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Novos dados sobre as ânforas vinárias béticas de tipo "Urceus"

Abstract

Neste trabalho apresentam-se novos dados sobre ânforas de fundo plano de produção bética, a que atribuímos o nome de tipo “urceus”. Trata-se de contentores, com origem no Guadalquivir, afins a produções gálicas, ainda que com cronologias mais precoces, com um auge de difusão no período augustano. A identificação deste tipo de ânforas no naufrágio bético de Sud-Perduto 2 (Cabo Bonifácio), permite uma melhor caracterização formal e reforçar a ideia de que não se destinavam a um comércio meramente regional mas antes a longa distância.

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Novos dados sobre as ânforas vinárias béticas de tipo "Urceus"

Author: Morais, R.
Publisher: Universidad de Sevilla
Year: 2008
DOI: 10.12795/spal.2008.i17.11
Source: https://idus.us.es/bitstreams/e372d535-ae70-450b-9269-2e595c939f81/download
SPAL 17 (2008): 267-280
ISSN: 1133-4525 ISSN-e: 2255-3924
h p://dx.doi.o g/10.12795/spal.2008.i17.11
ESTADO DA QUESTÃO
Quando ap esen ámos no Cong esso Ce a iae 2005
(Mo ais 2007: 401-415) uma no a p opos a ipoló-
gica sob e ân o as bé icas de undo plano, a que de-
mos o nome ipo u ceus, des acámos um as o conjun o
de agmen os p o enien es de es ações a queológicas
de Po ugal e Galiza, associadas a con ex os dos inais
do pe íodo a do- epublicano e da p imei a me ade do
século I.
Como i emos opo unidade de obse a (Mo ais
2007: 402), a a-se de p oduções do Guadalqui i , da-
das as o es a inidades de ab ico com ân o as do ipo
D essel 28 e D essel 20 ecolhidas em cen os p odu-
o es de Hispalis (Ga cía Va gas 2000a: 247-248). Re-
cen emen e, na ob a Ce ámicas hispano omanas. Un
es ado de la cues ión, a exis ência des as ân o as oi
co obo ada po E. Ga cía Va gas e D. Be nal Casasola
(2008: 674), que e e em “que ya es án p esen es en
con ex os de consumo augus eos inédi os de Hispalis”.
Como pensamos e demons ado, a iden i icação
des as ân o as em sido pouco alo izada não de ido à
escassez de es emunhos a espei o mas sob e udo a um
p oblema undamen almen e a queológico. Pa a além
do excessi o es ado de agmen ação des e ipo de ân-
o as que di icul a a sua indi idualização, es as são no -
malmen e enquad adas nas designadas “ce âmicas de
uso comum”.
Uma análise mais a en a dos dados a queológicos
pode, no en an o, ele a algumas su p esas. Nes e pa -
icula , os nau ágios podem p opo ciona , como é sa-
bido, impo an es con ibu os. Pa a o ema que nos
ocupa, é pa icula men e in e essan e o caso do nau á-
gio Sud-Pe du o 2, si uado no cabo Boni ácio, en e a
Resumo: Nes e abalho ap esen am-se no os dados sob e
ân o as de undo plano de p odução bé ica, a que a ibuímos o
nome de ipo u ceus. T a a-se de con en o es, com o igem no
Guadalqui i , a ins a p oduções gálicas, ainda que com c o-
nologias mais p ecoces, com um auge de di usão no pe íodo
augus ano. A iden i icação des e ipo de ân o as no nau á-
gio bé ico de Sud-Pe du o 2 (Cabo Boni ácio), pe mi e uma
melho ca ac e ização o mal e e o ça a ideia de que não se
des ina am a um comé cio me amen e egional mas an es a
longa dis ância.
