LA INVESTIGACIÓN E
INNOVACIÓN EN LA ENSEÑANZA
DE LA GEOGRAFÍA
Jo ge Juan (1713-1773)
Ra ael Sebas iá Alca az
Emilia Ma ía Tonda Monllo
(Coo dinado es)
LA INVESTIGACIÓN E INNOVACIÓN EN LA ENSEÑANZA DE LA GEOGRAFÍA
1
LA INVESTIGACIÓN E INNOVACIÓN EN LA
ENSEÑANZA DE LA GEOGRAFÍA
Ra ael Sebas iá Alca az
Emilia Ma ía Tonda Monllo (Eds.)
Publicaciones de la Uni e sidad de Alican e
03690 San Vicen e del Raspeig
[email p o ec ed]
h p://publicaciones.ua.es
Telé ono: 965 903 480
© los au o es, 2015
© de la p esen e edición: Uni e sidad de Alican e
ISBN: 978-84-9717-393-3
Depósi o legal: A 721-2015
Diseño de cubie as: Juan Alcañiz Monge
Composición: Ma en Kwinkelenbe g
Imp esión y encuade nación:
a a o Se ices Ibe ia, S.A.
Rese ados odos los de echos. Cualquie o ma de ep oducción, dis ibución, comunicación pública o
ans o mación de es a ob a solo puede se ealizada con la au o ización de sus i ula es, sal o
excepción p e is a po la ley. Di íjase a CEDRO (Cen o Español de De echos Rep og á icos,
www.ced o.o g) si necesi a o ocopia o escanea algún agmen o de es a ob a.
Es a edi o ial es miemb o de la UNE, lo que ga an iza la di usión y come cialización
nacional y in e nacional de sus publicaciones.
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ISBN: 978-84-9717-393-3
Depósi o legal: A 721-2015
Diseño de cubie as: Juan Alcañiz Monge
Composición: Ma en Kwinkelenbe g
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Diseño de cubie as: CEE Limencop S.L.
Maque ación: CEE Limencop S.L.
2016
ISBN: 978-84-16724-07-9
LA INVESTIGACIÓN E INNOVACIÓN EN LA ENSEÑANZA DE LA GEOGRAFÍA
859
ESCOLA E TECNOLOGIAS DIGITAIS: CONEXÕES
CONTEMPORÂNEAS148
I aine Ma ia Tonini F ancisco F. Pé ez Ga cía
UFRGS/B asil – – US/Espanha
[email p o ec ed].b [email p o ec ed]
Resumo
A in enção des e es udo oi analisa uso a ecnologia digi al no ensino de
p imá ia, secundá ia e bache alado em algumas escolas de Se ilha/Espanha, mo i ados
pela cen alidade dessas no co idiano da sociedade. A p oblema izaçao oi analisa as
po encialidades e ope acionalidades das ecnologias digi ais como disposi i os didá icos
implicados no ensino. As analises apon am que conexões en e p a icas escola es e
ecnologias digi ais ampliam as capacidades cogni i as e conec am no os ecu sos com
o mundo dos jo ens es udan es.
Pala as cha es
Ensino, ecu sos didá icos, escola, ecnologias digi ais, ino ações escola es.
1. CONEXÕES INICIAIS
A pesquisa desen ol ida en ol e alunos de p imá ia, secundá ia e bache alado
em seus espaços escola es – sala de aula, no qual êm sendo cons an emen e al e ado
pa a local ambém de p oduções de subje i idades. Assim, a in enção des e es udo é
analisa as o mas de ensina e ap ende que se ecem nos múl iplos espaços, onde os
sujei os-es udan es ansi am, p oduzem e econ igu am modos de exis ência na
con empo aneidade.
Assumindo como apo e eó ico-me odológico a in e ace en e os campos dos
Es udos Cul u ais e Educação e suas possí eis a iculações com es udos da
comunicação sob e a emá ica, são in es igados modos de ida, buscando es abelece
conexões com p á icas escola es.
A impo ância de se pensa a cen alidade das ecnologias digi ais passa pela
p emissa de não exis i mais a opção de usa ou não, o ambien e digi al – ele já es a
aqui, in adindo nosso mundo, a escola e odas as dimensões da sociedade. Da mesma
o ma que o quando li o começou a se local de ap ende , quem se ecusou a usá-lo
icou alienado e ma ginalizado, ago a, o mesmo acon ece com o mundo digi al.
