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The Top 10 Original Articles Published in the Arquivos Brasileiros de Cardiologia and in the Revista Portuguesa de Cardiologia in 2019

Abstract

Há vários séculos Portugal e Brasil têm uma longa tradição de cooperação. Na Medicina, sobretudo na área de Cardiologia, existe um longo histórico de colaboração entre as duas sociedades científicas – a Sociedade Brasileira de Cardiologia e a Sociedade Portuguesa de Cardiologia – que se estende aos respetivos periódicos. Os Arquivos Brasileiros de Cardiologia (Arq Bras Cardiol), publicaçã o científica oficial da Sociedade Brasileira de Cardiologia, com fator de impacto de 1,679 em 2018 (JCR), é a revista de maior repercussão em Cardiologia no Brasil e da América Latina. Esse fato pode ser exemplificado pelo número crescente de artigos submetidos aos Arq Bras Cardiol (650 em 2017, 771 em 2018 e 734 em 2019) e pelo índice h5 de 31 e mediana h5 de 39, com taxa de aceitação inferior a 20%. A Revista Portuguesa de Cardiologia (Rev Port Cardiol) tem uma publicação ininterrupta desde 1982, sendo o veículo oficial da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, membro institucional da Sociedade Europeia de Cardiologia. É um periódico de impacto global, indexado em PubMed, Elsevier, Science Direct e SCOPUS, com fator de impacto de 0.79 no ano de 2018. Naquele ano, pela primeira vez, as duas revistas atuaram em conjunto para publicar um resumo com os trabalhos originais mais relevantes veiculados por elas em 2018.1 Face ao grande sucesso dessa iniciativa, os corpos editoriais dos dois periódicos decidiram cooperar novamente para selecionar as melhores publicações de 2019. Os trabalhos dos Arq Bras Cardiol listados neste artigo foram os selecionados para o Prêmio de Publicações da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Cabe ressaltar que, em 2019, tivemos a presença de Nuno Cardim, autor do melhor estudo da Rev Port Cardiol em 2019, nas premiações do 74º Congresso Brasileiro de Cardiologia, em Porto Alegre. Pretendemos assim reforçar os laços culturais das principais revistas de Cardiologia em língua portuguesa, que representam o que há de melhor nas publicações voltadas para uma população crescente de cerca de 250 milhões de pessoas no mundo. Dada a qualidade geral dos artigos publicados, esta seleção foi uma tarefa difícil, possivelmente imperfeita, mas permite destacar vários trabalhos de grande mérito na Cardiologia. Nas Tabelas 1 e 2 estão resumidos os dez melhores artigos publicados em cada revista em 2019.

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The Top 10 Original Articles Published in the Arquivos Brasileiros de Cardiologia and in the Revista Portuguesa de Cardiologia in 2019

Author: Oliveira, Gláucia Maria Moraes de,Fontes-Carvalho, Ricardo,Gonçalves, Lino,Cardim, Nuno,Rochitte, Carlos Eduardo
Publisher: Sociedade Brasileira de Cardiologia
Year: 2020
DOI: 10.36660/abc.20200176
Source: https://estudogeral.uc.pt/bitstream/10316/105802/1/The-top-10-original-articles-published-in-the-arquivos-brasileiros-de-cardiologia-and-in-the-revista-Portuguesa-de-cardiologia-in-2019Arquivos-Brasileiros-de-Cardiologia.pdf
A igo de Re isão
Os Top 10 A igos O iginais Publicados nos A qui os B asilei os de
Ca diologia e na Re is a Po uguesa de Ca diologia em 2019
The Top 10 O iginal A icles Published in he A qui os B asilei os de Ca diologia and in he Re is a Po uguesa
de Ca diologia in 2019
Gláucia Ma ia Mo aes de Oli ei a ,1,2 Rica do Fon es-Ca alho,3,4 Lino Gonçal es,5,6 Nuno Ca dim,7,8 Ca los
Edua do Rochi e9,10
Faculdade de Medicina – Uni e sidade Fede al do Rio de Janei o,1 Rio de Janei o, RJ – B asil
Ins i u o do Co ação Edson Saad – Uni e sidade Fede al do Rio de Janei o,2 Rio de Janei o, RJ – B asil
Depa amen o de Ca diologia – Cen o Hospi ala de Vila No a de Gaia,3 Vila No a de Gaia – Po ugal
Depa amen o de Ci u gia e Fisiologia – Faculdade de Medicina – Uni e sidade do Po o,4 Po o – Po ugal
Depa amen o de Ca diologia – Cen o Hospi ala e Uni e si á io de Coimb a,5 Coimb a – Po ugal
Faculdade de Medicina – Uni e sidade de Coimb a,6 Coimb a – Po ugal
Depa amen o de Ca diologia do Hospi al da Luz,7 Lisboa - Po ugal
Faculdade de Ciências Médicas da Uni e sidade No a de Lisboa,8 Lisboa - Po ugal
Ins i u o do Co ação (InCo ) – Faculdade de Medicina da Uni e sidade de São Paulo,9 São Paulo, SP – B asil
Hospi al do Co ação (HCOR),10 São Paulo, SP – B asil
In odução
Há á ios séculos Po ugal e B asil êm uma longa
adição de coope ação. Na Medicina, sob e udo na á ea de
Ca diologia, exis e um longo his ó ico de colabo ação en e
as duas sociedades cien í icas – a Sociedade B asilei a de
Ca diologia e a Sociedade Po uguesa de Ca diologia – que
se es ende aos espe i os pe iódicos.
