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Determinantes da estrutura de capitais: o caso portugués - 1990 a 1995

Abstract

Apesar do longo debate em finanças empresariais no que respeita à escolha da estrutura de capitals, ainda nao existe consenso sobre a existencia de urna estrutura óptima. No entanto, há unanimidade quanto à existência de vários factores que determinant a escolha de urna certa estrutura de financiamento por parte das empresas. Assim, neste artigo, mais do que discutirmos a problemática da existencia ou nào de uma estrutura óptima de capitals, analisamos, para uma amostra das maiores empresas Portuguesas, a importáncia e validade de diversos factores apontados na literatura como determinantes da estrutura de capitals das empresas (traduzida pelo rácio de endividamento): Dimensao, Crescimento, Risco de Negocio (Volatilidade), Rendibilidade, Composiçâo do Activo (Valor Colateral), Vantagens Fiscais Nao Resultantes do Endividamento, Sector de Actividade e Controlo Accionista. Utilizando dados em painel para o período de 1990 - 1995, procuramos descrever os efeitos que estas variáveis tém sobre o nivel de endividamento das empresas em cada ano da análise, tentando identificar relaçôes entre as variáveis, quer ao longo do tempo, quer entre empresas do mesmo sector de actividade, como também ainda analisar os efeitos particulares de cada empresa e de cada ano em análise, nao incluidos ñas variáveis explicativas dos modelos utilizados. Apesar de termos chegado a alguns resultados idénticos aos obtidos com outras metodologías aplicadas, para o mesmo efeito, a nivel internacional, também é um facto que nem sempre assim aconteceu, pensamos nós devido a características específicas das empresas da nossa amostra e, em geral, as do mercado Portugués.

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Determinantes da estrutura de capitais: o caso portugués - 1990 a 1995

Author: Jorge, Susana; Armada, Manuel José da Rocha
Year: 1999
Source: https://idus.us.es/bitstreams/49a05703-bc47-4690-bfa4-4f0ac5082289/download
Á ea de Economía Financie a y Con abilidad
DETERMINANTES DA ESTRUTURA DE CAPITAIS: O CASO PORTUGUÉS -
1990 A 1995
81
Susana Jo ge
Uni e sidade de Coimb a
M. J. Rocha A mada81 82
Uni e sidade do Minho
Apesa do longo deba e em inanças emp esa iais no que espei a à escolha da es u u a de
capi als, ainda nao exis e consenso sob e a exis encia de u na es u u a óp ima. No en an o, há
unanimidade quan o à exis ência de á ios ac o es que de e minan a escolha de u na ce a es u u a de
inanciamen o po pa e das emp esas.
Assim, nes e a igo, mais do que discu i mos a p oblemá ica da exis encia ou nào de uma es u u a
óp ima de capi als, analisamos, pa a uma amos a das maio es emp esas Po uguesas, a impo áncia e
alidade de di e sos ac o es apon ados na li e a u a como de e minan es da es u u a de capi als das
emp esas ( aduzida pelo ácio de endi idamen o): Dimensao, C escimen o, Risco de Negocio
(Vola ilidade), Rendibilidade, Composiçâo do Ac i o (Valo Cola e al), Van agens Fiscais Nao
Resul an es do Endi idamen o, Sec o de Ac i idade e Con olo Accionis a.
U ilizando dados em painel pa a o pe íodo de 1990 - 1995, p ocu amos desc e e os e ei os que
es as a iá eis ém sob e o ni el de endi idamen o das emp esas em cada ano da análise, en ando
iden i ica elaçôes en e as a iá eis, que ao longo do empo, que en e emp esas do mesmo sec o de
ac i idade, como ambém ainda analisa os e ei os pa icula es de cada emp esa e de cada ano em análise,
nao incluidos ñas a iá eis explica i as dos modelos u ilizados.
Apesa de e mos chegado a alguns esul ados idén icos aos ob idos com ou as me odologías
aplicadas, pa a o mesmo e ei o, a ni el in e nacional, ambém é um ac o que nem semp e assim
acon eceu, pensamos nós de ido a ca ac e ís icas especí icas das emp esas da nossa amos a e, em ge al,
as do me cado Po ugués.
Despi e he long deba e in inance abou he choice o he i m's capi al s uc u e, he e is no
ag eemen ye on he exis ence o such an op imal s uc u e. Howe e , he e is a la ge unanimi y as o he
exis ence o se e al ac o s ha can de e mine he choice o a ce ain capi al s uc u e by companies.
The e o e, in his pape , mo e han discuss he p oblema ic o he exis ence o an op imal capi al
s uc u e, we analyse, o a la ge sample o Po uguese companies, he ele ance and alidi y o se e al
ac o s conside ed in he li e a u e as de e minan s o he companies’ capi al s uc u e ( ep esen ed by he
deb a io): Size, G ow h, Business Risk (Vola ili y), P o i abili y, Asse s Composi ion (Colla e al Value),
Non-Deb Tax Shields, Sec o o Ac i i y and Owne ship Con ol.
