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Mídia e isolamento social: a experiência do consumidor de entretenimentos virtuais

Abstract

Este artigo tem como objetivo analisar a experiência do consumidor de entretenimento virtual em tempos de isolamento social obrigatório. Deste modo, o estudo se value, para a coleta de dados, de uma pesquisa de campo baseada na estratégia thickening, que é composta por três etapas (entrevista, netnografia e observação), enquanto que, para o tratamento dos dados, optou-se pela análise temática. Os resultados indicaram três importantes temas, a saber: entretenimento virtual, mídias e experiência digital do consumidor. Relacionados a estes, quatorze subtemas também foram identificados e designaram, de modo suscinto, as tipologias de entretenimento virtual, as categorias de mídias utilizadas e as dimensões da experiência do consumidor. Em geral, os participantes classificaram como satisfatório o consumo de lives durante o período de isolamento, vez que estas funcionaram como uma espécie de válvula de escape para atravessar os momentos controversos e complicados da pandemia. Apesar disso, também apontaram aspectos de melhorias que incluem a interação entre os artistas e o público, bem como a estrutura virtual oferecida para transmissão. Além das importantes implicações gerenciais traçadas pelo artigo, como alternativas para alavancar atrações desse cunho e chamar mais atenção do público, as contribuições teóricas também foram de grande relevância, em especial pela elaboração de novas dimensões da experiência de consumo que ainda não foram abordadas pela literatura, como a dimensão de consumo imbuído, a dimensão de interatividade e a dimensão de infraestrutura digital.

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Mídia e isolamento social: a experiência do consumidor de entretenimentos virtuais

Author: Pinheiro, Vanessa Saldanha; Arruda Gomes, Danielle Miranda de Oliveira; Bentes, Daniel de Carvalho
Publisher: Universidad de Sevilla
Year: 2021
DOI: 10.12795/Ambitos.2021.i54.06
Source: https://idus.us.es/bitstreams/e76b0c71-0a63-4a37-94be-0cfd41313408/download
Mídia e isolamen o social: a expe iência do consumido de
en e enimen os i uais
Media and social isola ion: he consume expe ience o i ual
en e ainmen
Vanessa Saldanha Pinhei o
Uni e sidade Es adual do Cea á | A . Silas Munguba, 1700, 60714903 Fo aleza | B asil |
h p://o cid.o g/0000-0002-4722-8999 | [email protected]
D a. Danielle Mi anda de Oli ei a A uda Gomes
Uni e sidade Es adual do Cea á | A . Silas Munguba, 1700, 60714903 Fo aleza | B asil |
h p://o cid.o g/0000-0002-6209-6349 | daniellea [email protected]
Daniel de Ca alho Ben es
Uni e sidade Es adual do Cea á | A . Silas Munguba, 1700, 60714903 Fo aleza | B asil |
h p://o cid.o g/0000-0002-2851-6266 | Daniel.ben e[email p o ec ed]
Fechas | Recepción: 08/02/2021 | Acep ación: 05/08/2021
Resumo
Es e a igo em como obje i o analisa a
expe iência do consumido de en e enimen o
i ual em empos de isolamen o social
ob iga ó io. Des e modo, o es udo se alue,
pa a a cole a de dados, de uma pesquisa de
campo baseada na es a égia hickening, que é
compos a po ês e apas (en e is a,
ne nog a ia e obse ação), enquan o que, pa a
o a amen o dos dados, op ou-se pela análise
emá ica. Os esul ados indica am ês
impo an es emas, a sabe : en e enimen o
i ual, mídias e expe iência digi al do
consumido . Relacionados a es es, qua o ze
sub emas ambém o am iden i icados e
designa am, de modo suscin o, as ipologias de
en e enimen o i ual, as ca ego ias de mídias
u ilizadas e as dimensões da expe iência do
consumido . Em ge al, os pa icipan es
classi ica am como sa is a ó io o consumo de
li es du an e o pe íodo de isolamen o, ez que
es as unciona am como uma espécie de
Abs ac
This a icle aims
o analyze he consume
expe ience o i ual en e ainmen in imes o
manda o y social is
ola ion. In his way, he
s udy used, o da a collec ion, a ield esea ch
based on he hickening s a egy, which is
composed o h ee s ages (in e iew,
ne nog aphy and obse a ion
), while, o he
ea men o he da a, we op ed o hema ic
analysis.
The esul s indica ed h ee impo an
hemes, namely: i ual en e ainmen , media
and digi al consume expe ience. Rela ed o
hese, ou een sub-
hemes we e also iden i ied
and
b ie ly designa ed he ypes o i ual
en e ainmen , he ca ego ies o medi
a used
and he dimensions o he consume expe ience.
In gene al, he pa icipan s classi ied he
consump ion o li es du ing he isola ion pe iod
as sa is ac o y, since hey
unc ioned as a kind
o escape al e o go h ough he con o e sial
and complica
ed momen s o he pandemic.
Despi e his, hey also poin ed ou some
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ál ula de escape pa a a a essa os
mome
n os con o e sos e complicados da
pandemia. Apesa disso, ambém apon a am
aspec os de melho ias que incluem a in e ação
en e os a is as e o público, bem como a
es u u a i ual o e ecida pa a ansmissão.
