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Classificação do sistema de trilhas da unidade de conservação Parque Estadual Mata do Pau-Ferro, Areia, Paraíba, Brasil

Abstract

A Unidade de Conservação (UC) Parque Estadual Mata do Pau-Ferro está localizada no município de Areia, estado da Paraíba, Nordeste do Brasil. A UC não possui um sistema de trilhas detalhado. Diante do exposto, o presente artigo elaborou um mapeamento das trilhas mais usadas pelos turistas que frequentam o Parque. Os procedimentos metodológicos consistiram no registro das coordenadas das trilhas usando um Sistema de Posicionamento Global – GPS e capturas fotográficas dos principais atrativos ao longo dos trajetos. Além disso, com o uso do software ArcGIS 10.2, as variáveis ambientais declividade, condições de terreno, cobertura vegetal e drenagem foram somadas para obter as classes de dificuldade das trilhas, usando como referências Silva (2016), Silva, Lima & Panchaud (2016), e Silva & Palhares (2020). Como resultado, foram mapeadas 4 trilhas, 2 integrações e 4 pontos principais que funcionam como atrativos turísticos. Em relação às classes de dificuldade das trilhas, 67,41% do sistema de trilhas foi classificado como “fácil”, contexto que evidencia potencial para receber um público diverso de visitantes.

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Classificação do sistema de trilhas da unidade de conservação Parque Estadual Mata do Pau-Ferro, Areia, Paraíba, Brasil

Author: Porto de Lima, Valéria Raquel; Oliveira Campos, Jean
Publisher: Universidad de Sevilla
Year: 2022
DOI: 10.12795/rea.2022.i43.03
Source: https://idus.us.es/bitstreams/a7af6e54-a3ce-48fa-b590-8551d038d68b/download
Re is a de Es udios Andaluces (REA) | Núm. 43, eb e o (2022) | e-ISSN: 2340-2776
h ps://dx.doi.o g/10.12795/ ea.2022.i43 | © Edi o ial Uni e sidad de Se illa 2022
h ps://edi o ial.us.es/es/ e is as/ e is a-de-es udios-andaluces
h ps:// e is ascien i icas.us.es/index.php/REA
CC BY-NC-ND
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h ps://dx.doi.o g/10.12795/ ea.2022.i43.03
Classi icação do sis ema de ilhas da unidade de conse ação Pa que
Es adual Ma a do Pau-Fe o, A eia, Pa aíba, B asil
T ail sys em classi ica ion o he conse a ion uni Pau-Fe o Fo es S a e Pa k,
A eia, Pa aíba, B azil
Clasi icación del sis ema de sende os de la unidad de conse ación del Pa que
Es a al Fo es al de Pau-Fe o, A eia, Pa aíba, B asil
Valé ia Raquel Po o de Lima
ale ia [email p o ec ed] 0000-0001-7744-3502
Uni e sidade Es adual da Pa aíba. Rua Ba aúnas, 351
Bai o Uni e si á io - Campina G ande-PB. CEP 58429-500 B asil
Jean Oli ei a-Campos
jean.oli ei [email p o ec ed] 0000-0002-2874-754X
Uni e sidade Fede al da Pa aíba. Cidade Uni e si á ia
João Pessoa-PB. CEP 58051-900 B asil
Valé ia Raquel Po o de Lima & Jean Oli ei a-Campos
INFO ARTÍCULO RESUMO
Recebido: 21-11-2021
Re isado: 13-12-2021
Acei o: 24-12-2021
PALAVRAS-CHAVE:
Ma a A lân ica
Unidade de Conse ação
Pa que
Sis ema de ilhas
A Unidade de Conse ação (UC) Pa que Es adual Ma a do Pau-Fe o es á localizada
no município de A eia, es ado da Pa aíba, No des e do B asil. A UC não possui um
sis ema de ilhas de alhado. Dian e do expos o, o p esen e a igo elabo ou um
mapeamen o das ilhas mais usadas pelos u is as que equen am o Pa que. Os
p ocedimen os me odológicos consis i am no egis o das coo denadas das ilhas
usando um Sis ema de Posicionamen o Global – GPS e cap u as o og á icas dos
p incipais a a i os ao longo dos aje os. Além disso, com o uso do so wa e A cGIS
10.2, as a iá eis ambien ais decli idade, condições de e eno, cobe u a ege al e
d enagem o am somadas pa a ob e as classes de di iculdade das ilhas, usando
como e e ências Sil a (2016), Sil a, Lima & Panchaud (2016), e Sil a & Palha es
(2020). Como esul ado, o am mapeadas 4 ilhas, 2 in eg ações e 4 pon os p incipais
que uncionam como a a i os u ís icos. Em elação às classes de di iculdade das
ilhas, 67,41% do sis ema de ilhas oi classi icado como “ ácil”, con ex o que
e idencia po encial pa a ecebe um público di e so de isi an es.
KEYWORDS: ABSTRACT
A lan ic Fo es
Conse a ion Uni
Pa k
T ack sys em
The Ma a do Pau-Fe o S a e Pa k Conse a ion Uni (UC) is loca ed in he municipal-
i y o A eia, s a e o Pa aíba, No heas e n B azil. UC does no ha e a de ailed ail
sys em. In ligh o he abo e, his a icle d ew up a mapping o he mos used ails
by ou is s who equen he Pa k. The me hodological p ocedu es consis ed o e-
co ding he coo dina es o he ails using a Global Posi ioning Sys em – GPS and
pho og aphic cap u es o he main a ac ions along he pa hs. Also, using A cGIS
10.2 so wa e, he en i onmen al a iables slope, e ain condi ions, ege a ion co -
e and d ainage we e added o ob ain he di icul y classes o he ails, using as
e e ences Sil a (2016), Sil a, Lima & Panchaud (2016) and Sil a & Palha es (2020). As
a esul , 4 ails, 2 in eg a ions and 4 main poin s ha unc ion as ou is a ac ions
we e mapped. Rega ding he di icul y classes o he ails, 67.41% o he ail sys em
was classi ied as “easy”, a con ex ha shows he po en ial o ecei e a di e se public
o isi o s.