A conexão en e p á icas escola es e ecnologias digi ais amplia as capacidades
cogni i as, conec a no os ecu sos e o mas de a ua e de elaciona -se an o dos
es udan es como dos p o esso es. Ambos es ão cada ez mais ligados a ambien es
digi ais e os u ilizam como mediações pa a linca -se com o mundo, mas ainda pesquisas
ealizadas pelo Comi ê de Ges o da In e ne no B asil, TIC Educação 2012, e elam
148Pesquisa ealizada com apoio CAPES, a a és do P ocesso BEX 7106-14-9.
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esul ados de p opos as limi adas que en ol em a ope acionalidade do mundo digi al
em uso na sala de aula, onde o “ esul ado mais e iden e dessas inicia i as é a
di iculdade de in eg ação e e i a das TIC aos p ocessos pedagógicos” (p.25).
Dian e des as cons a ações es e es udo ao analisa o uso das ecnologias digi ais
es a implicado na pe cepção delas como disposi i os pedagógicos no p ocesso de
cons i uição do conhecimen o e es á in e essado em analisa an o c iações de p á icas
escola es com ecnologias digi ais pa a p oduzi conhecimen os, como elas ope am na
ap endizagem. Examina ais conexões pode á con ibui pa a a ap eensão de e ei os de
sen ido des as ecnologias digi ais pa a um ensino mais signi ica i o e di e si icado
Pa a is o é p eciso comp eende as ecnologias digi ais usadas pelos meios de
comunicações como supo es de p odução de inúme as paisagens, sejam a a és de
imagens ou de luxos in o má icos, disseminadas de o ma imp essas ou
ele onicamen e median e jo nais, e is as, ou odoo s, enca es de p opagandas,
ele isão, cinema, po ais da in e ne , edes sociais, que acabam odas ge ando pa a o
plane a au o-es adas da in o mação, como diz Baumann (2007). Is o é, nada do que
acon ece em alguma pa e do mundo ica de o a po odas es a em ligadas nes a malha
de in o mação.
Ao en ende que não exis e sepa ação en e p á icas sociais e escola, en ão
podemos cons ui p á icas pedagógicas com ou as linguagens e ealidades, ca egadas
pelas múl iplas cul u as que cons i uem os escola es. Nesse sen ido, diminui-se a
insa is ação que sen imos com as p a icas pedagógicas que es ão na escola e que
ajudamos a p oduzi , ao p opo o mas mais signi ica i as pa a possibili a p á icas
sociais menos disc imina ó ias, di ecionadas pa a di e sidade das cul u as dos
escola es.
É sob essa pe spec i a que pe cebemos a p odu i idade de pesquisa as
ecnologias digi ais como p odu o a de cons ução do sujei o, po conseguin e
cons u o a de conhecimen os. Is o possibili a á en a em con a o, mais pon ual, com
lei u as con empo âneas que discu em e eo izam sob e es a emá ica de no as
linguagens ges adas pelas ecnologias digi ais. Tais ques ões apon am uma sé ie de
desa ios e po encialidades ao campo educacional, jus i icando a necessidade de
a iculação de es udos que possibili em c ia comp eensões sob e quem são esses jo ens
es udan es do século XXI: Como se elacionam com as no as ecnologias? Que
implicâncias isso az ao campo educacional?
2. MODO DE PENSAR
São incon olá eis as acele ações ecnológicas su gidas numa sociedade liquido-
mode nas, onde, em um cu íssimo espaço de empo c iam-se no os apa a os
ecnológicos, nos dando semp e a sensação de es a mos obsole os. As ecnologias
ans o mam-se an es de e mos a chance de ap endê-las de ini i amen e, exigindo
cons an es einícios.
É nesse cená io de elocidade e luidez que a chamada Ge ação Y pe co e dia-
a-dia. Hoje, os es udan es ap endem a pa i de consumos cul u ais, e a ecnologia
acili a o uso dessa linguagem con empo ânea. Ainda que sua in e ação seja pela ia do
en e enimen o, do uso de hipe ex os e hipe links, não podemos subes ima os
di e en es caminhos pe co idos pa a as mais a iadas lei u as. A impo ância de se
pensa como os meios de comunicação es ão sendo ope acionalizados e como as
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linguagens azidas po eles auxiliam na p odução do sabe , modelando nossas o mas
de se , i e e pensa se az p eciso.
