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Lesões por Acidentes de Trânsito e uso de medidas de segurança por imigrantes latino-americanos residentes em Sevilha

González López, José Rafael; Rodríguez Gázquez, María de los Ángeles; Lomas Campos, María de las Mercedes

Abstract

Enquadramento: As Lesões por Acidentes de Trânsito (LAT) são a principal causa de morte entre os jovens a nível mundial. O risco destas lesões e o uso de medidas de segurança em jovens imigrantes que vivem em Sevilla não são conhecidos. Objetivos: Estimar a prevalência mensal auto-relatada de LAT e o uso de medidas de segurança em imigrantes latino-americanos, com idades compreendidas entre os 25 e os 44 anos, residentes na cidade de Sevilla (Espanha) em 2011. Metodologia: Estudo descritivo-transversal, com uma amostra representativa constituída por 190 imigrantes. Resultados: Os resultados demonstram que: (1) 3,7% sofreram LAT, sendo que o risco é maior nos homens, com idade superior a 35 anos, desempregados ou estudantes, com formação pelo menos ao nível do ensino secundário; (2) 3,5% conduziram um motociclo, automóvel ou bicicleta depois de ingerirem álcool ou consumirem outras drogas; (3) a maioria usou cinto de segurança (91,8% em automóveis) e capacete (77,8% em motociclos). Conclusão: Os imigrantes latino-americanos residentes em Sevilla têm um risco considerável de sofrer LAT, pelo que se recomendam intervenções de Enfermagem na área da educação para a prevenção deste tipo de lesões.

Full text

Sé ie IV - n.° 3 - no ./dez. 2014 pp.105-111 Re is a de En e magem Re e ência Resumo Abs ac Resumen RESEARCH PAPER Lesões po Aciden es de T ânsi o e uso de medidas de segu ança po imig an es la ino-ame icanos esiden es em Se ilha Inju ies Resul ing om T a ic and sa e y measu es in la in-ame ican immig an s li ing in Se ille Lesiones a Consecuencia del T á ico y uso de medidas de segu idad po inmig an es la i- noame icanos que i en en Se illa José Ra ael González-López*; Ma ía de los Ángeles Rod íguez-Gázquez**; Ma ía de las Me cedes Lomas-Campos*** Enquad amen o: As Lesões po Aciden es de T ânsi o (LAT) são a p incipal causa de mo e en e os jo ens a ní el mundial. O isco des as lesões e o uso de medidas de segu ança em jo ens imig an es que i em em Se illa não são conhecidos. Obje i os: Es ima a p e alência mensal au o- ela ada de LAT e o uso de medidas de segu ança em imig an es la ino-ame icanos, com idades comp eendidas en e os 25 e os 44 anos, esiden es na cidade de Se illa (Espanha) em 2011. Me odologia: Es udo desc i i o- ans e sal, com uma amos a ep esen a i a cons i uída po 190 imig an es. Resul ados: Os esul ados demons am que: (1) 3,7% so e am LAT, sendo que o isco é maio nos homens, com idade supe io a 35 anos, desemp egados ou es udan es, com o mação pelo menos ao ní el do ensino secundá io; (2) 3,5% conduzi am um mo ociclo, au omó el ou bicicle a depois de inge i em álcool ou consumi em ou as d ogas; (3) a maio ia usou cin o de segu ança (91,8% em au omó eis) e capace e (77,8% em mo ociclos). Conclusão: Os imig an es la ino-ame icanos esiden es em Se illa êm um isco conside á el de so e LAT, pelo que se ecomendam in e enções de En e magem na á ea da educação pa a a p e enção des e ipo de lesões. Pala as-cha e: consumo de bebidas alcoólicas; usuá ios de d ogas; aciden es de ânsi o; e imen os e lesões; p e enção de aciden es; cuidados de En e magem. * Ph.D., P o esso , Faculdade de En e magem, Fisio e apia e Podologia. Uni e sidade de Se ilha, 41009, Se ilha, Espanha [[email p o ec ed]]. Add ess o co espondence: C/ Pu eza, nº 7, 41010, Se illa, Espanha. ** Ph.D., P o esso a, Faculdade