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A DIVULGAÇÃO ELECTRÓNICA DA INFORMAÇÃO FINANCEIRA E
AMBIENTAL
Ma ia do Ampa o Guedes
Ma ia da Conceição Aleixo
Ma ia Helena Soa es
RESUMO
A c escen e p eocupação com o ambien e e o econhecimen o da esponsabilidade social e ambien al
das emp esas em indo a p oduzi algum impac o na o ma como as mesmas exe cem a sua
ac i idade. T a a-se, hoje, de um p oblema que passa essencialmen e pela mudança da polí ica
emp esa ial, pe an e o isco da esponsabilização po acções noci as ao eco-sis ema.
Des aca-se ao ní el da Eu opa a Recomendação da Comissão Eu opeia de 2001, ela i a ao
econhecimen o, mensu ação e di ulgação de ma é ias ambien ais. No no ma i o nacional só
ecen emen e oi emi ida a Di ec iz Con abilís ica N.º 29 pela Comissão de No malização
Con abilís ica dado que o Plano O icial de Con abilidade não con empla a qualque a amen o das
ques ões ambien ais.
Depois de e ec uada uma e isão bibliog á ica, p ocedemos à análise em o ma o digi al dos
documen os de di ulgação das emp esas po uguesas dos seguin es sec o es: cimen o; pas a, papel e
ca ão; pe óleo e gás na u al pa a a alia o ní el de di ulgação ambien al e ec uado pelas emp esas
po uguesas daqueles sec o es.
PALAVRAS-CHAVE: Con abilidade, Ambien e, Rela o Financei o e Ambien al, In e ne
ABSTRACT
The inc easing ca e abou en i onmen and he ecogni ion o company’s social and en i onmen al
esponsibili ies has been p oducing some impac in he way he ole hei play.
I ’s now a p oblem due o poli ical manage ial exchange a oid he isk o damage in he echo-sys ems.
The ules published by he Eu opean Commi ee, in 2001, ma k a signi ican u ning poin in Eu opean
co po a e en i onmen al accoun ing, publishing ules o in luence co po a ions o adop , and de elop
he bes p ac ices o imp o e he en i onmen .
To suppo he deli e y o he En i onmen al Policy in Eu opean Union, Po ugal, ecen ly app o ed a
new accoun ing ule (n. º 29), by he Po uguese Accoun ing S anda d Boa d, hese ules de elopmen
o he en i onmen subjec s.
A e he pape e iew, he au ho s will p oceed wi h analyses o digi al documen s, p oduced by
se e al Po uguese companies, cemen , pape and ela ed indus ies, oil and na u al gas, o e alua e
hei le el o ecogni ion and epo ing o he en i onmen subjec s.
KEY WORDS: Accoun ing, En i onmen , Financial and Accoun ing Repo ing, In e ne .
CITIES IN COMPETITION
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INTRODUÇÃO
O desen ol imen o sócio-económico a que se em assis ido nos úl imos empos e a c escen e p essão social eio
po encia a necessidade da c iação de modelos in eg ados de ges ão, que ab angem as ques ões ambien ais. Daí,
o apa ecimen o de no mas cujo objec i o p incipal é con ibui pa a a sa is ação das necessidades sociais e
económicas, com a g ande p eocupação de p ese a o ambien e.
Em 1993, oi ins i uído pela en ão Comunidade Económica Eu opeia (CEE), o Sis ema Comuni á io de
Ecoges ão e Audi o ia, ab e iadamen e conhecido po EMAS (Eco Managemen and Audi Scheme); ês anos
depois o am publicadas as No mas ISO 14000. T a a-se de dois sis emas olun á ios de ges ão ambien al.
A de inição da polí ica ambien al de uma emp esa implica um comp omisso de oda a o ganização, endo em
con a a melho ia con ínua de odos os aspec os ambien ais ele an es ine en es à sua ac i idade e à ci culação da
espec i a in o mação de uma o ma coe en e e sis emá ica, que em e mos de in o mação in e na que ex e na.
A Con abilidade como sis ema de in o mação po excelência assume, em nosso en ende , um papel basila no
a amen o e di ulgação de in o mação de na u eza ambien al, indispensá el na de e minação do alo das
emp esas mode nas.
