138 A aliação Psicológica, 2019, 18(2), pp. 138-146
ARTIGO – DOI: h p://dx.doi.o g/10.15689/ap.2019.1802.16283.04
RESUMO
Es e es udo e e como obje i o ap esen a a e são po uguesa do Teache -Pupil Obse a ion Tool (T-POT), no que diz espei o ao
aco do e idedignidade en e obse ado es e às ca ego ias de compo amen os obse adas nos p o esso es na sua u ilização em
con ex o p é-escola . T ês obse ado es ecebe am einamen o na co ação de 11 ca ego ias de compo amen os do p o esso do
T-POT. Pos e io men e, 65 p o esso as de ja dim de in ância o am obse adas du an e 25 minu os, numa si uação de in e ação
nas suas salas com um pequeno g upo de c ianças. Ob e e-se uma média de aco do en e obse ado es de 74% nas sessões de
einamen o e coe icien es de co elação in aclasse de 0,90-0,99. Os esul ados indicam que as ca ego ias do T-POT mais u ilizadas
pelas p o esso as nas suas in e ações com as c ianças são ques ões, con i mações e o dens. A discussão salien a as implicações pa a a
p á ica e a pesquisa da u ilização de medidas de obse ação na a aliação da in e ação p o esso -aluno nas salas de ja dim de in ância.
Pala as-cha e: obse ação; in e ação p o esso -aluno; p é-escola es; idedignidade.
ABSTRACT – Obse a ion o eache -s uden in e ac ion in p eschool: The Teache -Pupil Obse a ion Tool
The pu pose o his s udy was o p esen he Po uguese e sion o he Teache -Pupil Obse a ion Tool (T-POT), in e ms o
ag eemen and eliabili y among obse e s and he ca ego ies o beha io s obse ed in eache s when used in p eschool se ing. Th ee
obse e s we e ained in sco ing 11 T-POT eache ’s beha io ca ego ies. Subsequen ly, 65 p eschool eache s we e obse ed wi h
T-POT du ing 25 minu es, while in e ac ing in hei class ooms wi h a small g oup o child en. A mean o 74% o ag eemen was
eached be ween obse e s o he aining sessions and in aclass co ela ion coe icien s o 0,90-0,99. The esul s indica e ha he
T-POT ca ego ies mos used by eache s in hei in e ac ions wi h child en a e ques ions, acknowledgmen s and commands. The
discussion highligh s he implica ions o p ac ice and esea ch on he use o obse a ion measu es in he assessmen o eache -
s uden in e ac ion in p eschool class ooms.
Keywo ds: obse a ion; eache -s uden in e ac ion; p eschool child en; eliabili y.
RESUMEN – Obse ación de la in e acción p o eso -alumno en la educación in an il: El Teache -Pupil Obse a ion Tool
Es e es udio u o como obje i o p esen a la e sión po uguesa del Teache -Pupil Obse a ion Tool (T-POT), en lo que se e ie e al acue do
y la con iabilidad en e obse ado es y, po o o lado, las ca ego ías de compo amien o obse adas en los p o eso es en la u ilización
del es en el con ex o p eescola . T es obse ado es ecibie on en enamien o en la co ización de 11 ca ego ías de compo amien o del
p o eso del T-POT. Pos e io men e, 65 p o eso as de la educación in an il ue on obse adas u ilizando el T-POT du an e 25 minu os,
en una si uación de in e acción en sus aulas con un pequeño g upo de niños. Se ob u o un acue do medio del 74% en e obse ado es en
las sesiones de en enamien o y coe icien es de co elación in aclase de 0,90-0,99. Los esul ados indican que las ca ego ías del T-POT
más u ilizadas po las p o eso as en sus in e acciones con los niños son cues iones, con i maciones y ó denes. La discusión des aca las
implicaciones pa a la p ác ica y la in es igación de la u ilización de medidas de obse ación en la e aluación de la in e acción p o eso -
alumno en la educación in an il.
Palab as cla e: obse ación; in e acción p o eso -alumno; p eescola es; con iabilidad.
Obse ação da In e ação
P o esso -Aluno no Ja dim de In ância:
O Teache -Pupil Obse a ion Tool
So ia Majo 1
Uni e sidade dos Aço es, Pon a Delgada, Po ugal
Ma ia João Seab a-San os, Ma ia Filomena Gaspa , Ma iana Pimen el,
And eia F. Aze edo, Ta iana C. Homem, Elsa Bap is a
Uni e sidade de Coimb a, Coimb a, Po ugal
1 Ende eço pa a co espondência: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Uni e sidade dos Aço es, Campus de Pon a Delgada. Rua da Mãe de Deus, 9500-321
Pon a Delgada, Po ugal. Tel.: +351 29665-0000. E-mail: so ia.o[email p o ec ed]
O p esen e a igo inse e-se no p oje o “Anos Inc í eis pa a a P omoção da Saúde Men al” apoiado pelo P og ama Inicia i as em Saúde Pública (PT06),
inanciado pelo EEA G an s Financial Mechanism 2009-2014 (51SM04).
