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Curta-metragem de animação com a ilustradora Ana Biscaia

Abstract

Dissertação de Mestrado em Design e Multimédia apresentada à Faculdade de Ciências e Tecnologia

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Curta-metragem de animação com a ilustradora Ana Biscaia

Author: Caetano, Carina Sofia Jesus
Year: 2019
Source: https://estudogeral.uc.pt/bitstream/10316/83159/1/dissertacao_Carina_Caetano.pdf
Disse ação de Mes ado em Design e Mul imédia
Faculdade de Ciências e Tecnologia da Uni e sidade de Coimb a
Sa apa eado
Cu a-me agem de animação
com a ilus ado a Ana Biscaia
Discen e: Ca ina So ia Jesus Cae ano
O ien ado DEI: Paul Da id Ha dman
Co-o ien ado : Ma ia Alice Ba iga Gei inhas dos San os
Jú i A guen e: An ónio Manuel Sucena Sil ei a Gomes
Jú i Vogal: Fe nando Amílca Bandei a Ca doso
Coimb a, 5 de se emb o de 2017
RESUMO
Es a disse ação engloba o pe cu so no Mes ado de Design e Mul imédia e
ap esen a como p opos a a c iação de uma cu a-me agem de animação 2D, com a
colabo ação da ilus ado a Ana Biscaia. As ilus ações, que se ap esen am den o do
li o-CD da banda, o am o necidas pela ilus ado a pa a ealiza a animação.
O e mo “animação” p o ém do la im anima e (da ida) e eio, no século XX, a
se u ilizado pa a desc e e a ilusão do mo imen o, a a és da ápida sucessão de
imagens. Na animação, é possí el aze -se udo, desde o exage o, a sá i a, o humo
e a an asia. A animação dá ida aos obje os inanimados, que se a e de obje os
eais, desenhos, o og a ias, pin u as ou imagens digi ais.
Es e p oje o iniciou com uma ex ensa pesquisa, de modo a de ini o planeamen o e
comp eende os pon os impo an es da animação 2D, de modo a pode aplicá-los.
A a és da écnica mo ion g aphics, o ídeo oi desen ol ido como um ideoclip
pa a a música “Sa apa eado”, da banda Macadame. Es a écnica consis e em c ia
animações a pa i de elemen os g á icos 2D/3D ( o mas geomé icas, ícones, ex os
ou ilus ações). Pa a al, começou-se po ealiza um s o yboa d, que é um guia isual
que na a as p incipais cenas de uma animação. De seguida, oi ei a a edição das
ilus ações, com a écnica de eco e, a a és do so wa e Adobe Pho oshop. Po im,
ealizou-se a mon agem e animação das ilus ações, undos e le e ing, a a és do
so wa e Adobe A e E ec s.
Assim, p e endeu-se que an o a banda como a ilus ado a i essem um papel
undamen al no desen ol imen o des e p oje o, a a és do seu acompanhamen o e
espe i as suges ões. Des e modo, o concei o do p oje o se á baseado na música da
banda e nas ilus ações da ilus ado a.
Aliado a odos os conhecimen os adqui idos, o es ágio cu icula em pô em
p á ica a capacidade de esponsabilidade, empenho, ap endizagem e es u u a
labo al, ence ando, assim, es e pe cu so académico.
Pala as-cha e: Animação; Ilus ação; Macadame; Mo ion G aphics; Música;
Videoclip; Sa apa eado.

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ABSTRACT
The ollowing hesis con ains he ou e h ough he Design & Mul imedia Mas e ’s
deg ee and ea u es he c ea ion o a sho ilm 2D-anima ed, wi h he collabo a ion
o illus a ion a is Ana Biscaia. The illus a ions, shown in he book-CD o he band,
we e p o ided by he illus a ion a is o c ea e he anima ion.
The e m “anima ion” comes om he la in wo d anima e ( o gi e li e) and came, in
he wen ie h cen u y, o be used o desc ibe he illusion o mo emen , h ough he
apid succession o images. In anima ion, i is possible o c ea e e e y hing, om
exagge a ion, sa i e, humo and an asy. Anima ion gi es li e o inanima e objec s,
whe he i be eal objec s, d awings, pho og aphs, pain ings o digi al images.
This p ojec s a ed wi h an ex ensi e esea ch, in o de o de ine he planning
and unde s anding he impo an poin s o he 2D anima ion, in o de o be able
o apply hem. Th ough he use o he mo ion g aphics echnic, he ideo was
c ea ed as a music ideo o he song “Sa apa eado” by Macadame. This echnique
consis s o c ea ing anima ions om 2D/3D g aphic elemen s (geome ic shapes,
icons, ex s o illus a ions). In o de o do so, i was necessa y o make a s o yboa d,
which is a isual guide ha na a es he main scenes o an anima ion. A e wa ds,
he illus a ions we e edi ed wi h he clipping echnique using he so wa e Adobe
Pho oshop. Finally, he assembly and anima ion o he illus a ions, backg ounds and
le e ing we e accomplished h ough he so wa e Adobe A e E ec s.
Thus, i was in ended ha bo h he band and he illus a o had a undamen al ole
in he de elopmen o his p ojec , h ough hei accompanimen and sugges ions.
This way, he concep o he p ojec will be based on he band’s music and he
illus a ions o he illus a o .
Combined wi h all he knowledge aqui ed, he cu icula in e nship will pu in o
p ac ice he capaci y o esponsibili y, commi men , lea ning and wo k s uc u e,
hus closing his academic pa h.
Keywo ds: Anima ion; Illus a ion; Macadame; Mo ion G aphics; Music; Videoclip;
Sa apa eado.
ii
iii
ÍNDICE
ÍNDICE DE FIGURAS ............................................................................................................ xi
1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................................1
1.1 Mo i ação .....................................................................................................................2
1.2 Âmbi o e Obje i os .....................................................................................................3
1.3 Enquad amen o ........................................................................................................... 4
1.4 Es u u a do Documen o ............................................................................................5
2. ESTADO DE ARTE .............................................................................................................. 6
2.1 Ana Biscaia ...................................................................................................................6
2.1.1 En e is a ...............................................................................................................7
2.2 Macadame ....................................................................................................................8
2.2.1 Sa apa eado ..........................................................................................................8
2.3 Animação ....................................................................................................................10
2.3.1 Tipos e écnicas ..................................................................................................11
2.3.2 Planos ...................................................................................................................13
2.3.3 P incípios .............................................................................................................19
2.3.4 Ilus ação .............................................................................................................25
2.3.5 Som ......................................................................................................................26
2.3.6 Animação em ideoclips ...................................................................................27
2.4 P oje os de e e ência ...............................................................................................28
2.4.1 Lo e Reinige – Papageno.................................................................................28
2.4.2 Blu – Good Song ...............................................................................................29
2.4.3 House Shoes . Danny B own – Swee .............................................................29
2.4.4 Ce i Fos – Dead All Along .................................................................................30
3. METODOLOGIA...............................................................................................................31
3.1 Mé odos de abo dagem ..........................................................................................31
4. PLANO DE TRABALHO ...................................................................................................32
4.1 Plano de abalho ......................................................................................................32
4.2 So wa e u ilizado ......................................................................................................34
5. TRABALHO REALIZADO .................................................................................................35
5.1 Guião li e á io ............................................................................................................35
5.2 Guião écnico inicial ..................................................................................................35
5.3 Desen ol imen o .......................................................................................................37
5.3.1 Ilus ações ...........................................................................................................37
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1.3 Enquad amen o
Es e p oje o inse e-se na ca ego ia da animação 2D, cujo p odu o inal é a ealização
de uma cu a-me agem, com a colabo ação da ilus ado a Ana Biscaia. De en e as
écnicas de animação exis en es, es e p oje o i á oca essencialmen e na écnica
mo ion g aphics, que consis e em c ia animações a pa i de elemen os g á icos
2D/3D ( o mas geomé icas, ícones, ex os ou ilus ações).
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1.4 Es u u a do Documen o
Com base em di e sas pesquisas, nes e ela ó io i á se ap esen ada uma desc ição
do es ado da a e, de modo a que es e se elacione com o p oje o desen ol ido.
Assim, no segundo capí ulo, o es ado de a e, se á ei a uma ap esen ação da
ilus ado a Ana Biscaia e da banda Macadame, bem como in o mação elacionada
com a animação ( ipos e écnicas, planos, p incípios, ilus ação, som e animação
em ideoclips), e casos de es udo elacionados com o p oje o. Pa a uma melho
comp eensão do que é a animação, e como se desen ol e, um dos pon os de
pa ida pa a es e p oje o, oi a ecolha e análise de bibliog a ia elacionada com
o ema, desde o seu início a é aos dias de hoje. Es a pesquisa oi ealizada com o
in ui o de pe cebe algumas écnicas e p og essos. Assim, a discen e i á p ocu a
aze um pano ama da o ma como as no as ecnologias podem se ligadas às
écnicas adicionais de p oduzi imagens.
No e cei o capí ulo, a me odologia, se ão ap esen ados os mé odos de abo dagem.
O qua o capí ulo se á o plano de abalho e ap esen a á o plano de abalho
p opos o e as da as da sua ealização, bem como o so wa e a se u ilizado e a
a aliação das an agens e limi ações de cada um.
No quin o capí ulo se á ap esen ado o abalho ealizado (guião écnico e li e á io,
desen ol imen o e animação inal).
De seguida, segue-se a conclusão, no sex o capí ulo, e a bibliog a ia, no sé imo
capí ulo. Po im, no oi a o capí ulo es a ão os anexos (no anexo 1 a en e is a à
ilus ado a Ana Biscaia, no anexo 2 as ilus ações pa a os Macadame, no anexo 3 o
s o yboa d, e no anexo 4 as edes sociais).
5
2. ESTADO DE ARTE
An es de inicia es e p oje o, oi necessá io ealiza uma pesquisa ace ca da
ilus ado a Ana Biscaia. Assim, comp eendeu-se o seu pe cu so e a sua in luência
na ilus ação. Foi-lhe, ainda, ei a uma en e is a, com o p incipal in ui o de
comp eende qual o concei o aplicado nas ilus ações que ealizou pa a o li o-CD
dos Macadame. Além disso, oi ambém impo an e ealiza uma pesquisa ace ca
dos Macadame e da sua música Sa apa eado, de modo a comp eende os seus
concei os. Todas es as pesquisas são impo an es pa a o desen ol imen o des a
disse ação, na medida em que ajuda am a c ia um concei o pa a es e p oje o.
