Disse ação no âmbi o do Mes ado In eg ado em A qui e u a,
o ien ada pelo P o esso Dou o Vic o Mes e e ap esen ada ao Depa amen o de A qui e u a
da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Uni e sidade de Coimb a.
Fe e ei o de 2022
Flá ia de Oli ei a Bellesia
POLO SEIÇA
REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE
SANTA MARIA DE SEIÇA
POLO SEIÇA
REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE SEIÇA
À minha amília.
POLO SEIÇA: REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE SEIÇA
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
AGRADECIMENTOS
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
AGRADECIMENTOS
À minha mãe e ao meu pai, Edna e Rica do (in memo iam), po odo o amo e apoio
incondicional que semp e me de am. Sem ocês eu não se ia quem sou hoje e não e ia
alcançado nada do que alcancei. Ob igada po se em o meu po o segu o.
Ao meu i mão, João, po se amigo e companhei o. Ob igada po es a semp e a apenas um
ele onema de dis ância.
Aos meus amigos, Ana Ma a, And eia Anjo, An ónio Ca alho, Bá ba a Machado, Cha les
Cenci, E ic Rod igues, Gab iel Gua agna e Ma lene Dias, po e em o nado Coimb a e o
DA q o meu la . Vocês o am e semp e se ão minha segunda amília.
Ao meu o ien ado , p o esso Vic o Mes e, po se mos a semp e disponí el e dispos o a
ansmi i conhecimen o. Ob igada po odo o acompanhamen o na e a inal des a jo nada.
Ao DA q e a odos os p o esso es que me acompanha am ao longo des es anos. Ob igada
po cons uí em es e pe cu so comigo.
Aos memb os da edação da Re is a NU, pelo espaço de discussão e c escimen o. Ob igada
po e em me ecebido de b aços abe os.
À Câma a Municipal da Figuei a da Foz, em especial à d a. Te esa Folhadela e ao a q. Rui
Sil a, po possibili a a ealização de isi as de es udo ao mos ei o de San a Ma ia de Seiça
e pela cedência de ma e ial o og á ico e de le an amen o a qui e ónico do mos ei o.
Ao An ónio Ma ques e ao eng. Igo Dias, assim como à d a. So ia Knapic, po me ecebe em
e possibili a em a ealização de isi as de es udos à Escola Supe io Ag á ia de San a ém e
ao Se Q – Cen o de Ino ação e Compe ências da Flo es a.
A odos os que ize am pa e des a jo nada,
Ob igada!
POLO SEIÇA: REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE SEIÇA
i
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
RESUMO
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
ii
RESUMO
O mos ei o de San a Ma ia de Seiça é um monumen o his ó ico localizado em uma á ea u al
do município da Figuei a da Foz, egião cen o de Po ugal. Es e monumen o ez pa e da
his ó ia des a egião desde sua undação, an e io a 1162, a é a chegada do caminho de
e o, com a demolição de pa e da sua ig eja, e da indus ialização nes a zona, com a
adap ação do mos ei o à unidade indus ial. Sem usos e em es ado de abandono desde o
inal do século XX, o conjun o monás ico encon a-se a ualmen e em uínas. Es e abalho
p opõe a eabili ação e adap ação do edi icado e de sua en ol en e pa a um no o p og ama,
o “Polo Seiça – Cen o de Ensino e In es igação Ag o lo es al”, a pa i do es udo do
mos ei o e de sua en ol en e, das p á icas a uais de in e enção em pa imónio e dos
p oblemas iden i icados no con ex o u al da egião. Es a p opos a de in e enção conjuga
a sal agua da des e monumen o no âmbi o pa imonial com a in eg ação de um p og ama
uncional ino ado na á ea ag o lo es al. Assim, e oma-se o espí i o inicial da undação do
mos ei o, cujos monges in oduzi am no os p ocessos ag ícolas e no as cul u as que
apoia am o po oamen o des a egião. Ao inco po a -se es e polo com es a especi icidade
cien í ica e cul u al, ligado em ede com ins i uições simila es, nacionais e in e nacionais,
p omo e-se a ixação de quad os especialis as pa a apoio das populações que se dedicam à
ag icul u a e, assim, a sus en abilidade social e ambien al. Es e p og ama de la go espec o
uncional, pe mi e p opo um no o enquad amen o u bano e paisagís ico des e luga ,
e o çando os a ibu os pa imoniais do mos ei o enquan o elemen o cen al no desenho
u bano p opos o. Nes e âmbi o, ambém se de inem as hie a quias dos no os olumes e a
espe i a exp essão a qui e ónica, em um equilíb io en e o pa imónio em p esença e a
con empo aneidade da no a a qui e u a.
Pala as-cha e: Reabili ação; Pa imónio; Ensino; In es igação Ag o lo es al;
Sus en abilidade social e ambien al.
POLO SEIÇA: REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE SEIÇA
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FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
SUMÁRIO
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
x
5. PROPOSTA DE INTERVENÇÃO: PROJETO .......................................................................... 127
5.1. P oje o u bano ................................................................................................................................... 127
5.1.1. Po meno es do desenho u bano ...................................................................................... 131
5.2. P oje o a qui e ónico ...................................................................................................................... 133
5.2.1. Dis ibuição do p og ama ................................................................................................... 135
5.2.2. Ig eja ............................................................................................................................................ 137
5.2.1. Edi ício egula ......................................................................................................................... 143
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS .......................................................................................................... 149
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................................. 153
ÍNDICE DE FIGURAS ........................................................................................................................ 165
ÍNDICE DE TABELAS ........................................................................................................................ 171
ANEXOS ............................................................................................................................................... 173
Anexo A. Fichas de ca ac e ização da ig eja ……………………………………………..…………………..
Anexo B. Peças desenhadas .……………………………………………………………………………….……….
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FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
INTRODUÇÃO
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
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1. INTRODUÇÃO
Es a disse ação isa a p oposição de um p oje o de in e enção pa a o mos ei o de San a
Ma ia de Seiça, a ualmen e abandonado, pau ando-se nas necessidades iden i icadas no
edi icado e no seu con ex o e i o ial. O alo do pa imónio pa a a sociedade e como a sua
sal agua da pode e papel cen al no desen ol imen o do e i ó io e da comunidade do
qual az pa e são guias essenciais que se em como base da discussão e das p opos as que
se ão desen ol idas ao longo do abalho.
É com base na análise do edi icado, de suas ca ac e ís icas a qui e ónicas e cons u i as e
de sua his ó ia, aliados ao es udo sob e o e i ó io u al onde se inse e, ca ac e izado
desde o início de sua ocupação pelas a i idades de cul u a do solo, que se az a p opos a de
como o mos ei o pode aze pa e da con empo aneidade de manei a p odu i a. Do
c uzamen o des as in o mações sob e a iden idade do pa imónio e de seu e i ó io e das
necessidades iden i icadas em seu con ex o u al, como o abandono do campo e a al a de
sus en abilidade da p odução (Câma a Municipal da Figuei a da Foz, 2014), se á p opos a
a eabili ação e adap ação do mos ei o pa a um cen o de ensino e in es igação
ag o lo es al.
Com es e no o p og ama, denominado Polo Seiça, o mos ei o de San a Ma ia de Seiça
ol a á a se o cen o de ino ação e desen ol imen o des e e i ó io a pa i do
po oamen o e da cul u a do solo, como o oi quando habi ado po monges, nos anos
an e io es a 1834 (Cabe e, 2014). Ao mesmo empo, se á ga an ida a conse ação e a
sal agua da do pa imónio edi icado o nando-o, assim, memó ia i a da his ó ia e do
e i ó io, e não mais um monumen o abandonado e em uínas.
Assim, explica-se o í ulo da p esen e disse ação como “Polo Seiça”, o no o nome que
assume a o ganização que se ins ala no mos ei o, uma ez que dá des aque ao g ande
obje i o de aze no amen e ida e u ilidade ao mos ei o de San a Ma ia de Seiça a a és
de sua adap ação a um no o p og ama que nasce das ca ac e ís icas e necessidades
iden i icadas no p óp io e i ó io onde se inse e.
O abalho se inicia á, en ão, po ca ac e iza o obje o de es udo e seu e i ó io a pa i de
di e sas pe spe i as como es a égia de se comp eende sua condição passada e p esen e.
Em seguida, se á ei o o es udo das es a égias de in e enção no pa imónio edi icado, de
sua impo ância e do pa imónio u al a pa i da análise das ideias de igu as impo an es
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INTRODUÇÃO
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no campo do pa imónio, de con enções in e nacionais e de casos de es udo de in e enção
no p eexis en e.
A pa i des es es udos, se á possí el en ão ap o unda -se no no o p og ama p opos o pa a
o mos ei o de San a Ma ia de Seiça, o Polo Seiça, a pa i das necessidades iden i icadas e
dos obje i os es abelecidos de con ibuição pa a o desen ol imen o do e i ó io e da
comunidade u al. Po im, se á ei o o p oje o u bano e a qui e ónico de in e enção no
e i ó io e no edi icado, que pe mi i á a conc e ização dos obje i os p opos os pa a o
mos ei o e pa a o polo.
1.1. Obje i o
O obje i o do p esen e abalho é o desen ol imen o de uma p opos a de in e enção pa a
o mos ei o de San a Ma ia de Seiça que ga an a a sal agua da do pa imónio edi icado assim
como o seu papel no desen ol imen o social e do e i ó io onde se inse e a a és da
ino ação ag o lo es al. Es a p opos a de e con empla o desen ol imen o do no o
p og ama a se ins alado no mos ei o e um p oje o à escala u bana, a qui e ónica e do
de alhe cons u i o que esponda às necessidades do p og ama e de alo ização e
conse ação do pa imónio.
1.1.1. Obje i os especí icos
Com o in ui o de a ingi o obje i o es abelecido an e io men e, o am de inidos como
obje i os especí icos:
• es uda a his ó ia do mos ei o de San a Ma ia de Seiça;
• ca ac e iza o e i ó io onde se inse e o mos ei o;
• iden i ica as ans o mações da paisagem ao longo do empo;
• analisa a implan ação do mos ei o no e i ó io en e à implan ação ípica de
mos ei os cis e cienses;
• ca ac e iza o mos ei o do pon o de is a a qui e ónico e cons u i o;
• aze o le an amen o do es ado de conse ação do edi icado;
• es uda a conse ação e in e enção no pa imónio a pa i do pensamen o e p á ica
de igu as impo an es nes e campo ao longo dos séculos;
• es uda as ecomendações in e nacionais sob e in e enção em pa imónio e seu
alo pa a a sociedade;
• es uda casos de in e enção no p eexis en e que se i ão de base pa a o
desen ol imen o do p oje o de in e enção no mos ei o;
• p opo o no o p og ama a se ins alado no mos ei o a pa i dos es udos ealizados
an e io men e e das necessidades iden i icadas no e i ó io;
• es uda ins i uições com p og ama semelhan e ao p opos o;
• desen ol e o no o p og ama a se ins alado no mos ei o;
• e concebe o p oje o de in e enção pa a a conse ação, alo ização e adap ação do
pa imónio ao no o uso à escala u bana, a qui e ónica e do de alhe cons u i o.
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1.2. Es u u a e mé odos
A p esen e disse ação es u u a-se em seis capí ulos, o ganizados segundo os obje i os
es abelecidos an e io men e.
O Capí ulo 1 é dedicado às conside ações iniciais, in oduzindo o ema de abalho, os
obje i os e a es u u a da disse ação.
O Capí ulo 2 em como obje i o a con ex ualização e comp eensão do obje o de es udo.
Assim, a a da his ó ia do mos ei o, da análise de seu e i ó io, paisagem e implan ação,
de sua ca ac e ização e da iden i icação de anomalias no edi icado.
O Capí ulo 3 p e ende comp eende os pa âme os que de em se obse ados na
in e enção no pa imónio edi icado. Assim, es uda a e olução do pensamen o sob e o
pa imónio e as ca as e con enções in e nacionais sob e in e enção em pa imónio, além
de analisa dois casos de es udo de in e enção no p eexis en e.
O Capí ulo 4 desen ol e o no o p og ama a se ins alado no mos ei o de San a Ma ia de
Seiça a pa i do es udo de ins i uições com p og amas semelhan es e es abelece as unções
a se em ins aladas no edi icado do mos ei o.
O Capí ulo 5 discu e o p oje o de in e enção, à escala u bana e do obje o a qui e ónico,
desen ol ido a pa i dos conhecimen os adqui idos e p incípios es abelecidos nos
capí ulos an e io es.
O Capí ulo 6 dedica-se às conside ações inais, assim, discu e os esul ados ob idos en e
aos obje i os es abelecidos inicialmen e, a aliando o p oje o de in e enção p opos o a
ní el u bano e a qui e ónico.
O desen ol imen o do abalho se á ealizado a pa i de di e en es mé odos ligados à
in es igação na a qui e u a, de aco do com as necessidades pa a se a ingi cada obje i o
es abelecido.
A pesquisa bibliog á ica e documen al se á um mé odo undamen al no es udo da his ó ia
do mos ei o, ca ac e ização de seu e i ó io, iden i icação das ans o mações da
paisagem, análise da implan ação do mos ei o, de suas ca ac e ís icas a qui e ónicas e
cons u i as e do seu es ado de conse ação, emas a ados no Capí ulo 2. Também se á
essencial no es udo sob e conse ação e in e enção no pa imónio e sob e as
ecomendações in e nacionais, no Capí ulo 3.
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A análise de casos de es udo se á ambém um mé odo impo an e no es udo sob e
in e enção no p eexis en e, no Capí ulo 3, que se i á de base pa a a conceção do p oje o
de in e enção no edi icado e no e i ó io no Capí ulo 5. Es e ipo de análise ambém
se i á de e e ência pa a o desen ol imen o do p og ama do Polo Seiça no Capí ulo 4.
A ealização de isi as de es udo ao mos ei o de San a Ma ia de Seiça se á um mé odo de
abalho impo an e pa a o conhecimen o do edi icado e de sua en ol en e e pa a o
le an amen o de ma e ial o og á ico que pe mi i á sua análise a qui e ónica, cons u i a e
do es ado de conse ação no Capí ulo 2. Visi as de es udo a ins i uições com p og amas
semelhan es ao do Polo Seiça, nomeadamen e à Escola Supe io Ag á ia de San a ém e ao
Se Q – Cen o de Ino ação e Compe ências da Flo es a, se ão impo an es no
desen ol imen o do p og ama do polo no Capí ulo 4.
Po im, o desenho à mão le an ada e igo oso e a cons ução de maque es ísicas e i uais
se ão impo an es mé odos de pesquisa e desen ol imen o do desenho do p oje o u bano,
a qui e ónico e do de alhamen o cons u i o da p opos a de in e enção no mos ei o,
abo dada no Capí ulo 5.
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Figu a 3 – Vãos medie ais no p imei o, e cei o e qua o
amos da pa ede no e da ig eja, espe i amen e.
O OBJETO
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C uz, em que cons a a p esença de “Ma inus abbas de Seiza”, o abade Ma inho de Seiça
(Ven u a & Fa ia, 1990).
A é os dias de hoje, o documen o mais an igo encon ado e que az e e ência di e a ao
mos ei o de San a Ma ia de Seiça (Cabe e, 2014) é a ca a de doação de cou o de dom A onso
Hen iques pa a o abade dom Pelágio Egas. Nes a ca a, aduzida po P a as (1937), cons a
a doação em ma ço de 1213, da a em que já es a ia alecido dom A onso Hen iques ( alecido
em 1185, na e a de C is o). No en an o, P a as explica que à época u iliza a-se ainda a
con agem da e a de Césa , que começa 38 anos an es da e a de C is o. Assim, conclui-se que
a ca a de doação de cou o de dom A onso Hen iques ao mos ei o de San a Ma ia de Seiça
oi la ada no ano de 1175 (P a as, 1937).
O mos ei o de San a Ma ia de Seiça passou pa a a obse ância da o dem de Cis e em 1195
quando, em uma ca a pa a o abade de Alcobaça, o ei dom Sancho I doou o mos ei o pa a
que osse iliado a es a abadia e ez no a doação de cou o (Cabe e, 2014).