de En e magem, Uni e sidade de An ioquia UdeA, Calle 70 No.52-21, Medellín, Colômbia [[email p o ec ed]]. *** Ph.D., P o esso a, Faculdade de En e magem, Fisio e apia e Podologia. Uni e sidade de Se ilha, 41009, Se ilha, Espanha [[email p o ec ed]]. Recei ed o publica ion: 09.08.14 Accep ed o publica ion: 26.09.14 Ma co con ex ual: Las Lesiones a Consecuencia del T á ico (LCT) son la p ime a causa de mue e econocida a ni el mundial en e los jó enes. No se conoce el iesgo de es as lesiones ni el uso de medidas de segu idad de los jó enes inmig an es que i en en Se illa. Obje i os: Es ima la p e alencia mensual de LCT y el empleo de medidas de segu idad en inmig an es la inoame icanos con edades comp endidas en e los 25 y los 44 años que esiden en la ciudad de Se illa (España) en 2011. Me odología: Es udio desc ip i o de co e ans e sal con una mues a ep esen a i a de 190 inmig an es. Resul ados: Los esul ados mues an que (1) un 3,7 % su ió LCT, un iesgo que es mayo en homb es meno es de 35 años, desempleados o es udian es; (2) un 3,5 % condujo una mo o, un coche o una bicicle a después de consumi alcohol u o as d ogas, (3) la mayo ía u ilizó el cin u ón de segu idad (91,8 % en coche) y casco (77,8 % en mo o). Conclusión: Los inmig an es la inoame icanos que esiden en Se illa ienen un iesgo conside able de su i una LCT. Se ecomienda lle a a cabo in e enciones de en e me ía en educación pa a p e eni es e ipo de lesiones. Palab as cla e: consumo de bebidas alcohólicas; consumido es de d ogas; acciden es de ánsi o; he idas y auma ismos; p e ención de aciden es; a ención de en e me ía. Theo e ical amewo k: Inju ies Resul ing om T a ic (IRT) a e he leading cause o dea h among young people wo ldwide. The isk o hese inju ies and he use o sa e y measu es in young immig an s li ing in Se ille a e unknown. Objec i es: To es ima e he mon hly sel - epo p e alence o IRT and he use o sa e y measu es in la in-ame ican immig an s aged be ween 25 and 44 who li ed in Se ille (Spain) in 2011. Me hodology: A c oss-sec ional desc ip i e s udy was ca ied ou in a ep esen a i e sample o 190 immig an s. Resul s: The esul s show ha (1) 3.7% su e ed an IRT, wi h a highe isk iden i ied in men olde han 35 yea s, who had a leas comple ed seconda y educa ion and we e unemployed o s uden s, (2) 3.5% had d i en a mo o bike, ca o bike a e d inking alcohol o consuming o he d ugs; (3) mos o hem used sa e y bel s (91.8% ca ) and helme s (77.8% mo o cycle). Conclusion: These indings sugges ha la in-ame ican immig an s who li e in Se ille ha e a signi ican isk o IRT. Nu sing educa ional in e en ions a e s ongly ecommended. Keywo ds: alcohol d inking; d ug use s; a ic acciden s; wounds and inju ies; acciden p e en ion; nu sing ca e. ISSNe: 2182.2883 | ISSNp: 0874.0283 Disponí el em: h p://dx.doi.o g/10.12707/RIV14044 Re is a de En e magem Re e ência - IV - n.° 3 - 2014 Lesões po aciden es de ânsi o e uso de medidas de segu ança po imig an es la ino-ame icanos esiden es em Se ilha 106 In odução As LAT causam 800.000 mo es po ano na Eu opa (Se hi, Racioppi, Baumga en, & Be ollini, 2006) e mui os p oblemas de saúde, sob e udo ísicos. Mais especi icamen e, nos países da egião medi e ânica, a axa de mo es de ido a LAT é 28,5 po 100.000 habi an es, es ando acima da média mundial que é de 10,3 po 100.000 habi an es (Wo ld Heal h O ganiza ion, 2009). Nos jo ens es e p oblema é pa icula men e impo an e uma ez que as LAT são a p incipal causa da sua mo e (Wo ld Heal h O ganiza ion, 2009). Pa a aze ace à ele ada axa de mo es e p oblemas de saúde é indispensá el implemen a medidas de p e enção po o ma a eduzi o núme o de