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Sermam em acçam de graças pelo capitulo provincial, que se clebrou no Convento da Santissima Trindade de Lisboa, em sabbado 9 de mayo de 1716 ...

Agostinho de Santa Maria, (O.SS.T.)

Full text

SERMAM EM ACC,AM DE GRAC.AS PELO CAPITULO PROVINCIAL, Que e celeb ou no Con en o da San i ima T indade de Lisboa, em Sabbado 9. de Mayo de 1716. ) endo nelle eley o Mini o P o incial > O REVERENDÍSSIMO PADRE MESTRE ' F PEDRO DA CUNHA "P egado no dia eguin e , no Con en o daVillade Cin a, F . AGOSTINHO DES. MARIA, & o elle o e ecido AO eminen íssimo, e e e endíssimo senho - NUNODACUNHA DE ÁTTAHIDE, P esbí e o Ca dial da San a Ig eja Romana , Bi po de Ta ga, Inquijido Ge al , Capellaô mo de Sua Ma* ge ade, & do eu Concelho de EJlado 7 Q c. LISBOA. • O icina de JOSEPH LOPES FERREYRA, Imp elTo da Se eniííima Rainha N. Senho a. mTdcc. XVI. Com odas às Licenças necej a ias. ' ■ } ' : . . ■ . . . • oV .í •>.-.* A a.?< 3 A l Giu ’.; 3 >i J ü o •A HM IJ 3 A Cl O.HCI2Í 9 | ■ - pm çV-. / 1 ’ - ú V 2 *> z ã omzm. • - _ . ■ ■ L .. .:yA c' «s' -..V. UAV-..V' Ú &V. V. J 'l. ' ■ ' . * A O a ! ! ..1 ■ . ■ ' ■ ! 1 7Z .o . ' ^ mmmmmwm mm m DEDICATÓRIA' EMINENTÍSSIMO, E e e endíssimo senho , Onho aospès de J . Eminência e ie Panegí¬ ico, que p eguey em acçaõ de g aças el a ace ada eleyçao,que e exdo Re e endí i- mo P.M. F . Ped o da Cunha, Tiú de Eminência pa a nojjo P o incial. G ande emp e^a qy e a y q ue omey,po que muy di i - . cu! o a, an o pela b e idade do empo (que oy ó ode huma nou e ) quan o pela excellencia da ma é ia . Di culpa-me po em a axao de aman e ubdi o,Çy* o amo do bem comum de minha ag ada ReligiaS. E eha a^ao,que me li a da no a de eme á io, ambém enho ay j, que me de ende da cen u a de a e ido ; po oque naõ de e e calumniado, aquelle,que dá, como pode, algum inal de ag adecimen o. Sou ai . Eminência de edo , heju lo que me mo l e ag ade¬ cido. . Eminência,po me hon a , me mandou p ega em hum dia olemni/ mo na p e enca de Suas Mage lades, que ^os gua de. E eu ago a econhecendo ao g ande ob iga¬ do, elegi a . Eminência pa a meu Mecenas. Mas naõ he muy o de admi a , que . Eminência ame , & a o eça an o aos ilhos da San ij ma T indade, qua- d° . Eminência he ambém ilho da San iJJima T indade , A ij muy muy amido , & muy a o ecido . Ne ie nò o Con en o de‘ Lisboa bebeu 1/'.Eminência o lej e das Ciências,po aqui ap endeo Filo ojia: começando a le an a e à omb a da San ij ima T indade , buma aõ mage lo a ab ica de i u - des, Qp le as. Mage lo a, digo, g nao obe ba ; po que a humildade he o eng açado e[mal e do ou o de an as p en - das. Gpinzjambem a San i ima T indade e li a JS,Emi- nencia como aos ou os ilhos ; po que ee les eo nao de es co es , b anca , a^ul, Q e melha: de la me na a iedade de co es,o nou a San ij ma T indade a Eminencia dan~ do-lhe a co b anca no Roque e,a co az d na Mu ça de Bi * po >&a co e melha no Capcllôde Ca deal : pondo-lhe jun amen e, como a nòs,humaC u^. ob e opey o. E e a San i ima T indade nos deu o e ga a po in li u o, am* hem e a Eminência Redemp o pois pela dignidade , que go^a de Inqui ido ge al, he ob igado a e ga a as al* mas dos Fieis do ca i ey o da he ejia: o que V. Eminen - cia pon ualmen e cump e, po &*po em edi imos Mi* ni os . Deos nojjo Senho dila e os annos de V. Eminência , pa a de en a da an a Fè,pa a o na o das Pu pu as ,pa 4 con olaçaõ de le Rejno pa a p o ecçaõ de odos . Beyja as mãos de V. Eminência &u mais humilde Capellaõ, F . AGOSTINHO DE SANTA MARIA. LI- LICENC AS- D DO SANTO O FF I C IO. V I as as in o mações; pbde- e imp imi o Se mão de acção de g aças, p egado no Capi ulo de que a a e a pe ição* ôc imp dGTo o na a pa a e con e i , & da licença que co a, &c em ella náo co e á. Lisboa o p imey o de Se emb o de 171 6 . Mon ey o. 