensino. Apenas o Es agiá io A8
menciona que ainda não se sen e mui o p epa ado pa a aplica os c i é ios de a aliação
da escola “sozinha não, ainda enho de e um bocadinho do apoio do o ien ado , mesmo
pelo al a de e ido p á ica du an e o Mes ado e du an e a Licencia u a, pa a aze essas
aplicações dos c i é ios”.
1.7.3. Planos ao Ní el de Tu ma
Quad o 30
Planos elabo ados ao ní el de u ma
Planos elabo ados ao ní el de u ma
Es agiá ios
NI
%
Planeamen o Anual po E apas, Planos de
UD e Planos de Aula
A1, A2
2
25%
Planeamen o Anual po Blocos, Planos de
UD e Planos de Aula
A3, A4, A5, A6, A7
5
62.5%
Planeamen o Anual po Blocos e Planos de
Aula
A5
1
12.5%
Rela i amen e ao Modelo de Planeamen o Anual ado ado cons a a-se que a
maio ia ealiza o seu planeamen o anual po Blocos, apenas 2 Es agiá ios planeiam po
E apas, 6 elabo am Planos de UD e odos ealizam Planos de Aula.
90
Ve i ica-se que a maio ia dos núcleos de es ágio não cump e as O ien ações
Me odológicas dos PNEF.
O egulamen o do Cu so de Mes ado em Ensino da Educação Física nos Ensinos
Básicos e Secundá io, do Ins i u o onde os Es agiá ios es ão a se o mados não menciona
explici amen e como os seus o mandos de em ealiza os seus planeamen os, apenas
ap esen a como um dos obje i os do es ágio “Desen ol e compe ências nos domínios
da plani icação, da obse ação, do ensino e da a aliação” e como uma das compe ências
“ Plani ica , p epa a e discu i as a i idades le i as no seu núcleo de es ágio”.
Os dados ob idos con a iam os esul ados do es udo de Gonçal es (2005)
ela i amen e à mesma ques ão, no qual odos os núcleos de es ágio aziam o seu
Planeamen o Anual po E apas. Ou a di e gência encon ada si ua-se ao ní el do
egulamen o de es ágio das duas uni e sidades es udadas e o egulamen o da p á ica de
ensino supe isionada do p esen e es udo. As duas uni e sidades aziam e e ência ao
modelo de planeamen o a ado a , de endo se seguidas as indicações me odológicas e
planeamen o suge idas nos p og amas nacionais.
A maio ia dos Es agiá ios jus i ica e ado ado o Modelo de Planeamen o Anual
po Blocos de ido ao modelo de o ação dos espaços e os ecu sos ma e iais se em
limi ados e o Es agiá io A6, e e e que conside a es e modelo mais bené ico “p e i o
abalha ma é ia a ma é ia, isolada, po que pe mi e aos alunos uma e olução mais e icaz”
e o Es agiá io A3 diz se o modelo ado ado pelo GEF. O Es agiá io A5 planeia po Blocos
de ido às o ien ações do POC e ambém o conside a mais an ajoso pa a o aluno: “acho
que os alunos se de em semp e aquela ma é ia conseguem adqui i melho conhecimen o,
não es a a sal a de uma ma é ia pa a a ou a (…) depois amos ol a à p imei a eles
nem se lemb am do que é que ize am”. O núcleo de es ágio compos o pelos Es agiá ios
A1 e A2, é o único que planeia po E apas, o Es agiá io A1 conside a:
O abalho po e apas é como se osse um c onog ama, odas as aulas
sabe ei onde é que ou (…) o planeamen o anual es á ealizado nes e
momen o e esquema izado sob e doze unidades didá icas, o que acilmen e
den o do meu planeamen o anual, consigo e numa o ma mac o, …, odo
o ano o que ou aze , mas ambém a ní el meso, meso ciclos, pelas
unidades didá icas o que eu es ou a ealiza e as ma é ias que es ou a
leciona . (A1)
91
O Es agiá io A2 diz que du an e a sua o mação académica não e e conhecimen o
des e modelo de Planeamen o, que oi a a és da POC e após o ap o undamen o das suas
ca ac e ís icas que o conside ou um melho mé odo de planeamen o.
Po que espei a a e olução do aluno (…) po que é a única manei a que
podemos ope acionaliza bem os PNEF e espei a a al indi idualização e
ca ac e ís icas e capacidades do aluno. É a única manei a de a gen e não
e a u ma como um odo (…) c ia subg upos e pa i dessas limi ações,
a a és da a aliação inicial em odas as á eas, c ia e apas e pa a cada
g upo, pa a a ingi um de e minado im. (A2)
Pa a um melho en endimen o sob e os Modelos de Planeamen o Anuais
ado ados, ques ionamos os en e is ados no sen ido de sabe no que se basea am pa a
ealiza os seus Planos Anuais de Tu ma e na en e is a in ensi a, que al e ações
e e ua iam a esses planos após as a aliações do p imei o pe íodo e se conside a am que
saí am da licencia u a e do mes ado p epa ados pa a ealiza em ais planos.
No quad o abaixo sin e izamos a p imei a ques ão.
Quad o 31
Fundamen os pa a ealização dos Planos Anuais de Tu ma
Fundamen os pa a ealização dos Planos
Anuais de Tu ma
Es agiá io
NI
%
Ma é ias
A1,A2
2
25%
A aliação Inicial
A2, A6
2
25%
Documen os O ien ado es da Escola
A3, A4, A7
3
37.5%
PNEF
A3, A5, A6, A7, A8
5
62.5%
Roulemen / Espaços de Aula
A1, A3, A4, A5
4
50%
Recu sos Ma e iais
A1, A3
2
25%
A aliação Inicial do ano an e io
A8
1
12.5%
Quan o à undamen ação pa a a elabo ação dos planos ao ní el de u ma, a maio ia
dos p o esso es en e is ados e e iu que e e po base os PNEF (62.5%), seguindo-se do
Roulemen /ca a e ís icas do espaço de aula (50%) e documen os o ien ado es de escola e
suas calenda izações (37.5%). A maio ia das espos as demos a que os Es agiá ios azem
os seus planeamen os de aco do com os espaços e ma é ias que ão leciona , eco endo
aos PNEF pa a consul a em os obje i os especí icos de cada ma é ia, “ ou-me basea
pelo p og ama nacional e pela o ação dos espaços, pa a sabe em que espaço eu ou
leciona , basicamen e é isso” (A5). A AI apenas é e e ida po dois Es agiá ios e um único
en e is ado e e e as ma é ias p io i á ias diagnos icadas.