LAT. O es udo des e enómeno é ainda mais ele an e na população imig an e po es es i e em em condições sociodemog á icas des a o á eis nos países que os acolhem (Chak a a hy, Ande son, Ludlow, Lo ipou , & Vaca, 2010). Uma das consequências di e as iden i icadas des e ac o é que no malmen e os imig an es comp am eículos usados (Koziol-McLain, B and, Mo gan, Le , & Lowens ein, 2000), o que pode aumen a signi ica i amen e o núme o de aciden es. A população imig an e em Espanha em aumen ado signi ica i amen e desde 2000, egis ando um c escimen o de 520% (de 923.879 pa a 5.730.667). A ualmen e, es e g upo ep esen a 12,2% da população a ní el nacional e 4,2% em Se ilha (Spanish S a is ical O ice, 2012), sendo que a maio ia da população imig an e é da Amé ica La ina. Pa a se e uma isão ealis a da imig ação em Espanha, é necessá io analisa a axa de aciden es e o uso de medidas de segu ança, uma ez que a e idência empí ica é mui o escassa. Assim, o obje i o des e es udo é es ima a p e alência mensal de au o ela os de LAT e o uso de medidas de segu ança po imig an es la ino-ame icanos, com idades comp eendidas en e os 25 e os 44 anos que esidiam em Se ilha (Espanha) no ano de 2011. Enquad amen o De aco do com a O ganização Mundial de Saúde (OMS) (WHO, 2009), as LAT podem se en endidas como lesões, a ais ou não, que esul am de uma colisão na es ada em que es e e en ol ido, pelo menos, um eículo em mo imen o. Pa a além do núme o de mo es, os p oblemas ísicos esul an es des as colisões ambém se conside am ele an es pelo impac o signi ica i o que podem e na saúde das pessoas. Em Espanha egis a am-se 83.027 aciden es de ânsi o em 2011, dos quais esul a am 2.060 mo es; 89% das í imas so e am e imen os le es. Em Andaluzia, as LAT são a p incipal causa de mo e nos jo ens (Escuela Andaluza de Salud Pública – EASP, 2012), sendo que Se ilha oi uma das cidades com maio axa de aciden es e núme o de í imas. Apesa de alguns dos seus e ei os não se em comple amen e cla os, a li e a u a iden i icou como a o es undamen ais pa a a LAT a idade (Chand an, Sousa, Guo, Bishai, & Pechansky, 2012); o géne o (Cen o pa a el es udio y la p e ención de la iolencia - CEPV, 2011; EASP, 2012; Na ional Cen e o S a is ics and Analysis - NHTSA, 2009); o ní el de escola idade (CEPV, 2011; Sea h, Holakouie, Asadi-La i, Abbas, & Malek-A zali, 2012); e o es ado ci il (Whi lock, No on, Cla k, Jackson, & MacMahon, 2004). No que diz espei o às medidas implemen adas pa a e i a os aciden es, a OMS (WHO, 2012) e e e que o uso do cin o de segu ança e do capace e eduz o isco de mo e em 40% e o isco de auma g a e em 70%. Po ou o lado, o Eu opean Moni o ing Cen e o D ugs and D ug Addic ion (EMCDDA, 2008) es imou que 1,3% da população que conduz um au omó el á- -lo sob a in luência de uma combinação de álcool e d ogas, sendo que es a é a causa de mui os aciden es (D umme e al., 2004). Ques ões de in es igação Dada a impo ância do acima expos o e conside ando a necessidade de in o mação sob e LAT ela i a a imig an es em Se ilha, com idades comp eendidas en e os 25 e os 44 anos, a nossa ques ão de in es igação p ende-se com o es udo da p e alência de LAT na população adul a de imig an es la ino- ame icanos a i e em Se ilha e a sua elação com o uso de medidas de p o eção. Me odologia Es udo desc i i o- ans e sal, ealizado en e 2010 e 2011, com ecu so a pa es do ins umen o Re is a de En e magem Re e ência - IV - n.