scieee Open visual document viewer

Redes sociais e desenvolvimento profissional docente: novos espaços de formaçao

Marcelo García, Carlos; Marcelo-Martínez, Paula

Abstract

À medida que a digitalização da sociedade avança, cresce o consenso sobre a necessidade de uma visão ampla do desenvolvimento profissional do professor. As redes sociais digitais possibilitam que os professores travem entre si relações significativas, o que gera a aprendizagem social, ao compartilhar experiências, ideias, concepções e reflexões. Para professores ativos, a aprendizagem por meio das redes sociais torna-se um processo inserido em seu trabalho, e que continua fora do horário escolar. No cenário de opção e liberdade proporcionado pelas redes, surgem novas lideranças informais entre os professores; lideranças horizontais baseadas em confiança, reconhecimento e valorização do outro a partir da praticidade ou utilidade dos materiais didáticos, propostas e ideias compartilhadas.

Full text

See discussions, s a s, and au ho p o iles o his publica ion a : h ps://www. esea chga e.ne /publica ion/373167283 REDES SOCIAIS E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE: NOVOS ESPAÇOS DE FORMAÇÃO A icleinCade nos de Pesquisa · Augus 2023 DOI: 10.1590/1980531410223 CITATIONS 0 READS 85 2 au ho s: Some o he au ho s o his publica ion a e also wo king on hese ela ed p ojec s: How is buil he men o ’s p o essional iden i y in an induc ion p og am? Analyzes hem wi h biog aphical and na a i e esea ch. View p ojec Expe o en COmpe encia Digi al pa a la Enseñanza y el Ap endizaje. Uni e sidad de Se illa View p ojec Ca los Ma celo Uni e sidad de Se illa 282 PUBLICATIONS7,177 CITATIONS SEE PROFILE Paula Ma celo-Ma ínez Uni e sidad de Se illa 38 PUBLICATIONS91 CITATIONS SEE PROFILE All con en ollowing his page was uploaded by Ca los Ma celo on 17 Augus 2023. The use has eques ed enhancemen o he downloaded ile. Cad. Pesqui., São Paulo, .53, e10223, 2023, e-ISSN 1980-5314 1 FORMAÇÃO E TRABALHO DOCENTE TEACHER EDUCATION AND TEACHING FORMACIÓN Y TRABAJO DOCENTE FORMATION ET TRAVAIL DES ENSEIGNANTS h ps://doi.o g/10.1590/1980531410223 REDES SOCIAIS E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE: NOVOS ESPAÇOS DE FORMAÇÃO Ca los Ma celo I Paula Ma celo-Ma ínez II I Uni e sidad de Se illa, Se illa, Espanha; ma [email protected] II Uni e sidad de Se illa, Se illa, Espanha; pma [email protected] Resumo À medida que a digi alização da sociedade a ança, c esce o consenso sob e a necessidade de uma isão ampla do desen ol imen o p o issional do p o esso . As edes sociais digi ais possibili am que os p o esso es a em en e si elações signi ica i as, o que ge a a ap endizagem social, ao compa ilha expe iências, ideias, concepções e e lexões. Pa a p o esso es a i os, a ap endizagem po meio das edes sociais o na-se um p ocesso inse ido em seu abalho, e que con inua o a do ho á io escola . No cená io de opção e libe dade p opo cionado pelas edes, su gem no as lide anças in o mais en e os p o esso es; lide anças ho izon ais baseadas em con iança, econhecimen o e alo ização do ou o a pa i da p a icidade ou u ilidade dos ma e iais didá icos, p opos as e ideias compa ilhadas. DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL • REDES SOCIAIS • LIDERANÇA • PROFESSORES SOCIAL NETWORKS AND TEACHER PROFESSIONAL DEVELOPMENT: NEW TRAINING SPACES Abs ac As he digi aliza ion o socie y ad ances, he e is g owing consensus on he need o a b oad iew o eache p o essional de elopmen . Digi al social ne wo ks enable eache s o engage in meaning ul ela ionships wi h each o he , gene a ing social lea ning when sha ing expe iences, ideas, concep s and conside a ions. Fo ac i e eache s, lea ning h ough social media becomes a p ocess ha is embedded in hei wo k and con inues ou side o school hou s. In he scena io o choice and eedom p o ided by ne wo ks, new in o mal leade ships eme ge among eache s as well as ho izon al leade ships based on us , ecogni ion and app ecia ion o he o he based on he p ac icali y o use ulness o he eaching ma e ials, p oposals and sha ed ideas. PROFESSIONAL DEVELOPMENT • SOCIAL MEDIA • LEADERSHIP • TEACHERS REDES SOCIAIS E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE: NOVOS ESPAÇOS DE FORMAÇÃO Ca los Ma celo, Paula Ma celo-Ma ínez Cad. Pesqui., São Paulo, .53, e10223, 2023, e-ISSN 1980-5314 2 Es e é um a igo de acesso abe o dis ibuído nos e mos da licença C ea i e Commons do ipo BY-NC. Recebido em: 14 ABRIL 2023 | Ap o ado pa a publicação em: 9 MAIO 2023 REDES SOCIALES Y DESARROLLO PROFESIONAL DOCENTE: NUEVOS ESPACIOS DE FORMACIÓN Resumen A medida que la digi alización de la sociedad a anza, c ece el consenso sob e la necesidad de una isión amplia del desa ollo p o esional del p o eso . Las edes sociales digi ales pe mi en a los docen es o ma elaciones signi ica i as en e sí, lo que gene a ap endizaje social al compa i expe iencias, ideas, concep os y e lexiones. Pa a los docen es ac i os, el ap endizaje po medio de las edes sociales se con ie e en un p oceso in eg ado en su abajo, y que con inúa ue a del ho a io escola . En el escena io de opción y libe ad que b indan las edes, su gen nue os lide azgos in o males en e los p o eso es; lide azgos ho izon ales basados en la con ianza, econocimien o y alo ación del o o a pa i de la p ac icidad o u ilidad de los ma e iales didác icos, p opues as e ideas compa idas. DESARROLLO PROFESIONAL • REDES SOCIALES • LIDERAZGO • DOCENTES RÉSEAUX SOCIAUX ET DÉVELOPPEMENT PROFESSIONNEL DES ENSEIGNANTS: NOUVEAUX ESPACES DE FORMATION Résumé À mesu e que la numé isa ion de la socié é p og esse, on obse e un consensus c oissan à p opos du besoin d’éla gi la ision que l’on a du dé eloppemen p o essionnel des enseignan s. Les éseaux sociaux numé iques pe me en aux enseignan s d’é abli en e eux des ela ions signi ica i es, ce qui en aine un app en issage social basé su le pa age d’expé iences, d’idées, de concep ions e de é lexions. Pou les enseignan s en ac i i é, l’app en issage pa le biais des éseaux sociaux es un p ocessus in ég é à leu a ail qui se po sui en deho s des heu es de cou s. Dans l’uni e s de choix e de libe é p oposé pa les éseaux, de nou eaux leade s éme gen pa mi les enseignan s, de maniè e in o melle e ho izon ale, don les ela ions son basées su la con iance, la econnaissance e l’app écia ion des au es en onc ion non seulemen de l’aspec p a ique ou u ili ai e du ma é iel didac ique, mais aussi des p oposi ions e des idées pa agées. DÉVELOPPEMENT PROFESSIONNEL • RÉSEAUX SOCIAUX • LEADERSHIP • ENSEIGNANTS REDES SOCIAIS E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE: NOVOS ESPAÇOS DE FORMAÇÃO Ca los Ma celo, Paula Ma celo-Ma ínez Cad. Pesqui., São Paulo, .53, e10223, 2023, e-ISSN 1980-5314 3 Ap ende a ensina na e a digi al À medida que a ançamos na digi alização da sociedade, c esce o consenso sob e a necessidade de e uma isão ampla do que cons i ui o desen ol imen o p o issional do p o esso . A ualmen e, o desen ol imen o p o issional docen e é en endido como a “soma coe en e de a i idades que isam a melho a e amplia os conhecimen os, habilidades e concepções dos p o esso es, pa a que eles possam assumi mudanças em sua manei a de pensa e agi ” (De Rijd e al., 2013, p. 49). Assim, o desen ol- imen o p o issional não se limi a à o mação o mal, mas ab ange ambém um conjun o amplo e a iado de a i idades o ma i as in o mais, po ezes ap esen ando-se in e ligadas (Ma sick, 2009). Há á ias décadas, êm sido conduzidas pesquisas sob e como os p o esso es ap endem a ensina (Wideen e al., 1998; Lough an & Hamil on, 2016). Du an e esse pe íodo, o am p opos as di e en es abo dagens pa a esponde à pe gun a: como os p o esso es ap endem? Russ e al. (2016) analisa am as ês abo dagens (p ocesso-p odu o; cogni i a ou de pensamen o do p o esso ; e si- uada ou sociocul u al) que domina am a pesquisa. A pa i da análise, des aca am a necessidade de uma abo dagem adicional que conside asse as ap endizagens que não são alcançadas a pa i do planejado, mas do “co idiano”. Ou seja, o p o esso ambém ap ende a a és de sua a i idade docen e em sala de aula (Bound, 2011). Dessa o ma, nosso conhecimen o sob e como ap ende a ensina se á mais p eciso na medida em que obse a mos a escola, e p es a mos a enção nas expe iências do co idiano dos p o esso es em sala de aula (McNally e al., 2009). Re allick (1999) des acou, em seus es udos, que uma melho comp eensão de como oco e o ap endizado docen e no local de abalho con ibui ia pa a o maio econhecimen o desse ap endi- zado como uma o ma de desen ol imen o p o issional. Desde en ão, e a é os dias a uais, êm sido ealizadas pesquisas com esse obje i o, pe mi indo-nos sabe que a ap endizagem, no local de aba- lho, se e e e a di e en es o mas de ap ende , num con ex o elacional e au ên ico – algumas delas podendo se es u u adas, embo a as p incipais não ap esen em in encionalidade nem planejamen o p é io (A wal, 