1In e na de 4.oAno do In e na o Complemen a de Pedia ia do Hospi al de São Teo ó-
nio EPE, Viseu;
2In e na do 2.oAno do In e na o Complemen a de Medicina Ge al e Familia na USF
G ão Vasco, Viseu;
3Assis en e de Medicina Ge al e Familia na UCSP Quin a da Lomba, Ba ei o;
INTRODUÇÃO
OMédico de Família (MF) cons i ui um dos
pila es undamen ais na o ganização es-
u u al e uncional dos se iços de saúde,
cons i uindo a po a de en ada do u en-
e/doen e nos cuidados de saúde.1,2 Cabe ao MF aze a
a aliação inicial da si uação clínica e decidi quan o à
necessidade de e e enciação aos cuidados secundá-
ios, endo em con a as medidas já ealizadas, os meios
ao seu dispo e o âmbi o da sua acção.
Dos di e en es objec i os dos dois ní eis de cuida-
dos nasce a complemen a idade de acções. Numa al-
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422 es udoso iginais
Ma ia Inês San os,1Inês Coelho,2F ede ico Rosá io,3Pa ícia Machado,4Lu des Ne y,5João Ribei o,6An ónio Lemos5
Re e enciação aos cuidados de
saúde secundá ios em idade
pediá ica
RE SU MO
Objec i os: Es ima a axa de e e enciação à consul a ex e na hospi ala em idade pediá ica das Unidades de Saúde Familia
(USF) G ão Vasco e Vi ia o ao Hospi al de São Teo ónio (HST); ca ac e iza a e e enciação nes as USF à consul a ex e na do
HST; analisa a espos a hospi ala .
Tipo de es udo: Obse acional, ans e sal e analí ico.
Local: HST, USF G ão Vasco e Vi ia o.
População: C ianças e adolescen es (menos de 18 anos de idade), insc i as nas USF G ão Vasco e Vi ia o, que u iliza am as con-
sul as de Saúde In an il e Ju enil du an e o ano de 2009.
Mé odos: Fo am analisadas odas as e e enciações e ec uadas du an e o ano de 2009. Os dados o am colhidos po consul a
dos p ocessos hospi ala es e das USF. Va iá eis es udadas: sexo, idade, núme o de c ianças e e enciadas po médico, núme o
de consul as po médico, anos de p á ica do médico, consul a pedida, mo i o de e e enciação, inicia i a da e e enciação, o -
ma de esc i a das ca as, qualidade das ca as, empo a é p imei a consul a, in o mação de e o no.
Resul ados: Fo am analisadas 135 e e enciações, 63% do sexo masculino, média de idades 6,1 ± 4,2 anos. Foi encon ada uma
axa de e e enciação de 1,1% (0,9; 1,3). Não se encon ou co elação signi ica i a en e os anos de p á ica clínica do médico
de amília e a axa de e e enciação.
As especialidades mais e e enciadas o am Pedia ia Ge al (35,6%) e Ci u gia Pediá ica (33,3%). As ca as de e e enciação
ap esen a am boa qualidade em 69,6% dos casos. Ve i icou-se uma associação signi ica i a en e a qualidade das ca as e a es-
pecialidade e e enciada, endo-se encon ado uma associação signi ica i a en e a Ci u gia Pediá ica e ca as de qualidade a-
zoá el/má.
A mediana do empo de espe a pela consul a oi de 92 dias (83,6; 100,4). Encon ou-se in o mação de e o no em 10,5%
dos casos.
Conclusões: A axa de e e enciação encon ada oi in e io à obse ada nou os a igos. Exis em aspec os a melho a na qua-
lidade das ca as de e e enciação e no empo de espos a hospi ala às consul as.
Pala as-Cha e: Re e enciação e Consul a; Comunicação; Cuidados de Saúde P imá ios; Hospi al; Pedia ia; Qualidade dos Cui-
dados de Saúde.
4In e na do 2.oAno do In e na o Complemen a de Medicina Ge al e Familia na USF Vi-
ia o, Viseu;
5Assis en e G aduado de Medicina Ge al e Familia na USF G ão Vasco, Viseu;
6Assis en e de Medicina Ge al e Familia na USF Vi ia o, Viseu.
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es udoso iginais
u a em que cada ez mais se p ocu a melho a a qua-
lidade do se iço p es ado à comunidade e, ao mesmo
empo, acionaliza os escassos ecu sos humanos e
ecnológicos,3é impo an e que a in e acção en e os
di e en es in e enien es no se iço nacional de saúde
seja e icaz. Dada a complexidade c escen e dos á ios
p oblemas de saúde e o isco de u ilização excessi a
dos se iços, uma comunicação adequada en e os Cui-
dados de Saúde Secundá ios e os Cuidados de Saúde
P imá ios (CSP) é conside ada um bom indicado de
qualidade de cuidados.3Alguns au o es e i ica am a
exis ência de alhas nes a a iculação de cuidados no
nosso país, salien ando a impo ância de uma boa in-
o mação clínica, que de e e enciação, que de e o -
no, com o objec i o da pa ilha da esponsabilidade
dos di e sos p o issionais na e icaz o ien ação do doen-
e.2,3 Na li e a u a não es ão desc i as axas de e e en-
ciação pa a a idade pediá ica,2-5 nem se encon a ana-
lisada a comunicação en e os di e en es ní eis de cui-
dados nes e g upo e á io pa icula .