Os A qui os B asilei os de Ca diologia (A q B as Ca diol),
publicação cien í ica o icial da Sociedade B asilei a de
Ca diologia, com a o de impac o de 1,679 em 2018 (JCR),
é a e is a de maio epe cussão em Ca diologia no B asil e da
Amé ica La ina. Esse a o pode se exempli icado pelo núme o
c escen e de a igos subme idos aos A q B as Ca diol (650 em
2017, 771 em 2018 e 734 em 2019) e pelo índice h5 de 31
e mediana h5 de 39, com axa de acei ação in e io a 20%.
A Re is a Po uguesa de Ca diologia (Re Po Ca diol) em
uma publicação inin e up a desde 1982, sendo o eículo
o icial da Sociedade Po uguesa de Ca diologia, memb o
ins i ucional da Sociedade Eu opeia de Ca diologia. É um
pe iódico de impac o global, indexado em PubMed, Else ie ,
Science Di ec e SCOPUS, com a o de impac o de 0.79 no
ano de 2018.
Naquele ano, pela p imei a ez, as duas e is as a ua am
em conjun o pa a publica um esumo com os abalhos
o iginais mais ele an es eiculados po elas em 2018.1 Face
ao g ande sucesso dessa inicia i a, os co pos edi o iais dos dois
pe iódicos decidi am coope a no amen e pa a seleciona
as melho es publicações de 2019. Os abalhos dos A q B as
Ca diol lis ados nes e a igo o am os selecionados pa a o
P êmio de Publicações da Sociedade B asilei a de Ca diologia.
Cabe essal a que, em 2019, i emos a p esença de Nuno
Ca dim, au o do melho es udo da Re Po Ca diol em 2019,
nas p emiações do 74º Cong esso B asilei o de Ca diologia,
em Po o Aleg e. P e endemos assim e o ça os laços cul u ais
das p incipais e is as de Ca diologia em língua po uguesa,
que ep esen am o que há de melho nas publicações ol adas
pa a uma população c escen e de ce ca de 250 milhões de
pessoas no mundo.
Dada a qualidade ge al dos a igos publicados, es a seleção
oi uma a e a di ícil, possi elmen e impe ei a, mas pe mi e
des aca á ios abalhos de g ande mé i o na Ca diologia.
Nas Tabelas 1 e 2 es ão esumidos os dez melho es a igos
publicados em cada e is a em 2019.
P e enção ca dio ascula
A doença ca dio ascula (DCV) con inua a se a p incipal
causa de mo alidade a ní el mundial. Apesa de a ualmen e
dispo mos de á ias es a égias de a amen o da DCV,
no “mundo eal” o g au de con ole dos a o es de isco
ca dio ascula (RCV) é in e io ao desejá el. O es udo DISGEN-
LIPID,2 obse acional e ealizado em 24 cen os em Po ugal,
e e po obje i o a alia o g au de con ole da dislipidemia,
um dos p incipais a o es de RCV pa a o desen ol imen o de
doença a e ial co oná ia (DAC). Nesse es udo, obse ou-se
que, apesa de a maio ia dos doen es se de al o ou mui o
al o RCV, mais de 50% daqueles em uso de hipolipemian es
não a ingi am os alo es-al o ecomendados de c-LDL, e
que g andes po cen agens de doen es u iliza am es a inas de
baixa in ensidade ou em doses baixas. Cu iosamen e, ou o
es udo, analisando os dados do es udo DISGEN-LIPID, ela ou
uma dispa idade signi ica i a en e gêne os, com alo es de
pe il lipídico signi ica i amen e maio es nas mulhe es do
que nos homens.3 Aquele es udo é ele an e po que mos a
Pala as-cha e
Doenças Ca dio ascula es; Re is as como Assun o; Po ais
de Acesso à Re is as Cien í icas; Fa o de Impac o de Re is as;
Publicações Cien í icas e Técnicas; Publicação Pe iódica;
Sis emas de A aliação das Publicações.
Co espondência: Gláucia Ma ia Mo aes de Oli ei a •
Uni e sidade Fede al do Rio de Janei o – R. P o . Rodolpho P. Rocco, 255 –
8°. Anda – Sala 6, UFRJ. CEP 21941-913, Cidade Uni e si á ia, RJ – B asil
E-mail: [email p o ec ed], [email p o ec ed]
A igo ecebido em 03/03/2020, e isado em 09/03/2020, acei o em
09/03/2020
DOI: h ps://doi.o g/10.36660/abc.20200176
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A igo de Re isão
Oli ei a
Os Top 10 A igos O iginais Publicados nos ABC Ca diol e RPC em 2019
A q B as Ca diol. 2020; 114(3):564-570
a necessidade de se desenha em polí icas de saúde pública
que possam ul apassa as ba ei as a ualmen e exis en es
na implemen ação dos guidelines na p á ica clínica e ainda
ul apassa os p oblemas de subdosagem de es a ina, a iné cia
e apêu ica e a al a de adesão do doen e ao a amen o.
