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Referenciação aos cuidados de saúde secundários em idade pediátrica

Abstract

Objectivos: Estimar a taxa de referenciação à consulta externa hospitalar em idade pediátrica das Unidades de Saúde Familiar (USF) Grão Vasco e Viriato ao Hospital de São Teotónio (HST); caracterizar a referenciação nestas USF à consulta externa do HST; analisar a resposta hospitalar. Tipo de estudo: Observacional, transversal e analítico. Local: HST, USF Grão Vasco e Viriato. População: Crianças e adolescentes (menos de 18 anos de idade), inscritas nas USF Grão Vasco e Viriato, que utilizaram as consultas de Saúde Infantil e Juvenil durante o ano de 2009. Métodos: Foram analisadas todas as referenciações efectuadas durante o ano de 2009. Os dados foram colhidos por consulta dos processos hospitalares e das USF. Variáveis estudadas: sexo, idade, número de crianças referenciadas por médico, número de consultas por médico, anos de prática do médico, consulta pedida, motivo de referenciação, iniciativa da referenciação, forma de escrita das cartas, qualidade das cartas, tempo até primeira consulta, informação de retorno. Resultados: Foram analisadas 135 referenciações, 63% do sexo masculino, média de idades 6,1 ± 4,2 anos. Foi encontrada uma taxa de referenciação de 1,1% (0,9; 1,3). Não se encontrou correlação significativa entre os anos de prática clínica do médico de família e a taxa de referenciação. As especialidades mais referenciadas foram Pediatria Geral (35,6%) e Cirurgia Pediátrica (33,3%). As cartas de referenciação apresentaram boa qualidade em 69,6% dos casos. Verificou-se uma associação significativa entre a qualidade das cartas e a especialidade referenciada, tendo-se encontrado uma associação significativa entre a Cirurgia Pediátrica e cartas de qualidade razoável/má. A mediana do tempo de espera pela consulta foi de 92 dias (83,6; 100,4). Encontrou-se informação de retorno em 10,5% dos casos. Conclusões: A taxa de referenciação encontrada foi inferior à observada noutros artigos. Existem aspectos a melhorar na qualidade das cartas de referenciação e no tempo de resposta hospitalar às consultas.

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Referenciação aos cuidados de saúde secundários em idade pediátrica

Author: Santos, Maria Inês; Coelho, Inês; Rosário, Frederico; Machado, Patrícia; Nery, Lurdes; Ribeiro, João; Lemos, António
Publisher: Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
Year: 2011
Source: https://comum.rcaap.pt/bitstreams/d8839045-8b4d-45eb-9bee-915abb6ad4f1/download
1In e na de 4.oAno do In e na o Complemen a de Pedia ia do Hospi al de São Teo ó-
nio EPE, Viseu;
2In e na do 2.oAno do In e na o Complemen a de Medicina Ge al e Familia na USF
G ão Vasco, Viseu;
3Assis en e de Medicina Ge al e Familia na UCSP Quin a da Lomba, Ba ei o;
INTRODUÇÃO
OMédico de Família (MF) cons i ui um dos
pila es undamen ais na o ganização es-
u u al e uncional dos se iços de saúde,
cons i uindo a po a de en ada do u en-
e/doen e nos cuidados de saúde.1,2 Cabe ao MF aze a
a aliação inicial da si uação clínica e decidi quan o à
necessidade de e e enciação aos cuidados secundá-
ios, endo em con a as medidas já ealizadas, os meios
ao seu dispo e o âmbi o da sua acção.
Dos di e en es objec i os dos dois ní eis de cuida-
dos nasce a complemen a idade de acções. Numa al-
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422 es udoso iginais
Ma ia Inês San os,1Inês Coelho,2F ede ico Rosá io,3Pa ícia Machado,4Lu des Ne y,5João Ribei o,6An ónio Lemos5
Re e enciação aos cuidados de
saúde secundá ios em idade
pediá ica
RE SU MO
Objec i os: Es ima a axa de e e enciação à consul a ex e na hospi ala em idade pediá ica das Unidades de Saúde Familia
(USF) G ão Vasco e Vi ia o ao Hospi al de São Teo ónio (HST); ca ac e iza a e e enciação nes as USF à consul a ex e na do
HST; analisa a espos a hospi ala .
Tipo de es udo: Obse acional, ans e sal e analí ico.
Local: HST, USF G ão Vasco e Vi ia o.
População: C ianças e adolescen es (menos de 18 anos de idade), insc i as nas USF G ão Vasco e Vi ia o, que u iliza am as con-
sul as de Saúde In an il e Ju enil du an e o ano de 2009.
Mé odos: Fo am analisadas odas as e e enciações e ec uadas du an e o ano de 2009. Os dados o am colhidos po consul a
dos p ocessos hospi ala es e das USF. Va iá eis es udadas: sexo, idade, núme o de c ianças e e enciadas po médico, núme o
de consul as po médico, anos de p á ica do médico, consul a pedida, mo i o de e e enciação, inicia i a da e e enciação, o -
ma de esc i a das ca as, qualidade das ca as, empo a é p imei a consul a, in o mação de e o no.
Resul ados: Fo am analisadas 135 e e enciações, 63% do sexo masculino, média de idades 6,1 ± 4,2 anos. Foi encon ada uma
axa de e e enciação de 1,1% (0,9; 1,3). Não se encon ou co elação signi ica i a en e os anos de p á ica clínica do médico
de amília e a axa de e e enciação.
