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Percepções das crianças sobre videojogos : um estudo com alunos de 10-12 anos

Pereira, Luís; Pereira, Sara

Abstract

Realizado no âmbito de um projecto de educação para os media, o estudo aqui apresentado pretende conhecer as percepções de crianças de 10-12 anos relativamente aos videojogos. A ideia do que é um jogo, tipo de jogos preferidos, efeitos dos videojogos, quer ao nível das aprendizagens, quer ao nível da violência presente em muitos dos jogos, são alguns dos dados recolhidos com recurso a metodologias qualitativas, e que são aqui apresentados e analisados.

Full text

PERCEPÇÕES DAS CRIANÇAS SOBRE VIDEOJOGOS – UM ESTUDO COM ALUNOS DE 10-12 ANOS Luís Pe ei a lumigope ei [email p o ec ed] Uni e sidade do Minho - B aga (Po ugal) Es udan e de dou o amen o no Cen o de Es udos de Comunicação e Sociedade Sa a Pe ei a sa ape [email p o ec ed].p Uni e sidade do Minho - B aga (Po ugal) P o esso a auxilia e in es igado a do Cen o de Es udos de Comunicação e Sociedade Resumo Realizado no âmbi o de um p ojec o de educação pa a os media, o es udo aqui ap esen ado p e ende conhece as pe cepções de c ianças de 10-12 anos ela i amen e aos ideojogos. A ideia do que é um jogo, ipo de jogos p e e idos, e ei os dos ideojogos, que ao ní el das ap endizagens, que ao ní el da iolência p esen e em mui os dos jogos, são alguns dos dados ecolhidos com ecu so a me odologias quali a i as, e que são aqui ap esen ados e analisados. Pala as-cha e: ideojogos, c ianças, pe cepções, es udo. Abs ac The s udy p esen ed he e was de eloped in he scope o a media educa ion p ojec and aims o know how child en ( om ages 10 o 12) pe cei e he use o ideo games. Some o he da a collec ed, eso ing o quali a i e me hodologies, which a e analysed and p esen ed he e, include wha he child en's pe cep ions o a game a e, wha hei a o i e games a e, and wha e ec s ideo games ha e, bo h in e ms o lea ning po en ial and in e ms o he le el o iolence ha exis s in many o he games. Keywo ds: ideo games, child en, pe cep ions, esea ch. In odução É no início dos anos 60 que su ge aquele que é e e ido como o p imei o jogo, o Spacewa , desen ol ido nos Es ados Unidos da Amé ica, mas se ia necessá io espe a uma década pa a que dois ideojogos, Compu e Space e Pong, assinalassem de ini i amen e o nascimen o des a o ma de en e enimen o. Vol idos 50 anos, a indús ia em o no dos ideojogos c esceu de o ma conside á el, que nas p opos as de jogos, na o ma como são p oduzidos, que no olume de negócio que lhe es á associado, sendo mui as ezes compa ada à do cinema de Hollywood. Pa a es e c escimen o con ibui de o ma decisi a a acei ação po pa e das pessoas. Apesa de não se apenas uma ac i idade de c ianças e jo ens – ao con á io do que se possa pensa , pelo menos numa p imei a imp essão – é sob e udo a es as anjas que são a ibuídos g andes consumos de ideojogos. E é ambém es a ac i idade das c ianças que despe a p eocupações nos seus pais e educado es, pelos eceios de possí eis e ei os que daí possam esul a . Po ou o lado, há quem iden i ique nes a ac i idade um po encial pa a pe mi i aos jogado es desen ol e di e sas compe ências. “A ge ação pa a quem ap ende é joga ” – é com es a exp essão que Wim (2007) sin e iza a o ma de ap ende na ge ação de c ianças que es ão hoje na escola e que e ão nos ideojogos um dos di e imen os a o i os. Os esul ados de algumas in es igações desen ol idas sob e es a emá ica e elam-se, nalguns casos, con adi ó ios, o nando-se di ícil oma uma posição equilib ada, sem cai em posições que podem se ex emadas, em que se en a, de um lado, acen