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A vez dos hatsappers: novas formas de ciberativismo

Abstract

Este artigo investiga como o uso das tecnologias da informação e comunicação (TIC’s), em particular, o WhatsApp, vem se apresentando como elemento central para a convocação e a mobilização de ciberativistas nas formas contemporâneas de participação política. A pesquisa verificou o potencial mobilizador do WhatsApp para além das abordagens dicotômicas que, por um lado, defendem entusiasticamente o potencial democratizador da internet como uma espécie de “ágora digital”, por outro, observam sua expansão como tendência à alienação e à desmobilização. Conclui-se, a partir da análise empírica, que os múltiplos usos do WhatsApp representaram novas formas de participação política traduzidas em mecanismos de ativação da cidadania e impacto positivo nas formas coletivas de sociabilidade do grupo.

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A vez dos hatsappers: novas formas de ciberativismo

Author: Weber, Izabel; Bastone, Paula; Barbosa, Sérgio
Publisher: Grupo Interdisciplinario de Estudios en Comunicación, Política y Cambio Social de la Universidad de Sevilla (COMPOLÍTICAS)
Year: 2018
Source: https://idus.us.es/bitstreams/e5a16a61-e073-46f2-95fd-7fbf0efc5e88/download
A VEZ DOS HATSAPPERS: NOVAS FORMAS DE CIBERATIVISMO
THE WHATSAPPERS’ TURN: NEW FORMS OF CYBERACTIVISM
WEBER, Izabel
(Uni e sidade de Coimb a)
[email p o ec ed]
BASTONE, Paula
(Uni e sidade de Coimb a)
bas onepaula@ho mail.com
BARBOSA, Sé gio
(Uni e sidade de Coimb a)
se [email p o ec ed]
Resumo: Es e a igo in es iga como o uso das ecnologias da in o mação e comunicação (TIC’s),
em pa icula , o Wha sApp, em se ap esen ando como elemen o cen al pa a a con ocação e a
mobilização de cibe a i is as nas o mas con empo âneas de pa icipação polí ica. A pesquisa
e i icou o po encial mobilizado do Wha sApp pa a além das abo dagens dico ômicas que, po um
lado, de endem en usias icamen e o po encial democ a izado da in e ne como uma espécie de
“ágo a digi al”, po ou o, obse am sua expansão como endência à alienação e à desmobilização.
Conclui-se, a pa i da análise empí ica, que os múl iplos usos do Wha sApp ep esen a am no as
o mas de pa icipação polí ica aduzidas em mecanismos de a i ação da cidadania e impac o
posi i o nas o mas cole i as de sociabilidade do g upo.
Pala as-cha es: Wha sApp; TIC’s; Cibe a i ismo; Pa icipação Polí ica.
Abs ac : This a icle in es iga es how he use o In o ma ion and Communica ion Technologies
(ICTs), in pa icula Wha sApp, has been p esen ed as a cen al elemen o he con ening and
mobiliza ion o cybe ac i is s in con empo a y o ms o poli ical pa icipa ion. Fo ha , i was
ocused on how he use s o he "# Uni ed agains he coup" g oup o ganized p o es s in 2016 in he
ci y o Flo ianópolis in B azil, in wha is commonly known as cybe ac i ism. The a icle e i ied
he mobilizing po en ial o Wha sApp in addi ion o dicho omous app oaches ha , on he one hand,
en husias ically de end he democ a izing po en ial o he in e ne as a so o "digi al ago a", on
he o he , obse e i s expansion as a endency owa ds aliena ion and demobiliza ion. I is
concluded om he empi ical analysis ha he mul iple uses o Wha sApp ep esen ed new o ms o
poli ical pa icipa ion ansla ed in o mechanisms o ac i a ion o ci izenship and posi i e impac
on he collec i e o ms o sociabili y o he g oup.
Keywo ds: Wha sApp; ICT; Cybe ac i ism; Poli ical Pa icipa ion.
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1. In odução
Es e ex o in es iga o uso polí ico do Wha sApp com obje i o de analisa modalidades de
pa icipação polí ica no âmbi o da bibliog a ia sob e cibe a i ismo e TIC’s (Tecnologias da
In o mação e Comunicação). Em especí ico, buscamos en ende o papel do Wha sApp na
con ocação e mobilização dos usuá ios insc i os em um g upo do aplica i o in i ulado “# Unidos
Con a o Golpe” ou UCG (iniciais u ilizadas pelos usuá ios).