Nas úl imas ês décadas em-se assis ido a uma mu-
dança na elação p o esso -aluno, com as múl iplas dinâ-
micas das salas de aula a e ela em-se p og essi amen e
mais desa ian es pa a os p o esso es (Sco , Alde , & Hi n,
2011), que e e em maio es di iculdades na ges ão dos
p oblemas de compo amen o dos alunos (Thanga aja hi
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Obse ação da In e ação P o esso -Aluno: O T-POT
A aliação Psicológica, 2019, 18(2), pp. 138-146
& Enok, 2010; Vujno ic e al., 2014). Nesse con ex o, a
li e a u a em e idenciado que c ianças em idade p é-
-escola com p oblemas de compo amen o se encon-
am numa posição de isco ac escido desses p oblemas
p ecoces se desen ol e em em pe u bação de condu a,
bem como num meno ajus amen o social e emocional,
insucesso/abandono escola , e delinquência (Webs e -
S a on, Reid, & S oolmille , 2008). Em con apa ida,
as elações p o esso -aluno êm sido econhecidas como
desempenhando um papel essencial no desen ol imen-
o social e emocional das c ianças, com impac o no seu
u u o sucesso escola (Hu chings e al., 2007; Pian a &
S uhlman, 2004; Thanga aja hi & Enok, 2010; Vujno ic
e al., 2014).
Dado que os p o esso es desempenham um papel
cen al no desen ol imen o das c ianças em idade p é-
-escola (Hu chings e al., 2007; S ickland, Hopkins,
& Keenan, 2012), que ai mui o pa a além da ins ução
(Sco e al., 2011), o ambien e da sala é um elemen o-
-cha e pa a a ap endizagem e ensino (Cadima & Leal,
2008; Thanga aja hi & Enok, 2010). Ac esce que exis e
e idência de que os p oblemas de compo amen o iden-
i icados em con ex o escola não se limi am à c iança
que ap esen a esses p oblemas, mas acabam po a e a ,
igualmen e, os pa es e os p o esso es (Ca lson, Ti e ,
Bende , & Benson, 2011). Se os p oblemas de com-
po amen o das c ianças em sala de ja dim de in ância
êm um impac o nega i o na elação p o esso -aluno
(Hu chings e al., 2007), ambém alguns compo a-
men os dos p o esso es (e.g., u ilização de es a égias
disciplina es nega i as) êm sido associados a compo -
amen os nega i os das c ianças na sala e a um desem-
penho acadêmico mais aco. No sen ido opos o, um
ambien e de sala acolhedo e posi i o, nomeadamen-
e po meio da u ilização de es a égias posi i as (e.g.,
u ilização de elogios especí icos pe an e a oco ência de
compo amen os ap op iados) (Webs e -S a on e al.,
2008), melho a o desempenho acadêmico e encon a-se
associado a um melho ajus amen o social, emocional
e compo amen al po pa e das c ianças (Hu chings,
Ma in-Fo bes, Daley, & Williams, 2013; Webs e -
S a on e al., 2008). É nesse sen ido que Pian a e
S uhlman (2004) conside am a elação p o esso -
-aluno como um elemen o-cha e pa a o ajus amen o
das c ianças na escola, bem como um indicado desse
mesmo ajus amen o. No en an o, apesa do c escen e
in e esse po essa emá ica, a obse ação das in e ações
p o esso -aluno ca ece de mais pesquisa. Um indica-
do dessa ealidade é a e isão de li e a u a ealizada
no B asil, na qual oi analisada a p odução cien í ica
de 1970 a 2006 com ecu so ao mé odo obse acio-
nal, em que Cano e Sampaio (2007) e i ica am que,
das 116 pesquisas conside adas, os emas mais co-
muns se e e iam, nomeadamen e, a c ianças em di-
e sas si uações (23,3%), à u ilização da obse ação na
o mação de psicólogos (10,4%), écnicas e concei os
associados à obse ação (8,6%), sendo que 19,8% se
e e iam à elação mãe-bebê e apenas 5,2% à elação
p o esso -aluno.
Di e sos mé odos êm sido u ilizados pa a a a-
lia o que se passa na sala de aula, ais como medidas
indi e as (e.g., en e is a) e di e as (e.g., obse ação
di e a) (Sco e al., 2011). Nesse con ex o, a obse -
ação é apon ada como uma das medidas mais di e as
e obje i as e pode se u ilizada pa a á ias inalidades:
despis agem, a aliação de diagnós ico, o mulação e
moni o ização de es a égias de in e enção, e in es i-
gação (Lewis, Sco , Wehby, & Howa d, 2014; Me ell,
2008; Volpe, DiPe na, Hin ze, & Shapi o, 2005). As
p incipais an agens da u ilização da obse ação em
con ex o escola são o a o de es a pe mi i a obse -
ação em meio na u al e a cole a de dados “ao i o”.
