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Modelo de arquitetura cognitiva para desenvolvimento humano – perspectivas teóricas da gestão de conhecimento

Abstract

Na era da capacitação para o conhecimento, em voga, as novas modelagens organizacionais estão forçando os gerentes a enfrentarem mudanças vertiginosas na forma de conduzir o processo de gestão de pessoas. Diante da necessidade de conversão do conhecimento tácito-explícito, pesquisadores sociais e cientistas de áreas conexas à administração reconhecem a importância da gestão de conhecimento na construção de mapas cognitivos e esquemas de arquitetura cognitiva. Neste contexto, o presente trabalho parte da concepção teórica de que organizações baseadas em conhecimento devem adotar valores humanizados e oferecer condições operacionais favoráveis ao processo de compartilhamento de conhecimento. Com um enfoque multidimensional sobre o estudo do comportamento humano nas organizações, essa investigação contribui com uma abordagem metodológica orientada por pesquisa pura, apresentando um modelo conceitual de arquitetura cognitiva baseado em gestão de conhecimento e voltado para o desenvolvimento do ser.

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Modelo de arquitetura cognitiva para desenvolvimento humano – perspectivas teóricas da gestão de conhecimento

Author: Pereira, Sandra Leandro; Rodrigues, Lucinaldo dos Santos
Publisher: Universidad de Sevilla
Year: 2005
Source: https://idus.us.es/bitstreams/420a84ca-a409-4575-a886-fd691730077f/download
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MODELO DE ARQUITETURA COGNITIVA PARA DESENVOLVIMENTO
HUMANO – PERSPECTIVAS TEÓRICAS DA GESTÃO DE CONHECIMENTO
Sand a Leand o Pe ei a
Lucinaldo dos San os Rod igues
RESUMO
Na e a da capaci ação pa a o conhecimen o, em oga, as no as modelagens o ganizacionais es ão
o çando os ge en es a en en a em mudanças e iginosas na o ma de conduzi o p ocesso de ges ão
de pessoas. Dian e da necessidade de con e são do conhecimen o áci o-explíci o, pesquisado es
sociais e cien is as de á eas conexas à adminis ação econhecem a impo ância da ges ão de
conhecimen o na cons ução de mapas cogni i os e esquemas de a qui e u a cogni i a. Nes e con ex o,
o p esen e abalho pa e da concepção eó ica de que o ganizações baseadas em conhecimen o de em
ado a alo es humanizados e o e ece condições ope acionais a o á eis ao p ocesso de
compa ilhamen o de conhecimen o. Com um en oque mul idimensional sob e o es udo do
compo amen o humano nas o ganizações, essa in es igação con ibui com uma abo dagem
me odológica o ien ada po pesquisa pu a, ap esen ando um modelo concei ual de a qui e u a
cogni i a baseado em ges ão de conhecimen o e ol ado pa a o desen ol imen o do se .
PALAVRAS-CHAVE: ges ão de conhecimen o, desen ol imen o humano, a qui e u a cogni i a.
ABSTRACT
In he p esen a ea o capabili y o knowledge, he new o ganiza ional models a e o cing
managemen s o e iginous changes in he conduc ing o he p ocess o managing people. Wi h he
necessi y o con e ing aci -explici knowledge, social esea che s and scien is s ha belong o a eas
ela ed o adminis a ion know he impo ance o managing knowledge o build cogni i e maps and
ou lines o cogni i e a chi ec u e. In his con ex , he p esen wo k begins wi h he ollowing
heo e ical concep ion: en e p ises based on knowledge ha e o adop human alues and o o e
ope a ional condi ions ha a e a o o he p ocess o sha ing knowledge. Ha ing a mul idimensional
iew abou he s udy o human beha io in he en e p ises, his in es iga ion has a me hodological
app oach o ien ed o pu e esea ch, p esen ing a concep ual model o cogni i e a chi ec u e,
managemen o knowledge based on, o ien ed o he de elopmen o being.
KEY WORDS: managemen o knowledge, human de elopmen , cogni i e a chi ec u e.
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1. INTRODUÇÃO
A sociedade como um odo em assis ido ao longo da his ó ia p o undas mudanças, p incipalmen e, em ês
g andes cená ios: econômico (come cial e inancei o), polí ico e social (compo amen al, cul u al e educacional).
O ad en o da e olução indus ial (pós-gue a) in oduziu um no o modo de comp eende o uni e so do
abalho, passando po g andes ans o mações a a és das g andes e as - pós-indus ial, e cei a onda, em ede,
da in o mação, do conhecimen o e a ualmen e da capaci ação pa a o conhecimen o. De um modo amplo, é
possí el se econhece que uma signi ica i a mudança pa ece e oco ido em ní el compo amen al, anco ado
pelo aspec o psicológico e o a o humano nas o ganizações.
Com os a anços ecnológicos e as mudanças cons an es em-se e i icado a necessidade de se epensa as
condições de abalho i enciadas pelos p o issionais. Tendo em is a que oda a i idade de abalho, po menos
“in elec ual” que seja, de e mina uma ca ga de abalho men al; as exigências men ais a iam de aco do com as
ca ac e ís icas das a e as execu adas pelos indi íduos e êm elação com a pe spec i a de desen ol imen o do
se .
