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Os fundamentos da política de inovação e o seu impacto na produtividade: uma aplicação empírica a 10 países da Comunidade Europeia

Abstract

This study begins with an analysis of the fundamentals of government intervention in the processes of innovation and of technological change, according to the “market failure” approach. Then we put some emphasis on the weaknesses of the static analysis in explaining the dynamic behaviour of innovation activities and we contrast the analysis with the evolutionist paradigm. According to it, innovations are a result of systemic interactions involving national institutions and governments have an important role on enhancing the performance of institutional interactions. Finally, we empirically investigate the influence of traditional political action and of national systems on multifactor productivity.

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Os fundamentos da política de inovação e o seu impacto na produtividade: uma aplicação empírica a 10 países da Comunidade Europeia

Author: Cruz, José Neves; Silva, Célia Marques da
Publisher: Universidad de Sevilla
Year: 2005
Source: https://idus.us.es/bitstreams/6ff2621e-a997-4e59-9e8f-9f9044f23c73/download
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OS FUNDAMENTOS DA POLÍTICA DE INOVAÇÃO E O SEU IMPACTO NA
PRODUTIVIDADE: UMA APLICAÇÃO EMPÍRICA A 10 PAÍSES DA
COMUNIDADE EUROPEIA
José Ne es C uz
Célia Ma ques da Sil a
ABSTRACT
This s udy begins wi h an analysis o he undamen als o go e nmen in e en ion in he p ocesses o
inno a ion and o echnological change, acco ding o he “ma ke ailu e” app oach. Then we pu
some emphasis on he weaknesses o he s a ic analysis in explaining he dynamic beha iou o
inno a ion ac i i ies and we con as he analysis wi h he e olu ionis pa adigm. Acco ding o i ,
inno a ions a e a esul o sys emic in e ac ions in ol ing na ional ins i u ions and go e nmen s ha e
an impo an ole on enhancing he pe o mance o ins i u ional in e ac ions. Finally, we empi ically
in es iga e he in luence o adi ional poli ical ac ion and o na ional sys ems on mul i ac o
p oduc i i y.
KEYWORDS: Technological change, inno a ion, go e nmen R&D, na ional sys ems o inno a ion,
mul i ac o p oduc i i y
INTRODUÇÃO
O objec i o des e es udo é, po um lado, o en endimen o dos undamen os jus i ica i os da in e enção do
Es ado nos p ocessos de ino ação, nomeadamen e a a és da o mulação de polí ica de ino ação, e, po ou o,
in es iga quais os ipos de ac uações públicas com e icácia na dinamização dos p ocessos de mudança
ecnológica. Uma ez que as nações di e em no ipo de acções públicas pa a p omo e essa dinamização e dado
que a ino ação e di usão ecnológica são um ac o explica i o signi ica i o do di e enciado desempenho
económico das nações, é ex emamen e impo an e analisa qual a panóplia de polí icas de ino ação disponí eis.
Na p imei a secção ap esen am-se os undamen os adicionalmen e conside ados pela eo ia económica como
jus i ica i os pa a a in e enção es a al no domínio da ino ação. E idenciam-se as ca ac e ís icas de bem público
dos p ocessos de p odução e di usão de conhecimen os, assim como a ince eza e indi isibilidade que lhes es á
associada e que, em conjun o, jus i ica iam a in e enção es a al numa lógica de co ecção de “ alhas de
me cado”. Na segunda secção as polí icas de ino ação são in eg adas na análise dos sis emas de ino ação e são
de inidas como ac uações no sen ido de melho a as in e acções ins i ucionais que con igu am os ambien es de
c iação e di usão de ino ações. Na e cei a secção, endo em con a as abo dagens eó icas sob e polí ica de
ino ação ap esen adas nas secções an e io es, desen ol e-se um es udo empí ico, ela i o a 10 países da
Comunidade Eu opeia, pa a ap eende o impac o na p odu i idade económica da in e enção pública no domínio
da ino ação. Na qua a secção suma iam-se algumas conclusões.
1. POLÍTICA DE INOVAÇÃO NUM CONTEXTO DE “FALHA DE MERCADO”
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A base adicional pa a a exis ência de polí ica de ino ação em sido a “ alha de me cado”. A pesquisa
undamen al e as in a-es u u as com ela elacionadas possuem ca ac e ís icas de bem público: não-exclusão,
que ad ém do ac o de os esul ados não se em ap op iá eis, pois o na-se mui o di ícil es abelece di ei os de
p op iedade e, po an o ecupe a os cus os; não- i alidade, que se de e ao ac o de a u ilização po pa e de um
agen e não diminui a quan idade disponí el pa a os ou os. Uma ez que a pesquisa e a in es igação êm
ca ac e ís icas de bens públicos o na-se jus i icá el a in e enção pública na de inição de polí ica de ino ação.
