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A formação de professores de artes no Brasil: uma história aberta a interpretações

Galvão Coutinho, Rejane

Abstract

O texto trata da formação de professores de Artes Visuais revendo alguns marcos dos processos formativos no contexto brasileiro a partir de uma perspectiva da colonialidade, com foco nos processos de criação, propondo uma reescrita dessa história que se abre a interpretações; finalizando com comentários sobre exercícios propostos em processos formativos na contemporaneidade.

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28 // Gal ão-Cou inho, R. Communia s. 7. 2022: 28-35 COMMUNIARS · 7 · 2022. ISSN 2603-6681· DOI: h ps://dx.doi.o g/10.12795/Communia s.2022.i07.03 A o mação de p o esso es de a es no B asil: uma his ó ia abe a a in e p e ações The o ma ion o a eache s in B azil: a his o y open o in e p e a ions | La o mación de p o eso es de a e en B asil: una his o ia abie a a in e p e aciones EJANE gALVÃO cOUTINHO | ejane.cou inh[email p o ec ed] UNIVERSIDADE ESTUDUAL PAULISTA «JULIO DE MESQUITA FILHO» | BRASIL Recebido · Recei ed · Recibido: 12/02/2022 | Acei o · Accep ed · Acep ado: 09/06/2022 DOI: h ps://dx.doi.o g/10.12795/Communia s.2022.i07.03 A ículo bajo licencia C ea i e Commons BY-NC-SA · A igo sob licença C ea i e Commons BY- NC-SA · A icle unde C ea i e Commons license BY-NC-SA Como ci a es e a igo · Cómo ci a es e a ículo · How o ci e his a icle: Gal ão-Cou inho, R. (2022). A o mação de p o esso es de a es no B asil: uma his ó ia abe a a in e p e ações. Communia s. Re is a de Imagen, A es y Educacion C í ica y Social, 7, 28-35. Resumo: O ex o a a da o mação de p o esso es de A es Visuais e endo alguns ma cos dos p ocessos o ma i os no con ex o b asilei o a pa i de uma pe spec i a da colonialidade, com oco nos p ocessos de c iação, p opondo uma eesc i a dessa his ó ia que se ab e a in e p e ações; inalizando com comen á ios sob e exe cícios p opos os em p ocessos o ma i os na con empo aneidade. Palab as-cha e: Fo mação. P o esso es de a es. His ó ias do ensino de a es. A e/educação. B asil. Abs ac : The ex deals wi h he aining o Visual A s eache s by e iewing some amewo ks o he aining p ocesses in he B azilian con ex om a pe spec i e o coloniali y, ocusing on he p ocesses o c ea ion, p oposing a ew i ing o his his o y ha is open o in e p e a ion; concluding wi h commen s on exe cises p oposed in con empo a y aining p ocesses. Keywo ds: T aining. A eache s. His o ies o a educa ion. A /educa ion. B azil. Gal ão-Cou inho, R. Communia s. 7. 2022: 28-35 // 29 DOI: h ps://dx.doi.o g/10.12795/Communia s.2022.i07.03 · COMMUNIARS · 7 · 2022. ISSN 2603-6681 Resumen: El ex o a a sob e la o mación de p o eso es de a es isuales e isando algunos ma cos de los p ocesos de o mación en el con ex o b asileño desde una pe spec i a de la colonialidad, en ocándose en los p ocesos de c eación, p oponiendo una eesc i u a de es a his o ia que se ab e a in e p e aciones; inalizando con comen a ios sob e eje cicios p opues os en los p ocesos de o mación con empo áneos. Palab as cla es: Fo mación. P o eso es de a e. His o ias de educación a ís ica. A e/educación. B asil. … 1. In oducción: ap ende a equi oca se Fo ma p o esso as e p o esso es pa a ensina a es, especialmen e no campo das A es Visuais, em sido o oco e mo imen o de minha a uação docen e. Ao e oma es e ex o elabo ado pa a o Colóquio - C iação e c ia i idade: en e o mação e pesquisa, ealizado em Pa is em 2017, pe cebo o quan o os mo imen os de in es igação êm se ampliado de o ma mais complexa dian e das demandas da con empo aneidade nas quais es amos, eu e as/os es udan es inse idas/os. Po an o, a e omada des e ex o se az a e ada pelos mo imen os. Pa a começa amos aze uso de um espelho e o iso , pois, como e le i sob e o que es amos i endo hoje, sem comp eende como chegamos a é aqui. Sob e udo quando es amos nos dispondo a compa ilha essas e lexões com lei o as e lei o es que habi am ou os con ex os e e i ó ios e ca egam expe iências dis in as e quiçá dis an es. P opomos inicialmen e e e , ainda que de elance, algumas expe iências que ma ca am o e eno da o mação de p o esso es de a es no B asil, p ocu ando e le i com a pe spec i a da colonialidade sob e alguns indícios que en e emos, buscando en ende como a ques ão da c iação e da c ia i idade deixa as os ou ausências. Ao inal comen amos como en amos imp egna as/os es udan es em o mação em suas p óp ias his ó ias e nas de nossas/nossos an epassados. 