Cohen, Manion e Mo ison (2007) des acam ainda
ou as an agens: (a) ul apassa p oblemas elacio-
nados com o in e alo de empo en e o compo a-
men o obse ado e o egis o do acon ecimen o, (b)
i além das pe ceções dos esponden es ecolhidas po
meio de ou os mé odos de a aliação, e (c) aze al-
guma “ escu a” na cole a de dados (os dados ob idos
po meio da obse ação são menos p e isí eis do que
numa a aliação com ou os mé odos). Ac esce que,
em e mos de p ocedimen o de cole a de dados, os
p o esso es podem p e e i se a aliados na p esen-
ça de um obse ado em sua sala em ez de e em de
p eenche in en á ios ex ensos o a do seu ho á io
labo al (Cohen, Manion, & Mo ison 2007). Apesa
da sua u ilidade, a alidade da obse ação di e a pode
se comp ome ida po di e sos a o es, ais como e-
duzido aco do in e obse ado es, de inição pob e das
ca ego ias de compo amen os a obse a , ea i idade
do obse ado, bias do obse ado e especi icidade si-
uacional do compo amen o al o (Me ell, 2008). A
essas di iculdades podem ac escen a -se ou as, como
não cap a odas as a iá eis con ex uais (e.g., núme o
de alunos, momen o do dia), o impac o do compo a-
men o das c ianças na sala e a complexidade de a iá-
eis sequenciais, uma ez que, na sala, podem oco e
di e sos acon ecimen os simul âneos, in e a i os e
a é mul iplica i os (Lewis e al., 2014). No en an o,
a p incipal limi ação da obse ação é se um p ocedi-
men o mo oso e dispendioso, que eque um longo
pe íodo de einamen o pa a ga an i a ob enção de ní-
eis sa is a ó ios de idedignidade en e obse ado es
(Al a enga & Ce ezo, 2014; Cohen e al., 2007). Ainda
assim, Volpe, e al. (2005) salien am que g ande pa e
dessas limi ações podem se minimizadas com ecu so
a ins umen os de a aliação de idamen e alidados e a
um adequado einamen o dos obse ado es.
Encon am-se disponí eis di e sas e amen as de
obse ação pa a se u iliza em salas de ja dim de in ân-
cia (Vujno ic e al., 2014), com algumas a assumi em a
o ma de escalas de a aliação em que o a aliado em
140 A aliação Psicológica, 2019, 18(2), pp. 138-146
Majo , S., Seab a-San os, M. J., Gaspa , M. F., Pimen el, M., Aze edo, A. F., Homem, T. C., & Bap is a, E.
de aze in e ências ace ca do compo amen o obse -
ado (Cohen e al., 2007). Den o dessa p imei a ca e-
go ia, encon a-se o Class oom P ac ices In en o y (CPI;
Hyson, Hi sh-Pasek, & Resco la, 1990), compos o po
26 i ens que a aliam a implemen ação de p á icas de-
sen ol imen ais adequadas. O CPI es á o ganizado em
duas subescalas, Clima Emocional (en usiasmo do p o-
esso , enco ajamen o e o ien ação posi i a) e Foco no
P og ama (ca ac e ís icas do cu ículo), em que cada
i em é co ado numa escala de cinco pon os. Po sua ez,
o Assessmen P o ile o Ea ly Childhood P og ams (Abbo -
Shim, Lambe , & McCa y, 2000) é uma checklis de
obse ação com 75 i ens o ganizados em cinco subsca-
las (e.g., Ho á io, Cu ículo). Cada i em é co ado se-
gundo uma escala dico ômica (sim/não) em e e ência
a um pe íodo de obse ação de 15-20 minu os po ho a,
conduzido ao longo de ês ho as. Exis e ainda a Ea ly
Childhood En i onmen Ra ing Scale – Re ised (ECERS-R;
Ha ms, Cli o d, & C ye , 1998), com 43 i ens (co ados
numa escala de se e pon os), sendo u ilizada na a alia-
ção de p og amas de in e enção p ecoce. Reque ce -
ca de ês ho as de obse ação e a alia a qualidade do
ambien e da sala po meio de se e escalas (e.g., Espaço
e Mobiliá io), com apenas uma escala (i.e., In e ação)
ocada na elação aluno-p o esso . A ECERS-R
es á disponí el em Po ugal (Escala de A aliação do
Ambien e em Educação de In ância – Edição Re is a;
Ab eu-Lima & Nunes, 2006), sendo u ilizada pelo
Minis é io da Educação pa a a moni o ização e acom-
panhamen o do desen ol imen o cu icula na
educação p é-escola .
Apesa das boas p op iedades psicomé icas asso-
ciadas a essas escalas de a aliação (Abbo -Shim e al.,
2000; Ha ms e al., 1998), essas e amen as eque em
longos pe íodos de obse ação e es ão demasiado cen-
adas numa a aliação da qualidade das condições da
sala e das p á icas dos p o esso es, e não an o na in-
e ação p o esso -aluno. Alguns ins umen os p ocu-
a am ul apassa essa úl ima limi ação. É o caso do
Class oom Assessmen Sco ing Sys em (CLASS; Pian a,
LaPa o, & Ham e, 2008), quando complemen ado com
o Indi idualized Class oom Assessmen Sco ing Sys em (in-
CLASS; Downe , Boo en, Lima, Luchne , & Pian a,
2010), que pe mi e a a aliação das in e ações sociais
en e uma c iança-al o e o seu p o esso . As in e ações
são ope acionalizadas em 10 dimensões, co adas de
1 a 7, que se encon am ag upadas em ês domínios
(Apoio Emocional, O ganização da Sala e Apoio a Ní el
de Ins ução). A obse ação é ealizada ao longo de á-
ios pe íodos de 20 minu os. No en an o, man ém-se
a limi ação na cap u a da complexidade das in e ações
p o esso -aluno, uma ez que não pe mi em a quan i-
icação obje i a das espos as do p o esso (Vujno ic e
al., 2014). Cadima e Leal (2008) p ocede am à adu-
ção pa a po uguês do CLASS (Sis ema de Obse ação
das In e ações na Sala de Aula), pa a se u ilizado no
1º ciclo de escola idade básica. Já Vujno ic e al. (2014)
ap esen a am um es udo p elimina da adap ação pa a o
p é-escola do S uden Beha io Teache Response (SBTR;
Pelham, G eine , & Gnagy, 2008), ocado na a aliação
do compo amen o do p o esso pe an e um compo -
amen o desa iado (queb a de uma eg a da sala) do
aluno. A obse ação em a du ação de 30 minu os e o
compo amen o do p o esso é co ado quan o à con-
i mação do compo amen o desa iado (po pa e do
p o esso ) e consequência do compo amen o do aluno.