Seiça passou po di e sas ases ao longo de sua exis ência enquan o edi ício monás ico,
como a sua sup essão em 1555 po dom João III, de ido a desen endimen os com a abadia-
-mãe Alcobaça, e a anulação de sua ex inção em 1560 po dom Sebas ião (An unes, 2012).
O mos ei o passou po ob as de econs ução en e os séculos XVI e XVII, como pa e de
uma campanha de econs ução dos mos ei os p omo ida pela Cong egação de San a Ma ia
de Alcobaça em uma “demons ação de o ça e de capacidade inancei a” (An unes, 2012, p.
15). Segundo uma no a a ulsa do códice CXLVI/62 de Alcobaça, ansc i a po Gusmão
(1953), as ob as do mos ei o i e am início em julho de 1572. A econs ução do mos ei o
oi in eg al (Paga á, 2006).
As ob as, segundo a no a ansc i a po Gusmão (1953), inicia am-se pela cons ução de um
no o edi ício egula a no e da ig eja e, em 1672, a ig eja medie al oi demolida pa a da
luga à cons ução da ig eja a ual. Segundo B andão (1945), o edi ício egula do mos ei o
es a ia localizado a sul da ig eja no edi ício medie al.
A no a ig eja oi cons uída no mesmo local da ig eja medie al e ap o ei ou a pa ede do
alçado no e des a Gusmão (1953), onde ainda é possí el e , como mos a a Figu a 3, dois
ãos de ol a pe ei a no p imei o e qua o amos da na e e, no e cei o amo, pa e de
um ão de mesmo desenho (Paga á, 2006) – e desenhos no Anexo B, olha 14, co e AA’.
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FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
O OBJETO
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
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As ob as de econs ução do mos ei o e iam sido conduzidas pelo mes e de ob as Ma eus
Rod igues, na u al de Alcobaça, não se sabendo se o p oje o se ia ambém da sua au o ia,
sendo mais possi elmen e da au o ia de um a qui e o égio (Dias, 1990).
A ex inção de ini i a do mos ei o de San a Ma ia de Seiça enquan o edi ício monás ico da a
de 1834, quando o am sup imidas as o dens eligiosas em Po ugal a a és de um dec e o
do minis o Joaquim An ónio da Aguia , no empo de Dom Ped o IV (Aze edo, 2000). Assim,
o mos ei o passou a se p op iedade es a al.
2.1.4. O mos ei o após 1834
O mos ei o de San a Ma ia de Seiça pe maneceu na posse do Es ado a é o ano de 1861,
quando a ig eja e a sac is ia passa am à posse da Jun a de Pa óquia do Paião a a és de uma
ca a de lei emi ida po Dom Ped o V (An unes, 2012; P a as, 1937). No ano de 1872, po
o ício do go e nado ci il, a capela de Nossa Senho a de Seiça ambém passou à jun a da
mesma pa óquia, em espos a a eque imen os ei os, desde 1870, pela p óp ia jun a
(P a as, 1937).
A Jun a de Pa óquia do Paião p omo eu, en e 1864 e 1874, a enda de ma e ial de
cons ução ( esul ando em demolições pa ciais do mos ei o) e equipamen o a ís ico do
mos ei o de San a Ma ia de Seiça como o ma de anga iação de undos pa a a eabili ação
de sua ig eja ma iz – eabili ação que não acon eceu (Paga á, 2006). P a as (1937) ela a
odo es e p ocesso e ansc e e uma ca a do A cip es e in e ino José Paixão ao Bispo Conde
Manuel, da qual segue exce o:
“[…] E’ no ò iamen e ep eensí el o desmazelo com que os ep esen an es des a
eguesia, não acei ando, pa a ma iz, a espei á el ig eja do con en o de Ceiça, eem
deixado demoli o edi ício e des ai os ma e iais sem bene ício da pa óquia;
ecomendo ao R. Pá oco aça ap o ei a esses es os, pa a se i em nas ob as da
ig eja […]” (Paixão, 1869, apud P a as, 1937, p. 52)
P a as (1937), ambém ansc e e um o ício do Bispo Conde Manuel (que ha ia mandado o
A cip es e Paixão isi a a ig eja pa oquial do Paião em 1869) do ano de 1874 pa a o
Go e nado Ci il do dis i o de Coimb a, do qual segue exce o:
“[…] O Go ê no […] concedeu à Jun a da Pa óquia a ig eja e pe ences do ex in o
con en o de Ceiça, pa a se em aplicadas às ob as da ig eja pa oquial; e, em luga de
ap o ei a em aquêle emplo majes osíssimo, um dos p imei os do Bispado pela sua
as idão e ob as de a e iquíssimas, desp esa am, comple amen e, os in e esses da
eguesia; e as Jun as, a é ao p esen e, apenas se êm limi ado a ende po sua con a
e isco, sem que enham ecebido a meno au o ização, udo o que inha algum alo ,
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Figu a 4 – Lacunas nos pila es en e os segundo e e cei o amos da na e.
O OBJETO
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
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des uindo, inclusi amen e, pa e das pa edes da capela mo e ôda a sac is ia, pa a
ende em a ped a, can a ia e al ena ia, gas ando o p odu o não sei em quê, como não
sabe ninguém, pois não se ê, à excepção dos mu os do cemi é io, o meno
melho amen o público na eguesia, ealizado pelas Jun as de pa óquia […]” (Bispo
Conde, 1874, apud P a as, 1937, p. 54)
O p ocesso de deg adação do mos ei o sob posse da jun a e e ou o momen o ma can e
em 1888, quando, pa a a cons ução da Linha Oes e do caminho de e o (que conec a ia
Lei ia à Figuei a da Foz), o also ansep o e o p esbi é io da ig eja do mos ei o o am
demolidos, desapa ecendo assim me ade do co po da ig eja (Paga á, 2006).
No ano de 1896, o mos ei o passou pa a a posse de pa icula es, com a sua enda a Manuel
Ma ques Lei ão, que em 1911 e endeu o mos ei o pa a Joaquim dos San os Ca iço
(Paga á, 2006; An unes, 2012). Ca iço u ilizou o mos ei o p imei amen e como moagem,
en e os anos de 1911 e 1917, e depois ans o mou-o em uma unidade indus ial de
descasque de a oz, que se man e e em uncionamen o de 1917 a é 1926, da a de seu
alecimen o, e depois a é 1976, sob posse de seus he dei os (Sousa, 2011).
Segundo Sousa (2011), oi Joaquim Ca iço quem mandou cons ui ao menos duas das
habi ações que se encon am a ualmen e a no e do mos ei o de San a Ma ia de Seiça, pa a
esidência de sua amília, sendo que as ês o am, segundo Paga á (2006), cons uídas pela
amília Ca iço. A áb ica e ia se ins alado no in e io da ig eja, ap o ei ando o al o pé-
-di ei o da na e e as pa edes g ossas. Cons uiu-se na ig eja uma es u u a em madei a com
dois pisos suspensos conec ados po escada ia de acesso (Sousa, 2011). Ainda se pode e
nas pa edes e pila es da na e da ig eja as lacunas deixadas pela es u u a em madei a, como
demons a a Figu a 4 (é possí el e a es u u a que es a a ins alada nes e local na Figu a
17).
Além da cons ução de edi ícios esidenciais a no e do mos ei o e da ins alação da
es u u a de madei a no in e io da ig eja, ambém o am cons uídos na época da unidade
indus ial um a mazém e uma o e em ijolos a sul da ig eja, que ainda se encon am no
local. Possi elmen e a unidade indus ial e ia como on e de ene gia uma máquina a apo ,
sendo que os locais de d enagem que le a am água da ibei a de Seiça pa a a máquina ainda
es a iam isí eis em 1991 (Sousa, 2011).
No ano de 2000, o e o no do mos ei o às mãos do pode público oi sinalizado a a és da
assina u a de uma p omessa de comp a e enda en e a Câma a Municipal da Figuei a da
Foz (CMFF) e An ónio Ca iço. Em 2004, e e uou-se a esc i u a de enda do mos ei o,
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FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
Figu a 5 – Localização do mos ei o (a e melho) no e i ó io po uguês, com indicação do IC1.
O OBJETO
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o icializando a posse pela CMFF (An unes, 2012; Sousa, 2011) – p op ie á ia do imó el a é
os dias de hoje.
Em 2002, o mos ei o oi classi icado como Imó el de In e esse Público (IIP) e, em 2017, a
CMFF ez eque imen o de eclassi icação de IIP pa a Monumen o Nacional (MN), com
p ocesso ainda em cu so a ualmen e (Di eção-Ge al do Pa imónio Cul u al, 2022). No ano
de 2017 ambém oi ap esen ado um an ep oje o de p ese ação do mos ei o pelo A elie
15, de Alexand e Al es Cos a e Se gio Fe nandez, com en oque na limpeza e consolidação
das uínas, em uma p imei a ase, e na consolidação do edi icado e es au o de dois pisos,
em uma segunda ase (Jo 'Al es, 2017, apud Pin o & Gaspa , 2017), não endo sido
encon adas maio es in o mações sob e o a anço des e p oje o.
O mos ei o de San a Ma ia de Seiça encon a-se desocupado há ce ca de 45 anos, desde o
echamen o da unidade indus ial de descasque de a oz. Assim, icou expos o à deg adação
po agen es clima é icos, ao andalismo e à al a de manu enção que na u almen e
deco e ia do uso diá io de um edi ício. Quando somado es e a o às já ci adas on es de
deg adação do mos ei o ao longo dos anos ( enda de ma e iais de cons ução e peças
a ís icas, demolição de pa e da ig eja pa a passagem do caminho de e o e in e enções
menos cuidadas pa a a ins alação da unidade indus ial), é possí el en ende como o
mos ei o chegou ao seu a ual es ado de deg adação.
2.2. O e i ó io de Seiça
O mos ei o de San a Ma ia de Seiça es á em uma localização geog á ica p i ilegiada no
e i ó io po uguês. Sua si uação no cen o-li o al do e i ó io p opo ciona p oximidade
à impo an es cen os u banos (como Figuei a da Foz, Lei ia, Coimb a e A ei o) e posição
de in e médio en e as maio es cidades po uguesas, nomeadamen e o Po o à no e e
Lisboa à sul, como é possí el e na Figu a 5.
O mos ei o es á localizado à no e da ibei a de Seiça, em um ale é il, que az pa e da
bacia hid og á ica do io Mondego, com o e p esença de cul u a ag ícola e sil ícola. A
paisagem des e ale jun o ao mos ei o é dominada p incipalmen e pelo eucalip o, com
p esença de pinhei o-b a o e ou as espécies a bó eas e pela p esença de cul u a ag ícola
nos e enos a sul do mos ei o, mais p óximos ao lei o da ibei a, como é possí el e i ica
na Figu a 6.
De aco do com a classi icação do Plano Di e o Municipal (Câma a Municipal da Figuei a da
Foz, n.d.), a á ea do e i ó io onde se implan a o mos ei o es á classi icada como Espaço
POLO SEIÇA: REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE SEIÇA
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FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
Figu a 6– Indicação de cul u a ag ícola e sil ícola jun o ao mos ei o
(Adap ado de Ins i u o da Conse ação da Na u eza e das Flo es as, 2022).
Figu a 7 – Classi icação e quali icação do solo jun o ao mos ei o
(Adap ado de Câma a Municipal da Figuei a da Foz, n.d.).
O OBJETO
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
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Mis o de Uso Sil ícola com Ap idão Ag ícola, ce cado a sul po Espaços Ag ícolas de
P odução II e a no e po Espaços Flo es ais de P odução, como pode se is o na Figu a 7.
Si uado nes e con ex o u al de cul u a ag ícola e sil ícola, o mos ei o localiza-se em um
pequeno conjun o edi icado compos o pela capela de Nossa Senho a de Seiça (400 me os
à sudoes e do mos ei o), po ês edi ícios esidenciais uni amilia es à no e do mos ei o,
segundo Paga á (2006) com a qui e u a do Es ado No o, e uma pa agem de au oca o ( e
Folha 01 p esen e no Anexo B des a disse ação). Es e conjun o es á a ce ca de 1,3 km de
Casal No o, aldeia mais p óxima e localizada à no oes e, e es á limi ado a sul pelo caminho
de e o pe encen e à Linha Oes e.
Ve i ica-se, assim, que o mos ei o de San a Ma ia de Seiça encon a-se em um pequeno
conjun o edi icado compos o po edi ícios eligiosos e esidenciais, em um con ex o u al
de cul u a ag ícola e sil ícola e com possibilidade de conexão à di e en es cen os u banos
a pa i das edes iá ia e e o iá ia nacionais.
2.2.1. T ans o mações da paisagem: A lo es a
A paisagem do mos ei o de San a Ma ia de Seiça ca ac e iza-se pela p esença de ag icul u a
e de lo es as ( e Figu a 8, Figu a 9 e Figu a 10), p incipalmen e de eucalip o e pinhei o-
b a o, como is o an e io men e no I em 2.2. A p edominância des as duas espécies
a bó eas p opo ciona uma paisagem ela i amen e imu á el, uma ez que ambas são de
olha pe sis en e, não al e ando signi ica i amen e sua imagem com o passa das es ações
do ano. Es a ca ac e ís ica es á ica da paisagem do mos ei o é, no en an o, esul ado de
modi icações na lo a des e e i ó io ao longo do empo.
No abalho “Esbôço duma Ca a Regional de Po ugal”, Gi ão (1933) ci a a lo a iden i icada
po Sil a Teles (1860-1930) nes e e i ó io, sendo es a bas an e di e en e e mais a iada
do que a iden i icada hoje.
Nes e abalho, Gi ão az uma p opos a de classi icação geog á ica pa a o e i ó io nacional
que, endo sido anspos a com algumas adap ações pa a o Código Adminis a i o de 1936
(do qual Gi ão ez pa e da comissão o icial), ge ou ou consag ou uma di isão egional de
Po ugal que pe manece a é hoje no imaginá io de mui os po ugueses (Gaspa , 1993).
Segundo a di isão p opos a po Gi ão (1933), o mos ei o de San a Ma ia de Seiça inse e-se
no Mondego Li o al, sub- egião da chamada Bei a Li o al, que possui o mações geológicas
de ca á e exclusi amen e sedimen a . Di idindo-se ainda a Bei a Li o al em duas zonas, a
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FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
Figu a 13 – An igo e mo de Mon emo -o-Velho (Aze edo, 1937).
O OBJETO
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es ende am po uma g ande á ea do e i ó io. As e as do mos ei o chega am à sua posse
de di e sas o mas, como a a és de doações égias, de doações de pa icula es e de
comp as. As doações égias de 1175 e 1195 o am as p imei as, as mais ex ensas e as que
con o ma am a á ea nuclea do mos ei o. Es as e as doadas ica am conhecidas, mais
a de, como cou o de Ba a (Cabe e, 2014).
Na Figu a 13 é possí el iden i ica o cou o de Seiça delimi ado a oes e pelo cou o de La os,
a sudes e po Aljazede e a no e e no des e pelo io de Ca nide, ou io P an o. O mos ei o de
San a Ma ia de Seiça possuía, ainda, p op iedades que não es a am necessa iamen e
conec adas a seu cou o (Cabe e, 2014). No en an o, a pa i da Figu a 13, já é possí el
pe cebe a g ande dimensão de e eno que icou sob domínio des e mos ei o cis e ciense.
2.3.3. A implan ação do mos ei o a ualmen e
Di e sas ca ac e ís icas da implan ação do mos ei o de San a Ma ia de Seiça à época de sua
undação e uncionamen o como edi ício monás ico ainda se e i icam na a ualidade, mas
com al e ações. O mos ei o si ua-se em meio à lo es a, em p oximidade à ibei a de Seiça
(a sul do edi ício) e izinho a e enos de alu ião é eis e com cul u a ag ícola. As di e enças
nas ca ac e ís icas des es elemen os, nomeadamen e as al e ações na lo a da lo es a local
e a di e en e exp essão de olume d’água da ibei a já o am discu idos nos I ens 2.2.1 e
2.2.2, espe i amen e.
Além das di e enças encon adas na lo a e na ibei a, a condição de isolamen o do mos ei o
ambém so eu g andes al e ações. P imei amen e é possí el elenca a p esença da ua
Nossa Senho a de Seiça (ou CM 1071), que passa a oes e, em en e ao mos ei o, e a p esença
do caminho de e o a sul, que ez demoli pa e da ig eja do mos ei o pa a sua implan ação
( e I em 2.1.4). Além disso, o mos ei o localiza-se a ce ca de 8 minu os do IC1, o I ine á io
Complemen a do Li o al – au oes ada mais p óxima do mos ei o.
