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Sermam nas exequias annuaes do serenissimo senhor Rey de Portugal Dom Manoel de saudosa memoria, celebradas na Santa Casa da misericordia desta corte

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Sermam nas exequias annuaes do serenissimo senhor Rey de Portugal Dom Manoel de saudosa memoria, celebradas na Santa Casa da misericordia desta corte

Author: Monteiro, Pedro, (O.P.)
Publisher: Lisboa : na officina de Antonio Pedrozo Galram, 1716
Source: https://idus.us.es/bitstreams/c44d456d-ae3a-4013-ab93-0644bba54dc9/download
S
E
RMA
M
EXEQUIAS
ANNUAES
/4
DO
SERENÍSSIMO
SENHOR
REY
DE
PORTUGAL
DOM
MANOEL.
DE
SAUDOSA
MEMÓRIA,
Celeb adas
na
Sanea
Ca a
da
Mi e ico dia
deíla
Co e*
p egou
o
May
o
Re e endo
Pad e
F'
PEDRO
MONTEYRO,
XELIG20S0
DA
SAGRADA
ORDEM
DOS
PRE’GA.
do es,
P e en ado
em
a
Sag ada
Theologi ,
pela
Uca
o
delia,
em
os
EJludos
Ge aesda
me ma
O dem-,
Con ul o
do
San o
O icio,
Examinado
Synodal
de ie
A cebi pado
,
&
T epado
do
Smní imo
Senho
In an e
D.
F anci co
OFEERECIDO
AO
REVERENDÍSSIMO
PADRE
MESTRE
ANTONIO
ST1EFF
Con e o
da
Rainha
NoíTa
Senho a.
pm
.
LISBOA,
Na
O icmade
ANTONIO
PEDROZO
GALRAM.
Com
odas
as
licenças
necej anas,
Anno
de
1716.
-
•_
■
,
...
■
■
■
e e endíssimo
pad e.
STE
Se mão
,
que
p êguey
710
Real
Templo
da
M e ico dia
dejla
Co e,
nas
Exéquias
Annuaes
do
Se eni imo
Senho
Rey
D.Manoel
de
boa
memó ia,
eu
Fundado ,
0
ha ia
âe ahi
d
luz e
eu
i e
0
ww
pa ece
ab
ligado,que
delle
me
naõpu*
dej]e
apa a
0
de
ou as
pejjoas
dou as,
q
ene o
po iipe io es,
&
que
econheço
po
Me
(I es,
que
me
pe uadem,d"e
ao
p elo,
nao
ejle
ó,
mas
odos
os
m
ais
,
q
hey
p egado
em
odos
os
púlpi os
dejla
Co ¬
e,
a
q
e
pe mi e
ubi
P egado
de
o a,
&
nas
p incipaes
Fe i idades
delia,
lnclinoume
ambém
a
ejle
pa ece a
con ide açab,
de
que
0
nao
e
a is
-
aze
hum
ujey o
do
que
compõem,
»«;;
jemp/ç
p ocede
de
humildade,
77/^5
miiy as
ezes
he
jobe
-
;
/w
e
ejle
hum
al
icio
,
que
de p ezanc òj
alheyo,
a e
chega
a
ge a
a io
do
que
he
p op iol^S^
Quem
de eja,que
0
eme
dem,
n
ao
e(conde
0pouco,
q
jabe
&
pelo
cÕ a io,
jemp e
occul a,
0
q
ob a,o
q
que
e
ha ido
em
melho
con a.
Vencida
a jim
a
epugnância,
de
ha e
de
0
da
ao
p elo,
nenhu¬
ma
du ida
e
me
o e eceo
na
eleyçao
do
Pa ono,
*
x
p
o
po
e ia em
muy
i as
na
-min a
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hon
-
aL
de
qiie
a
V.
Re e endi ma
ou
de edo ,
a
què o
púcie
e i
de
ag adecimen o
e la
minha
con i jao
.
Do ou
Deos
Senho
Noj o
a
V
Re e en¬
di ma
de
an as
p endas,
que
o
emp ende
lou ai-
las
, o a
em
du ida
diminuillas,
é"
con equen e-
ihe e
o endellasipo
e la
azad omen e
di ey
dei-
las,
o
que
o
mundo
odo
abe.
Saõ
de
o e,
que
io-
ecendo
emp e
o
Sag ado
Impé io
de
Alemanha,
na
o
menos
nas
le as,
que
nas
A mas,
de
en e
an os
mil
e colheo
a
Rainha
No d
Senho a
a
V.
Re e endi ma
pa
a eu
Con eJJo
.
E
a
nao
ha e
delias
e la
Real
demon l açad,
que
he
em
du ida
a
mais
ele an e,&e icaz-,
ba
a a
a
de
e V.Re-,
e endi ma
ilho
da
E cla ecida
Companhia
de
JESUS,pa a
que
de
odos
o e
ene ado
po
Re-
hgiojò
exempla ,
dou o,
&
polí ico.
E as
ao
as
p endasp incipaes,
de
q
e
de em
o na ,os
que
a -
em
em
emelhan es
occupações
ds
Mage ades
&
delias
epa
io
comV.
Re e endi ma
com
la ¬
ga
mao
o
Senho ,
que
di[pende
odas.
0
mejmo
gua de
aV.
Re e endi mapo
muy
os
annos
,
co¬
mo
lhe
peço.
Ne
ie
Con en o
de
Sad
Domingos
de
Lisboa,
13.
de
Dezemb o
de
171
j.
Humilde
O ado
de
V.Re e endií ima
F
ye
y
Red o
Mon ey o
.
.
LI-
LICENÇAS
DA
ORDEM.
O
S
Pad es
Me es
F ey
An onio
do
Sac amen o,Ôc
F ey
Manoel
de
Aguia ,
ejão
eíle
Se maõ,
k
nos
in o mem
com
os
eus
pa ece es.
Saõ
Domingos
de
Lis¬
boa
em
13.
de
No emb o
de
1715.
F .Domingos
de
S.T om o,P io
P o incial
Cen ii a
do
M.R.
P.
M.
0
Dou o
F ey
Jln omo
do
Sac a¬
men o,
Con iil o
do
San o
Oj ício
,
&
P io
do
Red
Con en o
de
S.
Domingos
Lisboa.
O
B
e
decendo
à
o dem
de
V.
P.
M.
Re e enda,
li
o
Se maõ,
que
nas
Exéquias
Annuaes
do
Se eni -
ü
m
o
Senho
Rey
Dom
Manoel,
p égou
o
Re e en¬
do
Pad e
P e en ado
F ey
Ped o
Mon ey o,
Con ul o
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O icio,Examinado
Synodal
de e
A cebi pa-
doj
jSc?
P egado
do
Se eniílimo
Senho
In an e
D.
F an-
cilco
,
Sc
íem
emba go
de
que
naõ
co em
os emposem
a o ,
dos
que
imp imem,
cau a
po que
o
amo
ao
meu
habi o
de ia
náo
òeíl anha ,
mas
impedi
e la
e olu-
çao
do
Au ho ,
me
animey
eom
udo
a
app o a
a
uá
de e minação,
undado,em
que
ha
de
e
a
me ma
o u¬
na
eíle
eu
egundo
Se maõ,
que
e ejà
o
p imey o
com
que
ahio
à
luz
no
De agg a o
do
oubo
de
Ce u ai.
Foy
eíle
p imey o
Se maõ
ão
bem
a o unado,
oue
nao
o
eci ado,
mas
o
que
he
mais,
deocis
de
imp e lb
íe
a aliou
ne a
Co e,
como
eu
ou i,
po
hum
abi mo
s
&
íe
ei a
oy
a
o una
do
p imey o,
a
me ma
de e
compe¬
i
ao
. egundo,
naõ
ó
po que
no
alen o
do
Au ho
em
a
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ju iça,
mas
ambém,
po que
hum
abi mo
naõ
pode
acha - e em
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A
by us
abyj nmin oca*.
A
ma e-

A
ma e ía
dop imey o
Se maõ
oy
ode agg a o
da
no la
idelidade
na
occaíiaõ
de
hum
oubo,
que
le
ez
da
IVSageílade
Di ina*
a
ma é ia
do
egundo
he
ambém
hum
deíàgg a oxio
no o
amo
de
ou o
oubo,
que
aos
noíTos
olhos
ez
a
mo e
de
huma
Mage ade
humana.
Fo aõ
Mecenas
,6c
Pa onos
de
hum,
õc
ou o
Se mão
d-ous
p ecla iílimos
Aí os
do
Fi mamen o
da
Compa¬
nhia
dej
ESUS,
como
depõem
do
p imey o
os
Religio-
ios
nos
Clauí os
*
como
eí emunhaõ
do
egundo
as
pe -
ioas
Reaes
nos
Palácios
*
6c
e
o
Au ho
em
udo
ad e i¬
do,
6c
em
udo
dou o,
aílim
co oou
eí es
Se mões
com
áõ
g andes
luzes,nece la iamen e
de o
con e la ,
que
e
azem
beneme i os
do
nome
p o undiílimo
deabiímos*
mas
abi mcs
cm
cuja
ace
e
não
em
as
e as
:
Teneb a
e an upc aciem
aby/Ji
*
pois
que
e
em
apad inhados
po
aõ
pode o as
luzes.
E
endo
i o
aílim,
ou
de
pa ece ,
que
V.
P.
M.
Re-
e enda
pe mí a,
que
o
mundo
ouça
hum,
6c
ou o
abi
mo,
que
ainda
imp eí os
allaõ:
Dedi abyj us
ocem uam
&
e
a
mode lia
do
Au ho
dií e ,
que
os
abi mos
dizem
Sapien ia
non
e im
me,
en enda
V.
P.
M.
Re e enda
que
e es
aõ
os
abi mos
em
que
e
acha
a
genuína
in elli
gencia
das
E c i u as,6c
San os
Pad es*
6c
inalmen e
e ¬
es
os
luga es
p op ios
da
abedo ia,
po que
pe gun a a
J°b:
JJpie apicn ia,au quisej locsis
in elhgen ue
?
Concluo,
dizendo,
que
e
o
nome
de
Ped o
he
o
me -
no
que
ped a,.6c
de la
g ande
ped a
o aõ
co adas
eílas
duas
colunas,que
e igio
o
Au ho
pelas
azões,
que
p o¬
põem
no
pnucipio
de a
ua
ob a*
que
pelas
me mas
cau-
ías
de e
V.
1.
M.
Re e enda
ob igallo
a
que
naó
ique
^qiu
o
non
p
m
u
?
a
da
ua
capacidade,
enaõ
que
ahindo
a
u*-com
os
ma.s
pa os
do
leu
engenho,
eja
o
mundo,
que
ain
a
co
u
a
a
e
igiaõ
ne e
eu
g ade
alé o
os
e -
pi í os
daquellçs
He oes
,
q
Ue
an o
3
e
empehhà aÓ
as
u
as
oasob igações
no
púlpi o.
E eo
meu
pa ece ,
V.
P.M
Re e enda
manda á
o
que
o
e ido
Saó
Domingos
de
Lisboa
13.
de
Dezemb o
de
1715.
O
Dou o
F .
An omo
do
Sac amen o^
P io .
Cen u a
do
Aí.
R.
P.M.
F .
Manoel
de
Aguia yCon ul o
do
San o
Oj icio,Examinado
daMe a
da
Con c enc a
4
&
Regen e
dos
E iudosde
S.Domingos
de
Lisboa.
M
Anda-me
V.
P.
M.
R.
diga
o
meu
pa ece
ob e
e e
Se mão,
que
o
R.