Using panel da a o he pe iod be ween 1990 and 1995, we seek o desc ibe he e ec s ha hese
a iables ha e on companies’ deb le el in each yea o he analysis, ying o iden i y ela ionships
among he a iables, ei he h ough ime o be ween companies in he same sec o o ac i i y. We also
analyse he pa icula e ec s o each company and each yea , ha a e no included in he explana o y
a iables o he models employed.
Despi e he ac ha we ha e a i ed a simila esul s as hose ob ained by o he me hodologies
when applied in e na ionally, i is also a ac ha no always his has being so. We belie e ha , in
pa icula , his was due o he speci ic cha ac e is ics o he companies in ou sample and, in gene al, o
hose o he Po uguese ma ke .
PALAVRAS CHAVE: De e minan es da es u u a de capi ais/análise de dados em painel.
KEYWORDS: Capi al s uc u e de e minan s/panel da a analysis.
1. INTRODUÇÂO
O polémico e cons an e deba e sob e a escolha da es u u a de capi ais das emp esas, se
em pe mi ido desen ol imen os eó icos conside á eis, ce o é que ambém em le an ado
alguns p oblemas, p incipalmen e elacionados co n a e i icaçâo empí ica das eo ías. No
en an o, mui os sao os au o es que iden i ica an! um conjun o di e si icado de ac o es
po encialmen e de e minan es da es u u a de capi ais das emp esas, como po exemplo: o Tipo
81 Mes e em Ges áo de Emp esas.
82 P o esso Associado co n Ag egaçâo.
131
IX Jomadas Hispano-Lusas de Ges ión Cien í ica
de Indus ia, a Dimensáo, o C escimen o, o Risco de Negocio, a Rendibilidade, a Composiçâo
do Ac i o e as Van agens Fiscais Nao Resul an es do Endi idamen o.
Nes e nosso abalho, e pela p imei a ez em Po ugal de u na o ma áo ab angen e,
p e endemos analisa e discu i a elaçâo en e es es e ou os ac o es e a es u u a de capi ais
das emp esas, conside ando que es a se di ide em Capi al P óp io e Capi al Alheio, sendo
aquela ep esen ada pelo ácio de endi idamen o.
2. ALGUMAS CONSIDERAÇÔES TEÓRICAS SOBRE AS DETERMINANTES DA
ESTRUTURA DE CAPITAIS
Os ac o es conside ados de e minan es da es u u a de capi ais das emp esas es áo, de
u na o ma mais ou menos di ec a, elacionados com as suas ca ac e ís icas ope acionais.
A associaçâo en e a es u u a inancei a da emp esa e as suas ca ac e ís icas ope acionais
em ganho u na impo ancia ancamen e c escen e desde o deba e inicial de Modigliani e Mille
[1958 e 1963], De ac o, desde en ao, á ios o am os au o es que desen ol e án! abalhos
sob e es a p oblemá ica.
Um dos p imei os ac o es a se analisado oi o ipo de indus ia (ac i idade das
emp esas), conside ado po alguns au o es (Schwa z e A onson [1967], Sco [1972], Sco e
Ma in [1975] e Fe i e Jones [1979]) como ep esen a i o do isco de negocio. As conclusôes
ace ca da sua in luência sob e os ácios de endi idamen o obse ados nas emp esas sào
polémicas, ha endo quem de enda que es e ac o nâo é de e minan e das es u u a de capi ais
(Remme s e al. [1974] e Augus o [1996], po exemplo).
A dimensâo (medida pelo olume de endas - Remme s e al. [1974], ou pelo o al dos
ac i os - Sco e Ma in [1975]) em sido ou o ac o ex ensi amen e analisado.
Fo am á ios ambém os au o es que es a am empí icamen e a elaçâo en e es es dois
aspec os, endo chegado a conclusôes bas an e di e sas. Alguns au o es encon a an! u na
elaçâo nega i a (Gup a [1969], po exemplo), enquan o ou os (Sco e Ma in [1975], Fe i e
Jones [1979] e Ti man e Wessels [1988], en e á ios) encon a an! u na elaçâo posi i a.
Toy e al. [1974] o am dos p imei os au o es a omece alguma e idencia que apoia a a
isâo de que a axa de c escimen o dos ac i os das emp esas é u na de e minan e da sua
es u u a de capi ais ( elaçâo posi i a). Depois deles, á ios ém sido os es udos que ap esen am
que u na elaçâo posi i a que nega i a en e endi idamen o e c escimen o, embo a a
in e p e açâo e signi icância des a elaçâo seja aínda pouco cla a. A con o é sia começa desde
logo com a escolha do a ibu o ep esen a i o des e ac o : se alguns conco dam co n a axa de
c escimen o dos ac i os (Ti man e Wessels [1988], Thies e Klock [1992], Balak ishnan e Fox
[1993] e Augus o [1996]), ou os p e e em a axa de c escimen o dos esul ados an es de ju os e
impos os (Alien [1995]).
Mais ecen emen e alguns au o es associam a elaçâo en e c escimen o e endi idamen o
das emp esas, co n a eo ía da "Pecking O de ”83 84 (Thies e Klock [1992], Alien [1995] e
Augus o [1996]).
Pa a além dos ac o es já e e idos, o isco de negocio ( ola ilidade) é al ez aquele a
que a gene alidade dos au o es azem mais e e encia, conside ando a hipó ese de u na elaçâo
nega i a en e es e e o endi idamen o, de ido aos cus os de alência e agéncia.