O Wha sApp é um “aplica i o de mensagens mul ipla a o ma que pe mi e oca mensagens pelo
celula sem paga po SMS”.103 Foi c iado em 2009 e e e seu auge em escala mundial no ano de
2012. Desde en ão, em passando po á ias a ualizações nas suas uncionalidades. Em apenas
qua o anos de exis ência c esceu mais que o Facebook e seus núme os de pene ação em di e en es
países aumen am exponencialmen e (Gu ié ez-Rubí, 2015). Isso le ou a que, em e e ei o de 2014,
o Facebook enha anunciado a comp a do aplica i o po 16 bilhões de dóla es.104
Os usuá ios desse aplica i o podem en ia imagens, ídeos e documen os em PDF, aze ligações
sem cus os desde que haja conexão com a in e ne . Den e as uncionalidades, des acamos: con e sa
em g upos pe mi indo pa ilha odo ipo de in o mação com os usuá ios insc i os (que é o canal
in es igado po es e abalho); a modalidade Wha sApp Web, que sinc oniza con e sas do
disposi i o mó el pa a ou o disposi i o, ou seja, no compu ado pessoal é possí el e oma as
con e sas p esen es no aplica i o do celula ; e a execução de chamadas de oz e de ídeo e ligações
nacionais e in e nacionais.105
O UCG oi c iado a pa i do desejo de lu a con a o golpe106 que se o ganizou no ano de 2016 no
B asil e ei indicou o e o no de Dilma Rouse à p esidência da epública. A indignação com a
si uação polí ica do B asil mo i ou os usuá ios insc i os no g upo do Wha sApp a e le i em e
discu i em o cená io que o país a a essou nesse ano.
Nosso obje i o é in es iga o espaço de polí ica c iado nes e g upo do Wha sApp sem es abelece
uma elação causal en e o UCG e pa icipação polí ica, mas des enda o con eúdo social p esen e
nes e p ocesso e cap a esse no o es ilo de pa icipação c iado pelos Wha sAppe s, e i icando o
po encial mobilizado do aplica i o mó el pa a além das abo dagens dico ômicas que, po um lado,
de endem en usias icamen e o po encial democ a izado da in e ne como uma espécie de “ágo a
digi al” (Shi ky, 2008), po ou o, obse am sua expansão como endência à alienação e à
desmobilização (Mo ozo , 2009).
Comp eende , po an o, se os múl iplos usos do Wha sApp ep esen a am no as o mas de
pa icipação polí ica e se o am aduzidos em mecanismos de a i ação da cidadania e impac o
posi i o nas o mas cole i as de sociabilidade do g upo. Pa a isso, a es a égia me odológica
ado ada oi a ne nog a ia do e e ido g upo desde o ing esso des e pesquisado em meados de Ab il
de 2016. A pa i da ne nog a ia, ealizamos a análise das in o mações pos adas pelos usuá ios do
g upo no mês de se emb o de 2016 (que se á ap esen ada em ou o momen o) e quinze en e is as
semi-es u u adas com esiden es de Flo ianópolis insc i os no UCG.
Es e a igo es á di idido em duas seções. Na p imei a pa e, elucidamos uma discussão eó ica sob e
como os Wha sAppe s es ão no ol de es udos sob e o cibe a i ismo, e isamos a bibliog a ia sob e
103 Disponí el em: h ps://www.wha sapp.com/?l=p _b Acesso em: 02 de Maio de 2016.
104 Disponí el em: h p://g1.globo.com/ ecnologia/no icia/2014/02/c iado-em-2009-wha sapp-c esceu-mais apido-que-
acebook-em-4-anos.h ml Acesso em: 04 de dezemb o de 2016
105 Disponí el em: h ps://www.wha sapp.com/ ea u es/ Acesso em: 03 de Dezemb o de 2016.
106 Es e pesquisado es á em comum aco do com os Wha sAppe s in es igados e, po an o, conside a que a saída da
p esiden a Dilma Rouse oi um golpe.
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a emá ica das TIC’s e essal amos como no as p á icas pa icipa i as podem u iliza o Wha sApp
como e amen a de poli ização. A seção dois é dedicada à análise empí ica, a pa i da combinação
das me odologias sup aci adas: em um p imei o momen o ecemos conside ações sob e a
ne nog a ia e, em seguida, p io izamos alguns esul ados das en e is as ealizadas com os
Wha sAppe s de Flo ianópolis. As conside ações inais e elam um “no o olha ” sob e como e e
aze a polí ica no século XXI.
2. Quem são os wha sappe s?
Os Wha sAppe s são odos aqueles usuá ios que ealizam o uso in enso do Wha sApp, com a
possibilidade de u ilizá-lo ambém pa a pa icipação na ida polí ica. Pelo aplica i o, o usuá io é
capaz de acumula unções polí icas, pessoais, amilia es, labo ais po meio da c iação de g upos e
en io de mensagens de ex o, mensagens de oz, links, e imagens.
