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“NósO os”: um p og ama de TV glocal
na Amé ica La ina
Edson Capoano
Uni e sidade P esbi e iana Mackenzie - PROLAM-USP
[email protected], [email protected] , [email protected]
Ma celo Dias
Uni e sidade P esbi e iana Mackenzie
ma [email protected]
Resumo: Es e a igo e le i á sob e “NósO os”
11
, um p og ama de TV ealizado em
ede, po jo nalis as la inos, em qua o países do con inen e, em 2009. Tal
expe iência de campo aplicou os concei os de mes içagem cul u al e glocalização ao
p ocesso de p odução e ao con eúdo jo nalís ico.
Pala as cha e: o ei o, na a i a, glocal, p odução, jo nalismo
Resumo: Es e a ículo analiza á “NósO os”
12
, un p og ama de TV ealizado en
ede, po pe iodis as la inos, en cua o países del con inen e, en 2009. Dicha
expe iencia de campo aplicó concep os de mes izaje cul u al y glocalización al
p oceso de p oducción y al con enido pe iodís ico.
Palab as cla e: guión, na a i a, glocal, p oducción, pe iodismo
Abs ac : This essay analyzes “NósO os”
13
, a TV p og am made in ne wo k, by
La in jou nalis s in ou coun ies o he con inen , in 2009. Tha ield expe ience
applied concep s abou cul u al miscegena ion and glocaliza ion, in o he p oduc ion
p ocess and he jou nalis ic con en .
Keywo ds: sc ip , na a i e, glocal, p oduc ion, jou nalism
11
h p://www.you ube.com/wa ch? =Ild9bxgglNU
12
Idem.
13
Ibidem.
331
1. In odução
1.1. Na a i as egionais: a o igem dos p og amas
globalizados
Uma possí el cul u a mundializada ou ao menos o diálogo de cul u as locais com
pe cepção ampliada se dá a a és de signos de in o mação comuns aos ecep o es,
inse idos em seus co idianos. A a és de ecu sos simbólicos, a comunicação
possibili a que se ele in e medie di e en es ealidades.
14
O que se cons a a é uma di iculdade jus i icada do jo nalismo de sin e iza as o mas
egionais dis in as de e o mundo em uma linha na a i a, ou an es mesmo disso,
comp eende as localidades pa a en ão p opo diálogo com ou as na a i as. A inal,
ainda que enhamos ampliado nossos ho izon es, nossas idas con inuam mui o
locais, com a e as, o inas e ocas de in o mações egionais.
15
As na a i as egionais nascem das mediações humanas e se ans o mam em signos,
com po encial de ansmissão a a és dos meios de comunicação. Tais subje i idades
humanas esul am na necessidade da c iação de edes de oca e comunicação, já
exis en es mui o an es das no as ecnologias que hoje as u ilizam. As his ó ias
egionais podem se descobe as, discu idas, ap o undadas, in e mediadas,
ansmi idas e po encializadas de o ma equilib ada.
16
Nesse con ex o, as mediações ele ônicas, audio isuais e edes de in o mação podem
se i como in eg ado a de egionalidades. Tal sensibilidade é essencial pa a busca a
comp eensão en e cul u as, ão in e conec adas hoje em dia a a és dos meios de
comunicação. Pa a isso, p opõe-se que jo nalis as, mediado es sociais, p oduzam
con eúdos locais e con inen ais ao mesmo empo, a a és de habilidades na a i as – o
14 A o ma como o comunicado en ende, egis a e ansmi e in o mação in luencia a imagem
indi idual e cole i a sob e o meio. Assim como a i ma Romano: “Los medios son señales
pe cep ibles que anspo an signi icados, dan signos indica i os, demos a i os, asigna i os,
nega i os, y no en úl ima ins ancia signo de alo es `in e nos´. Es os se denominan símbolos. A
a és de sus epe o ios de signos los se es humanos se di iden el abajo, an o el indi idual,
cuando el indi iduo c ea su `o den´ pe sonal, como el colec i o, obligando a los indi iduos a
some e se al suyo p opio. Toda cul u a se basa em la di isión del abajo. Po eso hay que
p egun a lo que la ` ed mediá ica´ signi ica pa a las cul u as.” (PROSS e ROMANO, 1999: 55)
15 Romano iden i ica o ce ne des a discussão en e global e local:“¿Cómo se en iende el aspec o
global de es e desa ollo con el local? ¿Cómo se compagina la ec i icación mac osociológica
mundial con el p oceso mic osociológico espi i ual del indi iduo, pues o que la paz del mundo,
de la nación, del domicilio y del alma es án conec adas en e sí median e las an enas de los
sen idos, donde la co po eidad sigue siendo indi isible en sí misma? (…) Suponiendo que cada
cul u a se de ine po la mane a en que los se es humanos se elacionan en e sí y se en ienden
con su en o no na u al, la ed mediá ica plan ea cues iones sociocul u ales.” (ROMANO, 1999:
54).