Es a inclui, segundo Sha p e Pa i (1993), subsídios à pesquisa undamen al, adopção de “s anda ds” écnicos
pa a abalho em ede, penalidades ou es ições a ecnologias que p ejudiquem a saúde, a segu ança e o
ambien e. Ou o ipo de polí icas que se podem ajus a à li e a u a de “ alhas do me cado” são as polí icas pa a
melho a os luxos de in o mação ecnológica e as compe ências das pequenas emp esas indus iais e do sec o
ag ícola (onde in o mação é impe ei a).
Pa a Conceição, Gibson, Hei o e Sha iq, 2000 uma das polí icas de ino ação mais impo an es é a que diz
espei o às ac i idades de in es igação e desen ol imen o (i+d). Dada a di iculdade de ob e a p op iedade dos
esul ados des e ipo de ac i idades e os endimen os c escen es que ca ac e izam a c iação e u ilização de
conhecimen os cien í icos e écnicos (Ka z, 1993), espe a-se que os me cados se compo em de o ma impe ei a
em elação à a ec ação de ecu sos nas ac i idades de i+d. Des e modo os gas os do Es ado em i+d e os seus
apoios podem se jus i icados do pon o de is a de “ alha de me cado”.
À “ alha de me cado” na p odução de ino ações, adicionam-se as “ alhas de me cado” associadas à di usão de
conhecimen os e ino ações. S oneman e Diede en (1994) examina am em de alhe ês possí eis on es de “ alha
de me cado” associadas à di usão de no os p ocessos: in o mação impe ei a, pode de me cado e e ei os
ex e nos (ex e nalidades). Em cada um dos casos pode p oduzi -se in es imen o em di usão que é socialmen e
sub-óp imo. Um exemplo de alhas na di usão é o necido po Da id (1986) no que espei a à di usão de
ecnologias de edes. As ca ac e ís icas de bem público endem a e a da a sua adopção. Os po enciais
subsc i o es inclina -se-ão a espe a , na espe ança que ou os supo em os cus os de compa ibilidade. Es e ipo
compo amen o “ ee- iding” impede a e elação da p ocu a.
No que espei a à in o mação impe ei a, S oneman e Diede en (1994) e e em que ela é in ínseca ao p ocesso
de mudança ecnológica, uma ez que a ecnologia é undamen almen e in o mação e os me cados de
in o mação são impe ei os (A ow, 1962). A e iciência do me cado de uma no a ecnologia é, com maio
incidência nes e do que nou os me cados, cons angida po assime ias e de iciências de in o mação.
No malmen e a in o mação disponí el ace ca de uma dada ino ação c esce ao longo do p ocesso de di usão,
pois os que po encialmen e i ão a adop á-la adqui em conhecimen os pela expe iência dos que já a adop am.
Além disso, os po enciais adop an es adqui em p og essi amen e in o mação das campanhas de p omoção e
di ulgação dos o necedo es da ino ação e, ainda, azem pesquisa ac i a po in o mação adicional. Es es ês
mecanismos de aumen o da in o mação podem da azo a “ alha de me cado”. Po exemplo, exis indo
ap endizagem po pa e dos que a adop am mais a de, ela i amen e à expe iência dos p imei os adop an es, há
um e ei o ex e no ge ado pela adopção da ecnologia pelos p imei os u ilizado es. Se as emp esas econhecem
que não se podem ap op ia comple amen e dos bene ícios das suas despesas na adopção de uma ino ação, en ão
p o a elmen e in es i ão menos do que a axa óp ima. No que diz espei o à di ulgação da ino ação ou
ecnologia pelos p odu o es, como cada um es á p eocupado com a sua p óp ia ma ca, ha e á um excesso de
in o mação que pode á esul a numa adopção supe io à axa óp ima. O mesmo se pode dize quan o à p ocu a
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ac i a de cada po encial adop an e po in o mação adicional, pois epe i -se-ão, desnecessa iamen e, es o ços e
cus os de ob e in o mação.
A in o mação é ambém impe ei a pelo ac o de a exis ência de uma ino ação não se aduzi di ec amen e em
conhecimen o ge al acilmen e ansponí el en e emp esas e sec o es. Também se pode dize que a in o mação
é impe ei a no sen ido em que há ince eza quan o aos esul ados dos es o ços ino ado es ou ao cus o de
aquisição da ino ação. A da a óp ima de adopção de uma no a ecnologia, pa a uma emp esa, ai depende da
en abilidade espe ada no empo e da axa de bene ício associada a espe a po uma da a pos e io . Se o cus o
de aquisição es á a cai ou se a ecnologia ai melho ando ao longo do empo, os bene ícios de espe a podem
sob epo -se aos bene ícios de adopção imedia a. A da a óp ima de adopção pa a a emp esa se á aquela da a em
que o cus o de opo unidade de espe a ( en abilidade pe dida po não e a ecnologia) iguala o bene ício de
espe a (possibilidade de adqui i mais a de uma melho ecnologia, mais ba a a). Como há ince eza quan o aos
desen ol imen os da ecnologia ou às eduções de p eço, se as expec a i as o em mui o op imis as quan o à sua
melho ia (que depois não se e i ica no g au espe ado), a adopção se á mais len a do que o óp imo e ice- e sa.
