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Re . B as. Ed. Esp., Ma ília, .16, n.3, p.343-358, Se .-Dez., 2010.
A in luência do mé odo de musico e apia de John Bean Rela o de Pesquisa
A INFLUÊNCIA DO MÉTODO DE MUSICOTERAPIA DE JOHN BEAN E DA MUSICOTERAPIA
EM GERAL NA REPRESENTAÇÃO ESPACIAL DO CORPO DE PESSOAS COM PARALISIA
CEREBRAL (2004 -2010)
THE INFLUENCE OF JOHN BEAN’S MUSIC THERAPY METHOD AND OF MUSIC THERAPY IN
GENERAL IN BODY SPATIAL REPRESENTATION IN PEOPLE WITH CEREBRAL PALSY (2004-2010)
Jose M.ª Fe nández BATANERO1
Micaela Ca doso ROGÃO2
RESUMO: ac edi a no p incípio da no malização, p essupõem ac edi a que odas as pessoas me ecem uma
sociedade que a enda aos di ei os humanos. Uma sociedade que á ao encon o das ca ac e ís icas e das
pa icula idades de cada pessoa, a endendo de modo di e enciado às necessidades dos seus elemen os, sejam
eles di os “no mais”, ou com p oblemá icas. Assim, es e a igo, endo po base um mé odo de in es igação
quan i a i o/quali a i o, abo da a in luência do mé odo de musico e apia de John Bean e da musico e apia
em ge al na ep esen ação espacial do co po de pessoas com pa alisia ce eb al.
PALAVRAS-CHAVE: Educação Especial; Musico e apia; Mé odo de musico e apia de John Bean;
Rep esen ação espacial do co po; Pa alisia ce eb al.
ABSTRACT: Belie ing in he p inciple o no maliza ion implies belie ing ha all people dese e a socie y
ha de ends human igh s. A socie y ha espec s each pe son’s cha ac e is ics and pa icula i ies, mus espond
di e en ly o he needs o i s cons i uen s, whe he o no hey a e “no mal” o ha e p oblems. Thus, his
a icle, based on a quan i a i e/quali a i e esea ch app oach, discusses he in luence o John Bean’s music
he apy me hod and o music he apy in gene al on he spa ial ep esen a ion o he body in people wi h
ce eb al palsy.
KEYWORDS: Music he apy; John Bean Me hod; Spa ial Rep esen a ion o he Body; Ce eb al Palsy.
1 INTRODUÇÃO
O ecu so à musico e apia emon a à an iguidade. To o (2000) e e e que
já na An iguidade G ega, em á ios esc i os, se azem e e ências ao pode
e apêu ico – eligioso do cân ico.
São á ias as de inições sob e o concei o de musico e apia. P ie o e e e que:
[…] La musico e apia pa e de la u ilización de sonidos y músicas di e sos como
he amien as de in e enciones eeduca as y e apéu icas. La música incide en
el se humano an o en sus p ocesos isiológicos como psicológicos, ya que no es
posible encon a la línea di iso ia en e ambos, que es án es echamen e
in e elacionados. (PRIETO, 1999 ,p.141).
A escolha conc e a do mé odo de musico e apia de John Bean, nes e a igo,
de e-se ao a o de se um mé odo com a i idades bem de inidas, azendo dele,
1 Uni e sidade de Se ilha, Espanha – Ciências da Educação - ba ane [email protected]
2 Uni e sidade de Se ilha, Espanha– Ciências da Educação - micaelac @ho mail.com
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BATANERO, J.M.F.; ROGÃO, M.C.
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segundo o p óp io au o (1999, ci ado em Wig am, e al, 1999), um ipo de
in e enção di e i a que pe mi e e segu ança e cla eza nos p opósi os e a ingi
obje i os mais especí icos.
É ambém pe inen e cla i ica o concei o de esquema co po al, que segundo
Alju iague a e S ucki (1972, apud RODRIGUES, 1998, p.20), se de ine como:
[…] uma es u u a neu omo o a que pe mi e ao indi íduo es a conscien e do seu
co po ana ómico, ajus ando-o apidamen e às solici ações de si uações no as e
desen ol endo acções de o ma adequada, num quad o de e e ência
espaço empo al dominado pela o ien ação di ei a-esque da.
No que se e e e à pa alisia ce eb al, González (2003) e e e que es a ques ão
se de ine como um ans o no mo o pe sis en e, o iginado po uma lesão no cé eb o
ainda ima u o. Es a lesão oco e no pe íodo p é-na al, neona al ou pós-na al.