2013; Ma sick e al., 2017). E au (2004) di e enciou ês ní eis de in enção na ap endizagem in o mal. Em p imei o luga , a ap endizagem implíci a, de inida como aquisição de conhecimen o independen emen e da in enção conscien e do p o esso em ap ende , e na ausência de conhecimen o explíci o sob e o que se á ap endido. Em segundo luga , a ap endizagem ea i a, que oco e no meio de uma ação, quan- do há pouco empo pa a pensa . Em e cei o luga , a ap endizagem delibe ada acon ece quando o p o esso es abelece um obje i o especí ico que acili a a aquisição de no os conhecimen os. Esse p ocesso en ol e a pa icipação a i a em a i idades delibe a i as, como planejamen o e esolução de p oblemas. Hoeks a e al. (2009) iden i ica am a i idades de ap endizagem implemen adas du- an e o ensino em sala de aula que es a iam elacionadas aos ês ní eis apon ados po E au – como adqui i implici amen e uma c ença, oma consciência e ajus a o cu so das suas ações, ou expe i- men a algo no o. Assim sendo, os p o esso es se en ol em em uma a iedade de a i idades de ap endizagem (Schei & Ne bø, 2015). Ap endem nas i ências do dia a dia, g aças a sequências de a i idades de ap endizagem como: pedi conselhos, e le i indi idualmen e, ob e in o mações em li os, en e ou as (Mei ink e al., 2009). Kynd e al. (2016) dis ingui am a é no e ipos de a i idades de ap endizagem in o mal ealizadas pelos p o esso es: 1) colabo a , 2) ap ende com os ou os sem in e ação mediada, 3) compa ilha , 4) pa icipa de a i idades ex acu icula es, 5) ap ende azendo, 6) expe imen a , 7) consul a on es de in o mação, 8) e le i e 9) en en a di iculdades. Dian e desse con ex o, aumen a, na pesquisa educacional, o in e esse em sabe como os p o esso es ap endem. Es udos mais ecen es mos am que há cada ez mais opções abe as, e on-line, pa a o desen ol imen o p o issional do p o esso . De aco do com Jones e Dex e (2014), jun o com REDES SOCIAIS E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE: NOVOS ESPAÇOS DE FORMAÇÃO Ca los Ma celo, Paula Ma celo-Ma ínez Cad. Pesqui., São Paulo, .53, e10223, 2023, e-ISSN 1980-5314 4 a i idades o mais de desen ol imen o p o issional, cons i uindo um sis ema holís ico de ap endi- zagem do p o esso , exis em a i idades in o mais, como as ocas de sabe es en e os p o esso es, e a i idades independen es, como a busca de ecu sos didá icos na in e ne . Os p o esso es acessam a in e ne pa a amplia suas opo unidades de desen ol imen o po meio de pla a o mas sociais (P es idge, 2019). As edes sociais digi ais pe mi em o es abelecimen o de elacionamen os signi- ica i os en e p o esso es. Hoje em dia, a a és delas, ge a-se ap endizagem social, ao compa ilha expe iências, ideias, concepções e e lexões. Pa a aqueles p o esso es que são a i os, a ap endizagem po meio das edes sociais o na-se um p ocesso inse ido em seu abalho, e que con inua o a do ho á io escola (Beem , Buijs e al., 2018). Nesse sen ido, as edes sociais con ibuem pa a melho a as opo unidades de ap endiza- do dos p o esso es, po que pe mi em amplia o que se chama de capi al social (Rehm & No en, 2016). As e amen as ge adas em o no da Web 2.0 possibili am aos p o esso es no as o mas de ap endizagem e desen ol imen o p o issional (McLoughlin, 2013; Nyk is & Mukhe jee, 2016). No ambien e de abalho dos p o esso es, a ecnologia age como e amen a de auxílio na mediação de a i idades de a ualização de conhecimen o, expe imen ação, e lexão e e oalimen ação, cola- bo ação en e docen es, com o obje i o de melho a o ensino e a escola (E e s e al., 2016). Assim, a ap endizagem pode oco e an o em con ex os adicionais quan o não adicionais (Li ings on, 2018). E, po isso, pe cebemos a necessidade de ado a uma isão holís ica ao abo da as a i idades de ap endizagem pa a pe mi i que os p o esso es se desen ol am e ap endam. O desen ol imen o p o issional docen e e as edes sociais O es udo sob e o desen ol imen o p o issional docen e em sido uma cons an e nos a- balhos de pesquisa do p imei o au o des e a igo (Ca los Ma celo). Fo am nume osos os a igos e li os publicados nos quais buscamos sis ema iza esse campo de es udo ão complexo (Ma celo & Vaillan , 2009). A pa i de 2018, ado amos uma no a pe spec i a pa a comp eende como os do- cen es ap endem na sociedade a ual. Desde en ão, desen ol emos um p oje o de pesquisa inanciado pelo Es ado espanhol, cujo p incipal obje i o é en ende como os docen es ap endem em uma so- ciedade conec ada. Já o am publicados á ios a igos com base nessa pesquisa. Os esul ados desses es udos, jun o com sua sis ema ização, nos pe mi i am cons ui o quad o de e isão ap esen ado nes e a igo, no qual desc e e emos com maio de alhe as ca ac e ís icas me odológicas dos di e en- es obje i os do p oje o, a im de ap esen a um discu so o mais coe en e possí el. Como apon amos, nos úl imos anos os meios pelos quais os p o esso es êm ape eiçoado os seus conhecimen os e habilidades so e am mudanças adicais. A en ada das edes sociais como Facebook, Twi e , Ins ag am e mais ecen emen e TikTok em pe mi ido aos p o esso es escolhe com maio libe dade o que que em ap ende e em quem con iam pa a o ien a sua ap endizagem. À medida que a digi alização da sociedade a ança, pe cebemos que c esce o consenso sob e a necessi- dade de ado a uma pe spec i a ampla em elação às a i idades que p omo em o desen ol imen o p o issional do p o esso . Assim, como mencionado, o desen ol imen o p o issional não se limi a aos cená ios de o mação o mal, mas inclui um conjun o mais amplo e a iado de a i idades o ma- i as não o mais e in o mais (Bound, 2011; Russ e al., 2016; Moo e & Klein, 2020). Uma das o mas que mui os p o esso es usam pa a a ualiza seus conhecimen os são as edes sociais. Es udos ecen es se concen a am em analisa as azões e o modo de os p o esso es usa em as edes sociais an o pa a o desen ol imen o p o issional quan o pa a es abelece conexões com ou os p o esso es, c iando espaços de a inidade e colabo ação (Ca pen e , Mo ison e al., 2020). De aco do com Gee (2005, p. 67), um espaço de a inidade é um “luga onde as pessoas se unem com ou as, p incipalmen e po compa ilha em in e esses, a i idades e obje i os”. Esses espaços ge am REDES SOCIAIS E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE: NOVOS ESPAÇOS DE FORMAÇÃO Ca los Ma celo, Paula Ma celo-Ma ínez Cad. Pesqui., São Paulo, .53, e10223, 2023, e-ISSN 1980-5314 5 comunidades compos as de pessoas que buscam conexão e colabo ação en e si (Ca pen e , Tani e al., 2020). Os espaços de a inidade inci am usuá ios de uma mesma ede social a se euni em e se e- laciona em em o no de um in e esse, hobby, iden idade ou ideologia em comum (Ma celo-Ma ínez & Ma celo, 2022). É impo an e des aca que os ambien es desses espaços de a inidade podem se a iados. Ga cía-Ma ín e Ga cía-Sánchez (2015), em seu es udo sob e o uso de edes sociais en e jo ens, de e mina am que o p incipal mo i o de uso dessas edes, en e as quais se encon a a o Twi e , e a a di e são ou o en e enimen o. Da mesma o ma, em ou a análise sob e os pad ões de uso de edes sociais e ambien es Web 2.0 en e jo ens espanhóis, descob iu-se que edes sociais como o Twi e ou o YouTube são as que p opo cionam maio sa is ação pessoal. As edes sociais ge am capi al social não apenas em i ude da oca e di usão de in o ma- ções. O capi al social que elas ge am ambém pode se analisado a a és da in luência, do con ole e do pode que podem se concedidos às pessoas com as quais se es abelece um elacionamen o in o - mal, de seguimen o (Adle & Kwon, 2002; Seok-Woo & Adle , 2014). Pa a en ende o p ocesso pelo qual as edes sociais ge am capi al social, Nahapie e Ghosha (1998) es abelece am ês elemen os que de em se conside ados: es u u a, elacionamen os e cognição. A es u u a es á elacionada aos pad ões que moldam a ede, sua mo ologia, densidade e hie a quias in e nas en e os memb os. A dimensão elacional e e e-se ao ipo de in e ações que oco em na ede. Po im, a dimensão cogni i a diz espei o a con eúdos, ecu sos, in e p e ações e sis emas de signi icado compa ilhados pelos memb os de uma ede. De aco do com Nahapie e Ghosha (1998), uma das ca ac e ís icas da es u u a de uma ede es á elacionada à lide ança. Em oda ede, exis em pessoas que desempenham um papel des acado e são conside adas líde es de opinião. Os líde es de opinião (docen es in luen es) são aquelas pes- soas que ocupam um papel cen al e es u u al em uma ede (Roge s, 2005). São pessoas que po- dem in luencia a i udes ou compo amen os de ou as pessoas de uma o ma du adou a no empo (F esno Ga cía e al., 2016; Ma celo-Ma ínez & Ma celo, 2022). Eles exe cem esse papel po que são acei os po ou os (a o es pe i é icos) como sujei os in luen es (Wang & Fikis, 2017). Esses sujei os podem ou não se adul os, como demons ado po Izquie do-I anzo e Galla do-Echenique (2020) ao es uda o enômeno dos es udig ame s, jo ens que, po meio da ede social Ins ag am, c iam opo - unidades de ap endizagem in o