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Viabilidade económica de projectos de investimento : um confronto entre a teoria e a prática2

Rego, Guilhermina; Costa, José Silva da

Abstract

Apesar da Análise de Investimentos constituir urna técnica bem conhecida pela generalidade dos profissionais Portugueses, há um desconhecimento quase total sobre quais os critérios usados pelas empresas Portuguesas e sobre quai é a sua real importancia na análise e selecçâo das alternativas de investimento. Neste trabalho pretendemos colmatar esta lacuna, estabelecendo urna comparaçâo entre a evidencia empírica sobre os métodos de selecçâo de projectos de investimento mais seguidos por grandes empresas Portuguesas e resultados similares obtidos por outros autores para outros países.

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Á ea de Economía Financie a y Con abilidad VIABILIDADE ECONÓMICA DE PROJECTOS DE INVESTIMENTO : UM CONFRONTO ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA23 Guilhe mina Regó José da Sil a Cos a Uni e sidade Po ucalense e Uni e sidade do Po o Apesa da Análise de In es imen os cons i ui u na écnica bem conhecida pela gene alidade dos p o issionais Po ugueses, há um desconhecimen o quase o al sob e quais os c i é ios usados pelas emp esas Po uguesas e sob e quai é a sua eal impo ancia na análise e selecçâo das al e na i as de in es imen o. Nes e abalho p e endemos colma a es a lacuna, es abelecendo u na compa açâo en e a e idencia empí ica sob e os mé odos de selecçâo de p ojec os de in es imen o mais seguidos po g andes emp esas Po uguesas e esul ados simila es ob idos po ou os au o es pa a ou os países. Despi e Capi al In es men s Analysis being a echnique well known by Po uguese p o essionals, he e is a lack o knowledge conce ning he c i e ia ha a e used by Po uguese i ms and hei eal impo ance in he selec ion o in es men al e na i es. In his wo k we in end o ill up his space by compa ing empi ical e idence o Po uguese i ms wi h simila esul s ob ained by o he au ho s o o he coun ies. PALAVRAS CHAVE: Emp esas; Po ugal; Análise de In es imen os. KEY WORDS: En ep ises; Po ugal; In es men Analysis. 1. INTRODUÇÂO. A Análise de In es imen os é nos nossos dias u na á ea de conhecimen o em ase de ma u açâo, si uaçâo es a que se e lec e no núme o de a igos cien í icos publicados ac ualmen e sob e es a ma é ia. Algumas á eas de in es igaçâo com algum dinamismo si uam-se ao ni el de p olongamen os necessá ios como é o caso da u ilizaçâo do mé odo das opçôes eais na ánalise de in es imen os p odu i os. T abalhos equacionando as ques óes básicas sào mais escassos e mui as das ezes o seu con ibu o si ua-se ao ni el do con on o en e a eo ía e a p á ica da análise de in es imen os. Em Po ugal, apesa da Análise de In es imen os cons i ui u na écnica bem conhecida pela gene alidade dos p o issionais, cons a a-se um desconhecimen o quase o al sob e as opçôes das emp esas quan o aos mé odos seguidos e a sua eal impo áncia na análise e selecçâo das al e na i as de in es imen o. Fica mui as ezes implíci a a ideia que a sua u ilizaçâo es á o emen e dependen e das exigéncias dos sis emas de incen i o ao in es imen o disponí eis e náo de u na e lexáo da emp esa sob e es a ma é ia. Es a cons a açâo é pa icula men e álida pa a as pequeñas e médias emp esas, já que pa a as g andes emp esas é de espe a que os p ocedimen os nes a á ea de ac uaçâo enham sido objec o de