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Idealização de um modelo para a compreensão da construção da confiança nas plataformas da economia de partilha

Abstract

A confiança é um princípio essencial à economia de partilha em rede. Neste contexto, uma experiência de partilha é mediada digitalmente e acontece entre alguém que possui um produto ou serviço para trocar, alugar, vender ou doar à outra pessoa normalmente desconhecida. Diante disto, o trabalho tem como objetivo elaborar um modelo que explique o processo de construção da confiança na economia de partilha. Realizou-se uma revisão da literatura com base na plataforma Scopus a partir das tags ‘sharing economy’; ‘collaborative economy’; ‘trust’; e ‘confidence’. Foram analisados, inicialmente, 135 estudos publicados entre 2013 e 2018. O modelo desenvolvido a partir desta revisão propõe três dimensões psicossociais para a construção da confiança: Affect, Cognitive e Subjective. Para cada uma das três dimensões se identificam um conjunto de critérios hermenêuticos adotados pelos utilizadores das ditas plataformas durante o processo de interação visado à construção da confiança. A primeira considera sobretudo os efeitos emotivos desafiados pelas relações interpessoais na plataforma, em particular a criação de expetativas entre os utilizadores. A dimensão cognitiva remete para a confiança inspirada pela política da plataforma onde ocorrem as interações. Já a dimensão subjetiva compreende os princípios éticos, os objetivos, as propensões e as experiências pessoais que influenciam a construção da confiança dos utilizadores das plataformas. O modelo de construção da confiança permite, portanto, perceber como os utilizadores das plataformas digitais da economia de partilha podem desenvolver parâmetros de confiança. Este modelo também pode ser relevante para estas plataformas melhorarem as estratégias infocomunicacionais e criarem ferramentas de confiança.

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Idealização de um modelo para a compreensão da construção da confiança nas plataformas da economia de partilha

Author: Sales, Raissa Karen Leitinho; Baldi, Vania; Amaro, Ana Carla
Publisher: Egregius
Year: 2020
Source: https://idus.us.es/bitstreams/52863cc2-c95b-48ab-bf08-2c104209dcf8/download
— 175 —
CAPÍTULO IX
IDEALIZAÇÃO DE UM MODELO PARA A
COMPREENSÃO DA CONSTRUÇÃO DA
CONFIANÇA NAS PLATAFORMAS
DA ECONOMIA DE PARTILHA
Raissa Ka en Lei inho Sales
Uni e sidade de A ei o, Po ugal
Vania Baldi
Uni e sidade de A ei o, Po ugal
Ana Ca la Ama o
Uni e sidade de A ei o, Po ugal
Resumen
A con iança é um p incípio essencial à economia de pa ilha em ede. Nes e con ex o, uma
expe iência de pa ilha é mediada digi almen e e acon ece en e alguém que possui um p o-
du o ou se iço pa a oca , aluga , ende ou doa à ou a pessoa no malmen e desconhecida.
Dian e dis o, o abalho em como obje i o elabo a um modelo que explique o p ocesso de
cons ução da con iança na economia de pa ilha. Realizou-se uma e isão da li e a u a com
base na pla a o ma Scopus a pa i das ags ‘sha ing economy’; ‘collabo a i e economy’;
‘ us ’; e ‘con idence’. Fo am analisados, inicialmen e, 135 es udos publicados en e 2013 e
2018. O modelo desen ol ido a pa i des a e isão p opõe ês dimensões psicossociais pa a
a cons ução da con iança: A ec , Cogni i e e Subjec i e. Pa a cada uma das ês dimensões
se iden i icam um conjun o de c i é ios he menêu icos ado ados pelos u ilizado es das di as
pla a o mas du an e o p ocesso de in e ação isado à cons ução da con iança. A p imei a
conside a sob e udo os e ei os emo i os desa iados pelas elações in e pessoais na pla a o ma,
em pa icula a c iação de expe a i as en e os u ilizado es. A dimensão cogni i a eme e pa a
a con iança inspi ada pela polí ica da pla a o ma onde oco em as in e ações. Já a dimensão
subje i a comp eende os p incípios é icos, os obje i os, as p opensões e as expe iências pes-
soais que in luenciam a cons ução da con iança dos u ilizado es das pla a o mas. O modelo
de cons ução da con iança pe mi e, po an o, pe cebe como os u ilizado es das pla a o mas
digi ais da economia de pa ilha podem desen ol e pa âme os de con iança. Es e modelo
ambém pode se ele an e pa a es as pla a o mas melho a em as es a égias in ocomunica-
cionais e c ia em e amen as de con iança.