Assim, é cla o que, ace à exis ência de in o mação impe ei a, é desejá el a in e enção pública em e mos de
o necimen o de in o mação a é ao pon o em que o bene ício ma ginal social de o nece in o mação seja igual
ao cus o ma ginal social da in e enção. É, no en an o, impo an e e em con a que o o necimen o de
in o mação pelo sec o público não acele a necessa iamen e a di usão, pois podem esul a dois e ei os con á ios.
Se po um lado, num con ex o de agen es ad e sos ao isco, mais in o mação le a a uma mais ápida adopção
das ino ações, pode ambém le a a e a da a di usão pela ia do impac o nas expec a i as ecnológicas dos
agen es. Os po enciais adop an es podem o na -se mais conscien es dos desen ol imen os u u os da ecnologia
e adia a adopção na expec a i a da sua melho ia.
Quan o à es u u a de me cado, an o a indús ia o necedo a como a indús ia u ilizado a das ino ações podem
ge a “ alha de me cado”. Se exis em mui os o necedo es pequenos e poucos u ilizado es, a o e conco ência
na o e a le a ge almen e a uma elocidade de di usão acima do óp imo. Se a indús ia o necedo a é mui o
concen ada (monopólio) e a indús ia u ilizado a compos a po mui as emp esas, o monopolis a en a á
disc imina o p eço no empo242. O sucesso desse compo amen o depende á das expec a i as dos comp ado es
(em e mos de p eço e desen ol imen os da ecnologia). Se os comp ado es êm expec a i as míopes, o
monopolis a pode pe ei amen e disc imina o p eço in e empo almen e e, assim, a a és das suas acções i á
maximiza a soma do exceden e do consumido e do p odu o e ge a o caminho de di usão óp imo. Se os
comp ado es não êm expec a i as míopes, en ão espe a ão que os p eços desçam ao longo do empo e isso
limi a á a possibilidade de o monopolis a disc imina in e empo almen e o p eço. De ac o, as expec a i as não-
míopes adia ão a adopção da ecnologia e como esul ado p oduzi ão um caminho de di usão que é len o de um
pon o de is a de bem-es a . Di e en es combinações de expec a i as com di e en e pode de me cado da o e a
(desde monopólio a conco ência pe ei a) podem ou não ge a o caminho óp imo de di usão ecnológica, com
dis ibuições de luc os adicalmen e di e en es (luc os no mais dos o necedo es no caso de conco ência pe ei a,
luc os ex ao diná ios no caso de monopólio). Daqui se dep eende que a li e a u a e ela-se inconclusi a quan o
à o ma como a es u u a de me cado a ec a os incen i os pa a adop a as no as ecnologias. Pa a Schumpe e
(1942) algum pode de monopólio incen i a ia a adopção de ino ações, no en an o pa a A ow (1962) se ia um
ambien e de maio conco ência que mais as incen i a ia, Sche e (1980) si ua-se numa posição in e média.
A “melho ” es u u a de me cado depende á de ac o es como o p ocesso de o mação das expec a i as, a
in o mação impe ei a, e c.. Não é possí el aze p e isões ace ca de como o monopólio ou compósi os de
242 Os p odu o es de bens de capi al que cons oem uma no a ecnologia ão de e mina um caminho in e empo al pa a o p eço da
ecnologia, sujei o ao caminho no empo dos cus os de p odução e ao pad ão da p ocu a in e empo al.
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polí icas, podem se usados pa a aumen a o bem-es a económico a a és do seu impac o na di usão. A
in e enção pública no sen ido de p o ecção das in enções pelo egis o de pa en es ge a um cus o de bem-es a ,
pois o pode de monopólio c iado pelas pa en es a asa o caminho de di usão, não se sabendo, pelo que acima oi
e e ido, se esse a aso se aduz ou não num a as amen o ace ao caminho de di usão óp imo. Conclui-se des a
análise que quan o à “ alha de me cado” o iginada pela es u u a de me cado, é di ícil con igu a in e enção
pública e icien e.
O e cei o ipo de “ alha de me cado” na di usão ad ém da exis ência de ex e nalidades. Es as de i am do ac o
de exis i em an agens de se o p imei o a adop a que são ep esen adas pelo impac o nega i o nos luc os das
ou as emp esas. Os e ei os ex e nos são nega i os quando a ec am a acionalidade nas decisões de adopção da
ino ação. A di usão pode en ão se is a como uma co ida, que pode le a a que, de um pon o de is a do bem-
es a , haja uma elocidade de di usão supe io à óp ima.
Adicionalmen e, a adopção de no a ecnologia po pa e de uma emp esa pode ge a ex e nalidades posi i as.
Isso pode acon ece de duas manei as. Po um lado, a adopção pode ge a luxos de in o mação que se expandem
pa a o es o da indús ia (a in o mação ai c escendo ao longo do caminho de di usão). Po ou o lado, as
ecnologias podem e ca ac e ís icas de ede, o que o igina bene ícios de adopção que aumen am com o núme o
de ade en es ( ele ones, ax, “in e ne ”, e c.). Ac ualmen e mui as das no as ecnologias de p odução exigem
abalho especializado e se iços em ede, o que o na es es e ei os ex e nos posi i os mais impo an es do que
no malmen e é econhecido. Quando uma ecnologia de ede apa ece no me cado, é desejá el que haja uma
di usão em la ga escala, mas é p o á el que isso não acon eça e que a ecnologia se di unda aga osamen e, pois
pa a os poucos u ilizado es iniciais a ecnologia não se e ela a ac i a e há a expec a i a de aumen o de
bene ícios com o aumen o de u ilizado es.
