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A influência dos Big Five e da resiliência no desempenho dos alunos da Academia da Força Aérea Portuguesa

Abstract

A literatura tem apontado a Personalidade como um importante preditor do desempenho. Esta investigação tem como objetivo compreender se existe influência dos Cinco Fatores da Personalidade e da Resiliência no Desempenho Académico, Físico e Militar nos alunos da Academia da Força Aérea (AFA). Paralelamente tenta-se identificar as dimensões da Personalidade (Big Five) e da Resiliência preditivas do Desempenho Académico, Físico e Militar dos alunos da AFA, perceber se a resiliência aumenta com a antiguidade dos alunos como também verificar se existem diferenças nos Cinco Fatores da Personalidade ao longo dos anos de curso. A amostra consiste em 77 alunos, com a idade máxima de 29 anos e uma mínima de 18 anos, perfazendo o total do universo populacional dos alunos da AFA no ano letivo de 2016/2017. Foi utilizada uma metodologia quantitativa de recolha e análise de dados, utilizando o Inquérito por Questionário como fonte para a obtenção dos dados. Foram utilizados dois instrumentos. O instrumento referente à Personalidade foi baseado no Modelo dos Cinco Fatores de Hutz et al (1998) que posteriormente foi reduzido para apenas 25 adjetivos divididos (Filho et al., 2012) em 5 subescalas (Extroversão, Amabilidade, Conscienciosidade, Neuroticismo e Abertura à Experiência). Relativamente ao instrumento da Resiliência baseia-se na Resilience Scale (RS) de Wagnild e Young (1993), tendo sido adaptada para a cultura portuguesa por Felgueira, Festas e Vieira (2010). Esta investigação conclui que a Conscienciosidade e a Resiliência são preditores do Desempenho Académico dos alunos da AFA, mais especificamente o item 11 – Dedicada dos Big Five, o item 4 (Manter-me interessado nas atividade do dia-a-dia é importante para mim) e o item 12 (vivo um dia de cada vez). De entre os modelos testados, o modelo que integra os itens 4 e 12 da Resiliência revelou-se um melhor modelo explicativo. Relativamente ao Desempenho Militar verificou-se que a Conscienciosidade e o Neuroticismo são os fatores que predizem o Desempenho Militar sendo que os itens preditores são o item 11 – Dedicada (Conscienciosidade) e o item 18 – Insegura (Neuroticismo). Na Resiliência verificou-se que o item 8 (Sou amigo de mim próprio), o item 12 (vivo um dia de cada vez), o item 17 (A confiança em mim próprio ajuda-me a lidar com situações difíceis) e o item 21 (A minha vida tem sentido) são preditores do Desempenho Militar. Os itens 11 – Dedicada e 18 – Insegura consideram-se o melhor modelo explicativo. Com esta investigação foi possível confirmar algumas conclusões verificadas noutros estudos referentes a esta temática. Com isto, é possível certificar estas conclusões na realidade da AFA. Para além da confirmação de algumas conclusões de outros estudos, foi possível verificar que os níveis de resiliência não aumentam com a antiguidade dos alunos, o que não vai ao encontro ao que deveria ser esperado. Verificou-se também que os níveis de Resiliência não têm influência no desempenho dos alunos, o que mais uma vez não vai ao encontro do esperado. A investigação termina com as limitações e as direções futuras.