P.
P e en ado
F ey
Ped o
Mon ey o,
Quali icado
do
San o
Ò icio,
Examinado
Synodai
de e
A cebi pado,
&
P egado
doSe eniílimo
In an e
o
Senho
Dom
F anci co,
p egou
nas
Annuaes
Exéquias,
em
que
a
nobili lima
Me a
da
Real
Ca ada
Mi e ico dia
de a
Co e
co eíponde
o
an o
zelo,
com
que
o
Se emílimo
Rey
Dom
Manoel
a
mandou
e igi
pa a
e ugio
da
pob eza:
&
endo
an os
os
c édi os,q
ue
o
Au o
em
aequi ido
nos
púlpi os,
em
nada
deíiguaes
aos
queg angeou
nas
Cadey as,
ica
muy õ
ácil
p o e-
i o
meu
juízo:
&
ingenuamen e
digo,
que
endo
muy o
di an es,
(
amdaque
li e aes
)
&
quaí]
en e
i
oppo as
as
adigas
das
Cadey as,&
os
ean a lbs
dos
pulpi osipo -
que
em
i a
os
Ca hed a icos
unicamen e
a endem
ao
olido
das
e dades,
&
p o undo
das
azões,
com
que
acla aõ
as
dou inas,
em
que
lhes
le em
os
cuyda-
dos
os
T opos
da
eloquência,
pa a
in ima
as
ma-
xi
mas,
quando
aos
P egado es,
ob e
a
e udição,
&
al a
Dbedona,
he
p eci a
a
eloquência,
pa a
pode
pe uadi ,
&
con ence
os
di ames
,quedaÕaos
eus
ou in es
*
&
mo a
a
expenencia,
que
e
nao
acha om
odos
as
duas
p e oga i as:
po ém
o
g ande
alen o
do
Au ho dc e
be mao
aílim enceoasdiílancias,
&.
unio
os
dous
op-
polios
ex emos,
que
e ez
copia
da
celeb ada
eíla iu,
com
que
a
G écia
exo nou
o
po ico
da
íua
celeb e,
6c
inS
i>gne
CJni e idade^pondoihe
po
nome
He ma ena,
ab icada
>,8c
compodade
Me cú io
,
que
en e
os
G e-
Ciá .lib.
g
ÜS
e a
Deos
da
eloquência,8c
de
Mine a,que»e a
Deo-
i.ad
Ac*
ia
da
abedo ia,
como
e e e
o
Cíce o
5
po que
endo
a-
ic.Hp. -
c
j
|
£
^
e
n
e
dos
O ado es
o
P íncipe
,
ad e io
quan oe a
eíla
união
p eciía
em
odos
os
O ado es,
pa a
lhe
colhe¬
em
com
g ãde
iua
idade
os
u os
das
dou inas,
q
in i-
maõ
aos
ac e os
ou m es:pois
como
diíTe
a
mayo
luz
da
Ig eja
Agodinho,
o
ap oyey a .
a
odos
com
b anda
uá-
D
idade
de
elegãcia,Rhe a ica
he
do
di c e o,o
ummo,8c
3
6
.
:i
mayo
luíl e
de
hum
abio:
Qui
eloquen e
dicun jua i e
5
ch H ’
pd apien e , alubn e
audmn u -,jèd alub i
ua i a e
,
&
11
*
iaVi alubn a e,
q idmel m
?
To o
,
q unon olhm apien
-
e .,
e
hm
e iam
eloquen e
ul
dice e>pe eão
plm
po en
,
Jiu umque
po uen .
E
e
no
Au ho
conco e
aõ
al a
íabedo ia
com
aó
iya
eloqucncia,
judo
pa eceque
a*
yao
à
luz
publica,
naõ
ó
eíla,mas
odas
as
uas
ob as
pa¬
a
no ma,
8c
exempla
dos
pe enden es
do
nome
de
O ado es
in ignes,
8c
de
Med es
eloquen es.
Ede
he
o
meu
juizo,
V.
P.
M.
Re e enda
manda a
emp e
o
me¬
lho .
S.Domingos
de
Lisboa
13.
de
Dezemb o
de
1715»
F ,
Manoel
de
Ag
ui
a ,
F
R
ey
Domingos
deS.Thomàs,Med eem
Sã aTheo-
logia,Depu ado
da
Bulia,
C
õ ul o
do
S.OíHcio,Ex¬
aminado
das
Ig ejas
do
Pad oado
,
P io
P o incial
da
Qi
dé
dos
P égado es
nedeReyno
de
Po ugal,&c.
Vida
a
in o mação
acima
dos
Religio os
,
a
quem
comme e-
mos
idem
edeSe maõ pela
p e en e
damos
licença
pa a
íeap elen a
no
í
ibunai
do
San o
Oídcioj8c
imp imi ,
p ecedendo
as
mais
hcenças
neceíía ias.
S.
Domingos
de
Lisboa,
13.
de
Dezemb o
de
1715
F ,
Domingos
de
<$’.
7homàs
,
P io
P o incial.
"
P o e ia
-
P ò e ação
dó
Au ho .
P
R
o
e
í
laoAu ho
dei e
Se mão,
que
quan¬
do
no
p imey o
di cu íb
delie
chama
Ma -
y es
a
alguns
Religio os,que
no
O ien e
dè aõ
a
ida
pela
Fé
Ca holicaàs
mãos
de
in iéis,
naõ
heo
oi
in en o
u a
do
di o
e mo
em
íua
igo-
o a igni icaçaõ,comoío
em
a
dos
que
jàeí aõ
po
aes
conhecidos,
app o ados,
&
decla ados
pela
Ig eja,
(menos
a
e pey o
daquelles,que
jà
i è aõ
eíTa
app o açaõ)
mas
ló
u a
do
di o
e ¬
mo
em
en ido
la go,
&
ulga ,
pa à
igni ica ,
que
mo è aò
mo e
iolen a
às
mãos
de
in iéis
pela
con iííaô
da
Fé
:
cuja
P o e ação
azem
obediência
dos
Dec e os
Apoí olicos.
Anno*
mez
,
dia,
n
up a.
Do
E e
hepois
o
Mon c,Sc
Rio
doPád eMè e
F .Pé*
d o
Mon ey o,
naó
ejo
que
aya
dclle
ne e
canal
dò
cu
ab e iado
Se maõ
coula
queobí ô,
cu
u be
ao
e -
Viço
de
V.
Mageí adejpelo
que
o
acho
digniPiimd.jde
q
íe
deyxe
co e .
V.
Mage ade
manda á
o
qúe
o
e ido;
S.Eloy
de
Lisboa
em
20.de
Janey o
do
anno
de
1716.
:
O
Pad e
"Dou o
Jo eph
da
Na i idade.
Q
U
e
po la
imp imi - e
iílas
as
licenças
do
San o
O icio,
&
O diná io
,&
depois
de
imp e lb
o ¬
na a
a
Mela
pa a
e
con e i ,
&
axa ,
&
em
ií o
naõ
co ¬
e á.
Lisboa
23.
dejaney o
de
1716.
Co ia.
And ade
,
Bo elho.
Pe ey a,

Po
eum
non
ui jímiíis
ei
âe
cun is
Regibus
ada
>
edneque
in
his
,
qui
an e
eum ue un
.
4.
Reg.
18.
Pag.
.
AVE
MARIA.
I
O
dia,
em
que
a
glo io a
San a
Luzia
ha ia
j
pa ido
pa a
o
Ceo,
deyxcu
o
mayo
Mo-
j
na ca,
que
oReynode
Po ugal
io,
o
|
mundo.
Mo eo
(
digo)
o
Senho
Dom
-1
Manoel
de
audo a
memó ia,
a
cujo
en i-
men o,
S
a
cujo
ali io
íe
dedica
o
eligioío,S
o
humano
dei a
piedo a
acção.
A
naõ
e
.a
ua
idachea
de
he oi¬
cas
yi udes,naõ
ha ia,de
que
aze
epa o
neíla
ci cun -
ancia
:
po ém
endo,
a
que
e e em
os
eus
Hií o iado-
es,
indicio
oy
de
elicidade
g ande.
Do
Ve bo
Di ino
enca nado,
diííe
SaÓ
JoaÕ,
que
e a
luz
e dadey a,
que^lumia aa ódos
os
homens:
E a
Joan.
:
lux e a,
qu<e
illumna
omnem
hammm.
E
do
meímo
o o-
e izou
/acha as,
ha e
dea i i
como
luz
aos
qucé -
u ao
nas
e as,
&
- omb a
da
mo e
,
pa a
lhes
encami-
n
iai
aspa
ôs
pa a
a
oenia en n ança:
Uluminá e
hisMiUx.
m
cni is,
e."
mima a
Mo is eden ,
ad
di imidos
pedes
7,
‘
noJ Kos
m
iam
pac i.
O dena
pois
Deos
Senho
No lb,
queeíie
n
üuo
>
i ey
mo e íe
em
dia
de
San a
Luzia,
que
que
dize ,
Li c i
ia
,
pa ece
oy
que e
da
a
en-
A
ende .
£
Se mão
nas
Exeqiíuu
ende
,
que
elle.na
ho a
da
mo e
lhe
encaminha a
os
panos
pa aaBema en u ançapelomeí nocaminho,co¬
mo
e dadey a
luz
:
E a
lux
e a
,
&c.
Illumina e
hps
,
qui
a
eneb ú
3
&
in
umb a
mo is eden
.
Lucia
lucü
ia.
O
anno,em
que
eíle
aleceo
,
oy
o
de
15
21.
com
que
az
hoje
194.
de ua
mo e;
6c
com
e em
paí ados
qua i
dous
eculos,
baila
a
no icia,
que
das
uas
Reaes
i udes
nos
daõ
os
Hiílo iado es,
pa a
que
os
co ações
Po u-
guczes
ainda
e
in aõ
magoados,
cheyos
de
audade,
de
en imen o,
6c
de
do .
Aílim
abem
os
Mona cas
Po -
uguezes aze - e
amados
de
eus
VaíTallos,
6c
aílim
a¬
bem
eíles
ama
aos
eus
Mona cas
Po uguezes.
Mil,6c
in a
annos,que em
muy os
Au ho es,que
i-
eíTe
Adam;
com
udo
Moy és
ómé e
lhe
co ou
de
ida
Gcn.5.5.
os
no ecen os
6c
in a:
Faãum
e
omne
empus
y
qnod
i
-
Au io
l
c
^dam>anm
nongen iyé
igin a.
Do
que
deo
a
azaõ
o
hi o ii
nieu
dou i limo
Hugo
Ca deal,
dizendo:
Moy esp a -
g**
m
$
cen um
amos
luãus
}
p
o
mo e
Abel
:
que
Moy és
lhe
’
naõ
con a a
en e
os
annos
de
i o
os
cem
,
em
que
cho¬
a a
a
Abel
eu
ilho
mo o.
Com
que
cem
annos
de
du-
açaõ,
oy
;o
mayo
en imen o,que
ou e
no
mundo.
E
o
que
eílalan a
I mandade
em
moíl ado
pa a
com
o
Se¬
nho
Rey
Dom
Manoel,
naó
coníla
ó
de
cem
annos,mas
ainda
e
naõ
ex inguio
quaíi
em
dous
eculos.
Ainda
ho¬
je
magoa
os
co ações
Po uguezes,
8c
pa icula men e
os
dos
I mãos
deíla
San a
Ca a
,
o
ou i em
e e i
a
pe ¬
da
de e
g ande
R
ey
.