Pala as cha e: Ân o as ipo u ceus; Nau ágio Sud-Pe -
du o 2; Ca ac e ização Fo mal; Guadalqui i
Abs ac : In his a icle we p esen new da a abou la based
ampho ae o Bae ica p oduc ion, which we called u ceus
ype. They a e con aine s om he Guadalqui i , simila o
he ones p oduced in Gallia, e en hough hey a e om an
ea ly ch onology and eached hei di usion heigh in he Au-
gus an pe iod. The iden i ica ion o his ype o ampho ae in
he Bae ica shipw eck o he Sud-Pe du o 2 (Cape Boni acio)
allows a be e o mal cha ac e iza ion and ein o ces he idea
ha hey we e no only mean o a egional ade bu o a
long dis ance one.
Key wo ds:U ceus ype ampho ae; Shipw eck Sud-Pe du o 2;
Fo mal cha ac e iza ion; Guadalqui i
NOVOS DADOS SOBRE AS ÂNFORAS VINÁRIAS BÉTICAS DETIPO URCEUS
NEW EVIDENCE ON THE URCEUS-TYPE WINE AMPHORAE OF BAETICA
R. MORAIS
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Có sega e a Sa denha, um dos pon os sensí eis da na-
egação no Medi e âneo, com um egime de en os e
co en es pa icula men e iolen as. Aí nau agou uma
emba cação, no pe íodo de Augus o, com ce ca de 16
me os de la gu a e cinco de la gu a com ân o as de o i-
gem bé ica (Fig. 1). Segundo Hélène Be na d (2008:
461, 462), o ca egamen o p incipal consis ia em ân o-
as D essel 7 e 9. Num ou o sec o do na io, não esca-
ado, o am ecupe adas ân o as Hal e n 70, Obe aden
83 ( ês exempla es), Longa ina 3 (um exempla ) e ân-
o as de undo plano (17 exempla es).
A e e ência a es e nau ágio já inha sido ei a po
Be na d Liou (2000: 1073), que assinala a p esença de
ân o as D essel 10, D essel 12 e D essel 28.
Se a en a mos na análise das ân o as de undo plano
ap esen adas po Hélène Be na d (2008: 462, ig. 2)
cons a amos que, ao lado de um exempla do ipo D es-
sel 28, igu am ês ou os exempla es in eg á eis nas
ân o as que designamos ipo u ceus (Fig. 2).
CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS
A iden i icação de um exempla comple o e de ou-
os dois com pe is econs i uí eis de ân o as de ipo
u ceus no nau ágio Sud- Pe du o 2 pe mi e a sua ca-
ac e ização mo ológica: a a-se de ân o as de undo
plano, de co po o alado, com ce ca de 50 cen íme-
os de al u a. Possuem um pequeno colo cilínd ico ou
onco-cónico que e mina num bo do cu o com pa e-
des cônca as que admi e algumas a ian es. Os bo dos
mais equen es são salien es e espessados ( ipo u ceus
1); podem ainda ap esen a uma espessu a idên ica à
pa ede, com a ace ex e na moldu ada ( ipo u ceus 2)
ou simples ( ipo u ceus 3). As asas cu as, de secção
elíp ica e com canelu a longi udinal, saem sob o bo do
ou ligei amen e abaixo e epousam, ligei amen e en-
cu adas, na espalda. O undo plano, ex e namen e al-
eado, assen a no malmen e num pé baixo com a pa-
ede ex e na ace ada. Os exempla es que e minam
num lábio salien e e espessado ( ipo u ceus 1), mais
equen es, podem possui - à semelhança das homóni-
mas ân o as gálicas do ipo Gauloise 5 - um módulo de
meno es dimensões.
O exempla D essel 28, comple o, possui, o es a i-
nidades com as ân o as de ipo u ceus, al com já suge i-
am E. Ga cía Va gas e D. Be nal Casasola (2008: 674-
675). Es a ân o a di e e, no en an o, po ap esen a um
ca ac e ís ico bo do com a ace ex e na cônca a, limi ada
po duas moldu as, um co po o alado com uma ca ena
abaixo das asas, sendo que es as são equen emen e de
secção elíp ica e podem es a assinaladas po duas ou ês
canelu as o mando en e si as espec i as moldu as.
