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Fatores preditivos de complicações graves em cirurgia neonatal

Catré, Dora,Lopes, Maria Francelina,Madrigal, Angel,Oliveiros, Bárbara,Cabrita, António Silvério,Viana, Joaquim Silva,Neves, José Farela

Abstract

Objetivo: investigar a incidência e gravidade das complicações pós-operatórias precoces e identificar fatores de risco para o seu desenvolvimento em recém-nascidos submetidos ao tratamento cirúrgico, sob anestesia geral. Métodos: análise retrospectiva dos dados de 437 neonatos com doença crítica submetidos à cirurgia neonatal num centro cirúrgico pediátrico terciário, entre janeiro de 2000 e dezembro de 2010. A gravidade das complicações ocorridas nos primeiros 30 dias de pós-operatório foi classificada utilizando o sistema de Clavien-Dindo para complicações cirúrgicas, sendo considerados graves os graus III a V. Por análise estatística uni e multivariada avaliaram-se variáveis pré e intraoperatórias com potencial preditivo de complicações pós-operatórias graves. Resultados: a incidência de, pelo menos, uma complicação grave foi 23%, com uma mediana de uma complicação por paciente 1:3. Ao todo, ocorreram 121 complicações graves. Destas, 86 necessitaram de intervenção cirúrgica, endoscópica ou radiológica (grau III), 25 puseram em risco a vida, com disfunção uni ou multi-órgão (grau IV) e dez resultaram na morte do paciente (grau V). As principais complicações foram técnicas (25%), gastrointestinais (22%) e respiratórias (21%). Foram identificados quatro fatores de risco independentes para complicações pós-operatórias graves: reoperação, operação por hérnia diafragmática congênita, prematuridade menor que 32 semanas de idade gestacional e cirurgia abdominal. Conclusão: a incidência de complicações pósoperatórias graves após cirurgias neonatais, sob anestesia geral, permaneceu elevada. As condições consideradas fatores de risco independentes para complicações graves após a cirurgia neonatal podem ajudar a definir o prognóstico pós-operatório em neonatos com doença cirúrgica e orientar as intervenções para melhoria de resultados.

Full text

Ca éCa é Ca éCa é Ca é Fa o es p edi i os de complicações g a es em ci u gia neona al 363 Re . Col. B as. Ci . 2013; 40(5): 363-369 A igo O iginalA igo O iginal A igo O iginalA igo O iginal A igo O iginal Fa o es p edi i os de complicações g a es em ci u gia neona alFa o es p edi i os de complicações g a es em ci u gia neona al Fa o es p edi i os de complicações g a es em ci u gia neona alFa o es p edi i os de complicações g a es em ci u gia neona al Fa o es p edi i os de complicações g a es em ci u gia neona al P edic o s o majo pos ope a i e complica ions in neona al su ge yP edic o s o majo pos ope a i e complica ions in neona al su ge y P edic o s o majo pos ope a i e complica ions in neona al su ge yP edic o s o majo pos ope a i e complica ions in neona al su ge y P edic o s o majo pos ope a i e complica ions in neona al su ge y DORA CATRÉ1; MARIA FRANCELINA LOPES2; ANGEL MADRIGAL3; BÁRBARA OLIVEIROS4; ANTÓNIO SILVÉRIO CABRITA5; JOAQUIM SILVA VIANA6; JOSÉ FARELA NEVES7 RESUMORESUMO RESUMORESUMO RESUMO Obje i oObje i o Obje i oObje i o Obje i o: in es iga a incidência e g a idade das complicações pós-ope a ó ias p ecoces e iden i ica a o es de isco pa a o seu desen ol imen o em ecém-nascidos subme idos ao a amen o ci ú gico, sob anes esia ge al. Mé odosMé odos Mé odosMé odos Mé odos: análise e ospec i a dos dados de 437 neona os com doença c í ica subme idos à ci u gia neona al num cen o ci ú gico pediá ico e ciá io, en e janei o de 2000 e dezemb o de 2010. A g a idade das complicações oco idas nos p imei os 30 dias de pós-ope a ó io oi classi icada u ilizando o sis ema de Cla ien-Dindo pa a complicações ci ú gicas, sendo conside ados g a es os g aus III a V. Po análise es a ís ica uni e mul i a iada a alia am-se a iá eis p é e in aope a ó ias com po encial p edi i o de complicações pós-ope a ó ias g a es. Resul adosResul ados Resul adosResul ados Resul ados: a incidência de, pelo menos, uma complicação g a e oi 23%, com uma mediana de uma complicação po pacien e 1:3. Ao odo, oco e am 121 complicações g a es. Des as, 86 necessi a am de