° 3 - 2014 JOSÉ RAFAEL GONZÁLEZ-LÓPEZ, e al. 107 oi ei a uma análise pilo o p é ia (González-López e al., 2010). A amos a inal é compos a po 190 imig an es la ino-ame icanos que i em em Se ilha (Espanha), com idades comp eendidas en e os 25 e os 44 anos. Os dados o am analisados com o SPSS e são 21.0 pa a o Windows. Fo am ealizadas análises desc i i as, eco endo a medidas de endência cen al e de dispe são pa a as a iá eis quan i a i as e a p opo ções pa a as a iá eis ca egó icas. As elações en e as a iá eis de in e esse o am explo adas a a és do es e qui-quad ado de Pea son (χ2). Se as equências espe adas nas colunas da abela de con ingência o em ≤ 5, u iliza-se o es e de Fishe . Resul ados Os esul ados são ap esen ados a pa i de: a) dados sociodemog á icos dos pa icipan es (idade, sexo, escola idade, país de o igem, es ado ci il – casados ou em união de ac o, sol ei os, sepa ados ou iú os, empo de pe manência em Espanha e ocupação a ual; b) lesões esul an es de aciden es de ânsi o (como condu o , passagei o ou peão); e c) compo amen os de segu ança odo iá ios ao olan e (uso do capace e nas bicicle as e mo ociclos e uso do cin o de segu ança nos au omó eis), odos du an e os úl imos 12 meses. Ca ac e ís icas demog á icas A amos a é cons i uída po 190 imig an es esiden es em Se ilha e ap esen a o seguin e pe il: a média de idade é de 33,8 ± 6,3 anos; 60% são mulhe es; 45,3% são casados, 36,8% são sol ei os e 8,9% i em com o companhei o/a sem es a em casados; 3,7% não êm es udos, 15,3% possuem ensino p imá io, 40% o ensino secundá io, 16,8% educação supe io e os es an es 24,2% possuem diploma uni e si á io. Rela i amen e ao país de o igem e i icou-se: Bolí ia (32,6%); Pe ú (18,9%); Colômbia (16,8%); Equado (11,1%); Pa aguai (5,2%); Chile (4,2%); B asil (1,6%); Nica água (1,1%); e A gen ina e Cuba (0,5% cada). Rela i amen e ao empo de esidência em Espanha, a amos a ap esen ou uma média de 5,4 ± 3,6 anos, ligei amen e mais ele ada do que o empo médio de esidência na cidade de Se ilha (4,6 ± 3,2 anos). Em elação à ocupação a ual, a maio pe cen agem são abalhado es po con a de ou em (59,3%), seguido dos abalhado es po con a p óp ia (18,4%), dos desemp egados (10,5%), dos es udan es (6,8%) e das domés icas (4,7%). Beha io al Risk Fac o Su eillance Sys em Su ey do Cen e s o Disease Con ol and P e en ion nos Es ados Unidos da Amé ica ( e são espanhola ambém disponí el ele onicamen e). Pa a es e es udo conside a am-se os imig an es como sendo quaisque pessoas que, sendo de um país de o igem que não da Espanha, enham es abelecido a sua esidência habi ual no e i ó io nacional no pe íodo da in es igação, o que co esponde ao concei o u ilizado pelo Ins i u o Nacional de Es a ís ica no seu le an amen o nacional de imig an es em 2007. A ecolha dos dados oi alea ó ia e ealizada po um en e is ado em odos os dis i os da cidade de Se ilha, de aco do com os seguin es c i é ios: (1) esiden es do sexo masculino ou eminino, em qualque um dos bai os o iciais ou dis i os censi á ios dos 11 dis i os adminis a i os de Se ilha; (2) idade comp eendida en e os 25 e os 44 anos; (3) e nascido num dos países conside ados pelas Nações Unidas no seu anking de nações, e i ó ios e egiões como azendo pa e da Amé ica La ina ou Á ica do Sul (A gen ina, Bolí ia, B asil, Chile, Colômbia, Cuba, Equado , Pa aguai, Pe ú, U uguai e Venezuela) e que enham emig ado pa a Espanha; e (4) e a capacidade de comunica e en ende os obje i os do es udo assim como de assina o e mo de consen imen o in o mado. Pa a o ec u amen o dos pa icipan es o am con ac adas á ias associações e g upos de imig an es la ino-ame icanos exis en es no dis i o de Se ilha com o in ui o de acili a a ecolha de dados. Os p ocedimen os u ilizados pa a a ealização des e es udo segui am os p incípios é icos da Decla ação de Helsínquia da Associação Médica Mundial (a ualizada em 