As especialidades mais e e enciadas o am Pedia ia Ge al (35,6%) e Ci u gia Pediá ica (33,3%). As ca as de e e enciação
ap esen a am boa qualidade em 69,6% dos casos. Ve i icou-se uma associação signi ica i a en e a qualidade das ca as e a es-
pecialidade e e enciada, endo-se encon ado uma associação signi ica i a en e a Ci u gia Pediá ica e ca as de qualidade a-
zoá el/má.
A mediana do empo de espe a pela consul a oi de 92 dias (83,6; 100,4). Encon ou-se in o mação de e o no em 10,5%
dos casos.
Conclusões: A axa de e e enciação encon ada oi in e io à obse ada nou os a igos. Exis em aspec os a melho a na qua-
lidade das ca as de e e enciação e no empo de espos a hospi ala às consul as.
Pala as-Cha e: Re e enciação e Consul a; Comunicação; Cuidados de Saúde P imá ios; Hospi al; Pedia ia; Qualidade dos Cui-
dados de Saúde.
4In e na do 2.oAno do In e na o Complemen a de Medicina Ge al e Familia na USF Vi-
ia o, Viseu;
5Assis en e G aduado de Medicina Ge al e Familia na USF G ão Vasco, Viseu;
6Assis en e de Medicina Ge al e Familia na USF Vi ia o, Viseu.
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es udoso iginais
u a em que cada ez mais se p ocu a melho a a qua-
lidade do se iço p es ado à comunidade e, ao mesmo
empo, acionaliza os escassos ecu sos humanos e
ecnológicos,3é impo an e que a in e acção en e os
di e en es in e enien es no se iço nacional de saúde
seja e icaz. Dada a complexidade c escen e dos á ios
p oblemas de saúde e o isco de u ilização excessi a
dos se iços, uma comunicação adequada en e os Cui-
dados de Saúde Secundá ios e os Cuidados de Saúde
P imá ios (CSP) é conside ada um bom indicado de
qualidade de cuidados.3Alguns au o es e i ica am a
exis ência de alhas nes a a iculação de cuidados no
nosso país, salien ando a impo ância de uma boa in-
o mação clínica, que de e e enciação, que de e o -
no, com o objec i o da pa ilha da esponsabilidade
dos di e sos p o issionais na e icaz o ien ação do doen-
e.2,3 Na li e a u a não es ão desc i as axas de e e en-
ciação pa a a idade pediá ica,2-5 nem se encon a ana-
lisada a comunicação en e os di e en es ní eis de cui-
dados nes e g upo e á io pa icula .
Assim, es e abalho e e como objec i os: es ima a
axa de e e enciação à consul a ex e na hospi ala em
idade pediá ica das USF G ão Vasco e Vi ia o ao HST;
ca ac e iza a e e enciação em idade pediá ica nes as
USF à consul a ex e na do HST; e analisa a espos a
hospi ala às e e enciações e ec uadas.
MÉTODOS
Tipo de es udo: obse acional, ans e sal, analí ico.
Du ação e pe íodo: a ecolha de dados, ela i os ao
ano de 2009, oi e ec uada en e um de Ma ço e no e
de Ab il de 2010.
Local: es udo ealizado no Hospi al de São Teo ónio,
E.P.E. (HST), Unidade de Saúde Familia (USF) G ão
Vasco e USF Vi ia o.
População: c ianças e adolescen es (menos de 18
anos de idade), insc i as nas USF G ão Vasco e Vi ia o,
que u iliza am as consul as de Saúde In an il e Ju enil
du an e o ano de 2009.
Amos a: de con eniência, cons i uída po odas as
c ianças e adolescen es e e enciadas à consul a ex e -
na do HST pelas USF G ão Vasco e Vi ia o du an e o ano
de 2009.
De inição concep ual e ope acional das a iá eis
1. Sexo, ope acionalizado em «Feminino» e «Mascu-
lino»;
2. Idade à da a da e e enciação, de inida como nú-
me o de anos comple os à da a da colhei a dos dados
excep uando os lac en es (< 1 ano) nos quais a idade oi
calculada de aco do com a equação
Idade = Núme o de meses comple os/12
(1)
Es a a iá el oi pos e io men e ope acionalizada
em lac en es, 1-5 anos, 6-9 anos e adolescen es (>9
anos). Op ou-se po es a di isão po se a a dos g u-
pos e á ios u ilizados no Se iço de Pedia ia do HST;
3. Núme o de c ianças e e enciadas po médico,
de inida como o núme o o al de e e enciações e ec-
uadas po cada MF nas USF G ão Vasco e Vi ia o du-
an e o ano de 2009;
4. Núme o de consul as po médico, de inida como
o núme o o al de consul as e ec uadas po cada MF
nas USF G ão Vasco e Vi ia o a c ianças e adolescen es
du an e o ano de 2009;
5. Anos de p á ica do Médico de Família, de inida
como o núme o de anos comple os de exe cício da p o-
issão Médico;
6. Consul a pedida, de inida como a consul a solici-
ada na ca a de e e enciação, nas di e en es especia-
lidades médicas encon adas nas ca as: Pedia ia Ge-
al, Ci u gia Pediá ica, O almologia, Desen ol imen-
o, Pedopsiquia ia, O opedia, O o inola ingologia
(ORL), Gas en e ologia e De ma ologia. Tendo em con-
a que mui as das especialidades e e enciadas inham
poucos casos, op ou-se po ag upa odas as que i-
nham 9 ou menos e e enciações, de o ma a pode es-
ima -se a mediana do empo de espos a. Pa a es e
e ei o assumiu-se que as consul as pedidas que agua -
da am agendamen o i iam coincidi com as consul as
ma cadas. Assim, a a iá el oi ope acionalizada em:
Pedia ia Ge al, Ci u gia Pediá ica, O almologia e Ou-
as;
7. Mo i o de e e enciação, de inida como o mo i o
