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Os Caminhos da Imersão na Era do Jornalismo Transmidiático : do papel à realidade virtual

López Hidalgo, Antonio; Fernández Barrero, María Ángeles

Abstract

Em um contexto caracterizado pela profunda crise que sofre a profissão, o jornalismo de imersão abre um panorama de luz neste contexto de sombras. O jornalista busca novos métodos para indagar as fontes informativas e adentrar no coração daquela realidade que pretende contar posteriormente. A imersão do profissional no lugar dos acontecimentos durante um tempo determinado se mostra como a fórmula mais factível. A própria escritura, aquilo que se convencionou chamar de jornalismo narrativo, oferece novidadeiros recursos de expressão, assim como novos formatos e gêneros, enquanto que os meios audiovisuais oferecem ao espectador, com a mediação da tela, uma vivência imaginada. A miniaturização dos dispositivos de gravação e a câmera oculta potencializaram os recursos audiovisuais nesse sentido. De fato, os caminhos do jornalismo de imersão seguem o rastro das inovações tecnológicas. As redes sociais potencializaram experiências de imersão parciais, que favorecem o contato do jornalista com grupos de risco, e completas, em que a infiltração se desenvolve de maneira integral na rede. Ainda assim, a realidade virtual e as técnicas dos videogames oferecem ao cidadão a possiblidade de viver as experiências transmitidas e vividas pelos jornalistas, naquilo que já se conhece como jornalismo imersivo.

Full text

DOSSIÊ Dossiê ][ P á icas Jo nalís icas Os Caminhos da Ime são na E a do Jo nalismo T ansmidiá ico: do papel à ealidade i ual T adução_Ma cos Zibo di. Resumo Em um con ex o ca ac e izado pela p o unda c ise que so- e a p o issão, o jo nalismo de ime são ab e um pano ama de luz nes e con ex o de somb as. O jo nalis a busca no os mé odos pa a indaga as on es in o ma i as e aden a no co ação daquela ealidade que p e ende con a pos e io men e. A ime são do p o issional no luga dos acon ecimen os du an e um empo de e minado se mos a como a ó mula mais ac í el. A p óp ia esc i u a, aquilo que se con encionou chama de jo nalismo na a i o, o e ece no idadei os ecu sos de exp essão, assim como no os o ma os e gêne os, enquan o que os meios audio isuais o e ecem ao espec ado , com a mediação da ela, uma i ência imaginada. A minia u ização dos disposi i os de g a ação e a câme a ocul a po encializa am os ecu sos audio isuais nesse sen ido. De a o, os caminhos do jo nalismo de ime são seguem o as o das ino ações ecnoló- gicas. As edes sociais po encializa am expe iências de ime - são pa ciais, que a o ecem o con a o do jo nalis a com g upos de isco, e comple as, em que a in il ação se desen ol e de manei a in eg al na ede. Ainda assim, a ealidade i ual e as écnicas dos ideogames o e ecem ao cidadão a possiblidade de i e as expe iências ansmi idas e i idas pelos jo nalis- as, naquilo que já se conhece como jo nalismo ime si o. Pala as- cha e: Jo nalismo de ime são; jo nalismo de in il- ação; edes sociais; jo nalismo ime si o; ealidade i ual; jo nalismo de in es igação. Resumen En un con ex o ca ac e izado po la p o unda c isis que su e la p o esión, el pe iodismo de inme sión ab e un pano ama de luz has a aho a lleno de somb as. El pe iodis a busca nue os mé odos de indaga en las uen es in o ma i as y de aden- a se en el co azón de aquella ealidad que p e ende con a a pos e io i. La inme sión del p o esional en el luga de los acon ecimien os du an e un iempo de e minado se mues- a como la ó mula más ac ible. La p opia esc i u a, en lo que se ha dado po denomina pe iodismo na a i o, o ece no edosos ecu sos de exp esión, así como nue os o ma os y géne os, mien as que los medios audio isuales o ecen al espec ado , con la mediación de la pan alla, una i encia ima- ginada. La minia u ización de los disposi i os de g abación y la cáma a ocul a han po enciado los ecu sos audio isuales en es e sen ido. De hecho, los caminos del pe iodismo de inme - sión siguen la es ela de los adelan os ecnológicos. Las edes sociales han po enciado expe iencias de inme sión pa ciales, que a o ecen la oma de con ac o del pe iodis a con g upos de iesgo, y comple as, en las que la in il ación se desa olla de mane a ín eg a en la ed. Asimismo, la ealidad i ual y las écnicas de los ideojuegos o ecen al ciudadano la posibilidad de i i las expe iencias ansmi idas y i idas po los pe io- dis as, en lo que ya se conoce como pe iodismo inme si o. Palab as cla e: Pe iodismo de inme sión; pe iodismo de in il- ación; edes sociales; pe iodismo inme si o; ealidad i ual; pe