Pa a en a con o na a mo osidade e cus os inancei os
necessá ios pa a u iliza p ocedimen os de obse ação
em sala de aula, Ma in e al. (2010) p opuse am um
sis ema de codi icação de egis o simples: Teache -Pupil
Obse a ion Tool (T-POT). O T-POT oi desen ol ido
pa a ul apassa algumas das limi ações das medidas
de obse ação em sala exis en es, p ocu ando u iliza
componen es do Dyadic Pa en -Child In e ac ion Coding
Sys em (DPICS; Robinson & Eybe g, 1981).
Vujno ic e al. (2014) salien am que a comp eensão
da espos a dos p o esso es ao compo amen o das c ian-
ças con ibui pa a in e ações p o esso -aluno mais e e-
i as, sendo o desen ol imen o de e amen as de a a-
liação ecnicamen e adequadas essencial. Nesse sen ido,
es e es udo p e endeu, num p imei o momen o, ap e-
sen a e idências de idedignidade en e obse ado es
quando u ilizam a e são po uguesa do T-POT. Num
segundo momen o, eco eu-se ao T-POT em con ex o
de ja dim de in ância pa a iden i ica as es a égias mais e
menos u ilizadas po p o esso es nas suas salas.
Mé odo
Pa icipan es
A amos a u ilizada no p esen e es udo oi ecolhida
no âmbi o do p oje o “Anos Inc í eis pa a a P omoção
da Saúde Men al” (EEA G an s – 51SM4), desen ol ido
na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação,
Uni e sidade de Coimb a (Po ugal). Sessen a e cinco
p o esso es de 53 ja dins de in ância públicos acei a-
am pa icipa do es udo de e icácia de uma in e enção
em sala de ja dim de in ância. As p o esso as ( odas do
gêne o eminino) inham en e 42-61 anos (M=52,53;
DP=3,65). Em e mos de o mação acadêmica, 57
(87,7%) inham um bacha elado e oi o (12.3%) inham
comple ado uma licencia u a. Todas as p o esso as i-
nham uma conside á el expe iência p é ia: en e 12-39
anos (M=28,92, DP=4,36). Nas suas salas, abalha am
com 10 a 25 c ianças (M=17,34; DP=4,18).
Ins umen os
O ques ioná io sociodemog á ico (p o esso es) oi
desen ol ido no âmbi o do p oje o e pe mi iu a cole a
de dados de iden i icação do p o esso (e.g., idade, es ado
ci il), o mação (e.g., ipo de o mação), pe cu so p o-
issional (e.g., núme o de anos de se iço) e in o mação
141
Obse ação da In e ação P o esso -Aluno: O T-POT
A aliação Psicológica, 2019, 18(2), pp. 138-146
e e en e ao espe i o g upo de c ianças (e.g., núme o de
meninos e meninas).
O Teache -Pupil Obse a ion Tool (T-POT) é
uma medida de obse ação di e a que en ol e a con a-
gem de equência de compo amen os de p o esso es e
c ianças. Consis e em 75 ca ego ias de i ens, com ce ca
de me ade e e en es ao compo amen o do p o esso
(e.g., compo amen o posi i o, elogio especí ico), e me-
ade em e e ência ao compo amen o da c iança (e.g.,
obediência, compo amen o o - ask) (Ma in e al.,
2010; Ve são po uguesa: Gaspa , Lei ão, & Vale, 2011).
No es udo de desen ol imen o do T-POT, as 75 ca e-
go ias de i ens o am pos e io men e ag upadas em oi o
ca ego ias compósi as pa a análise dos esul ados (duas
em elação ao p o esso e seis em elação às c ianças)
(Ma in e al., 2010). Os obse ado es alcança am um
ní el de aco do de 70% ou supe io com ce ca de 23
ho as de eino. O cálculo dos coe icien es de co e-
lação in aclasse indicou uma boa es abilidade in e co-
ado es com um alo médio de 0,78 pa a as 75 ca e-
go ias de compo amen o (ampli ude de 0,59 a 0,99).
A e idência de alidade disc iminan e oi demons ada
po co elações posi i as en e as ca ego ias de compo -
amen os nega i os dos p o esso es e p oblemas sociais,
emocionais e de compo amen o das c ianças; e en e as
ca ego ias de compo amen os posi i os dos p o esso-
es e ajus amen o social e compo amen al das c ianças
(Ma in e al., 2010). O T-POT oi u ilizado em di e -
sos es udos na a aliação da e icácia de um p og ama
de in e enção em sala de ja dim de in ância (Inc edible
Yea s – Teache Class oom Managemen P og am; Webs e -
S a on, 2003), no País de Gales (Hu chings e al.,
2007; Hu ching e al., 2013) e na I landa (McGilloway
e al., 2010), com médias de aco do en e obse ado es
a onda em os 70%. Tendo em con a os obje i os do
p oje o no qual es e es udo se inse e, o am u ilizadas
apenas 11 ca ego ias de i ens e e en es a compo a-
men os do p o esso : Con i mação, Compo amen o
Nega i o, Elogio Não Especí ico, Elogio Especí ico,
Compo amen o Posi i o, Resolução de P oblemas,
Igno a , Ques ões, O dens Indi e as, O dens Di e as e
A iso de Tempo de Pausa (c . Tabela 1).