98
Segundo os PNEF (2001), no planeamen o das e apas ao longo do ano le i o, os
p o esso es de e ão conside a os pe íodos de é ias e no início das aulas p omo e a
e isão das ma é ias a adas no pe íodo an e io , bem como a ecupe ação do ní el de
ap idão ísica. Os dois Es agiá ios que dizem aze o seu Planeamen o po E apas não êm
em con a es es pe íodos, um ealiza apenas duas aulas po pe íodo pa a e e as duas
ma é ias mais impo an es e ou o ealiza uma e isão eó ica no inal de cada UD. Os
ou os assumem es es momen os como pe íodos de a aliação ou de e isão eó icas das
ma é ias que es ão a leciona . Pa a melho escla ece mos es a ques ão, in e ogamos os
Es agiá ios na en e is a in ensi a se no início do 2º pe íodo ize am uma e isão das
ma é ias lecionadas an e io men e. Apenas ês esponde am a i ma i amen e, o
Es agiá io A6 p eocupa-se “em aze uma ou duas aulas das ma é ias que o am
lecionadas no pe íodo an e io ”, o Es agiá io A5 não jus i ica e o A2 diz que “hou e uma
pequena e isão, no início da UD, das á ias UD, hou e uma pequena e isão nas
p imei as aulas (…) se consolida am o p ocesso inicial da úl ima e apa que se
desen ol eu no pe íodo passado, pa a e se eles consolida am esses aspe os”.
1.10.3. Con e ências Cu icula es
Quisemos sabe quan os g upos de es ágio ealiza am con e ências cu icula es e
e i icamos que os g upos de es ágio e, consequen emen e, os GEF onde es ão inse idos,
não ealiza am nenhuma con e ência cu icula e nem p e endiam ealiza . Os Es agiá ios
A3 e A4 não inham a ce eza, uma ez que os seus ho á ios sob epõem-se ao ho á io das
euniões de g upo. Só um g upo de es ágio diz e ei o, en e es agiá ios e POC, “não
o am ealizadas nenhumas euniões, não oi omada nenhuma decisão de g upo, só a
ní el de es ágio, só o g upo de es ágio é que ez esse ipo de eunião” (A1).
1.10.4. Roulemen da P imei a E apa
Foi ques ionado aos Es agiá ios que ealiza am o seu Planeamen o Anual po
E apas se o oulemen / o ação pelos espaços de aula exis en e na escola pe mi ia o
cump imen o dos obje i os da p imei a E apa – A aliação Inicial, ambos esponde am
que sim, pois exis e semp e um espaço li e, não ha endo oulemen de inido no GEF:
“o oulemen na minha escola não exis e, mas é bas an e ácil po que enho semp e o
pa ilhão disponí el, mesmo que não enha o pa ilhão odo enho pelo menos meio
campo” (A1).

99
1.11. Decisões ao ní el do G upo de Educação Física
Pe gun amos aos Es agiá ios sob e os documen os p oduzidos pelo g upo
e e en es ao planeamen o e quais as decisões omadas pelo GEF ao ní el das á eas e
ma é ias que in eg am o cu ículo de EF, ela i amen e à segunda ques ão dois núcleos
esponde am que não o am omadas decisões a esse ní el, no núcleo dos Es agiá ios A3
e A4, apenas decidi am quais as ma é ias nuclea es e as al e na i as e no núcleo dos
Es agiá ios A7 e A8, op a am po deixa de e ma é ias ob iga ó ias.
Quad o 38
Documen os p oduzidos pelo G upo e e en es ao Planeamen o
Documen os p oduzidos pelo G upo de
Educação Física
Es agiá io
NI
%
P o ocolo de AI
A1
1
12.5%
Plano Anual de A i idades
A3, A4
2
25%
C i é ios de A aliação
A5, A8
2
25%
Os Es agiá ios A2, A6 e A7 dizem não e em ido conhecimen o da p odução de
documen os e e en es ao planeamen o, dois esponde am o Plano Anual de A i idades e
ou os 2 os c i é ios de a aliação.
1.12. Medidas de A iculação en e Ciclos e en e Escolas do Ag upamen o
Nas medidas de a iculação en e ciclos odos os Es agiá ios a i mam não e
conhecimen o da exis ência de medidas de a iculação e en e escolas do ag upamen o,
os Es agiá ios A7 e A8 dizem que exis e a iculação ao ní el das a i idades do Despo o
Escola e o A6 ao ní el da dinamização de a i idades. A amos a não e elou esul ados
exp essi os. Segundo Ped o (2010), pa a que haja uma e dadei a a iculação cu icula ,
as ca ego ias de a iculação cu icula e e i amen e p odu i as nas ap endizagens dos
alunos são as euniões de pa es/g upo, o Modelo A aliação e o P oje o Cu icula de EF.
1.13. Compe ência pa a a elabo ação de planeamen os ao ní el de u ma
Ques ionámos os Es agiá ios com o in ui o de sabe se es es se sen i am
p epa ados pa a ealiza planeamen os ao ní el de u ma, quando e mina am a
licencia u a e o p imei o ano do mes ado.
100
Quad o 39
Compe ência pa a a elabo ação de planeamen os ao ní el de u ma
Compe ência pa a a elabo ação de
planeamen os ao ní el de u ma.
Es agiá io
NI
%
Sim
A1, A3, A6
3
37.5%
Não
A2, A4, A5,A7, A8
5
62.5%
A maio ia (62.5%), dos Es agiá ios diz que não se sen iu p epa ado pelo ac o de
na licencia u a e no mes ado as disciplinas que abo da am es a emá ica ize am-na de
o ma supe icial: “as disciplinas (…) que nós alamos nesses documen os odos, de e ia
e um maio núme o de ho as, de e ia de se mais p á ico, po exemplo de e íamos de
aze um plano anual” (A5), “eu acho que saio de lá minimamen e p epa ado (…) com as
bases, mesmo básicas, mas não me sin o, since amen e não me sin o p epa ado depois do
1º ano que i e no mes ado.“ (A2). O Es agiá ios A1 e A3 dizem que se sen i am
p epa ados de ido à sua o mação na licencia u a, mas não do mes ado: “ o mação que
i e p incipalmen e na licencia u a, de ido a es e mes ado i ia abalha de uma o ma
comple amen e di e en e, ou seja po blocos e não es á mesmo ao encon o com aquilo
que eu es ou a ealiza ”(A1), “sim, sem dú ida, mas eu não me es ou a e e i ago a ao
ní el do mes ado, oi da licencia u a base” (A3), o Es agiá io A6 ambém esponde
a i ma i amen e, jus i icando que em de adap a os seus conhecimen os à ealidade
escola . O Es agiá io A1 e e e que as suas maio es di iculdades ao ní el do Planeamen o
se si uam na aplicação dos c i é ios e ní eis de especi icação das ma é ias:
As maio es di iculdades que eu es ou a sen i ao ní el do abalho po
e apas, es á a se mesmo na a aliação dos c i é ios ou dos i ens que exis em
nos PNEF em cada ma é ia, po que não exis e nenhum documen o
o ien ado ou nenhum documen o de apoio pa a o p o esso naquela escola,
o g upo de educação ísica não es á a ealiza nenhum ipo de documen o,
o que pa a mim di icul a qualque ação ou qualque ipo de abalho que
es eja a ealiza . (A1)
Seguidamen e ques ionamos se a al a de conhecimen os didá icos e cien í icos
in e e i am de alguma o ma nas decisões de planeamen o. Os Es agiá ios A1e A6 dizem
que apenas sen i am que não inham expe iência, nem es a am adap ados à ealidade
escola e o A5 p ocu ou começa o planeamen o pelas suas ma é ias mais o es. Os
Es agiá ios A3, A4 e A6 dizem que não in e e iu, pois semp e que su gi am dú idas
101
p ocu a am o conhecimen o jun o dos colegas, POC e pesquisas. Apenas os Es agiá ios
A2 e A8, dizem e idos algumas di iculdades ao ní el do planeamen o.