A
j^
a
lí
V as
»
c
l
Ue
elegi
po
Thema,
aõ
do
qua o
íi-
odosReysemoCapI do
18.
nellas
alia
oE c i o
Sag ado
de
Ezechias,
dizendo,que
en e
os
Reysdeju-
a,
nem
epois,
nem
an es
hou e
ou o,
que
lhe
o le
e-
melhan e.
Pala as,
qu
e
endo
en endidas
po
e e
Rey,
me
pa ece ao
p op .as
pa a
o
Senho
Rey
D.
Manoel,
que
do
Se emJTwo
Rey
de
Po ugalD.
Mamei.
3
que
oy
en e
os
de e
Keyno,
o
que
Ezechias
ha ia
ido
en e
os
de
Judà.
E
enaõ,ou i
e e i ,
o
que
delle
di le
hum
dos
melho es
Hi o iado cs
de
ua
ida,
que
eu
naõ
aço
mais
que
e e
em
Po uguez
,
o
que
elle
e c e eo
em
Ca elhano.
Diz
aílim:
Oh
Rey
pode ojij mo
,
o na
a
i e
,
o na
a
i e
,
a
en ina
ajè
Reys
aos
que
hoje
cha-
mao
g andes
,
&
Mona cas
,
pa a
queconheçao
,
que
u o.
o eo
e dadey ag ande,&
o
e dadey o
Mona ca,po:s
hu-
milha ies
a
eus
pes
an os
Reys
do
O ien e
,
&
de
Á ica, an-
os
Reynos
,
an os
ma es
,
an as
Co oas
,
<&
i o ias
an¬
as.
Quem
oy
dos
mo aes
an o
como
u
?
Nenhum
,
ainda-
que
e
mo da
a
en eja
,
o
odio e
ca coma
,
&
ay e
a
i a,po
-
que
u
ó
,
b
u o es
o
g
ande
Empe ado
de
odos
os
ma es
,
&
de
odo
0
O ien e.
Depois
de
ou i es
ao
Hi o iado
de
ua
ida,
ede
ago a,
o
como
lhe
em
p óp ias
as
pala¬
as
do
Thema
:
Po i
eum
non ui Jimilü
ei
,
&c.
Depois
deElRey
Ezechias
naõ
hou e
no
Rey
no
de
Judea
ou¬
o
emelhan ei
Sed
neque
in
his
,
qui
an e
eum
ue un
,
nem
o
inha
ha ido
em
odos
eus
an ece lb es.
Vede,
o
como
o
Hi o iado
Sag ado
di le
d’ElRey
Ezechias,o
me mo
que
o
Hi o iado
de e
Rey
no
çli e
do
Senho
Rey
D.
Manoel
?
Temos
logo
po
aílump o
de e
Se mão
(
&
hc
o
me mo,
que
diz
o
Thema)
hum
Mona ca
Íemíeme-
lhan e.
O
dou .i li
m
o
Ozo io,
digni limo
Bi po
do
Alga e-,
&
g a i llmo
Ch oni a
do
no ib
Mona ca,en e
asmuy-
as
i udes,
que
delle
e c e e,
e e e
as
eguin es*
Fui
eligione
pius
,
a quelibe alü..
elici as
iUi s
,
qua
m
in-
c edibihs.
Foy
na
Rchgiaõ
pio,
na
libe alidade
g andio-
o,
&:
no
Reynado eliciíllmo.
E es
es
pon os
e àõa
ma ei
ia
dos
i
es
di cú íbs,
em
odos
elles
e èmos
o
Se¬
nho
Rey
D.
Manoel
ne e
Reyno
hum
Mona ca
em
e^
melhã c:
Pojl
cu
non ui JimiUs
ei,de
cunc is
Regib
usjuda
A
2
ed
Fa ia
na
Eu .Po ,
om.
i.
i¬
da
d’E'.
D.
Man.
Ozo .
de
Rcb.Em-
man.l.ii
p.
iuy.
4
Se maõ
nas
Exéquias
ed
nequ in
hü,
quian eenm ue m .
PRIMEYRO
DISCURSO.
N
A
ceo
o
Senho
Rey
Dom
Manoel,
no
Riba-Tejo,
na
Villa
de
Alcoxe e,
pequeno
be ço
pa a
P ínci¬
pe
aõ
g ande*
mas
que
Co e
em
o
mundo,que
pa a
aó
g ande
P íncipe
naõ
oííe
pequeno
be ço?
Naõ
quiz
Ch iílo
Rey
dos
Reys
na ce
na
Co e
de
Judea,mas
im
na
pequena
Cidade
de
Bellem
:
Sc
achou
o
P o e a,
que
baila a
eíle
g ande
Na cimen o
,
pa a
que
eíla
íe
naõ
ou-
Ma«b
i
e
^
e
<
^
e
chama
no
Reyno
de
Judea
e a
pequena
:
E
é,
'
*
u
Be hlehem
e a
Juda
nequaquam
mínima
es
m
T inei
-
ibus
Juda:
ex
e
enim
exie
D ix,
qui
ega
populum
meum.
Duque
de
Beja
oy
o
p imey o
i ulo,que
e e
o
Senho
Rey
Dom
Manoel,
deílepaííòu
ao
de
Rey
de
Po ugal,
6c
baílou,
que
em
Alcoxe e
nos
na ee le
hum
al
Duque,
6c
hum
al
Rey,
pa a
que
jà
e
naõ
con e
eíla
Villa
en e
as
po oações
humildes
deíle
Reyno
:
Ex
e
enim
exie
'Duxj
qui
ega
,
&c-
Foy
ilho
do
In an e
D.
Fe nando,
6c
de
ua
mulhe
a
Senho a
Dona
Bea iz
5
aquelle
amado
I maõ
do
Senho
Rey
D.
AíFon o
V.
6c
ambos
ilhos
do
Senho
Rey
D.
Dua e
5
eíla
ilha
do
In an e
Dom
Joaõ,
6c
Ne a
do^Se-
nho
Rey
Dom
Joaõ
o
I.
Fa o es
do
Ceo
e
no à aõ
no
eu
na cimen o,
po que
eílando
a
In an e
com
as
do es
c
u
pa. o
po a
em
g ande
pe igo,
a
empo
que
Ch iílo
Sac amen ado,
q
llc
e a
le ado
na
p ocií aõ
de
Co pus
c
aque
Ja
Villa,
chegou
às
po as
do
eu
Palacio,
ce Tou
e
a
o
pe igo,Sc
o
di o o
In an e
ahio
à
luzi azaó,
po -
que
no
Bap ilmo
e
lhe
poz
o
elici imo
nome
de
Ma¬
noel,
que
o
nao
ha ia
cm
alg
um
dos
eus
an epaíTados,
&
al
o
me mo
que
dize ,
Deos
he
com-no eo
:
Emmanud
,
nobijcum
Deus.
do
Se eni imo
Rey
de
Po ugal
D.
Manoel,
y
Na
Ci cumci aõ
do
Bap iíla
que iaó
os
ci cundan es
.
queeí e
e
chamaííe
Zacha ias,
como
eu
Pay
:
Vocaban
Lu
eum
nomine
a is
m
Zachanam-,
po ém
a
May
dií e,
59.
que
de
nenhuma
io e,que
o
eu
nome
ha ia
de
e
Joaõ:
jS equaquam, ed ocabi u
Joannes
.
Replicà aõlhe,
que
61.
naõ
ha ia
al
nome
em
odos
os
eus
pa en es
:
Quia
nz
-
'
mo
e i
m
cognaúone
ua
,
qui
occ u
hoc
nomme-,
6c
nel a
du¬
ida
cõme e aó
ao
pay
a
deci aó,
que
dando-a
po
e e i-
o,
i mou
o
meímo,que
Joaõ
ha ia
de
e
o
nome:
Joan¬
nes
eji
nomenejm
*
6c
logo
en aõ
e
e e
a
elõluçaõ
po
p odigio
:
Mi aú
un
um e i.
E
po que
e
naõ
ha ia
de
chama
Zacha ias
,
como
eu
pay
,
ou
pelo
menos
e
o
nome
de
algum
de
eus
A os
,
ou
accenden es,
enaõ
o
de
Joaõ,
que
o
naõ
ha ia
nas
duas
a o es
de
eus
illu -
es
P ogeni o es
?
Di ey:
Tinha
o
Ve bo
enca nado
,
6c
nas
pu il imas
en anhas
de
Ma ia
San i íima
occul o,
i i ado
ao
Bap iíla,
ha ia-o
an i icado
;
6c
como
o
no¬
me
de
Joaõ
igni ica
g aça:
Joannes
,
dejl
>g a ia
*
quiz
o
Ceo,
que
omaí e
o
nome
do
a o ,
que
ecebè a,
6c
naõ
dos
pa en es,
de
que
p ocedia.
Eí a
oy
a
o igem
da
im-
po içaõdo
nome
dejoaõj
6c
emdhan e
aellanonoí o
glo io o
Mona ca
a
do
nome
de
Manoel.
Em
nenhum
dos
eus
an epaílados
e
acha a
e ie
nome:
egun-
do
o
eílylo
do
mundo,
ha ia- e
de
lhe
pò
ode
Dua ¬
e,
ou
o
de
Joaõ,que
eíles
e aõ
os
dous
A ós,ou
pelo
me¬
nos,
o
de
algum
eu
a cenden e
,
6c
com
udo
poz elhe
hum,
que
naõ
ha ia
em
oda
a
ua
ge ação:
Nemoe lin
cognaàone
ua^i c.
6:
oy
o
de
Manoel,po que
na
ua
im-
po içaõ ea edeoaojà
e e ido
a o
do
Ceo,
6c
naõ
ao
eílylo
do
mundo
:
Emmannelnohi c m
Dem.
Jàde de
o
eu
na cimen o
começou
eíle
g ande
P incipe
acau a
admi ações
ao
mundo:
Mi a i un
i ni e is
pois
jà
no
a-
hi
a
luz, e
ia
cõ
elle
empenhada
a
mão
de
Deos
E
emm
A
3
manus

6
Se mão
nas
-Exéquias
nanus
Domini
c ai
cumillo.
En e
as
Reaes
p endas,
6c
ingula es
i udes,de
que
Deos
libe almen e
do ou,
6c
en iqueceo
a
eí e
g ande
Mona ca, oy
huma
,
o
azelio
na
Religião
pio,
hui
Re-
ligione
ias.
Diga-o
o
g ande
zelo,
que
e e
da
hon a
de
L)eos,
os
a den es
de ejos
de
dila a
lua
Fé,
de
ex ingui
a
idola ia,
&
o
quan o
poz
huma,6c
ou a
cou a
em
exe¬
cução,
dando
a
conhece
eu
nome,
6c
azendo-o
ado a
nos
emo iüimos
Reynos,
6c
Impé ios
da
Alia,
&
nas
aíliílimas
Capi anias
da
Ame ica,
que
i o
ó
baüa
pa a
que
e
diga,
que
nem
an es,
nem
depois, e e
neí a
i u¬
de
Mona ca
emelhan e.
Falia
o
Tex o
Sag ado
do
San o
Rey
Ezechias
nas
pala as
do
meu
Tliema,6c
nellas
diz,q
nem
depois,nem
an es,
hou è a
no
Reyno
dejudea
emelhan e
Rey
:
Po eum
non ui imilü
ei
,
&c.
ôebu eando
no
me mo
Tex o
as
uas
i udes
achey,
que
e e ia
delle
as
e-
guin es
:
Ip e
di ipa i
excei a,
&
con ui a aas
,
&
uc-
ciài
lucos
,
con egi que
Se pen em
ane m
,
quem ece a
Moy es^Jíquidem
u que
adilli d
empm
ilij
I ael
adoleban
eiincenjüm.