que le ou ao pedido de consul a hospi ala , p ocedeu-
se à sua ope acionalização em «Desen ol imen o» e
«Somá ico» consoan e o mo i o de e e ência aos cui-
dados hospi ala es osse do o o do desen ol imen-
o/compo amen o ou do o o ísico, espec i amen e;
8. Inicia i a da e e enciação, de inida como a en-
idade que suge iu inicialmen e a necessidade de e e-
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es udoso iginais
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enciação, ope acionalizada em «Médico de Família»,
«Família/U en e», «Escola/In an á io» e «Ou as», a a-
liada a a és da consul a dos p ocessos clínicos das
USF;
9. Fo ma de esc i a das ca as de e e enciação. As
ca as de e e enciação o am en iadas a a és do sis-
ema ALERT P1®ou a a és de ia pos al, manusc i as
ou dac ilog a adas. Es a a iá el oi de inida de aco do
com a o ma como a ca a oi elabo ada: mé odos in-
o má icos ou manusc i a, ope acionalizada em «Ma-
nusc i a» e «Dac ilog a ada»;
10. Qualidade das ca as, a aliada a a és de con-
sul a das ca as de e e enciação in eg adas no p oces-
so clínico hospi ala ,1,2 p o enien es das USF G ão Vas-
co e Vi ia o, ope acionalizada em «Boa», «Acei á el» e
«Má» (Quad o I);
11. Tempo a é p imei a consul a, de inida como o
núme o de dias comple os deco idos en e a da a de
en io da ca a de e e enciação e a da a da p imei a
consul a hospi ala . Pa a a e i a da a da p imei a con-
sul a oi consul ado o sis ema ALERT®hospi ala ;
12. In o mação de e o no, de inida como a p e-
sença da in o mação de e o no nos p ocessos das USF
das c ianças e adolescen es que inham ecebido al a
da consul a ex e na hospi ala , ope acionalizada em
«P esen e» quando es a cons a a no p ocesso e «Au-
sen e» caso con á io.
Taxa de e e enciação:Calculada pelo quocien e en-
e o núme o de e e enciações e ec uadas a u en es
com menos de 18 anos de idade e o núme o o al de
consul as e ec uadas a u en es com menos de 18 anos
de idade,2du an e o ano de 2009, em ambas as USF. Es-
es dados o am ob idos a a és das aplicações in o -
má icas Sonho®no HST, Vi aca e®na USF G ão Vasco e
SAM®na USF Vi ia o.
Recolha e a amen o dos dados:Todos os dados o-
am colhidos a a és de consul a dos p ocessos hospi-
ala es e dos das USF. Os dados ob idos o am codi i-
cados e egis ados no supo e in o má ico Mic oso ®
Excel 2007 endo depois sido a ados com os so wa-
es es a ís icos SPSS 15.0®(SPSS Inc, Chicago, IL)6e R®
2.7.0.7
Análise dos dados: A desc ição dos dados e e como
base a dis ibuição de equências, medidas de endên-
cia cen al (médias e medianas) e medidas de dispe são
(des io-pad ão). A compa ação das a iá eis quali a i-
as oi e ec uada a a és do es e χ2quando e i icados
os p essupos os pa a a sua u ilização (dimensão amos-
al > 20; odas as equências espe adas> 1; pelo menos
80% das equências espe adas≥5), ou es e exac o de
Fishe caso con á io.8As a iá eis con ínuas o am com-
pa adas com o es e de S uden pa a 2 amos as inde-
penden es após e i icação dos p essupos os de no -
malidade e homocedas icidade das amos as, endo-se
eco ido à co ecção de Welch no caso de iolação des e
úl imo.8A exis ência de co elação en e os anos de p á-
ica do médico e a axa de e e enciação oi es udada
a a és do coe icien e de co elação Kendall’s au b. Op-
ou-se pela u ilização des e coe icien e de co elação
pois os dados não ap esen a am uma dis ibuição no -
mal (in alidando a u ilização do coe icien e R de Pea -
son) e con inham ele ado núme o de empa es (in ali-
dando a u ilização do coe icien e Ró de Spea man).9A as-
sociação en e a qualidade das ca as de e e enciação e
as especialidades hospi ala es, e en e a inicia i a da e-
e enciação e o mo i o de e e enciação, oi a aliada a a-
és da análise de esíduos no malizados ajus ados em a-
Boa
Iden i icação do u en e e do médico
Idade do u en e, an eceden es pessoais e amilia es
Medicação habi ual
Dados su icien es sob e a doença ac ual, exame objec i o e
exames complemen a es
Hipó ese diagnós ica, diagnós ico di e encial ou dú idas a
escla ece
Acei á el
O mo i o da e e enciação es á bem cla o
Ap esen a dados su icien es sob e a doença ac ual mas não
odos os incluídos na de inição de boa qualidade
Má
Ilegí el
Sem dados su icien es pa a a a aliação da doença ac ual
Ausência de in o mação
QUADRO I. Ní eis de qualidade da ca a
de e e enciação
Adap ado de A ibas e colabo ado es1e Pon e e colabo ado es2
belas de con ingência (conside ou-se signi ica i o se e-
síduo < – 1,96 ou esíduo > 1,96). A análise dos empos
de espos a hospi ala aos pedidos de consul a oi e ec-
uada com ecu so ao es imado Kaplan-Meie , endo os
empos de espos a en e cada ipo de consul a sido com-
pa ados com o es e log- ank, com o alo pco igido
pelo mé odo de Hochbe g quando se e ec ua am com-
pa ações múl iplas. Pa a a omada de decisão oi consi-
de ado o ní el de signi icância 5%.