mal pa a seus pa es. Ou o componen e iden i icado po Nahapie e Ghosha (1998) em elação ao capi al social ge ado pelas edes sociais é a cognição. A pa i de sua análise nas edes sociais digi ais, podemos des aca as hash ags ou e ique as, que se em pa a ag upa de e minados emas p esen es em uma publicação no Twi e . Uma hash ag eúne pala as ou g upos de pala as p ecedidas do símbolo #, que pe mi e aos usuá ios pa icipa de con e sas sob e um ema especí ico e ag upá-lo sob uma mes- ma e ique a. Elas ambém se em pa a o ganiza e es u u a essas con e sas, pe mi indo que os usuá ios encon em mais acilmen e uí es sob e um ema ou discussão especí ica (G eenhalgh & Koehle , 2017). Elas podem se en endidas como “espaços de a inidade” (Gee, 2005), já que de e mi- nados usuá ios encon am ou as pessoas com in e esses a ins a pa i das hash ags que usam pa a se comunica (Rosenbe g e al., 2016). As edes sociais como espaços de a inidade en e p o esso es Ressal amos nes a pesquisa que o es ei amen o da elação en e desen ol imen o p o issio- nal dos p o esso es e edes sociais digi ais p omo e o es abelecimen o de conexões en e p o esso es e, com isso, a ge ação de espaços de a inidade. Po meio deles, o nam-se possí eis as ap endizagens sociais, a pa i do compa ilhamen o de expe iências, ideias, concepções e e lexões en e os p o es- REDES SOCIAIS E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE: NOVOS ESPAÇOS DE FORMAÇÃO Ca los Ma celo, Paula Ma celo-Ma ínez Cad. Pesqui., São Paulo, .53, e10223, 2023, e-ISSN 1980-5314 6 so es. Pa a aqueles p o esso es que são a i os nas mídias sociais, essa a i idade se o na pa e de seu abalho, e con inua o a do ho á io escola (Beem , Ke elaa e al., 2018). Nesse con ex o, os espaços de a inidade podem c ia as condições pa a a ap endizagem in o - mal dos p o esso es. Tais condições podem se ap esen a em ambien es ísicos, onde os p o esso es se encon am pa a compa ilha emas em comum (Gee, 2005), ou em ambien es i uais, que pe - mi em o encon o de p o esso es que buscam compa ilha e con e sa sob e assun os educacionais (Rosenbe g e al., 2016; G eenhalgh e al., 2020; Cu wood e al., 2013). Segundo E au (2004), a ap endizagem delibe a i a oco e quando o p o esso , de o ma in encional, busca e ecebe in o - mações po meios digi ais, p o enien es de líde es de opinião (in luenciado es) em que con ia e que segue (Bossche & Sege s, 2013). No caso do Twi e , San o eña-Casal e Be nal-B a o (2019) mos- a am como a u ilização dessa ede social melho ou a mo i ação e a sa is ação dos p o esso es em o mação. Ou as análises ealizadas no Twi e pe mi i am in es iga alguns dos emas ou hash ags mais equen emen e usados no se o educacional e acadêmico (Ca pen e e al., 2019). Es amos alando de hash ags como #michEd (G eenhalgh e al., 2016), #Edcha (B i & Paulus, 2016; Wille , 2019) e #PhDCha (Vele sianos, 2017). Po an o, embo a as edes sociais não enham sido c iadas pa a se o na em ambien es explici amen e indicados pa a a o ece a i idades de ap endizagem e desen ol imen o p o issio- nal de p o esso es, pesquisas apon am sua capacidade de p omo e conexões, elacionamen os e compa ilhamen o de p á icas de ensino en e os docen es (Tess, 2013). Alguns es udos analisa- am como os p o esso es usam o Facebook (Ha & S einb eche , 2011), Ins ag am (Ca pen e , Mo ison e al., 2020) ou Twi e , que, como indicado po Luo e al. (2020) em sua e isão ecen e, é a p incipal pla a o ma digi al pa a c ia edes p o issionais de ap endizagem e compa ilhamen o de conhecimen o. Os p o esso es alo izam as p op iedades do Twi e como uma e amen a mais ocada em impulsiona seu p óp io desen ol imen o p o issional do que em in e agi com alunos ou amílias (Holmes e al., 2013). Esses au o es descob i am que os p o esso es alo izam a na u eza imedia a da comunicação no Twi e , que pe mi e supe a o isolamen o que mui os deles podem sen i , e ajuda a c ia um senso de comunidade colabo a i a. Assim, o Twi e em o nando-se um supo e pa a os p o esso es, pe mi indo-lhes es abelece comunicações, inspi a -se e compa ilha a i idades de clas- se e de a aliação, além de p omo e o desen ol imen o p o issional e se i como an ído o con a o isolamen o geog á ico e p o issional associado a seu abalho (Ca pen e & K u ka, 2014). Na mes- ma linha, no es udo de e isão sob e o ema ealizado po Tang e Hew (2017), o am encon ados seis mo i os especí icos pelos quais os p o esso es usam o Twi e : compa ilha ideias e a i idades, es abelece edes de comunicação ins ucional, colabo a com ou os p o esso es, o ganiza e ge en- cia as aulas, e le i e a alia . Um elemen o que ca ac e iza as edes sociais digi ais são as chamadas hash ags ou e ique as, que se em pa a iden i ica de e minados emas p esen es em uma publicação. As hash ags podem se en endidas como “espaços de a inidade” (Gee, 2005) que oco em em ambien es i uais, a pa i das quais seus usuá ios encon am ou as pessoas ou emas a ins aos seus in e esses. Como já men- cionado, esses espaços ge am comunidades compos as de pessoas que buscam conexão e colabo ação en e si (Ca pen e , Tani e al., 2020), e incen i am usuá ios de uma mesma ede social a se euni em e se elaciona em em o no de um in e esse, hobby, iden idade ou ideologia em comum (Ga cía- Ma ín & Ga cía-Sánchez, 2015). As hash ags ambém o ganizam e es u u am as con e sas, acili- ando a localização de uí es sob e um ema ou discussão especí ica (G eenhalgh & Koehle , 2017). Quando de e minada hash ag é usada em um g ande núme o de uí es ou publicações, conside a-se que ela é “ endência” (Rosell-Aguila , 2018). Analisa quais hash ags são usadas com equência no REDES SOCIAIS E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE: NOVOS ESPAÇOS DE FORMAÇÃO Ca los Ma celo, Paula Ma celo-Ma ínez Cad. Pesqui., São Paulo, .53, e10223, 2023, e-ISSN 1980-5314 7 campo educacional pe mi e conhece as p á icas e os p ocessos que ca ac e izam a ap endizagem in o mal po meio das edes sociais (G eenhalgh e al., 2018). Algumas hash ags são empo á ias, mas ou as pe manecem. Exis em hash ags que ag egam um amplo conjun o de p o esso es ao longo do empo e que êm se ido como elemen o es u u a- do de comunidades de p á ica (Kou opoulos e al., 2014). Nos Es ados Unidos, di e en es es ados possuem uma hash ag educacional p óp ia, a i a na ede social Twi e , e que os p o esso es u ilizam pa a se comunica , colabo a e ap ende (K u ka e al., 2018). É o caso de hash ags como #michED, #OklaED ou #OklaEdWalkou , a a és das quais p o esso es de di e en es es ados se comunicam e colabo am (G eenhalgh e al., 2020; K u ka e al., 2018). Além disso, os p o esso es que usam de e minadas hash ags do Twi e em suas p á icas di- á ias não se comunicam apenas com base em sua localização geog á ica. Também encon amos a u ilização de emas, em o no de disciplinas ou aspec os que p eocupam e in e essam aos p o esso es. Uma das mais popula es no con inen e no e-ame icano é a hash ag #Edcha (B i & Paulus, 2016; Wille , 2019). #Edcha é uma hash ag iniciada em 2009 po ês p o esso es, e se o nou uma po en e comunidade baseada no mic oblogue educa i o. Com base em con e sas p og amadas, g upos de p o esso es de odo o con inen e se eúnem semanalmen e no Twi e . Po uma análise das con e sas, en e is as e obse ações em o no da hash ag #Edcha , de- mons ou-se como essa e amen a pe mi iu con igu a uma comunidade de p á ica en e p o esso- es na qual in e êm aspec os como o sen imen o de pe encimen o de de e minados usuá ios em elação à hash ag, e a con igu ação de elações mú uas en e es es (B i & Paulus, 2016). A ualmen e ( unciona há mais de 10 anos), é uma hash ag que ecebe amplo in e esse midiá ico e oi ca alo- gada como uma das maio es comunidades educa i as no Twi e de ido à sua al a di usão en e p o esso es (Gao & Li, 2017). Também se des aca a hash ag #MFL wi e a i, pela qual p o esso es de idiomas compa i- lham seu conhecimen o e ado am as suges ões e ideias que encon am (Rosell-Aguila , 2018). Ou as hash ags que ecebe am a a enção dos pesquisado es o am #EdTechMOOC, #Nu i ionMOOC e #PhDCha . Vele sianos (2017) analisou os pad ões de pa icipação dos usuá ios e o con eúdo dessas ês hash ags educacionais como ambien es de pa icipação e de desen ol imen o p o issional. Assinalamos ambém o es udo de Holmes e al. (2013), que analisa am os uí es publi- cados po 30 usuá ios “in luenciado es” no campo da ecnologia educacional, os quais aziam uso das hash ags como as ci adas #Edcha , #Ed ech, #ma hcha ou # eache . Esses pesquisado es con- cluí am que o en oque do uso desses “in luenciado es” na ede social se concen a no apoio ao de- sen ol imen o e ap endizagem p o issional con ínuo, no omen o da colabo ação e in e câmbio de conhecimen os, e em p opo ciona aos pa icipan es ce o g au de con ole, ap op iação e sen- ido de pe encimen o. Em elação aos espaços de a inidade, em nossa pesquisa analisamos a hash ag #Claus o i ual, de ma ço de 2020 a janei o de 2022. O início