Quando ques ionados sob e as di iculdades sen idas na p epa ação/planeamen o
das aulas ou UD, as espos as o am bas an e di e gen es, como mos a o quad o in a.
Os Es agiá ios que planeiam po e apas sen i am di iculdades no planeamen o po ní eis
e á eas, sendo ainda assinaladas pelos ou os di iculdades no planeamen o dos obje i os,
exe cícios e c i é ios de a aliação, bem como na ges ão do empo e ma e ial e adequação
à aixa e á ia dos alunos.
Quad o 40
Di iculdades sen idas na p epa ação / planeamen o de aulas ou UD
Di iculdades sen idas na p epa ação / planeamen o de aulas ou UD
A1
No planeamen o de 3 ma é ias po aula.
A2
Planeamen o das aulas po á eas.
A3
Adequação à aixa e á ia dos alunos.
A4
Ges ão do empo e ma e ial.
A5
Nos obje i os e c i é ios de êxi o.
A6
Nas ma é ias que não sen e ão à on ade.
A7, A8
No planeamen o dos exe cícios.
A úl ima ques ão con i ma os ela os dos Es agiá ios ao longo da en e is a,
ques ionamos as di iculdades sen idas no planeamen o após a AI.
102
Quad o 41
Di iculdades sen idas na p epa ação / planeamen o de aulas ou UD
Di iculdades sen idas no planeamen o após a AI
A1
Na elabo ação dos obje i os de cada ma é ia e planeá-los a ní el anual.
A2
A ca ga ho á ia a a ibui aos g upos e às ma é ias p io i á ias, lecionação de á ias ma é ias
na mesma aula, lecionação de di e en es ní eis pa a a mesma ma é ia.
A3
Planea as aulas pa a u mas he e ogéneas, com capacidades de desempenho di e en es.
A4
Foi ácil po que os alunos encon a am-se quase odos no ní el in odu ó io.
A5
Ainda não ez a A aliação Inicial.
A6
Não sen iu di iculdades po e ag upado os alunos po ní el, plani ica a aula, os mesmos
exe cícios pa a odos os alunos, com uma di iculdade in e média.
A7
A al a de conhecimen o das ma é ias, po não i de uma licencia u a em EF.
A8
Foi mais ácil po que já inha a A aliação Inicial dos alunos do ano an e io , p ocu ou
exe cícios adequados aos ní eis de cada aluno ou g upo de alunos.
Os Es agiá ios que ealiza am a AI sen i am di iculdades no planeamen o, ao ní el
da di e enciação do ensino, no planeamen o dos obje i os pa a g upos de alunos com
di e en es ní eis.
2. Ap esen ação e discussão dos esul ados ob idos na e apa ex ensi a do es udo –
P o esso es O ien ado es Coope an es
Nes e pon o da discussão ap esen amos os dados ob idos nas en e is as e e uadas
aos P o esso es O ien ado es Coope an es (POC). A análise dos dados oi ei a em o no
das dimensões da en e is a e não segundo a o dem da mesma. Fo am colocadas ques ões
e e en es aos PNEF, Planeamen o, Ap idão Física, opinião dos POC quan o ao GEF onde
es ão inse idos, e ao conhecimen o dos Es agiá ios.
2.1. Ca a e ização do Clima e Ambien e de T abalho e Relação P o issional
com os Colegas do G upo
Quad o 42
Ca ac e ização do Clima e Ambien e de T abalho e Relação P o issional com os Colegas do G upo
Di ícil
Razoá el
Bom
Mui o Bom
Ca ac e ização do Clima e Ambien e de T abalho
2
1
1
Ca ac e ização da Relação P o issional com os
Colegas do G upo
1
2
1
103
Me ade dos POC conside a o clima e ambien e de abalho “Razoá el” e a elação
p o issional com os colegas do g upo “Boa”, só um POC (B1) conside a a úl ima
dimensão como “Di ícil”, pelo ac o dos p o esso es do g upo e em ido di e en es
o mações iniciais, o que di icul a o consenso ela i o às ques ões da EF.
2.2. P og amas Nacionais de EF
No que se e e e à dimensão p og amas, ques ionamos os POC com o g au de
adequação e u ilidade das O ien ações Me odológicas e sob e as lacunas exis en es nas
suas o mações, como p o esso es de EF, pa a a aplicação dos PNEF.
2.2.1. Adequação /U ilidade das O ien ações Me odológicas dos PNEF
Os POC B1, B3 e B4 conside am as O ien ações Me odológicas dos PNEF
bas an e adequadas e ú eis. Re e em que os PNEF o am bem cons uídos, numa lógica
e ical, desde as inalidades a obje i os especí icos, bem como as á eas de a aliação,
pe mi indo a delibe ação pedagógica. Mencionam ainda que de e exis i uma adequação
dos PNEF às escolas.
O POC B2 conside a que po ezes o p og ama não se adequa à ealidade dos
espaços e ma e iais escola es e que é di ícil abalha com g upos de ní el em u mas
cons i uída po mais de 30 alunos.
2.2.2. Exis ência de lacunas ao ní el da o mação pa a a aplicação dos PNEF
Foi nossa p eocupação sabe se os POC conside a am e alguma lacuna na sua
o mação que os impossibili asse de aplica os PNEF na sua pleni ude, se essas lacunas
i iam in luencia na o ien ação dos Es agiá ios e se e am e e en es às o ien ações
me odológicas ou ma é ias cu icula es.
A Dança oi a ma é ia mais e e enciada po dois POC. O POC B4 ambém e e iu
sen i necessidades de o mação nas ma é ias de O ien ação e Jogos T adicionais, e os
POC B1 e B2 conside am e a o mação necessá ia pa a a aplicação dos PNEF.
2.3. Planeamen o
No que conce ne à dimensão Planeamen o, os POC menciona am os documen os
p oduzidos pelo G upo de EF, ca a e iza am o modelo de planeamen o que ado am e
modelos de planeamen o ado ados pelos es an es p o esso es do G upo de EF, indica am

104
as di iculdades em o ien a os es agiá ios nos seus Planeamen os Anuais po E apas e as
di e izes que de am ao núcleo de es ágio que o ien am, no sen ido de incluí em ma é ias
de odas as subá eas da EF nos seus planeamen os. Po im dão as suas opiniões quan o
às compe ências dos Es agiá ios pa a ealiza em Planeamen os Anuais po E apas.