ua os e ei os pe niciosos, ou, po ou o lado, aze uma apologia dos ideojogos como no a o ma de ap ende as ma é ias cu icula es. Pa a melho se comp eende o enómeno dos ideojogos é undamen al conhece a pe spec i a dos seus u ilizado es, nomeadamen e os mais no os, que se diz e em g ande p opensão pa a es a ac i idade mui o g aças ao acesso ela i amen e acili ado aos disposi i os de jogo (compu ado , consolas, elemó el, In e ne ). Foi p ecisamen e com esse objec i o, de conhece melho as pe spec i as das c ianças, que se desen ol eu o p esen e abalho. De seguida, encon a-se a ap esen ação das opções me odológicas adop adas no es udo, bem como a ap esen ação e discussão dos dados, não sem an es se p ocede a uma con ex ualização des a in es igação. Con ex ualização do es udo O es udo que aqui se ap esen a oi inicialmen e desen ol ido no âmbi o de um p ojec o de Educação pa a os Media que inha como objec i o p oduzi ma e iais pa a apoia e omen a os p ocessos de mediação de di e en es agen es educa i os ela i amen e às p á icas mediá icas dos mais no os. Es e p ojec o, desen ol ido po in es igado es do Cen o de Es udos de Comunicação e Sociedade da Uni e sidade do Minho, oi dis inguido em 2009 com o p imei o p émio eu opeu de educação pa a os media a ibuído pela E ens Founda ion (Bélgica) no âmbi o do concu so “The E ens P ize o Media Educa ion 2009”. O seu esul ado mais isí el é a cons ução de bookle s (b ochu as) sob e á ios media. Ao p imei o, “Como TVe ”, seguiu-se um ou o sob e a ques ão em análise: “Videojogos: sal a pa a ou o ní el”, que esul a de á ios con ibu os, nomeadamen e dos esul ados ob idos com es e es udo aqui ap esen ado. Os ideojogos, os seus usos e p á icas, o am uma das á eas con empladas no e e ido p ojec o, po um lado, pelo ac o de joga ideojogos ou jogos de compu ado cons i ui , hoje, uma das o mas de di e imen o p e e idas de g ande pa e das c ianças, po ou o lado, po se um dos emas cen ais das p eocupações que os adul os mani es am no que espei a à elação das c ianças com os media (PEREIRA, 2007). Do pon o de is a de mui os adul os, es a é uma ac i idade pe igosa de ido ao empo que as c ianças despendem, aos male ícios que pode aze pa a a sua saúde, aos ambien es iolen es que mui os jogos ap esen am. Pa a mui os pais, es a ac i idade se e ambém pa a man e as c ianças en e idas, mas exige bas an e dos educado es pois é algo que es á semp e em e olução, é dispendioso e eque um acompanhamen o cons an e e nada ácil, sob e udo pa a a maio ia, que em uma expe iência de jogo mui o limi ada, ou mesmo nula, como oi possí el pe cebe num es udo explo a ó io com pais ealizado com o objec i o de undamen a os con eúdos a inclui no bookle (PEREIRA, PEREIRA & PINTO, 2009). A endendo ao impac o social des a p á ica e ao in e esse em conhece o que as c ianças ap endem (de bom ou de mau) quando passam ho as em en e ao compu ado , jun o da consola ou aga adas aos apa elhos mó eis de jogos, ou que impac os pode es a ac i idade e no seu desen ol imen o, conside amos essencial auscul a as c ianças sob e uma ac i idade em que elas são, se não especialis as, pelo menos u ilizado es equen es. Pa a isso, oi solici ada a colabo ação de ce ca de cen ena e meia de alunos en e os 10 e 12 anos de qua o escolas de ensino público e p i ado no dis i o de B aga (no e de Po ugal). A a és dos seus p o esso es, oi solici ado às c ianças que esc e essem um ex o ou que izessem um desenho sob e ideojogos. P e endia-se que exp essassem a sua opinião de uma o ma espon ânea e c ia i a, o necendo-nos elemen os que nos pe mi issem analisa as suas pe cepções sob e a emá ica em es udo. Com