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Sermão da purissima conceição da Virgem Maria senhora nossa, que na festa, que como a sua protectora, lhe faz a Academia Real ... aos 15 de dezembro de 1753

Malaquías, José, 1713-1787

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— A (W iU j j n C ' cL Jmimum [oum^ac íci yejUn c línnci c U 1 ^ ^ ILlia mai C 1 (/V • ' " Z . . W/W(> lMcmihh^ jJiiy S E RMà O l PURÍSSIMA CONCEIÇÃO VIRGEM MARIA SENHORA NOSSA, Que na e la, que, como a ua P o e&o a, lhe az a academia eal Na Capella do Paço do Duque aos 15. de De¬ zemb o de 1753. PRE’GOU , ESTANDO PRESENTES S. MAGESTAD , s, al eza o pad e F JOSE’ MALAQUIAS, Len e de Vejpe a no eu Con en o de S. Domingos , Conjul- o do San o O icio , Examinado das T ez O dens ML liu es, e Acadêmico do Nume o da Real Acade¬ mia da Hi o ia Po ugueza. 1/ i - L T S B O Na O icina de MIGUEL MANESCAL DA COSTA» Imp eíTo do San o O icio. Anno 175:4' Com odas as licenças necejja ias . c; AO REI FIDELÍSSIMO D. JOSE’1 SENHOR. UANDO a Ac ade- me elegeo pa a nua O ado da e ia da Conceição immaculad# de Ma ia ua Jingula iJ íma P o e lo a , * ii logo logo conheci a a duidade da emp eza , p a a que me dejlina a , e que as minhas o ças não e ao u icien es pa a de empenho de huma ob a, que pelas ci cum ancias e a a maio , que e podia excogi a ; po em co¬ mo , uppo a a ua eleição, e a em mim ob i¬ gação p eci a ujei a -me , e obedece , an¬ es de da p incipio ao meu de ino, en ei a ponde a as imnen as di iculdades , que ha ia de ence , pa a da eliz complemen¬ o a e a ob a . Ponde a a , ^ //# p e ença de V. Mage ade , a quem odo o mundo econhece Rei abio , pio , ^ eligio o, # <7//^ Deos ez Mona ¬ ca de hum Remo pu o na é, cheio de pie¬ dade , que econhece po R o eSlo a , e Pa¬ d oei a a Ma ia San ij ima na ua imma- culada Conceição , e a quem inalmen e os Summos Pon i ices ju iamen e condeco ão com o p eexcei o i ulo de Fideli imo. A abedo ia de F Mage ade me enchia de e o , e con usão pa a en a de animado na emp eza. A eligião , de que V. Ma¬ ge ade em dado an os , e ão e iden es e iemunhos , me oj e ecia os mais olidos documen os ; pa a que o Panegí ico, que eu o - o maj e ob e o My e io , oj e ein udo con o me aos dogmas danoJ aFé , e aos de¬ c e os da Ig eja Ul imamen e a piedade , que he a ibu o in epa a el dos Mona cas Po ugiiezes , / 72 £ in inua a a ob igação, que inha po Po uguez , po Acadêmico , po P egado , ? ^ 0 ^ ideüj mo aj allo de F. Mage ade de de ende com o meu di - cu o , e abelece com as minhas azoes a pu eza o iginal de a Sobe ana Senho a 5 que he o nguia objeõlo dos cul os da Ig e¬ ja Ca holica Romana , o ^y^ com e pecialidade dos da Academia naquelle dia . E as con de ações o ão , Senho , abaze , o undamen o das p epa ações indaga a e dade de e My e io y que pe endia mo a ce a , c/#nz, ? Panegy ico , que o majje , Ja is aze , e de empenha aemp eza , ^ 7;^ inha enca egado , * e// de eja a ?nais que udo elizmen e conclui . C07720 # ag ada E c i u a he odepo- i o obe ano das e dades occul as , 0 dos My e ios incomp ehen eis a noj a na u al in elligencia , de o ma idea , £> í ue p incipiaj ? # di co e , a p imei a diü - gen- j V/jeoJogia 5 e con inhao eme á ias , £ ho - /'w cen u as con a a en ença pia , a i ma e Ma ia San iJJima immaculada na ua glo io a Conceição. Ju i imamen- e o ao condenadas e as p opo içoes pela ag ada Faculdade Pa i en e, não po e- gui ejle Theologo a opinião con a ia , ^ me ma Uni e jidade a i ma e p o á el , mas po e a e e a cen u a a en ença pia. (ío) A e a condenação e inclinou Ig eja de Pa iz , e ainda Clemen e VII y que aj i ia em A inhao , e a quem econhe¬ cia e dadei o Pon i ce Nápoles ? e a F an¬ ça* Dejla con o e jia na ce ao mui as 9 que du a ão a e o eculo eguin e , em que e celeb ou o Concilio BaJUkn e. Ne e Con¬ cilio y que e p incipiou no amo de 1431, achei que os Pad es delle encommendd ão aono io F . j oao de Tu ec ema a , (Me - e en ão do ac o Palacio , e depois Ca ¬ deal da San a Ig eja Romana , em p êmio dos e iços , que ez a me ma Ig eja ^pe¬ los quaes lhe chamou ambém Pio II. g/o~ io o de en o da Fe) que e c e ej e ob e _ e P (10) VideNa alem Alexand um dille a ioneXII. inHi . Eccl. Xin. 6c XIV. eculi. e e pon o ? pa a que no me mo Concilio e examinajje ? e decidij e e ia g ande con o- e a ; o que Tu e c em a a ez naquella nunca bajian emen e lou ada ob a, que em po i ulo: T adla us de e i a e Concep- ionis Sandli imse Vi ginis p o acienda ela ione co am Pa ibus Concilii Baíilese anno 1417? meníe Julio de manda o Se- dis Apo olicse Lega o um eidem ac o Concilio p se iden ium , compila us pe F a em Joannem de Tu ec ema a , 0 qual e deo ao p elo annos depoispo Ba h olo- meo Spina , algum an o mu ilado , e c e¬ mos a Theo ilo Rainaudo . ( 11 ) Po em em emba go de a elação ? que ez Tu e - c ema a ao Concilio, an o a a o doMy e io , nao e pode nelle conclui 0 que e de eja a po mui as cau as , endo a p in¬ cipal 0 pa a e ie Concilio de legi imo a ci ma ico ; como ambém e não concluio cou a alguma no Concilio Flo en ino , que e p incipiou no anno de 1438, ou 39, em cujas A las e não az memó ia de a con- o e ia da Conceição . Ne - OO Theoph. Rain. in Hagiologio Lugdimeníi VI. Piecas ^ugdunenüs e ga B. Vi g. XXVII. O do P íedica o um p o Concep . pu a, ubi eíe Rupe u a Holco . Ne ie me mo eculo decimo quin o pe¬ los annos de 1494 achei ou a con o e - ia , a que deo occa iao ce o Religio o po nome Migando , clamando po mui as pa - es da Eu opa con a a Ch onica de Joao T i emio , na qual e lê hum commen a io de lou o es de San a Anna , e huma eg e - gia dij e açao a a o da Conceição imma- culada de Ma ia , e nao ó clamando , mas cen u ando de he ege 0 eu Au ho , e de¬ nunciando-o como al em mui os T ibunaes da San a Sé; po em ambém achei, que a- hí ao u i ados os eus clamo es , e as uas denuncias , po que as Uni e dades de Pa- iz 3 e de Colonia , as ag adas Famílias Ca meli ana 5 e Se a ie a ? a maio pa e dos Ca deães , innume a eis A cebi pos 9 e Bi pos , mui os P íncipes , e odo 0 Cle¬ o de Alemanha omá ao po iua con a a de en a das p opo içoes de T i emio a a¬ o da Conceição, como e pó de e em E i pondano . ( 12 ) Poucos annos depois no anno de 1497 e a e eo Joao V~e o, Theo- logo Pa i ien e, a p o e i no Púlpi o , que __ Ma- (12) Spondano ad ann. Ch ii 1494. in con inua . Hi . Eccle . Fieu y o a. 24. pag. 229. Ma ia San ij ima nao o a p e e ada da macula do peccado o iginal , mas omen e an i icada 5 e pu i cada , de que na ceo hum uni e al e candalo na Cni e idade de Va iz 5 que ob igou ao O ado a e a - Sl a em publico a ia p opo ição ; e ne j} e ne ino anno ahio e a Uni e dade com aquelle celeb e Dec e o , de que ninguém • pudej e e p omo ido aos g áos ^ em e ob iga p imei o com ju amen o de de en¬ de a Conceição immaculada de Ma ia como e pode e na Hi o ia da XJni e i- dade de Pamz. ( 13 ) Ja ne e empo i - nha ahido 0 Summo Pon i ice Xy io IV com as ias ez Con ii uiçoes a a o dc e-My ie io } a p imei a no anno de 1476, em que concede indulgências aos ieis , que na e ia da Conceição eci a em a Mij a , * oO icio po elle app o ado , ou aj i i em aos O icios Di inos daquelle dia . A e - gunda no anno de 14 ^ ^ 5 e a e cei a no eguin e ; e ne ia condena odos aquelles , que e a e e em a a i ma , quepecca mo - al - L 1 a V I[ Uni e - Pa i . om. 5. pag. 81 c, a pud Baille . Hil . Fe . SandiíTimse Çoncep . Spond. ad ann. 1497.0-8. cu y om -24. pag. 3 36. F aíTen on . 8. pag. 227', almcn e quem celeb a ejla e a , ou que he he ege quem de ende a Conceição immacu - lada de Ma ia. He conjeFlu a do Summo Pon í ice einan e , ( 14 ) que o mo i o de ahi Xy lo IP com ejlas Bulias o a a pública di pu a , que e e na p e ença do Duque de Fe a a F . Vicen e Bandello de Ca i o-No o , o qual de ende o a opinião con a ia a Conceição immaculada de Ma¬ ia , e depois deo ao p elo hum a ado com o i ulo Deíingula i pu i a e, &p se- oga i a Concep ionis Sal a o is no i Jesu Ch iíli ex au6lo i a ibus ducen o uni exagin a Do6lo um cla iílimo um , no qual pe ende mo a , que aMãi de Deos, como os mais de cenden es de Adão , C on- ahí a o peccado o iginal , e que e a pec- cado c e , e aj e e a ao po o nos Se mões como ce a a Conceição immaculada , ou a i li aos Se mões , em que i 0 e dij ej e: p opo içoes na e dade dignas de cen u a, e cheias de eme idade ! No ( 14) Lambe inus in Commen a . de e . B. Vi g. p a . 2 . 6 CXCII. qai non e e ni i an íim duas Conüi u iones Xy i IV. es au em ecen en u apud Illu iíTimuin na des. No eculo ãechno ex o e deo p inci¬ pio ao Concilio La e anen e Vpelos annos de i j 11 3 em que e ha ia de e ol e a con o e ia da Conceição immaculada de Ma ia ; e ainda que o Papa Leão X o de¬ nou ao Ca deal Cae ano , que e c e ej e nejla ma é ia o eu p op io pa ece , o que Cae ano ez , como con ia do eu opu culo , (15) com udo nada e .conci no ob e e - e pon o. Nem eu achei a Cae ano ne ie opu culo ao con a io ao My ie io da Con¬ ceição , como mui os igno an emen e ima - ginão , com e pecialidade na que ião de a io . 