alguma e lexáo. Nes e abalho p e endemos colma a es a lacuna, es abelecendo u na compa açâo en e a e idéncia empí ica sob e os mé odos de selecçâo de p ojec os de in es imen o mais seguidos po g andes emp esas Po uguesas e esul ados simila es ob idos pa a emp esas de ou os países. Na secçâo seguin e azemos u na e isáo ápida dos g andes con ibu os eó icos nes a á ea de conhecimen o e iden i icamos as g andes ques óes do deba e en e os de enso es das me odologias al e na i as, dando pa icula a ençâo às que se e e em ao con on o en e o mé odo do Valo Ac ual Líquido (VAL) e Taxa In e na de Rendibilidade (TIR). Numa e cei a secçâo ap esen amos de u na o ma sin é ica os esul ados empí icos sob e a u ilizaçâo de c i é ios de análise de in es imen os po pa e de emp esas de países es angei os. Numa qua a secçâo ap esen amos alguns esul ados ob idos pa a o caso Po ugués pa a numa úl ima secçâo de i a mos algumas conclusóes. 2. O DEBATE TEÓRICO. Como é do conhecimen o ge al, os c i é ios do VAL e da TIR desempenham um papel cen al na análise da iabilidade económica de p ojec os de in es imen o. I ing Fishe (1930) na sua ob a The Theo y o In e es in oduz pela p imei a ez o concei o de alo p esen e do capi al que é u na 23 Es e abalho baseia-se em pa e nos esul ados ob idos na ese de mes ado elabo ada po Guilhe mina Regó o ien ada po José S. Cos a. 43 IX Jomadas Hispano-Lusas de Ges ión Cien í ica noçâo equi alen e à do Valo Ac ual Líquido. Pa a es e au o , alo p esen e do capi al é a di e ença en e o alo p esen e dos luxos de endimen o u u os e o alo p esen e dos luxos de cus os u u os. Ins umen al na sua análise é a axa de ju o que pe mi e es abelece a pon e en e o endimen o e o capi al. A TIR, enquan o c i é io de análise de p ojec os de in es imen o, é in oduzida po Joel Dean (1951) e F ied ich e Ve a Lu z (1951), embo a os concei os nâo coincidam nes es dois au o es. O p imei o au o de ine axa de e omo de um in es imen o como sendo a axa que iguala o alo p esen e dos luc os u u os ao cus o do in es imen o, ou seja, de ine a TIR como sendo a axa de descon ó que iguala o VAL a ze o. Os segundos au o es conside am que de e se acei e o p ojec o que maximize a axa in ema de e omo do capi al p óp io in es ido no p ojec o. O concei o de TIR, nos e mos em que é de inido po Joel Dean (1951), e e u na ápida acei açâo, mas oi e é objec o de mui as c í icas. O deba e en e os de enso es des es dois c i é ios esul a da oco ência de inconsis éncia en e as al e na i as de in es imen o seleccionadas. Pa a al ac o con ibuem, en e ou os ac o es, a escala do in es imen o e a dis ibuiçâo dos cash- lows do in es imen o no empo, e os p essupos os implíci os em cada um dos c i é ios ace ca do ein es imen o dos cash- lows ge ados pelo p ojec o. Es a p oblemá ica é de c ucial impo ância que pa a esol e a inconsis éncia como pa a equaciona mos a selecçâo de p ojec os de in es imen o em si uaçâo de isco. De o ma a esol e -se a inconsis éncia en e os c i é ios adicionais (VAL e TIR), di e sas soluçôes ém sido suge idas. Es áo den o des e g upo o c i é io MIRR (modi ied in e nal a e o e u n), o c i é io ORR (o e all a e o e u n ) (Lin, 1976), c i é io de Lin/Bea es (ape eiçoamen o da MIRR) (Bea es, 1988) e o c i é io da Taxa de Re omo d Be nha d (Be nha d, 1988). Embo a di e en es, es es c i é ios assen am básicamen e na adopçào de u na axa explici a de ein es imen o do luxo de cash- lows, o que na p á ica co