No que espei a ao no ma i o con abilís ico ambien al, não exis e qualque No ma In e nacional de
Con abilidade que a e exclusi amen e as ques ões ambien ais. A Comissão Eu opeia emi iu em 30 de Maio de
2001 uma Recomendação ela i a ao econhecimen o, mensu ação e di ulgação de ma é ias ambien ais,
suge indo aos Es ados–memb os a sua ansposição pa a o no ma i o nacional e aplicação no p azo de um ano.
Em Po ugal, só em 5 de Junho de 2002 oi ap o ada pela CNC a Di ec iz Con abilís ica n.º 29, que segue
aquela Recomendação, no que espei a ao econhecimen o, mensu ação e di ulgação das ques ões ambien ais.
1. A INTERNET E A DIVULGAÇÃO DA INFORMAÇÃO AMBIENTAL
A di usão da in o mação digi al acili a o con ac o en e as emp esas e os s akeholde s ala gando on ei as de
âmbi o egional e mundial.
O desen ol imen o das No as Tecnologias de In o mação e Comunicação (NTIC) impulsionou o p ocesso de
globalização, in oduzindo p o undas al e ações na en ol en e o ganizacional. Pe an e cená ios de ince eza
pe manen e o papel da in o mação assume uma impo ância cada ez maio , o nando-se um ecu so alioso
pa a as o ganizações.
A In e ne e o seu se iço Wo ld Wide Web (www), ans o mou-se num pode oso ins umen o de abalho, pela
acilidade, ino ação e mais- alia p opo cionadas. A In e ne e pa icula men e a Wo ld Wide Web acili am a
disseminação da in o mação e p opo ciona no os se iços e no as o mas de in e ac i idade ap oximando as
o ganizações dos o necedo es, clien es e colabo ado es.
A p esença na In e ne acen ua o papel da emp esa como o necedo da in o mação pa a a Comunidade global
o e ecendo inúme as opo unidades pa a a emp esa e p opo cionando subs anciais bene ícios pa a os u en es da
in o mação que se podem exempli ica no quad o seguin e:
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Quad o n.º 1
Fon e: Elabo ação p óp ia
Apesa das an agens inequí ocas da u ilização da In e ne pelas emp esas, apon am-se algumas di iculdades
que lança am a descon iança dos u en es mesmo ao ní el dos “cibe nau as“ mais en usias as:
- Fal a de acessibilidade e empos de espos a mui o longos;
- Con eúdos ágeis e desac ualizados;
- Fal a de segu ança.
Rela i amen e à p imei a ques ão e i ica-se que em indo a se ul apassada com ecu so ao egis o do si e nos
mo o es de busca (Sapo, Yahoo!, Al a is a, Google,...), minimizando os p oblemas de acessibilidade.
Uma linguagem pouco cla a, o excesso de g a ismos e in o mação nem semp e ac ualizada não é acei á el em
emos das NTIC. Po ou o lado, a ameaça de í us in o má icos con inua a se o g ande p oblema dos u en es.
As emp esas êm indo a disponibiliza cada ez mais in o mação olun á ia no seu websi e incluindo a de
ca ác e ambien al, di undindo-a, isoladamen e ou em conjun o com elemen os de na u eza inancei a. P ocu am
assim esponde à c escen e p eocupação dos in es ido es ace ca do meio ambien e, quan i icando e a aliando o
impac o que as ma é ias ambien ais êm nos documen os de p es ação de con as, sob e udo as emp esas que
ac uam em sec o es com impac o ambien al signi ica i o.
2. REFLEXÕES SOBRE AS QUESTÕES AMBIENTAIS
A e olução indus ial iniciada no inal do século XIII al e ou subs ancialmen e a elação do homem com a
na u eza de ido à u ilização não con olada dos ecu sos na u ais e à p odução de esíduos indus iais e u banos.
Foi apenas no século XX que a humanidade omou consciência da g ande p eca iedade do equilíb io ecológico
em mui as egiões, o que le ou a que mui os Es ados inc emen assem os seus es o ços e p eocupações nes a
á ea. Aos poucos, começou a no a -se uma endência pa a se minimiza o pon o de is a económico em
de imen o do ecológico, acei ando-se a na u eza em si como me a de p o ecção.
