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A TV deles: Fãs brasileiros assistindo à programação norte-americana

Abstract

Programas de TV norte-americanos podem ser assistidos de qualquer lugar do planeta enquanto são transmitidos ou baixados pela internet poucas horas depois. Jovens espectadores fazem isso usando diferentes ferramentas e redes sociais, discutindo o que viram. Entre esses espectadores há um grupo mais específico: os fãs. No Brasil, não é diferente. No entanto, esse mercado global não parece tão inclusivo. Alguns dos programas possuem uma série de paratextos, produtos conexos ou lógicas interativas que fãs estrangeiros não conseguem alcançar. Sentindo que estão perdendo parte da história, fãs brasileiros tentam criar novas formas de interagir com esses universos e com outros fãs. Este trabalho procura mostrar como os espectadores brasileiros interagem com produtos globais transmidiáticos e entre eles em um consumo global, com elementos locais.

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A TV deles: Fãs brasileiros assistindo à programação norte-americana

Author: Curi, Pedro P.
Publisher: Universidad de Sevilla, Secretariado de Recursos Audiovisuales y Nuevas Tecnologías
Year: 2012
Source: https://idus.us.es/bitstreams/f55f5935-7820-4eb4-bda4-d14302e1e40d/download
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A TV deles: Fãs b asilei os assis indo à
p og amação no e-ame icana
Ped o P. Cu i
Uni e sidade Fede al Fluminense
ped ocu [email protected]
Resumo: P og amas de TV no e-ame icanos podem se assis idos de qualque
luga do plane a enquan o são ansmi idos ou baixados pela in e ne poucas ho as
depois. Jo ens espec ado es azem isso usando di e en es e amen as e edes
sociais, discu indo o que i am. En e esses espec ado es há um g upo mais
especí ico: os ãs.
No B asil, não é di e en e. No en an o, esse me cado global não pa ece ão
inclusi o. Alguns dos p og amas possuem uma sé ie de pa a ex os, p odu os
conexos ou lógicas in e a i as que ãs es angei os não conseguem alcança .
Sen indo que es ão pe dendo pa e da his ó ia, ãs b asilei os en am c ia no as
o mas de in e agi com esses uni e sos e com ou os ãs.
Es e abalho p ocu a mos a como os espec ado es b asilei os in e agem com
p odu os globais ansmidiá icos e en e eles em um consumo global, com elemen os
locais.
Pala as cha e: ãs, ele isão, con e gência midiá ica
Resumen: P og amas de TV de Es ados Unidos pueden se is os de cualquie
luga del mundo mien as son ansmi idos o desca gados pocas o as después.
Jó enes espec ado es lo hacen u ilizando dis in as he amien as y edes sociales,
discu iendo lo que han is o. En e esos espec ado es es án los ans.
En B asil, los ans hacen lo mismo, pe o un me cado que les pa ece global no es an
inclusi o. Algunos de los p og amas ienen di e sos pa a ex os, p oduc os conexos
o lógicas in e ac i as que ans ex anje os no pueden alcanza . Sin iendo que es án
pe diendo pa e de la his o ia, los ans b asileños in en an c ea nue as mane as
de in e acción con los uni e sos de los p og amas y con o os ans.
Es e abajo p ocu a mos a como los ans in e accionan con p oduc os globales
con e gen es y en e ellos en un consumo colec i o global, con elemen os locales.
Palab as cla e: ans, ele isión, con e gencia mediá ica
Abs ac : Ame ican TV shows can be wa ched wo ldwide while hey a e being
b oadcas o downloaded a ew hou s a e ha . Young audiences use download
ools and social ne wo ks o do i and discuss hem la e wi h o he people. Inside
heses audiences he e is one speci ic g oup: he ans, who de elop ways o in e ac
wi h hese p oduc s and o he ans, de eloping speci ic pa icipa o y p ac ices.
B azilian ans also download hei a ou i e Ame ican TV Shows o wa ch hem
online, bu some imes his global ma ke doesn' seem so inclusi e. Some o hese
shows ha e a lo o pa a ex s, ela ed p oduc s o in e ac i e logics ha o eign ans
can' each. Feeling ha hey a e losing pa s o he s o y, B azilian ans y o c ea e
new ways o in e ac wi h hose uni e ses and wi h o he ans.