iodismo de in es igación An onio López Hidalgo Ma ía Ángeles Fe nández Ba e o P o esso es da Uni e sidade de Se ilha. 104 105 PARÁGRAFO. JUL/DEZ. 2016 V.4, N.2 (2016) - ISSN: 2317-4919 PARÁGRAFO. JUL/DEZ. 2016 V.4, N.2 (2016) - ISSN: 2317-4919 1. In odução No jo nalismo de ime são, o p o issional aden a um ambien e, comunidade ou si uação, du an e um empo de e minado pa a expe imen a em sua p ó- p ia pele as i ências que um dia con a á, in e agi com os habi an es desse mic oespaço e depois na - a de uma pe spec i a pessoal e empá ica aqueles eco es de ida. Como mé odo de in es igação, essa modalidade de jo nalismo se p opõe a comp eende a a és da expe imen ação e, consequen emen e, o eda o na a á os acon ecimen os com al o g au de é ica e subje i idade. O jo nalismo de ime são não nasce no im do século XX, mas um século an es. Como ago a oco e na Amé ica La ina, a denúncia social cons i uiu a base do jo nalismo muck aking. São os jo nalis as pe seguido es de escândalos, o lixo da imp ensa. O e mo oi cunhado pelo p óp io p esiden e Roose el . O con ex o social, polí ico e econômico assim o exi- gia: co upção polí ica e emp esa ial, pob eza, anal a- be ismo, péssimas condições de abalho, imig an es. A ealidade impõe os emas. Os jo nalis as, o mé odo. O jo nalismo muck aking deixou esc i o com in a indelé el di e sos nomes pa a a pos e idade, en e os quais os c onis as la ino-ame icanos de hoje puse am seus olhos: Jacob Riis desmasca ou escândalos imo- biliá ios em No a Io que; em 1904, Up on Sinclai se in il ou du an e seis semanas em um ma adou o pa a denuncia as condições de insalub idade com que se abalha a em um cen o de p ocessamen o de ca ne. Seu li o The Jungle incen i ou e o mas legisla i as. John Reed não oi obse ado indi e en e em Dez dias que abala am o mundo (1918), no qual na a os p i- mei os dias da e olução ussa de 1917. A ualmen e, a jo nalis a a gen ina Leila Gue ie o soube plasma mui o bem o espí i o do jo nalismo de ime são na c ônica Los suicidas del in del mundo, em que na a uma onda de suicídios que como eu a pequena loca- lidade pe olei a de Las He as. Ma ín Capa ós am- bém é um jo nalis a a gen ino. Jo nalis a de ime são. Um dos melho es na ado es da Amé ica La ina. E sem dú ida: o mais ino ado . O jo nalismo encobe o ou de in il ação cons- i ui uma modalidade de jo nalismo de ime são baseado na ocul ação da iden idade. Aqui, o jo - nalis a se põe no luga dos ou os expe imen ando si uações dos ou os. Es e não é um enômeno no o. Remon a às p imei as décadas do século 20 nos Es ados Unidos. Jack London se es iu de mendigo pa a passa despe cebido pelo ambien e do Eas End de Lond es, um dos bai os mais pob es, e con ou sua expe iência em The People o he Abyss (1903). Nellie Bly se in il ou em um manicômio e con ou a expe iência em Diez días en un manicomio. Esse li o oi quali icado pelo diá io The Gua dian (2011) como uma das dez melho es p oduções da his ó ia do jo nalismo. A jo nalis a mexicana Lydia Cacho é a p o issional mais ep esen a i a hoje na Amé ica La ina des a modalidade de jo nalismo. Pa a esc e- e Escla as del pode , colocou em p á ica os ensi- namen os do jo nalis a alemão Gün e G ass. Com a colabo ação de o ganizações não-go e namen ais, caminhou pelo bai o de La Me ced dis a çada de no iça, com lenço b anco e aje neg o. Também se dis a çou de p os i u a. Foi seques ada, ameaçada e so eu o exílio. O jo nalismo gonzo ai mais além. Cons i ui uma modalidade de jo nalismo de ime são no qual se p io iza o p o agonismo do jo nalis a, cuja pa - icipação nos a os in es igados pode condiciona ou al e a o cu so dos acon ecimen os. Hun e S. Thompson (Es ados Unidos, 1937-2005) cunhou o e mo. Seu li o Hell’s Angels o exal ou como um na ado excepcional. Ele gos a a de i e , das a mas e de se o cen o da a enção de odas suas c ônicas. Essa modalidade de jo nalismo e e, desde logo, ou os pionei os. O mesmo ez Nellie Bly em La uel a al mundo en 72 días e, sob e udo, Geo ge O well em sua magní ica ob a Sin blanca en Pa ís y Lond es. Na Amé ica La ina, o mexicano Ca los Velázquez ambém p a icou jo nalismo de ime são em El ka ma de i i al No e, em que desc e e o que signi ica i e em uma das cidades mais pe igosas do mundo. Mas al ez seja a pe uana Gab iela Wiene quem melho soube en ende e exe ce o jo nalismo gonzo na Amé ica La ina. Ela ambém p a icou o jo nalismo de ime são e encobe o, e já se in il ou em p isões em Lima, se expôs a ocas sexuais em clubes de swinge s e pa icipou de um i ual de inges- ão de ayahuasca na sel a amazônica. Mui o p óximo do jo nalismo gonzo, o a gen ino Emilio Fe nández Cicco cunhou um no o e mo pa a de ini uma manei a pa icula de abo da a p o issão: jo nalismo bo de 1. Ou seja, jo nalismo de bo das, on ei iço, louco. Ele abandonou o jo - nalismo pa a assis i au ópsias o enses, se emp e- gou como co ei o, como assis en e de boxeado , oi uma espécie de michê e ambém an i ião de angos e nudis a. Quando ol ou ao jo nalismo, e a ou a pessoa. Ha ia descobe o que a “ ealidade eal” não inha espaço nos meios de comunicação. Cicco con a o que o mo e a p a ica al ipo de jo nalismo: “Se posso i ê-lo, po que que e que ou os me con- em?”