Ca ego ia Compo amen o Exemplo
Con i mação Con i mação Es á bem.
Comen á io/ques ão e lexi a C iança: Vaca muu.
P o esso : A aca az muu
Comen á io/ques ão desc i i a Es ás a con a uma his ó ia.
Compo amen o
Nega i o C i icismo És mau.
O dem nega i a Pa a já com isso.
Compo amen o ísico nega i o P o esso aga a a c iança pa a
a impedi de aze algo.
In usão P o esso a as a algo da c iança
quando ela o es á a usa .
A isos Se não ize es… não ais…
Sons “Sh ”
Elogio Não-Especí ico Elogio não-especí ico Boa.
Elogio Especí ico Elogio especí ico Fizes e um abalho de pin u a excelen e.
Compo amen o
Posi i o A e o posi i o So iso.
A e o ísico posi i o Ab aço.
“Quando…en ão” Depois de acaba es o desenho podes i b inca .
Enco ajamen o Huau!
Resolução de
P oblemas Resolução de p oblemas Pensa numa manei a de…
Igno a Igno a C iança: Cho aminga lamu iando-se.
P o esso : Não emi e qualque comen á io
e bal ou espos a ísica.
Ques ões Ques ões Quan as lo es es ão aqui?
O dens Indi e as O dens indi e as Põe isso aqui, es á bem?
O dens Di e as O dens di e as Vem aqui ao pé de mim, po a o .
A iso Tempo Pausa A iso empo pausa Se con inuas a compo a - e
assim ais pa a a pausa.
Tabela 1
Compo amen os Incluídos nas 11 Ca ego ias do T-POT
142 A aliação Psicológica, 2019, 18(2), pp. 138-146
Majo , S., Seab a-San os, M. J., Gaspa , M. F., Pimen el, M., Aze edo, A. F., Homem, T. C., & Bap is a, E.
T einamen o dos Obse ado es
A obse ação oi ealizada po ês psicólogas que
passa am po um einamen o p é io que en ol eu á-
ias ases: (a) análise do manual ( amilia ização com as
ca ego ias do T-POT e exemplos de compo amen os
ab angidos po cada uma das 11 ca ego ias; (b) obse a-
ção e codi icação de 28 cenas de DVDs, e e en es a in-
e ações p o esso -aluno (consolidação no einamen o);
e (c) obse ação e codi icação “ao i o” em salas de ja -
dim de in ância ( einamen o de codi icação em con ex o
eal). As ases B e C en ol e am compa ação/discussão
do núme o de compo amen os obse ados, com espe-
cial a enção pa a os casos de desaco do (is o é, si uações
em que uma obse ado a co a a um compo amen o e
ou a não). Fo am ealizadas se e sessões de einamen o
na ase B, pe azendo um o al de 21 ho as de codi ica-
ção/discussão de cenas de DVDs.
Cole a de Dados
A a aliação oi e e uada no início do ano le i o
(ou ub o-no emb o), an es da implemen ação do p o-
g ama de in e enção (linha de base). As 65 salas o-
am epa idas pelas ês obse ado as com a seguin e
dis ibuição: 26, 24 e 15 salas. Todos os momen os de
obse ação o am p e iamen e agendados com as p o-
esso as e i e am luga nos espe i os ja dins de in-
ância. As obse ações o am ealizadas no pe íodo da
manhã, após a eceção das c ianças pelas p o esso as e
cump imen o das o inas da manhã (e.g., canção dos
bons dias, ma cação de p esenças), ou no pe íodo da
a de (logo após a ho a de almoço). Em cada uma das
65 salas en ol idas no es udo, as obse ações o am
ealizadas com um g upo de c ianças (en e qua o e
seis c ianças po g upo obse ado) selecionado pelas
p o esso as, sem indicação de qualque c i é io ace ca
das c ianças a inclui no g upo. Quan o à a i idade, as
p o esso as ecebiam como ins ução a escolha de uma
a i idade de mesa em pequeno g upo, p ocu ando que
es a osse o mais p óxima possí el da sua o ina diá ia.
As p o esso as e am ambém ins uídas no sen ido de
a ua da o ma o mais na u al possí el, igno ando a p e-
sença da obse ado a, que i ia ado a uma a i ude não
in usi a pa a não a e a a dinâmica da a i idade. A ob-
se ação e e a du ação de 25 minu os, subdi idida em
pe íodos de 5 minu os cada, em cada uma das 65 salas.
Po meio da g elha do T-POT, cada ez que um com-
po amen o e a obse ado, um sinal e a ma cado na
espe i a ca ego ia.
De o ma a sal agua da os aspec os é icos, o p oje o
mais as o onde es e es udo se inse iu ob e e au o ização
da Comissão Nacional de P o eção de Dados (Comi ê
de É ica em Pesquisa de Po ugal). Uma ez ob idas as
pe missões das escolas, o am ealizadas euniões com as
p o esso as sendo-lhes ap esen ados os obje i os do p o-
je o e solici ada a assina u a de um documen o de con-
sen imen o in o mado. As obse ações em sala o am,
igualmen e, p ecedidas da assina u a de um documen o
de consen imen o in o mado po pa e dos pais/ espon-
sá eis pelas c ianças.