A no e do mos ei o, ambém na ua Nossa Senho a de Seiça, exis em ês cons uções
uni amilia es e edi ícios anexos. A sudoes e do mos ei o, a ce ca de 400 me os de dis ância,
encon a-se a capela de Nossa Senho a de Seiça, no local onde es a ia uma e mida à época
da undação do mos ei o ( e I em 2.1.2). É possí el ambém encon a nas p oximidades
algumas poucas uínas e pequenos edi ícios, elacionados p incipalmen e à ag icul u a e à
caça.
A p oximidade do mos ei o de San a Ma ia de Seiça ao e eno de alu ião ( e Figu a 12),
po encialmen e alagá el, é esol ida a a és de sua implan ação em uma po ção de e eno
POLO SEIÇA: REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE SEIÇA
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O OBJETO
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mais ele ada – a di e ença de co as en e o mos ei o e a linha de e o a sul é de ce ca de 5
me os, sendo a di e ença en e o mos ei o e a ibei a de Seiça ainda maio . Na mesma
igu a, é possí el pe cebe ambém que o mos ei o se implan a na on ei a en e os
e enos de alu ião e os de o mação a gilo-g esosa e conglome á ica, es ando e e i amen e
cons uído sob e es e úl imo. Es a ca ac e ís ica p o ege ia o edi ício das cheias da ibei a
e, a p incípio, da humidade ascensional.
Assim, pode-se conclui que o mos ei o ap esen a hoje mui as das ca ac e ís icas de
implan ação o iginais. No en an o, com o passa dos anos sua en ol ó ia so eu di e sas
al e ações em suas condições ísicas na u ais ( lo es a e ibei a) e não na u ais (acessos
iá ios e e o iá ios e no as cons uções), que al e a am sua paisagem e seus acessos – e,
consequen emen e, seu isolamen o de ou o a.
2.4. O mos ei o de San a Ma ia de Seiça
A segui , a análise da a qui e u a do mos ei o de San a Ma ia de Seiça se á ap o undada
a a és de um b e e es udo da a qui e u a cis e ciense (I em 2.4.1), da ca ac e ização do
edi icado a ual (I em 2.4.2) e, po im, da a aliação do es ado de conse ação do mesmo
(I em 2.4.3).
2.4.1. A a qui e u a cis e ciense
De o ma ge al, é possí el ca ac e iza a a qui e u a dos mos ei os cis e cienses como
sendo compos a po dois elemen os, nomeadamen e uma ig eja e um claus o em o no do
qual se desen ol e o edi ício monás ico (Joanne, 2003).
A eg a benedi ina, eg a à qual os monges do mos ei o de San a Ma ia de Seiça aziam
obse ância, es abelece p incipalmen e a o ma como os monges de em i e e se conduzi
no mos ei o. Segundo Joanne (2003), a eg a não az menção à con igu ação a qui e ónica
ou à o ganização do mesmo. No en an o, a eg a pode, indi e amen e, es abelece condições
que c iam necessidades especí icas no espaço, in luenciando sua con igu ação. É possí el
iden i ica um exemplo dis o com elação à dimensão dos do mi ó ios, no exce o que se
segue do Capí ulo 22 da eg a:
“Du ma cada um em uma cama. [2] Tenham seus lei os de aco do com o modo de
i e monás ico e con o me o abade dis ibui . [3] Se o possí el, du mam odos num
mesmo luga ; se, po ém, o núme o não o pe mi i , du mam aos g upos de dez ou
in e, em companhia de monges mais elhos que sejam solíci os pa a com eles.”
(Enou , n.d.)
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FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
Figu a 14 – Plan a- ipo de um mos ei o cis e ciense (Dimie , 1962).
O OBJETO
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Exis e ambém, no Capí ulo 66 da eg a benedi ina, indicação especí ica de que a cela do
po ei o de e si ua -se jun o à po a, pa a que es e cump a p on amen e sua unção (Enou ,
n.d.). É ambém possí el encon a algumas poucas indicações pon uais, es abelecidas nos
capí ulos ge ais da o dem, que e le em na a qui e u a dos mos ei os, como a p oibição de
campaná ios de ped a, i ais colo idos, es á uas e deco ações – simplicidade e
uncionalidade ca ac e iza am o espí i o cis e ciense (Joanne, 2003).
Apesa des es casos pon uais e de necessidades implíci as, não exis iu uma plan a- ipo
cis e ciense que guiasse a cons ução das abadias. No en an o, alguns au o es p oduzi am
plan as- ipo a pa i da obse ação de mos ei os cis e cienses, buscando o que ha ia de
ep esen a i o na a qui e u a e o ganização dos mesmos (Joanne, 2003). A pa i des a
pe spe i a, ep oduz-se na Figu a 14 a plan a- ipo de um mos ei o cis e ciense segundo
Dimie (1962).
Na Figu a 14 é possí el pe cebe como a sepa ação da comunidade monás ica cis e ciense
en e monges e con e sos ca ac e iza a a qui e u a cis e ciense a a és da duplicação de
espaços, como se e i ica no caso do e ei ó io – na igu a, o e ei ó io dos monges es á
iden i icado com a legenda I e o e ei ó io dos con e sos com a legenda K. Es a sepa ação
da comunidade monás ica e i ica-se ambém no uso de alguns espaços, como po exemplo
da na e da ig eja, onde se sepa a o co o dos monges – iden i icado pelo núme o 5 – e o co o
dos con e sos – iden i icado pelo núme o 8 (Joanne, 2003).
Joanne (2003) le an a a hipó ese de que a plan a de Dimie e ia sido inspi ada pela abadia
de Fon enay, de ido à sua abside e a. A abadia de Fon enay, um conjun o sólido e
ha monioso, e ia sido edi icada segundo as p esc ições de Be na do de Cla a al, men o
da expansão da o dem cis e ciense no pe íodo medie al (de Ca alho, 1990).
As já mencionadas p oibições de campaná ios de ped a, i ais colo idos, es á uas e
deco ações se iam inspi adas no pensamen o de Be na do, segundo o qual a a e e a
a qui e u a se a e iam apenas ao necessá io, sem ex a agâncias. A a qui e u a das ig ejas
cons uídas segundo o ideal “be na dino” se ia sób ia, simples, aus e a e de p opo ções
pe ei as (de Ca alho, 1990).
Em “Apologia”, ex o esc i o po ol a de 1124-25 po Be na do de Cla a al pa a o abade
Guilhe me da o dem de Cluny, Be na do explica, a pedido de Guilhe me, as c í icas que azia
à Cluny (Dias, 1997). Es e é o ex o em que Be na do a a de ques ões es é icas e a ís icas
mais cla amen e (de Ca alho, 1990).
POLO SEIÇA: REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE SEIÇA
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FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
Figu a 15 – Plan a do pa imen o 0 do mos ei o de San a Ma ia de Seiça com di e enciação de épocas
(Figuei edo e al., 2004, apud Fe ei a, 2011).
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Es as ques ões apa ecem p incipalmen e nos pon os 28 a 30 em “Apologia”, ag upados pelo
sub í ulo “Das pin u as e escul u as, do ou o e da p a a nos mos ei os”. A segui , se ão
ep oduzidos dois echos des e ex o conside ados ep esen a i os das ideias de
Be na do:
“[…] se é que sois pob es, que az o ou o no san uá io?’ E, de ac o, uma é a azão dos
bispos, ou a a dos monges. Sabemos, com e ei o, que aqueles, sendo de edo es a
sábios e insensa os (Rom. 1, 14), p omo em a de oção do po o ca nal com ado nos
ma e iais po não pode com os espi i uais. Nós, po ém, que já nos saímos do po o,
que, po C is o, deixámos (M . 19, 27) as coisas p eciosas e belas do mundo, […] en im,
julgamos odos os p aze es do co po como es ume pa a luc a mos a C is o (FI. 3, 8),
pe gun o- os a quem é que inci amos com elas a de oção?” (Dias, 1997, pp. 63, 65)
“De es o, nos claus os, dian e dos i mãos a aze lei u as, que az aquela idícula
mos uosidade, aquela dis o me beleza e bela dis o midade? Pa a que es ão lá
aqueles imundos macacos? Pa a quê os leões e ozes? […] Tão g ande e ão admi á el
apa ece po oda a pa e a a iedade das o mas que mais ape ece le nos má mo es
que nos códices […]” (Dias, 1997, p. 67)
De Ca alho (1990) indica, no en an o, que as p esc ições de Be na do de Cla a al não
e iam sido, necessa iamen e, e icien es – em especial após sua mo e, em 1153. Além disso,
apesa da simplicidade da plan a cis e ciense, essencialmen e de inspi ação omânica, o
desenho dos alçados das abadias não segui ia qualque eg a, a iando de aco do com o
local de implan ação da abadia e as écnicas cons u i as u ilizadas (Joanne, 2003).
2.4.2. Ca ac e ização a qui e ónica
O mos ei o de San a Ma ia de Seiça é compos o a ualmen e pelo co po da ig eja a sul, pelo
edi ício egula a no e, po um anexo e uma chaminé a sul da ig eja, po segundo um anexo
a les e e um e cei o a no e. Es e conjun o a qui e ónico comp eende, essencialmen e,
edi ícios cons uídos na época dos monges (nomeadamen e a ig eja e o edi ício egula ),
al e ações ealizadas pa a a passagem do caminho de e o e edi ícios cons uídos na época
da unidade indus ial ( e I em 2.1).
A con igu ação a ual do pa imen o 0 do mos ei o com a sinalização das cons uções
ealizadas no pe íodo da unidade indus ial a la anja e a sob eposição de uma plan a
p imi i a a azul acejado, segundo os au o es do desenho, encon a-se na Figu a 15.
É necessá io, no en an o, en a iza que pouco se sabe sob e cons uções egula es do
edi ício pós- e o ma de 1572 ( e I em 2.1.3) que e iam e en ualmen e exis ido e sido
demolidas, como suge e a plan a p imi i a no desenho da Figu a 15. Sob e a exis ência de
POLO SEIÇA: REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE SEIÇA
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Figu a 16 – Plan a baixa de le an amen o do pa imen o 0 do mos ei o.
Figu a 17 – Fo og a ias an igas da es u u a indus ial ainda na na e do mos ei o
(An onen & Medlam, 2014 e Sousa, 2011, espe i amen e).
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um segundo claus o, como ambém suge e a Figu a 15, encon ou-se menção apenas no
documen o “Mos ei o de San a Ma ia de Seiça”, ansc i o pa cialmen e po Paga á (2006).
Segundo Paga á, es e documen o, que se encon a no A qui o Nacional To e do Tombo,
se ia um in en á io das p op iedades, bens imó eis e endimen os do mos ei o no ano de
1837, ou seja, após a ex inção das o dens eligiosas em Po ugal.
No en an o, não se conside a que apenas es e egis o seja su icien e pa a conclui que e ia
exis ido um segundo claus o. Pa a al, se ia necessá io o le an amen o de mais
documen ação, esc i a ou em o ma de imagem, que a es asse a exis ência do mesmo ou,
p e e encialmen e, a execução de esca ações a queológicas que pudessem aze uma
econs i uição a qui e ónica do mos ei o de San a Ma ia de Seiça.
2.4.2.1. Ig eja
A ig eja do mos ei o possui plan a e angula longi udinal com o ien ação oes e-les e, como
é possí el e na Figu a 16. O ná ex, compos o po ês amos, encon a-se na achada
oes e, jun o à achada p incipal da ig eja e ladeado po duas o es. O amo sul do ná ex
encon a-se sepa ado dos demais po uma pa ede cons uída no pe íodo indus ial. As
o es possuem, cada uma, uma janela pa a a achada p incipal da ig eja. A o e no e
encon a-se sepa ada do es an e da ig eja po uma pa ede da época indus ial.
A na e de qua o amos da ig eja encon a-se a les e, ladeada po capelas
in e comunican es. O e cei o e qua o amos da na e encon am-se sepa ados po uma
pa ede do pe íodo indus ial, enquan o a capela no e do qua o amo encon a-se isolada
do es an e da ig eja po pa edes cons uídas no mesmo pe íodo. O e cei o amo da na e
é o amo no qual se encon a a ualmen e mais es ígios das in e enções da indús ia –
an o adições quan o lacunas. G ande pa e da es u u a em madei a e do maquiná io ab il
encon a a-se ins alado nes e amo, como é possí el e nas o og a ias da Figu a 17.
O p imei o pa imen o da ig eja é ocupado pelo co o al o, po duas gale ias, pelas o es e
pelo acesso ao opo das o es, como é possí el e na Figu a 18. O co o-al o es ende-se
sob e o ná ex e o p imei o amo da na e da ig eja e possui uma janela de Diocleciano pa a
a achada p incipal. As duas gale ias localizam-se sob e as capelas la e ais e es ão a uma
co a mais al a que o co o-al o. Os dois compa imen os localizados nas o es possuem
janela pa a a achada p incipal.
O acesso ao p imei o pa imen o da ig eja é ei o a pa i da gale ia do pa imen o 1 do
edi ício egula . O acesso ao opo das o es se ia ei o a pa i de escadas p esen es no
POLO SEIÇA: REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE SEIÇA
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FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
Figu a 22 – Plan a baixa do pa imen o 0 com indicação de algumas peças de be ão a e melho.
O OBJETO
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egula ) e pa imen o em soalho de madei a (edi ício egula ).
A segui se á ei o o es udo sob e as p incipais anomalias que se podem encon a nes es
elemen os (I em 2.4.3.1) e a iden i icação das p incipais anomalias na ig eja e no edi ício
egula do mos ei o de San a Ma ia de Seiça (I em 2.4.3.2).
2.4.3.1. Anomalias em pa edes, pa imen os e cobe u as
Segundo Apple on (2011), a g ande espessu a das pa edes esis en es de al ena ia de
edi ícios an igos (a espessu a de quase odas as pa edes da ig eja do mos ei o ul apassa 1
me o) em, pa a além das azões de na u eza es u u al, o obje i o de p o ege o in e io
da edi icação dos agen es ex e io es, p incipalmen e da chu a e do en o. Segundo ele, o
p incípio é de que a g ande espessu a das pa edes de achada e o pe cu so “aciden ado” que
a água da chu a e ia que pe co e a a és da al ena ia pa a a ingi o in e io az com que
es e p ocesso seja longo, demo ando empo su icien e pa a que chegue a es ação da seca e,
en ão, a água aça o pe cu so con á io sem e a ingido o in e io do edi ício.
No en an o, quando es e ciclo não se echa e a humidade ica de ini i amen e no in e io da
cons ução ela pode ge a “sali es”, bolo es e ungos no edi ício. Além des as, as anomalias
mais equen emen e iden i icadas nas pa edes esis en es de al ena ia dos edi ícios
an igos são a endilhação, o esmagamen o e a desag egação, que podem es a associadas a
ques ões es u u ais ou à água e à agen es clima é icos (Apple on, 2011).
A endilhação em como uma das p incipais causas o assen amen o di e encial das
undações – es as podem oco e na zona co en e das pa edes, mas ipicamen e associam-
se aos pon os acos da edi icação, como os ãos. A endilhação ambém pode es a
associada a es o ços de co e, endo como ca ac e ís ica a p esença de endas c uzadas, de
45 g aus ap oximadamen e. O aba imen o de a cos e abóbadas ambém pode ge a es e
enómeno, endo ipicamen e a p esença de endas ho izon ais no opo ex e io da pa ede
e na base in e io da mesma (Apple on, 2011).
A desag egação é uma anomalia comum, es ando ge almen e associada à ação de agen es
clima é icos, como o en o ( anspo ando poei a e a eia) e a al e nância en e calo e io
(que ge a sucessi as expansões e con ações da pa ede). A desag egação pode se ag a ada
pela poluição e pela p esença de in il ação de água a a és de chu as ou de humidade
ascensional. Es a anomalia ambém pode se esul ado da p og essão e do ag a amen o de
endilhação. O esmagamen o é uma anomalia menos comum e es á associada ge almen e a
aplicação pon ual de ca gas excessi as (Apple on, 2011).