2.1 Ana Biscaia
[Figuei a da Foz, 1978]
Ilus ado a e designe g á ica, Ana Biscaia licenciou-se em Design de Comunicação
na Uni e sidade de A ei o e ealizou o mes ado em Ilus ação na Kons ack-
Uni e si y College o A s, C a s and Design, em Es ocolmo, onde cons uiu g ande
pa e da sua linguagem es ilís ica, moldada pela impo ância do desenho e pela
p e e ência pelo uso da g a i e. T abalha pa a di e sas edi o as po uguesas, az
p oje os cole i os de ilus ação e banda desenhada, e colabo a com amigos em
di e sos p oje os.
Em 2006, ez a sua p imei a ilus ação pa a o li o “Neg ume”, de Amadeu Bap is a
(Duchamp, 2015).
Em 2009, ilus ou “Poesia de Luís de Camões pa a Todos” (edi ado pela Po o
Edi o a), que me eceu uma dis inção do jú i do P émio Nacional de Ilus ação
(Duchamp, 2015). Ilus ou, ainda, a edição sueca de “Flo de Mel”, um dos omances
ju enis de Alice Viei a, ganhando o Pe e Pan P ize Sil e S a , a ibuído pela secção
sueca do IBBY (Biscaia, s.d.).
Em 2010, as suas ilus ações pa a o li o“O Ca na al dos Animais”, de Rui
Caei o, o am selecionadas pelo jú i do p émio TITAN Illus a ion in Design
(Po ugueses, 2014).
Em 2012, oi selecionada, jun amen e com 24 amigos ilus ado es, pa a ep esen a
Po ugal na Fei a do Li o de Bolonha, na exposição “Como as ce ejas” (Duchamp,
2015). Na Chili Com Ca ne (o ganização de jo ens a is as sem ins luc a i os),
pa icipou na an ologia “Des uição” e na exposição“Sem F on ei as”,pa a o
Fes i alAl Com, na Suécia (Bio Ana Biscaia, s.d.). Venceu, ainda, a 17ª edição do
P émio Nacional de Ilus ação 2012, pelo conjun o de ilus ações publicadas na
ob a “A cadei a que que ia se so á”, com ex o de Clo is Le i. “O jú i alo izou
a ansg essão dos alinhamen os habi ualmen e impos os pela composição e
paginação g á ica e ipog á ica” (Pimen a, 2013).
Em 2014, jun amen e com Ped o Méssede , edi ou o li o “Que Luz Es a ias a Le ?” e,
em 2015, “Poemas do Con a-Go as”. Fundou ambém a Xe e é, pequena edi o a de
li os ilus ados.
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Figu a 1. Ana Biscaia
Fon e: www.linkedin.com/in/ana-ma ia-biscaia-7bb91410
2.1.1 En e is a
Foi ei a uma en e is a à ilus ado a Ana Biscaia, de modo a p ocu a comp eende
melho odo o seu pe cu so escola e p o issional, bem como as écnicas que u iliza
e as ilus ações pa a os Macadame. A en e is a ealizou-se no dia 28 de dezemb o
de 2016, ia Skype. Nes e capí ulo, se á ap esen ado apenas um pequeno exce o
da en e is a, com a in o mação mais ele an e, ou seja, as ques ões di e amen e
elacionadas com as ilus ações ealizadas pa a o li o-CD dos Macadame. Ao longo
des a disse ação se á analisado como es as ques ões o am ele an es no desen ol-
imen o do concei o da animação. A en e is a comple a encon a-se no anexo 1, e
as ilus ações do li o-CD no anexo 2 (na p imei a página des e anexo es á a capa,
depois a en e, e depois o e so).
1. Fale um pouco ace ca das ilus ações que ez pa a o li o-CD dos Macadame.
“(…) Ha ia que aze as ilus ações pa a o álbum e eu lemb ei-me que o álbum podia
se um li o, po que quando comecei a ou i as músicas pe cebei que as músicas
e am mui o di e en es das do p imei o álbum. E am mais p ima e is, mais dançan es.
(…) Depois, ui cons ui imagens de pessoas a dança , que celeb am a ques ão da
ida, po que acho que a música em mui o a e com isso. Pesquisei mui o, pesquisei
imagens de pessoas a oca e a dança , que são coisas que as musicas alam mui o, e
descob i imagens mui o boni as dos escos que exis iam nas ilas, nas casas an igas
em Roma, igu as g egas, egípcias, que inham a e com isso. Foi baseado nessas
imagens que i que iz as imagens pa a es es isos.”
2. Em elação à le a da música “Sa apa eado”, quais o am os obje i os?
“(…) São coisas que se a ecadam, são celeb ações de ida, são memó ias, mas
semp e no sen ido posi i o, po isso é que eu op ei po aze os co pos a dança e a
di e i em-se, po que a dança é uma coisa pode osíssima.”
7
2.2 Macadame
Depois do p imei o álbum lançado em 2014, in i ulado “Pão quen e e bacalhau c u”,
os Macadame lança am, em 2016, um no o álbum in i ulado “Fi mamen o”. Compos-
o po 12 músicas, es e disco ap esen a-se com uma o e componen e de ligação
ao ma , alando da sepa ação que é azida pelo ma , e ambém da onda de emig a-
ção po uguesa que se em egis ado (Delgado, 2016). O CD da banda ap esen a-se
den o de um li o com ilus ações de Ana Biscaia e design de Paul Ha dman, que
acompanham as le as das músicas. Os Macadame abo dam a música adicional
po uguesa, ma cada pelo con í io animado en e a ele ónica e os emas popula-
es, que se ans o mam num uni e so mui o p óp io e en ol en e, u ilizando ins-
umen os como gui a a acús ica, ukulele e eclados. Es a banda de Coimb a em
como ocalis a a Vânia Cou o, Alexand e Ba os na iola b aguesa, Paulo Yoshida no
baixo, Rui Macedo na gui a a e João Fong na p og amação e eclados.
Figu a 2. Elemen os da banda Macadame
Fon e: h p://po ugal ebelde.blogspo .p /2016/07/macadame-discu so-di e o.h ml
2.2.1 Sa apa eado
Segundo João Fong, “o Sa apa eado é uma música do Baixo-Alen ejo, um can e ca-
ado po mulhe es. A ecolha é do Albe o Sa dinha e es á na coleção “Po ugal-Raí-
zes Musicais”. Da le a o iginal só can amos a p imei a quad a e o e ão. As ou as
quad as são ambém popula es e e le em melho o espí i o da p imei a quad a, e
po isso as escolhemos. Duas delas já inham sido usadas pa a um espe áculo do
GEFAC - o Manhã - e a dos c a os apa ecia nou a música que ap endemos em Se -
zedelo, Guima ães”.
A música pode se ou ida a a és do link: soundcloud.com/macadamebanda/03-
sa apa eado
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Le a:
Se eu o p esa po can a
Não cala ei a ga gan a
Eu sou como o passa inho
Que a é na gaiola can a
Re ão:
Ai sim meu bem sa apa ea quem quise
baila aga bom calçado, aga bom calçado,
aga bom calçado
Ai sim meu bem sa apa eado
Já lá em o sol nascendo
Po en e as nu ens somb ias
Como pode o Sol se elho
Se nasce odos os dias
Meu co ação é um qua o
Que udo lhe cabe den o
Vai ou indo a ecadando
Fala á quando o empo
Semeei no meu ja dim
Só c a os são mais de mil
Os c a os que lá nasce am
São c a os do mês de Ab il
Música: T adicional (José A. Sa dinha/Po ugal – Raízes Musicais)
Le a: T adicional (José A. Sa dinha/Po ugal – Raízes Musicais)
José Lei e de Vasconcellos/Cancionei o popula po uguês
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2.3 Animação
Pa a uma melho comp eensão do que é a animação e como se desen ol e, um
dos pon os de pa ida pa a es e p oje o oi a ecolha e análise de bibliog a ia
elacionada com o ema. Es a pesquisa oi ealizada com o in ui o de pe cebe
algumas écnicas e p og essos.
A animação começou a su gi desde que o Se Humano se começou a exp essa
a a és de símbolos. Nas pin u as upes es da P é-His ó ia, é possí el iden i ica
igu as que mani es a am a in enção de ep esen a o mo imen o. Desenha am-se
animais nas ochas com mais pa es de pa as do que a ealidade, dando a sensação
de mo imen o. Ou os a e ac os que ep esen a am o mo imen o são os asos
g egos com sequências de igu as desenhadas, em ol a da supe ície. Segundo Ana
Biscaia, es e exemplo oi usado como inspi ação nas ilus ações pa a o li o-CD dos
Macadame.
O e mo “animação” p o ém do la im anima e (da ida) e eio, no século XX, a
se u ilizado pa a desc e e a ilusão do mo imen o, a a és da ápida sucessão de
imagens. A his ó ia da animação mos a que, desde semp e, o seu c escimen o
es e e ligado aos meios de comunicação e ao c escimen o do cinema. Ao longo dos
anos, o cinema de animação em sido bem-sucedido, pois em a aído di e en es
públicos de di e en es idades, e em odo o mundo. A animação ep esen a, assim,
uma linguagem uni e sal com uma g ande qualidade comunica i a. Na animação, é
possí el aze -se udo, desde o exage o, a sá i a, o humo e a an asia. A animação dá
ida aos obje os inanimados, que se a e de obje os eais, desenhos, o og a ias,
pin u as ou imagens digi ais. Segundo W igh (2005), a animação de e se isual.
O empo e o espaço são elemen os impo an es, não se aplicando as leis da ísica.
Po exemplo, quando uma pe sonagem é esmagada, dois segundos depois ela es á
“como no a”. Ela pode, ainda, ans o ma -se nou a pessoa e aze coisas que uma
pessoa eal não pode ia aze .
“We can ake ou mos childlike d eams o he wackies wo lds we can imagine
and b ing hem o li e. In anima ion we can comple ely es uc u e eali y. We ake
d awings, clay, puppe s, o o ms on a compu e sc een, and we make hem seem so
eal ha we wan o belie e hey’ e ali e. Pu e an asy seems a home in anima ion,
bu o anima ion o wo k, he an asy wo ld mus be so ue o i sel wi h i s own
unb oken ules ha we a e willing o belie e i .” (W igh , 2005, p. 1)
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2.3.1 Tipos e écnicas
An es de inicia uma animação, o p imei o passo é de ini o ipo de animação que se
ai aze . Assim, é impo an e es uda odas as possibilidades, de modo a comp een-
de qual a mais adequada, e como a execu a . Es e passo é ambém impo an e pa a
a escolha dos p oje os de e e ência, pois assim é mais ácil de comp eende como
é que as écnicas o am ei as, e se é ou não possí el implemen a essa e e ência
nes e p oje o.