in e enção ci ú gica, endoscópica ou adiológica (g au III), 25 puse am em isco a ida, com dis unção uni ou mul i-ó gão (g au IV) e dez esul a am na mo e do pacien e (g au V). As p incipais complicações o am écnicas (25%), gas oin es inais (22%) e espi a ó ias (21%). Fo am iden i icados qua o a o es de isco independen es pa a complicações pós-ope a ó ias g a es: eope ação, ope ação po hé nia dia agmá ica congêni a, p ema u idade meno que 32 semanas de idade ges acional e ci u gia abdominal. ConclusãoConclusão ConclusãoConclusão Conclusão: a incidência de complicações pós- ope a ó ias g a es após ci u gias neona ais, sob anes esia ge al, pe maneceu ele ada. As condições conside adas a o es de isco independen es pa a complicações g a es após a ci u gia neona al podem ajuda a de ini o p ognós ico pós-ope a ó io em neona os com doença ci ú gica e o ien a as in e enções pa a melho ia de esul ados. Desc i o es:Desc i o es: Desc i o es:Desc i o es: Desc i o es: Mo bidade. Ci u gia Ge al. Índice de g a idade de doença. A aliação de esul ados (cuidados de saúde). Recém- nascido. T abalho ealizado na UTIP do Hospi al Pediá ico de Coimb a (HPC). 1. Se iço de Anes esiologia, Cen o Hospi ala Tondela-Viseu, EPE, Viseu, Po ugal; 2. Se iço de Ci u gia Pediá ica, Cen o Hospi ala e Uni e si á io de Coimb a, EPE, Coimb a, Po ugal; 3. Se iço de Anes esiologia Pediá ica, Cen o Hospi ala e Uni e si á io de Coimb a, EPE, Coimb a, Po ugal; 4. Depa amen o de Bioes a í ica e In o má ica Médica, Faculdade de Medicina, Uni e sidade de Coimb a, Coimb a, Po ugal; 5. Faculdade de Medicina, Uni e sidade de Coimb a, Coimb a, Po ugal; 6. Faculdade de Ciências da Saúde (Anes esiologia), Uni e si- dade da Bei a In e io , Co ilhã , Po ugal; 7. Unidade de Cuidados In ensi os Pediá icos, Cen o Hospi ala e Uni e si á io de Coimb a, EPE, Coimb a, Po ugal. INTRODUÇÃOINTRODUÇÃO INTRODUÇÃOINTRODUÇÃO INTRODUÇÃO O a amen o ci ú gico neona al e oluiu con inuamen- e desde os úl imos 50 anos. Apesa das melho ias nas écnicas anes ésico/ci ú gicas, a ci u gia neona al con- inua a se uma causa impo an e de mo bidade e mo ali- dade, especialmen e na população al amen e ulne á el de ecém-nascidos1-3. Com uma melho comp eensão da g a idade e dos a o es de isco pa a o desen ol imen o de complicações pós-ope a ó ias en e os ecém-nascidos ope ados, os es o ços podem se di ecionados pa a a p e- enção da oco ência de mo bidade. O sis ema de classi icação de complicações pós- ope a ó ias ap esen ado po Cla ien4, e e isado mais a - de5, oi ecen emen e u ilizado em es udos pediá icos de á ias á eas ci ú gicas. Es a classi icação ca ego iza as com- plicações pós-ope a ó ias desde o g au I a V, de aco do com a sua necessidade de a amen o. A análise de a o es p edi i os de complicações pós-ope a ó ias em neona os ainda é incomple a. Ao aplica a classi icação de Cla ien-Dindo5 a uma sé ie ci ú gica de ecém-nascidos em es ado c í ico, a ados em um cen o egional pediá ico e ciá io, os ob- je i os do p esen e es udo o am, em p imei o luga , ana- lisa a incidência e g a idade das complicações pós-ope a- ó ias den o dos p imei os 30 dias após p ocedimen os ci- ú gicos neona ais, sob anes esia ge al, no nosso cen o e, em segundo luga , in es iga a o es de isco p é e in aope a ó ios pa a o desen ol imen o de mo bidade g a- e pós-ope a ó ia p ecoce. MÉTODOSMÉTODOS MÉTODOSMÉTODOS MÉTODOS Os dados pa a es e es udo o am cole ados a pa i de uma base de dados man ida p ospec i amen e 364 Re . Col. B as. Ci . 2013; 40(5): 363-369 Ca éCa é Ca éCa é Ca é Fa o es p edi i os de complicações g a es em ci u gia neona al pela unidade clínica de e apia in ensi a pediá ica (UTIP), incluindo dados demog á icos e dados clínicos de odos os ecém-nascidos in e nados na UTIP do Hospi al Pediá ico de Coimb a (HPC). Analisa am-se e ospec i amen e as complica- ções que oco e am nos p imei os 30 dias de pós-ope a ó- io em 437 c ianças, cuja ci u gia neona al oi ealizada no HPC en e janei o de 2000 e dezemb o de 2010. Fo am conside ados casos elegí eis os que p e- enche am os seguin es c i é ios: pacien es ecém-nascidos subme idos a p ocedimen os ci ú gicos, sob anes esia ge- al, du an e o pe íodo neona al (0-28 dias de ida), admi i- dos