POLO SEIÇA: REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE SEIÇA
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FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
Figu a 23 – Fo og a ias da cobe u a da ig eja do qua o ao p imei o amo da na e, espe i amen e.
Figu a 24 – Fo og a ias do pa imen o do co o-al o da ig eja.
Figu a 25 – Imagem aé ea de 2018 das cobe u as da ig eja e do claus o
( o og a ia cedida pela Câma a Municipal da Figuei a da Foz).
O OBJETO
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
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Apple on (2011) iden i ica ainda ou as anomalias como o desgas e supe icial das pa edes
po ações clima é icas, a descamação e o apa ecimen o de bolhas ou empolamen o – es es
sinalizando a deposição de sais na supe ície, anspo ados pela água em uma ação ísica
de desgas e e química de dissolução dos sais da a gamassa. Es a deposição de sais en e a
pa ede e o eboco e idencia a deg adação da al ena ia, podendo p ecede sua
desag egação, e é mui as que ezes consequência de epa ações que u iliza am eboco ou
pin u a pouco pe meá eis ao apo – es e e ei o ambém pode oco e en e o eboco e a
pin u a.
Sob e os pa imen os de madei a, Apple on (2011) iden i ica di e sas anomalias, como
de o mação excessi a das igas, empenamen os e issu as. No en an o, en a iza que as
anomalias mais p eocupan es são as elacionadas à p esença de água, que c ia condições
pa a desen ol imen o de ungos de pod idão e o a aque de inse os xiló agos, le ando à
des uição do pa imen o. Os pa imen os podem ambém so e como consequência de
anomalias p esen es nas pa edes esis en es ou do uso inde ido elacionado à al e ação de
p og ama do edi ício.
As anomalias mais equen es em abóbadas de ijolo que se em de es u u a pa a
pa imen os são as mesmas desc i as pa a as pa edes esis en es ( endilhação,
esmagamen o e desag egação), ac escen ando-se que pode oco e endilhação de ido ao
deslocamen o das pa edes de supo e das abóbadas ou de ido ao aumen o de ca ga nos
pa imen os a a és da execução de camadas sucessi as de enchimen o pesado (Apple on,
2011).
A cobe u a dos edi ícios an igos, enquan o o elemen o mais expos o à ação de agen es
clima é icos, é a pa e da edi icação que pode ap esen a o maio quad o de anomalias,
sendo di ícil iden i ica qual a sequência dos e en os pa ológicos. As anomalias nes e
elemen o podem oco e , po exemplo, em sua es u u a de madei a (ação da água, de
ungos e inse os xiló agos), nas elhas (in il ação de água) ou na ede de d enagem das
águas plu iais (en upimen os). As anomalias podem ambém se esul ado de e os de
p oje o ou de execução das cobe u as, além de al a de manu enção (Apple on, 2011).
2.4.3.2. Anomalias no mos ei o de San a Ma ia de Seiça
É possí el pe cebe , a a és do es udo ealizado an e io men e ( e I em 2.4.3.1), que a
p esença de agen es clima é icos, como a água das chu as, é a causa ou a on e de
ag a amen o de g ande pa e das anomalias mais comumen e iden i icadas em edi ícios
an igos. Assim, o a ual es ado do mos ei o de San a Ma ia de Seiça é p eocupan e, uma ez
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FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
Figu a 26 – Fo og a ias do compa imen o do edi ício egula jun o à ig eja, no pa imen o 0.
Figu a 27 – Fo og a ias do compa imen o da en ada p incipal do edi ício egula .
Figu a 28 – Fo og a ias do compa imen o ao lado da passagem en e o claus o e o pá io.
Figu a 29 – Fo og a ias dos alçados do claus o.
O OBJETO
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
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que a maio pa e da ig eja e pa e do edi ício egula es ão expos os di e amen e à ais
agen es.
Na na e da ig eja, odas as cobe u as e es u u as de pa imen o em abóbada uí am, com
exceção da abóbada do segundo amo, como é possí el e na Figu a 23 e na Figu a 24. Is o
deixou o in e io da edi icação expos o, po anos, à ação de agen es clima é icos,
p incipalmen e à água das chu as. Nas imagens, i adas no ano de 2021, é possí el
iden i ica o c escimen o de plan as e de ungos nas abóbadas e nas pa edes da ig eja,
p o a elmen e como consequência da g ande humidade p esen e nes e ambien e.
O elhado de cobe u a do edi ício egula ambém uiu e pe deu elhas em alguns pon os,
como é possí el iden i ica na o og a ia da Figu a 25, do ano de 2018. Nes a o og a ia é
ambém possí el iden i ica que a gale ia no e da ig eja encon a-se maio i a iamen e
descobe a.
No pa imen o 0 do edi ício egula , o compa imen o jun o à ig eja é p o a elmen e um dos
mais expos os às ações clima é icas. Nes e compa imen o ( e Figu a 26) é possí el
iden i ica desag egação do eboco (já inexis en e em di e sos pon os), a p esença de
ungos e a p esença de issu as (es as na pa ede à di ei a da segunda o og a ia, em
p oximidade a um a co de passagem). Ainda nes e compa imen o, é possí el e que o
e es imen o do pa imen o do piso supe io uiu, pe manecendo apenas as igas em
madei a com sinais de apod ecimen o, p esença de ungos e c escimen o de ege ação –
es ando uma das igas o a.
No compa imen o seguin e, o da en ada p incipal do edi ício egula , é possí el encon a
di e sas endas na pa ede a sul, como é possí el e na p imei a o og a ia da Figu a 27 –
nes a pa ede, assim como na pa ede no e, oi apa en emen e abe a (ou ei o o aumen o
de) uma passagem sem se ealiza os e o ços necessá ios no ão. É possí el iden i ica
ambém a p esença de ungos e desag egação do eboco, além de p esença de humidade e
peças al an es no pa imen o do piso supe io .
Na ala no e do claus o, no compa imen o ao lado da passagem que liga o claus o ao pá io,
é possí el iden i ica a desag egação da pa ede, desag egação do eboco e p esença de
ungos, além da p esença de humidade no pa imen o supe io , como é possí el e na
Figu a 28.
No claus o, é possí el iden i ica , como mos ado nas o og a ias da Figu a 29,
desag egação da pa ede (co edo ), do eboco e de algumas peças de ped a alhada,
POLO SEIÇA: REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE SEIÇA
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FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
Figu a 30 – Fo og a ias do pá io.
Figu a 31 – Fo og a ias da escada p eexis en e.
Figu a 32 – Fo og a ias do compa imen o jun o ao opo das escadas.
Figu a 33 – Fo og a ias da cobe u a e do pa imen o do co edo do pa imen o 1.
O OBJETO
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
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p esença de ungos, c escimen o de ege ação e o u a de peças de can a ia. Na Figu a 30,
que e a a o pá io, ambém é possí el iden i ica desag egação da pa ede e do eboco, além
de c escimen o gene alizado de ege ação na pa ede sul – onde, além disso, uí am pa e
da pa ede do pa imen o 1 e do elhado.
No compa imen o das escadas de acesso ao pa imen o 1 oi possí el iden i ica
desag egação do eboco, p esença de ungos e oxidação da gua da de e o, como é possí el
e na Figu a 31. Além disso, é possí el e que á ios deg aus de ped a possuem uma
camada de a gamassa supe io , supõe-se que adicionada pos e io men e com o obje i o de
ni ela os deg aus.
No compa imen o jun o ao opo das escadas, na Figu a 32, é possí el iden i ica a
desag egação da a gamassa de assen amen o dos azulejos (que já não es ão p esen es), a
p esença de bolhas e issu as (especialmen e jun o à po a de passagem ao compa imen o
seguin e), a p esença de ungos, o apod ecimen o do assoalho jun o à janela e a descamação
da pin u a do e o em caixo ão, além do empenamen o de algumas madei as.
No co edo supe io do claus o, é possí el iden i ica que pa e da cobe u a e do o o
uí am, como mos ado na Figu a 33. Iden i ica-se ambém a uína de pa e do pa imen o,
desag egação do eboco, p esença de ungos e c escimen o de ege ação. De ido ao mau
es ado de conse ação des e pa imen o, não oi possí el isi a a maio pa e dos
compa imen os do pa imen o 1 do edi ício egula e da ig eja.
Nes e i em, ealizou-se a análise do es ado de conse ação do mos ei o de San a Ma ia de
Seiça e a iden i icação de algumas anomalias p esen es no edi icado. U ilizando-se
p incipalmen e de meios isuais e não des u i os, es a análise não p e ende se exaus i a,
mas da a conhece o es ado em que o mos ei o encon a-se a ualmen e e a necessidade de
ealização de ob as de eabili ação nes e edi icado, pa a que es e não con inue no a ual
p ocesso de deg adação.
Dada a ele ância do co po da ig eja, op ou-se po ealiza uma análise mais ap o undada
do es ado de conse ação e das anomalias do pa imen o 0 da mesma. Es a análise,
compa imen o a compa imen o, encon a-se p esen e no Anexo A des a disse ação.
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INTERVENÇÃO EM PATRIMÓNIO
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3. INTERVENÇÃO EM PATRIMÓNIO
Nes e capí ulo se á abo dada a ques ão da in e enção no pa imónio his ó ico com
en oque no pa imónio edi icado. Inicialmen e se á ei a uma b e e con ex ualização
his ó ica do desen ol imen o da noção de pa imónio no con ex o eu opeu (I em 3.1), em
seguida se á ei a a análise de cinco documen os in e nacionais, ele an es pa a o p esen e
es udo, que abo dam a ques ão do pa imónio (I em 3.2) e, po im, se á ei o o es udo de
dois casos de in e enção no p eexis en e que o am impo an es pa a o desen ol imen o
da p opos a de in e enção no mos ei o de San a Ma ia de Seiça (I em 3.3).
3.1. Pe spe i as ao longo dos séculos
É possí el iden i ica a alo ização e a conse ação ou eu ilização de monumen os do
passado em di e sos pe íodos da his ó ia. Conside a-se, no en an o, que apenas a pa i do
século XV passou a exis i a noção de monumen o his ó ico – ainda não com es e nome, de
c iação a ibuída a Aubin-Louis Millin, no ano de 1790 (Choay, 2014).
No século XV, po ol a de 1420, o e o no do papado à cidade de Roma, com o Papa
Ma inho V, oi o pon o de i agem que ma cou o su gimen o do monumen o his ó ico. Com
o es abelecimen o da ins i uição na cidade, desen ol eu-se um g ande in e esse pelas
an igas uínas omanas, que ep esen a am o passado g andioso de Roma – um in e esse
baseado, assim, na sua his ó ia (Choay, 2014).
Es e in e esse pelo monumen o a pa i do pon o de is a his ó ico e do que ele ep esen a
no p esen e, ou seja, a a és da c iação de um dis anciamen o his ó ico en e o
con empo âneo e a ob a do passado, oi o que ge ou a noção de monumen o his ó ico. A é
en ão, o in e esse pelos obje os do passado es a ia ligado mais à sua qualidade es é ica e ao
seu alo in ínseco (Choay, 2014).
Segundo Se e (1996, apud Lo usso e al., 2002), es a isão de monumen o his ó ico su ge
simul aneamen e ao es abelecimen o de uma pe spe i a his ó ico- ilológica no es udo do
passado, que pe mi iu a alia as ob as enquan o documen os.
Com Ma inho V começa am a su gi ambém bulas pon i ícias que inham como obje i o a
conse ação dos monumen os his ó icos – es abelecendo, inclusi e, punições a quem osse
encon ado demolindo ou deg adando um monumen o. Assim, o papado e e um
impo an e papel na conse ação dos monumen os, não se limi ando à emissão de ais
bulas, mas ambém es au ando as ob as da An iguidade – como o Fó um omano e o
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INTERVENÇÃO EM PATRIMÓNIO
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Segundo Lo usso e al. (2002), a eo ia do es au o de Boi o basea a-se em oi o pon os-
cha e, nomeadamen e: (1) a di e enciação de pa es adicionadas com o es au o de
in eg ação, o nando-as econhecí eis; (2) a di e enciação dos ma e iais u ilizados nas
in eg ações; (3) a execução de no as pa es com um es ilo neu o, sem deco ações; (4) a
musealização de pa es emo idas; (5) a ma cação de pa es in eg adas com um sinal ou a
da a de in eg ação; (6) a publicação de um memo ial dos abalhos ei os; (7) documen ação
g á ica do an es/du an e/depois e (8) a no o iedade do es au o.
Gus a o Gio annoni (1873-1947) c iou o es au o ilológico a pa i do es au o cien í ico
de Boi o, podendo se conside ado uma a ian e des e. No es au o ilológico es uda-se
cada monumen o pa a o na possí el, em nome da idelidade da ob a, ep oduzi sua
o ma com exa idão. Es a ep odução em como inalidade a consolidação e ecupe ação da
uncionalidade do edi ício – uma ez que Gio annoni conside a a “mo os” os edi ícios
an igos que pe de am seu uso. Também, de e se ei a espei ando os p incípios de
dis inção en e o p eexis en e e a in e enção con empo ânea a a és, po exemplo, da
simpli icação das o mas (Gio annoni, 1936, apud Lo usso e al., 2002).
As eo ias do es au o ilológico de Gio annoni, e consequen emen e do es au o cien í ico
de Boi o, i e am g ande peso na p imei a me ade do século XX. Associada a elas es e e, po
exemplo, a Ca a de A enas de 1931, documen o pa icula men e ele an e no cená io
in e nacional de sal agua da dos monumen os his ó icos (Lo usso e al., 2002).
3.2. Ca as e con enções in e nacionais
A segui se ão es udados alguns documen os in e nacionais ela i os à conse ação do
pa imónio. Dado o g ande núme o de documen os in e nacionais exis en es e a endência
à epe ição de concei os (apesa de es es se em semp e ap o undados, ala gados e
especi icados, documen o após documen o), op ou-se po seleciona apenas cinco
documen os conside ados mais impo an es e ep esen a i os no con ex o do p esen e
abalho.
As aduções da Ca a de A enas, da Ca a de Veneza, da Ca a Eu opeia do Pa imónio
A qui e ónico e da Con enção quad o do Conselho da Eu opa ela i a ao alo do
pa imónio cul u al pa a a sociedade consul adas pa a es e es udo são de Flá io Lopes e
Miguel B i o Co eia e o am publicadas o iginalmen e no li o "Pa imónio Cul u al,
c i é ios e no mas in e nacionais de p o eção". Todas as aduções consul adas o am
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INTERVENÇÃO EM PATRIMÓNIO
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disponibilizadas em linha pelo In e na ional Council on Monumen s and Si es – Po ugal
(ICOMOS-Po ugal, n.d.).
3.2.1. Ca a de A enas (1931)
A Ca a de A enas de 1931 su giu como esul ado da Con e ência In e nacional de A enas
sob e o Res au o dos Monumen os – segundo Choay (2014), a p imei a des e géne o – que
acon eceu en e os dias 21 e 30 de ou ub o do ano de 1931, em A enas. Nes e documen o,
econhece-se a endência ao abandono de econs i uições in eg ais dos monumen os,
dando p e e ência à manu enção egula e pe manen e a im de conse a os mesmos.
Na ca a, ecomenda-se, em casos onde o es au o seja necessá io, que se man enha o
espei o pela ob a a a és da não exclusão de es ilos de nenhuma época. Ainda, ap o a o
uso de ma e iais e écnicas no as, e e enciando di e amen e o be ão a mado, e ecomenda,
semp e que possí el, a dissimulação dos no os elemen os.
Ou a ecomendação ele an e do documen o é a de se assegu a a con inuidade da ida
dos monumen os a a és da ocupação com usos que espei em o ca á e his ó ico ou
a ís ico dos mesmos. F isa, ainda, a impo ância do cuidado com a en ol en e e a
necessidade de se es uda os elemen os ege ais adequados, de modo a esgua da o ca á e
an igo do monumen o.
Com elação às uínas, a ca a impõe conse ação esc upulosa com a ecolocação, quando
possí el, de elemen os encon ados em seus espe i os locais o iginais (anas ilose), além
da iden i icação de ma e iais no os que sejam e en ualmen e u ilizados. Além disso,
aconselha a análise das pa ologias dos monumen os an es de qualque in e enção, seja de
ca á e de consolidação ou epa o pa cial.
