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Conscien e do impac o da iloso ia de
Haeckel, cuja ob a Os Enigmas do Uni-
e so, “se co espondesse ao í ulo, se ia
o p ocu ado dicioná io uni e sal” (Id.,
Ibid., 222), Leona do Coimb a a aca io-
len amen e o “haeckelismo”, que acusa
de en e ma do “ ício cousis a”, ao edu-
zi oda a ealidade, incluindo a consciên-
cia e suas p oduções, a uma “subs ância
uni e sal” elemen a : “O monismo de
Haeckel é um na u alismo que se ixa
na ma é ia e na e olução”. Visando des-
ui o haeckelismo no seu p óp io e -
eno, Coimb a quali ica-o de e óg ado
e an icien í ico: “Haeckel em de i a a
consciência da Subs ância uni e sal, po
isso eg essa a um animismo p é-cien í i-
co, que coloca no á omo e na molécula,
udimen os de sen imen o e consciência.
Nes a al u a, deixa Haeckel de se um sá-
bio equi ocado no meio do abalho ilo-
só ico pa a se uma ceguei a p oselí ica
e uma eimosia de o dem sen imen al,
ou uma in eligência sem lógica, e sem
pudo ” (Id., Ibid., 223). Como emos, o
obje o da c í ica de Leona do ai além da
iloso ia na u alis a, isando o e hos que,
em seu en ende , es á ligado à sua exp es-
são haeckeliana.
A ensão na u alismo/an ina u alismo
baixa de in ensidade a pa i dos anos 20
do séc. xx.
Bibliog.: BOMBARDA, Miguel, Consciência e
Li e A bí io, Lisboa, Pa ce ia An ónio Ma ia
Pe ei a, 1898; COIMBRA, Leona do, Ob as de
Leona do Coimb a, Po o, Lello e I mão, 1983;
HAECKEL, E ns , Os Enigmas do Uni e so, Po -
o, Lello e I mão, 1926; LIMA, A hu Vianna
de, Exposé Sommai e des Théo ies T ans o mis es
de Lama ck, Da win e Haeckel, Pa is, Lib ai ie
Delag a e, 1885; QUENTAL, An e o de, Ob as
Comple as, ol. iii, Lisboa, Comunicação, 1991.
Adelino Ca doso
An ina u opa ismo
Es udo e a amen o das doenças a a-
és de p ocessos na u ais, deixando
que o p óp io co po eaja com a sua
ene gia i al quando li e das oxinas
que se acumulam de ido a maus hábi os
adqui idos du an e a ida, a na u opa ia
é um mo imen o na u alis a nascido no
séc. xix, mis o de e apia e iloso ia de
ida, a i mando-se como a a e de cu a
eco endo à is medica ix na u ae, a o ça
cu a i a da na u eza.
Usado pela p imei a ez po John
Scheel, médico em No a Io que, pa a
ca ac e iza a p á ica médica a que se de-
dica a – uma e apia baseada na ejeição
de odo e qualque ipo de emédios ou
medicamen os da indús ia a macêu ica,
subs i uindo-os po uma e apia baseada
num sis ema de p e enção da doença
u ilizando exclusi amen e mé odos na-
u ais, que a a és da alimen ação, da
hid o e apia (cu a com a água), da geo-
e apia (cu a com a gila), da i o e apia
(cu a com plan as lo ais) e de p á icas de
exe cício ísico – o nome “na u opa ia”
oi popula izado, em 1902, pelo médico
alemão Benedic Lus (1872-1945), que
o u ilizou pa a designa uma e apia nu-
icional, insis indo numa die a na u al,
assen e na i o e apia, na manipulação
e eb al, no exe cício, na homeopa ia,
na hid o e apia e na ele o e apia. Ab-
solu amen e con ic o da bondade des as
p á icas de saúde, o nou-se o seu g an-
de após olo e, so endo ele mesmo de
ube culose, usou-as no seu p óp io a-
amen o. Fundou a p imei a Escola Ame-
icana de Na u opa ia, em No a Io que,
e ambém a Associação Ame icana de
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Na u opa ia, a p imei a associação p o-
issional de médicos na u opá icos. Em
1918, c iou e di igiu a Enciclopédia Uni-
e sal Na u opá ica, pugnando po uma
e apia sem medicamen os, o mesmo
azendo a a és da e is a Na u e’s Pa h,
ambém po ele c iada e di igida. Ao lon-
go de odo o séc. xx e nos p imei os anos
do séc. xxi, a na u opa ia di undiu-se a-
pidamen e pela Eu opa e pela Amé ica,
sendo c iadas g andes escolas em alguns
dos países mais in luen es na p es ação
dos se iços de saúde, nomeadamen e
Alemanha, Espanha, Es ados Unidos da
Amé ica e di e sos países da Amé ica do
Sul, e oi incen i ada pela O ganização
Mundial de Saúde.
Cen ada na o ça cu a i a da na u eza,
a na u opa ia pode se conside ada como
uma medicina holís ica; a base de oda
a sua a uação é a a i mação do homem
como um pequeno uni e so, um mic o-
cosmos no seio do mac ocosmos que
é oda a na u eza em que es á inse ido.
Assim, o o ganismo que é o se humano
não pode se a ado como me a pa e
do Uni e so, pois o ma com ele um odo
(holos); não são as pa es que pe mi em
comp eende o odo, mas o odo, que
é mui o mais do que a me a soma das
suas pa es, que pe mi e comp eende as
pa es. São as mesmas as leis ge ais que
egem o Uni e so e odos os seus cons-
i uin es, leis que egem de igual modo
os di e en es cons i uin es do homem e
udo aquilo de que es e é ei o.