DOI: h ps://dx.doi.o g/10.12795/ ea.2022.i43.03
Fo ma o de ci a / Ci a ion: Po o de Lima, V.R. & Oli ei a-Campos, J. (2022). T ail sys em classi ica ion o he conse a ion uni Pau-Fe o
Fo es S a e Pa k, A eia, Pa aíba, B azil. Re is a de Es udios Andaluces, 43, 51-70. h ps://dx.doi.o g/10.12795/ ea.2022.i43.03
Co espondencia au o es: ale ia aquelpo odelima@se ido .uepb.edu.b (Valé ia Raquel Po o de Lima)
Valé ia Raquel Po o de Lima & Jean Oli ei a-Campos / REA N. 43 (2022) 51-70
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© Edi o ial Uni e sidad de Se illa 2022 | Se illa, España| CC BY-NC-ND 4.0 | e-ISSN: 2340-2776 | doi: h ps://dx.doi.o g/10.12795/ ea.2022.i43.03
PALABRAS CLAVE: RESUMEN
Bosque A lán ico
Unidad de Conse ación
Pa que
Sis ema de sende os
La Unidad de Conse ación (UC) del Pa que Es a al Fo es al de Pau-Fe o es á ubica-
da en el municipio de A eia, es ado de Pa aíba, no es e de B asil. Es a no cuen a con
un sis ema de sende os de allado. Po lo an o, asumiendo la ausencia de un mapa
de iden i icación de sende os es e abajo ealizó un mapeo de los sende os que son
más u ilizados po los u is as que ecuen an el Pa que. Los p ocedimien os
me odológicos consis ie on en egis a las coo denadas de los sende os median e
un Sis ema de Posicionamien o Global - GPS y cap u a o og á ica de los p incipales
a ac i os a lo la go de los sende os. Se u ilizó el so wa e A cGIS 10.2 pa a e alua
las a iables ambien ales pendien e, condiciones del e eno, cobe u a ege al y
d enaje que se ag ega on pa a ob ene los ni eles de di icul ad de los sende os, con
base en las e e encias de Sil a (2016), Sil a e al. (2016) y Sil a & Palha es (2020).
Como esul ado, se mapea on 4 sende os, 2 in eg aciones y 4 pun os p incipales que
uncionan como a ac i os u ís icos. En cuan o a las clases de di icul ad de los sen-
de os, el 67,41% del sis ema de sende os se clasi icó como “ ácil”, con ex o que
mues a el po encial pa a ecibi un público di e so de isi an es.
1.  INTRODUÇÃO
A implan ação de unidades de conse ação pa a esgua da a biodi e sidade cons i ui a p incipal eação do
homem en e à deg adação dos ecossis emas no B asil e no mundo (Mye s e al., 2000; P imack & Rod i-
gues, 2001; Aguia e al., 2013). O p incipal ins umen o ju ídico de c iação das Unidades de Conse ação no
B asil é a Lei 9.985, de 2000, que ins i uiu o Sis ema Nacional de Unidades de Conse ação (SNUC), do qual
es abelece pa âme os e ca ego ias de manejo com di e en es g aus de p o eção, di idindo as á eas em
Unidades de P o eção In eg al e Unidades de Uso Sus en á el.
A ca ego ia Pa que encon a-se no g upo das unidades de P o eção In eg al, cujo obje i o básico é p e-
se a a na u eza, sendo pe mi ido apenas o uso indi e o de seus ecu sos na u ais, a i idades educacio-
nais, cien í icas e ec ea i as. Segundo desc ição ealizada po Diaz del Olmo e Molina Vázquez (1985), pa a
os pa ques nacionais da Andalucia, os Pa ques b asilei os seguem os mesmos p incípios.
O con ex o de c iação de Unidades de Conse ação (UCs) no B asil é pe meado po con li os que ma-
e ializam o in e esse de di e sos agen es en ol idos, como ep esen an es do se o público e p i ado.
Desse modo, a ges ão de Unidades de Conse ação é um desa io, p incipalmen e no ocan e ao con ole
das a i idades que se desen ol em den o e nas á eas p óximas as UCs, e são de en o as de po encial pa a
pe u ba os ecossis emas p o egidos.
No es ado da Pa aíba, en e as unidades conse ação da Ma a A lân ica, o Pa que Es adual Ma a do Pau-
-Fe o, no município de A eia, ab iga um dos maio es agmen os, sendo um dos mais ep esen a i os da
egião No des e (Taba elli & San os, 2004). T a a-se de um agmen o de Flo es a Es acional Semidecidual
Mon ana (Flo es a Omb ó ila), si uado na e en e les e do planal o da Bo bo ema, em condição de e úgio
ou b ejo de al i ude (Veloso e al., 1991; Ab’Sabe , 2003; Taba elli & San os, 2004; Bé a d e al., 2007; Medei os
& Ces a o, 2019).
Em unção das ca ac e ís icas ambien ais, o Pa que Es adual Ma a do Pau-Fe o é um impo an e a a i o
u ís ico da mic o egião do B ejo Pa aibano, além de o nece p o eção aos ecossis emas emanescen es
(Ma ques e al., 2019; San os e al., 2020). Embo a enha amanha impo ância, a UC ainda não possui um de-
alhado do sis ema de ilhas, con o me é a es ado em seu Plano de Manejo, o que des a o ece a di ulgação
da á ea, bem como o cump imen o dos obje i os que le a am a sua c iação (San os e al., 2020). Tal aspec o
se de e em pa e à escassez de ecu sos pa a ges ão e manu enção das es u u as ísicas da á ea p o egida.
O Plano de Manejo da UC não ap esen a o mapeamen o das ilhas, ampouco a ex ensão das mesmas,
demons ando que a a i idade de isi ação oco e em condições in o mais, is o é, sem a in aes u u a e
o ien ações necessá ias. Essa conjun u a in iabiliza mensu a e es ima os impac os da e e ida a i idade
na unidade, pos o que não se sabe ao ce o onde oco e.