As écnicas de animação usadas êm indo a melho a e a aumen a ao longo da his-
ó ia. A ualmen e, exis em ês g andes ipos de animação: adicional, digi al e s op
mo ion.
A animação adicional é o p ocesso mais conhecido. Cada animação é desenhada
ame a ame, c iando a ilusão de mo imen o quando é isualizada em sequência, à
semelhança do que acon ece com um lip book. Nes e ipo de animação, as ilus a-
ções são desenhadas à mão e a o oscopia ambém pode se u ilizada.
Figu a 3. Animação adicional
Fon e: h p://cha liepo e nwk. umbl .com/pos /88956960339/anima ion- e minology
A animação digi al, ao con á io dos ou os ipos de animação, só oi possí el
de ido ao a anço ecnológico. Es e ipo de animação pode di idi -se em duas
ca ego ias: a animação 2D e 3D. Como o p óp io nome indica, 2D signi ica
bidimensional. Uma imagem 2D é plana e sem p o undidade, e as animações
mo em-se apenas a a és do eixo e ical e ho izon al. Po ou o lado, a animação
3D, que signi ica idimensional, possui p o undidade e mo e-se em ês eixos:
e ical, ho izon al e pa a a en e e pa a ás.
Nes e ipo de animação inclui-se o mo ion g aphics, uma écnica que consis e em
c ia animações a a és de elemen os g á icos 2D/3D ( o mas geomé icas, ícones,
ex os ou ilus ações). Es a écnica e e início no inal do século XIX, com Geo ges
Méliès. A pa i daí, di e sos ou os a is as p ocu a am p oduzi elemen os g á icos
em mo imen o. De en e os g andes nomes, des aca-se No man McLa en e o
designe Saul Bass. Algumas c iações de No man ica am conhecidas, como po
exemplo “Do s” (1940), “Boogie Doodle” (1941) e “A Phan asy in Colo s” (1949). Saul
Bass ez c iações como a in odução de “I ’s a Mad Mad Mad Mad Wo ld” (1963) e
“Ocean’s Ele en” (1960) (Es e es, 2016).
Es a écnica i á se u ilizada ao longo de odo o p oje o.
Na animação s op mo ion, o obje o animado é manipulado e o og a ado
11
sequencialmen e. Ou seja, em cada mo imen o, é i ada uma o og a ia. Ao
ep oduzi essas o og a ias sequencialmen e, ob ém-se a ilusão de mo imen o. Os
obje os animados podem se ei os de qualque ma e ial. Po ezes, as écnicas de
s op mo ion ão ao encon o da animação adicional. De seguida, i á se abo dada
a animação de igu as planas, uma das écnicas de animação s op mo ion.
Figu a 4. S op mo ion
Fon e: h ps://p .pin e es .com/pin/512495632576146287/
A animação de igu as planas cons i ui essencialmen e uma animação de emas a
duas dimensões, u ilizando, po exemplo, desenhos, pin u as, o og a ias. Exis em
qua o o mas di e en es de ealiza es e ipo de animação: me amo ose, eco e,
silhue as e ace a os (Pe isic, 1985).
A animação po me amo ose a a-se da cap u a de uma imagem (desenho/pin u a)
sob e um único supo e, que se ai al e ando.
Na animação po eco e, a igu a é desmemb ada, a im de acili a a lexibilidade
dos mo imen os. Inicialmen e, es a écnica i ia se u ilizada no p oje o da
discen e. No en an o, oi encon ada uma solução melho , como i á se e e ido
pos e io men e.
Na animação de silhue as, os eco es são u ilizados a a és da mesma écnica que a
animação po eco e, sendo a composição ep esen ada apenas a a és da linha de
con o no e ausência/p esença de luz.
A animação com ace a os pe mi e a animação po á ias camadas, ou laye s.
Como oi e e ido an e io men e, a écnica u ilizada nes e p oje o oi o mo ion
g aphics, is o que o am u ilizadas ilus ações e ex o. Nes e caso, a animação
adicional não pode ia se u ilizada, is o que as ilus ações não o am c iadas
ame a ame. Ou seja, pa a cada pe sonagem há apenas uma ilus ação. No
caso da animação s op mo ion, es a pode ia se u ilizada. No en an o, se ia mais
dispendiosa e os mo imen os das pe sonagens não se iam ão luidos e na u ais.
Quan o à animação de igu as planas, a única écnica que pode ia se u ilizada
se ia a animação po eco e. No en an o, oi decidido u iliza ou a opção,
como oi e e ido an e io men e. Todo o p ocesso de animação se á analisado
pos e io men e.
12
2.3.2 Planos
Tal como os ipos e écnicas de animação, ambém os planos são impo an es,
pois ajudam a con a uma his ó ia, c ia sen idos e despe a emoções. Um plano,
quando encaixado numa sequência, ganha um no o signi icado. Signi icado es e
que depende do conjun o de planos que o p ecedem e sucedem. Além dos planos,
numa animação pode ainda ha e mo imen os de câma a. No en an o, não oi
necessá io u iliza os mo imen os, is o que o concei o da animação passa a po
c ia poucos mo imen os e sua es, al como a p óp ia música. Além disso, cada
sequência não inha necessa iamen e uma ligação di e a com a p óxima.
De seguida, os planos i ão se analisados quan o ao enquad amen o e quais o am
ou não u ilizados na animação. Pa a ilus a cada um deles, u ilizou-se como exemplo
as ilus ações da Ana Biscaia. Segue-se a análise de planos, quan o à composição.
Pa a ilus a cada um deles, u ilizou-se como exemplo a animação inal da discen e.
Po im, os planos o am analisados quan o ao ângulo.
Enquad amen o
Em elação ao enquad amen o, os planos podem di idi -se em planos de ação e de
exp essão. Os planos de ação (plano ge al, de conjun o, ame icano e médio) são
mais abe os e p i ilegiam a ação, endo, po isso, um im mais na a i o. Os planos
de exp essão (g ande plano, mui o g ande plano e plano de po meno ) são mais
echados e apelam às emoções e sen imen os do espec ado , endo, po isso, um
im mais exp essi o, psicológico e simbólico.
Plano Ge al
O plano ge al mos a g ande pa e do cená io. É um plano mais desc i i o,
localizando geog a icamen e o sujei o ou a ação. Pe mi e um elaxamen o da ensão
isual (Thompson & Bowen, 2009). Es e plano oi u ilizado na animação, embo a não
mui as ezes, pois nem semp e ha ia cená io pa a ap esen a .
Figu a 5. Plano Ge al
Fon e: compu ado pessoal da discen e
Plano de Conjun o
O plano de conjun o mos a uma boa pa e do cená io: a pe sonagem apa ece in e-
g ada no espaço onde deco e a ação. Dá mais cla eza aos po meno es da ação do
sujei o e menos ao ambien e onde se enquad a (Thompson & Bowen, 2009). Es e
plano oi o mais u ilizado ao longo da animação, pois g ande pa e das sequências
ap esen a ações com pe sonagens de co po in ei o.
13
di eção à ou a pe sonagem.
Figu a 18. P incípio 2 - An ecipação
Fon e: compu ado pessoal da discen e
3. Encenação
Du an e uma animação, é impo an e que o espec ado en enda o que es á a
acon ece . A encenação consis e em ansmi i ações ou emoções de o ma
pe ce í el. Como se pode e i ica na igu a seguin e, é pe ce í el que a mão es á a
a i a semen es pa a o chão.
Figu a 19. P incípio 3 - Encenação
Fon e: compu ado pessoal da discen e
4. Animação di e a e posição-cha e
Exis em duas o mas de c ia animações. A animação di e a consis e em c ia uma
p imei a ame, de seguida a segunda, e assim sucessi amen e, a é ob e a
sequência comple a. A segunda o ma é a posição-cha e ou animação po key ame,
que consis e em c ia posições cha e ao longo da animação e depois desenha as
animações no in e alo das posições. Vis o que em ambas as si uações uma
pe sonagem é desenhada di e sas ezes pa a ep esen a uma de e minada ação,
e i icou-se que es e p incípio não pode ia u ilizado na animação da discen e, dado
que cada pe sonagem c iada pela Ana Biscaia só oi desenhada uma ez. Assim,
u ilizou-se a igu a seguin e pa a ep esen a es e p incípio.
20

Figu a 20. P incípio 4 - Animação di e a e posição-cha e
Fon e: www.pixs udios.com.b /blog/no idades-de-compu acao-g a ica-e-games/os-12-
p inc%C3%ADpios-da-anima%C3%A7%C3%A3o
5. Con inuidade e sob eposição da ação
A con inuidade da ação segue o mesmo p incípio da an ecipação, só que acon ece
depois da ação. O im de uma ação de uma pe sonagem não implica uma o al
imobilização do co po, ou seja, nada pa a de uma ez só. Es e p incípio ep esen a
o im de uma ação, pe mi indo o na uma animação mais c edí el e p óxima do que
acon ece na ealidade. Como se pode e i ica na igu a seguin e, a pe sonagem da
di ei a en a no cená io com um sal o e pe manece a dança , en ando equilib a -se,
du an e mais alguns segundos.
Figu a 21. P incípio 5 - Con inuidade e sob eposição da ação
Fon e: compu ado pessoal da discen e
6. Acele ação e desacele ação
Quando uma ação começa, desenham-se mais ames pe o da posição inicial
e da posição inal e menos no meio da ação. Quan as mais ames uma mesma
ação ocupa no ilme, mais demo ada se á essa ação. Es e p incípio mos a que,
no mundo eal, nada em um compo amen o comple amen e homogéneo e
cons an e, pois exis em momen os de acele ação e de desacele ação. Usando es a
écnica consegue-se sua iza a ação, po exemplo o a anque e im de uma co ida,
o nando-a mais luída e ealis a. Como se pode e i ica na igu a seguin e, há uma
pequena acele ação no momen o em que o pa o sai do cená io.
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Figu a 22. P incípio 6 - Acele ação e desacele ação
Fon e: compu ado pessoal da discen e
7. A cos
Es e p incípio de ende que os mo imen os da na u eza êm uma endência pa a
o ma a cos e p ocu a anula alguma igidez na animação de pe sonagens. Um
mo imen o, mui o a amen e unciona desc e endo ângulos e os e com p ecisão
geomé ica. Assim, os a cos p opo cionam um mo imen o mais na u al e luido a
qualque ação da animação. Como se pode e i ica na igu a seguin e, o b aço
esque do da pe sonagem az um mo imen o com a o ma de a co.
Figu a 23. P incípio 7 - A cos
Fon e: compu ado pessoal da discen e
8. Ação secundá ia
A ação secundá ia é uma ação que esul a di e amen e de ou a ação,
en iquecendo-a. Pequenos mo imen os de ação quase con ínua são conside ados
ações secundá ias: o balança do cabelo, as oupas, o espi a , a exp essão acial.