Opo unidades pa a as emp esas
Bene ícios pa a os u en es
P esença global Selecção global
Aumen o da conco ência Acesso a in o mação inancei a ac ualizada
Diminuição da cadeia de o necimen o
Acesso con ínuo e a empado às DF´s
Diminuição de cus os
Redução do cus o de p odução e
dis ibuição da in o mação
Facilidade na compa ação da in o mação
com emp esas do mesmo sec o económico
Facili a a omada de decisão
CITIES IN COMPETITION
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A Con enção pa a a P o ecção do Pa imónio Mundial, Cul u al e Na u al de 23 de No emb o de 197210,
e lec e es a mudança, quando salien a que “pa es do pa imónio cul u al e na u al são de uma impo ância
ex ao diná ia endo po isso que se conse ados como uma componen e do pa imónio da humanidade”. Na
sequência des a posição, o di ei o ambien al in e nacional elimina o es ei o concei o do p ejuízo económico e
salien a a impo ância da humanidade pode i a pe de i ecupe a elmen e pa e do seu pa imónio.
O papel das emp esas na p ossecução do desen ol imen o sus en á el le a-as a desen ol e polí icas ambien ais
que p ese em a sua imagem, pe an e a consciencialização c escen e das populações. O impac o da adopção
des as p á icas aduz-se pa a mui as emp esas indus iais, em alo es ma e ialmen e ele an es que a ec am o
seu pa imónio. Assim, o na-se necessá io p ocede a ajus amen os con abilís icos de modo a que as
demons ações inancei as e lic am as ma é ias ambien ais, nomeadamen e, quan o a c i é ios de
econhecimen o, mensu ação e di ulgação. Ci ando o P o esso Rogé io Fe nandes Fe ei a:
“Fala-se já de uma no a es u u a con abilís ica (con abilidade ambien al) em que os cus os do ambien e
assumem ca ác e ope acional, pelo que de em p ocessa -se nas con as de explo ação, nos esul ados co en es
po ezes epa idos po sucessi os exe cícios (amo izações). Nos p óp ios p ojec os de in es imen o os cus os
da a iá el ambien e êm de in eg a -se, ponde ando a ecupe ação de es e no o ipo de cus os e
in es imen os.”11
Só assim é possí el p oduzi in o mação inancei a que e ele uma imagem e dadei a e ap op iada da emp esa.
2.1. O AMBIENTE E A CONTABILIDADE AMBIENTAL NA UNIÃO EUROPEIA
As ases iniciais da legislação p oduzida no âmbi o do ambien e p e ende am aduzi o espí i o do T a ado de
Roma no sen ido da ap oximação das legislações nacionais di ec amen e elacionadas com o me cado comum.
As al e ações pos e io es do T a ado pa icula men e as do Ac o Único Eu opeu (1987) e do T a ado de
Maas ich (1992) in oduzi am objec i os mais ge ais quan o à p o ecção e melho ia da qualidade do ambien e.
Em 1993 o 5.º P og ama Comuni á io de Acção em ma é ia do ambien e – “ Em Di ecção a um
Desen ol imen o Sus en á el” p ocu ou c ia um comp omisso dos sec o es económicos e sociais,
esponsabilizando as emp esas e suge indo a ede inição de concei os, eg as e me odologias con abilís icos de
o ma a econhece o consumo e uso dos ecu sos na u ais, bem como a di ulgação dessa in o mação a a és das
con as anuais.
Es as linhas de o ien ação le a am a União Eu opeia, a elabo a á ios documen os enden es a conc e iza a
no malização con abilís ica sob e as ma é ias ambien ais.
Em 1994, su ge o documen o XV/6004/94 “Ques ões ambien ais no Rela o Financei o”, sob e conside ações
ambien ais e con abilidade emanado pelo Fó um Consul i o da Con abilidade.
A Recomendação da Comissão das Comunidades Eu opeias publicada em 30 de Maio de 2001 o nece linhas de
o ien ação especí icas ela i amen e ao econhecimen o, mensu ação e di ulgação da in o mação ambien al pa a
as sociedades ab angidas pelas IV e VII Di ec i as.