He cebe g (2005, Maio-Junho) salien a que a lesão ce eb al pode sucede
du an e a ges ação, du an e o pa o ou du an e os p imei os anos de ida. Es a
mesma lesão pode de e -se a di e en es causas, nomeadamen e uma in ecção
in au e ina, mal o mações ce eb ais, nascimen o p ema u o, assis ência inco e a
du an e o pa o .
Tendo em con a a musico e apia em ge al e conhecendo o mé odo de
musico e apia de John Bean, o qual, como já oi e e ido, se ap esen a como um
mé odo di e i o e com p opos as bem de inidas, as quais são des inadas ao
mo imen o; ao con ole da cabeça e ao con ole dos memb os supe io es e in e io es,
o mula-se a seguin e ques ão: “ Qual a in luência do mé odo de musico e apia de
John Bean e da musico e apia em ge al na ep esen ação espacial do co po de
pessoas com pa alisia ce eb al?”
Assim, é obje i o ge al, des e a igo, abo da a in luência do mé odo de
musico e apia de John Bean e da musico e apia em ge al na ep esen ação espacial do
co po de pessoas com pa alisia ce eb al. Den o des e obje i o ge al, podem-se enuncia
obje i os especí icos elacionados com a ep esen ação espacial do co po, sendo eles:
In es iga a in luência do mé odo de musico e apia de John Bean e da musico e apia
em ge al na capacidade de econhecimen o do co po; cons ução do co po;
ep esen ação do co po; econhecimen o, cons ução e ep esen ação homola e al do
co po e econhecimen o, cons ução e ep esen ação he e ola e al do co po.
2 METODOLOGIA
2.1 METODOLOGIA QUANTITATIVA
2.1.1 AMOSTRA
Tendo a Associação de Pa alisia Ce eb al de Coimb a de e ido o es udo
al o des e a igo que e e luga na Quin a da Con a ia, p ocedeu-se à de inição da
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A in luência do mé odo de musico e apia de John Bean Rela o de Pesquisa
população. A mesma oi compos a po odos os alunos que equen a am a Quin a
da Con a ia, e quando me e i o a odos os alunos, e i o-me que a alunos do sexo
masculino, que a alunas do sexo eminino, com pa alisia ce eb al e sem de iciência
men al associada.
Apesa do úl imo c i é io (sem de iciência men al) e eduzido
subs ancialmen e o núme o da população, al a o jus i ica-se pela necessidade de
cla eza do es udo.
Caso con á io, a é que pon o pode íamos sabe se os esul ados ob idos
no ins umen o de ecolha de dados se encon a am comp ome idos de ido a
exis ência de um quocien e in elec ual conside ado in e io .
A a és de amos agem alea ó ia, oi assim so eado, den o da população,
um g upo expe imen al e um g upo de con ole. Inicialmen e, os g upos possuíam
qua o elemen os cada, mas com o deco e do empo, o g upo expe imen al pe deu
dois elemen os, es ando-lhe apenas os ou os dois.
Vejamos, de aco do com os g á icos que se seguem, a ca ac e ização da
amos a.
G á ico 1 - Ca ac e ização do G upo de Con ole
25%
25%
25%
50%
25%
50%
50%
50%
50%
50%
25%
25%
50%
25%
25%
50%
25%
25%
100%
75%
75%
Sexo Feminino
Sexo Masculino
Idade 20 anos
Idade 22 anos
Idade 21 anos
Á ea de Residência Coimb a
Á ea de Residência ex e io a Coimb a
C i é io Nosolólgico Pa alisia Ce eb al Mis a
C i é io Topog á ico Pa alisia Ce eb al Espás ica
C i é io Topog á ico Te apa ésica
C i é io Topog á ico Diplégica
P oblemas associados sem p oblemas
P oblemas associados Epilepsia
P oblemas associados Con ulções
Coe iciência de in eligência Bo deline
Coe iciência de in eligência No mal Len o
Coe iciência de in eligência médio
Escola idade 9° ano Ensino Regula
Escola idade 9° ano com cu ículo adap ado
Escola idade 9° ano com cu ículo al e na i o
Fo mação P o issional In o má ica
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BATANERO, J.M.F.; ROGÃO, M.C.
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G á ico 2 - Ca ac e ização G upo Expe imen al.