na UTIP, no p é-ope a ó io ou nas p imei as seis ho as pós-ope a ó ias e cuja ci u gia oi concluída no HPC. Excluí am-se os seguin es casos: 1) pacien es ecém-nascidos subme idos à ci u gia o a do HPC; 2) pa- cien es ecém-nascidos que o am subme idos à anes esia não associada a p ocedimen os ci ú gicos, 3) pacien es e- cém-nascidos ope ados no HPC mas sem admissão na UTIP. A análise da base de dados clínicos oi comple- ada com a e isão dos p on uá ios clínicos indi iduais. Foi ob ida pe missão ins i ucional pa a e e a in o mação clí- nica dos pacien es, obedecendo às no mas de p o eção indi idual dos dados e aos equisi os é icos exigidos pelo Comi ê de É ica em Pesquisa do nosso Cen o Hospi ala . Fo am cole adas ca ac e ís icas demog á icas, in o mação clínica p é, in a e pós-ope a ó ias e esul ados. Os esul ados de in e esse o am a iden i icação, quan i icação e classi icação de complicações pós-ope a- ó ias que oco e am nos p imei os 30 dias após a ci u gia neona al, u ilizando a classi icação de Cla ien-Dindo5 (Ta- bela 1) e a iden i icação de a o es de isco p é e in aope a ó ios pa a complicações pós-ope a ó ias g a es, de inidas como complicações g aus III a V. Complicações o am de inidas como e en os ad e sos que não e am ine en es à condição p é-ope a ó- ia ci ú gica. Ci u gia abdominal oi de inida como qualque p ocedimen o ci ú gico ealizado na ca idade abdominal. Os 437 pacien es o am dis ibuídos em dois g u- pos, com base nas complicações pós-ope a ó ias. Um g u- po incluiu pacien es com complicações Cla ien-Dindo g aus III a V (complicações g a es). Os pacien es que não i e- am complicações ou que i e am complicações de g au I ou II o am u ilizados como g upo de con ole. A associação po encial de isco de mo bidade nos p imei os 30 dias de pós-ope a ó io com ca ac e ís icas demog á icas ao nasce e no a o ci ú gico, elacionadas ao p ocedimen o ope a ó io o am examinadas po análise uni a iada. Algumas a iá eis con ínuas o am con e idas em a iá eis ca egó icas pa a análise es a ís ica. A análise do pe cen il de peso de nascimen o oi ealizada usando g á icos especí icos pa a o sexo e idade de ges ação6. Indi- cação ci ú gica po doença adqui ida oi de inida como condição ci ú gica que oco eu após o nascimen o. As a iá eis ca egó icas são ap esen adas como alo es absolu os (pe cen uais). As a iá eis quan i a i as são ap esen adas como mediana e alo es mínimo e máxi- mo ou mediana e in e qua il (pe cen is 25-75). As a iá eis quan i a i as o am compa adas usando o es e de Mann-Whi ney, con o me ap op iado pa a a dis ibuição não no mal dos dados. As a iá eis qua- li a i as o am compa adas pelos es es c2 e exa o de Fishe , con o me ap op iado. Analisa am-se compa a i amen e as a iá eis elacionadas com as ca ac e ís icas demog á icas ao nas- ce e no a o ci ú gico e elacionadas com o p ocedimen o ope a ó io nos g upos com e sem complicações g a es. As a iá eis es a is icamen e signi ica i as (p<0,05) o am selecionadas pa a inclusão em modelo de eg essão logís ica múl ipla, que oi u ilizada pa a de e mina os a- o es p edi i os independen es de complicações pós-ope- a ó ias g a es. Assim, o am incluídas no nosso modelo Tabela 1 Tabela 1 Tabela 1 Tabela 1 Tabela 1 -Classi icação Cla ien-Dindo de Complicações Ci ú gicas 5. G auG au G auG au G au De iniçãoDe inição De iniçãoDe inição De inição IQualque des io do cu so pós-ope a ó io no mal sem necessidade de in e enção pa a além da adminis ação de an iemé icos, an ipi é icos, analgésicos, diu é icos, ele óli os e isio e apia # II Complicação eque endo a amen o a macológico com ou os medicamen os além dos que são pe mi idos pa a as complicações de g au I. III Complicação eque endo in e enção ci ú gica, endoscópica ou adiológica III-a In e enção sem se sob anes esia ge al III-b In e enção sob anes esia ge al IV Complicação com pe igo de ida eque endo admissão em unidade de e apia in ensi a IV-a Dis unção de ó gão único (incluindo diálise) IV-b Dis unção mul i-ó gão VMo e do pacien e #Es e g au ambém inclui in eções cu âneas d enadas sem anes esia ge al. Ca éCa é Ca éCa é Ca é Fa o es p edi i os de complicações g a es em ci u gia neona al 365 Re . Col. B as. Ci . 