A denominação dos Wha sAppe s é simila ao e mo A aaze s - quaisque indi íduos que decidem
po assina uma pe ição e acei em ecebe in o mações das campanhas ealizadas pela pla a o ma
digi al do A aaz107. Com a adesão eno me de usuá ios ao Wha sApp em odo o plane a, o B asil
seguiu o mesmo caminho: “A c escen e pene ação do aplica i o se azia p esen e em 56% dos
apa elhos mó eis b asilei os em 2014” (SAVAZONI & COPELLO, 2016, p. 118).108 A expansão da
ecnologia mó el aliada ao ba a eamen o dos p eços dos sma phones culminou em um maio
acesso à ede i ual pela população b asilei a (Hansen, 2016).
Gu ié ez-Rubí (2015) des aca que os g upos de usuá ios no Wha sApp elacionam indi íduos, que
cons oem comunidade de in e esses e p omo em ação au ônoma e c ia i a de a iculação. Há o que
o au o denomina de mobile li es yle: compo amen o social e indi idual que elaciona, empode a e
p omo e ação cole i a e au ônoma a pa i do uso do sma phone. No nosso co idiano, po exemplo,
desde que saímos de nossos la es odos os dias emos o quan o é comum e algum indi íduo
“clicando” a odo ins an e em seu celula .
Esse mobile li es yle é pe cebido, po exemplo, nos g upos do Wha sApp ao ap oxima pessoas com
in e esses comuns a a és da p óp ia inicia i a indi idual que se inicia com o adminis ado do
g upo. “Po sua dimensão global e po seus mais de 700 milhões de usuá ios em odo o mundo, o
Wha sApp se e ela, de o ma esmagado a, uma e amen a indispensá el pa a a polí ica”
(GUTIÉRREZ-RUBÍ, 2015, p. 9, adução nossa).
T a a-se de uma e amen a comunicacional que acili a a o ganização em g upo, é e sá il, em
ab angência global e o e po encial pa a di e sas o mas de ação cole i a. E, não menos
impo an e, em e e be ação c escen e em di e sas es e as da ida social, sendo usado em
ambien es de abalho, meio acadêmico, campo espo i o, es e a p i ada, campanhas polí ica,
mo imen os sociais, e pa a qualque ou o g upo de pessoas a ins.
O uso polí ico do Wha sApp, dessa o ma, em sido uma das ma cas nas no as o mas de
cibe a i ismo. Es udos mos am que o “baixo in e esse po aplicações pa a celula es e ecnologias
mó eis não oi capaz a é o momen o de o ma uma ca ego ia p óp ia” (BRAGATTO & NICOLÁS,
2012, p. 20). Ao in es iga as o mas de pa icipação polí ica do UCG no Wha sApp, p e endemos:
107 A A aaz é uma ede de campanhas global de 44 milhões de pessoas que se mobiliza pa a ga an i que os alo es e
isões da sociedade ci il global in luenciem ques ões polí icas nacionais e in e nacionais. ("A aaz" signi ica " oz" e
"canção" em á ias línguas). Memb os da A aaz i em em odos os países do plane a e a equipe de o ganização es á
espalhada em 18 países de 6 con inen es, ope ando em 17 línguas. Além do sis ema de pe ições online, a A aaz em
campanha a i a no Facebook e no Twi e . Disponí el em: h ps://secu e.a aaz.o g/page/po/ Acesso em: 10 de julho de
2017.
108 No senso comum, a população b asilei a eba izou o aplica i o como “ZapZap”.
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“comp eende melho os enômenos de pa icipação polí ica nas sociedades con empo âneas,
econhecendo que nem odos os mo imen os e associações es ão dispos os a pa icipa dos espaços
ins i ucionais de pa ilha do pode ” (Pe ei a, 2012, p. 84).
Nes e con ex o, os di e en es mo imen os de indignação que sacudi am o mundo nos úl imos anos,
- como a Re olução Egípcia, o mo imen o 15-M na Espanha, o Ocuppy nos Es ados Unidos, as
Jo nadas de Junho no B asil em 2013 - mos a am-se, apesa de seus limi es, capazes de oxigena a
democ acia e compa ilha am as seguin es ca ac e ís icas en e si: ejeição dos pa idos polí icos,
baixa con iança nas o mas con encionais de o ganização polí ica, o mação e mobilização ia
in e ne .
O ad en o das TIC’s aliada à democ a ização da in e ne pe mi iu an o a comunicação di e a en e
os indi íduos, quan o à dis ibuição da in o mação de o ma mul idi ecional e ho izon al. É
ele an e, po isso, epensa o p ocesso de uncionamen o do pode polí ico en e às cons an es
ans o mações expos as pela globalização no século XXI, econhecendo que os indi íduos, po não
con ia em nas adicionais o mas de aze polí ica, não se sen em ep esen ados poli icamen e pelo
a ual quad o ins i ucional (BARBOSA, 2016; 2017). Como esul ado: os índices de pa icipação nas
eleições de países com mais longa adição democ á ica êm declinando nas úl imas décadas, assim
como as iliações às p incipais ins i uições ep esen a i as (CASTRO & REIS, 2012).