Po im, essal a-se a indicação de que o abalho com a conse ação e o es au o de
monumen os eque a coope ação de múl iplas disciplinas e az um apelo pa a que as
di e en es nações colabo em en e si.
3.2.2. Ca a de Veneza (1964)
A Ca a de Veneza, p odu o do II Cong esso In e nacional dos A qui e os e Técnicos dos
Monumen os His ó icos que deco eu en e 25 e 31 de maio de 1964, inicia-se pelo
econhecimen o dos monumen os his ó icos enquan o es emunho i o das adições
secula es de um po o. Nela, econhece-se a impo an e con ibuição da Ca a de A enas no
desen ol imen o de um mo imen o in e nacional pa a a sal agua da dos monumen os
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INTERVENÇÃO EM PATRIMÓNIO
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his ó icos, p opondo-se a eexamina a mesma de o ma a ap o unda e ala ga os
p incípios nela expos os.
Nes e sen ido, a Ca a de Veneza coloca em e mos mais cla os e especí icos mui as das
p opos as já exis en es na Ca a de A enas, ala gando, po ezes, suas ecomendações. Se,
po exemplo, na Ca a de A enas já exis ia a sinalização de que e am necessá ios cuidados
pa icula es com a en ol en e de um monumen o, a Ca a de Veneza engloba o sí io, seja ele
u al ou u bano, na noção de monumen o his ó ico. Ainda, es a ca a explici a que, pa a se
conse a um monumen o, é necessá io conse a uma á ea en ol en e à sua escala.
Es e documen o ambém es abelece que e en uais es au os de em es a semp e
acompanhados de um es udo a queológico e his ó ico do monumen o, e que não de em se
ei os a pa i de hipó eses. De e mina ambém que de em se espei adas as di e en es
épocas de cons ução, admi indo-se emoções apenas quando se a e de elemen os de
pouco in e esse, quando o es ado de conse ação do monumen o pe mi a ais in e enções
e quando o que se e ela com ais emoções enha g ande alo his ó ico, a queológico ou
es é ico.
E idencia-se, po im, que a Ca a de Veneza es abelece que no os ac escen os, desde que
espei an es às pa es in e essan es do edi ício, à sua localização adicional, ao equilíb io
composi i o e às elações do mesmo com a en ol en e, são admi idos.
3.2.3. Ca a Eu opeia do Pa imónio A qui e ónico (1975)
A Ca a Eu opeia do Pa imónio A qui e ónico da a de 1975, o Ano Eu opeu do Pa imónio
A qui e ónico. Es a ca a e e como obje i o coo dena as nações eu opeias a a és da
o mulação de p incípios que pe mi issem c ia uma isão comum sob e as ques ões do
pa imónio a qui e ónico e de sua sal agua da.
Nes e documen o, a i ma-se a impo ância da conse ação de conjun os edi icados (em
cidades an igas e aldeias adicionais, po exemplo) que ap esen em uma a mos e a
pa icula que os possa quali ica como ob as de a e, di e si icadas e a iculadas – mesmo
que os edi ícios, indi idualmen e, não sejam excecionais.
Apon a-se, ainda, ês p eocupações pe inen es des e documen o: a in eg ação do
monumen o na ida quo idiana dos cidadãos, a p á ica da conse ação a pa i dos
p incípios da conse ação in eg ada e a p eocupação com o con ex o social onde o
monumen o se inse e – em uma cla a p eocupação com a gen i icação.
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INTERVENÇÃO EM PATRIMÓNIO
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A Ca a Eu opeia do Pa imónio A qui e ónico de ine que a escolha de unções ap op iadas
e a aplicação de écnicas de es au o adequadas são undamen ais pa a se a ingi a
conse ação in eg ada dos monumen os. Ainda, de ine que a conse ação in eg ada não
impede a in odução de a qui e u a con empo ânea, mas que es a de e espei a o
con ex o, as p opo ções, as o mas, as escalas e aze uso de ma e iais adicionais.
3.2.4. Con enção quad o do Conselho da Eu opa ela i a ao alo do
pa imónio cul u al pa a a sociedade (2005)
Es a con enção do Conselho da Eu opa, do ano de 2005, abo da o pa imónio cul u al
eu opeu de o ma ge al, sem aze di e enciação en e os di e sos ipos de pa imónio
exis en es, como o cons uído, o paisagís ico, o ima e ial, e c. Nela, discu e-se o papel que o
pa imónio pode e no desen ol imen o das sociedades, o di ei o ao pa imónio e os
de e es de cada agen e da sociedade na sua conse ação. Vá ias das de e minações des a
con enção consis em em ap o undamen os e especi icações de p incípios es abelecidos nos
documen os an e io men e discu idos.
Assim, des aca-se nes e documen o a isão da ques ão do pa imónio a a és de múl iplas
pe spe i as, como a económica, a polí ica, a social e a cul u al. Também, a decla ação da
necessidade de se coloca o homem e seus alo es no cen o de um concei o ala gado de
pa imónio cul u al.
A con enção az ambém e e ência às po encialidades do pa imónio cul u al como on e
de desen ol imen o sus en á el e qualidade de ida, es abelecendo que as po encialidades
económicas do pa imónio de em se e idenciadas e di ulgadas. Além disso, o documen o
e o ça que o pa imónio de e se u ilizado pa a e o ça a coesão social e p omo e o
espei o pela in eg idade de al pa imónio.
Des a o ma, é possí el conclui que não se de e conside a a p ese ação do pa imónio
como an agónica ao desen ol imen o humano e económico. Pelo con á io, é possí el e
desejá el que a p ese ação e o desen ol imen o oco am em simul âneo e de manei a
aliada.
3.2.5. P incípios ICOMOS-IFLA sob e as paisagens u ais como
pa imónio (2017)
Es e documen o de ine que as paisagens u ais, ambém designadas po "paisagens
cul u ais i as", são as á eas esul an es da in e ação homem-na u eza e que são u ilizadas
pa a a p odução de alimen os e ou as on es eno á eis na u ais. De ine ainda que as á eas
POLO SEIÇA: REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE SEIÇA
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INTERVENÇÃO EM PATRIMÓNIO
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u ais são paisagens moldadas ao longo de milénios, cons i uindo uma pa e impo an e da
his ó ia humana, e que odas podem se lidas como pa imónio.
Nes e documen o são de e ados ês ipos de mudanças elacionadas à ameaça das
paisagens u ais, a sabe : ameaça demog á ica e cul u al (como o despo oamen o das zonas
u ais e a pe da das p á icas e conhecimen os adicionais), ameaça es u u al (como a
globalização, al e ação do solo e desapa ecimen o de di e sidade de espécies au óc ones) e
ameaça ambien al (como as mudanças climá icas e a deg adação ambien al).
São es abelecidos, den e os c i é ios de ação pa a a sal agua da des e pa imónio, o
econhecimen o de seus alo es pa imoniais, o desen ol imen o do conhecimen o sob e
es e pa imónio (como o seu es ado a ual e as suas ans o mações his ó icas) e a p omoção
de coope ação en e ins i uições, o ganizações não-go e namen ais e uni e sidades no
campo da in es igação, di ulgação e p omoção de a i idades pa a a cons ução de
conhecimen o elacionado a es e pa imónio.
Po im, des aca-se que os alo es pa imoniais das paisagens u ais êm dimensão
económica, social, ambien al, cul u al, espi i ual e espacial. Também, uma ez que as
paisagens são elemen os em ans o mação con ínua, as polí icas de sal agua da de em e
como obje i o ge i es as ans o mações pa a que elas oco am de manei a acei á el e
ap op iada ao longo do empo, conse ando, espei ando e e o çando os alo es
pa imoniais.
3.3. In e enção em pa imónio: Casos de es udo
A segui , se á ei o o es udo de dois casos de in e enção no p eexis en e que o am
impo an es pa a o desen ol imen o da es a égia de in e enção no mos ei o de San a
Ma ia de Seiça, nomeadamen e o Coliseu de Roma e a ig eja do con en o de San F ancesc,
na Espanha.
3.3.1. Coliseu de Roma
No início do século XIX o Coliseu encon a a-se em mau es ado de conse ação de ido ao
mau uso e a danos causados po e emo os. O mau uso consis iu p incipalmen e na sua
u ilização como ab igo no u no po cochei os e no seu uso, po décadas, como a mazém de
uma áb ica de pól o a – o que causou danos ao monumen o e o nou-o inacessí el a
isi an es. Além disso, no início do século XVIII um e emo o ez com que pa e do
monumen o colapsasse e, no início do século XIX, um segundo e emo o a e ou ainda mais
POLO SEIÇA: REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE SEIÇA
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FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
INTERVENÇÃO EM PATRIMÓNIO
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
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De e-se econhece , no en an o, a di e ença de p opósi o en e as duas in e enções. A
in e enção de Palazzi, Campo esi e S e n no Coliseu e e como obje i o a sua conse ação
enquan o elíquia omana. O p oje o de Closes pa a a ig eja de San F ancesc e e como
obje i o a consolidação e a adap ação do edi icado pa a a eceção de um no o p og ama,
com necessidades di e en es do seu p og ama o iginal. Além disso, e idencia-se que há
p eocupação, em ambos os casos, de se di e encia o no o do an igo e que, po meio de
es a égias di e en es, ambos conseguem p ese a não só o edi ício, como ambém a sua
au en icidade e a his ó ia egis ada em suas pa edes – e, assim, a sua memó ia.
POLO SEIÇA: REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE SEIÇA
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FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
PROPOSTA DE INTERVENÇÃO: PROGRAMA
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
81
4. PROPOSTA DE INTERVENÇÃO: PROGRAMA
O mos ei o de San a Ma ia de Seiça, como explo ado no Capí ulo 2, az pa e da his ó ia
egional e nacional po uguesas. Desde a lenda da de esa do cas elo de Mon emo , a
undação da p imei a e mida no ale de Seiça, o milag e de dom A onso Hen iques, a doação
po dom Sancho I à abadia de Alcobaça e a econs ução da ig eja em Es ilo Chão
( ipicamen e po uguês) a é a época da ex inção das o dens eligiosas e da chegada do
caminho de e o e da indús ia nes a zona. O mos ei o de San a Ma ia de Seiça em sua
his ó ia in imamen e conec ada à his ó ia de Po ugal e à memó ia e cons ução da
iden idade do po o po uguês.
Além do alo his ó ico do mos ei o pa a a cul u a po uguesa, ele possui ambém um alo
his ó ico pa a a Ig eja Ca ólica, enquan o pa e da his ó ia da o dem de Cis e , e um alo
in ínseco ao p óp io edi ício, ela i o à qualidade de sua a qui e u a e cons ução.
A impo ância des e monumen o his ó ico já é econhecida a a és dos ins umen os legais
de classi icação do pa imónio, uma ez que o mos ei o es á a ualmen e classi icado como
Imó el de In e esse Público e em p ocesso de eclassi icação como Monumen o Nacional.
No en an o, é necessá io, pa a além da classi icação, uma p ese ação eal, ma e ial do
mos ei o, que se encon a a ualmen e em uína e sem u ilidade.
Seguindo os p incípios de in e enção de Violle -le-Duc ( e I em 3.1), e com espaldo nas
eo ias e nas p á icas a uais de conse ação do pa imónio edi icado ( e I ens 3.2 e 3.3),
de e-se a ibui um uso ao mos ei o de San a Ma ia de Seiça na sociedade con empo ânea.
A a ibuição de uso a um monumen o é uma a i ude no sen ido de sal agua dá-lo (uma ez
que edi ícios sem u ilidade icam no malmen e abandonados e à me cê da deg adação e da
ação do empo, como é o caso a ual des e mos ei o) e de man e a memó ia de sua his ó ia
i a naqueles que usu uem de alguma manei a do seu espaço.
Como is o no es udo das con enções in e nacionais ( e I em 3.2), a conse ação do
pa imónio e, assim, o uso que lhe se á a ibuído de em le a em conside ação os aspe os
económicos, polí icos, sociais e cul u ais de seu con ex o. Assim, a pa i da análise da
his ó ia, do con ex o e da a qui e u a do mos ei o (Capí ulo 2), do seu con on o com as
eo ias e p á icas a uais de conse ação do pa imónio (Capí ulo 3) e das necessidades
locais, decidiu-se a ibui ao mos ei o de San a Ma ia de Seiça o p og ama de um cen o de
ensino e in es igação ag o lo es al denominado Polo Seiça.
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PROPOSTA DE INTERVENÇÃO: PROGRAMA
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4.1. Polo Seiça – Cen o de Ensino e In es igação Ag o lo es al
O Polo Seiça p e ende se um polo ag egado en e a comunidade cien í ica e a indús ia
ag o lo es al que em como missão con ibui pa a o desen ol imen o sus en á el e
compe i i idade do se o ag o lo es al po uguês a a és da o mação e capaci ação de
pessoas e da ino ação po meio de in es igação e desen ol imen o (I&D) de no as soluções
pa a o se o ag o lo es al.
Es e polo es a á inculado à Escola Supe io Ag á ia do Ins i u o Poli écnico de Coimb a
(ESAC) e es abelece á p o ocolos de colabo ação com ou as ins i uições de ensino
supe io , i ando pa ido de sua localização cen al no e i ó io nacional, en e Lisboa e o
Po o, e egional, en e A ei o, Coimb a e Lei ia.
Em e mos locais, o Polo Seiça p e ende se a o ça mo iz do desen ol imen o do e i ó io
u al onde se inse e, p omo endo a coesão e i o ial e social e a a a i idade des e
e i ó io a a és da capaci ação da população, da p omoção de apoio ao emp eendimen o
u al e da ge ação de opo unidades e de emp ego. Assim, p e ende-se con ibui pa a a
esolução de p oblemas iden i icados nes e e i ó io no “Plano Es a égico de
Desen ol imen o da Figuei a da Foz” (Câma a Municipal da Figuei a da Foz, 2014), como o
abandono do campo pela população u al.
4.1.1. A i idades desen ol idas
Como o ma de se a ingi os obje i os es abelecidos an e io men e, no Polo Seiça se ão
desen ol idas a i idades de ensino, in es igação e desen ol imen o (I&D) e se iços no
se o ag o lo es al.
As a i idades de ensino e ão como pila cen al a o e a de cu sos écnicos supe io es
p o issionais (CTeSP) na á ea ag o lo es al com o in ui o de o ma p o issionais
capaci ados pa a a ua no desen ol imen o e c escimen o des a á ea no país. Es e ipo de
o mação em um o e ca á e p á ico, que se á ainda mais en a izado no Polo Seiça a a és
da possibilidade de in eg ação dos alunos na Júnio Emp esa do Polo Seiça – emp esa sem
ins luc a i os compos a e ge ida po alunos, sob a o ien ação de um p o esso , que pode á
p es a se iços às ins i uições, emp esas e ag icul o es da egião. Es a Júnio Emp esa
c ia á opo unidades de aplicação p á ica do conhecimen o adqui ido pelos es udan es no
polo e de desen ol imen o de compe ências como ges ão, lide ança, o ganização e
emp eendedo ismo.
POLO SEIÇA: REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE SEIÇA
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PROPOSTA DE INTERVENÇÃO: PROGRAMA
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A i idades de o mação de ca á e pon ual des inadas à a ualização e capaci ação de
ag icul o es locais se ão ambém desen ol idas no polo. Es as a i idades de o mação e as
a i idades desen ol idas pela Júnio Emp esa se ão as pon es de conexão en e o Polo Seiça
e a comunidade ag ícola local que con ibui ão pa a o seu desen ol imen o e
o alecimen o, e o çando ambém a iden idade local e o sen ido de comunidade.
As a i idades de in es igação e desen ol imen o (I&D) ealizadas no Polo Seiça
con ibui ão pa a o desen ol imen o e ino ação no se o ag o lo es al a ní el nacional e
in e nacional. Es as a i idades pode ão se desen ol idas a pa i de candida u as de
p oje os a inanciamen os e ambém jun o a emp esas e ins i uições a a és da p es ação
de se iços como: desen ol imen o de no as soluções pa a p oblemas especí icos das
emp esas, desen ol imen o de p odu os ino ado es pa a o me cado, o imização dos
p ocessos indus iais das emp esas, adap ação dos seus p ocessos o nando-os mais
ambien almen e sus en á eis, den e ou os.