Em 2019, a Re Po Ca diol publicou ou o impo an e
es udo que ajuda a comp eende o con ole dos a o es de
RCV na população po uguesa. O es udo PRECISE,4 oi um
es udo epidemiológico, ans e sal, que a aliou a p e alência
dos á ios a o es de RCV em 2848 doen es hipe ensos
seguidos nos cuidados p imá ios de saúde. Os in es igado es
obse a am que apenas 56% dos hipe ensos inham um
bom con ole da p essão a e ial e que mais de 80% deles
inham ês ou mais a o es de RCV. Esses dados mos am
a impo ância de se aze uma a aliação global do RCV
no hipe enso e, mais uma ez, a necessidade u gen e de
implemen a es a égias de p e enção que pe mi am melho a
o con ole dos a o es de RCV em Po ugal.
Ambos os es udos i e am como p imei o au o o nosso
colega Ped o Ma ques da Sil a, médico ímpa , que deixa uma
ma ca indelé el na Medicina Ca dio ascula . É com g ande
pesa que assis imos ao seu desapa ecimen o no início de
2020. Ficou mais pob e a Ca diologia em Po ugal.
Em c ianças e adolescen es ambém se obse ou
di iculdade no con ole dos a o es RCV. Em um es udo com
1254 c ianças e adolescen es do sul do B asil, 55% do sexo
eminino, com idades en e 7 e 17 anos, o am analisadas
as elações en e dislipidemia, a o es cul u ais e ap idão
ca dio espi a ó ia (ACR). Os a o es cul u ais o am a aliados
a a és de ques ioná io au o e e ido pelo escola e os ní eis
de ACR, pelo es e de co ida/caminhada de 12 minu os, que
consis iu em pe co e a maio dis ância possí el em uma
pis a p e iamen e dema cada du an e 12 minu os. Os au o es
obse a am p e alência de ce ca de 42% de dislipidemia,
que oi associada com o sexo eminino e baixos ní eis de
ACR. Na análise mul i a iada, dislipidemia oi associada
com c ianças e não com adolescen es, e com sob epeso e
obesidade. O deslocamen o seden á io pa a a escola, g ande
empo de pe manência assis indo ele isão, sexo eminino
e p esença de sob epeso/obesidade ambém se associa am
com os componen es isolados do pe il lipídico. Os au o es
essal a am a necessidade de in e enções p ecoces que
p omo am hábi os de ida saudá eis nas c ianças.5
O es udo ELSA-B asil,6 com 15.105 uncioná ios
públicos, de 35 a 74 anos, inculados a seis ins i uições
de ensino e pesquisa das egiões sul, sudes e e no des e
do B asil, a aliou a magni ude da associação en e a
adiposidade abdominal, segundo di e en es indicado es
diagnós icos [ci cun e ência da cin u a (CC), azão
cin u a quad il (RCQ), índice de conicidade, p odu o da
acumulação lipídica (LAP), índice de adiposidade isce al
(IAV)], e a espessu a médio-in imal da ca ó ida (EMIc),
ma cado de a e oscle ose subclínica e p edi o de in a o
do miocá dio e aciden e ascula ce eb al (AVC). Os au o es
ela a am, emp egando eg essão logís ica múl ipla, que a
adiposidade abdominal diagnos icada pela CC, mos ou
impo an e associação com a EMIc em ambos os sexos
(homens: OR = 1,47; IC95%: 1,22-1,77; mulhe es:
Tabela 1 – Lis a com a seleção dos dez melho es a igos publicados nos A qui os B asilei os de Ca diologia em 2019
Au o Tí ulo e link
Fa ia AP e al.7
P opos a de um Esco e In lama ó io de Ci ocinas e Adipocinas Plasmá icas
Associado à Hipe ensão Resis en e, mas Dependen e dos Pa âme os de Obesidade
h p://www.scielo.b /scielo.php?sc ip =sci_a ex &pid=S0066-782X2019000400383&lng=p &n m=iso& lng=p
Dippe J . e al.18 Es udo de Pe usão Miocá dica em Obesos sem Doença Ca díaca Isquêmica Conhecida
h p://www.scielo.b /scielo.php?sc ip =sci_a ex &pid=S0066-782X2019000200121&lng=en&n m=iso& lng=p
Reu e CP e al.5Relação en e Dislipidemia, Fa o es Cul u ais e Ap idão Ca dio espi a ó ia em Escola es
h p://www.scielo.b /scielo.php?sc ip =sci_a ex &pid=S0066-782X2019000600729&lng=en&n m=iso& lng=p
Villela PTM e al.9A P e e ência ao Sal es á Relacionada à Hipe ensão e não ao En elhecimen o
h p://www.scielo.b /scielo.php?pid=S0066-782X2019005015104&sc ip =sci_a ex & lng=p
Ba os MVL e al.27
Al e ação Con á il Segmen a Ven icula Esque da é P edi o Independen e de
Ca dio oxicidade em Pacien es com Cânce de Mama em T a amen o Quimio e ápico
h p://www.scielo.b /scielo.php?sc ip =sci_a ex &pid=S0066-782X2019000100050&lng=p &n m=iso& lng=p
Kiyose AT e al.28
Compa ação de P ó eses Biológicas e Mecânicas pa a Ci u gia de Vál ula Ca díaca:
Re isão Sis emá ica de Es udos Con olados Randomizados
h p://www.scielo.b /scielo.php?sc ip =sci_a ex &pid=S0066-782X2019000300292&lng=en&n m=iso& lng=p
Eickembe g M e al.6
Indicado es de Adiposidade Abdominal e Espessu a Médio-In imal de Ca ó idas:
Resul ados do Es udo Longi udinal de Saúde do Adul o - ELSA-B asil
h p://www.scielo.b /scielo.php?sc ip =sci_a ex &pid=S0066-782X2019000300220&lng=en&n m=iso& lng=p
E ing PS e al.8
Exe cício Resis ido Modula Pa âme os de Es esse Oxida i o e Con eúdo de
TNF-α no Co ação de Camundongos com Obesidade Induzida po Die a
h p://www.scielo.b /scielo.php?sc ip =sci_a ex &pid=S0066-782X2019000500545&lng=es&n m=iso& lng=p
A ila WS e al.29 G a idez em po ado as de ca diopa ias congêni as complexas. Um cons an e desa io
h p://www.scielo.b /scielo.php?pid=S0066-782X2019005019101&sc ip =sci_a ex & lng=p
Ba bosa JE e al.17 Pe il da Exp essão do mRNA do N 2, NF-κB e PPARβ/δ em Pacien es com Doença A e ial Co ona iana
h p://www.scielo.b /scielo.php?sc ip =sci_a ex &pid=S0066-782X2019005001205&lng=en&n m=iso& lng=p
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A igo de Re isão
Oli ei a
Os Top 10 A igos O iginais Publicados nos ABC Ca diol e RPC em 2019
A q B as Ca diol. 2020; 114(3):564-570
OR = 1,38; IC95%: 1,17-1,64). A adiposidade abdominal
iden i icada pelos indicado es CC, RCQ, LAP e IAV en e
as mulhe es mos ou e ei o de 0,02 mm sob e a EMIc
(CC: 0,025, IC95%: 0,016-0,035; RCQ: 0,026, IC95%:
0,016-0,035; LAP: 0,024, IC95%: 0,014-0,034; IAV:
0,020, IC95%: 0,010-0,031). Os esul ados obse ados
e o çam a impo ância da adiposidade abdominal,
ep esen ada pela CC, especialmen e nos homens, como
ma cado simples da adiposidade abdominal associada
com a a e oscle ose subclínica.
A a e oscle ose subclínica pa ece es a ambém associada
com a in lamação sis êmica nos po ado es de hipe ensão
a e ial esis en e (HAR). P ocu ou-se es abelece um esco e
in lama ó io (EI) em uma amos a de con eniência de 224
hipe ensos, me ade com HAR, emp egando-se ci ocinas e
adipocinas plasmá icas p ó-in lama ó ias e an i-in lama ó ias,
TNF-al a, in e leucinas (IL)-6, -8, -10, lep ina e adiponec ina.
O EI co elacionou-se posi i amen e com índice de massa
co po al ( = 0,40; p < 0,001), CC ( = 0,30; p < 0,001)
e massa go da a aliada po bioimpedância ( = 0,31;
p < 0,001) em odos os indi íduos hipe ensos. Pode á
o nece in o mação complemen a na es a i icação de RCV
nos obesos com HAR. No en an o, p ecisa á se alidado
em ou as populações pa a que seja ecomendado pa a uso
clínico, que ainda ica á limi ado pelo al o cus o da dosagem
das ci ocinas e da adiponec ina.7
A obesidade, que oi associada com in lamação, ambém
es á associada com p odução excessi a de espécies ea i as
de oxigênio. Com o obje i o de e i ica os e ei os de oi o
semanas de einamen o esis ido sob e os pa âme os de
es esse oxida i o e in lama ó ios em 24 camundongos
Swiss com obesidade induzida po 26 semanas de die a
hipe lipídica, oi ealizado es e de ole ância à insulina,
moni o amen o do peso co po al e ma cado es de pa âme os
de es esse oxida i o e in lamação no ecido ca díaco. Os
esul ados do es udo demons a am con ole do peso co po al
apesa da inges a excessi a de calo ias, e e endo o dano
em lipídios e a p odução de espécies ea i as de oxigênio,
assim como modulando posi i amen e as p incipais ci ocinas
esponsá eis pela a i ação do p ocesso in lama ó io. Dessa
o ma, o exe cício esis ido pode auxilia no a amen o da
obesidade, necessi ando-se escla ece como ele p omo e
esses e ei os no ecido ca díaco.8
Pa a 118 indi íduos, 77 hipe ensos, o am o e adas
amos as alea ó ias de pães com ês concen ações de
sal no empo inicial e, após duas semanas, eles p o a am
os mesmos pães ac escidos de o égano, sendo a e ida a
p essão a e ial e a exc eção u ina ia de sódio e po ássio
de 24 ho as. Os idosos e jo ens hipe ensos p e e i am
e consumi am mais sal do que os no mo ensos, endo o
pão adicionado de empe o diminuído a p e e ência pelo
sal nos jo ens e nos idosos hipe ensos. As a iá eis que
in luencia am signi ica i amen e a p e e ência po amos as
de pão mais salgado o am: a p esença de hipe ensão, o
sexo masculino e o consumo de álcool. Polí icas públicas