2.3.1. Documen os p oduzidos pelo G upo de EF e e en e ao Planeamen o
Quad o 43
Documen os p oduzidos pelo G upo de EF e e en e ao planeamen o
Documen os p oduzidos
POC
P oje o Cu icula de EF
B2
Plano Plu ianual
B4
Plano Anual
B2, B4
P o ocolo de AI
B1,B4
C i é ios de A aliação
B1, B3
Analisando as espos as ob idas e i icamos que nas di e en es escolas poucos são
os documen os p oduzidos pelos G upos de EF, apenas a escola do POC B4 em de inido
o Plano Plu ianual e somen e duas escolas de ini am o Plano Anual (B2, B4) e o P o ocolo
de AI (B1, B2).
O POC B4 menciona que em um “p o ó ipo de planeamen o plu ianual (…) é
de e minado em pedagógico, depois emos um plano anual (…), o imes al po pe íodo,
pa a exa amen e de ini como as ma é ias são lecionadas po pe íodo de aco do com a
o ação dos espaços e plano de aula”. Com o es emunho des e POC podemos e i ica
que o GEF não segue as O ien ações Me odológicas dos PNEF, na medida em que as
ma é ias a leciona não são de inidas pelos esul ados da AI, mas sim pela o ação de
espaços, po pe íodo, não ha endo con inuidade des as ao longo do ano.
Nou a ques ão pe gun amos se na escola onde lecionam exis ia um P oje o
Cu icula de EF e quais as decisões omadas – odos os POC esponde am
a i ma i amen e exce o o p o esso B1. Nesses p oje os es ão de inidos os cu ículos de
EF (ma é ias e obje i os) po ano de escola idade e o plano anual de a i idades.
105
2.3.2. Exis ência de di iculdades em o ien a o Planeamen o dos Es agiá ios,
segundo as O ien ações da Uni e sidade
Todos os p o esso es menciona am que não sen i am di iculdades, pelo ac o da
Uni e sidade pe mi i aos o ien ado es ge i em a ques ão do Planeamen o, não sendo
ígida nas o ien ações. Segundo o POC B1, o Ins i u o pe mi e que o POC escolha o
modelo de Planeamen o a o ien a , po e apas ou po blocos.
2.3.3. Modelos de Planeamen o ado ados pelos POC
Quad o 44
Modelos de Planeamen o ado ados pelos POC
Modelos de Planeamen o
POC
E apas
B1
Blocos
B2
Mis o
B3, B4
O POC B1 é o único que e e e aze um Planeamen o Anual po E apas, e jus i ica
como sendo a única o ma de cump i os PNEF pelo ac o do modelo de planeamen o po
blocos não “pe mi i a alunos que i essem mais di iculdades de p olonga a sua
ap endizagem ao longo do empo e espei a i mos de ap endizagem”. O POC B2
jus i ica o modelo que ado a (po “Blocos”), a a és dos p incípios do eino:
Pa a ha e p og essões eais em e mos écnico- á icos po aluno (…)
enho de exe ci a , consolida (…) se eu ou in e ompe uma modalidade
e depois ou aplica-la no 2º ou a é mesmo no 3º pe íodo, eu acho que há o
p incípio da e e sibilidade do eino e eu não ou consegui e nada (…)
se eu não abalha po blocos começa a e um abalho descon inuado e
eu não que o isso, a ausência de eino pe mi e essa e e são das
ap endizagens. (B2)
Os POC B3 e B4 dizem planea numa lógica de “Blocos”, mas incluem mais
ma é ias em cada unidade de ensino, e ol am a leciona as di e en es ma é ias ao longo
do ano, ca a e izam os seus modelos de planeamen os como “Mis o”. O POC B3 e e e
que sen e di iculdades em sabe o que são e apas, “nunca sei quan as são”. O POC B4 diz
que planeia essencialmen e po blocos, uma ez que o seu planeamen o é em unção dos
espaços, sendo esse ixo po pe íodo.
106
Nós desen ol emos maio i a iamen e uma modalidade, mas nunca
descu amos (…) ou a ma é ia que os alunos p ecisem ambém du an e o
pe íodo (…) po ezes o p oblema que se coloca com os blocos é que é
udo de seguida e depois não há mais con ac o com essa modalidade
du an e o es o do ano e nós en amos que po ezes isso acon eça (…) mas
ambém emos um ce o in e esse que as e apas uncionem, que hajam
ou as modalidades e que essas sejam adequadas em unção dos obje i os
que p e endemos e de aco do com o p og ama. (B4)
2.3.4. Modelos de Planeamen o ado ados pelos G upos de EF
Ques ionamos os POC sob e os modelos de planeamen o ado ados pelos es an es
p o esso es do GEF, os POC B1 e B2, e e em que uns ado am po Blocos, ou os po
E apas, o p o esso B3 e B4 ela am que os es an es p o esso es do g upo planeiam po
Blocos, no en an o abo dam mais que uma ma é ia po aula: “mis u am udo, é um bocado
di ícil sabe se é po e apas ou se é po blocos” (B3), “No malmen e é po blocos, mas a
maio pa e em em conside ação es es aspe os, conside amos que exis e mais ou as
ma é ias que são desen ol idas na p óp ia aula, é uma o ma de desen ol e a
mo i ação”(B4).
2.3.5. Di iculdades encon adas na elabo ação dos Planeamen os
Quando ques ionamos os POC sob e as di iculdades na elabo ação dos
planeamen os, a maio ia (B2, B3, B4) e e e as ca a e ís icas e especi icidades dos
espaços de aula, apenas o p o esso B1 e e e a plani icação po e apas e UD.
2.3.6. Soluções pa a que odos os P o esso es sigam as o ien ações
me odológicas dos PNEF e planeiem po e apas
A maio ia dos POC não conco da exclusi amen e com o Planeamen o po E apas
e apon a como di iculdade o ac o dos espaços não se em poli alen es, o POC B4 jus i ica
da seguin e o ma:
Não de e íamos de i nem só pa a os blocos nem só pa a as e apas, eu acho
que de e ia se con o me a ma é ia, con o me a capacidade que o p o esso
em de ge i a si uação (…) haja uma a iculação no g upo, haja
documen os comuns no g upo, nomeadamen e da a aliação inicial,
107
c i é ios de a aliação bem elabo ados e um planeamen o que inclua odos
os pon os al os das a i idades pa a os p o esso es. (B4)
Pa a o POC B2 a sua p eocupação é a e olução dos alunos: “se ize mos a aula
com mui os con eúdos a aula ica epa ida po aqueles con eúdos (…) ica mui o pouco
empo pa a depois eles e oluí em (…) eu acho que a e olução é pouca”. O POC B1 é o
único a ap esen a uma medida, no sen ido de “ odos os p o esso es pegassem nos PNEF
e os lessem e depois ha e o mação de p o esso es, uma o mação con inuada, que
ajudasse na in e p e ação daquilo que eles es ão a le ”, pois pa a es e p o esso mui os
dos seus colegas, de ido às suas o mações iniciais não en endem os obje i os e
o ien ações dos PNEF.