esponde a a bi a mos en e o c i é io do VAL ( ein es imen o implíci o dos cash- lows à axa de descon ó) e o c i é io da TIR ( ein es imen o implíci o dos cash- lows à axa TIR). Desen ol idos pa a si uaçôes de di e en e alo de in es imen o, que o mé odo inc emen al de Be nha d (Be na d, 1989) que o mé odo de Shull (Shull, 1992) con inuam a basea -se undamen almen e na explici açào da axa de ein es imen o. Num caso, a axa de ein es imen o se e de compa açâo com a axa de endibilidade do di e ença en e dois p ojec os de in es imen o. No ou o, a di e ença en e os alo es de in es imen o é ein es ida a essa axa al e na i a. Quando a inconsis éncia esul a da di e en e du açâo dos p ojec os de in es imen o as soluçôes adop adas sao mais a iadas, embo a os c i é ios mais con incen es, em nosso en ende , con inuem a se os que explici am u na axa de ein es imen o pa a o luxo de cash- lows. Da li e a u a sob e c i é ios de o denaçâo de p ojec os de in es imen o al e na i os anspa ece u na cla a p e e encia pelo c i é io do VAL. A maio ia dos abalhos desen ol idos p ocu a compa ibiliza os esul ados da TIR com os que sao ob idos com o VAL. Sendo ce a a p e e encia pelo VAL, é no mínimo in igan e que an os abalhos se cen em sob e p olongamen os do mé odo da TIR. Mais su p enden e se á se cons a a mos que na p á ica o c i é io da TIR con inua a se mui o usado. Na secçâo seguin e en a emos esponde a es a ques áo compa ando e idéncia empí ica desen ol ida pa a ou os países com o caso Po ugués. 3. A PRÁTICA DAS EMPRESAS NOUTROS PAÍSES. A análise de quai a p á ica das emp esas em ma é ia de selecçâo de p ojec os de in es imen o em me ecido a a ençâo de di e sos au o es. En e ou os, me ecem especial e e encia os es udos de McIn y e e Coul hu s (1987), Mills (1988), Sangs e (1993), Le ley (1993), Epps e Mi chem (1994) e Kim, K ick e Kim (1986). No quad o 1 podemos isualiza u na sin é ica de alguns dos p incipáis esul ados ob idos em es udos empí icos desen ol idos pa a ou os países. 44 Á ea de Economía Financie a y Con abilidad Quad o 1 - Es udos Realizados pa a Ou os Países Es udo Ano País Tipo de Emp esas Dimensâo das Emp esas % Uso da TIR % Uso do VAL % Uso do Payback % Uso da ARR Pike* 1975 RU N/E G ande 42 32 71 51 Pike* 1980/ 1RU N/E G ande 54 38 79 51 Mills e He be ** 1984 RU Indus iáis G ande 68 51 78 44 McIn y e e Coul hu s 1984 RU Indus iáis Média 28 36 82 33 Kim, K ick e Kim 1986 EUA N/E G ande 49 21 19 8 Tokyo 1988 Japâo Indus iáis N/E 55 54 86 68 Sangs e 1989 Escocia Indus iáis G ande 58 48 78 31 Kim e Song 1989 Co eia Indus iáis N/E N/E N/E 75 N/E Le ley 1992 RU Indus iáis G ande 55 52 94 20 Epps e Mi chem 1994 EUA Indus iáis G ande 45 15 19 2,5 N/E: Nao Especi icado; * em Mills (1988) ; ** em Sang e (1993) Fon e: Regó, Guilhe mina (1999) É pa en e nos dados ap esen ados o esul ado su p eenden e de que em mui os es udos o mé odo do empo do ecupe açâo do capi al in es ido é e e enciado como o mais usado. Es e esul ado pode e duas in e p e a es possí eis. U na p imei a, mais p eocupan e, é que as emp esas es áo essencialmen e in e essadas em p ojec os de in es imen o de ápida ecupe açâo, o que pode ia indicia u na si uaçâo em que as emp esas se en ol em na implemen açâo de p ojec os de meno con eúdo ino ado e como al de mais len a ecupe açâo do capi al in es ido. U na segunda lei u a, mais op imis a, é de que endo em con a o con ex o de isco dos p ojec os de in es imen o o c i é io do empo