Resul a da análise de S oneman e Diede en (1994) que as “ alhas de me cado” na di usão ap esen am
jus i ica i os pa a uma in e enção es a al na o mulação de polí ica de ino ação. No en an o, dado que os
des ios ace à di usão óp ima p o ocado pelas á ias “ alhas de me cado” es udadas, podem e sen idos
con á ios e dependem do ipo de p e e ências dos u ilizado es, a o mulação de polí icas de ino ação acionais
se á ex emamen e di ícil, pois os seus esul ados podem se complexos e con adi ó ios. Nada ga an e que o
Es ado possa agi num plano supe io aos agen es económicos sendo capaz de islumb a acções condu o as ao
óp imo.
A o mulação de polí icas de ino ação num con ex o de in e enção pa a sup i “ alhas de me cado” ab ange um
conjun o ala gado de ins umen os. No que diz espei o às di iculdades de ap op iação dos esul ados exis e o
egis o de pa en es como um o ma de ga an i essa ap op iação. No en an o, como oi is o, nada ga an e que
essa polí ica le e a uma ap oximação ao óp imo. Um ou o ipo de in e enção jus i icá el, se á o Es ado assumi
a pesquisa undamen al e a é o o necimen o de educação e o mação, uma ez que a não-ap op iabilidade dos
conhecimen os e a li e ci culação dos ecu sos le a a que os in es imen os p i ados nessas ac i idades não
sejam óp imos.
Quan o à “ alha de me cado” assime ia de in o mação e ince eza que lhe es á associada, segundo S oneman e
Diede en (1994), o Es ado de e ia assumi um papel de o necimen o de in o mação pa a o me cado ou en ão
ans e i o isco esul an e da exis ência de assime ias de in o mação pa a o sec o público. Hall e an Reenen
(2000) suge em que o Es ado pode ia apoia as ac i idades ino ado as ou acili ado as de i+d, subsidiando a i+d
das emp esas, pois dessa o ma o isco emp esa ial associado a di e enças de in o mação a enua-se. Es e ipo de
polí icas pode o igina uma ce a complacência na u ilização dos ecu sos, dedicados pelas emp esas à p odução
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e di usão de no as ecnologias (“mo al haza d”). Uma ou a opção pa a o Es ado eduzi a ince eza é a
“c iação” de in o mação. Is o acon ece, po exemplo, quando o Es ado impõe um “s anda d” écnico ao me cado.
Ge almen e a necessidade desse ipo de in e enção dá-se quando nos p imei os es ados de desen ol imen o, as
ecnologias apa ece em com mui as a iações que não são compa í eis. Com o empo, à medida que se eduz o
ní el de o necedo es, impo -se-á um “s anda d”. Po ém, não há ga an ia de que o “s anda d” es abelecido
li emen e no me cado, ou que o seu “ iming” seja óp imo. Du an e odo o empo an es da o mação desse
“s anda d”, os po enciais adop an es dessa ecnologia en en am o isco de op a am pelo “s anda d” e ado e esse
isco pode le a , po an o, a uma elocidade de di usão len a. A in e enção do Es ado, pode ia nes e caso,
elimina mais cedo esse isco. No en an o, a selecção de “s anda ds” po pa e do Es ado pode se disc imina ó ia,
c iando “ó ãos” ecnológicos p e e idos pelo Es ado. Nes e ipo de pode público, c ia-se um ambien e p opício
à ac uação dos g upos de in e esse em ac i idades de “ en -seeking”, no sen ido de que seja elei o o “s anda d”
p e e ido pelos g upos mais in luen es. Os esul ados des e ipo de ac uações podem se a exis ência de cus os
pa a a sociedade supe io es aos que se p oduzi iam na ausência de in e enção pública.
Quan o às ex e nalidades posi i as que ad êm da di usão ecnológica, apon am-se como polí icas possí eis a
exis ência de bene ícios iscais ou subsídios pa a os p imei os a adop a as no as ecnologias, o o necimen o de
in a-es u u as de ede po pa e do Es ado e o necimen o de apoio di ec o aos p odu o es e u ilizado es das
no as ecnologias. Além disso, segundo Edquis , Hommen e Tsipou i (2000) o Es ado e ia um papel impo an e
na p ocu a das no as ecnologias, uma ez que algumas das ac i idades que exe ce êm uma o e componen e
ecnológica (Saúde, po exemplo). A p ocu a po pa e do sec o público pode se undamen al pa a o a anque
de uma ecnologia. Mui as ezes, como e e e Ka z (1993), as in a-es u u as do Es ado exigem ecnologias e
equipamen os que de ou a o ma não se iam acessí eis à economia do país.
