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CAPÍTULO IX
IDEALIZAÇÃO DE UM MODELO PARA A
COMPREENSÃO DA CONSTRUÇÃO DA
CONFIANÇA NAS PLATAFORMAS
DA ECONOMIA DE PARTILHA
Raissa Ka en Lei inho Sales
Uni e sidade de A ei o, Po ugal
Vania Baldi
Uni e sidade de A ei o, Po ugal
Ana Ca la Ama o
Uni e sidade de A ei o, Po ugal
Resumen
A con iança é um p incípio essencial à economia de pa ilha em ede. Nes e con ex o, uma
expe iência de pa ilha é mediada digi almen e e acon ece en e alguém que possui um p o-
du o ou se iço pa a oca , aluga , ende ou doa à ou a pessoa no malmen e desconhecida.
Dian e dis o, o abalho em como obje i o elabo a um modelo que explique o p ocesso de
cons ução da con iança na economia de pa ilha. Realizou-se uma e isão da li e a u a com
base na pla a o ma Scopus a pa i das ags ‘sha ing economy’; ‘collabo a i e economy’;
‘ us ’; e ‘con idence’. Fo am analisados, inicialmen e, 135 es udos publicados en e 2013 e
2018. O modelo desen ol ido a pa i des a e isão p opõe ês dimensões psicossociais pa a
a cons ução da con iança: A ec , Cogni i e e Subjec i e. Pa a cada uma das ês dimensões
se iden i icam um conjun o de c i é ios he menêu icos ado ados pelos u ilizado es das di as
pla a o mas du an e o p ocesso de in e ação isado à cons ução da con iança. A p imei a
conside a sob e udo os e ei os emo i os desa iados pelas elações in e pessoais na pla a o ma,
em pa icula a c iação de expe a i as en e os u ilizado es. A dimensão cogni i a eme e pa a
a con iança inspi ada pela polí ica da pla a o ma onde oco em as in e ações. Já a dimensão
subje i a comp eende os p incípios é icos, os obje i os, as p opensões e as expe iências pes-
soais que in luenciam a cons ução da con iança dos u ilizado es das pla a o mas. O modelo
de cons ução da con iança pe mi e, po an o, pe cebe como os u ilizado es das pla a o mas
digi ais da economia de pa ilha podem desen ol e pa âme os de con iança. Es e modelo
ambém pode se ele an e pa a es as pla a o mas melho a em as es a égias in ocomunica-
cionais e c ia em e amen as de con iança.
Pala as cla e
Economia de pa ilha, Consumo colabo a i o, Con iança, Pla a o ma digi al.
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1. In odução
No sen ido de elaciona um dos equisi os mais impo an es da ida social,
is o é, a expe iência cogni i a e a e i a da con iança, com a c iação e o un-
cionamen o das pla a o mas digi ais, alguns es udos comp eendem al
componen e socioan opológica no sis ema digi al como elemen o de ele-
ância pa a es abelece a qualidade da in e ação homem-ec ã- ede. Nessa
p imei a abo dagem, des aca-se po exemplo a pesquisa de Fogg (2003) em
Pe suasi e echonology, na qual a con iança é essal ada como um ele-
men o cen al da c edibilidade3 nas expe iências de se iços na Web.
Po ou o lado, numa abo dagem sociológica mais clássica, ambém os as-
pec os ela i os à qualidade das elações in e pessoais cons uídas nos di-
e en es espaços sociais p essupõem uma unção signi ica i a da con iança.
Na ob a Con ianza, Luhmann (2005) a a a con iança como ‘ edu o ’ (is o
é, edução) da complexidade e conside a a comunicação como a base da
in e ação social. As possibilidades de in e ação en e os indi íduos e a o -
ganização da p óp ia o dem social implicam di e en es o mas de i encia-
em a complexidade social. Em consequência, em-se a necessidade de sim-
pli ica e o na as elações algo expec á el en e à di e sidade de compo -
amen os po encialmen e imp e isí eis4.