Os di e sos es udos que, desde há alguns anos pa a cá, ém analisado a elaçâo en e isco
de negocio e endi idamen o (Toy e al. [1974], S onehill e al. [1975], Fe i e Jones [1979],
B adley e al. [1984], Ti man e Wessels [1988] e Thies e Klock [1992]), le am-nos a conclui ,
gené icamen e, po u na elaçâo in e sa (quase in ui i a), já que é acei á el que maio isco
implique meno capacidade pa a aze ace aos comp omissos assumidos, designadamen e aos
cus os do endi idamen o.
Thies e Klock [1992] elaciona an! es e ac o com a eo ía do “S a ic T ade-O ”M,
admi indo que a a iabilidade dos esul ados ope acionais é nega i amen e elacionada com o
83 Pa a mais desen ol imen os sob e es a eo ía, eja-se Mye s [1984] e Mye s e Majlu [1984].
84 Pa a mais desen ol imen os sob e es a eo ía eja-se K aus e Li zenbe ge [1973], Mye s [1977] e
Cas anias [1983], en e ou os.
132
Á ea de Economía Financie a y Con abilidad
endi idamen o de longo p azo, sendo posi i amen e elacionada com o endi idamen o de cu o
p azo.No que espei a à endibilidade (em pa icula a endibilidade do ac i o85 86), podemos
a i ma que exis em di e géncias signi ica i as en e as di e en es análises. Enquan o alguns
oz
ap esen am a gumen os de enso es de u na elaçâo nega i a (Toy e al. [1974] , Mye s e Majlu
[1984], Mye s [1984], Ti man e Wessels [1988] e Thies e Klock [1992]), ou os admi em que,
pa icula men e num con ex o de p oblemas de agência, o endi idamen o es á posi i amen e
elacionado com a endibilidade (Jensen [1986]).
Mui as eo ías e es udos empí icos de endem que ambém a composiçâo do ac i o ( alo
cola e al) das emp esas de e mina a escolha da sua es u u a de capi ais. A ideia ge almen e
acei e é que emp esas co n mais ac i os que possam se usados como ga an ía (i. e, com maio
alo cola e al, iden i icado pelos in es ido es no me cado) p e e em87 ou podem endi ida -se
mais (Ti man e Wessels [1988], Lumby [1991], Thies e Klock [1992], Rajan e Zingales [1995]
e Augus o [1996]). Se os ac i os co pó eos sâo mais ácilmen e a ahados pelo me cado e os
inco pó eos ém essencialmen e um alo especí ico pa a a emp esa (B adley e al. [1984] e
Ti man e Wessels [1988]), en âo ha e á uma elaçâo posi i a en e o g au de angibilidade dos
ac i os e o ni el de endi idamen o das emp esas.
Num con ex o de p oblemas de agência, Jensen e Meckling [1976] e Mye s [1977]
de endem ambém que se nâo é possí el as emp esas o e ece em ga an ías pa a a di ida, os
c edo es podem aze mais exigências, o que p o a elmen e e á consequências sob e o seu
cus o do Capi al Alheio, le ando-as a p e e i em o inanciamen o co n Capi al P óp io.
DeAngelo e Masulis [1980] desen ol e am um modelo de es u u a óp ima de capi ais
que inco po a a o impac o dos impos os sob e os endimen os das emp esas, dos pa icula es e
ainda, as an agens iscais nâo esul an es do endi idamen o (“non deb ax shields”). Es es
au o es a gumen am pa icula men e que as an agens iscais ace às amo izaçôes e aos
c édi os de impos o sâo subs i uías dos bene icios iscais do inanciamen o com Capi al Alheio,
pelo que de e minam nega i amen e o ni el de endi idamen o das emp esas. Ou os au o es
(B adley e al. [1984], Ti man e Wessels [1988], Balak ishnan e Fox [1993],en e ou os)
elaciona an! es e ipo de an agens iscais com a composiçâo dos ac i os da emp esa
a gumen ando que o sinal da elaçâo depende dos indicado es usados pa a medi ais an agens.
Po que a maio ia dos es udos empí icos sob e a es u u a de capi ais das emp esas nos
pa ecem limi ados (nâo só pelos dados que u ilizam, como po excluí em algumas a iá eis
impo an es) e, pa a além dis o, os e ei os dos di e en es ac o es sob e a es u u a de capi ais
das emp esas pe maneça ambiguo e pouco consensual, é nossa p e ensáo con ibui co n es e
abalho no sen ido de e i ica se algumas das conclusóes ap esen adas an e io men e se
e i icam numa ealidade mui o insu icien emen e es udada: a Po uguesa.
3. METODOLOGIA UTILIZADA
O modelo que adop ámos ap esen a alguns aspec os ¿no ado es: seguindo uma
abo dagem com dados em painel, p ocu amos analisa , po um lado, os e ei os do ipo de
p op iedade/con olo accionis a sob e os ácios de endi idamen o das emp esas da amos a e,
po ou o, sabe a impo áncia de aspec os indi iduáis e empo ais (nâo especi icados ñas
a iá eis explica i as - po exemplo: acilidade de acesso ao me cado de capi ais, pode
négociai com omecedo es e inanciado es, e c.) na explicaçâo da sua es u u a de capi ais.
