scieee Open visual document viewer

VALIDAÇÃO DE UM SCORE DE MORTALIDADE AOS 30 DIAS EM DOENTES COM GASTROSTOMIA ENDOSCÓPICA PERCUTÂNEA

Pereira, Mariana Sofia Gomes

Abstract

Trabalho Final do Mestrado Integrado em Medicina apresentado à Faculdade de Medicina

Full text

MESTRADO INTEGRADO EM MEDICINA – TRABALHO FINAL MARIANA SOFIA GOMES PEREIRA “VALIDAÇÃO DE UM SCORE DE MORTALIDADE AOS 30 DIAS EM DOENTES COM GASTROSTOMIA ENDOSCÓPICA PERCUTÂNEA” ARTIGO CIENTÍFICO ORIGINAL ÁREA CIENTÍFICA DE GASTROENTEROLOGIA T abalho ealizado sob a o ien ação de: NUNO MIGUEL PERES ALMEIDA ANDREA EMÍLIA PEREIRA DA SILVA Ab il de 2022 2 VALIDAÇÃO DE UM SCORE DE MORTALIDADE AOS 30 DIAS EM DOENTES COM GASTROSTOMIA ENDOSCÓPICA PERCUTÂNEA TRABALHO FINAL COM VISTA A APROVAÇÃO DO GRAU DE MESTRE NO ÂMBITO DO CICLO DE ESTUDOS DE MESTRADO INTEGRADO EM MEDICINA Au o es e A iliações: Ma iana So ia Gomes Pe ei a1 And ea Emília Pe ei a da Sil a2 Nuno Miguel Pe es Almeida1,2 1. Faculdade de Medicina, Uni e sidade de Coimb a, Po ugal 2. Se iço de Gas oen e ologia, Cen o Hospi ala e Uni e si á io de Coimb a, Po ugal Mo ada Ins i ucional: Se iço de Gas oen e ologia, CHUC. P ace a P o esso Mo a Pin o, 3004- 561 Coimb a Email da Au o a Co esponden e: ma ianasgpe ei [email protected] 3 ÍNDICE LISTA DE ABREVIATURAS ................................................................................................................................ 4 RESUMO ........................................................................................................................................................ 5 ABSTRACT ...................................................................................................................................................... 6 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................. 7 MATERIAIS E MÉTODOS ................................................................................................................................. 9 ANÁLISE ESTATÍSTICA ................................................................................................................................... 10 RESULTADOS ................................................................................................................................................ 11 DISCUSSÃO ................................................................................................................................................... 15 CONCLUSÃO ................................................................................................................................................. 18 REFERÊNCIAS ................................................................................................................................................ 19 4 LISTA DE ABREVIATURAS AUROC – Á ea sob a cu a Recei e Ope a o Cha ac e is ic AVC – Aciden e Vascula Ce eb al CHUC – Cen o Hospi ala e Uni e si á io de Coimb a PEG – Gas os omia Endoscópica Pe cu ânea ROC – Cu a Recei e Ope a o Cha ac e is ic SGS – Sco e de Gas os omia de She ield TCE – T auma ismo C ânio-Ence álico 5 RESUMO INTRODUÇÃO: O Sco e de Gas os omia de She ield (SGS) oi desenhado com o obje i o de es a i ica os doen es pelo seu isco de mo alidade aos 30 dias após a colocação de gas os omia endoscópica pe cu ânea (PEG). O obje i o des e es udo é alida ex e