2. Re endo his ó ias... O p imei o e en o que me ece des aque, pois ins i ucionaliza e ma ca o p ocesso de o mação no campo das a es plás icas/ isuais oi a c iação da p imei a Academia Impe ial de Belas A es que passou a unciona em 1826 na cidade do Rio de Janei o. Uma escola cons i uída po eg essos do Ins i u o de F ança e que impôs o neoclassicismo como no ma (Ba bosa, 1978). A é meados do século XX ou as escolas de belas a es passa am a unciona em ou as cidades do país seguindo o modelo da Capi al. Os a is as o mados nessas ins i uições de cunho neoclassicis a passa am a se os p imei os p o esso es de a es com o mação em e i ó io b asilei o. Impo an e con ex ualiza que a o igem dessa ins i ucionalização se deu po imposição da co oa po uguesa que buscou no modelo ancês uma a ualização a ís ica pa a sua colônia além da p a icada em seu p óp io e i ó io. En ão, sob uma dupla colonização, a imposição do neoclássico az como e o ço as ma cas da hegemonia g eco- omana sob uma es é ica ci iliza ó ia. Não sem con li os, esse modelo ai se impondo como no ma nas salas e salões das gen es que se que iam de bem, colocando nas ma gens p á icas a ís icas que 30 // Gal ão-Cou inho, R. Communia s. 7. 2022: 28-35 COMMUNIARS · 7 · 2022. ISSN 2603-6681· DOI: h ps://dx.doi.o g/10.12795/Communia s.2022.i07.03 inham há ês séculos se amalgamando nos p ocessos de colonização e exp op iação conduzidos no campo a ís ico, sob e udo pelos Jesuí as, sob a mão de ob a de a icanos e indígenas esc a izados, que es e icamen e p oduziam o que em a se pos e io men e econhecido e nominado como ba oco b asilei o. Assim se engend a o ensino a ís ico no B asil ese ando o di ei o à c iação a uma exclusi a eli e que mime iza a a me ópoles e epa indo com os demais p odu o es p ocessos c ia i os ep odu i os de modelos impos os. P ecisamos e idencia nes a na a i a que ci cunsc e e o pe íodo colonial, que os po os o iginá ios que habi a am e habi am es e Con inen e, assim como aqueles que aqui o am azidos como esc a izados do con inen e A icano man i e am e con inuam man endo como o ma de esis ência p ocessos c ia i os imb incados nas p á icas cul u ais. Mui os desses p ocessos o am hib idizados pa a se man e em a i os como o ças iden i á ias de esis ência, as ezes in isibilizadas em gue os e i uais, ou as ezes coop adas pela capila idade da colonialidade capi alis a e i a em ca na ais. Um segundo e en o impo an e a pon ua nessa na a i a acon ece em inais do século XIX e início do século XX, quando, co endo a ás pa a se alinha com a e olução indus ial, o meio educacional b asilei o impo a o modelo inglês, p a icado ambém nos Es ados Unidos da Amé ica do No e, e in oduz uma disciplina de Desenho nos p og amas de ensino p imá io e secundá io (Ba bosa, 1978). Nessa disciplina, sob a já comen ada concepção neoclássica, aqui ol ada ao desenho, os educado es da época passa am a ep oduzi e aplica um ensino de desenho écnico e ins umen al com o p opósi o de o mação de uma mão de ob a mais especializada e ol ada a uma indús ia nascen e. Impo an e ei e a que não azia pa e dos p opósi os da disciplina Desenho o es ímulo à c iação ou a p ocessos c ia i os. É necessá io con ex ualiza que o B asil oi um dos úl imos países a aboli o icialmen e o sis ema esc a oc a a em 1888, não o e ecendo na ocasião epa ação nem condições pa a que as pessoas nessa si uação pudessem es abelece uma ida p odu i a e se inse i