Com excepção da a ian e de bo do com a pa-
ede ex e na moldu ada ( ipo u ceus 2), os exempla-
es do nau ágio Sud-Pe du o 2, encon am pa alelo
em agmen os po nós já ap esen ados. A a ian e ipo
de bo do simples ( ipo u ceus 3), é semelhan e a um
Figu a 1 Figu a 2
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agmen o de bo do ecolhido em B aga na Zona das
Ca ala iças (Fig. 3, nº 1); a a ian e mais comum, com
bo do salien e e espessado ( ipo u ceus 1), es á p e-
sen e em odas as es ações a queológicas es udadas, ad-
mi indo inclusi amen e, como já e e imos, dois módu-
los dis in os (Fig. 4 a 6, nº 2-36).
Nalguns locais, pudemos ainda ecolhe agmen-
os de undo plano ca ac e ís icos des a o ma (Fig. 7,
nº 37-40) e ampas de ân o as com diâme os compa í-
eis com os bocais aqui ap esen ados (Fig. 8, nº 41-55),
com des aque pa a 185 agmen os ecolhidos no Al-
jube (Po o), com diâme os que a iam en e 7 e 9 cm.
Mas nem semp e se e i ica a homogeneidade des e
ipo de ân o as. De ac o, após uma análise mais a en a
dos ma e iais ecolhidos em B aca a Augus a e no Al-
jube do Po o, e i icamos que, à semelhança das p o-
duções de o igem gálica (Laubenheime 1985, 310-11,
ig. 169), ambém as p oduções bé icas podem ap esen-
a o mas menos homogéneas e ipi icadas (Fig. 9, nº
56; Fig. 10, nº 57).
CRONOLOGIAS
O es udo que e ec uamos sob e o ma e ial an ó ico
p o enien e do Cas elo da Lousa, si uado no Concelho
de Mou ão, no Alen ejo, pe mi iu-nos es emunha que
as ân o as de ipo u ceus es ão associadas a p oduções
ce âmicas da adas dos inais do século I a. C., en e as
quais se des acam as ân o as de o óides de o igem ga-
di ana e lusi ana (Mo ais 2003: 6-40; Mo ais e Fabião
2007: 127-133).
De aco do com os dados c onológicos ob idos
no Aljube do Po o e no Cas elo da Lousa (Mou ão,
É o a), as ân o as de ipo u ceus o am pa icula men e
expo adas nas úl imas décadas do século I a. C.
O que es a c onologia pa ece indica é que es as ân-
o as são an e io es às suas homónimas gálicas do ipo
Gauloise 5 e 7 cujo auge de p odução da a de odo o sé-
culo I (Laubenheime 1985: 390; Baudoux 1996: 56).
Não sabemos, no en an o, se o módulo de meno-
es dimensões iden i icado no Cas elo da Lousa co es-
ponde a uma ase inicial de expe imen ação des e ipo
de o mas na Bé ica, ou se, à semelhança das p oduções
gálicas do ipo Gauloise 5 (Laubenheime 1985: 298,
ig. 158, nº 2), de emos admi i a exis ência de dois
módulos dis in os ao longo de oda a p odução.
UM CONTEÚDO (MAIS QUE PROVÁVEL)
No que diz espei o aos p odu os anspo ados, as
ân o as de ipo u ceus - à semelhança com as suas con-
géne es gálicas – des ina am-se, mui o p o a elmen e,
ao anspo e de p odu os ínicos. Pa a além das ca ac-
e ís icas o mais, a exis ência de es ígios de esina no
in e io de alguns exempla es exclui a possibilidade de
e em sido usadas como con en o es pa a o anspo e
de azei e.
Como suge imos (Mo ais 2007: 402), a iden i i-
cação des as ân o as pe mi e cons a a que ao lado
de uma pujan e expo ação de azei e e p epa ados de
peixe, de e conside a -se a expo ação de p odu os í-
nicos bé icos em azoá eis quan idades, o que impli-
ca a, necessa iamen e, uma conside á el ex ensão e
p odu i idade das inhas naquela egião.