'R bey o. F . LáncaQ e. Guèmy o . DO ORDINAKIO. /F ^ Oncedemos licença pa a que e po la imp imi o Se mão de que e ape içam a a, & imp eí o o ¬ na á pa a e con e i , &; da licença, que co a, Lisboa 2. de Se emb o de 171 c . O. Manoel Fi po de TagaQe. DO P A C, O. O Pad e D. Joieph Ba bo a Clé igo Regula da Di¬ ina P o idencia, eja o Se maó de que e a pe i- Çam azmençam,& com o eupa ece o eme a a e a ^Icza. Lisboa 1 o. de Se emb o de 17 1 6 . !P e jden e. Coíla. Tc cy a. Gal ao . (D. Guedes. CBN - CENSVRA DO MVTTO REFERENDO PADRE 2). Jo eph Ba bo a , Clé igo Regula da T)i na T o i. dencia , Cb oni a da Se enij ima Caza de B agança^ SENHOR. P O o dem de V. Màge adc, i o Se mão, que o Pa¬ d e F . Ago inhode San a Ma ia,p egou no Con¬ en o de Cin a,no Capi ulo P o incial da íua Religião, 8 c naó achando nelle couíà alguma con a o e iço de V. Mage ade, me pa ece digno da licença q pede, pa a que coníle a odos, que não coíluma al a o p êmio às i udes, 8 c me ecimen os, 8 c que na 5 al aó engenhos, que aybao ponde a com ub ileza eí as my e io as di - poíiçóes da P o idencia. Lisboa na Gaza de no a Se-» nho a da Di ina P o idencia 11. de Se êb o de 171 6 . (D* Jo eph Bà bo c . Q U e poíTaimp imi è i las as licenças do San o O icio, 8 c O diná io, 8 c depois de imp eíTo o ¬ na á á Meza pa a e con e i , 8 c axa , 8 c em i íb nao co e á. Lisboa x x, de Se emb o de 171 6 . £). T e/íden e. Coda . Pe ey à. GalVdd. 'D.Guedesl Pag, 7 . Con i /i s Dominus e pexi Te um. Luc. z z . Lhou o Senho pa a Ped o. Ií o, que o E angelií a S, Lucas diz de Ch iílo a e - pey o de S. Ped o, P elado de oda Ig eja, digo eu ago a de ou o Ped o no amen e eley o P o incial da minha ag ada O ¬ dem , em quem Dcoo ambém poz os bllius. O ine mo oy olha Ch iílo pa a aquellc Ped o, que exal allo : ( Di cipulum benigno in ui u eIeVa y diz o Syl- • ey a: & ambém pondo os olhos ne e Ped o, lhe. deu íiuma g ande exal açam, pois e dignou de o aze P o¬ incial. Ve dadey amen e que oda a San i lima T in¬ dade e empenhou em ublima ao nolTo Ped o, a lim como e empenhou em ublima ao ou o Ped o : Omnes * es Te jon# T ini a is ( diz o jà ci ado Syl ey a ) con- ymiun adTe um dico andum. Bem íeyq odas as acções &dex a p ocedem.de oda a San i ima T indade (po - S u e e m odas as es Di inas PeíToas e achaameíma, & indi iíi Ye l Omnipo ência ) com udo o pode íe a i- 8 Se mão em acçao de g a ai bueao Pay, a abcdo ia ao Filho, & o amo ao E pi i ó San o : logo ambém po o dize , que cada huma das Pcíloas da San ií i ma T indade, hon ou com di e en e dignidade ao noíTo no o P elado. Senão epa ay bem nos es luga es, que occupou. O p imey o luga , que occupouo noíTo Pad e, oy o de P ocu ado ge al dos ca i os. O egundo luga , oy o de Vi icado ge al da P o inda. E o e cey o luga , oy o de Miniíi o P o¬ incial. O luga de P ocu ado dos ca i os, deu-lho a PeíToa do