Esse a anço possibili ou uma no a dinâmica dos luxos de in o mação e
po encializou as in e ações e ocas en e pessoas e onde a ida social de um indi íduo
es á inse ida nes as cons an es e acele adas mudanças. Aliado a is o, se p oduz uma
no a condição exis encial do sujei o e p odução de no os modos de se e i e .
Jameson (2004) comen a como uma dominan e cul u al que coo dena “no as o mas de
p á icas e de hábi os sociais e men ais”, ou seja, uma cul u a que põe em in e ação
economia, ida social e indi idual em cons an es combinações e ecombinações no
empo e no espaço.
Essas ocas e in e ações esul a am em al e ações nos modos de exis ências
con empo âneos, segundo Fishe (2007: 70) que cons i uem em:
Excesso e acúmulo de in o mações;
Velocidade do acesso a a os;
No os modos de i e a in imidade e a ida p i ada;
Ou os modos de comp eende o que se iam as di e enças;
A cen alidade do co po e da sexualidade na cul u a;
Miscigenação de linguagens de di e en es meios.
Is o implica em um empo de p o undas modi icações nos modos de exis ência
con empo âneas. Es a u bulência a inge de alguma o ma nossas p á icas escola es a
pon o de nos deixa em a ôni os. Seja po es a mos dian e de uma ge ação de jo ens,
seja pela “in omissão” de alguns a e a os ecnológicos de comunicações nossas aulas
(Ga bin, 2009). É um acon ecimen o que em minando i e e si elmen e as o mas de
es a e ap ende o mundo, onde os apa a os das ecnologias digi ais azem
consequências impo an es pa a a educação ao ges a gêne os discu si os e
compo amen ais.
Uma ez que a sociedade es á cada ez mais hig ech, o consumo das no as
ecnologias se az necessá io sob o pon o de is a dos sujei os, cada ez mais
en elaçados no consumo e no mundo globalizado das in o mações, luxos e edes.
Po udo is o, é e iden e que o ensino ambém de e e o “pé” na ecnologia
digi al. P epa a as ge ações jo ens com ins umen os a ualizados de seu p óp io
co idiano é desa io que de emos nos impo . Mas com p á icas que le em ao
empode amen o desses jo ens en e a es e mundo ão complexo.
Somos uma sociedade cada ez mais plugada, ou seja, sem io em que g ande
pa e de nossos es udan es em pa e de sua o ina mediada digi almen e, onde sua ida
social já se ans o mou em ida ele ônica ou cibe ida po se passa mui as ho as na
companhia de um compu ado , T ou celula e, apenas secunda iamen e, ao lado de
li os. Em e mos ela i os, Vesen ini (2009) a i ma que os jo ens êm uma cul u a
menos li esca e mais isual que as ge ações passadas. Se an es os es udan es
cons uíam seus conhecimen os p incipalmen e a pa i de con eúdos p o indos de
ins i uições adicionais consolidadas (escola, amília, clubes, e c) a ualmen e são ou os
espaços sociais onde se cons oem conhecimen os. As cul u as midiá icas, as
comunidades i uais, en e ou os, são exemplos disso. T a a-se de espaços sociais que
se di e enciam dos adicionais po se mais olá eis e cambian es.
Hoje os jo ens ap endem a pa i de consumos cul u ais, mesmo que sua
in e ação seja pela ia do en e enimen o, não de emos subes ima . Cos a (2010) chama
a enção pa a is o ao comen a que “a sepa ação en e o que é educa i o e o que se ia
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me amen e um p odu o de en e enimen o, de in o mação ou de publicidade me ece se
p oblema izado” (p.15).
P odu os cul u ais como, po exemplo: MP4, celula es, câma as digi ais não
azem pa e da lis a de ma e ial didá ico solici ado na ma ícula, eles in adem a escola
sem se con idados, pe u bam as pedagogias cu icula es, c iam luga es nas salas de
aulas. A maio ia desses p odu os cul u ais é ab icada e ci culam em escalas globais,
le ando a homogeneização deles. A ju en ude a ual é al amen e a i a en e à o e a
cul u al, apidamen e ap ende a lida com a ino ação ecnológica azida po es es
p odu os. Is o é um desa io pa a escola, en e a es e no o cená io em que seus
es udan es es ão cap u ados po um no o egime de ap ende : o da ecnologia/da
isualidade. Dian e disso, a escola necessi a inco po a as no as mani es ações das
cul u as con empo âneas azidas pelas ecnologias digi ais em suas p á icas
pedagógicas. Ela de e o na -se con empo ânea ambém.