10 Disponí el em h p://www.di amb.go .p /da a/basedoc/FCH_5995_LI.h m# e soes e publicada no Diá io da República I Sé ie N.º 130 de
6 de Julho de 1979.
11 Fe ei a, Rogé io Fe nandes, (2002), Enc uzilhadas, Edição da Câma a dos Técnicos O iciais de Con as – página 206.
ACCOUNTING TRENDS
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Apesa de não se ob iga ó ia, conside a que os Es ados-memb os de em p ocede no p azo de um ano, à c iação
de no mas con abilís icas de ca ác e nacional de o ma a anspo as o ien ações cons an es na ecomendação
pa a o con ex o nacional.
Rela i amen e às no mas in e nacionais de con abilidade emanadas pelo In e na ional Accoun ing S anda d
Boa d (IASB), não exis e nenhuma no ma em que a p oblemá ica das ma é ias ambien ais seja a ada em
exclusi idade. No en an o, encon am-se e e ências ao ambien e em di e sas no mas, como e idenciadas no
quad o seguin e:
Quad o n.º 2
Fon e: Adap ado de Eugénio (2004)
2.2. O AMBIENTE E A CONTABILIDADE AMBIENTAL EM PORTUGAL
Os in e esses ambien ais es ão consag ados na Cons i uição no seu a igo 9.º, onde a i ma se a e a undamen al
do Es ado “p o ege e alo iza o pa imónio cul u al do po o po uguês, de ende a na u eza e o ambien e,
p ese a os ecu sos na u ais e assegu a um co ec o o denamen o do e i ó io. Também no a igo 66.º se
a i ma que “ odos êm di ei o a um ambien e de ida humano sadio e ecologicamen e equilib ado e o de e de o
de ende ”.
No mas In e nacionais de Con abilidade com Re e ências Ambien ais
IAS 1 - Ap esen ação de Demons ações
Financie as
Suges ão de ap esen ação do ela ó io
ambien al
IAS 16 - Ac i os Fixos Tangí eis Os ac i os ixos angí eis podem se
adqui idos po azões de segu ança ou
ambien ais
IAS 34 - Rela o Financei o In e cala No apêndice C menciona a p o isão pa a
cus os ambien ais (a inalidade é ilus a a
aplicação das no mas)
IAS 36 - Impa idade de Ac i os Pe das de alo p o enien es de ques ões
ambien ais
IAS 37 - P o isões, Passi os e Ac i os
Con ingen es
No seu con eúdo há á ias alusões ao meio
ambien e
IAS 38 - Ac i os In angí eis T a amen o con abilís ico: a emp esa pode
de e alguns ac i os elacionados com
ques ões ambien ais
CITIES IN COMPETITION
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As p imei as in e enções do Es ado e i ica am-se no início do século e o am di igidas essencialmen e aos
esíduos sólidos u banos. A é 1986, al u a da adesão à Comunidade Eu opeia o am sendo desen ol idas
algumas medidas pon uais de ca ác e ambien al endo sido c iada a Comissão Nacional do Ambien e, ó gão
enca egue de esol e p oblemas elacionados com o ambien e. Em 1981 é c iada a Di ecção Ge al da
Qualidade do Ambien e que engloba nas suas compe ências o incen i o pa a o desen ol imen o de ecnologias
menos poluen es e de écnicas de eciclagem e de eu ilização de esíduos. Em 1985 o Dec e o-Lei n.º 488 de
25/11 de ine as compe ências e esponsabilidades na ge ação de esíduos, ins i uindo no seu a igo 1.º o p incípio
do poluido -pagado . Em 7 de Ab il de 1987, é ap o ada a Lei de Bases do Ambien e, que con e iu base polí ica
e ju ídica às acções no ma i as que pos e io men e se desen ol e am.
Rela i amen e às eg as e me odologias con abilís icas, Po ugal não possuía legislação adequada no que espei a
ao a amen o e di ulgação dos aspec os ambien ais. A in o mação ambien al que, olun a iamen e, em sido
publicada susci ou p oblemas de iabilidade e compa abilidade pela ausência de eg as. Na sequência da
Recomendação da Comunidade Eu opeia, a Comissão de No malização Con abilís ica desen ol eu um conjun o
de no mas sob e ques ões ambien ais - a Di ec iz Con abilís ica N.º 29 – Ma é ias Ambien ais, ap o ada pelo
Conselho Ge al da CNC em 5 de Junho de 2002 e homologada em 25 de Junho de 2004 pelo Sec e á io de
Es ado dos Assun os Fiscais. O seu objec i o espei a aos c i é ios pa a o econhecimen o, mensu ação e
di ulgação da in o mação de ca ác e ambien al.