Po a a -se de um impo an e pon o u ís ico do B ejo Pa aibano, a elabo ação de al p odu o p o-
nuncia á, de o ma mais asse i a o po encial u ís ico, e susci a á a ealização de pesquisas e p á icas
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de educação ambien al, pon os, es es, que se encon am en e os obje i os pe seguidos pela ca ego ia
Pa que. Median e o expos o, o p esen e a igo se p opõe a mapea as ilhas do Pa que Es adual Ma a
do Pau-Fe o e as classes de di iculdade delas, com is as a o nece con ibuições no que diz espei o
ao le an amen o das po encialidades u ís icas e di ulgação da impo ância da á ea pa a p o eção da
biodi e sidade.
2.  REFERENCIAL TEÓRICO
A c iação de á eas p o egidas a pa i do século XX, e e como um dos p incipais obje i os esgua da a
biodi e sidade, sendo esse um mecanismo pa a que as sociedades eajam aos cená ios de deg adação
ambien al (Do s , 1973; P imack & Rod igues, 2001; Ju as, 2010). O ma co mode no do es abelecimen o de
á eas p o egidas, oi a c iação do Pa que Nacional de Yellows one, nos Es ados Unidos, em ma ço de 1872.
A pa i do ei o, o concei o de p o eção da na u eza p og essi amen e espalhou-se po odo o mundo, e,
no B asil, o início da polí ica de á eas p o egidas e e início em 1937, com a c iação do Pa que Nacional de
I a iaia (B asil, 2007; Godoy & Leuzinge , 2015).
Na mesma década ambém o am c iadas duas á eas de p o eção, a sabe , o Pa que Nacional do
Iguaçu e o Pa que Nacional Se a dos Ó gãos, ambos no ano de 1939. Assim, al con ex o coloca o B asil
en e os países que mais a da am no es abelecimen o de polí icas de á eas p o egidas (Mo sello, 2001;
Medei os, 2006).
Nas décadas seguin es ins umen os legais possibili a am a c iação de no as ipologias de á eas p o e-
gias. En e eles, a Lei 4.771, de 15 de se emb o de 1965, conhecida como Código Flo es al, a Lei n° 5.197, de
3 de janei o de 1967, conhecida como Código de Fauna, a Lei no 6.513, de 20 de dezemb o de 1977, a Lei nº
6.902, de 27 de ab il de 1981, o Dec e o nº 89.336, de 31 de janei o de 1984, a c iação do Ins i u o B asilei o
de Meio Ambien e e dos Recu sos Na u ais Reno á eis, em 1989 e o Dec e o no 98.897, de 30 de janei o de
1990 (B asil, 2007; Pu eza e al., 2015).
Em is a dos a anços, o país inda a década de 1990 com uma a iedade de ca ego ias de á eas p o egi-
das, a exemplo dos pa ques nacionais, lo es as nacionais, es ações ecológicas, á eas de p o eção ambien-
al, ese as ecológicas, á eas de ele an e in e esse ecológico e ese as pa icula es do pa imônio na u al
(Mo sello, 2001; D ummond e al., 2010).
Apenas no século XXI, o país consegue a c iação de um sis ema pa a ges ão das á eas p o egidas, o Sis-
ema Nacional de Unidades de Conse ação da Na u eza – SNUC, ins i uído pela Lei nº 9.985, de 18 de julho
de 2000, que passa a es abelece os c i é ios e as no mas pa a a c iação, implan ação e ges ão de unidades
de conse ação, es abelecendo um no o pano ama ace ca das á eas p o egidas no país (B asil, 2007, 2011).
Mesmo com o exp essi o a anço, se compa ado a ou os pe íodos em que não exis iam es a égias ou polí-
icas de conse ação e p ese ação da na u eza no B asil, os desa ios pa a man e as UC já c iadas nas es e-
as ede al, es adual e municipal são inúme os, sob e udo na a ual conjun u a polí ica i enciada no B asil.
Pa a Cas o Júnio , Cou inho e F ei as (2009) a lei é o esul ado do abalho de mais de duas décadas de
abalho, is o que a p imei a p opos a oi ealizada ainda em 1979, e só em 1992 uma e são oi en iada
ao Cong esso Nacional, onde ami ou po oi o anos, susci ando deba es. Os deba es ab angiam ambien-
alis as, p op ie á ios de e a, populações adicionais e se o es p odu i os com in e esse no manejo dos
ecu sos na u ais, dessa o ma, mesmo an es de sua p omulgação, o SNUC ge ou a iados con li os en e
as pa es in e essadas.
O SNUC é compos o po dois g upos de Unidades de Conse ação, Unidades de P o eção In eg al e Uni-
dades de Uso Sus en á el. O g upo de P o eção In eg al em po obje i o p ese a a na u eza, man endo
os ecossis emas li es das pe u bações an ópicas, admi indo apenas o uso indi e o dos ecu sos na u ais,
endo a ca ego ia Pa que de domínio nacional, es adual e municipal como a mais ep esen a i a (B asil,
2020). Os pa ques isam a p ese ação dos ecossis emas na u ais e beleza cênica, pe mi indo a ealização
de a i idades, como pesquisa cien í ica, educação ambien al, ec eação e u ismo ecológico (B asil, 2011).
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Ressal a-se, no en an o, que a ealização de pesquisas bem como a isi ação pública es ão sujei as a no mas
e es ições es abelecidas pelo ó gão ges o e pelo Plano de Manejo da unidade.
O Plano de Manejo a a-se de um documen o de ca á e mul idisciplina , que inclui es udos do meio
bió ico, abió ico e social (Diegues, 2008; B asil, 2011). Suas ca ac e ís icas são a iá eis, e no conjun o isam
o ien a as a i idades desen ol idas no e i ó io da Unidade de Conse ação. Em sua es u u a, o plano
ambém apon a os p ocedimen os pa a implan ação de es u u as ísicas na unidade de conse ação, com
is as pa a a melho ia no quad o de ges ão (Ibama, 2002; Souza, Viei a & Sil a, 2015).