Con ém, no en an o, e em con a que as in e enções públicas, pa a além de con adições nos seus e ei os
(exigência de ac uação caso a caso) en ol em al e ações das expec a i as dos agen es. No que espei a à
p odução e di usão ecnológica o e o no dos p imei os a desen ol e ou a adop a as no as ecnologias
elaciona-se com a axa à qual ou os po enciais u ilizado es as adop am. Assim, a exis ência de uma in e enção
pública (po exemplo, um subsídio) pode aumen a o núme o de u ilizado es, e, po an o, diminui o e o no dos
p imei os a desen ol e ou a adop a essas ecnologias. A expec a i a dessa in e enção, à pa ida pode ia
desenco aja , que o desen ol imen o, que a di usão inicial, das ecnologias. Mais uma ez se deno a o e ei o
complexo das polí icas de ino ação, pois podem es imula di ec amen e o desen ol imen o e uso de ecnologias
e, indi ec amen e, eduzi o incen i o à en ada de no as ecnologias, pela expec a i a c iada de exis ência de um
maio núme o de u ilizado es.
Além do mais, a in e enção es a al de um pon o de is a de “ alha de me cado” é uma abo dagem con es á el,
pelo ac o de se admi i uma posição do Es ado acima do conhecimen o dos agen es económicos. A li e a u a da
“Public Choice” ap esen a mui as azões, como sejam a miopia polí ica, o pode dos bu oc a as, a ac i idade dos
g upos de in e esse e con olo da agenda que podem le a a in e enções de polí ica de ino ação que se a as am
da si uação de in e enção óp ima (C uz, 1998). No en an o, segundo Me cal e (1994), abo dagem das “ alhas de
me cado” oi indispensá el pa a o desen ol imen o dos conhecimen os sob e polí icas de ino ação. Con ibuiu
pa a explica po que nos me cados onde a conco ência em i+d é impo an e, não há conco ência pe ei a, e pa a
ilus a que a es u u a de me cado é de e minada an o pela na u eza das opo unidades de ino ação como pela
na u eza da p ocu a de me cado.
A abo dagem das “ alhas de me cado” em uma na u eza es á ica e po isso não de ajus a bem à na u eza
dinâmica e ao con ex o in e nacional dos p ocessos de ino ação. De aco do com Sha p e Pa i (1993), um dos

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pa adoxos da eo ia económica adicional eme ge do ac o de admi i que a p omoção de e iciência dinâmica
semp e eque um elemen o es á ico de impe eição de me cado. Na ealidade nos sis emas de me cado a
ge ação endógena de mudança ecnológica depende c ucialmen e da exis ência de luc os ex ao diná ios (de
monopólio) pa a os ino ado es com sucesso, que esul am em a aso e cus os pa a os imi ado es. As pa en es e
os egimes legais mais não azem do que ga an i a ap op iação des es luc os de modo a pe pe ua o incen i o à
ino ação. Des a o ma se á pa adoxal segui uma iloso ia de in e enção no me cado elabo ando polí ica de
ino ação que assegu e a e iciência es á ica, quando o desen ol imen o de ino ações só em sen ido num
con ex o dinâmico.
Po ou o lado, a abo dagem das “ alhas de me cado” na o mulação de polí icas de ino ação não se adap a ao
mundo da globalização, pois qualque país pode e compo amen os do ipo “ ee- iding” sob e a pesquisa de
ou os países, dada a na u eza não-ap op iá el e não- i al dos bene ícios económicos que jus i ica am o apoio
público (os con ibuin es que supo a am os cus os das polí icas de ino ação podem e os bene ícios se em
“expo ados” pa a ou os países). Es e pa adoxo só é esol ido, quando se econhece que um dos g andes
bene ícios da pesquisa undamen al, não ad ém da in o mação ú il que é publicada, mas da c iação de
capacidade pa a esol e p oblemas nos pesquisado es. As compe ências na pesquisa não são acilmen e
ans e í eis e, po isso, os países que mais inanciam a pesquisa undamen al es a ão mais ap os a bene icia da
c iação de compe ências. Assim, o p ocesso de ap endizagem é uma impo an e on e dos bene ícios que não
pode se igno ada.
Segundo Me cal e (1995) e Bozeman e Die z (2001), a in e enção es a al de e se enca ada num plano
dinâmico, numa pe spec i a e olucionis a. As capacidades ino ado as não são dadas à pa ida, mas as polí icas
podem modi icá-las e de em apoiá-las. A polí ica ecnológica de e se adap a i a e es imula as opo unidades
ecnológicas. A omada de consciência desse ac o le ou a que, na Eu opa do pós-Gue a se passasse de uma
lógica de in e enção minimalis a (a absolu amen e necessá ia pa a a ingi o óp imo) pa a uma lógica de máxima
in e enção possí el de modo a se possí el p omo e a mudança ecnológica pa a que se desen ol am as
capacidades ecnológicas nacionais, ou da egião (Sha p e Pa i , 1993; Fa ge be g, 2001). A pe spec i a de
in e enção do Es ado o nou-se mais ac i a e impo an e do que uma simples lógica de sup i “ alhas de
me cado”. In e essa po encia os p ocessos e olucionis as de p odução e di usão de ino ações numa o ma
eac i a e dinâmica, onde se o na mais impo an e a mudança do que os esul ados es á icos.
