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AS PRÁTICAS DE GESTÃO NAS EMPRESAS FAMILIARES PORTUGUESAS DO
SECTOR TÊXTIL
Ca a ina A onso Al es
RESUMO
A emp esa amilia ocupa um espaço impo an e nas economias indus ializadas e eme gen es. A
elação en e amília e emp esa con e e-lhe ca ac e ís icas especiais em que se con undem as es e as
económica e amilia .
Vá ios abalhos êm su gido sob e es a ealidade emp esa ial, sendo escasso o es udo dos domínios da
ges ão p op iamen e di a.
O p esen e abalho em po base uma amos a de emp esas amilia es do Sec o Têx il do dis i o de
Cas elo B anco, em Po ugal. P ocu a-se es uda a pa icula idade des e ipo de emp esa, iden i icando
as p á icas de ges ão que o ien am a sua ac uação como emp esa.
Na sequência da me odologia de in es igação u ilizada, oi possí el iden i ica , quan o às p á icas de
ges ão, que se p i ilegia a manu enção da ges ão na amília, seguida das p á icas elacionadas com os
ecu sos humanos.
PALAVRAS-CHAVE: Emp esa Familia , P á icas de Ges ão.
ABSTRACT
The amily i m occupies an impo an space in he indus ialised and eme gen economies. The
ela ionship be ween amily and business adds special cha ac e is ic in which economic and amily
sphe es a e used.
Va ious s udies ha e appea ed on his business eali y, hus dealing li le wi h he a eas o
managemen speci ically.
This s udy is based on a sample o amily i ms in he Tex ile Sec o loca ed in he dis ic o Cas elo
B anco, in Po ugal. I seeks o s udy he pa icula i y o his ype o o ganisa ion, iden i ying he
managemen p ac ices ha guide i s pe o mance as business.
Following he esea ch me hodology used, i was possible o iden i y, wi h ega d o managemen
p ac ices, ha main aining he managemen in he amily has p io i y, ollowed by p ac ices ela ed o
human esou ces.
KEY WORDS: Family Fi m, Business P ac ices.
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1. INTRODUÇÃO
A emp esa é um co po social complexo, cons i uído po indi íduos e g upos cujas aspi ações podem se as mais
di e sas. A noção de sis ema33 que se a i mou nos úl imos 30 anos conside a que as pa es da emp esa (pessoas)
êm objec i os p óp ios e são cada ez menos dependen es, mais educadas e ambiciosas (Ca doso, 1999).
Quando se a a de uma emp esa amilia , o co po social é ainda mais complexo, pois nes e incluem-se ês
subsis emas – amília, p op iedade e ges ão – que in e agem en e si, no qual, uma mudança numa das pa es
a ec a odo o sis ema.
Em e mos económicos e sociais, a emp esa amilia é conside ada um ema de es udo impo an e, uma ez que
es as emp esas ge am nos Es ados Unidos en e 40 a 60% do P odu o Nacional B u o (Wa d e A ono , 1990) e
emp egam ce ca de 50% da o ça de abalho (Ge sick e ou os, 1997). Sha ma e ou os (1997) apon am que as
di e enças en e emp esas amilia es e não amilia es se si uam na de inição das me as, na o ma como o
p ocesso é conduzido e nos in e enien es no p ocesso.
Os objec i os p incipais açados pa a es e abalho são, em p imei o luga medi o g au de u ilização de um
conjun o de p á icas de ges ão nas emp esas amilia es e, em seguida es uda qual das dimensões, amília e/ou
emp esa/negócio, em que as emp esas amilia es baseiam as suas p á icas de ges ão. Com base nos dados
ecolhidos (ques ioná io) jun o de uma amos a de emp esas amilia es do dis i o de Cas elo B anco, em
Po ugal, e pos e io a amen o es a ís ico, p ocu a-se analisa a ealidade das emp esas em es udo.