Todas es as ca ac e ís icas ep esen am mo imen os secundá ios que ajudam a c ia
c edibilidade na cena. Como se pode e i ica na igu a seguin e, as o elhas da
pe sonagem balançam sua emen e com o seu mo imen o.
Figu a 24. P incípio 8 - Ação secundá ia
Fon e: compu ado pessoal da discen e
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9. Tempo ização
A empo ização e e e-se ao núme o de desenhos em cada ação, que de e minam
o empo e a elocidade dessa mesma ação. Quan as mais ames hou e , mais len o
se á o mo imen o. Assim, de inem-se di e enças de elocidade, que azem com que
os mo imen os pa eçam eais e obedeçam às leis básicas da ísica. Como se pode
e i ica na igu a seguin e, ao longo da ação, a pe sonagem mo imen a-se com
di e en es elocidades, ainda que odos os mo imen os sejam sua es.
Figu a 25. P incípio 9 - Tempo ização
Fon e: compu ado pessoal da discen e
10. Exage o
Nes e con ex o, a ação é e o çada pa a que possa enal ece a pe ceção de
de e minados mo imen os, p ocu ando le a ao limi e odo o ipo de exp essão.
Segundo Lasse e (1987), uma animação possui di e sos componen es: o design, a
o ma dos obje os, a ação, a emoção, a co , o som. Assim, o exage o pode in e i
em qualque um des es componen es, não de o ma isolada, mas sim equilib ada.
Como se pode e i ica na igu a seguin e, a discen e adicionou um pa de b aços à
pe sonagem, colocando uma ou a pe sonagem a ás. Além des e exemplo,
e i ica-se que algumas das pe sonagens c iadas pela Ana Biscaia possuem
memb os a mais ou de amanhos exage ados.
Figu a 26.P incípio 10 - Exage o
Fon e: compu ado pessoal da discen e
11. Desenho olumé ico
Es e p incípio e e e-se ao desenho de um obje o ou pe sonagem idimensional,
a ibuindo-lhe, assim, olume e peso. A a és des e p incípio, é a ibuída
ealidade à animação. Tal como no p incípio da animação di e a e posição-cha e,
ambém es e p incípio não pode se aplicado, is o que as ilus ações não êm
23
idimensionalidade. Assim, u ilizou-se a igu a seguin e pa a ep esen a es e
p incípio.
Figu a 27. P incípio 11 - Desenho olumé ico
Fon e: h p://www.pixs udios.com.b /blog/no idades-de-compu acao-g a ica-e-games/os-12-p inc%-
C3%ADpios-da-anima%C3%A7%C3%A3o
12. Apelo
Numa animação, é impo an e consegui o na a pe sonagem in e essan e, que
seja he ói, ilão ou mons o. Es e encan o c ia ambém uma ápida e cla a lei u a
sob e a pe sonagem. Es e p incípio ambém não pôde se aplicado, is o que as
pe sonagens são semelhan es em odos os aspe os. Assim, u ilizou-se a igu a
seguin e pa a ep esen a es e p incípio.
Figu a 28. P incípio 12 - Apelo
Fon e: www.pixs udios.com.b /blog/no idades-de-compu acao-g a ica-e-games/os-12-p inc%C3%AD-
pios-da-anima%C3%A7%C3%A3o
Como conclusão, é impo an e e e i que se en ou u iliza na animação odos os
p incípios ap esen ados. No en an o, como oi e e ido an e io men e, não oi
possí el u iliza a animação di e a e posição-cha e, o desenho olumé ico e o
apelo, pois as ilus ações que o am o necidas à discen e não pe mi iam a u ilização
des es ês p incípios. O es udo e implemen ação des es p incípios o am
impo an es na medida em que melho a am a dinâmica isual da animação.
24
2.3.4 Ilus ação
“The essence o an illus a ion is in he hinking - he ideas and concep s ha o m
he backbone o wha an image is ying o communica e.” (Zeegen & C ush, 2005).
Ge almen e, a ilus ação é de inida como uma o ma de a e ou apenas como
uma o ma de comunicação. Além disso, pode ainda de ini odo o conjun o
de a i idades que oco em an es de um obje o a ís ico se c iado. Es e ipo de
ilus ação é equen emen e encon ado em diag amas de a qui e u a, esboços
de p oje os e s o yboa ds em animação. Na animação, odos es es ês ipos de
ilus ação são ele an es pa a o p ocesso de c iação. É, ainda, possí el de ini
um qua o e úl imo ipo de ilus ação, especí ico de animação: a ilus ação como
mo imen o (Kunz, 2012). “D awing as mo emen implies ha indi idual d awings a e
pu oge he as ames, and c ea e some hing new and di e en om each indi idual
d awing” (Kunz, 2012).
Pa a en ende melho a impo ância da ilus ação no p ocesso p odu i o da
animação, é p eciso analisa p imei o o p ocesso a a és do qual uma animação
é, ge almen e, desen ol ida. Mui os ilmes de animação começam com uma
his ó ia. Há exceções a essa abo dagem, se conside a mos o abalho de cineas as
como Oska Fischinge , Len Lye ou No man McLa en, que op am mais pela
expe imen ação e abs ações isuais do que pela na a i a con encional. Assim que
a na a i a é es abelecida, o p imei o passo do p ocesso de desen ol imen o é,
ge almen e, a p odução de esboços. Um esboço, mais conhecido po s o yboa d,
é um guia isual que na a as p incipais cenas de uma animação. Os desenhos,
po mais simples que sejam, ajudam a isualiza oda a dinâmica do mo imen o de
câma a e posicionamen o das pe sonagens. Es e p ocesso é usado em odos os
ipos de animação. O uso de uma e amen a digi al pa a c ia ilus ações à mão
ep esen a o melho dos dois mundos. O p ocesso de p odução pode se acele ado
conside a elmen e a a és do uso de compu ado es, pois os desenhos man êm as
mesmas qualidades exp essi as que um desenho ei o em papel e ia (Kunz, 2012).
A ilus ação é uma peça essencial no p ocesso de c iação de uma animação, pois
de ine e comunica ideias, na c iação de s o yboa ds e pe sonagens. Kunz (2012)
a i ma que além de se olha pa a o desenho como uma e amen a, de e-se ambém
olha pa a ele como um es ilo g á ico ou linguagem. Is o signi ica que, pa a além de
se usado pa a desen ol e ideias, o desenho pode se uma o ma de exp essão,
isí el no inal de uma animação.
Pa a Zeegen & C ush (2005), a ilus ação não é apenas uma disciplina que isualiza
ex os. Ou o aspe o essencial é a sua capacidade de da uma o ma isual à música.
As imagens na música êm um papel impo an e em molda a o ma como cada um
se iden i ica com a música que ou e, c iando uma iden idade e uma pe sonalidade
isual pa a o p odu o. Assim, com es a a i mação, é possí el e e i que, no caso
des e p oje o, as ilus ações ei as pela Ana Biscaia e elam a o ma como ela
se iden i icou com as músicas des e álbum dos Macadame. Todo o li o-CD da
banda ap esen a ilus ações ela i as aos emas das músicas, c iando, assim, uma
iden idade e uma pe sonalidade isual des e p odu o. No caso do ideoclip inal, o
concei o oi o mesmo.
25

2.3.5 Som
An es de inicia uma animação, é impo an e de ini que sons se p e ende u iliza .
Pa a isso, é necessá io comp eende p imei o que possibilidades exis em e a sua
impo ância. De seguida, i ão se abo dados odos esses aspe os.
Desde mui o cedo, a música e os e ei os sono os es i e am p esen es no uni e so
da animação. O som em an a impo ância quan o a imagem. No en an o, são
usados de o ma dis in a como es a égia de comunicação. O som é conside ado
uma unção complemen a da imagem, e não me amen e uma unção subo dinada
e in eg a i a (Mazzoleni, 2005). Embo a assuma um papel c ucial, o som não se
impõe como elemen o dominan e. No en an o, não deixa de se um a o decisi o
na con ex ualização e en endimen o da ação.
Pa a Besen (2008), a música pode se u ilizada como uma ex ensão da pe sonagem,
is o que pode su gi pa a ep esen a de e minadas pe sonagens ou pa a p o oca
eações emocionais especí icas ou es ados de espí i o.
Po ol a de 1913, o u u is a i aliano Luigi Russolo cons uiu a p imei a “máquina
de aze sons”, chamada “In ona umo i”, com o obje i o de se u ilizada em
pe o mances u u is as. Es a máquina se ia pa a simula uídos de ambien e eais
como comboios ou en o. A sua p imei a in e enção icou conhecida po “The A
o Noises”, sendo Russolo, ce amen e, o “pai” dos designe s de som.
As ecnologias digi ais o na am mais ácil o p ocesso de mis u a e de compilação
de músicas, sons e e ei os sono os, pa a a c iação de no as composições. Is o
pe mi iu que o espec ado se sin a cada ez mais ime so na expe iência audio isual.
Assim, se a música acen ua o i mo da ação e p o oca eações emo i as, os e ei os
sono os ealçam di e sas ações, mo imen os e ca ac e izam os ambien es da
animação.
Os diálogos são mais um elemen o sono o da animação, assim como a oz de cada
pe sonagem que se á explo ada indi idualmen e. A c iação de uma banda sono a
em ambém g ande peso no con ibu o ge al do ilme, na medida em que ambém
ela ajuda a in luencia a o ma como o espec ado in e p e a as imagens.
No caso da animação da discen e, não oi possí el adiciona diálogos ou e ei os
sono os, is o que o obje i o p incipal se ia u iliza a música dos Macadame. Ainda
assim, oi necessá io comp eende a impo ância do som na animação e o que é
possí el aze a ní el de sono ização.
26
2.3.6 Animação em ideoclips
Vis o que es e p oje o se a a de um ideoclip, é necessá io comp eende p imei-
o a sua e olução ao longo dos anos, e i icando, assim, as di e enças en e eles e
o ipo de animação que e a ei o e que se p oduz a ualmen e. De seguida, i ão se
analisados odos esses aspe os.
Du an e g ande pa e da sua his ó ia, a música só ocupa a um dos nossos sen idos:
a audição. A inse ção da isão na expe iência musical e a possí el apenas em
espe áculos. Os ideoclips começa am a se ei os desde meados dos anos 60 e
i e am o seu a anço em meados dos anos 70. Desde en ão, êm sido a p incipal
e amen a de ma ke ing dos a is as (S øm, 2007). Em 1981, nasce a MT (Music
Tele ision), uma emisso a ame icana especializada em ídeos musicais, que
os impulsionou, e a on e p incipal pa a que um a is a alcançasse o me cado
ame icano. A década de 80 icou, assim, conhecida como a “década do ideoclip”
(Viei a, 2013). O eno me sucesso de Michael Jackson e Madonna nos anos 80 oi,
pelo menos em pa e, causado pelo seu uso in eligen e do ídeo. Desde en ão,
quase odos os a is as c ia am os seus ideoclips (S øm, 2007).