RESULTADOS
Ca ac e ização da amos a
Fo am e e enciadas 135 c ianças, 63% do sexo mas-
culino. As 43 c ianças e e enciadas pela USF G ão Vas-
co inham idade média de 7,2 ± 5,0 anos e as 92 e e-
enciadas pela USF Vi ia o 5,7 ± 3,7 anos. A maio ia das
e e enciações oi e ec uada no g upo e á io en e os 1
e 5 anos (38,5%), seguido dos 6 aos 9 anos (31,9%), ado-
lescen es (20%) e lac en es (9,6%).
As USF es udadas e ela am-se homogéneas quan-
o à idade ( welch(64,7) = 1,74; p= 0,09) e sexo das c ian-
ças e e enciadas (χ2
Pea son(1) = 2,43;
p
= 0,12).
Taxa de e e enciação
Fo am e ec uadas 12273 consul as no ano de 2009,
6287 (51,2%) das quais na USF Vi ia o. A axa de e e-
enciação global oi de 1,1% (IC95%: [ 0,9; 1,3 ]), sendo
de 1,46% na USF Vi ia o e de 0,72% na USF G ão Vasco.
Foi encon ada uma di e ença signi ica i a en e as a-
xas de e e enciação nas duas USF (χ2
Pea son(1) = 15,3; p
< 0,001). Os anos de p á ica clínica dos Médicos de Fa-
mília das duas USF a ia am en e 7 e 34 anos, não se
endo e i icado elação en e a axa de e e enciação
de cada MF e os espec i os anos de p á ica clínica
(Kendall’s au b = – 0,095; p= 0,62).
Ca ac e ís icas da e e enciação
As consul as mais solici adas o am Pedia ia Ge al,
Ci u gia Pediá ica e O almologia. Na á ea médica,
41,5% dos mo i os de e e enciação es a am elacio-
nados com o desen ol imen o, como a pe u bação de
hipe ac i idade e dé ice de a enção, as di iculdades de
ap endizagem, o a aso global do desen ol imen o, as
di iculdades da linguagem e a dislexia. (Quad o II)
Da análise dos p ocessos amilia es nas USF apu-
ou-se que a p incipal inicia i a da e e enciação oi o
Médico de Família (77,8%), seguida da Escola/In an á-
io (12,6%), Família/U en e (5,2%) e Ou as (4,4%).
Quando a e e enciação não oi inicialmen e p o-
pos a pelo MF, a pa ologia implicada oi maio i a ia-
men e ao o o do desen ol imen o e do compo a-
men o (Quad o III). A análise das a iá eis Inicia i a da
e e enciação e Mo i o de e e enciação, dico omizada
em Somá ico/Desen ol imen o, mos ou ha e uma
associação mui o signi ica i a en e elas ( es e exac o
de Fishe , p < 0,001). Pela análise dos esíduos em abe-
las de con ingência oi possí el cons a a que, quando
os sin omas e am somá icos, a inicia i a da e e encia-
ção oi p e e encialmen e do MF ( esíduo > 1,96), ao
passo que, quando os sin omas e am do o o do de-
sen ol imen o/compo amen o, a inicia i a da e e-
enciação e e como o igem p e e encial a Escola/In-
an á io e Ou as on es ( esíduo > 1,96).
Analisando o con eúdo das ca as de e e enciação,
cons a ou-se que a maio ia ap esen a a boa qualidade
(69,6%), com 15,6% dos casos de má qualidade. No Qua-
d o IV podem e i ica -se os dados que es a am p e-
sen es nas ca as de e e enciação analisadas.
A maio ia das ca as de má qualidade o am di igi-
das à consul a de Ci u gia Pediá ica (Quad o V), en-
do-se e i icado uma elação signi ica i a en e as ca -
as de e e enciação ap esen a em qualidade acei á el
ou má e a e e enciação à Consul a de Ci u gia Pediá-
ica (χ2
Pea son(2) = 20,3;
p
< 0,001; esíduo > 1,96).
A maio ia das ca as de e e enciação oi dac ilog a-
ada (77,3%), não se endo e i icado associação signi-
ica i a en e a o ma de esc i a e a qualidade das ca -
as de e e enciação (χ2
Pea son(2) = 1,96;
p
= 0,38).