Assim, pa imos de um painel de dados que incluí um conjun o de obse açôes sob e a
es u u a inancei a de algumas das maio es emp esas (nâo inancei as) Po uguesas, ecolhida
ao longo de um ho izon e empo al de 6 anos. A sua na u eza simul ánea de “c oss-sec ion” e
85 Nos di e sos es udos as medidas de endibilidade apa ecem calculadas que com o esul ado
ope acional, que com o esul ado an es de ju os e impos os.
86 As suas conclusses assemelham-se às ideias de endidas pela eo ía da “Pecking O de ”, que su giu dez
anos depois.
87 De aco do com os p essupos os da eo ía da “Pecking O de " ( eja-se Mye s e Majlu [1984]).
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IX Jomadas Hispano-Lusas de Ges ión Cien í ica
sé ie empo al, pe mi e analisa elaçôes signi ica i as en e as a iá eis dependen es e
independen es, que ao longo do empo, que en e emp esas dos á ios sec o es de ac i idade.
3.1 Amos a
A amos a u ilizada no nosso es udo oi ecolhida a pa i da base de dados Exame - 500
Melho es e Maio es. As emp esas o am seleccionadas conside ando que: a) pe manece am
no " anking", sob a mesma o ma ju ídica, ao longo do ho izon e empo al conside ado; b)
esponde am ao inqué i o da Cen al de Balanços do Banco de Po ugal, em odos os anos em
análise; e c) nâo se encon a am em si uaçâo de aléncia écnica. Fo am ecolhidas in o maçôes
a pa i dos documen os inancei os (Balanço e Demons açâo de Resul ados) de 93 emp esas,
dis ibuidas da seguin e o ma:
Quad o 1 - Dis ibuiçâo da Amos a
Sec o de Ac i idade To al
Co n o l o A c c io n is a
Na cio n a l Es a n g e i o
Pú b l ic o P i a d o
Sec o P ima io 21 1 0
Sec o Secunda io 78 737 34
Sec o Te cia io 13 4 5 4
TOTAL 93 12 43 38
O ho izon e empo al conside ado pa a análise - 6 anos (1990 a 1995) - oi de inido
a endendo a que de e ia: a) ab ange anos de ediçâo da EXAME - 500 MELHORES E MAIORES; b)
a ende à u ilizaçâo do modelo de inqué i o da Cen al de Balanços do Banco de Po ugal, de
aco do com as e isôes do POC de 1989 e 1991; e c) p i ilegia os anos mais ecen es.
Como na maio ia dos es udos e e idos, u ilizámos alo es con abilís icos (his ó icos), em
ez de alo es de me cado ou ainda de alo es co igidos (designadamen e no sen ido de
a enua os e ei os da in laçâo). Is o de eu-se nâo só a azóes de simplicidade, como ambém
po que sâo esses os dados que se encon am disponí eis. Po ou o lado, como u ilizamos dados
em painel, os e ei os empo ais sâo eles p óp ios conside ados como suscep í eis de in luencia
a es u u a de inanciamen o das emp esas, ou seja, os e ei os da in laçâo e das al e açôes
conjun u ais sâo, des a o ma, implíci amen e conside ados no modelo.
3.2 Va iá el Dependen e
A es u u a de capi ais de u na emp esa é no malmen e ep esen ada pelo seu ácio de
endi idamen o dependendo a escolha da sua medida do objec i o de cada análise.
Embo a a de iniçâo mais ab angen e de endi idamen o possa se exp essa pelo ácio
Capi al Alheio To aUAc i o To al Líquido, ce o é que mui os au o es ( eja-se, po exemplo,
Sco e Ma in [1975], Bowen e al. [1982], B adley e al. [1984], Ti man e Wessels [1988],
Rajan e Zingales [1995], en e ou os) u iliza am ou as exp essóes. Na nossa análise, po azôes
que se p endem essencialmen e co n a disponibilidade de in o maçâo, conside amos a es u u a
inancei a das emp esas ep esen ada pela sua de iniçâo mais ab angen e ( al como o ize em
Remme s e al. [1974] e Fe i e Jones [1979]). Pa a além dis o, po que alguns es udos
ob i e am esul ados di e en es quando usa am di e en es medidas de endi idamen o,
u iliza emos ambém o “Deb o Equi y Ra io’’ como a iá el dependen e, ap oximando-nos
assim da abo dagem de B adley e al. [1984].
Assim, nos modelos u ilizados, emos os seguin es indicado es da a iá el dependen e88:
_ Capi al Alheio To al _ Capi al Alheio Medio e Longo P azo
Ac i o To al Liquido Ac i o To al Liquido
Y3 Capi al Alheio Cu o P azo
Ac i o To al Liquido Y4 Capi al Alheio To al
Capi al P op io
88 Os Ac éscimos e Di e imen os c edo es o am conside ados como Capi al Alheio de cu o p azo. As
P o isoes pa a Riscos e Enca gos, nao sendo conside adas Capi al Alheio, o am deduzidas ao Ac i o
To al Líquido, que assim apa ece com um alo di e en e do que é ap esen ado no Balanço.