Além das impo an es implicações ge enciais
açadas pelo a igo, como al e na i as pa a
ala anca a ações desse cunho e chama mais
a enção do público, as con ibuições eó icas
ambém o am de g ande ele ância, em
especial pela elabo ação de no as dimensões
da expe iência de consumo que ainda não
o am abo dadas pela li e a u a, como a
dimensão de consumo imbuído, a dimensão de
in e a i idade e a dimensão de in aes u u a
digi al.
imp o emen s ha include he in e ac ion
be ween a is s and he public, as well as he
i ual s uc u e o e ed o ansmission. In
addi ion o he impo an manage ial
implica ions
ou lined by he a icle, as
al e na i es o le e age a ac ions o his
na u e and d aw mo e public a en ion, he
heo e ical con ibu ions we e also o g ea
ele ance, especially o he elabo a ion o new
dimensions o he consump ion expe ience ha
ha e no ye been add essed in he li e a u e,
such as he dimension o imbued consump ion,
he in e ac i i y dimension, and
he dimension
o digi al in as uc u e.
Pala as-cha e: expe iência do consumido ,
li es, en e enimen o, mídia, isolamen o.
Keywo ds: consume expe ience, li es, i ual
en e ainmen , media, social isola ion.
1. INTRODUÇÃO
As mídias, em especial as edes sociais, es abelece am uma elação quase simbió ica com os
indi íduos de al o ma que se ixa am como pa e essencial do co idiano e da i ência em
sociedade (Baye , T iêu & Ellison, 2020). A impo ância des as o nou-se cla a du an e a
pandemia de Co ona í us que, a pa i do ano de 2019, se disseminou po odas as pa es do
mundo (Ma ias e al., 2020; P imo, 2020; Xiao, 2020). Is o po que, de ido à necessidade de
isolamen o/dis anciamen o social, en e ou as medidas de con enção de p opagação da
doença, as pessoas con inadas em suas casas i e am de eco e aos a i ícios digi ais pa a
man e con a o com o meio social (Koeze & Poppe , 2020; P imo, 2020).
Além de e amen as de comunicação, as edes ambém se i am de meio pa a o
en e enimen o daqueles que busca am po passa empos em casa. As li es de amosos, os
shows de música e os jogos são apenas alguns exemplos dos meios dos quais a indús ia do
en e enimen o se aleu pa a, não somen e le a um con eúdo di e enciado ao público, mas
ambém pa a não pe ece em meio a uma c ise econômica epen ina. Dado que o amo do
en e enimen o oi um dos mais a e ados, ele p ecisou ino a o seu modelo de negócio
(Keiningham e al., 2020); oda ia, a mudança em um modelo es á in insecamen e
elacionada às pe cepções do consumido (Becke & Jaakkola, 2020).
Tais pe cepções podem se de inidas como as a aliações da expe iência do consumido , uma
ez que es as, segundo Becke e Jaakkola (2020) e Keiningham e al. (2020), podem o nece
pis as sob e o sucesso ou não de de e minada ino ação em um modelo. Es udos di e sos
nessa á ea já o am p oduzidos no sen ido de comp eende a expe iência do clien e em
de e minado cená io, os es ímulos con olados e não con olados po emp esas em con ex os
especí icos, a in luência da expe iência do consumido no impulsionamen o da ino ação, en e
ou os (e.g. Becke & Jaakkola, 2020; Keiningham e al., 2020; Meye & Schwage , 2020;
Man hiou; Hickman & Klaus, 2020; Shaikh, Alha hi & Alamoudi, 2020).
O conhecimen o sob e a expe iência do consumido dian e de ino ação em modelos de
negócio é de suma ele ância an o no âmbi o do a anço do sabe cien í ico quan o no campo
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das habilidades écnicas pa a p á icas ge enciais, ez que amplia a possibilidade de an agem
compe i i a, o impulsionamen o do negócio e o a endimen o às eais necessidades dos
consumido es (Keiningham e al., 2020; Man hiou, Hickman & Klaus, 2020). En e an o, no
con ex o da expe iência do consumido de en e enimen o i ual em empos de isolamen o
social, ainda não há e idência de es udos ap o undados, mui o p o a elmen e pela
con empo aneidade do ema.
A aujo e Cipiniuk (2020) e Junio e al. (2020), po exemplo, apon a am aspec os in e essan es
de como as li es despon a am no B asil, du an e a disseminação da Co id-19, de como se
o na am uma al e na i a de des aque pa a o en e enimen o do público b asilei o que
p ecisou se isola , e de como es as ambém se o na am uma e e ência mundial no quesi o de
ealização de e en os i uais de g ande alcance. Sca u a (2020) ambém essal ou o
c escimen o de adep os dos se iços de s eaming de ilmes e de jogos em meio à pandemia, e
de como isso impac ou no consumo b asilei o de en e enimen os. Isso mos a que pesquisas
sob e o en e enimen o i ual du an e a pandemia ainda são emb ioná ias, e que,
especi icamen e sob e a ó ica da expe iência do consumido , ele não oi es udado.
Desse modo, apoiando-se no a o de que os en e enimen os i uais apa en emen e
o na am-se o p incipal mecanismo de laze du an e o pe íodo de isolamen o social
ob iga ó io e que os abalhos acadêmicos nessa á ea, especi icamen e aqueles ol ados pa a
os e ei os da pandemia no con ex o dos e en os, ainda são incipien es, es e es udo ino a ao
abo da um ema de pesquisa ele an e, mas pouco es udado. No B asil, po exemplo, hou e
um c escimen o exponencial das li es du an e a pandemia. De aco do com o Google T ends, o
e mo “li e” ob e e um pico de buscas em e i ó io b asilei o du an e os meses de ab il e
maio de 2020, o que coincidiu com o pe íodo de maio ansmissão da doença no país.