. O jo nalis a bo de se inspi a em Colombo, o de e i e p o agonizado po Me e Falk. Seu aspec o ingênuo o ab ia po as e con issões ín imas. O chileno Juan Pablo Meneses cunha um no o e mo: jo nalismo cash. O p óp io au o aduz a ó mula: “comp a e logo con a , consumo + esc i a” (Meneses; 2013, p.; 9). O jo nalismo cash ai além do jo nalismo de ime são, e mais ainda do jo nalismo gonzo e bo de . O jo nalis a cash é p o agonis a da his ó ia, mas ao mesmo empo es á en ol ido di e a- men e no emp eendimen o que p e ende na a . Pa a Meneses (2013), abalha com a ealidade pode se um g ande exe cício de icção. No jo nalismo cash, essa con adição não é somen e uma cons an e, mas a ma é ia-p ima des e no o p oje o de esc i u a + consumo. Em Niños u bolis as, o au o na a como a ua pa a comp a um jogado de u ebol e assim da con a do negócio desses meninos que aspi am joga no Ba celona ou Real Mad i. Em La ida de una aca, Meneses con a como comp ou um i ela e como ansco e a ida do animal ao longo de ês anos, a é ele chega à chu asquei a, com a inalidade de documen a o uncionamen o da indús ia de ca nes na A gen ina. O om con essional, comp ome ido com a ealidade, au obiog á ico, é ambém sinal de iden idade do jo nalismo cash. Em odo o caso, a ime são, em qualque de suas modalidades, pe mi e ao jo nalismo con a a his- o ia em p imei a pessoa, como es emunha que é dos a os. Po essa azão, o p o issional es á longe da obje i idade da epo agem, ão em oga na segunda 1 No a da adução: sinônimo de ma gens, on ei as. me ade do século XX, e aden a na c ônica. Mas es a c ônica de ime são é diame almen e di e en e da c ônica de a ualidade. Não em elação di e a com a ealidade pe ecí el do dia, es á esc i a em p i- mei a pessoa, opinião e in o mação se con undem, e o papel do na ado é ão ele an e que, em mui- as ocasiões, ambém é p o agonis a dos acon eci- men os que na a. Nessa empa ia com a ealidade con luem é ica, comp omisso e subje i idade. O jo nalis a na a sem echaça suas emoções e seus pon os de is a. Foge da e ó ica de dis anciamen o impos a pelos manuais de es ilo dos jo nais e começa e começa a impo -se com a apa ição do elég a o e da cons i uição do jo nalismo como emp esa capi- alis a. A e cei a pessoa do singula do na ado e a p e endida obje i idade, obscu o obje o de desejo de um es ibilho que a a essa á odo o século XX, não são álidas pa a obse a a ealidade des e ângulo. A obje i idade, como mé odo de abalho, sim: com- pa a e e i ica . A obje i idade como aspec o é ico, não. Es es ex os jo nalís icos edunda am ainda mais na eno ação da linguagem, em ou os ecu sos menos usuais da p o issão, assim como na hib idação dos gêne os, que da á luga a mensagens nas quais con luem em uma mesma na ação c ônica, ensaio, en e is a, au obiog a ia ou pe il, en e ou os. Uma di e ença que nos pe mi e ala da na a i a jo na- lís ica na Amé ica La ina como um no o boom da li e a u a la ino-ame icana. 2. O Jo nalismo de Ime são nos Meios Audio isuais O jo nalismo de ime são encon ou ambém nos meios audio isuais um impo an e nicho de audiên- cia, especialmen e na ele isão, onde a ela o e ece uma janela ao espec ado de onde con empla com seus p óp ios olhos as i ências expe imen adas pelo jo nalis a du an e o p ocesso de ime são. Pelo con á io, no ádio, essas écnicas jo nalís i- cas êm icado elegadas a expe iências e ême as em p og amas de humo . Na ugacidade e no imedia ismo do discu so adio ônico, e em sua es u u a a ual de p og amação in o ma i a, o jo nalismo de ime são não encon ou um supo e adequado e a simulação, quando ealizada em p og amas in o ma i os ou de 106 107 PARÁGRAFO. JUL/DEZ. 2016 V.4, N.2 (2016) - ISSN: 2317-4919 PARÁGRAFO. JUL/DEZ. 2016 V.4, N.2 (2016) - ISSN: 2317-4919 en e enimen o, já causou mais de um desgos o. Não há como não lemb a o caso do G upo Risa, que colabo a no p og ama de Fede ico Jiménez Losan os na Cope, quando um dos seus in eg an es, em 2005, se passou pelo en ão p esiden e espanhol Rod íguez Zapa e o em ele onema ao p esiden e da Bolí ia, E o Mo ales. P e endiam pa