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O ensino da disciplina de contabilidade de gestão em Portugal

Abstract

O objectivo do presente estudo centra-se no tipo de temáticas que actualmente integram os conteúdos programáticos ao nível dos bacharelatos e licenciaturas em que estas disciplinas são leccionadas. Os resultados do inquérito realizado aos responsáveis/regentes da disciplina Contabilidade Analítica, de Custos e/ou de Gestão evidenciam, ao nível dos bacharelatos e licenciaturas, um ensino da disciplina cuja ênfase ainda se centra nas temáticas tradicionais, com forte conotação em termos de aplicabilidade prática ao sector da transformação. É ao nível dos cursos de pós-graduação e de mestrado que se observa a inclusão de temáticas mais avançadas, indo de encontro ao ensino da verdadeira Contabilidade de Gestão.

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O ensino da disciplina de contabilidade de gestão em Portugal

Author: Carvalho, João Baptista da Costa; Morais, Óscar Manuel Martins
Publisher: Universidad de Sevilla
Year: 2005
Source: https://idus.us.es/bitstreams/3e5fbe88-cbe7-47b0-ae34-cb911f607e10/download
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O ENSINO DA DISCIPLINA DE CONTABILIDADE DE GESTÃO EM PORTUGAL
João Bap is a da Cos a Ca alho
Ósca Manuel Ma ins Mo ais
RESUMEN
O objec i o do p esen e es udo cen a-se no ipo de emá icas que ac ualmen e in eg am os con eúdos
p og amá icos ao ní el dos bacha ela os e licencia u as em que es as disciplinas são leccionadas.
Os esul ados do inqué i o ealizado aos esponsá eis/ egen es da disciplina Con abilidade Analí ica,
de Cus os e/ou de Ges ão e idenciam, ao ní el dos bacha ela os e licencia u as, um ensino da
disciplina cuja ên ase ainda se cen a nas emá icas adicionais, com o e cono ação em e mos de
aplicabilidade p á ica ao sec o da ans o mação. É ao ní el dos cu sos de pós-g aduação e de
mes ado que se obse a a inclusão de emá icas mais a ançadas, indo de encon o ao ensino da
e dadei a Con abilidade de Ges ão.
PALABRAS CLAVE: “Con abilidade Analí ica ou de Cus os”, “Con abilidade de Ges ão”, “Ensino
da Con abilidade em Po ugal”.
ABSTRACT
The pu pose o his s udy is o ocus on he ype o hemes ha a e included in cu iculum p og ammes
o bachelo ’s and licen ia e’s deg ees whe e hese disciplines a e augh .
The esul s o he ques ionnai e ca ied ou o p o esso s eaching he discipline: Analy ical
Accoun ing, Cos Accoun ing and/o Managemen Accoun ing, show us ha acco ding o bachelo ’s
and licen ia e’s deg ees, eaching s ill emphasizes adi ional opics wi h s ong conno a ion in e ms o
p a ices in he manu ac u ing sec o . Mo e ad anced issues a e included in pos -g adua ion and
mas e ’s deg ees leading o knowledge and eaching o eal Managemen Accoun ing.
KEY WORDS: “Analy ical / Cos Accoun ing”, “Managemen Accoun ing”, “Accoun ing Educa ion
in Po ugal”.
1. INTRODUÇÃO
Numa e lexão sob e o u u o da Con abilidade de Ges ão, Bu ns e Yazdi a (2001) ale am pa a o ac o de as
ins i uições a ca go do ensino des a disciplina, nomeadamen e as uni e sidades, e em de di ecciona o ensino da
disciplina pa a um con ex o mais ge al, baseado na ecnologia e na es a égia, ab e iando o mais possí el as
emá icas elacionadas com as p á icas de Con abilidade de Ges ão adicionais.
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O ac ual es ado do ensino da con abilidade necessi a de e lexão sé ia po pa e de odos os elemen os a ele
ligados, que di ec a que indi ec amen e. Se nos cingi mos ao amo especí ico da Con abilidade Analí ica, de
Cus os e/ou de Ges ão, essa necessidade é po demais e iden e.
O amo da con abilidade sob e o qual incide es e es udo de e á se pa e in eg an e, numa o ganização, de um
qualque sec o , adequada aos empos mode nos, que de ca ác e emp esa ial que de ca ác e público, daquilo
que se designa de Sis ema de In o mação Ge al. É, pois, sob e es a p emissa, que ap esen amos es e abalho nas
XV Jo nadas Hispano-Lusas de Ges ão Cien í ica, cujo p incipal objec i o se á e lec i sob e a ac ual ealidade
da disciplina de Con abilidade de Cus os, Analí ica e/ou de Ges ão nas di e sas ins i uições de ensino supe io
em Po ugal.
Pa a o e ei o, ap esen amos alguns esul ados de um es udo empí ico po nós desen ol ido, sob e o ensino
daquela(s) disciplina(s) ao ní el dos bacha ela os e licencia u as267, em que se des aca uma análise dos con eúdos
p og amá icos, e o ensino des a(s) disciplina(s) nos di e sos cu sos de mes ado ou pós-g aduação.
A p oblemá ica das di e en es designações que se êm adop ando pa a es e amo da Con abilidade é al o de
pa icula a enção nes e abalho, p e endendo-se, desse modo, undamen a a sua inclusão ao ní el da
in es igação empí ica, onde se p ocu a a e i a sensibilidade dos docen es esponsá eis pela disciplina pa a es a
ques ão.
2. A CONTABILIDADE ANALÍTICA (DE CUSTOS) E/OU DE GESTÃO
Em inícios da década dos anos 90 Holze e No ekli 268 (1991), esumiam as p incipais c í icas apon adas às
p á icas de Con abilidade de Cus os da al u a nos EUA nos seguin es pon os:
- A Con abilidade de Cus os es á p é-concebida pa a a ende às necessidades da Con abilidade Financei a;
- A Con abilidade de Cus os eco e a mé odos mui o simples pa a a iden i icação dos cus os, especialmen e
quando se a a de emp esas de p odução múl ipla;
- A Con abilidade de Cus os adicional não pode ag ega as necessidades do ambien e ecnológico que
ac ualmen e odeia as emp esas.