Análise dos Dados
Todas as análises es a ís icas o am ealizadas com
a Ve são 24 do so wa e es a ís ico IBM SPSS S a is ics.
Seguindo as indicações do manual e as análises
e e uadas com a e são o iginal do T-POT (Ma in e
al., 2010), num p imei o momen o oi calculada a pe -
cen agem de aco do en e obse ado es pa a as 28 cenas
de DVD co adas nas sessões de einamen o, po meio
da ó mula (Aco do/Aco do+Desaco do)*100, assim
como o coe icien e de co elação in aclasse (CCI).
Num segundo momen o, as es a ís icas desc i i as (mí-
nimo-máximo, médias, des ios pad ão) o am u iliza-
das pa a analisa os esul ados ob idos pa a as 11 ca e-
go ias do T-POT quando da obse ação das in e ações
p o esso -aluno.
Resul ados
Aco do e Fidedignidade en e Obse ado es
No deco e das sessões de einamen o na co ação
do T-POT, as ês obse ado as alcança am um ní el
médio de aco do de 74% na codi icação das 28 cenas.
As ca ego ias Resolução de P oblemas, Igno a e Tempo
de Pausa ap esen a am uma equência nula e, como al,
não o am conside adas no cálculo do aco do. As pe -
cen agens médias do aco do en e as ês obse ado as
oscila am en e 67 (Compo amen o Posi i o) e 78%
(Ques ões e O dens Di e as) (c . Tabela 2).
Pos e io men e o am calculados os CCIs pa a
as mesmas ca ego ias. Segundo os dados incluídos na
Tabela 2, os coe icien es de co elação oscila am en e
0,90 (Compo amen o Posi i o) e 0,99 (Con i mação).
Es a ís icas Desc i i as
A Tabela 3 ap esen a as es a ís icas desc i i as
pa a as 11 ca ego ias do T-POT, quando es e oi u i-
lizado pa a obse a o compo amen o das p o esso-
as. As ca ego ias do T-POT mais obse adas o am
as Ques ões (M=82,48, DP=30,46), Con i mação
(M=52,11, DP=16,94) e O dens (indi e as)
(M=47,14, DP=24,82). As ca ego ias de compo a-
men o menos obse adas e e em-se ao A iso Tempo
de Pausa (M=0,03, DP=0,17), Resolução de P oblemas
(M=1,08, DP=2,14) e Elogio Especí ico (M=1,91,
DP=2,77). Po ou o lado, obse ou-se uma g ande
a iabilidade de compo amen os en e as salas/p o es-
so as, podendo um compo amen o não se obse a-
do nenhuma ez numa sala e sê-lo 65 ezes em ou a
(como é o caso do Elogio Não Especí ico), ou 22 ezes
numa e 165 em ou a (como acon ece com as Ques ões)
(c . Tabela 3). A ca ego ia Igno a não oi obse ada em
qualque uma das 65 salas.
143
Obse ação da In e ação P o esso -Aluno: O T-POT
A aliação Psicológica, 2019, 18(2), pp. 138-146
Ca ego ia T-POT Média Aco do (%) CCI In e alo Con iança 95%
Con i mação 77 0,99 0,98-0,99
Compo amen o Nega i o 74 0,93 0,85-0,97
Elogio Não Especí ico 69 0,94 0,89-0,97
Elogio Especí ico 73 0,93 0,87-0,97
Compo amen o Posi i o 67 0,90 0,79-0,95
Resolução P oblemasa- - -
Igno a a- - -
Ques ões 78 0,94 0,89-0,97
O dens Indi e as 74 0,95 0,89-0,98
O dens Di e as 78 0,97 0,94-0,98
A iso Tempo Pausaa- - -
Tabela 2
Média de Aco do en e Obse ado es e Coe icien e de Co elação In aclasse (CCI) com In e alo de Con iança: Ca ego ias
T-POT nas Sessões de T einamen o
No a. a Ca ego ias de compo amen o com equência nula nas 28 cenas obse adas
Ca ego ia T-POT Mín-Max MDP
Con i mação 18-101 52,11 16,94
Compo amen o Nega i o 1-87 30,94 21,80
Elogio Não Especí ico 0-65 16,11 12,69
Elogio Especí ico 0-13 1,91 2,77
Compo amen o Posi i o 1-45 20,55 10,75
Resolução P oblemas 0-11 1,08 2,14
Igno a a- - -
Ques ões 22-165 82,48 30,46
O dens Indi e as 3-128 47,14 24,82
O dens Di e as 6-89 39,77 21,02
A iso Tempo Pausa 0-1 0,03 0,17
Tabela 3
Es a ís icas Desc i i as: Ca ego ias T-POT na Obse ação nas 65 Salas
No a. a Ca ego ia de compo amen o com equência nula (is o é, não obse ado)
Discussão
A endendo ao papel de ele o da in e ação p o-
esso -aluno no ajus amen o social, emocional e com-
po amen al das c ianças (Hu chings e al., 2007;
Vujno ic e al., 2014), o desen ol imen o de e a-
men as de obse ação em con ex o escola e pa a ai-
xas e á ias mais no as, como os p é-escola es, e ela-
-se p emen e. O p esen e es udo e e po obje i o
analisa o aco do e a idedignidade en e obse ado es
após einamen o e as es a égias u ilizadas po p o-
esso es de ja dim de in ância du an e uma in e ação
com um pequeno g upo de c ianças, com ecu so a
ca ego ias do compo amen o do p o esso da e são
po uguesa do T-POT. Di e sos es udos p é ios já de-
mons a am a e icácia e u ilidade desse ins umen o de
obse ação enquan o medida da in e ação p o esso -
-aluno (Hu chings e al., 2007; Hu chings e al., 2013;
McGilloway e al., 2010).