pa a diminuição da quan idade de sódio nos alimen os,
como as ealizadas em Po ugal, possi elmen e se
associa ão com melho con ole da hipe ensão a e ial e
dos des echos com ela elacionados, como o AVC, doença
enal c ônica e DAC.9
Tabela 2 – Lis a com a seleção dos dez melho es a igos publicados na Re is a Po uguesa de Ca diologia em 2019
Au o es e Re e encias Tí ulo do a igo
P Ma ques Sil a e al.2
Al e ações pe sis en es do pe il lipídico na p á ica clínica nos doen es adul os po ugueses
com dislipidemia em a amen o com an idislipidémicos. Dados do es udo DISGEN-LIPID
h ps://www. e po ca diol.o g/p -subop imal-lipid-le els-in-clinical-a iculo-S0870255119304998
P Ma ques Sil a e al.4
P e alência de a o es de isco ca dio ascula e ou as como bilidades em doen es com
hipe ensão a e ial assis idos nos Cuidados de Saúde P imá ios: es udo PRECISE
h ps://www. e po ca diol.o g/p -p e alencia- a o es- isco-ca dio ascula -e-a iculo-S0870255118302762
R Calé e al.12 Tempo pa a a epe usão num subg upo de doen es de al o isco com en a e agudo do miocá dio subme idos a angioplas ia p imá ia
h ps://www. e po ca diol.o g/p - ime- epe usion-in-high- isk-pa ien s-a iculo-S087025511930527X
J Pin o Mon ei o e al.13 KAsH: Uma no a e amen a pa a p e isão de mo alidade hospi ala em doen es com En a e Agudo do Miocá dio
h ps://www. e po ca diol.o g/p -kash-a-new- ool-p edic -a iculo-S0870255119305785
D Ben o e al.16 P ognós ico a cu o e médio p azo da sínd ome de Tako subo numa população po uguesa
h ps://www. e po ca diol.o g/p -sho -medium- e m-p ognosis- ako subo-synd ome-a iculo-S0870255118300933
D Bonho s e al.20
Implan ação de disposi i os de essinc onização e/ou des ib ilhação em
doen es com insu iciência ca díaca: dados da ida eal – o Es udo Sínc one
h ps://www. e po ca diol.o g/p -implan acao-disposi i os- essinc onizacao-e-ou-des ib ilhacao-a iculo-S0870255117306893
L Fe nandes e al.19 Aciden e ascula ce eb al isquémico em doen es p e iamen e an icoagulados po ib ilhação au icula não al ula : po que acon ece?
h ps://www. e po ca diol.o g/p -aciden e- ascula -ce eb al-isquemico-em-a iculo-S0870255118300155
C Rui o e al.25 The SHIFT model combines clinical, elec oca diog aphic and echoca diog aphic
pa ame e s o p edic Sudden Ca diac Dea h in Hype ophic Ca diomyopa hy
A Sousa e al.23 Ca ac e ização molecula dos doen es po ugueses com mioca diopa ia dila ada
h ps://www. e po ca diol.o g/p -molecula -cha ac e iza ion-po uguese-pa ien s-wi h-a iculo-S0870255118302269
C Rui o e al.22 Myoca dial de o ma ion measu es by ca diac magne ic esonance issue
acking in myoca di is: ela ionship wi h sys olic unc ion and myoca dial lesion
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A igo de Re isão
Oli ei a
Os Top 10 A igos O iginais Publicados nos ABC Ca diol e RPC em 2019
A q B as Ca diol. 2020; 114(3):564-570
Doença co ona iana c ônica e sínd omes co ona ianas agudas
A in odução da angioplas ia p imá ia e da ia e de
co ona iana pe mi iu uma edução ma cada da mo alidade
po sínd ome co ona iana aguda (SCA).10 Con udo, é
necessá io con inua a melho a a o ganização do sis ema de
angioplas ia p imá ia de o ma a eduzi os empos de a aso
que são dependen es do sis ema. A esse p opósi o, a Re Po
Ca diol publicou dois es udos ele an es. No p imei o,11 o am
a aliados 1222 doen es com in a o agudo do miocá dio com
ele ação do segmen o ST (IAMcEST), mos ando-se que, em
compa ação com a o ien ação di e a pa a o labo a ó io de
hemodinâmica, a ans e ência in e -hospi ala dos doen es
com IAMcEST aumen ou de o ma signi ica i a o in e alo de
empo a é a ealização da angioplas ia. No segundo es udo,12
que az pa e da inicia i a S en o Li e, o am analisados
os dados de 1340 doen es com IAMcEST admi idos em 18
hospi ais po ugueses com o obje i o de a alia os indicado es
de pe o mance na população de al o isco, nomeadamen e
idosos, diabé icos e mulhe es. Os in es igado es mos a am
que os idosos êm empos de “a aso de doen e” e de “a aso
de sis ema” mui o maio es, independen emen e do gêne o
e da p esença de diabe es, demons ando que esse g upo de
doen es de e se um al o p io i á io de no as es a égias de
sensibilização da população.