Além disso, apesa do es udo e sido conduzido em e i ó io b asilei o, comp eendendo
pessoas e dados das di e sas unidades ede a i as que o compõe, es e país possui dimensões
con inen ais e uma signi ica i a miscigenação cul u al que e le e a a iedade de e nias
espalhadas em odo o mundo. Is o ab e a possibilidade pa a que aquilo que o analisado si a
como inspi ação pa a pesquisado es dos a iados con ex os in e nacionais que possuí em
acesso a es e pape . Dian e disso, az-se pe inen e a pesquisa sob e a expe iência do
consumido de en e enimen os i uais, ainda que na conjun u a b asilei a.
Is o pos o, o obje i o do p esen e abalho é analisa a expe iência do consumido de
en e enimen o i ual em empos de isolamen o social ob iga ó io. Pa a an o, o es udo se
aleu de uma pesquisa de campo baseada na es a égia hickening, que é compos a po ês
e apas (en e is a, ne nog a ia e obse ação), que uncionam como mé odos de cole a de
dados, enquan o que, pa a o a amen o dos dados, op ou-se pela análise emá ica. Assim,
além des a in odução, o a igo ambém con a com seções des inadas ao e e encial eó ico,
onde es ão os mais ecen es es udos na á ea; à me odologia, onde o desenho da pesquisa é
ap esen ado; e, inalmen e, aos esul ados, discussões e conside ações inais dian e dos
achados.
2. REFERENCIAL TEÓRICO
As mídias sociais, g aças ao seu con ínuo c escimen o e a sua popula ização, êm a ingindo
quase odas as dimensões da expe iência humana (Baye , T iêu & Ellison, 2020). Es as podem
se conside adas como g andes canais pessoais de comunicação em massa, uma ez que
pe mi em aos seus usuá ios ansmi i mensagens em o ma de ex os, o os e ídeos pa a
inúme as pessoas em empo eal (Ellison e al., 2014). Uma subclasse dessas mídias é chamada
de ede social, que é compos a an o po pe is de amigos e amilia es, quan o po ma cas,
emp esas, amosos, in luenciado es digi ais e oda so e de o ganizações ligadas ao
en e enimen o (Baye , T iêu & Ellison, 2020).
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As conexões em ede e as suas consequências pa a a o mação do capi al social, os laços
sociais, as emoções e os sen imen os dos usuá ios já o am pesquisados amplamen e em
con ex os di e sos (e.g. Ellison e al., 2014; Seo e al., 2016; Liu e al., 2018). Recen emen e,
po exemplo, uma si uação mui o peculia , is o é, a pandemia de Co id-19, a ingiu
unanimemen e a população mundial e mos ou que a comunicação e os bene ícios que dela
deco em, po meio das mídias sociais, acili a am sob emanei a, em inúme as ins âncias,
anspo obs áculos e melho a a ques ão dos laços/capi ais sociais, da a e i idade e dos
sen imen os dos indi íduos (Bane jee & Rai, 2020; Choi & Noh, 2020; G eenhow & Chapman,
2020; P imo, 2020).
Em deco ência do isolamen o social, do impedimen o de con a o pessoal e do consequen e
sen imen o de solidão, oi ela ado o eco en e su gimen o ou o ag a amen o de p oblemas
psicológicos nos indi íduos (Ma ias e al., 2020; P imo, 2020; Xiao, 2020). As edes sociais, no
en an o, se e idencia am como uma impo an e e amen a pa a minimiza alguns e ei os
nega i os da pandemia em e mos de elacionamen o in e pessoal, laze e passa empo
(P imo, 2020). P o a disso oi a pesquisa es a ís ica publicada po Koeze e Poppe (2020) que
apon a picos no uso de mídias sociais em odo o mundo du an e a pandemia.
Den e as unções mais des acadas das mídias em meio à Co id-19, es á o en e enimen o,
ep esen ado po a i idades, e en os, publicações e compa ilhamen os que unciona am
como ins umen os pa a passa o empo em casa e se des encilha ligei amen e dos
no iciá ios e das manche es p eocupan es. De aco do com o Google T ends, uma pla a o ma
que moni o a as pala as-cha e mais buscadas na in e ne , o e mo “li e” ob e e um pico
en e os meses de ab il e maio de 2020, que oi jus amen e quando a pandemia es e e em
c escimen o exponencial no B asil e as pessoas p ecisa am se ausen a de suas a i idades
p esenciais.
A aujo e Cipiniuk (2020) des acam que as li es b asilei as o am campeãs mundiais de
audiência e, com isso, a aí am a a enção de g andes ma cas e emp esas pa ocinado as,
ans o mando, assim, esses e en os i uais em g andes palcos pa a es a égias de ma ke ing.
Nesse sen ido, Junio e al. (2020), ambém apon am que as li es conduzidas po a is as
b asilei os supe a am, po ês ezes seguidas, o eco de mundial alcançado em uma
ap esen ação i ual ei a pela can o a Beyoncé no es i al Coachella, quando oi a ingida a
ma ca his ó ica de 458 mil isualizações simul âneas e ao i o.