es a comunicação p e endemos ap esen a e discu i os esul ados ob idos a a és da análise quali a i a do co pus de dados ecolhido. Sublinha-se a u ilização de me odologias quali a i as que podem se um in e essan e complemen o, ou e en ualmen e con apon o, a ou os es udos p oduzidos nes as á eas de na u eza p edominan emen e quan i a i a. Com is o p ocu a-se esponde ao desa io inicial: con ibui pa a uma melho comp eensão sob e es a o ma de en e enimen o, aliás, uma ac i idade que em ido um g ande c escimen o económico, o que indicia a sua g ande implemen ação na sociedade. Me odologia do es udo Nes e es udo seguiu-se uma me odologia de na u eza quali a i a. A endendo a que se p e endia conhece as pe cepções das c ianças sob e os enómenos dos ideojogos, ou indo as suas p óp ias ozes e egis ando as suas opiniões e pon os de is a, op ou-se po ecolhe es as imp essões a a és de ex os li es e de desenhos sob e a emá ica em es udo. Pelo que oi possí el apu a a a és da pesquisa bibliog á ica sob e a ge ação mais no a e os ideojogos, há uma escassez de a igos que mos em as pe spec i as das c ianças, sob e udo das mais no as. No con ex o po uguês, po exemplo, encon ámos o abalho de Hugo Magalhães que eco eu à ealização de en e is as semi-di igidas a c ianças a equen a o p imei o ciclo do ensino básico (idades comp eendidas en e os 6 e os 10 anos de idade) com o objec i o de “ e i ica a impo ância que os ideojogos êm no quo idiano da c iança, na sua o ma de pensa , de e e ap ende ”. No que diz espei o aos dados es a ís icos, es es ambém se e e em apenas à população com idade igual e supe io aos 15 anos, como são exemplo os ela ó ios elabo ados pelo Obe Com – Obse a ó io da Comunicação (2009) sob e es a ma é ia, icando aqui uma lacuna sob e o que se passa abaixo des a idade em e mos de consumo e de p á icas dos ideojogos. A ecolha do ma e ial oi ei a no con ex o de escola, po se o local onde mais acilmen e se pode ia encon a a população de inida pa a o es udo. Pa icipa am 147 alunos com idades comp eendidas en e os 10 e os 12 anos, a equen a os 5º e 6º anos das escolas E.B. 2,3 de Celei ós, E.B. 2,3 Abel Va zim, Ins i u o Nun’Ál es e Colégio Te esiano do dis i o de B aga (no e de Po ugal). Foi solici ado às c ianças que esc e essem um ex o ou izessem um desenho sob e alguns dos ópicos que lhes e am suge idos a p opósi o da ealidade dos ideojogos. No o al o am ecolhidos 58 desenhos e 89 ex os. Pa a es a comunicação ap esen am-se apenas os esul ados p o enien es da análise dos ex os, uma ez que eúne já um conjun o signi ica i o de con ibu os. Depois de ecolhidos, ealizou-se uma lei u a explo a ó ia dos ex os com o objec i o de ajuda a ecolhe as p imei as imp essões sob e as pe spec i as dos p é-adolescen es e de c ia as ca ego ias de análise dos mesmos. A pa i des e p imei o con ac o com o ma e ial, cons uiu-se en ão a ca ego ização ap esen ada na abela seguin e: Ca ego ias 1. Noção que as c ianças êm sob e os ideojogos 2. Tipo de jogos p e e idos das c ianças 3. Classi icação e adequação dos jogos 4. Os e ei os dos ideojogos 4.1. Ap endizagem e compe ências desen ol idas 4.2. Violência e ou os aspec os nega i os 5. Suges ões deixadas pelas c ianças 6. Colocados no papel de c iado es Es as o am, po an o, as ca ego ias que o ien a am a análise quali a i a dos ex os, endo-se analisado indi idualmen e cada um e ei o ambém o c uzamen o de in o mação en e os á ios. Não se p e endeu analisa quan i a i amen e o ma e ial, embo a alguns dados enham sido analisados desse pon o de is a. Pa a cada ca ego ia, iden i ica am-se as ma cas p incipais e as ideias p edominan es, elacionando as