Nesse sen ido, se mos a um dos p incipais ecu sos de o ien ação pa a a a i idade de u ís ica,
especialmen e no diz espei o a capacidade das ilhas, es u u as, in e alos de empo e no mas de
condu a. A isi ação em pa ques nacionais é essencial pa a o a ecadamen o de ecu sos inancei-
os, que, po sua ez, podem se emp egados na ges ão dessas á eas. A p á ica p opicia ao u is a a
opo unidade de conhece , en ende e alo iza a biodi e sidade (Can o-Sil a & Sil a, 2017; Gomes &
Cunha, 2018). Pa a an o, se az necessá io a ins alação de uma in aes u u a básica pa a a ende os
u is as e conduzi-los du an e a passagem pela Unidade de Conse ação – con ex o em que as ilhas
se mos am imp escindí eis, em unção das possibilidades o e ecidas, como a in e p e ação ambien al
e con a o dos isi an es com o ambien e p o egido (Robim & Tabanez, 1993; Rezende & Cunha, 2014;
Cos a e al., 2019).
Em ace do papel desempenhando pelas ilhas nas Unidades Conse ação, se o na undamen al o e e-
ce aos isi an es in o mações básicas a espei o do lei o das ilhas, como o ien ações de condu a, sinaliza-
ção, mapas de aje os, pon os de e e ência, dis âncias e medidas a se em ado adas, em casos de aciden es
e g aus de di iculdade, conside ando as ca ac e ís icas ambien ais e o es o ço ísico a se dispensado na
ealização (Sil a e al., 2016; Sil a & Palha es, 2020).
Sendo um dos p incipais a a i os das á eas p o egidas, e ambém esponsá el pelo deslocamen o en e
pon os da paisagem, as ilhas necessi am de um p eciso moni o amen o ambien al, haja is a que p o o-
cam al e ações no sis ema ambien al (Figuei ó & Coelho Ne o, 2009; Boquimpani-F ei as e al., 2020). Além
do que, a al a de planejamen o pode le a as ilhas a ecebe em núme os de isi an es que ul apassam o
ecomendando pa a as ca ac e ís icas ambien ais ap esen adas, ocasionando p essões supe io es à capa-
cidade de supo e, causando consequências danosas à biodi e sidade (P imack & Rod igues, 2001; Rangel
e al., 2013).
Nesse con ex o, Sis emas de In o mações Geog á icas – SIGs, ao pe mi i em a in eg ação de dados am-
bien ais e a ep esen ação espacial de enômenos, podem se u ilizados pa a ins de ges ão, especialmen e
isando o mapeamen o das ilhas, seus a a i os, e obs áculos (Decanini, 2001; Sil a e al., 2016). O ma-
peamen o, po sua ez, possibili a o planejamen o da capacidade de supo e das ilhas e an ecipação de
possí eis impac os causados pela isi ação, conside ando a dis ibuição das ilhas e dos ecossis emas da
á ea p o egida.
O uso de SIGs o na-se opo uno em um con ex o onde as Unidades de Conse ação ap esen am escas-
sez de pessoal pa a a i idades de campo (D ummond e al., 2010; Godoy & Leuzinge , 2015), pois, apesa da
ele ância das unidades de conse ação pa a o país, são en en adas inúme as di iculdades. Den e elas,
encon am-se a escassez de ecu sos inancei os e al a de pessoal quali icado pa a manejo, iscalização e
ge enciamen o (B asil, 2007; Simões, 2008).
Pa e das di iculdades que assolam a ges ão das á eas p o egidas no país, é esul ado da al a econhe-
cimen o da impo ância das mesmas pa a a manu enção da biodi e sidade. F en e a isso, az-se necessá ia
uma maio a uação do Pode Público na esolução dos con li os que se ins alam, bem como na conscien i-
zação da população ace ca da impo ância dessas á eas pa a conse ação da biodi e sidade, o e a de se -
iços ecossis êmicos, e ambém pa a o desen ol imen o social, econômico e cul u al, alice çado nas bases
da sus en abilidade (Ganem & D ummond, 2010; Medei os e al., 2011).
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3.  METODOLOGIA
O município de A eia es á localizado no es ado da Pa aíba, assen ado na bo da úmida do Planal o da Bo -
bo ema em condição de B ejo de Al i ude, á ea de exceção que ap esen am maio umidade em elação
ao espaço onde es á inse ida – ca ac e ís ica que a o ece a manu enção da o mação lo es al da Ma a
A lân ica, sendo, po an o, conside ado como uma á ea de e úgio lo es al (And ade & Lins, 1964; Ab’Sá-
be , 2003; Medei os & Ces a o, 2019) em meio a uma condição de semia idez, ca ac e izada pela ege a-
ção de Caa inga, uma o mação lo es al opical seca (Penning on e al., 2004), que ocupa 9% do e i ó io
b asilei o.
O Pa que Es adual Ma a do Pau-Fe o es á localizado na zona u al do município, ap esen ando uma á ea
de 607,96 hec a es, onde ab iga um agmen o lo es al, o qual cons i ui um dos mais ex ensos emanes-
cen es de Ma a A lân ica do es ado (Taba elli & San os, 2004) (mapa 1). A á ea p o egida oi c iada em 19 de
ou ub o de 1992, como Rese a Ecológica e eca ego izada pa a a ca ego ia pa que de domínio es adual,
a a és do Dec e o Es adual nº 26.098, de 04 de agos o de 2005, passando a cons i ui o Pa que Es adual
Ma a do Pau-Fe o (Dec e o no 26.098, de 04 de agos o de 2005, 2005).