0 ce o he que Theo ilo Rainaudo não du ida pollo no ca alogo dos Va ões il- lu es Dominicanos , que de endem a e ¬ dade do My ie io 5(16)0 qua endo di¬ minu o 5 he ba iaii emen e dila ado j po em i io na ce de en ende em mui os , e e ia em p eoccupados , de que odos , quan os e op- poem a de inição , e oppoem ambém ã e ¬ dade de ie My ie io. Finalmen e cheguei (.15) Caie an. opu c. 1. om. 2. (16) Theophil.Rainaud. Pie as Lugd. e g. B. Vi g. immacula è concep am , 27. O do P sdica o um p o Concep ione pu a, ubi agi de Amb oíio Ca ha i iò. ao ag ado Concilio T iden ino nc ié me i mo eculo pelos annos de i ? 4 5 , ^ ainda que nelle jé p opoz pelo Ca deal de Giaen ejla con o e jia pa a a ua decisão , com udo ecebe ão os Pad es do Concilio e a p opojla mui ibiamen e , julgando que não ha ia luga , nem empo pa a e emba aça¬ em em huma quejlão > que não pe encia aos dogmas da noj a Fé , ha endo an as de a qualidade , pa a que e a necej a io odo 0 empo. Ajjlm 0 diz 0 Ca deal Pal- la icini na ua Hijlo ia do Concilio T i¬ den ino , cuja au ho idade , ainda que g an¬ de 5 eu a con ide o maio , endo que 0 Sum- mo Pon í ice einan e a an c e e nas uas ob as . (17) Po ém iem emba go de ie juizo , que ize ão os Pad es do Concilio , de que não pe encia e ia con o e jia aos dogmas da noj a Fé , a ando depois do pec - (17) Ca dinalis Palla icinus Hi . Cone. T iden . lib. 7. cap. 3. n. 8. ai : Ca dinalem de Giaen , cum de pecca o o i - ginali age e u , p opo uijje , u h<ec andem de Bea a; Ma ia Concep ione decide e u con o e ia: igidè id accep um à Ba ibns , qui neqae locam ej e , neqne o ium uppe e e exiJU ma un labo i , & empo i con imendo in iis , qna ad Fidem Ca holicam non penine en . Sic Lambe inus loco up . ci a o §. 19$. au ho izans h&c e ba no a u digna. pe ceado o igmal, e de inindo, que comp e- hendia a odos , decla a ão , a in andas do Ca deal Pacheco, que não e a da ua in¬ enção comp ehende nejle Dec e o a Bem a - * en u ada Vi gcm Ma ia, e que ede iao ob e a as Con i uiçoes de Xyjlo IK ( 18 ) Nejle Concilio, en e os innume a - 'iw Theologos da minha ag ada Religião, que me pa ece são mais em nume o, que os de odas as mais ag adas Famílias, de - cub o dous ce amen e amojij imos, o g an¬ de Melchio Cano, e Amb o io Ca ha ino . Dejle con ej a Theo ilo Rainaudo ,(19) que ninguém e c eyê a melho a a o da Conceição . Do p imei o digo eu ambém que e não mojl a á clau ula alguma nos eus e c i os, em que le emen e e impugne a e dade de le My e io ó diz que e la quejlão não pe ence aos dogmas da noj a *** il VÁ (18) Concil. T iden . agens de pecca o o iginali ic ai : Veda a amen h<ec ip a S.Synodus non ejje u£ in en - ionis comp ehende e mhocDec e o , ubi 'depecca oo i¬ ginali agi u , Be a am , & mmacula am Vi g nem Ma - iam Dei Geni icem ., Jed ob e andas ej e (JonJH u io - es elicis eco âa ionis Xy i Papa 1 Fjub poenis in eis Con h u iônibus çon en is , quas imw a . (19) Tbeo- philus Rainauàus Pie as Lugd. Theolog. Dominican. p o Concep . im aacula a Ma ia:, cüm agi de Ca ha ino. pé,e que e nao pôde de ini ; po em i iohe impugna a de inibilidade , e nao a e dade do My ie io , o que a odos hepa en e. (10) Nao Jei e a ua dou ina he e dadei a , mas o ce o he , que e ie oi ambém o jui- zo , que ize ao os Pad es do Concilio T i - den ino , ( e damos c edi o ao Ca deal Fal- la icini ) aos quaes nao podemos , nem de¬ emos cen u a , em ene ação da ua up e- ma au ho idade . Ainda depois do Coiicilio T i den ino achei na F ança con o e ias , e pecialmen e aquella do dou ij imo Maldo - nado com a Uni e idade de Pa iz , po impugna e ie abio o ju amen o da me nia Uni e idade de de ende a Conceição: idea , que e e nos noj os dias Luiz An onio Mu- a o i , impugnando ambém o o o angui - , que e az em algumas Religiões . E ia con o e ia e pode e no P e acio das ob as do me ino Maldonado da edição de Pa iz no anno de 1677. Ne ie me ino eculo decimo ex o pelos annos de 1570 ahio 0 Summo Pon í ice São Pio Vcom ou a Cón ii uição > em que con- i - (20) Melch. Can. lib. 7. de Locis Theol. cap. 3. concl. 4. pe o um. Pala ic. loc. ubi íup . i ma as Bulias de Xy io IV•> e o Dec e o do Concilio T iden ino ? e impõe g a es penas aos que di co e em publicamen e con a a e dade do My ie io de o e , que i ao de e candalo aos ieis . E ia Bulia Piana 5 como ambém o Dec e o T iden ino , e as Bulias Xy iinas con i mou Paulo V no ecu- lo decimo e imo com ou a Bulia paj ada no anno de 6 6 , em que impoe maio es penas aos ansg ej o es das Leis Pon i í¬ cias ne ie pon o $ e no eguin e anno 'de 1617 ahio com hum no o Dec e o , que p ohibe de ende a opinião menos pia em Se mões , conclusões , e lições públicas-, po¬ em acc e cen a nelle e ias pala as : Pe hujuímodi p o iíionem San&i as ua non in endi ep oba. e al e am opinionem, nec ei ullum p o siis p aejudicium in e è > eam elinquens inii dem a u, & e minis 5 in quibus dep se en i epe i u , p se e quàm quoad di po i a. Finalmen e G ego io XV pelos annos de 1611 paj ou huma Con ii- uiçao ob e e ia ma é ia da Conceição , da qual de ejá a eu e ao exalla ob e an- cia em alguns , como aquella , que p a iquei m e e encia da Bulia de Alexand e VIL que po e p op io me pa eça bem ; po em não he ao mal undado , que o nao a o eça o Vene á el Ped o Cam o. (28) Sob e e as no icias , que i ei da Ig e¬ ja , e da ua Hijlo ia Eccle a ica , en ei a o ma 0 Panegy ico da Conceição im- maculada de Ma ia , que ha ia de eci a na p e enç a de V. Magejlade no dia da ua e a. Con ej o , Senho ? que en e as mui - as ideas , que me occo ê ão pa a a ua ab ica , nenhuma me ag adou mais 3 que a de aze e le My e io , My e io p op ia¬ men e dos abios ; enão ha dú ida que ? a - endidas as ci cum ancias de e V Ma - ge lade quem me ha ia de ou i , ^ ha e- em de aj li a e la e a os Se enij mos In an es , £ ambém odo 0 co po Acadêmi¬ co compo o dos mais au ho izados abios de e Reino j nenhuma idèa me podia occo - e 9 que i ej e igual , ou emelhan e o - mo u a . poj o dize ^ e oi mão , 0# ^ 07 /z 0 d e empenho, po que não de o e Juiz em* cau a p óp ia ; 0 jü * ó poj o a¬ ze ( 28 ) Idçm in no a ma ginali: Di pu a io de Ma ia Con - çep ione p imum u pe&a , ei w/$ wagi a a , en im ecep a , & p oba a ui . ze , e de o, em ol e ancia do di ei o na¬ u al , e em de eza da minha hon a , £ c- pu açao , he e endica -me das inju as cen u as, que igo o amen e ulminou con¬ a algumas p opo çoes do meu di cu o a inad e ência , e pouca pe cepção de al¬ guém 3 que me ou i o, como ambém a ini a in o mação, */c que e achão p eoccupa- dos 3 epojjuidos mui os m , po em nãohe ain¬ da a de eza na u al o p incipal mo i o , que me ob iga a pô na Real p e ença de F. Mage ade ejle Se mão com o eu P o- logo , £ no as, em que e de cla ão genuina¬ men e 3 o com cla eza os e dadei os en- idos 3 cm que^ aliei po odo o di cu o do me mo Se mão ; o p incipal mo i o, e pa a mim mais delicado , he pe ende ju i i- a -me na Real p e ença de V. Mage ade do u i o , que con a mim o ma ão mal in encionadas ozes, an o nando-me p o¬ po çoes 3 dando-lhes en idos mui di e os âaquelles , em que eu as p o e i, e nal- men e cen u ando-me ou as com cen u as Theologicas , em que pe endem mo a a ul a de obediência, que eu i e aos Dec e¬ os da Ig eja . Como e a poj i el , Senho , que eu cahij e em alguns de ies opeços , ha endo con ul ado o O áculo da Ig eja , e endo ecebido delle an as luzes ? Como e a po - i el que , ha endo em mim conhecimen o das ob igações , que inha po mui os i ulos pa a di co e no Myjle io da Conceição em e candalo dos ieis , an es com edi ica¬ ção delles , dij ej e cou a , que nem le emen¬ e oj iendej ie a e dade de ie Myjle io ? Co¬ mo e a poj i el que oj ie ao cega a minha eme idade , que na p e ença do meu Mo¬ na ca , que e ia a com a ua aj i iencia au- ho izando o cul o daquelle dia , na p e¬ ença dos Se enij imos In an es , cuja de¬ oção 5 e piedade he no o ia , e mani e la a odo o mundo , na p e ença do Excelkn i imo co po Acadêmico , que e pei a a Ma¬ ia San ij ima ne e Myjle io , como ua P o eBo a , p o e ij e con a o me mo My - e io p opo içoes , que oj em dignas decen- u a ? I io , Senho -> nao cabe na minha idea , nem ainda pa a o imagina e com udo coube na idéa dos meus ad e a ios, pa a julga em que aj im o execu ei . Em udo, quan o mecen u ao os meus ad e a- iosi e ião de ii uidos de azão > e unda - men o . I io digo buma , w /7 ezes p o i ado aos Reaes pés de V. Mage iade , e o de ende ei con a odo o mundo , menos a Ig eja , a cujo juizo i e o ma e ce ¬ o , £ e dadei o ujei o o meu p op io pa¬ ece ; mas de a enho ce eza bem unda¬ da , que emp e ha de e a a meu a o , po que nao p o i o p opo ição , em p imei¬ o a con ul a com a me ma Ig eja , da qual me econheço , e con ej o indigno ilho. Não em azao os meus ad e a ios em me cen u a em o dize eu , que o My e io da Conceição he inde iní el , e inc i- el pa a os abios , po que ja em delle e i¬ dencia , e mui o menos azão em em me con undi em e ias p opo ições com as de Luiz An onio Mu a o io no eu li o De o o anguina io, & upe íli ione i anda. E ie amo o homem donoj o eculo , a quem mui os chamão mon i o de abedo ia , oi abundan e de ciência ? como de Ube dade , com que di eo eo em mui as cou as , o que lhe o e a Ig eja em a enção aJua g ande H e a u a , e em ob e ancia da paz , e con - co dia , que pe ende nos ieis . AJ m exp e i * Jamen e o a i ma o Summo Pon í ice ei¬ nan e , ejc e endo ao Inqui ido Ge al de He panha no anuo de 1748 ob e a p ohi- biçao dos li os do Ca deal No is. (29 ) D e ie abio admi o , e lou o a ciencia , po¬ em nao imi o a Ube dade , com que aliou em mui as cou as , e pecialmen e no My ie- io da Conceição immaculada de Ma ia. Diz que he inde iní el ) e inc í el e ie My i- e io. Mas po que ? Po que he ince a, e du ido ia a ina e dade. Eu po em pelo con a io digo , que he inde iní el , e inc í¬ el pa a os abios e ie My ie io , po que 71 ão ó em ce eza , mas e idencia da me i- ma e dade. As p imei as p opo içoes nin¬ guém pó de du ida que são inju io as a e - ( 29) Benedió us XIV in Epi . ad Inqui i . Gene . Hi pan, ann. 1748 men e Júlio icai : No um âemqi e ibi e i mmen Ludo iciAn onii Mu a o ii adhuc i en is , mub ommque lib ohm communi plau u ecep o um edi o - is ; oh quàm mul a in eis epe iun u cen u â dignai Qiio huju cè u i is Nos ipji eos legen es ó endimus Çhio Nobis ab aemulis , & accu a o ibus obla a un l E Nos u que adhuc abjlinuimus , abjlinebimus ab openim condemna ione , nojl o wn P edecejjbnim exem- plis edoSli , qui pacis , É conco di# amo e à p o e i - e idis bis , qua p o e ip ionem me eban u cejja un j quando idclice cen ue un plus mali , quàm boni ex p o i ip ione de i andam. e dade do My e io ; as egundas ao lon¬ ge ejlâ de lhe e i em de inju ia, que an es cedem em abono, lujl e , e glo ia da me ma e dade, po que a i o do ejlado de opinião, po o que pia, e a ponho jio ejlado da ciência. Não em azão os meus ad- e a ios em dize em , que iolei a Bulia de Alexand e FII, p opondo o a gumen o do Ca deal Cae ano, e de Melchio Cano, e deixando-o em e pojla con a as de e ¬ minações da me ma Bulia , (30) po que aquelle a gumen o não he con a a e dade do Myjle io , he con a a ua de inibilida- de: nao impugna que Ma ia San iJJima oi pu a , e immaculada na ua glo io a Con- xeiçao , que e 0 izej e , en ão e iola ia a Bulia, mas omen e impugna que e j a e a e dade do nume o daquellas , que podem pe ence d no a Fé , que he cou a di e - ij ma , e que mui os Dou o es publica¬ men e e nos eus e c i os aj i mão , em inco e em nas penas da di a Bulia 3 e e c emos ao Ca deal Pala icino , e e oi 0 ***** • • __ JU (30) Alexande VII in Bulia: Solici ado omnium Eccle - J an m , hoc p ohibe in e bis ibi : A gumen a con a ea a e endo , & in olu a elinquenda. juízo , que ãejla e dade ize ao os Pad es do Concilio T iden ino . ( 31 ) Mas i io não me pe ence a mim ago a de ende , po que não egui no di eu o do meu Se ¬ mão 0 undamen o de ies abios , ó digo que em 0 p opo ? deixando-o indij olu o , nao iolei nem le emen e a Bulia de Ale¬ xand e VII ? como a odos os abios , a¬ zendo ni io e lexão , e á con ian e. (32) Não em azão em dize em , que no apo - o e , com que me ol ei pa a os P ínci¬ pes , e Mona cas da Eu opa , iolei am¬ bém a Bulia de Alexand e VII , po que nelle e me não mo i a á cou a , que impu- gne (3O Pala icin. in Hi . Cone. T id. loco up à ci a o: ( 32 ) O O ado deixou 0 a gumen o de Cae ano , e Mel - chio Cano em e po la , po que a nao abe ; e alguém a oube , e ima d mui o que lha diga , é> que eia ao e icaz , que con ença ao Summo Pon í ice , e i Ig eja, o que e ie e á d meio pa a e de ini e e My ie io. Ad e e po em que na e po la e enhao p e en es e as eg as ; 1. p o Sc ip u a: & in u Ih e ali p op io Sa¬ c a Sc ip u a i mum e ui u a gumen am Theologi- cum ; 2. p o adi ione: Quod ab omnibus , quod ubique , quod empe ob e a um e l; 3. p o Eccle m: Pon í ices in de ini ionibus cum in a , iim ex a Concilia non con - wwí a ículos Fidei , ed an ü n decla am hoc el illud pe ine e ad Fidein , con ine iquè in Sc ip n- a, el adi ione . gne di ccla , ou inãi eS amen e , ou ainda com algum p e ex o, a e dade do My e¬ io , ou o eu cul o , que he o que e p ohi- be^ na me ma Bulia. Não em ambém a- zao em dize em , que me oppuz aos empe- nhos da Religião Se a ica , pe endendo e¬ me a iamen e co i ajlallos , de iajido a on ade dos me mos P íncipes e Mona ¬ cas, pa a que nao con inuaj em nas úppli- cas da de inição de ie My ie io. Pa a eu en a ne ia emp eza , e a p eci o que ca- ecej ie de odo o u o da azão , po que ío en ão me podia i ao pen amen o , q ue as minhas humildes ozes e ao ba an es pa¬ a impedi em o exe cício da piedade e de¬ oção a Ma ia San i ilma , que em V. Ma- ge iade he congêni a. Quan o aos mais P íncipes , e Mona cas da Eu opa , nao ha mo i o pa a i io e julga , po que e acbayao ao di an es , que e a impo ii el ou i em as minhas ozes ; e quando as ou- ij em , bem ha iao de conhece , que quem as p o e ia nem inha , nem podia e ao eme a ia m ençao , como a que me impu- ao os meus ad e a ios. Finalmen e nao em azão em dize em a y icamen e , aue ***** • * 7 A . imi ei no dijíu jb do meu Se mão os meus maio es . A minha ag .ada Religião y po odos os eculos de de a i a o mação , em ido ao ecunda de San os , e de iabios que lhe a ia huma g a ij ima inju ia ? ie en aj e a de endella , ninguém conhece me¬ lho i io que a Ig eja , e po ijjb az cila na me ima Ig eja an o ul o. P ou e a a De os que eu imi aj e os meus maio es , po que e ia an o , e e ia abio ; po em oda a minha in elicidade y e de g aça he que os não imi o , po ij o ca eço de J cien - cia y e an idade. É ias são as azoes , que me ju ii i- cão y e me con enço que ã i ia delias emu+. dece ão os meus con á ios , e não e ia ju io que appa eçej e na Real p e ença de V. Mage iude e ie Se mão em que ellas a acompanhaj em , e lhe e ij em de e eudo pa a de ende a ua p óp ia innocencia , e de i cal pa a a gui a emulação aj ociada da igno ância , e ini i a in elUgencia. Ago¬ a im , ago a pode á o me ino Se mão con¬ cilia o Real ag ado de V Mage iade , po ¬ que não ha cou a , que mais mo a os co a¬ ções dos P íncipes , que e a innocencia pe - pe eguida. Dos P íncipes dij é! E que di ei de hum al P íncipe , em cujo cle- men ij imo co ação o mou a piedade o eu h ono , e e iabeleceo o eu pe pe uo iknni- cilio ? De hum P íncipe , que endo em- p e i me, e con ian e a balança de A i éa pa a p emia os heneme i os , eca iig a os delinquen es, ó admi e no ibunal do eu Regio e pi i o os emba gos da clemência? De hum P íncipe inalmen e , que po be¬ nigno , e compa i o podia e i de idéa e exempla a odos os Mona cas Pa iu guezes , aos quaes , en e os do mundo " concede o un e al applau o , po epi he o da i a g andeza , e bondade , 0 i ulo d? Pai de ieus aj allos ? Eu , Senho , com o mais p o undo e pei o da minha con emplação , con ide- ondo os p og ej os do eliz einado 'de V. Mage iade no b e e e paço de ez cí ¬ culos ola es , pouco mais , e azendo com¬ pa ação com os que leio nas Hi io ias , p a¬ icados na diu u na ca ei a de Jeis ecu- los , não du ido a i ma , que e ie be o e- culo de ou o de e Reino , e ia a Epoca mais en u o a de Po ugal. Ago a me-> lho dizendo , que ainda que os di cipulos dé S.Thomaz , de E co o, de Molina, e de Fon eca a i mem , que a ciencia he in-* compa í el com a é pela ua e idencia, com udo excep uao as conclusões Theo- lógicas, as quaes são ó e iden es e iden -• ia con equen m ? e não e iden ia con e - quen is , que he o que ba a pa a e po¬ de em c e com é Di ina. Bem pude a o O ado a is aze - e eí e epa o com a oluçao com nua , de que oi enca ecido em aze ão e iden e eí a e dade , po¬ ém que e lhe nao de e c i ica i o:; po ¬ que os hype boles , que enao pe mi em noe ylo e cola ico, eanaly ico, sãope - mi dos no po m o, e o a o io, e al ez mui as ezes neceíTa ios , como quando o hype bole de huma cou a e o dena pa a mani e a ou a , que he ce a , e e da¬ dei a, e que he o p incipal aíTump o, que e a a. E e he hum dos opos da Rhe- o ica , e delle usa ão os melho es O a¬ do es, aílim p o anos, como ag ados, a quem imi ou o O ado . Fácil cou a e ia mo a o eu u o em á ios di cu os dos San os Pad es ; e o que mais he, nas a- g a- g adas Le as 5 e pecialmen e na ul ima clau ula doEuangelho de S.João; po ém como o eu epa o he e cola ico , e de quem p o eíTa com odo o igo o eílylo analy ico ? e o que e em udo p a ica¬ do 3 da á o O ado e poíia a elle ambém e cola ica 3 e e dadei a. Admi e pois , que as conclusões Theologicas e po sao c e com é Di ina 3 e ambém 5 que e po sao de ini 3 endo as condições, que pa a i o e eque em, eque u não ia n o - • as ; po em diz, que a Conceição im na- cubda de Ma ia alem de e conclusão Theologica-, he ambém conclusão cien- i iça 3 deduzida de p incípios y icos e me a y icos, ce os, e e iden es, q U e e i¬ den emen e a demoní ão: logo em a e i¬ dencia 3 que os Theologos mencionados julgão e incompa í el com a nol a é. An es de aze e a demoní ação, hep e- ci o , abio Lei o , que a endas ao c - ado , em que e acha e ia e dade. To¬ dos os Ca holicos unanimemen e conípi- *&> pa a o eu aí en o : odas