Cons i uídos os dois g upos, o g upo de con ole e o g upo expe imen al,
os mesmos o am inicialmen e subme idos a uma ase de es e, mais p op iamen e
ao es e expe imen al de ep esen ação espacial do co po.
Em seguida, numa ase de in e enção, o g upo expe imen al oi al o do
mé odo de musico e apia de John Bean, du an e um pe íodo ap oximado de cinco
meses, uma ez po semana, endo cada sessão a du ação ambém ap oximada de
45 minu os.
Após a in e enção, os dois g upos o am subme idos a ou a ase de es e,
ou seja ealiza am no amen e o es e expe imen al de ep esen ação espacial do co po.
2.1.2 INSTRUMENTO DE RECOLHA DE DADOS
A u ilização do es e expe imen al de ep esen ação espacial do co po, do
p o esso dou o Da id Rod igues, de e- se ao a o do seu au o ê-lo elabo ado
pa a a população em ques ão e assim, ê-lo:
100%
50%
50%
100%
50%
50%
50%
50%
50%
50%
50%
50%
50%
50%
100%
Sexo Masculino
Idade 20 anos
Idade 27 anos
Á ea de Residência ex e io a Coimb a
C i é io Nosolólgico Disquiné ica
C i é io Topog á ico A eosica
C i é io Topog á ico Te apa ésica
C i é io Topog á ico sem e e ência
P oblemas associados dé ic audi i o
P oblemas associados sem p oblemas
Coe iciência de in eligência No mal Len o
Coe iciência de in eligência médio
Escola idade 9° ano Ensino Regula
Escola idade 12° ano (DL 319/91)
Fo mação P o issional In o má ica
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A in luência do mé odo de musico e apia de John Bean Rela o de Pesquisa
[...] concebido de o ma a pode se espondido a a és de modalidades á ias:
mo o as e e bais. No caso limi e de uma c iança com uma impo an e dis unção
mo o a que a impedisse, po exemplo, de apon a o objec o ou local p e endido...
o es e pode ia se espondido unicamen e a a és da di ecionalidade do olha .
(RODRIGUES, 1998, p.97).
Es e es e expe imen al de ep esen ação espacial do co po é compos o
po ês pa es dis in as: Reconhecimen o, Cons ução e Rep esen ação. Den o da
p imei a e da segunda pa e exis em i ens que são duplos e iplos, e que de em
se espondidos inicialmen e de o ma homola e al (p o a homola e al), e depois
de o ma he e ola e al (p o a he e ola e al). No que se e e e à e cei a pa e,
exis em seis i ens que de em se espondidos na p o a homola e al e qua o i ens
que de em se espondidos na p o a he e ola e al.
2.2 METODOLOGIA QUALITATIVA
2.2.1 AMOSTRA
Nes a pa e da me odologia, a amos agem oi não p obabilís ica po
con eniência. Pois de odos os p o esso es e ins i uições con a adas, o am ealizadas
en e is as aos p o esso es e alunos que mos a am in e esse nesse sen ido.
O g upo de alunos en e is ados é compos o po ês elemen os. Dois
des es en e is ados azem pa e do g upo expe imen al subme ido às sessões de
musico e apia de John Bean e ao es e expe imen al de ep esen ação espacial do
co po do P o esso Dou o Da id Rod igues, na já e e ida Associação de Pa alisia
Ce eb al de Coimb a, mais em conc e o, na Quin a da Con a ia.
Es a amos a ca ac e iza-se po odos os seus elemen os se em po ado es
de pa alisia ce eb al e se em do sexo masculino. A sua média de idade é de 23,3
anos. A á ea de esidência é ex e io a Coimb a e os seus elemen os encon am-se,
em média, na ins i uição há 14,2 anos. Como pe spec i as pa a o u u o, su gem
ambições como i a abalha na á ea da in o má ica, a anja emp ego, ou
simplesmen e coloca be ume nos ca os.
São inúme as as a i idades desen ol idas pelos alunos na ins i uição.
Des aca-se em p imei o luga a isio e apia. Em seguida e em si uação de empa e:
a e apia ocupacional e o cu so de in o má ica e depois ambém em si uação de
empa e: a psicologia, o cu so de ba e chapas, o cu so de es o ado , a hipo e apia, a
e apia da ala e a ocupação de empos li es.
Os ês en e is ados, além das sessões de musico e apia de John Bean,
das quais a i mam e em gos ado, não equen a am, an e io men e, qualque
expe iência do gêne o.