Apesa das animações e em sido c iadas ao longo da his ó ia do cinema, as
animações em ideoclips só chega am em meados dos anos 80, com des aques
de “Take on me”, de A-ha (1985) e Sledgehamme , de Pe e Gab iel (1986) (S øm,
2007). A écnica u ilizada no ídeo dos A-ha chama-se o oscopia e consis e
em ilma odo o ídeo pa a depois desenha o mo imen o que se á animado,
como oi e e ido an e io men e. O ideoclip de Pe e Gab iel oi mais um ídeo
e olucioná io. Em 1986, c ia animações não e a algo simples como nos dias de
hoje, pois o am mis u adas écnicas de animação com a imagem eal do can o , no
mesmo plano (Viei a, 2013). Assim, iniciou a p imei a “Golden Age” da animação
em ideoclips. Mais a de, na década de 1990, o p es ígio da música em o ma o
de ídeo diminuiu e os ideoclips de animação p a icamen e desapa ece am. Na
úl ima década, ol a am magní icos ídeos de animação de di e o es e p odu o es
como Michel Gond y, Jonas Odell, Jona han Day on/Vale ie Fa is, Shynola e H5. Os
ideoclips de animação explodi am nos úl imos anos, endo-se indo a o na numa
mais- alia pa a os a is as que não que em apa ece nos seus p óp ios ídeos, ou
simplesmen e não êm empo pa a as ilmagens (S øm, 2007).
Como se pode e i ica , ao longo dos anos o am c iadas di e sas o mas de
animação, sendo que es e es udo ajudou a comp eendê-las melho e a de ini um
caminho pa a a c iação da animação da discen e.
27
2.4 P oje os de e e ência
An es de inicia o p oje o, oi necessá io ealiza uma in ensa pesquisa ace ca de
animações exis en es com o mesmo concei o, ou seja, uma animação com base
em abalhos de ilus ado es, em que a música seja um elemen o c ucial. Depois
de analisa odos os ipos e écnicas de animação, como oi ei o an e io men e, é,
ago a, impo an e ealiza uma pesquisa e de ini quais animações pode ão se ú eis
pa a o desen ol imen o des e p oje o. Os seguin es exemplos são e e ências, na
medida em que se i am de inspi ação pa a a de inição do concei o da es u u a
na a i a, bem como écnicas e planos a u iliza , as emoções e exp essões das
pe sonagens, e a o ma como a música é in e p e ada. Assim, o am escolhidas
qua o animações, que i ão se analisadas de seguida.
2.4.1 Lo e Reinige – Papageno
“Papageno”, p oduzido em 1935 po Lo e Reinige , é uma animação clássica e
his ó ica que em a música como elemen o c ucial. Tal como a música, Papageno é
uma pe sonagem baseada na ópe a “A Flau a Mágica”, de Moza . Es a pe sonagem,
me ade homem, me ade pássa o, é um caçado de pássa os que i e numa
lo es a em busca do seu amo . A inspi ação de Lo e Reinige em do Wayang da
ilha de Ja a, adição com mais de um milénio. Es e exemplo clássico e in luen e
é impo an e de ido à o ma de mo imen ação das pe sonagens. Além disso, a
ação acompanha pe ei amen e o om da música, ou seja, a ação em momen os
ensos quando a música acele a e momen os calmos quando a música desacele a.
Em e mos écnicos, a animação ap esen a maio i a iamen e planos ge ais e de
conjun o. Ou o aspe o impo an e é o ac o de oda a animação se en ol e numa
an asia (po exemplo, o ac o do caçado se me ade homem, me ade pássa o),
is o que as ilus ações do p oje o da discen e ambém azem um pouco ilusão a
esse mundo de “ an asia” (po exemplo, o ac o de ha e igu as es anhas, com
co pos e cabeças es anhas, a dança e a celeb a a ida, e o ac o de o es a em a
aze nuas). Po ou o lado, as ilus ações des a animação êm bas an es po meno es,
o que não acon ece no p oje o da discen e. A écnica u ilizada oi a animação de
silhue a. T a a-se de uma écnica bas an e simples, no en an o, mui o minuciosa,
de ido aos eco es com bas an es po meno es e à p ecisão dos mo imen os.
A animação pode se is a a a és do link: you ube.com/wa ch? =zCR-GFKmMGU&
Figu a 29. Lo e Reinige – Papageno
Fon e: h p://www.lo e einige .de/ ilme/papageno.php
28
2.4.2 Blu – Good Song
“Good Song”, p oduzido em 2003 po Shynola e Da id Sh igley, é um exemplo
a ual de p omocionais de música con empo ânea. T a a-se de um ideoclip pa a a
música “Good Song”, do álbum “Think Tank”, da banda “Blu ”. É uma his ó ia simples,
sob e um homem es anho que oa e se apaixona po um esquilo, combinando
humo e is eza. Es e exemplo é ele an e de ido à o ma de mo imen ação das
pe sonagens. Apesa de se bas an e simples, o na-se in e essan e po isso mesmo.
Além disso, a o ma como a le a da música é in e p e ada é ambém impo an e,
pois oi cons uída uma es u u a na a i a com base na le a, apesa de não a
ep esen a na o alidade, is o que a le a da música não con a p op iamen e uma
his ó ia. Em e mos écnicos, a animação ap esen a maio i a iamen e planos g andes
e de conjun o.
Es a animação ganhou di e sos p émios, en e os quais: McLa en Anima ion Awa d
(2004), CAD Awa ds (2004) – Bes Anima ion in a Music Video, D&AD Awa ds (2004)
– Bes Di ec ion, D&AD Awa ds (2004) – Bes Anima ion, B i ish Anima ion Awa ds
(2004) – Bes Music Video.
A animação pode se is a a a és do link: imeo.com/72759057
Figu a 30. Blu - Good Song
Fon e: www. blu page.com/pic u es/ ideos/good.h m
2.4.3 House Shoes . Danny B own – Swee
“Swee ” oi p oduzido em 2012 po Ru me cy, com animações de Ru me cy, Ewen
Fa e Jona an Jönsson. T a a-se de um ideoclip pa a a música “Swee ”, da banda
“House Shoes” e Danny B own. Es e exemplo é impo an e em elação ao ipo de
ilus ação e ao ac o das igu as se ans o ma em cons an emen e, des acando di-
e en es exp essões aciais. Além disso, a o ma como as ilus ações o am animadas
es á ambém ele an e, bem como o es ilo dos elemen os g á icos e o ac o des es
apa ece em como ly ics. Ou seja, em alguns momen os da animação, apa ecem pe-
quenas ases ou pala as da le a da música. Toda a animação é ambém bas an e
colo ida, o nando-a mais in e essan e e apela i a.
A animação pode se is a a a és do link: you ube.com/wa ch? =7 18n-Nm0ag
29
Sequência Plano Ângulo Desc ição
1 Conjun o No mal
A animação inicia com uma plan a que e á
mo imen o, como se es i esse a dança
(pa e ins umen al). De seguida, apa ece o
nome da música e depois a banda.
2 Conjun o No mal
A plan a con inua com o mo imen o e
apa ece uma no a plan a, ambém ela com
mo imen o (pa e ins umen al).
3 Conjun o No mal
As plan as an e io es con inuam com
mo imen o e apa ece uma no a plan a,
ambém ela com mo imen o (pa e
ins umen al).
4 Conjun o No mal
Todas as plan as con inuam com
mo imen o e apa ece um pé, que as pisa
(pa e ins umen al).
5 Conjun o No mal
Apa ece uma pe sonagem sem co
e dança. Apa ecem pala as como
“sa apa ea ”.
6 Conjun o No mal Apa ece uma pe sonagem sem co e
dança. Apa ecem pala as como “baila ”.
7 Conjun o No mal Apa ece uma pe sonagem sem co e
dança. Apa ecem pala as como “calçado”.
8 Conjun o No mal
Apa ece uma pe sonagem sem co
e dança. Apa ecem pala as como
“sa apa eado”.
9Mui o
g ande No mal Sequência de aces sem co , com alguma
animação (pa e ins umen al).
10 Conjun o No mal
Apa ecem pe sonagens com alguma co e
ou as com mais co e dançam. Apa ecem
pala as como “sa apa eado”.
11 Mui o
g ande No mal Sequência de aces com co , com alguma
animação (pa e ins umen al).
12 Conjun o No mal
Apa ecem pe sonagens com di e sas co es
e dançam jun os. Apa ecem pala as como
“sa apa eado”. Zoom in acial a algumas
pe sonagens.
13 Mui o
g ande No mal
Apa ece a pe sonagem que es á p esa,
com alguma animação. Apa ecem pala as
como “p esa”.
14 Mui o
g ande No mal Apa ece o c a o, com alguma animação.
Apa ecem pala as como “ab il” e “c a os”.
15 Conjun o No mal Desc ição écnica.
36

5.3 Desen ol imen o
Numa p imei a pa e, es a secção i á abo da , de uma o ma ge al, odos os passos
ealizados na animação. De seguida, odas as sequências i ão se analisadas
indi idualmen e.
5.3.1 Ilus ações
Es e p oje o iniciou-se com o eco e de odas as pe sonagens, lo es e animais,
p esen es no li o-CD da banda (anexo 2). Todas as ilus ações o am eco adas no
Pho oshop, com a bo acha (“e ase ool”). Es e p ocesso oi bas an e minucioso,
pois a maio ia das ilus ações inha undo de di e sas co es ou ex o po cima.
Além disso, o con o no das pe sonagens inha á ios aços, de ido ao ac o de e
sido ei o a lápis. Ao odo, o am eco adas ce ca de 48 ilus ações. Po an o, es e
p ocesso o nou-se mais mo oso que o inicialmen e p e is o.