16 Como lemb a Wainbe g “A his ó ia da comunicação humana em sido a his ó ia das edes. As
ecnologias de anspo e e comunicação, das mais p ecá ias às mais so is icadas e
con empo âneas, busca am semp e o mesmo e ei o: a supe ação dos obs áculos geog á icos e do
empo. (...) Hoje, ais ilhas são o esul ado do desen ol imen o das elecomunicações e
ecnologias associadas. Es as in o ias de cabos in e ligados es ão cada ez mais densas (...) Os
impac os cul u ais, sociais, econômicos de ais conexões em sido des acados... A eg a igen e
no momen o é pa ilha com ou os eias cada ez in incadas de a e a os comunicacionais que
em opog a ias cada ez mais mul i o mes que pe mi em a pa ilha e a oca.” (WAINBERG,
2001: 195)
332
o ma o de como se ap esen a a cul u a - e do uso in eligen e de edes de comunicação
– os meios de ansmissão e ecepção - pa a se ob e ais his ó ias.
17
Es udo de caso: p og ama “NósO os”
Fo o 1: abe u a do p og ama “NósO os”
O p og ama “NósO os” nasceu de um p êmio de jo nalismo, a Bolsa A ina de
Desen ol imen o Sus en á el
18
. O p oje o ap o ado oi um p og ama sob e jo ens
la inos, que discu isse emas dessa ge ação, como abalho e emp egabilidade, ques ão
impo an e pa a essa camada da sociedade (15 a 25 anos, segundo a ONU),
p incipalmen e em 2009, pe íodo de concepção do p oje o, um ano após a c ise
inancei a mundial que agilizou ainda mais a en ada do jo em la ino no me cado de
abalho.
O p og ama pilo o de “NósO os” em 24 minu os e ap esen a qua o jo ens que
encon a am o mas dis in as de ob enção de abalho na A gen ina, no B asil, na
Gua emala e no México, As qua o his ó ias di e en es de jo ens la inos, seus
p oblemas e soluções pa a ob enção de emp ego, buscam se i de e e ência pa a
elespec ado es, supos amen e jo ens de odo o con inen e.
17 A de inição e uncionalidades das edes de Cas ells indica que o jo nalis a con empo âneo
de e u iliza es e enômeno umo ao desen ol imen o egional e global:
“Rede é um conjun o de nós in e conec ados. (...) Po sua ez, den o de de e minada ede os
luxos não êm nenhuma dis ância, en e os nós. (...) A inclusão/exclusão em edes e a
a qui e u a das elações en e edes, possibili adas po ecnologias da in o mação que ope am à
elocidade da luz, con igu am os p ocessos e unções p edominan es em nossas sociedades.”
(CASTELLS, 2000: 566)
18 Desde 1994, AVINA busca modelos sus en á eis de desen ol imen o humano na Amé ica
la ina e es imula a cons ução de ínculos e alianças p o ei osas en e líde es sociais e
emp esa iais. A undação con a com 24 iliais no con inen e em 8 países (A gen ina, Bolí ia,
B asil, Chile, Colômbia, Equado , Pa aguai e Pe u) e es á associada a mais de 1.000 líde es
sociais comp ome idos com o desen ol imen o sus en á el da egião. A ONG almeja “uma
Amé ica La ina p óspe a, in eg ada, solidá ia e democ á ica, inspi ada em sua di e sidade e
cons i uída po uma cidadania que a posiciona globalmen e a pa i de seu p óp io modelo de
desen ol imen o inclusi o e sus en á el”. AVINA ac edi a que a sociedade la ino- ame icana
possui ecu sos e po encial su icien es pa a c ia soluções pa a os desa ios que en en a. Aos
associados, a ONG p omo e laços de con iança, compa ilhando alo es e agendas comuns en e
a sociedade ci il e o se o emp esa ial. Além de apoio inancei o, a undação o alece as edes –
bem como sua o ganização – e c ia espaços de e lexão e inculação. (
www.a ina.ne
).