A cons ução da con iança com base em uma expec a i a – sob e o ou o ou
sob e a pla a o ma digi al, pa a es e es udo – é, po an o, ambém es u u-
an e nas ansações da economia de pa ilha em ede. Os u ilizado es de-
mons am algum ipo de ulne abilidade e man êm uma ce a expec a i a
sob e o compo amen o do ou o ao comunica em-se po meio de uma pla-
a o ma digi al pa a pa ilha bens e expe iências. Cada in e ação e ela as-
pec os dis in os ela i os às ques ões cul u ais, con ex uais, subje i as, ins-
i ucionais, en e ou as.
Os ambien es digi ais êm, po conseguin e, as suas unções especí icas (de-
sign, il os, mecanismos de p o eção de dados e p i acidade e c.) na ma-
nei a de p opo ciona a con iança no se iço digi al. Toda ia, pa a além
disso, p ecisam ambém auxilia a eme gência duma con iança ecíp oca
en e u ilizado es.
Na economia de pa ilha as elações de con iança são undamen ais pa a
que os sujei os decidam pa ilha a a és de uma colabo ação em ede. No
a igo The Sha ing Economy Lacks A Sha ed De ini ion, Bo sman (2013)
3 Tem-se a c edibilidade como uma e e ência pe cep i a do indi íduo em elação a um obje o,
pessoa ou in o mação (Fogg, 2003).
4 “A consciência des a dupla con ingência é uma o ma di e a de os indi íduos i encia em a
complexidade social, e po isso se azem necessá ios mecanismos que diminuam es as con-
ingências, p é-selecionem as possibilidades de ações dos indi íduos e, consequen emen e,
eduzam a a iedade de compo amen os espe ados possí eis” (Mo a, 2016, p. 190).
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e idenciou que o e mo economia de pa ilha pode se aplicado quando pe -
cebemos um modelo econômico baseado na pa ilha de “a i os subu iliza-
dos” (p odu os e se iços pouco ou nunca u ilizados), sejam espaços, habi-
lidades ou ma e ial, pa a bene ícios mone á ios ou não mone á ios. Em The
Sha ing Economy: Why People Pa icipa e in Collabo a i e Consump ion,
Hama i, Sjöklin , & Ukkonen (2016) co obo am com es e concei o ca ac-
e izando-o como “uma a i idade pee - o-pee de ob e , da ou compa i-
lha o acesso a bens e se iços, coo denados a a és de se iços online ba-
seados na comunidade” (Hama i e al., 2016, p. 2049). Pa a es es au o es,
a pa ilha de e se mediada digi almen e e as ansações o ganizadas pela
p óp ia comunidade de u ilizado es.
Ao conside a a ele ância da cons ução da con iança em ansações da
economia de pa ilha, es e abalho se az sob o obje i o de elabo a um
modelo de cons ução da con iança po meio de uma e isão de li e a u a,
analisando publicações en e os anos de 2013 a 2018, inicialmen e um o al
de 135 es udos.
2. A con iança na economia de pa ilha
Nos úl imos anos pesquisado es de á eas dis in as p eocupa am-se em dis-
cu i a con iança on-line, sob e udo em mensu a suas consequências
(Iga ashi e al., 2008; Hang, Wang, & Singh, 2009; Adali e al., 2010;
Cheshi e, 2011; Zhang & Wang, 2013; Jiang, Wang, & Wu, 2014; Wang, Qiu,
Kim, & Benbasa , 2016).
Ao comp eende a elação en e pa es em uma ansação da economia de
pa ilha êm-se a con iança en e uma pessoa que p ecisa de algo (p odu o
ou se iço) e ou a que em acesso a es e a igo, sendo es es sujei os desco-
nhecidos (Bo sman, 2015; Bo sman, 2016). Pa a a au o a, a economia de
pa ilha ab ange um sis ema social undamen ado em elações pessoais e
baseado em p incípios an igos, en e eles, a con iança. No en an o, a con i-
ança, um a o que a e a di e amen e a in enção de pa ilha , é ambém de-
sa ian e dian e do obs áculo de se cons uída en e es anhos.