In
Domino
Deo
I ael pe a i
.
D
i
z
3
q
deíl ui a
os
Templos
p o anos,en ega a
ao
e o
os
bo ques,que-
b à a
os
idolos
,
6c
a
Se pen e
de
me al,
que
Moy és
ha¬
ia
ey o,
&
que
os
Heb eos
idola a aõ,6
que
e pe a a
em
o
Senho
Deos
de
I ael.
Pala as,
que
e
pódem
ap-
plica
com
emelhanca
ao
que
o
Senho
Rey
D.
Manoel
ob ou
na
A ia,
&
na
Ame ica,
6c
ambém
nas
p aças
de
Za im,
Azamo ,Mazagam,
Ti e
,
6c
Almedina
,
que
o¬
mou.na
Á ica,
que
em
odas
e ías
deíl uhio
a
idola ia,
a uinou
luas
Me qui as,
queymou
eus
Pagodes,
edu¬
zi
0
a
cinzas
eus
idolos,
poz
a
e o
eus
bo ques,ou
de -
uhio
uas
embo eadas,
&
íinalmen ea
uaemp eza
e a
huma
es e a,
qua i
com
a
me ma
le a
de
Ezechias:
Spe-
do
Se eni mò
Rey
de
Po ugalD<
Manoel.
7
o
in
Deo.
E pe o
em
Deos
,
que
he
o
que
o
Tex o
diz
daquelle
Rey:
In
Domino
Deo
l ael
pe a ií.
Vede
3
c
omo
em
udo
o
e e ido
oy
emelhan e
a
Ezechias
,
&
como
pela
me ma
azaõ
lhe
con em
em
Po ugal
as
me mas
pala as,
que
o
Tex o
diz
delle
en e
os
Reys
de
Judea,
que
nem
depois
de
i,
nem
an es,
e
i a
Rey
emelhan¬
e
:
Po
eum
non üi
,
&c.
Mas
e e
dize
em
con a
i
huma
mani e a
inílancia.
Di eis,
que
os
Senho es
Reys
de
Po ugal,
que
e
egui-
aõ
depois
do
Senho
Rey
Dom
Manoel,
con inuà aõ
na
me ma
A ia,Sc
na
Ame ica
com
emelhan es
miíToens
&c
que
ainda
hoje
com
o
me mo
zelo
e
en iaõ
a
dila a
a
Fé,&
a
de ui
a
idola iadogo
aindaque
e
diga,que
naõ
e e
emelhan e
an es
de
i,
naõ
e
pode
nega ,
que
de¬
pois
de
i
e e
muy os
emelhan es.
Re pondo
(
naõ
me
ap o ey
ãdo
pa a
a
oluçaõ
da
u-
pe io idade
do
pode ,
com
que
o
Senho
Rey
Dom
Ma¬
noel
emp endeo
e as
conqui as
ao
com
que
depois
e
p o egui aó
,
8c
hoje
e
con inuaõ
)
que
baila
e
ne a
emp eza
o
Senho
Rey
Dom
Manoel
o
p imey o,
pa a
que
aindaque
nella
muy os
o
imi a lem,
e
e i ique
que
depois
de
i
naõ
e e
emelhan e.
Falia
o
Tex o
Sag adonocap.23.do4.h o
dos
Reys
de
Jo ias
,
8
diz,
que
e e
Rey
ambém
no
eu
go e no
de ui a
a
idola ia,
queb ando
eus
idolos,
p ohibindo
eus
ac i icios
immundos,
Sc
oda
amais
cegue ade
uas
abominações
:
Figu as
iáo o um
,
&immundi ias^
*
&abomwa mes
)
q
u* ue un in
e a
,
Je u ilm
ab iu-
li jozias.
Pois
e
EIRey
Jozi
a
s
pe eguio
a
idola ia
com
o
me mo
zelo
da
hon a
de
Deos,
S
al ez
mayo ,
(como
que o
Abulen e
)
como
ainda
aílim
ediz
de
Ezechias,
que
nem
an es,
nem
depois
de
i, i è aou o,
que
lhe
oí e
ne e
zelo
emelhan e?
que
o
naõ
i eí e
an¬
es.
8
Se wao
nas
Exequial
cs,
paíFe
•
mas
que- ambém
em
Jozias
o
naõ
i eíle
de¬
pois,
como
pôde
i lb
e
?
Acode
à
du ida
o
me mo
Abu-
kníe:
Non
iú
JoJias
Jín ilü
Ezcchia
,
qumlicei
Jazias
dcj uxe i
omnm
idòla iam
,
q ue
e a:
in
e a,pe ius,
q íàm
Ezechias
,
amen
non
i i
ei
imilü
,
qu a
Eze-
ü
chias
hoc eci
J
e
ip o
,
non
habens
ah
quem
pio em
,
cujas
4.Rcg.i
jw e e í
exemphim.
JoJias
auiem
equn us
e
exemplam
<1-
1
9
*
Ecclejia
,
magna
amen
lans
eji
,
quod
ah
quis cen
bona^qi a
nullman e eciJJe .
Naõ
oy
Joiias
Rey
emelhan e
a
Eze-
«chias,
poí o
que
ambém
deí uií e
a
idola ia
,
naõ ó
comoelle
ez,
mas
ainda
com
cn agem
j
&
a
azaõ
he>
po que
Ezechias
en e
os
eus
,
no
deíl uilla
,
oy
o
p i-
mey o,
S como
al
naõ
e e
exemplo.
Jo iaspò èm
e-
guio
o
exemplo,
que
lhedeyxou
Ezechias;
&
baíla à
e
eíle
en e
os
íeus
na
de uiçaõ
da
idola ia
o
Rey
p imey o,
pa á
que
aindaque
ou o
depois
o
imi aílc-,
e
di íe íe
delle
,
que
depois
de
inaó
i e a
emelhan e:
Poji
eum
non iii
,
&c.
Muy os
Reys
e e
o
Senho
Rey
Dom
Manoel,
que
imi à aó
o
eu
exemplo,
ôc
o
egui-
aõ
no
me mo
zelo
de
en ia
mií oenspa a
o
O ien e,
&
pa a
oB a iíjmas
quando
naõ
hou è a
ou a
azaõ
mais*
que
a
de
e
ncllas
o
p imey o,eíla
o
baila a
pa a
lhe
ap-
plica mos
,
o
que
o
Tex o
diz
d’ElRey
Ezechias
em
as
pala as
do
Thema,
que
na
i ude
da
Religiaõ
o a
pio
em
emelhan e:
Pbji
eum
non
iú imilü
eh
&
c
-
De as
uas
Conquií as
e ul ou
ambém
a
eíle
g ande
Mona ca
a
glo ia,
de
ha e
ido
Pay
de
innume a eis
Ma y cs*
pois
em
nume o
o aõ.os
VaíTallos
(
a
quem
os
noílos
Reys
emp e
ã à aõ;como
ilhos,
,£c
de
quem,
Phil.lib.
*“‘
o no
P
e
i
^y^^^ incipesj eidenõmmàhaõ
emp e
Pays:
dc
c ca .
"Sun
enimjoni
1
mcipes-
pubUcipa en es
Ci i alum
,
>é gen-
nncip.
Hum
,
di leo
dou o
Phüo).
que
dè aóas
idas,
6c
ega¬
ão
com
eu
angue
as
e as
do
Qnen e,
pa a
ne.lle
in o¬
duzi em
do
Se em
ji o
Rey
de
Po ugal
D
.
Manoel
.
9
duzi em
à
Fé,
em
cujo
odio
padece aò
às
mãos
daquelle
ba ba o
gen ili mo.
De
Simaõ
Cy eneo,
aquelle,
que
ajudou
a
Ch i -
o
a
le a
a
ua
C uz
ao
Cal a io,
diíTe
Sa5
Ma ¬
cos,
3
po
excellencia
g ande,
ha e
ido
Pay
de
Alexan¬
d e,&
de
Ru o:
Pa emAlexanã iyô’
Ru i
: endo
pois
ce ¬
o,
que
na
E c i u a
Sag ada
naõ
pôde
ha e
pala a
u-
Ma c,IS
‘
pe lua,
com
que
azaõ
nos
da á
o
Euangeli a
e a-no i-
1
1
cia
?
Di ey
o
que
en endo:
quiz
o
Euangeli a
hon a
o
pay,
&
achou
,
que
o
nao
azia
pouco,
em
dize
delie,
que
i e a
a
en u a
de
e
aes
ilhos.
Fo aõ
Alexand e,
&
Ru odousdi cipulos
de
Ch i o
Senho
Noíib
cele¬
b es
na
Ig eja
pelo
ma y io:
Hi
diM
ihj
Simonis
e an
aldè
no i
}
ac
celeb es
in
Ecclejia
m e ideles
,
amquãm
e
-
èdi cípuU
Ch ijliy
di le
aqui
o
dou iílimo
Syi ey a.E
de-
pois
de
e
dize
de
Simaõ,q
i e a
a
elicidade
de
ajuda
a
le a
a
Ch i o
a
ua
C uz,naõ
e a
pequena
ho a
íabe -
1
“
e
ambém
de
lie,
q
i e a
na
Ig eja
dous
ilhos
Ma y es:
Fa em
Alexand ia
&
Ru i.
Quan os
VaíTallos,ou
quan¬
os
ilhos
(
que
pa a
os
bons
P íncipes
e es
dous
e mos,
qua i
aò
ynonymos,
&
e pecialmen e
em
Po ugal
,
co-
jnoo
en iaem
Caí ella
a
Rainha
Dona
I abei)° e e
o
.Senho
Rey
Dom
Manoel,
que
dè aó
pela
Fé
glo io a-
men e
a
ida
nas
dila adas
Conqui asdo
O ien e?
Lede
as
hi o ias
Eccle ia icas
de e
Reyno,
&
ainda
as
íécula-
es,
&
nellas
acha eis,
que
oy
e e
g ande
Mona ca
Pay
de
nn y os
Alexand es,
&
de
may ds
Ru es,
ó aen e
da
Fm
,„
.
nnnha
O dem,
ebdi ®
ds a
P o inda,
enho
no icia
de
JSS.
qua di a
Sc
qna no,
que
.em
dii cceh es
occalióes
dè aó
"
VKlas.asmáas
de e
ba ba o
gen ih ao,
em
odio
da
*'
nona
b
ey
íem
alla
em
ou os
muy os
da
me ma
O dem,
po em
ue
I
o incias
di e ías,
que
pa landoao
O ien e,
o k ece áõ.a
D
eos
as
idas
em
emelhan es
íac i icios.
,
B
Alèm
i
S
'
Se maõms
Exéquias
Iz çáo.oim
aos
Reos
)
&
no
puni
das
culpas,
inclina a
ao
pio,-mas
quando'
e á
p eciíò,
nao
al a a
ao
e e o,en¬
endendo
,
que
com
o
exe cício
dei a
i ude
íe
coníè -
pio
/
,
z
9
,
a áo
os
Reynos,
&
pe pe ua aõ
os
Th ones:
Rex
y
qui
h*
jíiâicaP
in
e i a e
paupe es,
h onas
ejns
in
a c num i ma-
biUi .
Pa a
e
econcilia
com
Deos
,
a
quem
po
uas
culpas
ha ia
o endido,
equen a a
os
Sac amen os,
&
jejua a
no
di cu íb
do
annoa^
paó,
Sc
agua
odas
as
ei as
ey as
*
nos
mais
dias
e a
no
come
pa co.