2.3.7. Planeamen o de aulas poli emá icas
Ques ionamos os POC quan o ao núme o de ma é ias que os Es agiá ios
leciona am nas aulas de um empo le i o (45/50 min) e se exis ia a p eocupação de
planea aulas poli emá icas. O POC B1, menciona que os seus Es agiá ios lecionam duas
a ês ma é ias e que “exis e essa p eocupação pa a en a cump i os PNEF e e
ab angência necessá ia, pa a que haja a di e sidade, a mul ila e alidade p econizada em
e mos dos p og amas”, o POC B2 não conside a impo an e as aulas se em poli emá icas,
os Es agiá ios lecionam só uma ma é ia, sendo es e um mé odo acili ado de quem es á
a leciona e de maio e olução de quem es á a ap ende . O POC B3 menciona que no
máximo os Es agiá ios lecionam duas ma é ias, de ido às dimensões e ca a e ís icas dos
espaços, e e e ambém que não dá di e izes aos seus es agiá ios sob e essa o ma de
o ganização de aula. Po úl imo, o POC B4 e e e que só lecionam a i idades ísicas nas
aulas de 90 min e que nessas aulas os Es agiá ios lecionam duas ma é ias, no en an o
conside a que só se de a abo da uma ma é ia, nas aulas de um empo le i o.
2.3.8. Inclusão no Plano Anual de odas as subá eas do quad o de ex ensão de
EF
Todos os POC disse am que de am essas di e izes aos seus Es agiá ios, exce o o
p o esso B3 que e e e que “os es agiá ios no malmen e seguem aquilo que es á de inido,
as ma é ias que es ão de inidas pelo g upo”, os es an es POC jus i icam a impo ância
da inclusão de odas as subá eas do quad o de ex ensão de EF como p emissa pa a o
cump imen o dos PNEF: “é impo an e cump i no planeamen o es a em odas as á eas e
114
Educação Física que lá es á, à conceção do planeamen o, de a aliação que
es á lá in oduzida. (E2)
Todos os en e is ados conside am ou a das azões, a inexis ência de e lexão e
discussão em g upo da aplicação das O ien ações Me odológicas dos PNEF: “depois uma
di iculdade do e eno é po que as o ien ações me odológicas acabam po induzi mui o
ao abalho cole i o e ao abalho den o do g upo e do depa amen o e, mui as ezes, isso
não se consegue” (E2), “além do pouco conhecimen o, é p eciso e le i sob e aquilo, não
é? Pensa sob e aquilo, ap ende sob e aquilo. Também não me pa ece que isso seja mui o
comum (…) que is o udo seja ei o em cole i o, em conjun o, que dize , em g upo” (E3).
Ou a das di iculdades ap esen adas é o ac o das decisões de g upo, ges ão e
poli alência dos espaços e de um g ande núme o de p o esso es ainda ealiza os seus
planeamen os po blocos de a i idades: “conheço casos de colegas que conco dando, mas
endo um con ex o de o ganização em que a gene alidade dos p o esso es abalha po
blocos, po ciclos de a i idades e que não êm uma o ien ação pa a obje i os de
desen ol imen o dos alunos, obje i os plu ianuais de desen ol imen o”. (E1)
Há ou as di iculdades que são ex e io es às pessoas que são, ou pelas
condições (…) é a o ma como as pessoas olham pa a as condições que êm
(…) e como u ilizam as condições que êm (...) Em elação aos ecu sos,
p essupõem que os ecu sos sejam poli alen es, pa a eu pode decidi o que
é que é melho pa a cada aluno e não se o ecu so a empu a -me pa a
aquilo (…) is o é, em que e possibilidade de delibe ação pedagógica pa a
eu pode u iliza aquilo que é melho pa a cada aluno. (E3)
Segundo os en e is ados, mui os dos p o esso es de EF desconhecem o con eúdo
dos PNEF, ou os êm di iculdades na in e p e ação das o ien ações me odológicas e pa a
ou os, os PNEF não ão de encon o com as suas o ien ações pedagógicas, e as suas
o mações académicas, não se coadunam com a conceção de EF implíci a nos PNEF.
Ou a das azões ap esen adas é o ac o de inexis i e lexão e discussão em g upo sob e
a aplicação das O ien ações Me odológicas dos PNEF, de aco do com os en e is ados a
aplicação dessas o ien ações implica mui o abalho cole i o e decisões de g upo a ní el
do desen ol imen o cu icula , que p essupõe decisões ela i as à ges ão e poli alência
dos espaços pe mi indo a delibe ação pedagógica. Mesmo num con ex o onde não é
a o á el a aplicação do Plano Anual po E apas, exis e a necessidade de adap a e
ealiza um planeamen o que pe mi a a con inuidade e p og essão das aulas, que os alunos
desde o início do ano enham melho ias signi ica i as de p og essão em odas as á eas de

115
a aliação da EF. Se não exis i um abalho cole i o, de g upo, na in e p e ação e decisões
de planeamen o, a aplicação das O ien ações Me odológicas dos PNEF icam
comp ome idas.
1.2. Impo ância das decisões de alcance Plu ianual. Di iculdade dos G upos
de EF em de ini uma a iculação e ical do cu ículo que inclua os obje i os de
cada ano e de ciclo
Os en e is ados en endem que os PNEF são uma e amen a de g ande u ilidade,
pois es ão a iculados e icalmen e e cons i uem um guia de e e ência, pa a a cons ução
dos seus planeamen os, que a ní el plu ianual, que a ní el anual:
Ajudam po que es ão elabo ados, de o ma coe en e e em e mos e icais
(…) o am ei os em p opo ção a iculada do 1º ao 12º ano (…) es á mui o
cla o nos p og amas quais são os obje i os de cada ciclo, que em e mos
de obje i os ge ais, que em e mos das compe ências especí icas daí
deco en es (…) na úl ima e isão, ainda icou mais explíci o quando o am
in oduzidas as no mas de e e ência pa a o sucesso que pode se uma
baliza mui o explíci a e mui o conc e a do que é que os alunos êm que se
capazes de aze no inal de cada ciclo. (E2)
“Os p og amas es abelecem um mapa de opções que as escolas e os p o esso es êm que
escolhe , não ao ní el dos obje i os ge ais, mas ao ní el dos obje i os especí icos” (E3)
e que as decisões ao ní el da a iculação êm de se esol idas em G upo, no seio dos
GEF:
A p incipal di iculdade, a a iculação e ical que em de se esol ida em
g ande pa e pelos g upos de EF, po que essa a iculação de e ealiza -se a
pa i das possibilidades e necessidades dos alunos daquela escola e
daquelas condições, pa a i a pa ido das especi icidades conc e as que se
e i icam no e eno, po an o a ges ão do cu ículo e a in eligência
pedagógica da si uação da ges ão escola e da o ganização do ensino é a
sede dessa possibilidade de ha e uma a iculação e ical e e i a e os
miúdos de ano pa a ano e en e cada ano e em uma ele ação das suas
capacidades e p og esso que ap esen e desen ol imen o mul ila e al. (E1)
Com abalho cole i o, com p o ocolos de a aliação comuns a oda a
gen e, com a análise dos esul ados, com sis emas de p odução de
esul ados dos miúdos pa a se pe cebe o que é que os miúdos azem ou
116
não azem, com a análise desses esul ados, is o é udo uma a e a cole i a.
