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Sistema de comunicações de emergência via ionosfera para ligação ANPC-Pedrógão Grande

Abstract

Este trabalho teve como inspiração a tragédia que assolou o país em 2017, em que, resultado de falhas no sistema de comunicações existente para situações de emergência, milhares de pessoas acabaram por ser vítimas de um incêndio de proporções gigantescas. Como tal, surgiu a ideia de criar um sistema de comunicações alternativo, para que possa ser acautelada a comunicação entre entidades responsáveis em Portugal, caso o sistema em vigor volte a falhar. Esta dissertação tem como objetivo o estudo de um sistema de comunicações que permita que seja feita uma comunicação viável e de qualidade entre vários pontos do país, quer em situações de catástrofe natural, quer em possíveis cenários de conflito. Então, verificar-se-á se é possível fazer uma ligação entre a sede da ANPC, na Amadora, e a sede dos BV de Pedrógão Grande, através de uma comunicação NVIS. Neste estudo usou-se um dipolo de meia-onda para fazer a transmissão do sinal, e uma antena AS-2259/GR para fazer a receção do sinal. Foram calculados os dados referentes à ligação pretendida e, após os cálculos do ângulo de elevação e da atenuação referente à ligação em estudo, chegou-se à conclusão que, para uma potência de alimentação de 20 W, será possível fazer a ligação entre a ANPC e Pedrógão Grande com grande viabilidade, uma vez que a sensibilidade calculada na receção acaba por ser relativamente superior à sensibilidade necessária para que seja feita uma comunicação com qualidade.

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Sistema de comunicações de emergência via ionosfera para ligação ANPC-Pedrógão Grande

Author: Grou, Rafael
Publisher: Academia da Força Aérea; Instituto Superior Técnico
Year: 2018
Source: https://comum.rcaap.pt/bitstreams/d7567293-f9ea-48f0-b333-e173e84ea9db/download
Sis ema de Comunicações de Eme gência Via Ionos e a pa a
Ligação ANPC-Ped ógão G ande
Ra ael Dias G ou
Disse ação pa a Ob enção do G au de Mes e em
Engenha ia Ele o écnica e de Compu ado es
O ien ado : P o . Dou o An ónio Luís Campos da Sil a Topa
Jú i
P esiden e: P o . Dou o José Edua do Cha e s Ribei o da Cunha Sanguino
O ien ado : P o . Dou o An ónio Luís Campos da Sil a Topa
Vogal: P o . Dou o Paulo Sé gio de B i o And é
Junho de 2018
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Decla ação
Decla o que o p esen e documen o é um abalho o iginal da minha au o ia e que cump e
odos os equisi os do Código de Condu a e Boas P á icas da Uni e sidade de Lisboa.
Decla a ion
I decla e ha his documen is an o iginal wo k o my own au ho ship and ha i ul ills
all he equi emen s o he Code o Conduc and Good P ac ices o he Uni e sidade de
Lisboa.
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Ag adecimen os
Es á a e mina mais uma e apa da minha ida académica, e é com g ande o gulho
e sa is ação que ag adeço a odos aqueles que con ibuí am, de uma o ma ou de ou a,
pa a que es a ase osse concluída com sucesso.
An es de mais, gos a ia de ag adece à Academia da Fo ça Aé ea, ins i uição que
ez de mim a pessoa e o mili a que sou hoje, que oi a minha casa du an e boa pa e da
minha ida, e onde i e a opo unidade de ecebe uma educação e um ensino de
excelência.
Gos a ia ambém de ag adece ao Ins i u o Supe io Técnico pela sua con ibuição
no meu pe cu so académico, e em especial ao P o esso Dou o An ónio Topa, pelo
acompanhamen o incansá el e pela disponibilidade que e e, bem como pela p eciosa
ajuda que me deu nes a e apa inal do meu pe cu so académico.
Que ia deixa ambém um ag adecimen o especial à minha amília, que semp e
me apoiou, nos bons e nos maus momen os, e dedica es e abalho aos meus pais, João
Ca los Pin o G ou e Idalina Ma ia Pe ei a Dias, e à minha i mã, Inês Dias G ou, dos quais
espe o se um mo i o de o gulho, bem como aos meus amigos, que es i e am e es a ão
semp e lá pa a mim quando eu p eciso, qualque que seja o momen o.
Finalmen e, gos a ia de ag adece à minha namo ada, Ri a Fé ei a, pelo apoio e
comp eensão demons ados nes a ase inal do meu pe cu so académico.
A odos, do undo do co ação, o meu mais since o Ob igado.
O abalho ealizado nes a disse ação e e como ins i uição de acolhimen o o IT
– Ins i u o de Telecomunicações.

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Resumo
Es e abalho e e como inspi ação a agédia que assolou o país em 2017, em que,
esul ado de alhas no sis ema de comunicações exis en e pa a si uações de eme gência,
milha es de pessoas acaba am po se í imas de um incêndio de p opo ções gigan escas.
Como al, su giu a ideia de c ia um sis ema de comunicações al e na i o, pa a que
possa se acau elada a comunicação en e en idades esponsá eis em Po ugal, caso o
sis ema em igo ol e a alha .
Es a disse ação em como obje i o o es udo de um sis ema de comunicações que
pe mi a que seja ei a uma comunicação iá el e de qualidade en e á ios pon os do país,
que em si uações de ca ás o e na u al, que em possí eis cená ios de con li o. En ão,
e i ica -se-á se é possí el aze uma ligação en e a sede da ANPC, na Amado a, e a
sede dos BV de Ped ógão G ande, a a és de uma comunicação NVIS.
Nes e es udo usou-se um dipolo de meia-onda pa a aze a ansmissão do sinal, e
uma an ena AS-2259/GR pa a aze a eceção do sinal. Fo am calculados os dados
e e en es à ligação p e endida e, após os cálculos do ângulo de ele ação e da a enuação
e e en e à ligação em es udo, chegou-se à conclusão que, pa a uma po ência de
alimen ação de 20 W, se á possí el aze a ligação en e a ANPC e Ped ógão G ande com
g ande iabilidade, uma ez que a sensibilidade calculada na eceção acaba po se
ela i amen e supe io à sensibilidade necessá ia pa a que seja ei a uma comunicação
com qualidade.
Pala as-cha e: NVIS, Comunicações de Eme gência, Ionos e a, P o eção Ci il,
A enuação, Radiop opagação
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Abs ac
This wo k was inspi ed by he agedy ha de as a ed he coun y in 2017, when,
as a esul o ailu es in he exis ing communica ions sys em o eme gency si ua ions,
housands o people ended up being ic ims o a i e o gigan ic p opo ions.
As such, he idea a ose o c ea ing an al e na i e communica ions sys em, so ha
communica ion be ween esponsible en i ies in Po ugal could be sa egua ded i he
cu en sys em ails again.
This disse a ion aims a he s udy o a communica ions sys em ha allows a
iable and quali y communica ion be ween a ious pa s o he coun y, bo h in na u al
disas e s and in possible con lic scena ios. I will hen be e i ied whe he i is possible
o make a connec ion be ween he ANPC headqua e s in Amado a and he BV
headqua e s in Ped ógão G ande h ough a NVIS communica ion.
In his s udy we used a hal -wa e dipole o ansmi he signal, and an AS-2259 /
GR an enna o ecei e he signal. The da a conce ning he desi ed connec ion we e
calcula ed and, a e calcula ions o he ele a ion angle and a enua ion o he connec ion
unde s udy, i was concluded ha , o a powe supply o 20 W, i will be possible o
connec he ANPC and Ped ógão G ande wi h g ea iabili y, since he sensi i i y
calcula ed in he ecep ion u ns ou o be ela i ely supe io o he sensi i i y necessa y
o communica ion o be made wi h quali y.
Keywo ds: NVIS, Eme gency Communica ions, Ionosphe e, Ci il P o ec ion,
A enua ion, Radiop opaga ion
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Lis a de ab e ia u as
AFA Academia da Fo ça Aé ea
ANPC Au o idade Nacional de P o eção Ci il
BV Bombei os Volun á ios
FAP Fo ça Aé ea Po uguesa
HF High F equency
IST Ins i u o Supe io Técnico
MUF Maximum Usable F equency
NVIS Nea Ve ical Incidence Skywa e
PCA Pola Cap Abso p ion
SIRESP Sis ema In eg ado de Redes de Eme gência e Segu ança de Po ugal
SNR Signal- o-noise- a io
SWF Sho Wa e Fade-ou
UV Ul a Viole a
VLF Ve y Low F equency
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Cap. 1 – In odução
1.1. Mo i ação
Com o c escendo de si uações de ca ás o e, sejam es as de o igem na u al ou
causadas pelo Homem, c esce ambém a necessidade de se ei a uma comunicação e icaz
nes as mesmas si uações. É necessá io que seja ei a uma comunicação iá el, sem
in e upções, que em casos de con li os, ais como em cená ios de gue a, que ambém
em ca ás o es na u ais, pa a que o núme o de casualidades seja o mais baixo possí el, ou
de p e e ência nulo. Em elação às ca ás o es na u ais, no caso do nosso país, o es udo
des e ema pode á se aplicá el mais conc e amen e aos casos dos incêndios lo es ais,
que an as ezes assolam Po ugal, e ambém às cheias, que i imizam milha es de
pessoas odos os anos, seja a a és de danos mo ais, ísicos ou cola e ais, mas ambém a
um hipo é ico cená io de con li o que possa i a oma con a do país.