Os sis emas de Con abilidade de Cus os/Analí ica desen ol idos undamen almen e pa a a aliação de s ocks e
elabo ação dos documen os de p es ação de con as, apesa de ape eiçoados ao longo do empo, começam a
en en a c í icas esul an es da al a de in o mação p ecisa e opo una pa a e ei os de ges ão. To na-se
necessá io que a Con abilidade de Cus os/Analí ica adop e uma pe spec i a mais es a égica, o necendo
in o mações elacionadas com os me cados da emp esa e os seus conco en es. É en ão que su ge o concei o de
Con abilidade de Ges ão, como espos a à obsolescência dos modelos e concei os in ínsecos à denominada
Con abilidade de Cus os/Analí ica adicional. Digamos que o concei o Con abilidade de Ges ão passou a
ep esen a a Con abilidade de Cus os/Analí ica do p esen e.
A Con abilidade Analí ica (ou de Cus os), inicialmen e, e a is a como um ins umen o ao se iço da
Con abilidade Financei a, ou seja, enca ada como a on e de in o mação que de e á acili a a alo ização dos
267 Em Po ugal um cu so de bacha ela o, po eg a, em uma du ação de 3 anos e é leccionado em Escolas Poli écnicas. Po sua ez, uma
licencia u a nas á eas de ges ão e con abilidade em uma du ação de 4 a 5 anos.
268 Ci ados po Sal ado (1998).
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s ocks (que igu am no ac i o) e o cus o das endas po pe íodo (cujo alo se e lec e na demons ação dos
esul ados po unções). Con udo, já da a de algumas décadas a p og essi a emancipação da Con abilidade
Analí ica (ou de Cus os) ace à Con abilidade Financei a, cen ando-se nas unções de auxílio à ges ão,
nomeadamen e ao ní el da omada de decisões, elegando pa a segundo plano o objec i o de alo ização de
s ocks. Assumiu, paula inamen e, o papel de ins umen o p i ilegiado ao se iço da ges ão. É nes e con ex o que
su ge o concei o de Con abilidade de Ges ão. “Pa a adequa os sis emas de con abilidade in e na às exigências
in o ma i as dos execu i os, a Con abilidade de Cus os e olui e ans o ma-se nos anos 60 na chamada
Con abilidade de Ges ão ou «Managemen Accoun ing». A sua inalidade essencial consis e em ob e e
comunica in o mação adequada pa a apoia acionalmen e o p ocesso de decisões ác icas e ope a i as (...)”
(Mon añés, 1993: 423).
Es e concei o, o de Con abilidade de Ges ão, é en endido po alguns au o es como a no a « ace» da adicional
Con abilidade de Analí ica (de Cus os), sendo-o con udo, pa a ou os au o es, não mais do que um ala gamen o
des a úl ima, cujo âmbi o e objec i os assumem uma o ien ação mais ab angen e. Ce o é que não há ainda, no
seio da comunidade académica e p o issional, uma posição uni o me ace ca des a ques ão. De ac o, exis em
opiniões di e gen es se Con abilidade de Ges ão passa a subs i ui a adicional Con abilidade Analí ica (de
Cus os) ou se dema ca des a, con inuando a ha e luga pa a es a úl ima.
A In e na ional Fede a ion o Accoun an s (IFAC), a a és do seu Comi é de Con abilidade Financei a e de
Ges ão (Financial and Managemen Accoun ing Commi ee - FMAC269), emi iu em Fe e ei o de 1989 a 1ª
Decla ação In e nacional sob e Con abilidade de Ges ão (S a emen on In e na ional Managemen Accoun ing),
in i ulada «Managemen Accoun ing Concep s». Nes e es udo (1989), a Con abilidade de Ges ão é de inida como
“o p ocesso de iden i icação, medida, acumulação, análise, p epa ação, in e p e ação e comunicação da
in o mação (que inancei a que ope acional) u ilizada pelos ges o pa a planea , a alia e con ola
in e namen e uma o ganização e pa a assegu a a u ilização e a esponsabilidade dos seus ecu sos” (IFAC -
FMAC, 1998, apêndice). Em 1998 es e es udo oi e is o, onde a Con abilidade de Ges ão em idên ica
de inição, e e indo ainda que a mesma é uma pa e in eg an e do p ocesso de ges ão, de endo pe mi i a
ob enção de in o mação pa a:
- Con ola as ac i idades co en es da o ganização;
- Plani ica as es a égias, e ope ações u u as;
- Op imiza o uso dos seus ecu sos;
- Medi e a alia a pe o mance;
- Reduzi a subjec i idades no p ocesso de decisão;
- Aumen a in e na e ex e namen e a comunicação.
Re e e ainda nes e es udo que a Con abilidade de Ges ão en ou em 1995 no seu qua o es ágio270 de
desen ol imen o, onde é dado um en oque à ge ação e c iação do alo a a és de uma e ec i a u ilização dos
269 Ac ualmen e designado po “PAIB Commi ee – P o essional Accoun an s in Business (PAIB) Commi ee”, des acando-se a publicação
de es udos designados po “In e na ional Managemen Accoun ing P ac ice S a emen s”, ocando concei os, p ocedimen os e écnicas pa a a
ges ão e con olo das o ganizações, e lec indo expe iências p a icas acumuladas dos au o es.
270 O p imei o, an es de 1950, em que a Con abilidade de ges ão es a a ocada pa a a de e minação do cus o e o con olo inancei o a a és
do uso de O çamen os e da Con abilidade de Cus os; o segundo, a pa i de 1965, ocada pa a ob e in o mação des inada à plani icação e
con olo da ges ão a a és do uso de ecnologias e analises de decisão; o e cei o, desde 1985, cuja a enção es a a ocada pa a a edução de
despe dícios na u ilização dos ecu sos usados no p ocesso de ges ão.
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ecu sos, a a és da u ilização de ecnologias pa a a alia o alo dos clien es, dos accionis as e da ino ação
o ganizacional.
Como salien am Mendoza e Bescos (2001), a p incipal unção da Con abilidade de Ges ão de e se o
o necimen o de in o mação ele an e pa a os ges o es, pa a que os seus p opósi os de ges ão possam se
alcançados. A Con abilidade de Ges ão, em, assim, e o ça a esponsabilidade des e subsis ema em o nece
in o mação p i ilegiada pa a apoio na omada de decisões ace adas que, pelo seu ca ác e espo ádico e pouco
co en e em algumas en idades, necessi am de uma base de apoio iá el.