2. EMPRESA FAMILIAR: ABORDAGEM CONCEPTUAL
Segundo Chua, Ch isman e Sha ma (1999), a emp esa amilia é aquela que é di igida ou ge ida numa base de
ansmissão de ge ação em ge ação, pa a a ingi uma isão o mal ou implíci a da emp esa, sendo p op iedade de
uma única amília ou de um pequeno núme o de amílias. Shanke e As achan (1996), numa in es igação
ealizada sob e os con ibu os das emp esas amilia es na economia dos Es ados Unidos, concluem que mui as
ezes as de inições de emp esas amilia es são ambíguas ou omissas, e os es udos sob e essas emp esas ca ecem
de consenso sob e qual o con eúdo mais impo an e na iden i icação da emp esa amilia (Handle , 1989). No
que espei a à de inição de emp esa amilia , não há uma que seja ge almen e acei e (Handle , 1989). O que se
e i ica equen emen e é que as de inições sob e emp esas amilia es p opos as pelos in es igado es assen am
em elemen os comuns, não necessa iamen e coinciden es, mas complemen a es.
As di e en es abo dagens ao concei o de emp esa amilia con i mam a exis ência de dimensões que
ca ac e izam cla amen e a emp esa amilia , ais como, a p op iedade, o con olo, a es u u a da di ecção da
emp esa e a p esença de uma ou mais amílias na o ganização, e ainda apa ecem ou as dimensões menos áceis
de ope acionaliza , das quais se des aca a cul u a e alo es exis en es na emp esa amilia .
Face ao expos o, pode a i ma -se que a emp esa amilia não coincide com a imagem da emp esa acional
o ien ada pa a o luc o, an es se a a de um sis ema o ganizado em o no de elações com uma o e ca ga
emocional (Da is e S e n, ci ados em Ussman, 1996). Pa a Holland e Boul on (1996), os bons ou os maus
esul ados não dependem da emp esa se amilia , an es da o ma como as elações no seio da emp esa amilia
são ge idas. Em Po ugal, a Associação Po uguesa das Emp esas Familia es (APEF) oma po de inição de
33 O sis ema é um conjun o de dois ou mais elemen os em que: cada um em e ei os no compo amen o do odo; há in e dependência de
e ei os; não é possí el di idi o odo em elemen os independen es sem com isso a ec a as suas ca ac e ís icas (Ca doso, 1999).
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emp esa amilia a seguin e: “A emp esa amilia é aquela em que uma Família de ém o con olo em e mos de
nomea a ges ão e alguns dos seus memb os pa icipam e abalham na emp esa”. Como se pode e , es á longe
de se encon ada uma de inição única de emp esa amilia . Con udo, é necessá io iden i ica uma de inição que
si a como e e ência e seja ope acional pa a se p es a à selecção de amos as pa a in es igação.
Assim, pa a es e abalho de ine-se emp esa amilia como “aquela em que mais de 50% do capi al social é
de ido po um g upo unido po elações de pa en esco e na qual, a emp esa é econhecida como uma
emp esa amilia (pelo(s) esponsá el(s) e abalhado es)”. A escolha des a de inição de emp esa amilia
de e-se ao ac o de se acilmen e ope acionalizada, mas sob e udo po que em em con a duas ques ões cha e: a
pe cen agem maio i á ia do con olo do capi al e a pe cepção de que a emp esa é uma emp esa amilia .
3. PARTICULARIDADES DA EMPRESA FAMILIAR
Segundo Oli ei a (1999), não é co ec o a i ma que a emp esa amilia é igual a qualque ou a emp esa, pelo
simples ac o de que uma es u u a amilia , quando in eg ada numa emp esa, p opo ciona uma sé ie de
abo dagens e in e acções especí icas de uma amília, p o ocando algumas pa icula idades na sua ac uação. Po
es e ac o, ao aspec o amilia es á mui o mais elacionado o es ilo com que a emp esa é adminis ada, do que
somen e o ac o do seu capi al pe ence a uma amília.
3.1. A COMPLEXIDADE DE PÁPEIS DOS INTERVENIENTES
A complexidade das emp esas amilia es de e-se ao ac o dos in e enien es em cada sis ema e em objec i os e
expec a i as di e en es. Nes a linha de pensamen o, Ma ins (1999) a i ma que, pelo ac o de cada um dos
in e enien es do sis ema das emp esas amilia es e uma iden idade e cul u as p óp ias e, equen emen e, com
necessidades e alo es an agónicos, colocam-se ao p op ie á io (“owne ”) sé ias di iculdades, nomeadamen e no
que conce ne à ges ão da con inuidade.