Es e abalho oi inspi ado na agédia que assolou o país em Ou ub o de 2017,
mais especi icamen e a egião cen o, em que, esul ado de alhas no sis ema de
comunicações exis en e pa a si uações de eme gência, o SIRESP, milha es de pessoas
acaba am po se í imas de um incêndio de p opo ções nunca an es is as em Po ugal.
Como al, su giu a ideia de c ia um sis ema de comunicação al e na i o ao exis en e, pa a
se u ilizado em si uações de eme gência, pa a que possa se acau elada a comunicação
en e as en idades esponsá eis em Po ugal, caso o sis ema em igo ol e a alha ,
a a és de uma comunicação NVIS. A comunicação NVIS é bas an e u ilizada,
especialmen e em cená ios de gue a, uma ez que pe mi e a comunicação HF a cu as e
médias dis âncias, pe mi indo mesmo a ligação aquando da p esença de obs áculos, não
sendo necessá ios mui os meios ma e iais pa a que seja ei a a mon agem do sis ema
1.2. Obje i os
Es a ese de mes ado em como obje i o o es udo de um Sis ema de Comunicação
de Eme gência al e na i o, caso haja uma alha no SIRESP, que pe mi a que seja ei a
uma comunicação iá el en e á ios pon os do país, que em si uações de ca ás o e
na u al, que em possí eis cená ios de con li o.
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Vai se ei o um es udo da camada da a mos e a a a és da qual é possí el aze -
se a comunicação NVIS, a ionos e a, bem como das pa icula idades da sua es a i icação,
a in luência exe cida na densidade de ele ões po á ios a o es ex e nos à mesma, e ão
se ap esen ados alguns modelos eó icos.
Se á ambém es udada a a enuação em dois ipos de ligações ia ionos e a, com
di e en es ca a e ís icas, pa a se de e minada a gama de equências mais bené ica pa a
uma comunicação NVIS.
Pos e io men e, se ão es udados os di e en es ipos de an enas compa í eis com
uma comunicação NVIS, com ecu so ao so wa e MMANA-GAL, e se á escolhido o
ipo de an ena mais adequado à ligação que se p e ende aze , de aco do com as
ca a e ís icas necessá ias pa a al.
Po im, se á ei o o es udo pa a e i ica se é possí el aze uma ligação en e a
sede da ANPC, na Amado a, e a sede dos BV de Ped ógão G ande, po o ma a a e i a
possibilidade de se ei a uma ede de comunicações NVIS em Po ugal.
1.3. Es ado da A e
NVIS e a a o modo de p opagação ádio que usa an enas com um ângulo de
adiação mui o al o, ap oximando-se dos 90 g aus na e ical, combinado com a u ilização
de uma equência abaixo da equência c í ica, po o ma a es abelece comunicações
iá eis num aio de ap oximadamen e 320 quilóme os. Es e modo de p opagação é
u ilizado no malmen e pa a aze con ac os p óximos.
Há dois ipos de p opagação HF, conhecidas como g oundwa e e skywa e. A
p opagação g oundwa e oco e quando a es ação de eceção es á su icien emen e pe o
da es ação de ansmissão, e é capaz de ecebe a pe cen agem do sinal de ansmissão
que se p opaga jun o à supe ície e es e. O alcance da p opagação g oundwa e a ia
com o ipo de an ena p esen e na es ação de ansmissão, com as ca ac e ís icas do chão
en e a es ação de ansmissão e a es ação de eceção, en e ou os a o es. Es e alcance
pode e qualque alo en e alguns quilóme os e algumas dezenas de quilóme os. As
dis âncias que ão pa a além do alcance do sinal g oundwa e são cobe as pelas
skywa es. Es as são as ondas que adiam na di eção da a mos e a, num ângulo que as
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pe mi e se em e le idas pela a mos e a e eg essa em à supe ície da Te a, num pon o
um pouco mais à en e.
A ideia do NVIS é en ão, como oi e e ido an e io men e, adia um sinal a uma
equência que é mais baixa que a equência c í ica, a um ângulo quase e ical, e e
esse sinal e le ido pela ionos e a a um ângulo mui o al o de incidência, ol ando pa a
e a a uma dis ância ela i amen e p óxima de onde o sinal o a adiado. Uma ez que é
impossí el que uma an ena adie o seu sinal a um ângulo exa o, o que se ob ém é um
conjun o de ângulos, que a iam en e quase e icais a é pe ei amen e e icais. A pa e
do sinal que é adiada a ângulos e icais ou quase e icais, e le e de ol a pa a e a a
um aio que é de e minado pelo ângulo mais baixo a pa i do qual a an ena adia mais
sinal. Tendo em con a a camada D da ionos e a, a abso ção da mesma, en e ou os
a o es, de e mina-se uma equência mínima abaixo da qual o sinal não se á passí el de
se u ilizado, bem como uma dis ância em que pa a lá da mesma o sinal ambém não se
i á p opaga .
Pa a á eas que es ão den o do alcance de g oundwa e da es ação de ansmissão,
a p esença da mesma pode in e e i com a e lexão de skywa e. Con udo, ambém pode
se i como uma ajuda, dependendo se elas chegam em ase, o a de ase, ou um
des asamen o en e as duas, dependendo ambém das po ências ela i as dos sinais. Uma
ez que a al u a a que o sinal e le e na ionos e a a ia, o alinhamen o de ase pode de i a
en e es a em ase ou o a de ase, esul ando no ading do sinal. Po es a azão, é
necessá io que se minimize a adiação po g oundwa e aquando do uso de écnicas NVIS,
pa a que seja menos p o á el que se in e i a com a skywa e.
No que diz espei o à eceção de sinais, exis e uma an agem, pa a além das
an agens de ansmissão de sinais já e e idas, que é o ac o de, se a an ena a o ece
ângulos de ansmissão al os, ambém i á a o ece ângulos de eceção al os. Pa a além
disso, uma an ena o imizada pa a adia a ângulos al os usada pa a NVIS, ambém se á
o imizada pa a ecebe skywa es que chega ão p o enien es da ionos e a a um ângulo
al o. Além disso, uma an ena que não adia mui os sinais g oundwa e ambém não
ecebe á, mui o p o a elmen e, mui os sinais g oundwa e. Quando ambas as es ações
usam an enas que es ão o imizadas pa a NVIS, es e modo é a o ecido an o em
ansmissão como em eceção, o que aumen a a p obabilidade de ha e uma comunicação
mais iá el.

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Exis e ainda uma an agem ine en e ao uso de an enas do ipo NVIS que se aplica
unicamen e à eceção. A gama de equências (en e 2 e 10 MHz) que é an ajosa pa a
NVIS, é ambém a mesma gama de equências que se encon a mais susce í el a uído
a mos é ico, em que uma das maio es on es do mesmo são as empes ades dis an es.
Ob iamen e que as empes ades mais p óximas são pio es, como é na u al, mas nas
empes ades dis an es, o uído de odas as possí eis on es jun a-se. A não se que haja
uma empes ade p óxima, a maio pa e do uído se á o soma ó io do uído de on es
dis an es que se á odo p opagado pa a a an ena ece o a. Uma ez que as an enas
o imizadas pa a NVIS cap am a maio pa e dos sinais p opagados de á eas ela i amen e
p óximas, e não a o ece a eceção de sinais, alhas es á icas e ou as on es de uído ou
in e e ência de on es mais dis an es, não cap a á an o uído como uma an ena o imizada
pa a ope a em DX. Is o acaba po esul a en ão num melho SNR.
Habi ualmen e, são ealizadas medidas que o imizam as capacidades das es ações
NVIS e que baixam subs ancialmen e o ní el de uído das mesmas. Ou as ezes, o
abaixamen o do uído pode se maximizado à cus a de alguma o ça do sinal e esul a
num ci cui o de comunicação que em ní eis baixos de sinal, mas ní eis ainda mais baixos
de uído, pa a um SNR ainda melho que pode se alcançado ocando-se apenas na
maximização dos ní eis do sinal. En ão, é essencial se selecionada uma equência
abaixo da equência c í ica, mas não mui o abaixo da mesma, selecionando uma an ena
que adie skywa es a um ângulo al o e minimizando as g oundwa es e a eceção de uído,
pa a es abelece uma comunicação iá el num aio de 320 quilóme os, que acaba po se
um desa io pa a uma ope ação em gamas al as de equências.