da cole a de in o mações ab angeu um pe íodo especial- men e signi ica i o, que incluiu o início da pandemia e o con inamen o inicial, bem como a ase de con i ência com o í us, aba cando os pe íodos de ensino semip esencial. O o al de uí es analisados oi de 22.897, en iados po 3.409 pe is. Esses uí es o am e ui ados 94.277 ezes e ecebe am um o al de 38.424 espos as. Pa a ob e essas in o mações, u ilizamos o so wa e T ac o , desen- ol ido pela emp esa G aph ex (www.g aphex .com), que pe mi e ex ai e o nece um banco de dados no o ma o Excel pa a uma de e minada hash ag ou assun o no Twi e . Analisamos quem e am os docen es com maio pa icipação no #Claus o i ual, e a es u- u a de suas in e ações. Selecionamos os pa icipan es que en ia am 100 ou mais mensagens o igi- nais ao longo do pe íodo analisado, incluindo o #Claus o i ual. O exame dos uí es nos pe mi- iu iden i ica 21 docen es. Pa a in es iga a es u u a de elações desses memb os des acados no REDES SOCIAIS E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE: NOVOS ESPAÇOS DE FORMAÇÃO Ca los Ma celo, Paula Ma celo-Ma ínez Cad. Pesqui., São Paulo, .53, e10223, 2023, e-ISSN 1980-5314 8 #Claus o i ual, ealizamos uma análise de edes sociais com base no cálculo de cen alidade e in e mediação. Essas duas a iá eis são calculadas pelo G aph ex em sua análise “Communi y cone- xions” e de e minam a média en e o núme o de ezes que uma pessoa oi mencionada pelos ou os e o núme o de ezes que essa pessoa mencionou os ou os 3.409 pe is. A cen alidade de in e media- ção mede o g au de in luência que um pe il possui den o da ede analisada. Essas pessoas, de ido a seu al o ní el de pa icipação e seguido es, êm mais acilidade pa a apa ece nos pe is de ou os usuá ios que compa ilham o mesmo ema de in e esse. Essa análise pe mi e iden i ica aquelas pes- soas que apa ecem com mais equência nos pe is das ou as con as que usam o #Claus o i ual. A ede que analisamos é impulsionada po algumas pessoas que man êm uma in e ação lui- da en e si. Esse g upo eduzido de pessoas é esponsá el po sus en a esse espaço de a inidade que é o #Claus o i ual, mos ando uma p o unda paixão pelo es o ço compa ilhado, não apenas um in e esse passagei o (Gee, 2017). Esses indi íduos con igu am um ce o ipo de lide ança in o mal en e os seguido es do #Claus o i ual (Ma celo & Ma celo-Ma ínez, 2021). Pode-se a a de um ipo de lide ança cons u i is a (Lambe , 2002), na medida em que en ol e p ocessos ecíp ocos que pe mi em que os pa icipan es de uma comunidade educacional cons uam signi icado e a an- cem em di eção a um p opósi o compa ilhado. O uso das edes sociais po pa e dos docen es A ualmen e, mui os p o esso es acessam a in e ne pa a amplia suas opo unidades de desen ol imen o p o issional po meio de pla a o mas sociais (P es idge, 2019; Ma celo-Ma ínez e al., 2023). Algumas pesquisas en a izam a in es igação dos mo i os pelos quais os p o esso es u ilizam as edes sociais (Ca pen e & K u ka, 2014; Ca pen e , Tani e al., 2020; Goodyea e al., 2019; Higue as-Rod íguez e al., 2020). Uma das conclusões desses es udos é que as edes so- ciais pe mi em que os p o esso es se elacionem com ou os p o esso es. O Twi e , Ins ag am ou o Facebook são exemplos de “espaços de a inidade” i ual, uma ez que pe mi em c ia conexões e comunidades de usuá ios com um obje i o em comum (Ca pen e , Tani e al., 2020). Os “espaços de a inidade” que su gem ao usa as edes sociais podem se elaciona , de ce a o ma, ao concei o de comunidade de p á ica. No en an o, pa a que uma comunidade de p á ica se desen ol a em espaços digi ais, de em- -se combina ês elemen os que não necessa iamen e es a ão p esen es nas edes sociais (Wenge , 2000). Po um lado, os memb os que pa icipam de uma comunidade de p á ica de em e cla eza sob e quais são as expec a i as em elação a eles den o da comunidade. Isso não necessa iamen e acon ece nos “espaços de a inidade” como as edes sociais, onde cada memb o con ibui e pa icipa em unção de seus in e esses pessoais e/ou p o issionais, de o ma o almen e olun á ia e espon ânea. Po ou o lado, os memb os cons oem a comunidade em i ude de sua implicação nas a i idades e p oje os, algo que pode acon ece ou não nas edes sociais. Po úl imo, as comunidades de p á ica pe mi em ge a não somen e ap endizados, mas ambém ecu sos, ma e iais, a i idades e expe iên- cias que pe mi em aos memb os consolida sua iden idade como comunidade. Sabemos que as edes sociais não su gi am com o obje i o explíci o de a o ece a i idades de ap endizagem e desen ol imen o p o issional docen e. No en an o, pesquisas demons am sua capacidade de p omo e conexões e elacionamen os en e p o issionais do ensino, bem como o com- pa ilhamen o de suas p á icas docen es (Tess, 2013). O su gimen o da in e ne e das edes sociais p opiciou o apa ecimen o de no os modos de comunicação, in e ação e, igualmen e, de ap endiza- gem. Isso se ampliou ainda mais de ido às condições de isolamen o p o ocadas pela pandemia da co id-19, que ez aumen a o uso das edes du an e esse pe íodo (Alwa i, 2021). Já em 2009, Siemens e Ti enbe ge apoia am a eo ia conec i is a, segundo a qual a ap endizagem pode oco e a REDES SOCIAIS E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE: NOVOS ESPAÇOS DE FORMAÇÃO Ca los Ma celo, Paula Ma celo-Ma ínez Cad. Pesqui., São Paulo, .53, e10223, 2023, e-ISSN 1980-5314 15 opo unidades de ap endizagem, aca e ando maio sensação de ealização po e ecebido esse ap endizado po meio de uma comunidade (Ross e al., 2015). Os p o esso es que êm p esença especial nas edes sociais, e especi icamen e no Twi e , não se conside am in luenciado es. Não se iden i icam com esse e mo, como ambém não se iden i icam com os e mos mic o amosos (Ca pen e e al., 2022) ou emp eendedo es ( eache p eneu s) (Shel on & A chambaul , 2020), pois enxe gam nos e mos uma cono ação pejo a i a de ido à sua e são come cial, mone á ia e a é supe icial ou pouco p o issional. O a o de e em conseguido mui os se- guido es e econhecimen o nas edes sociais não az com que se pe cebam como in luenciado es, em p imei o luga po que a pa icipação nessas edes é en endida como uma con ibuição pa a uma ede de p o issionais, em que é o e ecido o que se em e se a o ece a colabo ação. Em segundo luga , não se conside am in luenciado es po que que em con inua com os pés no chão. E, em e cei o luga , ejei am a e ique a de in luenciado po se um e mo ex e no à p o issão. O e mo in luenciado , como emos, não os ep esen a. Mas isso não signi ica que eles não exe çam alguma in luência em ou os p o esso es. Desen ol em o que Lambe (2002) chama de lide ança cons u i is a. Na sua opinião, a unção da lide ança de e se a de en ol e as pessoas no p ocesso de c ia as condições pa a a ap endizagem. Essas condições são p oduzidas a a és do diá- logo e da cons ução ecíp oca de conhecimen o (Rodesile , 2017). Do pon o de is a de Lambe , a lide ança cons u i is a eque diálogo e ecip ocidade. A capacidade de ecip ocidade é esul ado do empo dedicado ao diálogo e à c iação de signi icado com ou os com os quais se in e age e se com- pa ilham ideias. Vale des aca que esse p ocesso de diálogo equen emen e é iniciado pelos p o- esso es que analisamos, uma ez que assumem seu comp omisso de compa ilha ideias e ecu sos. Michael Hube man (1993) p opôs a ideia dos p o esso es como a esãos independen es, en- endendo que alguns deles agem como especialis as em b icolagem. Segundo o au o , “um sujei o que c ia ou epa a a i idades de ap endizagem de di e sos ipos com um es ilo e assina u a pa icula . Que adap a os ma e iais ins ucionais que ouxe, que lhe o am dados ou que pôde encon a no caminho” (Hube man, 1993 p. 15). Essa imagem do p o esso nos suge e a de um p o issional que, como o escul o ou pin o , ca pin ei o ou elojoei o, abalha sozinho e p ecisa da solidão pa a aze bem seu abalho. De ce a o ma, os p o esso es que agem como a esãos independen es o azem pa a se p o e- ge de con ex os de abalho pouco in eg ado es ou colabo a i os. Os p o esso es como a esãos nem semp e desen ol em suas habilidades sozinhos. Do pon o de is a de Talbe e McLaughlin (2002), a ideia de comunidades a esanais pode unciona , ou seja, g upos de p o esso es que desen ol em soluções e conhecimen os de o ma colabo a i a, abalhando com seus p óp ios meios e ecu sos. Quase 30 anos se passa am desde a p opos a de Hube man, e a ecupe amos pa a concei ua o a- balho e a abo dagem pessoal ado ados pelos p o esso es que en e is amos. T a a-se de p o esso es que alcança am ce a no o iedade nas edes sociais de ido à sua dis- posição pa a compa ilha suas ideias, opiniões e ecu sos. São pessoas que sen em que êm “algo a dize ” e cons oem seu discu so em o no de suas p e e ências pessoais e in e esses, p eocupações e expe iências. Decidem li emen e, de aco do com suas i ências, os emas a se em abo dados, os quais podem es a elacionados ao con eúdo de suas p óp ias á eas, po exemplo a ma emá