A p imei a ez que um a is a b asilei o supe ou a ma ca his ó ica da can o a Beyoncé,
du an e os e en os i uais da pandemia, oi um show ealizado pelo can o Gus a o Lima,
com 731 mil isualizações; a segunda oi em uma ap esen ação da dupla se aneja Jo ge e
Ma eus, com um o al de 3,1 milhões de espec ado es simul âneos; e a e cei a oi du an e um
show da a is a Ma ília Mendonça, que alcançou 3,2 milhões de pessoas ao mesmo empo, em
uma li e ealizada na pla a o ma do You ube (A aujo & Cipiniuk, 2020). A popula idade dessas
li es ambém se e le e na quan idade de seguido es anga iados após esses e en os, Gus a o
Lima se o nou o can o b asilei o mais seguido do Ins ag am, enquan o Ma ília Mendonça
ecebeu mais de 1,1 milhão de no os seguido es após sua ap esen ação online (Junio e al.
2020).
Ou os ipos de en e enimen o i ual ambém consegui am um des acado aumen o no
núme o de adep os no B asil, du an e a pandemia, como o se iço de s eaming, que e e um
pico de acesso no Google T ends, en e 5 e 11 de ab il de 2020, pe íodo em que o país es a a
em isolamen o social ob iga ó io (Sca u a, 2020). Especi icamen e sob e os e en os is uais,
es es unciona am não apenas como um di e imen o pa a os espec ado es que es a am
con inados em casa, mas ambém como uma es a égia de sob e i ência de negócios pa a
aqueles que abalha am di e amen e com p oduções a ís icas, shows, jogos e oda so e de
p og amações que pode iam ge a aglome ações.
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Assim, os e en os i uais, du an e a pandemia, ap esen a am-se como uma ino ação do
modelo de negócio, is o que, po se uma si uação con ingencial, o amo de en e enimen o
e e que se ein en a pa a não pe ece em meio a uma c ise econômica sem p eceden es
(Man hiou, Hickman & Klaus, 2020). A li e a u a que e sa sob e essa emá ica a i ma que, de
a o, a necessidade de uma ino ação no modelo de negócio é inega elmen e impulsionada po
mudanças no ambien e social e no con ex o em que a o ganização es á inse ida, azendo,
assim, com que es a en e agi de o ma a se adequa mais com as dinâmicas do me cado
(Keiningham e al., 2020). Ino a , po an o, não diz espei o somen e à c iação de no os
p odu os ou se iços, mas ambém de no os me cados, con ex os, possibilidades e
signi icados, sendo a ecnologia, como no caso das mídias sociais, uma o e aliada (Man hiou,
Hickman & Klaus, 2020).
Ge almen e, o sucesso de uma ino ação no modelo de negócio é iden i icado a pa i das
a aliações da expe iência do consumido , pois as modi icações em um p odu o ou se iço, que
no caso des e abalho é o en e enimen o i ual, podem in luencia po encialmen e a
i ência do sujei o dian e de de e minado consumo (Keiningham e al., 2020). Des e modo, é
de suma impo ância es uda a expe iência do consumido de en e enimen o i ual em
empos de isolamen o social is o que, além da sua ele ância no campo eó ico e cien í ico,
ambém é um ema que ainda ca ece de pesquisas mais ap o undadas, de ido ao seu papel
ecen e em con ex o de pandemia.
Becke e Jaakkola (2020) de inem a expe iência do consumido como espos as e eações não
delibe adas a es ímulos especí icos. De manei a complemen a , pa e signi ica i a dos
pesquisado es dessa á ea a conside a como uma es u u a mul idimensional po na u eza (e.g.
Becke & Jaakkola, 2020; Keiningham e al., 2020; Man hiou, Hickman & Klaus, 2020;
Keiningham e al., 2020), a sabe : cogni i a (o que as pessoas sen em no p ocesso de
consumo), ísica (como as pessoas in e agem), senso ial (o que os indi íduos expe imen am
a a és de seus sen idos), emocional (como os sujei os se sen em) e social (como o p ocesso é
compa ilhado).
No que se e e e aos es ímulos que a e am a expe iência do consumido , es es abalham
di e amen e com as dimensões já mencionadas e a e am o clien e de o ma dinâmica. Shaikh,
Alha hi e Alamoudi (2020) conside am a jo nada de clien e ou o p ocesso de consumo como
sendo mul i oque e indi idualizado ou subje i o. Isso que dize que exis em inúme os
es ímulos aos sen idos e pe cepções do consumido , e que odos os dias su gem no os, an o
em ní eis o line quan o online, sendo impossí el o con ole de odos eles po pa e da
emp esa (Keiningham e al., 2020). Cabe às emp esas e aos pesquisado es mapea quais são
esses es ímulos, pois cada cená io possui sua peculia idade (Meye & Schwage , 2020).
Man hiou, Hickman & Klaus (2020) conside am que ais es ímulos são compos os po um
conjun o de pon os de con a o que, no im, o mam a jo nada do consumido como um odo.