Pala as cla e
Economia de pa ilha, Consumo colabo a i o, Con iança, Pla a o ma digi al.
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— 177 —
1. In odução
No sen ido de elaciona um dos equisi os mais impo an es da ida social,
is o é, a expe iência cogni i a e a e i a da con iança, com a c iação e o un-
cionamen o das pla a o mas digi ais, alguns es udos comp eendem al
componen e socioan opológica no sis ema digi al como elemen o de ele-
ância pa a es abelece a qualidade da in e ação homem-ec ã- ede. Nessa
p imei a abo dagem, des aca-se po exemplo a pesquisa de Fogg (2003) em
Pe suasi e echonology, na qual a con iança é essal ada como um ele-
men o cen al da c edibilidade3 nas expe iências de se iços na Web.
Po ou o lado, numa abo dagem sociológica mais clássica, ambém os as-
pec os ela i os à qualidade das elações in e pessoais cons uídas nos di-
e en es espaços sociais p essupõem uma unção signi ica i a da con iança.
Na ob a Con ianza, Luhmann (2005) a a a con iança como ‘ edu o ’ (is o
é, edução) da complexidade e conside a a comunicação como a base da
in e ação social. As possibilidades de in e ação en e os indi íduos e a o -
ganização da p óp ia o dem social implicam di e en es o mas de i encia-
em a complexidade social. Em consequência, em-se a necessidade de sim-
pli ica e o na as elações algo expec á el en e à di e sidade de compo -
amen os po encialmen e imp e isí eis4.
A cons ução da con iança com base em uma expec a i a – sob e o ou o ou
sob e a pla a o ma digi al, pa a es e es udo – é, po an o, ambém es u u-
an e nas ansações da economia de pa ilha em ede. Os u ilizado es de-
mons am algum ipo de ulne abilidade e man êm uma ce a expec a i a
sob e o compo amen o do ou o ao comunica em-se po meio de uma pla-
a o ma digi al pa a pa ilha bens e expe iências. Cada in e ação e ela as-
pec os dis in os ela i os às ques ões cul u ais, con ex uais, subje i as, ins-
i ucionais, en e ou as.
Os ambien es digi ais êm, po conseguin e, as suas unções especí icas (de-
sign, il os, mecanismos de p o eção de dados e p i acidade e c.) na ma-
nei a de p opo ciona a con iança no se iço digi al. Toda ia, pa a além
disso, p ecisam ambém auxilia a eme gência duma con iança ecíp oca
en e u ilizado es.
Na economia de pa ilha as elações de con iança são undamen ais pa a
que os sujei os decidam pa ilha a a és de uma colabo ação em ede. No
a igo The Sha ing Economy Lacks A Sha ed De ini ion, Bo sman (2013)
3 Tem-se a c edibilidade como uma e e ência pe cep i a do indi íduo em elação a um obje o,
pessoa ou in o mação (Fogg, 2003).
4 “A consciência des a dupla con ingência é uma o ma di e a de os indi íduos i encia em a
complexidade social, e po isso se azem necessá ios mecanismos que diminuam es as con-
ingências, p é-selecionem as possibilidades de ações dos indi íduos e, consequen emen e,
eduzam a a iedade de compo amen os espe ados possí eis” (Mo a, 2016, p. 190).
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e idenciou que o e mo economia de pa ilha pode se aplicado quando pe -
cebemos um modelo econômico baseado na pa ilha de “a i os subu iliza-
dos” (p odu os e se iços pouco ou nunca u ilizados), sejam espaços, habi-
lidades ou ma e ial, pa a bene ícios mone á ios ou não mone á ios. Em The
Sha ing Economy: Why People Pa icipa e in Collabo a i e Consump ion,
Hama i, Sjöklin , & Ukkonen (2016) co obo am com es e concei o ca ac-
e izando-o como “uma a i idade pee - o-pee de ob e , da ou compa i-
lha o acesso a bens e se iços, coo denados a a és de se iços online ba-
seados na comunidade” (Hama i e al., 2016, p. 2049). Pa a es es au o es,
a pa ilha de e se mediada digi almen e e as ansações o ganizadas pela
p óp ia comunidade de u ilizado es.