A es u u a e o con eúdo da Di ec iz são ap esen adas de o ma esumida no seguin e quad o:
Quad o n.º 3
Capí ulos Pa ág a os Tí ulo Resumo do con eúdo
I 1-2 Objec i o Reconhecimen o, mensu ação e di ulgação de
dispêndios de ca ác e ambien al, ac i os, passi os
e iscos ambien ais.
II 3-5 Âmbi o DF´s indi iduais e consolidadas e no ela ó io de
ges ão das en idades ab angidas pelo POC.
III 6-8 Con ex o
Adopção da Recomendação da CCE (2001)
IV 9-15 De inições São ap esen adas de inições de ca ác e :
- Gené ico
- Especí ico
V 16-38 Reconhecimen
o
Es a no ma dis ingue, pa a e ei os de
econhecimen o:
- Passi os de ca ác e ambien al
- Passi os con ingen es de ca ác e ambien al
Abo da a
p
oblemá ica con abilís ica o i
g
inada
ACCOUNTING TRENDS
35
pela e en ual compensação de passi os de ca ác e
ambien al com eembolsos u u os.
São ap esen ados c i é ios de econhecimen o dos
dispêndios de ca ác e ambien al:
- Reconhecidos como gas os no pe íodo;
- Capi alizados, desde que cump idas
de e minadas
condições. O econhecimen o como ac i o
implica a
e i icação anual de si uações de impa idade.
VI 39-51 Mensu ação Abo da a mensu ação de passi os ambien ais, que
só de e se e ec uada com es ima i as iá eis. São
analisadas as ques ões ela i as a:
- P o isões pa a es au o de locais con aminados
e cus os de desman elamen o;
- Descon o dos passi os ambien ais de longo
p azo.
VII 52-55 Ap esen ação e
di ulgação
Desc e e a in o mação que de e se di ulgada no:
- Rela ó io de ges ão
- Balanço
- Anexo ao Balanço e à Demons ação dos
Resul ados
VIII
56 En ada em
igo
Exe cícios que iniciem em ou após 1/1/2003
IX Apêndice São ap esen adas de inições de dispêndios
ambien ais, elabo adas pelo Se iço Es a ís ico da
EU (Eu os a ).
Fon e: Adap ado de Ca alho e Mon ei o (2004)
3. ESTUDOS JÁ REALIZADOS EM PORTUGAL
Vá ios es udos êm indo a se ealizados com o objec i o de analisa a u ilização da In e ne como eículo de
di usão da in o mação inancei a e ambien al, nomeadamen e:
a) “O Rela o Financei o do Desempenho Ambien al: o Caso Po uguês”, Rod igues e Menezes (2002).
Nes e es udo o am analisadas 62 emp esas co adas na Bolsa de Valo es de Lisboa, com o objec i o de a alia o
ní el de ela o inancei o do desempenho ambien al no con ex o po uguês. Fo am encon adas inconsis ências
no econhecimen o e di ulgação das ma é ias ambien ais, apesa de algumas emp esas já ap esen a em ela ó ios
dedicados exclusi amen e a es a emá ica. As conclusões ob idas indicam que a maio ia das emp esas
CITIES IN COMPETITION
36
pe encen es a CAE´s indus iais, di ulgam alguma in o mação ambien al não se e i icando o mesmo
ela i amen e às emp esas de se iços.
b) “O Con ibu o da Con abilidade pa a a Ges ão Ambien al das Emp esas Po uguesas Ce i icadas pela
ISO 14001”, Ca alho e Mon ei o (2003). Fo am analisadas 28 emp esas ce i icadas pela e e ida no ma com o
objec i o de e idencia o g au de in eg ação das ques ões ambien ais ao ní el da ges ão e con abilidade
emp esa ial. Nes e es udo os au o es cons a a am que os sec o es eléc icos, químico e êx il são os que exe cem
maio impac o sob e o ambien e e, como al, ap esen am uma maio in o mação des a na u eza.