No doen e com in a o do miocá dio, exis em á ios
esco es pa a es a i icação de isco, mas mui os deles são de
di ícil aplicabilidade no mundo eal. Na edição de ou ub o da
Re Po Ca diol, Mon ei o Pin o e al.,13 p opõem um no o
esco e de isco de ácil u ilização clínica, in i ulado esco e
KAsH. Esse esco e é calculado a a és de uma ó mula simples
= (classe Killip x idade x equência ca díaca) / p essão a e ial
sis ólica. Num g upo de 1504 doen es consecu i os com
in a o do miocá dio, esse no o esco e mos ou e melho
alo p edi i o que os a ualmen e exis en es, em especial o
esco e de GRACE. Sendo mui o p omisso , é ago a necessá ia
sua maio alidação em ou as coo es de doen es pa a sua
pos e io implemen ação na p á ica clínica.14
A sínd ome de Tako subo é um dos diagnós icos di e enciais
no doen e com suspei a de SCA, sendo uma pa ologia que em
cap ado uma a enção c escen e.15 Es e ano, o am publicados
na Re Po Ca diol os esul ados de um es udo mul icên ico
po uguês, que a aliou as ca ac e ís icas de 234 doen es com
esse diagnós ico.16 Nesse a igo, mos ou-se que, em ge al, essa
sínd ome em um bom p ognós ico a cu o e a médio p azo
(mo alidade in a-hospi ala de 2,2%), mas que a axa de
complicações in a-hospi ala es (nomeadamen e insu iciência
ca díaca, ib ilação a ial, a i mias en icula es e AVC) ainda
é ele ada (33%).
Com o obje i o de a alia a exp essão dos a o es
ansc icionais NF-κB e N 2 e o PPARβ/δ em pacien es
com sínd ome co ona iana c ônica (SCC), 35 pacien es
com DAC (17 homens, com 62,4 ± 7,55 anos) e 12 sem
DAC (5 homens, 63,50 ± 11,46 anos) o am es udados. As
células mononuclea es do sangue pe i é ico (PBMCs) o am
isoladas e p ocessadas pa a a exp essão de mRNA do N 2,
NF-κB, NADPH: quinona oxido edu ase 1 (NQO1) e mRNAs
do PPARβ/δ po meio de eação em cadeia da polime ase
quan i a i a em empo eal. Os au o es obse a am que o
PPARβ/δ ap esen ou maio exp essão nas PBMCs de pacien es
com DAC compa ados ao g upo con ole, ao passo que não
o am obse adas di e enças nas exp essões de mRNA do N 2
ou do NF-κB. Tais achados podem indica possí eis e apias-
al o pa a pesquisas u u as na SCC.17
Ainda em elação à SCC, o am es udados 5.526 pacien es
obesos sem DAC conhecida, encaminhados pa a a aliação
po CPM-SPECT en e janei o de 2011 e dezemb o de 2016.
Os a o es associados à pe usão miocá dica ano mal em
pacien es obesos sem doença ca díaca isquêmica conhecida,
após ajus e pa a as a iá eis ele an es (análise mul i a iada),
o am: idade (2% de aumen o no isco pa a cada ano a mais
de idade), diabe es melli us (57% de aumen o no isco em
pacien es po ado es dessa doença), angina ípica (245% de
aumen o no isco em pacien es com angina ípica quando
compa ados aos assin omá icos), u ilização de es esse
a macológico du an e o exame (61% de aumen o no isco
quando compa ado ao es esse ísico po meio de es e de
es o ço), meno in ensidade do es o ço ísico a aliado em
equi alen e me abólico (MET: 10% de edução no isco pa a
cada MET adicional ealizado du an e o es e de es o ço) e
ação de ejeção en icula esque da (FEVE) após es esse
(1% de edução no isco pa a cada 1% a mais na FEVE). Esses
dados co obo am a associação de obesidade e SCC.18
A i mias ca díacas e disposi i os
A associação en e a ib ilação a ial e o isco de AVC
é complexa e mul i a o ial. Ainda mais desa ian e é a
comp eensão dos mecanismos en ol idos na oco ência
de AVC em doen es subme idos a hipocoagulação. Num
es udo mui o in e essan e publicado po Fe nandes e al.,
19 os in es igado es es uda am 60 doen es consecu i os
com ib ilação a ial não al ula , medicados c onicamen e
com an icoagulação o al e que, apesa disso, so e am
um AVC isquêmico. Na g ande maio ia desses doen es, a
oco ência do AVC pa ece se explicada po subdosagem,
má adesão e apêu ica ou e iologia não ca dioembólica e
não po ine icácia desses á macos, já que, em ce ca de
90% dos doen es em uso de an agonis as da i amina K,
o INR na admissão e a < 2 e, 43% daqueles a ados com
an icoagulan es di e os es a am omando subdosagem.
A implan ação de ca diodes ib ilado es implan á eis
(CDI) e de disposi i os de essinc onização en icula (CRT)
pe mi e a edução do isco de mo e e hospi alização e uma
melho ia da qualidade de ida nos doen es com insu iciência
ca díaca com FEVE eduzida. Bonho s e al. publica am na
Re Po Ca diol os esul ados do es udo Sínc one,20 que é um
egis o obse acional, mul icên ico e p ospe i o ealizado
em 16 cen os po ugueses e que incluiu 486 doen es com
diagnós ico de insu iciência ca díaca, FEVE < 35% e indicação
pa a implan ação de CDI ou CRT. Nesse es udo, a maio ia dos
doen es a ados com disposi i os inha uma ecomendação
de classe I dos guidelines, sendo as axas de mo alidade
com 1 ano baixas (apenas 3,6%), assim como o núme o de
ein e nações (11%). Esse es udo ajuda a comp eende a
ealidade do a amen o com disposi i os pa a insu iciência
ca díaca em Po ugal, mos ando ainda a necessidade de se
melho a o a amen o a macológico desses doen es já que
as axas de u ilização de medicação o am sub-ó imas (76%
inibido da enzima con e so a de angio ensina/an agonis a
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A igo de Re isão
Oli ei a
Os Top 10 A igos O iginais Publicados nos ABC Ca diol e RPC em 2019
A q B as Ca diol. 2020; 114(3):564-570
do ecep o de aldos e ona; 77% bloqueado es be a-
ad ené gicos; 34% an agonis a da aldos e ona).