Ao conside a a ele ância da cons ução da con iança em ansações da
economia de pa ilha, es e abalho se az sob o obje i o de elabo a um
modelo de cons ução da con iança po meio de uma e isão de li e a u a,
analisando publicações en e os anos de 2013 a 2018, inicialmen e um o al
de 135 es udos.
2. A con iança na economia de pa ilha
Nos úl imos anos pesquisado es de á eas dis in as p eocupa am-se em dis-
cu i a con iança on-line, sob e udo em mensu a suas consequências
(Iga ashi e al., 2008; Hang, Wang, & Singh, 2009; Adali e al., 2010;
Cheshi e, 2011; Zhang & Wang, 2013; Jiang, Wang, & Wu, 2014; Wang, Qiu,
Kim, & Benbasa , 2016).
Ao comp eende a elação en e pa es em uma ansação da economia de
pa ilha êm-se a con iança en e uma pessoa que p ecisa de algo (p odu o
ou se iço) e ou a que em acesso a es e a igo, sendo es es sujei os desco-
nhecidos (Bo sman, 2015; Bo sman, 2016). Pa a a au o a, a economia de
pa ilha ab ange um sis ema social undamen ado em elações pessoais e
baseado em p incípios an igos, en e eles, a con iança. No en an o, a con i-
ança, um a o que a e a di e amen e a in enção de pa ilha , é ambém de-
sa ian e dian e do obs áculo de se cons uída en e es anhos.
A e olução da con iança na sociedade, segundo Bo sman (2016) em We' e
s opped us ing ins i u ions and s a ed us ing s ange s, oco e po
ês e en es: o local, o ins i ucional e o dis ibuído. A a ual o ma de cons-
ui con iança deixa uma isão mais pa icula e concen ada pa a assumi
possibilidades dinâmicas e descen alizadas. Têm-se uma o ma de con ia
mais abe a – dependen e de indi íduos e o ganizações di e sas –, com-
plexa – cons uídas nos mais dis in os meios, ipos de elações, con ex os
di e sos e em inúme as azões – e dian e dos ecu sos opo unizados pelas
ecnologias – po meio de edes sociais, u ilizando as ecnologias mobiles,
den e ou as.
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Em T us and echnology in collabo a i e consump ion: Why i is no jus
abou you and me, Keymolen (2013) essal a o sen ido que az assimila a
con iança e o consumo colabo a i o com base na con iança in e pessoal.
Mas, ale a pa a o ac o de que es a base não de e e como p oposição a
possibilidade de as pessoas colabo a em em pla a o mas on-line de uma
o ma semelhan e a amilia ou ao ace- o- ace em pequenas comunidades.
Pa a au o a, a complexidade da in e ação humana pode se a ada pelo a o
de con iança, po ém o con ex o on-line não é um ambien e neu o que e-
me e às elhas o mas de con iança.
O o o de con iança ou p obabilidade de que as coisas i ão co e bem, en-
endida como uma expec a i a na isão de Luhmann (2005), é o p incípio
da con iança na economia de pa ilha (Bo sman, 2015). No es udo Le e a-
ging Consump ion In en ion wi h Iden i y In o ma ion on Sha ing Eco-
nomy Pla o ms, Cho, Pa k e Kim (2017) concen am-se na con iança em
um ambien e o ganizacional en ol endo duas pa es especí icas: uma pa e
con ian e e uma pa e con iá el. Ou os au o es, como Ye, Alahmad, Pie ce,
& Robe J (2017) e Yang, Lee, Lee, & Koo (2016) ambém comp eendem
a cons ução da con iança a pa i da in e pe sonal us ou dyadic us e
nomeiam es as pa es de: us o e us ee. Nes e es udo, assumi emos es-
es a o es na cons ução da con iança.
Um modelo de con iança pa a o consumo colabo a i o conside a a
necessidade de escala o mon e da con iança (Bo sman, 2016). P imei o é
necessá io ac edi a na ideia, em seguida con ia na pla a o ma, pa a en ão
usa a in o mação e de ini se a ou a pessoa é con iá el.
Figu a 1: Modelo de con iança pa a consumo colabo a i o
Fon e: Adap ado de Bo sman (2016).
A con iança es á en e uma ce eza – baseada na expec a i a, enquan o o
us o não oma nenhuma decisão em con ia – e uma ince eza – sedi-
men ada no isco, enquan o o us o pensa nas des an agens de con ia .