Ca ac e ís icas da espos a hospi ala
O empo de espe a a é p imei a consul a a iou com
a especialidade de e e enciação, ap esen ando no glo-
bal uma mediana de 92 dias, mínimo de 13 dias e má-
ximo de 421 dias; 23% das e e enciações agua da am
ma cação à da a de conclusão do es udo, a iando os
seus empos de espe a en e os 130 e os 449 dias. Uma
ez que algumas especialidades inham poucas e e-
enciações, op ou-se po ag upa as que inham 9 ou
menos e e enciações, con o me desc i o na secção
«Mé odos». Ob e e-se assim uma no a dis ibuição das
especialidades e e enciadas: 52 e e enciações a Pe-
dia ia Ge al, 46 a Ci u gia Pediá ica, 14 a O almolo-
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gia e 23 pa a Ou as Especialidades. Nenhuma consul-
a oi ma cada du an e os p imei os oi o dias. Doze se-
manas após a da a da e e enciação agua da am con-
sul a 56,3% das e e enciações. Analisando a espos a
hospi ala po especialidade, e i icou-se que ao im
de doze semanas es a am po ealiza 38,5% das con-
sul as de Pedia ia, 42,9% de O almo-
logia, 71,7% de Ci u gia Pediá ica e
73,9% de Ou as especialidades.
T in a dias após a e e enciação ha-
iam sido ealizadas 4,4% das consul-
as, ascendendo a 21,5% aos 60 dias.
Ao im de 150 dias es a am po eali-
za 28,1% das consul as solici adas. A
análise po especialidades e elou
que, ao im des e empo, Pedia ia Ge-
al inha po ealiza 1,9% das consul-
as solici adas, 7,1% de O almologia,
63% de Ci u gia Pediá ica e 30,4% de
Ou as especialidades.
As medianas dos empos de es-
pos a hospi ala podem se consul a-
das na Quad o VI.
Não oi possí el calcula o In e a-
lo de Con iança 95% pa a a mediana
da Consul a de Ci u gia Pediá ica,
uma ez que 54,3% das consul as so-
lici adas a es a especialidade ainda
agua da am agendamen o à da a da
conclusão do es udo (Figu a 1).
A análise da Figu a 1 mos a que as
cu as dos empos de espos a hospi-
ala das di e en es especialidades pa-
ecem se semelhan es a é ce ca dos
70 dias, al u a em que começam a di-
e gi dois g upos: o p imei o, com-
pos o pelas especialidades de O al-
mologia e Pedia ia, com os meno es
empos de espos a hospi ala ; o se-
gundo, cons i uído pela especialida-
de de Ci u gia Pediá ica e pelo g upo
das es an es especialidades, co es-
pondendo a empos de espos a mais
ele ados. Es e úl imo g upo pa ece co-
meça a di e gi após os 130 dias,
ap esen ando a Ci u gia Pediá ica
empos de espos a mais ele ados. A aplicação do es-
e log- ank ao conjun o dos empos de espos a mos-
ou ha e pelo menos um ipo de consul a que di e ia
dos es an es (p< 0,001) pelo que se p ocedeu a com-
pa ações múl iplas en e os di e en es empos de ma -
cação, endo o alo psido co igido pelo mé odo de
Consul a Pedida n Mo i o n
Pedia ia Ge al 48 (35,6%) Di iculdades de ap endizagem 8 (5,9%)
Má p og essão ponde al 7 (5.2%)
PHDA 5 (3,7%)
Asma 4 (3%)
Obesidade 3 (2,2%)
Ou os 21 (15,6%)
Ci u gia Pediá ica 45 (33,3%) Fimose 14 (10,4%)
Anquiloglossia 6 (4,4%)
Tes ículos não descidos 5 (3,7%)
Hé nia Inguinal 4 (3%)
Hemangioma 3 (2,2%)
Ou os 13 (9,6%)
O almologia 14 (10,4%) Diminuição da acuidade isual 8 (5,9%)
Es abismo 2 (1,5%)
Ou os 4 (3%)
Desen ol imen o 7 (5,2%) PHDA 5 (3,7%)
A aso global do desen ol imen o 1 (0,7%)
Di iculdades da linguagem 1 (0,7%)
Pedopsiquia ia 7 (5,2%) PHDA 4 (3%)
Dislexia 1 (0,7%)
A aso global do desen ol imen o 1 (0,7%)
Al e ações do compo amen o 1 (0,7%)
O opedia 5 (3,7%) Escoliose 3 (2,2%)
De o midades dos dedos 2 (1,5%)
ORL 5 (3,7%) Hipe o ia adenoideia 3 (2,2%)
Hipoacúsia 2 (1,5%)
Gas en e ologia 3 (2,2%) Dia eia c ónica 2 (1,5%)
Hemo óidas 1 (0,7%)
De ma ologia 1 (0,7%) Molusco con agioso 1 (0,7%)
QUADRO II. Dis ibuição po consul a pedida e mo i os de e e enciação
PHDA: pe u bação de hipe ac i idade e dé ice de a enção

Hochbe g. Assim, o am encon adas di e enças signi-
ica i as no empo de espos a en e os di e en es ipos
de consul a excep o en e as de Pedia ia Ge al e O al-
mologia, e en e as de Ci u gia Pediá ica e Ou as Con-
sul as (Quad o VII), não se con i mando a
exis ência de di e ença signi ica i a en e es-
as duas úl imas.
Das e e enciações e ec uadas, 23%
agua da am ma cação. A maio ia des as
(80,6%) e a di igida à consul a de Ci u gia
Pediá ica.
A é à da a da conclusão do es udo inham
ido al a 38 c ianças, endo-se encon ado
in o mação de e o no em 10,5% dos casos
(IC95%: [ 3,4%; 23,5% ]).