2. POLÍTICA DE INOVAÇÃO EM SISTEMAS DE INOVAÇÃO
A ecnologia não de e se is a como um a e ac o que se possa comp a , mas como uma combinação de
compe ências, equipamen o e o ganização, que an o en ol e as pessoas e as ins i uições como a maquina ia e o
equipamen o. Segundo Sha p e Pa i (1993), es a isão da ecnologia em implicações impo an es pa a a
polí ica. Em p imei o luga signi ica que as economias dinâmicas de escala (ap endizagem que ad ém da
expe iência) êm uma impo ância i al no desen ol imen o de no as ecnologias. Em segundo luga , os
bene ícios que se ge am desse desen ol imen o c escem cumula i amen e e, dado que en ol em pessoas e
ins i uições, são ge almen e localizados. Es a isão da ecnologia con ibui pa a a explicação das di e enças de
pad ões de desen ol imen o en e as emp esas e en e os países, di e enças essas que insis em em pe sis i ,
apesa da c escen e p esença de emp esas mul inacionais e da globalização da economia mundial. Finalmen e,
dada a impo ância da ap endizagem o ganizacional, as “ alhas ins i ucionais” são ão impo an es como as
“ alhas de me cado” pa a explica as di e enças de desen ol imen o.
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O con ex o de c iação e di usão de ecnologia é um sis ema de in e acções ins i ucionais ( edes de p odução-
u ilização-acumulação de conhecimen os) localizado. Me cal e (1995) ao de ini Sis ema de Ino ações (SI)
e idencia a sua o ien ação pa a as no as ecnologias, assim como a capacidade do Es ado em in luencia esse
“caminho” a a és de polí icas de ino ação. Na sua pe spec i a um Sis ema de Ino ações é um conjun o dis in o
de ins i uições (emp esas p i adas e públicas, uni e sidades e co pos educacionais, sociedades p o issionais e
labo a ó ios es a ais, associações de consul ado ia p i ada e de pesquisa indus ial, e c.) que, conjun amen e e
indi idualmen e, con ibuem pa a o desen ol imen o e di usão de ino ações, em di ecção às quais os go e nos
o mulam e implemen am polí icas pa a in luencia o p ocesso de ino ação. Também Balza e Hanush (2003)
indicam que o SI é um conjun o de ins i uições que con ibui pa a o desen ol imen o e di usão de ino ações e
o nece o con ex o adequado pa a a implemen ação de polí icas de ino ação. Assim, su ge um núme o de
ques ões in e essan es pa a a o mulação de polí icas de ino ação, que êm a e com a na u eza das ins i uições,
com os mecanismos de incen i os adequados a cada uma delas e os mecanismos adequados a incen i a as suas
in e acções. Es as úl imas ecebem uma a enção especial das polí icas de ino ação.
Na mesma linha de pensamen o, E gas (1986) chama a a enção pa a a impo ância, na o mulação de polí icas
ecnológicas, do ambien e em que ope am as emp esas. Es e au o de ine a in a-es u u a ecnológica como o
sis ema de ins i uições que g a i a à ol a do sec o emp esa ial (sis ema de educação e o mação p o issional,
labo a ó ios de pesquisa, edes de associações cien í icas e écnicas) e suge e que a c iação e selecção de
ino ações di e e en e os países de aco do com as suas di e enças de in a-es u u a ins i ucional. As polí icas de
ino ação de e ão e como objec i o acili a as in e acções den o do sis ema de ino ação, ou a eliminação dos
obs áculos a essas in e acções. Nes e sen ido, Ka z (1993) p e ê que o dinamismo no p ocesso de ino ação
ecnológica passa pela c iação e o alecimen o da ede de ins i uições, agências e polí icas elacionadas com a
c iação e di usão de mudança ecnológica de modo a ecicla e quali ica os ecu sos humanos, a ab i as
economias a no os me cados, e c.. No en an o, como e e em Sha p e Pa i (1993), apesa da exis ência de uma
o e in a-es u u a ecnológica local se uma condição pa a um desempenho económico de sucesso, isso po si
mesmo não é su icien e, pois são ambém impo an es as ac i idades de i+d e as que se elacionam com es as,
exe cidas nas emp esas e no ex e io .
As di e enças de desempenho en e os países de es u u a indus ial semelhan e êm o nado mais ele an e a
análise dos sis emas nacionais de ino ação (SNIs)243 . As nações di e em cul u almen e e em e mos de
con igu ação e de o ganização ins i ucional, o que ge a compo amen os di e enciados ace aos bene ícios
in angí eis das ac i idades de ap endizagem. Enquan o que uns sis emas simplesmen e alo izam os bene ícios
angí eis (p odu os, p ocessos e luc os) ou os, pa a além desses, alo izam os p ocessos i e e sí eis e
cumula i os da ap endizagem ecnológica, o ganizacional e me can il. Os in es imen os des es úl imos ol a -se-
ão mais pa a a ap endizagem e ino ação, o que lhes possibili a á um melho desempenho económico. As “ alhas
ins i ucionais” podem se de e minan es no es angulamen o da capacidade e olu i a das economias. As polí icas
de ino ação ol a -se-ão pa a a sup essão dessas “ alhas”, no sen ido de eequaciona o ambien e ins i ucional,
de o ma a in eg a os bene ícios dinâmicos da ap endizagem nas decisões dos agen es económicos.