2008), ob i e am a ap o ação do Comi é de É ica e Expe imen ação da Uni e sidade de Se ilha e o am ajus ados às no mas pa a o es udo com se es humanos igen es em Espanha e na União Eu opeia. Foi ob ido o e mo de consen imen o in o mado po esc i o e em elação aos dados sociodemog á icos, a im de p o ege a sua hon a, anonima o e p i acidade, de aco do com a Lei O gânica 15/1999 de P o eção de Dados Pessoais, os ques ioná ios o am nume ados. Após a ecolha, os dados o am colocados numa base de dados de um compu ado p o egido e oi e i icada alea o iamen e a alidade in e na de cada uma das espos as. Pa a assegu a a alidade e con iabilidade do es udo (al a de C onbach=0,71), Re is a de En e magem Re e ência - IV - n.° 3 - 2014 Lesões po aciden es de ânsi o e uso de medidas de segu ança po imig an es la ino-ame icanos esiden es em Se ilha 108 Análise mul i a iada No que diz espei o a LAT, 3,7% (n=7) disse e so ido uma lesão des e ipo no úl imo mês, en ol endo ca os. Em elação aos cuidados p es ados às se e pessoas lesionadas, duas o am a endidas nas u gências, duas passa am a noi e no hospi al e duas não necessi a am de cuidados. Uma pessoa não espondeu ao p e endido. A Tabela 1 mos a que, apesa de não ha e di e enças signi ica i as na p e alência de aco do com as a iá eis sociodemog á icas es udadas, o isco de LAT oi maio em homens, com menos de 35 anos, com ensino secundá io ou supe io , em pessoas que i em jun as, desemp egadas ou es udan es, e su p eenden emen e hou e uma endência de maio isco naquelas pessoas em que o empo de esidência em Espanha e a maio . Tabela 1 P e alência mensal de LAT e de condução (ca o, mo a ou bicicle a) após o consumo de álcool ou ou as d ogas de aco do com a iá eis sociodemog á icas Va iá el So eu LAT Conduzi após o consumo de álcool ou ou as d ogas n/N % IC95% n/N % IC95% To al 7/190 3,7 1,8-7,4 6/171 3,5 1,6-7,4 Géne o Masculino 4/76 5.3 2,0-12,7 5/69 7,4 0,3-15,8 Feminino 3/114 2,6 0,8-7,2 1/102 1,0 0,1-5,6 Idade em anos 25 - 34 6/101 5,9 2,7-12,4 5/92 5,4 2,3-12,1 ≥ 35 1/89 1,1 0,2-6,1 1/79 1,3 0,2-6,8 Es ado ci il Casado 4/103 3,9 1,5-9,5 4/93 4,3 1,7-10,5 Sol ei o 3/87 3,4 1,2-9,6 2/78 2,6 0,7-8,8 Ní el de es udos P imá io ou menos 0/36 0,0 - 1/33 3,1 0,5-15,3 Secundá io ou acima 7/154 4,5 2,2-9,1 5/138 3,6 0,2-8,2 Tempo de esidência em Espanha em anos ≤ 5 3/111 2,7 0,9-7,6 3/98 2,7 0,1-8,6 6-10 3/57 5,3 1,8-14,3 3/55 5,7 1,8-17,4 ≥ 11 1/14 7,1 1,2-31,4 0/11 0,0 - Emp ego a ual Emp egado 4/113 3,5 1,4-8,8 4/102 4,0 0,1-9,6 T abalhado es po con a p óp ia 1/35 2,9 1,6-18,6 0/33 0,0 - Desemp egado 1/20 5,0 0,9-23,6 1/18 5,6 0,9-25,7 Domés ica 0/9 0,0 - 0/7 0,0 - Es udan e 1/13 7,7 1,4-33,3 1/11 9,1 1,6-37,7 Ao analisa os dados da Tabela, ambém podemos e i ica que 3,5% dos en e is ados, no úl imo mês, anda am de bicicle a ou conduzi am um mo ociclo ou ca o depois de e em consumido álcool ou ou as d ogas. Is o condiz com o que oi desc i o pa a ca ac e iza as LAT, com exceção de que a di e ença ao ní el do géne o nes a p e alência oi es a is icamen e signi ica i a (Tes e de Fishe p=0,034). No úl imo mês, 57,8% (110 pessoas) iaja am de ca o na cidade, como condu o ou passagei o, em es ada ou au o-es ada, 9,5% (18 pessoas) em mo ociclos e 28,4% (54 pessoas) de bicicle a. A Tabela 2 mos a que 91,8% dos que iaja am de ca o usa am semp e medidas de segu ança, assim como 77,8% dos que conduzi am um mo ociclo, enquan o que apenas um em 10 pa icipan es (11,1%) usou semp e capace e ao anda de bicicle a. Re is a de En e magem Re e ência - IV - n.