Os sis emas adicionais de apu amen o dos cus os já não se mos am e icazes pe an e as mudanças que se êm
ope ando no meio emp esa ial de mui as emp esas (B ie ley e al., 2001). As emp esas egis am mudanças
signi ica i as na sua es u u a o ganizacional, ac uam em ambien es cada ez mais compe i i os e assis em a
ino ações cons an es nas ecnologias de in o mação (AECA, 1997; Rubio e Ga cés, 1999; Bu ns e Scapens,
2000; Bu ns e Vai io, 2001), em que os ac o es-cha e que de e minam o sucesso se cen am na supe io
qualidade dos p odu os o e ecidos e dos se iços p es ados, ao mais baixo cus o e disponibilizados no meno
cu o espaço de empo possí eis, se iços de excelência jun o dos clien es e a enção pa a com odo o «s a »
o ganizacional (P ie o Mo eno, 1999).
A isão des e amo especí ico da con abilidade passa a in eg a ambém no seu ho izon e p eocupação com o
u u o. P ojec a o médio e longo p azos o na-se c ucial pa a uma emp esa. Es a -se p epa ado e de idamen e
p eca ido, de o ma a nos adap a mos apidamen e às mudanças e assim melho ap o ei a mos as opo unidades,
pode mui o bem i a cons i ui uma an agem pode osa pe an e os nossos conco en es mais di ec os. T a a-se
de uma isão de o o es a égico.
Nes e seguimen o, são ês os objec i os p imo diais associados a es a e en e p e isional da Con abilidade de
Ges ão (Blanco Dopico, 1991):
1º. Ajuda à decisão pa a a p e isão de pa âme os e pa a a es u u ação dos modelos de decisão;
2º. Sis ema de medida, desc e endo as consequências das acções;
3º. Pa icipação no p ocesso de compa ação com o ealmen e pe cebido com os objec i os e os esul ados
p e is os.
Em conclusão, à Con abilidade de Ges ão, e o ça-se a missão de sai do ma co in e no o ganizacional e
o ien a -se ambém pa a o meio ex e no que odeia a emp esa, pois é nes e meio ex e no, que se e i icam as
«lu as» pelo aumen o de quo a de me cado, pela ob enção de an agens compe i i as sus en á eis e du adou as,
em esumo, a p ocu a con ínua de uma melho posição das emp esas e da sua iabilidade a longo p azo. Cabe
ac escen a , que na pe secução des es in en os, uma emp esa necessi a de oma decisões es a égicas
p odu o/me cado, de o ma ace ada, pa a que possa alcança os objec i os es abelecidos, e que,
consequen emen e, conduzam à melho ia da posição compe i i a da emp esa.
Po ul imo, é de salien a que a Con abilidade de Ges ão es á hoje p esen e no sec o da indús ia, do comé cio,
dos se iços, banca e segu os, e ainda na adminis ação pública271 e demais en idades sem ins luc a i os
.
271 Ve , po exemplo, Lapsley e W igh (2004) e Cla ke e Lapsley (2004).
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3. A DISCIPLINA DE CONTABILIDADE ANALÍTICA (DE CUSTOS) E/OU DE GESTÃO
3.1. A INTEGRAÇÃO DA CONTABILIDADE ANALÍTICA (DE CUSTOS) NO ENSINO SUPERIOR
Como e e e Ca queja (2001:362),“ ela i amen e à en ada da Con abilidade no nosso ensino supe io não
omos pionei os mas ambém não omos dos úl imos, conside ados os países com quem emos elações mais
es ei as”.
Embo a sem ca ác e de i e u abilidade, es udos ecen es (Cos a Al es, 1999; Lúcia Rod igues e al., 2003)
e e em que a in odução no ensino, no caso, ao ní el do ensino supe io do amo da con abilidade oco eu com a
c iação em Maio de 1759 da «Aula de Comé cio»272. No en an o, no início do século XIX, pe de alguma da sua
impo ância e é ans o mada em 30 de Se emb o de 1844, na Escola de Comé cio, in eg ada na Secção
Come cial do Liceu Nacional de Lisboa, e mais a de (1869) in eg ada no ecém-c iado Ins i u o Indus ial e
Come cial com os Cu sos Elemen a e Complemen a . No seguimen o de uma eo ganização do ensino
come cial, em 1888, é cons i uído um Cu so Supe io de Comé cio, minis ado apenas no Ins i u o Indus ial e
Come cial de Lisboa. Em 1891, a a és do Dec e o de 8 de Ou ub o, oco e uma o ganização do Ensino
Indus ial e Come cial, sob a u ela da Di ecção Ge al do Comé cio e Indús ia do Minis é io das Ob as Públicas,
Comé cio e Indús ia. Es a in e enção (a igo 1º do e e ido Dec e o) eio decla a os Ins i u os Indus iais e
Come ciais como es abelecimen os de ensino médio, cuja secção indus ial se des ina ia a o ma mes es ou
condu o es273 de Indús ia, bem como desenhado es e écnicos indus iais; sendo que a secção come cial ica ia
incumbida de o ma negocian es de pequeno ou de g osso a o, bem como gua da-li os e emp egados
supe io es de con abilidade. Mais a de, em 1911, o Cu so Supe io de Comé cio é in eg ado no Ins i u o
Supe io de Comé cio, após a di isão do Ins i u o Indus ial e Come cial de Lisboa em duas escolas au ónomas,
o Ins i u o Supe io Técnico e o Ins i u o Supe io de Comé cio (Cou inho e Ca alho, 2000).
É a a és do plano cu icula do Cu so Supe io de Comé cio do Ins i u o Supe io de Comé cio, egulamen ado
po Dec e o em 1913, que en e as disciplinas do 5º ano do cu so encon amos a disciplina «Con abilidade
Indus ial e Con abilidade de Es ado».