2013; 40(5): 363-369 as seguin es a iá eis: nascimen o p ema u o com me- nos de 32 semanas de ges ação, peso ope a ó io na p i- mei a ci u gia, mais do que uma in e enção anes ésico/ ci ú gica, ASA 3 a 5, anes esia in a enosa, ci u gia ab- dominal e ci u gia de hé nia dia agmá ica congêni a, en e ocoli e nec osan e, de ei os congêni os da pa ede abdominal (on alocele/gas osquise), a esia in es inal e mal o mações ano e ais. Fo am ealizados os es es de Hosme -Lemeshow e Omnibus pa a de e mina espec i- amen e a qualidade do ajus e e desempenho do mode- lo. Va iá eis com odds a io e in e alos de con iança de 95% (IC) di e en es de um o am conside ados como en- do uma associação signi ica i a e independen e com a mo bidade. Os ní eis de signi icância p<0,05 o am conside- ados es a is icamen e signi ica i os. RESULTADOSRESULTADOS RESULTADOSRESULTADOS RESULTADOS Dos 1055 ecém-nascidos in e nados na UTIP en- e 01 de janei o de 2000 e 31 de dezemb o de 2010, 437 (41%) pacien es p eenche am os c i é ios de inclusão. Nes- es neona os o am ealizadas 558 in e enções sob anes esia ge al, pa a um o al de 636 p ocedimen os ci ú gicos. A média de idade ges acional das 437 c ianças ao nasce oi 37 semanas ( a iação, 24-41) e a mediana do peso de nascimen o oi 2760 g amas ( a iação, 440- 4350). A análise es a ís ica da idade ges acional e do peso, ao nasce , não ap esen a am di e ença signi ica i a en e os g upos com e sem complicações g a es. No o al, 56% (244) dos ecém-nascidos e am do sexo masculino, 15% (66) nasce am p ema u os com menos de 32 semanas de ges ação, dos quais 90% (56) e am de mui o baixo peso (menos de 1500 g amas), e 81,5% (356) ap esen a am mal o mações congêni as que necessi a am de ci u gia neona al. Dos 437 ecém-nascidos subme idos a p ocedi- men os anes ésicos/ci ú gicos, 242 (55%) não ap esen a- am nenhuma complicação pós-ope a ó ia. T ezen as e se en a complicações o am egis adas a é ao 30º dia de pós-ope a ó io, num o al de 195 c ianças, das quais, 99 (23%) ap esen a am 121 complicações g a es (in e alo, 1-3, mediana 1). As complicações ca ego izadas de aco do com a classi icação de Cla ien-Dindo são ap esen adas na abela 2, e o ipo e empo de oco ência de complicações são ap e- sen ados na abela 3. Dois e ços de odas as complicações o am de g au I ou II e o am, na sua maio ia, hema ológicas, me abólicas e in ecciosas. Das 121 complicações g a es, 86 necessi a am de in e enção ci ú gica, endoscópica ou adi- ológica (g au III), 25 e am po encialmen e a ais, com dis unção uni ou mul i-ó gão (g au IV) e dez esul a am na mo e do pacien e (g au V). As p incipais complicações o- am p edominan emen e écnicas (25%), gas oin es inais (22%) e espi a ó ias (21%). Den e odas as complicações pós-ope a ó ias, ce ca de me ade (51%) o am iden i icadas nas p imei as 48 ho as, 37% en e o segundo e o nono dias e os es an es 12% en e o décimo e o 30º dias. As complicações g a es de g au V o am es- ponsá eis po 45% (10/22) das mo es nos p imei os 30 dias de pós-ope a ó io. O e ei o das a iá eis p é e in aope a ó ias sob e a oco ência e g a idade das complicações pós-ope- a ó ias é ap esen ado na abela 4. A oco ência de com- plicações g a es (g aus III a V) oi signi ica i amen e as- sociada a pa o p ema u o com menos de 32 semanas de idade ges acional (p=0,024) e a um peso ope a ó io sig- Tabela 2 Tabela 2 Tabela 2 Tabela 2 Tabela 2 -Ca ego ização de 370 complicações baseada no sis ema de classi icação de Cla ien-Dindo. Ca ego ização/G auCa ego ização/G au Ca ego ização/G auCa ego ização/G au Ca ego ização/G au n (%)n (%) n (%)n (%) n (%) Complicações meno es G au I 36 (9,7) G au II 213 (57,6) Complicações g a es G auIIIa 22 (5,9) G auIIIb 64 (17,3) G auIVa 13 (3,5) G auIVb 12 (3,2) G au V 10 (2,7) Tabela 3 Tabela 3 Tabela 3 Tabela 3 Tabela 3 -Tipo e empo de oco ência das complicações. Tipo de complicaçãoTipo de complicação Tipo de complicaçãoTipo de complicação Tipo de complicação G a e (n=121), %G a e (n=121), % G a e (n=121), %G a e (n=121), % G a e (n=121), % Meno (n=249), %Meno (n=249), % Meno (n=249), %Meno (n=249), % Meno (n=249), % Tempo – dias, mediana ( a iação)Tempo – dias, mediana ( a iação) Tempo – dias, mediana ( a iação)Tempo – dias, mediana ( a iação) Tempo – dias, mediana ( a iação) Ca dio ascula 12,4 11,6 0(0-17) Respi a ó ia 20,7 6,8 2,5 (0-25) Gas oin es inal 22,3 1,6 6(0-28) Renal 1,6 3,2 1(0-5) Neu ológica 5,8 2,8 5(0-24) Me abólica 021,7 0(0-23) Hema ológica 0,8 29,3 0(0-15) In ecciosa 11,6 18,5 6(0-25) Técnica 24,8 4,4 6(0-17) 366 Re . Col. B as. Ci . 