O e i ó io municipal es á inse ido nos domínios da bacia hid og á ica do io Mamanguape, ap esen an-
do ios in e mi en es, com pad ão de d enagem dend í ico (Campos & Lima, 2020). O ele o é p edominan-
emen e o e ondulado, com solos p o undos e mediamen e é eis, es ando a sede municipal si uada a
ap oximadamen e 620 me os de al i ude (Bel ão e al., 2005), enquan o a ege ação é compos a p edomi-
nan emen e po isionomias da Ma a A lân ica, oco endo ambém po ções de Caa inga nas ex emidades a
no oes e do município. Segundo a classi icação climá ica de Köppen, o clima municipal é do ipo As, quen e
e úmido com chu as de ou ono e in e no (Pa aíba, 1985).
Os le an amen os lo ís icos mos am que a Unidade de Conse ação compo a pelo menos qua o es-
pécies ulne á eis ou ameaçadas de ex inção, pau-d’a co- oxo (Hand oan hus impe iginosus (Ma . ex DC.)
Ma os), sucupi a (Bowdichia i gilioides Kun h), ced o (Ced ela issilis Vell.) e pau- e o (E y h oxylum pau e -
ense Plowman), sendo es a úl ima endêmica do B ejo de Al i ude onde se encon a o Pa que (SFB, 2019; H.
A. San os e al., 2020). Esse a anjo e idencia a necessidade de es o ços pa a p o eção dos ecossis emas do
Pa que e de suas á eas izinhas.
Obse ado o expos o, pa a o desen ol imen o do abalho na Unidade de Conse ação o am u iliza-
dos os seguin es ma e iais: imagem de ada com Modelo Digi al de Te eno – MDE com esolução de 12,5
m ALOS/PALSAR; imagem do sa éli e Sen inel-2, senso MSI, da ada de no emb o de 2019 (pe íodo com
meno cobe u a de nu ens na á ea de es udo) adqui ida g a ui amen e na pla a o ma Sen inel Hub; base
ca og á ica do B asil, No des e, Pa aíba e do município de A eia no o ma o shape ile; polígono no o ma o
shape ile da Unidade de Conse ação disponibilizado pela SUDEMA; apa elho de GPS po á il modelo E ex
Ga min Vis a; aplica i o And oid GPS Essen ials e são 4.4.27; câme a o og á ica; e so wa es A cGIS e são
10.2® e Excel.
Os abalhos de campos oco e am nos dias 10, 11 e 29 de agos o de 2019 e 10 ma ço de 2020. Com
o auxílio de um guia u ís ico local, o am pe co idas odas as ilhas e ealizado egis o o og á ico dos
p incipais a a i os ao longo dos aje os. Todas as ilhas, assim como odos os a a i os o am g a ados no
GPS po á il e ambém no GPS Essen ials de o ma au omá ica. A isi a de ma ço oi ealizada no in ui o de
e i ica a ualizações so idas pelas ilhas.
Os dados do GPS o am manipulados no so wa e A cGIS pa a elabo ação do mapa de ilhas, enquan o as
ilhas do aplica i o o am u ilizadas pa a alidação das mesmas. Pos e io men e, os pe cu sos das ilhas
o am sob epos os com mapas de al i ude e decli idade ge ados a pa i do MDE, e, pos e io men e, ei a a
ex ação das in o mações que o am u ilizadas pa a elabo ação de g á icos.
Pa a mapea as classes de di iculdades ap esen adas pelas ilhas, oi u ilizada a me odologia adap-
ada po Sil a (2016), Sil a, Lima e Panchaud (2016), e Sil a e Palha es (2020), que es á baseada na a i-
buição de no as, sob eposição e soma ó io das a iá eis ambien ais decli idade, cobe u a ege al, con-
dições de e eno e d enagem da água, com uso de geop ocessamen o, de modo a e i ica os g aus de
di iculdade das ilhas.

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Pa a an o, com uso do A cGIS, as a iá eis decli idade, cobe u a ege al, condições de e eno e d ena-
gem da água o am di ididas em classes, pos e io men e ecebe am no as de 1 a 4 e o am eclassi icadas
em mui o ácil, ácil, mode ada e di ícil – con o me as di iculdades que o e ecem pa a ealização das ilhas
( abela 1). A decli idade e d enagem o am ob idas a pa i do p ocessamen o do MDE no so wa e A cGIS,
es a úl ima oi ge ada a pa i das cu as de ní el do e eno. As á eas mais baixas do e eno onde se en-
con am os cu sos de água ecebe am a maio no a, dado que o escoamen o é len o e pode a e a a eali-
zação das ilhas, enquan o as á eas mais al as do modelado local, onde a d enagem se ap esen a ápida e
li e, ecebe am a meno no a.
As in o mações da cobe u a ege al o am ob idas a pa i da classi icação supe isionada de uma ima-
gem de sa éli e do Sen inel – 2, no so wa e A cGIS, com uso do classi icado Maximum Likelihood, onde
o am encon adas as seguin es classes: ege ação al a, ege ação média e ege ação baixa. As condições
do e eno, po sua ez, o am ob idas a pa i da cobe u a ege al, endo em is a que os obs áculos
encon ados na supe ície das ilhas e e em-se, na á ea de es udo, às á o es caídas, sendo es as mais
equen es nas á eas de ege ação al a.
Todas as a iá eis ambien ais o am ge adas no o ma o as e , e após a a ibuição das no as, oi ea-
lizado o soma ó io das mesmas com o uso do A cGIS. Pos e io men e, o p odu o ob ido do soma ó io oi
eclassi icado com base nas no as inais e con e ido pa a o o ma o shape ile ( abela 2).
Po im, o a qui o shape ile, com as classes de di iculdade, oi u ilizado pa a eco a as ilhas mapeadas,
pe mi indo e i ica as classes de di iculdade encon adas nas mesmas e os pe cen uais de dis ância que
ocupam no sis ema de ilhas da á ea p o egida.
Mapa 1. Localização do Pa que Es adual Ma a do Pau-Fe o no município de A eia – PB.
Fon e: Elabo ação p óp ia.