ica, ou podem se sob e seu ensino. As dinâmicas de diálogo e ocas que oco em nas edes sociais ge am espaços cole i os de encon o que podem se en endidos como espaços de a inidade (Gee, 2005), em que as pessoas en- con am ou as pessoas ou emas a ins aos seus in e esses (Rosenbe g e al., 2016). Pa a os docen es, esse espaço de a inidade con igu a-se como uma opo unidade de ap endizagem o a dos limi es da o mação o mal (Gee, 2017). Os espaços de a inidade êm uma cono ação mais abe a e, de ce a o ma, di usa do que o concei o de comunidades de p á ica popula izado po Wenge (2000), uma REDES SOCIAIS E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE: NOVOS ESPAÇOS DE FORMAÇÃO Ca los Ma celo, Paula Ma celo-Ma ínez Cad. Pesqui., São Paulo, .53, e10223, 2023, e-ISSN 1980-5314 16 ez que em uma comunidade de p á ica as me as e obje i os êm maio ní el de o malidade, bem como as no mas de in e ação en e os memb os da comunidade. Os p o esso es a i os nas edes sociais c ia am espaços de a inidade com seus seguido es e com ou os in luenciado es educacionais; ganha am a c edibilidade de seus seguido es ao compa ilha em edes sociais e lexões, in o mações, expe iências, e c., e se encon am nas edes exp essamen e pa a isso. Em a igo ecen e, Hashim e Ca pen e (2019) p opuse am um modelo pa a analisa as causas pelas quais os p o esso es se en ol em, pa icipam e se mo i am a usa as edes sociais. Essa pa icipação, quando mui o a i a, como é o caso dos p o esso es que en e is amos, eque empo e cons ância. Usando a eo ia baseada na u ilidade, esses au o es di e enciam en e mo i os indi idu- ais e sociais. Os mo i os indi iduais es ão elacionados à necessidade de desen ol imen o e ap endi- zagem p o issional que os p óp ios p o esso es pe cebem (au oe icácia). A pa i desses mo i os, eles en endem que a pa icipação nas edes sociais pode apoiá-los em sua ap endizagem. Uma segunda mo i ação es á elacionada a aspec os sociais. Com o su gimen o das edes sociais, as on ei as en e a escola e o mundo ex e io se o na am po osas, pe mi indo que os p o esso es desen ol am um senso de iden idade e epu ação p o issional an o den o como o a das escolas. Dessa o ma, os p o esso es p esen es em edes sociais podem se con igu a como um cole i- o que c ia no as o mas de in e ação en e o co po docen e. São in e ações in o mais que pe mi em da oz a p o esso es com capacidade pa a ge a e compa ilha ideias e ecu sos (Fai , 2018). São p o issionais da educação que, como desc e emos, não se iden i icam com o e mo in luenciado es. Assumem um ipo de lide ança in o mal (Ross, 2019) conquis ada a pa i da con iança e econhe- cimen o de seus p óp ios colegas nas edes sociais. Essa lide ança é cons uída a pa i da indi idu- alidade, inicia i a e mo i ação pa a compa ilha e oca com ou os p o esso es. São p o esso es a esãos que encon a am no espaço digi al seu nicho pa a mul iplica suas possibilidades de encon- o com ou os p o esso es. Esses p o esso es p oa i os compa ilham algumas ca ac e ís icas iden i icadas po Ge baudo (2017) ao analisa os mo imen os sociais Occupy Wall S ee , Indignados e UK Uncu . De aco do com o au o , esses mo imen os e am ca ac e izados po ês p incípios denominados ecnolibe á- ios: anspa ência ( endência ao abe o, ao open-sou ce), ho izon alidade ( ejeição de hie a quias o - mais) e negação da lide ança ( endência a assumi que a lide ança é algo a e i a ). É um conhecimen o que pe mi e aos docen es a “lea n in p ac ice (ap ende p a icando), h ough meaning (a ap endiza- gem in encional pela ap endizagem em colabo ação com ou os), e h ough iden i y (ap endizagem e mudança do que somos)” (Liebe man & Mace, 2010, p. 80). Vale des aca que esses são p o esso es dis an es do concei o de eache p eneu , que em se o nado popula nos úl imos empos (Koehle e al., 2020; Shel on & A chambaul , 2020). No caso de nossa pesquisa, elacionada com os con eúdos do concei o de eache p eneu , o - mulamos as seguin es pe gun as de in es igação: Como os p o esso es in luenciado es cons oem a lide ança in o mal nas edes sociais? Quais são os p ocessos pelos quais alguns p o esso es se o nam e e ências pa a ou os? Quais são as concepções, ideias, que esses p o esso es in luen es êm sob e seu p óp io papel e seu impac o no desen ol imen o p o issional dos docen es? Pa a esponde a essas pe gun as, en e is amos um o al de 18 p o esso es com o e p esen- ça nas edes sociais. Pa a aze a seleção, baseamo-nos no es udo já desc i o, no qual iden i icamos 54 in luenciado es educacionais espanhóis. Os dados o am cole ados a pa i de en e is as semies u- u adas on-line. Elas o am ealizadas p incipalmen e com o aplica i o de ideocon e ência Zoom, e i e am uma du ação média de uma ho a. Um dos en e is ados solici ou esponde pessoalmen e o o ei o de en e is as po meio da g a ação de um áudio, e ou a p o esso a p eencheu um o mulá- io com as espos as às pe gun as. REDES SOCIAIS E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE: NOVOS ESPAÇOS DE FORMAÇÃO Ca los Ma celo, Paula Ma celo-Ma ínez Cad. Pesqui., São Paulo, .53, e10223, 2023, e-ISSN 1980-5314 17 Os en e is ado es pa icipa am na elabo ação do o ei o pa a a en e is a e o am einados pa a sua aplicação. O o ei o de pe gun as isa a a cole a in o mações a iadas sob e os en e is a- dos: pa icipação nas edes sociais; o igens e e olução em cada uma delas; emas que lhes in e essam e p ocesso que ealizam pa a aze uma publicação; imagem que êm de si mesmos como pessoa ca- paz de in luencia ou os; o ma de se elaciona com os seguido es e ou os p o esso es in luen es; e possí eis ap endizagens ge adas po meio das edes sociais. G a amos em áudio odas as en e is as. Uma ez ealizadas odas as en e is as, p ocede- mos à ansc ição das g a ações. Pa a a análise indu i a dos dados, elabo amos um conjun o de emas que pe mi i am classi ica os dados. Os emas o am enunciados em e mos de pe gun as: Quem sou eu? Nessa dimensão incluímos os dados pessoais, idade, sexo, ní el acadêmico em que ensinam, e- des sociais de que pa icipam, núme o de seguido es, e c. Como cheguei a é aqui? Nessa dimensão incluímos o p ocesso de se o na uma pessoa ele an e: como iniciam a a i idade e como e oluem, e se pa icipa am de ou as edes an e io men e; ambém incluímos expe iências p é ias ou pa alelas de con a o com ou os p o esso es an o p esencialmen e – cu sos, seminá ios, jo nadas – como i ualmen e. O que aço? Como cons uo o discu so? Nessa dimensão desc e emos o p ocesso de c iação de con eúdo nas edes, seja em blog, Twi e ou ou a ede. Não apenas o con eúdo que pu- blicam, mas como azem pa a publica : se são publicações planejadas ou mais ea i as, se publicam ex os, imagens, ídeos, e c., qual á ea do cu ículo abo dam especialmen e e quais emas a am. Como me elaciono com ou os: os que me seguem, e os que sigo? Nessa dimensão analisamos as elações com ou os usuá ios do Twi e . Se são pessoas que seguem, se essas elações se man êm além da ede; sabe se conhecem seus seguido es, se man êm algum elacionamen o com eles. Como me pe cebo? Essa é uma dimensão de iden idade, que consis e basicamen e na espos a à pe gun a se se conside am ou não “in luenciado es”. O que ob enho disso? Nessa dimensão, es amos in e essados em conhece o que ap endem, como se mo i am, ou que esul ados pe cebem do seu abalho na ede. O que é impo an e pa a mim? Essa dimensão se elaciona com os alo es que os en e is ados exp essam nas en e is as: colabo ação, espei o, compa ilhamen o. Como ap endo e eles ap en- dem? Aqui, es amos in e essados na opinião sob e as possibilidades que as edes ep esen am pa a o p óp io ap endizado, e o de ou os p o esso es. Os esul ados dessa pesquisa coincidem com es udos ecen es. Com base nos abalhos de Ge baudo (2017), encon amos alguns p incípios que ca ac e izam a iden idade e p á ica dos p o esso es in luen es na Espanha: o p incípio da anspa ência ( endência pa a o abe o, pa a o open-sou ce), ho izon alidade ( ejeição de hie a quias o mais) e negação da lide ança ( endência a assumi que a lide ança é algo a se e i ado). O p incípio da anspa ência oi obse ado ao longo das en e is as, na insis ência dos p o esso es na ideia de compa ilha de manei a al uís a suas opiniões e ecu sos. Esse p incípio não é is o apenas em elação à acessibilidade de ecu sos e ma e iais, am- bém se elaciona com uma o ma ho izon al de cons ui conhecimen o en e p o esso es. Ou o pon o a des aca é que os p o esso es en e is ados assumem um p incípio de ho i- zon alidade no que se e e e aos p ocessos de ap endizagem e desen ol imen o p o issional. Uma ap endizagem que pode acon ece em qualque momen o e luga . Assim, jun o com as a i idades de desen ol imen o p o issional o mal, g aças à con ibuição do ipo de p o esso es que analisamos, mul iplica am-se as a i idades in o mais, como con e sas com ou os p o esso es, e a ealização de a i idades independen es, como buscas de ecu sos didá icos na in e ne – os p o esso es acessam a