Es es dados co obo am as on es, em pa icula Es-
abão (III, 2, 6) e Columela (P ae . I, 20), que se e-
e em às di e en es qualidades do inho bé ico e a sua
expo ação pa a I ália. Pa a Gena o Chic Ga cía (1984:
91) a zona desc i a po aqueles au o es ha ia que ela-
ciona-la com a egião de Je ez, com áceis acessos po
ia lu ial a é à cos a gadi ana e onde se p oduziam di-
e sos ipos de inhos, como o gadi anum, o has ense,
o ce e anum e ou os de i ados como a sapa e u as p e-
pa adas em conse a.
Como se cons a a nos sí ios de consumo es udados
es es p odu os ínicos o am expo ados, jun o com as
ân o as des inadas a anspo a p epa ados piscícolas e
seus de i ados1.
1. Tal asse ção le a-nos a pensa que os ou os exempla es com
ca ac e ís icas a ins, a é à da a iden i icados no ac ual e i ó io po -
uguês e egião galega, possam co esponde a p oduções bé icas e
não gálicas. Re e imo-nos, a um exempla p o enien e da “Villa” Ro-
mana de Po os (Vila F anca de Xi a), publicado como pe encendo
à o ma Gauloise 5 (Banha 19991-92: 56 e 82, ig. 8, nº 11) e a ês
exempla es a ibuídos à o ma Gauloise 7 do po oado de T oña e do
io Ulla (Na ei o López 1993-94: 208, no a 17). Em Conimb iga, en-
e ou as ân o as classi icadas no âmbi o da ce âmica comum, des-
aca-se um agmen o de p o eniência bé ica ecolhido num es a o
da época lá ia in eg á el em ân o as de ipo u ceus, em pa icula da
o ma Gauloise 5 (Ala cão 1976: 75; 138, pl. XIX, nº 59).
Figu a 3
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Figu a 4
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Figu a 5

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Figu a 6
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Es a si uação le a-nos ainda a c e que, pa a além
do seu ab ico em cen os olei os já exis en es que con-
inua am a p oduzi as adicionais ân o as des inadas
a con e os p epa ados piscícolas (Bel án Llo is 1977;
Chic Ga cía 1978; 1979-80), se deu uma no a p oli e a-
ção de cen os de ab ico des inados à p odução des as
ân o as de undo plano, a pa de com ce âmicas de uso
comum (Mo ais 2004; Pin o e Mo ais 2007: 235-250).
Figu a 8
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PROBLEMÁTICAS
O es udo das ân o as de ipo u ceus de p o eniên-
cia bé ica coloca uma ques ão mui o in e essan e que é
a da exis ência de con en o es com mo ologias idên i-
cas a ân o as gálicas des inadas a um comé cio não só
a ní el egional e local, mas ambém a longa dis ância.
Na Bé ica a p odução de ân o as de undo plano es á
ambém documen ada na egião g anadina, inicialmen e
iden i icadas a pa i dos achados nas p oximidades de
Loma de Ce es, sí io u al no qual se localiza am es os
de p ensas e ou as es u u as in e p e adas como pa e de
uma cella iná ia da uilla (Ma ín Díaz 1988), e pos e io -
men e comp o ados pelo apa ecimen o de um núme o
signi ica i o de ân o as de undo plano que se inspi am
na o ma Gauloise 4, nos cen os p odu o es g anadi-
nos de Loma de Ce es, Los Ba e os e Los Ma agalla es
(Be nal Casasola 1998ª: 267; 1998b: 545). Ac escen e-se,
ainda, uma o ma e oluída des e ipo ab icada na Bahia
de Cádis ab icada no cen o p odu o de Puen e Melcho
(Pue o Real), conside ada como imi ação da o ma Keay
I (Ga cía Va gas 1998: 116-117, 326, 380).