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Tabela 1. Va iá eis ambien ais, no as e eclassi icações a ibuídas
VARIÁVEIS AMBIENTAIS NOTAS E RECLASSIFICAÇÕES
Decli idade
A inclinação do e eno oi di idida nos seguin es in e alos: ele o sua e (0-10%), ele o
ondulado (10-20%), ele o o e-ondulado (20-30%) e ele o mon anhoso (>30%). Os
in e alos, po sua ez, ecebe am as seguin es no as e eclassi icações: 2 – ácil, 3 –
mode ado, 4 – di ícil e, 5 – mui o di ícil.
Condições
do e eno
As condições do e eno e e em-se aos obs áculos encon ados. Em unção disso, ado ou-
se as condições: supe ície lisa, supe ície com poucos obs áculos, supe ície com mui os
obs áculos e supe ície mui o i egula / echos de ascensão. As mesmas ecebe am as
seguin es no as e eclassi icações: 2 – ácil, 3 – mode ado, 4 – di ícil e, 5 – mui o di ícil.
Cobe u a
ege al
Nes e c i é io ado ou-se classes gene alizadas de cobe u a ege al, exp essas em
ege ação al a, ege ação média, ege ação baixa e echo sem ege ação. As classes
ecebe am as seguin es no as e eclassi icações: 1 – mui o ácil, 2 – ácil, 3 – mode ado e,
4 – di ícil.
D enagem
A d enagem es á elacionada à p esença de água nas ilhas, po isso o am ado adas as
classi icações: d enagem na u al ápida e d enagem na u al len a ou impedida, as mesmas
ecebe am as seguin es no as e eclassi icações: 2 – ácil e 3 – mode ado.
Fon e: Adap ado de Sil a (2016) e Sil a e al. (2016).
Tabela 2. In e alos u ilizados pa a classi icação dos g aus de di iculdade
INTERVALOS CLASSES DE DIFICULDADE
En e 7 e 9 Mui o ácil
>9 a 11 Fácil
>11 a 13 Mode ada
>13 a 15 Di ícil
>15 a 17 Mui o di ícil
Fon e: Adap ado de Sil a (2016) e Sil a e al. (2016).
4.  RESULTADOS E DISCUSSÕES
A es u u a e i icada ao longo do abalho ealizado na Unidade de Conse ação, indica a exis ência de
di e sos con li os: a al a de iscalização, is o é, o não econhecimen o dos limi es da á ea po pa e de mo-
ado es locais, abe u a de ilhas não planejadas, e a manu enção da ag opecuá ia em pon os especí icos
da á ea p o egida. Esses con li os, po sua ez, podem en aquece a isi ação, endo em is a a di iculdade
de con ole dos ó gãos ges o es sob e quem acessa os espaços p o egidos (Figuei ó & Coelho Ne o, 2009;
Cos a e al., 2019; Pe ei a e al., 2019; Sil a & Palha es, 2020). A sup essão dos con li os, po ou o lado, pode
e idencia as pa icula idades ambien ais e a o ece a isi ação.
No o al o am mapeadas 4 ilhas, 2 in eg ações que conec am as ilhas e 4 pon os p incipais da pai-
sagem que uncionam como a a i o u ís ico (mapa 2). As ilhas mapeadas o am T ilha Inicial, T ilha do
Cumbe, T ilha das Flo es e T ilha da Ba agem, enquan o as in eg ações mapeadas ecebem o nome de
In eg ação 1 e In eg ação 2. Os pon os a a i os, po an o, são Munguba, Cachoei a, Ba agem e Casa ão.
A nomencla u a das ilhas e dos a a i os o am a ibuídos pelas comunidades adicionais que es ão as-
sen adas no en o no da UC.
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Du an e a isi ação, os u is as selecionam as ilhas a a és da quilome agem ou de um a a i o, como
a Ba agem. Em unção disso, as in eg ações, possibili am pe cu sos al e na i os no in ui o de aumen a as
dis âncias. Como aqui são ap esen adas apenas as ex ensões das ilhas, pa a mensu a a ex ensão o al
pe co ida pelo isi an e é necessá io ealiza a soma das dis âncias pe co idas, conside ando o pon o de
início, a ilha selecionada e o pe cu so de ol a.
A maio pa e dos isi an es enquad a-se como es udan es da Educação Básica, p o esso es, u is as
expe ien es, mo ado es locais, pesquisado es e mo ado es locais (Pe ei a e al., 2019; Campos & Lima, 2020;
San os e al., 2020). E con o me o Plano de Manejo, os g upos de isi an es não de em ul apassa 50 pes-
soas e de em es a acompanhados po guias au o izados, além disso é necessá io um in e alo de 30 minu-
os en e cada um deles (San os e al., 2020).
Ao longo das ilhas, na maio pa e do empo o campo de isão dos isi an es é limi ado pelos caules
e copas das á o es, sendo comum o a is amen o de a es e mamí e os. O solo, po sua ez, apa ece sem
cobe u a ege al na maio pa e do aje o, sendo ambém e i icados echos com cobe u a o gânica,
como plân ulas, olhas, galhos, u os e deje os de animais que habi am a á ea. Oco em ambém echos
a céu abe o, onde o campo de isão é ampliado, esses, no en an o, es ão si uados nas cla ei as localizadas
na po ção cen al do Pa que, bem como na po ção sul, onde a ege ação possui meno po e. No pe íodo
chu oso da egião, que oco e en e e e ei o e julho, a execução das ilhas o na-se di icul osa em unção
da p esença de água nas ilhas e da supe ície do solo que se o na esco egadia, aumen ando o isco de
aciden es.
A T ilha Inicial é o pe cu so que possui meno ex ensão, unciona como o início de odas as ilhas, uma
ez que é compa ilhada, com início no Cen o de Tu ismo Jonas Camelo de Souza, que es á localizado na
en ada do Pa que (mapa 2 e igu a 1). No cen o é possí el ealiza agendamen os pa a a ealização de
ilhas guiadas, bem como conhece sob e a du ação das mesmas e os a a i os u ís icos encon ados no
pe cu so. Os guias locais esidem na p óp ia comunidade e ecebem o mação pa a a condução de isi an-
es na Unidade de Conse ação.