Assim, es e abalho e e como objec i os: es ima a
axa de e e enciação à consul a ex e na hospi ala em
idade pediá ica das USF G ão Vasco e Vi ia o ao HST;
ca ac e iza a e e enciação em idade pediá ica nes as
USF à consul a ex e na do HST; e analisa a espos a
hospi ala às e e enciações e ec uadas.
MÉTODOS
Tipo de es udo: obse acional, ans e sal, analí ico.
Du ação e pe íodo: a ecolha de dados, ela i os ao
ano de 2009, oi e ec uada en e um de Ma ço e no e
de Ab il de 2010.
Local: es udo ealizado no Hospi al de São Teo ónio,
E.P.E. (HST), Unidade de Saúde Familia (USF) G ão
Vasco e USF Vi ia o.
População: c ianças e adolescen es (menos de 18
anos de idade), insc i as nas USF G ão Vasco e Vi ia o,
que u iliza am as consul as de Saúde In an il e Ju enil
du an e o ano de 2009.
Amos a: de con eniência, cons i uída po odas as
c ianças e adolescen es e e enciadas à consul a ex e -
na do HST pelas USF G ão Vasco e Vi ia o du an e o ano
de 2009.
De inição concep ual e ope acional das a iá eis
1. Sexo, ope acionalizado em «Feminino» e «Mascu-
lino»;
2. Idade à da a da e e enciação, de inida como nú-
me o de anos comple os à da a da colhei a dos dados
excep uando os lac en es (< 1 ano) nos quais a idade oi
calculada de aco do com a equação
Idade = Núme o de meses comple os/12
(1)
Es a a iá el oi pos e io men e ope acionalizada
em lac en es, 1-5 anos, 6-9 anos e adolescen es (>9
anos). Op ou-se po es a di isão po se a a dos g u-
pos e á ios u ilizados no Se iço de Pedia ia do HST;
3. Núme o de c ianças e e enciadas po médico,
de inida como o núme o o al de e e enciações e ec-
uadas po cada MF nas USF G ão Vasco e Vi ia o du-
an e o ano de 2009;
4. Núme o de consul as po médico, de inida como
o núme o o al de consul as e ec uadas po cada MF
nas USF G ão Vasco e Vi ia o a c ianças e adolescen es
du an e o ano de 2009;
5. Anos de p á ica do Médico de Família, de inida
como o núme o de anos comple os de exe cício da p o-
issão Médico;
6. Consul a pedida, de inida como a consul a solici-
ada na ca a de e e enciação, nas di e en es especia-
lidades médicas encon adas nas ca as: Pedia ia Ge-
al, Ci u gia Pediá ica, O almologia, Desen ol imen-
o, Pedopsiquia ia, O opedia, O o inola ingologia
(ORL), Gas en e ologia e De ma ologia. Tendo em con-
a que mui as das especialidades e e enciadas inham
poucos casos, op ou-se po ag upa odas as que i-
nham 9 ou menos e e enciações, de o ma a pode es-
ima -se a mediana do empo de espos a. Pa a es e
e ei o assumiu-se que as consul as pedidas que agua -
da am agendamen o i iam coincidi com as consul as
ma cadas. Assim, a a iá el oi ope acionalizada em:
Pedia ia Ge al, Ci u gia Pediá ica, O almologia e Ou-
as;
7. Mo i o de e e enciação, de inida como o mo i o
que le ou ao pedido de consul a hospi ala , p ocedeu-
se à sua ope acionalização em «Desen ol imen o» e
«Somá ico» consoan e o mo i o de e e ência aos cui-
dados hospi ala es osse do o o do desen ol imen-
o/compo amen o ou do o o ísico, espec i amen e;
8. Inicia i a da e e enciação, de inida como a en-
idade que suge iu inicialmen e a necessidade de e e-
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424
enciação, ope acionalizada em «Médico de Família»,
«Família/U en e», «Escola/In an á io» e «Ou as», a a-
liada a a és da consul a dos p ocessos clínicos das
USF;
9. Fo ma de esc i a das ca as de e e enciação. As
ca as de e e enciação o am en iadas a a és do sis-
ema ALERT P1®ou a a és de ia pos al, manusc i as
ou dac ilog a adas. Es a a iá el oi de inida de aco do
com a o ma como a ca a oi elabo ada: mé odos in-
o má icos ou manusc i a, ope acionalizada em «Ma-
nusc i a» e «Dac ilog a ada»;
10. Qualidade das ca as, a aliada a a és de con-
sul a das ca as de e e enciação in eg adas no p oces-
so clínico hospi ala ,1,2 p o enien es das USF G ão Vas-
co e Vi ia o, ope acionalizada em «Boa», «Acei á el» e
«Má» (Quad o I);
11. Tempo a é p imei a consul a, de inida como o
núme o de dias comple os deco idos en e a da a de
en io da ca a de e e enciação e a da a da p imei a
consul a hospi ala . Pa a a e i a da a da p imei a con-
sul a oi consul ado o sis ema ALERT®hospi ala ;
12. In o mação de e o no, de inida como a p e-
sença da in o mação de e o no nos p ocessos das USF
das c ianças e adolescen es que inham ecebido al a
da consul a ex e na hospi ala , ope acionalizada em
«P esen e» quando es a cons a a no p ocesso e «Au-
sen e» caso con á io.