Baseado nesse cená io, o p esen e es udo pa e da p emissa de que o po encial humano seja maximizado à
medida que exis e humanização no abalho, ais como: nas condições ope acionais e nas elações in e pessoais.
Essa p emissa é pe inen e po cons a a ce a di iculdade en e os di igen es o ganizacionais no mundo in ei o
(e.g. Tailândia) no sen ido da ges ão emp esa ial, p incipalmen e, com ambiência o ganizacional a o á el ao
bom desen ol imen o de p ocessos, en ando ans o ma idéias em concei os de p odu os e se iços e buscando
ganhos de compe i i idade.
Na sociedade do conhecimen o, o g ande di e encial compe i i o das o ganizações e dos países já não é a
quali icação da mão-de-ob a, mas sim a capacidade de con e e essa quali icação exigida em esul ados
e e i os, ge ando conhecimen o e ino ação con ínua. Po isso os es udos que a am do p ocesso de cons ução
dos modelos in e nos indi iduais são conside ados de g ande alia pa a ala ancagem e compa ilhamen o do
conhecimen o o ganizacional, pos o que, ge almen e, êm conseqüências á ias na c iação de es a égias ol adas
pa a o desen ol imen o humano das o ganizações e na possibilidade de esolução de p oblemas.
Assim se jus i ica a necessidade de in es imen o em me odologias cogni i as, no adamen e, no sen ido da
c iação de conhecimen o e desen ol imen o humano nas o ganizações. Ac edi a-se que, no en o no dessa no a
onda, exis e uma mudança con ex ual (pa adigmá ica) onde an igos alo es de desen ol imen o humano
en elaçam-se na dinâmica da ge ação de conhecimen o e dos p ocessos cogni i os indi iduais.
Com o obje i o de con ex ualiza as pe spec i as eó icas da ges ão de conhecimen o, esse es udo p opõe uma
modelagem es u u al de a qui e u a cogni i a baseada em ges ão de conhecimen o, isando comp eende o
modelo men al desc i o po indi íduos a espei o das condições ope acionais de ala ancagem de conhecimen o e
es a égias usadas pa a esolução de p oblema. E pa a se p ocede à e isão da base eó ica no eado a da
in es igação, inicialmen e, cabe aqui se aze uma b e e con ex ualização his ó ica das con ibuições ad indas
da eo ia de c iação de conhecimen o em di eção à cons ução de alo es humanos nas o ganizações
con empo âneas.
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2. GESTÃO DE CONHECIMENTO E VALORES HUMANOS
A ges ão do conhecimen o o ganizacional ab ange o conjun o de p ocessos que o ien a a c iação, disseminação e
aplicação de conhecimen o po pa e das pessoas no âmbi o das o ganizações. Con o me a eo ia de c iação de
conhecimen o, o p ocesso de ges ão de conhecimen o de e se comp eendido den o de um conjun o de
elemen os in e ligados e complexos.
Basicamen e, exis em ês escolas concei uais elacionadas à ges ão de conhecimen o que con ibuem
di e amen e pa a o es udo do desen ol imen o humano nas o ganizações, de ido à in e ace signi ica i a com a
ges ão de compe ências – co e compe ence school, knowledge compe ence school e knowledge based school
(Pe ei a, 2002:36). Sob e a classi icação dessas escolas, Ve kasalo e Lappalainen (1998) lemb am as
con ibuições da eo ia de c iação do conhecimen o o ganizacional, no adamen e, no sen ido da explicação do
p ocesso de ge ação e di usão de conhecimen o. O apo e eó ico o iundo dessas escolas o e ece as p incipais
concepções de endidas po pesquisado es con empo âneos que abalham na á ea de ges ão de conhecimen o.
Cabe aqui des aca alguns es udos:
- Lyles e Schwenk (1992) – discu em como as es u u as de conhecimen o cole i as desen ol em,
compa ilham e amoldam as ações es a égicas o ganizacionais. Pa a es es pesquisado es a o ganização é
en endida como um en e cogni i o onde as isões e en endimen os compa ilhados po seus memb os o mam
a base de conhecimen o o ganizacional;
- G aham e Pizzo (1996) – a i mam que as o ganizações êm que usa o conhecimen o de um modo p odu i o e
ocaliza a ges ão sob e os aspec os humanos pa a o imiza o po encial de seus colabo ado es. Assim, na
elabo ação de no os concei os os aspec os cogni i os de em se conside ados com p ecisão, pois é a pa i
dessa comp eensão que o indi íduo elabo a suas ep esen ações men ais;
- Leona d e Sensipe (1998) – conside am que a c ia i idade necessá ia pa a a ino ação o ganizacional de i a
não somen e das habilidades ób ias e isí eis dos seus memb os, mas ambém dos ese a ó ios in isí eis de
expe iências. De ido a essa associação o conhecimen o áci o assume g ande ele ância no p ocesso de
ino ação o ganizacional;
- Nonaka e Takeuchi (1997) – os modos de con e são do conhecimen o o ganizacional (socialização,
ex e nalização, combinação e in e nalização) e as condições capaci ado as (in enção, au onomia, lu uação e
caos c ia i o, edundância e a iedades de equisi os) anco am a eo ia de c iação do conhecimen o
o ganizacional;
Hoje, o ganizações que in es em em ges ão de conhecimen o, no adamen e, no sen ido do ge enciamen o dos
p ocessos de abalho e na ges ão de pessoas, de endem o en elaçamen o de ques ões cen ais, ais como:
diálogo, julgamen o, ensino e ap endizado, aliado à ecnologia de pon a. Dian e dessa condicionan e ais
o ganizações passam a e um di e encial compe i i o ex ao diná io em elação aos seus conco en es, po que
combinam alo es humanizados.