É is o que e pe mi e depois, mais a de, cons ui es a a iculação e ical.
(E3)
Os PNEF o am elabo ados de uma o ma coe en e em e mos e icais do 1º ao
12º ano, ap esen am obje i os ge ais e especí icos pa a os ês ciclos do ensino básico e
ensino secundá io. Na úl ima e isão dos PNEF o am ainda in oduzidas as no mas de
e e ência pa a o sucesso. As á ias combinações dos obje i os ge ais e especí icos, as
á eas e ma é ias pe encen es ao quad o de ex ensão de EF ga an em a inclusi idade e
possibili am a ende à di e enciação das ca a e ís icas dos alunos. A p og essão de e á
se planeada em elação aos obje i os e es es em elação à AI, que é ei a em elação aos
obje i os ge ais. Assim sendo, pa a se ealiza uma a iculação e ical, odas as decisões
de e ão se omadas em g upo, uma ez que a a iculação p ocessa-se a a és das
possibilidades e necessidades dos alunos e condições do ag upamen o/escola. A ges ão
do cu ículo de e á se uma delibe ação de g upo no sen ido da ele ação das capacidades
e p og essão dos alunos iabilizando um desen ol imen o mul ila e al. Pa a além da
ges ão do cu ículo, o ag upamen o/escola de e á possui p o ocolos de a aliações
comuns e analisa os esul ados.
1.3. P incipais medidas pa a ealiza uma a iculação e ical en e escolas
pe encen es ao mesmo ag upamen o
Segundo os en e is ados, pa a ealiza uma a iculação e ical en e escolas, es a
em de se baseada nos PNEF, espei ando os obje i os ge ais e a endendo à ca a e ís ica
des es, se em lexí eis, ealiza adap ações às condições/ ecu sos, ca a e ís icas da
população e cu sos das escolas: “Essas medidas passam po se baseadas nos p og amas,
depois espei a os obje i os ge ais e en ão o ganiza em modelos lexí eis, adap ados de
o ganização do ensino” (E1).
As p incipais medidas pa a a ealização de uma a iculação e ical passam
p imei o po uma análise dos ecu sos exis en es, sis emas de a aliação comuns e
cons ução de um Planeamen o Plu ianual e do cu ículo de EF. O en e is ado E2 e e e
que a a iculação de e á inicia -se:
Fazendo p ocessos de a aliação inicial comuns ou p óximos, in e p e ando
esses dados, endo as mesmas me as no inal de ciclo, depois a ques ão é
de se aze a a iculação dos planos de cada uma das escolas (…). Combina
um cu ículo, aze um plano plu ianual que pudesse e seguimen o. (E2)
117
Pa a o en e is ado E1, “o Planeamen o Plu ianual, al como odo o planeamen o, é um
planeamen o em que a cha e é a con inuidade (…) de um ano pa a o ou o, o p o esso
começa o ano ap o ei ando o balanço e p oje ando o ano an e io no momen o p esen e”.
As p incipais medidas pa a ealização de uma a iculação e ical en e escolas
passa pela análise e ca a e ização dos ecu sos exis en es, sendo undamen al o na os
espaços de aula o mais poli alen es possí el, um sis ema de a aliação, elabo ação de um
cu ículo comuns en e as escolas e cons ução de um Plano Plu ianual. O Plano
Plu ianual é um plano que pe mi e a con inuidade en e ciclos de ensino, ap o ei a as
aquisições/ esul ados do ano an e io p oje ando o p esen e, endo em is a as me as inais
de ciclo. Cons ói-se analisando os esul ados do p ocesso de a aliação, em pa icula da
AI, a qual pe mi e iden i ica as ca a e ís icas e necessidades dos alunos, podendo odos
os anos se eajus ado em unção dos esul ados da AI.
1.4. Plano Anual de Tu ma po E apas: núme o de e apas, ca a e ís icas e
di isão ao longo do ano
Os en e is ados conside am exis i qua o e apas. Só o especialis a E3 suge e a
exis ência de mais uma e apa. A p imei a e apa se á a de A aliação Inicial, segundo o
especialis a E1, denominada po EROS, e apa de eceção e o ien ação pa a o sucesso, a
segunda e apa se á a e apa de p io idades, a e cei a e apa a de p og essão e a qua a e apa
a do p odu o.
1.4.1. 1ª E apa
A 1ª E apa, de A aliação Inicial de e á e luga em se emb o e ou ub o,
denominada pelo p o esso Luís Bom po E apa EROS, e apa de eceção, ecebe os
alunos e o ien á-los pa a o sucesso. É uma e apa onde se a ualiza os conhecimen os, se
es abelece o uncionamen o das eg as ine en es à disciplina de EF, se in oduz di e en es
o mas de o ganização e no as ma é ias.
A a és da AI é possí el a ualiza e e i ica o g au de ap oximação e a as amen o
em elação aos obje i os ge ais de ano e em elação à a aliação inal de junho, iden i ica
as possibilidades e necessidades dos alunos de e minando-se obje i os po ano, comuns
a odas as u mas, po ano le i o.