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A influência dos Big Five e da resiliência no desempenho dos alunos da Academia da Força Aérea Portuguesa

Author: Maria, Tomás
Year: 2017
Source: https://comum.rcaap.pt/bitstreams/78f4b0ee-28c0-4f95-82cd-2090328598d1/download
A In luência dos Big Fi e e da Resiliência no Desempenho dos Alunos
da Academia da Fo ça Aé ea Po uguesa
Au o : Tomás Van Lunzen Calhau Ma ia
Aspi an e Aluno no Mes ado In eg ado na Especialidade de Pilo agem Ae onáu ica
Academia da Fo ça Aé ea, Sin a
O ien ado a: P o esso a Dou o a Pa ícia Ja dim da Palma
Ins i u o Supe io de Ciências Sociais e Polí icas, Uni e sidade de Lisboa
Coo ien ado a: Capi ão Ana Pa ícia Co eia Gomes Fa inha
Fo ça Aé ea Po uguesa, Academia da Fo ça Aé ea, Sin a
2
Resumo: Es a in es igação em como obje i o comp eende se exis e in luência dos Cinco Fa o es da Pe sonalidade e da Resiliência
no Desempenho Académico, Físico e Mili a nos alunos da Academia da Fo ça Aé ea (AFA). Pa alelamen e en a-se iden i ica as
dimensões da Pe sonalidade (Big Fi e) e da Resiliência p edi i as do Desempenho Académico, Físico e Mili a dos alunos da AFA,
pe cebe se a esiliência aumen a com a an iguidade dos alunos como ambém e i ica se exis em di e enças nos Cinco Fa o es da
Pe sonalidade ao longo dos anos de cu so. A amos a consis e em 77 alunos, com a idade máxima de 29 anos e uma mínima de 18
anos, pe azendo o o al do uni e so populacional dos alunos da AFA no ano le i o de 2016/2017. Es a in es igação conclui que a
Conscienciosidade e a Resiliência são p edi o es do Desempenho Académico dos alunos da AFA, mais especi icamen e o i em 11 –
Dedicada dos Big Fi e, o i em 4 (Man e -me in e essado nas a i idade do dia-a-dia é impo an e pa a mim) e o i em 12 ( i o um dia de
cada ez) da Resiliência. De en e os modelos es ados, o modelo que in eg a os i ens 4 e 12 da Resiliência e elou-se um melho
modelo explica i o. Rela i amen e ao Desempenho Mili a e i icou-se que a Conscienciosidade e o Neu o icismo são os a o es que
p edizem o Desempenho Mili a sendo que os i ens p edi o es são o i em 11 – Dedicada (Conscienciosidade) e o i em 18 – Insegu a
(Neu o icismo). Na Resiliência e i icou-se que o i em 8 (Sou amigo de mim p óp io), o i em 12 ( i o um dia de cada ez), o i em 17 (A
con iança em mim p óp io ajuda-me a lida com si uações di íceis) e o i em 21 (A minha ida em sen ido) são p edi o es do Desempenho
Mili a . Os i ens 11 – Dedicada e 18 – Insegu a conside am-se o melho modelo explica i o.
Pala as-cha e: Big Fi e, Resiliência, Desempenho, Academia da Fo ça Aé ea.
In odução
Hoje em dia a ca ei a mili a pode á se uma opção pa a os jo ens que inalizam o ensino secundá io, de ido ao
ac o de es a ca ei a das a mas p opo ciona um ensino de excelência, com um es ilo de ida comple amen e dis in o da
ca ei a ci il, com desa ios e alo es ac escidos. O ensino supe io mili a , po si só, exige uma disponibilidade ísica e
psicológica ac escida ace ao ensino supe io , não se es ingindo à componen e académica mas aba cando ambém a
componen e ísica e mili a (Pe ei a, 2013)
Tendo em con a as exigências ine en es ao Ensino Supe io Mili a , nomeadamen e na Academia da Fo ça Aé ea
(AFA) o na-se impo an e in es iga que ipo de ca ac e ís icas psicológicas, nomeadamen e ao ní el das dimensões da
Pe sonalidade e da Resiliência, explicam o desempenho ou ap esen am uma elação com o Desempenho Académico,
Mili a e Físico dos cade es da AFA.
A pe inência des e es udo em incidência na con ibuição pa a a á ea da psicologia, especi icamen e no con ex o
de seleção, bem como pa a as ins i uições mili a es, mais conc e amen e a Academia da Fo ça Aé ea, de modo a aumen a
a capacidade de p e isão do desempenho an o a ní el académico, ísico e mili a dos seus alunos. Es as p e isões podem
se ealizadas endo como base os Cinco Fa o es de Pe sonalidade e os ní eis de Resiliência.
O p esen e abalho de in es igação in i ulado “A In luência dos Big Fi e e da Resiliência no Desempenho dos
Alunos da Academia da Fo ça Aé ea Po uguesa” em como pe gun a de pa ida: “Se á que os Cinco Fa o es da
Pe sonalidade e a Resiliência dos alunos da Academia da Fo ça Aé ea êm in luência no seu desempenho?”. Es a pe gun a
isa pe cebe se exis e in luência dos Cinco a o es da Pe sonalidade e da esiliência no desempenho académico, ísico e
mili a nos alunos da AFA.