Em
oda
a
ida
naõ
bebco
inho,
nem
azia
eí imação
do
alimen o
mimo o.
Recolhia- e
a de,
&
odos
os
dias
e
le an a a
a
a a
do
bem
publico,
p imey o
que
o
Sol.
Naõ
que ia,
que
lhe
allaílem
po
Al eza,
[
eí e
e a
liaquelle
empo
o
a¬
amen o
dos
Reys
]
mas
dizia,
que
baí a a
huma
Senho¬
ia.
Ob e açaõ
oy
do
Anjo
das
E colas
San o
Thomàs,
meu
Meí e,
e c i a
no
íeu
li o,
que
compoz
pa a
go e no
de
P incipes,(que
ambém
das
poli icas
podem
e
Meí es
os
Regula es
)
que
odos
os
Mona cas
g andes
com
humildade
e
íize ão
Senho es
do
mundo,
H-.Thom/^que
pelo
con a io
como
auí o,
ôc
com
a
obe bao
íw ’'
P
e <
^
e a
°
:
Omnes
nagni
P íncipes
,
&
Mona ch£
cum
h *-
Mb-^u
i^iliíaíe iibjnga e in
iku mumy edam a jíu
,
&
ela io
-
ncpe âide ü
.O
Rey,Rey
in e io ,que
i emos, oy
o
Se-
í*
o
^
-P
e
n
ando,a
que
huns
chamà aõ
Fe mo o,óu os
Magni ico,
No
eu
go e no
c e ceo
o
luxo
,
6c
de cahio
:oReyno.
p
T
al
abo ecimen o
inha
aos
icios
,
que
depois
de
os
ep imi
nos
Reynòs
p op ios
,
lhe
da aó
pena,
os
que
Ali ia
ie c ii
ha e
nos
alheyos.
Soa a
en aõ
no
mundo,
que
ha
Co e
de
Roma
e
i ia
com
e candalo,
pa icu¬
la men e
ò
eí ado
Eccl ia i
c
o
Mandcu
humaEmbay-
xada
ao
Summo
Pon í ice
,
que
en ão
e a
Alexand e
Vi.
na

do
Se eni imo
Reyde
Po ugal
Q.Manoel.
17
na
qual,po
nao
o Fende
a
ua
peí oa,
uíàiido
de
pa¬
la as
ge aes
,
lhe
pedia
quizeíTe
e o ma
o
Eccle iaíli-
co
daquella
Cú ia.
Admi ou
a
Embayxada
o
Va icano,
mas
ge almen e
em
odos
é
io
o
u o
da
Embayxada.
,
Vendo
Saõ
Paulo,
que
Saó
Ped o
diílimula a
com
os
Judeos
algumas
cou as,
que
e ião
de
eícandalo
aos
Gen ios,
que
de
no o
e
con e iáo
à
Fè,
e e e
elle
me -
mo,
que
em
ua
p e ença
lhe
e i i a,
&
o
impugna a!
E
o
me mo
Apo olo
ac e cen a,
que
ob à a
bem,
po que
aí i ma
,
que
Ped o
ne e
pon o
e a
ep ehen i el:
Cum
au em
enij e
CephasAnUochiam,m aciem
ei
e ii i/juia
e-
Ad
Gal
*
p ehen ibiUs
e a .
Mas
quem
naõ
epa a á
neí a
acção
de
1,XI
*
Paulo
?
Ped o
e a
o
Summo
Pon í ice,
Succe o
de
Ch i o,
&
P elado
Sup emo
de
ua
Ig eja,
a
quem
Pau¬
lo
i ia
ubo dinado,como
a
eu
P íncipe:
Tu
es
Paílo
e iUMjP mceps
Apo olo wn.
Pois
como
endo
Paulo
eu
in e io
,
e
a e e
a
dize lhe
nao
ob a a
bem
:
In
adem
ei e i i
?
Nas
eguin es
pala as
déoo
Apo olo
a
azão:
@úia
ep ehen ibiUs
e a
:
po que
no
que
diílimula a,
e a
ep ehen i el}
po que
no
que
con e ida
,
comme iahú-
ma
culpa
enial,
Pecca im
Pe i
ie è úi
,
& emale,
di ie
o
dou ií imo
A
Lapide
:
&
baila
h ima
le e
oí en a
com-
me ida
con a
Deos,
pa a
que
( e
não
excede
no
modo)
a
poí a
hum
P íncipe
Ca holico
ep e en a
ao
Summo
Pon í ice,
que
a
emende.
I o
oy
o
que
ob ou
o
Senho
Rey
Dom
Manoel
ne aEmbayxada:
pedio
com
pala¬
as
ge aes
ao
Summo
Pon í ice
Alexand e
VI.
quizeíTe
e o ma
o
Eccle iaíl-,co
de
Roma
*
&
o
Pon í ice
como
en endido,
lez
a
lé o ma
,
&
■
paílbu
a
aze
ou as
de-
moníl açóes,de
que
e imà a
a
Emba xada.De
udo
o
e¬
e ido
neile
di c i o
e
egue
,
que
oy
o
Senho
Rey
D.
Manoel
na
Religião
pio,
que
nem
an es,
nem
depois,
e e
o
Reyuo
ou o
Mona ca
adequadamen e
emelhan-
b
C
e:
1
*
Se mão
nas
Exéquias
c,
:
Po
eum
non ui imiUs
ei
,
c c.
Fui
Rdigwn
■
pus
.
SEGUNDO
DISCURSO.
N
A
ò
ó
oy
o
Senho
Rey
Dom
Manoel
na
Reli-
giáo
pio
,
como
ou i es
}
mas
ambém
oy
hum
Mona ca
g andio o,
6
c
libe alillimo
:
A quelibe alü
,
i ¬
ude
p óp ia
de
P incipesj
po i íb
Ch i o
dií e
:
Quipo-
U a emhaben
upe
eos,
bene ici
ocan n .
Vede
p imey.
o
a
ua
g andeza,
6
c
libe alidade
pa a
com
a
Ig eja,
lo¬
go
a
e eis
pa a
com
o
ecula .
Foy
o
Senho
Rey
Dom
Manoel
P o e&o
da
Ig eja,
excedendo
aos
Theodo ios
do
O ien e,
Ca los
do
Occiden e
,
He menegildos,
6c
Fe nandos
de
Ca ella,
Dua es
de
Ingla e a,
Luizes
de
F ança,
Hen iques
de
Saxonia,V enceslaos
de
Boê¬
mia,
Leopoldos
de
Auí ia,
6
c
E e ãos
de
Ung ia.
Le«*
yan oulhe
à
ua
eu a
paí an e
de
cincoen a
Templos,
Fundou
ne e
Reyno
eze
Con en os,
hum
da
O dem
de
Ch i o,
ou o
de
São
Ben o,
es
de
São
Domingos,
qua o
da
de
São
F anci co,
6
c
ou os
qua o
da
de
S.
Je-
onymo,
alèm
de
ou os
mi y os
nas
Conqui as.
Aug-
men ou
os
dous
Reaes
Con en os
de
Alcobaça,
6c
Ba a¬
lha,
6
c
mandou
aze
os
do mi o ios
do
Real
Con en o
e
São
Domingos
de a
Co e.
A
ou os
muy os,
de
que
naõ
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Funda W.
pn imip
'P i
m
líi c âS
eímolaS*
• ,
-.a
u,
em
que
a
io ma
exce-
deo
a
má ena,
com
e ída
pe pe ua
pa a
a de .
A
ob a,
que
do
Se emj imp
Rey
de
Po ugal
D
.
Manoel,
xp
qué
baila a
pa a
o
ac edi a
de
Mona ca
pio,&:
libe ãjjie
ci e
celeb e
Templo,
&
San a
Cala
da
Mi è ico dia,
de
que oy
Fundado
&
eiis
ilhos
os
p imeycos'
I mãos,
de
que
i e aõ
p incipio
odas
as
mais,
que
hoje
ha
em
odas
as
qua o
pa es
do
mundo,
nas
quaes,
oquean-
nualmen e
e
ga a
em
ob as
de
cha idade,
ó
e
póde
con a
po
milhões.
Eíla oy
a
g ande
libe alidade
do
Senho
Rey
Dom
Manoel
pa a
com
a
Ig eja.
Como
pois
lhe
naõ
a ia
Deos
an as
me cês
à
ua
peíToa,
à ua
Ca a
&
ao
eu
Reyno?
*
Sómen e
po que
Da id
in en ou
le an a
hum
Tem¬
plo
a
Deos,
que
naõ
chegou
a
e
eíley o,
nem
a
ahi
da
ua
idea,
lhe
lou ou
o
me mo
Senho
o
pen amen o
,
di-
zendolhe:
Quodcogi ajU
in
co
de
uoadi ica eâomumm.
i.R<g.
mnimeoybm eci i
,
hoc p ummen e aãam.
Po e elhe
l6
‘
p ome eo
o
Senho
g andes
a o es
pa a
eu
Reyno,pa¬
a
ua
Caía,
&
pa a
o
eu
Th ono
:
Fidelü
ú
domm ua
&
Regnum
uum
u que
ma e num
,
an e
ackm
nam
,
&
h onus
uus
e i i mus
jugi e .
E
e
eí e
p êmio
deo
Deos
a
Da id
omen e
pelo
in en o
de
lhe
le an a
hum
Templo,
qual
e ia
o
do
Senho
Rey
Dom
Manoel,
q
ue
lhe
edi icou
an os
?
^
In e cedè aó
em
ce a
occa iaõ
huns
homens
pa a
com
Ch i o
Senho
No lo
,
pa a
que
e e
Senho
o le
e i-
do
da
aude
a
hum
menino
ilho
de
hum
Cen u ião
que
e
acha a
p oximo
à
mo e;
&
a
azão,
que
pa a
o
àze
lhe
p opuzè ao,
oy,
qne
aquelle
homem
e a
amigo
dos
da
ua
Naçao,
&
que.à. uacu a
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ha ia
le an a¬
do
huma
Synagoga
:
Dignus
e
,
u
hoc
ill p ajies
,
d l
-,
gi
enimgen cm uam
,
&
ynagogam
ip eddi ica i .
Pezà-
áoe as
azoes
an o
na
eí imaçaõ
do
Senho ,
que
naô
quiz
al a
ao
que
e
lhe
pedia,
ob ou
o
milag e,
dando
ao
menino
epen inamen e
aude:
Fade
,
&
iem
c ed di -
*
>•
C
i
U
2©
Sé mm
im
Èx qum
•''
•
h ià
ibh& ana -iis
ejlpu in
iliaho a.
Ou i
ago a
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luç
da
Ig eja
San o
Amb o io
,
ponde ando
c e
luga
:
Si
commnda u
Domino,
qu
edi ica i
Sjnag
og
a
m-
}
quan o
e i
commenda io ,qm
aâijica i
Ecck iamíE Jus
me u g
a
-
iam,
qui
mpie a ü
ecep aeulump ajli i
3
quan o
maio
em
m e ii g a iam,qm
Religionis
dommUump apa aui
•?
Se
d
Amb
ecomenda
,
o
que
edi icou
huma
Synagoga
-
quan o
Se m.ulc*.
1
11218
digno
de
ecomendação
pa a
eo a
o
Senho
e à,o
dc
Dcdic.
que
lhe
le an ou
huma
Ig eja
?