Ca a e iza-se ambém po se p ognós ica, pois pe mi e p ognos ica que obje i os
ão se lecionados a é ao inal do ano le i o e quais as melho es soluções de a amen o
das ma é ias p io i á ias, em cada u ma ou conjun o de u mas. É uma e apa de e isão
118
dos anos an e io es, cons ução do es ilo de EF que se p e ende e ap esen ação do ano
le i o:
Há uma a aliação undamen al que é a AI, que é uma e apa
se emb o/ou ub o, que nós chamamos a e apa EROS, e apa de eceção,
ecebe os alunos e o ien a-los pa a o sucesso (…) a ualiza os
conhecimen os, uncionamen o das eg as em odas as aulas, as á ias
o mas de o ganização, in oduzi as ma é ias, ou as mesmas ma é ias ou
no as ma é ias, pa a iden i ica qual é o po encial e a ap idão que eles êm
ela i amen e a esses obje i os (…) a pa i daí, da AI, de inem-se
obje i os pa a esse ano, comuns pa a oda a escola (…) a 1ª e apa é
p ognós ico, p ognos ica quais são os obje i os a é ao inal do ano. (E1)
Todos os en e is ados e e em a necessidade de exis i uma con e ência
cu icula após a AI pa a se de ini os obje i os inais de ano, pa a cada ano le i o:
“a aliação inicial culmina semp e com uma con e ência cu icula dos anos, do mesmo,
dos p o esso es do mesmo ano que, nesse momen o, êm dados su icien es pa a pode
de ini obje i os pa a o inal do ano”.(E3)
É a con e ência mais impo an e do ano, são as decisões mais impo an es,
po que aí é que se decide os obje i os comuns de odos os 7º, 8º e 9º anos
des as ge ações, des e ano le i o, a AI e con e ência cu icula é o pi ô de
odo o planeamen o anual e plu ianual, onde se e eem os ní eis. (E1)
1.4.2. 2ª E apa
A 2ª E apa denominada po P io idades p e ende a a as ma é ias p io i á ias,
conside adas as mais c í icas pa a o desen ol imen o dos alunos/ u ma ou g upos de
alunos nesse ano le i o iden i icadas na AI. São conside adas p io idades as di iculdades
que comp ome em os alunos e em sucesso no inal do ano le i o. É uma e apa que se
inicia após a AI e e mina uma ou duas semanas após a in e upção le i a do Na al, pa a
se pode e e o que oi lecionado du an e a 2ª e apa. É necessá io que a plani icação das
aulas inclua á ias á eas de a i idades ísicas despo i as, co espondendo às
necessidades dos alunos, possibili ando um ensino di e enciado. No en an o, dependendo
das ca a e ís icas das u mas, pode á e de se ealizada uma plani icação das ma é ias
que os alunos enham mais acilidades, sejam mais o es, no caso de u mas onde a
p io idade é a conquis a dos alunos e omen a o es ilo p e endido de ensino-
ap endizagem de EF:
119
E apa de p io idades (…) a a aquelas ma é ias que são c í icas pa a o
desen ol imen o dos alunos nesse ano (…) é necessá io que em cada aula
haja á ias á eas de a i idade que é pa a co esponde às á ias
necessidades dos alunos, não é ensino indi idualizado, é ensino
di e enciado (…) No 2º pe íodo, 1ª e 2ª semana (…) e o ça o que demos
no 1º pe íodo. (E1)
É uma e apa que ai a é ali, a é ao Na al, anda mais um bocadinho pa a a
gen e pode aze e isões (…) em que eu ou a a das p io idades que eu
iden i iquei ou pa a a u ma, ou pa a o g upo de alunos (…) P io idades é
aquilo que é mesmo c í ico aze -se pa a os miúdos e em sucesso no inal
do ano (…) Tem ali um es ilo de abalho que não é o es ilo de abalho que
u achas que eles de e iam em em Educação Física (…) se a p io idade é
ganha aqueles miúdos, é bom começa po ma é ias em que os miúdos
sejam mais o es, pa a ganha balanço pa a a en e”. (E3)
1.4.3. 3ª E apa
A 3ª E apa designada po P og essão é a e apa p incipal do ano le i o, p e ende-
se que du an e es a e apa os alunos demos em p og essões ela i amen e à AI e à 2ª e apa.
Tem o obje i o de aze com que os alunos a injam em odas as ma é ias, o que e a
p e isí el em e mos de obje i os: “um pe íodo de ap endizagem/desen ol imen o (…)
em elação às ma é ias odas, ap esen a coisas que os miúdos ainda não saibam aze
(…) ou que já sabem, mas êm que anda mais pa a além” (E2), “in oduzi mos no idades
e depois abalha pa a oca nos obje i os que êm de ealiza pa a pode em e posi i a
a EF, chamamos es a e apa p og essão, p og essão da e apa de ou ub o, da AI, dos
obje i os de inidos a é ao im do ano” (E1), “começa pa a aí na 2ª semana de janei o (…)
é a e apa p incipal do ano (…) onde os miúdos demons am a p og essão daquilo que
azem (…) alcançam em odas as ma é ias aquilo que e a (…) p e isí el” (E3).
1.4.4. 4ª E apa
A 4ª E apa é conside ada a E apa P odu o, a qual pe mi e con i ma e consolida
as ap endizagens adqui idas e ecupe a os alunos que necessi em abalha de e minadas
ma é ias pa a a ingi em o sucesso a EF: é a e apa inal do ano. É a e apa de a aliação e
p ojeção do ano seguin e, onde es á p esen e a di e enciação e mui a a i idade cole i a, é

120
o momen o do ano em que os alunos colocam em p á ica udo o que ap ende am ao longo
do ano le i o:
O 3º pe íodo é a e apa de p odu o (…) o que nós ainda conseguimos
p og edi a pa i da e apa p og esso (…) É uma e apa do 3º pe íodo que
pe mi e aze ês coisas, con i ma e consolida os miúdos que es ão bem
(…) ecupe a aquilo que os miúdos p ecisam pa a e a melho no a
possí el a EF e in eg a as ap endizagens, é uma e apa mui o impo an e,
essa é que p oje a pa a o ano seguin e. (E1)
É a e apa onde os miúdos demons am os esul ados que ob i e am ao
mesmo empo que alguns miúdos ecupe am coisas que al a ecupe a pa a
consegui demons a os esul ados que se p e endem que eles demons em
(…) é uma ase, simul aneamen e, de, de mui a di e enciação (…) e ao
mesmo empo que ambém em mui os momen os de mui a a i idade
cole i a (…) po que é a al u a do ano que os miúdos êm que goza , êm
que cu i aquilo que ap ende am ao longo do ano”. (E3)
Segundo o en e is ado E2, pode á exis i cinco e apas, no en an o, caso o
calendá io escola ob iga-a a al e a o núme o de e apas. Caso a calenda ização en e as
in e upções le i as do Na al e Ca na al o só de um mês, não se jus i ica aze duas
e apas nesse pe íodo, ealizando assim, apenas qua o e apas.
1.5. Van agens de ado a um Plano Anual po E apas
Pa a os en e is ados, o Planeamen o Anual po E apas é o único ipo de
planeamen o que ga an e a di e enciação do ensino, de ine ma é ias p io i á ias, cump e
o p incípio da con inuidade e da a iedade. An es de su gi em os PNEF as aulas e am
lecionadas em ap endizagens concen adas, iguais pa a odos os alunos,
independen emen e das suas aquisições ou necessidades em cada ma é ia, domina a um
ensino massi o e os espaços de aula es a am especializados, as ma é ias e am lecionadas
de aco do com as ca a e ís icas desse espaço.
Segundo o en e is ado E1, um planeamen o que não seja po e apas, que não siga
as O ien ações Me odológicas dos PNEF é um p og ama cego:
Os alunos do 9º ano a aze o mesmo basque ebol que inham ei o no 8º e
7º ano e no 5º e no 6º, eu chamo a is o o e ei o ca ocel (…) Po que o
cu ículo de e se em espi al. Em espi al implica duas dimensões de a a
di e en es ipos de a i idade ísica e ap ende esses di e en es ipos de
121
a i idade ísica, mas ambém uma dimensão de p og essão de ano pa a ano,
en ão é p eciso um ensino di e enciado, pa a ha e p og essão. (E1)
O especialis a E3 conside a que ado a um Plano Anual po Blocos não espei a o
que ele conside a o que é a EF, u iliza a:
A i idade massi a, que dize , pa a odas as ma é ias, não é possí el
ga an i que oda a gen e ap enda (…) não espei a es a p emissa essencial
que de e es a na educação que é u abalhas em unção daquilo que os
miúdos p ecisam aze , não abalhas nem pa a a média dos miúdos, nem
segundo e e ências ex e io es a eles que é, ou as ins alações ou a a i idade
que o g upo az (…) aze po e apas, espei a aquilo que os miúdos
p ecisam de aze não signi ica que eu não aça só uma ma é ia, du an e
algum empo aça só uma ma é ia (…) há ali momen os em que u p ecisas
mesmo de e a i idade concen ada (…) o que é que e o e ece as e apas?