No modelo de ês cí culos, qualque indi íduo de uma emp esa amilia pode se colocado num dos se e
sec o es o mados pela sob eposição dos subsis emas. Na Figu a 1, os indi íduos, com somen e uma conexão
com a emp esa, colocam-se apenas num dos sec o es ex e nos – 1, 2 ou 3 – e aqueles com mais de uma conexão
si uam-se num dos sec o es sob epos os, que caem den o de dois ou ês cí culos ao mesmo empo.
Segundo Ge sick e ou os (1997), o modelo dos ês cí culos cons i ui uma e amen a mui o ú il pa a a
comp eensão da on e de con li os in e pessoais, dilemas de papéis, p io idades e limi es nas emp esas
amilia es.
Figu a 1: Modelo dos T ês Cí culos (Ge sick e ou os, 1997: 6)
P
op
i
eda
F
a
míl Ges ão/
Emp es
1
2
3
4
5
6
7
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Em emp esas amilia es de maio dimensão, a Figu a 2 ep esen a qua o domínios dis in os: a Família, a
P op iedade (Owne ship), a O ganização (Managemen ), que inclui a ge ência e os ecu sos humanos, e a
Di ecção34 (Boa d), que pode á se comp eendida como o conjun o dos memb os do Conselho de Adminis ação.
Figu a 2: In e acção de Papéis na Emp esa Familia de Maio Dimensão
(Adap ado de Lank, s/d)
A Figu a 2 ilus a as combinações possí eis (15) ge adas pelas sob eposições dos qua o domínios. Ge almen e
nem odos os memb os da amília pa icipam nos di e sos domínios, o que o igina dis in os ní eis de
pa icipação, de expe iência e de conhecimen o da emp esa amilia . Não são a as as emp esas amilia es que,
pela sua dimensão, en en am es a complexidade de papéis e suas in e acções, o que as di e encia das es an es
o ganizações (não amilia es).
Na emp esa amilia , alguns memb os do sis ema pensam mais como memb os da amília, ou os como ge en es
e ou os como p op ie á ios. Es as di e en es pe spec i as não são mo i adas pela sua pe sonalidade, mas pelo
papel que os memb os assumem. Pa a A ono (1999), a di e sidade de papéis desempenhados em simul âneo na
emp esa amilia é a on e da maio ia dos con li os. O desa io de ge i uma emp esa amilia es á em sabe
negocia cons u i amen e as elações que se es abelecem en e os subsis emas (Ussman, 1996). Po ezes, a
co ec a ges ão das emp esas amilia es pode depende mais da ges ão de ac o es elacionados com a amília, do
que, p op iamen e, com as con ingências do p óp io negócio em si.
3.2. A ELEVADA MORTALIDADE
As causas que explicam a ele ada mo alidade das emp esas amilia es são di e sas. Mui as ezes, são azões de
o dem ex e na que a ec am odo o ipo de emp esas, como as c ises económicas, as mudanças no meio
en ol en e ou a e olução ecnológica, en e ou as (Wa d, 1987; Gallo e Ribei o, 1996).
34 Também pode se en endido como o Conselho de Adminis ação.
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Segundo Wa d (1987) podem se encon adas algumas explicações pa a a ele ada axa de mo alidade das
emp esas amilia es, que assen am em ês ques ões undamen ais:
1- Algumas emp esas amilia es são de pequena dimensão, ca ecendo de ecu sos humanos e de dimensão
inancei a em elação às emp esas maio es;
2- A p óp ia amília pode se uma ba ei a pa a a p ospe idade do negócio, de ido à i alidade en e i mãos e à
sucessão de ge ação;
3- Em e cei o luga , e a mais impo an e, em a e com a al a de igo concep ual na a aliação da emp esa e
planeamen o do u u o po pa e dos p op ie á ios. Os p op ie á ios de em u iliza o planeamen o como um
ins umen o de o ien ação da emp esa e da amília.
3.3. A SUCESSÃO
Uma das ques ões mais impo an es que se coloca nas emp esas amilia es é a sucessão. De ac o, es a ques ão
em sido um assun o que mui os líde es de emp esas endem a e i a e a p o ela no empo, em ez de
p epa a em, em ida, a ansmissão en e ge ações, caindo numa das cinco a madilhas que se colocam à ges ão
das emp esas amilia es: a asa desnecessa iamen e a sucessão (Gallo e Ribei o, 1996).