socialmen e, menos ainda equen a escolas. En ão, essa educação pa a o abalho na qual a disciplina de Desenho es a a inse ida e a o e ada em meios u banos em ase de indus ialização e pa a uma classe social que conseguia acede à educação, majo i a iamen e pessoas conside adas b ancas, sob e udo as le as de emig an es eu opeus e depois asiá icos que aco e am ao chamamen o e acolhida do go e no b asilei o a a és de uma insidiosa campanha de b anqueamen o da população. Dian e da demanda po p o esso es quali icados pa a assumi es a unção, como p o esso es de Desenho, a pa i da década de 1940 o am c iados cu sos de Licencia u a em Desenho e Plás ica ou cu sos de “p o esso ado de desenho” (Pe es, 2019) como e am popula men e conhecidos. A c iação desses cu sos su giu como espos a a c í icas de que os a is as o mados nas Escolas Belas A es pouco en endiam sob e ensino, não endo acesso a conhecimen os sob e psicologia e p ocessos de ap endizagem, po exemplo. Vale lemb a que na p imei a me ade do século XX os conhecimen os sob e a in ância e suas ases de desen ol imen o cogni i o, sob e a exp essão g á ica das c ianças e seu desen ol imen o, assim como, ideias sob e uma educação no a que le a a em con a a expe iência de ap endizagem da c iança es a am em pau a nos meios educacionais p og essis as. Mas, os cu sos de p o esso ado de desenho não ão se deixa imp egna pelo ideá io do que nomeamos aqui no B asil como Mo imen o Escola No a (Fe az e Fusa i, 1992), a g ande maio ia dos p o esso es se ão o mados endo o domínio do Desenho Geomé ico como inalidade e os cânones neoclássicos Gal ão-Cou inho, R. Communia s. 7. 2022: 28-35 // 31 DOI: h ps://dx.doi.o g/10.12795/Communia s.2022.i07.03 · COMMUNIARS · 7 · 2022. ISSN 2603-6681 como pa âme o es é ico, po an o a ên ase ecaia mais na ep odução do que em p ocessos c ia i os. Pe cebemos mais uma ez como os p ocessos p odu i os e ep odu i os ins alados pela dinâmica da colonialidade são p ocessos dis an es e mesmo con á ios aos impulsos de c iação e a es ímulos a p ocessos c ia i os. Felizmen e, na década de 1950 e início da década de 1960 educado as e educado es ab i am espaço no con ex o educacional que se deixou impulsiona pelo e o c ia i o dos campos a ís icos, cul u ais e sociais, no escaldo do pós-segunda gue a mundial que ib ou do hemis é io no e pa a o sul (mo imen o semp e de mão única), acolhendo as ideias de uma educação pela a e que em como cen o jus amen e o es ímulo aos p ocessos de c iação. A pa i de uma expe iência in ensa e singula , b o ou, inicialmen e no Rio de Janei o, o Mo imen o Escolinhas de A e (INEP, 1980) que a pa i de 1961 c iou um Cu so In ensi o de A es na Educação, o CIAE (Lima, 2020), ol ado a educado as e educado es que deseja am se especializa e ap o unda no que eio a se nomeado no con ex o b asilei o como A e/Educação (Ba bosa, 2008), adução li e al do e mo inglês. Esse pe íodo oi pa icula men e é il pa a as a es e pa a a educação em nosso e i ó io, com algumas signi ica i as en a i as de e e são dos mo imen os de imposição e impo ação eu ocên icos. Bas a lemb a que é nesse pe íodo que Paulo F ei e ealiza suas p imei as expe iências com a educação libe ado a que le a a o mulação de uma de suas ob as de e e ência a Pedagogia do Op imido 1 . Apesa da impo ação do e mo A e/Educação colado as ideias da educação pela a e com inspi ação em He be Read e undamen ação em Vik o Lowen eld, ou seja, com acen uada o igem anglo-saxônica, o cu so de especialização, CIAE, possibili ou ambém ânsi os in e nos ao con ex o b asilei o e la ino-ame icano, impulsionando um mo imen o de o mação de educado es mais au óc one, de econhecimen o e busca de ou as ep esen a i idades. Essa expe iência e esse mo imen o, com odas as suas con adições e ambiguidades, e o çam a lu a pela inse ção das a es no con ex o da educação o mal, endo a libe dade de exp essão e c iação como bandei a. En e an o, é impo an e si ua que a o ça desse mo imen o se alimen a a de esis