Insu iciência ca díaca e mioca diopa ias
Nos doen es com mioca diopa ia hipe ó ica (MH), as
di e izes eu opeias ecomendam a a aliação do isco de
mo e súbi a de aco do com o esco e ESC-SCD.21 Con udo,
êm su gido á ias c í icas a esse esco e, sendo necessá io
c ia no as o mas de es a i icação do isco nesses doen es.
Rui o C e al.,22 publica am na Re Po Ca diol um es udo
in e essan e baseado nos dados do egis o nacional de
MH, que inclui 1022 doen es com essa pa ologia. Após
iden i icação dos p incipais de e minan es de isco de mo e
súbi a, os in es igado es cons uí am um no o modelo de isco
designado esco e SHIFT, que inclui qua o a iá eis: síncope
inexplicada, sinais de insu iciência ca díaca, espessu a do
sep o ≥ 19 mm e p esença de complexo QRS agmen ado.
Nessa população de doen es, o esco e SHIFT, que in eg a
pa âme os clínicos, ele oca diog á icos e ecoca diog á icos
ela i amen e simples de se a alia , e e melho alo p edi i o
(C-index 0.81) que o esco e ESC-SCD. Po isso, no u u o,
esse no o esco e pode á desempenha um papel impo an e
pa a ajuda a seleciona os doen es com MH e indicação pa a
implan ação de CDI em p e enção p imá ia.
Na á ea da mioca diopa ia dila ada, a Re Po Ca diol
publicou em 2019 um es udo mul icên ico que p e endeu
aze uma ca ac e ização molecula e gené ica de 107 doen es
com ca diomiopa ia dila ada.23 Os in es igado es obse a am
uma g ande complexidade e di e sidade gené ica nesses
doen es com iden i icação de 31 a ian es gené icas a as
em oi o genes di e en es, que en ol em sob e udo genes
sa comé icos (MYBPC3, TNNT2 e LMNA). Esse es udo
e o ça a impo ância das no as écnicas de análise genômica,
sob e udo po écnicas de nex -gene a ion sequencing, pa a
ajuda a comp eende a e iologia dessa doença.
Nos úl imos anos, a essonância ca díaca em desempenhado
um papel c escen e na a aliação dos doen es com mioca di e,
sendo a ualmen e o exame não in asi o de eleição pa a o
diagnós ico dessa pa ologia.24 Num es udo publicado na Re
Po Ca diol em 2019,25 os in es igado es a alia am o papel
da quan i icação da de o mação miocá dica po issue acking
como uma medida obje i a de quan i icação de unção em
78 doen es com mioca di e, endo encon ado co elações
signi ica i as de odos os pa âme os de de o mação (s ain,
s ain a e, elocidade e deslocamen o) com a FEVE, com as
al e ações segmen a es e a quan idade de ealce a dio. Ago a o
desa io se á comp eende de que o ma esses esul ados podem
in luencia a abo dagem clínica dos doen es com mioca di e.26
A a aliação do isco de ca dio oxicidade dos quimio e ápicos
da classe das an aciclinas e dos an ico pos monoclonais
humanizados é um desa io clínico, que es imula a busca
po p edi o es de al e ação con á il segmen a en icula
esque da (ACSVE) que sejam de ácil ealização e que
pe mi am ea aliações ao longo do a amen o. Ba os e al.,27
es udando 112 pacien es, média de idade de 51,3 ± 12,9
anos, com cânce de mama e a amen o com doxo ubicina
e/ou as uzumabe, ealiza am es udo ecoca diog á ico pa a
a alia ca dio oxicidade, que oi de inida po dec éscimo de
10% na FEVE. A p esença de ca dio oxicidade oi obse ada
em 18 (16,1%) pacien es. Na análise mul i a iada, ACSVE (OR
= 6,25 [IC 95%: 1,03; 37,95], p < 0,05), diâme o sis ólico
do en ículo esque do (OR = 1,34 [IC 95%: 1,01; 1,79],
p < 0,05) e s ain longi udinal global pela écnica de speckle
acking (OR = 1,48 [IC 95%: 1,02; 2,12], p < 0,05) o am
p edi o es signi ica i os e independen es de ca dio oxicidade.
Os au o es concluí am que a ACSVE é p edi o independen e
de ca dio oxicidade e pode á se ú il pa a de ecção p ecoce
da dis unção miocá dica.27
Ci u gia Ca díaca
Em me a-análise de qua o es udos con olados e
andomizados que busca a de e mina os des echos clínicos
de 1528 pacien es po ado es de p ó eses al a es mecânicas
e biológicas, an igas e con empo âneas, seguidos en e 2 e
20 anos, não o am obse adas di e enças pa a os des echos
mo e ( isco ela i o, RR = 1,07; IC95%: 0,99-1,15), embolia
a e ial sis êmica (RR = 0,93; IC95%: 0,66-1,31) e endoca di e
in ecciosa (RR = 1,21; IC95%: 0,78-1,88) en e os po ado es
de p ó eses mecânicas e biológicas. Po ou o lado, o isco
de sang amen o oi um e ço meno (RR = 0,64; IC95%:
0,52-0,78) e o núme o de eope ações (RR = 3,60; IC95%:
2,44-5,32) oi ês ezes maio nos pacien es com p ó eses
biológicas. T ês es udos incluí am p ó eses de an iga ge ação,
que ap esen a am esul ados simila es às de no a ge ação.