This pape aims o show how young audiences om B azil in e ac wi h
ansmedia ic global ex s and how hey in e ac be ween hemsel es in a global
g oup consump ion wi h local accen s.
Keywo ds: ans, ele ision, con e gence
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1. In odução
Todos os dias, jo ens b asilei os – e de ou as pa e do mundo - consomem p odu os
audio isuais no e-ame icanos pela ele isão, nas salas e cinema ou a a és da
in e ne . Conec ados, discu em esses p og amas com ou os jo ens de di e en es
nacionalidades, o mando comunidades globais de espec ado es.
Den o dessas comunidades, um g upo especí ico, di e amen e ligado à cul u a
popula ganha des aque: os ãs. O ã é um consumido ca ac e izado pelo excesso e
possui modos p óp ios de consumi cul u a e de se elaciona com ou os
espec ado es. O consumo do ã se baseia nesse excesso e na idelidade a ex os e
uni e sos na a i os.
Com os ápidos a anços nas ecnologias de dis ibuição, alguns pesquisado es que
concen am seus es udos na cul u a dos ãs deixam de pensa em alguns p odu os
como impo ados e passam a ca ac e izá-los como globais, com públicos
in e nacionalmen e dispe sos (Ha ing on e Bielby, 2007 : 180). Aos poucos, de
aco do com essa ideia, os es udos de ecepção ocados nessa mídia global se
ap oximam de ques ões como cul u a, pode e ideologia, e buscam cons i ui um
es udo global sob e as p á icas globais de ãs.
No en an o, ao a a o consumo midiá ico como “ al ez o meio mais imedia o,
consis en e e di undido pelo qual a ‘globalidade’ é expe imen ada” (Mu phy e K aidy
apud Ha ing on e Bielby, 2007 : 179), em-se a ideia equi ocada de que é possí el
consumi um p odu o di o global em sua o alidade de qualque luga do mundo.
Mui os jo ens b asilei os azem download de sé ies de ele isão e ilmes. C iam canais
e sis ema de ocas de a qui o e legendagem de p odu os audio isuais pa a o
po uguês. O ganizam encon os e g upos de discussão sob e esses p odu os, mas
di icilmen e e ão acesso a odo o uni e so daquele ex os, a odos seus pa a ex os ou
odas as in e aces c iadas com o obje i o de c ia a in e ação com o público.
Es e abalho se deb uça sob e os espec ado es b asilei os que assis em p og amas
a ualmen e eiculados na ele isão no e-ame icana, in e agindo en e si e
desen ol endo es a égias pa a alcança udo que conseguem desses p odu os. Um
enômeno con empo âneo que não e a possí el an es da in e ne e que, ago a, pode
indica no as elações en e ãs e com os p óp ios ex os.
Pa a isso, além de lança um olha sob e algumas das p á icas pa icipa i as c iadas
pelos ãs b asilei os e sob e a o ma como se o ganizam pa a acessa o máximo que
conseguem dos p og amas de que gos am - e as es a égias que desen ol em pa a isso
-, o p esen e a igo ap oxima esse olha de dois p odu os em o no dos quais mui os
ãs b asilei os se o ganiza am: Ame ican Idol e He oes.
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2. Jo ens e en e enimen o
2.1. O luga dos jo ens
Sunaina Mai a e Elisabe h Soep (2005) localizam os jo ens no cen o da globalização,
ca ac e izando-os como o p incipal al o da indús ia do en e enimen o. Baseando-se
mais em uma posição social es u u ada po pode es de consumo, c ia i idade e
cidadania do que na idade biológica, ap esen am a ju en ude como um luga de
con li o ideológico que e oca ques ões elacionadas ao pode em con ex os locais,
nacionais e globais. Nesse sen ido, a cul u a jo em e ia mui o a ensina sob e a
p odução de cen os e ma gens da cul u a e ajuda iam comp eende como os jo ens
es ão inse idos em um espaço ambíguo en e me cados globais e p á icas locais.
Ge almen e, quando se ala de globalização, a ju en ude en a na discussão pa a se
ala apenas de consumido es em um me cado global, mas ela es á ajudando a
cons ui e dis ibui p odu os enquan o negocia sua ci culação em sis emas e
comunidades complexas (idem : x -xxx ).