No seguimen o da nossa pesquisa bibliog á ica i emos acesso a um manual de apon amen os da disciplina de
«Esc i u ação Indus ial e Minei a», com da a de 1914, de au o ia de Raul Dó ia, undado da Escola P á ica
Come cial Raul Dó ia do Po o274. Nes es apon amen os, podemos e i ica que o au o p ocede a uma cla a
dis inção en e a esc i u ação come cial e a esc i u ação indus ial ( ab il). “A esc i u ação ab il di e ge, pois,
da esc i u ação come cial po es a e que a ende , unicamen e, ao luc o ou p ejuízo na enda de qualque
a igo, enquan o que na esc i u ação ab il em que de e mina -se o cus o dos p odu os ab icados, a exis ência
desses p odu os, as despesas de ab ico e consumo de ma é ias-p imas emp egadas na sua elabo ação” (Dó ia,
1914: 3).
272 A «Aula de Comé cio» começou po se um cu so com a du ação de ês anos e nele minis a am-se p incipalmen e as seguin es á eas do
sabe ou ma é ias: A A i mé ica; Os Câmbios, Pesos e Medidas; Segu os; Mé odo de esc e e os Li os ou pa idas dob adas.
273 De e -se-á aqui en ende a pala a condu o es no sen ido de comando ou ge ência, e/ou enca egados.
274 “(...) a Escola P á ica Come cial de Raul Dó ia oi pionei a em Po ugal no ensino p á ico do Comé cio e da Con abilidade, com uma
o e ligação à p axis da al u a, ou seja, o seu ensino baseou-se, essencialmen e, num modelo que hoje se designa de «simulação
emp esa ial»” (Cunha Guima ães, 2002: 24).

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O au o azia já na al u a e e ência pa a o egis o diá io de odo o mo imen o ab il, como condição necessá ia
pa a que a esc i u ação indus ial p oduzisse esul ados. Se ia p eciso de e mina a quan idade exac a dos
ma e iais consumidos e da p odução de cada p odu o. Assim sendo, de e iam se abe as as seguin es con as:
- Ma é ias-p imas
- P odu os em acabamen o
- Gas os de ab icação
- P odu os manu ac u ados
- Máquinas e U ensílios (ou Maquinismo)
- Mão-de-ob a
- Combus í el
- Lub i icação
- Conse ação do ma e ial
- A mazém
- Gas os ge ais
Das no as explica i as ao uncionamen o de cada uma des as con as essal am algumas semelhanças com o que
ainda hoje é ensinado nas disciplinas de Con abilidade Analí ica, de Cus os e/ou de Ges ão, quando se es uda ou
se implemen a a classe 9. A í ulo de exemplo emos a desc ição pa a a mo imen ação das con as «Ma é ias-
p imas», «Mão-de-ob a» e «Gas os de ab icação». Es as con as e iam de se c edi adas ( echadas) po
con apa ida da con a de «P odu os manu ac u ados», que segundo o au o , na indús ia, equi alia à con a que
no comé cio em o nome de «Me cado ias». “(...) Es a con a (P odu os manu ac u ados) debi a-se odos os
meses pelo impo e da ma é ia p ima e da mão de ob a aplicada aos p odu os acabados du an e esse pe íodo, e
, calculando qual a pa e dos gas os ge ais p opo cional aos mesmos p odu os, debi a-se igualmen e es a
con a” (Dó ia, 1914: 5).
Em 1918, pelo Dec e o 5029 de 1 de Dezemb o, o ensino da con abilidade passa a se minis ado no Ins i u o
Come cial de Lisboa, que e e como supo e ao seu egulamen o o dec e o n.º 5162 de 14 de Fe e ei o de 1919.
Do leque de disciplinas que in eg a am os cu sos, somen e a disciplina de «Con abilidade Aplicada» (do 4º ano)
pode ia, no seu p og ama, in eg a ma é ias do âmbi o da Con abilidade Indus ial ou da Esc i u ação Indus ial.
Em 1927 é ap o ado pelo Dec e o n.º 14291 de 14 de Se emb o o egulamen o dos Ins i u os Supe io es de
Comé cio de Lisboa e Po o. O ensino a minis a nes es Ins i u os comp eendia o Cu so Ge al, com du ação de
ês anos, que da ia depois acesso aos seguin es cu sos especiais:
- Cu so de adminis ação come cial;
- Cu so de inanças;
- Cu so aduanei o;
- Cu so diplomá ico e consula ;
- Cu so complemen a de ciências económicas e come ciais.
As disciplinas es a am es u u adas po g upos, sendo que no 5º g upo - Adminis ação come cial e inancei a,
encon a a-se a 26ª Cadei a - Con abilidade Indus ial, que e a leccionada no cu so de Adminis ação
Come cial, a ando-se de uma disciplina semes al.
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A a és da análise ao p og ama da disciplina de «Con abilidade Indus ial», do Ins i u o Supe io de Comé cio
de Lisboa, com da a de 1929, podemos des aca a dis inção en e ma é ia-p ima e subsidiá ia, os elemen os do
cus o de p odução, as con as indus iais e a alo ização dos p odu os em ab icação.
Pos e io men e, em 1931, é c iado o Cu so de Con abilis a na sequência de uma eo ganização do cu iculum
dos Ins i u os Come ciais, com du ação de qua o anos, onde igu a a no úl imo ano a disciplina de
«Con abilidade Indus ial e Ag ícola». Em 1951, o plano cu icula daquele cu so é al e ado, passando de qua o
pa a ês anos, cons ando no 3º e úl imo ano a disciplina de «O ganização e Con abilidade Indus ial e
Ag ícola».
Uma análise ao p og ama da componen e Con abilidade Indus ial da disciplina de «Con abilidade Indus ial e
Ag ícola» da al u a (1951) pe mi e-nos cons a a , após obse ação do índice do li o «Con abilidade Indus ial»,
de Gonçal es da Sil a, 1ª edição, da a de 1954, que se e i ica uma o al conco dância, a é mesmo na sequência
dos capí ulos275.