134
Á ea de Economía Financie a y Con abilidad
33 Va iá eis Independen es
Po que os ac o es po encialmen e de e minan es da es u u a de capi ais das emp esas
sao, mui as ezes, nao obse á eis di ec amen e, exis e um conjun o de indicado es que, sendo
obse á eis, pe mi em iden i ica a p esença daqueles a ibu os sendo, po isso, os seus
"p oxies".
Ao seleccionamos es es a ibu os, e sob e udo os seus indicado es, p ocu amos aqueles
que encon a am supo e na li e a u a inancei a e nos es udos empí icos sob e o ema, e que
podiam se de e minados/calculados com os dados disponí eis pa a a amos a conside ada.
Assim, pa a a DlMENSÁO seleccionámos ès a iá eis ep esen a i as (Fe i e Jones
[1979], Ti man e Wessels [1988]):
Xi - N° de T abalhado es89 X2 - Ac i o To al Líquido X3 - Volume de
Vendas90
Em elaçâo ao CRESCIMENTO, op ámos pela Taxa de C escimen o do Ac i o To al
Líquido ( .g.: Toy e al. [1974]), sendo calculada anualmen e, e ep esen ando a a iaçâo
empo al do mon an e do ac i o o al líquido de cada emp esa.
Assim: X* - Taxa de C escimen o do Ac i o To al Líquido
O RISCO de Neg o cio (ou isco económico), po se essencialmen e ep esen a i o da
ola ilidade dos esul ados das emp esas, é no malmen e medido a a és do des io pad áo ou
coe icien e de a iaçâo dos esul ados. No nosso modelo u ilizamos o coe icien e de a iaçâo
dos esul ados ( al como Toy e al. [1974]), bem como des íos pad óes de c escimen o
“s anda dizados" ( al como Fe i e Jones [1979]). Po ou o lado, como p e endemos medi o
isco de negocio, pa ece-nos mais adequado conside a Resul ado An es de Ju os e Impos os91.
E ainda, co n a u ilizaçâo de des íos pad óes de c escimen o “s anda dizado”, como medidas
de ajus amen o do isco de negocio, en amos dissocia da dimensáo da emp esa, os e ei os da
ola ilidade.
Nes e quad o de inimos:
em que:
= ano;
n = n° de obse açôes (6 anos);
_ Resul ado An es de Ju os e Impos os do ano
Ac i o To al Liquido do ano
= média de ,.
X6 - Des io Pad ao de C escimen o S anda dizado das Vendas = j
Xs - Coe icien e de Va iaçâo do R AJI =
n / - 2
n-1
X7 - Des io Pad ao de C escimen o S anda dizado do RAJI
(
T y¡ - »-1
em que: x, e x,-i - soma ó io das Vendas e P es açôes de Se iços, nos anos ( ) e ( -1) espec i amen e;
y e y -i - Resul ado An es de Ju os e Impos os (RAJI), nos anos ( ) e ( -1) espec i amen e;
x - média do soma ó io das Vendas e P es açôes de Se iços;
y - média do Resul ado An es de Ju os e Impos os;
o - des io pad ao.
89 Incluí o o al de Pessoal Remune ado (di igen es, emp egados, ope á ios, ap endizes e p a ican es).
90 Ab ange, nes e e nou os indicado es, o o al de endas líquidas de me cado ias e p odu os e o o al das
p es açôes de se iços líquidas.
Ao con a io do que acon ece na maio ia da li e a u a inancei a, nao conside amos que o Resul ado
An es de Ju os e Impos os (RAJI) seja coinciden e com o Resul ado Ope acional. Com e ei o, pelo ipo de
dados que dispusemos, de inimos:
RAJI = Resul ado Líquido + Cus os Financei os de Financiamen o + Impos o sob e o Rendimen o.
135

IX Jomadas Hispano-Lusas de Ges ión Cien í ica
Quan o às medidas de RENDIBILIDADE do Ac i o, po que p e endemos usa indicado es
que, po um lado, pe mi am e lec i a endibilidade de explo açâo (associada ambém ao seu
isco de negocio) e, po ou o, nao sejam a ec ados pelo ni el de endi idamen o da emp esa,
u ilizamos dois ácios cuja p incipal di e ença eside no ac o de num deles, po limi açôes
ine en es aos dados ecolhidos, conside a mos o Resul ado Ex ao diná io. Se, po um lado, es e
p ocedimen o pode ques iona a ap oximaçâo do Resul ado An es de Ju os e Impos os, assim
de inido, à endibilidade de explo açâo das emp esas, po ou o lado, pode á pe mi i analisa ,
ainda que de o ma indi ec a, a in luéncia do Resul ado Ex ao diná io na sua es u u a de
capi ais, o que pensamos se um aspec o ino ado do nosso es udo.