Pa a Wa d (1987), a p incipal causa de mo alidade das emp esas amilia es pode á e a e com a ausência de
um plano es a égico pa a a emp esa, que inco po e o plano es a égico da amília, assegu ando que os in e esses
da amília, ela i amen e ao seu papel no u u o da emp esa, sejam le ados em conside ação.
A sucessão é uma ques ão que eque uma análise segundo a pe spec i a dos ês cí culos que cons i uem a
emp esa amilia , is o é, a amília, a ges ão e a p op iedade, de o ma a comp eende adequadamen e as
pe spec i as dos di e en es in e essados na emp esa (Lansbe g, 1996). Con udo, a es u u ação e a o malização
do p ocesso não de em se in e p e adas como sinónimo de plena ga an ia de que se encon e a solução
adequada, pois cada caso é único e são á ias as con ingências possí eis (Gallo e Ribei o, 1996).
3.4. AS FASES DE DESENVOLVIMENTO DA EMPRESA FAMILIAR
Em e mos de de inição das me as é impo an e iden i ica em que ase se encon a a emp esa amilia . Wa d
(1988) p opôs um modelo que inco po a ês ases de desen ol imen o pa a a emp esa amilia , no qual, em cada
no a ase oco e uma mudança na na u eza da emp esa amilia e nas p á icas de ges ão.
Segundo Tagiu i e Da is (1992), as me as e os objec i os apon ados pelas emp esas amilia es não são
cons an es, is o é, so em á ias mudanças. Pa a es es au o es, o ac o pode á es a elacionado com o ciclo de
ida da emp esa amilia e a espec i a ge ação. Pa a Wa d (1987) é impo an e iden i ica em que ase se
encon a a emp esa amilia , uma ez que a idade do negócio pode á a ec a o c escimen o e a selecção de uma
es a égia, bem como a de inição das me as. Na p imei a ase a emp esa amilia egis a um c escimen o ápido,
exigindo empo e ecu sos inancei os e ca ac e iza-se po se uma o ganização de pequena dimensão mas
dinâmica. Na segunda ase, a emp esa a ança pa a um negócio de ma u idade, no qual a sua dimensão já é maio
e mais complexa. Na e cei a ase su ge a necessidade de “ eno ação” es a égica e ein es imen o, al e ações
p o a elmen e p o ocadas po necessidade da amília.
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4. METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO
Os p imei os con ac os e ec uados o am com o Ins i u o Nacional de Es a ís ica (INE) e o Ins i u o de Apoio às
Pequenas e Médias Emp esas e ao Desen ol imen o (IAPMEI), com o p opósi o de a e igua a exis ência de
uma lis agem de emp esas iden i icadas como emp esas amilia es. In elizmen e, as á ias lis agens de que
dispõem es es o ganismos não azem menção ao ac o de se a a de uma emp esa amilia .
Dado que a população des a in es igação é mui o as a e, sob e udo, po não exis i uma única base de dados que
con enha a o alidade das emp esas amilia es em Po ugal, u ilizou-se o mé odo de amos agem in encional
(Mo ei a, 1994). Des e modo, op ou-se po desen ol e um es udo que en ol eu uma amos a de emp esas da
indús ia ans o mado a do dis i o de Cas elo B anco, especi icamen e do sec o êx il (incluindo o es uá io).
Nes e dis i o, ce ca de dois e ços do emp ego da indús ia ans o mado a es á concen ado na indús ia de
es uá io (41%) e na ab icação de êx eis (22%), com um o al de 167 emp esas no ano de 199735. Com ecu so
a á ias on es de in o mação, oi possí el ex ai uma lis agem que cons i ui uma amos a de 102 emp esas
amilia es do dis i o de Cas elo B anco, sendo 47 da indús ia de es uá io e 55 da ab icação de êx eis.
Tendo em conside ação os objec i os da in es igação, o modelo e as ca ac e ís icas do campo de análise, o
inqué i o po ques ioná io pa eceu se o mé odo de ecolha da in o mação mais adequado, endo-se op ado po
duas al e na i as de en ega: g ande pa e dos ques ioná ios (66) oi en iada po co eio e os es an es en egues
pessoalmen e (36). O ques ioná io con ém ês g upos de ques ões. O p imei o g upo de ques ões em po
inalidade a e igua se, de ac o, se a a de uma emp esa amilia e se es a se enquad a na de inição adop ada no
pon o dois des e abalho. O segundo g upo isa ecolhe dados de iden i icação do p incipal esponsá el e
ca ac e iza a emp esa. Po ul imo, o e cei o g upo des ina-se à mensu ação do g au de u ilização de um
conjun o de p á icas de ges ão na emp esa amilia .