Uma isualização de um p og ama pos e io a 1957, da mesma disciplina (componen e indus ial), dá-nos
indicações de algumas al e ações oco idas, especialmen e na sua es u u a e í ulos dos p incipais pon os. A
p imei a al e ação que sob essai em a e com a u ilização do e mo Con abilidade Analí ica logo no p imei o
sub í ulo (Âmbi o da Con abilidade Analí ica de Explo ação), no sex o e sé imo pon os da segunda pa e (em
í ulos in i ulados, espec i amen e, A Con abilização dos Cus os: Au onomia da Con abilidade Analí ica e A
Con abilidade Analí ica e o Balanço). O manual de au o ia de Rogé io Fe nandes Fe ei a, com da a de 1960,
in i ulado «Casos de Con abilidade Indus ial», é ambém um bom exemplo do ipo de emá icas que es a am
a ec as à disciplina, na época, denominada de Con abilidade Indus ial, en a izando os á ios mé odos de cálculo
do cus o indus ial (o caso da p odução conjun a, a ab icação po ases e a ab icação po encomenda),
des acando-se ainda os cus os básicos e cus os pad ão e o plano de con as (com análise aos sis emas monis as e
ao sis ema duplo con abilís ico, es e úl imo com uma abo dagem ambém em e mos do Plano Con abilís ico
F ancês).
Em ace da ealidade ac ual, a analogia que se pode es abelece é que a Con abilidade Indus ial daquela época
equi ale hoje à Con abilidade de Cus os das emp esas do sec o indus ial, mui o embo a, o e mo Con abilidade
Analí ica enha sido aquele que passou a igo a com maio p edominância ao ní el do ensino des e amo da
con abilidade pela maio ia das ins i uições de ensino supe io (uni e si á io e poli écnico) em Po ugal,
coexis indo ac ualmen e com o e mo Con abilidade de Ges ão.
Podemos assim a i ma que oi a pa i de inícios do século XX que o ensino des e amo da con abilidade passou
a in eg a a es u u a cu icula de um cu so supe io na á ea do comé cio e con abilidade em Po ugal e que
inicialmen e começou po e p eocupações somen e ao ní el do apu amen o in e no dos cus os indus iais.
É, no en an o, em 1976, a a és da con e são dos Ins i u os Come ciais em Ins i u os Supe io es de
Con abilidade e Adminis ação (ISCA’s), ao ab igo do Dec e o-Lei 327/76 de 6 de Maio, que oco e o g ande
impulso em e mos do ensino supe io da con abilidade em Po ugal. Es as ins i uições o am in eg adas no
subsis ema Poli écnico do Ensino Supe io e passa am a de e a concessão dos g aus de bacha ela o e
licencia u a (licencia u a bi-e ápica).
275 O p o esso Gonçal es da Sil a e a, na al u a, segundo indicação na capa da e e ida ob a, p o esso do Ins i u o Supe io
de Ciências Económicas e Financei as. Mais a de i ia en ão a se publicada a e e ida ob a, ano de 1954.
CITIES IN COMPETITION
454
Em 1976 é ap esen ado o p imei o plano cu icula do Bacha ela o em Con abilidade e Adminis ação pelo
Ins i u o Supe io de Con abilidade e Adminis ação de Lisboa (ISCAL), no qual igu a, no bloco de disciplinas
do 2º ano a disciplina de «Con abilidade de Cus os e Ges ão I» e do 3º ano, a disciplina de «Con abilidade de
Cus os e Ges ão II». Já que no que se e e e ao Ins i u o Supe io de Con abilidade e Adminis ação de Coimb a
(ISCAC)276, a nossa pesquisa pe mi iu-nos a e i que desde o ano lec i o 1976/77 a é ao ano lec i o 1987/88 a
disciplina assumiu a designação de «Con abilidade Analí ica de Explo ação», en e os anos lec i os de 1988/89
e 1995/96 passou a designa -se somen e «Con abilidade Analí ica» e nos anos lec i os de 1996/97 e 1997/98 a
denominação passou a se igual à u ilizada pelo ISCAL, ou seja, «Con abilidade de Cus os e Ges ão». Tal, le a-
nos a conclui que se ope ou uma mudança ao ní el da denominação no que espei a à disciplina de
«Con abilidade Indus ial», que passou a denomina -se «Con abilidade de Cus os e Ges ão» no caso do ISCAL
e «Con abilidade Analí ica de Explo ação», depois somen e «Con abilidade Analí ica» e ainda «Con abilidade
de Cus os e Ges ão», no caso do ISCAC. Da análise ao p og ama do ano lec i o 1976/77 das e e idas
disciplinas, minis adas no ISCAL e no ISCAC, e i ica-se a con inuidade de uma o e in luência ao ní el das
ma é ias leccionadas da ob a de Gonçal es da Sil a, sinal de que a al e ação da denominação da disciplina em
pouco ou nada e e a e com o âmbi o e objec i os lhes a ibuídos. Inclusi e, o que se ia ób io de p e e após o
que acabamos de desc e e , a ob a de Gonçal es da Sil a é indicada como bibliog a ia base no apoio à
disciplina. Em suma, excep uando a denominação, udo o es o pe maneceu imu á el desde de meados dos anos
50 a é essa da a.
Ce ca de dez anos depois, a en ada em igo do Dec e o-Lei 443/85, de 24 de Ou ub o, em pe mi i a c iação
dos Cu sos de Es udos Supe io es Especializados, em di e sas á eas cien í icas e p o issionais, onde es a a
incluída a á ea da Con abilidade de Cus os.
Assis iu-se, des e modo, desde inícios da década de 70 a é meados dos anos 90, a uma p oli e ação de cu sos
supe io es de Con abilidade minis ados po odo o país, em ins i uições de ensino uni e si á io, mas
especialmen e em ins i uições de ensino poli écnico
Em e mos de es u u a cu icula , es a a in eg ada a disciplina Con abilidade de Cus os, sendo que nalguns
casos a opção em e mos de denominação acabou po se , inicialmen e, a de «Con abilidade Analí ica de
Explo ação» e depois «Con abilidade Analí ica», em g ande pa e de ido à in luência do POC ancês, bem
como de algumas aduções de ob as publicadas po au o es anceses.