Essa é a o ma mais simplis a de en ende a con iança, po ém ou os ele-
men os complexos compõem esse sis ema, como salien ado nas con ibui-
ções de Luhmann (2000).
KNOWN
3. T us he o he use
2. T us he pla o m
1. T us he idea UNKNOWN

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Além do o o de con iança, p esumi ecip ocidade pode se uma o ma de
ac edi a na expec a i a em con ia e exp imi compo amen os baseados
numa espécie de ‘disposição em con ia pela c ença na mu ualidade’.
Bo sman e Roge s (2011) de inem dois ipos de ecip ocidade: di e a (as
pessoas espondem uma ação posi i a com ou a ação posi i a) e indi e a
(as pessoas dão me cado ias e se iços sem aco da explici amen e uma e-
compensa ).
Dian e da in e pessoalidade p esen e pe manen emen e nas in e p e ações
ace ca da cons ução da con iança, é p eciso essal a as mudanças de com-
po amen o dos sujei os en e aos no os cená ios socio écnicos. A econo-
mia de pa ilha con a com us o s e us ees a i os (p osume s5), p on os
pa a assumi em unções de c iado , colabo ado , inanciado , p odu o e
p o edo (Bo sman, 2015) e capazes de euni es as in o mações a a o da
cons ução da con iança.
Mesmo conside ando ulc al a e en e in e pessoal, Keymolen (2013) sem-
p e ac escen ou a in luência das ecnologias como peça undamen al ao en-
endimen o das elações de con iança on-line6. A isão da ecnologia como
acili ado a de in e ações con iá eis pode se ap o undada ao comp eendê-
la como um a e a o c iado pa a supe a a complexidade (Keymolen, 2013).
Dessa o ma, os ecu sos de con iança (classi icação dos u ilizado es e das
expe iências, es emunhos, e i icação e disponibilidade dos dados pesso-
ais, ga an ias de essa cimen o ou apoio inancei o), e idenciados nas pla-
a o mas da economia de pa ilha, ambém são componen es que sedimen-
am a cons ução da con iança.
Es e abalho conside a ele an e a comp eensão in e pessoal e ecnológica
pa a análise da con iança, econhecendo as pla a o mas digi ais da econo-
mia de pa ilha como sis emas ecnológicos e sociais, pa e de um e hos co-
labo a i o. En ende-se que a cons ução da con iança es á na expe iência
do u ilizado em elação ao an i ião, à pla a o ma e ao p óp io sujei o u i-
lizado .
5 Tapsco e William (2007) no li o Wikinomics: como a colabo ação em massa pode muda o
seu negócio já en a iza am que exe ce papéis em uma sociedade em ede não co esponde
mais a ações ociosas ou a lei u as passi as, mas signi ica compa ilha , socializa , colabo a e,
p incipalmen e, c ia nos espaços de comunidades li emen e conec adas. Ace ca da u ilização
do e mo “c ia ”, os au o es e e i am-se aos consumido es p odu o es e aos con eúdos ge ados
pelos u en es dos medias, mas ambém a um cená io em que as colabo ações em massa dos
p osume s in luenciam um con ex o.
6 “É a a és do sis ema on-line que a con iança in e pessoal é es abelecida, o p óp io sis ema
se o na pa e dessa in e ação. O sis ema con a. A con iança en e es anhos não é es abelecida
no ácuo, mas em um con ex o signi ica i o, o que in luencia os a o es em sua disposição de
coloca sua con iança. Fo ja a in e ação de manei a imp e is a” (Keymolen, 2013, p. 144). T a-
dução nossa.
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3. A cons ução da con iança: um modelo pa a economia de pa -
ilha
A elabo ação de um modelo de cons ução da con iança undamen ou-se
numa e isão da li e a u a com publicações indexadas na pla a o ma Sco-
pus. A es a égia de busca u ilizada baseou-se na indicação de qua o pala-
as-cha e e os espec i os conec o es: ‘sha ing economy’ OR ‘collabo a-
i e economy’ AND ‘ us ’ OR ‘con idence’. 135 es udos o am iden i icados
nas ca ego ias a icle e con e ence pape , os quais passa am à iagem.
Uma ques ão oi conside ada como c i é io de exclusão e aplicada à lei u a
do í ulo, esumo e in odução: o es udo analisa de alguma o ma a elação
en e con iança e economia de pa ilha? Com a aplicação des e c i é io e-
sul a am-se 68 a igos pa a análise de ex o comple o. Em seguida, 49 es-
udos o am excluídos na a aliação da e são em ex o in eg al a pa i do
seguin e ques ionamen o: os a igos ap esen am algum amewo k ou mo-
delo de cons ução da con iança? Resul ou-se em um conjun o inal de 14
es udos pa a sín ese quali a i a e o mulação do modelo.