Os se iços p es ados pelo Polo Seiça ambém pode ão inclui ce i icação de p odu os
lo es ais e ag ícolas, apoio às emp esas no cump imen o de suas ob igações legais,
a aliação do impac o ambien al de suas a i idades, den e ou as a i idades de a aliação,
alidação e supo e às emp esas.
4.2. P og ama: Casos de es udo
O es udo de ins i uições com p og amas semelhan es àquele que se p e ende ins ala no
mos ei o de San a Ma ia de Seiça é necessá io pa a que se possa comp eende as
necessidade e exigências des e p og ama. Assim, se á ealizado a segui o es udo da
es u u a o gânica (I em 4.2.1) e dos espaços e es u u as (I em 4.2.2) de ins i uições de
ensino e de in es igação ligadas à á ea ag o lo es al. A pa i des e es udo se á de inido o
p og ama uncional do Polo Seiça, que se á u ilizado como base pa a a conceção do p oje o
a qui e ónico.
4.2.1. Es u u a o gânica
Foi ealizado o es udo de di e sas ins i uições que pode iam auxilia na comp eensão da
es u u a de uma ins i uição de ensino e in es igação, den e as quais: as Escolas Supe io es
Ag á ias do país (ESAs); o Ins i u o Poli écnico de Coimb a (IPC); a Uni e sidade de
Coimb a (UC); a Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC; o Se Q – Cen o de Ino ação e
Compe ências da Flo es a; e o ITeCons - Ins i u o de In es igação e Desen ol imen o
Tecnológico pa a a Cons ução, Ene gia, Ambien e e Sus en abilidade.
POLO SEIÇA: REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE SEIÇA
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PROPOSTA DE INTERVENÇÃO: PROGRAMA
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Após es e es udo inicial, o am selecionadas den e es as ins i uições a ESA de Coimb a
(ESAC) e o Se Q pa a o desen ol imen o da análise da es u u a o gânica, sendo o p imei o
caso mais di ecionado pa a o ensino e o segundo pa a a in es igação. A seleção da ESAC
como caso de es udo de eu-se p incipalmen e ao ac o de que o Polo Seiça es a á inculado
à es a ins i uição, seguindo, assim, uma es u u a semelhan e. A seleção do Se Q es e e
elacionada à sua a i idade de I&D no se o ag o lo es al. Além disso, es as duas ins i uições
es ão localizadas na egião cen o de Po ugal, compa ilhando a mesma ealidade egional
do Polo Seiça.
A análise ap esen ada a segui oi ei a a a és de in o mações disponibilizadas pelas
ins i uições em seus espe i os websi es.
4.2.1.1. Escola Supe io Ag á ia de Coimb a
A ESAC é uma unidade de ensino que in eg a o Ins i u o Poli écnico de Coimb a, ins i uição
de ensino supe io po uguesa. Localizada na cidade de Coimb a, es a escola a ua no ensino
e in es igação de di e sas á eas u ais, den e as quais a á ea ag o lo es al. A ESAC em
como o e a o ma i a cu sos écnicos supe io es p o issionais, licencia u as e mes ados
em á eas elacionadas à a i idade ag ícola, pecuá ia, lo es al, ambien al e alimen a . Com
elação à es u u a o gânica, es a escola di ide-se em ês pa es, nomeadamen e
depa amen os, ó gãos de ges ão e se iços.
Há dois depa amen os na ESAC, o Depa amen o de ciências ag á ias e ecnologias (DCAT)
e o Depa amen o de ciências de base e complemen a es (DCBC). O DCAT subdi ide-se em
ag onomia, sil icul u a, zoo ecnia, indús ia alimen a e ambien e, possuindo um
coo denado pa a cada á ea e uma equipe de 6 a 11 p o esso es. O DCBC subdi ide-se em
ciências exa as, ciências na u ais e ciências sociais e humanas, cada uma com um núme o
de p o esso es que a ia de 5 a 7, den e os quais um coo denado de á ea.
Os ó gãos de ges ão subdi idem-se em Assembleia de ep esen an es, Conselho
adminis a i o, Conselho consul i o, Conselho pedagógico, Conselho écnico-cien í ico e
P esidência. A Assembleia de ep esen an es é compos a po oi o docen es (den e eles um
p esiden e), dois não docen es e qua o es udan es. O Conselho adminis a i o é compos o
po um p esiden e, um ice-p esiden e e um esponsá el de adminis ação e ecu sos
humanos. O Conselho consul i o é compos o po dezasse e memb os, den e os quais dois
alunos, dois não docen es, dois docen es e o es an e não iden i icado. O Conselho
pedagógico possui um ep esen an e docen e e um es udan e dos cu sos écnicos, um
docen e e um es udan e dos cu sos de mes ado e um docen e e um es udan e pa a cada um
POLO SEIÇA: REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE SEIÇA
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FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
Figu a 47 – UL-DCAA, piso 0 do edi ício dos labo a ó ios
(Adap ado de Poli écnico de San a ém: Escola Supe io Ag á ia, n.d.).
Figu a 48 – Fo og a ias do co edo p incipal da UL-DCAA.
Figu a 49 – Fo og a ia da sala de p o esso es e de
eunião da UL-DCAA.
Figu a 50 – Fo og a ia da en ada pa a a an ecâma a
da sala de c i agem e a mazém ao undo.
PROPOSTA DE INTERVENÇÃO: PROGRAMA
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
95
nu ição. A ESA de San a ém possui um edi ício dedicado à a i idade labo a o ial e cada
depa amen o possui sua espe i a unidade labo a o ial nes e edi ício.
Realizou-se uma isi a de es udos em ab il de 2021 à unidade labo a o ial do Depa amen o
de ciências ag á ias e do ambien e (UL-DCAA), iden i icada a cinza na plan a da Figu a 47,
como o ma de aze o le an amen o dos espaços labo a o iais des a escola.
Os labo a ó ios da UL-DCAA são u ilizados an o no con ex o de ensino e pesquisa quan o
no con ex o de p es ação de se iços da ESA de San a ém. Es a unidade labo a o ial ocupa
o piso 0 do edi ício labo a o ial da escola e em acesso pelo hall p incipal do edi ício.
No co edo p incipal de acesso a es a unidade labo a o ial ( e Figu a 48) encon am-se
di e sos espaços à esque da. Eles co espondem a sala de p o esso es e de eunião ( e
Figu a 49), uma sequência de seis gabine es que compo am de uma a qua o pessoas e um
a mazém conec ado à uma sala de c i agem po meio de uma an ecâma a que, po sua ez,
conec a a ou o a mazém ( e Figu a 50). No inal do co edo , an es da saída pa a o
ex e io , há uma en ada à di ei a pa a a sala de ca og a ia e, a a és des a, pa a uma sala
de la agem.
A pa i des a sala de la agem, no co edo pa alelo ao p incipal es ão, à esque da, uma
moenda, um labo a ó io ( e Figu a 51) conec ado a ou as duas salas de a i idades
especí icas e, inalmen e, uma sequência de ês labo a ó ios in e conec ados. O labo a ó io
maio ( e Figu a 52), localizado no opo do edi ício, é conside ado o labo a ó io de aulas,
e possui dois a mazéns.
No cen o do edi ício localiza-se ainda um bloco compos o po um a mazém, uma sala de
azo os, uma sala de la agens, uma sala de pessoal ans o mada em sala de es u as e
balanças, um a mazém, um espaço pa a ins alações e icais e duas ins alações sani á ias.
4.2.2.3. Se Q – Cen o de Ino ação e Compe ências da Flo es a
O Se Q es á localizado no município da Se ã, na egião cen o de Po ugal. Es e cen o de
in es igação e o mação em um p og ama semelhan e ao p og ama de in es igação e
p es ação de se iços do Polo Seiça. O le an amen o dos espaços des e cen o oi ei o a
pa i de uma isi a de es udos ealizada em se emb o de 2021 no local.
O Se Q possui um o al de 25 pessoas que abalham em sua sede. Os memb os da di eção
não abalham no edi ício, no en an o es ão p esen es pa a as euniões do Concelho e da
Assembleia ge al, que acon ecem no edi ício em uma sala que compo a 35 pessoas.
POLO SEIÇA: REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE SEIÇA
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FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
Figu a 51 – Fo og a ia de um labo a ó io da
UL-DCAA.
Figu a 52 – Fo og a ia do labo a ó io de aulas da
UL-DCAA.
Figu a 53 – Fo og a ia da achada p incipal do edi ício do Se Q.
Figu a 54 – Fo og a ia do in e io do FabLab do Se Q. Figu a 55 – Fo og a ia da sala de euniões do Se Q.
PROPOSTA DE INTERVENÇÃO: PROGRAMA
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
97
O edi ício do Se Q é compos o po ês blocos em linha, como é possí el e na Figu a 53.
Es es blocos se ão nomeados nes e es udo de o ma a acili a a desc ição dos espaços,
sendo, da esque da pa a a di ei a na o og a ia, bloco oes e, bloco cen al e bloco les e. Os
blocos oes e e cen al são compos os po dois pa imen os (pisos 0 e 1), enquan o o bloco
les e é compos o po ês pa imen os (pisos -1, 0 e 1).
A en ada p incipal do edi ício, com uma eceção de pé-di ei o duplo, si ua-se na in e seção
en e o bloco oes e e o cen al. A a és des a eceção pode-se acede ao FabLab e a um
co edo (si uados no bloco oes e) e ao audi ó io e um segundo co edo (si uados no bloco
cen al).
No bloco oes e, o FabLab é cons i uído po um espaço amplo com pé-di ei o duplo e ês
espaços meno es com pé-di ei o simples dedicados à equipamen os especí icos. O FabLab
em acesso di e o à sala de euniões localizada no piso 1 ( e Figu a 54). O co edo do
bloco oes e dá acesso a uma copa e a dois espaços des inados à incubação de emp esas,
sendo que o p imei o es á subdi idido em dois e o segundo es á sendo usado a ualmen e
como gabine e dos in es igado es bolsei os, compo ando um o al de 9 in es igado es.
O piso 1 do bloco oes e em uma plan a semelhan e ao piso 0. Neles encon am-se dois
espaços pa a incubação de emp esas, cada um subdi idido em dois, e a sala de euniões com
is a pano âmica e ligação di e a ao FabLab ( e Figu a 55).
No bloco cen al es ão os acessos e icais, com escada e ele ado . No piso 0 encon a-se
ambém o audi ó io, que compo a 75 pessoas ( e Figu a 56) e as ins alações sani á ias.
Além disso, es e bloco é a a essado po um co edo que le a ao bloco les e. No piso 1, o
bloco cen al con a com qua o salas pa a ês in es igado es cada ( e Figu a 57) e uma
sala de ideocon e ência.
O piso 0 do bloco les e é compos o pela na e de ensaios. Es a é o mada po um espaço
p incipal amplo com pé-di ei o duplo e laje de eação, além de dois compa imen os
des inados à equipamen os especí icos e duas salas clima izadas – odos com pé-di ei o
simples. Além disso, possui um espaço pa a ca pin a ia e po ão de acesso pa a eículos.
O piso -1 do bloco les e é compos o po um a mazém localizado abaixo da laje de eação da
na e e equipado com ele ado pa a anspo e de ma e iais pa a a mesma ( e Figu a 58).
Além disso, é compos o po uma sala com es u a e po dois balneá ios. No piso 1 des e bloco
localiza-se o Labo a ó io de ciências da ida e um espaço de obse ação da na e que oi
pa cialmen e adap ado pa a ecebe uma emp esa. Po se o único bloco com piso
POLO SEIÇA: REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE SEIÇA
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FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
Figu a 56 – Fo og a ia do audi ó io, piso 0.
Figu a 57 – Fo og a ia de um gabine e do
bloco cen al, piso 1.
Figu a 58 – A mazém localizado abaixo da
na e de ensaios, piso -1.
PROPOSTA DE INTERVENÇÃO: PROGRAMA
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
99
en e ado, o bloco les e é se ido po uma segunda escada que se encon a en e es e bloco
e o cen al.
4.2.2.4. Demais ins i uições
Foi ealizado o le an amen o dos espaços e es u u as das demais ESAs a a és de
in o mações disponibilizadas pelas mesmas em seus espe i os websi es. Es e
le an amen o pode se is o nas Tabelas 1 a 6 e, apesa de condicionado pelas in o mações
disponibilizadas, a a és dele oi possí el iden i ica espaços e es u u as impo an es pa a
a cons ução do p og ama uncional do Polo Seiça.
Tabela 1 – Le an amen o dos espaços da ESA de Beja.
Desc ição
Qn .
A o al (m²)
A/sala (m²)
Espaços
Labo a ó io de análise de semen es e ma é ias p imas ege ais
-
-
-
Labo a ó io de análise de e as
-
-
-
Labo a ó io de análise senso ial
-
-
-
Labo a ó io de biologia
-
-
-
Labo a ó io de con olo de qualidade de águas
-
-
-
Labo a ó io de ecologia
-
-
-
Labo a ó io de ensino de ciências da e a e a mos e a
-
-
-
Labo a ó io de nu ição animal
-
-
-
Labo a ó io de sanidade ege al
-
-
-
Labo a ó io de solos
-
-
-
Labo a ó io de ecnologias de egadio
-
-
-
Labo a ó ios de ensino e in es igação de indús ias alimen a es
-
-
-
Labo a ó ios de ensino e in es igação de p o eção do ambien e
-
-
-
(Fon e: Ins i u o Poli écnico de Beja, n.d.)
Tabela 2 – Le an amen o dos espaços da ESA de B agança.
Desc ição
Qn .
A o al (m²)
A/sala (m²)
Pessoal
Alunos
1.050 c.
-
-
Docen es
83
-
-
Espaços
Salas pa a aulas eó icas
-
935,46
33,46 a 123,25
Salas de in o má ica
2
93,35
-
Espaços labo a o iais
-
-
-
Biblio eca (c/ salas de lei u a e es udo)
-
627,23
-
Audi ó ios
5
807,44
86,53 a 347,87
Gabine e de docen es
-
555,76
-
Espaço de con í io
-
172,9
-
Labo a ó ios de aulas
-
1096,7
40,17 a 90,97
Labo a ó ios de in es igação
-
974,67
9,19 a 105
Es u as (desc i as abaixo)
5
4.300
-
Es u as de p odução
2
-
-
Es u as de en aizamen o/geminação
2
-
-
POLO SEIÇA: REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE SEIÇA
100
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
PROPOSTA DE INTERVENÇÃO: PROGRAMA
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
101
Es u a de p odução/aclima ização
1
-
-
Casa de somb a
1
1.275
-
Es u u as e Edi ícios
Quin a de San a Apolónia ( u icul u a e sis emas ag opecuá ios)
-
289.000
156.000
Qn . Pinhei o Manso (p odução medi e ânica)
-
173.000
-
Qn . Poulão (p odução de mon anha - pecuá ia)
-
134.000
-
Ed. Cen al
-
10.400
-
Ed. do labo a ó io de solos e nu ição animal
-
-
-
Ed. do labo a ó io de zoo ecnia e cen o de aba e
-
-
-
Ed. do audi ó io B e geociências
-
-
-
Ed. Associação de es udan es e Fede ação das aças au óc ones
-
-
-
Ed. da Pousadinha
-
-
-
Es u u as ag opecuá ias e de apoio aos abalhos de campo
-
5.652,50
-
Es u as e a bo edo
-
65.000
-
A mazém
-
-
-
Hanga e pa que de máquinas
-
106,51
-
(Fon e: Ins i u o Poli écnico de B agança: Escola Supe io Ag á ia, n.d.)
Tabela 3 – Le an amen o dos espaços da ESA de Coimb a.
Desc ição
Qn .
A o al (m²)
A/sala (m²)
Es u u as e Edi ícios
Á ea de implan ação
-
1.400.000
-
Á ea de p odução ag opecuá ia
-
838.000
-
Á ea de p odução lo es al
-
230.000
-
(Fon e: Escola Supe io Ag á ia de Coimb a, n.d.)
Tabela 4 – Le an amen o dos espaços da ESA de Cas elo B anco.
Desc ição
Qn .