A ci culação da in o mação é assomb osa nos ambien es digi ais, mas de emos
es a ale a que a in o mação não é igual conhecimen o. Pa a ans o ma a in o mação
em conhecimen o é necessá io que os es udan es sejam capazes de ap op ia -se e
aciocina de manei a c i ica. Pa a p ocessa a in o mação é necessá io possui
conhecimen os p é ios. Não se a a só de sabe o que se passa no mundo, ou seja, a
in o mação, mas de pensa , e le i , en ende , sabe analisa aquilo que é eiculado pa a
não aze como comen a Ca alcan i (2008) que a escola se
ans o me em um “ lipe ama”, que se o ganize como se osse um “casa de jogos
ele ônicos. Tampouco o p o esso de geog a ia de e se o na como um animado
de TV, como um mediado de eali y show. Nem o con eúdo geog á ico em de se
o na um ema de p og ama de ídeo ou de TV. Ac edi o que não é assim que a
escola ai es a mais “a enada” com o mundo a ual (p. 33).
T aze as ecnologias digi ais pa a nossas p á icas escola es de e se pelo iés
das linhas de isibilidades, de mos a como pode se a cons ução dos signi icados do
mundo. Não se a o de julga se é bom ou uim, se é possí el ou não. T a a-se de
explo a o po encial das linguagens de comunicações pa a capaci a os jo ens
es udan es pa a um al abe ismo digi al, pa a auxiliá-los a es abelece lei u as dos
p odu os cul u ais que passam sob os olhos, em que mui os deles se em acesso em
ques ão de segundos, como a in e ne (He nández: 2007).
Dian e de uma con empo aneidade digi al, onde odos os locais que ci culamos
de alguma o ma exis em múl iplas linguagens digi ais que nos o ien am, nos
disciplinam, nos educam, nos di e em, en im nos o necem aliosas pis as pa a
es a mos no mundo. Po mais co iquei as que sejam azem pa e do nosso mundo e é
possí el pensa na luidez delas pa a nossas p á icas pedagógicas.
Pa a an o, ao en ende as linguagens digi ais como discu si idades, espaços
disciplina es que en am ixa um de e minado signi icado como na u al possibili a
ele an es indagações iniciais sob e o que se es a endo com o que es a sendo p oduzido
como conhecimen os geog á icos nes as linguagens.
Examina as di e sas linguagens como supo es de signi icados, que u ilizam
di e sas es a égias, implicadas em elações de pode , pa a ece uma malha in ini a de
in o mações é p odu i o pa a as p á icas escola es dos nossos jo ens es udan es
con empo âneos. Pa a is o é p eciso en ende que o signi icado não exis e no mundo,
não é encon ado como elemen o da na u eza, como algo agando, o qual bas a
pega mos pa a coloca sob e as coisas, sob e os obje os em si. Isso “não que dize que
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ele não enha exis ência ma e ial, mas é dize que as coisas êm o seu signi icado não
esul an e de sua essência na u al, mas de seu ca á e discu si o” (Hall, 1997, 29).
En ão as in o mações que ge am signi icados podem se ques ionados, pois
o am cons uídos no in e io de uma de e minada cul u a, a pa i de jogos de
linguagem e de sis emas de classi icação que os colocam em pe manen e deslocamen o.
Examina uma imagem eiculada pelas ecnologias digi ais não signi ica busca
sen ido pa a o que es a ia ocul o em cada imagem, nem pensa nas melho es e pio es
ep esen ações, nem nas mais co e as, mui o menos pensa se em umas mais
e dadei as que ou as; signi ica, sim, p ocu a os es ilos de igu as de linguagem,
cená ios, mecanismos na a i os, ci cuns âncias his ó icas e sociais que a Geog a ia
au o izou pa a in en a e cap u a o signi icado das coisas sob e o mundo. Assim, a
imagem, po possui es oque de e dade, é como ex os cul u ais, segundo Hall (1997,
34), po que “cons oem o signi icado e o ansmi em [...] são eículos ou meios que
ca egam signi icação po unciona em como símbolos, que signi icam ou ep esen am
(i.e., simbolizam) os signi icados que desejamos comunica ”.