que le a a ecupe a o in es imen o é decisi o pa a os in es ido es. No con on o di ec o en e os c i é ios do VAL e da TIR é isí el u na cla a p e e encia das emp esas inqui idas pelo c i é io da TIR, apesa das conside açôes eó icas in oduzidas a ás. Nos es udos ealizados pa a os Es ados Unidos da Amé ica o c i é io da TIR su ge como o mais usado, enquan o que em qua e es udos (Reino Unido e Escocia) su ge como o segundo mais usado, logo a ás do empo de ecupe açâo do capi al in es ido. Ten ando in e p e a as p e e encias pela TIR e VAL, Kim K ick e Kim (1986) inqui i am as emp esas sob e as azóes que as le am a p e e i cada um des es c i é ios. Es es au o es concluem que a escolha da TIR assen a undamen almen e em ès azôes: a TIR é mais ácil de in e p e a e isualiza ; a TIR náo eque e, à p io i, o cálculo do cus o do capi al; os execu i os sen em-se mais con o á eis com o c i é io da TIR. No que espei a ao c i é io do VAL as azóes enunciadas sáo: o VAL é mais ácil de calcula ; o VAL é consis en e com o objec i o de maximiza o alo da emp esa; a axa de ein es imen o dos cash- lows subjacen e no cálculo do VAL é mais ealis a; um p ojec o pode e mais do que uma TIR; a TIR do p ojec o man em-se cons an e ao longo de oda a sua ida. Mui os es udos analisam em que medida há alguma elaçâo en e os c i é ios usados e a dimensâo das emp esas e o sec o a que pe encem. A e idência disponi el nos es udos e e enciados ende a con i ma uma elaçâo es a is icamen e signi ican e en e o c i é io usado e a dimensâo. Es a associaçâo é mais cla a en e g andes emp esas e os c i é ios do Tempo de Recupe açâo do Capi al In es imen o e da TIR. Nâo há e idência da exis ência de uma associaçâo es a is icamen e signi ican e en e c i é io u ilizado e sec o de ac i idade. McIn y e e Coul hu s (1985) analisam em que medida as emp esas cump em as sucessi as ases na omada de decisâo sob e al e na i as de in es imen o. Na sua análise os au o es conside am ès ases: a ase de c iaçâo; a ase de decisâo; a ase de implemen açâo. A p imei a ase é, po sua ez, subdi idida em ès pa es: p ocu a de ideias; on es de ecolha de ideias; selecçâo/ il agem de ideias. A ase de decisâo é, po sua ez, subdi idida em: classi icaçâo das p opos as; capacidade de 45 IX Jomadas Hispano-Lusas de Ges ión Cien í ica execuçâo; a aliaçâo das p opos as. No que espei a ás ases da c iaçâo e decisáo, o es udo de e mina em que medida as emp esas no Reino Unido p ocu an ideias de in es imen o e considé an os aspec os es a égicos an es da a aliaçâo p op iamen e di a. Nes e con ex o, McIn y e e Coul hu s cons a an que exis e alguma negligéncia na p ocu a de ideias, de ec ando-se ca encias o ganizacionais, bem como na p ocu a de ideias, onde há pouca delegaçâo de compe ências. Es e es udo aponía, igualmen e, que as emp esas subsidiá ias sâo mais o mais nas ac i idades de planeamen o, con olo e sis ema izaçâo dos in es imen os do que as emp esas independen es. 4. RESULTADOS EMPÍRICOS PARA O CASO PORTUGUÉS. De o ma a p oduzi -se e idéncia empí ica sob e o caso Po ugués oi inqui ida un a amos a de 150 maio es emp esas em 1997 de aco do com o olume de negocios. A azáo po que se inqui iu g andes emp esas em a e co n a an ecipaçâo de que es as ém maio au onomía na escolha dos c i é ios pa a selecçâo de al e na i as de in es imen o. O inqué i o ei o po ia pos al e e u na axa de espos a de 34% (num o al de 57 espos as sendo apenas 51 suscep í eis de u ilizaçâo). Dos 