Filho,po q o Filho oy o Redemp o do Mun¬ do. O luga de Viíi ado , deu-lho a PeíToa do E pi i ó San o,a quem a Ig eja econhece Vili ado : Veni c ea o Spi i us , men es uowmVi/i a. Finalmen e,o luga de Mi¬ niíi o P o incial, deu-lho a PeíToa do Pay; po que e-i hon a de P o incial anda annexo o nome de Pay,do Pa¬ d e E e no em oda a pa e nidade, aíhm nos Ceos, co¬ mo na cn eHuj is eig a ia^diz S . P aulo] kSiêgenua mej adTa em,èx quo omnis pa emi as in Coelis } & in e a nomina - u . Aí im ele ou Deos T ino ao noíTo Pcd o,aííim poá nelle os olhos: Co pe jus (Domnius e pexi Te um. Benigno in ui u ele a . Admi á el P elado, emp ego dos Di inos olhos! Famo o Ped o, que le ou a Deos as a ençoes! T es couías Te de em aquicon ide a (a p imey a, SC a egunda eí ao exp eílas no Tex o; & a e cey a íe deduz do que o Tex o e e e ) Quem olhouy pa a quem olhou> Sc pa a que olhou,i o he,a que im olhou.Quem olhou, oy Deos: Ço íVe us Dcminus e pexi . Pa a quem olhou. pelo Capi ulo P oVmciall' ^ oy pa a Ped o : %cjpexi e miu E o im, pa a que e o ¬ denou e a i a, oy o bem da minha Religião ; pois e - pe amos na Piedade Di ina,quc po meyo do no o P e- lado 3 h ade e a P o incia log a muy as elicidades. E as as es ba es, ob e que e hade unda a ab ica do Pa- ne gynco • endo e nelle a excellencia da eleyçáo, que celeb amos,po es mo i os. O p imey o he,po quem clegeo. O egundo hc, po quem oy o eley o. E o e - Ce y o, pelo im da eleyçao. Fo ma am e es es mo i¬ os es b e es pon os [ pois não me deu mais luga pa a di co e , a igilia de.huma nou e ] Ve emos no p i¬ mey o pon o.» como oy g ande a eleyçao do noílo P o¬ incial, po que oy eleyçaó de Deos. Ve emos no íè- gundo pon o, como oy g ande e a eleyçao, pela in- gula idadedoeley . Ve emos no e cey o, ôc ul imo pon o, como oy g ande e a eleyção, po que o eu im, he a noí a u ilidade. E àdi po o o aí ump o, peçamos a g aça. AVE MA%IA . PRIMEYRO PONTO. P R i m ey amen e : Foy g ande a eleyçao, que e ez do no o P elado, po que Deos o elegeo, pondo elle os olhos da ua Benignidade : y pexi . E o me mo °y olha pa a o noí o Ped o,que exal allo - .Benigno in ui u . Tomou Deos muy o po ua con a a eleyçao do ^o o Pad e, pois e dignou de a o ece e e Capi ulo B com 1 6 Se mão em àcça i deg a ns Olhou Deos pa a o noíTo Ped o, & como olhou pa i a Cabeça, olhou ambém pa a o Co po : a endeo pelo bom go e no do Cò po, quem deu ao Co po huma ao íublime Cabeça. E eíle he o p imey o mo i o, po que heg ande a eleyçao, que celeb amos: e Deos o que ele- geo a Ped o, dignando ede pò nelleos olhos: Conye us $)ô ninu& e pexi Te um. (Benigno in ui u eleVa , SEGUNDO PONTO. V l íles quem oy o eley o , ago a e eis o eley o ; q ue e e,he o egundo mo i o da g ande a daeleyção. He o eley o, o M. R. P. Meí e F .Ped o da Cunha. E è o eley o he ao g ande,como naó hade e ambém g an-* de a eleyção, que íè eZ dclle pa a a P ela ía, que goza? Naõ cabem nos aígos da minha penna as uas p e oga- i as, pois emp e icam upe ío es aos mayo es encómi¬ os. E ehumacou a di icul o a de conhece pela ua obe anía, em al ez a conhece e po ou a,que lhe hc emelhan e : bu quey nas Di inas le as alguma eme- Ihança do noíTo Pad e,pa a que aí im os dc mais acih men e a conhece uas excellencias. Ven u oíàmen e a achey no li o do Deu o onomio. Ou i o a aMoy és abençoando a Gad, ilho de Ja- cob, que ne