as Uni e - idades do mundo a de endem, e as mais celeb es , como a ag ada Faculdade Pa¬ i- iíien e , e a de Coimb a , ob igão à o¬ dos os eus Alumnos na ecepção dos g áos, a que ju em o de endella : em. mui¬ as Religiões, en e os o os ub anciaes* in oduzem ambém o o o anguina io: os ieis conco em com mais e o pa a o cul o de e My íe io , do que ainda pa a o de ou os , e a è Deos con i ma e e piedo o cul o com p odigios, que nos e¬ e em as Hi o ias. Suppo o i o , que a odos he no o io, e e iden e, podes o ¬ ma e e di cu o demon a i o : He im * ojji el que odos os Ca holkos , e odos os abios con pi em em hum ajje o , que em nada a o ece a libe dade , e que Deos con¬ i ma com p odigios , e que nao eja e da¬ dei o e e aj è o , alias al a ia a P o i¬ dencia de Deos , com que go e na e le mun¬ do 5 pe mi indo nelle hum a ao injigne al- idade , e ia au ho e pecial delia , con i ¬ mando-a com p odigios , e inalmen e com azao e lhe impu a ia e pecialnmi e e e engano . A Conceição immaculada de Ma¬ ia he hum aj é o , que em odas e asci - cum ancias : logo he ce a , e e dadei a. Ponde a ago a com igo , abio Lei o , a e idencia de e di cu o, que eu ó epo - o a i ma , que a demoní ação , que os Filo o os azem da exií encia de Deos, nao hemais e iden e, doquee a; e com udo odos os di cipulos de S. Thomaz a i mao , que pela ua e idencia e não pode c e com é Di ina , nem ambém de ini pa a os abios: logo, po que nao pode ia eu ambém dize , que a e dade da Conceição knmaculada de Ma ia e a huma e dade, que jà pela ua e idencia enão podia c e com é Di ina, nem po i lb me mo de ini - e pa a os abios, com quem alla a? Di ás que no p incipio do exo dio p o i o aquellas p opo içoes em en ido ab olu o , e em as e ingi aos abios. Eu o con eí o , po ém nao me pode ás nega , que logo immedia amen e as eí injo, po que ó i lo me e ia pa¬ a o aí ump o, que omei. E que lei ha, que mande cen u a p opo içoes de hum di cu o dila ado, em e a ende ao eu con ex o, e às uas explicações? I o não c a be den o dos limi es da juí iça , nem do eé o dié ame da azão. Se.a ende es a p a ica da Ig eja, acha ás> que quando que que cen u a as p opo içdes de algum li¬ o , ou a ado, a ende p imei o que u¬ do ao con ex o das me mas p opoíiçoes > e po elle em em conhecimen o e são, ou nao dignas decen u a. I ome mo de¬ es u p a ica com eí as minhas p opo i- çoes pa a não as cen u a es, como p o e¬ idas em en ido ab olu o , a e idendo a que as limi o logo, e em odo o co po do di cu oj po em dado, que não as e in- gi le, e que as diíTeíTe em en ido ab olu¬ o , di ia po en u a cou a digna de cen- u a , ou que o ende e le emen e a e ¬ dade do My e io ? Lei o abio, de em- ba aça- e de p eoccupações , e p ejuízos. Eu bem poí o de ende a e dade da Con¬ ceição immaculada de Ma ia a i mando, que he ce a , e ce i ljma , como iz em odo o di cu o do meu Se mão , e dize jun amen e, que e não pode c e com é Di ina, nem ambém de ini - e pelalg e-* ja, undado em que eí a e dade não con- a daE c i u a, nem da adição Apo o- lko-Di ina. I o dizem g a ií imos Theo- Jogos , e p ou e a a Deos , que ni lo pa- a lèm o.s eus di cu os, po que nem le- Vemen e o ende ião a e dade , e a ce ¬ eza do My e io po que a de inibilida- de, e c edibilidade sao acciden es das e ¬ dades , como abe n a è os p incipian es das e colas. Dize- m e : Log a á po en¬ u a na Ig eja maio au ho idade a e da¬ de do My e io da Conceição , que a do My e io da A íumpçãoj 1 È ou ce o que me has de dize que nao: e na e dade; po que udo o que e á a a o do My ¬ e io da Conceição , e po lb e iden e- men e mo a , que e á a a o do My ¬ e io da AÍTumpção ; e não min o e di - e , quee e em po i mais alguma cou- a, que não he^p eci o e e i - e. E eeu di le , que enão póde de ini pela Ig e¬ ja e e My e io, nem ambém c e pelos ieis com é Di ina, di ei cou a digna de cen u a ? Se me diíTe es, que im, am¬ bém e pode ei dize , que es capaz de cen u a o que dizem os Pon i ices. Lê os admi á eis Commen a ios doSummoPon- i ice einan e na egunda pa e das e as da Bema en u ada Vi gem num. nj. e acha ás , que exp e amen e diz , que o My e io da AÍTumpção nao he A igo de B é> é, po que nao con ia da E c i u a, nem da adição Apo olico-Di ina, dando ni - o a en ende i ualmen e , que e nao pode de ini pela Ig eja , nem c e pelos ieis com é Di ina; po que não haTheo- logo, que igno e, que os ieis ó podem c e com é Di ina o que Deos di le ou nas E c i u as , ou nas adições , e que a Ig eja nao he eg a e elan e , mas p o¬ ponen e , e que ó em au ho idade pa a di ce ni , e decla a como dogma de é o que e á e elado po Deos nasme mas E c i u as, e adições. Di ás , con o man¬ do- e com o pa ece do Papa, que oMy i* e io da AíTumpçao nao con ia das E c i¬ u as , e adições , po ém que o con a¬ io uccede com o My e io da Conceição. Mas e i o dií e es , pode ei eu ambém dize , que e e di o he em i p ejuízo, e p eoccupação ; po que em p imei o luga , a adição mais e ia a a o do My e io da AíTumpçao , do que a a o da Con¬ ceição , o que e iden emen e abem os e udi os; e em emba go di o diz o Sum- moPon í ice, que naohe adiçãoba an- e pa a e dogma o My e io da A llim- pçáo* pçao. Quan o à E c i u a, ambos os My - e ios e ão iguaes , po que em oda ella não ha ex o li e al, donde ecollija o a¬ do dei es My e ios. I o è hão de dize odos os Theologos , que nao oma ão pa ido na con o e íia da Conceição , e o que mais he , i o e ha de dize am¬ bém o Dou o Eximio , acé imo p opu- gnado de e My eú°> que o p o a com au ho idade nega i a da E c i u a. Lê a e e amo o homem , o mais e cla ecido o namen o da ag ada Companhia , no egundo omo dos Commen a ios à' e ¬ cei a pa e do Dou o Angélico, em que a a dos My e ios da ida de Ch i o na di pu açao e cei a, na ecção quin a. Ou¬ as mui as e dades e pude a p opo , que são ce as, e ce i limas, as quaes e não podem c e com é Di ina, nem am¬ bém de ini pela Ig eja, po que nao con- ão da E c i u a, nem adição. No di - cu o de e Panegy ico acha ás huma, que he a glo io a Appa içao de Ch i o eíu - ci ado a ua Mai ; mas ba e jà, po que e ou ce o , que e da ás po con encido com a e icacia dei as azões, e conhece- B ás ás com e idencia e em mal undados os eus epa os ob e as p imei as clau u as do Se mão , ainda p o e idas em en ido ab olu o , e ainda que não as eí ingií e pelo di cu o delle. Quan o ao apoíl o e, com que me ol ei pa a os P íncipes, am¬ bém pode ás o ma algum epa o ; po¬ em a i mo- e com ince idade, que naa ha ia de u a dei a igu a, e p e ií e que ha ia de aze hum ão g ande igu ão * como o que em ei o neí a Co e; egu- o- e que a minha in enção oi boa , e nunca imaginei, que e me pudeí e icia .* po que a p e ello, i a ia oda a occa ião; de e candalo a huma Familia Religio a * a quem mais amo, ene o, e e pei o en¬ e odas as que o não o Fi mamen o da Ig eja. Con io po ém em Deos , que a me ma ag ada Familia, lendo el e Se mão** e não achando nelle as al idades, que e lhe impu a ão , mode e o eu e candalo * ede culpe o não me con o ma ne eapo - o e com os eus empenhos, em a enção ao mui o, que me con o mo em odo ei- le com a ua piedo a, e eien i ica en en- ça. Deos pe doe a quem le an ou e la poei- poei a , e me az a mais anguínolen a gue a , que e ez en e Ca holicos : jà in amando-me po oda e a Co e com o i ulo de he ege , e de obedien e às Bul¬ ias Apo lolicas : jà e palhnndo na po a¬ ia , e no Co o de hum Con en o dei a Co e papeis inju io os, em que da a no¬ icia de p opoíiçdes, que eu nao di e; e e as di e, hiao po elle an o nadas, e iciadas : jà inalmen e eci ando na p e- ença de oda a Academia, e naoccaíiao em que e acha a nella o p ecla i imo ’ e eloquen ií imo Abbade Labbé Gamie * hum libello de inju ias , al idades , e impo u as con a a minha peíToa , e na minha p óp ia ace , em a ende a que ou ilho de huma Religião ão beneme- i a , e que an os e iços em ei o à Ig eja, à qual nao de ia a y iza , como ez i ualmen e no que di e. Eu lhe pe ¬ doo de odo o meu co ação, e me com¬ padeço da uina, que em cau ado na ua alma, aílim como me compadeci deile na e e a ep ehensao, que lhe deo no aclo de le eíle libello o noi o Digni linio Cen- o olllu i imo, eExcellen i linio Con¬ de Do San o Q icio. App o ação do M. R P- dH. Jo é T oya - no , Qnali icado do San o O icio , Exa¬ minado dasT ez O dens Mili a es , e Synodal do Pa ia cado . ILLUSTRISSIMOS SENHORES. I eí e Se mão, que na ei a, que a Real Academia annualmen e con- ag a ao Myí e io da Conceição immacu- lada da Vi gem Senho a nolía, eci ou o R. P. 1VL F . Jo é Malaquias, ingula o namen o da O dem dos P egado es , e baí a a a e udição, e li e a u a dei e íin- gula engenho pa a o Se mão pode pa - ía em u pei a, nem epa o ; po em co¬ mo o aíTump o do Panegy ico deo ocea- íião a alguns epa os , po i lb o Au ho o que da a público, pa a que os dou os examinem com madu eza o en ido , em que alla a. He a ubí ancia do aíTump o, que que o Myí e io da CoUceiçao immacula- da não pode e objeélo de é , po e objeé o da e idencia. Quan o à e idencia ão o es , ão olidos, e de an o pezo são os undamen¬ os , que excogi á ao os abios em an os eculos a a o do My e io , que e não pode da po eme á io quem o julga e iden e j e na uppo ição de o e , p o- cedeo o Au ho na en ença da ua e co- la com o Dou o Angélico, de que o ob- je&o e iden e não pode e objeélo de é. Aí im o en ina o San o Dou o 2.2 q % a . y. ibi: Tm o ibile ejl , quòd idèm „b eo - demji cí um, & c edi u n ; po em dei as pala as Idem abeodem i a a eu hum meio e mo, com que me pa ece e podem con¬ cilia os ânimos di co des. He ce o cue huns, e ou os odos e undão na de o¬ ção da Vi gem Senho a noi a , e cada hum po eu modo eque moíl a empe¬ nhado pela e dade do Myl e io , aí im os dou il imos Acadêmicos, que u pi aq pela de inição da Ig eja , como os que a impugnão po con a da e idencia como Pe ende o dou il imo Panegy i a [ e ne - a a uni o midade de de oção , e di co dia de en endimen os , me pa ece e podião concilia com a dou ina do Dou o An¬ gélico ubi up . q. a . 