3.2. O ENSINO DA DISCIPLINA NA ÚLTIMA DÉCADA: CARACTERIZAÇÃO E PRINCIPAIS
ALTERAÇÕES
A pa i de me ade da década dos anos 90 deno a-se uma signi ica i a mudança de de e minadas emá icas em
e mos do ensino da disciplina, bem como o su gimen o da disciplina de «Con olo de Ges ão». Os li os de
Pi es Caiado277 e de Caiano Pe ei a e Ví o Seab a F anco passam a aze pa e da bibliog a ia de apoio à
disciplina, bem como ou os manuais di eccionados pa a a á ea do Con olo de Ges ão. A inclusão da emá ica
da ges ão es a égica de cus os (Jus in Time e o Modelo de Qualidade To al -TQM), bem como do mé odo ABC
(Ac i i y Based Cos ing Sys em) e o modelo ABM (Ac i i y Based Managemen ), como pa e dos con eúdos
p og amá icos da disciplina, não é mais do que o e lexo do p og essi o abandono das denominações
adicionais da disciplina pa a passa , de uma o ma gene alizada, a denomina -se só «Con abilidade de Ges ão».
276 Analisamos os con eúdos p og amá icos dos cu sos do ISCAL e ISCAC po se em aqueles em que ob ínhamos maio in o mação.
277 In i ulado «Con abilidade Analí ica – um ins umen o pa a a ges ão».
ACCOUNTING TRENDS
455
Ainda que em Po ugal a dis inção a é à da a nunca enha sido al o de um a lo amen o objec i o, a inclusão de
ais ma é ias, en e ou as, ao ní el do ensino da disciplina «Con abilidade de Ges ão», indicia, compa ando com
o que oi desc i o an e io men e em e mos dos con eúdos p og amá icos, que o âmbi o lhe a ibuído ex apola as
on ei as da adicional Con abilidade de Cus os ou Con abilidade Analí ica.
Também nos anos 90 su gem os p imei os mes ados em Po ugal na á ea da Con abilidade, sendo o ac o -cha e
pa a o desen ol imen o da in es igação em Con abilidade em Po ugal. Foi a a és des es cu sos que o e mo
Con abilidade de Ges ão ganhou exp essão em Po ugal, ao pon o de hoje egis a a sua u ilização gene alizada
como disciplina ambém ao ní el dos di e sos planos de es udos dos bacha ela os e licencia u as da á ea
Con abilidade e demais á eas a ins.
Quad o 1: Mes ados em Con abilidade em Po ugal (ensino público)
Denominação Ins i uição(ões)
Ano de
C iação
Disciplinas de
Con abilidade de
Ges ão
Con abilidade e Finanças
Emp esa iais Uni e sidade Abe a (A ei o)278 1994
Con abilidade e Con olo
de Ges ão
Audi o ia Con abilís ica,
Económica e Financei a 279 Uni e sidade Au ónoma de Lisboa 1995 Con abilidade de Cus os
Con abilidade e Audi o ia Uni e sidade do Minho 1997 Tendências Ac uais da
Con abilidade de Ges ão
Con abilidade e Adminis ação Uni e sidade do Minho, em pa ce ia com
a Associação dos Poli écnicos do No e280 1997 Tendências Ac uais da
Con abilidade de Ges ão
Con abilidade e Audi o ia Uni e sidade Abe a e ISCAC 1998 Con abilidade de
Ges ão281
Con abilidade
Ins i u o Supe io de Ciências do T abalho
e da Emp esa, em colabo ação com o
ISCAL
1999 Con abilidade de Ges ão
A ançada
Ciências Emp esa iais:
Especialização em Con abilidade Faculdade de Economia do Po o 1999 Con abilidade de Ges ão
e Con olo de Ges ão
Con abilidade e Finanças
Escola Supe io de Ges ão de Lei ia, em
pa ce ia com a Faculdade de Economia da
Uni e sidade de Coimb a e Uni e sidade
do Minho
2000 Con abilidade de Ges ão
Con abilidade e Audi o ia Uni e sidade de É o a 2001 Teo ia da Con abilidade
de Ges ão
Con abilidade ISCTE282 - Ins i u o Supe io de Ciências
do T abalho e da Emp esa 2002 Con abilidade de Ges ão
A ançada
Fon e: Elabo ação p óp ia, com apoio em Fe ei a e Fe ei a (2003).
278 Funcionou a é à in eg ação do ISCA de A ei o na Uni e sidade de A ei o. Ac ualmen e designa-se po Mes ado em Con abilidade e
Audi o ia, e é assegu ado en e o ISCAA e o Depa amen o Economia, Ges ão e Eng.ª Indus ial da Uni e sidade de A ei o (1ª edição no ano
lec i o 2003/04).
279 Ab iu no ano lec i o 2004/05 a sua 8ª edição.
280 No âmbi o des e p o ocolo, oi leccionado no ISCAP (qua o edições), no Ins i u o Poli écnico de B agança (uma edição) sendo a p óxima
edição no Ins i u o Poli écnico de Viana do Cas elo.
281 A mais ecen e edição des e mes ado (2003) al e a es a designação pa a «Temas Ac uais de Con abilidade de Ges ão».
282 O ISCTE ab iu es e ano (2004) uma no a edição do Mes ado em Con abilidade, passando a igu a no seu plano de es udos as disciplinas
de «Con abilidade e Con olo de Ges ão» e «Cos Managemen Sys ems», exis indo ainda, como disciplina op a i a, «Con abilidade de
Ges ão das Ins i uições Públicas».
CITIES IN COMPETITION
462
b) Con eúdos p og amá icos
O ópico de maio in e esse ao ní el da componen e empí ica p ende-se com o con eúdo p og amá ico que
ac ualmen e é minis ado nos di e en es cu sos de a ibuição do g au de bacha ela o e licencia u a. Os esul ados
ob idos a a és das espos as ao ques ioná io cons i uem a base pa a uma análise compa a i a com o ensino
des a(s) disciplina(s) nos di e sos cu sos de mes ado ou pós-g aduação.
Rela i amen e a es a ques ão, o p incipal objec i o e a o de a e i quais as emá icas que mais se leccionam
ac ualmen e nas disciplinas de Con abilidade Analí ica, Con abilidade de Cus os e Con abilidade de Ges ão em
e mos dos cu sos de bacha ela o e licencia u a. Dos esul ados ob idos cons i uímos 4 ní eis ela i os aos emas
a ados na disciplina:
- Ní el 1: emas a ados em mais de 85% das disciplinas
- Ní el 2: emas a ados en e 75% e 85 das disciplinas
- Ní el 3: emas a ados en e 20% e 35 das disciplinas
- Ní el 4: emas a ados em menos de 20% das disciplinas
Ve i ica-se a exis ência de dois g andes g upos: ní el 1 e 2 em que as ma é ias são no malmen e leccionadas nas
licencia u as; ní el 3 e 4 em que es as ma é ias são ainda mui o pouco leccionadas.