namen e o SGS, numa população selecionada de doen es do Cen o Hospi ala e Uni e si á io de Coimb a (CHUC). MATERIAIS E MÉTODOS: Fo am ecolhidos os dados de odos os doen es subme idos à colocação de PEG no CHUC en e agos o de 2017 e no emb o de 2021, nomeadamen e a idade, o sexo, a indicação pa a a PEG, as como bilidades e os alo es de albumina sé ica. A análise p opo cional compa a i a com a coo e o iginal, oi ei a a a és do es e do qui- quad ado de Pea son e oi ambém açada a cu a Recei e Ope a o Cha ac e is ic (ROC) e calculada a á ea sob a cu a (AUROC), de o ma a a e igua a alidade da elação es udada. RESULTADOS: Dos doen es p opos os pa a o es udo, 134 cump iam os equisi os pa a a aplicação do SGS e desses 45 (33,6%) e am mulhe es. A doença neu ológica oi a p incipal indicação pa a a colocação da PEG. A axa de mo alidade aos 30 dias oi de 16,4%. Ve i icou- se uma endência c escen e de mo alidade com o aumen o do sco e, à exceção do g upo 3, no qual não se e i icou nenhum óbi o. Apenas no g upo 1, a axa de mo alidade obse ada oi es a is icamen e semelhan e à espe ada. A á ea sob a cu a calculada oi de 0,728, alo p óximo do ideal pa a alida es e sco e, 0,8. CONCLUSÃO: O SGS demons ou e boa capacidade p edi i a pa a sco es p óximos de 1, embo a a AUROC e as elações es a ís icas encon adas não nos pe mi am alidá-lo enquan o e amen a auxilia de decisão na p á ica clínica, na população es udada. A alidação do SGS bene icia ia de um modelo p ospe i o de es udo com uma amos a ala gada, de o ma a iden i ica ou as a iá eis com impac o p ognós ico que complemen em o sco e. PALAVRAS-CHAVE: gas os omia endoscópica pe cu ânea; albumina sé ica; idade; mo alidade 6 ABSTRACT BACKGROUD: The She ield Gas os omy Sco e (SGS) was c ea ed o s a i y pa ien s by hei isk o mo ali y a 30 days a e pe cu aneous endoscopic gas os omy (PEG) placemen . The aim o his s udy is o alida e ex e nally he SGS, in a selec ed popula ion o pa ien s om he Cen o Hospi ala e Uni e si á io de Coimb a (CHUC). MATERIAL AND METHODS: Da a such as namely age, sex, PEG indica ion, como bidi ies, and se um albumin alues, was collec ed om all pa ien s unde going PEG placemen a CHUC be ween Augus 2017 and No embe 2021. The compa a i e p opo ional analysis wi h he o iginal coho was pe o med using Pea son's chi-squa e es . In addi ion, he Recei e Ope a o Cha ac e is ic (ROC) cu e was d awn and he a ea unde he cu e (AUROC) calcula ed, o assess he alidi y o he s a is ical ela ionship. RESULTS: Ou o he ini ial g oup o pa ien s, 134 me he equi emen s o he calcula ion o he SGS and 45 o hese we e women (33,6%). The mos equen indica ion was neu ologic damage. The 30-day mo ali y a e was 16,4%. The e was an inc easing end in mo ali y along wi h he inc easing alues o he sco e, excep o g oup 3 in which he e we e no dea hs. Mo eo e , only in g oup 1 he obse ed ela ionship was s a is ically signi ica i e, and he mo ali y a e was close o wha was expec ed. The AUROC was 0,728, a alue close 0,8 needed o alida e he SGS. CONCLUSION: The SGS showed a good p edic i e capaci y o sco es close o 1, al hough he AUROC and he s a is ical ela ionships ound do no allow us o alida e i ex e nally as a decision-making ool in ou ine clinical p ac ice. The alida ion o he SGS would highly bene i om a p ospec i e s udy wi h a la ge sample, o iden i y o he a iables wi h p