4. ad 1. onde diz a lim : Quòd de eodem non o ejl ej e cien ia , & ides apud eumdem : ed id, quod ejl ab uno ci um , po ejl ej e ab alio c edi am , o que jà inha enlinado o San¬ o Dou o na ci ada q. 1. a . ImpoJJi- bile ejl , quòd ab eodem idem i ci um, & c edi am. Po ejl amen con inge e, u id, quod ejl i um, el ci um ab uno, i c e¬ di am ab alio , po onde ep e en a - e o My e io e iden e ao Au ho de e Se ¬ mão , não i a o pode - e de ini , e e de é Di ina, po que Id, quod ejl ab uno ci um , po e l ej e ab alio c edi am, e ca¬ da hum de ende á a e dade do My e io con o me a in elligencia , q lle Deos lhe de , jà eja po é Di ina , jà po cien- cia humana; nem o Au ho he con a i - o ? como ecollige doexo dio de e Se ¬ mão, e do eu P ólogo. Quan o ao apo o e , com que o Au ho e ol a pa a os P íncipes, pedin¬ do-lhes, que e nao empenhem na de ini¬ ção çao do Myí e io , he ce o , que Te e!lc não o de ini el , po mais que os P ín¬ cipes e empenhem, a lg eja o não ha de de ini : e neí es e mos melho e á dei¬ xa a cada hum ob a con o me a ua de¬ oção. No mais ingenuamen e con eíTo que nao acho ne e Se mão ma é ia alguma de epa o, an es me admi o mui o da no¬ idade do a ump o, do engenho, e agu¬ deza , com que o Au ho o di co e , e da olidez, com que o p o a. He em dú¬ ida que g andes P íncipes , e Mona cas e em empenhado j:om a Ig eja pa a al¬ cança em a de inição dei e Myí e io , e he igualmen e ce o, que o não em con- eguido. E po que nao e á lici o ao dou¬ o Panegy ií a di co e o mo i o dei a denegação ? Ií o az no p e en e panegy- ico , di co endo , com g ande c edi o dos abios, huma azão , e nao ce a, ao menos p o á el, que he o que baí a pa a não me ece as igo o as cen u as , que lhe de ão, e elle des az com odou illimo P ologo, e com as excellen es no as ma - ginaes dei e Se mão , em que bellamen e e explica , e decla a o en ido , em que alia } pelo que não con endo eí e Se ¬ mão cou a alguma con a a Fé , ou bons coí umes , bem e pode da licença pa a e imp imi . Voí as Illu iílimas o dena¬ ão o que o mais ace ado. Lisboa , e Cong egação do O a o io, 2 j. de Janei¬ o de 17 J4. Jo é T oyano . V I a a in o mação, póde- e imp imi o Se mão, que e ap e en a , e de- pois ol a á con e ido, pa a e da licença que co a , em a qual não co e á. Lis- boa, iy de Janei o de 1754. JF . R. de Lancajl e. Sil a. Ab eu. Paes • T igozo . Sil ei o Lobo . Cajl o * Do Do O diná io. Jlpp o ação do M- R- P- M- F . F anci co Augujlo , Len e 'Jubilado na Sag ada Theologia , Examinado das T ez O ¬ dens Mili a es , Synodal do Pa ia cado , & c . EXC. ™ E REVER. m o SENHOR. N E Í e Se mão, que na ei a da Com ceiçao pu i ima de Ma ia Senho a no (Ta p egou oM. R. P. M. F .Jo éMa- iaquias, da ag ada O dem, e p ecla ií i- nia Religião dos P egado es, eacha hum engenho o modo de p o a a e dade de - e Myí e io obe ano j po que a e iden¬ cia , e ce eza del a e dade, que em o¬ do o Se mão que pe íuadi aos ieis, não póde e i de obí aculo à de inição de é, que an o appe ecemos os Po uguezes, e pela qual os Senho es Reis dei e Reino em ei o epe idas iní ancias ao up emo D O a- O áculo do ag ado Va icano. Bem mo a odou i imo Au ho de e Se mão, que e nao que exclui de es de o os ânimos, ( em emba go do ápo o e, que nelle e acha) quando ago a noP ologo, quepe - ende ambém imp imi , decla a melho o en ido, em que allou, pondo po ex¬ emplo a exií encia de Deos , a qual endo e iden e , ce a , e in alli el pa a os a- bios, he hum dos My e ios da no ia é, e ão neceí a io pa a a al ação , que o Apo olo S. Paulo endo-a po impoíli el no e . 6 . docap. n. da ca a, que e c e- eo aos Heb eos : Sine ide au em bik e place e Deo , o p imei o a igo, que manda c e aos ieis , he e e da exi - encia de Deos : C ede e eni n opo e acceden em ad Deum , qula e . E decla an¬ do o Au ho o eu concei o com e e me - mo exemplo, pa ece-me que não em lu¬ ga a cen u a ainda dos que na de oção de Ma ia Senho a noí a, e da ua Con¬ ceição pu i lima e que em mo a mais zelo os, e empenhados, pois com as me - jnas azoes , e undamen os, com que os Theologos de endem a e idencia 0 e a é de de hum Myíle io exp e iamen e e elado nas ag adas Le as , pode ão de ende mui o melho ou a e idencia mui o in e¬ io , que o Au ho pe uade, com a é, que de em e deíla e dade aquelles, que i e em a o una de ou i em a ua de i¬ nição da boca do Summo Pa lo da Ig e¬ ja , e aíTim con ie aos ins da P o iden¬ cia do Al i imo , cujos eg edos incom- p ehen i eis nenhum en endimen o c ea- do pode pene a . I o he o que encon o ne e Se mão , alèm da engenho a idea concluden es p o as , a a e udição , e genuína applicação de E c i u as, que me da ao undamen o pa a g andes elomos, e a ob igação de Cen o me não jzeíle u pende a penna , cingindo-me ó a in¬ o ma a V, Excellencia , que o Se mão a os do b m a s dan - j nem o en- de a pu eza dos co umes. Ca mo de Lis¬ boa, z<?. de janei o de 17 jq. F . E anci co Ai gujlo. V I a a in o mação, pódé- e imp imi ^ e depois ol e coníe ido pa a íe da licença pa a co e em a qual nao co ¬ e á. Lisboa, 31. de Janei o de 1754* D* y. A ceb . Do Paço. App o açao do M. Ti. P. Diogo Ba ho d Machado, Abbade da Pa oquial Ig eja de San o Ad iao de Se e , e Acadêmi¬ co do Nume o da Academia Real. SENHOR. C O m o poíTo obedece ao obe ano p e¬ cei o de V. Mage ade, endo Cen- o do Se mão , que p egou o P. M. F ei Jo é Malaquias , beneme i o Alumno da p ecla iílima O dem dos P egado es , e¬ cunda p ogeni o a de mon os da abe- do ia em odos os eculos, e V. Mage - a- ade oi delle o Pahegy i la, quando o ou- io eci a na ua augu a p e ença ? Quem não inco e á em ano a de ac ilego, in¬ en ando com a cen u a p o ana o al o concei o , que V. Mage lade ez de la ob a ? Con e a- e pois, em obíequio da obediência , a e e idade c i ica em glo- io o applau o do O ado Euangelico, que com a i icio no o ab icou na o licina da mais olida Theologia a idéa , em que p e e indo luzes a omb as, e abeleceo o indul o , com que a Omnipo ência Di i¬ na izen ou a Ma ia San i lima do a al con agio , que in icionou oda a de cen- dencia do p imei o homem , mo ando e iden emen e, em a de inição da é a e dade da pu eza o iginal daquella P in- ceza , que ha ia de e Mai do Di ino Ve ¬ bo. Co e pondeo a Angula idade do a - ump o à íingula idade do p i ilegio, e a pu eza da a e con ibuio pa a aze mais cla a a pu eza doMy e io. T iun e pois e e Ca holico Demo lhenes da emulação cqlligada com a igno ância, e a ama pu¬ blique o eu nome pela a li lima ci cum- e encia do O be li e a io com as amo as PROTESTAÇÃO. P R o eíla o Au ho , que udo , quan o diz neíle papel , ujei a ao juízo da San a Mad e Ig eja Ca holica Romana, cujojuizo econhece i e o ma el, ce o, e e dadei o : e oga aos abios , que e de cub i em nelle algum e o ou nahiíio' ia, ou na ch onologia, ou na eloquência, ou em ci ação menos ajuílada , o de cul- pem, po que o ez (menos o Se mão) no e paço de quinze dias , in igado do im- pul o da ua hon a indignamen e ul aja¬ da , em adju o io algum humano , nem ainda pa a e c e e as ci ações da dou i¬ na, que acha a nos Au ho eS, em al a às pensões da ua communidade, e cadei¬ a , como a odos os Religio os do eu Con en o he con ian e; po em mui o con¬ iado em Deos , que^ abendo a ua inno- cencia, e edi a in enção, com que p egou ? o ha ia de pu i ica , e de ende das im- po lu as, que con a elle o mou a in e7 íli a dos eus ad e a ios* De cjua na us ejl Je us. S. Ma heus no i. cap. U E encon ado eílá hoje o meu juízo com as o las e pe anças ! E pe ais im¬ pacien es que o O áculo da Ig eja de ina olemne- men e, que a Mai de Deos nao con ahio como os mais de cenden es de Adao a culpa o iginal. Con a e as e pe anças julgo eu, que não pode a Ig e¬ ja de ini eí a e dade. Só aqueílas e -» dades podem e de inidas pela oz do ya icano, ( dizião aquelles dous ãmo os ho- a Se máó homens , que lo ecê ao no empo dos Concílios La e anen e, e T iden ino , o Ca deal Cae ano , e o g ande Melchio Cano:) (1) Só aquellas e dades podem e de inidas pela oz do Va icano , que o ao e eladas po Deos ou nas Eíc i u- as, ou nas adições Di inas, communi- cadas de Ch i o aos Apo olos, dos Apo - olos à Ig eja , e nella con e adas como emdepoíi o, em in e upção alguma pe¬ la e ie dos eculos j e como a Conceição immaculada de Ma ia eja hum aólo, de que não alia a E c i u a, nem con ia dã adição, não pode a Ig eja de inillo. A - im di co ião e es dous amo os homens; naquelle empo , em que e p incipia ão com mais o ça as diligencias pa a e de¬ ini e ie My e io ; po em não he e ie ò’ undamen o, que ago a me mo e a jul¬ ga , e p o e i ne e luga , e nap e ença dos abios, que me ou em, que a Ig eja não pode de ini a Conceição immaculada de ( i) Caie an. opulc. de hac é. Cano lib.4.