333
Pa a o abalho jo nalís ico local, qua o jo nalis as do P og ama Balboa pa a
Jó enes Pe iodis as
19
ica am esponsá eis pela pesquisa, apu ação das his ó ias,
p odução das locuções de g a ação e epo agem in loco com os pe sonagens. Os
Balboas ambém con a a am qua o equipes de ele isão locais, que desen ol e am a
pa e écnica do abalho, como a g a ação de en e is as e a cap ação de imagens, em
Buenos Ai es, em São Paulo, na Cidade do México e em Que zal enango, Gua emala.
A a és de um o ma o na a i o le e e dinâmico, di ecionado aos jo ens, os p óp ios
en e is ados conduzi am as his ó ias, exempli icando suas soluções locais pa a um
p oblema global, o desemp ego em época de c ise econômica global. Pa a an o, oi
necessá io desen ol e mé odos de abalho descen alizados e em ede, já que o
p og ama oi g a ado em qua o países. P opôs-se que o o ei o essal asse o lado
humano dos jo ens, pa a ap oxima suas conquis as à ealidade dos elespec ado es.
O p og ama inha uma p opos a de o ei o inicial, mas que não se podia con i ma
an es que e apas de pesquisa, apu ação, p odução e eunião de con eúdos
descen alizados ossem concluídas. Além disso, o o ei o de e ia o ganiza odas as
e apas p á icas segundo uma linha edi o ial, uma p opos a écnica de abalho em ede
e um concei o de localidade e globalidade in o ma i a.
Concei os edi o iais pa a o p og ama
1.2. Jo nalismo de desen ol imen o ou sus en á el
Fo o 2: Os casos de “NósO os” o am inspi ados no jo nalismo de p opos as ou sus en á el
19 O P og ama Balboa pa a Jó enes Pe iodis as Ibe oame icanos é uma ede que se
desen ol e na Espanha, com o in ui o de p omo e o conhecimen o mú uo en e os países
in eg an es da comunidade la ino-ame icana. Desde 2002, são mais de 200 la inos, 20
jo nalis as po ano, escolhidos e passam um semes e em Mad i, abalhando em um meio de
comunicação locais, no mesmo egime de seus colegas espanhóis, a im de e em expe iência de
ime são o al na cul u a local e ao mesmo empo de oca com seus colegas la inos, com os quais
con i em. É o e ecido ambém um p og ama de capaci ação, com p o esso es e especialis as de
di e en es uni e sidades e ins i uições, que minis am sessões pa a ap oxima os pa icipan es à
ealidade his ó ica, social, polí ica, econômica, cul u al e midiá ica da Ibe o Amé ica.
(
www.p og amabalboa.com
)
334
A Ong AVINA de Jo nalismo Sus en á el é uma en idade que p omo e alianças en e
líde es e o ganizado es sociais e emp esa iais, com modelos p óp ios de
desen ol imen o sus en á el na Amé ica La ina. Pa a isso, o e ece US$ 250 mil em
bolsas pa a jo nalis as que desen ol am p oje os de jo nalismo de desen ol imen o
sus en á el no con inen e
Segundo a AVINA, en ende-se jo nalismo de desen ol imen o ou sus en á el como
uma p odução que es imule a espe ança nos in e locu o es em muda sua ealidade,
c iando las o pa a que os bene ícios no p esen e sejam p olongados no u u o. O que
AVINA ambém chama de jo nalismo de p opos as. Além dessa ideologia de abalho,
“NósO os” u ilizou o concei o de sus en abilidade, mencionado an e io men e, pa a a
concepção do p og ama. Segundo o concei o consolidado no Rela ó io de B und land
“Nosso Fu u o Comum”, na con e ência da ONU, de 1987, desen ol imen o
sus en á el é “Sup i necessidades de ge ação p esen e sem a e a habilidade de
ge ações u u as de sup i as p óp ias". Esses concei os unda am a linha edi o ial de
“NósO os”.