ência, pois desde 1964 o B asil i ia sob es ado de exceção com a ins alação do golpe ci il-mili a que ec udesce du an e in e anos. Em meio a esse egime de exceção, na década de 1970, sob a inge ência de uma concepção ecnicis a, o am p opos as mudanças na legislação educacional b asilei a e pa a ameniza o ca á e imposi i o dessas mudanças, os ecnoc a as que a conduziam coop a am as demandas do mo imen o que de endia a inse ção das a es no cu ículo da educação básica e in oduzi am a ob iga o iedade da Educação A ís ica em odas as escolas. Impo an e dize que a Educação A ís icas se impôs nas escolas b asilei as como uma a i idade cu icula e não como uma á ea de conhecimen o, endo ainda a incumbência de da con a das linguagens das a es plás icas, música e a es cênicas sem e p o esso es p epa ados pa a es e desa io. A ob iga o iedade o nou-se um embus e a es azia qualque po encial c iado que po en u a aquelas e aqueles que lida am com a Educação A ís ica deseja am ealiza . 1 Paulo F ei e desen ol eu expe iência em Angicos, no Rio G ande do No e, em 1963 que deu o igem ao li o Pedagogia do Op imido publicado pela p imei a ez em 1968. 32 // Gal ão-Cou inho, R. Communia s. 7. 2022: 28-35 COMMUNIARS · 7 · 2022. ISSN 2603-6681· DOI: h ps://dx.doi.o g/10.12795/Communia s.2022.i07.03 Como consequência, nes a década, o am c iados os cu sos de Licencia u a em Educação A ís ica, com habili ações em A es Plás icas, Música ou A es Cênicas pa a o ma p o esso as/es poli alen es. Impo an e ambém salien a que a implan ação da Educação A ís ica acon eceu num pe íodo de g ande expansão das edes de ensino básico e ambém do ensino supe io e se ap op iou das concepções mode nis as de li e-exp essão e c ia i idade, concepções que já es a am sendo expe imen adas e di undidas pelo Mo imen o Escolinhas de A es. En e an o, na o ma como a Educação A ís ica se alas ou pelo país, as concepção de li e-exp essão e c ia i idade o am es aziadas de sen ido e de densidade em consonância com a ideologia ecnicis a e ep odu i a que o ien a a o p og ama polí ico educacional. Ao inal da úl ima década do século XX, u o do mo imen o de edemoc a ização do país e da lu a das/dos p óp ias/os p o esso as/es de a es que se o ganiza am em associações, uma no a Lei de Di e izes e Bases da Educação Nacional (1996) econhece as a es como á ea de conhecimen o e assim nomeia uma disciplina no cu ículo da educação básica como A e, de ubando a Educação A ís ica. Pa a e e i a es e ensino e como en a i a de descons ui a ideia da poli alência, ins i uiu que a o mação de p o esso es acon ecesse em licencia u as especí icas de A es Visuais, Música, Tea o e Dança. Há, a pa i daqui, uma en a i a de especializa e ap o unda a o mação das/dos p o esso as/es nas di e en es subá eas do conhecimen o a ís ico. Reconhece-se a pa i de en ão um mo imen o de quali icação do campo epis emológico da A e/Educação que acompanha ambém a expansão de pesquisas em cu sos de pós-g aduação. Um mo imen o iniciado nos anos 1980 po Ana Mae Ba bosa quando ins i uiu a p imei a linha de pesquisa no cu so de pós-g aduação sob e ensino de a es na Uni e sidade de São Paulo e passou a o ma mes es e dou o es que mul iplica am es a inicia i a em ou as ins i uições de ensino supe io . É nes e con ex o que nos si uamos hoje, nes e início do século XXI, quando o ensino de a es no B asil em p oduzindo pesquisas em sin onia com as ques ões da con empo aneidade dos campos a ís icos, cul u ais e sociais; com o des elamen o dos p ocessos coloniais que insis em em nos a a essa ; com a descons ução das g andes na a i as hegemônicas. Mas con inuamos em es ado de ale a, pois as conquis as es ão sendo co idianamen e ameaçadas e ca egamos es ígios e a a essamen os desse passado em nossas escolas e cu sos supe io es de o mação de p o esso es no campo das a es. 3. Fazendo his ó ias... A uando com a o mação de p o esso es, a ques ão que mo e minha con ibuição no p ocesso de o mação dessas e desses sujei os pode se assim esumida: Como o ma p o esso as/es no campo das a es isuais pa a que a uem de o ma (minimamen e) compe en e e comp omissada com o campo de conhecimen o; conscien es da impo ância de seu papel na o mação das/dos es udan es; e c iando de o ma au o al suas me odologias de abalho? Sabemos que mesmo cuidando dos p opósi os dos p ocessos o ma i os não podemos con ola os pe cu sos de o mação, mas podemos c ia si uações que ab am possibilidades pa a que elas e eles se mo imen em e algo possa acon ece em di eção aos p opósi os. Temos Gal ão-Cou inho, R. Communia s. 7. 