Taxa de e e enciação:Calculada pelo quocien e en-
e o núme o de e e enciações e ec uadas a u en es
com menos de 18 anos de idade e o núme o o al de
consul as e ec uadas a u en es com menos de 18 anos
de idade,2du an e o ano de 2009, em ambas as USF. Es-
es dados o am ob idos a a és das aplicações in o -
má icas Sonho®no HST, Vi aca e®na USF G ão Vasco e
SAM®na USF Vi ia o.
Recolha e a amen o dos dados:Todos os dados o-
am colhidos a a és de consul a dos p ocessos hospi-
ala es e dos das USF. Os dados ob idos o am codi i-
cados e egis ados no supo e in o má ico Mic oso ®
Excel 2007 endo depois sido a ados com os so wa-
es es a ís icos SPSS 15.0®(SPSS Inc, Chicago, IL)6e R®
2.7.0.7
Análise dos dados: A desc ição dos dados e e como
base a dis ibuição de equências, medidas de endên-
cia cen al (médias e medianas) e medidas de dispe são
(des io-pad ão). A compa ação das a iá eis quali a i-
as oi e ec uada a a és do es e χ2quando e i icados
os p essupos os pa a a sua u ilização (dimensão amos-
al > 20; odas as equências espe adas> 1; pelo menos
80% das equências espe adas≥5), ou es e exac o de
Fishe caso con á io.8As a iá eis con ínuas o am com-
pa adas com o es e de S uden pa a 2 amos as inde-
penden es após e i icação dos p essupos os de no -
malidade e homocedas icidade das amos as, endo-se
eco ido à co ecção de Welch no caso de iolação des e
úl imo.8A exis ência de co elação en e os anos de p á-
ica do médico e a axa de e e enciação oi es udada
a a és do coe icien e de co elação Kendall’s au b. Op-
ou-se pela u ilização des e coe icien e de co elação
pois os dados não ap esen a am uma dis ibuição no -
mal (in alidando a u ilização do coe icien e R de Pea -
son) e con inham ele ado núme o de empa es (in ali-
dando a u ilização do coe icien e Ró de Spea man).9A as-
sociação en e a qualidade das ca as de e e enciação e
as especialidades hospi ala es, e en e a inicia i a da e-
e enciação e o mo i o de e e enciação, oi a aliada a a-
és da análise de esíduos no malizados ajus ados em a-
Boa
Iden i icação do u en e e do médico
Idade do u en e, an eceden es pessoais e amilia es
Medicação habi ual
Dados su icien es sob e a doença ac ual, exame objec i o e
exames complemen a es
Hipó ese diagnós ica, diagnós ico di e encial ou dú idas a
escla ece
Acei á el
O mo i o da e e enciação es á bem cla o
Ap esen a dados su icien es sob e a doença ac ual mas não
odos os incluídos na de inição de boa qualidade
Má
Ilegí el
Sem dados su icien es pa a a a aliação da doença ac ual
Ausência de in o mação
QUADRO I. Ní eis de qualidade da ca a
de e e enciação
Adap ado de A ibas e colabo ado es1e Pon e e colabo ado es2
belas de con ingência (conside ou-se signi ica i o se e-
síduo < – 1,96 ou esíduo > 1,96). A análise dos empos
de espos a hospi ala aos pedidos de consul a oi e ec-
uada com ecu so ao es imado Kaplan-Meie , endo os
empos de espos a en e cada ipo de consul a sido com-
pa ados com o es e log- ank, com o alo pco igido
pelo mé odo de Hochbe g quando se e ec ua am com-
pa ações múl iplas. Pa a a omada de decisão oi consi-
de ado o ní el de signi icância 5%.
RESULTADOS
Ca ac e ização da amos a
Fo am e e enciadas 135 c ianças, 63% do sexo mas-
culino. As 43 c ianças e e enciadas pela USF G ão Vas-
co inham idade média de 7,2 ± 5,0 anos e as 92 e e-
enciadas pela USF Vi ia o 5,7 ± 3,7 anos. A maio ia das
e e enciações oi e ec uada no g upo e á io en e os 1
e 5 anos (38,5%), seguido dos 6 aos 9 anos (31,9%), ado-
lescen es (20%) e lac en es (9,6%).
As USF es udadas e ela am-se homogéneas quan-
o à idade ( welch(64,7) = 1,74; p= 0,09) e sexo das c ian-
ças e e enciadas (χ2
Pea son(1) = 2,43;
p
= 0,12).
Taxa de e e enciação
Fo am e ec uadas 12273 consul as no ano de 2009,
6287 (51,2%) das quais na USF Vi ia o. A axa de e e-
enciação global oi de 1,1% (IC95%: [ 0,9; 1,3 ]), sendo
de 1,46% na USF Vi ia o e de 0,72% na USF G ão Vasco.