Adap a am-se en ão ais concei os pa a e mos de comunicação. Como a p opos a e a
a g a ação de his ó ias em di e en es países do con inen e, in eg ando cul u as a a és
de uma na a i a comum, buscou-se o concei o de glocalidade.
20
Assim, pe cebeu-se
como a concepção de um o ei o de e ia a ende as especi icidades locais das his ó ias
e pe sonagens e ao mesmo empo as emá icas globais que pe meiam p ocessos
semelhan es en e os países. O o ei o de “NósO os” de e ia, po an o, con empla a
glocalidade.
1.3. Concei os de na a i a
O o ei o de “NósO os” p i ilegiou as na a i as dos en e is ados, pa a essal a a
humanização das his ó ias de jo ens la inos em de imen o de dados amplos e
gené icos e pela limi ação dos ecu sos de p odução e g a ação. Inspi ado nos
abalhos do núcleo de pesquisa audio isual NAU-Mackenzie, o “His ó ia de
Ro ei is as”
21
, e do labo a ó io de jo nalismo da p o a. D a. C emilda Celes e de
A aújo Medina, o p oje o “São Paulo de Pe il”
22
, buscou-se man e a na a i a dos
20 “Glocal é usado pa a indica a supe posição de um con ex o global a uma ealidade local, a
pa i de um meio de comunicação, p io i a iamen e (mas não exclusi amen e) ope ando em
empo eal. No ambien e glocalizado, o sujei o se ê ime so em um con ex o simul aneamen e
local (o espaço ísico do acesso, mas ambém seu meio cul u al) e global (o espaço mediá ico da
ela e da ede, con e ido em expe iência subo dina i a da ealidade). Sem o enômeno da
glocalização, supo e comunicacional das ocas em escala global, a de ubada das on ei as
pa a a ci culação de p odu os, se iços, o mas polí icas e ideias es a ia p ejudicada ou
impossibili ada”. (CAZELOTO, 2007: 49)
21 His ó ias de Ro ei is as é uma in es igação desen ol ida po pesquisado es do Núcleo
Audio isual da Uni e sidade P esbi e iana Mackenzie, egis ado no CNPQ, e inanciado em
2006 e 2008 pelo MACKPESQUISA, agência de omen o cien í ico da uni e sidade. Nes e
p oje o, explo a-se o uni e so do o ei o e o p ocesso de concepção dos audio isuais, cen ando-
se nas expe iências e i ências dos o ei is as b asilei os.
(h p://his o iade o ei is as.blogspo .com/2008/09/ap esen ao-concepo-do-p oje o.h ml
)
22 “Em es ado de insa is ação e inquie ude deixei o jo nalismo diá io em 1986 (aí me inicia a em
1963). A decisão se o mou g adualmen e e ol ei à Uni e sidade de São Paulo de onde saí a, na
ep essão, em 1975. Com o dou o amen o nesse mesmo ano, delineou-se não a Idade da Razão
segundo as Luzes, mas a Idade da Emoção segundo o Hemis é io Sol ou a a en u a do
335
qua o p o issionais mais ín eg a e o iginal possí el, mais li e que uma edição
jo nalís ica, e mais a en a que um p og ama de TV com empo eduzido. Po an o, o
o ei o se p eocupou em man e a linha de aciocínio dos en e is ados, sup imindo
apenas os excessos ou excessos de in e ex os em suas alas, mas seguindo uma lógica
na a i a pa icula de cada indi íduo.
1.4. P odução
A concepção do o ei o ambém seguiu o aciocínio de odo p ocesso de p odução do
p og ama. “NósO os” u ilizou as ecnologias de comunicação digi ais, como ele ones
oip, mensagens ins an âneas, elecon e ências, pesquisas a bancos de dados digi ais e
compa ilhamen o de in o mações ia edes de comunicação.
Foi c iado um blog (www.la inosjo enes.blogspo .com) pa a egis o das e apas de
abalho e diálogo en e memb os da equipe do p og ama. Assim, oi-se
desen ol endo uma na a i a do que se ia o p og ama inal a a és de sua concepção.