A exclusão de an os a igos esul a do ac o de que usamos uma es a égia
de busca ampla pa a e ce eza de que nenhum es udo ele an e oi exclu-
ído. Além dos c i é ios de exclusão, o conjun o inal de es udos passou po
dois ciclos de e isão, no sen ido de con i ma os elemen os e indicado es
mencionados, assim como os concei os dados a es es.
Os anos das publicações a ia am de 2016 a 2018, o que nos le a a ac edi a
que a busca po um modelo de cons ução da con iança nes e âmbi o con-
inua a ual e pe inen e. A maio ia dos es udos (oi o deles) da am de 2018.
Seis pla a o mas o am pesquisadas: Xiaozhu (1); Ai bnb (7); Chau eu ed
Ca Se ices (1); Didi Chuxing (1); Ube (1); Couchsu ing (1). Nem odo
es udo oi ealizado com uma pla a o ma pa icula como obje o de pes-
quisa, em ês nenhum con ex o da economia de pa ilha oi especi icado.
Regis a-se a inquie ação com a a enção dada pelos es udiosos às pla a o -
mas mais disseminadas e que p io izam o ca á e come cial e a ecip oci-
dade baseada na oca mone á ia. A única exceção ica po con a do es udo
de caso do Couchsu ing.
Na p esen e análise, ês dimensões de cons ução da con iança o am en-
con adas: A ec , Cogni i e Subjec i e. As duas p imei as dimensões o am
nomeadas con o me menciona am a maio ia dos au o es es udados. Choi
& Rhee (2018) abo dam as dimensões A ec e Cogni i e quando conside am
no Modelo o agen e (o u ilizado ) e a en idade (a pla a o ma), assim como
as elações (in e ações en e os agen es) e o uso (u ilização da pla a o ma e
do p odu o/se iço).
Já X. Wu & Shen (2018) abo dam a dimensão A ec a pa i da In e pesonal
us , es abelecida pela in e ação en e os pa icipan es da economia de
— 182 —
pa ilha; e a dimensão Cogni i e nas Ins i u ional us e T us in he p o-
duc , cons uídas na u ilização da pla a o ma. As pla a o mas são is as pe-
los au o es como mediado as das elações su gidas na economia de pa ilha
quando assegu am ansações de pa ilha po encialmen e mais con iá eis e
quando ag egam in o mações elacionadas aos u ilizado es, aos p odu-
os/se iços e às expe iências, a o ecendo a cons ução da con iança.
A úl ima dimensão, Subjec i e, ecebeu um nome nes a análise a pa i dos
elemen os encon ados nos es udos. Isso jus i ica-se pelo ac o de não se e
cons a ado uma inicia i a de nomeação pelos au o es. O modelo (Figu a 2)
conside a que a cons ução da con iança é desen ol ida a pa i da inicia-
i a de um us o ao busca uma pla a o ma onde encon a á us ees e-
gis ados. A con iabilidade é desen ol ida, po an o, com pe cepções sob e
o us ee, à pla a o ma e o p óp io us o .
Pa a pe cebe a cons ução da con iança exis em ainda a o es bases e
ans e sais às dimensões, são: epu a ion, c edibili y, in e ac ion e amili-
a i y (Kamal & Chen, 2016; Tian, Wu, & Lee, 2017; S.-B. Yang e al., 2016;
S. Yang, Lee, Lee, & Koo, 2018; Ye e al., 2017; Yoon & Lee, 2017). Es es
a o es são pe cebidos ao longo das explicações dadas aos elemen os e in-
dicado es de cada dimensão.
Bene olence
Habili y
Response a e
Con i m ime
Feedback
Accep a e
Numbe o lis ings
— 183 —
Figu a 2: Modelo de cons ução da con iança
3.1. A cons ução da con iança com base no a e o
— 190 —
3.3. A cons ução da con iança e a base subje i a
Pelo menos a me ade dos es udos analisados des acam indicado es elacio-
nados ao sujei o, apesa de não e em nomeado es a dimensão – em des aque
as con ibuições de Chuang, He, & Chiu (2018), Kamal & Chen (2016); Lu z
e al. (2018); Tian e al. (2017); e Ye e al. (2017). A dimensão subje i a, assim
chamada nes e es udo, pa e do en endimen o de que os p incípios, os obje-
i os, as p opensões e as expe iências pessoais in luenciam a cons ução da
con iança.