5.3.2 Pa i u a isual
Depois de odas as ilus ações e em sido eco adas, oi necessá io c ia uma
pa i u a isual da música, ou seja, uma linha do empo com odas as mudanças na
música. Essa pa i u a isual oi ep esen ada po símbolos, sendo que cada símbolo
ep esen a a um de e minado som. Pa a elabo a a pa i u a, o am egis ados
odos os di e en es sons ao longo do empo e de inidas as sequências a coloca em
cada de e minado espaço de empo ( igu a 35 e 36). Assim, es a di isão oi ú il pa a
a pos e io ase de edição. A ealização des a pa i u a isual oi inspi ada no ídeo
de Michel Gond y pa a a música S a Gui a , de The Chemical B o he s (Alba acin,
2007). Depois da pa i u a isual es a concluída, oi necessá io dis ibui as
sequências em de e minados espaços de empo. Essa dis ibuição oi ei a com base
na pa i u a isual, ou seja, em g upos de sons semelhan es, e ambém na le a da
música. Assim, a sequência muda semp e que exis e mudança de sons e/ou quad a.
Figu a 35. Pa i u a isual
Fon e: documen o pessoal da discen e
37
Figu a 36. Pa i u a isual
Fon e: documen o pessoal da discen e
5.3.3 Guião écnico e o mulado
Depois de concluída a ase an e io , e i icou-se que as sequências an e io men e
planeadas não se iam su icien es pa a oda a música. O p incipal mo i o oi o
ac o de inicialmen e não e sido ei a a pa i u a isual, que é bas an e ú il na
dis ibuição das sequências. Assim, oi necessá io adiciona no as sequências
e e o mula algumas das já exis en es. Na abela seguin e encon a-se o guião
écnico e o mulado, sendo que a jus i icação das al e ações se á ap esen ada
pos e io men e. Foi, ainda, necessá io adiciona uma no a coluna in i ulada “cena”,
is o que cada sequência possui ambém um de e minado conjun o de cenas.
Sequência Cena Plano Ângulo Desc ição
1
1 Conjun o No mal
A animação inicia com uma
plan a que e á mo imen o,
como se es i esse a dança . De
seguida, apa ece o nome da
música e depois a banda (pa e
ins umen al).
2 Conjun o No mal
A plan a con inua com o
mo imen o e apa ece uma
no a plan a, ambém ela com
mo imen o (pa e ins umen al).
3 Conjun o No mal
As plan as an e io es con inuam
com mo imen o e apa ece uma
no a plan a, ambém ela com
mo imen o (pa e ins umen al).
4 Conjun o No mal
Todas as plan as con inuam com
mo imen o e apa ece um pé,
que pisa a p imei a plan a (pa e
ins umen al).
38
2
5 Conjun o No mal Uma pe sonagem sem co dança.
6 Conjun o No mal Uma pe sonagem sem co dança.
7 Conjun o No mal Um pa de pe sonagens sem co
dançam.
3
8 Médio No mal Pe sonagem “p esa” oca na
pau a com a le a da música.
9 Conjun o No mal Apa ece g adualmen e a le a da
música.
10 Conjun o No mal Um pássa o oa. Apa ece
g adualmen e a le a da música.
11 Médio No mal
Uma pe sonagem sem co dança.
Apa ece g adualmen e a le a da
música.
12 Conjun o No mal
Um pa de pe sonagens sem co
dançam. Apa ece g adualmen e a
le a da música.
13 Conjun o No mal Apa ece g adualmen e a le a da
música.
4
14 Médio No mal
Uma pe sonagem sem co mo e
o cí culo que em na mão (pa e
ins umen al).
15 Médio No mal
Uma pe sonagem sem co
mo e o seu b aço di ei o
pa a a esque da e pa a a
di ei a, epe idamen e (pa e
ins umen al).
16 Médio No mal Uma pe sonagem sem co dança
(pa e ins umen al).
17 Médio No mal Uma pe sonagem sem co dança
(pa e ins umen al).
39
5
18 Conjun o No mal Um casal de pe sonagens com
alguma co dançam.
19 Conjun o No mal Uma pe sonagem com alguma
co dança.
20 Conjun o No mal Uma pe sonagem com co az o
pino.
21 Conjun o No mal
Uma pe sonagem com
co empu a a an e io ,
epe idamen e.
22 Conjun o No mal Uma pe sonagem com co dança.
6
23 Conjun o No mal
Dei ada, uma pe sonagem com
alguma co mo e as pe nas pa a
cima e pa a baixo, epe idamen e
(pa e ins umen al).
24 G ande
Plano No mal
Uma pe sonagem com alguma
co mo e os b aços pa a cima
e pa a baixo, epe idamen e,
dançando (pa e ins umen al).
25 Médio No mal
A pe sonagem p esa me e as
mãos na cabeça e abana-a pa a
cima e pa a baixo, epe idamen e
(pa e ins umen al).
26 G ande
Plano No mal
Uma pe sonagem com alguma
co mo e os b aços pa a a
esque da e pa a a di ei a,
epe idamen e, dançando (pa e
ins umen al).
7
27 Conjun o No mal Uma mão a i a semen es ao chão.
28 Conjun o No mal
G adualmen e, su gem di e sos
c a os, de di e en es amanhos,
em di e sos locais.
29 Conjun o No mal
G adualmen e, su gem di e sos
c a os, de di e en es amanhos,
o mando a pala a “ABRIL”.
8
30 Conjun o No mal T ês pe sonagens de di e sas
co es dançam.
31 Conjun o No mal T ês pe sonagens de di e sas
co es dançam.
40
9
32 Médio No mal
Uma pe sonagem sem co mo e
os b aços pa a a esque da e
pa a a di ei a, epe idamen e,
dançando (pa e ins umen al).
33 Médio No mal
Uma pe sonagem com alguma
co mo e os b aços pa a a
esque da e pa a a di ei a,
epe idamen e, dançando (pa e
ins umen al).
10
34 Ge al No mal Um pa de pe sonagens sem co
dançam.
35 Ge al No mal
Um pa o caminha po ás das
pe sonagens an e io es, ugindo
de algo.
11
36 G ande
Plano No mal
Uma pe sonagem com co mo e
os b aços pa a cima e pa a baixo,
epe idamen e, dançando (pa e
ins umen al).
37 G ande
Plano No mal
Uma pe sonagem sem co mo e
os b aços pa a a esque da e
pa a a di ei a, epe idamen e,
dançando (pa e ins umen al).
38 G ande
Plano No mal
Uma pe sonagem com co mo e
os b aços pa a cima e pa a baixo,
epe idamen e, dançando (pa e
ins umen al).
39 G ande
Plano No mal
Uma pe sonagem com alguma
co mo e os b aços pa a a
esque da e pa a a di ei a,
epe idamen e, dançando (pa e
ins umen al).
12
40 Conjun o No mal Desc ição écnica.
41 Conjun o No mal Ag adecimen os.
42 Conjun o No mal Cu so, aculdade e ano le i o.
41

5.3.4 So wa e
Depois de e o mula o guião écnico e an es de inicia a animação, oi necessá io
e di e sos u o iais no YouTube, de modo a comp eende melho o uncionamen o
do Open Toonz, is o se um so wa e o almen e desconhecido pa a a discen e. De
seguida, p ocedeu-se ao início da animação. O p imei o passo oi adiciona a
música à imeline. Logo no p imei o con ac o com o so wa e, oi encon ado um
“p oblema”, ainda que de ácil esolução: o o ma o da música e a “WMA”, e o
so wa e não acei a a esse o ma o. Assim, oi necessá io con e e a música pa a o
o ma o “WAV”. Depois da música, o am selecionadas as ilus ações a u iliza na
p imei a sequência, endo es as sido escolhidas de modo a que odas i essem
co es semelhan es. De seguida, o am inse idas na imeline. No en an o, ao inicia a
animação, e i icou-se que na imeline só e a possí el isualiza o empo em ames,
e não em minu os/segundos. Assim, não se ia possí el e uma noção eal do empo,
is o que a dis ibuição das sequências oi ealizada em unção do empo, e não das
ames. Depois de uma in ensa pesquisa na in e ne , po pa e da discen e e do
p o esso Paul Ha dman, não oi encon ada qualque solução pa a es a ques ão.
Assim, e i icou-se que pode á se uma es ição do p óp io so wa e, ou que es e
seja usado po uma pequena quan idade de u ilizado es e que, po isso, não exis am
odas as espos as online. Além disso, a a-se de um so wa e japonês e, ambém
po isso, ha e á menos in o mação em inglês e po uguês. Po esse mo i o,
conside ou-se u iliza ou o so wa e mais iá el e com uma as a in o mação
disponí el. Assim sendo, decidiu-se u iliza o Adobe A e E ec s, e i icando-se se
a melho opção. Apesa de se um so wa e já conhecido pela discen e, es a apenas
conhecia as e amen as básicas. Assim, oi en ão necessá io epe i o p ocesso
an e io , isualizando di e sos u o iais no YouTube e inicia de no o a animação.
Tal como no p ocesso an e io , o p imei o passo oi inse i a música. Ao con á io
do Open Toonz, com o A e E ec s não hou e p oblemas com o o ma o do som.
Em elação à isualização do empo da animação na imeline, o A e E ec s pe mi e
ambém que o u ilizado escolha se p e ende isualiza as ames ou os minu os/
segundos.
5.3.5 Mo imen o
Depois do som, o passo seguin e oi inse i odas as ilus ações necessá ias. De
seguida, oi ei a a animação po o dem de acon ecimen os.
No caso da sequência 1, oda a animação oi ei a com key ames. Ou seja, po
exemplo, na p imei a plan a que su ge, ma cou-se um pon o ixo na ilus ação
(“ancho poin ”), de iniu-se o empo de início e ma cou-se o key ame. De seguida,
a ançou-se com o empo na imeline, al e ou-se a o ação da plan a e ma cou-se um
no o key ame, e assim sucessi amen e a é comple a o mo imen o p e endido.
Pa a ealiza a es an e animação a é à sequência 11, não oi possí el u iliza o
p ocesso an e io de key ames, is o a a -se de pe sonagens que mexem odo o
co po. A solução encon ada passou po eco a odas as pe nas e b aços de cada
pe sonagem, de modo a pode mo imen á-las com o p ocesso an e io . Depois de
eco a algumas pe sonagens, e i icou-se que es a solução não pode ia se a mais
iá el, is o que os mo imen os não ica iam na u ais e luidos e, além disso, oma ia
mais empo à ealização da animação. Des e modo, iniciou-se uma no a pesquisa
42
ace ca do melho mé odo a u iliza . Decidiu-se que a melho opção se ia a
e amen a “puppe pin”. T a a-se de um pin que pe mi e c ia pon os ama elos
sob e as ilus ações e, assim, é possí el mudá-los de posição. Es a e amen a
pe mi e p oduzi animações de o ma mais ápida e e icaz, c iando mo imen os mais
na u ais e luidos. O p ocesso de c ia mo imen os é igual em odas es as
sequências: c ia-se uma key ame num de e minado empo e posição, de seguida
a ança-se na imeline, muda-se a posição do pin e c ia-se uma no a key ame.