° 3 - 2014 JOSÉ RAFAEL GONZÁLEZ-LÓPEZ, e al. 109 Tabela 2 U ilização de medidas de segu ança em % de aco do com o anspo e u ilizado no úl imo mês F equência % Au omó el (n=110) % Mo ociclo (n=18) % Bicicle a (n=54) Semp e 91,8 77,8 11,1 A maio pa e das ezes 6,4 22,2 1,9 Às ezes 0,9 0,0 5,6 Nunca 0,9 0,0 81,5 In e samen e, o g au de escola idade em sido associado à p obabilidade de oco ência des e ipo de lesão (Sea h e al., 2012) e à g a idade do aciden e (CEPV, 2011). Quando analisada a sua ocupação – a a iá el com maio associação – o nosso es udo indica que a p e alência de au o ela os de LAT oi maio em desemp egados e es udan es (Seha e al., 2012). Is o pode-se de e ao ac o de ha e maio necessidade de iaja pa a p ocu a um emp ego. Rela i amen e ao es ado ci il, e i icou-se que as pessoas casadas ou a i e em em união de ac o inham maio p obabilidade de e LAT do que os ou os g upos, o que não es á de aco do com os esul ados ob idos no es udo de Whi lock e al. (2004). Con inuando com a análise da segu ança odo iá ia, 92% dos que iaja am de ca o usa am semp e cin o de segu ança no úl imo mês. Ressal a-se que 1% des a amos a nunca usou cin o de segu ança, o que se assemelha aos esul ados da Pesquisa Nacional de Saúde do Minis é io da Saúde e Consumo ealizada em 2006. Em colisões com ca os, sabe-se que os ciclis as so em lesões menos g a es do que os peões, possi elmen e po usa em capace e (Peng, Chen, Yang, O e, & Willinge , 2012). No en an o, os nossos esul ados e elam que apenas 11% dos ciclis as usa am semp e capace e. Analisando ou os aspe os que de em se e is os a pa i da in o mação ob ida nes e es udo sob e segu ança odo iá ia, ce ca de 4% dos en e is ados conduzi am sob a in luência de álcool ou ou as d ogas. Is o a e a a capacidade de condução e, consequen emen e, aumen a a p obabilidade de oco e em aciden es (Wong, Gu ié ez, & Romaní, 2010). A NHTSA (2009) e e e que o isco de conduzi depois de bebe é maio em homens do que em mulhe es e nos mais jo ens, o que é consis en e com a nossa pesquisa no g upo de imig an es. Discussão O nosso es udo e ela que 3,7% da população imig an e la ino-ame icana que i e em Se ilha so eu de LAT no úl imo mês. Numa p e isão anual, isso ep esen a ia a pe cen agem signi ica i a de 44,4%, o que co esponde a um esul ado mui o acima da axa anual au o- ela ada de pessoas com LAT que p ecisa am de cuidados de saúde em Espanha – 2% (SSO, 2002). Es a ele ada p e alência anual expec á el de LAT pode se explicada pela necessidade dos imig an es e em que aze mui os quilóme os pa a chega em ao local de abalho e pela aquisição de eículos usados (Koziol-McLain e al., 2000). É impo an e salien a que 71% dos pa icipan es do es udo que ela a am e so ido uma LAT p ecisa am da assis ência de um p o issional de saúde (no hospi al ou cen o de saúde). Es a pe cen agem é supe io aos 23% encon ados em pessoas es angei as que i em em Espanha (Pei ó-Pé ez e al., 2006). No en an o, nes e es udo, as í imas de LAT não ica am g a emen e e idas, e i icando-se uma consis ência com os dados o iciais espanhóis de 2010. Em elação às a iá eis sociodemog á icas, cons a- amos que as pessoas com menos de 35 anos são mais p opensas a so e LAT do que as de 35 anos ou mais. Es a e idência é consis en e com os esul ados de Chand an e al. (2012) e NHTSA (2009), e oi explicada pela sua associação com a expe iência na condução. Os nossos esul ados ambém e elam que o isco de LAT é maio nos homens (NHTSA, 2009; CEPV, 2011; EASP, 2012). Is o ad ém do ac o das mulhe es ap esen a em melho es compo amen os de segu ança odo iá ia compa a i amen e aos homens (A a ena, A ós ica, & Agui e, 2012). Além disso, os homens, especialmen e os jo ens, es ão associados a compo amen os imp uden es na es ada, colocando em pe igo as suas idas bem como as de e cei os (CEPV, 2011). Re is a de En e magem Re e ência - IV - n.