Os au o es salien am a ausência de es udos com as no as
ge ações de p ó eses, exo ando a ealização de es udos que
compa em p ó eses biológicas e mecânicas con empo âneas.28
Ca diopa ias congêni as
A g a idez em po ado as de ca diopa ia congêni a
complexa (CCC) o nou-se uma ealidade e o manejo ma e no-
e al é um desa io clínico a ual. A ila e al.,29 es uda am 435
ges an es po ado as de CCC, po um pe íodo de 10 anos, que
o am incluídas no Regis o do Ins i u o do Co ação (Regis o-
InCo ). Seleciona am 42 ges ações em 40 mulhe es com CCC
(24,5 ± 3,4 anos) que o am desaconselhadas a eng a ida .
As CCC lis adas o am ansposição das g andes a é ias,
a esia pulmona , a esia icúspide, en ículo único, dupla
ia de saída de en ículo di ei o, dupla ia de en ada de
en ículo esque do, que o am a adas com ci u gias Ras elli,
Fon an, Ja ene, Senning, Mus a d e ou os p ocedimen os
combinados, como unelização, Blalock Taussig e Glenn.
Das 40 mulhe es com CCC, 8 não o am subme idas a
ci u gia e ce ca de 48% ap esen a am hipoxemia. Apesa
do acompanhamen o indi idualizado e equen e, com
hospi alização a pa i de 28 semanas, a maio pa e das
ges ações, ce ca de 60%, ap esen ou complicações ma e nas
ou e ais. Fo am ela adas complicações ma e nas em 31%
das ges ações, incluindo 2 mo es causadas po hemo agia
pós-pa o e p é-eclâmpsia g a e, e 7 pe das e ais, 17 bebês
p ema u os e 2 ecém-nascidos com ca diopa ia congêni a.
Os au o es e o ça am as o ien ações igen es de que, apesa
da melho ia no p ognós ico das CCC e da necessidade
de se espei a a au onomia da in enção à concepção, as
complicações ma e nas e e ais desaconselham a g a idez,
especialmen e nas pacien es que ap esen am hipoxemia.
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A igo de Re isão
Oli ei a
Os Top 10 A igos O iginais Publicados nos ABC Ca diol e RPC em 2019
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co ona y in e en ion. Impac o na mo alidade da admissão di e a e sus
ans e ência in e -hospi ala nos doen es com en a e agudo do miocá dio
com ele ação do segmen o ST subme idos a in e enção co oná ia
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Re e ências
Conclusões Finais
Es a e isão dos melho es do ano, sob o pon o de is a dos
edi o es dos A q B as Ca diol e da Re Po Ca diol, é uma
pequena amos a de udo que essas publicações cien í icas
êm a o e ece em e mos de a ualização e di ulgação de
ino ações pa a os seus lei o es. Ela coloca em e idência a
ele ância da ciência em língua po uguesa. P ocu amos aze
pa a os lei o es a melho in o mação no melho o ma o,
sucin o, p eciso e e icien e.
A ciência só p og ide quando o conhecimen o é
compa ilhado. O papel dos A q B as Ca diol e da Re Po
Ca diol é publica , ci cula e di ulga cada ez mais a ciência
po elas eiculada e con ibui pa a o p og esso cien í ico
global. E po que não o aze ambém de o ma elegan e e
e icien e na nossa amada língua-mãe, com o so aque que
mais lhe ag ada ? Espe amos que odos enham ap eciado
esse esumo do melho do ano de 2019 e os agua damos
ano que em com o melho de 2020. Con idamos ambém
os nossos lei o es, associados das nossas sociedades de
Ca diologia, ca diologis as, médicos e cien is as em ge al a
se man e em conec ados com nossas publicações cien í icas
de o ma cons an e, pelas ias digi ais adicionais (webpage),
edes sociais (Facebook, Twi e e LinkedIn) e aplica i os de
sma phones. Boa lei u a a odos!
Con ibuição dos au o es
Concepção e desenho da pesquisa, ob enção de dados,
análise e in e p e ação dos dados, análise es a ís ica, edação
do manusc i o e e isão c í ica do manusc i o quan o ao
con eúdo in elec ual impo an e: Oli ei a GMM, Fon es-
Ca alho R, Gonçal es L, Ca dim N, Rochi e CE
Po encial con li o de in e esses
Decla o não ha e con li o de in e esses pe inen es.
Fon es de inanciamen o
O p esen e es udo não e e on es de inanciamen o
ex e nas.
Vinculação acadêmica
Não há inculação des e es udo a p og amas de pós-
g aduação.
Ap o ação é ica e consen imen o in o mado
Es e a igo não con ém es udos com humanos ou animais
ealizados po nenhum dos au o es.
569
A igo de Re isão
Oli ei a
Os Top 10 A igos O iginais Publicados nos ABC Ca diol e RPC em 2019
A q B as Ca diol. 2020; 114(3):564-570
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pa ame e s o p edic Sudden Ca diac Dea h in Hype ophic
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