Ao u iliza a obse ação na ecolha de dados, o ei-
namen o é uma ase c ucial uma ez que pe mi e que
os á ios obse ado es en ol idos u ilizem as mesmas
de inições ope acionais, egis em a mesma obse ação
de o ma idên ica e adqui am expe iência (Cohen e al.,
2007). Ao longo das sessões de einamen o das ês ob-
se ado as, oi possí el alcança um g au de aco do de
74%, que ai ao encon o da ecomendação do manual
do T-POT de os obse ado es es a em ap os a u iliza o
T-POT ao alcança em um g au de aco do de 70% (e o a-
lo conside ado acei á el pa a o g au de aco do com ins-
umen os desse ipo). Esse alo é ambém mui o p óxi-
mo do alo de 70% e e ido po Ma in e al. (2010) no
es udo do desen ol imen o do T-POT e dos 73% ob i-
dos no es udo de McGilloway e al. (2010). Os alo es de
aco do ligei amen e abaixo dos 70% pa a as ca ego ias de
Compo amen o Posi i o (69%) e Elogio Não Especí ico
(67%) icam a de e -se a alguma di iculdade inicial na
disc iminação en e esses dois ipos de compo amen os
144 A aliação Psicológica, 2019, 18(2), pp. 138-146
Majo , S., Seab a-San os, M. J., Gaspa , M. F., Pimen el, M., Aze edo, A. F., Homem, T. C., & Bap is a, E.
e apon am pa a a necessidade de maio a enção a essa dis-
inção du an e o einamen o dos obse ado es. Aliás, o
manual do T-POT az e e ência à di iculdade de di e-
enciação de compo amen os de enco ajamen o como
“Huau” (incluídos na ca ego ia de Compo amen o
Posi i o) com o elogio não especí ico, podendo se con-
side ados como elogios não especí icos bo de line (Gaspa
e al., 2011). Quan o ao CCI, u ilizado como medida de
idedignidade en e obse ado es, odos os coe icien es
ob idos se si uam acima de 0,90, demons ando a p oxi-
midade dos compo amen os co ados pelas ês obse a-
do as independen es pe an e as mesmas cenas de DVDs,
es ando de aco do com os alo es ecomendados ≥0,90
(Cohen e al., 2007). Em cong uência com os dados do
aco do en e obse ado es, o alo mais baixo ob ido oi
pa a o Compo amen o Posi i o (in e alo de con iança
a 95% com maio ampli ude: 0,79-0,95).
A u ilização da g elha de obse ação T-POT jun o
de 65 p o esso as pe mi iu iden i ica o ecu so a mui as
Ques ões, Con i mação e O dens (indi e as). As ca ego-
ias menos obse adas o am o A iso de Tempo de Pausa,
Resolução de P oblemas e Elogio Especí ico. Des aca-se
que o igno a oi uma es a égia que não oi u ilizada po
nenhuma das p o esso as. Como indicam as es a ís icas
desc i i as, há p o esso as que não u ilizam es a égias
como o elogio ou a esolução de p oblemas (mínimo de
0 pa a essas ca ego ias). Esses esul ados pa ecem indica
alguma al a de obje i idade e especi icidade nas indica-
ções dadas po algumas p o esso as às c ianças ( ecu so a
mui as ques ões e o dens indi e as du an e as in e ações).
Des aca-se ainda a necessidade de da maio impo ância
aos compo amen os posi i os das c ianças, eco endo a
mais elogios (nomeadamen e elogios especí icos), assim
como ado a uma pos u a mais p oa i a na in e ação com
as c ianças, guiando e enco ajando a esolução de p oble-
mas po pa e das c ianças.
Di e sas po encialidades da p esen e pesquisa me-
ecem se salien adas, nomeadamen e a dimensão da
amos a (65 p o esso as ace a uma amos a de 12 p o-
esso as no es udo de desen ol imen o da e são o i-
ginal do T-POT), ep esen ando um pon o a o á el à
gene alização dos esul ados ob idos. A du ação das ses-
sões de einamen o (ce ca de ês ho as cada) ambém
oi um pon o posi i o, uma ez que o einamen o dos
obse ado es é uma das melho es es a égias pa a alcan-
ça bons ní eis de aco do. Po ou o lado, o ecu so a
uma e amen a de obse ação, como o T-POT, uma
o ma de egis o de e en o (ou sis ema de sinais), em
que é egis ado um sinal semp e que um de e minado
compo amen o oco e, pe mi e ob e um e a o mais
cla o da equência/incidência dos compo amen os dos
p o esso es.
Apesa das an agens, algumas limi ações me ecem
se discu idas, ais como e em sido as p o esso as a sele-
ciona as c ianças a inclui no g upo-al o de obse ação.