üeloc. Theol. cap*4.&lib.7. cap.3. concl.4. Da Conceição de N. S. 3 de Ma ia. (2) Mo e-me o coníide a jà inc í el e e My e io pela ua e iden¬ cia. Duas cou as e eque em, p a a que huma e dade e pol a c e com é Di i¬ na , ce eza, e e cu idade : ce eza, po ¬ que a é e unda no Di ino e emunho, que nao pode engana , nem engana - e: e cu idade, po que a é (como diz o Apo - olo S. Paulo) he a gumen o de cou as oc- cul as , e e condidas : A gumen um non appa cn mn. ( 3 ) Po al a de ce eza nao con ide o eu inc í el 0 My e io da Con- ( 2) No e- e, que 0 O ado não e also do undamen o de les abios pa a du ida da e dade do My e io. No¬ e- e iambem , que deixando o O ado em e po a e ie a gumen o de Cae ano, e de Cano, nao peccou con a a Bulia Solici udo omnium Eccle ia um de Alexand e VII nas pala as : A gumen a con a ea a e endo, & in olu- a elinquendo ; po que o ob e di o a gumen o nao he con a a Conceição immaculada de Ma ia, ou con a a e dade de e My e io, que he o que e p ohibe na di a Bulia, mas he con a a ua de inihilidade, que, como jà ica di o no P ologo , he ac ci den e ex in eco da e da- d ; e e o O ado en ende [ e, que e a con a a e dade do My ie io , e que com elle e impugna a e Ma ia òan í imajni a ? e immaculada no p imei o in an e do JeuJ , não ha ia de deixa de lhe e pende , po que lhe dej uia 0 aj nwp o do en Se mão. (3) Heb . 11. . 1... 4 S E R M A Ó Conceição immaculada de Ma ia , po - que com o angue das p óp ias eias nao du ida ei eu de ende a ce eza i e aga- el de e Myí e io, po lo que nao he im~ media amen e undada na au ho idade da ag ada E c i u a, ou adição, como di - co iao bem aquelles dous abios nomea¬ dos. Po al a de e cu idade im he que e me ep e en a inc í el o My e io da Conceição , (4) po que he jà hoje ao e iden e, ao no o io, e ão mani e o ao conhecimen o dos abios, que Ma ia San- iílima oi pu a, eimmaculada no p imei¬ o inílan e do eu e , e na ua glo io a Conceição , que po eík e idencia e an a , e ão g ande , julgo e nao pode comp ehende den o da es e a da nolla é. (4) No e e , que 0 O ado nao chama inc í el 0 My ¬ e io da Conceição , po e e iden emen e al o , como in e io o C i ico, mas po e e iden emen e e dadei o ; e ii ou de ia exp e sao , po que alia a em hum cong ej o de abios , que ndo igno ao , que a é he incompa í el nao i com a e idencia da al idade , mas ambém com a e idencia da e dade a im na en ença do Dou o An¬ gélico, como do Dou o Sub il, Da Conceiçaõ de N. S. 5 é. E quem à i a dei as cõn ide açóes pode á u pende ojuizo ob e a i de ini- bilidade de e Myíle io , abendo que a ma é ia das de inições da Ig eja são dog¬ mas i e aga eis, que os ieis de em c e com é Di ina , e que íp o que os ieis podem c e , pode a Ig eja de ini ? A lim he. Mas, oh como e me ep e en ão ma¬ goadas as oí as eípe anças com e la con¬ adição do meu juizo! Po ém qu e im¬ po a que os ma y ize as e pe anças, e os hei deli ongea ogo o, expondo- os a e iden e ce eza , que log a a e dade de ie Myíle io , a que p o Po uguezes con ag amos endidos os co ações, e po Acadêmicos p o eílamos de ende , ac i- icando go io amen e as idas em eu ob- equio ? O a peço- os a a enção. Jà abeis que luima das igu as mais ge minas de Ma ia ne e obe ano My - e io oiE he , aquella augu i lima Rai¬ nha, que log ou po p i ilegio a izençao da mo e, que a odos osl aeli as amea¬ ça a o o midá el Dec e o de A Tue o: F Aw; 6 Se mão Non mo ie is: non enim p o e , ed p o om - niius hac lex con il u a e . (j) Diz pois o ag ado Tex o de a augu i ima Rainha, que log a a huma o mo u a não ó g an¬ de, mas inc í el: E a enim o mo a alp de , & inc edibili pulch i udine. (6) Inc i* el? Pois não e podia c e ? Não, po que ha ia de i empo, em que a pu eza o i¬ ginal de Ma ia San i ima Senho a noíTa, de que e a igu a a o mo u a de E he , e não pudeíTe comp ehende den o d$ es e a dano ía é; ha ia de i idade, em que, de e adas as omb as das con o e -? ias, e das dú idas, appa ece íe a e dade de e My e io ão luzida £ ão cla a , e e iden e ao conhecimen o dos abios, que o le pa a elles inc í el e a e dade pela ua e idencia : E a enim o mo a ai de 9 & inc edibili pulch i udine. E quando e¬ ia e a en u o a Epoca ? Eu, enho es; con ide o, que he e a, em que e amos, po que nella , des ei as as dú idas pelos £5) E h. 15. . 13. (< 5 ) idem2. . 15. Da Conceição de N. S. di cu òs, e olidas azoes dos abios, ap- placadas as con o e íias , e as con endas ob e e e pon o , e ep e en a com an¬ a e idencia ao noíTo conhecimen o a e ¬ dade de e Myíle io, que e az inc í el, po e an a , e ao g ande e a e iden¬ cia ; e em luga dá e > ó pode á emp ega - e ne e My e io o conhecimen o da ci- encia, e do noí o cla i i no di cu o He e dade que nós nao pode iamos conhe¬ ce con e idencia e e My e io , e pn , mei o nao c e emos com é Di ina que Ma ia San i lima oi Mai de Deos • po¬ ém , uppo a a é da Ma e nidade ’ co¬ nhecemos po cla o, e iden e , e i e a- ga eL di cu o, que Ma ia nao con ahio axulpa o iginal na ua glo io a Concei¬ ção. Tao nece a ia, e e iden e connexao em a g aça da Ma e nidade coma pu eza o iginal, que huma ez conhecida aquella, ica e a conhecida ; huma ez .conhecida aquella e cu amen e po bene icio da é ica e a e iden emen e conhecida po o ¬ ça da ciencia, do di cu o, e da azão. F ii Na- 8 Se maó Na u almen e cahimos no Euange- lho. Nem aqui, nem em ou a pa e diz o Euangeli a huma ó pala a da pu eza o iginal de Ma ia San iíFima Senho a noíTa. E po que He ao exa o em e¬ e i ou as cou as de meno ponde ação, e e a, e a que an o e in e e ía o c edi¬ o de a Senho a , deixa-a epul ada no ilencio ? Sim , po que inha e e ido a ua Ma e nidade: De qua na us e j e us ; € e e ida a Ma e nidade , e a eícu ado e e i a pu eza o iginal , po que daquel- la e dade cla amen e e e á còlligindo eíla. Se Mái de Deos huma *pu a°c ea4 u a he huma e dade ao upe io à a- zao, que ò e póde conhece pela e ela-* cão Di ina ; e po em pu a, e immacu- lada na ua Conceição huma c ea u a , a quem Deos inha deí inado pa a a al a di¬ gnidade de ua Mãi , he huma e dade ão con o me à azão, que pa a e conhe¬ ce não he necel a io o Di ino e emu- nho; po iíTo e abelecida a e da Ma e ¬ nidade : De qua na us ejl -Je us ? não e Da Conceição de N. S. 9 alia no Euangelho huma ó pala a na pu eza o iginal , po que o eu conheci¬ men o ica endo empenho nece ía io da ciencia , e emp ego de hum cla i i no di cu o. Jà , Senho es, ou i es com ad¬ mi ação neíle luga a hum abio Acadê¬ mico , que a endendo à g ande e iden¬ cia , que hoje log a a e dade da Con¬ ceição immaculada de Ma ia San ií ima o-la p opoz como My e io da hi o ia- (7 ), eu po èn . pelo me mo undamen o yò-la-hei de p opo como My e io da ciencia, e cuido que não com meno p o¬ p iedade , po que a e idencia de a e ¬ dade e de e in ei amen e aos di cu os dos abios. Aquelle abio Acadêmico con- ide ou- os com o emp ego de Hi o ia- do es , e po i lb pa a aze o o e e My e io , ello p op io da hi lo ia ; eu po ém con ide o- os com as condiçdes de a« (]) No e. i , que 0 Dou o F mici co Xa ie Lei ão, Acadêmico do Nume o dejla Real Academia , eguio nel- la emelhan e ajjiimp o , e em luga de cen u a conci¬ liou nos ou in es wmno applau o . 