O ganizações pionei as (e.g. Siemens, Skandia, Mic oso , Nokia, en e ou as) não apenas impulsiona am o
in e esse pela ges ão de conhecimen o po meio da busca de êxi o nos p ocessos p odu i os, mas,
p incipalmen e, al e am de o ma signi ica i a os p óp ios modos de ope ação. Es a é a a gumen ação de g ande
pa e dos pesquisado es da á ea de ges ão de conhecimen o que discu e a acepção é ica do po encial humano
como on e de an agem compe i i a (Chowdhu y e al, 2003; Ed insson e Mallone, 1998; Von K ogh e al,
2001).
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G ande pa e dos colabo ado es nas o ganizações baseadas em conhecimen o é cons i uída po p o issionais
quali icados, com al o ní el de escola idade e o e necessidade de c iação, denominados de abalhado es do
conhecimen o. A a e a desse ipo de p o issional consis e em con e e in o mação em conhecimen o, u ilizando
suas p óp ias compe ências e com a ajuda de o necedo es de in o mações ou de conhecimen o especializado que
os mesmos man ém a a és de edes de elacionamen o (S eiby, 1998; Fleu y, 2002; Za i ian, 2001).
Desse modo, obse a-se que as o ganizações do conhecimen o não são ilhas onde se iden i icam e mi ões
p o issionais, ou seja, elas não uncionam de o ma isolada. As o ganizações não exis i iam se não ossem os
g upos locais de clien es, o necedo es e as pa ce ias c iadas po ou as emp esas a ins que lhe se em de apoio e
aumen am sua base de conhecimen o. No no o modelo de compe i i idade que se inicia no século XXI, as
compe ências o ganizacionais se ão es adas e a e adas di e amen e, onde o sucesso ai depende da capacidade
de adap ação e con i ência com es e ápido e incessan e muda . O desen ol imen o de alo es nas o ganizações
não oco e somen e du an e o p óp io p ocesso de mudança, mas ambém na di e sidade de a i idades
elacionadas aos in ini os p ocessos de p odução e dis ibuição de bens e se iços, po meio da ap op iação e
eap op iação do sabe .
Dessa o ma, pa a um melho en endimen o dos elemen os que o mam o desen ol imen o de alo es nas
o ganizações, omando como base a pe spec i a da o ganização baseada em conhecimen o, é impo an e oca
ês dimensões o ganizacionais básicas, onde se pode dis ingui es as dimensões em ca ac e ís icas po enciais
como sendo: de ealização e e i a, de capacidade pa a desempenho e de in e a i idade na con i ência. A
p imei a ca ac e ís ica diz espei o ao ní el de alcance dos esul ados, a segunda es á associada à pe spec i a de
se capaz de ealiza algo e a e cei a a a da condição de in e ação e equilíb io nas elações.
Como as o ganizações são ep esen adas po indi íduos, necessá io se az o econhecimen o da impo ância dos
a i os in angí eis como componen es c uciais pa a o mação de edes de elacionamen o. Amplia a ede de
con a os é sabe u iliza as habilidades das pessoas – sua in eligência in e pessoal – em busca de me as c ia i as.
Quando um colabo ado se iden i ica com ou os, eo icamen e, é espe ado que su jam maio es pe spec i as de
ex e nalização de idéias e compa ilhamen o de conhecimen o.
Con o me Ayan (1998), exis em algumas an agens do indi íduo que busca se melho a como p o issional po
meio das edes de elacionamen os: a ualiza in o mações ou co igi sua base de conhecimen o; pe cebe no as
manei as pelas quais possa enxe ga um p oblema; e inspi ação pa a no as idéias; es a mo i ado pa a en a
no amen e; conside a a ap o ação e as espos as pa a alida idéias; obse a cump imen os e enco ajamen o
de ações; c i ica e/ou aze suges ões de o ma cons u i a pa a mudança; se elaciona com ou os indi íduos
que podem es a in e essados no que ele em a o e ece ; es a a en o às dicas de emp ego; desen ol e
habilidades e conhecimen os que compensam seus pon os acos; e capacidade de ge a idéias pa a ajudá-lo a
supe a as ba ei as.
O esumo das ques ões acima elabo ado an o se p es a à a aliação sob e as o mas de ala ancagem de
conhecimen o indi idual, como pode, ambém, a o ece o elo p o issional dos indi íduos a a és da de inição
de alo es em um g upo ou ime que busca alcança esul ados posi i os no ambien e o ganizacional. T abalha
com base numa ede de elações baseadas em alo es humanos (sabendo ge a conhecimen o) comp eende a
manei a pela qual os indi íduos se elacionam com pessoas de ou os con ex os que pode ão a ende de alguma
o ma suas necessidades, desde que se islumb e obje i os p o issionais poli icamen e co e os. Con udo, cabe
des aca a di iculdade humana de con e são do conhecimen o áci o em conhecimen o sis ema izado de modo
explíci o.