A indús ia do audio isual é uma das indus ias mais popula es do en e enimen o.
A ualmen e, p odu os concebidos em odo o mundo podem se consumidos de
qualque pa e do plane a. O en e enimen o se desen ol eu em uma con igu ação na
qual ex os globais são p oduzidos pa a audiências globais – e os jo ens são seu
p incipal al o.
2.2. P odu os di e enciados pa a um público di e enciado
Ce amen e, a cul u a jo em já se ca ac e iza a pela associação de di e en es ex os, de
núme os musicais de a is as consag ados que e am ele isionados e depois
in eg a am ilhas sono as a é pe sonalidades a ídolos ju enis que apa eciam em
di e en es p odu os desde a década de 50. No en an o, no im dos anos 90, os p odu os
ol ados pa a o público jo em e am uma mis u a complexa de di e en es mídias,
incluindo ilmes, p og amas de ele isão e clipes musicais. A p á ica de eicula um
p odu o de en e enimen o a a és de múl iplas mídias, pa a explo a melho
di e en es me cados, des aca uma es a égia impo an e pa a a indús ia cul u al
no e-ame icana no im do século XX: a sine gia (Da is e Dickinson, 2004 : 88-90).
Em Cul u a da Con e gência (2008), Hen y Jenkins ap esen a a sine gia como a
opo unidade econômica ep esen ada pela capacidade de possui e con ola
mani es ações de um con eúdo po di e en es sis emas de dis ibuição. Jun o à
ex ensão – en a i as de expandi me cados po enciais pelo mo imen o de con eúdos
po esses sis emas – e à anquia – “empenho coo denado em imp imi uma ma ca e
um me cado a con eúdos iccionais, sob essas condições” -, a sine gia se ia uma peça
undamen al à cul u a da con e gência (idem : 2008).
Jona han G ay, em seu ecen e li o Show sold sepa a ey: p omos spoile s and o he
media pa a ex s (2010), de ende a ideia de que ilmes e p og amas de ele isão são
apenas uma pequena pa e da p esença massi a e es endida de ex os ílmicos e
ele isi os nos ambien es em que i emos e é impossí el analisa esses ex os ou seus
impac os cul u ais sem le a em con a suas mais di e sas p oli e ações (idem : 2).
G ey ambém usa o e mo sine gia pa a ala sob e os ma e iais pe i é icos que se
cons oem e ci culam em o no de um ex o midiá ico. Esses ma e iais êm como
obje i o p omo e esses ex os e c iam um uni e so em o no deles. São os aile s, os
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ídeos p omocionais, as in o mações de bas ido es que “ azam” pa a o público ou são
descobe as po eles, assim como b inquedos, li os, jogos de ideogame e a é no os
ex os desen ol idos po consumido es. Se ap op iando dos e mos de Ge a d
Genne e, ele op a po chamá-los de pa a ex os (ibidem : 6-7).
Ainda que enham acesso aos ex os em si, os ãs b asilei os não conseguem chega ão
acilmen e a alguns pa a ex os. Alguns deles a é podem se eiculados pela in e ne ,
mas alguns p odu os elacionados a ex os no e-ame icanos não es ão disponí eis
pa a enda na in e ne ou são o e ecidos po p eços p oibi i os. Des a o ma,
espec ado es b asilei os, ao con á io do que mui os pensam, não em acesso a odo o
uni e so dos p odu os que consomem. Além disso, mui as ezes, não êm en ada ácil
em comunidades in e nacionais e não pa icipam de lógicas c iadas pela indús ia
pa a consumido es no e-ame icanos.
Se a con e gência de di e en es mídias se o na uma es a égia das g andes
co po ações, isso acon ece po que os consumido es ap ende am no as o mas de
in e agi com o con eúdo que encon am. De aco do com Jenkins (2008 : 44), a
con e gência é “ an o um p ocesso co po a i o, de cima pa a baixo, quan o um
p ocesso de consumido , de baixo pa a cima”. Pa a ele, “a con e gência co po a i a
coexis e com a con e gência al e na i a”. As e amen as ecnológicas a e am não
apenas a disseminação e a ecepção, mas ambém a p odução e a in e ação en e os
usuá ios. A ecnologia é cúmplice na ge ação de p odu os ei os po ãs (Hellekson e
Busse, 2006 : 13). As mesmas ecnologias que possibili a am a pa icipação dos
consumido es no con eúdo midiá ico ambém al e a am os pad ões de consumo,
pe mi indo a o mação dessa cul u a pa icipa i a, que sus en a essa con e gência
midiá ica e c ia demandas que alguns es údios ainda não es ão ap os a sa is aze .