Es es ep esen am o exa o momen o de in e ação do clien e com a o e a ou se iço, que
podem se di e os, como o p odu o ísico, a embalagem, ou indi e os, como a publicidade, o
logo ipo. As espos as e eações dos clien es, en ão, começam a se o madas a pa i de uma
junção en e esses es ímulos, os pon os de oque e suas expec a i as pessoais, que podem se
de inidas pelas condições do me cado, pelo con ex o social, pelas si uações pessoais do
consumido , en e ou os (Meye & Schwage , 2020).
Ap oximando a discussão pa a as condições ex e nas que a uam sob e a expe iência do
consumido , Becke e Jaakkola (2020) elucidam o e mo “con ingência”, que pode se pessoal
(pe sonalidade, ca ac e ís icas sociodemog á icas), si uacional ( ipo de loja, pessoas que
in e age com o sujei o no momen o do consumo) e sociocul u al (p á icas, acon ecimen os
sociais, aspec os cul u ais, eg as sociais). Em suma, pa a esses au o es, a expe iência é
subje i a e pa icula ao con ex o em que se inse e, uma ez que os a o es acima
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mencionados a uam como mode ado es dos es ímulos subjacen es ao consumo. No caso do
p esen e abalho, a con ingência mais e iden e é a pandemia de Co id-19, que pode egula
sob emanei a as pe cepções da expe iência dos consumido es de en e enimen o i ual em
empos de isolamen o social ob iga ó io. Faz-se, po an o, necessá io um es udo nesse
con ex o.
3. MÉTODO
Pa a a ingi o obje i o do p esen e a igo, op ou-se po uma abo dagem de na u eza
quali a i a, ez que busca explo a o enômeno po meio de uma comp eensão e uma
in e p e ação de manei a e lexi a sob e os diálogos, his ó ias, expe iências e demais dados
disponibilizados pelos sujei os. Não se seguiu, pois, uma o a dedu i a, como é comumen e
iden i icado em pesquisas de ca á e quan i a i o (Godoi, Melo & Sil a, 2006; Ve ga a, 2007).
Quan o aos ins, es e es udo se classi ica como explo a ó io (Ve ga a, 2007), dado que, pelo
con ex o da Co id-19, as pe spec i as de cada indi íduo sob e aspec os di e sos do co idiano e
da ida em sociedade, incluindo o compo amen o de consumo, ainda são nebulosos e
ca ecem de uma análise ap o undada, mas ambém abe a e lexí el. Além disso, busca-se
en ende mais sob e o assun o, a im de omen a con ibuições eó icas e p á icas.
Quan o aos meios, classi ica-se como pesquisa de campo (Ve ga a, 2007), haja is a que os
dados o am cole ados di e amen e dos sujei os de pesquisa. Pa a al, oi u ilizada uma
es a égia, desen ol ida po La zko-To h, Bonneau e Mille e (2017), chamada hickening,
ambém conhecida como uma abo dagem de pesquisa de dados quali a i os nas edes sociais,
que p e ê a aplicação de ês mecanismos de cole a de dados. Isso ab e ma gem, inclusi e,
pa a que o es udo con emple o igo me odológico e cien í ico suge ido pela iangulação de
dados, con e indo alidade in e na e ex e na aos esul ados (Du , 2007).
Di o is o, o p imei o mecanismo comp eende a ealização de en e is as jun o aos sujei os que
possuem elação com o enômeno. Especi icamen e no con ex o des a pesquisa, as pe gun as
o am guiadas po um o ei o semies u u ado compos o pelas seguin es ca ego ias:
pano ama pessoal de en e enimen o, en e enimen o online em empos de isolamen o
social, mo i ações, es ímulos, compo amen o de consumo, dimensões da expe iência do
consumido , a aliação sob e a expe iência e suges ões de melho ias. Es as en e is as,
g a adas em um apa elho adequado que p eza a pelo anonima o do sujei o, acon ece am do
dia 27 de no emb o de 2020 ao dia 3 de dezemb o de 2020, o am conduzidas po um dos
pesquisado es des e a igo e du a am em o no de 20 a 30 minu os. Ao odo, pa icipa am 15
pessoas de di e en es es ados do B asil, di ididas en e 6 mulhe es e 9 homens, con o me o
Quad o 1.
Quad o 1
Pe il dos en e is ados
En e is ado
Sexo
Idade
UF
G au de
ins ução
P o issão
1
Masculino
22
Pe nambuco
Ensino supe io
Es udan e
2
Feminino
21
São Paulo
Ensino supe io
Es udan e
3
Masculino
18
Bahia
Ensino supe io
Es udan e
4
Feminino
18
Ma o G osso
Ensino supe io
Es udan e
5
Masculino
19
São Paulo
Ensino supe io
Au ônomo
6
Feminino
18
Rio G ande do
Sul
Ensino supe io
Au ônoma
7
Masculino
15
São Paulo
Ensino médio
Es udan e
8
Feminino
22
Ma o G osso
Ensino supe io
Assis en e
Adminis a i o
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Mídia e isolamen o social: a expe iência do consumido de en e enimen os i uais
Vanessa Saldanha Pinhei o / D a. Danielle Mi anda de Oli ei a A uda Gomes / Daniel de Ca alho Ben es
9
Masculino
17
São Paulo
Ensino médio
Es udan e
10
Masculino
16
Pe nambuco
Ensino médio
Es udan e
11
Feminino
19
Amazonas
Ensino supe io
Es udan e
12
Masculino
16
São Paulo
Ensino médio
Es udan e
13
Masculino
18
Pa aná
Ensino médio
Es udan e
14
Feminino
23
Minas Ge ais
Ensino supe io
Auxilia de Esc i ó io
15
Masculino
30
Cea á
Ensino supe io
Adminis ado
Fon e: elabo ado pelos au o es (2020).