2013; 40(5): 363-369 Ca éCa é Ca éCa é Ca é Fa o es p edi i os de complicações g a es em ci u gia neona al ni ica i amen e meno na p imei a ope ação (p=0,046). As c ianças com mais de uma in e enção anes ésico/ ci ú gica (p<0,001), classi icação ASA 3 a 5 (P<0,001), anes esia in a enosa (P=0,015), epa ação ci ú gica de hé nia dia agmá ica congêni a (p=0,004), de ei os con- gêni os da pa ede (p=0,033), en e ocoli e nec osan e (p=0,008), a esia do in es ino delgado (p=0,040), mal o mação ano e al (p=0,030) e ci u gia abdominal (p<0,001) o am signi ica i amen e mais p opensas a ap e- sen a complicações g a es. Po ou o lado, as es an es a iá eis da abela 4, ambém es adas com es a ís ica uni a iada, não o am signi ica i amen e associadas à complicações g a es. Com base na análise uni a iada o am incluídas as seguin es a iá eis no nosso modelo de eg essão logís ica mul i a iada pa a de e mina os a o es p edi i os das complicações pós-ope a ó ias g a es: nascimen o p e- ma u o com menos de 32 semanas de ges ação, peso ope- a ó io na p imei a ci u gia, mais do que uma in e enção anes ésico/ci ú gica, ASA 3 a 5, anes esia in a enosa, ci- u gia abdominal e ci u gia de hé nia dia agmá ica con- gêni a, en e ocoli e nec osan e, de ei os congêni os da Tabela 4 Tabela 4 Tabela 4 Tabela 4 Tabela 4 -Ca ac e ís icas dos neona os que ap esen a am complicações g a es (g aus de Cla ien-Dindo e” III) e dos que i e am complicações de Cla ien-Dindo g aus I ou II e sua associação com complicações den o de 30 dias após a ope ação na análise uni a iada. Fa o esFa o es Fa o esFa o es Fa o es Complicações Cla ien-DindoComplicações Cla ien-Dindo Complicações Cla ien-DindoComplicações Cla ien-Dindo Complicações Cla ien-Dindo PP PP P >> >> > III, n=99 III, n=99 III, n=99 III, n=99 III, n=99 Sem ou Sem ou Sem ou Sem ou Sem ou << << < II, n=338 II, n=338 II, n=338 II, n=338 II, n=338 Ca ac e ís icas do pacien e ao nasce Gêne o masculino, n= 244 56 188 0,868 P ema u o<32 s IG, n=66 22 44 0,024*0,024* 0,024*0,024* 0,024* PIG (<pe cen il10), n=67 18 49 0,371 GIG (>pe cen il 90), n=17 512 0,497 Apga aos 5 min < 7, n=16¥5/97 11/331 0,403 >1 mal o mação congêni a, n=91 20 71 0,862 Ca ac e ís icas do pacien e no a o ope a ó ioCa ac e ís icas do pacien e no a o ope a ó io Ca ac e ís icas do pacien e no a o ope a ó ioCa ac e ís icas do pacien e no a o ope a ó io Ca ac e ís icas do pacien e no a o ope a ó io Idade na 1ª ope ação, dias de ida#2 (0-8) 3 (1-9) 0,256 Peso na 1ª ope ação, Kg #2,6 (1,8-3) 2,8 (2-3,3) 0,026*0,026* 0,026*0,026* 0,026* >1 in e enção anes ésica/ci ú gica, n=95 56 39 <0,001*<0,001* <0,001*<0,001* <0,001* Ca ac e ís icas ope a ó ias (em pelo menos um p ocedimen o po pacien e)Ca ac e ís icas ope a ó ias (em pelo menos um p ocedimen o po pacien e) Ca ac e ís icas ope a ó ias (em pelo menos um p ocedimen o po pacien e)Ca ac e ís icas ope a ó ias (em pelo menos um p ocedimen o po pacien e) Ca ac e ís icas ope a ó ias (em pelo menos um p ocedimen o po pacien e) Indicação ci ú gica adqui ida, n=99 22 77 0,907 Sco e ASA e” 3, n=207 67 140 <0,001*<0,001* <0,001*<0,001* <0,001* Anes esia balanceada, n=372 85 287 0,816 Anes esia in a enosa, n=75 25 50 0,015*0,015* 0,015*0,015* 0,015* Anes esia inala ó ia, n=8 1 7 0,689 Ci u gia pa a:A esia do esó ago, n=42 834 0,557 De ei os de pa ede abdominal, n=49 17 32 0,033*0,033* 0,033*0,033* 0,033* Hé nia dia agmá ica congêni a, n=42 17 25 0,004*0,004* 0,004*0,004* 0,004* En e ocoli e nec osan e, n=31 13 18 0,008*0,008* 0,008*0,008* 0,008* Obs ução duodenal, n=25 817 0,250 A esia in es ino delgado, n=16 7 9 0,040*0,040* 0,040*0,040* 0,040* Ileus meconial, n=9 2 7 1,00 Mal o mações ano e ais, n=30 228 0,030*0,030* 0,030*0,030* 0,030* Doença de Hi schsp ung, n=6 3 3 0,133 Hid one ose congêni a, n=4 2 2 0,222 Mal o mações ca díacas, n=31 625 0,649 Hid oce alia adqui ida, n=30 822 0,586 Mielomeningocelo, n=27 324 0,139 Ci u gia