Foi encon ada uma di e ença signi ica i a en e as a-
xas de e e enciação nas duas USF (χ2
Pea son(1) = 15,3; p
< 0,001). Os anos de p á ica clínica dos Médicos de Fa-
mília das duas USF a ia am en e 7 e 34 anos, não se
endo e i icado elação en e a axa de e e enciação
de cada MF e os espec i os anos de p á ica clínica
(Kendall’s au b = – 0,095; p= 0,62).
Ca ac e ís icas da e e enciação
As consul as mais solici adas o am Pedia ia Ge al,
Ci u gia Pediá ica e O almologia. Na á ea médica,
41,5% dos mo i os de e e enciação es a am elacio-
nados com o desen ol imen o, como a pe u bação de
hipe ac i idade e dé ice de a enção, as di iculdades de
ap endizagem, o a aso global do desen ol imen o, as
di iculdades da linguagem e a dislexia. (Quad o II)
Da análise dos p ocessos amilia es nas USF apu-
ou-se que a p incipal inicia i a da e e enciação oi o
Médico de Família (77,8%), seguida da Escola/In an á-
io (12,6%), Família/U en e (5,2%) e Ou as (4,4%).
Quando a e e enciação não oi inicialmen e p o-
pos a pelo MF, a pa ologia implicada oi maio i a ia-
men e ao o o do desen ol imen o e do compo a-
men o (Quad o III). A análise das a iá eis Inicia i a da
e e enciação e Mo i o de e e enciação, dico omizada
em Somá ico/Desen ol imen o, mos ou ha e uma
associação mui o signi ica i a en e elas ( es e exac o
de Fishe , p < 0,001). Pela análise dos esíduos em abe-
las de con ingência oi possí el cons a a que, quando
os sin omas e am somá icos, a inicia i a da e e encia-
ção oi p e e encialmen e do MF ( esíduo > 1,96), ao
passo que, quando os sin omas e am do o o do de-
sen ol imen o/compo amen o, a inicia i a da e e-
enciação e e como o igem p e e encial a Escola/In-
an á io e Ou as on es ( esíduo > 1,96).
Analisando o con eúdo das ca as de e e enciação,
cons a ou-se que a maio ia ap esen a a boa qualidade
(69,6%), com 15,6% dos casos de má qualidade. No Qua-
d o IV podem e i ica -se os dados que es a am p e-
sen es nas ca as de e e enciação analisadas.
A maio ia das ca as de má qualidade o am di igi-
das à consul a de Ci u gia Pediá ica (Quad o V), en-
do-se e i icado uma elação signi ica i a en e as ca -
as de e e enciação ap esen a em qualidade acei á el
ou má e a e e enciação à Consul a de Ci u gia Pediá-
ica (χ2
Pea son(2) = 20,3;
p
< 0,001; esíduo > 1,96).
A maio ia das ca as de e e enciação oi dac ilog a-
ada (77,3%), não se endo e i icado associação signi-
ica i a en e a o ma de esc i a e a qualidade das ca -
as de e e enciação (χ2
Pea son(2) = 1,96;
p
= 0,38).
Ca ac e ís icas da espos a hospi ala
O empo de espe a a é p imei a consul a a iou com
a especialidade de e e enciação, ap esen ando no glo-
bal uma mediana de 92 dias, mínimo de 13 dias e má-
ximo de 421 dias; 23% das e e enciações agua da am
ma cação à da a de conclusão do es udo, a iando os
seus empos de espe a en e os 130 e os 449 dias. Uma
ez que algumas especialidades inham poucas e e-
enciações, op ou-se po ag upa as que inham 9 ou
menos e e enciações, con o me desc i o na secção
«Mé odos». Ob e e-se assim uma no a dis ibuição das
especialidades e e enciadas: 52 e e enciações a Pe-
dia ia Ge al, 46 a Ci u gia Pediá ica, 14 a O almolo-
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gia e 23 pa a Ou as Especialidades. Nenhuma consul-
a oi ma cada du an e os p imei os oi o dias. Doze se-
manas após a da a da e e enciação agua da am con-
sul a 56,3% das e e enciações. Analisando a espos a
hospi ala po especialidade, e i icou-se que ao im
de doze semanas es a am po ealiza 38,5% das con-
sul as de Pedia ia, 42,9% de O almo-
logia, 71,7% de Ci u gia Pediá ica e
73,9% de Ou as especialidades.
T in a dias após a e e enciação ha-
iam sido ealizadas 4,4% das consul-
as, ascendendo a 21,5% aos 60 dias.
Ao im de 150 dias es a am po eali-
za 28,1% das consul as solici adas. A
análise po especialidades e elou
que, ao im des e empo, Pedia ia Ge-
al inha po ealiza 1,9% das consul-
as solici adas, 7,1% de O almologia,
63% de Ci u gia Pediá ica e 30,4% de
Ou as especialidades.
As medianas dos empos de es-
pos a hospi ala podem se consul a-
das na Quad o VI.