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2.1. A DIFÍCIL CONVERSÃO DO CONHECIMENTO TÁCITO-EXPLÍCITO
Conhecimen o é um p odu o capaz de iabiliza a cons ução do sabe , posi i o, p omisso e de di ícil de inição.
Ao pe gun a o que é conhecimen o pa a um g upo de cien is as que en a izam a cognição, al ez eles espondam
que o conhecimen o en ol a es u u as cogni i as que ep esen am de e minada ealidade. Mas se um desses
cien is as abo da ques ões de conhecimen o numa con e sa depois de um jan a com algum ge en e “cu ioso”,
ele apidamen e cons a a á que nenhuma de inição se aplica a odas as disciplinas, p o issões e o ganizações.
Exis em il os indi iduais que não são acilmen e explicados e eplicados a odos os casos.
Nes e ipo de cená io, é mui o p o á el que o ge en e associe o conhecimen o a si uações especí icas e ao know-
how. Como po exemplo: um ge en e de p odução p og ama suas a i idades de manu enção, podendo pa a isso
es uda com a enção o som das máquinas em uncionamen o pa a aça planos ope acionais que incluem a época
ap oximada em que os equipamen os p o a elmen e ap esen a ão p oblemas. A necessidade de manu enção de
uma máquina (e.g. co e i a, p e en i a, p edi i a ou p ó-a i a) ambém pode se associada à necessidade
humana de cons ução e e- o mulação de sua base de conhecimen o. E iden emen e, ac edi a-se que an o os
cien is as como os ge en es es ão ce os.
Em ge al, o conhecimen o depende dos olhos do obse ado e se con e e signi icado ao concei o a elado ao
sabe social pela manei a como se u ilizam os dados e as in o mações a eladas a esse concei o. Nas
o ganizações baseadas em conhecimen o a con e são do conhecimen o o ganizacional (in e ação en e o
conhecimen o áci o e conhecimen o explíci o) é ealizada não po um indi íduo, mas pela o ganização em si
(pelo ag egado de sabe es cole i os), seguido do compa ilhamen o en e os pa icipan es, pa a assim, e e i a a
di usão do conhecimen o o ganizacional. Po an o, a o ganização baseada em conhecimen o não pode á deixa
de p escindi dos indi íduos (S ewa , 1998; Dejou s, 2002).
Nonaka e Takeuchi (1997) des acam a necessidade de in e ação do indi íduo e o ganização e classi icam dois
ipos de conhecimen os – o conhecimen o áci o e o conhecimen o explíci o. O conhecimen o áci o é di ícil de
se a iculado na linguagem o mal, assume condicionan es mais ele an es po que es á associado à pe ícia
indi idual. Es e ipo de conhecimen o pessoal é inco po ado à expec a i a do indi íduo e en ol e a o es
in angí eis, ais como: c enças, pe spec i as e sis emas de alo . O conhecimen o explíci o pode se ansmi ido,
o mal e acilmen e, en e os indi íduos. Es e conhecimen o é a iculado po meio da linguagem o mal,
inclusi e em a i mações g ama icais, exp essões ma emá icas e especi icações.
Cabe ocaliza que o conhecimen o iden i icado de modo áci o e aquele demons ado de modo explíci o são
dis in os e independen es, po ém se complemen am. Ac edi a-se que a in e ação do conhecimen o áci o-
explíci o p opicia a ealização de ocas nas a i idades c iado as dos indi íduos. Da in e ação que acon ece en e
o conhecimen o áci o e o conhecimen o explíci o e en e o indi íduo e a o ganização c ia-se os p ocessos de
compa ilhamen o de conhecimen o capazes de ansmu a di e en es exp essões de compo amen o. E é nesse
sen ido que nasce a con e são do conhecimen o indi idual em conhecimen o o ganizacional.
Von K ogh e al (2001) de endem que o ga galo do p ocesso de c iação de conhecimen o ge almen e su ge
quando os indi íduos não sabem quase nada daquilo que ai se execu ado. Is o oco e, sob e udo, an es dos
memb os compa ilha em o conhecimen o áci o. E a medida em que o indi íduo ai conhecendo melho a a e a
que i á desempenha , eme gem um a cabouço de idéias, habilidades, expe iências acadêmicas, en e ou os
a o es que ele i á aplica nessa no a a e a.

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Nunca as o ganizações man i e am uma seleção ão igo osa na escolha de seus colabo ado es como hoje, onde
cada ní el uni e si á io exp essado po ape eiçoamen o, pós-g aduação, expe iência no ex e io e domínio de
idiomas melho a as chances de con ação do u u o colabo ado . Con udo, a c iação de uma iden idade p óp ia
o na-se mais signi ica i a na medida em que os alo es ine en es a cada indi íduo suge em a idéia de que o
homem só consegue ep oduzi pa e do conhecimen o que es á de e minado a ex e naliza . Na ges ão de
conhecimen o a capacidade indi idual de e se um dos elemen os cogni i os associados à compe ência (B andão
e Guima ães, 2001; Guima ães, 2000; Ienega, 1998).