A o al (m²)
A/sala (m²)
Espaços
Labo a ó io de Biologia
-
-
-
Labo a ó io de Pa asi ologia
-
-
-
Labo a ó io de SIG/CAD
-
-
-
Labo a ó io de Mic obiologia
-
-
-
Labo a ó io de p o eção ege al
-
-
-
Labo a ó io de solos e e ilidade
-
-
-
Labo a ó io de ep odução animal
-
-
-
Labo a ó io de nu ição e alimen ação animal
-
-
-
Labo a ó io de ecnologia alimen a
-
-
-
Labo a ó io de águas e águas esiduais
-
-
-
Cen o de in es igação de zoonoses
-
-
-
Cen o de bio ecnologia de plan as da bei a in e io
-
-
-
Biblio eca
-
-
-
En e magem e e iná ia
-
-
-
Es ação de e e ência GPS
-
-
-
Pos o me eo ológico
-
-
-
Es u u as e Edi ícios
Pa que de máquinas com o icinas
-
289.000
156.000
Es u as de ho icul u a e lo icul u a
-
-
-
Poma es
-
-
-
Vinha expe imen al
-
-
-
POLO SEIÇA: REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE SEIÇA
102
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
PROPOSTA DE INTERVENÇÃO: PROGRAMA
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
103
Oli al
-
500.000
-
Vaca ia
-
-
-
Es ábulo
-
-
-
O il
-
-
-
Picadei a
-
-
-
Suinicul u a em ex ensi o
-
-
-
Á ea de sequei o e á ea de egadio
-
-
-
Pa que bo ânico
-
220.000
-
A bo e o
-
-
-
Vi ei o lo es al com es u a
-
-
-
Complexo despo i o
-
-
-
(Fon e: Ins i u o Poli écnico de Cas elo B anco: Escola Supe io Ag á ia, n.d.)
Tabela 5 – Le an amen o dos espaços da ESA de El as.
Desc ição
Qn .
A o al (m²)
A/sala (m²)
Espaços
An i ea o de 150 c.
1
-
-
Biblio eca (c/ salas de lei u a e es udo)
1
-
-
Salas de aula pa a 30 alunos
7
-
-
Salas de aula pa a 60 alunos
2
-
-
Salas de in o má ica pa a 24 alunos
2
-
-
O icina écnica poli alen e
1
-
-
Á eas labo a o iais com gabine es e a umos
5
-
-
Gabine es pa a p o esso es (capacidade pa a 34 docen es c.)
20
-
-
Á ea de di eção
-
-
-
Á ea do conselho cien í ico
-
-
-
Á ea dos se iços adminis a i os
-
-
-
Associação de es udan es e ba
-
-
-
Es u u as e Edi ícios
BioBIP Ene gy
-
-
-
Clínica de Higiene O al
-
-
-
Labo a ó io de química ag ícola
-
-
-
Labo a ó io de química e bioquímica (ESTG)
-
-
-
Labo a ó io biologia ege al
-
-
-
Cen o de a endimen o e e iná io escola
-
-
-
(Fon e: Poli écnico de Po aleg e, n.d.)
Tabela 6 – Le an amen o dos espaços da ESA de Viseu.
Desc ição
Qn .
A o al (m²)
A/sala (m²)
Espaços
Vinha
-
-
-
Poma
-
-
-
Oli al
-
-
-
P odução de o inos
-
-
-
P odução de cap inos
-
-
-
P odução de bo inos
-
-
-
P odução de a es
-
-
-
P odução de coelhos
-
-
-
Cen o de en e magem e e iná ia
-
-
-
Labo a ó ios
-
-
-
Es u u as e Edi ícios
Quin a da Alagoa
-
230000
-
(Fon e: Poli écnico de Viseu: Escola Supe io Ag á ia de Viseu, n.d.)
POLO SEIÇA: REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE SEIÇA
110
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
PROPOSTA DE INTERVENÇÃO: PROGRAMA
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
111
A Assembleia ge al de in es igação con a á com um p esiden e, um ice-p esiden e, um
sec e á io e um ep esen an e de cada ins i uição ou emp esa associada à UAI. O Conselho
iscal se á compos o po um p esiden e e dois ogais, o alizando ês memb os. Pa a
acolhe euniões des es dois ó gãos, e não só, se des ina ão duas salas de eunião, uma com
capacidade pa a 10 pessoas e uma sala de euniões pa a 30 pessoas (es as salas de eunião
podem se as mesmas es abelecidas pa a os ó gãos de ges ão ou pa a a UAE, desde que
compa ilhem o mesmo edi ício).
A UAI con a á com espaços labo a o iais que pode ão se u ilizados po odas as ês
secções e pela UAE. Es es espaços se ão compos os po ês unidades labo a o iais de
in es igação o ganizadas segundo as ês á eas de a uação da UAI – ag ícola, sil ícola e do
ambien e –, um labo a ó io de química e uma na e de ensaios com laje de eação. As
unidades labo a o iais con a ão com um labo a ó io g ande, de 60 m², associado a
an ecâma a de limpeza de amos as, uma sala clima izada de a mazenagem de amos as, e
ês espaços labo a o iais pequenos, de 20 m², que pode ão es a associados a
equipamen os especí icos.
4.3.2. Dimensionamen o es udan il e de espaços le i os
Op ou-se po de ini os cu sos écnicos supe io es p o issionais (CTeSP) que se ão
o e ados no Polo Seiça como pa e da es a égia de alcance dos obje i os es abelecidos
pa a es a ins i uição e como o ma de p e e o amanho da comunidade es udan il des e
polo. Fo am selecionados como casos de es udo as ins i uições de ensino supe io
po uguesas com o e a o ma i a de CTeSP na á ea ag o lo es al: as Escolas Supe io es
Ag á ias (ESAs).
Fo am iden i icadas oi o Escolas Supe io es Ag á ias em Po ugal, odas pa es in eg an es
de um Ins i u o Poli écnico, a sabe :
• Ins i u o Poli écnico de Beja;
• Ins i u o Poli écnico de B agança;
• Ins i u o Poli écnico de Cas elo B anco;
• Ins i u o Poli écnico de Coimb a;
• Ins i u o Poli écnico de Po aleg e;
• Ins i u o Poli écnico de San a ém;
• Ins i u o Poli écnico de Viana do Cas elo;
• e Ins i u o Poli écnico de Viseu.
Realizou-se, pa a cada uma das ESAs iden i icadas, um le an amen o da o e a o ma i a de
CTeSP, que pode se consul ado a segui na Tabela 7. Es e le an amen o oi ealizado a
POLO SEIÇA: REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE SEIÇA
112
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
PROPOSTA DE INTERVENÇÃO: PROGRAMA
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
113
pa i da in o mação disponibilizada online pela Di eção-Ge al do Ensino Supe io (DGES,
n.d.). A pa i des e le an amen o dos cu sos exis en es em Po ugal e egis ados jun o à
DGES, o am ei as di e sas il agens pa a que se pudesse escolhe aqueles que pode ão
se o e ados no Polo Seiça.
Tabela 7 – Le an amen o da o e a o ma i a das Escolas Supe io es Ag á ias.
Ins i u o
Poli écnico
CTeSP
CNAEF
Admissões
po ano
Máx. alunos em
simul âneo
Local
Beja
Ag opecuá ia medi e ânica
P odução ag ícola e
animal
30
75
Beja
Análises labo a o iais
Química
30
75
Beja
Cul u as egadas
P odução ag ícola e
animal
30
75
Beja
Ino ação e ecnologia
alimen a
Indús ias
alimen a es
30
75
Beja
Oli icul u a, azei e e azei ona
de mesa
P odução ag ícola e
animal
30
75
Beja
Sis emas de p o eção do
ambien e
Tecnologia de
p o eção do ambien e
30
75
Beja
Vi icul u a e enologia
P odução ag ícola e
animal
30
75
Beja
Cas elo
B anco
Análises químicas e
biológicas
Tecnologia dos
p ocessos químicos
20
40
Cas elo B anco
Bio ecnologia de plan as e
p odu os na u ais
Biologia e bioquímica
15
30
Cas elo B anco
Cuidados e e iná ios
Ciências e e iná ias
25
50
Cas elo B anco
Despo o eques e e
equinicul u a
P odução ag ícola e
animal
20
40
Cas elo B anco
Ene gias eno á eis
Ele icidade e ene gia
20
40
Cas elo B anco
Ges ão e qualidade ambien al
Tecnologia de
p o eção do ambien e
20
50
Cas elo B anco
P odução ag ícola
P odução ag ícola e
animal
20
40
Cas elo B anco
P odução animal
P odução ag ícola e
animal
20
40
Cas elo B anco
P o eção ci il
P o eção de pessoas e
bens
20
50
Cas elo B anco
20
50
Pon e de Sô
Recu sos lo es ais
Sil icul u a e caça
20
40
Cas elo B anco
Tecnologia alimen a
Indús ias
alimen a es
20
40
Cas elo B anco
Tu ismo ambien al e u al
Tu ismo e laze
30
60
Cas elo B anco
B agança
Bioanálises e con olo
Biologia e bioquímica
25
50
B agança
Bio ecnologia e ino ação
Biologia e bioquímica
25
50
B agança
Cozinha e ino ação alimen a
Ho ela ia e
es au ação
30
70
Guima ães
Cuidados e e iná ios
Ciências e e iná ias
50
10
B agança
25
50
San o Ti so
25
50
Ma co de
Cana eses
De esa da lo es a con a
incêndios
Sil icul u a e caça
25
50
B agança
25
50
Valpaços
POLO SEIÇA: REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE SEIÇA
114
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PROPOSTA DE INTERVENÇÃO: PROGRAMA
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115
B agança
Ges ão ag ícola
P odução ag ícola e
animal
25
50
Caldas das Taipas
Ges ão ambien al
Tecnologia de
p o eção do ambien e
25
50
B agança
25
50
Vila Real
P odução ag ícola
P odução ag ícola e
animal
25
50
B agança
25
50
Ma co de
Cana eses
P odução ag o lo es al
Sil icul u a e caça
25
50
B agança
P odução animal e a i idades
eques es
P odução ag ícola e
animal
25
50
B agança
25
50
Ma co de
Cana eses
Recu sos sil es es
Sil icul u a e caça
25
50
B agança
Res au ação e ino ação
alimen a
Ho ela ia e
es au ação
25
50
Cha es
Tecnologia alimen a
Indús ias
alimen a es
25
50
B agança
25
50
Famalicão
Tecnologias do e i ó io
ag o lo es al
Sil icul u a e caça
25
50
B agança
Vi icul u a e enologia
P odução ag ícola e
animal
25
50
B agança
25
50
Valpaços
25
50
Ama an e
25
50
To e de Monco o
Coimb a
Ag o ecnologia
P odução ag ícola e
animal
30
77
Coimb a
25
77
Mon emo -o-Velho
Análises ag oalimen a es
Química
18
40
Coimb a
A icul u a
P odução ag ícola e
animal
30
66
Coimb a
Compos agem e alo ização
de esíduos biodeg adá eis
Tecnologia de
p o eção do ambien e
30
66
Coimb a
De esa da lo es a
Sil icul u a e caça
31
70
Coimb a
In e p e ação da na u eza e
dos espaços u ais
Ciências do ambien e
21
45
Coimb a
Maneio de equinos, equi ação
e apêu ica e de laze
P odução ag ícola e
animal
38
84
Coimb a
P odução ag ícola biológica
P odução ag ícola e
animal
36
80
Coimb a
P odução de bo inos de lei e
P odução ag ícola e
animal
27
60
Coimb a
Qualidade alimen a
Indús ias
alimen a es
40
90
Coimb a
Qualidade do ambien e
Tecnologia de
p o eção do ambien e
23
46
Coimb a
Sis emas de a amen o de
águas
Tecnologia de
p o eção do ambien e
26
58
Coimb a
Po aleg e
Cuidados e e iná ios
Ciências e e iná ias
25
55
El as
Despo o e o mação
eques e
Despo o
20
50
El as
P odução ag o lo es al
Sil icul u a e caça
25
65
Pon e de Sô
P odução ag opecuá ia
P odução ag ícola e
animal
25
65
El as
Regadio
P odução ag ícola e
animal
25
55
El as
Vi icul u a e enologia
P odução ag ícola e
animal
25
65
El as
San a ém
Ag icul u a biológica
P odução ag ícola e
animal
25
60
San a ém
Ag icul u a digi al
P odução ag ícola e
animal
25
55
San a ém
POLO SEIÇA: REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE SEIÇA
116
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
PROPOSTA DE INTERVENÇÃO: PROGRAMA
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
117
San a ém
Análises labo a o iais
Química
25
55
San a ém
Cuidados e e iná ios
Ciências e e iná ias
25
60
San a ém
25
60
Runa
Cul u as a enses e ho o-
indus iais
P odução ag ícola e
animal
25
55
San a ém
Equinicul u a e a i idades
hípicas
P odução ag ícola e
animal
25
55
San a ém
Ino ação em gas onomia
Indús ias
alimen a es
25
60
San a ém
Mecanização e ecnologia
ag á ia
P odução ag ícola e
animal
25
55
San a ém
25
55
To es Ved as
Res au ação e segu ança
alimen a
Indús ias
alimen a es
25
50
San a ém
20
40
A uda dos Vinhos
Tecnologias ambien ais
Tecnologia de
p o eção do ambien e
25
55
San a ém
Tecnologias de p odução
in eg ada em ho o u ícolas
P odução ag ícola e
animal
25
55
San a ém
T ans o mação
ag oalimen a
Indús ias
alimen a es
25
55
San a ém
Vi icul u a e enologia
P odução ag ícola e
animal
25
55
San a ém
25
55
Alenque
25
55
A uda dos Vinhos
Zoo ecnia
P odução ag ícola e
animal
25
55
San a ém
Viana do
Cas elo
Análises e ges ão labo a o ial
Biologia e bioquímica
25
60
Pon e de Lima
Cuidados e e iná ios
Ciências e e iná ias
30
70
Re óios do Lima -
Pon e de Lima
F u icul u a, i icul u a e
enologia
P odução ag ícola e
animal
26
60
Re óios do Lima -
Pon e de Lima
Geoin o má ica e ges ão de
ecu sos na u ais
Ciências do ambien e
30
80
Pon e de Lima
Ges ão de emp esas ag ícolas
P odução ag ícola e
animal
30
80
Re óios do Lima -
Pon e de Lima
Ges ão e qualidade ambien al
Tecnologia de
p o eção do ambien e
30
70
Re óios do Lima -
Pon e de Lima
Ma ke ing ag oalimen a
Ma ke ing e
publicidade
30
70
Re óios do Lima -
Pon e de Lima
Mecanização e au omação
ag ícola
P odução ag ícola e
animal
30
70
Re óios do Lima -
Pon e de Lima
Riscos e p o eção ci il
P o eção de pessoas e
bens
30
70
Re óios do Lima -
Pon e de Lima
Tu ismo u al e de na u eza
Tu ismo e laze
30
70
Re óios do Lima -
Pon e de Lima
Viseu
Ag icul u a biológica
P odução ag ícola e
animal
25
60
Viseu
Cuidados e e iná ios
Ciências e e iná ias
15
30
Viseu
Gas onomia, u ismo e bem-
es a
Ho ela ia e
es au ação
25
65
Viseu
P odução animal
P odução ag ícola e
animal
20
45
Viseu
P o eção ci il
P o eção de pessoas e
bens
23
60
Viseu
Sis emas de in o mação
geog á ica aplicados à
ag icul u a
P odução ag ícola e
animal
20
50
Viseu
Tecnologia alimen a
Indús ias
alimen a es
25
65
Viseu
Vi icul u a e enologia
P odução ag ícola e
animal
25
65
Viseu
(Fon e: DGES, n.d.)
POLO SEIÇA: REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE SEIÇA
118
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
PROPOSTA DE INTERVENÇÃO: PROGRAMA
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
119
Dos cu sos le an ados, p imei o o am selecionados os ca ego izados como de “p odução
ag ícola e animal” e de “sil icul u a e caça” na Classi icação Nacional de Á eas de Educação
e Fo mação (CNAEF), dos quais o am excluídos os que possuíam componen e animal
signi ica i a. Des a seleção de cu sos o am excluídos os que já são o e ados pela ESA do
Ins i u o Poli écnico de Coimb a, nomeadamen e ag o ecnologia, de esa da lo es a e
p odução ag ícola biológica.
