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Apresentação do monográfico. Abordagem qualitativa: olhares e práticas transdisciplinares nas ciências antropossociais

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Apresentação do monográfico. Abordagem qualitativa: olhares e práticas transdisciplinares nas ciências antropossociais

Author: Linares, Ronaldo Nunes; Costa, António Pedro
Publisher: Universidad de Sevilla
Year: 2020
DOI: 10.12795/Ambitos.2020.i49.01
Source: https://idus.us.es/bitstreams/d08711e8-5b99-4e1a-9e9d-a25308d23d04/download
Nº49
EDICIÓN VERANO
2020
49
ÁMBITOS
REVISTA
INTERNACIONAL
DE
COMUNICACIÓN
ISSN: 1139-1979
E-ISSN: 1988-5733
3
ÍNDICE
EDITORIAL PERSONAL ÁMBITOS
Ap esen ação do monog á ico. Abo dagem quali a i a: olha es e p á icas ansdisciplina es
nas ciências an opossociais
P esen a ion o he monog aph. Quali a i e app oach: ansdisciplina y iews and p ac ices in
an h oposocial sciences
Ronaldo Nunes Linha es, An ónio Ped o Cos a 7-11
MONOGRAFICOS MONOGRAPHS
Iden idades emininas na ede: as c ianças alam!
Female iden i ies on line: child en can speak
Ma a Ma ia Aze edo Quei oz 12-31
T ansição de cuidados de en e magem: ISBAR na p omoção da segu ança dos
doen es – e isão scoping
T ansi ion o nu sing ca e: ISBAR in p omo ing pa ien sa e y – scoping e iew
Ana Ri a Es e es Figuei edo, Te esa Ma ia Fe ei a dos San os Po a, Ped o Rica do Ma ins Be na des Lucas 32-48
In eg ación de elemen os cuali a i os y cuan i a i os en me odología obse acional
In eg a ion o quali a i e and quan i a i e elemen s in obse a ional me hodology
M. Te esa Angue a, Angel Blanco-Villaseño , José Luis Losada, Ped o Sánchez-Alga a 49-70
A os educa i os com o icines de ecog a ias: uma in es igação o obiog á ica
Educa ional ac s a echog aphie’s cinelie s: an o obiog aphic esea ch
Silas Bo ges Mon ei o, Anaise A ila Se e o 71-87
Ac uación de las polí icas: polí ica como ex o y polí ica como discu so
Ac ion o policies: policy as ex and policy as discou se
Mónica Rocío Ba ón 88-104
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ÁMBITOS PERSONALES PERSONAL ÁMBITOS
Un e a o de la cul u a local a a és del Pe iodismo cul u al. Análisis compa ado
de Se illa y Po o Aleg e
A po ai o he local cul u e h ough cul u al Jou nalism. Compa a i e analysis o Se ille
and Po o Aleg e
Julie i-Sussi de Oli ei a 105-120
ARTÍCULOS ARTICLES
Mic osociología del p o eso uni e si a io
Mic osociology o an uni e si y p o esso
An onio Fe nández Vicen e 121-135
La pob eza y el discu so de los mass media. Un es udio de la p ensa local a gen ina
Po e y and mass media ´s discou se. A s udy o he A gen ine local p ess
Ma ía del Rosa io Sanchez, Sil ia London 136-157
La comunicación no e bal en las elecciones andaluzas de 2018. Compa a i a de
Susana Díaz y Te esa Rod íguez en el deba e de RTVE
Non- e bal communica ion in he Andalusian municipal elec ions o 2018. Compa ison o
Susana Díaz and Te esa Rod íguez in he elec o al RTVE deba e
Ma ía He nández He a e, Pa icia Zamo a-Ma ínez 158-176
El in oen e enimien o en la ele isión de pago, Mo is a + y el canal #0.