No g upo I e II do ques ioná io u iliza am-se ques ões echadas. Es as o am ap esen adas sob a o ma
dico ómica ou de escolha múl ipla, de aco do com a sua na u eza. O olume de endas anual oi classi icado
numa escala o dinal (o dinal scale). No e cei o g upo do ques ioná io u iliza am-se escalas de Like pa a medi
o g au de u ilização das p á icas de ges ão nas suas emp esas. Os inqui idos o am solici ados a classi ica uma
g elha de 21 a iá eis, a im de mensu a o seu g au de u ilização, sendo medido po uma escala de 5 pon os (1-
não u ilizada a é 5-mui o u ilizada). As p á icas de ges ão são ep esen adas po uma g elha elabo ada po um
g upo de abalho a pedido do Family En e p ise Ins i u e e u ilizada em ou os es udos [Leon-Gue e o e ou os,
1998; McCann III e ou os, 2001]. Após a ecolha dos dados o nou-se necessá ia a sua análise e in e p e ação.
Pa a se pode em u iliza os dados con idos nas espos as ao ques ioná io oi e ec uado um a amen o es a ís ico
dos mesmos, a a és do so wa e es a ís ico SPSS (S a is ical Package o Social Sciences).
5. APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS
Das 102 emp esas con ac adas, passou-se a dispo de 39 ques ioná ios álidos, o que ep esen a uma axa de
38%, em elação aos ques ioná ios en iados e uma axa de 23,4% no que conce ne à população o al (emp esas
amilia es e não amilia ) do Dis i o de Cas elo B anco. A axa de espos a ob ida pode se conside ada
35 De aco do com um es udo elabo ado pa a o Núcleo Emp esa ial da Região de Cas elo B anco e e en e a dados de 1997 “Es u u a
Emp esa ial do Dis i o de Cas elo B anco”.
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sa is a ó ia, quando compa ada com a média de ce ca de 25% e e ida po Laka os e Ma koni (1996) pa a
ques ioná ios en iados po ia pos al.
5.1. CARACTERIZAÇÃO GENÉRICA DAS EMPRESAS FAMILIARES
Rela i amen e ao Ramo da Indús ia, a amos a é cons i uída, po igual impo ância, de indús ia do es uá io
(51,3%) e da ab icação de êx eis (48,7%), que é igualmen e a si uação que se e i ica quando analisamos a
o alidade das emp esas36 do dis i o.
Na classi icação das emp esas amilia es po dimensão u ilizou-se o c i é io do olume do emp ego37. Ve i ica-
se que a Es u u a Dimensional das emp esas é ca ac e izada po pequenas e médias emp esas, uma ez que
nenhuma das emp esas inqui idas possui um núme o de abalhado es supe io a 500 e apenas 2,56% em um
núme o supe io a 250. Mais, ce ca de 18% das emp esas são mic o emp esas que emp egam a é 10
abalhado es, 30,77% das emp esas si ua-se en e os 10 e 49 abalhado es e 48,72% en e 50 e 249
abalhado es.
Quan o ao Volume de Vendas ela i o ao ano de 2001, cons a a-se um peso signi ica i o de emp esas que
ac u am en e 500.001 e 2.500.000 Eu os (48,72%). Acima de 5 milhões de Eu os, es ão ep esen adas apenas
5,12% das emp esas, en e 2.500.001 Eu os e 5 milhões de Eu os si uam-se 23,08% e, ambém 23.08% abaixo
de 500.000 Eu os (inclusi e).
As emp esas são, na sua maio ia, emp esas madu as que já a a essa am um p ocesso de sucessão (48,72%) do
qual esul ou a ansição pa a a segunda (35,90%) e e cei a (12,82%) ge ação. Quan o às emp esas que se
encon am na p imei a ge ação (20), 40% êm idade comp eendida en e 20 e 29 anos e 15% em uma
an iguidade supe io a 30 anos. Segundo Wa d (1987) es a si uação ca ac e iza as emp esas que a a essam um
pe íodo de ma u idade, o que pode suge i uma e i alização ao ní el es a égico. Wa d iden i ica es a
an iguidade (en e 20 e 30 anos) po ase III, em que se coloca ao p op ie á io o desa io da p epa ação da
ansmissão da posse da emp esa pa a a p óxima ge ação.