Pa a ealiza o mo imen o dos undos, u iliza am-se key ames e mudou-se a
posição/ o ação do undo, c iando um no o key ame.
5.3.6 Le e ing
Em elação ao ex o que su ge na sequência 1 (nome da música e da banda),
inicialmen e p e endia-se que es e su gisse com a on e “Calci e P o” ( igu a 38), e
que o es an e ex o que su ge nas sequências 3 e 12 osse di e en e: dado que as
ilus ações o am pin adas, o concei o de e ia se o mesmo, ou seja, a pin u a. Assim,
odas as pala as o am esc i as á ias ezes (a é ica bem) com um pincel e guache
de co p e a. Decidiu-se que odas as pala as se iam minúsculas e com aço
in an il, pois se ia cla o e ácil de le ( igu a 37). Depois de secas, as pala as o am
digi alizadas e edi adas no Pho oshop, onde oi e i ado o undo e melho ados
alguns po meno es com a bo acha. Além disso, oi ambém e i ado b ilho, de
modo a escu ece a co . Ao odo, o am edi adas ce ca de 70 pala as. Ao ealiza as
sequências 3 e 12 com es a écnica, e i icou-se que de e ia ha e uma linguagem
g á ica consis en e em oda a animação. Assim, decidiu-se que o ex o da p imei a
sequência se ia igual às es an es ( igu a 39).
Figu a 37. Pala as desenhadas
Fon e: compu ado pessoal da discen e
Figu a 38. P in da animação com on e inicial
Fon e: compu ado pessoal da discen e
43
Figu a 39. P in da animação com pala as desenhadas
Fon e: compu ado pessoal da discen e
5.3.7 Fil os
Como se pode e i ica , o concei o da animação passa po ap esen a duas pa es:
uma p imei a, onde há um mundo sem co , e uma segunda, o onde o mundo
começa a su gi colo ido, aos poucos. Assim, a p imei a pa e da animação e mina
na sequência 4. Depois de e minada a animação des a p imei a pa e, e i icou-se
que o undo não pode ia ica b anco, ou seja, sem ida. Po ou o lado, não
pode ia se adicionada co , is o que elimina ia o concei o an e io men e c iado.
Pos o is o, a melho opção se ia adiciona di e sas sequências de imagens de ons
cla os, po cima da animação, como se osse um il o. Esse il o pe mi i ia, assim,
da -lhe mais ida ( igu a 40). De seguida, oi ei a uma pesquisa na in e ne de modo
a euni di e sas imagens com ex u as de madei a, e a e me al ( igu a 41). Depois
de eunidas as imagens, oi necessá io inse i-las no Pho oshop e diminui a
opacidade, ob endo, assim, o e ei o p e endido. No o al, o am edi adas ce ca de
20 imagens. De seguida, oi necessá io inse i as imagens no A e E ec s e c ia
uma sequência em que essas imagens se epe em semp e com uma o dem
di e en e, de modo a que não haja uma o dem isí el. Cada imagem em a du ação
de 5 milésimos de segundo, azendo um o al de 462 imagens epe idas du an e
es a p imei a pa e da animação.
Figu a 40. Imagens u ilizadas no il o da animação
Fon e: compu ado pessoal da discen e
44
Figu a 41. P in da animação com il o
Fon e: compu ado pessoal da discen e
5.3.8 Fundos
A pa i da sequência 5, há uma mudança: aos poucos, o mundo começa a o na -se
colo ido. Es a segunda pa e da animação su ge a pa i dessa sequência, is o que
há uma mudança não só na le a da música mas ambém no som.
Quan o aos undos, o am c iados di e sos, pa a u iliza ao longo da animação.
Dado que o undo das ilus ações é compos o po pin u as, decidiu-se que o undo
da animação ambém de e ia e o mesmo concei o. Assim, u ilizou-se o undo
da capa do li o-CD pa a esse e ei o. Sendo que esse undo oi compos o po
á ias camadas de co es, u ilizou-se cada uma delas pa a c ia no os undos pa a a
animação, a a és do Pho oshop.
Figu a 42. Fundos c iados pa a a animação
Fon e: compu ado pessoal da discen e
5.3.9 Sequência 2
Minu o 00:14:21 - 00:30:07
Nes e caso, decidiu-se escolhe pe sonagens com co es di e en es, de modo a
da alguma di e sidade, is o que es as não possuem qualque p eenchimen o.
No guião écnico inicial, de iniu-se que nes a sequência i iam su gi qua o
pe sonagens. No en an o, como se pode e i ica no guião écnico e o mulado,
45
5.3.18 Sequência 11
Minu o 03:00:03 - 03:14:14
Na sequência 11, ap esen a-se a úl ima pa e ins umen al. Tal como nas sequências
an e io es, o concei o é semp e o mesmo, p oposi adamen e. Em cada cena,
su ge uma pe sonagem de co di e en e. Em elação ao undo, nas duas p imei as
cenas su gem undos de ons azuis e nas duas úl imas, ons osa. Todos eles
odam sua emen e: o p imei o pa a a di ei a, o segundo pa a a esque da, e assim
sucessi amen e.
Figu a 54. P in da animação da sequência 11
Fon e: compu ado pessoal da discen e
5.3.19 Sequência 12
Minu o 03:14:15 - 03:27:12
Na úl ima sequência, ap esen a-se a desc ição écnica, de seguida os
ag adecimen os, e, po im, o cu so, a aculdade e o ano le i o. O ídeo inal oi
expo ado no o ma o “H.264”.
Figu a 55. P in da animação da sequência 12
Fon e: compu ado pessoal da discen e
52

5.4 Animação inal
Es a secção p e ende ap esen a a animação inal da discen e. De seguida, i á se
ap esen ado o eedback dado pela banda e pela Ana Biscaia. Po im, seguem-se
algumas e lexões inais em elação a odo es e p oje o.
Depois de e minada a animação, es a oi publicada no YouTube, como se pode
e i ica na igu a seguin e.
Figu a 56. Publicação da animação no YouTube
Fon e: you u.be/WMHpVyjCAcc
5.4.1 Feedback
Depois do ídeo se colocado no YouTube, oi en iado um e-mail à Ana Biscaia e ao
João Fong dos Macadame, pedindo eedback ace ca do abalho desen ol ido pela
discen e.
A espos a do João oi bas an e posi i a ( igu a 57) e, logo de seguida, pediu pa a
pa ilha o ídeo no Facebook da banda. Depois do ídeo e sido publicado no
YouTube e pa ilhado pela banda no Facebook, ob e e-se a espos a da Ana Biscaia
( igu a 58).
53
Figu a 57. E-mail en iado pelo João Fong
Fon e: compu ado pessoal da discen e
Figu a 58. E-mail en iado pela Ana Biscaia
Fon e: compu ado pessoal da discen e
5.4.2 Re lexões
Em elação aos so wa es, conclui-se que o Open Toonz ap esen a a um design
menos in ui i o e inha uma o ma de abalha mais complexa, enquan o o A e
E ec s é mais ápido na ealização de animações e mais in ui i o. Além disso, é mais
u ilizado em elação ao ou o, que ainda es á em ase de expansão. Ainda assim, a
aula conseguiu adqui i conhecimen os em ambos os so wa es.
54
Quan o às ilus ações, é ainda impo an e e e i que se en ou u ilizá-las odas,
sendo que algumas não o am possí eis, pois as pe sonagens não inham o co po
comple o. Fica am ambém mui as plan as po u iliza , mas en ou-se ambém
di e si ica as di e en es ilus ações e não se ia, de odo, possí el mos a udo. O
concei o des a animação p ende-se jus amen e com a música. Ou seja, al como a
música é sua e e aleg e, ambém a animação ap esen a mo imen os len os e
sua es, com pe sonagens que ão e oluindo aos poucos, num mundo simples e
aleg e. Embo a possa pa ece um pouco epe i i o, odas as pe sonagens, incluindo
plan as e animais, es ão semp e elizes a dança e a celeb a a ques ão da ida,
embo a se enha en ado di e si ica as suas ações.
Em elação aos undos, conclui-se que es es o am bem conseguidos, com as co es
sua es e as ma cas de pincel, que conjugam de o ma ha moniosa com as
ilus ações. Tal ez pudesse ha e uma maio a iedade de co es, ainda que se enha
en ado u iliza odas as ilus ações pa a c ia os undos.
Concluindo, é impo an e e e i que ce os aspe os podiam se melho ados. Um
dos aspe os em que a discen e e e algumas di iculdades oi o mo imen o das
pe sonagens. Em alguns momen os da animação, os mo imen os dos pe sonagens
podem pa ece “es anhos”, como e e iu a Ana Biscaia. Isso de eu-se ao ac o de se
e en ado aze mo imen os len os e sua es, de aco do com a música. Esse aspe o
di icul ou um pouco a animação, p incipalmen e nas si uações em que as
pe sonagens su giam com um sal o, po exemplo, e se man inham apoiadas num só
pé, en ando man e o equilíb io. Além disso, as pe sonagens mexiam semp e odo
o co po, com exceção dos pés, que inham pouca ou nenhuma animação. Ou o
aspe o que pode ia se melho ado é a c ia i idade, no ge al.
Em elação às publicações no YouTube e no Facebook, o ídeo e e comen á ios
bas an e posi i os. No anexo 4 encon a-se a publicação do ídeo no Facebook da
banda (Macadame, 2017). De seguida, é possí el e alguns exemplos de pa ilhas
dessa publicação. Po im, a úl ima igu a desse anexo ep esen a os comen á ios no
YouTube (Cae ano, 2017).
55
6. CONCLUSÃO
A p esen e disse ação engloba o pe cu so no Mes ado de Design e Mul imédia e
ap esen a como p opos a a c iação de uma cu a-me agem de animação 2D, com
a colabo ação da ilus ado a Ana Biscaia. As ilus ações, que se ap esen am den o
do li o-CD da banda, o am o necidas pela ilus ado a, pa a ealiza a animação.
A a és da écnica mo ion g aphics, o ídeo oi desen ol ido como um ideoclip
pa a a música “Sa apa eado”, da banda Macadame. Assim, p e endeu-se que an o
a banda como a ilus ado a i essem um papel undamen al no desen ol imen o
des e p oje o, a a és do seu acompanhamen o e espe i as suges ões. Des e
modo, o concei o do p oje o oi baseado na música da banda e nas ilus ações da
ilus ado a.