O e ece- e a possibilidade de escolhe es o que é que é melho pa a o aluno
e a possibilidade de o aluno abalha e e i amen e aquilo que ele p ecisa
abalha pa a pode se melho (…) se mais desen ol ido, pa a ele
ap ende mais. (E3)
Um Planeamen o po E apas é um planeamen o que se es u u a em espi al, em
o no de duas dimensões: a lecionação de di e en es ma é ias e a p og essão das
ap endizagens, espei ando um ensino di e enciado.
A p á ica de um ensino massi o ou um ensino condicionado pelas ca a e ís icas
dos ecu sos ma e iais e ins alações, não ga an e a ap endizagem po pa e de odos os
alunos, não espei a as p io idades e necessidades de ap endizagem.
Conside am o Planeamen o po E apas um planeamen o complexo e po á eas,
que em po base o Plano Plu ianual de inido pelo GEF, pe mi indo ao p o esso a
delibe ação pedagógica, e á ias opções de ensino, espei ando a indi idualização e a
di e enciação do ensino. Su ge pa a colma a as alhas obse adas no ensino po blocos,
onde es á p esen e a massi icação, indi e en e às ca a e ís icas e necessidades dos alunos.
Re e em ainda que, pa a se ealiza um Planeamen o Anual po E apas e espei a as
O ien ações Me odológicas dos PNEF, é necessá io que os espaços de aula sejam o mais
poli alen es possí el e se abalhe num clima mo i acional pa a ap ende , de p og essão.
É um planeamen o que espei a as necessidades e aquisições dos alunos e ga an e a
p og essão, possibili a ao aluno, ou g upo de alunos, abalha o que ealmen e
necessi am, as suas p io idades, com is a ao sucesso, con a iamen e a um planeamen o
122
cego, onde os obje i os se epe em odos os anos, sem espei a a di e enciação,
necessidades ou aquisições:
O planeamen o em de se complexo e depois êm de se aulas po á eas,
que é pa a cada u ma e em cada aula, naquele momen o o p o esso e
opções de planeamen o (…) oi po isso que apa eceu o planeamen o po
e apas. Pa a e mos um modelo que osse con a os blocos, echa opções,
massi icação do ensino em módulos indi e en es às ca ac e ís icas e
necessidades dos alunos (…) sem pe de o io condu o que é de inindo,
em 1º luga pelo g upo de EF no plano plu ianual e depois, de cada u ma,
no plano anual. Pa a isso é p eciso a poli alência de espaços. (E1)
1.6. Recomendações pa a odos os p o esso es sigam as O ien ações
Me odológicas dos PNEF e ealizem o seu Plano Anual po E apas
Pa a os en e is ados se ia necessá io uma o mação con inua na á ea, numa
modalidade de es ágio, comp omissos cole i os e indi iduais numa lógica de
desen ol imen o dos obje i os e da ap endizagem/necessidades dos alunos e um p ocesso
de apu amen o de esul ados:
Tem de ha e aqui e ei o de demons ação, que é a possibilidade dos
p o esso es pode em e es ágios nas escolas uns dos ou os, ou pelo menos
da o mação das boas p á icas, i às escolas e como é que se azia e se
c edi ado (…) ha e es ágios ou ações de o mação, em que os p o esso es
possam isi a em duas semanas as escolas que uncionem assim, pa a
e em e pe cebe em, pa a os p o esso es pode em pa ilha en e si uma
comp eensão mais pe ei a como se usa os mecanismos de conquis a. (E1)
O que decide isso é ha e um comp omisso indi idual e cole i o em elação
a obje i os que se êm que alcança e en ende (…) que os miúdos, no inal
do ano, êm que es a melho es do que es ão no início do ano, po an o,
emos que i mon ando o pe cu so (…) c iando obje i os e desa ios pa a os
miúdos chega em lá. (E2)
“P imei a condição pa a a poli alência dos ecu sos (…) A ou a é uma decisão cole i a
do p o ocolo de a aliação inicial (…) p ocessos de apu amen o de esul ados pa a pode es
compa a ”. (E3)
Pa a o especialis a E1 uma das ecomendações se ia a SPEF e a CNAPEF, a a és
de uma ede de escolas em conjun o com o Minis é io da Educação, aze uma ede de
123
es ágios de o mação con inua. Os p o esso es ealiza iam es ágios em escolas onde se
aplicam as o ien ações me odológicas dos PNEF, nomeadamen e o Planeamen o Anual
po E apas. Se iam es ágios c edi ados, de o mação con ínua, em que os p o esso es
e iam edução da ca ga ho á ia, ou passassem duas semanas a e como unciona a
escola, ao ní el da EF, pa a depois pode ha e pa ilha com os colegas da sua
escola/ag upamen o das boas p á icas i enciadas e obse adas du an e o es ágio. Pa a
os ou os dois en e is ados a solução passa ia po ha e um comp omisso indi idual e
cole i o em elação aos obje i os e desen ol imen o da EF. Em p imei o luga os g upos
de EF e iam de oma uma posição ela i amen e aos espaços de aula, o nando-os o mais
poli alen es possí el, ealiza p o ocolos de AI e p ocessos de apu amen o de esul ados,
que iabilizassem um planeamen o de aco do com as necessidades dos alunos e das suas
possibilidades de desen ol imen o.
1.7. Momen os de e isão das ma é ias lecionadas no Plano Anual po E apas
Os en e is ados conside am exis i uma g ande e apa de e isão ela i amen e às
ap endizagens adqui idas nos anos an e io es, sendo es a a e apa de AI. Es a e apa é
conside ada uma e apa de e isão dos anos an e io es, pe mi indo uma a ualização das
ap endizagens do p esen e e p oje a o u u o. Pa a além des a e apa de e á exis i
momen os de e isão após as in e upções le i as pa a da con inuidade às ap endizagens
e ecupe a ní eis an e io es, pois cada e apa é semp e planeada em unção da e apa
an e io :
A 1ª e apa é uma e isão em elação ao passado e uma a ualização do
p esen e pa a p oje a o u u o, no inal de cada pe íodo de e apa az-se uma
sín ese e no início az-se uma sín ese (…) o planeamen o não é pa a di idi
ma é ias po pe íodos, é pa a uni os pe íodos, é pa a uni os pe íodos
a a és das ma é ias, não é pa a di idi as ma é ias pelos anos, é pa a uni
os anos a a és das ma é ias. (E1)
Semp e que há uma pa agem (…) é p eciso eu e e aquilo que eu es a a a
aze (…) en a ecupe a ní eis an e io es aquilo que os miúdos já aziam
(…) O momen o mais impo an e é o momen o do início do ano (…) de
e isão daquilo que os miúdos ize am em anos an e io es na a aliação
inicial é decisi o (…) Tu o ganizas uma e apa em unção da e apa an e io
(…) O que que dize que é bom ha e semp e aqui um pe íodo mui o cu o,
que eu e ejo as coisas odas, não é? Pa a, e en ualmen e, ecupe a ní eis