ognos ic impac ha migh complemen he sco e. KEYWORDS: pe cu aneous endoscopic gas os omy; se um albumin; age; mo ali y 7 INTRODUÇÃO A gas os omia endoscópica pe cu ânea (PEG) é uma écnica que pe mi e o es abelecimen o de um canal de comunicação en e a pa ede abdominal e a ca idade gás ica, ga an indo a passagem di e a de alimen os pa a o a o diges i o.1 Desc i a pela p imei a ez em 1980,2 a PEG em indo a ganha cada ez mais ele o na nu ição en é ica p olongada de doen es que êm a sua capacidade de deglu ição comp ome ida po di e sas pa ologias. De aco do com as no mas da Sociedade Eu opeia de Endoscopia Diges i a,3 as indicações pa a a sua colocação di idem-se em obs ução do a o diges i o supe io , causas neu ológicas, pa ologias com es ado ca abólico associado, necessidade de gas os omia pa a descomp essão do a o gas oin es inal e pa ologias sem doença o gânica, mas com alimen ação o al eduzida, como é o caso da ano exia ne osa. Apesa de não e sido demons ado meno isco de pneumonia de aspi ação ou de aumen o de mo alidade ela i amen e à sonda nasogás ica, a colocação de PEG e ela-se um mé odo de nu ição en é ica p olongada mais e icien e e com meno isco de alha e apêu ica.4 Associadamen e, a ealização des a écnica po ia endoscópica elaciona-se com meno es complicações, nomeadamen e meno p obabilidade de do após o p ocedimen o, quando compa ado com a ia assis ida adiologicamen e.5 Embo a a ualmen e seja um mé odo minimamen e in asi o, a PEG associa-se a conside á el mo bilidade e mo alidade. As complicações ais como hemo agia, pneumope i oneu, in eção do es oma, en e ou as, podem oco e em 13% a 43% dos doen es e a mo alidade a cu o p azo pode ul apassa os 20%.6,7,18 Suge e-se que a seleção mais adequada dos doen es possa e impac o posi i o na mo alidade associada à PEG.8 Des a o ma, á ios são os es udos que êm en ado iden i ica a o es p edi i os de p ognós ico pa a que a seleção dos doen es possa se ealizada de o ma mais c i e iosa e e icien e, endo-se e i icado consis en emen e a associação da idade a ançada e de alo es sé icos de albumina baixos a maio mo alidade.6,7,9-11 O Sco e de Gas os omia de She ield (SGS), p opos o po Leeds e os seus colabo ado es (Tabela 1), su giu na en a i a de desen ol e a p imei a e amen a auxilia de decisão e apêu ica, no que diz espei o à seleção de doen es pa a colocação de PEG. Embo a o seu obje i o não seja seleciona de o ma de ini i a os doen es que i ão ealiza o p ocedimen o, o sco e p e ende p e e o isco de mo alidade nos p imei os in a dias, auxiliando os clínicos na a aliação dos doen es candida os e do isco-bene ício ine en e à colocação da PEG em cada si uação.11 O SGS a ia en e 0 e 3 e combina os alo es sé icos de albumina com a idade, ca ego izando os doen es em < 60 anos ou ≧ 60 anos e classi icando a concen ação de albumina sé ica em no mal (>34 g/L), baixa (25-34 g/L) e mui o baixa (>25 g/L). Ní eis diminuídos de albumina 8 e idades mais a ançadas es ão associados a maio isco de mo alidade aos 30 dias após colocação da PEG.11 C i é ios Sco e 0 1 2 Idade (anos) <60 ≧ 60 - Albumina (g/L) >34 25-34 <25 Tabela 1 – O sco e de gas os omia de She ield, p edi o da mo alidade aos 30 dias após a PEG. Va ia en e 0 e 3, de aco do com a soma dos c i é ios da idade e da concen ação sé ica de albumina. O sco e oi alidado com sucesso in e namen e, ex e namen e