En áo emos:
Y _ Resul ado An es de Ju os e Impos os Resul ado Ope acional
Ao —
----------------------------------------------------------
A9 = -------------------------------------
Ac i o To al Liquido Ac i o To al Liquido
Na escolha dos indicado es que se em de medida da COMPOSIÇÂO DO ACTIVO
(VALOR Cola e al) a endemos, pa icula men e, às abo dagens de Ti man e Wessels [1988]
e Thies e Klock [1992], dado que p e endemos obse a se as ca ac e ís icas dos ac i os de cada
emp esa (nomeadamen e elacionadas co n a sua capacidade de se i em de ga an ías aos
c edo es) condicionam o seu ecu so a Capi al Alheio.
xio Imobilizado Co po eo Liquido
Ac i o To al Liquido Xll Imobilizado Inco pó eo Liquido
Ac i o To al Liquido
Nos es udos empí icos que e e imos an e io men e o am á ios os indicado es
u ilizados pa a ep esen a as VANTAGENS FiSCAIS NÂO RESULTANTES DO ENDIVIDAMENTO.
Na escolha dos indicado es que u ilizámos p ocu ámos concilia os es udos de au o es como
DeAngelo e Masulis [1980], B adley e al. [1984] e Balak ishnan e Fox [1993], co n as ideias
de Ti man e Wessels [1988], que elacionam as amo izaçôes e os c édi os de impos o
esul an es do in es imen o, com a composiçâo do ac i o o al da emp esa. Nes e sen ido,
p ocu ando, po um lado, segui as ideias des es úl imos au o es e, po ou o, analisa os
di e en es ipos de elaçâo com o endi idamen o, u ilizamos como medidas pa a es e ipo de
an agens iscais os ácios92:
Amo izaçoes do Imobilizado Co po eo e Inco pó eo
Resul ado An es de Amo izaçoes, Ju os e Impos os X13 Despesas de In es igaçâo e Desen ol imen o
Vendas To ais Liquidas
Em nossa opiniáo, o ácio ep esen ado po Xi3, podendo, e en ualmen e, náo se e ela
como medida de c escimen o adequada à ealidade Po uguesa, é, oda ía, um bom indicado
pa a a aha a in luéncia das an agens iscais náo esul an es do endi idamen o sob e a
es u u a inancei a das emp esas, já que ais despesas podem se amo izadas, sendo a sua
amo izaçâo acei e como cus o iscal (subs i u o dos enca gos inancei os).
A inclusáo do CONTROLO ACCIONISTA na nossa análise isa essencialmen e cap a o
e ei o que o ipo de p op iedade pode exe ce sob e o ni el de endi idamen o das emp esas.
Es e a ibu o pode assumi á ias ca ego ías de aco do com os ipos de con olo accionis a
conside ados pela e is a Exame: nacional p i ado (se os accionis as maio i á ios o em
pessoas singula es ou colec i as nacionais do sec o p i ado); nacional público (se o o Es ado
ou emp esas po si pa icipadas maio i a iamen e); e es angei o (se o em en idades náo
esiden es).
Assim:
Xi4 - Con olo Nacional Público XI5 - Con olo Nacional P i ado
O e ei o do SECTOR DE Ac i idade p e ende cap a á ias ca ac e ís icas es u u ais da
emp esa, pa icula men e elacionadas com o seu amo de ac i idade (po exemplo: ba eñas à
92 De aco do com a nossa de iniçâo de Resul ado An es de Ju os e Impos os - RAJI, o Resul ado An es de
Amo izaçôes, Ju os e Impos os (RAAJI) se á:
RAAJI = RAJI + Amo izaçôes do Exe cício (Imobilizaçôes Co pó eas e Inco pó eas).
136
Á ea de Economía Financie a y Con abilidad
en ada de no os conco en es, condiçôes de me cado) que podem a ec a o seu endi idamen o.
Assim conside amos:
X¡6 - Sec o P ima io Xi7 - Sec o Secunda io
Tal como acon ece pa a o Con olo Accionis a, ambém o Sec o de Ac i idade é um
a ibu o que assume ca ego ías quali a i as, a adas es a is icamen e como a iá eis ‘mudas’.
3.4 O In e esse do Ano como Va iá el Explica i a
A análise do e ei o empo al p e ende cap a as a iaçôes anuais da conjun u a
económica, (como sejam al e açôes iscais, po exemplo), que podem a ec a as decisóes da
es u u a de capi ais. Em nosso en ende , al análise e es e-se de pa icula impo ancia, já que
du an e o ho izon e empo al conside ado oco e am, en e ou as, impo an es al e açôes ao
ni el da con abilizaçâo e a amen o iscal das endas dos con a os de locaçâo inancei a, que
pode âo e in luenciado signi ica i amen e a es u u a de inanciamen o das emp esas.
3.5 Modelo e Tipo de Dados
De u na o ma ge al, as ca ac e ís icas do(s) modelo(s) que adop ámos podem esumi -se
assim:
> T a a-se de um conjun o de qua o eg essóes. a endendo ao ac o de selecciona mos qua o
indicado es ep esen a i os do ácio de endi idamen o:
17
YU = 00 1+ ^ / e lX k + nli,
K = 1
17
Y2¡, . = iO 2 + ¡3k 2Xh. + /i2i. i
K= 1
17
Y3¡, = }0 3+ Pk 3Xki, + /i3i.