in e ne pa a amplia suas opo unidades de desen ol imen o po meio de pla a o mas sociais. Nesse con ex o, as edes sociais digi ais pe mi em o es abelecimen o de elações signi ica- i as en e p o esso es, ge ando ap endizados sociais e compa ilhamen o de expe iências, ideias, concepções e e lexões. Pa a p o esso es a i os em edes sociais, a ap endizagem po meio delas é um p ocesso que az pa e do seu abalho, e que con inua o a do ho á io escola . As edes sociais pe - REDES SOCIAIS E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE: NOVOS ESPAÇOS DE FORMAÇÃO Ca los Ma celo, Paula Ma celo-Ma ínez Cad. Pesqui., São Paulo, .53, e10223, 2023, e-ISSN 1980-5314 18 mi em amplia o que oi chamado de capi al social. Também são ge adas in e ações que podem se es á eis ou empo á ias, po meio das quais os p o esso es cole am ecu sos ou ob êm in o mações de ou as pessoas conside adas ele an es. Os p o esso es que analisamos p opo cionam aos p o esso es que os seguem no as o mas de ap endizagem e de desen ol imen o p o issional. Buscamos demons a nes e a igo que as edes sociais digi ais o e ecem no as opções pa a o desen ol imen o p o issional dos docen es, podendo se complemen a es ou al e na i as às ias adicionais de o mação. Pa a mui os docen es, as edes ep esen am uma opo unidade de co- municação e in e ação com ou os p o issionais, com os quais podem ap ende e compa ilha conhecimen os. Além disso, des acamos que, pa a uma mino ia de docen es que se o na am líde es in o mais (chamados e oneamen e de in luence s), as edes sociais consolida am um no o ipo de p o issionalismo, ca ac e izado pelo desen ol imen o au ônomo e di igido aos p óp ios docen es de sala de aula. Ag adecimen os Es a publicação az pa e do p oje o de I+D+i TED2021-129820B-I00, inanciado pelo MCIN/ AEI/10.13039/501100011033 pela União Eu opeia Nex Gene a ionEU/ PRTR / “FEDER A way o making Eu ope”. Re e ências Ab Rashid, R., Yahaya, M. F., Rahman, M. F. A., & Yunus, K. (2016). Teache s’ in o mal lea ning ia Social Ne wo king Technology. In e na ional Jou nal o Eme ging Technologies in Lea ning, 11(10), 76-79. h ps://doi.o g/10.3991/ije . 11i10.5908 Adle , P. S., & Kwon, S. W. (2002). Social capi al: P ospec o a new concep . Academy o Managemen Re iew, 27(1), 17-40. h ps://doi.o g/10.5465/am .2002.5922314 Alwa i, E. (2021). T acing changes in eache s’ p o essional lea ning ne wo k on Twi e : Compa ison o eache s’ social ne wo k s uc u e and con en o in e ac ion be o e and du ing he COVID-19 pandemic. Jou nal o Compu e Assis ed Lea ning, 37(6), 1653-1665. h ps://doi.o g/10.1111/jcal.12607 A wal, K. (2013). Theo ies o wo kplace lea ning in ela ion o eache p o essional lea ning in UK p ima y schools. Resea ch in Teache Educa ion, 3(2), 22-27. h ps://doi.o g/10.15123/uel.85w1x Bake -Doyle, K. (2017). T ans o ma i e eache s: Teache leade ship and lea ning in a connec ed wo ld. Ha a d Educa ion P ess. Ba uch, A. F., & He shko i z, A. (2014). Teache -s uden ela ionship in he SNS-e a: E hical issues. In J. Vi eli, & M. Leikomaa (Eds.), P oceedings o EdMedia 2014-Wo ld Con e ence on Educa ional Media and Technology (pp. 2701-2706). Associa ion o he Ad ancemen o Compu ing in Educa ion (AACE). h ps://www.lea n echlib.o g/p ima y/p/147863/. Beem , A. an den, Buijs, J., & Aals , W. an de . (2018). Analysing s uc u ed lea ning beha iou in Massi e Open Online Cou ses (MOOCs): An app oach based on p ocess mining and clus e ing. In e na ional Re iew o Resea ch in Open and Dis ibu ed Lea ning, 19(5). h ps://doi.o g/10.19173/i odl. 19i5.3748 Beem , A. an den, Ke elaa , E., Dieps a en, I., & Laa , M. de (2018). Teache s’ mo i es o lea ning in ne wo ks: Cos s, ewa ds and communi y in e es . Educa ional Resea ch, 60(1), 31-46. h ps://doi.o g/10.1080/00131881.2018.1426391 Ben-Pe e z, M. (2012). Accoun abili y s. au onomy: An issue o balance. In C. Day (Ed.), The Rou ledge handbook o eache and school de elopmen (pp. 57-66). Rou ledge. REDES SOCIAIS E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE: NOVOS ESPAÇOS DE FORMAÇÃO Ca los Ma celo, Paula Ma celo-Ma ínez Cad. Pesqui., São Paulo, .53, e10223, 2023, e-ISSN 1980-5314 19 Ben ley, K., Chu, C., Nis o , C., Pehli an, E., & Yalcin, T. (2021). Social media engagemen o global in luence s. Jou nal o Global Ma ke ing, 34(3), 205-219. h ps://doi.o g/10.1080/08911762.2021. 1895403 Blasco-Se ano, A. C., Lo enzo Lac uz, J., & Sa sa, J. (2018). Pe cepción de los es udian es al ‘in e i la clase’ median e el uso de edes sociales y sis emas de espues a inmedia a. Re is a de Educación a Dis ancia (RED), 18(57). h p://dx.doi.o g/10.6018/ ed/57/6 Bossche, P., & Sege s, M. (2013). T ans e o aining: Adding insigh h ough social ne wo k analysis. Educa ional Resea ch Re iew, 8, 37-47. h ps://doi.o g/10.1016/j.edu e .2012.08.002 Bound, H. (2011). Voca ional educa ion and aining eache p o essional de elopmen : Tensions and con ex . S udies in Con inuing Educa ion, 33(2), 107-119. h p://doi.o g/10.1080/015803 7X.2011.554176 B i , V. G., & Paulus, T. (2016). “Beyond he ou walls o my building”: A case s udy o #Edcha as a communi y o p ac ice. Ame ican Jou nal o Dis ance Educa ion, 30(1), 48-59. h ps://doi.o g/10.1080/08923647.2016.1119609 B i zman, D. (2003). P ac ice makes p ac ice: A c i ical s udy o lea ning o each. S a e Uni e si y o New Yo k. Ca pen e , J. P., Kimmons, R., Sho , C. R., Clemen s, K., & S aples, M. E. (2019). Teache iden i y and c ossing he p o essional-pe sonal di ide on Twi e . Teaching and Teache Educa ion, 81, 1-12. h ps://doi.o g/10.1016/j. a e.2019.01.011 Ca pen e , J. P., & K u ka, D. G. (2014). How and why educa o s use Twi e : A su ey o he ield. Jou nal o Resea ch on Technology in Educa ion, 46(4), 414-434. h ps://doi.o g/10.1080/15391523.2014.925701 Ca pen e , J. P., Mo ison, S. A., C a , M., & Lee, M. (2020). How and why a e educa o s using Ins ag am? Teaching and Teache Educa ion, 96, A icle 103149. h ps://doi.o g/10.1016/j. a e.2020.103149 Ca pen e , J. P., Shel on, C. C., & Sch oede , S. E. (2022). The educa ion in luence : A new playe in he educa o p o essional landscape. Jou nal o Resea ch on Technology in Educa ion. h ps://doi.o g/10.1080/15391523.2022.2030267 Ca pen e , J. P., Tani, T., Mo ison, S., & Keane, J. (2020). Explo ing he landscape o educa o p o essional ac i i y on Twi e : An analysis o 16 educa ion- ela ed Twi e hash ags. P o essional De elopmen in Educa ion, 48(5), 784-805. h ps://doi.o g/10.1080/19415257.2020.1752287 Cu wood, J. S., Magni ico, A. M., & Lamme s, J. C. (2013). W i ing in he wild: W i e s’ mo i a ion in an-based a ini y spaces. Jou nal o Adolescen & Adul Li e acy, 56(8), 677-685. h ps://www.lea n echlib.o g/p/131578/ Daly, A. J. (2010). Social ne wo k heo y and educa ional change. Ha a d Educa ion P ess. Daly, A. J., Liou, Y.-H., F esno, M. del, Rehm, M., & Bjo klund, P., J . (2019). Educa ional leade ship in he Twi e e se: Social media, social ne wo ks and he new social con inuum. Teache s College Reco d, 121(14). h ps://doi.o g/10.1177%2F016146811912101404 De Rijd , C., S es, A., Vleu en, C. an de , & Dochy, F. (2013). In luencing a iables and mode a o s o ans e o lea ning o he wo kplace wi hin he a ea o s a de elopmen in highe educa ion: Resea ch e iew. Educa ional Resea ch Re iew, 8, 48-74. h p://doi.o g/10.1016/j. edu e .2012.05.007 Dille, K. B., & Røkenes, F. M. (2021). Teache s’ p o essional de elopmen in o mal online communi ies: A scoping e iew. Teaching and Teache Educa ion, 105, A icle 103431. h ps://doi.o g/10.1016/j. a e.2021.103431 E au , M. (2004). In o mal lea ning in he wo kplace. S udies in Con inuing Educa ion, 26(2), 247-273. h p://doi.o g/10.1080/158037042000225245 REDES SOCIAIS E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE: NOVOS ESPAÇOS DE FORMAÇÃO Ca los Ma celo, Paula Ma celo-Ma ínez Cad. Pesqui., São Paulo, .53, e10223, 2023, e-ISSN 1980-5314 20 E e s, A. T., K eijns, K., & Heijden, B. an de . (2016). The design and alida ion o an ins umen o measu e eache s’ p o essional de elopmen a wo k. S udies in Con inuing Educa ion, 38(2), 162-178. h p://doi.o g/10.1080/0158037X.2015.1055465 Fai , A. C. (2018). Social media as a sou ce o in o mal p o essional g ow h among elemen a y eache s [Doc o al disse a ion]. Uni e si y o Hous on-Clea Lake. F esno Ga cía, M. del, Daly, A., & Segado-Sánchez-Cabezudo, S. (2016). Iden i icando a los nue os in luyen es en iempos de In e ne : Medios sociales y análisis de edes sociales. Re is a Española de In es igaciones Sociológicas, 153, 23-40. h ps://doi.o g/10.5477/cis/ eis.153.23 Fullan, M., & Ha g ea es, A. (2012). Re i ing eaching wi h ‘p o essional capi al’. Educa ion Week, 31(33), 30-36. Fullan, M., & Ha g ea es, A. (1991). Wha ’s wo h igh ing o wo king oge he o you school. Regional Labo a o y o Educa ional Imp o emen o he No heas & Islands. Gao, F., & Li, L. (2017). Examining a one-hou synch onous cha in a mic oblogging-based p o essional de elopmen