e compa ado com uma ede neu onal a i icial, endo-se e i icado al a conco dância en e a mo alidade p e is a e a mo alidade encon ada nos doen es com gas os omia endoscópica pe cu ânea. Apesa dis o, a amos a de doen es e a in e io a 500 e a á ea sob a cu a (AUROC) oi de 0,75 ou seja, menos de 0,80, ac o que não pe mi iu alida o sco e enquan o e amen a de decisão e apêu ica na p á ica clínica.11 Concluiu-se que a base de dados pode ia não e sido su icien e pa a iden i ica odos os a o es p edi i os de mo alidade aos 30 dias.11 Es e es udo em como p incipal obje i o a alidação do Sco e de Gas os omia de She ield numa amos a de doen es que enham sido subme idos à colocação de PEG no se iço de Gas en e ologia do Cen o Hospi ala e Uni e si á io de Coimb a (CHUC). 9 MATERIAIS E MÉTODOS O CHUC a ua simul aneamen e como cen o de p oximidade pa a a população do dis i o de Coimb a e como unidade e ciá ia de e e ência da Região Cen o, que comp eende uma á ea geog á ica com ce ca de dois milhões de habi an es.12 Ocupando luga de opo na es u u a hospi ala po uguesa, o CHUC a ualmen e ealiza a colocação de PEG de o ma o inei a na p á ica clínica. Fo am analisados e ospe i amen e dados de odos os doen es subme idos à colocação de PEG no Se iço de Gas en e ologia do CHUC, en e agos o de 2017 e no emb o de 2021. Figu a 1 – Diag ama de luxo pa a a inclusão de doen es De aco do com a população em es udo, as indicações pa a a colocação de PEG o am di ididas em pa ologia neu ológica, da qual se des acam a doença do neu ónio mo o , o aciden e ascula ce eb al (AVC), a demência, a doença de Pa kinson e o auma ismo c ânio- ence álico (TCE), em pa ologia obs u i a maligna e em ou as indicações. Os dados ecolhidos incluí am a da a de colocação da PEG, a idade, o sexo, a indicação pa a colocação de PEG, as como bilidades e a mo alidade após o p ocedimen o. A ní el analí ico, oi ob ido o alo de albumina sé ica, num pe íodo igual ou in e io a um mês an es do p ocedimen o. Doen es subme idos à colocação de PEG en e agos o de 2017 e no emb o de 2021 N = 171 Doen es selecionados pa a a população em es udo N = 134 P ocedimen os não conseguidos N = 2 Doen es excluídos po dados insu icien es N = 35 16 ou se são apenas um ma cado clínico.13 Ou as a iá eis êm indo a se in es igadas, como a p o eína-C- ea i a, que já oi elacionada de o ma es a is icamen e signi ica i a com maio mo alidade nes es doen es, a con agem de lin óci os e o índice de massa co po al, embo a nes es dois úl imos não se enha es abelecido uma elação álida.7,13,16 No u u o, ou as a á eis podem i a se inco po adas no sco e, podendo con ibui pa a o seu ape eiçoamen o, complemen ando-o. Sabemos que a PEG é um p ocedimen o com isco po encial de complicações. Pelas ca ac e ís icas demog á icas e mo bilidade associada à população a ual, a u ilização da PEG em sido uma écnica cada ez mais solici ada em doen es com p ognós ico mais ese ado e com ele adas axas de mo alidade associadas. Assim sendo, o seu uso excessi o e inadequado aumen a a p obabilidade de o isco dos doen es supe a o bene ício que pode ad i da PEG.17A impo ância da in es igação e da alidação de e amen as como o SGS assen a na necessidade u gen e de o imização dos doen es selecionados, pa a que u u amen e se consiga eduzi a mo bilidade e mo alidade associadas à PEG, com bene ício pa a os p o issionais