A e olução da con iança na sociedade, segundo Bo sman (2016) em We' e
s opped us ing ins i u ions and s a ed us ing s ange s, oco e po
ês e en es: o local, o ins i ucional e o dis ibuído. A a ual o ma de cons-
ui con iança deixa uma isão mais pa icula e concen ada pa a assumi
possibilidades dinâmicas e descen alizadas. Têm-se uma o ma de con ia
mais abe a – dependen e de indi íduos e o ganizações di e sas –, com-
plexa – cons uídas nos mais dis in os meios, ipos de elações, con ex os
di e sos e em inúme as azões – e dian e dos ecu sos opo unizados pelas
ecnologias – po meio de edes sociais, u ilizando as ecnologias mobiles,
den e ou as.
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Em T us and echnology in collabo a i e consump ion: Why i is no jus
abou you and me, Keymolen (2013) essal a o sen ido que az assimila a
con iança e o consumo colabo a i o com base na con iança in e pessoal.
Mas, ale a pa a o ac o de que es a base não de e e como p oposição a
possibilidade de as pessoas colabo a em em pla a o mas on-line de uma
o ma semelhan e a amilia ou ao ace- o- ace em pequenas comunidades.
Pa a au o a, a complexidade da in e ação humana pode se a ada pelo a o
de con iança, po ém o con ex o on-line não é um ambien e neu o que e-
me e às elhas o mas de con iança.
O o o de con iança ou p obabilidade de que as coisas i ão co e bem, en-
endida como uma expec a i a na isão de Luhmann (2005), é o p incípio
da con iança na economia de pa ilha (Bo sman, 2015). No es udo Le e a-
ging Consump ion In en ion wi h Iden i y In o ma ion on Sha ing Eco-
nomy Pla o ms, Cho, Pa k e Kim (2017) concen am-se na con iança em
um ambien e o ganizacional en ol endo duas pa es especí icas: uma pa e
con ian e e uma pa e con iá el. Ou os au o es, como Ye, Alahmad, Pie ce,
& Robe J (2017) e Yang, Lee, Lee, & Koo (2016) ambém comp eendem
a cons ução da con iança a pa i da in e pe sonal us ou dyadic us e
nomeiam es as pa es de: us o e us ee. Nes e es udo, assumi emos es-
es a o es na cons ução da con iança.
Um modelo de con iança pa a o consumo colabo a i o conside a a
necessidade de escala o mon e da con iança (Bo sman, 2016). P imei o é
necessá io ac edi a na ideia, em seguida con ia na pla a o ma, pa a en ão
usa a in o mação e de ini se a ou a pessoa é con iá el.
Figu a 1: Modelo de con iança pa a consumo colabo a i o
Fon e: Adap ado de Bo sman (2016).
A con iança es á en e uma ce eza – baseada na expec a i a, enquan o o
us o não oma nenhuma decisão em con ia – e uma ince eza – sedi-
men ada no isco, enquan o o us o pensa nas des an agens de con ia .
Essa é a o ma mais simplis a de en ende a con iança, po ém ou os ele-
men os complexos compõem esse sis ema, como salien ado nas con ibui-
ções de Luhmann (2000).
KNOWN
3. T us he o he use
2. T us he pla o m
1. T us he idea UNKNOWN
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Além do o o de con iança, p esumi ecip ocidade pode se uma o ma de
ac edi a na expec a i a em con ia e exp imi compo amen os baseados
numa espécie de ‘disposição em con ia pela c ença na mu ualidade’.
Bo sman e Roge s (2011) de inem dois ipos de ecip ocidade: di e a (as
pessoas espondem uma ação posi i a com ou a ação posi i a) e indi e a
(as pessoas dão me cado ias e se iços sem aco da explici amen e uma e-
compensa ).
Dian e da in e pessoalidade p esen e pe manen emen e nas in e p e ações
ace ca da cons ução da con iança, é p eciso essal a as mudanças de com-
po amen o dos sujei os en e aos no os cená ios socio écnicos. A econo-
mia de pa ilha con a com us o s e us ees a i os (p osume s5), p on os
pa a assumi em unções de c iado , colabo ado , inanciado , p odu o e
p o edo (Bo sman, 2015) e capazes de euni es as in o mações a a o da
cons ução da con iança.