Em consequência, o co po humano
não de e se a ado como uma máquina,
como o az, desde o séc. x ii, a iloso ia
mecanicis a de Desca es e de New on.
Na abo dagem ao seu es ado de saúde
ou de doença, não se de e negligencia
nunca o es udo sis émico da na u eza de
o ganismo i o que ele é. Po mais ú il e
necessá ia que possa se a desc ição edu-
cionis a do seu uncionamen o, se á sem-
p e uma desc ição incomple a, podendo
o na -se al amen e pe niciosa e ine icaz.
As di e en es pa es do co po humano
de em se a adas como um sis ema in e-
g ado, cujas p op iedades não podem se
eduzidas às das suas unidades meno es.
Nes e sen ido, po quan o comungam das
ideias da iloso ia alquímica, as di e en es
e apias na u ais de endidas e p a icadas
pelos na u opa as – desde a e apia nu-
icional, à i o e apia, à homeopa ia, à
manipulação e eb al, à e apia do exe -
cício, à hid o e apia, à ele o e apia e a
ou as do géne o – êm sido conside adas
mui as ezes como medicinas alquímicas.
À sua isão holís ica es á associada uma
isão i alis a, conside ando que a ida é
algo mais do que a soma dos p ocessos
bioquímicos e de endendo que o co po
em uma in eligência ina a que semp e
se es o ça po alcança a saúde, pelo que
cada co po doen e possui em si o neces-
sá io pa a se cu a a si mesmo. Daí que o
e dadei o na u opa a não ecei a medi-
camen os, an es buscando em cada caso
as medidas e apêu icas mais indicadas e
ideais pa a es au a e es imula as capa-
cidades uncionais do o ganismo a ingido
Benedic Lus (1872-1945).
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pela doença. Pa a an o, en ende que não
p ecisa de se médico nem possui um
diploma de p á ica médica; sem nega
a u ilidade dos cu sos e das p á icas que
possam ajudá-lo a decidi quais são as me-
lho es medidas e apêu icas a oma nas
a iadas si uações conc e as com que po-
de á depa a , en ende que o que mais o
pode á ajuda se á semp e a sua p óp ia
expe iência de ida, colhida no con ac-
o di e o com a na u eza. As suas p á i-
cas ao se iço da saúde de em se idas
e a adas como uma medicina na u al,
ap esen ando-se como medicinas al e na-
i as à medicina ida como con encional,
a medicina ensinada e p a icada pelas
escolas académicas das uni e sidades, a
medicina alopá ica.
Dada a na u eza endencialmen e ma-
e ialis a da ciência e da sociedade oci-
den al dos começos do séc. xxi e o po-
si i ismo que in o ma a sua cul u a, a
na u opa ia, ao engloba no seu obje o
não apenas o co po mas ambém o es-
pí i o, p e endendo a a a saúde do
se humano apenas no quad o de um
se holís ico, não consegue se acei e
como uma ciência. Os p o issionais da
medicina académica, mesmo quando
nela eem aspe os e esul ados posi i os,
não deixam de a e como uma medici-
na insóli a e mos am-se eni en es e em
oposição on al à inclusão das suas p á-
icas no cu ículo dos seus cu sos. Pa a
mui os médicos da medicina alopá ica,
azê-lo se ia um au ên ico absu do.
Não sendo econhecido como e da-
dei o médico, o na u opa a cai mui as e-
zes na ilegalidade quando diz se médico
ou quando e i a ou ecei a emédios sem
au o ização médica. As suas p á icas não
se enquad am no sis ema sani á io o icial
e con encional. E não é só pelo ca ác e
acien í ico das suas p á icas, em con on-
o abe o com o ca ác e cien í ico com
que se a i ma a medicina con encional,
apoiada em p oje os de in es igação sis e-
má ica e comp o ação expe imen al ce -
i icada, que a na u opa ia ins iga con a
si os de enso es da medicina alopá ica;
con a ela es ão ambém os in e esses da
indús ia a macêu ica, na de esa dos á -
macos sin é icos que a medicina con en-
cional u iliza e p esc e e.
Po mais posi i o e lou á el que possa
pa ece o p og ama de de esa da saúde
que os na u opa as a i mam se o seu, ba-
seado na eliminação de maus hábi os – so-
b ealimen ação, consumo de d ogas, ho-
á ios inadequados de ida, p eocupações
em demasia, abe ações sociais e sexuais,
e c. –, o ien ado pa a a c iação de hábi os
co e o es de p á icas e adas ou abusi as
a a és de bons exe cícios de uma co e a
espi ação, de co e as a i udes men ais
ace aos acon ecimen os do dia a dia e
duma sã mode ação na busca da p óp ia
saúde e dos bens ma e iais, acompanha-
do de uma cul u a de p incípios de ação
e icaz – jejum adequado, seleção de ali-
men os, banhos de luz e a , hid o e apia,
os eopa ia, manipulação e eb al, c omo-
e apia e ou os –, o seu di ícil enquad a-
men o na cul u a que en o ma e domina o
mundo ociden al dos começos do séc. xxi
(ao con á io de mui o que ca ac e iza as
cul u as idas como do mundo o ien al) é
a g ande on e do an ina u opa ismo des-
as sociedades.
Bibliog.: ACHARAN, Manuel Lezae a, Medici-
na Na u al ao alcance de Todos, 13.ª ed., Mexi-
co, Pax, 2008; KUHNE, Louis, New Science o
Healing o he Doc ine o he Oneness o All Disea-
ses, Leipzig, ed. do Au o , s.d.; VASEY, Ch is-
ophe , Pequeno T a ado da Na u opa ia, Lisboa,
Eu opa-Amé ica, 2009.
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