Quad o 6: Temá icas leccionadas
Ni el 1: mais de 85%
P incipais concei os e classi icações de cus os e p o ei os
Componen es do cus o de p odução (Ma é ias di ec as, MOD e GGF)
Cus os não indus iais
P incipais con as da con abilidade analí ica (con a 9)
Mé odo dos cus os po o dens de p odução (Mé odo di ec o)
P odução de ei uosa
Cen os de cus os (Mé odo das secções homogéneas)
Cus os básicos e cus os pad ão
Demons ação dos esul ados po na u eza (POC) e demons ação dos esul ados
po unções (Di ec iz Con abilís ica N.º 20)
Sis emas de cus eio (cus eio o al, acional e a iá el)
Mé odo dos cus os po p ocessos ou ases (Mé odo indi ec o)
P odução conjun a, subp odu os e despe dícios
Análise Cus o/Volume/Resul ado (Análise CVR)
Ni el 2: en e 75% e 85%
Cus eio baseado nas ac i idades (Ac i i y Based Cos ing)
A ges ão o çamen al e o con olo o çamen al (análise de des ios)

ACCOUNTING TRENDS
463
Ni el 3: en e 20% e 35%
O çamen ação baseada nas ac i idades (OBM)
P eços de ans e ência
Jus -in- ime
Cus os de qualidade e de não qualidade
Ni el 4: menos de 20%
Balanced Sco eca d
Ta ge Cos ing
Con abilidade di ec i a e/ou es a égica
Cus os ambien ais
As azões apon adas po alguns dos inqui idos pa a o ac o de alguns ópicos não in eg a em o p og ama da
disciplina, pode-se dize que, se concen a am, undamen almen e, na ca ga ho á ia semanal e/ou uma
dis ibuição da disciplina em e mos de semes es lec i os insu icien e, no ac o de algumas das emá icas
in eg a em o p og ama de ou a disciplina e ainda po azões de não ele ância de algumas das emá icas endo
em con a a na u eza do cu so.
Dos 30 inqui idos que esponde am a es a ques ão, 16 deles e e i am a exis ência de uma ou a disciplina, na
qual e am abo dadas algumas das emá icas po nós desc iminadas no ques ioná io. Con udo, somen e 6
indica am a(s) disciplina(s) em causa. A disciplina «Con olo de Ges ão» egis ou o maio núme o de
e e ências, ou seja, oi apon ada po dois des es inqui idos. As disciplinas «Con abilidade Es a égica» e
«Ges ão O çamen al», egis a am uma e e ência cada. Rela i amen e aos ou os dois casos, a e e ência oi pa a
o ac o de exis i a disciplina de «Con abilidade de Ges ão» como complemen o à disciplina de «Con abilidade
Analí ica», e in eg ada a jusan e des a em e mos de plano cu icula .
A ecolha de alguns p og amas da disciplina Con abilidade de Ges ão minis ada em pós-g aduações e cu sos de
mes ado na á ea da Con abilidade e demais á eas a ins a deco e em Po ugal pe mi e-nos aze uma
compa ação ace aos dados que igu am no quad o 6. As emá icas que ap esen am um índice mais baixo de
leccionação são as que depois se desa acam nos p og amas da disciplina Con abilidade de Ges ão minis ada em
cu sos de pós-g aduações e de mes ado. No quad o da página seguin e são indicadas as p incipais emá icas
leccionadas nes e ipo de cu sos.
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Quad o 7: Temá icas leccionadas em cu sos de pós-g aduação e de mes ado
Temá icas (o denadas po equência de in eg ação nos p og amas)
1. ABC Sys em e ABM
2. Ges ão Es a égica de Cus os
3. Indicado es (Medidas) de Pe o mance
4. Quad o de Comando (Balanced Sco eca d)
5. Fixação de P eços. P eços de T ans e ência
6. Teo ia das Limi ações
7. Cus os de qualidade e de não qualidade
8. Jus -in- ime
9. Con abilidade de Ges ão Es a égica
10. A Con abilidade de Ges ão e a C iação de Valo
11. Cus os ambien ais
c) Ou os dados
Rela i amen e à ques ão ace ca do g au de exigência e de p o undidade na leccionação des e amo da
Con abilidade em cu sos cujas saídas p o issionais subjacen es são dis in as, os esul ados deno am uma
cla i iden e endência ao ní el da opinião dos inqui idos, al como se pode e na igu a seguin e:
Figu a 2: G au de exigência e p o undidade
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Sim
17%
Não
80%
NR
3%
Apenas um dos inqui idos não espondeu a es a ques ão. Dos que esponde am, somen e 17% são de opinião que
o g au de exigência e p o undidade de e se igual, independen emen e do cu so em que a disciplina es eja
in eg ada em e mos de plano de es udos.
Ainda no seguimen o des a ques ão, os inqui idos o am ques ionados se es e ipo de p oblemá ica, ou seja, o
g au de p o undidade, exigência, ipo de ma é ias a abo da e como abo dá-las, de aco do com o enquad amen o
da disciplina nos di e en es cu sos em que é leccionada, já oi ou não al o de deba e ou p eocupação no seio do
depa amen o ou g upo disciplina em que a disciplina es á inse ida na ins i uição. Dos 33 inqui idos que
ACCOUNTING TRENDS
465
esponde am a es a ques ão, 57,1 % selecciona am a opção SIM, o que e idencia que es a ques ão em sido al o
de deba e na maio ia dos depa amen os ou g upos disciplina es.
Ques ionados sob e a o ma de abo da as emá icas in ínsecas a es e amo da Con abilidade em cu sos
di e en es, 94,1% dos inqui idos que esponde am (34) a es a ques ão mani es a am-se a a o da adequação das
emá icas aos objec i os de o mação e quali icação subjacen es a cada um dos cu sos. Os es an es (5,9%)
indica am não e opinião sob e es a ques ão.