A espos a polí ica co ec a à “ alha ins i ucional” é ope a ao ní el ins i ucional e c ia , muda ou adap a as
ins i uições da o ma ap op iada. No en an o, os e ei os dessas polí icas demo am a ealiza -se e são ince os.
São polí icas onde não é possí el p e e os esul ados pois a cul u a e as ins i uições são insepa á eis e, po isso,
o na-se mui o di ícil anspo soluções de ou os sis emas de ino ação. A ansposição de ou os sis emas de
ino ação no sen ido de melho a o exis en e exige mudanças cul u ais de acompanhamen o.
243 Ve Lund all (1992) e Nelson (1993), Mani (2002).
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Tendo em con a es a abo dagem, Sha p e Pa i (1993) e e em que a in e enção polí ica de e maximiza o
alo ac escen ado na economia, subdi idindo essa in e enção em ês ca ego ias de polí icas:
i) Polí icas pa a p omo e a in a-es u u a cien í ica local e a in a-es u u a ecnológica, pois é a
qualidade des as in a-es u u as que a ai e man ém ac i idades de al o alo ac escen ado e po que os
bene ícios de educação e o mação, de apoio a pesquisa undamen al, de laços indús ia-uni e sidades e de i+d,
são ex emamen e localizados.
ii) Polí icas pa a p omo e a conco ência, dado que os oligopólios, ou es u u as de me cado mais
conco enciais êm melho “pe o mance” do que os monopólios.
iii) Polí icas pa a e i a “ alhas ins i ucionais”, de o ma a “ob e a ins i uição ce a no luga ce o”
(Sha p e Pa i , 1993: pp. 148) e a p omo e as mudanças cul u ais necessá ias pa a subs i ui as elhas o inas e
p á icas.
O Es ado pode á in luencia o desen ol imen o ecnológico, não só como egulado , mas ambém como
u ilizado e p odu o de ino ações. É in e essan e cons a a que num con ex o onde o papel do Es ado na
economia em sido mui o pos o em causa, é possí el islumb a um luga impo an e pa a a sua ac uação na
mudança e melho ia das ins i uições, p omo endo al e ações ecnológicas. O Es ado de e p omo e a c iação de
um ambien e de comunicação e ap endizagem in e ac i a, p omo endo a cul u a da nação de o ma abe a e
acili ando a mobilidade da o ça labo al. A ino ação na nação i á depende da comunicação e ap endizagem
in e ac i a conseguida en e os di e en es g upos e pessoas com di e en es capacidades e conhecimen os,
sob e udo se comunicam mais acilmen e na base de uma cul u a homogénea.
Como se ma e ializa á a in e enção do Es ado na p odução de ino ações? De aco do com Dalum, Johnson e
Lund all (1992), o Es ado conc e amen e pode á in e i na melho ia do Sis ema de Ino ações agindo sob e:
1 - Meios de ap endizagem - o sec o público de e á in es i em educação e o mação, ins i uições es as, que
de em se con inuamen e eno adas e eo ganizadas;
2 – Apoios à capacidade de ap endizagem - pode oma a o ma de ajudas pecuniá ias, deduções de impos os,
o mulação de legislação cla a sob e pa en es e p o ecção dos di ei os sob e conhecimen os;
3 - Acesso a conhecimen o ele an e - c ia ins i uições que acili am as elações en e uni e sidades e indús ia,
assim como odo um conjun o de in a-es u u as de elecomunicações pa a apoia a c iação de edes e a
ansmissão de conhecimen o áci o;
4 - Relemb a e esquece - o sec o público de e á p omo e ins i uições que p ese em e gua dem
conhecimen os, de e acili a o ence amen o das indús ias ul apassadas e c ia sis emas de edis ibuição que
compensem as í imas da mudança e acili em a sua mo imen ação;
5 - U iliza conhecimen o - cabe á ao Es ado o ganiza as ins i uições que, po um lado, desincen i em a
p odução de conhecimen o em á eas que causem p ejuízos sociais e, po ou o, incen i em as á eas de
conhecimen o mais ú eis, capazes de aumen a o bem-es a social.