Co obo ando com o pensamen o de alguns pesquisado es, no p esen e es udo ac edi a-se que compe ência es á
ligada a qua o dimensões de análise: os conhecimen os, as habilidades, as a i udes e as capacidades (Quinn e
al., 2003; Du a, 2001). As habilidades co espondem aos elemen os que po encializam a dinâmica dos p ocessos
indi iduais em qualque domínio do conhecimen o ( eó ico ou p á ico). O conhecimen o é a ado no ní el da
o mação de consciência, comp eendendo a ap op iação e/ou eap op iação do obje o pelo pensamen o, como
que que se a conceba: como de inição, como pe cepção cla a, como ap eensão comple a ou análise. As
capacidades ope am na es e a de ação cujo elemen o p incipal é a dimensão cogni i a do conhecimen o, que
ca ece da in eg ação en e as condições de “se capaz” e “es a capaci ado pa a”, onde ais condições são
o emen e anco adas pela p edisposição pa a as a i udes. E inalmen e, as a i udes co espondem ao modo de
p ocede ou agi , que em conjun o com as ações jus i icam os compo amen os.
En e an o, cabe ainda lemb a que na lógica da de e minação de compe ências, ainda exis e a necessidade de se
espei a os an eceden es em e mos de expe iências, em conjun o com as a i udes, os conhecimen os, as
habilidades e as capacidades, que de modo ag egado o ma o g ande eposi ó io de sabe dos colabo ado es
o ganizacionais. Ac edi a-se que al ez po ag upa um plan el de elemen os complexos, ca ac e izados como
cons uc os, seja ão di ícil se iabiliza amplamen e o p ocesso de con e são do conhecimen o áci o em
conhecimen o explíci o.
Con ibuindo pa a essa comp eensão, D ucke (2000) é en á ico ao a i ma que as mudanças ocasionadas pela
ges ão de conhecimen o a ingem di e amen e os indi íduos que p ecisam se inse i no con ex o de ensino
globalizado e exigência de g ande capacidade e compe ência, pa a não ica em in elec ualmen e obsole os. Na
ges ão de conhecimen o, à p opo ção que as on es de êxi o compe i i o su gem de manei a ansdisciplina ,
ecu sos in angí eis, decisi os e di e enciado es na o ganização, sis ema icamen e, são eme idos pa a o co e das
discussões – os indi íduos -, não mais como me os execu o es de a i idades, e sim, como colabo ado es
o ganizacionais, azendo conhecimen os, habilidades, a i udes, capacidades e expe iências.
Na medida em que o abalho é conduzido pelo pode de c iação dos alen os humanos pe cebe-se que maio é a
necessidade de au onomia do abalhado . Es a é, po exemplo, a ealidade dos abalhado es do conhecimen o
que ope am na indús ia de ans o mação o ien ada pelo sis ema enxu a de p odução.
De um modo ge al, nos sis emas p odu i os de manu a u a (e.g. indús ia de ans o mação), os abalhado es
c iam o pode de alo do p odu o, que su ge po meio das a i idades de P&D, na elabo ação dos p oje os de
p odu o e p oje os de p ocesso (Klein, 1998). Des a o ma, no momen o em que a o ganização es imula a
ge ação e disseminação do conhecimen o o ganizacional, es e ai se o nando angí el a a és da c iação de
no os p odu os e se iços que são elabo ados pelos abalhado es do conhecimen o.
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Os colabo ado es das o ganizações baseadas em conhecimen o p ecisam es a cien es de que não se ão mais
di igidos nos moldes do passado, po que hoje os g upos de abalho p ecisam unciona e e i amen e nos moldes
das o ganizações au o-ges ioná ias. Nesse sen ido numa comunidade in eg ado a de conhecimen o a di ícil
con e são do conhecimen o áci o-explíci o es á, de ce a o ma, ampa ada pela cons ução de alo es
in e ligados com os p ecei os de desen ol imen o humano, onde odos de em sabe exa amen e seu papel pa a a
inalização do p odu o comum.
Com isso, as o ganizações baseadas em conhecimen o de em sabe que o a o de deposi a nos seus
colabo ado es a au onomia necessá ia pa a o desen ol imen o das suas a e as ge a um al o g au de
esponsabilidade nes es colabo ado es. Es e cená io de con iança es á a elado à demons ação de
in e dependência que se dá no binômio indi íduo-o ganização, den o do p ocesso da ges ão do conhecimen o. A
impo ância da ges ão es a égica do conhecimen o se mos ou ao ní el do mundo cien í ico e emp esa ial como
uma pe spec i a de ganhos de compe i i idade.
Assim, o na-se e iden e que pa a a disseminação do conhecimen o socialmen e elabo ado no con ex o
o ganizacional, po meio da con e são do conhecimen o áci o-explíci o, necessá io se az que o p ocesso de
c iação de no os conhecimen os seja algo elacionado, ambém, com o “ap ende - azendo”. Assim, po meio da
ap endizagem indi idual se cons ói a ap endizagem o ganizacional. Os indi íduos se ap op iam e se e-
ap op iam de conhecimen o no momen o em que odos es ão en ol idos com algo comum (e.g. do
desen ol imen o de p oje o o ganizacional).