El uso ansmedia de sus con enidos de humo
In o ainmen on pay ele ision, Mo is a + and channel # 0. The ansmedia use o i s humo ous con en
Pa icia Gascón-Ve a 177-196
Me odología y o mación docen e cues iones cla es pa a la in eg ación de las
TIC en la educación
Me hodology and eache aining as a key issue o ICTs in eg a ion in Educa ion
Rebeca Suá ez-Ál a ez, Tama a Vázquez-Ba io, Te esa To ecillas Laca e 197-215
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RESEÑAS REVIEWS
Aquela e. Muje es en la cul u a de masas
Co en. Women in mass cul u e
Regla Isma ay Cab eja Pied a 216-220
T ansición ecosocial y p incipios é icos en el pe iodismo: una guía pa a la
comunicación de nue as na a i as
The Eco-social ansi ion and e hical p inciples in jou nalism: a guide o he communica ion
o new na a i es
Amanda Salaza To es 221-225
Na a i as eco eminis as y mapa de ansición ecosocial pa a medios de comunicación
Eco- eminis na a i es and ecosocial ansi ion map o he media
Ámal El Mohammadiane Ta bi 226-229
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EDITORIAL
Ap esen ação do monog á ico. Abo dagem quali a i a: olha es
e p á icas ansdisciplina es nas ciências an opossociais
P esen a ion o he monog aph. Quali a i e app oach:
ansdisciplina y iews and p ac ices in an h oposocial sciences
Ronaldo Nunes Lina es, Uni e sidade Ti aden es, R. Laga o, 236 - Cen o, A acaju -
SE, 49010-390, B asil.
[email p o ec ed]
O cid: h ps://o cid.o g/0000-0002-3400-4910
An ónio Ped o Cos a, Uni e sidade de A ei o Campus Uni e si á io de San iago,
3810-193 A ei o, Po ugal
[email p o ec ed]
O cid: h ps://o cid.o g/0000-0002-4645879
DOI: h ps://dx.doi.o g/10.12795/Ambi os.2020.i49.01
Vá ios au o es, den e os quais des acamos Bogdan e Biklen (1994) e Denzin e Lincoln
(1994), cons uí am uma ca og a ia dos pe cu sos his ó ico-cul u al, me odológicos e
epis emológicos do pa adigma quali a i o. Os es udos de Denzin e Lincoln (1994) desc e e
como a p imei a ase da abo dagem quali a i a a que su ge nos anos 20 do século passado,
com a eme gência do concei o cien í ico de qualidade undada em na a i as, ela os de
expe iências e obse ação, écnicas undamen ais da e nog a ia, no campo da an opologia
cul u al ainda ma cada pelo obje i ismo posi i is a de ciência mode na.
Desde en ão, “o social passou a se um mundo de signi icados passí el de in es igação”
(Minayo,1993, p. 242). Con a as p oposições posi i is as, o quali a i o en ende se possí el
a ap eensão imedia a da ealidade e a comp eensão subje i a dos enômenos sociais.
A mesma au o a obse a que “a in es igação quali a i a eque como a i udes

8
undamen ais a abe u a, a lexibilidade, a capacidade de obse ação e in e ação com
o g upo de in es igado es e com os a o es sociais en ol idos” (Minayo, 1996, p.101). A
necessidade de olha a sociedade com no as len es, di e en es apo es epis emológicos,
eó icos e me odológicos, “pensa o con ex o e o complexo” (Mo in, 2003, p.158) em elação
a comp eensão de uma sociedade complexa e os enômenos a se em in es iga i os.
An es mesmo do pa adigma complexo, a pesquisa quali a i a, pa a além de uma ce eza
indubi a elmen e ca esiana, conside am como pon o de pa ida as possibilidades da
ince eza e a po encialidade de um mé odo em cons ução do sabe e do desen ol imen o de
uma acionalidade e uma ciência es au ada. Ao pensa a ida na ida, como p opõe Mo in
(2005) a pesquisa quali a i a, desde seus p imei os passos con ibuiu pa a uma e a me a-
écnica, ampliou e en iqueceu os es udos cien í icos ao des aca as in e elações an opo/
social/polí ico/cul u al, numa pos u a in e oga i a sob e a ealidade e sob e o con ex o do
obje o social.
Também p opõe um olha especial sob e o concei o de qualidade. A noção de qualidade,
de na u eza subje i a, pode se ambém de in e p e ação di e sa em elação a empo e
espaço e aos múl iplos sis emas de alo es sociocul u ais, polí icos e ideológicos exis en es.
Nes a pe spec i a o alo on ológico da pesquisa quali a i a é de inido po um exe cício
de um “ igo ou o” que pa a Gale i (2009, p. 24) “é p eciso pe de po p imei o a c ença
em uma e dade-mundo já consolidada e de ini i a, pa a que o mundo seja econquis ado
po nós em seu igo o iginan e” de uma obje i idade social (G inspun, 1994), p ocu ando
in e p e a e comp eende o meio social e a condição humana p io izando a qualidade da
isão de escolha.