Além disso, ez-se uso do g au de sa u ação eó ica pa a de ini o núme o adequado de
en e is ados. Segundo Fon anella e Junio (2012), essa écnica pe mi e que o pesquisado
ealize en e is as a é o momen o em que as espos as se o nem epe i i as e seja possí el
iden i ica pad ões en e os discu sos. Ou ossim, o am escolhidas pessoas de 15 a 34 anos,
pois, segundo S a is a (2019), esse é o g upo que o ma a maio pa e de usuá ios a i os de
edes sociais no B asil; bem como indi íduos que i essem, de a o, compa ecido a alguns
desses e en os online. Vale essal a que minu os an es do início da condução das pe gun as,
os en e is ados o am con idados a assina um e mo de consen imen o, no qual a i ma am
es a pa icipando po li e e espon ânea on ade, seguindo, assim, as o ien ações do
Conselho de É ica.
No que se e e e ao segundo mecanismo, es e comp eende a aplicação de uma écnica
inspi ada em e nog a ia online ou ne nog a ia. Assim, buscou-se cole a manualmen e os
dados digi ais das edes, is o é, publicações de imagens, jun amen e com legendas e hash ags,
que es i essem elacionadas ao con ex o da pesquisa, especialmen e aquelas que ossem
egis adas no momen o do consumo de en e enimen o i ual du an e o isolamen o social
ob iga ó io. Es es dados o am cap ados do mês de ma ço, quando se iniciou a pandemia de
Co id-19 no B asil, ao mês de dezemb o de 2020, quando a pesquisa de campo des e abalho
chegou ao im. Alcançou-se um o al de 120 elas p in adas di e amen e da ede social
Ins ag am, ez que é a pla a o ma que mais c esce mundialmen e desde seu su gimen o
(S a is a, 2019).
Pa a il a as pos agens, oi digi ado na ba a de pesquisas algumas ags como: #li e #li eco id
#li e e o nome de algumas celeb idades ou de o ganizações que i essem ei o ap esen ações
nesse o ma o. É impo an e essal a que o núme o de pos agens desse cunho é bas an e
al o, en ão apenas aquelas que se mos a am mais ele an es en e à eo ia da expe iência
do consumido o am gua dadas. Pa a p ese a o anonima o e segui as ecomendações do
Conselho de É ica, as imagens ap esen adas nos esul ados ocul a am os os e nomes. É
necessá io des aca ambém que se ado ou uma abo dagem alea ó ia pa a elenca as igu as
que apa ece iam nos esul ados, ez que, po con a do espaço limi ado, não pode iam se
exibidas em g ande quan idade.
Po im, o e cei o e úl imo mecanismo de cole a inspi ado na es a égia hickening (La zko-
To h, Bonneau & Mille e, 2017) diz espei o às obse ações online do enômeno de in e esse,
buscando iden i ica o compo amen o dos indi íduos e a si uação do ambien e no qual es ão
inse idos (Danna & Ma os, 2006). Assim, do mês de ma ço, quando se iniciou a pandemia de
Co id-19 no B asil, ao mês de dezemb o de 2020, quando a pesquisa de campo des e abalho
chegou ao im, os pesquisado es a en a am pa a odos os aspec os i uais que pudessem
aba ca o ema pesquisado, aliando isso aos diá ios de campos que se i am como um apoio
complemen a pa a que no as e e lexões ossem gua dadas ao longo de odo o p ocesso.
Is o pos o, no que conce ne ao a amen o dos dados, a u ilização da análise emá ica,
desen ol ida po B aun e Cla ke (2006), p o ou-se an ajosa e adequada, pois pe mi e que,
a a és da o mação de unidades emá icas, os condu o es da pesquisa as eiem os dados
com mais p o undidade, iden i icando á eas impo an es pa a os esul ados e pad ões nos
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discu sos (La zko-To h, Bonneau & Mille e, 2017). Pa a Souza (2019), esse mé odo é ú il na
junção da análise emá ica semân ica, que é baseada nas li e a u as e undamen ações
eó icos, e da análise emá ica indu i a, que deixa o pesquisado mais li e pa a i além de
descobe as já ei as, possibili ando que no os achados sejam iden i icados.
Ao odo, nes e abalho, o am ge ados ês emas e qua o ze sub emas que se ão
ap esen ados na seção de ap esen ação dos esul ados de o ma dinâmica, e lexi a e
in e p e a i a. Pa a se chega a isso, seguiu-se o caminho me odológico de análise emá ica
indicado po B aun e Cla ke (2006), que é di idido em seis passos ecu si os, ou seja, não
seguem uma linha po e apas di e as, mas, sim, um p ocesso pendula de idas e ol as po
cada ase, dependendo da necessidade: amilia ização com os dados, ge ação dos códigos
iniciais, pesquisa emá ica, e isão de emas, de inição e nomencla u a dos emas, e p odução
do ela ó io.
4. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
A pa i de ap eciações e lexi as e in e p e a i as, ealizadas com base nos dados ob idos po
meio das en e is as, da pesquisa ne nog á ica e das obse ações, a análise emá ica chegou
ao esul ado de ês emas, a sabe : en e enimen o i ual, mídias e expe iência digi al do
consumido ; bem como qua o ze sub emas esponsá eis po codi ica as ca ego ias de
en e enimen o i ual, as ipologias de mídias u ilizadas e as dimensões da expe iência do
consumido . Es es se ão ap esen ados adian e, em o ma de classi icações, deco en es das
análises dos dados, e de ex o a gumen a i o.
No que ange à emá ica do en e enimen o i ual, o am iden i icadas se e ca ego ias de
a ações digi ais i enciadas pelos en e is ados du an e o pe íodo de isolamen o social,
ap esen adas no Quad o 2. A a és dos dados, oi possí el iden i ica que, assim como A aujo
e Cipiniuk (2020) e Junio e al. (2020) ela a am, os e en os i uais no B asil, de a o, se
ap esen a am como um dos p incipais mecanismos de en e enimen o du an e a pandemia.
No e-se que os shows a ís icos e os jogos des aca am-se como os ipos de li es mais
eco en es nos discu sos e pos agens dos pa icipan es. Assim, as mídias unciona am como
a enuan es dos e ei os ag essi os da pandemia sob e os aspec os psicológico e emocional, po
con a da unção de comunicação e o alecimen o de laços sociais, con o me Choi e Noh
(2020), P imo (2020) e Xiao (2020) já explici a am, e ambém de ido ao en e enimen o
p opo cionado, con o me iden i icado nes e abalho.
Quad o 2
Ca ego ias de en e enimen os i uais po meio de li es
En e enimen os i uais (li es)
Desc ição
Shows a ís icos
Conduzidos po can o es que o a se ap esen a am
com suas músicas e o a in e agiam com o público
po meio de mensagens que es e en ia a.
Jogos ele ônicos
T ansmissões ao i o dos s eame s jogando
pa idas de algumas das compe ições mais
amosas e popula es em seus ideogames e
compu ado es.
E en os sociais
Es es são ep esen ados po ani e sá ios,
casamen os, eló ios e ou as euniões desse
cunho que acon ece am ao i o po meio de
pla a o mas como Mee , Zoom e Face ime.
E en os eligiosos
Ig ejas e emplos de a iadas eligiões passa am a
ealiza i ualmen e as p og amações de missas,
cul os e i uais.
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Tu ismo online
Museus, pa ques e espaços cul u ais que
pe manece am echados isicamen e, ab i am suas
po as i uais pa a le a ao público a expe iência
de conhecê-los ao i o.
A i idades ísicas
Academias e pe sonal aine s ansmi i am einos
ao público, assim como companhias de danças
ambém o e ece am aulas pa a que as pessoas
pudessem se exe ci a em casa.
En e enimen o in elec ual
P o esso es, educado es e cien is as ansmi i am
li es sob e di e sos assun os ol ados ao
en e enimen o cien í ico. Apesa da semelhança,
is o não se encaixa na ca ego ia de aulas emo as
ou à dis ância, mas, sim, laze in o ma i o.
Fon e: elabo ado pelos au o es (2020).
Nesse sen ido, as mídias, segundo g ande ema ex aído da análise dos dados, unciona am
como impo an es mecanismos pa a iabiliza a comunicação in e pessoal, con o me Bane jee
e Rai (2020) e Baye , T iêu e Ellison (2020) já menciona am, mas ambém pa a a ansmissão
de en e enimen os i uais. A pa i disso, o am iden i icadas duas ipologias: o conjun o que
ep esen a a as e amen as p incipais, is o é, canais de ansmissão das li es, bem como o
conjun o que simboliza a as e amen as de apoio, ou seja, aplica i os que acili a am a
comunicação en e pa icipan es du an e os e en os, con o me Quad o 3.
Quad o 3
Tipologias de e amen as
En e enimen os i uais
(li es)
Fe amen as p incipais
Fe amen as de apoio
Shows a ís icos
You ube, Ins ag am e Facebook
Messenge , Wha sApp e Twi e
Jogos ele ônicos
Twich
Ba e papo da pla a o ma e
Disco d
E en os sociais
Mee , Zoom e Face ime.
Messenge , Wha sApp e Twi e
E en os eligiosos
Mee , Zoom e Ins ag am
Messenge e Wha sApp
Tu ismo online
Ins ag am e si es o iciais dos
museus, pa ques e espaços
cul u ais
Messenge e Wha sApp
A i idades ísicas
Ins ag am e You ube
Messenge e Wha sApp
En e enimen o in elec ual
Ins ag am e You ube
Messenge e Wha sApp
Fon e: elabo ado pelos au o es (2020).
Finalmen e, no que se e e e ao e cei o g ande ema de análise, a expe iência digi al do
consumido , dos dados analisados eme gi am qua o subca ego ias impo an es: mo i ações,
es ímulos, dimensões e a aliações. Es es aspec os, embo a já i essem sido mencionados
an e io men e nos abalhos de Becke e Jaakkola (2020), Keiningham e al. (2020) e
Man hiou, Hickman e Klaus (2020), ainda não ha iam sido analisados no con ex o do
en e enimen o i ual. Em e mos de mo i ações, os pa icipan es alega am que suas
pa icipações se de am pelo empo ocioso em casa, ge ado pelo isolamen o social. Em
especí ico, no caso dos shows, oi p incipalmen e po já se em ãs dos can o es e gos a em de
acompanhá-los, enquan o que, no caso dos jogos, oi po sen i em-se a aídos an o pelo
ca isma dos in luence s quan o pelos games ap esen ados. Ou o pon o de des aque ambém
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possí el econhece a p esença de ais elemen os, sendo a p opaganda um es ímulo
con olado e a in luência de amigos e amilia es um es ímulo não con olado.