c) “O Rela o Ambien al Elec ónico”, Ca ei a e Dias (2004), endo sido analisadas as emp esas que
compunham o PSI20 em Ou ub o de 2003 com o objec i o de enquad a as ques ões ambien ais na p oblemá ica
do desen ol imen o sus en á el. Concluí am que 95% das emp esas êm websi e e que 45% das emp esas
disponibilizam in o mação ambien al.
d) “A Di ulgação de In o mação Social e Ambien al: Uma Análise das Emp esas Co adas em Po ugal”,
Sampaio e Lei ão (2004). A amos a é cons i uída po 36 emp esas co adas na Eu onex de Lisboa endo sido
analisados os Rela ó ios e Con as de 2001 com o objec i o de iden i ica a in o mação social e ambien al
di ulgada. Os au o es concluí am que a di ulgação de in o mação ambien al é eduzida e que apenas um núme o
es i o de emp esas di ulga esse ipo de in o mação.
e) “Rela o Ambien al: Si uação em Po ugal”, Eugénio (2004). Nes e es udo o am analisados di e sos
documen os publicados sob e a con abilidade e o ambien e a ní el nacional e in e nacional com o objec i o de
pe cebe que ipos de o ien ações exis em sob e a di ulgação e publicação de in o mação ambien al. Concluiu
que a in o mação inancei a ambien al ainda se encon a em ase emb ioná ia e que as emp esas que mais
di ulgam esse ipo de in o mação são as co adas em bolsa e as que implemen a am ou es ão a implemen a um
sis ema de ges ão ambien al.
4. DIVULGAÇÃO DA INFORMAÇÃO FINANCEIRA/AMBIENTAL NA INTERNET NOS SECTORES:
CIMENTO/PASTA, PAPEL E CARTÃO/PETRÓLEO E GÁS NATURAL
4.1. CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA
O p esen e es udo p e ende analisa a u ilização do ela o digi al pa a di ulgação da in o mação de na u eza
inancei a e, sob e udo, da in o mação ambien al de ês sec o es dis in os de ac i idade – Indús ia do Cimen o,
Indús ia da Pas a, Papel e Ca ão e Indús ia de Pe óleo e Gás Na u al. Des e modo, omou-se como amos a de
e e ência odas as emp esas dos sec o es de ac i idade an e io men e e e enciados, que in eg am as En idades
Emi en es disponí eis em h p://www.cm m.p / no dia 2 de No emb o de 2004.
A escolha des a amos a de e-se ao ac o das emp esas co adas assumi em uma esponsabilidade social,
ambien al e económica ac escida na di ulgação da sua in o mação e ambém ao impac o des as ac i idades no
ambien e. A amos a é cons i uída po duas emp esas do Sec o do Cimen o, que dominam conjun amen e o
me cado nacional cimen ei o, com uma quo a de me cado o al de ce ca de 85%12, qua o emp esas do Sec o da
Pas a, Papel e Ca ão e ês emp esas do Sec o do Pe óleo e Gás Na u al, num o al de no e emp esas. De
salien a a emp esa Cmp – Cimen os de Macei a e Pa aias, S.A., ambém disponí el no si e, embo a excluída
des e es udo, po se e e i icado que in eg a a as con as consolidadas da Secil.
Nesse sen ido, além da in o mação disponí el no si e da Comissão do Me cados de Valo es Mobiliá ios
ela i amen e a es as emp esas, p ocedeu-se à consul a das espec i as páginas de In e ne , nos dias 2 e 3 de
No emb o de 2004, pa a e i ica a na u eza da in o mação inancei a e, p incipalmen e, da in o mação
12 In o mação ele ónica ob ida da Secil (quo a de me cado in e no: Secil – 33%; Cimpo – 52%)
ACCOUNTING TRENDS
37
ambien al disponibilizada. Rela i amen e ao Sec o do Pe óleo e Gás Na u al é de e e i que as emp esas
analisadas ap esen am a sua in o mação no si e da Galp Ene gia13 (h p://www.galpene gia.com) holding
esponsá el pela ees u u ação do sec o ene gé ico em Po ugal nas á eas do pe óleo e gás na u al.