Inicialmen e, os concei os edi o iais o am passados aos epó e es locais pa a que
comp eendessem os obje i os do p og ama:
“F om: Edson Capoano
Da e: 22/03/2009
To: Sol Lau ía, Lau a Alicia Guzmán Medina, Eswin Quinónez
Hola, Chicos, mañana me sien o con el guionis a pa a hace les un guión de
pe sonajes según sus calidades pa a ele isión. O sea, además de jó enes que
supe a on p oblemas es uc u ales pa a encon a abajo, deben endi buenas
his o ias po las imágenes. Les en ío el p ime bo ado . Pueden lee en po ugués?”
(CAPOANO, Edson: e-mail pa a equipe de NósO os. 2009)
1.5. G a ação A segui , oi desen ol ido um p é o ei o aos
p odu o es la inos
“Pa a esse documen á io, his ó ias e cená ios de em caminha jun os, de modo a
compo um pe il po meio do qual os elespec ado es possam comp eende a
p oblemá ica do desemp ego ju enil na Amé ica La ina. Assim uma boa his ó ia se á
aquela que consegui alia a i ência do en e is ado à composição do ambien e no
qual ele es á inse ido.” (CAPOANO, Edson: e-mail pa a equipe de “NósO os”. 2009)
“1.Cená ios
- Locais que e a em a ida pessoal do en e is ado.
- Locais que e a em a ida p o issional do en e is ado.
- Locais que ca ac e izem a cidade e/ ou país da g a ação. Pon os de e e ência.
2. Linguagem
Hemis é io Di ei o e ilizando o Hemis é io Esque do. A ese de dou o ado - Modo de Sel;
Mo'Dize - não ezou segundo a ca ilha o o- doxa da angús ia acadêmica, mas se pau ou pela
humanização. O Diálogo Possí el' ( i ulo da segunda pa e da ese) pode aduzi um p oje o de
pes- quisa pa a e ei os o mais, mas, pa a além da Ciência No mal de Thomas Kuhn2,é uma
busca p o undamen e en aizada no que p ese ei de humano na caminhada écnica e
p o issional. Su ge assim a Sé ie São Paulo de Pe il, ado ando o supo e li o, eicula a g ande
epo agem. Esboça-se en ão um p oje o de econs i ui- ção do os o do "mons o", esse os o
mul i ace ado de B asil, de mundo con empo âneo e de ibos locais.” (MEDINA, 1994: 94).
336
-Coloquial
- Obse a dicção. A oz de e se comp eensí el.
3. Tipos de Plano
-Plano Ge al: Si ua a pessoa no local, em uma imagem abe a.
-Plano Médio: Figu a in ei a que su ge no enquad amen o.
-Plano Ame icano: Do joelho pa a cima.
-P imei o Plano: Pessoa enquad ada do meio bus o pa a cima.
-P imei íssimo P imei o Plano (Close): enquad amen o do os o.
-Plano De alhe: Pa e do co po ou obje o isolado. (CAPOANO, Edson: e-mail pa a
equipe de “NósO os”. 2009)
1.6. Pau a
A in enção e a ha e diálogo en e con eúdos cap ados pa a a p odução de um o ei o
equilib ado en e qua o g a ações dis in as. As escolhas dos en e is ados ambém
ecebeu uma p é o ei ização, a im de que cump issem seu papel na a i o quando da
cons i uição de o ei o e p og ama únicos.
“Cómo les en ié en el Powe Poin , se á mejo si encuen an jó enes que encon a on
abajo con es os pe iles:
- a a és de nue as ecnologías
- po cul u a de emp endimien o en los jó enes
- con inculación equilib ada en e educación y empleo
- con calidad de la educación (mode nización, adap ación a me cados y demandas
ac uales)
- empleo a las muje es jó enes”(CAPOANO, Edson: e-mail pa a equipe de “NósO os”.
2009)
Chegou-se à conclusão que com ais quesi os se pode iam exempli ica a i udes
sus en á eis pa a ob enção de emp ego no con inen e. Os i ens acima o am
escolhidos a pa i de uma pesquisa bibliog á ica sob e ju en ude, inse ção no
me cado de abalho e economia na Amé ica La ina, onde o am consul adas bases de
pesquisa digi ais, ó gãos in e nacionais, e cei o se o e ma é ias jo nalís icas sob e o
ema. O p incipal eixo edi o ial sob e emp ego oi ap eendido de ela ó ios da ONU,
sob e ecomendações pa a ob enção de emp ego po jo ens.