abdominal, n=225 70 155 <0,001*<0,001* <0,001*<0,001* <0,001* Ci u gia o ácica, n=62 12 50 0,503 Du ação da ci u gia>2h, n=177 47 130 0,108 n, no de casos; #, Mediana e in e qua il; s, semanas; IG, idade de ges ação; ¥, no e casos com alo es de Apga em al a o am excluídos da análise des a a iá el; PIG, pequeno pa a a idade de ges ação; GIG, g ande pa a a idade de ges ação; min, minu os; >1, mais do que um; sco e ASA, es ado ísico es a i icado pelo sis ema de classi icação Associação Ame icana de Anes esiologis as; *, es a is icamen e signi ica i o. Ca éCa é Ca éCa é Ca é Fa o es p edi i os de complicações g a es em ci u gia neona al 367 Re . Col. B as. Ci . 2013; 40(5): 363-369 pa ede abdominal (on alocele/gas osquise), a esia in es- inal e mal o mações ano e ais. O nosso modelo ap esen- ou bom desempenho e boa adequação, espec i amen e pelo es e Omnibus (c2=111,853, P<0,001) e pelo es e Hosme -Lemeshow (c2=0,347, p=0,987). Apenas qua o a o es man i e am signi icância es a ís ica na análise mul i a iada (Tabela 5): mais do que uma in e enção, epa ação ci ú gica de hé nia dia agmá ica congêni a, p ema u idade com menos de 32 semanas de ges ação e ci u gia abdominal. DISCUSSÃODISCUSSÃO DISCUSSÃODISCUSSÃO DISCUSSÃO O p esen e es udo em dois achados p incipais. Em p imei o luga , as c ianças com p ocedimen os anes ésico/ ci ú gicos neona ais i e am uma incidência al a (23%) de complicações pós-ope a ó ias g a es (complicações g aus III a V da classi icação de Cla ien-Dindo). Em segundo luga , o- am encon ados qua o a o es de isco independen es pa a complicações pós-ope a ó ias g a es em ecém-nascidos ope- ados: mais do que uma in e enção anes ésico/ci ú gica, ci- u gia de hé nia dia agmá ica congêni a, p ema u idade com menos de 32 semanas de ges ação e ci u gia abdominal. A UTIP do nosso hospi al é uma unidade egio- nal de cuidados e ciá ios pa a ce ca de 100 pacien es e- cém-nascidos po ano, incluindo odos os casos ci ú gicos. A egião cen al de Po ugal é se ida po ou os dois Cen- os pe ina ais e ciá ios a iliados com a nossa UTIP médi- co-ci ú gica e po um se iço especializado de anspo e neona al e pediá ico de eme gência pa a ans e i os e- cém-nascidos em isco de ou as unidades de saúde den o da nossa á ea de e e ência. No HPC a equipe de p es ado es de cuidados de saúde é al amen e especializada no a amen o de neona os com a ida em isco, incluindo ci u giões e anes esiologis as pediá icos. Todas as especi- alidades de ci u gia neona al es ão disponí eis nes e hos- pi al, exce o pa a ci u gia ca díaca de co ação abe o que é ealizada num hospi al a iliado de adul os. Es e es udo mos a que a ci u gia neona al con i- nua a se uma causa impo an e de mo bidade g a e, mes- mo num cen o de e e ência pa a es a ci u gia. Um dos obje- i os do es udo oi quan i ica a incidência de á ias complica- ções de p ocedimen os anes ésico/ci ú gicos neona ais, p o- po cionando aos médicos da unidade de e apia in ensi a, ci u giões e anes esis as, a in o mação necessá ia ao de ido escla ecimen o dos pais sob e os iscos da ci u gia neona al. Es e es udo é o p imei o a de e mina a axa de complicações pós-ope a ó ias g a es na sequência de uma ampla a iedade de p ocedimen os ci ú gicos neona ais. Além disso, pe mi iu a sis ema ização e ca ego ização po g aus de g a idade a a és do uso de um sis ema de classi icação ci ú gica conhecido pa a ca ego ização de complicações pós- ope a ó ias em Ci u gia Ge al. Desde 2004 essa classi ica- ção oi usada em múl iplos es udos de adul os e em á ios es udos pediá icos, con i mando se uma e amen a con iá el pa a medi os esul ados em saúde7,8. No en an o, que seja do nosso conhecimen o, embo a enham sido pu- blicados ecen emen e mui os es udos sob e o assun o u ili- zando es a classi icação7, exis em poucos em Ci u gia Pediá ica9-11 e nenhum e e en e ao pe íodo neona al. Uma dimensão adicional des e es udo oi o uso sis emá ico des e sis ema de classi icação pa a ca ac e i- za a g a idade das complicações numa sé ie de neona os ope ados, em que odos compa ilha am as ca ac e ís icas comuns de e em sido ope ados, sob anes esia ge al, pa a a amen o de uma g ande a iedade de p oblemas clíni- cos no pe íodo neona al e es adia pós-ope