Pe cebe-se, des a manei a, a o mação de uma lacuna na capacidade comunica i a en e o Es ado e
os cidadãos. De um lado, o pode polí ico con inua em uma es e a local; de ou o, os cidadãos
acumulam não só uma insa is ação gene alizada jus i icada pela sepa ação en e go e nan es e
go e nados, como ambém demons am pouca on ade de se engaja em em um sis ema polí ico
ca en e de e amen as comunicacionais comuns ao co idiano dele.
Há, en ão, um “descompasso” en e uma sociedade ci il que plei eia po epos as ápidas e
e icien es, ao mesmo empo em que os canais da pa icipação polí ica sinalizam não acompanha
essas demandas eque idas. En en amos uma sé ie de desa ios quan o à comp eensão dos alo es
que o ien am e embasam as ações dos a o es no campo polí ico e ambém ace ca das o mas de sua
socialização. Nes e abalho, conside amos que pe cepções de si uações sociais expe imen adas
pelos Wha sAppe s in es igados podem passa po imp essões e a aliações subje i as ace ca dos
enômenos polí icos.
Em e dade, a o mação das “paixões” na polí ica, elemen o-cha e conside ado po Chan al Mou e
(2016) na cons ução de o mas cole i as oi diagnos icado no g upo in es igado como uma
a aliação subje i a da mo i ação polí ica. Po paixão, Chan al en ende “um ce o ipo de a e o
comum que é mobilizado no campo polí ico na cons i uição de o mas de iden i icação” (E ejón &
Mou e, 2016, p. 53, adução nossa) e “desempenham um papel undamen al na polí ica, e a a e a
da polí ica democ á ica não é supe á-las po meio do consenso, mas elabo á-las de uma o ma que
es imule o con on o democ á ico” (Mou e, 2015, p. 5).
O con on o en e iden idades di e sas no UCG pe mi iu lo esce a “paixão” como elemen o ímpa
na cons i uição do espaço cole i o den o do g upo. Foi o elemen o que deu ôlego ao modus
pe andi do UCG, à medida que o choque de opiniões di e sas en e os usuá ios oi c escendo
concomi an e ao en osamen o, que acabou po se ans o ma num a o cole i o.
A pa i dessas ideias, as TIC’s êm possibili ado no as o mas de a uação polí ica pa a além dos
canais ins i ucionais, “aumen ando a capacidade de mobilização e a a iculação dos cidadãos e
possibili ando um maio en ol imen o dos a o es sociais” (Pen eado e al, 2015, p. 1598). As
o mas de a i ismo digi al sinalizam no as possibilidades de mobilização polí ica ao suge i
econ igu ações de p á icas pa icipa i as. A sabe , “comp eendeu-se que a in e ne não az
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modi icações au omá icas; nós, usuá ios, é quem con igu amos e u ilizamos as e amen as de
manei as di e sas, com obje i os pon uais, in luenciados po inúme os a o es” (Ma ques, 2011, p.
10).
Não há, po an o, uma elação mecânica en e o Wha sApp e pa icipação polí ica: es a TIC “não
p omo e au oma icamen e a pa icipação polí ica e nem sus en a a democ acia; é p eciso, an es,
olha an o pa a as mo i ações dos sujei os quan o pa a os usos que eles azem dela, em con ex os
especí icos” (Maia, 2011, p. 69). Mais do que isso:
O que se pode o e ece , na e dade, é um su plus pa a os cidadãos pa icipa em da ida
pública, is o que há uma ap op iação social da ecnologia digi al que é imedia a, pouco
cus osa e mui o e icien e, além de não demanda sac i ícios eno mes pa a o indi íduo
engaja -se poli icamen e (Ba bosa, 2016, p. 56).
O cibe a i ismo pode se de inido de o ma ge al como qualque ipo de ação que u ilize as TIC’s
como e amen a polí ica. Em especí ico, “co esponde a p á icas comunicacionais que, u ilizando
pla a o mas, edes e supo es digi ais, sob e udo na in e ne , isam en osa e da maio isibilidade
a lu as no in e io da sociedade” (Eisenbe g, 2015, p. 131). Suas modalidades incluem um epe ó io
a iado de ações dispos as a o alece conexões en e comunidades (Eisenbe g, 2015) desde
e amen as de in e ação do meio online como campanhas i uais, g upos de discussão, ó uns,
cha s, pe ições a é as assembléias, a os públicos, passea as, pan le os e p o es os oco idos meio
o line. Conside a-se, nes e es udo em ques ão, que odo usuá io insc i o no UCG é Wha sAppe e,
po an o, cibe a i is a.