2.2. MECANISMOS DE APROPRIAÇÃO E DE RE-APROPRIAÇÃO DO CONHECIMENTO
ORGANIZACIONAL
Obse a-se hoje a c escen e alo ização das ques ões elacionadas à ges ão do sabe p incipalmen e no meio
o ganizacional. En endendo o sabe nes e con ex o como um conjun o de conhecimen os a espei o de um ema,
u ilizado com o obje i o de jus i ica de e minada ques ão não solucionada e que é obje o de discussão, em
qualque á ea do conhecimen o.
Des e modo, o sabe da o ganização consis e no ex ao diná io conhecimen o que cada colabo ado de ém e da
pa e compa ilhada po odos os a o es o ganizacionais. As o ganizações es ão in es indo, com mais eqüência,
no desen ol imen o de es udos/pesquisas com o in ui o de ge a conhecimen o. Como esul ado dessa busca,
elas podem ge a ou acumula conhecimen o, a pa i do conhecimen o po encial do indi íduo.
Pe ei a (2002) de ende que a a iculação do conhecimen o o ganizacional comp eende os mecanismos de
ap op iação e eap op iação de um obje o (dado ou in o mação) pa a se ans o mado em um p odu o
(conhecimen o) ou em um po encial (sabe ), onde po meio do p ocesso cogni i o os indi íduos são embasados
pa a omen a uma no a comp eensão, qual seja a pe cepção cla a na ap eensão do obje o de análise.
Como que que se conceba es es domínios (em ní el eó ico ou p á ico), a a iculação do conhecimen o
o ganizacional é p oduzida a a és de dois mecanismos – de ap op iação e de eap op iação do conhecimen o.
Es es mecanismos são es udados a pa i da ex e nalização do sabe o ganizado pelos á ios colabo ado es no
con ex o o ganizacional, exp essado no co idiano do abalho po meios e em modos de a iculação do
conhecimen o socialmen e elabo ado e ep esen ado o mal ou in o malmen e. Os meios co espondem aos
ecu sos emp egados, sendo ela i os à exp essão ou capacidade de ação – mo imen o/ges o, ex o, imagem e
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som. Os modos ep oduzem a manei a ou o ma de sis ema ização do conhecimen o e são elacionados à
habilidade de a i ação e uma modalidade de mecanismo – hábi o/cos ume, cognição, comunicação o mal e
comunicação in o mal.
Assim, a a iculação do conhecimen o o ganizacional é egida pela ges ão de conhecimen o, u ilizando a
c ia i idade (da pessoa c ia i a, o p ocesso c ia i o e o p odu o c ia i o) e com base numa es a égia
de e minada, que isa o alcance de obje i os e me as. Es e p ocesso de e se pa camen e con emplado nos
modelos o ganizacionais de ges ão de conhecimen o, com base na ges ão po compe ências.
No que se e e e ao concei o de o ganização do conhecimen o, S eiby (1998) mos a uma dis inção signi ica i a
en e a o ganização baseada em in o mação e a o ganização baseada em conhecimen o. A que é baseada em
in o mação aliena o conhecimen o como um paco e (e.g. desen ol imen o de so wa e). Enquan o que a
o ganização que é baseada em conhecimen o ag ega alo ao conhecimen o, en endendo-o como um p ocesso
(e.g. consul o ia). Es e en endimen o o ien a o modelo de ges ão de conhecimen o.
Sob e os modelos de ges ão baseado em compe ência o na-se impo an e se econhece a g ande con ibuição
ap esen ada po Kamoche (1996), ao a a da clássica eo ia ecu so-capaci ação. Os p ecei os da eo ia ecu so-
capaci ação são sis ema izados em o no da comp eensão de que o alo es a égico dos ecu sos é alcançado à
medida que a o ganização e os indi íduos são ap oximados po meio do desempenho de compe ências cen ais,
que ão além de ca ac e ís icas exis en es e compo amen os, buscando o conhecimen o sob e de e minados
sis emas de p odução.
No sen ido dos mecanismos de ap op iação e eap op iação do conhecimen o o ganizacional, a aplicação da
eo ia ecu so-capaci ação se p es a à medida que p ocu a iden i ica as ci cuns âncias e ca ac e ís icas de
ecu sos ou alen os humanos em elação ao po encial o ganizacional e os meios e modos que a o ganização
pode es u u a o abalho pa a iabiliza ganhos de compe i i idade. O desdob amen o da eo ia ecu so-
capaci ação deu o igem aos modelos de ges ão po compe ências que ambém se aplicam aos mecanismos de
ap op iação (e.g. na elabo ação de concei os e no su gimen o de idéias) e de eap op iação do conhecimen o (e.g.
desen ol imen o de p oje os e cons ução de modelos), an o em o ganizações baseadas em in o mação quan o
em o ganizações baseadas em conhecimen o. Nos dois ipos de o ganizações desc i os an e io men e, a
ele ância dos a i os in angí eis o na-se uma ques ão p eponde an e.