° 3 - 2014 Lesões po aciden es de ânsi o e uso de medidas de segu ança po imig an es la ino-ame icanos esiden es em Se ilha 110 que diz espei o à segu ança odo iá ia e sob e ou os aspe os que podem in luencia o isco de LAT. Ag adecimen os Os au o es gos a iam de ag adece a odos os imig an es que olun a iamen e pa icipa am nes e es udo. Apoio inancei o O Minis é io da Saúde do Go e no da Andaluzia (Go e no de Espanha) con ocou em 2009 o p oje o de in es igação Análise de compo amen os de saúde e p e alência de doenças de populações na i as e imig an es na cidade de Se ilha, ao qual es e a igo pe ence. 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As espos as dos pa icipan es o am au o- ela adas, o que signi ica que qualque uma pode ia se subje i a e in luenciada po a o es que não es a am sob o con olo dos in es igado es. No en an o, o anonima o dos ques ioná ios a o eceu uma maio hones idade nas espos as. Ou a limi ação é que a na u eza ans e sal do es udo não nos pe mi e es abelece uma elação causal en e o isco de LAT e as a iá eis independen es analisadas. Con udo, oi possí el explo a algumas associações que nos pe mi em planea ou os es udos analí icos que e li am o sen ido das elações en e essas a iá eis de o ma mais p ecisa. Conclusão A pa i des e es udo podemos a i ma que os imig an es la ino-ame icanos da cidade de Se ilha êm um isco conside á el de so e LAT (3,7% no úl imo mês), o que o o na um p oblema g a e de saúde pública. O isco é maio em homens com idade in e io a 35 anos, com o ensino secundá io ou supe io e em pessoas que não i em sozinhas. Os esul ados ambém e elam que a maio ia usa medidas de segu ança quando conduzem mo ociclos ou au omó eis (91,8% e 77,8%, espe i amen e), embo a isso não seja ão usual quando andam de bicicle a (11,1%). No que diz espei o à condução sob o e ei o de álcool ou ou as d ogas, 3,5% da nossa amos a econhece que o ez. A im de melho a os compo amen os de segu ança odo iá ia des es imig an es, ecomendam-se in e enções educa i as de En e magem que p omo am a consciencialização sob e es es compo amen os de isco. Es as de em oca -se na impo ância do uso de cin o de segu ança, capace e e na não condução após o consumo de álcool ou ou as d ogas. De e-se da especial ên ase ao uso de medidas de segu ança ao anda de bicicle a, uma ez que os esul ados e elam que ge almen e não o azem. Es e es udo ambém pode ajuda na o ien ação das in e enções de En e magem ao ní el da p e enção com a iden i icação do pe il dos imig an es la ino- ame icanos com maio isco de LAT. São ambém necessá ios mais es udos sob e o compo amen o da população la ino-ame icana no Re is a de En e magem Re e ência - IV - n.° 3 - 2014 JOSÉ RAFAEL GONZÁLEZ-LÓPEZ, e al. 111 In e na ional Jou nal o P e en i e Medicine, 3(3), 181- 190. Recupe ado de h p://www.ijpm.mui.ac.i /index.php/ ijpm/a icle/ iew/284/403 Se hi, D., Racioppi, F., Baumga en, I., & Be ollini, R. (2006). Reducing inequali ies om inju ies in Eu ope. Lance , 368(9554), 2243-2250. Recupe ado de h p://www. helance . com/jou nals/lance /a icle/PIIS0140-6736(06)68895-8/ abs ac Spanish S a is ical O ice (SSO). (2002). Spanish Na ional Heal h Su ey 2001. Recupe ado de h p://www.msssi.gob.es/ es adis icas/mic oda os.do Spanish S a is ical O ice (SSO). (2012). Municipal egis e a 1s Janua y 2012. Recupe ado de h p://www.ine.es/jaxi/menu. do? ype=pcaxis&pa h=/ 20/e245/& ile=inebase&L=1 Whi lock, G., No on, R., Cla k, T., Jackson, R., & MacMahon, S. (2004). 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