a no á el bençaõ ha emos deobíe a as azoes da íemelhança. Diz pois Moyíes , que Gad o a abençoado na la gu a: BmeàiSUis in U i udine Gad. de - j pelo Capi ulo T oVinc o/Z -j oeícançà a como leaó iQua ileo eqmeYi iÇz m eme '( jum a aqui a Biblia maxima) aos eus inimigos: Ho(les uoi non nnens . Diz mais o P o e a, que i a Gad o eu p in¬ cipado : E Vidi p incipa um uum. Que aííi i a com os * mc ipes do po o : Fui que cum Vmcipibus populi . Finai- ien ediz, que Deos ize a juíliça: lu i iam (Dominus é- C/ T ^ ^ lm e c a ®*klia R e gi a '] En emos a aplica Eoy ono lb Re e endiílimo Pad e, qual ou o Gad nas elicidades,-po que ea Gadconcedeo o Senho la * S^ a : ambém o noíío Pad e ecebeo de Deos la gu a 1X0 eu go e no, ex endendo- e e e de íeis mezes a es annos: depois de e eis mezes Vi i ado , paílouaíe k nn °j- P o , mcial : nunca Í a mais i upe ado , mas í m bemdi o de odos : lencdiFlus a íauu dine . Se Gad de eançou como leão, em emo dos inimigos: ambém o noíTo Pad e, em emo algum de con á ios [ pois e e odas as pa cialidades da ua pa e] de cançou,chegando ao ul imo deg áo das dignidades da P o íncia. E de£ cançou como leao; po que íè o leao no mayo deícanço, qualhe o do omno, con c aos olhos abe os: aeíle ge- le oío leao [ que omou o abalho po deícanço ] ab i- ao os olhos, aíSm a g ande expc iencia de an os annos, como a ua con inua igilância : Qua ko equieY y bo es non lmens ' E è, como Gad, o íèu p incipado, po q e J c d i oíamen e log ando huma dignidade : c ao p inci- P a i; Fidi que p incipa um (mm. Se Gad aí iílio com qs C P íncipes 13 Sè mao em icàio ckg aça P íncipes do po o: ambém o noilo Re e cndií imo aí i io, nos eus p imey os annos, aos noí os Piincipes, endo MoçoFidalgodo Se enií imo Senho Rey D.Joao o IV. Fui que cum P incipibus populi. Finalmen e , e2 Deos .juíliça, po que deu ao noíToPàd e a hon a,que e a de ida aos eus me ecimen os: lujli iam Dominus eci . Ainda achamos em, Gad mais azoens de emclhança; po que e Gad oy ilho de Jacob, amo o p ogeni o de my asT ibus : ambém o Senho Tiií ão da Cunha, pay do noíTo P o incial, e e a di a de e p ogeni o glo- ioío de cla iílimas Famílias ; nacendo delle, como de iüu e amoda dila ada a o e dos Cunhas, excellen i e imos uy os: quaes íam, o Senho Conde de Pon e el, o Senho Conde de Pa olide, o Senho Conde de Valia- da es o moço, o Senho da Azambuja, Sc ou os aisy que não e i o. Se Gad e e dous ob ínhos [que o am Fa ês, & Za àm, ambos ilhos de eui mSo Judas ] dos quaes Fa ês, po p imogêni o. Le ou o mo gado ; & Za- àm oy o nado com a pu pu a de hum li aay que e lhe a ou, an es de nace iIn qua eh le ix VgaVi cocánwn 5 ambém o no lb Pad e em dous ob ínhos ( ilhos de hí eu i mão) dos quaes o p imeyio, que he o Senho T i iao da Cunha, Conde de Pa olidc ,1 e ou o mo gado; <S£ €>* ecundo, que Keo Senho Níuno da Cunha, icou com com a Pu pu a de Ca dial da San a Ig eja Romana. A e as g andes pxeellencias da peííba do no lb Re e- íendi limo;. ! Ê Íd e è jun a- ou a-excoílencia, ambém O * g ande. pelo Cúpi ulo T oVmciaK ’ 19 g ande , qual he a do nome. Chama e eíle P elado Pe¬ d o, ôc pa ece que nao he pequeno inal da uag andc- e hum al nome; po que e a mayo g ande a de hum P elado, con iíle na igilância do go e no: eíla igilância e nos inculca no celeb e nome de Ped ojpo - ^ueo me mohe e Ped o, que igilan e. Mandou