K = 1
17
Y4i,. = ¡}0 4 + ^ Pk 4 Xh, + p4¡,
K = I
> Sao Modelos de E ei os Alea o ios. Cada a iá el a explica depende de um conjun o de
a iá eis independen es explíci as no modelo (que di e em en e emp esas e ao longo do
empo) e de ou as a iá eis nao explíci as ou omi idas (que podem e lec i aspec os
pa icula es de de e minadas emp esas e/ou de ce os pe íodos de empo).
> Pa áme os dos modelos: os e mos independen es (in e cepçôes) sâo a iá eis en e
indi iduos e ao longo do empo; os ou os pa áme os (decli es das eg essóes) assumem-se
cons an es.
> Es imamos Modelos de Decomposiçâo dos Des íos (ou de Componen es de E o). Há
co ecçâo do e mo independen e apenas pa a os indicado es de endi idamen o global (Yi e
Y4), o que signi ica que apenas aqui os e ei os indi iduáis e empo ais se e ela am
impo an es. Assim, como p0 a ia de indi iduo pa a indi iduo e ao longo do empo (sendo
equipa ado a u na a iá el alea o ia), de e se co igido, e os e ei os indi iduáis e empo ais
apa ecem assim no e mo de e o (decompos o, des a o ma, numa componen e indi idual,
nou a empo al e nou a aínda pu amen e alea o ia).
> Es imamos Modelos Simples (com homogeneidade de pa áme os) pa a os indicado es da
es u u a do endi idamen o (Y2 e Y3).
> T a am-se de Modelos Dinámicos, já que u ilizam como a iá el explica i a a p óp ia
a iá el dependen e des asada um pe íodo ( esul ado da eliminaçâo da au oco elaçâo de Ia
o dem).
Conside ando que o Modelo de Decomposiçâo dos Des íos mais nâo é do que um caso
pa icula dum modelo de eg essâo ge al, es imamos pois um conjun o de Modelos de
com:
i - núme o de emp esas = 1,
..........
,93
- núme o de anos = 1,
..........
,6
Xki, i - ec o de a iá eis explica i as;
k - núme o de a iá eis explica i as = 1
............
,17;
pi,, - e mo de e o.
137
IX Jomadas Hispano-Lusas de Ges ión Cien í ica
Reg essâo (com ou sem decomposiçâo dos des íos), a im de iden i ica as de e minan es mais
signi ica i as da es u u a de capi ais das emp esas da nossa amos a. No emos ainda que, pa a
cada eg essâo, o e mo cons an e é único, es ando co igido pa icula men e pa a Yi e Y4. Cada
eg essâo se á analisada sepa adamen e das ou as, u na abo dagem semelhan e à de Thies e
Klock [1992].
O mé odo de es imaçâo que u ilizámos oi o dos Mínimos Quad ados Gene alizados com
a amen o dos dados em painel.
4. APRESENTAÇÂO E ANÁLISE DOS RESULTADOS
Do painel cons uido com dados das 93 emp esas, pa a cada a iá el, ao longo dos 6 anos
de obse açâo, seleccionámos a seguin e in o maçâo:
Quad o 2 - Va iá eis Dependen es Usadas no Es udo - Resumo das Es a ís icas
Va iá e is Mín im o Má x im o Méd ia De s io P a d á o
CA/ATL 0,07 0,91 0,52 0,18
CAmlp / ATL 0,00 0,57 0,12 0,13
CAcp / ATL 0,06 0,85 0,41 0,18
CA/CP 0,07 10,37 1,51 1,25
Dos alo es ap esen ados, des acamos as médias dos á ios indicado es de endi idamen o
(52% pa a o Endi idamen o To al, 12% pa a o Endi idamen o de Médio/Longo P azo, 41%
pa a o Endi idamen o de Cu o P azo e 1,51 pa a o “Deb o Equi y Ra io”). De aco do com um
es udo da e is a ECONOMIE EUROPÉENNE [1994], podemos dize que os alo es po nós ob idos
se enquad am den o nos espec i os alo es pa a a maio pa e dos países eu opeus. O ac o da
média do endi idamen o de cu o p azo se mais do que dupla do que a média de médio/longo
p azo e lec i á, o pouco dinamismo, no pe íodo em análise, de mui os me cados de capi ais
eu opeus (em pa icula , o Po ugués) associado à g ande con iança po pa e das emp esas em
elaçâo ao sis ema bancá io (i.e., u na ce a adiçâo de ecu so ao c édi o bancá io como o ma
de inanciamen o).
No quad o seguin e ap esen amos os esul ados das es ima i as dos Modelos de
Reg essâo pa a cada u na das a iá eis dependen es ( alo es das es a ís icas " " en e
pa én esis).