Enquan o algumas p o esso as podem e escolhido as
c ianças mais bem-compo adas do g upo pa a e i a em
si uações p oblemá icas du an e a obse ação, ou as po-
dem e op ado po inclui as “mais p oblemá icas” com
o obje i o de demons a à obse ado a as di iculdades
em lida com o compo amen o dessas c ianças da sua
sala. Ac esce que, na ins ução dada às p o esso as, ape-
nas oi pedido que escolhessem uma a i idade de mesa.
Essa al a de especi icação do ipo de a e a a desen ol e
du an e a obse ação le ou a uma não uni o midade nas
a e as obse adas, com algumas p o esso as a op a em
po a e as mais anquilas ou mais a i as com necessi-
dades dis in as de in e enção da p o esso a (e.g., colo i
e sus oca ins umen os musicais), o que se pode e
e le ido na obse ação de pad ões dis in os de in e a-
ção p o esso a-aluno. Uma indicação mais p ecisa no
Manual do T-POT sob e um possí el leque de a i idades
a desen ol e pode ia in oduzi um elemen o adicional
de es anda dização no p ocedimen o. Po im, ês das 11
ca ego ias conside adas no es udo não o am obse adas
nas sessões de einamen o.
Es ando o T-POT aduzido pa a a língua po ugue-
sa, pesquisas u u as em países como o B asil pode ão
con ibui pa a amplia as e idências de idedignidade
dessa medida, bem como a u ilização da e são comple-
a do T-POT, de o ma a es uda ambém as ca ego ias
compo amen ais da c iança. A análise das á ias ca ego-
ias do T-POT a endendo a di e sas a iá eis, ais como
núme o de alunos po sala, núme o de anos de expe iên-
cia dos p o esso es, ní el e á io e gêne o dos alunos do
g upo, pode á ambém aze no as con ibuições à u i-
lização dessa e amen a de obse ação. Po im, pesqui-
sas u u as que p ocu em analisa a elação do T-POT
com ins umen os de au o ela o, e a sua capacidade
pa a iden i ica modi icações que oco am no compo a-
men o de p o esso es e alunos, após a pa icipação num
p og ama de in e enção, pode ão aze con ibuições
signi ica i as nos es udos de e idência de alidade.
Conside ações Finais
Conside ando a impo ância da obse ação na a a-
liação psicológica e a ele ância da elação p o esso -
-aluno no desen ol imen o (e.g., social, emocional,
acadêmico) das c ianças, a p esen e pesquisa p ocu ou
analisa a idedignidade alcançada no einamen o de
obse ado es com o T-POT, assim como na capacida-
de do ins umen o pa a iden i ica os compo amen os
mais e menos u ilizados nas in e ações p o esso -aluno
em salas de ja dim de in ância. Se é ce o que emos as-
sis ido a mui os a anços nessa á ea, nomeadamen e no
que diz espei o ao desen ol imen o de ins umen os
de a aliação do ipo escala/ques ioná io, a comp een-
são do compo amen o das c ianças e p o esso es em
con ex o de sala de ja dim de in ância pode se con-
side a elmen e ap o undada po meio do uso de uma
g elha de obse ação como o T-POT. Nossos achados
145
Obse ação da In e ação P o esso -Aluno: O T-POT
A aliação Psicológica, 2019, 18(2), pp. 138-146
pe mi em ainda conclui que, den o das medidas de
obse ação da in e ação p o esso -aluno, o T-POT se
e ela uma medida amigá el pa a as c ianças e p o esso-
es, ao eme e pa a a i idades do dia a dia a que já es ão
habi uados, não sendo mui o in usi o. A u ilidade do
T-POT des aca-se ambém enquan o e amen a in e-
essan e ao ajuda o p o esso a e le i ace ca da sua
p á ica, dando-lhe uma imagem da sua in e ação com
o aluno, que pode á se i de linha de base pa a u u as
in e enções.
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doi: 10.1111/j.1469-7610.2007.01861.x
Sob e as au o as
So ia O. Majo é psicóloga, dou o a em A aliação Psicológica pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Uni e sidade
de Coimb a e p o esso a auxilia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade dos Aço es.
Ma ia João Seab a-San os é psicóloga, dou o a em A aliação Psicológica, p o esso a auxilia na Faculdade de Psicologia e de Ciências da
Educação da Uni e sidade de Coimb a e memb o do Cen o de In es igação em Neu opsicologia e In e enção Cogni i o-Compo amen al
(CINEICC).
Ma ia Filomena Gaspa é psicóloga, dou o a em Psicologia da Educação pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da
Uni e sidade de Coimb a e p o esso a associada na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Uni e sidade de Coimb a.
Ma iana Pimen el é psicóloga e mes e em Psicologia pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Uni e sidade de
Coimb a.
And eia F. Aze edo é psicóloga, dou o a em Psicologia Clínica pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Uni e sidade
de Coimb a e men o a no P og ama Básico pa a Pais Anos Inc í eis.
Ta iana C. Homem é psicóloga clínica, dou o a em Psicologia Clínica pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da
Uni e sidade de Coimb a e men o a no P og ama Básico pa a Pais Anos Inc í eis.
Elsa Bap is a é psicóloga, mes e em Psicologia pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Uni e sidade de Coimb a e
bolsis a de In es igação no Hospi al Pediá ico do Cen o Hospi ala e Uni e si á io de Coimb a.
ecebido em julho de 2018
ap o ado em e e ei o de 2019