Ch iílo no Ho o a S. Ped o, que igiaíTe; chegando depois a elle, como o achaíTe do mindo, 0 cp ehendeo deíla o e : Simon do mis ? non po ni h un< bo aVigiU el Do mes Simao? nao pudeílc íe que i¬ gia huma ho a? Nao epa o na ep ehençaodeCh i- o, po que Ped o c a P elado : &c do mi hum P elado aíbmno íol o, me ece muy è e a ep ehençao. Mo è im g ande du ida, chama o Senho a Ped o, Simaó. Se eíle Apoí olo e chama a Simao, oc juu amen e Pe¬ d o, po que lhe não dá Ch iílo o nome de Ped o, mas im o nome de Simao ? O a na me ma culpa de Ped o emos a uluçao da du ida. Do mia Ped o, P elado de oda a Ig eja, quando inha, po p ecey o de Ch iílo, ob igação de igia : Vigila é . E P elado, que e en ega ao omno, de endo eíla igilan e, não he Ped o , íe à nuy o embo a Simao; po que íè ao nome de Simao íe pode uni hum de cuydo, o nome de Ped o iemp e in¬ culca igilância : po iílò Ch iílo, quando a gue a Ped o dc de cuydado, nega-lhe o nome de Ped o, dando-lhe o n ° ne de Simao: Simon do mis ? E íc o nome de Ped o inal de igilância, emos logo hu P elado igilan e, C ij po que SehnaSein 7cçaõ de g aças po qiie lemos hum P elado, chamado Ped o. Dehuma ped a diz o P o e a Zacha ias, que inha e e olhos :JSupe lapidem unum ep em ocuk. Nao em me- nos olhos o noíTano o P elado, que endo ped a em o nome,he A gos pela mul idão dos olhos. E emos iílo o íègundo mo i o, que coníli ue g ande a p e en e eley- çáo, que he a íingula idade do eley o: e Ped o, em que Deos poz os olhos, e Ped o o exal ado pò Deos : pêxi Ve um . íBegnino m ui ú eleVa . TE R CE Y RO PONTO, S E g u e e ul imamen e o e cey o mo i o dag andeíi deíla eleyçáo, queheo bem que delia e ul a à mi¬ nha Religião íag ada j po que eíla ace ada eleyçao nos p ome ce elicidades. A mayo elicidade dos mbdi os* he e em hum P elado, que lhe adminiíl e juíliça: & na igualdade dajuíliça coníií e a e&idao do go e no. He aju liçahuma i ude co nmua: lúíli aco mm unis eíl i - ‘ W5 > diz San o Amb o io: & que i ude pode hum P e¬ lado e , dc mais ag ado da ua Communidade, q huma i ude, cujo íe , hc e de odos ? Ven u oíõs po ce o e de em chama os ubdi os de hum P elado, que exe ¬ ci a juíliça j po que aonde a juíliça aíliílc, naõ al am as elicidades: (ao as elicidades aman es companhey as da juíliça. / : c Appa eceo Deos Senho noí o a S. Joao E angdiíHi com eio Capi ulo T oVmcial, n íom c e e ellas na maò di ey a : í abeba in dex e a ua ellas ep m. E quemy e io em as e ellas po as na maõ ? Po que azao não occupao ci as e ellas ou o lu¬ ga ? Po que naoíe enga aó, como luzidos diaman es, nos muy os diademas, que o nao a Di ina cabeça: In cm pi eejus diadema a mul a*. E que mais em a mão di ey a doqu cae ( q Ue c j a j pa a e h ono de e ellas? Digo, que com muy a azão e aò as e ellas na mão di ey- a dc Deos *, íênão ou i ao P almií a : lu/íi ia plena eíl dex e a u. A oíTa mao di ey a [ diz Da id a Deos ] c a cheya de ju iça. E que ep e en am as e ellas? Todos {abem que as e ellas, uiò je ogli icos das elici¬ dades 5 pois de quem log a alguma elicidade, e co uma dize , que em e clla. Eonde a ju iça mo a, azem ambém as elicidades eua len o. Viooamado E an- geli a huma mao chea de ju iça, ou huma ju iça de mão chea: po i lb io ambém huma mão chea de e¬ licidades, po que chea de e ellas; Habeba in dex e n ( ua ledas ep em. G andes elicidades nos