Os esul ados, en ão, começa am a apa ece . Os colabo ado es la inos encon a am
casos com os equisi os necessá ios e os o e ece am à ap o ação pelo edi o , localizado
no B asil:
“Assun o: ENTREVISTADOS GUATEMALA
F om: Eswin Quinónez
Da e: 04/04/2009
To: Edson Capoano
Qué hay, acá e mando in o mación de los dos muchachos que e pla iqué. No había
podido en iá elo an es, po que e a un p oblema odo es o. Pe o ya es amos
nue amen e omando i mo, jejeje.
CÉSAR PÉREZ:
Es e iene 30 años y ac ualmen e es di ec o de uno de los pe iódicos egionales más
g andes que iene Gua emala. Además es ca ed á ico uni e si a io y columnis a de
p ensa. Es un cha o muy ac i o, y aho a que me acue do ambién ue candida o pa a
los balboas. No sé si eso unciona á, pe o has a el momen o es as dos opciones me han
pa ecido más ue es.
337
h p://www. e is ayque.com/ 1/index.php?op ion=com_con en & iew=a icle&id=3
04:au oc i ica-p ensa- ol-1&ca id=63:analisis&I emid=124”
(QUINONEZ, Eswin: e-mail pa a equipe de “NósO os”. 2009)
“ENTREVISTADOS ARGENTINA (1)
De: Sol Lau ía
Te ecue do que la en e is a ya es á pau ada con Tomas O' Fa el, uno de los
c eado es de Sonico, la ed social a gen ina que iene 32 millones de usua ios. Èl y
Rod igo Tejei o son los undado es, la es án ompiendo. Agendé con él dos ho as de
en e is a, en su abajo y el cen o, dos locaciones. También le pedí o os y demás.
Fue di ícil elegi po que hay muchos casos, indagando un poco sal a on... Pe o es e
eúne lo de nue as ecnologías que e gus aba. ¿Te pa ece?
Bueno, hablamos mañana en onces
Un ab azo Sol” (LAURÍA, Sol: e-mail pa a equipe de “NósO os”. 2009)
As his ó ias escolhidas o am a i icadas a pa i de euniões en e edi o che e e
o ei is a do “NósO os”, a im de se con i ma se encaixa iam na p opos a de o ei o
p e endida. Pa a escolha inal, ez-se uma en e is a po Voip a cada pe sonagem
la ino, como nos casos abaixo, p o indos do México e do B asil:
“P é en e is a con F iné Salgue o, de México
A con inuación, nues a pos ulan e a en e is ada en México.
F iné Salgue o es segu a de lo que hace. T anquila pa a con es a las p egun as
hechas po Skype, cla a sob e su abajo y sus obje i os. El oco en su en e is a
debe á se el abajo en 3e sec o , al e na i a a la inicia i a p i ada y gobie no. Y el
hecho de se muje y si eso cambia la ob ención de empleo. A con inuación, un
esumen de es a mexicana de 30 años, emba azada y c eyen e de una sociedad mejo .
(…)”(CAPOANO, Edson: e-mail pa a equipe de “NósO os”. 2009)
“En e is a B asil - Wins on Pe y
Seño es, acá enemos la p e en e is a hecha con el chico b asileño, Wins on Pe y
(aunque enga nomb e inglés, es b asileño s s s s). Edson la hizo po Skype el 12 o 13
de ab il, y ya es á la ansc ipción. Pienso que la aduci é luego.
P é En e is a : Emp ego Amé ica La ina/B asil
Da a:14/04/2009
En e is ado:Wins on Pe y
Recu so: Skype
De ina seu abalho
A gen e az mui a coisa. Tem um es údio de games com oco no me cado in e nacional
e em ou a emp esa de in e ne , lida com me cado publici á io. Ele ealiza a ges ão
dos negócios, a pa e es a égica, con a os in e nacionais e p odução.
Habilidades pa a o emp eendimen o
Su ge da a inidade inda desde a in ância quando joga a games, mo i ação pessoal.
Ele pe cebeu que não ha ia me cado, “indús ia” nessa á ea, mas que ele gos a a
dessa pa e ecnológica, in e a i a.