51 inqué i os analisados, 27 pe encem à indus ia ans o mado a, 12 ao comé cio po g osso e a e alho, 5 aos se iços (co eios e elecomunicaçôes, anspo es, cap açâo e dis ibuiçâo de água) e 3 a ou os sec o es (indus ia ex ac i a, cons uçâo, ac i idades imobiliá ias). T in a e se e sâo emp esas independen es e 14 sâo iliáis de ou as emp esas (sendo 13 de emp esas es angei as). De aco do com os esul ados ao inqué i o, cons a a-se que 67% das emp esas em um depa amen o que com egula idade p ocu a e desen ol e ideias de in es imen os p odu i os. Em elaçâo às p incipáis on es esponsá eis pelo su gimen o de ideias de in es imen o, e i ica-se u na di e sidade g ande de on es, sendo de ealça a equência co n que é assinalada ou as on es que nâo as p e is as no inqué i o (adminis ado , di ec o inancei o, di ec o de p oduçâo e di ec o come cial). É igualmen e de assinala a impo áncia do adminis ado a pa com o di ec o de p oduçâo, o que pode indicia um ce o “pa emalismo”da adminis açâo. O di ec o inancei o, a endendo aos esul ados ob idos, em um papel diminu o na p ocu a de ideias de in es imen o. Todas as emp esas analisadas p ocedem a u na il agem de ideias, independen emen e da on e que as p omo eu, ga an indo a coe éncia dos in es imen os co n as opçôes es a égicas de inidas. Ce ca de 70% das emp esas adop am um sis ema de classi icaçâo de in es imen os, incluindo aqui a ans o maçâo de ideias em p opos as de in es imen o, de iniçâo da na u eza das mesmas,e inclusâo des as no o çamen o da emp esa a im de se p ocede a u na o denaçâo en e elas. Quad o 2 — Fon e de Ideias de In es imen os P odu i os Fon e de Ideias de In es imen os P odu i os Núme o de Emp esas % de Emp esas Ad. 611,77% D.P. 6 11,77% D.C. 11,96% O713,73% Ad.+D.P. 3 5,88% Ad.+O. 11,96% D.P.+D.C. 23,92% D.P.+O 23,92% Ad.+D.C. 11,96% Ad.+D.F.+D.P. 11,96% Ad.+D.P.+D.C. 59,80% Ad.+D.P.+O 611,77% Ad.+D.C.+O 3 5,88% D.P.+D.C.+O 1 1,96% Ad.+D.P.+D.C.+O 35,88% Ad.+D.C.+O+D.F. 1 1,96% Ad.+D.F.+D.P.+D.C.+0 23,92% To al 51 100% No a: Ad. — Adminis ado , D.F. — Di ec o Financei o, D.P. — Di ec o da P oduçâo, D.C. — Di ec o Come cial, O. — Ou a 46 Á ea de Economía Financie a y Con abilidad Como se ia de espe a , a quase o alidade das emp esas (96,1%) p ocèden à análise da acei abilidade das p opos as de in es imen o, embo a apenas 58,8% enham p ocedimen os esc i os sob e es a análise. A quase o alidade das emp esas azem o acompanhamen o da implemen açâo dos p ojec os compa ando alo es e ec i os com alo es p e is os, deno ando u na p eocupaçâo com o planemen o, sis ema izaçâo e con olo dos esul ados. A e apa ela i a à análise da iabilidade económica das p opos as de in es imen o em sido a mais alo izada que pela eo ía, que pelos abalhos empí icos ealizados ñas úl imas décadas. Assim, u na ques áo do ques ioná io em po objec i o a e igua quais os mé odos mais u ilizados pelas emp esas in es igadas, e a é que pon o esses mé odos sao u ilizados apenas pa a um pequeño núme o de p ojec os, ou se pelo con á io sao usados na maio ia ou na o alidade dos p ojec os de in es imen o ealizados. De aco do com os esul ados ob idos pa ece que o c i é io mais u ilizado pelas emp esas analisadas é o c i é io da TIR, ainda que a di e ença egis ada ela i amen e à aplicaçâo do VAL e do Payback Pe iod (PB) seja mínima. Veja-se que o g ande núme o de emp esas que u ilizam a TIR, aplicam-na a alguns p ojec os, enquan o que o VAL é usado po um g ande núme o