annuncia e a no a eleycão; pois cípe amos na Di ina Bondade , que hade o noí o P elado ob a emp e muy con o me com as di ecções ju iça j po que óde à o e pode ha e paz en e os ubdi os: em a qual não ha elicidade pe ey a, he ã a l oda a elicidade, como bem no ou o Zule a: Vacua el - qu.impax non imple . Dayme òs hü P elado, q eja x gual p a a os ubdi os,q eu os da cy paz en e odos. ii Se mão emacçao de g aças De odi s as e pecies de animaes mandou Deos a Noa mc e na A ca. E epa ou hum a das mais dou as pen- nas da Religião da Di ina P o idencia, que ha endo en¬ e muy os daquelles b u os na u al an epa ia, i e lem com g ande paz, odo o empo, que du ou o uni e al dilu io. Tem o lobo inimizade com a o elha, o ele an¬ e com o henoce o e, o aço com as a es pequenas, ÔC o leao com odos os animaes: & com udo i lo,na A ca de Noè, nem o lobo mo dia a o elha, nem o ele an e o - endia ao henoce o e, ne o aço pe íeguia asa e inhas, nem oleaõ mal a a a aos ou os animaes: Ob e Va ione dignam e l ma ca animâlia conco diam,& uni a em e VaV- /p, qi c bi inVicem olen e je in eUa ; nam in a ca po i a i am po * Jue un ypo ue m hojhlem animam : No a ino. E como a » um ? Como íè COli e ao amigos, inimigos ão decla a-* dos ? Como ab ação a paz, os que i e ão íè np e ena gue a ? Da me ma A ca de Noè i o,a meu e , a azão. Mandou Deos a Noè, que ab ica le huma a ca dc paos quad ados, como lê o G ego: Fac ibi a cam delignis qua* d a is. Os paos quad ados, ião iguaes pa a odas as pa ¬ es : ô nhuma A ca, em que udo heigualdade, q muy- o he ob e a e an a paz ? E a a A ca de Noè igu a de hum Clau o MonaíKco : onde nos paos iguaes, de que íe compunha, è ep eíèn a am os P elados iguaes pa a os Íubdi os: Cajus ^ ^la i[[ a 5 pala as do dou iíli no Syl ei a, allando da Ig eja Ca holica) Cajus xla i, » Igna, dcben ejje quad a a 3 cqnali nen a a ad omnes/uip a - pelo Capi ulo oYmcUL 2 3 * es >aiomhisqüe ui ubdi os. Que iihpo a pois ha e em humaClau u a, ubdi os como leões de a ados, ubdi os ay o os como lobos, ubdi os ombudos como ele an- ubdi os impacien es como aço es-, e com a igual¬ dade do P elado, e ab anda a u ia dos leões, e ence a a y a dos lobos, e mi iga a payxão dos ele an es, & oce* § a a impaciência dos aço es? Po que he a igualdade da ju içaomelho meyo,dequehum P elado pode u a , pa a con e a a paz en e os ubdi os. P ome e-noseílano aeleyçao a elicidade da paz, po que emos hum P elado muy o igual pa a odos. Na igualdade, com q o b ou em Vi i ado , moíl ou a igual¬ dade, com que ago a hade p ocede em P o incial. & F oy a ju iça daquclles eis mezes, di ípo içâo pa a a ju içai ha emos de admi a neí es es annos. E enho mo a- do os es mo i os, po que oy g ande a eleyçaõ, que e ez do no To Pad e pa a Minií o P o incial. O p imey- o, po e Deos, quem o elegeo. O egundo, po e aõ ingula o eleyco. E o e cey o, po e a nolía u ilidade, 0 im da di a elcyçâo. O que uppo o, endemos a Deos as g aças po aõ g ande bene icio; pois nãohe pequeno a o de Deos, e bom P elado. E ós,íobe ano Senho , H o s digna es de po os olhos no no To amabilií imo ^ e d o iConVe /us ^Dominus e/pexi Ve um : ele ando-o, Co m uni e íal aplau o, a am al a dignidade : S gnino in- l *i n e i e ^ a . day-lhe g aça pa a os ace os, com que,edi i- c a n do aos ubdi os,me eça a Glo ia: Ad quam 3 & c. F I M. ,i ! : 0 3 . :;•: i ':.z-J ••