Van agens do NVIS:
 Cob e a á ea que se encon a habi ualmen e na skip zone, ou seja, a á ea
que se encon a no malmen e mui o dis an e pa a que possa ecebe sinais
g oundwa e, mas que ainda não es á longe o su icien e pa a ecebe skywa es
e le idas pela ionos e a;
 Não eque qualque es u u a como epe ido es ou sa éli es, uma ez que
duas es ações que u ilizem écnicas NVIS conseguem es abelece comunicações
iá eis sem p ecisa em do auxílio de uma e cei a pa e;
 A p opagação NVIS pu a é p a icamen e li e de a enuação;
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 No malmen e, as an enas o imizadas pa a NVIS são baixas (dipolos
simples uncionam pe ei amen e). Uma boa an ena NVIS pode se ele ada
acilmen e, num cu o pe íodo de empo, po uma pequena equipa ou apenas po
uma única pessoa;
 Á eas baixas ou ales não se e elam um p oblema pa a a p opagação
NVIS;
 O pe cu so de ida e ol a da ionos e a é cu o e di e o, acabando po e
poucas pe das;
 As écnicas NVIS podem ainda eduzi o emen e o uído e a
in e e ência, o que le a a um aumen o do SNR;
 Uma ez que em um al o SNR e baixas pe das, o NVIS acaba po ope a
bem a baixa po ência.
Des an agens do NVIS:
 Pa a que sejam ob idos melho es esul ados, ambas as es ações
( ansmissão e eceção) de e ão es a o imizadas pa a ope a em NVIS. Se uma
an ena da es ação de p io idade à p opagação g oundwa e, dando a an ena da
es ação opos a p io idade a p opagação NVIS, pode le a a esul ados pob es.
Algumas es ações êm an enas que são ap as pa a o uso de NVIS, mas ou as
es ações não uncionam dessa o ma;
 Não unciona em odas as al as equências, po an o de e e -se o cuidado
de se escolhe a equência ap op iada, que se á uma gama em que o uído se á
um p oblema, o comp imen o das an enas é longo, e as la gu as de banda são
ela i amen e pequenas pa a ansmissão digi al;
 De ido a di e enças de p opagação en e dia e noi e, de e á se usado um
mínimo de duas equências di e en es pa a assegu a comunicações iá eis 24
ho as po dia.
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Cap. 2 – P opagação Via Ionos e a
2.1. A Ionos e a
A ionos e a é de inida como a camada da a mos e a que es á ionizada po adiação
cósmica e sola . Es á si uada en e os 50 e os 1000 km acima da c os a Te es e. Es a
camada da a mos e a inclui a e mos e a, bem como algumas pa es da mesos e a e da
exos e a. É uma camada em que, de ido à al a ene gia do Sol e dos aios cósmicos, os
á omos pe dem um ou mais ele ões, e icam ca egados posi i amen e, ou seja, icam
ionizados. Es es iões compo am-se como pa ículas li es.
Du an e a noi e, sem a in e e ência do Sol, os aios cósmicos ionizam a ionos e a,
embo a não ão o emen e como os aios UV. Es es aios cósmicos são p o enien es de
di e sas on es, es ando elas p esen es na nossa Galáxia ou no es o do Uni e so – ais
como supe no as, quasa es ou bu acos neg os. É de ido ao ac o de a ionos e a es a
mui o menos ca egada du an e a noi e que alguns enómenos que se passam nela são
mais áceis de obse a .
A ionos e a em uma g ande impo ância po que, en e ou as coisas, in luencia a
p opagação ádio pa a sí ios dis an es na Te a, e a p opagação en e sa éli es e a Te a.
Pa a ondas de equência mui o baixas, a ionos e a e a supe ície e es e p oduzem um
guia de ondas pelo qual os sinais ádio podem essal a e aça o seu caminho à ol a da
Te a, como ep esen ado na igu a 1.
Figu a 1 – Re lexão de ondas VLF na ionos e a (adap ado de [16])
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Figu a 6 – Va iação da equência máxima com o núme o de manchas sola es (adap ado de [11])
Is o acon ece po que exis e uma maio adiação a se emi ida pelo sol no seu pico
sola , p oduzindo mais ele ões na ionos e a, o que pe mi e o uso de al as equências.
Mas exis em ou as consequências des e ciclo sola . Du an e es e pico exis e uma maio
p obabilidade de oco e em cla ões sola es. Es e enómeno a a-se de eno mes explosões
do sol que emi em adiação que ioniza a camada D, causando um aumen o na abso ção
de ondas HF. Uma ez que es a camada apenas es á p esen e du an e o dia, apenas os
aje os que passem pela luz do dia são a e ados. A abso ção de ondas HF que iajam pela
ionos e a depois de um cla ão sola é chamada de ade-ou . Os ade-ou s oco em
ins an aneamen e e a e am maio i a iamen e as equências baixas. Se se suspei a que
enha oco ido um ade-ou , en ão é aconselhá el que se usem al as equências. A
du ação des e enómeno pode a ia en e 10 minu os e algumas ho as, es ando
dependen e da du ação e da in ensidade do cla ão sola .
2.3.4. Va iações sazonais
As a iações sazonais são o esul ado da anslação da Te a em o no do Sol. As
equências na camada E são maio es no e ão do que no in e no. Con udo, a a iação
das equências na camada F é mais complicada. Em ambos os hemis é ios, as equências
na camada F ge almen e êm o seu pico po ol a dos equinócios (Ma ço e Se emb o).
Po ol a do mínimo sola no e ão, as equências são, como espe ado, ge almen e
maio es que as ap esen adas no in e no, mas po ol a do pico máximo sola , as

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equências no in e no endem a se maio es que no e ão. Pa a além disso, as equências
po ol a dos equinócios são maio es que as do e ão e in e no pa a o pico e pa a o
mínimo sola . A obse ação das equências de in e no se em habi ualmen e maio es que
as do e ão é denominada anomalia sazonal.
2.3.5. Va iações com a la i ude
A igu a 7 mos a as a iações nas camadas E e F das equências máximas ao
meio-dia (Hemis é io-Dia) e à meia-noi e (Hemis é io-Noi e) desde o pólo a é ao
equado . Du an e o dia, com o aumen o da la i ude, a adiação sola a inge a a mos e a
mais obliquamen e, en ão a in ensidade da adiação e a p odução diá ia de ele ões li es
diminui. Na camada F, es a a iação de la i ude con inua du an e a noi e de ido à ação de
co en es de a a mos é icas.
Os des ios da la i ude de baixas pa a al as la i udes são ambém no ó ios. O pico
das equências na camada F não são no equado geomagné ico, mas sim 15 a 20 g aus a
no e ou a sul do mesmo. Is o é chamado de anomalia equa o ial. Pa a além disso, à noi e,
as equências a ingem um mínimo po ol a dos 60 g aus a no e ou a sul do equado
geomagné ico. Es a é a chamada la i ude de dep essão. Os comunicado es que eque em
comunicações pe o do equado du an e o dia e uma la i ude de 60 g aus du an e a noi e,
de em e em a enção es as ca a e ís icas. Po exemplo, na igu a 7 pode e -se o quão
ápido as equências podem muda pe o da la i ude de dep essão e da anomalia
equa o ial, po an o uma a iação no pon o de e lexão pe o des as, pode le a a uma
a iação g ande na equência supo ada.
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34
Figu a 7 – Va iação da equência máxima com a la i ude geomagné ica (adap ado de [11])
2.4. E ei os das Pe u bações Sola es
Pa a além de odos os a o es já ap esen ados, exis em ainda alguns e en os que
in luenciam a densidade de ele ões p esen es na ionos e a. São es es os ade-ou s de
ondas cu as, a abso ção nas calo as pola es, e as empes ades ionos é icas.
2.4.1 Fade-ou s de Ondas Cu as
A adiação p o enien e do Sol du an e g andes cla ões sola es causa a ionização
da camada D, o que esul a numa maio abso ção de ondas ádio HF. Se o cla ão o
g ande o su icien e, odo o espe o HF pode ica inu ilizá el du an e um pe íodo de
empo. Es es ade-ou s são mais passí eis de acon ece du an e os máximos sola es. As
ca a e ís icas p incipais dos SWF’s são:
 Apenas se ão a e ados ci cui os que ansmi am du an e o dia;
 Os ade-ou s du am no malmen e en e alguns minu os e algumas ho as,
com um começo ápido e uma ecupe ação len a. A du ação do ade-ou depende á
semp e da du ação do cla ão sola ;
 A in ensidade do ade-ou depende do amanho do cla ão sola e da posição
do Sol ela i amen e ao pon o onde a onda ádio passa a a és da camada D.
Quan o maio a al u a do Sol em elação a esse pon o, maio se á a abso ção;
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35
 A abso ção é maio nas gamas de equências mais baixas, que são as
p imei as a se em a e adas e as úl imas a ecupe a . Gamas de equências mais
al as são no malmen e menos a e adas e pode ão con inua a se u ilizá eis, al
como ap esen ado na igu a 8.
Figu a 8 – In luência dos ade-ou s na po ência do sinal (adap ado de [11])
2.4.2 E en os de Abso ção nas Calo as Pola es
Os PCA’s são a ibuídas a p o ões de al a ene gia que escapam do Sol quando os
g andes cla ões sola es acon ecem e mo em-se ao longo das linhas do campo magné ico
da Te a em di eção às egiões pola es. Aí, eles ionizam a camada D, causando uma
g ande abso ção de ondas HF.