a ó ia na UTIP. No es udo a ual oi o necido de alhe su icien e pelo sis e- ma de classi icação de Cla ien-Dindo, endo-se es imado uma axa de 23% de complicações g a es, incluindo uma axa de 2,7% de complicações de g au V. Além disso, es e sis ema de classi icação oi ácil de usa . O p og esso em ci u gia neona al alcançando um ele ado g au de sucesso e ela os cada ez mais baixos de esul ados ad e sos oi nega i amen e in luenciado po di- e sos a o es demog á icos que se sabe es a em elacio- nados com maio isco de complicações pós-ope a ó ias g a es, e que são mui o equen es nes a população. A p ema u idade e baixo peso ao nasce são exemplos des- ses a o es12-16. Além do a o de es as condições se em mui as ezes associadas a um p ocesso es essan e pa a os componen es da equipe de saúde no bloco ope a ó io, mesmo pa a os mais expe ien es, esses neona os são, em ge al, doen es g a es, c iando um ambien e hos il com maio p opensão pa a complicações. Tabela 5 -Tabela 5 - Tabela 5 -Tabela 5 - Tabela 5 - Fa o es p edi i os independen es pa a complicações pós-ope a ó ias g a es p ecoces en e os neona os ci ú gicos admi idos na UTIP. Fa o Fa o Fa o Fa o Fa o Complicação pós-ope a ó ia g a e p ecoceComplicação pós-ope a ó ia g a e p ecoce Complicação pós-ope a ó ia g a e p ecoceComplicação pós-ope a ó ia g a e p ecoce Complicação pós-ope a ó ia g a e p ecoce Odds a ioOdds a io Odds a ioOdds a io Odds a io 95%95% 95%95% 95% ICIC ICIC IC PP PP P Mais do que uma in e enção 12,008 6,795 21,223 <0,001 Repa ação de HDC 3,843 1,732 8,526 0,001 P ema u o <32 s IG 2,666 1,355 5,245 0,005 Ci u gia abdominal 2,541 1,462 4,416 0,001 Fon e: UTIP indica unidade de e apia in ensi a pediá ica; HDC, hé nia dia agmá ica congêni a; <32 s IG, meno que 32 semanas de idade de ges ação; IC, in e alo de con iança. 368 Re . Col. B as. Ci . 2013; 40(5): 363-369 Ca éCa é Ca éCa é Ca é Fa o es p edi i os de complicações g a es em ci u gia neona al Em conco dância com ou os es udos que anali- sa am os esul ados pós-ope a ó ios em bebês p ema u os em con ex os ci ú gicos especí icos12,15, o nascimen o p e- ma u o com menos de 32 semanas de ges ação in luen- ciou signi ica i amen e um esul ado ad e so no pós-ope- a ó io de ci u gia neona al nas análises es a ís icas uni e mul i a iada. No es udo a ual, es a ca ac e ís ica aumen- ou em 2,7 ezes a p obabilidade de e uma complicação pós-ope a ó ia g a e. En e os á ios p oblemas clínicos en en ados pela população ci ú gica neona al, os neona os subme idos à ci- u gia abdominal pa a a amen o de uma g ande a iedade de condições o am signi ica i amen e mais p opensos a ap e- sen a impo an es complicações pós-ope a ó ias. Des es, podemos especi ica o a amen o ci ú gico pa a en e ocoli e nec osan e17, uma doença conhecida pelo isco à ida que ep esen a, p incipalmen e elacionada à ima u idade e bai- xo peso ao nasce 17-19, e a amen o ci ú gico pa a á ias do- enças congêni as20-23, ou seja, pa a on alocele/gas osquise20 e a esia in es inal21. Enquan o odos es es a o es pe de am signi icado es a ís ico no nosso modelo mul i a iado, a ci u - gia pa a a co eção do de ei o dia agmá ico congêni o oi um o e a o p edi i o de complicações g a es. No nosso es udo, as c ianças que p ecisa am de epa ação de de ei os dia agmá icos congêni os ap esen a am signi ica i amen e maio p obabilidade de complicações pós-ope a ó ias. Nes e e em ou os es udos22-23, a epa ação de de ei os dia agmá icos oi ealizada po ia abdominal ou o ácica e no ou-se que a abo dagem ci ú gica po ia abdominal le ou equen emen- e à complicações gas oin es inais que necessi a am de eope ação abdominal22. Apesa do nosso es o ço, oco e am algumas li- mi ações nes e es udo. O p oje o oi e ospec i o, poden- do in oduzi ieses na classi icação. Além disso, os dados u ilizados e e em-se a um único cen o, e a população do es udo é limi ada aos pacien es in e nados na nossa unida- de de a endimen o in ensi o e ciá io, não conside ando, po um lado, a maio mo bidade especí ica das c ianças ope adas o a do nosso hospi al pediá ico (p ocedimen os de co ação abe o) e, po ou o lado, a meno mo bidade dos ecém-nascidos ope ados sem doença c í ica ou a o- es de isco su icien emen e g a es pa a jus i