3. Um público que pa icipa
3.1. Fãs b asilei os e a ele isão
Jo ens cos umam se is os apenas como consumido es em um me cado global, mas
eles ambém es ão ajudando a p oduzi e dis ibui p odu os, assim como negociam e
acili am a i amen e sua ci culação. A ualmen e, jo ens de qualque luga do mundo
consomem os mesmos p odu os quase simul aneamen e: blockbus e s são lançados no
mesmo im de semana em di e en es con inen es pa a e i a a pi a a ia. Álbuns
musicais podem se baixados po milha es de usuá ios po odo o mundo. P og amas
de TV no e-ame icanos podem se is os na in e ne enquan o são ansmi idos ou
baixados – al ez, com legendas – poucas ho as depois de saí em do a nos Es ados
Unidos.
Esse público jo em se o ganiza em g upos, assis e aos p og amas e discu em en e
eles, usando uma se ie de e amen as. Pa a da acesso a ou os ãs, c iam legendas no
idioma local e colocam disponí eis pa a download. A ualmen e os ãs em acesso a
quase odos os p odu os disponí eis no mundo, mas, como ãs, eles que em mais.
A ele isão no e-ame icana – p incipalmen e sé ies de e desenhos animados –
azem pa e da p og amação b asilei a há décadas. No en an o, mui a coisa mudou
desde que a TV po assina u a chegou ao país no inicio da década de 90. Com canais
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mais segmen ados, as pessoas pude am assis i sé ies no e-ame icanas du an e odo
o dia, com som o iginal – algo que os ãs b asilei os ap eciam – e legendas.
A pa i daí, com a TV po assina u a, a lacuna en e a exibição nos Es ados Unidos e
no B asil oi diminuindo, ainda que a negociação en e os canais b asilei os e os
dis ibuido es no e-ame icanos ainda es i essem le ando mui o empo.
Isso não se ia um p oblema se os espec ado es não começassem, anos mais a de, a
usa a in e ne pa a p ocu a in o mações sob e os p og amas e a ala com
espec ado es no e-ame icanos e de ou as pa es do mundo. Eles i am que es a am
a asados e isso e a e gonhoso.
Com o ápido desen ol imen o da in e ne , um dia ocê es á consegue descob i o que
acon eceu no im de um episódio do seu p og ama a o i o enquan o ele es á sendo
licenciado e legendado pelos canais de ele isão e no dia seguin e pode aze o
download e e po ocê mesmo. Não ha ia mais mo i o pa a sen i e gonha.
Des a o ma, ãs pude am começa a baixa seus p og amas a o i os, assis i a eles
com legendas – ei as po ou os ãs – e discu i o que acon eceu com qualque um,
quando quisessem. Do FTP ao o en , a p á ica do download se ans o mou em algo
bas an e o ganizado.
3.2. Fãs b asilei os e a in e ne
A imagem abaixo mos a um dos mui os si es de download exis en es no B asil.
Baixa TV.com é especializado em se ies de TV e eali y shows e em ce ca de
qua ocen os í ulos disponí eis, en e se ies canceladas e que ainda es ão no a .
Todos os dias, no os episódios são disponibilizados pa a download e colocados na
página p incipal com um link que le a à á ea dedicada àquela sé ie, onde há mais de
uma opção de si es de compa ilhamen o de dados e ambém in o mações sob e os
p og amas. No Baixa TV.com, odos os episódios são con e idos pa a um o ma o de
ídeo RMVB - mais le e que AVI, o que o na o download mais ápido – e já em
legendas em po uguês. Tudo isso c iado po ãs pa a ag ada ou os ãs e o na a
ida deles mais ácil.