Os PCA’s podem começa logo 10 minu os após o começo de um cla ão sola e
podem du a a é 10 dias. A é a zona pola de in e no (uma egião de escu idão
pe manen e) pode so e os e ei os dos PCA’s, uma ez que a camada D ionizada é
o mada po p o ões em ez de luz sola . Os e ei os dos PCA’s podem po ezes se
ul apassados po mensagens de e ansmissão em ci cui os que não equei am pon os de
e lexão pola es. Os PCA’s, al como os SWF’s, oco em maio i a iamen e du an e os
máximos sola es, no en an o não são ão equen es como es es.
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36
2.4.3 Tempes ades Ionos é icas
De ido a e en os que acon ecem no Sol, po ezes o campo magné ico da Te a
ica a e ado. O campo geomagné ico e a ionos e a es ão ligados de uma manei a mui o
complexa e um dis ú bio no campo geomagné ico pode mui as ezes causa dis ú bios na
ionos e a.
Es es dis ú bios, chamados Tempes ades Ionos é icas, po ezes começam com
um aumen o da densidade de ele ões, pe mi indo que gamas mais al as de equências
sejam supo adas, seguidas de um dec éscimo na densidade de ele ões a é se em
supo adas apenas gamas de baixas equências pela ionos e a. Is o não i á no malmen e
p eocupa um comunicado HF, mas a dep essão pode le a a que equências que
habi ualmen e sejam u ilizadas pa a aze a comunicação sejam mui o al as.
As empes ades ionos é icas podem du a alguns dias e ge almen e acon ecem
mais em la i udes mais al as do que em la i udes mais baixas. Ao con á io dos ade-ou s,
a e am maio i a iamen e al as equências. En ão, pa a eduzi os e ei os des as
empes ades nas comunicações, de e ão se u ilizadas equências mais baixas, onde o
possí el.
2.5. Plasma Ionos é ico
Duas p op iedades undamen ais de um plasma, a equência de plasma (𝑓𝑝) e o
índice de e ação (𝑛), de e minam as in e ações en e o plasma e a adiação
ele omagné ica. A igu a 9 ep esen a essas mesmas in e ações.
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Figu a 9 – In e ações en e o plasma e a adiação ele omagné ica
2.5.1. Modelos Teó icos do Plasma Ionos é ico
A ionos e a é compos a essencialmen e po um plasma, plasma esse que ap esen a
uma a iação na densidade de ele ões, dependendo de á ios a o es, como já oi e e ido
an e io men e.
Pa a que se es abelecesse uma exp essão analí ica pa a a ionos e a em unção da
densidade de ele ões p esen es na mesma, Sydney Chapman baseou-se na densidade de
ele ões em unção da al u a e da inclinação do sol. Vis o que es e modelo inha á ias
limi ações, segui am-se á ios modelos pa a o cálculo de aje ó ias de aios na ionos e a,
endo po ap oximação o modelo de Chapman.
2.5.1.1. Modelo de Chapman
Sydney Chapman assumiu algumas hipó eses pa a desen ol e um modelo eó ico
simpli icado, ais como:
 A a mos e a é cons i uída po um único gás;
 A adiação p o enien e do Sol é monoc omá ica;
 A densidade a mos é ica diminui exponencialmen e com a al u a;
 A adiação sola é a enuada exponencialmen e;
 A Te a é plana (como o ma de simpli ica as con as).
Nes e modelo, a densidade de ele ões é dada pela exp essão:

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𝑁𝑒=𝑁𝑒𝑀𝑒(1−𝑦−sec(𝜒)𝑒−𝑦
2)
(2.1)
Em que 𝑁𝑒𝑀 é a densidade máxima de ele ões, e 𝜒 é o ângulo que o Sol az com
a e ical da Te a, al como se e i ica na igu a 10.
Figu a 10 – Geome ia de Chapman
O alo de 𝑦 é dado pela exp essão:
𝑦=ℎ−ℎ𝑚
𝐻
(2.2)
Em que ℎ é o alo da al u a, e ℎ𝑚 é o alo da al u a co esponden e a 𝑁𝑒𝑀. O
alo de 𝐻 é dado pela ó mula:
𝐻=𝑘𝑇
𝑀𝑔
(2.3)
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Em que 𝑘 é a cons an e de Bol zman, 𝑇 é a empe a u a absolu a em unção da
al u a, em Kel in, 𝑀 é a massa mola , e 𝑔 é a acele ação g a í ica.
Con udo, es e modelo con ém á ias limi ações, uma ez que:
 Não conside a o e ei o magné ico;
 Não conside a a colisão en e pa ículas;
 A escala de al u a não é cons an e;
 Assume um es ado es á el, uma ez que não conside a ou as on es de
ionização, e assume uma in ensidade sola cons an e;
 Dá apenas uma desc ição quali a i a;
 Subes ima se e amen e a camada D du an e a noi e.
2.5.1.2. Modelo Linea
A a és da lei u a da igu a 11, é possí el e i ica que o modelo linea assume
que, a pa i de ce a al u a, a densidade de ele ões aumen a, possibili ando decompo
um pe il complexo em es a os sucessi os, dado pela exp essão:
𝑁𝑒−𝑁0=𝑎(ℎ−ℎ1)
(2.4)
Em que 𝑎 é o decli e e ℎ1 é a al u a em que se inicia a ionos e a, dada em km.
Figu a 11 – Densidade de ele ões pa a o modelo linea ( e i ado de [1])
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40
2.5.1.3. Modelo Exponencial
Ou o dos modelos é o modelo exponencial, em que ℎ𝑟 é um ní el de e e ência
com 𝑁=𝑁𝑟; o sinal (-) ep esen a á o opo da ionos e a, e o sinal (+) a base da ionos e a
[1]. Es e modelo é dado pela exp essão:
𝑁𝑒=𝑁𝑟.𝑒[∓ℎ−ℎ𝑟
2𝐻 ]
(2.5)
2.5.1.4. Modelo Pa abólico
O modelo pa abólico, ap esen ado na igu a 12, assume que os alo es de 𝑦 e de
𝜒 são mui o pequenos e a exp essão que dá a densidade de ele ões é:
𝑁𝑒=𝑁𝑒𝑀[2(ℎ−ℎ1)
𝑦𝑚−(ℎ−ℎ1)
𝑦𝑚2]
(2.6)
Em que 𝑦𝑚 é a “meia espessu a” da ionos e a. É mui as ezes uma boa
ep esen ação da base da ionos e a a é ao pico de ionização [1].
Figu a 12 – Densidade de ele ões pa a o modelo pa abólico ( e i ado de [1])
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2.5.2. F equência de Plasma
A equência de plasma a a-se de uma equência ca ac e ís ica de inida na
ausência de campo magné ico impos o e obse a-se quando se in oduz uma pe u bação
inicial que sepa e as pa ículas ca egadas em p esença. Assim sepa ando os ele ões e os
iões segundo uma di eção x o ma-se uma dupla camada de espessu a 𝑑𝑥, e densidade de
ca ga supe icial 𝑞.𝑁𝑒.𝑑𝑥, onde a ca ga de um ele ão é dada po –𝑞 [1], al como
ap esen ado na igu a 13.
Figu a 13 – Fo mação do plasma ( e i ado de [1])
A a és des a sepa ação é c iado um campo elé ico que é dado (a pa i da
equação ∇.𝐷=𝜌) po
𝐸=−𝑞.𝑁𝑒.𝑥
𝜀0
(2.7)
Os ele ões e os iões icam subme idos a uma o ça de compensação dada po
𝑞.𝑁𝑒.𝐸, e conside ando po ago a só os ele ões pode-se esc e e pa a es es a igualdade
da o ça de iné cia à o ça de a ação elé ica [1]:
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48
ℎ𝑎=3×108×∆𝑡
2
(2.28)
2.7. F equência Máxima U ilizá el
A F equência Máxima U ilizá el é a maio equência que pode se u ilizada em
ansmissão en e dois pon os, a a és de e lexão na ionos e a, em de e minado ins an e
de empo, independen emen e da po ência de ansmissão. Es a equência é dada pela
exp essão
𝑀𝑈𝐹= 𝑓𝑐
cos𝜃
(2.29)
Em que 𝑓𝑐 é a equência c í ica e 𝜃 é o ângulo de incidência da onda cu a
es abelecido en e o aio da mesma e o zéni e, como ep esen ado na igu a 15. A
equência c í ica a a-se da equência máxima a pa i da qual a ionos e a deixa de
e le i um sinal, pa a uma incidência pe pendicula à supe ície e es e. Se o sinal
emi ido i e uma equência supe io a es a, acaba po não se e le ido, a a essando a
ionos e a, e é dada pela exp essão
𝑓𝑐=√80,55𝑁𝑒𝑚𝑎𝑥
(2.30)

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Figu a 15 – Rep esen ação da MUF
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Cap. 3 – A enuação numa
Comunicação Via Ionos e a
A comunicação ia ionos e a con inua a se uma opção bas an e iá el e é
impo an e em si uações, po exemplo, de ca ás o es na u ais, em que possa não exis i
qualque ou o ipo de meio de comunicação, de ido a possí eis alhas dos mesmos. É
ambém um ipo de comunicação mui o u ilizado em cená ios de gue a e con li os.