de emp esas na o alidade dos p ojec os de in es imen o. Po sua ez, o Payback Pe iod nâo ap esen a a popula idade e idenciada em alguns es udos empí icos como sendo o mé odo mais usado. Na e dade, es e em seguido da TIR em exequo com o VAL, ainda que ambém com u na di e ença pouco signi ica i a. Po ém, as emp esas que o u ilizam aplicam-no à maio ia dos p ojec os de in es imen o. A Taxa de Luc o Con abilís ico (ARR) apesa de se usada po um pequeño núme o de emp esas, as que a usam aplicam-na sob e udo em odos os p ojec os, mui o embo a es e c i é io nao enha g ande popula idade jun o das emp esas in es igadas. Quad o 3 — U ilizaçâo dos C i é ios de Análise dos P ojec os de In es imen o % emp esas que usam o c i é io % emp esas que nâo usam o c i é io VAL 84,31 15,69 'TIR 88,24 11,76 PB 84,31 15,69 ARR 29,41 70,59 OUTRO 23,53 76,47 Quad o 4 — F equéncia de U i izaçâo dos C i é ios de Análise dos P ojec os de In es imen ALGUNS PROJECTOS % MAIORIA DOS PROJECTOS % TODOS OS PROJECTOS % NENHUM PROJECTO % VAL 31,37 19,61 33,33 15,69 TIR 35,30 25,49 27,45 11,76 PB 23,53 31,37 29,41 15,69 ARR 7,84 7,84 13,73 70,59 OUTRO 7,84 5,88 9,81 76,47 Ce ca de 24% das emp esas in es igadas mani es a an! a u ilizaçâo de Ou o C i é io na análise de p ojec os de in es imen o. Ñas emp esas que e e i am a u ilizaçâo de Ou o C i é io, a maio ia ap esen a um c i é io com u na na u eza quali a i a — a impo ancia es a égica dos p ojec os — sendo o mais ele an e e signi ica i o em elaçâo aos ou os c i é ios enunciados. Embo a o núme o de emp esas que u iliza Ou o C i é io seja pouco signi ica i o, é pe inen e a maio ia e in ocado um c i é io de na u eza quali a i a, aquando da omada de decisóes de in es imen o. A impo ancia es a égica dos p ojec os de in es imen o pode se um ac o decisi o pa a a sua implemen açâo, nâo sendo e idenciada es a impo ancia nos c i é ios de na u eza quan i a i a. Decidi pela implemen açâo de um p ojec o de in es imen o é mui o mais do que a simples análise dos c i é ios quan i a i os, daí McIn y e e Coul hu s (1985) e em enunciado mais do que u na ase ine en e à omada de decisóes que nâo só os mé odos nsuais de a aiiaçâo de p ojec os de in es imen o. 47 IX Jomadas Hispano-Lusas de Ges ión Cien í ica No que espei a à u ilizaçâo de múl iplos mé odos, e i ica-se que apenas ès das emp esas in es igadas u ilizam um único mé odo, elegendo o VAL, a TIR e o Payback Pe iod. Con udo, e i ica-se que a TIR é usada apenas em alguns p ojec os, sendo o Payback Pe iod e o VAL aplicado pa a odos os p ojec os de in es imen o. Quad o 5 — U ilizaçâo dos Mé odos: Nula, Singula e Múl ipla U ilizaçâo dos Mé odos Núme o de Emp esas % de Emp esas Nula 11,96% Singula 35,88% Múl ipla 47 92,16% To al 51 100% Em unçâo dos esul ados ansc i os no quad o 5 é possí el conclui que a combinaçâo la gamen e p e e ida pela maio ia das emp esas é o Payback Pe iod, a TIR e o VAL. As emp esas analisadas, que u ilizam mais do que um mé odo na análise dos p ojec os de in es imen o, ém um compo amen o semelhan e à maio ia das emp esas in es igadas em es udos empí icos ealizados nou os países. Quad o 6 — U ilizaçâo de Múl iplos C i é ios Combinaçôes Núme o de Emp esas % de Emp esas PB+TIR+VAL 18 38,30% PB+VAL+TIR+ARR 12 25,53% V AL+TIR+PB+O 5 10,64% PB+TIR 3 6,38% VAL+O 24,25% TIR+VAL 1 2,13% PB+VAL+ARR 12,13% TIR+O 12,13% PB+V AL+TIR+ARR+O 2 4,25% VAL+TIR+O 12,13% TIR+PB+O 1 2,13% To al 47 100% Em elaçâo à o denaçâo dos