Ao de ini conhecimen o como uma capacidade de agi , S eiby (1998) a gumen a que a capacidade indi idual
de agi con inuamen e é c iada po um p ocesso do sabe , ac edi ando que compe ência é o e mo mais indicado
na jus i ica i a do conhecimen o p á ico.Assim, o conhecimen o de e se equalizado en e odos os a o es
o ganizacionais, p incipalmen e, en e os pa icipan es de discussões polêmicas (complexas e edi ican es).
Rozen eld (1996) ac edi a que isualiza a o ganização como um conjun o – business p ocess – é a solução mais
adequada de o maliza a ep esen ação des a isão do odo o ganizacional.
Po an o, os es udos aqui des acados nessa e isão eó ica êm su iciência no sen ido de se pode a i ma que a
o ganização não é p o edo a de conhecimen o po si mesma. Pa a que os mecanismos de ap op iação e de
eap op iação de conhecimen o enham aplicabilidade e in e a i idade con ínua, é necessá io que o colabo ado
enha capacidade de inicia i a e de in e ação no seu g upo de abalho, mas os g upos só uncionam quando
exis em alo es edi ican es no sen ido do cul i o do desen ol imen o humano (e.g. g upos de pesquisa e
comunidades de p á ica).
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A in e ação dinâmica indi íduo-o ganização acili a a a iculação do conhecimen o indi idual-o ganizacional,
que acon ece den o de um p ocesso ope acionalizado em o ma de espi al. O conhecimen o pode se ampliado
ou consolidado em ní el de g upo, po meio de discussões, compa ilhamen o de expe iências e obse ações,
desde que sejam iabilizadas condições o ganizacionais pe inen es a cada g upo.
O compa ilhamen o do conhecimen o que eme ge das cognições elabo adas em ní el indi idual e das ações
o ganizacionais pode se explicado na pe spec i a dos g upos de abalho, ou seja, na pe spec i a compa ilhada
de e en os que acon ecem no ambien e de abalho a pa i das capacidades o ganizacionais. Desse modo,
pe cebe-se que a na u eza indi idual ecebe con inuamen e no os es ímulos à luz de suas expe iências e c enças,
na medida em que é subme ida à condicionan e a o á el ao seu desen ol imen o humano no con ex o
o ganizacional. A de inição de alo es sob e as o mas de abalho em g upo de alguma manei a ambém se
e le e posi i amen e quando os indi íduos cons oem edes de elacionamen o baseadas em con ole, disciplina,
ole ância e esponsabilidade.
É impo an e lemb a que o es ado psicossocial de um colabo ado p eocupado com os obje i os da o ganização
aduz o seu modo de se enquan o memb o, e le ido a a és de linhas consis en es de a i udes e ações no seu
co idiano. O senso de esponsabilidade de cada colabo ado acon ece no dia-a-dia, no con a o com o clien e, na
ag egação de alo , na capacidade de ans o ma uma idéia em um p odu o ou se iço, como ambém, e a
acilidade de sabe abalha em g upo.
Con o me Rod igues (2003) desse modo, o indi íduo p ocu a mo i a seu g upo de pe inência po in e médio
do compa ilhamen o de no as idéias, no desen ol imen o de no os p odu os ou se iços, no sen ido de ge a
um en iquecimen o do abalho, onde as pessoas em odo o sis ema são igualmen e esponsá eis pelas a e as
que ealizam. Po an o, a o mação de um g upo de abalho de al a c edibilidade de e á p opicia condições
a o á eis à ges ão de conhecimen o.
Pe ei a e Rod igues (2004) a i mam ainda que, no no o modelo de ges ão, pa a se e e i a o con ole pessoal,
disciplina, ole ância e esponsabilidade necessá ia se az a aplicação da concepção eó ica do abalhado do
conhecimen o a elada à execução de p á icas co idianas humanizadas. Hoje, mui as másca as ou papéis
alsamen e exibidos caem po e a à medida que as pessoas pe cebem que assumi pos u as au ên icas p ecisa,
cada ez mais, se alo izado no ambien e o ganizacional.
Pa a que os indi íduos possam se desen ol e e dadei a e humanamen e, necessá io se az comp eende que o
ambien e o ganizacional in luencia o emen e as elações de abalho. As o ganizações baseadas em
conhecimen o p ecisam da o exemplo pa a edi icação desse pa adigma eme gen e da ge ação de conhecimen o
e os no os alo es pa a o desen ol imen o humano nas o ganizações.
3. DESENVOLVIMENTO HUMANO EM ORGANIZAÇÃO BASEADA EM CONHECIMENTO
É a o que os conhecimen os e o desempenho do colabo ado de em se con inuamen e ape eiçoados. A
ealização dessa exigência en ol e a i idades de capaci ação, einamen o e desen ol imen o. Ou o
componen e impo an e consis e no p ocesso de a aliação de desempenho pa a p opósi os de eedback, a im de
mo i a os indi íduos pa a o melho desempenho possí el.
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Ademais, no os alo es pa a o desen ol imen o humano nas o ganizações êm sendo sis ema icamen e
inco po ados ao abalho sob e duas dimensões: uma dimensão eó ica ou esul ado écnico e uma dimensão
uncional ou elacionada ao p ocesso. Assim, é necessá io se dis ingui o alo do p odu o inal an o pela
especi icação do que se á en egue ( alo écnico) como pelo colocado em uncionamen o ( alo do p ocesso).