Se ious Games (capaci ação po games)
Su gem da necessidade de uma educação, po assim dize , pelos games
Fo mação
A uni e sidade pa a ele é impo an e, mas não esol e a ques ão. A aixa e á ia da
equipe es á abaixo dos 30 anos e isso se de e ao a o dos jo ens e em mais con a o
com esse meio i ual,games. Tem 27 emp esas a iliadas a dele.
Dicas
Segui o p óp io ins in o, di icilmen e quem pe cebe o que que aze “ ai se eliz
338
abalhando como uncioná io” Tem que e planejamen o há ins i uições como
Seb ae ou encubado as (USP) que ajudam a mon a o p óp io negócio. Tem que e
on ade de e o p óp io negócio, mais do que p oduzi é sabe lida com as si uações
que apa ecem. Comecei eu e meu sócio com os nossos compu ado es, sem capi al
Me cado
O me cado de games é uma endência c esce 10% aa, in e a i idade digi al.
Ne wo king
O me cado in luencia e pesa nas decisões, a pessoa p ecisa e isão. Conhece ou as
pessoas da á ea que ocê que en a . O jo em não pode deposi a o sucesso em coisas
ex e nas.”(CAPOANO, Edson: e-mail pa a equipe de “NósO os”. 2009)
Du an e o p imei o semes e de 2009 as qua o his ó ias o am g a adas, com
di iculdades écnicas, de ecu sos e inusi adas, como o su o da en ão inédi a g ipe
suína no México, o que ez a p odução local a asa quase um mês. No inal, odo
ma e ial oi en iado ao B asil pa a adução, o ei ização e edição.
1.7. Ro ei o
O o ei o de “NósO os” oi exclusi amen e ealizado po Ma celo Dias, o o ei is a da
TV Mackenzie. Ele ama ou as qua o en e is as em eixos de comp eensão em
comum, além de se iel ao p oje o edi o ial e à dico omia das his ó ias locais e emas
globais. O ex o a segui se á baseado em seus concei os e ideias.
O g ande desa io de elabo a o o ei o e a ge a diálogo en e 4 depoimen os cap ados
em países e condições di e en es. Apesa da o ien ação ansmi ida pa a as equipes,
e a de se espe a que cada uma delas abalhasse de aco do com sua p óp ia
sensibilidade e epe ó io. A expe iência de ida e o ambien e co idiano de cada um
dos en e is ados ambém e am mui o di e en es. O en e is ado A gen ino, po
exemplo, é um jo em emp esá io bem sucedido que i e na capi al A gen ina – as
imagens cole adas e le iam o uni e so co po a i o mode no no qual o pe sonagem
i e. Já o en e is ado gua emal eco é jo nalis a, p o esso uni e si á io e abalha em
uma cidade do in e io do seu país – as imagens e elam de o ma cla a a pob eza e
p eca iedade de uma ípica cidade de po e médio da Amé ica Cen al.
Como esul ado, o discu so de cada en e is ado ambém e a bas an e di e en e. Essa
di e sidade ob iamen e é posi i a, pois pe mi e uma isão mais ica e mul i ace ada
da expe iência de se la ino. Mas, po ou o lado, pode ia p o oca um desequilíb io
na na a i a. A solução encon ada oi di idi os qua o depoimen os em duplas,
buscando o que e a mais semelhan e e complemen a en e os pe sonagens. Pe cebeu-
se que os en e is ados a gen ino e b asilei o inham em comum a expe iência de
emp eendedo ismo e uma i ência p o issional mais co po a i a. Ao mesmo empo, as
imagens cole adas no B asil inham uma maio iqueza de opções se compa ada com o
ma e ial cap ado na A gen ina. Ao mis u á-las, a ingia-se um equilíb io no qual as
imagens b asilei as en iqueciam os assun os a ados pelo en e is ado a gen ino. Po
ou o lado, o discu so socialmen e esponsá el dos pe sonagens mexicano e
gua emal eco inha uma o e sin onia. A di isão dos depoimen os em duas duplas
(A gen ina/B asil e México/Gua emala) mos ou-se adequada e bas an e didá ica.
Depois de uma cuidadosa decupagem/minu agem de odos os depoimen os e imagens,
o p óximo passo oi ag upa os sub emas do discu so de cada dupla em pequenos
blocos emá icos, ou seja, encon a as a inidades na na a i a de cada pe sonagem.