Não oi possí el calcula o In e a-
lo de Con iança 95% pa a a mediana
da Consul a de Ci u gia Pediá ica,
uma ez que 54,3% das consul as so-
lici adas a es a especialidade ainda
agua da am agendamen o à da a da
conclusão do es udo (Figu a 1).
A análise da Figu a 1 mos a que as
cu as dos empos de espos a hospi-
ala das di e en es especialidades pa-
ecem se semelhan es a é ce ca dos
70 dias, al u a em que começam a di-
e gi dois g upos: o p imei o, com-
pos o pelas especialidades de O al-
mologia e Pedia ia, com os meno es
empos de espos a hospi ala ; o se-
gundo, cons i uído pela especialida-
de de Ci u gia Pediá ica e pelo g upo
das es an es especialidades, co es-
pondendo a empos de espos a mais
ele ados. Es e úl imo g upo pa ece co-
meça a di e gi após os 130 dias,
ap esen ando a Ci u gia Pediá ica
empos de espos a mais ele ados. A aplicação do es-
e log- ank ao conjun o dos empos de espos a mos-
ou ha e pelo menos um ipo de consul a que di e ia
dos es an es (p< 0,001) pelo que se p ocedeu a com-
pa ações múl iplas en e os di e en es empos de ma -
cação, endo o alo psido co igido pelo mé odo de
Consul a Pedida n Mo i o n
Pedia ia Ge al 48 (35,6%) Di iculdades de ap endizagem 8 (5,9%)
Má p og essão ponde al 7 (5.2%)
PHDA 5 (3,7%)
Asma 4 (3%)
Obesidade 3 (2,2%)
Ou os 21 (15,6%)
Ci u gia Pediá ica 45 (33,3%) Fimose 14 (10,4%)
Anquiloglossia 6 (4,4%)
Tes ículos não descidos 5 (3,7%)
Hé nia Inguinal 4 (3%)
Hemangioma 3 (2,2%)
Ou os 13 (9,6%)
O almologia 14 (10,4%) Diminuição da acuidade isual 8 (5,9%)
Es abismo 2 (1,5%)
Ou os 4 (3%)
Desen ol imen o 7 (5,2%) PHDA 5 (3,7%)
A aso global do desen ol imen o 1 (0,7%)
Di iculdades da linguagem 1 (0,7%)
Pedopsiquia ia 7 (5,2%) PHDA 4 (3%)
Dislexia 1 (0,7%)
A aso global do desen ol imen o 1 (0,7%)
Al e ações do compo amen o 1 (0,7%)
O opedia 5 (3,7%) Escoliose 3 (2,2%)
De o midades dos dedos 2 (1,5%)
ORL 5 (3,7%) Hipe o ia adenoideia 3 (2,2%)
Hipoacúsia 2 (1,5%)
Gas en e ologia 3 (2,2%) Dia eia c ónica 2 (1,5%)
Hemo óidas 1 (0,7%)
De ma ologia 1 (0,7%) Molusco con agioso 1 (0,7%)
QUADRO II. Dis ibuição po consul a pedida e mo i os de e e enciação
PHDA: pe u bação de hipe ac i idade e dé ice de a enção
Hochbe g. Assim, o am encon adas di e enças signi-
ica i as no empo de espos a en e os di e en es ipos
de consul a excep o en e as de Pedia ia Ge al e O al-
mologia, e en e as de Ci u gia Pediá ica e Ou as Con-
sul as (Quad o VII), não se con i mando a
exis ência de di e ença signi ica i a en e es-
as duas úl imas.
Das e e enciações e ec uadas, 23%
agua da am ma cação. A maio ia des as
(80,6%) e a di igida à consul a de Ci u gia
Pediá ica.
A é à da a da conclusão do es udo inham
ido al a 38 c ianças, endo-se encon ado
in o mação de e o no em 10,5% dos casos
(IC95%: [ 3,4%; 23,5% ]).