Es as duas dimensões es ão o almen e elacionadas e desconside a a ele ância dos mecanismos de ap op iação
e eap op iação de conhecimen o u ilizados pelos indi íduos no compa ilhamen o do conhecimen o
o ganizacional, ce amen e, ocasiona á um al o cus o pa a a o ganização.
De aco do com a base eó ica u ilizada no p esen e es udo, concluí-se que a ans o mação do conhecimen o
o ganizacional acon ece den o de um ambien e complexo e con ínuo, indo além das on ei as dos
compo amen os o mais. A mudança deco en e do in e câmbio de conhecimen o oco e po in e médio da
a iculação do conhecimen o o ganizacional, que pa e do indi íduo e é disseminada pelo g upo de abalho
a a és da discussão polêmica, onde odos podem con ibui .
Técnicas e e amen as pa a análise do p ocesso de abalho podem sem u ilizadas jun amen e com a cons ução
dos mapas de conhecimen o pa a edi icação de melho es es u u as e diminuição de ga galos (e.g. mapa de luxo
de alo ), no sen ido de da maio supo e e iabiliza o conhecimen o do homem. A exemplo disso é possí el se
cons a a o êxi o do modelo de p odução enxu a que induz cada indi íduo a ap ende um as o núme o de
habilidades p o issionais e aplica essa c ia i idade no seu g upo de abalho, compa ilhando conhecimen o. Isso
con as a com as adicionais idéias de segui uma ca ei a isoladamen e, onde um indi íduo desen ol e maio es
ní eis de conhecimen o écnico e p o iciência em uma á ea cada ez mais especializada, em ilhas de p odução.
Con udo, é impo an e se econhece o pa adoxo ine en e a essa p oposição – quan o melho o indi íduo é den o
do seu g upo de abalho, menos ele sabe sob e um ema especí ico e mais conhece sob e a in e ação das pa es
do sis ema. A di usão do conhecimen o socialmen e elabo ado az a o imização do luxo de p ocesso, a pa i da
sua sinc onização com desen ol imen o humano das o ganizações.
Po an o, pa a melho amen o do p ocesso desen ol ido pelos colabo ado es o ganizacionais e ga an ia dos
componen es écnicos do p odu o, necessá io se conhece o po encial das pessoas – a i is as de conhecimen o.
Nesse sen ido, con igu a-se e a impo ância da cons ução de mapas e esquema de a qui e u a cogni i a, no
ocan e à esolução de p oblemas ou iden i icação de uma dada si uação, buscando-se a humanização dos
p ocessos e condições ope acionais do abalho humano. Pa a se con ex ualiza um de e minado obje o de
in es igação na busca de esolução de p oblemas de e op a po elaciona os a o es men ais a elados à ca ga
de abalho e a busca de comp eensão dos p ocessos cogni i os indi iduais, discu indo a impo ância da
ep esen ação que os indi íduos elabo am sob e si mesmos e sob e o abalho que desempenham. De aco do com
o modelo ado ado, o indi íduo possui um conjun o de in o mações que é cons uído a pa i de seu conhecimen o
a espei o de uma si uação ou p oblema. Po an o, cada indi íduo elabo a sua his ó ia cogni i a, ou seja, suas
ep esen ações em unção dos esquemas sis ema icamen e cons uídos.
Ou ossim, a cons ução de mapas e esquemas de a qui e u a pode salien a di e en es compo amen os
esul an es. As c enças e p ocedimen os podem ambém e um maio signi icado na si uação, de modo que
p e aleçam os conhecimen os e a cons ução dos no os sabe es ou, ainda, a manei a de se e o p oblema e
como se pode esol ê-lo. As en a i as e e os, enquan o buscas sis emá icas, são os aciocínios desen ol idos
pelos indi íduos.

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Finalmen e, com base na pesquisa pu a/bibliog á ica, cons a a-se que a humanização e as condições ope acionais
do indi íduo no seu local de abalho podem o imiza a sua pe o mance indi idual se o man ido um ní el de
lexibilidade no moni o amen o da zona de con o o do indi íduo, que con emple algumas ca ac e ís icas do
binômio indi íduo-o ganização, como: ca ga ísica e men al do abalho; condições ope acionais e modos de
execução de a e as; alo e con eúdo do abalho; aplicação de habilidades e capacidades; elações in e pessoais
e papéis indi iduais; u ilização do po encial e espei o às limi ações; a i udes edi ican es e alo ização de
conhecimen os e expe iências.
Po an o, o alcance ou não dos obje i os é de inido como esul ado da ação, uma ez que cada um cons ói o seu
p óp io modelo men al. As pe spec i as eó icas da ges ão de conhecimen o se p es am à cons ução de mapas e
esquemas de a qui e u a cogni i a is o que os indi íduos elabo am suas ep esen ações men ais a pa i de seu
con a o social no co idiano, e po meio dessa capacidade de socialização do conhecimen o epassam pa a o g upo
e pa a o ganização. Vale essal a , no en an o, que não se con igu a aqui nenhuma p e ensão de es udo exaus i o
sob e o ema, dada a sua complexidade.
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