A T ilha do Cumbe é a segunda meno ilha, ap esen ando ex ensão de 0,168 km, ao mesmo empo, em
que possui a meno a iação de decli idade e al i ude ( igu a 2). Ge almen e é escolhida po isi an es que
p ocu am caminhadas ápidas e públicos de excu sões escola es, além de a a -se de uma das p imei as
ilhas abe as e con oladas da Unidade de Conse ação, sendo a única que ap esen a uma placa com
indicação do nome e o ien ações aos isi an es. A chegada na ilha se dá a a és da In eg ação 1 ou do
pe cu so inicial da T ilha das Flo es, con o me o mapa 2.
Na ma gem des a ilha ecebe des aque a munguba ( igu a 3), indi íduo de E io heca mac ophylla (K.S-
chum.) A.Robyns, espécie ege al na i a da Ma a A lân ica (San os e al., 2020), conside ado um dos pon os
de pa ada da ilhada, p incipalmen e pa a egis o o og á ico, em is a que indi íduos desse po e são
escassos em deco ência do desma amen o nas á eas adjacen es da unidade.
Assim, a ilha das Flo es, inicialmen e, é di ecionada pa a o les e e pos e io men e p oje a-se pa a o sul
após deco idos mil me os, onde se conec a com a T ilha da Ba agem. A al i ude da ilha a ia en e 520 e
640 me os, ao passo que a decli idade se dis ibui en e 0 e 50%, o que demons a a exis ência de decli es
signi ica i os no pe cu so de 2,452 km ( igu a 4). Essa ilha encon a-se si uada em uma das á eas onde a
ege ação se ap esen a de o ma mais densa na Unidade de Conse ação, po isso é escolhida po pesqui-
sado es pa a a ealização de es udos sob e a biodi e sidade (San os e al., 2020).
Po im, a T ilha da Ba agem é maio en e as ilhas da Unidade de Conse ação, possui 4,580 km de
ex ensão, endo início na pa e no e e ence ando na po ção sul do Pa que (mapa 2). Ao mesmo empo,
pode se iniciada ao sul e inalizada ao no e no Cen o de Tu ismo. Es a, ap esen a a maio a iação de al i-
ude den e as ilhas (480 a 620 m), po ém meno a iação na decli idade, quando compa ada a T ilha das
Flo es ( igu a 5). A decli idade é um a o impo an e na sus en abilidade das ilhas, es ando di e amen e
associada com a ulne abilidade a e osão. Po an o, os pe cu sos podem se a aliadas do pon o de is a da
decli idade, com is as a p io iza ilhas onde se e i icam os meno es pe cen uais pa a g upos maio es de
isi an es (Ma ion & Wimpey, 2017).
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Mapa 2. T ilhas do Pa que Es adual Ma a do Pau-Fe o. Fon e: Elabo ação p óp ia.
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Na In eg ação 2 são e i icadas qua o classes de di iculdade, e, do mesmo modo que as ilhas an e io-
es, a maio pa e da ilha é classi icada como “ ácil”, comp eendendo a dis ância de 0,879 km. Na T ilha
das Flo es a classe “di ícil” es á ausen e, assim como na T ilha da Ba agem, em que, seguindo a endência
e i icada nas demais ilhas, a classe “ ácil” ab ange a maio quilome agem em ambas, somando 1,629 e
3,278 km, na de ida o dem.
A pa i da análise da abela 3, cons a a-se que o maio pe cen ual das ilhas do Pa que é classi icado
como “ ácil”, haja is a que a classe comp eende 67,41% do sis ema de ilhas. A classe “mui o ácil” ocupa
16,49%, e se mani es a de o ma exp essi a nas po ções no e e sudes e. Os pe cu sos classi icados como
mode ado ocupam 15,96% e oco em majo i a iamen e na pa e cen al e sul da á ea. Po ou o lado, os
pe cu sos classi icados como “di ícil” possuem a meno ep esen a i idade em e mos de dis ância, ocupan-
do apenas 0,13% do sis ema, endo sua oco ência es i a à po ção cen al, onde se localiza a In eg ação 2.
Pe cen uais di e gen es o am encon ados po Sil a e Palha es (2020), no Pa que Es adual Se a do
Cab al, em Minas Ge ais, onde os au o es e i ica am que a classe “di ícil” é a mais ep esen a i a da T ilha
do Mi an e, ab angendo 45% da mesma, ao passo que as classes “mode ado”, “ ácil” e “mui o ácil”, ocupam
35%, 18% e 3%, espec i amen e.
Sil a (2016) mapeando ilhas no Pa que Nacional do I a iaia, e icou que a T ilha das P a elei as possui
p edominância da classe “mui o di ícil”, na qual cons i ui 45,4% de sua ex ensão, enquan o na T ilha das
Agulhas Neg as a classe “ ácil” é a mais ep esen a i a, com um pe cen ual de 46,9%, sendo o esul ado que
mais se ap oxima dos pe cen uais e icados no p esen e es udo. A maio oco ência das classes “mui o
ácil” e “ ácil” nas ilhas demons a que as mesmas podem ecebe um público di e so de isi an es, desde
inician es a é os mais expe ien es. Tal ealidade é de suma impo ância, pois pe mi e que no os isi an es
sejam a aídos, aumen ando o público di ulgado dos a ibu os na u ais e beleza cênica da paisagem.
A p edominância da classe de di iculdade ácil ambém ele a a não exigência de condicionamen o
ísico pa a o á ego. No en an o, como a classe se encon a dis ibuída em agmen os no sis ema de i-
lhas, há que obse a se as classes de di iculdade que se ap esen am no in e meio delas não cons i uem
obs áculos aos isi an es. Re o ça-se a ecomendação, quando a a -se da po ção cen al do Pa que,
onde oco e a classe di ícil, embo a em meno pe cen ual. Ao mesmo empo, se az impo an e anuncia
que, du an e e en os de chu a ou pe íodo chu oso na egião, os g aus de di iculdade das ilhas cons a-
ados podem não condize com a ealidade em deco ência de dinâmicas condicionadas pelas a iá eis
ambien ais, ais como: aumen o da calha dos ios de co am o Pa que, isco de queda de á o es, exposi-
ção à chu a e maio isco de aciden e de ido ao solo esco egadio, p incipalmen e em echos de maio
decli idade.