DISCUSSÃO
Taxa de e e enciação
A axa de e e enciação encon ada nes e
es udo oi in e io às es imadas em es udos
an e io es, que a iam en e os 5,1% e os
10,1%.2-5 Con udo, es es es udos abo dam a
axa de e e enciação global e não apenas a
pediá ica. A di e ença encon ada es á p o-
a elmen e elacionada com o meno nú-
me o de pa ologias encon adas nas c ian-
ças quando compa adas com os adul os, em pa icula
com os mais idosos. Um achado inespe ado des e es u-
do elaciona-se com a di e ença encon ada nas axas
de e e enciação en e as duas USF. Apesa da sua p o-
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es udoso iginais
Mo i o Inicia i a da Re e enciação n
PDHA Escola/In an á io 9 (6,7%)
Ou os 2 (1,5%)
Di iculdades da linguagem Escola/In an á io 3 (2,2%)
A aso global do desen ol imen o Escola/In an á io 3 (2,2%)
Dislexia Escola/In an á io 2 (1,5%)
Ou os 1 (0,7%)
Al e ações do compo amen o Pais/U en e 1 (0,7%)
Sinais/Sin omas do pénis Pais/U en e 1 (0,7%)
Ou os 1 (0,7%)
De o midade os eo-a icula Pais/U en e 3 (2,2%)
Tume acção labial Pais/U en e 1 (0,7%)
Unha Enc a ada Pais/U en e 1 (0,7%)
Es abismo Ou os 2 (1,5%)
QUADRO III. Mo i os de Consul a nos casos em que a inicia i a de
e e enciação não oi o Médico de Família
PHDA: pe u bação de hipe ac i idade e dé ice de a enção
Elemen os da ca a de e e enciação n
Iden i icação do U en e 135 (100%)
Iden i icação do médico 135 (100%)
Idade do U en e 134 (99,3%)
His ó ia da Doença Ac ual 110 (81,5%)
Exame Objec i o 104 (77%)
Dú idas a escla ece 97 (71,9%)
An eceden es Pessoais 80 (59,3%)
Exames Auxilia es de Diagnós ico 41 (30,4%)
An eceden es Familia es 28 (20,7%)
Diagnós ico p o á el 28 (20,7%)
Medicação 18 (13,3%)
Diagnós ico di e encial 6 (4,4%)
QUADRO IV. In o mação p esen e nas ca as de
e e enciação
Qualidade
Especialidade Boa Acei á el Má
nnn
Pedia ia Ge al 44 (32,6%) 2 (1,5%) 2 (1,5%)
Ci u gia Pediá ica 20 (14,8%) 12 (8,8%) 13 (9,6%)
Desen ol imen o 7 (5,2%) 00
Pedopsiquia ia 4 (3%) 0 3 (2,2%)
O opedia 4 (3%) 0 1 (0,7%)
O o inola ingologia 1 (0,7%) 4 (3%) 0
O almologia 11 (8,1%) 2 (1,5%) 1 (0,7%)
Gas en e ologia 2 (1,5%) 0 1 (0,7%)
De ma ologia 1 (0,7%) 00
To al 94 (69,6%) 20 (14,8%) 21 (15,6%)
QUADRO V. Qualidade das ca as de e e enciação de
aco do com especialidade e e enciada
ximidade geog á ica e da homogeneidade encon ada
nas idades e sexo das c ianças e e enciadas, a axa de
e e enciação es imada pa a a USF Vi ia o oi o dob o da
USF G ão Vasco. Pode -se-ia a gumen a que es a di e-
ença es a ia elacionada com os anos de p á ica clíni-
ca dos Médicos de Família. No en an o, não oi encon-
ada elação signi ica i a en e a axa de e e enciação
e os anos de p á ica clínica. Uma possí el explicação
pa a es a disc epância pode á es a elacionada com as
da as de inicio de unções das espec i as USF. A USF
G ão Vasco iniciou unções a 23 de Ou ub o de 2006 e a
USF Vi ia o a 9 de Dezemb o de 2008. Após es as da as,
as espec i as USF con inua am a inclui nas suas lis as
no os u en es sem MF, possi elmen e com pa ologias já
es abelecidas mas ainda po diagnos ica . Tendo em
con a que os dados o am colhidos ela i amen e ao
ano de 2009, é concebí el que a USF Vi ia o enha ap e-
sen ado uma maio axa de e e enciação. Ou seja, pa a
além da incidência habi ual de p oblemas de saúde, em
eo ia semelhan e nas duas USF, os médicos da USF Vi-
ia o pode ão e sido con on ados com uma maio
p e alência de p oblemas de saúde não diagnos icados.
Es e enómeno não e á assim sido obse ado na USF
G ão Vasco, pois mui os des es p oblemas e ão sido
diagnos icados du an e os anos de 2007 e 2008. Es a hi-
pó ese, não conside ada du an e a ase de planeamen-
o do es udo, ale a pa a a necessidade de e em con a
o empo de o mação das lis as de u en es do MF em es-
udos de e e enciação, podendo em pa e se espon-
sá el pela disc epância encon ada nas axas de e e-
enciação es imadas, que nes e es udo, que nou os já
publicados. Se ia ainda impo an e que es udos u u os
in es igassem ou os mo i os pa a es as di e enças, a a-
liando o e ei o de ou as a iá eis socio-demog á icas
das lis as u en es e dos MF nas axas de e e enciação.
Ca ac e ís icas da e e enciação
À semelhança do que oi e i icado em es udos an-
e io es,1-5 a maio ia das e e enciações oi di igida a
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Consul as Mediana E o-Pad ão IC95%
Global 92 4,3 83,6 – 100,4
Pedia ia Ge al 77 2,8 71,5 – 82,5
O almologia 78 1,9 74,3 – 81,7
Ou as 131 4,8 121,6 – 140,4
Ci u gia Pediá ica 304 aa
QUADRO VI. Medianas dos empos de espos a
hospi ala às consul as solici adas e espec i os
in e alos de con iança
adados insu icien es pa a o cálculo do In e alo de Con iança 95%
IC95%: In e alo de Con iança 95% pa a a mediana dos empos de es-
pos a hospi ala
Ou as
Pedia ia
Ci u gia Pediá ica
O almologia
Tempo a é p imei a consul a (dias)
0100 200 300 400
P obabilidade de ma cação de consul a
0,0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0
Figu a 1. Es ima i as de Kaplan-Meie da p opo ção de e e enciações sem consul a ma cada pa a cada especialidade.
especialidades ci ú gicas ou
médico-ci ú gicas, onde são
u ilizadas écnicas especí icas
de diagnós ico e/ou a amen-
o não disponí eis nos CSP.