1 6 S E R M A Ó Euangelhos , po que quiz , que ' o lem dogmas da no ía Fé ; po em o My e io da Conceição deixou de o e ela , po ¬ que quiz , que olie emp ego da no la ciencia. Os mais My e ios, como são não ó upe io es , mas ambém (ao que pa¬ ece) con á ios, e epugnan es à azão, e a p eci a pa a e c e em a e icacia do Di ino e emunho ; o My e io po ém da Conceição, como não em epugnân¬ cia com a azão , an es he com ella mui con o me , ba a pa a e conhece com cla eza a ciencia , e o di cu o , up- po a a é de ou os My e ios. O a eu acabo de me explica com o My e io da Enca nação do Ve bo. Na ce o C eado dehuma c ea u a, Deos de huma mulhe , em im cingi - e o immen o , e in ini o à cu a es e a do pu i imo en e de huma Vi gem, im he e dade , mas pa a e c e he p eci o que Deos o diga nas E c i u- as, não em huma , mas em mui as pa - es i e em emba go dií o , nao igno ais ós j Senho es, as con o e iias, que hou¬ e- Da Conceição de N. S. 17 e ão no quin o eculo da Ig eja íbb e e e pon o , que ob iga ão a con oca - e o ag ado Concilio E e ino pa a e de ini , que Ma ia San ií ima e a e dadei a Mãi deDeos, con a o que diziao mui os Bi - pos , que o ão condenados neí e Conci¬ lio; e po em Ma ia San iííima pu a, e immaculada na ua glo iola Conceição, uppo a a é , que emos , de que oi Mai de Deos, he huma e dade ão e i¬ den e, ão cla a, e mani e a, que e e - á me endo pelos olhos da azão , e do di cu o; em im e dade, que ó e dei¬ xa á de conhece com e idencia po quem não a ende à connexão, que em a Ma¬ e nidade com a pu eza , ou pa a melho dize , o e Mãi de Deos com o e pu¬ a , e immaculada de de o p imei o in- an e, em que exi io. O a ou i o Dou¬ o Angélico di co endo ob e ou a con¬ nexão , que az mui o pa a e a. Pe gun a S. Thomaz na e cei a pa - * e da ua Summa Theologica, e Ma ia San iííima comme eo no e paço da ua i- l8 S E R M A Ó ida culpa mo al, ou ainda enial , e e - ponde , que nao, undando a ua e po a com eí e cla i imo di cu o. (14) Quan¬ do Deos elege ac ea u a pa a algum em- p ego , ou mini e io da o dem ob ena- u al , de al o e a p epa a , e di poe com a ua g aça , que po o ça da elei¬ ção Di ina , e da me ma g aça ica en¬ do digna , e idônea pa a eí e emp ego , ou mini e io, o que e ê nos Apo olos, a quem elegeo pa a Mini os do no o Te amen o, e po i b os ez dignos , e idoneos com a ua g aça , e pela e ica- cia da ua Di ina eleição de le me mo mi¬ ni e io , como a i ma o Apo olo S. Pau¬ lo : Idoneos nos eci M niji os no i Tejla- men u ( 1 5 ) A Ma ia San i lima elegeo Deos pa a o mais al o , e ublime mini ¬ e io, que podia e c ea u aalguma, que oi o de e Mãi ua: logo ha ia de di pol- la, e p epa alla com a íua g aça , e g a¬ ça al , que a izeí e digna deí e mini e- io? ( 14) D. Thom. 3. pa . quae . 27. a . 4. ( 15) acl Co in h. 3. . 6 . Da Conceição de N. S. 19 io, e emp ego. A im o ez , e po iíTo o Anjo S. Gab iel a in i ulou cheia de g aça : A e g a iaplena. ( 16) Não e¬ ia Ma ia San iílima digna Mai deDeos, ( con inua o San o Dou o ) e i el e peccado alguma ez em odo o e paço da ua ida, ainda que ío le enialmen e, nao ó pela ignominia do peccado , mas po que e a ignominia edunda ia em eu Filho, do me mo modo que edunda nos ilhos a hon a , e g andeza de eus pais como a i ma Salamao : Glo ia ilio um pa eseo um: logode e- ea i ma , (con¬ cilie ul imamen e o San o Dou o ) n u e Ma ia San i ima nao comme eo em odo o e paço da ua ida nao ó culpa mo ¬ al , mas nem ainda enial. Oh que admi a el di cu o 1 Di cu - ío ou oi Angélico , a cuja dou ina i e aga el unio Deos o do e da cla eza: Cei a , cla a , i maque en en ia: (17) di cu o em im , em que e pe cebe com e idencia a connexao 3 que em o e JVLãi -'- (1 ó) Luc. i. e . 28. (17) Eccleíl in O iicio D. Thon). 20 Se maó de Deos com o e pu a com pu eza a&ual, e habi ual. Mas íe he lici o a hum di ci- pulo adian a a dou ina do eu Me e com as luzes , que ecebeo do me mo Me e, eu que log o, po o que indigna¬ men e , a hon a de e oíTo di cipulo ? po que não adian a ei a oí a dou ina com as luzes, que de ós enho ecebido ? ( 18) A i mais, meu San o Me e ^ que Ma ia San iíTima nao e ia digna Mai de Deos, e i eí e com ne ido alguma cul¬ pa , ainda que o íe enial , po que a igno¬ minia do peccado a a ia indigna de a hon a, e edunda ia em eu Filho; enão ha e ia e a, ou, pa a melho dize , maio indignidade , e e a Senho a i elíe con¬ aindo o peccado o iginal? Vós me mo me en ina es, que o peccado o iginal e a aiz de odos os males, e po i lb o maio de odos: que po elle íe con i uem ilhos da i a , e do odio de Deos odos os de - cen- (18) No e- c e e acha nejlas exp e soes coi a inju io a ao Dou o Angélico , como al cimen e e lhe im¬ pu ou. Da Conceiçaô de N. S. 21 cenden es de Adão, p i ados do di ei o, que e ião, àglo ia, e econ e aí e nel- les aju iça o iginal. Pelo con a io, que o peccado enial he hum mal le e , q U e nao az mais que ex ingui o e o da ca idade , com a qual e compadece , e ambém com a me ma g aça: logo (in i¬ o eu ) eDeos, uppo o e elei o de de a e e nidade a Ma ia San i lima pa a lua Mãi ., e a a ob igado a di polla, e p e- pa alla com huma g aça^, que a p e e - a le de oda a culpa, aílim a ial, como habi ual, pa a e i a a indignidade na Mãi, como a ignomínia no Filho , (19) com mui o maio azão a ha ia de di pô , e p epa a com huma g aça , que a p e- e aíTe do peccado o iginal , pa a e i a mui o maio indignidade , e ignominia aílim na Mai, como no Filho. Aílim he, di ia 0 Dou o Angélico, e exiíhíle ne es empos , em que di poz Deos e a endeíTe com mais e lexão à ___ H e - ce ícL N p C ,T e: ' V ! “V" d «O ado do debi o dc de- encia , e na w eU gencia do Dou o Angélico. 22 Se mao e dade dei e Myí e io, po que e ha ia de con ence com ae icacia, e e idencia dei e di cu o , que e não de e chama meu , po que a íua dou ina me deo luz pa a o o ma ; (20) e o me mo di eis os 5 Senho es, po que ainda que echeis os olhos da azão, e do di cu o pa a c e como ieis na Ma e nidade de Ma ia, undados p eci amen e na au ho idade do Di ino eí emunho , os ab is pa a pene¬ a , e conhece como abios a e iden e connexão;, que ha na me ma Ma e nidade com a pu eza o iginal. Mas po que nãó ica eis a is ei os, e não au ho iza o pen- amen o com as ag adasE c i u as ? ab a¬ mos os li os de hum, e ou o Teí iimen- o. (2o) No e- e , que , ainda que o Dou o Angélico e n al¬ guma pa e-las u as ob as pa ece e inclina à en ença pia, o con a io egue em mui as pa es da aaSumnia Theologica , a que os Thomi as co un amos chama o eu ejlamen o , e a ua ul ima on ade , con o mando e com a en ença dos an igos Pad es , ê o O ado abia i o mui o bem ; e pa a p o a injinúa ao C i ico , que lea os Pad es Salman ic. no om . 4. da Pheolog. Specuh a . 13. di p. 15. dub. 5. §. 5. Quid enendum dem en e Angelici Do&o is* Da Cònceiçaó de N. S. 23 o. Diz o P o e a I aías, que i a no Ceo hum h ono, a que a íi iao dous Se a ins, que com as p óp ias azas cub ião os olhos pa a o não e em: Duabus mlaban unu - qui que aciem uam ■ Ç l ) Diz o Euan- geli a S. João no eu Apocalyp e , q Ue i a no Ceo o me mo h ono , a que a - ii ião huns Vi en es, que inhão abe os os olhos in e io es do juizo , e ão abe ¬ os , que pa a enca ecimen o da pe pica- cia, com que ião, a i ma , que e a ãõ in e io men e cheios de olhos: ín í s ple¬ na un ocnlis. (n) E qual e ia o mo¬ i o de es ão di e os mo imen os ? O mo i o e a con ide a em os Se a ins e os Vi en es aquelle h ono com di e os e pei os a dií in&as cou as. Os Se a ins con ide a ao o h ono como luga da Di¬ indade, e que dizia e pei o ao Senho que nelle e a a. A lim íe collige do que diz o P o e a, de c e endo o me mo h o¬ no : Vidi Dominum eden em upe olium H íx cx- c . 8 l ai - in ex . Heb aico. ( 22 ) Apocalyp . 4. 24 Se maó excel um , & ele a um . (23) Pois ahí e á a azão, po que os Se a ins apao os olhos, po que o e pei o à Di indade não lhes pe mi e di igi a i a a hum luga , em que e á o me mo Deos. Os Vi en es con ide a ão o h ono pela connexão, que inha com hum ma de aguas pu as , e immaculadas , que e ão emelhan es ao c y al , o qual e a a à i a do me mo h ono. A lim o dá a en ende o Euan- geli a, quando ode c e e: Ecce edes po- i a e a in Gcelo , <& in con peS u edis ma e i eum im le c y iallo. (24) Pois ahi e á ambém a azão, po que os Vi¬ en es ab em os olhos in e io es do juí¬ zo pa a os emp ega em na pu eza daquel- las c y allinas aguas. Th ono de Deos he, Senho es, Ma¬ ia San i ima Senho a nol a , e e i ulo lhe dão os San os Pad es. Se con ide a- es e e Th ono, ou Ma ia pelo e pei o, que diz a Deos , como Mãi ua mui o amada ainda que ejais Se a ins ab aza- _ _ dos (23) liai. cap. 6 . . 1. (24) Apocalyp . 4. . 2. & * Da Conceiçaõ de N. S. 25 dos em amo de Deos , ha eis de echa os olhos da azão, e do di cu o, e pei- ando e a g ande dignidade, e ó lhe po¬ de eis da aí en o e cu o , e ine iden e undados p eci amen e no Di ino e e- munho. Se coníide a es po em eí eTh o- no, ou aMai de Deos pelo e pei o, que diz ao ma de aguas pu as, e c y allinas ymbolo o mais p op io da ua o iginal pu eza, en ão ha eis de ab i os olhos in¬ e io es do juizo , e da ciencia , como azião os Vi en es do Apocalyp e pa a conhece , e pene a como abios a e i¬ den e connexão , que em o h ono com as aguas , ou pa a melho dize , a Ma¬ e nidade de Ma ia com a ua pu eza o i¬ ginal. Eí á au ho izado o pen amen o com as E c i u as, po ém ainda não eílá in ei¬ amen e expoíla a ene gia deíle luga do Apocalyp e. Diz mais o Euangeliíla, que na p e ença do Th ono eíla ão in e e qua o Mona cas empenhados em lhe i¬ bu a os mais ob equio os cul os, de o - e, que e não a is azião com menos que com 32 S E R M A Ó o mai- os com as d poíiçóes da Ig eja , que não pode e a em coii a alguma, po que lhe a li e o E pi i o San o com o eu in luxo: imi ai im aos Mona cas Po - uguezes , no os clemen i limos Senho es, que aos eus a lallos mandão ecebe co¬ mo ieis odos os my e ios, e dogmas da no laFé, em lhes pe mi i aquella licen- cio a libe dade de con ciencias , que em alguns de o lbs E ados al ez epe mi - e , com g a i limo e c upulo de olTas deíicadas con ciencias j as Uni e íidades po em 5 e as Academias o denao que ju¬ em odos os eus Alumnos de ende o My e io da Conceição. I o im, i o he aze ju iça a odos, e da a cada hum o que he eu; aos alTallos, que sao ó ieis, os my e ios da Fé; aos a lallos, que sao abios, o my e io da ciencia. Aqui ecolhe ia eu as elas ao di i- cu o, e con a o aíTump o, que omei, e não o e eceíTe huma dú ida , que in¬ ei amen e ode oe, ao que pa ece. To¬ dos os San os Pad es da Ig eja p imi i a, que Da Conceição de N. S. 33 Í ue c e ão i memen e e Ma ia Mai de )eos , negá ao aci a, ou exp elTamen e a .Tua pu eza o iginal; ( *8 ) ee le oi o mo i o, po que os Dou o es Angélico, e Se á ico, eguindo como abios a cien- cia dos an igos , negá ao ambém a Ma¬ ia San i lima e a ingula p e oga i a, ou ao menos du ida ao delia, inclinando- e à en ença dos an igos Pad es. (19) E a ambém a cau a, po que o Sub ili - imo E co o, eliz an e ignano da piedo a en ença, que eguimos, e de ende emos com o angue das p óp ias eias , p o e- io com humildes, e e e en es clau ulas, que ó Deos conhecia a e dade de ie a- c io; po ém que, e nao epugna le à au- ho idade da E c i u a , ou à da Ig eja, lhe pa ecia p o á el , o que e a mais ex- cellen e à Senho a; e de ia o e, al an- do a au ho idade dos San os Pad es, que he a me ma da Ig eja , mani e ou o eu p o- (28) San li PP. jam un ci a i in Epi ola dedican e opus num. 2. 