O mapeamen o das ilhas em conjun o com os a ibu os mo omé icos do e eno e a classi icação da
di iculdade, aqui ap esen ados, podem se u ilizados pa a planeja a capacidade de supo e e as a i idades
que podem se desen ol idas ao longo das ilhas, pois é possí el obse a como as ilhas se dis ibuem
na unidade e os g adien es de al i ude e decli idade que expe imen am – aspec os es es que in luenciam
na dis ibuição dos se es i os e na e osão dos solos. Além disso, a espacialização das classes de di iculdade
possibili a aos isi an es maio es in o mações sob e as ilhas, o que opo uniza a escolha da ilha mais
adequada aos seus in e esses.
No mapeamen o o am desconside adas as ilhas que não são man idas pelos guias, pois são ilhas
não con oladas que oco em em oda a unidade, abe as po mo ado es locais pa a ins u ís icos, con li o
que se p onuncia em i ude da baixa iscalização nos limi es da á ea, deco en e da baixa disponibilidade
de ecu sos pa a ges ão. Dian e disso, a di ulgação das in o mações ge adas sob e o sis ema de ilhas
pode auxilia na o malização da a i idade de isi ação no Pa que, possibili ando que os isi an es p io iza-
em as ilhadas mapeadas ao in és de ilhas al e na i as, sem aje o conhecido.
A p io ização das ilhas mapeadas ao in és de ilhas não con oladas, po pa e dos isi an es, pode
con ibui pa a a edução da abe u a de no os pe cu sos, em azão da meno p ocu a. Desse modo, se ão
e i ados maio es impac os sob e os ecossis emas (Decanini, 2001; Boquimpani-F ei as e al., 2020). Além
disso, as ilhas não con oladas pode ão se desa i adas, em i ude do desuso e expe imen a a egene-
ação da ege ação a e ada.

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A o malização de um sis ema de ilhas é de undamen al impo ância, não só do pon o de is a u ís i-
co, mas ambém no que se e e e às pe u bações ecológicas, pois a manu enção e c iação de no os aje os
pode ocasiona e in ensi ica a p opagação dos e ei os de bo da pa a á eas in e io anas dos agmen os
lo es ais, le ando à edução na qualidade ambien al (Figuei ó & Coelho Ne o, 2009; Mi chell e al., 2015;
Campos e al., 2018).
Di o isso, a exibição dos mapas de ilhas no Cen o de Tu ismo e em mídias digi ais locais, jun amen e
com a disponibilidade dos guias, pode á decisi amen e encaminha a a i idade de isi ação no Pa que pa a
caminhos ol ados à conse ação e ao desen ol imen o social, econômico e cul u al. Apesa do conheci-
men o das pe u bações causadas po ilhas em Unidades de Conse ação (Rangel e al., 2013; Cos a e al.,
2019), opo uniza as comunidades locais a desen ol e em a i idades u ís icas associadas às mesmas, su -
ge como uma das o mas mais e e i as pa a esolução dos con li os que se mani es am, além de o alece
o in e câmbio en e ó gão ges o e sociedade ci il.
5.  CONCLUSÕES
O Pa que Es adual Ma a do Pau-Fe o possui um sis ema compos o po 4 ilhas, 2 in eg ações e qua o
pon os na paisagem que uncionam como a a i os u ís icos p incipais, em que maio pa e dos pe cu sos
são classi icados como ácil, is o é, não demandam maio es es o ços ísicos pa a sua ealização. Além disso,
o Pa que encon a-se ci cundado po mo ado es que desen ol em a i idades econômicas sus en á eis as-
sociadas a Unidade de Conse ação, a exemplo do eco u ismo, com possibilidade de expansão pa a maio
núme o de pessoas.
Essa conjun u a e o ça o po encial u ís ico da Unidade da Conse ação pa a ecebe di e sos g upos
de isi an es simul aneamen e, e se consolida como um dos espaços mais ap op iados pa a ealização de
isi ação e ilha in e p e a i a no es ado da Pa aíba, além de con ibui pa a a enda dos mo ado es locais.
Tais aspec os são e o çados po se a a de um dos maio es emanescen es de Ma a A lân ica do es ado
em B ejo de Al i ude, e ab iga espécies ameaçadas de ex inção. Nesse caminho, a di ulgação da impo ân-
cia da á ea, o aumen o no núme o de isi an es e implan ação de es u u as adequadas à manu enção da
isi ação podem susci a ecu sos inancei os e no as pe spec i as pa a p o eção da á ea em ques ão.
Do pon o de is a da ges ão, as in o mações ge adas podem se u ilizadas pa a planejamen o da capaci-
dade de supo e das ilhas, bem como da susce ibilidade das mesmas à e osão, com is as a p opo ciona
uma melho expe iência aos isi an es e, ao mesmo empo, minimiza os impac os da a i idade sob e os
ecossis emas. A isi ação, além de es a ol ada aos obje i os p opos os pa a a ca ego ia Pa que, pe mi e a
conscien ização ambien al a a és do con a o com os ecossis emas, e idenciando a necessidade do abal-
ho conjun o en e sociedade ci il e ó gão ges o pa a uma e e i a ges ão da á ea p o egida.
Decla ação  esponsá el e con li o de in e esses
Os au o es decla am não ha e con li o de in e esse em elação à publicação des e a igo. Os dois au o es
con ibuí am igualmen e nos seguin es pon os: e isão bibliog á ica, desenho me odológico, abalho de
campo e edação do a igo.
REFERÊNCIAS
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