O sociólogo i aliano Paolo Ge baudo (2012; 2014; 2016; 2017; 2017a; 2017b) al ez seja uma das
ozes mais a i as no que ange o cibe a i ismo no mundo con empo âneo. O modo inaugu al como
o sociólogo e sa sob e a noção luida e de na u eza dinâmica, assimé ica e complexa de di e en es
mobilizações em escala mundial nos ese a g andes desa ios eó ico-concei uais e me odológicos.
T a a-se de pensa no as me odologias que possam a alia o mas de ação cole i a que começam
no ambien e online e e mina no o line.
Nes e abalho, em especí ico, p ocu amos en ende como o g upo c iado no Wha sApp em
Flo ianópolis se iu como espaço p o ei oso pa a o mação de uma iden idade cole i a que e oluiu
de o ma con ingen e e a ingiu p opo ções que nem mesmo os usuá ios do g upo imagina am em
suas expec a i as iniciais.Os Wha sAppe s do UCG o ganiza am e a icula am edes de p o es os
po meio de di e en es modalidades de pa icipação.
A pesquisa sob e os Wha sAppe s e elou que os mundos online e o line es ão conec ados em um
só, po que: “a análise de como eles se elacionam, seja ia a o es o line que de lag am mo imen os
i uais ou in e êm na comunicação i ual, seja nos momen os pos e io es, quando a dinâmica
polí ica se desloca pa a ou os espaços” (So j, 2016, p. 13) é pau ada po p á icas de in e enção po
meio de um “no o ecido democ á ico online/o line” (So j, 2016, p. 18).
3. Radiog a ia do ucg
O UCG oi c iado no dia 30 de Ma ço de 2016 às 19:19 (ho á io de B asília) po um usuá io de
Flo ianópolis em um pe íodo p óximo à o ação pela Câma a dos Depu ados do pedido de
impeachmen con a a p esiden a Dilma Rouse . O g upo chegou a e 256 usuá ios insc i os e
nasceu com o p opósi o de ei indica a ol a de Rouse à p esidência.
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No momen o em que es e ex o e a esc i o, o UCG inha ce ca de 190 usuá ios, sendo
ap oximadamen e mais de cem egis ados no g upo com o DDD (+48)109. O núme o de usuá ios
a ia de um dia pa a ou o, já que an o podem en a no os como sai an igos. No g upo,
p a icamen e odos os núme os o am insc i os como adminis ado es, o que pe mi e adiciona
no os in eg an es e sinaliza uma o ganização de o ma ho izon al.
A g ande maio ia dos insc i os p o ém da egião Sul do país, especialmen e da cidade de
Flo ianópolis, mas es ando p esen es Wha sAppe s de ou as egiões e alguns do ex e io . Hou e
en ão uma ansnacionalização do g upo sem qualque p e ensão inicial pa a isso. O UCG é
o mado po um g upo he e ogêneo de a o es sociais, ais como: educado es, engenhei os,
pe olei os, geólogos, médicos, psicólogos, psicanalis as, a qui e os, sindicalis as, es udan es
uni e si á ios, den is as, a o es, poe as, c onis as, bancá ios, músicos, p o esso es uni e si á ios,
mes es, dou o es e polí icos.
Os in eg an es do g upo se posicionam majo i a iamen e como de enso es de uma ideologia de
esque da: se o ien am basicamen e pa a a p omoção da igualdade e pa a a mudança da o dem
social. Bobbio (1994) explica que na esque da pe cebemos o p incípio do iguali a ismo; o laicismo;
a c í ica das limi ações é ico- eligiosas; a inexis ência de concei os absolu os de bem e mal; os
in e esses dos abalhado es, que de em p e alece sob e a necessidade de c escimen o econômico;
o an i ascismo; e a iden i icação pe manen e com as classes in e io es da sociedade. A “cono ação
cen al da noção de esque da ap esen ada po No be o Bobbio é com a ideia de igualdade. Segue
sendo usada no mundo polí ico e em que se man ida” (E ejón & Mou e, 2016, p. 131, adução
nossa).
Es e pesquisado c iou um modus ope andi pa a quali ica o modo de ação do UCG baseado em sua
ne nog a ia. O g upo se uniu sob um p oje o de esque da o mado po á ios a o es sociais. Os
Wha sAppe s c ia am possibilidades de pa icipa num cole i o e isso não en ol eu uma solução
necessa iamen e acional, e sim o lo escimen o das “paixões”. Eles se uni am, mas econhece am
os di ei os de ou os usuá ios a expo em seus pon os de is a sob e o con ex o polí ico b asilei o.