Aos inqui idos que esponde am a o a elmen e no que espei a à adequação das emá icas à na u eza dos cu sos
em que a disciplina é leccionada, oi solici ada a opinião sob e se se ia lógico o desencadea de es o ços no
sen ido de se homogeneiza os con eúdos p og amá icos da disciplina a minis a po cu so. Dos inqui idos que
esponde am a es a ques ão, 77,4 % é de opinião que se ia lógico esse desen ol imen o de es o ços, sendo que
apenas 16,1% dos inqui idos demons a am opinião con á ia a es a, ha endo ainda 6,5%, co esponden es a 2
inqui idos, que mani es a am não e opinião.
As úl imas ques ões do ques ioná io isa am a ecolha de in o mação ela i a à ees u u ação/ac ualização dos
con eúdos p og amá icos. O quad o seguin e exp essa o p imei o bloco dos esul ados ob idos sob e es a
ques ão, ha endo a salien a que são apenas elencados os esul ados e e en es aos inqui idos que esponde am à
ques ão subjacen e aos esul ados ap esen ados:
Quad o 8: Pe iodicidade das ees u u ações/ac ualizações dos con eúdos p og amá icos
Opções de espos a Respos as
(n.º)
Respos as
(%)
Es e ano lec i o 13 39,4
No ano lec i o an e io 6 18,2
Há dois anos 5 15,2
Há mais de dois anos 6 18,2
Não sei/Não me lemb o 3 9,1
To al 33 100
Es es p imei os esul ados e idenciam uma ac uação ecen e ao ní el da ees u u ação e/ou ac ualização dos
con eúdos p og amá icos da disciplina, uma ez que a conjugação das duas p imei as opções de espos a
co esponde a 57,6%. No en an o, e i ica-se que exis em ainda casos em que esse ipo de ac uação já não se
p ocessa há mais de dois anos.
Aos inqui idos, e no que espei a ainda a es a ques ão, oi solici ada opinião sob e a necessidade de ac ualizações
egula es ao ní el dos con eúdos p og amá icos da disciplina, endo em con a as cons an es mu ações que
ac ualmen e ca ac e izam o mundo emp esa ial, de i ado, essencialmen e, da c escen e globalização das
economias dos países. Todos os inqui idos esponde am, sob essaindo, de uma o ma escla ecedo a, a axa de
espos a (91,4%) e e en e à opinião de que de e á p ocede -se a uma ac ualização egula ao ní el das ma é ias
a abo da , como o ma de ajus a o mais possí el a componen e ensino às p á icas emp esa ias.
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CONCLUSÕES
A in es igação empí ica na á ea da Con abilidade em egis ado um desen ol imen o assinalá el nos úl imos
anos, inclusi e em Po ugal, me cê, undamen almen e, dos abalhos e disse ações al o de consecução po
pa e dos alunos dos di e sos mes ados que ac ualmen e são minis ados em Po ugal na á ea da Con abilidade.
O con ex o de mudança que hoje ca ac e iza qualque economia, onde o aumen o da conco ência, de i ado da
c escen e globalização da economia, a concepção de no as es u u as o ganizacionais e sob e udo a explosão
ecnológica, impõe uma no a a i ude. Quando o meio emp esa ial, e mesmo o sec o público, delegam cada ez
mais incumbências à ago a p o usamen e denominada Con abilidade de Ges ão, não pa ecem es a quaisque
dú idas que o ensino des a disciplina, hoje mais do que nunca, se de e ajus a a essas exigências.
Os esul ados do inqué i o e idenciam que o docen e esponsá el pela disciplina de Con abilidade Analí ica, de
Cus os e/ou de Ges ão de ém, em média, uma expe iência de leccionação da disciplina en e 1 a 5 anos. A
coexis ência das di e en es designações (Con abilidade Analí ica; Con abilidade de Cus os; Con abilidade de
Ges ão) é uma ealidade no nosso país ao ní el dos planos de es udos dos cu sos de bacha ela o e licencia u a.
Do inqué i o ealizado cons a a-se que dos docen es que se mani es a am a a o da homogeneização em e mos
de designação, me ade de ende a exis ência de uma só designação pa a ep esen a es e amo da con abilidade. A
designação «Con abilidade de Ges ão» oi a apon ada po es es docen es pa a passa a se adop ada em
de imen o de odas as ou as designações.
Quan o ao con eúdo p og amá ico minis ado nes a(s) disciplina(s) nos di e sos cu sos de bacha ela o e
licencia u a, os esul ados do inqué i o, quando compa ados com a análise aos p og amas da disciplina de
Con abilidade de Ges ão minis ada em pós-g aduações e cu sos de mes ado na á ea da Con abilidade e á eas
a ins, conduzem ao seguin e: nos cu sos de bacha ela o e licencia u a em que es e amo da con abilidade é
leccionado (ensino uni e si á io e poli écnico; público e p i ado) deco e, essencialmen e, o ensino das emá icas
a ec as à adicionalmen e denominada Con abilidade Analí ica ou de Cus os, ao passo que ao ní el dos cu sos
de pós-g aduações e de mes ado se e i ica o ensino da Con abilidade de Ges ão p op iamen e di a. Assim, ao
ní el das ma é ias leccionadas em cu sos de g aduação, essal a a ên ase dada ao apu amen o dos cus os de
p odução, descu ando-se algumas das no as emá icas que ac ualmen e são equen emen e abo dadas na
Con abilidade de Ges ão, como po exemplo, cus os di e enciais, p eços de ans e ência, alo ac ual, balanced
sco eca ds, ges ão es a égica de cus os, eo ia das limi ações, cus o do capi al, en e ou as. No en an o, e i ica-
se que es as emá icas são abo dadas em cu sos de pós-g aduação e de mes ado. Des e modo, eg a ge al, se á
necessá io a equência de um cu so de pós-g aduação pa a a ob enção dos conhecimen os ago a exigidos ao
ges o em ma é ias elacionadas com a Con abilidade de Ges ão ou, na nossa opinião, se á necessá io uma
mudança de men alidades po pa e dos p o esso es des a disciplina, de modo a que seja dada uma meno
ele ância a emas da designada Con abilidade de Cus os.
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