ica a admis- são em unidade de e apia in ensi a. Além disso, embo a es e es udo inclua um bom núme o de pacien es, ela a o egis o da g a idade das complicações oco idas no pós- ope a ó io em oda a ci u gia neona al, que é mui o am- pla, que inclui a ecções e mal o mações congêni as com di e en es p ognós icos e complicações. Es as limi ações são supe adas pelos pon os o - es des e es udo. Em p imei o luga , p eenche uma lacuna na li e a u a abo dando especi icamen e as complicações da população ci ú gica neona al, azendo-o em e mos de quan i icação e sis ema ização em ca ego ias e ambém pelo es abelecimen o de associações com a o es de isco. Em segundo luga , oi baseado numa base de dados mui o comple a, que incluiu de alhes demog á icos e clínicos de uma g ande amos a de pacien es ci ú gicos neona ais de uma as a á ea do nosso país cole ados po mais de uma década. A no idade da u ilização do sis ema de Cla ien- Dindo à ci u gia neona al e sua apa en e u ilidade na a a- liação dos esul ados nes a população é, no en an o, con abalançada pela necessidade de no os es udos pa a a alia essa classi icação de aco do com as di e en es mal o mações e a ecções do pe íodo neona al. Em esumo, o p esen e es udo ap esen a, pela p imei a ez, uma ampla análise sis ema izada de compli- cações pós-ope a ó ias numa g ande a iedade de p oce- dimen os ci ú gicos neona ais. Além disso, é o único es u- do, de que emos conhecimen o, que o nece in o mações sob e incidência e a o es p edi i os de mo bidade g a e na população neona al ci ú gica. As condições conside a- das a o es de isco independen es pa a complicações g a- es após a ci u gia neona al podem ajuda a de ini o p og- nós ico pós-ope a ó io em neona os com doença ci ú gica e o ien a as in e enções pa a melho ia de esul ados. O econhecimen o dos a o es de mau p ognós ico pe mi e aconselhamen o in o mado das amílias e p e isão mais p ecisa dos e en uais esul ados. ABSTRACTABSTRACT ABSTRACTABSTRACT ABSTRACT Objec i eObjec i e Objec i eObjec i e Objec i e: To in es iga e he incidence and se e i y o ea ly pos ope a i e complica ions and o iden i y hei isk ac o s in newbo ns unde going su ge y unde gene al anes hesia. Me hodsMe hods Me hodsMe hods Me hods: We conduc ed a e ospec i e analysis o da a om 437 c i ically ill newbo ns unde going su ge y in a e ia y pedia ic su gical cen e , be ween Janua y 2000 and Decembe 2010. Complica ions ha occu ed wi hin he i s 30 days a e su ge y we e classi ied using he Cla ien-Dindo sys em, o which g ades III o V we e conside ed se e e. We used uni a ia e and mul i a ia e analysis o e alua e p e- and in aope a i e a iables po en ially p edic i e o se e e pos ope a i e complica ions. Resul sResul s Resul sResul s Resul s: The incidence o a leas one se ious complica ion was 23%, wi h a median o one complica ion pe pa ien 1:3. Al oge he , he e we e 121 se ious complica ions. O hese, 86 equi ed su gical, endoscopic o adiological in e en ions (g ade III), 25 endange ed li e, wi h uni o mul i-o gan ailu e (g ade IV) and en esul ed in dea h (g ade V). The mos common complica ions we e echnical (25%), gas oin es inal (22%) and espi a o y (21%). We iden i ied ou independen isk ac o s o se e e pos ope a i e complica ions: eope a ion, ope a ion o congeni al diaph agma ic he nia, p e e m bi h less han 32 weeks o ges a ional age and abdominal su ge y. ConclusionConclusion ConclusionConclusion Conclusion: The incidence o se e e pos ope a i e complica ions a e neona al su ge ies unde gene al anes hesia emains high. The condi ions conside ed independen isk ac o s o hose can guide in e en ions o imp o e esul s. Key wo ds:Key wo ds: Key wo ds:Key wo ds: Key wo ds: Mo bidi y. Gene al su ge y. Se e i y o illness index. Ou come assessmen (heal h ca e). In an , newbo n. Ca éCa é Ca éCa é Ca é Fa o es p edi i os de complicações g a es em ci u gia neona al 369 Re . Col. B as. Ci . 2013; 40(5): 363-369 REFERÊNCIASREFERÊNCIAS REFERÊNCIASREFERÊNCIAS REFERÊNCIAS 1. Ho ba JD, Ca pen e JH, Badge GJ, Kenny MJ, Soll RF, Mo ow KA, e al. Mo ali y and neona al mo bidi y among in an s 501 o 1500 g ams om 2000 o 2009. Pedia ics. 2012;129(6):1019-26. 2. 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