pe spec i as das c ianças en e si. No pon o seguin e, ap esen am-se os esul ados p o enien es des a análise. Ap esen ação e discussão dos esul ados Depois de lidos e analisados os ex os, como se e e iu an e io men e, o am c iadas ca ego ias analí icas de o ma a melho comp eende mos o sen ido das ideias desc i as pelas c ianças en ol idas no es udo. Pa a cada uma das ca ego ias, ou subca ego ias, encon am-se algumas ci ações, bem como uma b e e lei u a c í ica. 1. Noção que as c ianças êm sob e os ideojogos Gene icamen e, as c ianças iden i icam a especi icidade des e ipo de jogos, baseando-se no conhecimen o que êm enquan o u ilizado es ou enquan o obse ado es. A noção de ideojogo é mui o aga, supo ando-se no nome ou no objec i o de de e minados jogos ou ainda nos apa elhos que pe mi em joga . “O Fi a 10 é de u ebol, az-se campeona os e depois dá pa a comp a jogado es, i à academia, ala com o olhei o pa a i e jogado es de ou os países, e c… O Pes 10 é quase igual só que dá pa a aze mais uques com a bola e dá pa a aze um campeona o na Champions. O Coun e S ike 1.6 é de pis olas, o ganizo equipas e escolho as a mas, escolho o e i ó io e depois só emos de comba e . O Command and Conque 1é de cons ui áb icas de ene gia, de homens, canhões, de anques e depois enho de a aca com o meu exé ci o. Eu o T uck, es e jogo é de camiões e enho de aze en egas, enho quase udo no camião e enho de liga os piscas, as luzes, me e gasolina, do mi .” Ma co, 11 anos Nas passagens seguin es, suge e-se a ideia de que joga , no sen ido ge al, é algo ans e sal a odas as épocas, mas, no p esen e, as ecnologias pe mi em es a o ma ecnológica de di e imen o. Não deixam, po isso, de se mais uma o ma de en e enimen o, o que não é inconciliá el ou impede de se e ou os hobbies. “Os ideojogos são a e são mode na dos jogos que odas as épocas i e am.” Ana, 11 anos “Eu passo a maio pa e do meu empo a joga , é um dos meus hobbies p e e idos, apesa de gos a de ou as coisas. Os jogos são um di e imen o pa a mui as c ianças e adolescen es.” Diogo, 11 anos Já di e imen o e ap endizagem po ezes su gem nos discu sos como ideias em con li o. Se, pa a uns, os ideojogos de iam se educa i os – é impo an e sublinha es a ecomendação, uma ideia que e oma emos mais à en e –, pa a ou os, esse ipo de jogos é pouco di e ido. Aliás, como e e e uma c iança no seu ex o, as ac i idades lúdicas, como i à piscina, não êm de se necessa iamen e educa i as. “Es a a uma a de ma a ilhosa e o João es a a a joga compu ado . - Sim! Lá ou eu pa a o ní el 4! Tlim, lim! A campainha ocou e o João oi ab i a po a, zangado po e que pa a o jogo mais ixe do mundo: Spide man. - Olá! – exclamou a Ri a – Que es i à piscina? - Ago a? De es es a a goza ! Es ou a joga o no o jogo do Spide man. - E isso é mais di e ido do que i … - É sim senho a – in e ompeu o João. - Sabes, a maio ia dos jogos de compu ado não são nada educa i os e o do Spide man é um deles! – disse a Ri a, zangada – se não quise es i , não enhas mas digo- e: os jogos de compu ado não êm nada de educa i o! - A piscina ambém não é educa i a… E nos jogos do Spide man podes ap ende a lança eias… - a i mou o João.” Pa ícia, 11 anos “Um dia dois amigos, o João e o Edua do, decidi am joga um ideojogo no compu ado . - Mas qual? Há an os – disse o João. E o Edua do espondeu: - Cá po mim escolhe íamos um que osse educa i o. - É que nem pensa , amos joga an es um mais di e ido – disse o João. - E quem e disse que os mais educa i os não são di e idos? – espondeu o endido o Edua do. - Podem a é se di e idos, mas nós já emos 12 anos e aqueles jogos de em se pa a os meninos de 5 anos.” Ma