No que se e e e aos p o esso es en e is ados, a maio ia é do sexo
masculino, pois os p o esso es ep esen am 71%. Enquan o que as p o esso as
en e is adas ep esen am, apenas 29%.
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Cem po cen o dos en e is ados exe cem a sua p o issão em ins i uições
di ecionadas pa a o ensino especial.
É no ó ia a a iedade de p oblemá icas com que os p o esso es de
musico e apia abalham. Den o des a a iedade, des aca-se a pa alisia ce eb al
que ep esen a 30%, enquan o que as ou as p oblemá icas ep esen am,
isoladamen e, apenas 7%.
Dois dos p o esso es en e is ados decla a am abalha com alunos com
pa alisia ce eb al cujas idades ão dos doze aos dezesseis anos.
Dos á ios mo i os que ouxe am os p o esso es pa a o mundo da
musico e apia, des aca-se o a o “con i e”com 44%.
Ve i ica-se que os p o esso es abalham, na á ea da musico e apia, en e
os ês e os dezesseis anos de se iço.
O c i é io que é ido em maio con a na o mação dos g upos, de alunos,
de musico e apia, é o c i é io da aixa e á ia. A du ação das sessões de musico e apia
a ia, no en an o, des acam-se as sessões de 45 minu os que ep esen am 30% das
opções. A equência das mesmas a ia, con udo a egula idade de duas ezes po
semana ap esen a maio pe cen agem.
Das inúme as a i idades con empladas pelos p o esso es, na eabili ação
de pessoas com pa alisia ce eb al, a a i idade que ap esen a maio incidência é o
elaxamen o.
2.2.2 INSTRUMENTOS DE RECOLHA DE DADOS
A elabo ação da en e is a aos alunos que bene icia am de sessões de
musico e apia e da en e is a aos p o esso es de musico e apia e e como base os
obje i os já e e idos nes e a igo. A pa i deles, o am cons uídas as ca ego ias e
a pa i des as o am o mulados os guiões das en e is as3, ou seja, as pe gun as.
Validadas as di as en e is as o am as mesmas, inalmen e, aplicadas.
3 ANÁLISE DE DADOS
3.1 ANÁLISE DE DADOS QUANTITATIVOS
A abela que se segue pe mi e analisa os esul ados, exp essos em pon os,
ob idos no es e expe imen al de ep esen ação espacial do co po.
3 Ro ei os de en e is as.
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A in luência do mé odo de musico e apia de John Bean Rela o de Pesquisa
Tabela 1 - Resul ados Ob idos no Tes e Expe imen al de Rep esen ação Espacial
do Co po ( o ais exp essos em pon os).
Obse ando os esul ados ob idos, e i ica-se que exce uando os
esul ados da pa e do econhecimen o em que o g upo expe imen al, após a
in e enção, ap esen ou uma pon uação in e io (meio pon o), em odas as ou as
p o as e pa es, a pon uação de ambos os g upos oi semp e supe io após a
in e enção. Assim ejamos:
♦Na pa e do econhecimen o, o g upo de con ole ob e e, an es da in e enção,
50 pon os e após a in e enção, ob e e 55 pon os. Cinco pon os a mais após a
in e enção.
♦Na pa e da cons ução, o mesmo g upo conseguiu, an es da in e enção, 76
pon os e após a in e enção, 89,5 pon os. T eze pon os e meio a mais, após a
in e enção.
♦Na pa e da cons ução, o g upo expe imen al ob e e, an es da in e enção, 45
pon os e após a in e enção, ob e e 46,5 pon os. Um pon o e meio a mais, após
a in e enção.
♦Na pa e da ep esen ação, o g upo de con ole conseguiu, an es da in e enção,
100,5 pon os e após a in e enção, 122 pon os. Vin e e um pon os e meio a
mais, após a in e enção.
♦Na mesma pa e, o g upo expe imen al ob e e, an es da in e enção, 57,5 e
após a in e enção, ob e e 91,5 pon os. T in a e qua o pon os a mais, após a
in e enção.
♦No que se e e e à p o a homola e al, o g upo de con ole somou, an es da
in e enção, 104,5 e depois da mesma, 123,5. Dezeno e pon os a mais, após a
in e enção.
♦Rela i amen e à mesma p o a, o g upo expe imen al conseguiu, an es da
in e enção, 53,5 e depois da mesma, 56,5. T ês pon os a mais, após a
in e enção.