DISCUSSÃO
Taxa de e e enciação
A axa de e e enciação encon ada nes e
es udo oi in e io às es imadas em es udos
an e io es, que a iam en e os 5,1% e os
10,1%.2-5 Con udo, es es es udos abo dam a
axa de e e enciação global e não apenas a
pediá ica. A di e ença encon ada es á p o-
a elmen e elacionada com o meno nú-
me o de pa ologias encon adas nas c ian-
ças quando compa adas com os adul os, em pa icula
com os mais idosos. Um achado inespe ado des e es u-
do elaciona-se com a di e ença encon ada nas axas
de e e enciação en e as duas USF. Apesa da sua p o-
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es udoso iginais
Mo i o Inicia i a da Re e enciação n
PDHA Escola/In an á io 9 (6,7%)
Ou os 2 (1,5%)
Di iculdades da linguagem Escola/In an á io 3 (2,2%)
A aso global do desen ol imen o Escola/In an á io 3 (2,2%)
Dislexia Escola/In an á io 2 (1,5%)
Ou os 1 (0,7%)
Al e ações do compo amen o Pais/U en e 1 (0,7%)
Sinais/Sin omas do pénis Pais/U en e 1 (0,7%)
Ou os 1 (0,7%)
De o midade os eo-a icula Pais/U en e 3 (2,2%)
Tume acção labial Pais/U en e 1 (0,7%)
Unha Enc a ada Pais/U en e 1 (0,7%)
Es abismo Ou os 2 (1,5%)
QUADRO III. Mo i os de Consul a nos casos em que a inicia i a de
e e enciação não oi o Médico de Família
PHDA: pe u bação de hipe ac i idade e dé ice de a enção
Elemen os da ca a de e e enciação n
Iden i icação do U en e 135 (100%)
Iden i icação do médico 135 (100%)
Idade do U en e 134 (99,3%)
His ó ia da Doença Ac ual 110 (81,5%)
Exame Objec i o 104 (77%)
Dú idas a escla ece 97 (71,9%)
An eceden es Pessoais 80 (59,3%)
Exames Auxilia es de Diagnós ico 41 (30,4%)
An eceden es Familia es 28 (20,7%)
Diagnós ico p o á el 28 (20,7%)
Medicação 18 (13,3%)
Diagnós ico di e encial 6 (4,4%)
QUADRO IV. In o mação p esen e nas ca as de
e e enciação
Qualidade
Especialidade Boa Acei á el Má
nnn
Pedia ia Ge al 44 (32,6%) 2 (1,5%) 2 (1,5%)
Ci u gia Pediá ica 20 (14,8%) 12 (8,8%) 13 (9,6%)
Desen ol imen o 7 (5,2%) 00
Pedopsiquia ia 4 (3%) 0 3 (2,2%)
O opedia 4 (3%) 0 1 (0,7%)
O o inola ingologia 1 (0,7%) 4 (3%) 0
O almologia 11 (8,1%) 2 (1,5%) 1 (0,7%)
Gas en e ologia 2 (1,5%) 0 1 (0,7%)
De ma ologia 1 (0,7%) 00
To al 94 (69,6%) 20 (14,8%) 21 (15,6%)
QUADRO V. Qualidade das ca as de e e enciação de
aco do com especialidade e e enciada
ximidade geog á ica e da homogeneidade encon ada
nas idades e sexo das c ianças e e enciadas, a axa de
e e enciação es imada pa a a USF Vi ia o oi o dob o da
USF G ão Vasco. Pode -se-ia a gumen a que es a di e-
ença es a ia elacionada com os anos de p á ica clíni-
ca dos Médicos de Família. No en an o, não oi encon-
ada elação signi ica i a en e a axa de e e enciação
e os anos de p á ica clínica. Uma possí el explicação
pa a es a disc epância pode á es a elacionada com as
da as de inicio de unções das espec i as USF. A USF
G ão Vasco iniciou unções a 23 de Ou ub o de 2006 e a
USF Vi ia o a 9 de Dezemb o de 2008. Após es as da as,
as espec i as USF con inua am a inclui nas suas lis as
no os u en es sem MF, possi elmen e com pa ologias já
es abelecidas mas ainda po diagnos ica . Tendo em
con a que os dados o am colhidos ela i amen e ao
ano de 2009, é concebí el que a USF Vi ia o enha ap e-
sen ado uma maio axa de e e enciação. Ou seja, pa a
além da incidência habi ual de p oblemas de saúde, em
eo ia semelhan e nas duas USF, os médicos da USF Vi-
ia o pode ão e sido con on ados com uma maio
p e alência de p oblemas de saúde não diagnos icados.
Es e enómeno não e á assim sido obse ado na USF
G ão Vasco, pois mui os des es p oblemas e ão sido
diagnos icados du an e os anos de 2007 e 2008. Es a hi-
pó ese, não conside ada du an e a ase de planeamen-
o do es udo, ale a pa a a necessidade de e em con a
o empo de o mação das lis as de u en es do MF em es-
udos de e e enciação, podendo em pa e se espon-
sá el pela disc epância encon ada nas axas de e e-
enciação es imadas, que nes e es udo, que nou os já
publicados. Se ia ainda impo an e que es udos u u os
in es igassem ou os mo i os pa a es as di e enças, a a-
liando o e ei o de ou as a iá eis socio-demog á icas
das lis as u en es e dos MF nas axas de e e enciação.