mé odos de análise da endibilidade dos p ojec os de in es imen o, pediu-se ás emp esas que mani es assem o g au de impo ância que a ibuem a cada um dos c i é ios. Pa a o e ei o, de iniu-se uma escala de 5 a 1 (5-Mui o Impo an e, 4-Impo an e, 3-Impo áncia Mode ada, 2-Pouco Impo an e, 1-Nada Impo an e) com a inalidade de conhece quai a o dem de p e e encia em elaçâo aos c i é ios. A im de se es abelece uma o denaçâo en e os di e en es mé odos em unçâo dos g aus de impo ância a ibuidos pelas emp esas, p ocedemos ao cálculo das classi icaçôes médias ob idas po c i é io. Assim, po o dem dec escen e de impo ância, ob emos: TIR => VAL =>PB=> OUTRO => AR Des e esul ado podemos conclui que o pay-back nâo em a impo ância que assume nou os países. A o denaçâo es abelecida pelas emp esas en e a TIR e o VAL, apesa de se coinciden e com a maio ia dos es udos empí icos ealizados que concluem pela maio p e e encia e u ilizaçâo da TIR, nâo é coe en e com os ensinamen os eó icos que p i ilegiam o VAL. Na in es igaçâo desen ol ida p e endeu-se analisa se exis em di e enças signi ica i as no p ocesso de omada de decisóes de in es imen o e nos mé odos de a aliaçâo dos p ojec os de in es imen o en e os á ios sec o es de ac i idade. No que espei a ás sucessi as ases do p ocesso de omada de decisóes, os esul ados ob idos indicam que no que espei a à exis ência de um 48 Á ea de Economía Financie a y Con abilidad depa amen o que desen ol e ideias de in es imen o, à exis encia de sis emas de classi icaçâo das p opos as de in es imen o e à exis ência de p ocedimen os esc i os, o sec o dos Se iços, em e mos compa a i os, demons a u na maio con o midade com o modelo ap esen ado po McIn y e e Coul hu s (1985). Con udo, em unçâo dos esul ados nao podemos conclui que as di e enças egis adas sejam es a is icamen e signi ican es. No que espei a à u ilizaçâo dos mé odos de a aliaçâo de p ojec os de in es imen o po sec o de ac i idade, os esul ados mani es am algumas di e enças en e os sec o es de ac i idade embo a seja possí el, a a és do es e do Qui Quad ado, conclui que es as nâo sâo es a is icamen e signi ican es. Fazendo a análise po ipo de emp esa, obse a-se que ñas e apas e e en es à exis ência de um depa amen o que desen ol a ideias de in es imen os, à análise da acei abilidade das p opos as de in es imen o e à compa açâo en e os esul ados ob idos e os es imados, as emp esas dependen es ap esen am meno con o midade com o modelo e e ido a ás do que as emp esas independen es. Em elaçâo à exis ência de sis emas de classi icaçâo das p opos as de in es imen o e à il agem das ideias de in es imen os nâo se egis am di e enças signi ica i as en e as emp esas dependen es e as independen es. Po úl imo, os p ocedimen os esc i os sâo mais usuais nas emp esas dependen es. Em elaçâo aos mé odos de a aliaçâo de p ojec os de in es imen o usados po ipo de emp esa, obse e-se que ñas emp esas públicas o mé odo mais usado é a TIR, seguida do Payback Pe iod e po úl imo o VAL e a ARR. Po sua ez, as emp esas p i adas u ilizam mais o VAL, embo a com u na pequeña di e ença em elaçâo à TIR e o Payback Pe iod. Em boa e dade, embo a se a em de emp esas independen es, êm ca ac e ís icas di e en es dada a sua na u eza, daí es a pode cons i ui u na azáo jus i ica i a pa a a di e ença egis ada quan o ao mé odo mais usado. Con udo, nâo pa ece azoá el a busca de jus i icaçôes pa a a di e ença egis ada quan o ao mé odo mais usado, u na