de saúde en ol idos na omada de decisão e, p incipalmen e, pa a os doen es. Cons a a-se que exis e ainda pouca pesquisa nes e âmbi o, como p e iamen e ealçado nou os a igos dedicados a es a á ea.7,10,11,13,17-19 É imp e e í el que os in es igado es e p o issionais de saúde com pode de decisão dediquem os seus es o ços ao es udo e c iação de no mas que guiem os p o issionais, no que diz espei o ao uso ap op iado da PEG. Exis e ainda um longo caminho a pe co e e uma g ande ma gem de melho ia e o imização. Es e es udo pe mi e alida o SGS enquan o mé odo auxilia de decisão, embo a a AUROC não a inja os 0,8, alo desejá el pa a a sua aplicação à p á ica clínica. Conside a- se assim que es a e amen a oi alidada sa is a o iamen e no que diz espei o aos doen es subme idos à colocação da PEG no CHUC en e 2017 e 2021. Podem se iden i icadas algumas limi ações a es e es udo. Em p imei o luga , po se a a de um es udo obse acional e ospe i o, alguns alo es labo a o iais não es a am à nossa disposição, le ando à exclusão de um núme o conside á el de doen es. A PEG é um p ocedimen o cada ez mais ealizado na á ea da Gas en e ologia, mas o ele ado núme o de doen es excluídos po al a de dados, culminou numa amos a mais eduzida que o desejá el. Adicionalmen e, pelo ac o de a ecolha de dados e sido ealizada a é um mês an es da colocação da PEG, es es podem não se uma e lexão idedigna dos alo es analí icos dos doen es no momen o do p ocedimen o. Nes e es udo, o sco e oi pa cialmen e capaz de an ecipa o isco de mo alidade aos 30 dias após colocação de PEG. Conclui-se que po se uma e amen a ecen e e ainda se encon a nas e apas iniciais do seu desen ol imen o, são necessá ios mais es udos com o obje i o de 17 alida o SGS, com especial impo ância em populações di e en es daquela que lhe deu o igem (She ield, Reino Unido).11 18 CONCLUSÃO Pela conside á el mo bilidade e mo alidade ainda associadas à PEG, es udos que se p oponham a iden i ica a o es com implicações p ognós icas e elam-se imp escindí eis. As limi ações associadas ao es udo e ospe i o bem como os esul ados encon ados, não pe mi em alida com segu ança o SGS enquan o e amen a de decisão e apêu ica na p á ica clínica diá ia. Realça-se, con udo, a boa capacidade p edi i a encon ada nes e es udo, nomeadamen e pa a alo es p óximos de 1, ea i mando o seu alo po encial como auxilia de decisão pa a colocação de PEG. Ac edi a-se que a alidação do SGS bene icia ia de um modelo p ospe i o de es udo com uma amos a ala gada. Des a o ma, pode ão i a se iden i icadas ou as a iá eis com impac o p ognós ico que complemen em o sco e. P opõe-se assim, a ealização de um es udo p ospe i o mul icên ico com a colabo ação de ou as unidades hospi ala es pa a que a população em es udo seja ala gada e o sco e alidado. 19 REFERÊNCIAS 1. Lucendo AJ, F iginal-Ruiz AB. Pe cu aneous endoscopic gas os omy: An upda e on i s indica ions, managemen , complica ions, and ca e. Re Esp En e m Dig. 2014 ;106(8):529–39. 2. Ponsky JL. The De elopmen o PEG: How i was. J In e Gas oen e ol. 2011;1(2):88–9. 3. A ani akis M, Gkol akis P, Despo EJ, Balla in A, Beyna T, Boeykens K, e al. Endoscopic managemen o en e al ubes in adul pa ien s - Pa 1: De ini ions and indica ions. Eu opean Socie y o Gas oin es inal Endoscopy (ESGE) Guideline. Endoscopy. 2021 ;53(1):81–92. 