♦No que se e e e à p o a he e ola e al, o g upo de con ole ob e e, an es da
in e enção, 122 e depois da mesma, 143. Vin e e um pon os a mais, após a
in e enção.
Pa es e P o as do
Tes e /G upos
G upo de
Con ole
(N=4)
An es da
in e enção
G upo de
Con ole
(N=4)
Depois da
in e enção
G upo
Expe imen al
(N=2)
An es da
in e enção
G upo
Expe imen al
(N=2)
Depois da
in e enção
Reconhecimen o 50 55 29.5 29
Cons ução 76 89.5 45 46.5
Rep esen ação 100.5 122 57.5 91.5
Homola e al 104.5 123.5 53.5 56.5
He e ola e al 122 143 78.5 110.5
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BATANERO, J.M.F.; ROGÃO, M.C.
Re . B as. Ed. Esp., Ma ília, .16, n.3, p.343-358, Se .-Dez., 2010.
♦Rela i amen e à mesma p o a, o g upo expe imen al somou, an es da
in e enção, 78,5 e depois da mesma, 110,5. T in a e dois pon os a mais, após a
in e enção.
A abela que se segue pe mi e analisa a média dos esul ados, exp essa
em pon os, ob ida no es e expe imen al de ep esen ação espacial do co po.
Tabela 2 - Média dos Resul ados Ob idos no Tes e Expe imen al de Rep esen ação
Espacial do Co po (média exp essa em pon os).
Obse ando a média dos esul ados ob idos, e i ica-se no amen e que
exce uando os esul ados da pa e do econhecimen o em que o g upo expe imen al,
após a in e enção, ap esen ou uma pon uação in e io em in e e cinco cen ésimas,
em odas as ou as p o as e pa es a pon uação de ambos os g upos oi semp e
supe io após a in e enção. Pois conside emos o seguin e:
♦Na pa e do econhecimen o, o g upo de con ole ob e e, an es da in e enção,
a média de 12,5 e após a in e enção, ob e e a média de 13,75. Um í gula
in e e cinco pon os a mais, após a in e enção.
♦Na pa e da cons ução, o mesmo g upo conseguiu, an es da in e enção, a
média de 19 pon os e após a in e enção, a média de 22,375. T ês í gula
ezen os e se en a e cinco pon os a mais, após a in e enção.
♦Na pa e da cons ução, o g upo expe imen al ob e e, an es da in e enção, a
média de 22,5 e após a in e enção, ob e e a média de 23,25. Se en a e cinco
décimas a mais, após a in e enção.
♦Na pa e da ep esen ação, o g upo de con ole conseguiu, an es da in e enção,
a média de 25,125 e após a in e enção, a média de 30,5. Cinco í gula ezen os
e se en a e cinco pon os a mais, após a in e enção.
♦Na mesma pa e, o g upo expe imen al ob e e, an es da in e enção, a média
de 28,75 pon os e após a in e enção, ob e e a média de 45,75. Dezesse e pon os
a mais, após a in e enção.
♦No que se e e e à p o a homola e al, o g upo de con ole somou, an es da
in e enção, a média de 26,125 e depois da mesma, a média oi de 30,875. Qua o
í gula se ecen os e cinquen a pon os a mais.
Pa es e P o as do
Tes e /G upos
G upo de
Con ole
(N=4)
An es da
in e enção
G upo de
Con ole
(N=4)
Depois da
in e enção
G upo
Expe imen al
(N=2)
An es da
in e enção
G upo
Expe imen al
(N=2)
Depois da
in e enção
Reconhecimen o 12,5 13,75 14,75 14,5
Cons ução 19 22,375 22,5 23,25
Rep esen ação 25,125 30,5 28,75 45,75
Homola e al 26,125 30,875 26,75 28,25
He e ola e al 30,5 35,75 39,25 55,25
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Re . B as. Ed. Esp., Ma ília, .16, n.3, p.343-358, Se .-Dez., 2010.
A in luência do mé odo de musico e apia de John Bean Rela o de Pesquisa
♦Rela i amen e à mesma p o a, o g upo expe imen al conseguiu, an es da
in e enção, 26,75 e depois da mesma, 28,25. Um pon o e meio a mais, após a
in e enção.
♦No que se e e e à p o a he e ola e al, o g upo de con ole ob e e, an es da
in e enção, 30,5 e depois da mesma, 35,75. Cinco í gula in e e cinco pon os
a mais, após a in e enção.