No que se e e e as á ias Ge ações de Lide ança que passa am pela emp esa amilia , e i ica-se que 48,72%
das emp esas p o êm de ge ações an e io es, sendo que 12,82% en a am na e cei a ge ação (de i am dos
a ós).
5.2. CARACTERIZAÇÃO DOS EMPRESÁRIOS INQUIRIDOS
Os esul ados indicam que a Idade média dos inqui idos é 47 anos. De no a que a idade mais comum dos
esponsá eis pela emp esa é de 34 anos. Em e mos e á ios, exis e uma pe cen agem de 23,08% dos
esponden es com idade in e io aos 35 anos, que ep esen am os jo ens emp esá ios. En e os 35 e 45 anos de
idade si uam-se 25,64% dos esponsá eis de emp esa e 28,21% êm idades comp eendidas en e 46 e 60 anos de
idade. Acima dos 60 anos de idade si uam-se 23,08% dos esponsá eis, que pa ece indica alguma longe idade à
en e do des ino da emp esa.
36 As emp esas do dis i o incluem as emp esas amilia es e não amilia es (167 EMPRESAS).
37 Cons am qua o c i é ios na ecomendação da Comissão Eu opeia: o olume de emp ego, o olume de negócios, o balanço o al anual, e o
c i é io da independência pa a a classi icação em PME’s e GE’s. Nes e abalho, pa a a a aliação da dimensão da emp esa amilia se imo-
nos do c i é io olume de emp ego.
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Ao c uza a Idade do esponsá el com a Ge ação em que se encon a a emp esa amilia , e i ica-se que 91%
dos esponsá eis com idades comp eendidas en e os 46 e 60 anos ep esen am a p imei a ge ação ( undado ). A
p imei a ge ação é ca ac e izada po um conjun o de esponsá eis com idades supe io es aos 45 anos,
e idenciando que, em 51,28% das emp esas esponden es, o undado pe manece no comando. Po ou o lado, a
segunda ge ação é ep esen ada po um escalão e á io mais baixo, com 77,78% dos esponsá eis (7) com menos
de 35 anos e 70% dos esponsá eis (7) com idade comp eendida en e 35 e 45 anos. Po úl imo, a e cei a
ge ação é ep esen ada pelos á ios escalões e á ios. Con udo de e-se salien a os 22,22% dos esponsá eis (2)
com idade supe io a 60 anos que, em b e e, se ão con on ados com uma mudança pa a a qua a ge ação.
Em e mos de Habili ações Li e á ias do p incipal esponsá el da emp esa, e i ica-se que g ande pa e
possuem es udos secundá ios comple os, numa pe cen agem de 46,15%. Po ou o lado, cons a a-se que ce ca de
30 % dos inqui idos possuem o mação académica supe io , conside ando o bacha ela o e a licencia u a ou
supe io , com a pe cen agem de 12,82% e 17,95%, espec i amen e. De e e i ainda que 12,82% possuem a 4ª
classe e 10,26% a é ao 9º ano de escola idade.
Quando inqui idos sob e a exis ência de Po enciais Sucesso es, 22 emp esá ios a i mam exis i uma ou á ias
pessoas nessas condições, enquan o que 17 emp esá ios ainda não conside a am seque essa hipó ese. Ten ando
aze uma ap eciação sob e a con inuidade da emp esa, é p eocupan e que mais de 43 % dos inqui idos ainda não
enham conside ado a hipó ese de um sucesso , uma ez que odos os inqui idos a i mam e a in enção de passa
a posse da emp esa pa a um descenden e amilia ou amilia p óximo.
Em e mos de Capacidade de Emp eendimen o, cons a a-se que 97,4 % das emp esas o am undadas pela
amília no pode (ou he dadas).
5.3. UTILIZAÇÃO DAS PRÁTICAS DE GESTÃO NA EMPRESA FAMILIAR
Aos esponsá eis oi solici ado que indicassem qual o g au de u ilização de um conjun o de p á icas de ges ão.