2022: 28-35 // 33 DOI: h ps://dx.doi.o g/10.12795/Communia s.2022.i07.03 · COMMUNIARS · 7 · 2022. ISSN 2603-6681 alguns p essupos os que nos o ien am e um deles ( al ez o mais impo an e pa a mim) seja uma ce a pe spec i a his ó ica —das his ó ias de ensino de a es— em seus mo imen os e a a essamen os de econhecimen o da colonialidade do pode : pelo iés da diac onia à sinc onia; do concei ual ao me odológico; das his ó ias pessoais às his ó ias cole i as. Esses mo imen os êm a capacidade de nos aze en ende como omos o mados e con o mados; são mo imen os que engend am exe cícios de imaginação e de in e p e ação de passados plausí eis; podem ainda nos da ecu sos pa a imagina u u os possí eis e em escala pessoal são mo imen os de au oconhecimen o. Pa a con ibui com o campo da o mação, ela o b e emen e dois exe cícios p opos os aos es udan es ( u u os p o esso es) pela ia das his ó ias, exe cícios que podem aduba o e eno das c iações. O p imei o oi c iado pensando nas di iculdades de en ol e as/os jo ens com uma pe spec i a his o iog á ica, sob e udo com a ideia de que as his ó ias nos a a essam. En ão, p opomos que elas/eles p ocu em con e sa com pessoas mais expe ien es (com mais de 50 anos de idade) que enham alguma a uação no campo das a es, p ocu ando en ende como essas pessoas se o ma am, sob quais pe spec i as e concepções essas o mações acon ece am, usando a écnica de uma en e is a semies u u ada g a ada em áudio ou ídeo pa a se pos e io men e edi ada e compa ilhada com o g upo. A ideia é ece his ó ias si uando-as nos con ex os onde elas acon ecem. É um exe cício expe imen al e imp e isí el, mas os esul ados são p odu i os e p aze osos, pois as na a i as são compa ilhadas como his ó ias i as. Os es udan es se mobilizam pa a ou i os ela os das/dos mais elhos; há um abalho pos e io de escu a, de in e p e ação, de seleção de con eúdos e de edição do ma e ial pa a pos e io compa ilhamen o com o cole i o. In e essan e obse a as escolhas. Mui as/os es ão p ocu ando suas an igas p o esso as de escola; ou as/os buscam docen es mais elhos da Uni e sidade, suas/seus a uais p o esso es; há ambém um g ande in e esse po con e sa com a is as enomados. As escolham deno am o que se p oje a como um u u o p o issional pa a cada uma e cada um. As con e sas em sala de aula são ins igan es. O que le a alguém a que e se a is a? A e se ensina? A e se ap ende? O que le a alguém a que e se p o esso /a de a es? Como essas his ó ias são ecidas e jus i icadas? Quais concepções pe meiam essas na a i as? Es e p imei o exe cício é, em pa e, uma p epa ação pa a um segundo, pa a o exe cício de cons ução das suas his ó ias de ida com as a es, que acon ece na sequência, quando as/os es udan es são con idadas/os a e le i sob e suas his ó ias pessoais com as a es. A ideia é ins ala um p ocesso e lexi o de busca de en endimen o de sua p óp ia his ó ia com as a es e com o complexo campo de e e ências. A ideia é ambém iden i ica as c enças e alo es alheios e impos os pa a que esses alo es não se p oje em e guiem as u u as ações educa i as em di eção à ep oduções sob uma colonialidade pe niciosa. Pensa sob e como e onde nos ap op iamos de nossas c enças e alo es ela i as à a e; e le i sob e a qualidade de nossas expe iências de ap endizagem no campo da a e e da cul u a em ge al em p ocessos educa i os; en ende como se dão os p ocessos de subje i ação nesse campo, são pa e dos p opósi os do exe cício. T a a-se de um exe cício a iscado, que se ab e à imp e isibilidade do a o educacional, que demanda comp ome imen o e solida iedade de odas e odos en ol idas/os, pois a a essa as on ei as dos a e os e conside a que os e os de encaixe en e o o a dos cu ículos e o den o 34 // Gal ão-Cou inho, R. Communia s. 7. 