ina, 11 anos 2. Tipo de jogos p e e idos das c ianças No que oca ao ipo de jogos mais jogados, e supõe-se, a o i os, as c ianças e idenciam um consumo pouco di e si icado, não a iando a ipologia de jogos já expe imen ados. A ci ação de João, 11 anos, esume bem quais os jogos mais ap eciados pelas c ianças pa icipan es no es udo. “Os meus jogos a o i os são: jogos de u ebol, jogos de lu a, de ca os, de a en u a e de mui a acção.” João, 11 anos “Eu ou comp a mais jogos, mas gos o mui o daqueles que enho, nunca me canso de joga , po isso os que eu ou comp a que o que sejam semp e do mesmo ipo que os ou os.” Sa a, 11 anos 3. Classi icação e adequação dos jogos Quando se ai adqui i um jogo, um dos aspec os impo an es é a alia a sua adequação à c iança que ai e acesso a ele. Essa é, cu iosamen e, uma das p eocupações mani es ada em alguns ex os, como se pode comp o a nas passagens seguin es. As c ianças mos am sob e udo p eocupação com a adequação dos jogos à aixa e á ia dos u ilizado es. “Recebi es a no a de 50 eu os e a minha mãe deixa-me comp a um ideojogo. Vamos àquela loja? - Vamos lá. Eu ou con igo e ajudo- e a escolhe um jogo. Já na loja, es a am a e os jogos quando o Rui epa ou num: - Edua do. Anda cá. Olha es e. Vou comp á-lo. - É melho não. Maio es de 18 anos. Ainda ens pesadelos ou qualque coisa do géne o.” Tomás, 11 anos “Se alguém quise comp a um jogo de e e p imei o a aixa e á ia.” João, 10 anos 4. Os e ei os dos ideojogos A ques ão dos e ei os é um dos ópicos mais des acados pelas c ianças nos seus ex os. Nes a ca ego ia es ão incluídas ou as subca ego ias que p ocu am a alia os e ei os posi i os e nega i os que, no pon o de is a das c ianças, os jogos podem exe ce nas pessoas. 4.1. Ap endizagem e compe ências desen ol idas Segundo algumas c ianças, com os jogos é possí el adqui i o domínio de algumas a e as, que podem es a elacionadas com a na u eza do jogo (conduzi , joga u ebol…), ou en ão, ou as compe ências mais indi ec as, como melho a o inglês ou o domínio das ecnologias. Mesmo com os aspec os a p io i nega i os, como é o caso da iolência, ambém se podem i a algumas ilações. “Em jogos de u ebol ap endo nomes de jogado es e o neios, os melho es uques pa a explica quando es ou a joga com os meus amigos. Em jogos de ca os ap endo o isco que é anda de o ça de mais. Em jogos de equipa ap endo que enho que ajuda os ou os.” João, 11 anos “Com os jogos ap endemos a mexe melho nas no as ecnologias.” Guilhe me, 11 anos “Posso ap ende a le línguas es angei as, a aze esquemas, en e ou as coisas. Os ideojogos são di e idos e eng açados mas há ou os iolen os, e com a iolência ambém de ap ende! A de ende -se, a aze emboscadas e há mui as mais coisas que se podem ap ende com os ideojogos.” Sé gio, 11 anos “Os ideojogos podem se usados como e amen as de ap endizagem, são a ac i os e con ibuem pa a o bem-es a psicológico de quem os p a ica. Podem omen a no os conhecimen os e des eza. Mas quando usados em excesso podem e male ícios.” Ana, 11 anos O ex o seguin e p oblema iza de o ma in e essan e es a ques ão da ap endizagem, suge indo, en e ou os, que os jogos com con eúdos didác icos podem p omo e uma o ma di e ida de ap ende . “Os ideojogos podem e aspec os posi i os e nega i os. De uma p imei a pe spec i a os ideojogos podem se ú eis e a é ins u i os dependendo do ipo de jogos e da equência da sua u ilização. Es á cien i icamen e comp o ado que os jogos com mais acção e dinamismo desen ol em e lexos, ao passo que os jogos de ca ác e es a égico e com mui a jogabilidade desen ol em o espí i o c ia i o e a capacidade de ges ão/decisão. Se o em jogos com con eúdos