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Á ea de Economía Financie a y Con abilidad
Qua o 3 - Resul ados dos Modelos de Reg essao
Va iá eis D e pe n d en es
Va iá e is In d e pe n d en e s Y, = CA/ATL Yj = Camlp / ATL Y3= CAcp/ATL Y4=CA/CP
Cons an e -0,3427“ -8,6300e-004 0,0646" -3,0562*
(-12,74152) (-0,06803) (3,06186) (-11,98509)
Xi - N° de T abalhado es l,8809e-006 -2,2284e-006 5,7824e-006 3,9357e-005
(0,31349) (-0,49928) (0,99160) (0,70631)
X2 - Ac i o To al Líquido l,2081e-010 3,7869e-010“ -2,5333e-010 2,1386e-009
(0,59517) (2,43642) (-1,25780) (1,13930)
X3 - Volume de Vendas -l,6886e-011 -l,8658e-010e l,8780e-010 -l,0165e-009
(-0,12552) (-1,82396) (1,40045) (-0,81591)
X4 - Taxa C escimen o ATL 0,1013“ 0,0435b 0,0513' 0,7375*
(5,53865) (2,95577) (2,70461) (4,61965)
X5 - Coe . Va iaçâo RAJI -2,4148e-003 -2,9908e-003 -1,481 le-003 0,0208
(-0,68542) (-1,15175) (-0,44251) (0,62733)
X6 - Des io Pad áo Vendas 0,0773 0,0579 0,0624 1,3250'
(1,47013) (1,48793) (1,26293) (2,63358)
X7 - Des io Pad áo RAJI -4,0684e-003 -5,2382e-003 -2,9416e-003 0,0225
(-0,76894) (-1,35197) (-0,58777) (0,45560)
X8- RAJI /ATL -0,4204* -0,0614 -0,3673* -1,9713'
(-5,04175) (-0,92651) (-4,26723) (-2,70109)
Xs - Res. Ope acional / ATL 0,2601b -0,0280 0,2872" 1,0632
(2,83899) (-0,38504) (3,05113) (1,30895)
X10 - Imob. Co p. Líq. / ATL -0,0332 0,0396' -0,0388' -0,4672J
(-1,44907) (1,95214) (-1,67728) (-2,19732)
Xn - Imob. Inco p. Liq. / ATL -0,1774“ 0,0855 -0,2191' -0,0988
(-2,25856) (1,35863) (-2,70972) (-0,14359)
X12 - Am. Mi. C. e L / RAAJI 3,4187e-003 l,3394e-003 2,1785e-003 0,0523
(0,91538) (0,43683) (0,54899) (1,63752)
X13 - Despesas I&D / Vendas -0,0447 -0,1333 0,0797 -1,5414
(-0,21803) (-0,81513) (0,37716) (-0,85657)
X14 - Con olo Nac. Público -9,7735e-003 -7,4346e-003 -0,0116 6,4140e-003
(-0,65136) (-0,68843) (-0,80632) (0,04541)
X15 - Con olo Nac. P i ado -5,6055e-003 3,7265e-003 -4,8788e-003 -0,0234
(-0,70199) (0,61075) (-0,63352) (-0,30771)
Xi6 - Sec o P imá io 0,0203 5,2631e-004 0,0193 0,0889
(0,76453) (0,02686) (0,75977) (0,35111)
Xn - Sec o Secundá io 0,0129 6,6914e-004 5,2947e-003 0,0889
(1,12547) (0,08040) (0,48489) (0,81388)
Va iá el Dependen e ,.1 0,8304“ 0,8255* 0,8885“ 0,6810*
(44,13947) (31,92814) (39,70952) (27,90669)
R2 0,8409 0,8209 0,8379 0,6771
F137,2572* 119,2011“ 134,3031“ 55,0632*
a Ni el de Signi icancia < 0,0001 b Ni el de Signi icancia < 0,005 c Ni el de Signi icáncia < 0,01
d Ni el de Signi icáncia < 0,05 e Ni el de Signi icáncia <0,1
Em ace dos alo es ob idos podemos cons a a que, de u na o ma ge al, nao exis em
di e enças signi ica i as en e os esul ados das á ias eg essôes. De ac o, sal o algumas
excepçôes que explica emos de seguida, quaisque que sejam as medidas de endi idamen o
u ilizadas, elas sao a ec adas pelos mesmos de e minan es. Assim, apesa dos alo es ob idos
pa a os coe icien es de ajus amen o dos modelos (R ), na e dade o e mo cons an e pa ece
con inua a e u na impo ancia signi ica i a pa a a explicaçâo da maio ia das a iá eis
dependen es (co n excepçâo do endi idamen o de médio/longo p azo). Is o signi ica que, pese
embo a as co ecçôes ei as em elaçâo aos e ei os indi iduáis e empo ais (designadamen e em
Yi e Y4), podem exis i ou as de e minan es do endi idamen o nao explíci as nos modelos.
Como conside a an! Toy e al. [1974], podemos apon a a ecnología e o g au de liquidez dos
ac i os as quais, de ido às di iculdades em se ob e in o maçâo pública sob e elas, ou se em
di ícilmen e mensu á eis, ambém nao o am po nós conside adas.
Po ou o lado, há ac o es que nao pa ecem se de e minan es do endi idamen o,
quaisque que sejam as medidas des e. Dis o sao exemplo os indicado es de DlMENSÁO, RISCO
de Negocio (Vola ilidade), Van agens Fiscais náo Resul an es do Endi idam en o,
Con olo A ccionis a e Sec o de Ac i idade. No e-se que, no que espei a à Dimensâo.
es e apenas pa ece exe ce u na in luência mui o aca (coe icien es mui o p óximos de ze o)
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