Como já oi e e ido an e io men e, a ionos e a unciona como uma camada
e le o a pa a as ondas ádio nalgumas gamas de equência, ainda que só pa a equências
não mui o ele adas (no máximo equências na o dem de g andeza en e os 3 e os 30
MHz). Como al, pa a que seja ei a uma ligação, é necessá io que o sinal seja ansmi ido
pela an ena ansmisso a, e a inja a ionos e a, com um ângulo, denominado ângulo de
ogo, oblíquo. Pa a equências acima de 30 MHz, o sinal, mesmo que seja ansmi ido
num ângulo oblíquo, acaba po a a essa a ionos e a, pe dendo-se no Espaço. Quando o
sinal é e le ido pela ionos e a, ol a pa a a supe ície e es e, pe mi indo que seja ei a
a comunicação. Es e enómeno é denominado po sal o, e es á ep esen ado na igu a 16.
Figu a 16 – Rep esen ação de ligações com um e dois sal os
Após se e le ido na ionos e a, e ol a pa a a supe ície e es e, o sinal pode á
se no amen e e le ido no chão e ol a pa a a ionos e a, ob endo-se assim mais do que
um sal o, como ep esen ado na igu a. Assim pode ão ha e á ias e lexões, que
pode ão co esponde a n sal os, que pe mi em ao sinal p opaga -se em longas dis âncias.
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Essas e lexões á ias que o sinal pode so e acabam po causa uma a enuação no
mesmo, nomeadamen e de ido ao ac o de a a essa as á ias camadas da ionos e a, e
de ido às supe ícies ugosas que pode á encon a ao e le i na Te a.
Como al, e is o que pode ha e mais do que um sal o na comunicação ia
ionos e a, se á ei o um es udo pa a dois casos – o p imei o, pa a o caso de ha e apenas
um sal o, e o segundo, pa a o caso de ha e em dois sal os. A dis ância que ai se
conside ada se á de 200 km en e an ena emisso a e an ena ece o a no p imei o caso, e
de 400 km no segundo. O es udo de ambos os casos em como obje i o calcula a
a enuação o al so ida pelo sinal na comunicação ia ionos e a en e dois pon os da
supe ície e es e.
Pa a o p imei o caso, em que apenas oco e um sal o, emos a ep esen ação do
mesmo na igu a 17.
Figu a 17 – Ligação com um sal o
Vis o que es amos a ala de comunicações NVIS, a gama de equências a se
u ilizada si ua-se en e 3 e ap oximadamen e 10 MHz, po isso as equências
conside adas pa a os cálculos se ão de 3 MHz, 5 MHz, 8 MHz e 10 MHz.
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3.1. Ângulo de Fogo
Pa a de ini com p ecisão o aje o pe co ido pelo sinal en iado pela an ena
emisso a, é necessá io calcula a elação en e a dis ância de sal o d, a al u a i ual h’ e
o ângulo de ogo ψ. Pa a al, se á u ilizada a ap oximação da Te a plana pa a calcula o
ângulo de ogo a uma de e minada equência .
A geome ia da aje ó ia da onda, que e le e na ionos e a, es á ep esen ada na
igu a 18.
Figu a 18 – Rep esen ação do ângulo de ogo
A exp essão que pe mi e calcula o alo do ângulo de ogo ψ é dada, en ão, po
𝜓 = an−12ℎ′
𝑑
(3.1)
3.1.1. Simulação de ψ
Na igu a 19, é ap esen ado um g á ico que az o es udo do ângulo de ogo ψ de
aco do com as al u as i uais h’=80 km, 100 km, 250 km e 350 km, sendo que é possí el
no a que ψ é in e samen e p opo cional à dis ância en e an enas, ou seja, quan o maio
a dis ância en e an enas, meno é o ângulo de ogo, sendo que es e em uma a iação
maio pa a dis âncias mais pequenas, e quando a inge dis âncias mais al as, ende pa a
uma assimp o a ho izon al.

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Figu a 19 – Ângulos de ogo em unção da al u a i ual
3.2. A enuação em Espaço Li e
A a enuação em espaço li e é a pe da da o ça do sinal que oco e quando uma
onda ele omagné ica se p opaga em espaço li e. Nes e caso em especí ico, não exis em
obs áculos que possam causa a e lexão ou e ação do sinal, ou que possam causa
a enuação adicional. O cálculo da a enuação em espaço li e (𝐴0) e e e-se às pe das
du an e o aje o do sinal em si e não se elaciona com a po ência de ansmissão, com os
ganhos das an enas, ou com a sensibilidade da an ena ece o a. De es o, a ó mula a a és
da qual é calculada a a enuação em espaço li e, que é uma adap ação da ó mula de F iis,
assume que o ganho das an enas é uni á io pa a a an ena ansmisso a e pa a a an ena
ece o a. As an enas são, po an o, iso ópicas (𝐺𝑒=𝐺𝑟=0), e a a enuação em espaço
li e é en ão exp essa em dB e dada pela ó mula
𝐴0=32,44+20log(𝑑[𝑘𝑚])+20log(𝑓[𝑀𝐻𝑧]) [𝑑𝐵]
(3.2)
Tendo em con a o alcance conside ado de 200 km, e aplicando o Teo ema de
Pi ágo as pa a calcula a dis ância pe co ida pelo sinal, que oma um alo de 𝑑=
0
20
40
60
80
100
50 100 150 200 250 300 320
ψ
Dis ância en e an enas [km]
Ângulo de ogo pa a h'=80km (ψ) [g aus] Ângulo de ogo pa a h'=100km (ψ) [g aus]
Ângulo de ogo pa a h'=250km (ψ) [g aus] Ângulo de ogo pa a h'=350km (ψ) [g aus]
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728,01 𝑘𝑚, e a endo as equências de inidas p e iamen e, os alo es ob idos pa a a
a enuação 𝐴0 são ap esen ados na abela 1.
F equência [MHz]
𝑨𝟎 [dB]
3
99,3
5
103,7
8
107,8
10
109,7
Tabela 1 – Valo es da a enuação em espaço li e
A a és da lei u a da abela, e como e a expec á el, é possí el e i ica que a
a enuação em espaço li e aumen a com a equência, pa a uma dis ância de 200 km,
apesa de esse aumen o se cada ez meno à medida que se a e a gama de equências.
3.3. A enuação na Ionos e a
Pa a além da a enuação em espaço li e, há ambém que e em con a a a enuação
so ida pelo sinal nas di e sas camadas da ionos e a. Tendo em conside ação que a
es a i icação das camadas da ionos e a é conside ada plana, a a enuação em cada camada
da mesma é dada po
𝐴𝑖=𝑒−2∝𝜘
(3.3)
Na qual ∝ co esponde à cons an e de a enuação, e 𝜘 co esponde à dis ância
pe co ida pelo sinal den o da ionos e a. O cálculo da cons an e de a enuação oi ob ido
an e io men e a a és da exp essão (2.27)
Uma ez que as ca a e ís icas das camadas da ionos e a são di e en es, a cada uma
delas i á co esponde uma cons an e de a enuação di e en e.
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A dis ância pe co ida pela onda den o da ionos e a é ob ida pa a cada camada
adap ando o segundo eo ema de Ma yn sob e a abso ção. Es e eo ema indica que,
assumindo que a es a i icação da ionos e a é plana, a abso ção de uma onda inciden e,
com um ângulo ∅0, complemen a ao ângulo de ogo, co elaciona-se com a abso ção da
onda e ical equi alen e, com uma equência 𝑓cos∅0. Assumindo que se passa o que
es á ep esen ado na igu a 18, e adap ando-se o eo ema pa a o ângulo de ogo ψ em que
se subs i ui a al u a i ual pela espessu a da camada em ques ão (𝑒𝑠𝑝), a exp essão que
pe mi e ob e a dis ância pe co ida pela onda den o da ionos e a é dada po
𝜘 = esp
sin𝜓
(3.4)
Aplicando es a exp essão, e eco endo à igu a 19 pa a ob e o alo dos ângulos
de ogo das camadas D, E, F1 e F2 pa a um alcance de 200 km, se ão ob idos os alo es
de 𝜘 ap esen ados na abela 2.
𝒆𝒔𝒑 [km]
𝝍 [g aus]
𝝒 [km]
Camada D
40
38,65981
64,03124237
Camada E
50
45
70,71067812
Camada F1
70
68,19859
75,3923073
Camada F2
190
74,05460
197,6029827
Tabela 2 – Dis ância pe co ida pelo sinal em cada uma das camadas da ionos e a
Ve i ica-se, a a és da lei u a da abela, que a dis ância pe co ida pela onda
aumen a da camada D pa a a camada F2, aumen ando signi ica i amen e na camada F2,
uma ez que es a camada em uma espessu a conside a elmen e maio que odas as
ou as.