Se
con eguio
de
Ch i o
clcC
hum
milag e,
o
que
edi icou
huma
Ca a,
que
(
depois
de
p omulgado
oEuangelho}
ha ia
de e
ecep áculo
de
impiedadej
quan o
mayo
a o
lhe
me ece
aquelle,
que
lhe
edi icou
hüa
Ca a
deReligiaõ?Con inuo
pois
ago a
o
me mo
a gumen o
de
San o
Amb o io
,
&
digo
aílim.:
Gomo
naó
a ia
o
me mo
Senho
mayo es
me cês,
íupe*
io es
a o es
,&
endo
nece la io,
mayo es
milag es
ao
Senho
Rey
Dom
Manoel,
e
e e
lhe
edi icou,
n
a
õ
huma
Synagoga,
nem
ó
huma
Ig eja,mas
pa lan e
de
cincoen-
a
Templos
magní icos,
muy os
Con en os
ump uo-
os^Hoípi aes
opulen os,
&
em
im
e a
San a
Ca a
em
que
e amos,
udo
domicílios
da
e dadey a
Religião
>
da
que
ha
de
pe manece
a è
o
im
dò
mundo
em
eu
lou¬
o
?
Si
commenda u
Domino,
&c.
_
Não
pa ou
ainda
aqui
a
libe alidade
do
Senho
Rey
1
om
Manoel
pa a
com
a
Ig eja
,
ainda
e
ex endeo
a
mais
a
ua
libe alidade.
O denou
,
que
de
odas
as
uas
endas,
que
po uhia
na
A icá,
e
de ie
o
dizimo
delias
-
annua
^
a
os
S
a
ce do es,
que
là
i iaõ,
alèm
das
a
da
Eu .
c
l
ue
P°H ihiaõ^jà
da
Co oa,
pa a
que
e
pude iem
u en-
ua
ida
a
com
mais
abundancia,
&
■
aíli bi
ao
cul o
Di ino
com
Logo
deooCeo i.
Goc?,&
naljdoquã o
íe
ag ada ade a
me cè,po que
no
me mo
om os.
dia,
em
que
EÍRey
a
i mou
n
0
Paço,
lhe
deo
o
Senho
na
do
Se eni imò
Reyde
Po ugal
D.Manoel.
ia
meí na
Á ica
humag andio a.
i o ia
j
alcançada
dos
Mou os
po
mão
de
Dom
J
oão
de
Menezes,g ande
Ca-
pi aó
de.
A zila.
Acha a- e
e e
g ande
Mona ca
no
Reyno
de
A agaõ
na
pe ençaõ
de
e
ju ado
P íncipe
he dey o
delle,
6c
de
odos
os
mais
de
He panha,
quando
de
là
me no,
em
ninguém
o
pe uadi ,
nem
lho
lemb a ,
de pachou
hum
Dec e o
pa a
o
A cebi po
de a
Co e,em
que
o dena a»
que
nenhum
Eccle ia ico
pagaíTe
Decimas
,
nem
Gizas,
nem
ou os
ibu os
,
que
a èallipagayaõcomos
mais.
Pa lados
alguns
annos
ex endeo
o
mc mo
Dec e o
aos
Ca alhey os,
6c
aos
da
milicia
de
Ch i o.
Po
eíla
libe-
alidade,de
que
u a a
com
a
Ig eja,e a
an o
o
ou o,que
Deos
lhe
da a,
6c
an as
as
endas
que
po luhia
,
que
di¬
zem
os
Hi o iado es,
que
naõ
podiaq
os
cob ado es
das
endas
Reaes
con a
o
muy o
,que
ha ia
que
ecebe
6c
que
po
naõ
pode em
da
aíaõ
,
de e iaõ
as
cob anças
pa a
ou o
empo.
Chegou
no
eu
empo
o
ou o
a
le
an o,
que
qua i
e e
en e
nòs
pe dida
a
e imaçaô.
Naõ
he
menos,
o
que
hoje
em
do
B aíil,
do
que
i¬
nha
en aõ
da
Mina,
8c
do
O ien e.
Mas
como
e
não
è
ne es
empos
e a
abundancia?
Que
peccados
e àó
e es
de e
Reyno,
que
o azem
pob e
no
me mo
empo,
em
que
pudè a
e
íob e
odos
o
mais
ico?He
e dade
con -
an e,
q«e
ne e
Reyno
em
odos
os
T ibunaes,
8c
na
p aça,
odos
os
pagamen os
(ha
poucos
annos)
e
a-
zião
em
pa acas;
ede
e
appa eee
hoje
huma
?
A
moeda
de
p a a
an iga
em
da
me ma
o e
de appa ecido
oda,
os
c uzados
no os
aò- eex inguindo.
Do
ou o
elho,
de
que
e
abe,
que
o ão
à
Ca a
da
moeda
muy os
mi-
lhoensà
e
ilha,
como.íe
al
não
hou e a-,
o
no o
ay
.
pe o
me mo
caminho,
pela
ba a
en a,
8c
pela
ba a
ahe.
En aò
indes
aos
pè$
do
Çon e lb
cho a
a
p ia
pob e-
C
3
za.

Se mão
na Èxequi
az
za,
donde
ha eis
decho a
a
oíía
culpa.
Tem
chegado
o
luxo
dos
Pomnguç^es
a
al
e ado,q
a è
os
pa amen os
das
caías
haõ
de
i
in ey amen e
dos
Reynos
e anhos.
O
que
íe
ga a
ómeu e
em
panos
inos,
cabeley as,
&
e¬
lógios,^
cQUÍas
ão
e cu adas!)
econ a
annualmé e
po
milhões.
Ou o
an o
e
ga a
em
endas
inas,
edas,
òc
i as
de
p a a,
&
ou o,
anjas
,
paí amanes,
&
galoens.
Quan as
P ema iças
e
e àõ
po o
ne e
Rcyno
ob e
e -
a
ma é ia
?
Se
não
o ão
ju as,
como
e
puzè ão
?
&
c
o
o aõ,
como
e
naõ
p a icaõ
?
Ch i o
di e
dos
que
a li ião
aos
Reys,
que
e es
e -
ião
os
panos
inos:
Ecce
qui
mollib M
ejhun u
,
in
do ni-
bus
Regam un
j
como
ne e
Reyno
odos
que em
pa-
Mi h.
ece
palacianos
,
po ií o
depois
e
em
an os
pob es.
11
'
'
Não
e a
i oa im
no
empo
do
Senho
Rey
Dom
Ma.
•noel.
As
pe lbas,
a
que
e
pe mi ia
e i
eda
,
ou
e a
das
que
inhão
da
índia,
ou
das
ab icadas
ne ¬
e
Reynoj&
pa a
e
e i em
os
mais,
ha ia
ambém
nel-
le
ab icas*
&
como
ne as
inhãoos
O iciaes
muy o
em
que
abalha ,
inhão
em
pob eza,
de
que
come ,
&
que
e i .
Só e
de pacha ade
Reyno
e anho,
o
que
e a
p eci amen e
neceíTa io,
com
ob igaçaõ
de
le a
de e
em
azenda
o
p ocedido.
De a
o e
e
con e a a
o
ou¬
o
em
Po ugal
en aõ
5
&
do
con a io
p ocede
a
al a,
que
e
expe imen a
hoje.
Da
pob eza
e
o iginão
innu-
me ayeis
culpas,
6c
de asju amen e e
de e
eme
hum
g ande
ca igo
de
Deos.
Ou i
como
o
Senho
Rey
D.
Manoel
epa ia
as
i¬
quezas,
que
annualmen e
lhe
inhaõ
das
uas
Conqui as.
Dg;>
eusqum os
do
ou o
mãda a
le an a
os
Téplos
Sa¬
g ados,^
paga
aos
q
abalha aõ
nos
edi kícsdcs
Con¬
en os.
í
odososannos
e iaa odos
os
Religio os
de
S.
F anci oo
meu
Pad e,quan os
ha ia
em
eus
Reynos,
Sc
Con-
do
Se eniJJ mo
Rey.de
Po uga
I
D.
Manoel.
i$
Gònquií as,que
aõ
an os
em
nume o,
que
c«ydo
3
q
ué-
clles
íós
igualaó
a
odos
ós
Regula es
jun os.
Com-noíco
os
Dominicos
é
ha ia
com
mão
aõ
la ga,q
e
lhe
naõ
ep e en a a
neceílldade
de
Con en o
algum*
queanaõ
emedia le.
Dizia
e em
os
Me es
de
eíi
Keynoj
pois
a
íeu
ca go
eíla ão
asE colas
ge aes
del-
lc,
de de
a
ua
p imey a
iníli uiçaõ,em empode eu
Fundado
,
o
Senho
Rey
Dom
Dinis.
Ou
pa a
melho
dize
,
os
me mos
Con en os
de
Saõ
Domingos
j
huns
empos
o
de
Lisboa,
Sc
ou os
o
de
Coimb a,
e aõ
as
EL
colas
ge aes
de e
Reyno,
quan o
à
Theologia;
em
cuja
occupaçaõ
nos
aziaõ
osReligio os
de
S.F anci co
copa»
nhia,
na
p imey a
e ecçaõ
dei a
Uni e íidade,&:
nino-ué
mais,
como
coníla
dos
E a u os
Reaes
delia.
Via
niais
queosP o inciaes
Dominicos
e aõ
pe pe uamen e
os
lnqui ido es
Ge aes
dc eus
Reynos,
po
muy
as
Bulias
Apoí olicas,
endo
a
p imey a
a
de
Innocencio
IV.
q
Ue
B an
<J-nà
p incipia:
Odo e
m- i
O dinü e i,
pa ladano
annode
1246.
em
cuja
dignidade
pe manecè aõ
a èa eno açaõ
ol
'
U
l
<
'
de e
San o
T ibunal,
que
oy
depois
do
go e no
de
eu
Succe o ,
o
Senho
Rey
D.
Joaó
III.
(
a
me madigni¬
dade
po llihiaó
odos
os
P o inciaes
de
Saô
Domingos
nos
ou os
Reynos,
&
o
eu
Ge al
em
oda
a
Ch i anda-
de
a è
a eno açaõ
de eme mo
T ibunal
nelles,&
un-
daçaõ
da
Cong egação
do
San o
O icio
em
Roma
,
nó
Pon i icado
de
Paulo
III.
no
anno
de
1542.)
E inal-
men e
ia,
que
naõ
ó
nasCadey as,
mas
ambém
nò»
*«*..»
púlpi os,aelles
po
p o iíTaó,&
exe cido,lhes
pe encia
“°"
um
o
dou ina
os
po osgodas
e as
azoes
o
mo iaó
a
e
ha-
í„7h°'.
e
com
a
minha
O dem
com
maõ
mais
la ga.
A’s
mais
Religiões
a li ia
ambém
com
libe alidade;
po que
a ibuhia
as
i o ias
de
Á ica,
&
as
do
O ien¬
e
,
naó
ó
ao
alo
dos
eus
Capi ães,
&
Soldados,
mas
cambem
14
Sc maõnas
Exéquias
ambém
aos
Sac i ícios,
&
O ações
dos
que
ene a aõa
Deos
po
elles.
No
me mo
empo,
em
que
ão
libe aimen e
eíla a
ga ando
com
a
Ig eja
em
Po ugal,
en iou
a
Roma
ao
Summo
Pon iíice
Leaõ
X.
huma
Embayxada
com
hum
g andio o
p e en e,
que
con ia a
de
hum
Ca allo
Pe i-
co,quejà
ha ia
ido
p e en e
de e
Rey
pa a
o
no lb.Ém
cima
delle
huma
Onça
de
caça,
em
eu
eguimen o
hum
Ele an e
índio,
&
emcima
hum
g andio o
Co e
,
que
eon inha
em
íi
odas
as
peças
de
hum
ico
o namen o
Pon i ical
,
cube o
odo
de
Diaman es
,&
das
mais
p e-
cio as
ped as,
que
p oduz
o
O ien e
5
cou a
,
que
ju ia-
men e
poz
em
admi açaòàquella
Co e,
donde
oy
a a-
Fa
»m
&çíoem
quinhen os
mil
doudos.