A p imei a ase des e p oje o oi a p é-p odução, ou seja, a in es igação. Es a ase
oi bas an e impo an e, pois pe mi iu o desen ol imen o des a disse ação, na
medida em que ajudou a c ia um concei o pa a es e p oje o. P imei o, po que
pe mi iu comp eende o p óp io concei o da ilus ado a e da banda, que em
um es ilo bas an e pa icula , e segundo, po que pe mi iu a aquisição de no os
conhecimen os eó icos e a consolidação dos já exis en es. Além disso, oi ambém
impo an e a pesquisa e análise de p oje os de e e ência, pois se i am de
inspi ação pa a a de inição do concei o da es u u a na a i a, bem como écnicas
e planos a u iliza , as emoções e exp essões das pe sonagens, e a o ma como
a música é in e p e ada. O concei o da animação oi elabo ado no sen ido de
c ia uma es u u a na a i a com base na le a da música e no concei o de odo
o li o-CD da banda Macadame, endo em con a as ilus ações o necidas. Nes a
ase, p oduziu-se ambém o s o yboa d. A aquisição de odos os conhecimen os
adqui idos nes a ase pe mi iu que o esul ado inal do p oje o seja melho .
A segunda ase oi a p odução. Como oi e e ido an e io men e, a p odução iniciou
com a edição de ilus ações, a a és da écnica do eco e, com o so wa e de
edição de imagem Adobe Pho oshop. Po im, oi ei a a mon agem e ealização da
animação, a a és do so wa e de animação Adobe A e E ec s. Apesa de não e
sido a escolha inicial da discen e, conclui-se que es a decisão oi ace ada, pelos
mo i os e e idos an e io men e.
Na pós-p odução o am ei as co eções e adicionados undos e le e ing. A adição
dos il os, undos e le e ing na animação oi uma mais- alia, na medida em que deu
mais ida à animação.
Em elação ao ídeo inal, conclui-se que es e, no ge al, oi bem conseguido e
que os obje i os p incipais o am alcançados. Como oi e e ido an e io men e,
há semp e aspe os que pode iam se melho ados ou ei os de ou a o ma,
p incipalmen e a ní el de mo imen os e c ia i idade. Ainda assim, odo o p oje o
oi ealizado com bas an e empenho, p ocu ando semp e melho a , a a és das
suges ões dos o ien ado es. Quan o à colabo ação com a Ana Biscaia, inicialmen e
oi-lhe en iado um e-mail com o guião li e á io, écnico e s o yboa d, ao qual ela
espondeu que p ecisa a de e “coisas mais conc e as” e que e a di ícil opina
sob e um s o yboa d. Assim, a discen e decidiu inicia a animação e oi ecebendo
di e sas suges ões dos o ien ado es, o que oi bas an e ú il pa a melho a odo o
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p oje o. Depois de e mina odas as al e ações, a discen e en iou o ídeo à banda e
à Ana Biscaia, como oi e e ido an e io men e. Vis o que a banda deu um eedback
bas an e posi i o e e e iu não p ecisa de al e ações, a discen e concluiu o p oje o.
No en an o, depois do ídeo e sido pa ilhado nas edes sociais, su ge a espos a
da ilus ado a. Como se pôde e i ica an e io men e, o am ei as algumas c í icas,
que ambém o am jus i icadas nas e lexões.
Com a p odução des e p oje o, p e endeu-se aumen a as capacidades écnicas
da discen e na animação e mo ion g aphics, e desen ol e compe ências no
planeamen o de abalho. Uma ez que es e p oje o eque a colabo ação de uma
ilus ado a, p e ende-se ambém desen ol e a i idades de colabo ação.
Assim, a discen e desen ol eu compe ências no planeamen o de p oje os, is o
que oi necessá io desen ol e a i idades de colabo ação, in e p e a o ma e ial
o necido, oma as p óp ias decisões, lida com a composição do ídeo e, acima de
udo, o ganiza o abalho num p oje o como es e.
Como e lexão inal, é impo an e e e i que a discen e adqui iu no os
conhecimen os, indispensá eis ao seu sucesso.
57

7. BIBLIOGRAFIA
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8. ANEXOS
ANEXO 1. En e is a à ilus ado a Ana Biscaia
1. Ana, con a já com an as publicações, exposições e p émios… Como é que
udo começou?
Eu penso que a ques ão da ilus ação começa em 2006, quando ilus o o “
Neg ume”, que é um li o edi ado pela &e c. Fo am as ilus ações que iz pa a esse
li o que me pe mi i am en a na escola da Suécia, pois oi com essas ilus ações
que me candida ei à escola. Foi a p imei a ez que eu p ecisei de ap esen a um
po ólio pa a me candida a a uma Uni e sidade, e as imagens que eu en iei pa a
a escola da Suécia o am jus amen e as imagens que iz pa a o li o do “Neg ume”.
Eu já me inha candida ado a es a escola no ano an e io , mas não inha en ado.
Depois iz o li o e quando oi a al u a das candida u as ol ei-me a candida a com
es as imagens e acabei po en a . O ac o de e ei o o “Neg ume”, em 2006, e e
es a impo ância que me pe mi iu i es uda pa a a Escandiná ia, mas não é mui o
ácil num país em que é mui o di ícil u chega es às edi o as e as edi o as acei a em
o eu abalho e publica em-no. Na al u a, não inha o mação nenhuma em
ilus ação. Tinha es udado design g á ico e inha ido uma cadei a de ilus ação no
cu so, mas nunca inha pensado em se ilus ado a. Nesse ano em que o “Neg ume”
oi edi ado, eu inha passado um ano e al a desenha mui o odos os dias, e semp e
coisas mui o p imá ias. De ilus ação inha mui o pouco. En e 2005 e 2006, i ia
na Figuei a e desenha a noi e den o. Um dia, decidi começa a coleciona esses
desenhos e en iá-los pa a edi o as e mui as delas nunca me esponde am, mas a
&e c ecebeu o meu abalho e decidiu que me ia da um ex o. Foi o esponsá el
pela edi o a, o Ví o Sil a Ta a es, que oi um homem impo an íssimo na his ó ia da
edição em Po ugal, que me pe mi iu que eu i esse o meu p imei o li o edi ado
com ilus ações minhas. Depois, na escola da Suécia, hou e um p o esso que,
pa a mim, oi undamen al e encon ado aquela pessoa que me ensinou á ias
coisas sob e ilus ação, mas coisas que são quase uma dou ina pa a mim. Mesmo
hoje, quando eu aço ilus ação, lemb o-me semp e do que ap endi na Suécia
e lá, oi esse homem chamado And eas, que me ensinou, po exemplo, que a
ilus ação é uma disciplina que aca e a uma g ande esponsabilidade in elec ual.
Se pensa es um pouco nes as pala as, apidamen e pe cebes a impo ância que
é, po exemplo, cons uí es um discu so isual, o que é que ens ou não a dize , o
que é que que es ou não publica . Quando publicas, é bom que penses bem nos
e ei os e nas consequências das coisas que azes enham a e . Quando me lemb o
des as pala as de que a ilus ação é uma disciplina que aca e a uma g ande
esponsabilidade in elec ual, uma pessoa em uma esponsabilidade ac escida. À
pa ida, quando cons óis imagens, as coisas nunca su gem do nada. Po an o, a
ilus ação ambém é uma disciplina que me pe mi e ap ende . Ap ende , po que
no malmen e anda de mãos dadas com um ex o. Pe mi e-me le , po que é uma
coisa que gos o de aze . Na cons ução das imagens, pe mi e-me pesquisa e
ap ende coisas e, depois, a cons ução das imagens, se o bem ei a, em semp e
es as duas coisas que, à pa ida, êm de se bem cump idas, que é a lei u a de um
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ex o bem lido e, depois, a pesquisa bem ei a. Acho que é aí que udo começa, em
2006. Depois, enho pa a Po ugal, em 2009, e ando a ba e a po as com as coisas
que ouxe da Suécia e i e a opo unidade de ilus a o li o “Poesia de Luís de
Camões”, que me eceu uma dis inção no P émio Nacional de Ilus ação. Se calha , o
g ande econhecimen o do abalho em a e quando se ganha o P émio Nacional
de Ilus ação em 2012. Na al u a, eu abalha a na Câma a Municipal de Coimb a, no
depa amen o de habi ação, numa coisa que não inha nada a e com a es. Depois,
ia pa a casa e começa a o meu abalho a ís ico, ou seja, inha duas idas. Fo am
anos mui o complicados, en e 2009 e 2013, po que o am anos de mui o abalho,
mas a e dade é que iz um li o du an e esses 4 anos, “A cadei a que que ia se
so á”. Comecei a azê-lo em 2011 e demo ou ce ca de 8 meses a se ei o. Depois,
hou e um dia que ecebi a no ícia de que esse li o inha ganho o P émio Nacional
de Ilus ação. Esse p émio dá- e logo um econhecimen o di e en e do eu abalho.
Depois o caminho ai-se azendo, ão-se azendo coisas odos os dias.
2. Que écnica cos uma u iliza nas suas ilus ações?
Eu nunca i e o mação écnica na ques ão de ap ende como é que se abalha com
os di e sos ma e iais. Eu i ei o cu so de design e mesmo quando es i e a es uda
ilus ação, nós nunca ínhamos disciplinas écnicas. Nunca hou e uma ap endizagem
mais escolás ica sob e as écnicas. Po an o, as écnicas que eu uso são os ma e iais
que eu gos o mais. Po exemplo, po que eu gos o de desenha , uso mui o o lápis.
É um ma e ial po á il e não p eciso de água como os guaches ou as agua elas,
mas depois, quando me sen o a abalha , gos o de mis u a ma e iais. Uso o
lápis, o co e o , os pas éis secos, os pas éis de óleo, os ma cado es, ambém uso
sp ays, colagens. Is o oi uma coisa que ap endi a aze quando iz o li o “A cadei a
que que ia se so á”. Foi um li o que oi ei o assim de uma o ma um bocado
descon aída, expe imen ando á ias coisas e sem g ande medo de a isca . Aquela
coisa de e de se uma ilus ação mui o con olada e bem ei a e bem e minada, eu
não consigo aze as coisas assim, po que de alguma o ma isso não em mui o a e
comigo.
3. Quais são as suas e e ências isuais de ilus ação?
Não há nada em que eu me baseie pa a p oduzi as minhas imagens, mas há uma
sé ie de e e ências isuais como o Picasso, Paul Klee, Modigliani, And é Lemos,
Miguel Ca nei o, Ma co Mendes, Manuela Bacela , Susa Mon ei o, Ma ia Keil,
Lo enzo Ma o i, Tommi Mus u i, B uno Muna i, Van Gogh, ilmes, li es, cinema, os
ep esen an es da na u eza, o mas de es a no mundo.
4. No p ocesso de c iação de uma ilus ação, em po hábi o a ealização de
alguma ecolha documen al sob e o público-al o?
Não, não enho.
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ANEXO 4. Redes Sociais
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