abenizá-lo po sua i ó- ia e con idá-lo pa a uma isi a o icial à Espanha, mas a pegadinha i ou um inciden e diplomá ico. Ou mesmo a men i a elacionada ao sec e á io do p esiden e da Gene ali a , A u Mas, po pa e de um jo nalis a da Ca alunya Radio, que conseguiu ala com o ei Juan Ca los I, com o consequen e mal-es a na Casa Real. Alguns episódios, pela magni ude das conse- quências, se desdob a am em acalo ados deba es em o no da idoneidade des e ipo de p og ama, como a ousada piada de um casal de locu o es da ádio aus aliana 2dayFM à en e mei a que a endia Ka e Middle on num hospi al de Lond es, onde se encon a a in e nada po complicações na g a idez. Os locu o es se ize am passa pela ainha Isabel II e o p íncipe Ca los pa a pe gun a pa a a en e mei a Jacin ha Saldanha sob e o es ado da duquesa. T ês dias depois, Jacin ha se suicidou, o que oi in e p e- ado como uma espos a ao assédio e aos insul os dos meios de comunicação. No que diz espei o à ele isão, a ime são e o encob imen o ou in il ação com ins in o ma i os ambém em explo ado ao máximo a espe acula iza- ção o e ecida po es e meio. De a o, mui as das expe- iências se aduzem em c ônicas, documen á ios ou p og amas de ele isão baseados no uso da câme a ocul a, um ecu so que, do pon o de is a legal e é ico, con a an o com de a o es como de enso es. Nas úl imas décadas, seu uso se excedeu an o que alguns au o es o conside am já um gêne o em si mesmo, o in oshow com câme a ocul a. Pa a Me cado (2005, p. 107), se a a de um gêne o de en e enimen o e espe- áculo p óp io da no a ele isão, que se gene alizou na Espanha “em um con ex o ca ac e izado pelo inc emen o do sensacionalismo, pela p oli e ação de mini câme as e mic o ones in isí eis”. De sua pa e, Mónica Gómez Ma ín (2005) des aca o uso que se az de ecu sos audio isuais como a pa icipação do público, p og amas de a iedades, games, e inclusi e icção pa a c ia “uma o ma de in o mação con e - ida em g ande espe áculo de ho á io nob e”. Em sen ido es i o, a câme a ocul a possibili ou g andes in es igações jo nalís icas di igidas espe- cialmen e pa a despe a a consciência social sob e as ques ões que ge am inquie udes, ala mes ou p e- juízos en e os cidadãos, como as amas de co up- ção polí ica, explo ação sexual de mulhe es e maus a os aos elhos nos asilos, en e ou os mui os emas e abalhos. De a o, os a anços ecnológicos e a minia u iza- ção dos disposi i os de g a ação e escu a pe mi i am na ul ima década um uso ão dissimulado que g an- des a í ices do jo nalismo encobe o, como Gün e Wall a (na epo agem “Neg o sob e b anco”, publi- cada em Con los pe dedo es del mejo de los mundo, 2010) ou An ônio Salas (em El Pales ino, po exemplo, publicado em 2011), se a en u a am a po a ins u- men os des e ipo pa a conse a elemen os p oba- ó ios, assim como a pos e io elabo ação de docu- men os baseados em suas ime sões, além do ela o esc i o. No malmen e, a am-se de documen á ios come cializados em ci cui os de ele isão mino i á- ios, ainda que algumas ezes enham ei o aco dos impo an es que possibili a am a di usão do abalho em cadeias de g ande audiência, como os documen á- ios de An ônio Salas, que chega am a se exibidos, na Espanha, no An ena 3 y Telecinco em ho á io nob e. No en an o, o abuso da câme a ocul a am- bém ge ou nume osas c í icas, com sen enças como a do T ibunal Cons i ucional espanhol de 27 de e e- ei o de 2012, que censu ou o seu uso em uma epo - agem de in es igação que se in il ou na consul a de uma es e icis a. Me cado (2005, p. 106) a i ma que na ele isão espanhola se em assis ido à exibição de pseudo- epo agens de in es igação baseadas no uso de câme as ocul as”, uma endência que, segundo a au o a, oi a o ecida po di e sos a o es, como o paula ino c escimen o do núme o de espec ado es in e essados em con eúdos sensacionalis as e a p oli- e ação de mini câme as e mic o ones in isí eis. Essas si uações, em qualque caso, não de em impedi de alo a os nume osos abalhos de ime - são e ocul ação que, com dis in os o ma os, se desen ol e am no âmbi o das pequenas p oduções, em que, longe da espon aneidade que podem apa- en a , há um in enso abalho de documen ação. De a o, ecu sos ão equen es como a p eponde ân- cia de planos subje i os e a eco ência da câme a no omb o, como em p og amas de ele isão como Calleje os ou Comando Ac ualidad, dão um aspec o mais casei o ao p odu o audio isual, mas, na e - dade, são ó mulas pa a po encializa a subje i idade com a qual o espec ado se en ol e, jun o à in e en- ção explíci a ou pa icipação a i a do jo nalis a. Todos esses p odu os p essupõem um minu- cioso abalho de documen ação, p