Conco damos com as conside ações de Gale i (2009, pp. 17-18) sob e a pesquisa quali a i a
quando a i ma que,
A in enção p e igu ada busca escla ece as es u u as subjacen es dos sen idos
humanos em oda a sua complexidade (in ensidade, ex ensão e in encionalidade
na u ada e na u an e), a pa i do ma e ial disponí el e já o mado biológica e
cul u almen e, que cons i ui o pon o de chegada e o pon o de pa ida de oda o mação
de senso cien í ico ou epis emológico.
Na pe spec i a de comp eende as es u u as subjacen es a pa i da ealidade bio-sócio-
cul u al, Lima (2018) ci ando (Fils ead,1986), des aca como pila es da pesquisa quali a i a:
o undamen o humanis a; pe cebe a ida social como a c ia i idade compa ilhada pelos
indi íduos; pe mi e a in e ação social; enca a o mundo social como semp e dinâmico; de
que es e mundo não é uma o ça ex e io independen e do homem; que os indi íduos são
sujei os a i os na cons ução de sua p óp ia ealidade e, po an o, da ealidade social.
A enção especial dos es udos quali a i os, o mundo social é en endido num desen ol imen o
con ínuo de concei os, eo ias e in e esse pelos signi icados sociais que só podem se
examinados no con ex o da in e ação en e os indi íduos. Es a pos u a de ine uma opção
sis êmica e ansdisciplina po uma epis emologia de pesquisa como b icolagem, igo osa,
c í ica, c ia i a e ino ado a.
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O c escimen o das pesquisas quali a i as oco e num mo imen o de g andes ans o mações
no campo das chamadas “ciências du as” desde a ísica quân ica, da epis emologia e dos
mo imen os sociais. Pós duas g andes gue as mundiais, o am mui os os mo imen os,
ampliados pelo impac o da globalização econômica, o desen ol imen o ecnológico e dos
meios de comunicação. O im das g andes na a i as, o c escimen o dos p oblemas sociais e
econômicos, esul ado das ans o mações p o ocadas pelo capi alismo cogni i o/semió ico
com a des e i o ialização izomá ica das elações de pode econômico (Be a di “Bi o”, 2014)
e o o alecimen o das indi idualidades e subje i idades sociais e cul u ais.
No campo da comunicação, es e açado ca og á ico dos es udos quali a i os, em início
nos es udos sob e o ádio nos anos 20 com a escola de Chicago, passa pelo pensamen o
c í ico dos F ank u ianos e se amplia e o alece com es udos de cul u a, in luenciados
pela escola c í ica alemã e o pensamen o g amsciniano. Podemos a i ma que an o os
cul u alis as anceses, os ingleses e os la ino ame icanos con ibuem pa a os a anços
das me odologias quali a i as dos es udos sob e as mídias e as ecnologias digi ais de
in o mação e comunicação.
Es e núme o da e is a Ámbi os.Re is a In e nacional de Comunicación, eúne 5 a igos,
u o de uma pa ce ia com o 8 Cong esso Ibe o-Ame icano de In es igação Quali a i a, que
oco eu em 2019 na cidade de Lisboa, eunindo pesquisado es e ap esen ando esul ados de
pesquisas em di e en es á eas do conhecimen o que apo am a epis emologia e me odologias
da pesquisa quali a i a.
Os a igos aqui ap esen ados, con ibuem pa a o exe cício de ca og a ia dos es udos
quali a i os, a ualizando e expe ienciando possibilidades me odológicas que ampliem as
possibilidades de comp eensão da ealidade, do se social e sua subje i idade. Os qua os
p imei os êm oco no uso de es a égias quali a i as, ais como: o es udo de caso, a e isão
bibliog á ica, a obse ação e a in es igação o obiog á ica. O úl imo, mesmo conside ando a
opção pela ansme odologia, ap esen a os esul ados de análises da ecepção de c ianças
sob e a mídia.
O a igo in i ulado “T ansição de cuidados de en e magem: ISBAR na p omoção da segu ança
dos doen es – e isão scoping”, em a e isão in es iga i a na li e a u a como e idência.
Te e como p incipal obje i o mapea e examina a e idência cien í ica elacionada com as
an agens de u iliza a écnica ISBAR (Iden i icação, Si uação, An eceden es, A aliação,
Recomendações) na ansmissão de in o mação em con ex o hospi ala . Pa a os au o es,
a e idência cien í ica demons a que uma comunicação e icaz en e os p o issionais de
saúde p omo e a segu ança dos doen es e es a comunicação se o na e icaz a a és da
u ilização de e amen as es u u adas que o ien am a ans e ência de in o mação sendo
equen emen e ecomendada a u ilização da écnica ISBAR (Iden i icação; Si uação;
Backg ound; A aliação; Recomendações) du an e o p ocesso de ansmissão de in o mação.