didác ico sem dú ida que se pode o na uma o ma di e ida de ap ende , mas mesmo sendo jogos con encionais, dependendo da in e p e ação que azemos deles podemos semp e ap ende e i a exemplos pa a a ida eal. No en an o, alguns jogos com con eúdos iolen os podem in luencia a ap endizagem no sen ido nega i o. Uma u ilização mui o equen e dos jogos pode ambém causa cansaço e p ejudica a ida escola dos alunos.” Ca los, 11 anos Já os ex os seguin es podem se is os como uma p o a de que os jogos podem es imula a imaginação e a c ia i idade das c ianças. “Se eu osse o c iado de ideojogo, c ia ia um jogo com á ios a a a es. Se ia um jogo pa a a PS3 com á ios modos de jogo. O jogo se ia bap izado como He o Rising, onde ha e ia po ais do empo e ilões que não pa a iam a é domina em o mundo. Eu ou odos os ou os jogado es e íamos companhei os online. Os che es dos lad ões se iam do pio . A melho pa e do jogo é que u e eu se íamos uma pe sonagem com duas ca as: nas aulas um(a) apaz ( apa iga) no mal com um p o esso no mal, o a da escola um a a a com um agen e neo-humano que i iam sal a o mundo.” And é, 11 anos “Se osse c iado a de um ideojogo azia uma caixa gigan e anspa en e onde demons a a num mundo 3D uma ida e quando lá en ássemos podíamos escolhe se que íamos o empo no u u o, p esen e ou passado. Quando es á amos a os des e ambien e, e íamos pa a a caixa i e ou a ida i ual com udo. Lá, uma ho a no empo eal e a um minu o. Eu podia e uma casa e dinhei o a sé io. O nome do meu jogo se ia The Vi ual Li e.” Fe nanda, 11 anos “Quando eu jogo um ideojogo ap endo a c ia no os mundos e ní eis que posso pa ilha pela In e ne . Também ap endo que há ce os jogos que não de em se jogados mui as ezes po que podemos ica “ iciados”. Esses jogos di icul am a ap endizagem das c ianças e di icul am o seu endimen o escola .” João, 11 anos Um úl imo aspec o que pode se des acado é a in e acção que os jogos p omo em, em e mos de con ac o social en e as c ianças. A passagem seguin e é um exemplo de como as con e sas das c ianças gi am em o no dos jogos, no caso, qual a es a égia a u iliza pa a a ança de ní el. “O Miguel e o João encon am-se no in e alo pa a ala em. -Olá, Miguel! Sabes, on em passei o ní el “In o he s a s” sem pe de uma ida. - A sé io? Eu ando a en a passa esse ní el há semanas. Como é que conseguis e? – pe gun ou o Miguel admi ado. O João começou a explica. - É assim, quando sal as ens de ca ega no C l pa a sal a es mais longe. A segui apa ecem as bolas sal i an es e ens de ugi delas. Du an e o jogo ens de usa semp e o C l e assim ganhas. - Ob igado! D iiim. No dia seguin e. - João, João, passei o ní el.” Ma ia, 11 anos 4.2. Violência Dos 89 ex os analisados, ap oximadamen e 60% azem e e ência à ques ão da iolência. Es e é, sem dú ida, um dos ópicos mais p esen es nos discu sos das c ianças, apa ecendo mui o ligado ao enómeno dos ideojogos. Elas iden i icam esse aspec o da iolência como um ac o ele an e pa a um jogo se adqui ido e jogado. Conside ando a oco ência signi ica i a des a emá ica, encon a-se abaixo um maio núme o de ci ações no sen ido de ilus a os pon os de is a das c ianças. É de sublinha as concepções que as c ianças êm em elação aos e ei os dos ideojogos, demons ando uma p eocupação com os e ei os di ec os e imedia os da iolência nos jogado es. “Eu acho a maio ia dos jogos de compu ado são iolen os, po exemplo: Smackdown Raw; Figh Club; Spide man, G ang The Au o 4; CS; Vice Ci y S o ies, Call o Du y e já chega.” Ma ia, 11 anos “São os jogos mais iolen os os mais endidos.” Ra ael, 11 anos “Eu acho que a maio ia dos jogos de compu ado são iolen os.” Ma ia, 11 anos