é-p odução, planejamen o, ealização e pós-p odução, assim como a adequada p epa ação ísica e men al do jo - nalis a, que equen emen e aden a ambien es hos- is e a iscados. Um exemplo ep esen a i o des e ipo de jo na- lismo de ime são é o p og ama de ele isão 21 días, do canal espanhol Cua o, baseado em um modelo de p og ama desen ol ido po Mo gan Spu lock pa a o canal ame icano FX, com o í ulo 30 Days. Com o o ma o de docu- eali y e pe iodicidade mensal, 21 días es u u a cada p og ama em o no de uma única epo agem na qual o jo nalis a na a sua ime são e sua expe iência con inuada du an e 21 dias, nas 24 ho as do dia, em comunidades e si uações díspa es, con i endo com seus habi an es. A jo nalis a Saman a Villa , enca egada de ap esen a as ime sões du an e as duas p imei as empo adas do p og ama (2009 e 2010) es e e ês semanas sem come e con i eu com pessoas que padecem de en e midades elacionadas a ans o nos alimen ícios; passou ou as ês semanas umando maconha pa a comp o a os e ei os do con- sumo p olongado des a d oga; ou as ês i endo na in empé ie; ambém ês semanas em uma mina boli- iana; oi a é de ida du an e a ime são dedicada a se endedo a ambulan e, po supos o oubo de suca a. E em Nue e meses con Saman a, os elespec ado es pude am conhece a g a idez da jo nalis a e ao nas- cimen o de seus gêmeos, na ado como uma expe- iência de ime são. Em países onde a imp ensa ca ece de esc úpu- los pa a a u ilização desses disposi i os, os canais de ele isão, públicos e p i ados, ampouco enunciam a seu uso. Na G ã-B e anha, po exemplo, o p es i- gioso canal de ele isão BBC ealizou epo agens de in es igação mui o in e essan es com es e mé odo: en a am nas minas de Ma angue, no Zimbábue, pa a denuncia os abusos e as o u as no me cado de diaman es; na Bulgá ia, es e mesmo canal denun- ciou em 2010 uma ede de á ico de meno es, dedi- cada a ec u a meninos, com o consen imen o dos seus pais, pa a se em le ados ao Reino Unido pa a enda; e em B is ol g a ou as o u as que alguns emp egados dispensa am a pacien es com dis unção mo o a se e as em uma clínica psiquiá ica p i ada. 3. O Uso das Redes Sociais na Ime são Além do uso de mini câme as e mic o ones, as edes sociais ambém começa am a p opo ciona um ambien e a o pa a o jo nalismo de ime são e, conc e amen e, pa a a modalidade de anonima o e in il ação. Nesses casos, o jo nalis a ge almen e c ia uma alsa iden idade pa a aden a em cole i- os pe igosos e g upos com na u eza c iminal, nos quais esul a ia mui o di ícil en a sem a mediação da ede, pelo anonima o que os en ol e, pela dis ân- cia cul u al e pela sua p esença disseminada em dis- in os países, equen emen e hos is pa a o exe cício in o ma i o. Ge almen e são g upos pa a quem as edes sociais ambém cons i uem um elemen o de coesão e uma e amen a pa a a cap ação de adep os. Na F ança, onde o e o ismo jihadis a golpeou com o ça nos úl imos anos, di e en es jo nalis as se ap oxima am de g upos e o is as po meio de expe- iências de ime são, como oco e com Sahid Razim, pseudônimo do epó e que conseguiu aden a em um g upo de einamen o de u u os e o is as do Es ado Islâmico e que g a ou com uma câme a ocul a sua es ada du an e ês meses nes e cen o. O esul ado de sua ime são é o documen á io Solda s d’Alla, (Os soldados de Alá), g a ado com câme a ocul a e exibido pelo Canal + F ança. Embo a Razim enha en ado isicamen e no acampamen o dos e - o is as, as edes sociais, conc e amen e o Facebook, i e am um papel undamen al no seu abalho na medida que acili ou o con a o com o g upo. 108 109 PARÁGRAFO. JUL/DEZ. 2016 V.4, N.2 (2016) - ISSN: 2317-4919 PARÁGRAFO. JUL/DEZ. 2016 V.4, N.2 (2016) - ISSN: 2317-4919 Con udo, o caso mais emblemá ico oi o da jo - nalis a ancesa Anna E elle. Pseudônimo de uma jo nalis a eelance , de in a e poucos anos, ado ou a pe sonalidade de Mélodie pa a aden a no mundo dos jihadis as po meio das edes sociais. A jo nalis a e i icou as con idências de quem aspi a casa com o b aço di ei o do cali a do Es ado Islâmico, Abu Bak al-Baghdadi. Ele con a seg edos à sua “ u u a esposa” e des ela os mé odos que u ilizam pa a con ence jo ens e con e ê-las em adep as incondicionais da causa islâmica. Mélodie se con e e ao islã quando conhece o che e de uma b igada islami a a a és do Facebook. Em poucos dias, Abu Bilel ica a aído pela jo nalis a, chama-a dia e noi e, e insis e pa a que iaje pa a a Sí ia e se eúna com ele pa a aze sua jihad. O e o is a ainda pede que a jo nalis a se case com ele e p ome e uma ida pa adisíaca. Desde en ão, a ida dessa jo nalis a co e pe igo. Ela i e p o egida pelo Minis é io do In e io ancês com