6c num. 6. 6c num. 24 . (29) D. Bona . 3. enc. 3. q. i. a . 2. D. Thomas 3. pa . q. 27. a . 2. 34 Se mão p op io pa ecé : ($o) logo de e Ma ia Mãi de Deos , não e egue po cla o,' e iden e , e i e aga el di cu o a ua pu eza o iginal; po que não e a poí i el que an os Pad es da Ig eja, a quem Deos communicou a maio abedo ia, deixaíTem de conhece , e a hou elle , e a e iden¬ e connexão. E e a gumen o he ão g an¬ de, que eu econhecendo a ua di iculda- de, e que me não e a lici o ne a ho a dis a çai la , i e pen amen os de oma ou o aílump o. Em im, não ei po qoe impul o pe íií i na e olução p imei a , e en- (30) Sco us in 3. en . lib. 1. di . 3. qu& ! iic ai : Àd qudeji um dico, quòd Deus po ui ace e , quòd ip q imiiquãm uijje in pecca o o iginali : po iú e iam e- cijje , u an iim inuno n ah i ejje in pecca o : pò ui e iamj ace e , u pe empus ahquodejje in pecca o, & in ul imo injian i iílii s empo is pu ga e u .... Oi od n i em ho um ium , qu£ o ien a Jm ejje pojjibilia , achi n i , Deus no i i auclo i a i Eccle uç + el a e clo i a i Sc ip u ae non epugne , ide u p obabile , quod excellen ius e i , ibue e Ma ia. Idem Sco us Dí n&ion. 18. num. ij. líc cxp imi u am en en ian * Bea a Vi go Ma e Dei nunquam uii inimica aBi ali* e a ione pecca j aclualis , nec a ione o iginalis : ai i e amen, ni i uijje p g e a a. .1.. -c Da Conceição de N. S. 95 en ei a pen a no que ha ia de e pon- de . Como eí e a gumen o he undado na au ho idade dos San os Pad es, j u o be que e lhe dê eípoíla, undada àm- bem em au ho idade de San o Pad e. Diz pois S. G ego io Magno , que ao palTo, que hiao p ocedendo os empos , hia c e cendo jun amen e a abedo ia dos an igos Pad es , conhecendo emp e mais os e- gundos que os p imei os , de o e que Moy és oube mais que Ab ahao, os P o¬ e as mais que Moyles , e os Apo loios mais que os P o e as: Pe inc emen a eni- po iim c e i cien iq pi i ualium Pa um ; plus nanque Moy es, quam Ab aham , plus P ophe a , quam Moy es , plus Apo oli , quam P ophe a in Omnipo en es eien ia e udi i un . (31) Ií o me mo , Senho¬ es, que uccedeo na ynàgogá , uccede hoje na Ig eja ; po que paliados os em¬ pos , em que a e e na Sabedo ia i eo humanada ne e mu ido em companhia dos .-=—=_ A P o : 31) G ego . lib, 2. in Ezechiel. Homil,- 1 6 . 36 SERM AÔ Apoílolos , ( que oi hum pa en líe ís ex- cei i o de luz , com o qual nada e pode compa a ) nos eculos, que depois o ão uccedendo, emp e as ciencias ag adas o ão c e cendo cada ez mais com no as, e maio es luzes , que hião ecebendo os- Pad es, e os abios da Ig e ja, di pondo-o aílim Deos 5 que quiz ol e a ua Ig eja como a Au o a , que com o empo ai c e cendo em no os , e maio es e plan- do es ; e el a he a azão , po que com ella a compa a no 6 . cap. dos Can a es, como egula men e a i mao os ag ados Expo i o es : Qu<e e i a, qua p og edi- u , qua e Au o a con u gens ? (32) de que e egue, que mui as cou as abemos ago a , que du ida ão , ou igno a ão os an igos Pad es. Aí im q diz cla amen e o dou ií imo A on o de Ca o no eu li o Ad c sus ha e es ; e p o ando-o com o e e ido luga dos Can a es , conclue a - íim: Ono i , u mul a nunc ciamus , qua a p imis Pa ibus au dubi u a $ m p o x (3 2 ) Can . Canc, cap. & e . 9. Da Conceiçaó de N. S. 57 sus igno a a ue un . ( 3 3 ) E quem po¬ de á pô ni o a meno dú ida, eíbube que mui os Pad es an igos nega ão os li¬ os Deu e o-Canonicos da ag ada E - c i u a, os An ípodas , os habi ado es da Zona ó ida , e ou as mui as e dades, de que emos não íb ce eza in alli el, mas em mui as delias e idencia ; e e e p ocu a a cau a p ima ia de e occul a¬ em e as cou as aos Pad es ? não e de - cub i á ou a mais que a on ade de Deos, que quiz oí e a ua Ig eja como a Au o¬ a ? que com o empo ai c e cendo em no as ? e maio es luzes ? em no os ? e maio es e plando es : Qu* e Jl i a ^ & c . Aí im he , nem d a e dade nece i a de maio con i mação , ó he p eci o appli- calla ao no o ca o. I o me mo uccedeo ambém , Se¬ nho es , com a e dade da Conceição im- maculada de Ma ia. Du idá ão delia os an igos Pad es , e mui os delles a nega¬ ão exp eí amen e , po que não a endê- ___K__ ao ( 3 3 ) Caü o lib. i. Ad e süs híc eles cap. 2. 38 S E R M A Ó 1 ao à e iden e çonnexão, que em a g a¬ ça de Mãi de Deos com a pu eza o igi¬ nal. E e me pe gun ais a cau a di o, p omp i limamen e os e pondo, que oi o e a a Ig eja como a Au o a nos eus p incípios , po di po ição de Deos , que quiz o le com o empo c e cendo nas lu¬ zes , e nos e plando es, pa a que à i a delles e de cub iíTem no mundo no as e dades. Tem os San os Pad es an igos po i a azão, ou ade culpa deexi i em naquelles eculos, nos quaes , po não e¬ em an as luzes, como ago a emos, o- ão pa a elles incógni as , e e cu as mui¬ as cou as , que pa a nós são e iden es. Não he i o exp e sãominha, he dodou- ií imo Cani io : ( 34) Demum habue in Pa es uo um em o um a onem , quibus mul a el o sus incógni a e an , el ob cu a , neq ie a is e olu a , qua pojle is diligen ius excu ienda , el cla iiis illu - an - ( 3 4 ) Pe usCani ms lib. 1. de B. Vi g. cap. 7. in Di pu . con a. eos, qui impugnan Concep ionem immacula am Vi ginis. Da Conceição de N. S. 39 anda , expHcandaque non ine ce o Dei con ilio elinqueban u ; nós po ém, que exi imos em empos , que a Ig eja eí á ce cada de an as luzes , cheia de an os e plando es , emos, e conhecemos e a e iden e connexão. C emos como ieis que Ma ia San i lima oi Mai de Deos, po que e a e dade e acha e elada nas E c i u as; po ém, uppo a a é de a e ¬ dade , in e imos po cla o , e iden e , e i e aga el di cu o, que Ma ia San i - ima nao con ahio a culpa o iginal; po ¬ que he pa a os abios e iden e, que Deos, elegendo-a pa a Mai , a ha ia de p epa¬ a com huma g aça , que a p e e aíTe de a macula. Dizemos em im , que Ma¬ ia San i lima oi pu a, eimmaculada no p imei o in an e do eu e , po que delia na ceo Jhsus : De qua na us e Je us. E lá a is ei a a dú ida, e concluído o di cu o : e a ó que p o ados aos pés do h ono daquella Augu i iima Se¬ nho a implo emos o eu al o pa ocinio. Vós, Ma ia Sobe ana, que de de ae e - K ii ni- 40 S E R M A Ó nidade oíles po Deos elei a pa a Mai de eu Filho unigéni o , aquelle Senho , que oi ge ado nos e plando es da an idade, aquelle , po quem u pi a ão os Pa ia ¬ cas 5 e os P o e as pa a emedio da culpa o iginal, aquelle, que os p e e ou del- la no p imei o in an e do oí o e ; ós* que em empo log a es a mgula g aça da Ma e nidade , pa a a qual os di poz Deos com a pu eza o iginal pa a os a¬ ze digna de a g aça , e pa a e i a a ignominia , que e ia , e naíceíTe de hu- ma Mai, que oí e em algum in an e pec- cado a; ós, que logo no p imei o in an¬ e do o lb e alcança es de Deos huma enchen e de an idade , pa a com ella e p epa a o Templo obe ano, em que po e paço de no e mezes ha ia de e a en¬ ce ado ome moDeos, p o egei e a Re¬ gia Academia , que o mou o Mona ca Saíamão de Po ugal debaixo da p o ec¬ ção de e o lb ingula i limo My e io, não com ou o im mais que o de e i ui , e epa a a e dade * que e acha a adul- e- Da Conceição de N. S. 41 e ada na Hi o ia. Illu ai os en endi¬ men os dei es abios Acadêmicos pa a al¬ cança em eí e im , e pa a que ace em nos eus e c i os com o pon o indi i i el da me ma e dade, do melmo modo que o ace a ão , quando ju a ao de ende o My e io da o a Conceição ímmaculada. Lemb ai- os ambém do no lb Augu i li- mo, e Sobe ano P o ec o , pois he ju o que mo ando- e elle ao empenhado nas o as glo ias, ós os de empenheis ag a¬ decida, alcançando-lhe de o o Filho o¬ das aquellas p o pe idades, que azem di- o o hum Mona ca, e eliz o eu impé io. Pedi a Deos lhe conceda huma ida di¬ la ada , pa a que e dila e ambém em eus aí allos o goí o de i e em debaixo de hum einado ao ju o , ão ua e , e en u o o, e ambém pa a que o ne cada ez mais 0 eu e pi i o daquelles me eci¬ men os , com que ha mui o empo deo p in¬ cipio à ab ica do diadema, com que oe - pe amos e co oado no Empy eo. Di e. F I N I S.