Esse conjun o con ém á ias p á icas, nomeadamen e algumas exclusi amen e de ges ão/negócio e ou as de
ca ác e amilia . A Tabela 1 p o idencia um conjun o de p á icas (21) classi icadas a a és da média e com a
indicação do espec i o des io pad ão.
No sen ido de se analisa qual a u ilização e ec i a de de e minadas p á icas, po pa e das emp esas amilia es
des e es udo, cons a a-se que odas as a iá eis es ão classi icadas com um alo médio in e io a 4 e um des io
pad ão, na maio pa e dos casos, supe io a 1, que aduz a dispe são dos alo es das p á icas ela i amen e à
média (Tabela 1).
SITUATION OF THE ENTREPRENEURSHIP, BUSINESS CREATION, HUMAN RESOURCE MANAGEMENT AND FAMILY BUSINESS PERSPECTIVES.
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P á icas Média
Des io
Pad ão
P13 Na di ecção da emp esa - apenas os memb os da amília 3,90 1,29
P12 Desen ol e a capacidade e o alen o da ges ão 3,64 0,90
P14 Plano de o mação e ges ão de ca ei as pa a os ecu sos humanos 3,31 1,00
P21 Reco e ao se iço de consul o ia ex e na 3,23 1,25
P18 Desc ição o mal das a e as 3,15 1,14
P5 Cons i uição de um g upo de omada de decisão 3,15 1,23
P3 Plano de incen i os e compensações 3,13 0,98
P16 A aliação o mal dos ecu sos humanos 3,00 1,00
P9 A aliação egula das euniões de di ecção 2,97 1,16
P1 Decla ação da missão pa a a emp esa 2,97 0,93
P8 Desen ol e a capacidade e o alen o da amília 2,77 1,27
P11 Plano de o mação e ges ão de ca ei as pa a memb os da amília 2,72 1,36
P2 P epa ação do(s) sucesso (s) 2,69 1,10
P15 Na di ecção da emp esa - memb os da amília e ex e nos 2,36 1,33
P17 Decla ação da missão pa a a amília 2,36 1,27
P6 Conselho de Família ou P o ocolo Familia 2,26 1,23
P20 Decla ação da missão pa a os memb os da amília indi idualmen e 2,23 1,29
P4 Plano de sucessão o mal 2,23 1,13
P7 Na di ecção da emp esa - apenas memb os ex e nos à amília 1,85 0,99
P19 Tes amen o 1,56 0,97
P10 Aco dos p é-nupciais 1,41 0,82
Tabela 1: Classi icação do G au de U ilização das P á icas de Ges ão38
Uma ez que a escala de espos as u ilizada é ímpa (escala de 5 pon os), al ac o pode le a o esponden e a
a ibui uma espos a cen al (3). Po ou o lado, os esul ados ob idos podem e idencia que, em alguns casos,
não se e i ica uma u ilização e ec i a e o mal das p á icas al como são ap esen adas.
A Tabela 1 indica que a p á ica de ges ão classi icada em p imei o luga é de ca ác e amilia , e idenciando a
in enção de conse a os luga es de di ecção pa a a amília (M=3,9). Es a classi icação pa ece es a em
consonância com a segunda ques ão do ques ioná io, a exis ência da in enção de passa a di ecção pa a um
amilia , em que a o alidade dos esponsá eis esponde am a i ma i amen e. Con udo, em qua o luga
encon a-se uma p á ica elacionada com o en ol imen o de pessoas ex e nas à amília, a a és da u ilização de
se iços de consul o ia ex e na (M=3,23). Baseado no 5º Rela ó io do Obse a ó io Eu opeu pa a a PME,
Lanniello (1999) e e e que, nas PME’s, o aconselhamen o ex e no é mais u ilizado pa a ins de
desen ol imen o écnico, ma ke ing e inanciamen o. No p esen e es udo, pa ece que es a p á ica ocupa um
luga no opo, pois não comp ome e o luga da amília na ges ão da emp esa.
38 Aos inqui idos oi solici ado que assinalassem a coluna que es a a mais de aco do com a ealidade da emp esa, u ilizando a seguin e
escala: 1-Nada u ilizada, 2-Pouco u ilizada, 3- Mais ou menos u ilizada, 4-U ilizada, 5-Mui o u ilizada.