Hou e o dissenso, mas com uma base de consenso, p incípios é icos e mo ais que oi essencial pa a
se o ganiza em em conjun o.
O modus ope andi do UCG não deco eu necessa iamen e de uma es u u a p og amá ica, mas
simplesmen e daquilo que os usuá ios i e am de o ma pa icipa i a abe a à odos os memb os do
g upo. Pa a isso, u iliza am os disposi i os do Wha sApp pa a in e agi socialmen e, mo i ados pela
indignação com a si uação polí ica b asilei a e p opelidos pelo en usiasmo de c ia no as ações
polí icas que e ela am alo es p ó-democ á icos.
O g upo e e sua e olução de o ma con ingencial e despe ou demandas, us ações e p oje os de
se uni em con a a onda da “di ei a que saiu do a má io” (MESSENBERG, 2016) e o início do
go e no Teme no B asil. Uma das ques ões undamen ais nes a pesquisa oi deci a como esse
modus ope andi (Quad o 1) pe mi iu um espaço p o ei oso pa a po enciais o mas de pa icipação
polí ica e ap oximação de ínculos en e os usuá ios.
109 Esse DDD equi ale a usuá ios da G ande Flo ianópolis e da egião sul do Es ado de San a Ca a ina. Há ambém
DDD (+47) E (+49) que equi alem a ou as egiões do Es ado.
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Quad o 1. Fa o es es u u an es e Modus Ope andi dos Wha sAppe s no UCG
T ês mo i ações-cha e
pa a c iação do g upo
Con ex o polí ico
b asilei o que
a o eceu a união do
UCG
C iação do G upo no
Wha sApp Resul ado: Modus ope andi UCG
- Pa lamen a es
conse ado es
- Mídia adicional pa cial
- Judiciá io
Espe acula izado
- Impeachmen de
Dilma Rouse ;
- Início do Go e no
Teme ;
- Co es d ás icos no
o çamen o das
polí icas sociais,
edução de bene ícios,
des i uição de di ei os,
seja no mundo do
abalho, seja nas
polí icas sociais e nos
se iços públicos;
- Medidas an i-sociais
como a ap o ação da
PEC 241 ou PEC 55;
- In e ações ia pos agens a
um cus o eduzido e de
o ma in e a i a;
- Con ocação de p o es os,
a pa i do c uzamen o
online (Wha sApp / o -line
( uas);
- Espaço cole i o de
a iculação;
- Inse ção da polí ica na
p á ica co idiana;
- Paixão como elemen o
i acional que pe mi iu
maio coesão ao g upo.
- P ocesso o ganiza i o na o ma
de edes: iden i icam p oblemas;
compa ilham in o mações; con-
ocam p o es os; buscam soluções
conjun as; e ainda desen ol em
o mas de solida iedade pa a
ga an i o espei o ao di ei o de
ou os usuá ios expo em seus pon-
os de is a. Sua o ganização de-
scen alizada é basicamen e o -
mada po di e sos p o agonis as
que não econhecem uma lide -
ança o mal
Fon e: Elabo ação do au o
Já nas en e is as, açamos in o mações di e sas, onde colocamos as expe iências subje i as como
pa e da edação e buscamos um signi icado comum en e as en e is as ealizadas e a ne nog a ia
des e pesquisado “seguindo os a o es” do UCG, desde o momen o de seu ing esso. A pa i daí,
en amos em con a o mais p o undo com as in o mações disseminadas no g upo. A opção po
en e is as semi-es u u adas se jus i ica po quali ica a análise de aje ó ias dos Wha sAppe s
jun amen e com sua in ensidade da pa icipação polí ica, a pa i de suas pe cepções e mo i ações,
além de mapea os epe ó ios de a i idades desempenhadas po eles desde seu início no meio
i ual a é sua epe cussão no meio o line.
Dessa o ma, o am explo adas ques ões do ipo “como o uso do Wha sApp mudou o pe il de
a uação na polí ica” e, “se hou e uma maio pa icipação na polí ica a pa i do inc emen o des a
e amen a ou não”. Pa a esponde a es as pe gun as, as en e is as110 p opo ciona am aos
Wha sAppe s a e le i em sob e o uso polí ico da e amen a. Po meio de um o ei o semi-
es u u ado, e idenciamos a in e p e ação de suas mo i ações pa a pa icipa em da ida polí ica, a
pa i dos con eúdos alo a i os exp essos no discu so dos en e is ados. P ocu amos, en ão, isa
o sen ido subje i o que os a o es sociais dão às suas p óp ias ações no g upo do UCG.