Se os p o esso es ao pe cebe em a iqueza das in o mações insc i as nas
linguagens digi ais e como elas são cons i uido as na ida dos seus jo ens es udan es
es a ão além de es abelece conexões en e eles e a escola, como ambém uma
expe iência de ap endizagem que ge e no os posicionamen os, no as o mas de
comp eensão e de a uação no mundo.
Nes e no o modo in o macional de desen ol imen o, a on e básica da
p odu i idade é a ecnologia de ge ação de conhecimen o, p ocessando in o mação e
comunicação simbólica. Não se a a apenas de no os p odu os digi ais, mas de no os
p ocessos p odu i os, comandados pelas ecnologias de p ocessamen o de in o mação e
comunicação. O mundo, assim, es á se o nando cada ez mais digi al e a elocidade
com que isso oco e es á o a de escala empo al.
Em um mundo onde a o e a de p odu os é abundan e, onde a obsolescência é
p oposi al, a indús ia ecnológica possui g ande in luência no me cado. Compu ado es,
celula es, able s, Ipod são a ualizados e lançados no as e sões em uma elocidade
imp essionan e. Segundo Klein (2003), os p odu os são mais do que a e a os
ecnológicos, mas ambém um símbolo cul u al, um sen imen o de pe encimen o. Essa
dinâmica da lógica em ede, in e a i a e complexa, ai mudando as elações en e os
sujei os.
Na con empo aneidade, o uso de ecnologias digi ais – compu ado , celula ,
GPS, po jo ens es udan es (e demais segmen os da sociedade) es á a iculado com
p o undas mudanças e ans o mações sob e pe cepções de espaço e de empo. Um das
consequências mais di e as dessas mudanças é o acesso às in o mações ins an âneas de
qualque pa e do mundo, em especial, nas idas dos escola es.
Logo, se p oblema iza mos as o mas de ap ende e ensina com as len es da
cul u a, podemos e ais p á icas podem se ealizadas po caminhos dis in os de acesso
a in o mação e p o agonismos. Assinalo ainda que as conexões com as ecnologias
digi ais bo am ambém as on ei as de espaço- empo, lançando signi ica i os desa ios
e po encialidades ao campo educacional.
É indiscu í el que hoje se az necessá io pensa nas no as o mas de
ap endizado do sujei o ime so nes e mundo globalizado e mul icul u al, an o den o
quan o o a dos mu os da escola (Ga cía Pe ez: 2011). Como, en ão, a escola pode
escu a e mobiliza esses ap endizados no seu co idiano? Sabe-se que o cânone dos
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cu ículos escola es, em sua maio ia, sus en a e ep oduz p á icas adicionais
legi imados.
A escola é apenas uma das ins âncias que opo uniza os p ocessos de ensinagem
e que pode ia exe ci a uma escu a mais aguçada das cenas co idianas po onde nossos
alunos ansi am e que apon am modos de p odução de ap endizagens e sociabilidades
além da sala de aula.
3. USOS E OPERACIONALIDADES DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS
A pesquisa se concen ou em analisa o uso das ecnologias digi ais com dois
obje i os ge ais. Sendo o p imei o iden i ica quais e como as ecnologias digi ais são
usadas pelos alunos. E o segundo conhece seu uso e ope acionalidade em sala de aula.
A cole a de dados oi ealizada, no mês de junho de 2015, pelo p eenchimen o de um
ques ioná io es u u ado em pe gun as echadas e abe as em ês escolas, como mos a a
Tabela 1.
NomedaescolaNi eldeensinoNume odealunos
ColégiodeIn an ilyP ima iaP íncipede
As ú ias
P imá ia39
IESCas illodeLuna Secundá ia45
IESTo eblancaBache alado45
To al 129
Tabela 1. Dis ibuição dos dados.