Là
diz
o
Tex o
Sa-
x.p.*
4
.c.i
.
g ado
,
que
na
Ley
an iga
o
o namen o
do
Summo
Sa-
Exod
75
ce
d°
e
e a a
odo
cheyo
de
ped as
p ecio as,
&
que
ay.
’
3
s
‘
com
ellas
conco è aõ
os
P íncipes:
P íncipes
e o
ob ii
-
in
le un
lapides
Onychinos
,
é gemmas
ad
ipe hnm ale
,
&
©:d.
a ionale.
Pa a
e e
o namen o
os
P íncipes,
que
conco ¬
è aõ,
o aõ
muy
os
:
Hic
ej
Pon i icü
o na us, ed
ad
hac
explenda
P íncipes
equi un u
:
no ou
O igenes:
&
pa a
e ou o,
bailou
o
Senho
Rey
Dom
Manoel,
po que
ia
libe alidade
excedia
aos
mais.
Cau aadmi açaõ
le ,que
nome mo empo
,
em
que
c e
g ande
Mona ca
eíla a
azendo
an os
ga oSjComo
endes
ou ido,
cõ
a
Ig eja
9
eí i e Te
uílé ando
Exé ci os
em
odas
as
qua o
pa es
do
mundo.
Na
Eu opa
en iou
in a
Nàos
com
es
mil
&
quinhen os
homens
de
gue ¬
a
,
a
occo o
de
Veneza
con a
o
Tu co.
A
Á ica
en¬
iou
eu
Sob inho,
o
Duque
de
B agança
Dom
Jayme,
com
qua en a,
em
que
hia5
dezoy o
mil
In
an es,Sc
dous
mil
&
eiscen os
Gine es,
ob e
a
Cidade
de
Azamo ,
que
.
endeo,
&
p e idiou,
Sc
iun amèn easCid
ades
de
Ti e,
do
Se em imo
Rey
de
Po ugalD.
Manoel,
zj
.&:
Almedina,
que
os
Mou os
nei a
occa iao
deíampa à-
aõ,
po
Xe
naõ
a e e e aijâ
a
íoppo a
os
golpes
das
e -
padas
po uguezas,
Pa aa
Ame iça..,.&
pa a
a
A ia
eii-
VJ4V4
odos.osannos
A madas
pode oèí imas.Occaíiões
V
u e,
enx
que
.mandou
p epa a
e íen a
Nàos
de
al o
o
In an e
Dom
Luis
•40
Oneq e,
o
que
depois
e
naõ
execu ou.
T ezen as
Nàos
u
as
,
e aõ
as
que
commummence
azia
ne as
Çonqui as.
.
,
Xodqs
e es
ga oslhenaó
impedi ão. ambém
o
aze l^
uiü
^eíle
Reyno
qua o
Palacios
,
o
daRibey a,
o
do
Li-:jo ;um.
U
Pioey oj
o
de
Coimb a,
&
o
de
Muje;
in eôe
e e
o a¬
lezas
p incipaes
,
alèm
de
muy os
Ca ellos
in e io es;
i4ü a
qua o
P aças
9
aze
as
celeb es.pon es
de
Coim-
;> a,&
de
Oii ença,
Al ândegas
>
Ga as
da
índia,
A ma¬
zéns
p o idos
de.
innume a eis
a mas,
muy os
canhões
dé
a elha is,
moles,
on es,
p aças,
muy o
di o.
Eque
pa a
udo
i co
i eÜe
dinhey o!
Naõ
me
occo e
ou a
ipõ amais
quedize ,
que
po i lb
me no,
quega a a
âQ
libe
d
men e
com
a
Ig eja
lhe
da a
Deos
dinhey o
pan udo.
.
.
Ou i
hum.g ande.
Tex o
li e al.
Re e e
São
Lucas
n i c
A
os
áp$
Apoí olos,que
na
p imi i a
Ig eja
naõ
ha¬
ia
nella
homem
pob e,
odos
inhaõ
que
come ,
&
de
que
e i ,
cada
hum
con o me
eue ado;o
plebeo,
co-
moplebeoi.o
nob e,
como
nob e;
&
o
P íncipe,
como
P íncipe,
cada
íuim
den o,
do
íeu
eílado
naõ
padecia
Aa
A
nece lidade
alguma.
.G ande
elicidade!
pa ece
inc i- .
’
'
el.
N
ao
ha e
em
oda
a
Ig eja
hum
homem
neceíli a-
do
!
Ou i
o
í
ex o
:
Neque
mm
qui qham
egens
e a
in-
e iüos.
Admi ais os
do
cjueou isX
Pois
muy o
mais
pa a
admi a ,
he
a
azaõ
di o.
Da-a
o
Tex o
logo
nas
. e-
guin es
pala as:
Quo q o mi npo ej o es
ag o nm
,
au
D
*
dmo-
3
}
Se maõ
nas
Exéquias
hí4ímy ham
.
E
diíTe
o
douciílmioSyl ey a^ueo *
i.
e ece emihce las, oy
p o eíla em,
qiieaquelieMenino
3i.n.^iiy
e ao
^
CLI
í ey
Sobe ano,
6c
elle-s cdcs c& eus cuda a-
noi:
Ob uk un
mme a
Magi
in
ecogm ionem
i p ew/e
Maic â a
'Dnn sc
,
&<uclu i
je e ,
da a
ios
dlmsp o c an-
Thomi -
esM,
po o
q.ue
Ch iilo
3
n
a
ó
íó
em
quan o
Deos,mas
au
sc
j i
j.p.
da
em
quan o
homem
(como
en ma
o
melho
dos
Theo-
logos
)
inha
domínio
Regia
ob e
odos
os
Mona cas
do
mundo,na
execução
òdei es
es
do.
O ien e
ecebeq
eudo.
Con en ou-íe
Deos,
que
a
eu
Filho
o
es
Reys
do
O ien e
pagaíTem
eudo
em
econhecimen o
da
Má-*
ge ade
Di
ina
p
me mo
Senho
quiz,
que
a
huma
Mageíhde
humana,
in inkamen ein e io ,
&
c ea u a
ua,
pagaí em
eudo,
naõ
íb
es
Reys
do
O ien emas.
deíTe
mp moO ien c
28.
Reys.
A
que
mais
podia
neí e
mundo
chega
a
elicidade
cie
hum
homem!
Da
e a
íubamos
ao
Ceo.
Nas
Yi oens
do
en
Apocalyp ç
e e¬
e
Saõ
joao,
que
i ao h ono
da
Mage lade
Di ina,
j6c
que
dian e
delle
lança aõhuns
Anciãos
as
íuas
Co¬
oas:
Mi eban
CjV
onas aas
an e
h onnm.
E
que endo
eu
abe
o
nume o
de es
co oados
Anciãos,
ou
de es
ene andos
Reys,
ejo
que
o
me mo
Tex o
me
diz,
e¬
em
in e
&.
qua o:
Vigin iquaiuo
enio es.
Só
24.
Reys
e aó
ne a
occa iaõ,
os
que
io
e
lhe
endiaõ,
Sc
o
lou a aõj
6c
ao
Senho
Rey
Dom
Manoel,
endo
huma
puia ea u a,
&
ómen e
huma
Mage ade
humana,
deGihe
o-me oo
Dcos
28.
Reys
po
Va lallos,
que
ao
e i
Impé io,
Sc
ao
eu
h
emo
obmeçiaõ
as
uas
Co oas:
Mn eban
Ço onas uàs
a Ue
h mmL
G ande
elicida¬
de
!
47
'
•
Pez-Reys
e e e
0
«cimo
EuangeU a
,
que
i a
no
Apoealyp e
,
os
quaes
c Waó
po cs
em
a mas
,
&
peleja aõ
con ao
Co dey oV
po em
Jogo
ac e cen ou*
que

do
Se enijjimo
Rey
de
Po ugal
D.
Manoel.
33
que
e eós
ha ia
de
ence ,
Hicim
Agno
pugnaban ,
&
Agnus mce
illos.
Ago a
ou ia azaõ
dada
nas
eguin çs
pala as
do
me mo
Tex oié^/íW/ã'
Dominus
Dommo ü
e l,
&
Rex
Regum
cumilío un
ocaü
elcc i
y
&
deles.
Po que
eí e
Co dey o
he
o
Senho
dos
Senho es,&
jun-
amen e
o
Rey
dos
Reys
>
6c
os
que
comellee ão
íaó
Ca holicos,
aó
os
chamados
Fieis.
Se
Senho
de
odos
ps
Senho es
,
6c
Rey
de
odos
os
Reys,
he
i ulo
,
qiú
con em
ò
a
Deos,
pelo
up emo
dominio,
que
em
i'o<
b e
odas
as
c ea u as.
Po ém
com
dominio
pa icipa¬
do,
6c
in e io
e
chamãoos
homens
no.mundo,
huns
Se¬
nho es,
6c
ou os
Reys
:
mas
com
e a
dií e ença
en e
os
mais,
6c
o
Senho
Rey
Dom
Manoel,
que
os
mais
não
íc-
àõ
íó
Reys
de
po o,
mas
de
muy a
nob eza,
de
muy-
es
G andes,
de
muy os
Ti ula es,
6c
demuy os
Senho-
esi
o
noíío
Mona ca
po ém
e e
de
mais
q
odos,
o
e
Senho
de
aes
Senho es,
6c
de aes
G andes,
q
o
izè ão
Rey
de
28.
Reys.Todos
e es
p imey o
e
puzè aõ
em
a ¬
mas
có
o midá eis
exe ci oSipo èm
como
osPomigiie-
zes
conio eu
Rey
peleja ão.
pela
pa e
do
Co dey o
,Ch i o,6c
pela
in oducçao
de
ua
Ley
E quicuillo
un ,
ocaü
ele h& ideles
,po i lo
odos
e es
Reys
icà aõ
é-
cidos,
6c
euda a ios,
6c
o
Co dey o
com
o
i ulo
de
Rey
dos
Reys
com
o
dominio
up e no
*.6c
o
Senho
Rey
D.
Manoel,
Rey
dos
Reys,
mas
com
dominio
pa icipado
po ém
e ecom
huina
al
ampliação
,
que
e
não
acha
no
mundo
nos
ou os
Reys
:
Hi
cum
Agnopimiaban ,
&
Agnus
mce
ulos.,
quoniam
,
&c.
Ago a
le an a a
eu
huma
que ão:
qual
oy
mayo
e¬
licidade
do
Senho
Rey
D.
Manoel,
e
no
O ien e28.
Reys
po
Vaílallos,ou. e
Rey
de
aes
Va(Iallps,que
lhe
ízè aó
euda a ios
eííes
28.Reys
do
O ié e?
Deyxo
a
e-
íòluçao
à
oíía
e peculação,
po
me
não
dila a
mais.
e
R°y
Cen.< «
í
i.z í.j.
Ch y .
hom.
9.
in
F.p.
i.
ad
Tmi.
34
Se maõ
nas
Exéquias
Fby
âníbèm
o
Senho
R.ey
Dom
Manoel
elici i íò
m
Súcceílaó.,
que
a
al a
delia
em
qualque
Reyno
he
deíg açá
g ande.