O sex o esul ado pode se de inido como uma con ibuição eó ica do abalho, que oi
jus amen e a iden i icação de ês no as dimensões ainda não abo dadas pela li e a u a,
des acando-se aquela ci ada no e e encial eó ico (e.g. Becke & Jaakkola, 2020; Keiningham
e al., 2020; Man hiou, Hickman & Klaus, 2020), p o a elmen e po que a emá ica des e
abalho não ha ia sido es udada sob a ó ica da expe iência de consumo de en e enimen o
i ual. O a igo conseguiu, po an o, complemen a e a ança nos es udos da á ea.
Nesse sen ido, as dimensões de consumo imbuído, de in e a i idade e de in aes u u a
digi al, que são no as ipologias eme gen es dos dados, podem auxilia na execução de ou as
pesquisas u u as que a em sob e esse assun o no ambien e online. É, po conseguin e, um
achado impo an e pa a es e campo eó ico do ma ke ing. Além disso, es e abalho o e ece
no as pe spec i as pa a as eo ias do compo amen o do consumido e da psicologia do
consumido , além de co obo a o campo de pesquisa das mídias socias ao a a de um amo
a ual, que é iabilizado po elas, o en e enimen o i ual.
Quan o às implicações ge enciais, es e es udo susci a a impo ância de in es imen os em
planejamen o, o ganização e in aes u u a digi al, pa a u u as li es. Além disso, ambém é
undamen al uma maio in e ação com o público an es mesmo do e en o i ual acon ece , a
im de se e conhecimen o sob e as expec a i as e on ades do público, e o na o momen o
o mais pa ecido possí el ao p esencial. A in e ação du an e a li e, jun o com ca isma e
simpa ia do a is a, é ambém um aspec o exp essi o.
O in es imen o em es ímulos mais con unden es ambém é impo an e, ez que, nes e
abalho, e i icou-se apenas a u ilização da p opaganda que, ainda assim, não pa eceu se
ei a de manei a su icien e e ab angen e. Ademais, no que diz espei o às di ulgações de
emp esas pa ocinado as ealizadas du an e as li es, é impo an e p ocede com pesquisas de
me cado, a im de conhece melho o público pa a sabe o que lhe chama ia mais a a enção e
pa a que a p opaganda não passe despe cebida.
No que se e e e às con ibuições me odológicas, o uso de ês mecanismos, ais como a
en e is a, a ne nog a ia e a obse ação, auxiliou sob emanei a na alidação in e na e ex e na
da pesquisa, na iangulação e no espessamen o dos dados. Is o co obo ou as ecomendações
dos desen ol edo es da es a égia hickening (La zo-To h, Bonneau & Mille e, 2017) e, haja
is a a quan idade signi ica i a de in o mações eiculadas nas mídias sociais, é p eciso se ale
de meios que eduzam a ampli ude dos dados e aumen em a p o undidade, em especial pa a
es udos quali a i os, como é o caso dessa es a égia.
Após o planejamen o da me odologia e a consequen e execução da pesquisa, bem como a
ap eciação dos dados e da li e a u a, oi iden i icado um pon o que me ece des aque nes as
conside ações inais: a pe inência da análise do con ex o b asilei o pa a o público
in e nacional. É sabido que, pa a a análise do con ex o b asilei o, os pesquisado es cole a am
dados de egiões di e en es den o do B asil, um país de dimensões con inen ais e signi ica i a
miscigenação cul u al. Pa indo-se da ideia de que esses p ocedimen os me odológicos
ob i e am sucesso, pois o obje i o da pesquisa oi a ingido, con a com sujei os e ma e iais de
pesquisa com ca ac e ís icas e cul u as di e en es o alece a ele ância do es udo pa a o
público ex e io e pa a a academia es angei a, uma ez que e le e a mescla de e nias
p esen e no con ex o in e nacional, assim como ambém ab e uma janela de opo unidades
pa a que pesquisado es de ou os países se inspi em nesse es udo pa a a ealização de mais
abalhos den o da emá ica do en e enimen o i ual e da expe iência do consumido .
Po im, a limi ação do es udo consis e no a o de que, especi icamen e, as en e is as não
o am ealizadas logo após a pa icipação nos e en os i uais. Is o pode aze com que um ou
ou o aspec o da expe iência não seja eco dado pelos pa icipan es. Des e modo, suge e-se
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Mídia e isolamen o social: a expe iência do consumido de en e enimen os i uais
Vanessa Saldanha Pinhei o / D a. Danielle Mi anda de Oli ei a A uda Gomes / Daniel de Ca alho Ben es

que, pa a es udos u u os, as en e is as sejam ealizadas logo após a expe iência de consumo,
a im de cap a mais ni idamen e odas as nuances da expe iência do consumido .
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Daniel de Ca alho Ben es é g aduado em Ciências Econômicas pela Uni e sidade de
Fo aleza (2018) e, a ualmen e, é mes ando em Adminis ação pela Uni e sidade Es adual do
Cea á.
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