Es as escolas localizam-se em locais pe i é icos da cidade, cujos
mo ado es, em sua maio ia, são imig an es ou abalhado es com meno es condições
econômicas em elação a média da cidade. No en an o, no quesi o de ecnologias digi ais
os dados apon am que não exis e o osso digi al en e alunos des as locais com jo ens
em melho es condições econômicas po g ande maio ia possuem acesso a in e ne em
suas esidencias, seja po compu ado ou pelo apa elho celula p óp io. Tal a o chama
a enção pela pouca idade dos alunos do ní el de P imá ia, 12 anos em média, já
possuí em seu p óp io apa elho de celula , um disposi i o mó el que pe mi e conexão
de qualque local. Dis in o da ge ação an e io , onde a conexão se da a po disposi i os
ixos, os quais e am impedi i os de es a on-line 24hs. Todos i enciam uma ida
digi al an e io a escola.
A di e ença en e alunos de P imá ia, Secundá ia e Bacha elado e e e-se quan o
a libe dade de acesso em suas esidências. Os de P imá ia e Secundá ia em acesso
condicionado com cump imen o das a e as da escola. Já os de Bache alado, po e mais
idades não em es a igilância, acessam em qualque momen o do seu empo li e. No
en an o, odos coincidem com empo de acesso dia iamen e se de mui as ho as.
Os olha es iniciais sob e os dados já pe mi em indica que a escola nos moldes
adicionais começa a se e odido, ao não se mais o local único p a busca de
in o mação. Os alunos, nos ês ní eis de ensino, esponde am que a ualização de
no icias/in o mações sob e o mundo é azida pelos p og amas de ele isão e si es da
in e ne . Dian e disso, os alunos se eem na au o ia do a o de ap ende , ao busca a
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in o mação po si só, sem auxilio dos p o esso es. Tal a o os az es a no modo de se
dis in o da escola adicional, onde ainda é o p o esso que az a
in o mação/conhecimen o e, mui as ezes pelo imp esso.
Es amos dian e de duas cons a ações: a ualmen e, a in o mação não eque
ma e ialidade pa a se eiculada e pode se “mul iplicada, copiada, compa ilhada,
emixada mais apidamen e, en im, al e ada de manei a imedia a e ilimi ada con o me os
con ex os e as necessidades. Na sociedade da in o mação pa a a qual começamos a
caminha , a in o mação é g á is, a a, a iada, p a icamen e inesgo á el” (Gonsales,
2012: 59). E ao obse a que os alunos es ão conec ados em ou os locais de ci culação
da in o mação, os quais podem se mais e icazes pa a p oduzi conhecimen o. Sibilia
(2012) p o oca ao comen a que es e cená io se az o e e desa iado pa a a escola hoje,
a se e su ocada pe an e os a anços ecnológicos e, a o ma de ap endizado, an es
baseada na pala a, na esc i a, na lei u a e nos li os didá icos, ago a es á uindo de ez.
No uso que alunos azem das ecnologias digi ais exis em di e en es
mediado es, o G á ico 1 ilus a os p incipais apon ados.
G á ico 1. F equência dos mediado es.
Baixa música, ídeos, ilmes, jogos e comunicação são os modos de ope a com
as ecnologias digi ais, odos desencadeando no as cons i uições de ap endizagens,
opo unizando o desen ol imen o de habilidades cogni i as dis in as das solici adas nas
aulas adicionais. Es es ou os modos de ap ende são po encializados a a és da
in e ação, não mais como algo ealizado indi idualmen e, como a lei u a de um li o
ex o. Es a na ede é es a odos po odos.
Des acamos ambém que os alunos ao acessa em dia iamen e a in e ne , á ias
ezes ao dia, uns o empo odo es ão conec ados, in a ia elmen e da idade, bas a e
pe missão p a al, a al pon o que es es disposi i os azem pa e de suas idas, é como
se es i esse nos seus DNAs. Alguns acessos se dão de o ma “escondida” em sala de
aula pa a se comunica en e si ou com amigos que es ão em ou os locais. Tal a o
oco e quando a aula não es á in e essan e na isão dos alunos.
Es amos dian e dos dinâmicos alunos a en os às no idades que o mundo o e ece,
p incipalmen e, no que se diz espei o às ecnologias, a sala de aula con e eu-se, pa a
mui os, em algo cha o e a ob igação de equen á-la pode i a um e dadei o ma í io.
Pa a Xa ie , (2003) o aluno ai pa a escola pa a i e a cul u a deles. O p eço que
pagam é e aula. A escola adicional disciplina a, ep eendia, e possuía alunos