communi y. B i ish Jou nal o Educa ional Technology, 48(2), 332-347. h ps://doi.o g/10.1111/bje .12384 Ga cía-Ma ín, J., & Ga cía-Sánchez, J. N. (2015). Uso de Facebook, Tuen i, Twi e y Myspace en e jó enes españoles. Beha io & In o ma ion Technology, 34(7), 685-703. h ps://doi.o g/10.1080/0144929X.2014.993428 Gee, J. P. (2017). A ini y spaces and 21s cen u y lea ning. Educa ional Technology, 57(2), 27-31. h p://www.js o .o g/s able/44430520 Gee, J. P. (2005). Semio ic social spaces and a ini y spaces: F om he age o my hology o oday’s schools. In D. Ba on, & K. Tusking (Eds.), Beyond communi ies o p ac ice language powe and social con ex (pp. 214-232). Camb idge Uni e si y P ess. h ps://doi.o g/10.1017/ cbo9780511610554.012 Ge baudo, P. (2017). Social media eams as digi al angua ds: The ques ion o leade ship in he managemen o key Facebook and Twi e accoun s o Occupy Wall S ee , Indignados and UK Uncu . In o ma ion, Communica ion & Socie y, 20(2), 185-202. h ps://doi.o g/10.1080/136911 8X.2016.1161817 Gilbe , S. (2016). Lea ning in a Twi e -based communi y o p ac ice: An explo a ion o knowledge exchange as a mo i a ion o pa icipa ion in #hcsmca. In o ma ion, Communica ion & Socie y, 19(9), 1214-1232. h ps://doi.o g/10.1080/1369118X.2016.1186715 Goodyea , V., Pa ke , M., & Casey, A. (2019). Social media and eache p o essional lea ning communi ies. Physical Educa ion and Spo Pedagogy, 24(5), 421-433. h ps://doi.o g/10.1080/17408989.2019.1 617263 G eenhalgh, S. P., & Koehle , M. J. (2017). 28 days la e : Twi e hash ags as “jus in ime” eache p o essional de elopmen . TechT ends, 61(3), 273-281. h ps://doi.o g/10.1007/s11528-016-0142-4 G eenhalgh, S. P., Rosenbe g, J. M., Wille , K. B. S., Koehle , M. J., & Akcaoglu, M. (2020). Iden i ying mul iple lea ning spaces wi hin a single eache - ocused Twi e hash ag. Compu e s & Educa ion, 148, A icle 103809. h ps://doi.o g/10.1016/j.compedu.2020.103809 G eenhalgh, S. P., Rosenbe g, J. M., & Wol , L. G. (2016). Fo all in en s and pu poses: Twi e as a ounda ional echnology o eache s. E-Lea ning and Digi al Media, 13, 81-98. h ps://doi.o g/10.1177/2042753016672131 G eenhalgh, S. P., Wille , K. B. S., Rosenbe g, J. M., & Koehle , M. J. (2018). Twee , and we shall ind: Using digi al me hods o loca e pa icipan s in educa ional hash ags. TechT ends, 62(5), 501-508. h ps://doi.o g/10.1007/s11528-018-0313-6 REDES SOCIAIS E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE: NOVOS ESPAÇOS DE FORMAÇÃO Ca los Ma celo, Paula Ma celo-Ma ínez Cad. Pesqui., São Paulo, .53, e10223, 2023, e-ISSN 1980-5314 21 G eenhow, C., & Aska i, E. (2017). Lea ning and eaching wi h social ne wo k si es: A decade o esea ch in K-12 ela ed educa ion. Educa ion and In o ma ion Technologies, 22(2), 623-645. h ps://doi.o g/10.1007/s10639-015-9446-9 Ha , J. E., & S einb eche , T. (2011). OMG! Explo ing and lea ning om eache s’ pe sonal and p o essional uses o Facebook. Ac ion in Teache Educa ion, 33(4), 320-328. h ps://doi.o g/10.108 0/01626620.2011.620515 Hashim, A., & Ca pen e , J. (2019). A concep ual amewo k o eache mo i a ion o social media use. Teache s College Reco d, 121(14). h ps://doi.o g/10.1177/016146811912101405 Higue as-Rod íguez, L., Medina-Ga cía, M., & Pegalaja -Palomino, M. D. (2020). Use o Twi e as an educa ional esou ce. Analysis o concep s o ac i e and ainee eache s. Educa ion Sciences, 10(8), A icle 200. h ps://doi.o g/10.3390/educsci10080200 Hoeks a, A., Ko hagen, F., B ekelmans, M., Beijaa d, D., & Iman s, J. (2009). Expe ienced eache s’ in o mal wo kplace lea ning and pe cep ions o wo kplace condi ions. Jou nal o Wo kplace Lea ning, 21(4), 276-298. h p://doi.o g/10.1108/13665620910954193 Holmes, K., P es on, G., Shaw, K., & Buchanan, R. (2013). ‘Follow’ me: Ne wo ked p o essional lea ning o eache s. Aus alian Jou nal o Teache Educa ion, 38(12), A icle 4. h ps://doi.o g/10.14221/ aj e.2013 38n12.4 Hube man, M. (1993). The model o he independen a isan in eache s’ p o essional ela ions. In J. W. Li le, & M. W. McLaughlin (Eds.), Teache s’ wo k: Indi iduals, colleagues, and con ex s (pp. 11-50). Teache s College P ess. Izquie do-I anzo, P., & Galla do-Echenique, E. (2020). Es udig ame s: In luence s del ap endizaje. Comunica , 62, 115-125. h ps://doi.o g/10.3916/C62-2020-10 Jones, W. M., & Dex e , S. (2014). How eache s lea n: The oles o o mal, in o mal, and independen lea ning. Educa ional Technology Resea ch and De elopmen , 62(3), 367-384. h p://doi.o g/10.1007/s11423-014-9337-6 Kamalodeen, V. J., & Jameson-Cha les, M. (2016). A mixed me hods esea ch app oach o explo ing eache pa icipa ion in an online social ne wo king websi e. In e na ional Jou nal o Quali a i e Me hods, 15(1), 1-14. h ps://doi.o g/10.1177/1609406915624578 Kennedy, M. M. (2019). How we lea n abou eache lea ning. Re iew o Resea ch in Educa ion, 43(1), 138-162. h ps://doi.o g/10.3102/0091732X19838970 Koehle , M., Shel on, C., Ca pen e , J., & G eehalgh, S. (2020). Whe e does all he money go? F ee and paid ansac ions on Teache sPayTeache s.com. Teache College Reco d. h ps://www. c eco d.o g/Con en .asp?Con en Id=23478 Kou opoulos, A., Abajian, S. J., DeWaa d, I., Hogue, R. H., Keskin, N. O., & Rod iguez, C. O. (2014). Wha wee s ell us abou MOOC pa icipa ion. In e na ional Jou nal o Eme ging Technologies in Lea ning (iJET), 9(1), 8-21. h ps://doi.o g/10.3991/ije . 9i1.3316 K u ka, D. G., Asino, T. I., & Haselwood, S. (2018). Eigh Lessons on ne wo ked eache ac i ism om #OklaEd and he #OklaEdWalkou . Con empo a y Issues in Technology and Teache Educa ion, 18(2), 379-391. h ps://www.lea n echlib.o g/p ima y/p/183635/ Kynd , E., Gijbels, D., G osemans, I., & Donche, V. (2016). Teache s’ e e yday p o essional de elopmen : Mapping in o mal lea ning ac i i ies, an eceden s, and lea ning ou comes. Re iew o Educa ional Resea ch, 86(4), 1111-1150. h ps://doi.o g/10.3102/0034654315627864 Lambe , L. (2002). Towa d a deepened heo y o cons uc i is leade ship. In L. Lambe , D. Walke , D. P. Zimme man, J. E. Coope , M. D. Lambe , M. E. Ga dne , & M. Szabo, The cons uc i is leade (pp. 34-62). Teache s College P ess. Lé y, P. (2018). Cómo u ilizo la web social en mis clases de la Uni e sidad. Re is a de Educación a Dis ancia (RED), 18(57). h p://dx.doi.o g/10.6018/ ed/57/2 REDES SOCIAIS E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE: NOVOS ESPAÇOS DE FORMAÇÃO Ca los Ma celo, Paula Ma celo-Ma ínez Cad. Pesqui., São Paulo, .53, e10223, 2023, e-ISSN 1980-5314 22 Li, S., Zheng, J., & Zheng, Y. (2019). Towa ds a new app oach o managing eache online lea ning: Lea ning communi ies as ac i i y sys ems. The Social Science Jou nal, (55), 223-252. h p://doi.o g/10.1016/j.soscij.2019.04.008 Liebe man, A., & Mace, D. P. (2010). Making p ac ice public: Teache lea ning in he 21s Cen u y. Jou nal o Teache Educa ion, 61(1-2). h ps://doi.o g/10.1177/0022487109347319 Liou, Y.-H, & Daly, A. J. (2018a). The lead igni e : A longi udinal examina ion o in luence and ene gy h ough ne wo ks, e icacy, and clima e. Educa ional Adminis a ion Qua e ly, 55(3), 363-403. h ps://doi.o g/10.1177/0013161X18799464 Liou, Y.-H., & Daly, A. J. (2018b). B oken b idges: A social ne wo k pe spec i e on u ban high school leade ship. Jou nal o Educa ional Adminis a ion, 56(5), 562-584. h ps://doi.o g/10.1108/JEA- 01-2018-0010 Li ings on, K. (2018). Teache s’ p o essional lea ning wi hin lea ning sys ems. Eu opean Jou nal o Teache Educa ion, 41(4), 415-417. h p://doi.o g/10.1080/02619768.2018.1491379 Lo ie, D. (1975). School eache : A Sociological S udy. Uni e si y o Chicago P ess. Lough an, J., & Hamil on, M. L. (2016). De eloping an unde s anding o eache educa ion. In J. Lough an, & M. Lynn Hamil on (Eds.), In e na ional handbook o eache educa ion (pp. 3-22). Sp inge . Luo, T., F eeman, C., & S e aniak, J. (2020). Like, commen , and sha e – P o essional de elopmen h ough social media in highe educa ion: A sys ema ic e iew. Educa ional Technology Resea ch and De elopmen , 68(4), 1659-1683. h ps://doi.o g/10.1007/s11423-020-09790-5 Ma celo, C., & Ma celo-Ma ínez, P. (2021). In luence s educa i os en Twi e . Análisis de hash ags y es uc u a elacional. Comunica , 68(29), 73-83. h ps://doi.o g/10.3916/C68-2021-06 Ma celo, C., & Vaillan , D. (2009). Desa ollo p o esional docen e. Na cea. Ma celo-Ga cía, C., Yo -Domínguez, C., Ma celo-Ma ínez, P., Mu illo-Es epa, P., & Mayo -Ruiz, C. (2022). No me llames in luence . Nue os a esanos digi ales en educación. Campus Vi uales, 11(2), 133-145. h ps://hdl.handle.ne /11441/136781 Ma celo-Ma ínez, P., & Ma celo, C. (2022). Espacios de a inidad docen e en Twi e : El caso del hash ag #Claus o i ual. Re is a de Educación a Dis ancia (RED), 22(70). h ps://doi.o g/10.6018/ ed.510951 Ma celo-Ma ínez, P., Yo -Domínguez, C., & Ma celo, C. (2023). Los docen es y las edes sociales: Usos y mo i aciones. Re is a de Educación a Dis ancia (RED), 23(72). h ps://doi.o g/10.6018/ ed.523561 