ez que, em e mos ela i os, es a é pouco signi ica i a. Rela i amen e ás emp esas iliáis ou associadas a emp esas es angei as egis ou-se que o mé odo mais usado é o Payback Pe iod, seguido do VAL e da TIR. Es e esul ado pa ece i ao encon ó dos es udos empí icos ealizados nou os países que e idencia an! o Payback Pe iod como o c i é io mais popula . Na e dade o PB assume g ande popula idade nou os países, ais como Reino Unido, Japáo, Es ados Unidos, en e ou os, o a a ando-se de iliáis ou associadas a emp esas es angei as e i ica-se u na endência pa a o uso des e c i é io, o que pode se in e p e ado como o e lexo dos “hábi os” da emp esa “máe”. 5. CONCLUSÂO. Tendo em con a o con on o en e a eo ía e a p á ica é possí el conclui que as emp esas in es igadas seguem, apa en emen e, um p ocesso o mal e o ganizado na omada de decisóes de in es imen o. No en an o, é impo an e egis a que as e apas e e en es à exis ência de um depa amen o que desen ol a egula men e ideias de in es imen o e à exis ência de p ocedimen os esc i os — subjacen es ás ases da c iaçâo e con olo — sâo aquelas em que se e i ica um meno g au de cump imen o. Es a análise é pe inen e, u na ez que nos pe mi e conclui que as emp esas em causa êm u na au onomía na análise dos p óp ios p ojec os de in es imen o. Es e aspec o oma-se ele an e, dado que o objec i o ine en e à selecçâo da amos a e a, p ecisamen e, ga an i que as emp esas que des a azem pa e êm au onomía na análise de p ojec os de in es imen os e po an o as espos as em elaçâo aos mé odos usados na a aliaçâo dos p óp ios p ojec os de in es imen o se ia, à p io i, nâo in luenciada po o ganismos ex e nos. A conclusáo que nos pa ece se líci a oma em elaçâo à u ilizaçâo dos mé odos é que, aínda que seja pouco signi ica i a a di e ença dos esul ados, as emp esas in es igadas, nâo conside ando u na análise po ipo de emp esas e po sec o a que pe encem, u ilizam mais a TIR que o VAL. Es a conclusáo, aínda que coinciden e co n a maio ia das in es igaçôes ealizadas nou os países, demons a que apesa do VAL se mani es amen e “p o egido” na eo ía em elaçâo à TIR, dadas as de iciências eó icas deco en es da aplicaçâo da TIR, es a é p e e ida na ida p á ica. Vá ias jus i icaçôes êm sido dadas, a ni el eó ico, pa a p e e ência da TIR po pa e das emp esas, po ém as jus i icaçôes apon adas pelas emp esas em Po ugal é algo que pode á se al o de desen ol imen o u u o. No e-se que es e ipo de in o maçâo ob iga a um ipo de ques ioná io cujas pe gun as e âo de 49 IX Jomadas Hispano-Lusas de Ges ión Cien í ica assumi u na na u eza abe a, dando des e modo libe dade de espos a ao inqui ido, e des a o ma nâo se limi a as espos as a jus i icaçôes que nos pa eçam plausí eis. REFERÊNCIAS. Bea es, R. G. (1988), “Ne P esen Value and Ra e o Re u n: Implici and Explici Rein es men Assump ions”, Enginee ing Economis , Summe , 33, pp. 275-302 Be nha d, R. H. (1989), “Base Selec ion o Modi ied Ra es o Re u n and i s I ele ance o Op imal P ojec Choice”, Enginee ing Economis , Fall, 35, pp. 55-65 Epps, R. W. e Mi chem, C. E. (1994), “A Compa a ion o Capi al Budge ing Tecniques Used in he Uni ed S a es wi h Those Used in Japan and Ko ea”, Ad ances in In e na ional Accoun ing, 7, pp. 205-214 Dean, Joel (1951), “Capi al Budge ing”, Columbia Uni e si y P ess, New Yo k Fishe , I ing (1930), “The Theo y o In e es ”, Macmillan Company, New Yo k Kim, S. 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