Como esul ado os au o es concluem que o ISBAR melho ou a ansmissão de in o mação
sob e os mo i os da ans e ência e condição do doen e, p omo endo simplicidade, cla eza
e segu ança.
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O segundo a igo, “Ac uación de las polí icas: polí ica como ex o y polí ica como discu so”, é
esul ado de uma análise c í ica, sob e os esul ados de um es udo de caso sob e a elação
en e polí ica e p a ica no âmbi o escola , desen ol ida em uma escola da ede pública da
cidade de Bogo á, Colômbia. O Es udo examinou as elações en e polí icas educacionais,
ins i uições e a o es escola es. Con a a nessa p oblema ização, que os ex os e discu sos
da polí ica são comp eendidos pa a além da suposição da anspa ência da linguagem, na
medida em que cons i uem p ocesso ei o de in e p e ações e aduções, cujo sen ido é
semp e ma cado pelo empo e espaço em que oco em.
No e cei o a igo, “In eg ación de elemen os cuali a i os y cuan i a i os en me odologia
obse acional”, inicialmen e az uma aje ó ia his ó ica da me odologia obse acional ao
longo das úl imas 4 décadas inco po ando igo osidade e lexibilidade, possibili ando ainda
a in eg ação, numa mesma pesquisa, de elemen os quali a i os e quan i a i os. O a igo
ap esen a esul ados de uma pesquisa com p ocedimen os mix o (quan i/quali), de ca á e
p ocedimen al ace ca de uma obse ação sis emá ica com egis os desc i i os (QUAL)
que undamen am a cons ução de ins umen os de obse ação com es u u a de inida
e baseando-se nos pa âme os de o dem e sequência ge ando uma ma iz de códigos
analisada quan i a i amen e ( ase QUAN). Os esul ados o am in e p e ados e o nando o
p oblema inicial de es udo ( ase QUAL) e a es am que a es a égia de in eg a elemen os
quan i a i os e quali a i o oi ino ado a, e não em limi es de aplicabilidade.
O qua o a igo, “A os educa i os com o icinas de ecog a ias: uma in es igação o obiog á ica”,
ap esen a os esul ados pa ciais de uma in es igação o obiog á ica em desen ol imen o no
B asil, ealizada pela Uni e sidade Fede al de Ma o G osso, com es udan es concluin es do
ensino médio de duas escolas, uma pública e ou a p i ada con essional. A pesquisa abalha
com as ca ego ias concei uais de in es igação o obiog á ica de Jacques De ida e Jacques
Aumon e de O icinas de T ansc iação (OsT) de Sand a Co azza. Pa em do p essupos o
que o a as amen o en e ida e ex o elacionados a expe iência escola , esul a numa
esc i a encomendada pelas ins ancia ins i ucionais, ep oduzindo um discu so hegemônico
p é- ab icado. Com exibições de cu a-me agens, a expe iencia ap esen ada nes e a igo
esul ou na análise de 88 p oduções ex uais de es udan es de ambas as escolas a pa i
da animação em cu a-me agem - Alike. A Au o a conclui que es e espaço de O icines,
possibili ou aos alunos uma expe iência educa i a com na a i as não linea es, espaços
pa a a c iação de sen idos p óp ios, podendo cons i ui -se como a o educa i o.
O quin o e úl imo a igo, “Iden idades Femininas na Rede: c ianças alam”, az o campo
da comunicação e dos es udos de ecepção, obje os mui o ca os a pesquisa quali a i a
em comunicação e mídias. Ap esen a esul ados de um es udo b asilei o que analisou
as ap op iações e sen idos p oduzidos po c ianças ace ca das iden idades emininas no
âmbi o da ecepção midiá ica. Pa e da asse i a de que as mídias a e am a cons ução
de subje i idades, e o çando modelos de iden idades emininas. U ilizando a in es igação
quali a i a e ansme odológica, essa pe spec i a pa e da comp eensão que a ealidade e
seus p ocessos são ap op iados na sua mul idimensionalidade e in e disciplina idade.
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Os esul ados indica am o es elações en e as escolhas das c ianças e as iden idades
emininas eiculadas na mídia, e que es ão en anhadas nas expe iências i enciadas na
sua co idianidade.
Que a lei u a des es a igos con ibua pa a amplia nossa comp eensão e uso c i ico, c ia i o,
igo oso e ansdisciplina da abo dagem quali a i a nas pesquisas an oposociais.
Re e ências
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