4. Gomes CAR J , And iolo RB, Benne C, Lus osa SAS, Ma os D, Waisbe g DR, e al. Pe cu aneous endoscopic gas os omy e sus nasogas ic ube eeding o adul s wi h swallowing dis u bances. Coch ane Da abase Sys Re . 2015; 2015(5):CD008096. 5. S ijbos D, Kesz helyi D, Gilissen LPL, Lacko M, Hoeijmake s JGJ, an de Leij C, e al. Pe cu aneous endoscopic e sus adiologic gas os omy o en e al eeding: a e ospec i e analysis on ou comes and complica ions. Endosc In Open. 2019; 7(11): E1487–95. 6. Limpias Kamiya KJL, Hosoe N, Takabayashi K, Hayashi Y, Fukuha a S, Mu aguchi M, e al. Fac o s p edic ing majo complica ions, mo ali y, and eco e y in pe cu aneous endoscopic gas os omy. JGH Open.; 5(5):590–8. 7. Duzenli T, Ke enci M, Akyol T, Koseoglu H, Tanoglu A, Kaplan M, e al. P edic i e ac o s o complica ions and 30-day mo ali y in pa ien s unde going pe cu aneous endoscopic gas os omy: he u ili y o C- eac i e p o ein o albumin a io. Ac a Gas oen e ol Belg. 2021; 84(2):283–8. 8. Johns on SD, Tham TCK, Mason M. Dea h a e PEG: Resul s o he Na ional Con iden ial Enqui y in o Pa ien Ou come and dea h. Gas oin es Endosc. 2008; 68(2):223–7. 9. Vanis N, Sa ay A, Go njako ic S, Mesiho ic R. Pe cu aneous endoscopic gas os omy (PEG): e ospec i e analysis o a 7-yea clinical expe ience. Ac a In o m Me. 2012; 20(4):235–7. 10. Jiang Y-L, Rube u N, Liu X-S, Xu Y-H, Zhang S-T, Chan DK. Mo ali y end and p edic o s o mo ali y in dysphagic s oke pa ien s pos pe cu aneous endoscopic gas os omy. Chin Med J (Engl). 2015; 128(10):1331–5. 11. Leeds J, McAlindon ME, G an J, Robson HE, Mo ley SR, James G, e al. Albumin le el and pa ien age p edic ou comes in pa ien s e e ed o gas os omy inse ion: in e nal and ex e nal alida ion o a gas os omy sco e and compa ison wi h a i icial neu al ne wo ks. Gas oin es Endosc. 2011; 74(5):1033-9.e1-3. 20 12. Cen o Hospi ala e Uni e si á io de Coimb a EPE. Plano de Desen ol imen o Es a égico 2020-2022. 2019. 13. MacLeod CS, McKay R, Ba be D, McKinlay AW, Leeds JS. P edic ing 30-day mo ali y ollowing PEG inse ion: Ex e nal alida ion o he She ield Gas os omy Sco e and analysis o addi ional p edic o s. Clin Nu ESPEN. 2021; 42:227–32. 14. Ga a A, Ve a do A, Bolognesi M. Hypoalbuminemia. In e n Eme g Med. 2012; 7 Suppl 3(S3): S193-9. 15. Paliogiannis P, Mangoni AA, Cangemi M, Fois AG, Ca u C, Zinellu A. Se um albumin concen a ions a e associa ed wi h disease se e i y and ou comes in co ona i us 19 disease (COVID-19): a sys ema ic e iew and me a-analysis. Clin Exp Med. 2021; 21(3):343–54. 16. Blombe g J, Lage g en P, Ma in L, Ma sson F, Lage g en J. Albumin and C- eac i e p o ein le els p edic sho - e m mo ali y a e pe cu aneous endoscopic gas os omy in a p ospec i e coho s udy. Gas oin es Endosc. 2011; 73(1):29–36. 17. A o a G, Rockey D, Gup a S. High In-hospi al mo ali y a e pe cu aneous endoscopic gas os omy: esul s o a na ionwide popula ion-based s udy. Clin Gas oen e ol Hepa ol. 2013; 11(11):1437-1444.e3. 18. Sch ag SP, Sha ma R, Jaik NP, Seamon MJ, Lukaszczyk JJ, Ma in ND, e al. Complica ions ela ed o pe cu aneous endoscopic gas os omy (PEG) ubes. A comp ehensi e clinical e iew. J Gas oin es in Li e Dis. 2007; 16(4):407–18. 19. Udd M, Linds öm O, Mus onen H, Bäck L, Hal unen J, Kylänpää L. Assessmen o indica ions o pe cu aneous endoscopic gas os omy--de elopmen o a p edic i e model. Scand J Gas oen e ol. 2015; 50(2):245–52. 21