Mesmo conside ando ulc al a e en e in e pessoal, Keymolen (2013) sem-
p e ac escen ou a in luência das ecnologias como peça undamen al ao en-
endimen o das elações de con iança on-line6. A isão da ecnologia como
acili ado a de in e ações con iá eis pode se ap o undada ao comp eendê-
la como um a e a o c iado pa a supe a a complexidade (Keymolen, 2013).
Dessa o ma, os ecu sos de con iança (classi icação dos u ilizado es e das
expe iências, es emunhos, e i icação e disponibilidade dos dados pesso-
ais, ga an ias de essa cimen o ou apoio inancei o), e idenciados nas pla-
a o mas da economia de pa ilha, ambém são componen es que sedimen-
am a cons ução da con iança.
Es e abalho conside a ele an e a comp eensão in e pessoal e ecnológica
pa a análise da con iança, econhecendo as pla a o mas digi ais da econo-
mia de pa ilha como sis emas ecnológicos e sociais, pa e de um e hos co-
labo a i o. En ende-se que a cons ução da con iança es á na expe iência
do u ilizado em elação ao an i ião, à pla a o ma e ao p óp io sujei o u i-
lizado .
5 Tapsco e William (2007) no li o Wikinomics: como a colabo ação em massa pode muda o
seu negócio já en a iza am que exe ce papéis em uma sociedade em ede não co esponde
mais a ações ociosas ou a lei u as passi as, mas signi ica compa ilha , socializa , colabo a e,
p incipalmen e, c ia nos espaços de comunidades li emen e conec adas. Ace ca da u ilização
do e mo “c ia ”, os au o es e e i am-se aos consumido es p odu o es e aos con eúdos ge ados
pelos u en es dos medias, mas ambém a um cená io em que as colabo ações em massa dos
p osume s in luenciam um con ex o.
6 “É a a és do sis ema on-line que a con iança in e pessoal é es abelecida, o p óp io sis ema
se o na pa e dessa in e ação. O sis ema con a. A con iança en e es anhos não é es abelecida
no ácuo, mas em um con ex o signi ica i o, o que in luencia os a o es em sua disposição de
coloca sua con iança. Fo ja a in e ação de manei a imp e is a” (Keymolen, 2013, p. 144). T a-
dução nossa.
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3. A cons ução da con iança: um modelo pa a economia de pa -
ilha
A elabo ação de um modelo de cons ução da con iança undamen ou-se
numa e isão da li e a u a com publicações indexadas na pla a o ma Sco-
pus. A es a égia de busca u ilizada baseou-se na indicação de qua o pala-
as-cha e e os espec i os conec o es: ‘sha ing economy’ OR ‘collabo a-
i e economy’ AND ‘ us ’ OR ‘con idence’. 135 es udos o am iden i icados
nas ca ego ias a icle e con e ence pape , os quais passa am à iagem.
Uma ques ão oi conside ada como c i é io de exclusão e aplicada à lei u a
do í ulo, esumo e in odução: o es udo analisa de alguma o ma a elação
en e con iança e economia de pa ilha? Com a aplicação des e c i é io e-
sul a am-se 68 a igos pa a análise de ex o comple o. Em seguida, 49 es-
udos o am excluídos na a aliação da e são em ex o in eg al a pa i do
seguin e ques ionamen o: os a igos ap esen am algum amewo k ou mo-
delo de cons ução da con iança? Resul ou-se em um conjun o inal de 14
es udos pa a sín ese quali a i a e o mulação do modelo.
A exclusão de an os a igos esul a do ac o de que usamos uma es a égia
de busca ampla pa a e ce eza de que nenhum es udo ele an e oi exclu-
ído. Além dos c i é ios de exclusão, o conjun o inal de es udos passou po
dois ciclos de e isão, no sen ido de con i ma os elemen os e indicado es
mencionados, assim como os concei os dados a es es.
Os anos das publicações a ia am de 2016 a 2018, o que nos le a a ac edi a
que a busca po um modelo de cons ução da con iança nes e âmbi o con-
inua a ual e pe inen e. A maio ia dos es udos (oi o deles) da am de 2018.