No que diz espei o ao cálculo da cons an e de a enuação 𝛼, omam-se como
e e ência, pa a cada camada da ionos e a, pa a o núme o de colisões 𝜗 e pa a a densidade
de ele ões 𝑁𝑒, os alo es ap esen ados em [1]. Esses alo es es ão explíci os, pa a as
camadas da ionos e a em es udo, na abela 3.
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𝑵𝒆
𝝑
Camada D
1010
106
Camada E
1011
104
Camada F1
1012
103
Camada F2
1012
102
Tabela 3 – Valo es de 𝑵𝒆 e de 𝝑 pa a as di e en es camadas da ionos e a
A a és des es alo es é possí el en ão aze -se o cálculo da cons an e de
a enuação em cada uma das camadas da ionos e a, pa a cada uma das equências em
es udo. Pela lei u a da abela 4, é possí el e i ica -se que a camada D é aquela que
p o oca uma a enuação maio no sinal emi ido, sendo a camada F2 aquela que ap esen a
um alo meno pa a a cons an e de a enuação. É ambém passí el de se e i ica que
exis e uma diminuição no ó ia e g adual da cons an e de a enuação de 3 MHz pa a 10
MHz.
𝜶
= 3 MHz
= 5 MHz
= 8 MHz
= 10 MHz
Camada D
0,000146858
5,2964E-05
2,07018E-05
1,32511E-05
Camada E
1,47271E-05
5,30176E-06
2,071E-06
1,32544E-06
Camada F1
1,47271E-05
5,30176E-06
2,071E-06
1,32544E-06
Camada F2
1,47271E-06
5,30176E-07
2,071E-07
1,32544E-07
Tabela 4 – Cons an e de a enuação pa a as di e en es camadas da ionos e a
Calculado o alo da cons an e de a enuação e da dis ância pe co ida pela onda
na ionos e a, é possí el en ão p ocede -se ao cálculo da a enuação na ionos e a. Pa a isso,
u iliza-se a exp essão (2.27). Os alo es da a enuação ob idos es ão ap esen ados na abela
5.
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aloca a an ena. Se não o possí el aze a mon agem no sí io escolhido, de e escolhe -
se ou o local.
Ge almen e, num ambien e mili a , a si uação á ica de e mina a posição das
an enas. O local ideal se ia uma á ea li e e plana, is o é, sem á o es, edi ícios, linhas de
al a ensão ou mon anhas. In elizmen e, um local desses a amen e es á disponí el. De e
escolhe -se en ão uma á ea o mais li e e plana possí el. Se não hou e um local des es,
de e en a man e -se a dis ância ho izon al ap esen ada na abela 11, assumindo-se uma
an ena ins alada a uma al u a de ap oximadamen e 10 me os e á o es com uma al u a
ap oximada de 23 me os.
Ângulo de ogo
[g aus]
Dis ância ho izon al a que
a an ena de e es a das
á o es [me os]
0
18000
10
966
20
483
30
298
40
201
50
145
60
105
70
64
80
32
90
0
Tabela 11 – Dis ância ho izon al median e o ângulo de ogo
Após a seleção da an ena, de e es uda -se a o ma como a mesma se á alimen ada.
A maio pa e das an enas á icas são alimen adas a a és de um cabo coaxial.
4.2. Ganho da An ena
Pa a de e mina o ganho de uma an ena a um ângulo de ogo especí ico, a igu a
22 ap esen a um diag ama de adiação e ical da an ena que pe mi e o cálculo do mesmo.
Os núme os ao longo do anel ep esen am o ângulo de ogo em elação à Te a, sendo
que os 90 g aus dizem espei o a um ângulo na e ical, e os 0 g aus ep esen am um
ângulo pa alelo à supe ície e es e. Na zona in e io do diag ama es ão ep esen ados

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65
núme os de -10 (ao cen o) a é +15 (nos ex emos). Es es alo es ep esen am o ganho da
an ena em dBi.
Pa a encon a o ganho da an ena numa ce a equência e ângulo de ogo, de e
acha -se o ângulo de ogo desejado no g á ico. De seguida, segue-se essa linha em di eção
ao cen o do g á ico, a é encon a o diag ama da equência desejada.
Figu a 22 – Exemplo de um diag ama de adiação
A í ulo de exemplo, se se deseja um ângulo de ogo de 40 g aus, pa a uma
equência de 9 MHz, o ganho da an ena é de 0 dBi.
4.3. Tipos de An enas
Após odas as ca ac e ís icas da an ena se em de e minadas, de e escolhe -se a
an ena necessá ia pa a a ligação. Na abela 12 es ão ap esen ados os á ios ipos de
an enas de possí el u ilização em ligações NVIS, bem como as suas ca ac e ís icas.
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66
Di e i idade
Pola ização
La gu a de
Banda
An ena
Omnidi ecional
Bidi ecional
Ho izon al
Ve ical
La ga
Es ei a
AS-2259/GR
X
X
X
X
Dipolo de
meia-onda
X
X
X
V in e ido
X
X
X
X
L in e ido
X
X
X
X
Tabela 12 – An enas compa í eis com as ca a e ís icas de uma ligação NVIS
4.3.1. An ena AS-2259/GR
A an ena AS-2259/GR é a an ena mais u ilizada po mili a es, e p opo ciona
p opagação NVIS pa a ligações de cu as dis âncias. A sua mon agem consis e em dois
dipolos inclinados e c uzados, posicionados num ce o ângulo, e é supo ada, ao cen o,
po um mas o de ap oximadamen e 4 me os. Aquando do seu uso, os componen es do
dipolo o necem supo e de o ien ação pa a o mas o. Uma mon agem des a an ena es á
ep esen ada na igu a 23.
Figu a 23 – Exemplo de mon agem de uma an ena AS-2259/GR ( e i ado de [4])
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A sua gama de equências a ia en e os 2 e os 30 MHZ, em uma pola ização
simul aneamen e ho izon al e e ical, uma capacidade de po ência de 1000 wa s e uma
di e i idade omnidi ecional. O seu diag ama de adiação em ap esen ado na igu a 24.
Figu a 24 - Diag ama de adiação da an ena AS-2259/GR (Ha is RF1936)
4.3.2. Dipolo de meia-onda
O dipolo ho izon al de meia-onda é usado em cu as e médias dis âncias. Uma ez
que é ela i amen e ácil de cons ui , es a é a an ena mais comumen e u ilizada. É uma
an ena bas an e e sá il, e ajus ando a al u a da mesma em elação ao chão, o seu ganho
máximo a ia en e ângulos de ogo médios (pa a médias dis âncias) e ângulos de ogo
al os (pa a cu as dis âncias). Quando es a an ena é cons uída pa a uma al u a de me ade
do comp imen o de onda, acaba po se uma an ena bidi ecional. A igu a 25 ap esen a o
diag ama de adiação da an ena nesse caso (bidi ecional), onde A ep esen a o diag ama
pa a a zona cen al da an ena, e B ep esen a o diag ama de adiação pa a os ex emos da
an ena.
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Figu a 25 – Exemplo do diag ama de adiação de um dipolo de meia-onda mon ado à al u a 𝝀
𝟐 ( e i ado de [4])
Compa ando es es dois diag amas de adiação, é acilmen e is o que, pa a um
ganho máximo, um dipolo de meia-onda de e se cons uído pa a que os lados da an ena
apon em na di eção da es ação com que que em comunica .
Pa a o caso em que a an ena seja mon ada a uma al u a de 14
⁄ do comp imen o
de onda, o esul ado do seu diag ama de adiação es á ap esen ado na igu a 26, no g á ico
C. Es a an ena de al u a mais baixa p oduz um ganho máximo pa a ângulos de ogo al os.
O g á ico D, que mos a o diag ama de adiação pa a os ex emos do dipolo, ambém em
um ganho máximo pa a ângulos de ogo al os. Is o signi ica que, pa a ligações de cu as
dis âncias, que eque em ângulos de ogo ele ados, um dipolo mon ado a uma al u a de
14
⁄ do seu comp imen o de onda p oduz uma cobe u a quase omnidi ecional.
Figu a 26 - Exemplo do diag ama de adiação de um dipolo de meia-onda mon ado à al u a 𝝀
𝟒 ( e i ado de [4])
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69
O dipolo de meia-onda é uma an ena de essonância equilib ada, e um exemplo
da sua mon agem es á ap esen ado na igu a 27. Es a an ena consis e em dois condu o es
de 14
⁄ do comp imen o de onda, colocados de pon a a pon a, ob endo um amanho o al
de me ade com comp imen o de onda.
Figu a 27 – Exemplo de mon agem de um dipolo de meia-onda (adap ado de [4])
Es a an ena p oduz um ganho máximo pa a uma gama de equências mui o
es ei a, no malmen e 2% acima ou abaixo da sua equência de ope ação. Uma ez que
as equências a ibuídas es ão sepa adas po alguns MHz, é necessá io que se cons ua
um dipolo sepa ado pa a cada equência a ibuída. Como al, nas igu as 28, 29 e 30
es ão ap esen ados os diag amas de adiação pa a dipolos de 8, 10 e 12 me os,
espe i amen e ob idos a a és do so wa e MMANA-GAL.