Den e os en e is ados emos engenhei os ag ônomos, es udan e de his ó ia, aposen ada, a i is a
polí ica, psiquia a, pedagogo, emp esá ia, jo nalis a, den is a, candida os a e eado es, g aduando
de design, consul o a em elações in e nacionais. Ga an imos uma elas icidade nas en e is as
ealizadas quan o ao ní el de pa icipação dos en e is ados. Assim, nosso es o ço oi pon ua os
p incipais aspec os enume ados pelos Wha sAppe s, p ocu ando cos u a os pon os cha es
ap esen ados no o ei o.
110 Op amos po ealiza 15 en e is as, e de alguma o ma es e núme o oi azoa elmen e su icien e pa a in e p e a o
“modo de agi ” do UCG e, po isso, decidimos ence a na en e is a de núme o 15, pe mi indo a iabilidade da
pesquisa. As en e is as o am g a adas po es e pesquisado . Mais de alhes podem se encon ados em: BARBOSA
(2017).
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A maio ia dos en e is ados em pós-g aduação ou pelo menos uma g aduação e no ge al a média é
de 3 a 5 salá ios mínimos como enda mensal amilia , ocupando dis in os ca gos de abalho.
Den e eles, emos jo ens e ambém usuá ios mais elhos111. Não há uma da a especí ica pa a
en ada de cada um no g upo, a iando de um en e is ado pa a o ou o: ing essa am no in e alo de
Ab il a Julho de 2016.
As p incipais mo i ações pa a pa icipa em do UCG o am: indignação com a ealidade polí ica
b asilei a, lu a pelos alo es democ á icos, eunião de pessoas con a o impeachmen da p esiden a
Dilma Rouse , ação p á ica pe mi ida pelo Wha sApp, encon o de pa es, desespe o pe an e o
go e no Teme , sen imen o de pe encimen o a uma causa, compa ilhamen o de in o mações não
eiculadas pela mídia adicional, p eocupação com a ascensão de ideias p o o acis as em odo o
e i ó io b asilei o, deba e sob e soluções pa a a c ise polí ica, in o mações sob e os
p o es os.Vimos en ão um ecle ismo de jus i ica i as, mas com um sen imen o comum de “ oma
pa e de algo”, “in eg a ”, “ on ade cole i a de agi ”, “cons ui ”, “exis i no mundo” exp essando,
ao im e ao cabo, o desejo de “uni -se con a o golpe”.
O Wha sApp ajudou a di ulga in o mações que não es a am sendo cobe as pela mídia adicional.
Pa a os en e is ados, o UCG a ou sob e ques ões ele an es da polí ica, um g upo au o-a aliado
como c í ico do cená io polí ico b asilei o, mais do que simplesmen e exp essa apenas opiniões
alheias e “achismos”. O en e is ado 2 a i ma: “o UCG consegue e uma maio isibilidade de
como as pessoas e enxe gam a polí ica b asilei a. Os usuá ios do g upo usam o diálogo como o ma
de o alecimen o do g upo”.
Do g upo, su gi am no as edes de conexões ia o mação de ou os g upos no Wha sApp. Em
seguida, ealiza am ambém links com o Facebook. Um das ques ões elencadas po p a icamen e
odos en e is ados é o desuso do Twi e , embo a e ela em aze seu uso quando ossem
con ocados pa a o que se con ecionou chama “ ui aço”.112 Segundo um o en e is ado 3, “o
Twi e não es ou usando, não es á mais na moda”.
Os en e is ados e ela am que o uso do Wha sApp acili ou a o mação de opiniões e e lexões
sob e polí ica. Tal ez seja es e o di e encial des a TIC en e ao Facebook, uma ez que o
ec u amen o de pessoas po es a pla a o ma é mais eloz e a oca de in o mações mais
ins an ânea: o a o de imagens, ídeos e no ícias em ge al se em compa ilhadas de manei a ápida
esul ou em um conside á el e ei o polí ico na opinião de alguns en e is ados.
Vá ios Wha sAppe s comen a am que a o ma como se ê a polí ica é di e en e, de ido à di usão
ágil da in o mação, con o me es a a i mação do en e is ado 4: “às ezes no a o não conseguimos
e con a o com os ou os usuá ios. Vemos as bandei as, os ca azes e não há opo unidade pa a o
diálogo, quando ol amos pa a o Wha sApp podemos discu i um ema que não hou e espaço pa a
deba ê-lo no p o es o”.
Os en e is ados essal a am que há uma melho ia na disseminação de no ícias: o mui os-pa a-
mui os no Wha sApp êm um ca á e mais e ême o e ob igá o io do que no Facebook: “no sen ido
de que se no Facebook ocê pode escolhe as pessoas que i ão le suas pos agens, no g upo do
Wha sApp assim que é pos ada uma mensagem, odos os usuá ios insc i os ob iga o iamen e i ão
le ” (En e is a 5).
111 Não hou e a possibilidade de aça mos o pe il de odos os Wha sAppe s do g upo de ido ao ca á e luido de
en ada e saída do UCG. Po isso, o pe il ap esen ado aqui é es ingido aos quinze usuá ios en e is ados.