Na á ea médica, uma pa e
signi ica i a das e e encia-
ções de eu-se a p oblemas do
o o do desen ol imen o. Os
esul ados ob idos mos a am
que es e ipo de p oblemas é
essencialmen e iden i icado a
ní el da escola/in an á io, ao passo que o MF iden i i-
ca maio i a iamen e os p oblemas de índole somá ica.
Is o pode se explicado: pelo maio con ac o dos p o-
esso es/educado es com a c iança quando compa a-
do com o empo que o MF passa com a c iança em con-
sul a, de ido ao g ande in e alo empo al en e as con-
sul as p econizadas pela Di ecção Ge al da Saúde; pelo
ac o das c ianças eco e em aos CSP, en e as consul-
as de inidas pela Di ecção Ge al de Saúde, essencial-
men e po p oblemas somá icos; e po os p o esso-
es/educado es possuí em hoje o mação especí ica
pa a a de ecção des e ipo de p oblemas, o que os le a
a iden i icá-los an es mesmo dos p óp ios pais. Uma so-
lução possí el pa a aumen a a de ecção p ecoce des-
e p oblema se ia a in eg ação, em odas as unidades
de CSP, de consul as de Psicologia em idades-cha e
pa a a aliação o mal do desen ol imen o e compo -
amen o. Ac ualmen e, o Ag upamen o de Cen os de
Saúde Dão La ões I in eg a nos seus quad os p o issio-
nais apenas uma psicóloga, insu icien e pa a a imple-
men ação des e ipo de p og ama.
A análise da qualidade das ca as de e e enciação e-
elou que 69,6% delas ap esen a a boa qualidade, bas-
an e supe io à encon ada em es udos an e io es, em
que a pe cen agem de ca as de boa qualidade a iou
en e 9,4% e 20,6%.1,2 Pode -se-ia pensa que a melho-
ia da qualidade das ca as osse o esul ado da imple-
men ação da e e enciação po ia in o má ica, que au-
oma icamen e assume alguns dos c i é ios de a alia-
ção de qualidade, como po exemplo a legibilidade ou
a iden i icação do u en e, ao passo que os es udos an-
e io es a alia am essencialmen e ca as manusc i as.
Con udo, não encon ámos di e enças signi ica i as na
qualidade en e as ca as de e e enciação manusc i as
e en iadas po ia in o má ica, o que a es a a a o de
uma e olução na qualidade da e e enciação. Es as me-
lho ias de em se analisadas com alguma cau ela uma
ez que os es udos an e io es ab angem odas as e e-
enciações e não apenas as e ec uadas em idade pe-
diá ica.
Uma análise mais de alhada das ca as de e e en-
ciação pe mi iu e i ica que a qualidade des as não se
dis ibuiu de o ma homogénea pelas di e en es espe-
cialidades, pois oi encon ada uma associação signi i-
ca i a en e as ca as de pio qualidade e a e e encia-
ção à consul a de Ci u gia Pediá ica. Es a associação
icou a de e -se ao ac o de na maio ia des as ca as
cons a em apenas a iden i icação, idade e diagnós ico
p o á el. Es es esul ados mos am a necessidade de
ale a os p o issionais de saúde pa a es e p oblema,
com o in ui o de melho a a in o mação p esen e nas
ca as de e e enciação, e assim melho a o se iço
p es ado ao u en e. Num es udo an e io , em que o am
de ec adas lacunas na qualidade da in o mação das
ca as de e e enciação, icou demons ado que a ea-
lização de euniões de se iço de a aliação e discussão
das ca as de e e enciação melho ou signi ica i a-
men e a qualidade das mesmas.1Es e pode ia se um
ema a inclui pe iodicamen e nas euniões das USF i-
sando a melho ia con ínua da in o mação p esen e nas
ca as. Es udos u u os de e ão p ocu a iden i ica as
e en uais ba ei as à melho ia da qualidade das ca as,
bem como desenha es a égias que as pe mi am ul-
apassa .
Ca ac e ís icas da espos a hospi ala
A mediana global do empo de espe a encon ada
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es udoso iginais
Consul as Ou as Pedia ia Ge al Ci u gia Pediá ica O almologia
Ou as –
Pedia ia Ge al 26,1 (< 0,001) –
Ci u gia Pediá ica 4,6 (0,064) 40,0 (< 0,001) –
O almologia 7,5 (0,019) 1,0 (0,312) 11,6 (0,003) –
QUADRO VII. Compa ação en e os empos de espos a das Consul as
No a: o p imei o alo em cada célula co esponde à es a ís ica do es e log- ank e o segundo ao espec-
i o alo pco igido pelo mé odo de Hochbe g.