iden idade alsa. Naquele momen o, o Es ado Islâmico lançou uma a wa con a ela pedindo sua mo e. Os ei os que a jo nalis a ancesa na a no li o En la piel de una yihadis a oco e am na p ima e a de 2014, dois meses an es da omada de Mosul pelo Es ado Islâmico, a segunda maio cidade do I aque, e seu líde , Abu Bk al-Baghdadi, se au op oclamou cali a. Ela que ia en ende como unciona a cap ação de jo ens pa a a jihad nas edes sociais e que ia con- a como é possí el que ga o as de 20 anos abando- nem cidades como Pa is ou B uxelas, sem nenhum equipamen o, pa a iaja em mais de qua o mil qui- lôme os de dis ância, coloca a bu ca e empunha um Kaláshniko . A e e ida jo nalis a ha ia esc i o epo agens sob e os subú bios anceses e o jiha- dismo e inha um pe il also em uma ede social pa a in es iga esses mundos i uais, embo a eais. Em uma noi e de ab il de 2015, ela ê um jihadis a ancês com óculos Ray-Ban espelhado em um ca o 4x4. Exibe uma me alhado a Uzi e ou a M16. E elle compa ilha o ídeo a pa i do seu pe il also e ime- dia amen e ecebe ês mensagens p i adas. São de Abu Bilel. É o começo. Ela não sabe o que aze – con essa em seu li o. E se con unde no deba e é ico que odo jo nalis a inco e e de e inco e : se é é ico ob e in o mação ocul ando a p óp ia iden idade. A comunicação en e ambos se consolida pelo Skype du an e um mês em que Bilel chega a p opo casa- men o pa a que a jo nalis a se mudasse pa a a Sí ia. As comunicações o am in e mediadas pelas au o idades ancesas enquan o a jo nalis a edigia a epo agem e duas iliais da ede de ec u amen o e capaci ação jihadis a o am desman eladas. O medo não deixa de acompanhá-la. Suspei a que Bilel não es eja mo o. Mui os de seus amigos se a as a am pa a se p o ege . Pela in e ne e nas edes sociais ci - culam ameaças con a sua ida, e o go e no a incluiu em um p og ama de p o eção. Com o í ulo “Nas en anhas da jihad 2.0 com Abu Bilel”, o jo nal El País in o ma a da iminen e publicação do li o de E elle na Espanha. Os comen- á ios à no ícia demons am o posicionamen o do público a a o e con a esses abalhos de ime são e encob imen o, que despe am an as paixões e ódios. Os de a o es ques ionam a é ica desses meios de comunicação; o pe igo em que se colocam em ou as o mas de in o ma , pois odo o abalho pode pas- sa a es a no pon o de mi a de um no o a aque; e a e elação de on es em que se inco e a pa i do momen o que se acili a a in e enção policial. A a o , se des aca a alen ia da jo nalis a pa a aden a em um ambien e hos il e pe igoso, embo a os mais c í icos obse em que a mediação das edes sociais minimiza o isco da expe iência, enquan o os e o is as ambém podem as ea e localiza in il- ados po meio das edes sociais. Os lei o es am- bém alo izam a capacidade de e sido ealizado um jo nalismo não só de denúncia e mobilizado , mas ambém um jo nalismo que consegue esul ados de a o. Assim, a pa i da in e enção das comunica- ções, a polícia consegue desa icula duas acções do IS na Eu opa. De igual modo, ap eciam a capacidade de E elle e encon ado uma issu a e uma debili- dade do g upo pa a acessa al ambien e: se mulhe . P ecisamen e, uma jo nalis a da BBC, in il ada nas edes sociais com o nome also de Zah a, idade ic ícia de 25 anos, e es ida com bu ca, conse- gue chega a um g upo adical do IS a a és dessa b echa. Um dos e o is as, com o pseudônimo de Ma io, com ascenden es alemães e i alianos, en a sua coop ação e pede a jo nalis a em casamen o em somen e meia ho a de con e sa. O ídeo pode se isualizado no Daily Mail on line. Zah a ga an e e passado mui o medo. A in il ação nas edes sociais es á ão expos a ao isco quan o o dis a ce ísico nas expe iências jo na- lís icas de ime são. De a o, como e elou o jo nal El Mundo, o Es ado Islâmico con a com sua p óp ia equipe de hacke s. Os a en ados con a o semaná io humo ís ico ancês Cha lie Hebdo em janei o de 2015 de lag a am a a i idade de a i ismo hacke do g upo Annonymus con a o IS, e idenciando que es a am dian e de um inimigo mui o mais o e do que pensa am, sob e udo po con a da iden i ica- ção de mais de 10.000 con as de Twi e , Facebook e e-mails de p o á eis memb os e simpa izan es do IS. A eno me gene alização do uso das edes sociais não pode nos le a a pensa em sua simplicidade. A acilidade de acesso e o manejo in ui i o são di e a- men e p opo cionais à pe da de p i acidade e segu- ança, aspec os que o jo nalis a não pode esquece na ho a de planeja uma ime são. 4. O Jo nalismo Ime si o A u ilização de ecnologias a ançadas e audio- isuais e, conc e amen e, a c iação da sensação de ealidade i ual, ambém es á e olucionando o uni e so da ime são jo