Seis pla a o mas o am pesquisadas: Xiaozhu (1); Ai bnb (7); Chau eu ed
Ca Se ices (1); Didi Chuxing (1); Ube (1); Couchsu ing (1). Nem odo
es udo oi ealizado com uma pla a o ma pa icula como obje o de pes-
quisa, em ês nenhum con ex o da economia de pa ilha oi especi icado.
Regis a-se a inquie ação com a a enção dada pelos es udiosos às pla a o -
mas mais disseminadas e que p io izam o ca á e come cial e a ecip oci-
dade baseada na oca mone á ia. A única exceção ica po con a do es udo
de caso do Couchsu ing.
Na p esen e análise, ês dimensões de cons ução da con iança o am en-
con adas: A ec , Cogni i e Subjec i e. As duas p imei as dimensões o am
nomeadas con o me menciona am a maio ia dos au o es es udados. Choi
& Rhee (2018) abo dam as dimensões A ec e Cogni i e quando conside am
no Modelo o agen e (o u ilizado ) e a en idade (a pla a o ma), assim como
as elações (in e ações en e os agen es) e o uso (u ilização da pla a o ma e
do p odu o/se iço).
Já X. Wu & Shen (2018) abo dam a dimensão A ec a pa i da In e pesonal
us , es abelecida pela in e ação en e os pa icipan es da economia de
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pa ilha; e a dimensão Cogni i e nas Ins i u ional us e T us in he p o-
duc , cons uídas na u ilização da pla a o ma. As pla a o mas são is as pe-
los au o es como mediado as das elações su gidas na economia de pa ilha
quando assegu am ansações de pa ilha po encialmen e mais con iá eis e
quando ag egam in o mações elacionadas aos u ilizado es, aos p odu-
os/se iços e às expe iências, a o ecendo a cons ução da con iança.
A úl ima dimensão, Subjec i e, ecebeu um nome nes a análise a pa i dos
elemen os encon ados nos es udos. Isso jus i ica-se pelo ac o de não se e
cons a ado uma inicia i a de nomeação pelos au o es. O modelo (Figu a 2)
conside a que a cons ução da con iança é desen ol ida a pa i da inicia-
i a de um us o ao busca uma pla a o ma onde encon a á us ees e-
gis ados. A con iabilidade é desen ol ida, po an o, com pe cepções sob e
o us ee, à pla a o ma e o p óp io us o .
Pa a pe cebe a cons ução da con iança exis em ainda a o es bases e
ans e sais às dimensões, são: epu a ion, c edibili y, in e ac ion e amili-
a i y (Kamal & Chen, 2016; Tian, Wu, & Lee, 2017; S.-B. Yang e al., 2016;
S. Yang, Lee, Lee, & Koo, 2018; Ye e al., 2017; Yoon & Lee, 2017). Es es
a o es são pe cebidos ao longo das explicações dadas aos elemen os e in-
dicado es de cada dimensão.
Bene olence
Habili y
Response a e
Con i m ime
Feedback
Accep a e
Numbe o lis ings
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Figu a 2: Modelo de cons ução da con iança
3.1. A cons ução da con iança com base no a e o
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3.3. A cons ução da con iança e a base subje i a
Pelo menos a me ade dos es udos analisados des acam indicado es elacio-
nados ao sujei o, apesa de não e em nomeado es a dimensão – em des aque
as con ibuições de Chuang, He, & Chiu (2018), Kamal & Chen (2016); Lu z
e al. (2018); Tian e al. (2017); e Ye e al. (2017). A dimensão subje i a, assim
chamada nes e es udo, pa e do en endimen o de que os p incípios, os obje-
i os, as p opensões e as expe iências pessoais in luenciam a cons ução da
con iança.