Des es cen os p odu o es cabe des aca a impo -
ância de Los Ma agalla es, com cinco o mas dis in-
as, di ec amen e elacionadas com o comé cio do i-
nho (Ga cía Va gas 1998: 276).
A exis ência de ân o as de undo plano da á eis do
pe íodo al o impe ial, designadamen e as do ipo D es-
sel 28 (Colls e al. 1977; Liou e Dome gue 1991), inha
sido desde há empo in uída pela exis ência de ab icos
a ibuí eis a p oduções bé icas em cen os de consumo.
Es as ân o as o am pela p imei a ez dadas a conhece
po M. Bel án Llo is (1977: 60), a pa i de exempla-
es o iginá ios da zona de San Fe nando, em Cádis. O
mesmo ipo de ân o a oi ambém p oduzido no ale do
Guadalqui i como se con i ma pelo nau ágio de Po -
-Vend es B onde se encon a am D essel 28 associadas
a ân o as bé icas D essel 20 com a mesma pas a e os
mesmos i uli pic i suge indo, inclusi e, uma p odução
nas mesmas o icinas (Colls e al. 1977: 47; Pa ke 1992:
331). Mais ecen emen e, ou os cen os p odu o es o-
am dados a conhece : é o caso do cen o p odu o de
La Ven a del Ca men na baía de Algeci as, Los Ba ios,
Cádis (Be nal Casasola e Lo enzo Ma ínez 2000) e da
bem documen ada p odução hispaliense del Hospi al de
las Cinco Llagas, ac ual sede do Pa lamen o de Anda-
luzia, Se ilha (Ga cía Va gas 2000a: 235-260; 2000 b:
88-89 e 173, ig. 39, 1)2. Na cidade omana de B aca a
Augus a iden i icamos dois exempla es des a o ma es-
pec i amen e a ibuí eis à egião de Cádis (Fig. 11, nº
58) e ao Vale do Guadalqui i (Fig. 12, nº 59).
Como já oi ealçado po di e en es au o es a p odu-
ção de ân o as de undo plano es á elacionada com o
p og essi o desapa ecimen o do comé cio a g ande dis-
ância do inho, esul an e de uma g adual subs i uição
pelos p odu os locais e egionais. Tal enómeno, pa i-
cula men e di undido no ociden e do medi e âneo, e e
como consequência a p oli e ação de no os cen os de
ab ico de ân o as com es a no a mo ologia, adap ada
a âmbi os de ci culação mais es i os, ou a sua adopção
em cen os p odu o es já exis en es (Fabião 1998: 188)3.
2. Va ian es des a o ma o am ainda ab icadas na Gália nos
cen os p odu o es de F éjus-Pau adou, S . Côme, Ma selha (Bu es-
aux-Ca mes), Velaux (Moulin-le-Pon ), Bouches-du-Rhône, Puylo-
ubie , Co neilhan, Aspi an e, possi elmen e, Lyon-La Mue e (Tche -
nia e Villa 1977; Baudoux 1996: 139; Lemaî e, Desba e Maza 1998:
58). É, no en an o, possí el que es a ân o a osse ainda ocasional-
men e imi ada nou os cen os p odu o es da Lusi ânia, como pa-
ece indica em os agmen os de bo do e colo encon ados no cen o
p odu o da Quin a do Rouxinol, si uado no Vale do Tejo (Dua e e
Raposo 1996: 241 e 247, Fig. 6), na He dade do Mon e No o (Abul)
(Ca doso 1986: 157, Es . I, nº 4) e Pinhei o (Se úbal) (Maye e Sil a
1998: 123 e 135, ig. 52).
3. Re i a-se, pa a além dos cen os me idionais da Gália, com
ní eis de p odução e ci culação mais amplos, os cen os si uados
na Península I álica (Tche nia 1986), na Gália do Les e (Baudoux
1992), em Lyon (Dang éaux e al. 1992), na No mandia (Laubenhei-
me e Lequoy 1992), na egião bo dalesa (Be haul 1990; 1992), na
Figu a 9 Figu a 10