Ma sick, V. J. (2009). Towa d a uni ying amewo k o suppo in o mal lea ning heo y, esea ch and p ac ice. Jou nal o Wo kplace Lea ning, 21(4), 265-275. h p://doi.o g/10.1108/13665620910954184 Ma sick, V. J., Wa kins, K. E., Scully-Russ, E., & Nicolaides, E. (2017). Re hinking in o mal and inciden al lea ning in e ms o complexi y and he social con ex . Jou nal o Adul Lea ning, Knowledge and Inno a ion, 1(1), 27-34. h p://doi.o g/10.1556/2059.01.2016.003 McCo mick, K. (2016). Celeb i y endo semen s: In luence o a p oduc -endo se ma ch on Millennials a i udes and pu chase in en ions. Jou nal o Re ailing and Consume Se ices, 32, 39-45. h ps://doi.o g/h ps://doi.o g/10.1016/j.j e conse .2016.05.012 McLoughlin, C. (2013). Teache p o essional lea ning in he Digi al Age. In M. A. Flo es, A. A. Ca alho, F. I. Fe ei a, & M. T. Vilaça (Eds.), Back o he u u e: Legacies and changes in educa ional policy, p ac ice and esea ch (pp. 189-206). Else ie Sense. McNally, J., Blake, A., & Reid, A. (2009). The in o mal lea ning o new eache s in school. Jou nal o Wo kplace Lea ning, 21(4), 322-333. h p://doi.o g/10.1108/13665620910954210 REDES SOCIAIS E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE: NOVOS ESPAÇOS DE FORMAÇÃO Ca los Ma celo, Paula Ma celo-Ma ínez Cad. Pesqui., São Paulo, .53, e10223, 2023, e-ISSN 1980-5314 23 Mei ink, J. A., Meije , P. C., Ve loop, N., & Be gen, T. C. M. (2009). How do eache s lea n in he wo kplace? An examina ion o eache lea ning ac i i ies. Eu opean Jou nal o Teache Educa ion, 32(3), 209-224. h p://doi.o g/10.1080/02619760802624096 Moo e, A. L., & Klein, J. D. (2020). Facili a ing in o mal lea ning a wo k. TechT ends: Linking Resea ch and P ac ice o Imp o e Lea ning, 64(2), 219-228. h ps://doi.o g/10.1007/s11528-019-00458-3 Nahapie , J., & Ghosha, S. (1998). Social capi al, in ellec ual capi al, and he o ganiza ional ad an age. The Academy o Managemen Re iew, 23(2), 242-266. h ps://doi.o g/10.2307/259373 Nochumson, T. (2020). Elemen a y school eache s’ use o Twi e : Explo ing he implica ions o lea ning h ough online social media. P o essional De elopmen in Educa ion, 46(2), 306-323. h ps://doi.o g/10.1080/19415257.2019.1585382 Nochumson, T. (2018). An in es iga ion o elemen a y school eache s’ use o wi e o hei p o essional lea ning [Doc o al Disse a ion]. Columbia Uni e si y. Nyk is , S., & Mukhe jee, M. (2016). Who am I? De eloping p e-se ice eache iden i y in a digi al wo ld. P ocedia. Social and Beha io al Sciences, 217, 851-857. h p://doi.o g/10.1016/j. sbsp o.2016.02.012 Owen, N., Fox, A., & Bi d, T (2016). The de elopmen o a small-scale su ey ins umen o UK eache s o s udy p o essional use (and non-use) o and a i udes o social media. In e na ional Jou nal o Resea ch & Me hod in Educa ion, 39(2), 170-193. h ps://doi.o g/10.1080/174372 7X.2015.1041491 P es idge, S. (2019). Ca ego ising eache s’ use o social media o hei p o essional lea ning: A sel -gene a ing p o essional lea ning pa adigm. Compu e s & Educa ion, 129, 143-158. h ps://doi.o g/10.1016/j.compedu.2018.11.003 Rehm, M., & No en, A. (2016). Twi e as an in o mal lea ning space o eache s!? The ole o social capi al in Twi e con e sa ions among eache s. Teaching and Teache Educa ion, 60, 215-223. h ps://doi.o g/10.1016/j. a e.2016.08.015 Re allick, J. (1999). Teache s’ wo kplace lea ning: Towa ds legi ima ion and acc edi a ion. Teache s and Teaching, 5(1), 33-50. h ps://doi.o g/10.1080/1354060990050103 Rodesile , L. (2017). Fo eache s, by eache s: An explo a ion o eache -gene a ed online p o essional de elopmen . Jou nal o Digi al Lea ning in Teache Educa ion, 33(4), 138-147. h ps://doi.o g/10.1080/21532974.2017.1347535 Roge s, E. (2005). Di usion o inno a ions. The F ee P ess. Rosell-Aguila , F. (2018). Twi e : A p o essional de elopmen and communi y o p ac ice ool o eache s. Jou nal o In e ac i e Media in Educa ion, (1), A icle 6. h p://doi.o g/10.5334/jime.452 Rosenbe g, J. M., G eenhalgh, S. P., Koehle , M. J., Hamil on, E. R., & Akcaoglu, M. (2016). An in es iga ion o s a e educa ional Twi e hash ags (SETHs) as a ini y spaces. E-lea ning and Digi al Media, 13(1-2), 24-44. h p://dx.doi.o g/10.1177/2042753016672351 Ross, C. (2019). In o mal eache leade ship: How and why class oom eache s engage in leade ship [Doc o al Disse a ion]. The S a e Uni e si y o New Je sey. Ross, C., Maninge , R., LaP ai ie, K., & Sulli an, S. (2015). The use o Twi e in he c ea ion o educa ional p o essional lea ning oppo uni ies. Adminis a i e Issues Jou nal Educa ion P ac ice and Resea ch, 5(1), 55-76. h ps://doi.o g/10.5929/2015.5.1.7 Russ, R. S., She in, B. L., & Gamo an, M. (2016). Wha cons i u es eache lea ning? In D. H. Gi ome , & C. A. Bell (Eds.), Handbook o esea ch on eaching (pp. 391-438). AERA. Sachs, J. (2016). Teache p o essionalism: Why a e we s ill alking abou i ? Teache s and Teaching, 22(4), 413-425. h ps://doi.o g/10.1080/13540602.2015.1082732 REDES SOCIAIS E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOCENTE: NOVOS ESPAÇOS DE FORMAÇÃO Ca los Ma celo, Paula Ma celo-Ma ínez Cad. Pesqui., São Paulo, .53, e10223, 2023, e-ISSN 1980-5314 24 Sang à, A., & Wheele , S. (2013). New in o mal ways o lea ning: O a e we o malising he in o mal? In e na ional Jou nal o Educa ional Technology in Highe Educa ion, 10(1), 286-293. h ps://doi.o g/10.7238/ usc. 10i1.1689 San o eña-Casal, S., & Be nal-B a o, C. (2019). Explo ando la in luencia del docen e: Pa icipación social en Twi e y pe cepción académica. Comunica , 58, 75-84. h ps://doi.o g/10.3916/C58-2019-07 Schei, V., & Ne bø, I. (2015). The in isible lea ning ceiling: In o mal lea ning among p eschool eache s and assis an s in a No wegian kinde ga en. Human Resou ce De elopmen Qua e ly, 26(3), 299-328. h ps://doi.o g/10.1002/h dq.21213 Seok-Woo, K., & Adle , P. S. (2014). Social capi al: Ma u a ion o a ield o esea ch. The Academy o Managemen Re iew, 39(4), 412-422. h ps://doi.o g/10.5465/am .2014.0210 Shel on, C., & A chambaul , L. (2020). Lea ning om and abou eli e online eache p eneu s: A quali a i e examina ion o key cha ac e is ics, school en i onmen s, p ac ices, and impac s. Teache College Reco d, 122(7). h ps://doi.o g/10.1177%2F016146812012200713 Shel on, C., & A chambaul , L. (2018). Disco e ing how eache s build i ual ela ionships and de elop as p o essionals h ough online eache p eneu ship. Jou nal o In e ac i e Lea ning Resea ch, 29(4), 579-602. h ps://www.lea n echlib.o g/p ima y/p/178250/ Siemens, G. (2008). Lea ning and knowing in ne wo ks: Changing oles o educa o s and designe s. ITFORUM o Discussion, 27(1), 1-26. Siemens, G., & Ti enbe ge , P. (2009). Handbook o eme ging echnologies o lea ning. Uni e si y o Mani oba. Snow-Ge ono, L. (2005). P o essional de elopmen in a cul u e o inqui y: PD eache s iden i y he bene i s o p o essional lea ning communi ies. Teaching and Teache Educa ion, 21(3), 241-256. h ps://doi.o g/10.1016/j. a e.2004.06.008 Ta esse, W., & Wood, B. P. (2021). Followe s’ engagemen wi h ins ag am in luence s: The ole o in luence s’ con en and engagemen s a egy. Jou nal o Re ailing and Consume Se ices, 58, A icle 102303. h ps://doi.o g/10.1016/j.j e conse .2020.102303 Talbe , J., & McLaughlin, M. (2002). P o essional communi ies and he a isan model o eaching. Teache s and Teaching, 8(3), 325-343. h ps://doi.o g/10.1080/135406002100000477 Tang, Y., & Hew, K. F. (2017). Using Twi e o educa ion: Bene icial o simply a was e o ime? Compu e s & Educa ion, 106, 97-118. h ps://doi.o g/10.1016/j.compedu.2016.12.004 Tess, P. A. (2013). The ole o social media in highe educa ion classes ( eal and i ual) – A li e a u e e iew. Compu e s in Human Beha io , 29(5), A60-A68. h ps://doi.o g/10.1016/j. chb.2012.12.032 Theocha is, Y., Lowe, W., De h, J. W. an, & Ga cía-Albace e, G. (2015). Using Twi e o mobilize p o es ac ion: Online mobiliza ion pa e ns and ac ion epe oi es in he Occupy Wall S ee , Indignados, and Aganak ismenoi mo emen s. In o ma ion, Communica ion & Socie y, 18(2), 202-220. h ps://doi.o g/10.1080/1369118X.2014.948035 Valencia-O iz, R., Ga ay, U., & Cabe o-Almena a, J. (2020). Pe cepciones de es udian es y docen es del uso que los es udian es hacen de In e ne y su elación con la modalidad de es udio. Re is a de Educación a Dis ancia (RED), 20(62). h ps://doi.o g/10.6018/ ed.411781 Vele sianos, G. (2017). Th ee cases o hash ags used as lea ning and p o essional de elopmen en i onmen s. Tech ends, 61(3), 284-292. h ps://doi.o g/10.1007/s11528-016-0143-3 V on is, D., Mak ides, A., Ch is o i, M., & Th assou, A. (2021). Social media in luence ma ke ing: A sys ema ic e iew, in eg a i e amewo k and u u e esea ch agenda. In e na ional Jou nal o Consume S udies, 45(4), 617-644. h ps://doi.o g/h ps://doi.o g/10.1111/ijcs.12647 Wang, Y., & Fikis, D. J. (2017). Common Co e S a e S anda ds on Twi e : Public Sen imen and Opinion Leade s. Educa ional Policy, 33(4), 650-683. h ps://doi.o g/10.1177/0895904817723739