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Figu a 28 – Compa ação dos diag amas de adiação de um dipolo mon ado a 8 me os de al i ude
Figu a 29 - Compa ação dos diag amas de adiação de um dipolo mon ado a 10 me os de al i ude
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Figu a 30 - Compa ação dos diag amas de adiação de um dipolo mon ado a 12 me os de al i ude
Se não hou e espaço ou ecu sos disponí eis pa a cons ui dipolos sepa ados,
podem combina -se ês ou qua o pa a ocupa em o espaço no malmen e necessá io pa a
cons ui um.
Na igu a 27 pode obse a -se que os dipolos es ão ligados ao mesmo isolado
cen al, e são alimen ados po um único cabo coaxial. Quando a an ena é alimen ada po
uma designada equência, o dipolo co esponden e a essa equência é que i á adia a
po ência. Des a manei a, podem se combinados a é 4 dipolos. Na cons ução da an ena,
de e se examinada a equência indi idual designada pa a de e mina se uma equência
é ês ezes maio que a ou a. Se es a elação se e i ica en e duas equências, um
dipolo co ado em comp imen o pa a a meno das duas equências i á unciona bem
pa a ambas as equências.
O comp imen o de um dipolo de meia-onda é calculado a a és da exp essão
𝐶𝑜𝑚𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 𝑑𝑜 𝑑𝑖𝑝𝑜𝑙𝑜=𝜆
2=3𝑥108
𝑓2
⁄
(4.1)
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Já a al u a do dipolo de meia-onda, pa a um amanho do dipolo de 14
⁄ do
comp imen o de onda, é dada po
𝐴𝑙𝑡𝑢𝑟𝑎 𝑑𝑜 𝑑𝑖𝑝𝑜𝑙𝑜=3𝑥108
𝑓4
⁄
(4.2)
E pa a um amanho de 12
⁄ do comp imen o de onda, é dada po
𝐴𝑙𝑡𝑢𝑟𝑎 𝑑𝑜 𝑑𝑖𝑝𝑜𝑙𝑜=3𝑥108
𝑓2
⁄
(4.3)
4.3.3. V in e ido
A an ena de V in e ido é semelhan e ao dipolo, mas u iliza apenas um único
supo e ao cen o, al como ap esen ado na igu a 31.
Figu a 31 – Exemplo de mon agem de uma an ena em V in e ido (adap ado de [4])
Tal como o dipolo, es a an ena é desenhada pa a uma equência especí ica e em
uma la gu a de banda de ce ca de 2% acima ou abaixo da equência de design. De ido
aos seus lados inclinados, es a an ena p oduz uma combinação de adiação ho izon al e
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e ical – ho izon al jun o aos bo dos da an ena e e ical nos ex emos. Todos os a o es
de cons ução do dipolo ambém se aplicam à an ena em V in e ido. Apesa do V
in e ido e um ganho meno quando compa ado com o dipolo, ao usa apenas um
supo e, az com que es a an ena seja a p e e ida pa a algumas si uações á icas. Tem uma
capacidade de po ência de 1000 wa s, a sua adiação é basicamen e omnidi ecional, com
uma pola ização combinada, e o seu diag ama de adiação es á ap esen ado na igu a 32,
ob ido a a és do so wa e MMANA-GAL.
Figu a 32 - Compa ação dos diag amas de adiação de um V in e ido
4.3.4. L in e ido
A an ena em L in e ido é uma combinação en e uma secção ho izon al e uma
secção e ical, al como ap esen ado na igu a 33.
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Figu a 39 – Diag ama de um dipolo de meia-onda pa a zona dis an e

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5. Ligação NVIS ANPC-Ped ógão
G ande
Como já oi e e ido an e io men e, a p opagação NVIS é simplesmen e
p opagação skywa e que usa ângulos de ogo bas an e ele ados e ope a a baixas
equências. Tal como a seleção adequada de an enas pode aumen a a iabilidade de
ligações de longas dis âncias, ambém as ligações de cu as dis âncias eque em uma
seleção de an enas ap op iada.
As an enas usadas na p opagação NVIS de em e ângulos de ogo bas an e
ele ados (en e 60º e 90º) pa a adia o sinal quase e icalmen e. O sinal é depois disso
e le ido da ionos e a e ol a à Te a. De ido ao seu ângulo de adiação quase e ical,
não há zona de sal o. As comunicações são con ínuas em cen enas de quilóme os, e o
ângulo quase e ical signi ica ambém que de e ão se u ilizadas gamas de equências
baixas, no malmen e, a é um máximo de ap oximadamen e 10 MHz. Pa a ga an i
esul ados mais iá eis, o es udo da ligação ei o nes e capí ulo a e á uma gama de
equências en e 3 e 8 MHz.
As subidas e descidas íng emes na p opagação do sinal dão ao ope ado a
habilidade de comunica a a és de mon anhas ou ege ação densa. Po exemplo, em
si uações de comba e, um ale pode da ao ope ado p o eção de in e ceção hos il e
p o ege a ligação de in e e ência de ondas g oundwa e e skywa e de longas dis âncias.
As an enas NVIS p ecisam de um ângulo de adiação al o com mui o pouca adiação
g oundwa e. A igu a 38 ap esen a um exemplo de comunicações NVIS.
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Figu a 40 – Demons ação de uma comunicação NVIS (adap ado de [4])
5.1. Cálculo da Sensibilidade na Ligação
Na igu a 39 é ap esen ada a ligação en e a Au o idade Nacional de P o eção
Ci il, na Amado a, e o qua el dos Bombei os Volun á ios de Ped ógão G ande, e na
igu a 40 é ap esen ado o pe il dessa mesma ligação, ob ido a a és do so wa e Google
Ea h. A al u a, em elação ao ní el do ma , do pon o escolhido na ANPC, é de 99 me os,
e do pon o escolhido nos Bombei os Volun á ios de Ped ógão G ande, é de 376 me os
de al u a. A dis ância en e os dois pon os da ligação é de 163 quilóme os, e a al u a
máxima de um obs áculo em odo o aje o é de 451 me os, al u a que não ap esen a á
di iculdades a uma comunicação NVIS.
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83
Figu a 41 – Ligação APNC – BV Ped ógão G ande ob ida a a és do Google Ea h
Figu a 42 – Pe il da ligação APNC – BV Ped ógão G ande ob ido a a és do Google Ea h
Na abela 14 são ap esen ados os dados de alhados da ligação.
ANPC (Amado a)
BV Ped ógão G ande
La i ude
38º43'13.49"N
La i ude
39º12'46,85"N
Longi ude
9º14'07.24"O
Longi ude
8º46'09,77"O
Al u a da an ena [m]
-
Al u a da an ena [m]
4
Al u a em elação ao ní el do ma
[m]
99
Al u a em elação ao ní el do ma
[m]
369
Dis ância en e pon os [m]
163000
Tabela 14 – Ca a e ís icas da ligação ANPC – BV Ped ógão G ande
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Pa a es abelece a ligação en e es es dois pon os a a és de p opagação NVIS,
se á u ilizada a an ena mais comumen e u ilizada, o dipolo de meia-onda, pa a a gama de
equências de inida an e io men e ([3; 8] MHz).
P imei amen e, e á de se calculado o ângulo de ogo com que se á en iado o
sinal. A igu a 41 ilus a o g á ico que pe mi e aze o cálculo do mesmo.
Figu a 43 – Ângulo de ogo da ligação ANPC–Ped ógão G ande
Em que 𝑑=𝑑1+𝑑2=163000 𝑚, ℎ1=99 𝑚, ℎ2=373 𝑚 e ℎ=350000 𝑚,
que é a al u a i ual da camada F2, al u a a que o sinal emi ido de e á se e le ido pela
ionos e a. A pa i daqui se ão calculados os alo es de 𝑑1, 𝑑2 e 𝜓. Pa a al, a a és da
análise da igu a, chega-se à exp essão
ℎ−ℎ2
𝑑2=ℎ−ℎ1
𝑑1= an𝜓
(5.1)
Da qual esul a
ℎ−ℎ2
𝑑−𝑑1=ℎ−ℎ1
𝑑1
(5.2)
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Chegando-se ao alo 𝑑1=81531,46 𝑚 e 𝑑2=81468,54 𝑚. Daqui, e i a-se
que o alo do ângulo de ogo é 𝜓=76,2232 g aus, ângulo com um alo bas an e
acei á el pa a uma comunicação NVIS. A dis ância pe co ida pelo sinal nes a ligação é
de 𝑑=718,727 𝑘𝑚.
Seguidamen e, se ão calculadas as a enuações em espaço li e e pela ionos e a
so idas pelo sinal. A a enuação em espaço li e so ida pelo sinal nes a ligação é dada
na abela 15.
F equência
[MHz]
3
4
5
6
7
8
𝑨𝟎 [dB]
99,11
101,61
103,55
105,13
106,47
107,63
Tabela 15 – A enuação em espaço lib e na ligação ANPC – BV Ped ógão G ande
Já a a enuação so ida pelo sinal na ionos e a é ap esen ada na abela 16.