No ay,
que
nas
le as
Di inas,
os
i¬
lhes
echamáo
bens,
6
o
ge a ,
poíTui
3
po iíTo
Adam
•
no
naíeimen o
de
Cai n
dií e:
Pòj idihominem
pe
TJeu n,
EDà id
lhes
chama
he ança
do
Se ho ,
&
me cê
ua-:
Recebe
edi as
'Dommi iíij^ne ces
i
uc m
en s.
E
Saõ
Joaó
Ch y oílomo
aliando
do
g ande
cuydado,que
del-
íes
ede e
e ,
lhes
chama
depoíi o
g ande,
6c
p ecio o:
Magn m
babemos
e io úmque
depoji um ilws
,
ingen i
iU
los
e emos
cu a.
Te e
pois
o
Senho
Rey
Dom
Ma¬
noel
ambém
eíla
g ande
elicidade
nos
muy os
ilhos,
Sc
ilhas,
que
e e.
Deo
ucceíTaõ
a
Caílella
na
Empc a iz
D.
I abel ua
ilha,mulhe
do
Empe ado
Ca los
V.Deò
ucceíTaõ
a
Alemanha
na
Empe a iz
D.Ma ia
ua
Ne a,
mulhe
do
Empe ado
Maximiliano
H.
Deo
ucceíTaõ
h
Saboya
na
In an e
D.Bea iz
ua
ilha,mulhe
do
Duque
Ca los
III.
Deo
ucceííaó
a
Pa ma
em
ua
Ne a
a
Se¬
nho a
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Ma ia,
mulhe
do
P íncipe
Alexand e
Fa ne-
íio.
Deo
ucceíTaõ
a
F ança
em
eu
Ne o
o
Senho
D.
An ônio,
ilho
do
In an e
D.
Luís.
E
dôde
oy
mais
e¬
liz,
oy,
na
q
deyxoü
neí e
Reyno.Te e
nelle
dous
ilhos
Reys,o
Senho
Rey
D.Joaõ
III.&
o
Senho Ca dealRey
D.Hen ique.
Ex in a
a
ucceíTaõ
do
p imey o
ilho,nos
icou
a
do
In an e
D.
Dua e
na
Se eníílima
Senho a
D.
Ca ha ina,
Dnq
UeZa
B agança,mui
he do
Duque
D.
Joaó
o
I.
a
quem,
não
o
pode
dos
Ça elhanos,
mas
a
al¬
a
de
união
en e
os
VaíTallos
,
i ou
a
Co óa,
que
depois
•ome mo
Rcyno e i ahio,
„aõ
a,eu
ilho
o
Duque
D.
i
heodo io
j
nias
a
eu
Ne o
o
Senho
Rey
Dom
João
o
IV.
Pay
dos
Senho es
ReysDom
A Fon oVI.
&
Dom
Ped o
II.
6c
A o
de
Sua
Mage lade,
que
Deos
gua de.
Eíla
he
a
eíici llma
ucceíTaõ
do
Senho
Rey
Dom
Ma¬
noel,
cio
Se eni mo
Rey
de
Po ugal
D.
Manoel,
j5
#oel
4
pela
qual
de
alguma
o e
podemos
dize ,que
ain¬
da
exií e:
:
Tan a
s
Impe a
e
ecejji
à
nobu
>Jcd
non
o us
p:dn
.
Xeccjjih ehqni
enimnopü
libe os uos
}
n
quibus
eimàebemü
.und?
agno cc e
i i
quibus
eum
'é ce nim s
,
&
enemus.
Bi
e
San o
Amb oíio
a
emelhan ein en o.
i *í
™
Az
Rel a
omen e
dize os
a
na
mayo
elicidade
j
6c
lie,
°*>i u
que
ha endo
ido
di olo
na
ida,
(
p
iamen e
c emos)
que
Tl,cod
°
'
oy
mais
di o o
na
mo e.
Qiuz
hum
engenho
aze
hum
emblema
de
hum
Mona ca
i uo o
,
&
pin ou
o
Sol e-
pul ando
os eus
lumino os
ayosnos
úl imos
o izon es,
po
cima
da
pin u a
e c e eo
eile
lemma:
Maio
inoc-
ça u.
O
Sol
emp e
he
g ande,
mas
po
e
deyxa
e
me¬
lho
no
occa o
,
en aõ
nos
pa ece
mayo .
Sendo
e ç
g ande
Rey
dos
Plane as
ge ogli ico
dos
Mona cas,
com
e pecialidade
o
pa ece
e
do
Senho
Rey
Dom
Manoel,
po que
ou
eí eja
no
O ien e,
ou
no
Zenid,
ou
no
Oc-
ca o, emp e
alumea
e as
uas,
6c
aíli e
a
Va iãllos
eus.
As
acções
da
ida
dei e
Mona ca
emp e
o
ac edi a ão
g andes
mas
as
com
que e
p epa ou
pa a
mo e ,
ainda
o
ize aõ
mayo. .
Foy
como
o
Sol
g ande
no
O ien e
,
mas
pa eceo
mayo
em
o
Occa o:
Maio
in
occajii.
Adoeceo
pois
mo almen e
j
6c
como
oda
a
u
a
ida
i eo
p epa ando- e
pa a
eí a
ho a,
nem
a
mo e
lhe
deo
uí o,
nem
o
colheo
de
epen e
:
a iim
como
o
Senho
lhe
ba eo
à
po a,
6c
o
chamou,
logo
ab io,
po que
não
do ¬
mia,
igia a,
à
imi açaódos
bons
e os,
quee pe aó
pe¬
lo
Senho :
E os imiks
hominibus
cxpcãan ibus
Domi
-
m mm
,
quando
e e a u
a
nup ijs
,
ui
cu n
ene i
,
o
piâ a e i y
con e m
ape ian
ei.
Fez
a
P o eí açaÓ
da
Fe,
l
™
'
l
u
ecebso
de o i íimamen e
os
Sac amen os
da
Ig eja
com
J
g andes
demoní açoes
de
a ependimen o
de
uas
cul¬
pas,
e ó o os
ac os
de
amo
dcDeos,6c
de
con iança
em
ua
miíe icQxdia,
po
onde
piamen e
c emos,que
e pi cu
E
"2
‘
cm
Apò .i
4
*
3
<
Apnd
Bal h.
ci . .87.
Apud
Meiid-
.i
inl.Rcg.-
oi.
5
8
6
.
Apud
'
Gue ey-
ocup.io
oi.
I40.
Ma c.
8.
jí.dc
37.
3
6
Se maõ
nas
Exequuu
em
o
Senho :
6c
eí a
he
a
mayo
das
elicidades:
Bea i
'mo im,
qni
m
Domino
mo
wnui .
Te e
ci e
g ande
g ande
Mona ca
52.
annos,
6c
íeis
mezes
&
mey
o
de
ida,
6c
26.
annos,
6c
quaíi
dous
me-
zes
de
Co oa.
£is-aqui,
Ca holiccs,
o
que
du à aõ
a
hum
Rey,
que
chamamos
di o o,
as
mayo es
elicidades
dei e
huindo!
Ghegou
a
mo e,
6c
em
hum
iníbm e
pa¬
a
elle
e
acabou
udo.
Po iíTo
o
Senho
Rey
Dom
Fe-
lippe,
o
p imey o
dei e
Reyno,
6c
egundo
nos
demais
de
He panha,ci ando
pa a.mo e ,a
empo
que
lhe
que-
iaõ
da
o
Sac amen o
da
Unçaõ
,
mandou
chama
ao
P íncipe
eu
ilho,
chamado
ambém
Felippe,6c
dií elhe
eí as
pala as:
Qnizqiic
â jijh jes
ae ea o
,
pa a
que
neU
le
ejais
,
0
em
que
pa a
0 e
Senho
das
Mona
chias
do
mun
-
do.
Oii i es,.o
que
na
ho a
da
mo e
diíle
Felippeo
p i¬
mey o.
Ou i
ago a,
o
que
em
emelhan e
ho a
dií e
de¬
pois
o
egundo:
Nihil
con e í
Regem
ejje
,
m iu in
mo e
c ucie
& uijje
*
pa a
a
ho a
da
mo e,
o
ha e
ido
Rey,
omen e
íe e
de
C uz.
E
o
Empe ado
Fe nando
diiíe
ao
eu
Con eíTo
Zi a do,
a
empo
queeí elhemim -
a a
o
me mo
Sac amen o,
que
lhe
naõ
chamaí e
mais
Empe ado ,
enão
Fe nando*
ac e cen ando,
que
e e
a amen o
baila a,
pa a
o
que
b e emen e
ha ia
dc
e
pò.
Oh
c
os
homens
com
e es
exemplos,
6c
com
e es
de enganos
coníide à ão
bem
ne a
ul ima
ho a,
6c
no
em
que
em
apa a
udo,
o
de
que
e az
e imaçaõ
ne ¬
a
ida,
de
quan o
p o ey o
lhe
e i ia
eí e
pen amen-
o!
Fie
íem
du ida,que
naõ
ha e ia
,quem
com
huma
ó
culpa
mo al
quizeí e
comp a
o
e
Empe ado
de
odo
o
mundo,
endo,
que
e e
dominio
b e emen e
ha ia
de
acaba
com
a
ida,
6c
que
aquella
culpa
inha
po
pena
hum
in e no
em
im.
£
enaõ
e. pondey
àpe gun a,
que
os
az
Cb i -
•*í
‘'
o:
do
Se eni imo
Rey
de
Po ugal
D
Manoel.
37
o':
Q iid
mm
p ode i
homim
,
i
luc e i ' nund»in
o um
,
&
d imen um
anime
u* dcia
?
Au
quid
dabi
^
6
c
'
hmo
commu a wnüp o
anima ua
?
Que
ap o eyu ia
ao
homem
,
o
e
Senho
do
mundo
odo,
e
depois
a
íua
al¬
ma
íe
ou e le
de
condemna
?
Aquelles
Re
ys,Mona cas,
S
Empe ado es
,
que
hoje
e
achaó
a dendo
no
In e no,
que
he,
o
que
i a ão
dos
eus
Reynos,
das
íuas
Mona -
chias,
&
dos
eus
Impé ios
?
Tal ez,
que
nenhuma
ou¬
a
cou a
mais
que
ome mo
In e no
j
que
o
u a em
mal
do
domínio,
que
Deos
lhe
deo
,
&
das
iquezas,
de
que
os
ez
Senho es,
os
poz
no
luga
em
que
e
achaõ,
&
oy
a
o igem
das
penas,
que
padecem,
Eíla
con ide ação,
ôc
ou as
emelhan es
o aõ,
as
que
íizè aó
,
com
que
o
Senho
Rey
D.
Manoel
i eíTe
com
an o
emo
de
Deos,
6c
poí uiííe
aquellas
g andes
i u¬
des,
po que
hoje
piamen e
con ide amos
,
que
e a à
go¬
zando
da
Bema en ii ança.
E
e
eu
na
U na,
que
hoje
cob e
as
uas
Reacs
cinzas,
hou eíle
de
pò
epi á io,
naò
o
compuzè a
do
dila ado
Impé io,
que
poíTuhio,
enaõ
das
g andes
i udes,
de
que
e
o nou.
Foy
pio
pa a
com
Deos,
libe al
pa a
com
os
homens,
di o o
na
ida
,
&
e-
lici limo
na
mo e.
De can e
em
paz.
FiNis,
laus
deo,
F ginique
Ma i.

'
•
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£: ,
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-
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cOy::.'
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