Ca ac e ís icas da e e enciação
À semelhança do que oi e i icado em es udos an-
e io es,1-5 a maio ia das e e enciações oi di igida a
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428
Consul as Mediana E o-Pad ão IC95%
Global 92 4,3 83,6 – 100,4
Pedia ia Ge al 77 2,8 71,5 – 82,5
O almologia 78 1,9 74,3 – 81,7
Ou as 131 4,8 121,6 – 140,4
Ci u gia Pediá ica 304 aa
QUADRO VI. Medianas dos empos de espos a
hospi ala às consul as solici adas e espec i os
in e alos de con iança
adados insu icien es pa a o cálculo do In e alo de Con iança 95%
IC95%: In e alo de Con iança 95% pa a a mediana dos empos de es-
pos a hospi ala
Ou as
Pedia ia
Ci u gia Pediá ica
O almologia
Tempo a é p imei a consul a (dias)
0100 200 300 400
P obabilidade de ma cação de consul a
0,0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0
Figu a 1. Es ima i as de Kaplan-Meie da p opo ção de e e enciações sem consul a ma cada pa a cada especialidade.
especialidades ci ú gicas ou
médico-ci ú gicas, onde são
u ilizadas écnicas especí icas
de diagnós ico e/ou a amen-
o não disponí eis nos CSP.
Na á ea médica, uma pa e
signi ica i a das e e encia-
ções de eu-se a p oblemas do
o o do desen ol imen o. Os
esul ados ob idos mos a am
que es e ipo de p oblemas é
essencialmen e iden i icado a
ní el da escola/in an á io, ao passo que o MF iden i i-
ca maio i a iamen e os p oblemas de índole somá ica.
Is o pode se explicado: pelo maio con ac o dos p o-
esso es/educado es com a c iança quando compa a-
do com o empo que o MF passa com a c iança em con-
sul a, de ido ao g ande in e alo empo al en e as con-
sul as p econizadas pela Di ecção Ge al da Saúde; pelo
ac o das c ianças eco e em aos CSP, en e as consul-
as de inidas pela Di ecção Ge al de Saúde, essencial-
men e po p oblemas somá icos; e po os p o esso-
es/educado es possuí em hoje o mação especí ica
pa a a de ecção des e ipo de p oblemas, o que os le a
a iden i icá-los an es mesmo dos p óp ios pais. Uma so-
lução possí el pa a aumen a a de ecção p ecoce des-
e p oblema se ia a in eg ação, em odas as unidades
de CSP, de consul as de Psicologia em idades-cha e
pa a a aliação o mal do desen ol imen o e compo -
amen o. Ac ualmen e, o Ag upamen o de Cen os de
Saúde Dão La ões I in eg a nos seus quad os p o issio-
nais apenas uma psicóloga, insu icien e pa a a imple-
men ação des e ipo de p og ama.
A análise da qualidade das ca as de e e enciação e-
elou que 69,6% delas ap esen a a boa qualidade, bas-
an e supe io à encon ada em es udos an e io es, em
que a pe cen agem de ca as de boa qualidade a iou
en e 9,4% e 20,6%.1,2 Pode -se-ia pensa que a melho-
ia da qualidade das ca as osse o esul ado da imple-
men ação da e e enciação po ia in o má ica, que au-
oma icamen e assume alguns dos c i é ios de a alia-
ção de qualidade, como po exemplo a legibilidade ou
a iden i icação do u en e, ao passo que os es udos an-
e io es a alia am essencialmen e ca as manusc i as.
Con udo, não encon ámos di e enças signi ica i as na
qualidade en e as ca as de e e enciação manusc i as
e en iadas po ia in o má ica, o que a es a a a o de
uma e olução na qualidade da e e enciação. Es as me-
lho ias de em se analisadas com alguma cau ela uma
ez que os es udos an e io es ab angem odas as e e-
enciações e não apenas as e ec uadas em idade pe-
diá ica.
Uma análise mais de alhada das ca as de e e en-
ciação pe mi iu e i ica que a qualidade des as não se
dis ibuiu de o ma homogénea pelas di e en es espe-
cialidades, pois oi encon ada uma associação signi i-
ca i a en e as ca as de pio qualidade e a e e encia-
ção à consul a de Ci u gia Pediá ica. Es a associação
icou a de e -se ao ac o de na maio ia des as ca as
cons a em apenas a iden i icação, idade e diagnós ico
p o á el. Es es esul ados mos am a necessidade de
ale a os p o issionais de saúde pa a es e p oblema,
com o in ui o de melho a a in o mação p esen e nas
ca as de e e enciação, e assim melho a o se iço
p es ado ao u en e. Num es udo an e io , em que o am
de ec adas lacunas na qualidade da in o mação das
ca as de e e enciação, icou demons ado que a ea-
lização de euniões de se iço de a aliação e discussão
das ca as de e e enciação melho ou signi ica i a-
men e a qualidade das mesmas.1Es e pode ia se um
ema a inclui pe iodicamen e nas euniões das USF i-
sando a melho ia con ínua da in o mação p esen e nas
ca as. Es udos u u os de e ão p ocu a iden i ica as
e en uais ba ei as à melho ia da qualidade das ca as,
bem como desenha es a égias que as pe mi am ul-
apassa .