Numa pe spec i a pessoal, o que impac a ia a disposição em con ia de um
us o ? A exemplo, pa a Tian e al. (2017) um u ilizado de uma pla a o ma
de pa ilha de ca os pode e a expec a i a de que es es se iços podem me-
lho a a e iciência da ida a a és da p a icidade. Essa isão posi i a ajuda o
us o a pensa que uma expe iência de pa ilha de ca o pode supe a as
suas expec a i as e, po isso, ale a pena se i ida. Chuang e al. (2018) com-
p eendem esse ipo de si uação como con eniência e ac edi am que a como-
didade expec ada pelos pa icipan es pode de ini o uso de se iços da eco-
nomia de pa ilha.
Po ou o lado, pode-se iden i ica um u ilizado que busque bene ícios mo-
ne á ios com uma expe iência e, se isso não az pa e da lógica colabo a i a
de uma de e minada pla a o ma, esse ipo de expe iência pode se conside-
ado des an ajoso. Uma expec a i a posi i a e capaz de in luencia a in enção
de uso pode ainda se espelhada na opinião de ou os sujei os. O impac o das
pessoas impo an es aos u ilizado es ou da opinião pública ao edo sob e o
uso de se iços de pa ilha é ou o pon o decisi o na in enção do us o
(Chuang e al., 2018; Tian e al., 2017).
Pa a além da in enção, Kamal & Chen (2016) e Yoon & Lee (2017) mencio-
nam a p opensão em con ia em alguém. Ambos ac edi am em uma disposi-
ção ge al pa a con ia em alguém baseando-se nas expe iências an e io es e
nos alo es pessoais. P imei o, é p eciso que o us o enha i enciado algo
posi i o pa a cons ui a con iança baseado em algo an e io ou que suas ex-
pe iências nega i as o le e a pensa que já em i ência su icien e pa a não
se us ado no amen e.
A p opensão em con ia ambém pode se bloqueada po um us o ixado
em seus p incípios e conse ado o su icien e ao pon o de não encon a -se
abe o a con iabilidade. Ao con á io, caso o us o não conside e qualque
p incípio e es eja abe o a cons ui a con iança a qualque cus o, pode es a
expos o a con li os e insegu ança, po exemplo.
Yoon & Lee (2017), Ye e al. (2017) e San os & P a es (2018) essal am o isco
pe cebido como elemen o imp escindí el à cons ução da con iança. Le an-
a possí eis esul ados nega i os ace ca da expe iência u u a pe mi e aos
us o s a alia p e iamen e a expe iência. De aco do com Ye e al. (2017), se
a con iança é maio do que o isco pe cebido, os indi íduos são mais p open-
sos a se en ol e em um compo amen o con ian e.
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Um us o pode a alia como ameaças as ques ões inancei as, como po
exemplo os cus os e os gas os em excesso que es a expe iência pode lhe a-
ze ; ísicas, conside ando po exemplo a exposição a c imes, aos aciden es e
aos desgas es ísicos; e sociais, quando a alia po exemplo se a expe iência de
pa ilha pode lhe aze algum s a us ou o elaciona a um g upo social.
Ace ca des a úl ima ameaça, é possí el que uma pessoa que op e po pa ilha
uma acomodação possa se conside ada excessi amen e econômica ou,
ainda, uma pessoa que decida abalha em oca de conhecimen os seja a-
xada de 'bon i an ’.
Quad o 4: Indicado es da dimensão subje i a.
Fon e: Elabo ação p óp ia.
Use in en ion
Pe o mance ex-
pec ancy
A expec a i a do us o sob e a expe iência (pla-
a o ma e pa ilha) pode basea -se na pe spec i a
de supe a ou us a o espe ado, o azendo
ques iona se ale a pena.
Kamal & Chen (2016;
Tian e al. (2017);
Chuang e al. (2018).
Bene i s
O us o pode conside a uma expe iência pesso-
almen e an ajosa po p aze (gos a daquele ipo
de expe iência), ques ões sociais (encon a pes-
soas no as) ou mone á ias ( ecebe algum ipo
de ecompensa inancei a).
Lu z e al. (2018); Lee
e al. (2018).
Social in luence
O us o em a possibilidade de conside a a opi-
nião de pessoas de e e ência ou da opinião pú-
blica de o ma que isso de e mine a sua in enção
em con ia .
Tian e al. (2017).