2022: 28-35 COMMUNIARS · 7 · 2022. ISSN 2603-6681· DOI: h ps://dx.doi.o g/10.12795/Communia s.2022.i07.03 das iden idades con li i as e plenas de ma izes p oduzem possibilidades pa a a agência e o câmbio polí ico (Ellswo h, 2005). É necessá io p epa a o e eno. Na p epa ação é impo an e que as/os es udan es en ol idas/os en em em con a o com as au o as e au o es que dão sus en ação a essa abo dagem, en endendo o sen ido de uma o mação ansi i a e p onominal, buscando se ap oxima do exe cício de o ma -se suge ido po An ónio Nó oa (1995), pa a comp eende em p o undidade como é que emos as ideias que emos sob e a e, como pe gun a Ma ie- Ch is ine Josso (2004). Como uma p á ica que se e e i a em g upo, es e exe cício ab e espaço pa a que as angús ias do indi idualismo capi alis a e consumis a dessa con empo aneidade sejam compa ilhadas e possam encon a signi icação no se cole i o. Como ponde a I o Goodson (2007), pa e do p opósi o pedagógico das his ó ias de ida es á em econs ui as aje ó ias indi iduais das pessoas com as possibilidades de comp omisso social. E como odo exe cício cole i o, é necessá io p epa a e sensibiliza os in eg an es do g upo pa a en en a as di e enças, es abelecendo um pac o de espei o e acolhimen o ao ou o, buscando exe ce a capacidade de suspensão dos juízos que nos con o mam e nos ap isionam em isões monológicas da ida. T a a-se de e oma a po ência da he e o o mação, o que não é a e a ácil dian e de um sis ema educacional que em paula inamen e es aziando de sen ido as p á icas cole i as. Exe ce a possibilidade de o ma -se com os ou os é sai dos luga es p ede inidos e se pe mi i expe imen a as expe iências do ou o. Iniciamos com alguns exe cícios cole i os pa a aquece o p ocesso e logo em início uma sequência de ap esen ações das his ó ias pessoais. Ao inal do semes e cada es udan e elabo a um ex o e lexi o sob e o seu en ol imen o com o p ocesso. Em sín ese, a ideia da me odologia é si ua e con ex ualiza os encon os e desencon os com a a e i enciados no ensino o mal, não- o mal e em ap endizagens in o mais, comp eendendo a qualidade das elações e imposições que a a essam essas i ências pa a jus i ica ci cuns ancialmen e o luga de cada sujei a/o no campo de conhecimen o. Tem se consubs anciado em uma p á ica é il que pe passa e i ó ios e c uza on ei as disciplina es, ocando aspec os ele an es dos p ocessos de subje i ação. Nessa b e e ap esen ação de uma possí el me odologia que e sa sob e his ó ias num simpósio sob e c iação e c ia i idade, impo an e ema ca que os p ocessos de c iação es ão semp e a elados aos epe ó ios expe ienciais. E mais, dian e das issu as abe as pelas i adas e queb as de pa adigmas da con empo aneidade, onde en en amos oda so e de pa adoxos e su ilezas que acabam complexi icando as nossas consciências pessoais, e que, consequen emen e, implicam na comp eensão que podemos e das/dos ou as/os, o abalho com as his ó ias de ida em ajudado a explo a e expandi essas di iculdades, ajudando ambém a comp eende o pode dos a os educa i os e a di e sidade de posicionamen os das pessoas – p o esso as/es e es udan es - dian e de uma me odologia que em como p essupos o a emancipação. Gal ão-Cou inho, R. Communia s. 7. 2022: 28-35 // 35 DOI: h ps://dx.doi.o g/10.12795/Communia s.2022.i07.03 · COMMUNIARS · 7 · 2022. ISSN 2603-6681 REFERÊNCIAS Ba bosa, A. M. (1978). A e-educação no B asil: das o igens ao mode nismo. Edi o a Pe spec i a. Ba bosa, A. M. (2008). Ensino da a e: memó ias e his ó ia. Edi o a Pe spec i a. Ellswo h. E. (2005). Posiciones en la enseñanza. 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