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Na imagem à di ei a, podemos e o menu com alguns u o iais, como o e mo de uso
do si e; como assis i a um episódio ou ilme com legendas que êm em a qui o
sepa ado do ídeo; como ab i um a qui o no o ma o RMVB; ins uções de como
usa cada si e de compa ilhamen o de a qui os; e ambém um guia com o passo-a-
passo pa a muda seu ende eço IP pa a baixa mais de um episódio po ez sem e de
aze uma assina u a paga do si e pa a isso.
Tudo isso, odas essas ins uções ga an em que os ãs e ão acesso ao p og amas a que
que em assis i e udo mais que desejam, ce o? E ado.
Em janei o des e ano, com o anúncio nos Es ados Unidos de dois p oje os de lei pa a
comba e a pi a a ia na in e ne , SOPA (S op Online Pi acy Ac ) e PIPA (P o ec IP
Ac ), alguns si es de compa ilhamen o de a qui os o am echados, como o
Megaupload, que dizia e 50 milhões de usuá ios. En e eles es a am os ãs
b asilei os, que pe de am um dos meios de acessa seus p og amas a o i os, mas que,
ainda assim não se de am po encidos.
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Alguns si es ei os po ãs, como o p óp io Baixa TV.com, que di eciona am pa a
aqueles que ha iam sido echados, p ocu a am no as al e na i as e ol a am a
hospeda os episódios, pedindo paciência aos ou os ãs, como na imagem acima.
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Ou os, como o The Music Dude (acima), ambém mui o popula , lança am pedidos
pa a que os ãs passassem a con ibui com dinhei o pa a que o si e pudesse con inua
no a . No comunicado que pode se lido na imagem acima, é des acado o es o ço ei o
pa a man e o si e uncionando e a mo i ação pa a azê-lo: os p óp ios ãs.
Se ãs b asilei os já consegui am uma sé ie de conquis as nessa ba alha po acesso, a
gue a es á longe de acaba . Com p odu os con e gen es e uni e sos que es ão icando
cada ez mais e mais complexos – e com as es a égias da indús ia pa a p o ege suas
p op iedades, além de um pequeno p oblema geog á ico – ainda exis em mui os
luga es aos quais os ãs não conseguem chega . Mas eles en am de qualque jei o.
Sen indo que es ão pe dendo pa e da his ó ia, os ãs b asilei os en am c ia no as
o mas de in e agi com esses uni e sos e com ou os ãs.
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4. Dois exemplos
Gos a ia ago a de chama a a enção pa a dois p odu os di e en es.
4.1. Ame ican Idol
O p imei o deles é Ame ican Idol, um eali y show musical baseado na in e a i idade
e na o ação popula que escolhe um no o ídolo pa a os Es ados Unidos.
Mui o popula no B asil – o que ge ou a é a c iação da e são nacional Ídolos –
Ame ican Idol é exibido na TV b asilei a no canal po assina u a Sony En e ainmen
Tele ision com legendas em po uguês e edi ado pa a i a as pa es em que o
ap esen ado , Ryan Seac es , diz os núme os u ilizados pa a a o ação e az ou as
in e enções “ao i o”. Todo esse p ocesso le a empo e o in e alo en e a exibição
nos Es ados Unidos e no B asil deixa a alguns ãs impacien es. No caso de Ame ican
Idol, que em de se edi ado pa a a exibição local, os ãs b asilei os ealmen e não
conseguem e acesso ao p og ama in ei o. E o pio : como o p og ama é mui o
popula , alguns si es de no ícia no B asil, po dois anos seguidos, di ulga am o
campeão em suas capas, deixando loucos alguns ãs que não gos am de spoile s.
Ten ando e i a a e ol a dos ãs e a mig ação comple a dos espec ado es pa a a
in e ne , a Sony En e ainmen diminuiu o in e alo en e a exibição no e-ame icana
e a b asilei a de duas pa a uma semana, em 2010, e pa a ês dias em 2011. Além
disso, exibiu a inal ao i o pa a os espec ado es b asilei os.
Os ãs de Ame ican Idol não usam a in e ne apenas pa a assis i ao p og ama.
Exis em si es especializados ei os po ãs e comunidades em edes sociais como o
O ku , nos quais é possí el encon a os episódios pa a download, a qui os das
músicas, in o mações sob e pa icipan es, ju ados e bas ido es, além de um espaço
pa a que possam con e sa sob e aquilo a que assis em.