nalís ica, mas des a ez pa a que o cidadão i a ambém a expe iência do jo nalis a. É o que se conhece como jo nalismo ime si o, que az com que o elespec ado , em no a expe iência empá ica, se mo a, como um a a a , pelos cená ios, ec iados em 3D, e expe imen e as si uações que se expõem. T a a-se, po an o, de le a o espec ado à cena, como se osse mais uma es e- munha da ação. Do pon o de is a écnico, se eco e à g a ação de ídeo em 360 g aus, que pe mi e ao usuá io conhece á ios aspec os ou pon os de is a de uma his ó ia em um mesmo momen o, assim como isi a luga es inacessí eis. Segundo Mi iam Ga cima in (2014), o Tow Cen e Fo Digi al Jou nalism da Uni e sidade de Columbia iniciou um p oje o que p e ende desen- ol e p o ó ipos de câme as e de g a ação de áudio que o e eçam uma expe iência que se pa eça mais com documen á io ou o ojo nalismo do que com um ideogame, pois “es a no a ealidade i ual o na necessá ia a ino ação écnica, mas ambém na a i a”, dado que “os acon ecimen os i idos em p imei a pessoa az os jo nalis as se e em ob igados a cons ui sua na ação desa iando as noções clássi- cas de obse ação e obje i idade”. Na Espanha, dois g andes eículos, El País y El Mundo, se lança am de manei a quase pa alela na abe u a de canais especializados a aplica i os pa a a isualização de epo agens ime si as que g a a- am ainda de manei a expe imen al. O El Mundo ap esen ou sua p imei a epo agem de jo nalismo ime si o em 26 de e e ei o de 2016, um cop odu- ção com eldia io.es, La Sex a y Cadena Se . Com o í ulo “Campo u bano/cidade u al”, o e ece ao usuá io a possibilidade de expe imen a duas ea- lidades opos as: a ida em uma cidade com mais de seis milhões de habi an es e a calma do mundo u al, expondo planos de 180 g aus que se combi- nam com cenas em 360 g aus. De sua pa e, El País aden ou nes e gêne o jo nalís ico em 28 de ab il de 2016 com a epo agem “Fukushima, idas con ami- nadas”, na qual con idam o espec ado a iaja pa a a “zona ze o” do aciden e nuclea de Fukushima após cinco anos da ca ás o e. Esses abalhos dão ideia da ju en ude des e o ma o, que na Espanha ainda es á em ase de expe imen ação. As possibilidades das ecnologias de ealidade i ual e ealidade aumen ada, po um lado, e a o e in luência do ideogame como indús ia cul u al, po ou o, não passam despe cebidas po p o issio- nais e in es igado es do âmbi o jo nalís ico, unda- men almen e nos Es ados Unidos, que começam a in e oga , no inal dos anos 1990 e p incípios da década seguin e, sob e sua aplicação no o ício de con a o que se passa no mundo. De a o, o p imei o jo nal que ealizou um aba- lho de jo nalismo ime si o, em 2014, oi o Des Moines Regis e , do g upo Ganne (Iowa, Es ados Unidos). O p oje o se chama Ha es o change (Colhei a de mudança) e ec ia uma azenda em que, po meio de one de ou ido de ealidade i ual Oculus, pe - mi e caminha po um ambien e em que ão apa- ecendo in o mações, ídeos e o og a ias eais que 110 111 PARÁGRAFO. JUL/DEZ. 2016 V.4, N.2 (2016) - ISSN: 2317-4919 PARÁGRAFO. JUL/DEZ. 2016 V.4, N.2 (2016) - ISSN: 2317-4919 con ex ualizam. No en an o, Ga cima ín menciona um p imei o expe imen o an e io , de 2012, Hunge in Los Angeles, de Nonny de la Peña, pesquisado a da Annenbe g School o Communica ion and Jou nalism, da Uni e sidade da Cali ó nia do Sul. O p oje o, ap esen ado no Sundance Fes i al, ela a a mo e de uma pessoa diabé ica enquan o agua da a na ila de um bando de alimen os da cidade de Los Angeles. O usuá io podia si ua -se em algum luga das ações em um cená io i ual em 3D e e os a os al e como oco e am, com os sons eais, as ozes das pessoas p esen es, a si ene da ambulância.... Des es p oje os incipien es, a ecnologia a ançou o su i- cien e pa a do a as imagens de um maio ealismo, embo a ou o dos g andes desa ios seja a gene aliza- ção e humanização dos sis emas de isualização. O concei o de jo nalismo ime si o apa ece incu- lado aos óculos de ealidade i ual, como Samsung Gea VR ou Oculus Ri (do Facebook), que se conec- am ao celula e ao compu ado , espec i amen e. A Sony abalha em algo pa ecido pa a seu console PS4 e emp esas como Apple ou Mic oso emba ca am em p oje os simila es. De sua pa e, Google c iou o Ca dboa d, um isualizado de ca ão de baixo cus o. Ou a opção de isualização são os aplica i os espe- cí icos. O El País, po exemplo, lançou um aplica i o EL PAÍS VR pa a ele one mó el, disponí el nas lojas de iOS e And oid. Além de exibi o ídeo como no YouTube, esse aplica i o pe mi e usa uns óculos compa í eis com Google Ca dboa d pa a uma expe- iência mais eal. O YouTube supõe uma e cei a opção de isualização, em que u ilizando