Pe sonal p opensi y
Expe iences
As expe iências i idas pelos us o s podem im-
pac a , posi i a ou nega i amen e, a p opensão
em con ia .
Kamal & Chen (2016;
Tian e al. (2017).
Valou s
Os us o s podem comp eende os p incípios
pessoais como algo que de e se man ido a odo
cus o, azendo-o decidi de o ma mais con ida e
conse ado a.
Pe cei ed isk
Financial
O us o a alia o g au de des an agem inancei a
que a expe iência pode lhe aze (po exemplo:
cus os e gas os em excesso).
Ye e al. (2017).
Social
Cabe ao us o analisa se uma expe iência de
pa ilha pode impac a nas elações sociais a
pon o de o elaciona a um g upo ou o con e i um
s a us.
Physical
O us o a alia o quão nega i o a expe iência
pode se a pon o de ep esen a uma ameaça í-
sica (po exemplo: c imes, aciden es, desgas es
ísicos).
A elação en e as dimensões e os elemen os em suas di e en es pe spec i as
ambém oi pe cebida. O es udo de Ye e al. (2017) abalha es a elação a
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pa i do c uzamen o en e a base a e i a, analisada a pa i do elemen o So-
cial p esence, e a base subje i a, conside ando o Pe cei ed isk. Kamal &
Chen (2016), po sua ez, elaciona as ês dimensões a pa i de indicado es
de Secu i y and p i acy; IT quali y; Pe sonal p opensi y; e Social p esence.
4. Conclusão
Conse ou-se a comp eensão da con iança como um d i e impo an e nas
discussões sob e a economia de pa ilha, en e an o a pesquisa sob e a emá-
ica ainda é mui o limi ada, me ecendo mais pesquisas.
Com base nos es udos analisados, eo izamos que os a ibu os do us ee e-
p esen am sua con iabilidade e possi elmen e a e a iam as escolhas dos us-
o . Em segundo luga , a pe cepção dos u ilizado es sob e a pla a o ma pode
apon a pa a a a enção (e possí eis p eocupações) des as o ganizações sob e
às expe iências e os esul ados p opo cionados. Po im, a subje i idade do
us o e ela um consumido da economia de pa ilha sensí el às suas pe -
cepções e capaz de dis ingui in enção, p opensão e isco.
De aco do com o modelo, embo a o conjun o de indicado es seja ex enso (28
i ens), en a iza-se a possibilidade de amplia esse núme o assumindo a eme -
gência de ou os a pa i de uma análise de di e en es pla a o mas, assim
como com o su gimen o de no as especi icações ecnológicas.
Quan o às implicações p á icas, os indicado es eúnem con ibuições pa a
bene icia odas as pa es en ol idas, pois são undamen ais nas decisões dos
us o s, assim como podem se ú eis ao desempenho dos us ees e às es a-
égias das pla a o mas. O us ee pode melho a a p ojeção e a coo denação
de seus pe is e anúncios espondendo aos us o s de o ma mais equen e,
a ualizando seu pe il pessoal e acei ando ese as, po exemplo, a im de de-
mons a sua bene olência, habilidade e in eg idade.
Aos ges o es de pla a o mas da economia de pa ilha, es e es udo ajuda no
a anço da con iança com seus consumido es. As pla a o mas podem ganha
c edibilidade pa a ge a con iabilidade e a ai público – solici ando in o -
mações mais de alhadas, assegu ando os dados dos u ilizado es e deixando
cla o os egulamen os e obje i os, po exemplo.
O ac o dos es udos analisados pa a elabo ação do modelo de cons ução da
con iança não explo a em a di e sidade de pla a o mas digi ais da economia
de pa ilha e, sob e udo, e idencia em negócios mais come ciais pode ep e-
sen a uma limi ação pa a os esul ados aqui ob idos.
Suge e-se, po an o, que no os esul ados possam su gi com a ealização de
es udos de casos com pla a o mas de di e sos se o es da economia de pa i-
lha, uma en a i a de amplia es e modelo conside ando o espe ado c esci-
men o des a economia e o a anço das ecnologias. Além disso, cabe ainda às
u u as pesquisas a aplicação do modelo e idenciado.
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