nes e es udo oi 92 dias. É di ícil aze compa ações
com ou os es udos, uma ez que es es u ilizam p in-
cipalmen e médias, ab angem odos os g upos e á ios,
ap esen am c i é ios de inclusão e exclusão he e ogé-
neos, e não êm em con a as consul as que agua dam
ma cação pa a o seu cálculo. A bibliog a ia consul ada
ap esen a empos médios de espe a que a iam en e
29 e 82,5 dias.3,10
Alguns es udos e e em como indicado de qualida-
de a espos a aos oi o dias e às doze semanas.3,10 Nes e
es udo nenhuma c iança inha sido obse ada ao im
de oi o dias, alo semelhan e ao encon ado num es-
udo an e io ,3no qual 94% das consul as ainda não i-
nham sido ealizadas ao im des e empo. Po ou o
lado, ao im de doze semanas, e i icámos que 56,3%
ainda não inham ido uma p imei a consul a. Ou os
es udos encon a am ambém ele adas pe cen agens
de consul as po ealiza ao im des e empo, a iando
en e 36,6% e 58%.3,10,11
A Po a ia n.o1529/2008, de 26 de Dezemb o,12 de i-
ne os empos máximos de espos a ga an idos pa a
odo o ipo de p es ações de cuidados de saúde sem ca-
ác e de u gência. Pa a os hospi ais do SNS, o empo é
di idido, consoan e o ní el de p io idade a ibuído pela
iagem hospi ala , em 30 dias (consul a de ealização
mui o p io i á ia), 60 dias (p io i á ia) e 150 dias (no -
mal). Não endo ido acesso à p io idade a ibuída a
cada e e enciação pudemos apenas e i ica que ce -
ca de 28% das consul as não inham espei ado os 150
dias admi idos pa a uma e e enciação de p io idade
no mal ixados pela po a ia ci ada. No en an o, de e-
se ambém e em con a que ce ca de um quin o das
consul as oi ealizada num p azo máximo de 60 dias,
pelo que se admi e a possibilidade de as e e enciações
conside adas p io i á ias ou mui o p io i á ias es a em
a e espos a den o dos empos es ipulados. Es udos
u u os que abo dem a espos a hospi ala às e e en-
ciações dos CSP pode ão cla i ica es es aspec os de-
endo pa a o e ei o e acesso às p io idades a ibuídas
a cada e e enciação.
A análise dos empos de espos a hospi ala po es-
pecialidades eio mos a a exis ência de dois g upos
dis in os: um p imei o cons i uído po Pedia ia e O -
almologia, com ce ca de 60% das consul as ealizadas
ao im de doze semanas e mais de 90% das consul as
ealizadas an es dos 150 dias; um segundo g upo, en-
globando a Ci u gia Pediá ica e o conjun o das es-
an es especialidades, com ce ca de 30% das consul as
ealizadas ao im de doze semanas e com uma impo -
an e pe cen agem de consul as com empo de espos-
a acima dos 150 dias ainda po e ec ua . O ac o de a
Ci u gia Pediá ica e um empo mediano de espe a
duas ezes supe io ao empo máximo de espe a de i-
nido po po a ia pa a p io idade no mal de e e em
con a que no HST exis e apenas um p o issional com a
especialidade de Ci u gia Pediá ica. Não oi possí el
calcula o in e alo de con iança pa a a mediana do
empo de espe a pa a es a especialidade uma ez que
ce ca de 50% dos casos agua da am ainda agenda-
men o à da a da conclusão do es udo.
Impo a ambém e e i que no HST a iagem é ei a
po médicos e po an o é concebí el que os empos de
espos a, que a ia am en e um mínimo de 13 dias e um
máximo de 421 dias, pode ão es a elacionados com a
in o mação clínica disponí el na ca a de e e enciação
e não apenas com a capacidade de espos a hospi ala .
Não oi possí el de e mina a mediana do empo de
espe a pa a cada uma das especialidades englobadas
no g upo Ou as especialidades po ap esen a em pou-
cas e e enciações. No en an o, a sua análise conjun a
suge e que o empo de espe a es á acima da mediana
ge al. Es udos u u os de em e em con a es a limi a-
ção e ala ga o empo de es udo ou o núme o de
USF/Cen os de Saúde es udados.
Nes e es udo oi encon ada uma axa de in o ma-
ção de e o no de 10,5%. Ou os es udos publicados
encon a am axas de e o no mais ele adas, en e os
26,3% e os 36,6%.2,3,10 Es udos u u os de em e em con-
a es e aspec o no sen ido de iden i ica as suas causas
pa a u u a co ecção. A inexis ência de in o mação de
e o no limi a a p es ação de cuidados p es ados pelo
MF, podendo le a a a amen os inadequados, p es a-
ção de in o mação con adi ó ia ao doen e, encami-
nhamen o inadequado pa a o se iço de u gência e so-
lici ação de no as consul as, o que esul a numa ina-
dequada ges ão dos ecu sos. A in o mação de e o no
de e cons i ui um eículo de con inuidade assis encial
sendo, no en an o, mui as ezes descu ada pelo médi-
co hospi ala , de ido à p essão assis encial a que es á
sujei o, o que o pode á le a a descuida o seu de e e
a conside a es e documen o como um me o passo bu-
oc á ico.13 De e-se e em a enção que, no caso pa i-
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