112 Mani es ação ei a pela publicação maciça de ui es pa a p o es a , ge almen e po mo i os polí icos. Dispon]i el em
h p://no icias.band.uol.com.b /b asil/no icia/100000799934/ ui a%C3%A7o-pede- en%C3%BAncia-de-michel-
eme .h ml Acesso em 10 de Fe e ei o de 2017.
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Visi a páginas no Facebook, c ia e en os den o de uma comunidade são algumas das a i idades
lis adas que os usuá ios do UCG pude am aze a pa i do Wha sApp. O en e is ado 6 essal ou
ainda que c iou uma página no Facebook a pa i do que inha sendo deba ido no g upo do UCG e
e ela am acompanha mais o g upo do Wha sApp do que p op iamen e o Facebook.
Vimos que o caminho online/o line é ambíguo: po um lado, ela a am si uações em que es i e am
com uma pessoa do seu lado com quem con e sa no mundo online, mas que no mundo eal não oi
possí el iden i ica ; de ou o, econhece am que há in e ação no p o es o, acili ada, sob e udo, pela
con ocação que se inicia no meio online.
Vá ios en e is ados salien a am a o mação de lide anças no g upo, con e indo esse í ulo às
pessoas que mais pos am mensagens e o ganizam as p incipais a i idades do UCG, embo a
econheçam que ais p o agonis as não se êem como líde es. O en e is ado 7 iden i icou que
pa icipa de ou os g upos que se o igina am do UCG: “Eu pa icipo de um g upo de con ecção de
ma e ial e ca azes e de um g upo de lei u a que se o igina am do g upo mãe.”
Diagnos icamos ambém que, no momen o da en ada de um usuá io no g upo, subi amen e o no o
in eg an e é ans o mado em adminis ado do g upo, endo a opção de adiciona no os usuá ios
caso assim o quei a. A pa i daí, oi c iada uma lógica em que odos passa am a se adminis ado es
do g upo. Cada usuá io con ibuiu de alguma o ma com o o alecimen o dos laços sociais no
UCG, seja com conhecimen o, lei u a ou e lexões sob e as in o mações pos adas. Foi bas an e
ci ado pelos en e is ados o a o de pos a em in o mações do jo nalismo independen e “Mídia
Ninja”, como uma capacidade de con a-in o mação dos eículos da mídia adicional.
Não hou e um ca á e p og amá ico a se seguido, além de se li e a exp essão de cada um no
g upo. Es e al ez seja o maio di e encial do UCG na sua o ma de a uação. Se nosso dia em
apenas 24 ho as e é cada ez mais acele ado, os Wha sAppe s encon a am uma o ma peculia de
agi , pois, além de pa icipa em das a i idades do g upos, combina am esponsabilidades pessoais e
p o issionais com a possibilidade de ap oxima a pa icipação polí ica à ida co idiana.
O UCG mos ou que o i ual e o eal es ão conec ados em único mundo. Signi ica dize : um modo
no o de p omo e in e ação e de ci cula um mu i ão de in o mações. Mais ainda: “os cidadãos
comuns no cen o dos deba es, das inicia i as e das p á icas. Isso ap oxima o a i ismo social e a
cidadania ao mundo da ida e das expe iências i idas pelas pessoas” (BRINGEL & PLEYERS,
2015, p. 15).
Os p incipais mo i os que le a am os in eg an es do UCG a pa icipa em da polí ica é o desejo de
um u u o melho : a maio ia dos en e is ados decla ou pa icipa desde mui o jo ens do mundo
polí ico. Embo a econheçam e uma pa icipação assídua, a i ma am que a polí ica de e ia
o e ece mais canais pa a pa icipação. Os usuá ios do UCG que o am en e is ados começa am a
aze o uso do Wha sApp depois de 2013, como ambém e ela am pa icipa de ou os g upos
polí icos na pla a o ma mó el.
O en e is ado 8 e elou usa o Wha sApp somen e pa a ins polí icos e decla a pa icipa ambém
de ou os g upos do aplica i o. A alia que o UCG é um g upo eclé ico e que se inicia no âmbi o
local da cidade de Flo ianópolis e oma p opo ções in e nacionais. Vimos que hou e uma
ansnacionalização do g upo ao ob e a adesão de ou os usuá ios de di e en es localidades do
B asil e ambém no ex e io , pa a além da es e a local.
O modus ope andi do UCG oi de undamen al impo ância pa a di undi in o mações não
eiculadas pela mídia adicional. Es a pla a o ma pe mi iu da oz a um público que não encon ou
seu espaço em um pe íodo pós-impeachmen . Isso oi um a o p eponde an e pa a mo i ação de
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