Numa pe spec i a pessoal, o que impac a ia a disposição em con ia de um
us o ? A exemplo, pa a Tian e al. (2017) um u ilizado de uma pla a o ma
de pa ilha de ca os pode e a expec a i a de que es es se iços podem me-
lho a a e iciência da ida a a és da p a icidade. Essa isão posi i a ajuda o
us o a pensa que uma expe iência de pa ilha de ca o pode supe a as
suas expec a i as e, po isso, ale a pena se i ida. Chuang e al. (2018) com-
p eendem esse ipo de si uação como con eniência e ac edi am que a como-
didade expec ada pelos pa icipan es pode de ini o uso de se iços da eco-
nomia de pa ilha.
Po ou o lado, pode-se iden i ica um u ilizado que busque bene ícios mo-
ne á ios com uma expe iência e, se isso não az pa e da lógica colabo a i a
de uma de e minada pla a o ma, esse ipo de expe iência pode se conside-
ado des an ajoso. Uma expec a i a posi i a e capaz de in luencia a in enção
de uso pode ainda se espelhada na opinião de ou os sujei os. O impac o das
pessoas impo an es aos u ilizado es ou da opinião pública ao edo sob e o
uso de se iços de pa ilha é ou o pon o decisi o na in enção do us o
(Chuang e al., 2018; Tian e al., 2017).
Pa a além da in enção, Kamal & Chen (2016) e Yoon & Lee (2017) mencio-
nam a p opensão em con ia em alguém. Ambos ac edi am em uma disposi-
ção ge al pa a con ia em alguém baseando-se nas expe iências an e io es e
nos alo es pessoais. P imei o, é p eciso que o us o enha i enciado algo
posi i o pa a cons ui a con iança baseado em algo an e io ou que suas ex-
pe iências nega i as o le e a pensa que já em i ência su icien e pa a não
se us ado no amen e.
A p opensão em con ia ambém pode se bloqueada po um us o ixado
em seus p incípios e conse ado o su icien e ao pon o de não encon a -se
abe o a con iabilidade. Ao con á io, caso o us o não conside e qualque
p incípio e es eja abe o a cons ui a con iança a qualque cus o, pode es a
expos o a con li os e insegu ança, po exemplo.
Yoon & Lee (2017), Ye e al. (2017) e San os & P a es (2018) essal am o isco
pe cebido como elemen o imp escindí el à cons ução da con iança. Le an-
a possí eis esul ados nega i os ace ca da expe iência u u a pe mi e aos
us o s a alia p e iamen e a expe iência. De aco do com Ye e al. (2017), se
a con iança é maio do que o isco pe cebido, os indi íduos são mais p open-
sos a se en ol e em um compo amen o con ian e.

— 191 —
Um us o pode a alia como ameaças as ques ões inancei as, como po
exemplo os cus os e os gas os em excesso que es a expe iência pode lhe a-
ze ; ísicas, conside ando po exemplo a exposição a c imes, aos aciden es e
aos desgas es ísicos; e sociais, quando a alia po exemplo se a expe iência de
pa ilha pode lhe aze algum s a us ou o elaciona a um g upo social.
Ace ca des a úl ima ameaça, é possí el que uma pessoa que op e po pa ilha
uma acomodação possa se conside ada excessi amen e econômica ou,
ainda, uma pessoa que decida abalha em oca de conhecimen os seja a-
xada de 'bon i an ’.
Quad o 4: Indicado es da dimensão subje i a.
Fon e: Elabo ação p óp ia.
Use in en ion
Pe o mance ex-
pec ancy
A expec a i a do us o sob e a expe iência (pla-
a o ma e pa ilha) pode basea -se na pe spec i a
de supe a ou us a o espe ado, o azendo
ques iona se ale a pena.
Kamal & Chen (2016;
Tian e al. (2017);
Chuang e al. (2018).
Bene i s
O us o pode conside a uma expe iência pesso-
almen e an ajosa po p aze (gos a daquele ipo
de expe iência), ques ões sociais (encon a pes-
soas no as) ou mone á ias ( ecebe algum ipo
de ecompensa inancei a).
Lu z e al. (2018); Lee
e al. (2018).