4.2. METODOLOGIA
A me odologia u ilizada pa a a análise dos websi es consis iu na e i icação dos seguin es aspec os: in o mação
ge al, aspec os especí icos de na u eza inancei a e aspec os especí icos de na u eza ambien al.
A pesquisa desses ende eços oi e ec uada pelo ecu so a mo o es de busca p esen es na In e ne , ao
conhecimen o pessoal de alguns si es das emp esas em es udo e a con ac os ele ónicos es abelecidos,
nomeadamen e com as emp esas do cimen o.
Rela i amen e à in o mação ge al disponí el nos si es analisou-se os idiomas disponibilizados, os links
exis en es, e o o ma o in o má ico escolhido pa a disponibiliza a mesma.
A análise dos aspec os especí icos de na u eza inancei a ab angeu p incipalmen e o con eúdo dos Rela ó ios e
Con as de 2003, nomeadamen e no que conce ne ao Rela ó io de Ges ão, Demons ações Financei as – com
especial incidência no Anexo ao Balanço e à Demons ação dos Resul ados (ABDR), e Ou os Documen os de
P es ação de Con as. A análise da in o mação ambien al incidiu sob e di e sos aspec os: e e ência a ques ões
ambien ais nos si es, e i icação da exis ência do Rela ó io Ambien al, e e ência às ma é ias ambien ais no
Rela ó io de Ges ão e no ABDR e po im e e ência à Di ec iz Con abilís ica N.º 29 no ABDR.
4.3. RESULTADOS
Os esul ados ob idos ap esen am-se de aco do com os aspec os e e idos na me odologia.
4.3.1. INFORMAÇÃO GERAL DO SITE
Na p imei a pesquisa ealizada aos si es que compõem a amos a cons a ou-se que odas as emp esas do sec o
do cimen o e do sec o da pas a, papel e ca ão possuem página na In e ne , e odas disponibilizam a sua
in o mação inancei a em o ma o Po able Documen Fo ma (PDF), o que aduz a o e adesão das emp esas
às No as Tecnologias da In o mação e da Comunicação (NTIC). No que espei a às emp esas do sec o do
pe óleo e gás na u al salien a-se o ac o de nenhuma possui página p óp ia na In e ne , di ulgando os seus
Rela ó ios e Con as na página da holding Galp Ene gia ambém em o ma o PDF. Rela i amen e aos idiomas
disponibilizados cons a ou-se uma uni o midade en e os sec o es do cimen o e da pas a, papel e ca ão: 50% das
emp esas ap esen am o seu si e em po uguês e inglês e as es an es apenas em po uguês. No si e da Galp
Ene gia, onde igu am as emp esas do sec o de pe óleos e gás na u al, oda a in o mação es á disponí el em
ês idiomas: po uguês, inglês e espanhol.
Ou o aspec o analisado e e e-se aos links disponí eis pa a di e sas en idades e i icando-se que no sec o do
cimen o, apenas uma emp esa ap esen a links di eccionados pa a emp esas do G upo e mo o es de pesquisa. Os
links u ilizados pela indús ia do papel, pas a e ca ão são sob e udo di eccionados pa a os mo o es de pesquisa e
emp esas do G upo. Salien a-se ainda, nes e sec o de ac i idade, a exis ência de newle e s embo a com pouca
exp essão. O si e da Galp Ene gia ap esen a links pa a as emp esas do G upo e mo o es de pesquisa, o nando
mais ápido o acesso à in o mação desejada.
13 Não az pa e da amos a po não in eg a as en idades emi en es no si e h p://www.cm m.p .
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Si es consul ados:
h p://www.caima.p , 02/11/04
h p://www.cimpo .p , 02/11/04
h p://www.cm m.p , 02/11/04
h p://www.cnc.min- inancas.p , 02/11/04
h p://www.c oc.p , 02/11/04
h p://www.galpene gia.com, 02/11/04
h p://www.gee.min-economia.p , 02/11/04
h p://www.gesca ao.p , 03/11/04
h p://www.inapa.p , 03/11/04
h p://www.ine.p , 03/11/04
h p://www.o oc.p , 03/11/04
h p://www.po ucel.p , 03/11/04
h p://www.secil.p , 03/11/04