F equência
3
4
5
6
7
8
𝑨𝒊𝒕𝒐𝒕𝒂𝒍 [dB]
0,093
0,008
0,002
0,0009
0,017
0,013
Tabela 16 – A enuação exe cida pela ionos e a na ligação ANPC – BV Ped ógão G ande
A soma des as duas abelas dá-nos a a enuação o al so ida pelo sinal na ligação
en e a ANPC e os BV de Ped ógão G ande, que es á ap esen ada na abela 17.
F equência
3
4
5
6
7
8
𝑨𝒕𝒐𝒕𝒂𝒍 𝒍𝒊𝒈𝒂çã𝒐
[dB]
99,21
101,62
103,55
105,14
106,49
107,65
Tabela 17 – A enuação o al da ligação ANPC – BV Ped ógão G ande
O passo seguin e passa po e i ica se a po ência de emissão a se alimen ada na
an ena ansmisso a, pe mi e aze uma comunicação iá el e de boa qualidade. Esse
alo pode se calculado, a a és da ó mula de F iis, dada pela exp essão

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𝑃𝑟[𝑑𝐵𝑚]=𝑃𝑡[𝑑𝐵𝑚]−𝐴𝑡[𝑑𝐵]+𝐺𝑡[𝑑𝐵𝑖]+𝐺𝑟[𝑑𝐵𝑖]
(5.3)
Como al, e ão de se calculados os alo es dos ganhos das an enas, bem como
da sensibilidade do ece o . Como an ena de eceção, admi e-se a u ilização de uma an ena
AS-2259/GR (Ha is RF1936). Pa a es a an ena, os ganhos da mesma es ão ap esen ados
no diag ama de adiação ap esen ado na igu a 23.
Na abela 18 es ão ap esen ados os alo es do ganho da an ena de eceção,
calculados com ecu so ao seu diag ama de adiação.
F equência [MHz]
3
4
5
6
7
8
Ganho da An ena
[dBi]
-12
-9
-8
-7
-6
-4
Tabela 18 – Ganho da an ena de eceção
Ao se u ilizado um dipolo de meia-onda como an ena de ansmissão, o
comp imen o do mesmo depende á do alo da equência do sinal emi ido. A mon agem
do dipolo se á ei a a uma al u a de 𝜆4
⁄ me os de al i ude, pa a que o e eça uma cobe u a
basicamen e omnidi ecional. A abela 19 ap esen a o comp imen o dos dipolos pa a cada
uma das equências a se em u ilizadas, bem como os ganhos da an ena, pa a o ângulo de
ogo p e endido (𝜓=76,2232 g aus), e a al i ude a que de e á se mon ada a an ena.
F equência [MHz]
3
4
5
6
7
8
Comp imen o do dipolo
[me os]
50
37,5
30
25
21,42857
18,75
Al u a da mon agem
[me os]
25
18,75
15
12,5
10,71429
9,375
Ganho da an ena [dBi]
6,1
6
6
5,9
5,7
5,6
Tabela 19 – Dados da an ena de emissão
Os ganhos da an ena, pa a cada uma das equências, oi calculado com ecu so
ao so wa e MMANA-GAL. No Anexo 3 es ão ap esen ados os diag amas de adiação
e ical e ho izon al, pa a o dipolo de meia-onda, a a és da análise dos quais oi
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calculado o ganho da an ena pa a um ângulo de 76 g aus, que é ap oximadamen e o alo
do ângulo de ogo.
Pa a o alo da po ência que de e á alimen a a an ena de emissão, assumiu-se um
alo ípico de 20 W. A pa i des e alo , se á de e minado o alo da sensibilidade do
ece o (𝑃𝑟), e e i ica -se-á se é ob ido um alo acei á el pa a que seja ei a uma
comunicação iá el e de boa qualidade. Pa a que se ob enha uma comunicação com es as
ca ac e ís icas, a sensibilidade de e á e um alo supe io a -90 dBm.
Reco endo aos alo es calculados an e io men e, de e mina-se o alo da
sensibilidade do ece o pa a a ligação en e a ANPC e Ped ógão G ande, pa a a gama de
equências en e 3 e 8 MHz. Esses alo es es ão ap esen ados na abela 20.
F equência [MHz]
3
4
5
6
7
8
Sensibilidade do ece o
[dBm]
-62,09
-61,61
-62,54
-63,22
-63,78
-63,04
Tabela 20 – Valo es da sensibilidade do ece o pa a uma po ência de ansmissão de 20 W
Pela análise da abela é possí el e i ica que os alo es da sensibilidade são
bas an e acei á eis, uma ez que são odos supe io es a -65 dBm, alo bas an e acima do
limi e mínimo de inido pa a que seja ei a uma comunicação de qualidade, que onda os
-90 dBm, pelo que a ligação en e a Amado a e Ped ógão G ande se á iá el.
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88
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6. Conclusão
6.1. P incipais Conclusões
O abalho aqui ap esen ado inha como obje i o p incipal encon a um sis ema
de comunicação de eme gência al e na i o ao exis en e em Po ugal, o SIRESP, em caso
de alha do mesmo. Como al, achou-se que um ipo de comunicação de ácil mon agem
e u ilizando equências HF se ia uma possí el solução pa a o p oblema encon ado, e
is o que se p e endem aze ligações a dis âncias ela i amen e cu as, a comunicação
NVIS e a o sis ema ideal pa a aze a ligação en e locais cha e do país. É ambém um
ipo de comunicação bas an e u ilizado, com sucesso, em cená ios de gue a, azões que
le a am a conside á-la pa a aplica nes e caso especí ico.
Como al, p imei amen e oi ei o um es udo eó ico da camada da a mos e a a
u iliza pa a aze a ligação, bem como da sua es a i icação em camadas, e de odos os
a o es que in luenciam a densidade de ele ões p esen es na ionos e a, que acabam po
e e ei o na comunicação ei a a a és da mesma, ac escen ando a isso o e ei o que as
pe u bações sola es êm na mesma. Foi ambém e e ido o modelo eó ico de Chapman
pa a a densidade de ele ões que cons i uem o plasma, bem como os modelos que se
segui am a esse, po o ma a en a ul apassa as limi ações do mesmo. Foi ob ida ainda
a exp essão da cons an e de a enuação, e ap esen ada ambém a noção de equência de
plasma, al u a i ual e MUF.
De seguida, passou-se ao cálculo da a enuação numa ligação de cu a dis ância ia
ionos e a, endo em con a o es udo eó ico ei o no capí ulo an e io . Começou-se po
encon a o ângulo de ogo ap op iado a uma ligação de 200 km, e calculou-se a a enuação
pa a uma gama de equências ap op iada a uma comunicação NVIS, en e 3 e 10 MHz.
De seguida, pa a o caso de se necessá ia uma ligação maio que o espe ado, calculou-se
uma a enuação pa a uma ligação com dois sal os, que le ou à conclusão que, ao e le i
no chão, a a enuação nes a ligação acaba po e um alo de ap oximadamen e mais 100
dB’s que numa ligação com apenas um sal o.
O capí ulo seguin e se iu pa a aze um es udo sob e as an enas exis en es que
pe mi em uma comunicação NVIS, em que o am ap esen ados odos os a o es que
possam in luencia a escolha do local da mon agem e da an ena em sim, e ap esen a am-
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Anexo 2 – Cálculo do ângulo de ogo
Diag ama do ângulo de ogo pa a a ligação ANPC-Ped ógão G ande
A a és da análise do diag ama, é possí el chega à exp essão
ℎ−ℎ2
𝑑2=ℎ−ℎ1
𝑑1= an𝜓
(2.1)
E, se 𝑑=𝑑1+𝑑2, en ão
𝑑2=𝑑−𝑑1
(2.2)
Subs i uindo (2.2) na exp essão (2.1), ob ém-se
ℎ−ℎ2
𝑑−𝑑1=ℎ−ℎ1
𝑑1
(2.3)
ℎ−ℎ2
ℎ−ℎ1=𝑑−𝑑1
𝑑1
(2.4)
ℎ−ℎ2
ℎ−ℎ1=𝑑
𝑑1−1
(2.5)
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ℎ−ℎ2
ℎ−ℎ1+1=𝑑
𝑑1
(2.6)
𝑑
ℎ−ℎ2ℎ−ℎ1
⁄ +1=𝑑1
(2.7)
A a és da exp essão (2.7), ob ém-se 𝑑1=81531,46 𝑚 e 𝑑2=81468,54 𝑚.
Subs i uindo os alo es de 𝑑1 e de 𝑑2 em (2.1), e i a-se que o alo do ângulo de ogo é
𝜓=76,2232 g aus.
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Anexo 3 – Diag amas de adiação do dipolo de meia-onda
Diag ama de adiação e ical e ho izon al pa a =3 MHz e h=25 m
Diag ama de adiação e ical e ho izon al pa a =4 MHz e h=18.75 m
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100
Diag ama de adiação e ical e ho izon al pa a =5 MHz e h=15 m
Diag ama de adiação e ical e ho izon al pa a =6 MHz e h=12.5 m
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101
Diag ama de adiação e ical e ho izon al pa a =7 MHz e h=10.7143 m
Diag ama de adiação e ical e ho izon al pa a =8 MHz e h=9.375 m