Social in luence
O us o em a possibilidade de conside a a opi-
nião de pessoas de e e ência ou da opinião pú-
blica de o ma que isso de e mine a sua in enção
em con ia .
Tian e al. (2017).
Pe sonal p opensi y
Expe iences
As expe iências i idas pelos us o s podem im-
pac a , posi i a ou nega i amen e, a p opensão
em con ia .
Kamal & Chen (2016;
Tian e al. (2017).
Valou s
Os us o s podem comp eende os p incípios
pessoais como algo que de e se man ido a odo
cus o, azendo-o decidi de o ma mais con ida e
conse ado a.
Pe cei ed isk
Financial
O us o a alia o g au de des an agem inancei a
que a expe iência pode lhe aze (po exemplo:
cus os e gas os em excesso).
Ye e al. (2017).
Social
Cabe ao us o analisa se uma expe iência de
pa ilha pode impac a nas elações sociais a
pon o de o elaciona a um g upo ou o con e i um
s a us.
Physical
O us o a alia o quão nega i o a expe iência
pode se a pon o de ep esen a uma ameaça í-
sica (po exemplo: c imes, aciden es, desgas es
ísicos).
A elação en e as dimensões e os elemen os em suas di e en es pe spec i as
ambém oi pe cebida. O es udo de Ye e al. (2017) abalha es a elação a
— 192 —
pa i do c uzamen o en e a base a e i a, analisada a pa i do elemen o So-
cial p esence, e a base subje i a, conside ando o Pe cei ed isk. Kamal &
Chen (2016), po sua ez, elaciona as ês dimensões a pa i de indicado es
de Secu i y and p i acy; IT quali y; Pe sonal p opensi y; e Social p esence.
4. Conclusão
Conse ou-se a comp eensão da con iança como um d i e impo an e nas
discussões sob e a economia de pa ilha, en e an o a pesquisa sob e a emá-
ica ainda é mui o limi ada, me ecendo mais pesquisas.
Com base nos es udos analisados, eo izamos que os a ibu os do us ee e-
p esen am sua con iabilidade e possi elmen e a e a iam as escolhas dos us-
o . Em segundo luga , a pe cepção dos u ilizado es sob e a pla a o ma pode
apon a pa a a a enção (e possí eis p eocupações) des as o ganizações sob e
às expe iências e os esul ados p opo cionados. Po im, a subje i idade do
us o e ela um consumido da economia de pa ilha sensí el às suas pe -
cepções e capaz de dis ingui in enção, p opensão e isco.
De aco do com o modelo, embo a o conjun o de indicado es seja ex enso (28
i ens), en a iza-se a possibilidade de amplia esse núme o assumindo a eme -
gência de ou os a pa i de uma análise de di e en es pla a o mas, assim
como com o su gimen o de no as especi icações ecnológicas.
Quan o às implicações p á icas, os indicado es eúnem con ibuições pa a
bene icia odas as pa es en ol idas, pois são undamen ais nas decisões dos
us o s, assim como podem se ú eis ao desempenho dos us ees e às es a-
égias das pla a o mas. O us ee pode melho a a p ojeção e a coo denação
de seus pe is e anúncios espondendo aos us o s de o ma mais equen e,
a ualizando seu pe il pessoal e acei ando ese as, po exemplo, a im de de-
mons a sua bene olência, habilidade e in eg idade.
Aos ges o es de pla a o mas da economia de pa ilha, es e es udo ajuda no
a anço da con iança com seus consumido es. As pla a o mas podem ganha
c edibilidade pa a ge a con iabilidade e a ai público – solici ando in o -
mações mais de alhadas, assegu ando os dados dos u ilizado es e deixando
cla o os egulamen os e obje i os, po exemplo.
O ac o dos es udos analisados pa a elabo ação do modelo de cons ução da
con iança não explo a em a di e sidade de pla a o mas digi ais da economia
de pa ilha e, sob e udo, e idencia em negócios mais come ciais pode ep e-
sen a uma limi ação pa a os esul ados aqui ob idos.
Suge e-se, po an o, que no os esul ados possam su gi com a ealização de
es udos de casos com pla a o mas de di e sos se o es da economia de pa i-
lha, uma en a i a de amplia es e modelo conside ando o espe ado c esci-
men o des a economia e o a anço das ecnologias. Além disso, cabe ainda às
u u as pesquisas a aplicação do modelo e idenciado.
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