o mouse e o compu ado , ou gi ando o disposi i o no caso de es a usando o aplica i o mó el do YouTube, é possí- el acessa a isão dos 360 g aus de isão que pe mi e es e ipo de g a ação. Os g andes meios de comuni- cação a am de ab i caminho no âmbi o do jo na- lismo ime si o. Nonny de la Peña deu os p imei os passos em cong essos in e nacionais pa a mos a pa a onde apon am as no as endências, e g andes meios de comunicação, como o The NewYo kTimes, já dispõem de um canal de no ícias especializado em jo nalismo ime si o. A ealidade i ual que o na á isí el o jo na- lismo ime si o é uma ecnologia que ge a in e aces in o má icas sin é icas de dois ipos: ime si a e não- -ime si a ou semi-ime si a. Na p imei a, o usuá io em a sensação de es a en ol ido pela ep esen ação po compu ado e que pode pe co e a mesma. Pa a isso, de em usa óculos, capace es, lu as e ou os disposi i os. O usuá io eco e a es e espaço digi- al quando, na e dade, es á em um luga azio. A segunda modalidade, não-ime si a, se expe imen a po meio de uma ela de compu ado ou de celula , pelos quais a ela ísica a ua como ba ei a en e os dois mundos (Domínguez, 2013, p. 105). As ima- gens a 360 g aus, a ealidade i ual e a ealidade aumen ada são alguns dos o ma os e ecnologias que pe seguem es es obje i os. Em ez de le uma his ó ia on line, o usuá io em que “ aze ” algo pa a sen i-la. Como consequência, as ope ações in e a i- as se em pa a que o usuá io i a o ela o. Po es e mo i o, pon ua E a Domínguez, a in e ação não é me amen e uncional, mas na a i a. As inicia i as p o issionais como jogos e simulações, como con- sequência, supõem a cons ução e expe imen a- ção de o mas na a i as jo nalís icas eme gen es (Dominguez, 2013, p. 106). Em esumo, o usuá io e á a possibilidade de me gulha em qualque acon ecimen o e p esencia e expe imen a com a is a, o ou ido e, inclusi e, com o a o e com o ol a o, o que oco e no luga dos a os. Assim mesmo, o espec ado pode á encena di e en es papéis: como isi an e ou como um pe - sonagem p esen e na his ó ia. Me cedes O iz assi- nala, ademais, que o jo nalismo ime si o pe mi e ompe a b echa en e o juízo mo al abs a o e o compo amen o humano eal. Que dize , o usuá io pode á chega às suas p óp ias conclusões não se baseando somen e em suas c enças e p econcei os, mas sendo uma es emunha a mais dos acon eci- men os. Con udo, O iz encon a algumas limi a- ções na ho a de abalha com esses no os o ma os. Em p imei o luga , as cenas não podem se ec iadas ielmen e pelo compu ado , pois é necessá io ma e- ial o iginal g a ado em si uações eais. Em segundo luga , o jo nalismo ime si o é di e en e dos ideoga- mes in o ma i os ou da game icação aplicada às no í- cias. Neles, o espec ado -jogado oma decisões pa a alcança um obje i o e seu a anço se mede po indi- cado es. Sem dú ida, o espec ado de uma no ícia ime si a não pode modi ica os acon ecimen os. E em úl imo luga , o jo nalismo ime si o es á sujei os às mesmas es ições é icas de odos os meios con- encionais, ou seja, a ap esen a a os obje i os li es de p econcei os pa a que o público i e suas p óp ias conclusões (O iz, 2013). 5. Conclusões A ime são não só em ans o mado o jo nalismo incipien e que busca na ealidade i ual e nos ide- ogames no os o ma os pa a que o espec ado i a em sua p óp ia pele a ealidade so ida pelos p o is- sionais da in o mação. É, sob e udo, no jo nalismo na a i o onde suas pegadas são mais cla as, con- unden es e eno ado as. O jo nalismo esc i o em p imei a pessoa se dis ancia dos diá ios pa a encon- a melho acolhida em e is as e li os. São ex- os plu igené icos que ompem com as no mas dos manuais de edação. Também os meios audio isuais são ecep i os à ime são, sob e udo a ele isão. Em suma, o jo nalismo ansmidiá ico, onde con luem di e en es ecnologias, o ma os e gêne os, se dis an- cia das mensagens adicionais às quais cus am se adap a ou pa ecem sucumbi a es es no os empos ainda inexplo ados. Re e ências DAILY Mail On Line, em: h p://www.dailymail. co.uk/news/a icle-3416203/ISIS- hug- akes- jus -30-minu es-p opose-unde co e - epo e - esea ches-jihadis-online.h ml . DOMÍNGUEZ, E a. Pe iodismo inme si o. La in luencia de la ealidad i ual y del ideojuego en los con enidos in o ma i os. Edi o ial UOC, Ba celona, 2013. ELOLA, Joseba. ‘En las en añas de la ‘yihad 2.0’ con Abu Bilel’. El País, 22 de ma ço, 2015. ERELLE, Anna. En la piel de una yihadis a. Una jo en occiden al en el co azón del Es ado Islámico. Deba e, Ba celona, 2015. GARCIMARTÍN, Mi iam “El pe iodismo inme si o e oluciona á la o ma de con a his o ias”. 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