Des a il agem, esul a am 20 cu sos da á ea ag o lo es al que pode iam compo a o e a
o ma i a do Polo Seiça:
• De esa da lo es a con a incêndios;
• Ges ão ag ícola;
• Ges ão de emp esas ag ícolas;
• Mecanização e au omação ag ícola;
• Mecanização e ecnologia ag á ia;
• P odução ag ícola;
• P odução ag o lo es al;
• Recu sos lo es ais;
• Sis emas de in o mação geog á ica
aplicados à ag icul u a;
• Tecnologias do e i ó io ag o lo es al;
• Ag icul u a biológica;
• Ag icul u a digi al;
• Cul u as a enses e ho o-indus iais;
• Cul u as egadas;
• F u icul u a, i icul u a e enologia;
• Oli icul u a, azei e e azei ona de mesa;
• Recu sos sil es es;
• Regadio;
• Tecnologias de p odução in eg ada em
ho o u ícolas;
• e Vi icul u a e enologia.
A segui , ez-se a iden i icação de quais des es cu sos pode iam con ibui pa a a solução
dos p oblemas ag o lo es ais iden i icados pela Câma a Municipal de Figuei a da Foz no
concelho. Es es p oblemas incluem o isco de incêndio lo es al, a agmen ação da
p op iedade p i ada, a aca concen ação da p odução, a ela i a ins abilidade de
associações se o iais locais e a al a de ce i icação da ges ão lo es al (Câma a Municipal da
Figuei a da Foz, 2014).
Ao inal des a análise, o am selecionados pa a compo a o e a o ma i a de CTeSP do Polo
Seiça os 10 cu sos que compõem a p imei a coluna da lis a ap esen ada acima.
4.3.2.1. Espaços es udan is
Dos cu sos analisados na Tabela 7, cons a ou-se que ce ca de 85% das u mas ing essan es
são compos as po 20, 25 ou 30 es udan es, sendo as u mas de 25 es udan es as mais
comuns – pe azendo mais de 50% dos cu sos analisados. Es abeleceu-se en ão que, a cada
ano, se ão admi idos 25 no os es udan es em cada um dos 10 cu sos o e ados no Polo
Seiça.
Analisando os cu sos que possuem axa de admissão anual de 25 es udan es, 75% êm um
máximo de alunos em simul âneo de 50 ou 55, sendo o máximo de 50 o mais comum.
POLO SEIÇA: REABILITAÇÃO DO MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE SEIÇA
126
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
PROPOSTA DE INTERVENÇÃO: PROJETO
FLÁVIA DE OLIVEIRA BELLESIA
127
5. PROPOSTA DE INTERVENÇÃO: PROJETO
A execução de ob as de in e enção no mos ei o de San a Ma ia de Seiça pa a a sua
adap ação ao p og ama de cen o de ensino e in es igação ag o lo es al de e se ei a após
a a aliação da es abilidade es u u al do mos ei o, de ealizadas as ope ações de
consolidação que se mos em necessá ias, de esol idas as anomalias iden i icadas no
edi icado ( e I em 2.4.3.2) e de ei as esca ações a queológicas no local, especialmen e nas
á eas demolidas da ig eja.
Es as ope ações ga an i ão a sal agua da des e monumen o, enando o seu p ocesso de
deg adação, e as esca ações possibili a ão a sal agua da de a e ac os e en ualmen e
encon ados, além de pe mi i o le an amen o de no as in o mações sob e a a qui e u a e
a e olução do edi icado que não se ia possí el ob e apenas po meio da pesquisa
bibliog á ica e documen al. Após es as ope ações, se á possí el, en ão, p ossegui com a
eabili ação e adap ação do edi icado ao no o p og ama.
A segui se discu i á o p oje o concebido pa a a eabili ação e adap ação do mos ei o de
San a Ma ia de Seiça ao p og ama do Polo Seiça – Cen o de Ensino e In es igação
Ag o lo es al. O p oje o oi desen ol ido a pa i do conhecimen o do mos ei o e de seu
e i ó io, explo ados no Capí ulo 2, do apoio da bibliog a ia ap o undada no Capí ulo 3,
com pa icula des aque pa a as ecomendações in e nacionais es udadas e os casos de
es udo analisados, e da conjugação des es dois conhecimen os com as necessidades do
p og ama a se ins alado no mos ei o (desen ol ido no Capí ulo 4), as necessidades o mais
do edi icado e as iden i icadas no e i ó io.
Es e p oje o oi desen ol ido a ní el u bano, a qui e ónico e do de alhe cons u i o e em
como obje i o a sal agua da e alo ização do pa imónio edi icado. Recomenda-se a lei u a
do p esen e capí ulo em simul âneo à lei u a dos desenhos écnicos de le an amen o do
p eexis en e, de cons ução e demolição e da p opos a de in e enção no edi icado, que se
encon am no Anexo B da p esen e disse ação.
5.1. P oje o u bano
O mos ei o de San a Ma ia de Seiça encon a-se em um pequeno conjun o edi icado
compos o pela capela de Nossa Senho a de Seiça e ês unidades esidenciais, além de
pequenas cons uções e uínas nos a edo es, como é possí el e na Figu a 59. Es e
conjun o edi icado em como ia p incipal a es ada CM 1071, onde se localizam o mos ei o
e as ês esidências. Des a es ada, pa e na di eção sudoes e o pe cu so da capela de Nossa
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Figu a 59 – Plan a de le an amen o do conjun o edi icado.
Figu a 60 – P opos a de in e enção a ní el u bano.
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Senho a de Seiça. A CM 1071 e o pe cu so da capela desenham, em conjun o com um
e cei o caminho em e a, um espaço iangula em en e ao mos ei o, que já oi
a bo izado no passado.
A no a p opos a u bana, ep oduzida na Figu a 60 e na Figu a 61, p e ê a cons ução dos
edi ícios de aiz necessá ios pa a albe ga o p og ama do Polo Seiça e o ganiza seu açado
a pa i do desenho p eexis en e e de ês pon os ânco a: a ig eja do mos ei o, a capela e a
biblio eca do polo. A ig eja e a capela o am escolhidos como pon os ânco a de ido à sua
impo ância his ó ica e cul u al, enquan o a biblio eca oi escolhida de ido ao seu alo
ep esen a i o do p og ama do polo – de ge ação e ansmissão de conhecimen o. O pon o
de in e seção en e es es ês elemen os é assinalado a a és do desenho de um espelho
d’água, como e e ência a um dos a o es que con ibuí am pa a a ins alação do mos ei o
nes e ale: a água.
Na ia da capela ins alam-se, além da biblio eca, os edi ícios do polo elacionados
di e amen e ao ensino e à in es igação, nomeadamen e o edi ício da Unidade Ag o lo es al
de In es igação (UAI), en e a capela e a biblio eca, e o edi ício da Unidade Ag o lo es al de
Ensino (UAE), do ou o lado da biblio eca.
O edi ício da esidência es udan il localiza-se de on e às casas p eexis en es, c iando uma
en e de ua e de inindo uma zona esidencial no conjun o u bano. Além disso, o desenho
da esidência guia-se a pa i do desenho das casas, alo izando-as. A esidência é o mada
po ês co pos e angula es (de dois pisos e pe pendicula es à ua) que se alinham com as
casas. Es es ês olumes encon am-se conec ados a a és de ou os dois olumes, es es
com apenas um pa imen o e implan ados pa alelamen e à ua. Es a disposição de olumes
c ia pa a os esiden es dois pá ios esgua dados da ua.
A p opos a u bana p e ê ainda a cons ução de edi ícios de apoio, nomeadamen e: uma
es ação de comboio a sul do caminho de e o, um edi ício com pa que de máquinas e
o icinas a no e do conjun o (en e a capela e o edi ício da UAI) e duas es u as a les e do
mos ei o.
As á eas des inadas ao plan io ambém se encon am de inidas no p oje o. Assim, o espaço
localizado nas asei as dos edi ícios da esidência es udan il, da UAE, da biblio eca e da UAI
é des inado à p odução sil ícola. O espaço de inido pelo caminho de e o, pela ia da capela,
pelo espaço iangula a bo izado em en e à ig eja e pela CM 1071 é des inado à p odução
ag ícola. E o espaço localizado nas asei as do mos ei o, de inido pelo alinhamen o da ua
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Figu a 61 – Fo og a ias da maque e à escala 1:1000 da p opos a de in e enção.
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la e al do mos ei o e pelo caminho de e o, é des inado ao poma do polo e às es u as
mencionadas an e io men e.
No açado u bano op a-se po não echa a en e sul do conjun o com edi icações. Es a
escolha ab e odo o conjun o edi icado pa a o ale da ibei a de Seiça, dando impo ância e
des aque à paisagem.
5.1.1. Po meno es do desenho u bano
O no o desenho p opos o libe a a en e do mos ei o, c iando um des io na CM 1071. Es e
des io, além de impedi o ânsi o ápido nes a ia, c ia um espaço público pedonal à en e
do mos ei o mais condizen e com sua escala. Nes e espaço, desenha-se uma p aça à en e
da ig eja, que cons i ui a en ada p incipal do núcleo do mos ei o. A no a p aça alo iza a
achada p incipal do edi ício podendo se , além de um pon o de obse ação e ap eciação do
conjun o, um pon o de encon o e de es a .
A ia da capela de Nossa Senho a de Seiça e o espaço iangula de inido em en e à p aça
da ig eja são edesenhados e endi ei ados, man endo-se a o ma base o iginal. Na ia da
capela, a biblio eca encon a-se ecuada e a uma co a mais al a ela i amen e aos edi ícios
da UAI e da UAE. Es a implan ação c ia uma p aça a sua en e que co esponde à sua
impo ância enquan o um dos pon os ânco a do açado u bano.
A p aça em en e à biblio eca se e, ambém, como um con apon o à p aça da ig eja.
Enquan o a p aça da biblio eca es á ele ada e ecuada, sendo de inida po edi icações em
ês de seus alçados, a p aça da ig eja encon a-se pa cialmen e ebaixada com elação à
co a da ua e em apenas um edi ício que de ine sua en e: a ig eja.
O no o desenho u bano c ia ambém uma no a ua a no e do mos ei o, o nando odo o
espaço ao edo do mesmo público. Es e no o a uamen o se e de acesso ao poma e às
es u as que se encon am a les e e ambém possibili a a ci culação de eículos de
eme gência e de manu enção pública (uma ez que nes a ua localizam-se, en e ou os
equipamen os, os con en o es de lixo).
A no a in e enção edesenha ambém o oço da CM 1071 que se localiza em en e às
cons uções esidenciais, ede inindo a ua e c iando um espaço de calçada pa a os
pedes es. P opõe, além disso, a cons ução de uma ciclo ia ao longo da CM 1071 que
conec a o Polo Seiça aos conjun os u banos mais p óximos, incen i ando a u ilização de
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Figu a 62 – Plan a baixa de le an amen o do pa imen o 0 do mos ei o.
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meios de anspo e mais sus en á eis e saudá eis do que os anspo es odo iá io e
e o iá io.
Além das modi icações no açado u bano, p opõe-se que as no as á o es plan adas no
Polo Seiça, em especí ico no espaço em en e à ig eja e na ua da capela, sejam caduci ólias.
P opõe-se ambém a eposição na paisagem de pa e da ege ação na i a a a és da
plan ação de ca alho oble, ca alho neg al e cas anhei os. Ainda, p opõe-se a ealização
de uma ope ação de desasso eamen o da ibei a da Seiça. Es as p opos as êm como
obje i o ecupe a , mesmo que pa cialmen e, a paisagem e o espí i o o iginal des e
e i ó io (sob e as al e ações da paisagem, e I em 2.2).
5.2. P oje o a qui e ónico
O edi ício do mos ei o de San a Ma ia de Seiça, ep esen ado na Figu a 62, é a ualmen e o
esul ado de cons uções, demolições e adições ealizadas em di e sas épocas e po
di e en es a o es (es e p ocesso oi analisado em p o undidade no Capí ulo 2).
Iden i ica-se nos elemen os que compõem o edi icado a ualmen e p incipalmen e dois
pe íodos: as cons uções p é 1834, quando o edi ício e a habi ado po monges, e as
cons uções, adições e demolições pós 1834, quando o conjun o oi nacionalizado. Como
p incípio de in e enção, de e minou-se que as cons uções pe encen es ao pe íodo p é
1834, de ido ao seu alo his ó ico, cul u al e a ís ico, se ão p ese adas na sua
in eg alidade possí el.
Conside ou-se que as cons uções pós 1834, apesa de em sua maio ia e em con ibuído
pa a a desca ac e ização e deg adação do mos ei o, ambém pode iam e alo pa imonial
– em especial as cons uções ad indas do pe íodo indus ial do mos ei o. Assim, oi
ealizada a análise do alo his ó ico, cul u al e a ís ico des e edi icado e de como ele se
conjuga com a cons ução p é 1834, chegando-se à conclusão de que a maio pa e das
cons uções pós 1834 de e ão se demolidas.
Dois mo i os p incipais le a am à es a decisão: es e conjun o é cons i uído (1)
maio i a iamen e po anexos sem maio alo his ó ico ou a qui e ónico, cons uídos de
aco do com as necessidades pon uais da unidade indus ial, mas sem le a em conside ação
a a qui e u a e a p opo ção do edi ício p eexis en e e (2) po modi icações que
desca ac e izam o mos ei o, p ejudicando a lei u a e o uso adequado de seus espaços –
especialmen e com elação à ig eja e ao claus o.
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Figu a 63 – Plan a de demolição e cons ução do piso 0 do mos ei o.
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Além disso, a es u u a de madei a do pe íodo indus ial que se encon a a ins alada na
na e da ig eja e que, a p incípio, e ia um alo que pode ia le a à sua p ese ação ou
musealização ( e Figu a 17), já não se encon a mais no local.
A decisão de se demoli a maio pa e do edi icado e das adições pe encen es ao pe íodo
indus ial não signi ica, no en an o, uma on ade de se apaga es e pe íodo da his ó ia do
mos ei o. Em consonância com os casos de in e enção no p eexis en e es udados no
Capí ulo 3, nomeadamen e o Coliseu e a ig eja do con en o de San F ancesc, o p incípio
que guia a in e enção no mos ei o de San a Ma ia de Seiça é a p ese ação das ma cas da
his ó ia nas pa edes do edi icado, p ese ando, assim, a sua memó ia.
No mos ei o, e p incipalmen e na ig eja (onde de ac o es e e ins alado o equipamen o
indus ial), as in e enções indus iais pe manece ão sinalizadas po meio das lacunas
deixadas pela indús ia no edi icado e pela conse ação de sua chaminé, a sul da ig eja.
Além da demolição de alguns elemen os do edi icado, a p opos a de in e enção en ol e
ambém a cons ução de um edi ício no o que complemen a o edi ício egula do mos ei o
e de um g ande espaço de es a ex e io que sinaliza a demolição do also ansep o e da
capela-mo da ig eja. A Figu a 63 az uma sín ese dos elemen os a se em demolidos,
sinalizados a ama elo, e dos elemen os a se em cons uídos, sinalizados a e melho, no
conjun o.
5.2.1. Dis ibuição do p og ama
A escolha das unções do p og ama do Polo Seiça a se em desen ol idas no mos ei o de
San a Ma ia de Seiça oi ei a endo em conside ação as dimensões dos compa imen os
in e nos do mos ei o, o g au de exigência de in aes u u as (o que implica ia em
adap ações maio es ou meno es do edi icado àquela unção) e o obje i o de ab i o espaço
do mos ei o à comunidade do Polo Seiça, à comunidade local e aos cidadãos que deseja em
usu ui des e pa imónio.
A pa i da conjugação des es ês p incípios e, concomi an emen e, da conceção do p oje o
a qui e ónico, decidiu-se des ina ao edi ício do mos ei o p og amas adminis a i os do
polo (compos os essencialmen e po gabine es e salas de eunião), de a endimen o e apoio
aos es udan es (se iços académicos, sala da Júnio Emp esa e sala de es udo/sala dos
alunos), de apoio à comunidade do Polo Seiça e à comunidade local ( es au ação), de
e en os (audi ó io) e de o mação e a ualização dos ag icul o es locais (salas de o mação)
– p og amas já sinalizados no I em 4.3.4. Além disso, decidiu-se ins ala nes e edi ício