Ca ac e ís icas da espos a hospi ala
A mediana global do empo de espe a encon ada
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es udoso iginais
Consul as Ou as Pedia ia Ge al Ci u gia Pediá ica O almologia
Ou as –
Pedia ia Ge al 26,1 (< 0,001) –
Ci u gia Pediá ica 4,6 (0,064) 40,0 (< 0,001) –
O almologia 7,5 (0,019) 1,0 (0,312) 11,6 (0,003) –
QUADRO VII. Compa ação en e os empos de espos a das Consul as
No a: o p imei o alo em cada célula co esponde à es a ís ica do es e log- ank e o segundo ao espec-
i o alo pco igido pelo mé odo de Hochbe g.
nes e es udo oi 92 dias. É di ícil aze compa ações
com ou os es udos, uma ez que es es u ilizam p in-
cipalmen e médias, ab angem odos os g upos e á ios,
ap esen am c i é ios de inclusão e exclusão he e ogé-
neos, e não êm em con a as consul as que agua dam
ma cação pa a o seu cálculo. A bibliog a ia consul ada
ap esen a empos médios de espe a que a iam en e
29 e 82,5 dias.3,10
Alguns es udos e e em como indicado de qualida-
de a espos a aos oi o dias e às doze semanas.3,10 Nes e
es udo nenhuma c iança inha sido obse ada ao im
de oi o dias, alo semelhan e ao encon ado num es-
udo an e io ,3no qual 94% das consul as ainda não i-
nham sido ealizadas ao im des e empo. Po ou o
lado, ao im de doze semanas, e i icámos que 56,3%
ainda não inham ido uma p imei a consul a. Ou os
es udos encon a am ambém ele adas pe cen agens
de consul as po ealiza ao im des e empo, a iando
en e 36,6% e 58%.3,10,11
A Po a ia n.o1529/2008, de 26 de Dezemb o,12 de i-
ne os empos máximos de espos a ga an idos pa a
odo o ipo de p es ações de cuidados de saúde sem ca-
ác e de u gência. Pa a os hospi ais do SNS, o empo é
di idido, consoan e o ní el de p io idade a ibuído pela
iagem hospi ala , em 30 dias (consul a de ealização
mui o p io i á ia), 60 dias (p io i á ia) e 150 dias (no -
mal). Não endo ido acesso à p io idade a ibuída a
cada e e enciação pudemos apenas e i ica que ce -
ca de 28% das consul as não inham espei ado os 150
dias admi idos pa a uma e e enciação de p io idade
no mal ixados pela po a ia ci ada. No en an o, de e-
se ambém e em con a que ce ca de um quin o das
consul as oi ealizada num p azo máximo de 60 dias,
pelo que se admi e a possibilidade de as e e enciações
conside adas p io i á ias ou mui o p io i á ias es a em
a e espos a den o dos empos es ipulados. Es udos
u u os que abo dem a espos a hospi ala às e e en-
ciações dos CSP pode ão cla i ica es es aspec os de-
endo pa a o e ei o e acesso às p io idades a ibuídas
a cada e e enciação.
A análise dos empos de espos a hospi ala po es-
pecialidades eio mos a a exis ência de dois g upos
dis in os: um p imei o cons i uído po Pedia ia e O -
almologia, com ce ca de 60% das consul as ealizadas
ao im de doze semanas e mais de 90% das consul as
ealizadas an es dos 150 dias; um segundo g upo, en-
globando a Ci u gia Pediá ica e o conjun o das es-
an es especialidades, com ce ca de 30% das consul as
ealizadas ao im de doze semanas e com uma impo -
an e pe cen agem de consul as com empo de espos-
a acima dos 150 dias ainda po e ec ua . O ac o de a
Ci u gia Pediá ica e um empo mediano de espe a
duas ezes supe io ao empo máximo de espe a de i-
nido po po a ia pa a p io idade no mal de e e em
con a que no HST exis e apenas um p o issional com a
especialidade de Ci u gia Pediá ica. Não oi possí el
calcula o in e alo de con iança pa a a mediana do
empo de espe a pa a es a especialidade uma ez que
ce ca de 50% dos casos agua da am ainda agenda-
men o à da a da conclusão do es udo.
Impo a ambém e e i que no HST a iagem é ei a
po médicos e po an o é concebí el que os empos de
espos a, que a ia am en e um mínimo de 13 dias e um
máximo de 421 dias, pode ão es a elacionados com a
in o mação clínica disponí el na ca a de e e enciação
e não apenas com a capacidade de espos a hospi ala .
Não oi possí el de e mina a mediana do empo de
espe a pa a cada uma das especialidades englobadas
no g upo Ou as especialidades po ap esen a em pou-
cas e e enciações. No en an o, a sua análise conjun a
suge e que o empo de espe a es á acima da mediana
ge al. Es udos u u os de em e em con a es a limi a-
ção e ala ga o empo de es udo ou o núme o de
USF/Cen os de Saúde es udados.
Nes e es udo oi encon ada uma axa de in o ma-
ção de e o no de 10,5%. Ou os es udos publicados
encon a am axas de e o no mais ele adas, en e os
26,3% e os 36,6%.2,3,10 Es udos u u os de em e em con-
a es e aspec o no sen ido de iden i ica as suas causas
pa a u u a co ecção. A inexis ência de in o mação de
e o no limi a a p es ação de cuidados p es ados pelo
MF, podendo le a a a amen os inadequados, p es a-
ção de in o mação con adi ó ia ao doen e, encami-
nhamen o inadequado pa a o se iço de u gência e so-
lici ação de no as consul as, o que esul a numa ina-
dequada ges ão dos ecu sos. A in o mação de e o no
de e cons i ui um eículo de con inuidade assis encial
sendo, no en an o, mui as ezes descu ada pelo médi-
co hospi ala , de ido à p essão assis encial a que es á
sujei o, o que o pode á le a a descuida o seu de e e
a conside a es e documen o como um me o passo bu-
oc á ico.13 De e-se e em a enção que, no caso pa i-
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