♦Rela i amen e à mesma p o a, o g upo expe imen al somou, an es da
in e enção, 39,25 pon os e depois da mesma, 55,5 pon os. Seis pon os a mais,
após a in e enção.
Veja-se ago a a di e ença da média dos esul ados ob idos no es e
expe imen al de ep esen ação espacial do co po, di e ença es a exp essa em pon os.
Tabela 3 - Di e ença da Média dos Resul ados Ob idos no Tes e Expe imen al de
Rep esen ação Espacial do Co po (di e ença exp essa em pon os).
Analisando a di e ença da média dos esul ados ob idos pelo g upo
expe imen al an es e depois da in e enção (segunda coluna), obse amos que
exce uando os esul ados da pa e do econhecimen o, em que o g upo em ques ão
ob e e -0,25, deco en e do esul ado in e io ob ido pelo g upo expe imen al após
a in e enção; em odas as ou as p o as e pa es, após a in e enção, o g upo
expe imen al ap esen ou semp e uma di e ença posi i a.
Pode íamos dize que es a di e ença oi mais signi ica i a na pa e da
ep esen ação (17), em seguida na p o a he e ola e al (16), depois na p o a
homola e al (1,50) e inalmen e na pa e da cons ução (0,75).
Analisando a di e ença da média dos esul ados ob idos en e o g upo de
con ole e o g upo expe imen al depois da in e enção ( e cei a coluna), obse amos
que exce uando os esul ados da p o a homola e al em que o g upo expe imen al
ob e e, após a in e enção, um esul ado in e io ao g upo de con ole (-2.625); em
odas as ou as p o as e pa es, após a in e enção, o g upo expe imen al
ap esen ou semp e uma di e ença posi i a. Di e ença es a que oi mais no á el na
p o a he e ola e al, em seguida na pa e da ep esen ação, na pa e da cons ução
e inalmen e na pa e do econhecimen o.
Pa es e P o as do
Tes e /G upos
G upo expe imen al an es e
depois da in e enção
G upo de con ole e g upo
expe imen al depois da
in e enção
Reconhecimen o
Cons ução
Rep esen ação
Homola e al
He e ola e al
-0,25
0,75
17
1,50
16
0,75
0,875
15.25
-2.625
19.50
358
BATANERO, J.M.F.; ROGÃO, M.C.
Re . B as. Ed. Esp., Ma ília, .16, n.3, p.343-358, Se .-Dez., 2010.
♦Segundo odos os p o esso es, são econhecidos con ibu os, nomeadamen e na
á ea da: linguagem; la e alidade; disc iminação e memó ia audi i a; mo icidade;
o ien ação espaço empo al; comunicação de emoções; desen ol imen o de
compe ências pessoais e de g upo, elacionais e cogni i as; melho ia da qualidade
de ida; es imulação da cu iosidade senso ial; ala gamen o das capacidades
psicomo o as; desen ol imen o da capacidade de comunicação não e bal, da
au oes ima e da au ocon iança; desen ol imen o da capacidade de obse ação e
de espei o pelas eg as de inidas; a i mação e e o ço da pe sonalidade; p omoção
e desen ol imen o da exp essão, en e ou os.
As a i mações de odos os alunos, se bem que gené icas, ão ao encon o
des a conclusão ao e e i em que sen i am melho as, após as sessões de
musico e apia.
5 IMPLICAÇÕES
A conclusão inal e a conclusão de âmbi o mais ge al des e es udo êm
como implicação econhece que a musico e apia pode assumi g ande impo ância
na ida ao encon o das necessidades sen idas po pessoas com pa alisia ce eb al.
Pode -se-á olha pa a a musico e apia como uma e apia es imulan e e
ag adá el e que adqui e no âmbi o socioeduca i o ex ema impo ância po
p e ende desen ol e um meio musico e apêu ico a se u ilizado no a amen o/
in e enção da ep esen ação espacial do co po de pessoas com pa alisia ce eb al.
A sua u ilização pode á implica o melho amen o da qualidade de ida,
não só des as pessoas, mas ambém dos pais, e apeu as, p o esso es e ou os que
com elas so em as consequências de um comp ome imen o mo o e de ou as
p oblemá icas que po ezes se encon am associadas a pa alisa ce eb al.
REFERÊNCIAS
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Recebido em: 07/06/2010
Ap o ado em: 04/11/2010