Nelson (1993) e e e que as ins i uições públicas êm ambém um papel impo an e na “p odução” de (i+d),
desen ol endo nesse sen ido p og amas que enham a se ú eis e aplicá eis no sec o p i ado. O Es ado sendo
inanciado de p ojec os de ino ação e c iando ins i uições inancei as de apoio à ino ação indus ial, como, po
exemplo, o me cado de capi al de isco, es a á a con ibui pa a o desen ol imen o de p odução de ino ações no
sis ema de ino ações. Nelson (1993) cons a ou que a maio pa e do apoio público ao (i+d) das emp esas es á
ol ado pa a a al a ecnologia. Um a gumen o pa a es e ipo de in e enção é o ac o de os p odu os de al a
ecnologia se em inco po ados com sucesso nou as indús ias (au omó eis, maquina ia indus ial, se iços
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inancei os, na egação, e c,) c iando assim blocos de opo unidades-cha e pa a a ino ação ecnológica num
amplo conjun o de ou as indús ias.
No que espei a às elações en e uni e sidades e labo a ó ios es a ais e a indús ia, segundo Nelson (1993) e
Bozeman e Die z (2001), elas alcançam ní eis mais p o undos do que a me a in es igação aplicada pa a a
indús ia. Há conexões que en ol em disseminação de in o mação e esolução de p oblemas que os o nam
pa cei os de uma comunidade cien í ica. No seu es udo de di e en es sis emas de ino ações, e i ica am que isso
é especialmen e e iden e na expe imen ação ag ícola ou no sec o da de esa nos Es ados Unidos, na p odução de
maquina ia na Alemanha, na elec ónica em Taiwan. Es es p og amas de elações são menos isí eis do que os
apoios di ec os ao in es imen o em (i+d) e, além disso, são menos cus osos, mas pa ecem e ela bons esul ados.
Dado o expos o, pode -se-á dize que o sec o público nacional, em um papel impo an e no âmbi o nacional em
e mos de p odução de ino ações, pois o p og esso ecnológico nasce do p ocesso in e ac i o en e ino ações
écnicas e ino ações ins i ucionais. A al e ação do ambien e ecnológico e ins i ucional é conjun a, mú ua e
necessa iamen e in e ac i a, especialmen e no con ex o nacional. Po ém, Me cal e (1994) ques iona se os
sis emas de ino ação e ão um ca ác e nacional, uma ez que a ciência é in e nacional, os laços u ilizado -
p odu o são cada ez mais in e nacionais e as emp esas mul inacionais azem escolhas ace ca da localização
nacional das suas ac i idades de i+d. Cooke (2001), põe uma maio ele ância nos sis emas de ino ação
egionais, na c iação de “clus e s” de economia do conhecimen o. Pa a Sha p e Pa i (1993) se á desejá el uma
p og essi a ha monização en e os sis emas de ino ação à ol a de ins i uições comuns, ou eg as conco enciais
comuns de modo a dilui as ensões de um mundo iccionado ( endências pa a p o eccioniosmo, po exemplo).
Pode -se-á, no en an o, ques iona se essa ha monização não e á consequências nega i as em e mos de
egene ação da di e sidade. F ansman (1995) ques iona se as polí icas de ino ação nacionais e ão pe dido
sen ido num mundo globalizado. Analisa o caso Japonês e conclui que as polí icas de ino ação nacionais
con inuam a aze sen ido, desde que se man enham os objec i os nacionais e se in e nacionalizem as polí icas.
Is o é, os sujei os das polí icas não e ão que se necessa iamen e nacionais, ainda que os objec i os dessas
polí icas enham um ca ác e nacional. O Japão ab iu os seus p og amas de i+d a emp esas ex e nas,
conseguindo, no en an o localiza a ap endizagem no âmbi o do seu sis ema de ino ação.
Da análise da li e a u a sob e os sis emas de ino ação nacionais, conclui Me cal e (1995: pag. 40): “Os sis emas
nacionais e elam-se um con ex o ap op iado pa a a acção da polí ica de ino ação. Os polí icos são le ados a
pensa em em e mos de ins i uições e na sua conec i idade e assim ins i ui ão os mecanismos pelos quais a
polí ica é ans o mada em al e ações na on ei a de possibilidades de ino ação das emp esas.” As polí icas de
ino ação deixam de se is as como uma pa e da polí ica indus ial e passam a se um co po global de ac uação
na indús ia e ins i uições no sen ido de acili a as in e acções de ap endizagem. Ao sec o público cabe
sob e udo o papel de “dinamizado ” ins i ucional.
Con udo, é necessá io salien a que, como indicam A chibugi e Lund all (2002), a in e enção do Es ado de e
se indica i a e não de e e um sen ido ígido e de alhado. A a enção do sec o público de e es a ol ada pa a a
ap endizagem ins i ucional e pa a a pa ce ia com o sec o p i ado na ees u u ação da economia e não p e ende
assumi as “ édeas” da economia.
Concluímos en ão que pa a comp eende a ino ação e o seu con ibu o pa a o desempenho das economias se á
necessá io in es iga não só o es o ço di ec o dos di e en es agen es do sis ema em e mos de i+d, mas ambém
as in e dependências en e os países nas ac i idades de pesquisa e c iação de ino ação e ainda o ambien e
ins i ucional dos sis emas nacionais, em e mos de laços de comunicação e edes de in e acção na di usão dos
conhecimen os e das ideias. A polí ica de ino ação no sen ido la o, incluindo as in e enções di ec as nas
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