O obje i o ge al des a in es igação é:
I. Pe cebe se exis e in luência dos Cinco Fa o es da Pe sonalidade e da Resiliência no Desempenho
Académico, Físico e Mili a nos alunos da AFA;
Os obje i os especí icos são:
I. i. Iden i ica as dimensões da Pe sonalidade (Big Fi e) e da Resiliência p edi i as do Desempenho
Académico, Físico e Mili a dos alunos da AFA;
II. Pe cebe se a esiliência aumen a com a an iguidade dos alunos;
III. Ve i ica se exis em di e enças nos Cinco a o es da Pe sonalidade ao longo dos anos de cu so;
1 Re isão de Li e a u a
O Ensino Supe io Mili a , pa a além dos habi uais desa ios que aca e a a en ada no ensino supe io , é egido
po alo es e uma disciplina bas an e peculia es e especí ico de uma o ganização des a na u eza. A cul u a, as adições
e os p incípios exis en es p opiciam a o mação de um o e ínculo com a ins i uição. A p epa ação a ní el académico,
ísico e mili a que uma o ganização des e âmbi o ansmi e são únicos, incu indo nos cade es sen ido de de e , hon a e
lealdade, cama adagem, ap umo e espi i o de co po (Gue ei o, 2008).
O es udo da pe sonalidade assume pa icula des aque não só na á ea da psicologia, como ambém despe a
in e esse e cu iosidade po pa e dos demais cidadãos. As pessoas en am a ibui adje i os pa a desc e e os indi íduos,
ca ego izando-os em á ios g upos. Segundo a li e a u a des inada ao ema, exis em á ias de inições de pe sonalidade
3
consoan e a in e p e ação de cada au o . Mas há um aspe o comum em odas es as de inições que é a en a i a de explica
e p e e o compo amen o humano a a és da pe sonalidade de cada indi íduo (Ca ducci, 2009).
O modelo dos cinco a o es su ge pa a de ini a pe sonalidade de um indi iduo en ando explica a i udes e
compo amen os, a aliando cinco dimensões da pe sonalidade baseando-se nos aços de pe sonalidade. De aco do com
Cos a e McC ae (1997) os cinco a o es da pe sonalidade são: Neu o icismo, Ex o e são, Abe u a à Expe iência,
Amabilidade e Conscienciosidade.
De ini a pe sonalidade é bas an e simples com es e modelo, pois inco po a apenas cinco a o es, o nando-se um
ins umen o ú il e obje i o. Es es a o es ou dimensões são compos as po á ios aços especí icos e são conside adas
uni e sais, ou seja, são capazes de desc e e a pe sonalidade de qualque indi iduo, independen emen e do géne o,
idade, o mação académica, aça e nacionalidade. Qualque um dos a o es que es ão p esen es nes e modelo é medido
pa a que as pessoas sejam ca ac e izadas com pon uações. As pessoas ecebem uma pon uação pa a de ini o ní el de,
po exemplo, Conscienciosidade, endo um g au ele ado ou baixo des a dimensão (Cunha e al., 2014).
Um es udo ealizado em 2010, com o in ui o de elaciona a pe sonalidade e s ess em mili a es da Fo ça Aé ea
Po uguesa, ao ní el das di e enças en e géne os, da au o ia de Dias (2010), u iliza o modelo dos cinco g andes a o es
da pe sonalidade. É um es udo impo an e pois é di ecionado pa a mili a es da Fo ça Aé ea Po uguesa e u iliza o modelo
dos Big Fi e. Nes e es udo oi u ilizada uma amos a de 200 mili a es da Fo ça Aé ea Po uguesa, com idades
comp eendidas en e os 19 e os 52 anos (média de idades =26,3 anos). Es a in es igação ap esen ou como p incipal
obje i o a e i icação da exis ência de di e enças de géne o em elação aos a o es da pe sonalidade, s ess, a e i idade
e desejabilidade social, en e ou os. A conclusão des e es udo oi que ao ní el da pe sonalidade, nos a o es de
Ex o e são e Conscienciosidade as mulhe es ap esen am alo es mais ele ados ela i amen e aos os homens, sendo
que ambos os géne os ap esen a am al os alo es de Abe u a à Expe iência e baixos alo es de Neu o icismo (Dias,
2010). A de inição de esiliência em indo a se al e ada ao longo dos anos, desde o início do seu es udo. Segundo
Lu he e Cushing (1999) a esiliência es á elacionada com a capacidade de um indi iduo supe a di e sas si uações
ad e sas com que se depa a ao longo da sua ida. Sendo que uma das de inições que pode á ep esen a es a
ca ac e ís ica é que a esiliência p ocu a desc e e as compe ências in e pessoais, as espos as que um indi iduo
ap esen a em si uações de danos ou pe igosas e os mecanismos psicológicos que os indi íduos ado am pa a lida em com
e iciência em si uações pouco comuns ou ad e sas (Palma, Lopes e Bancalei o, 2014). As dimensões da esiliência que
eme gi am da aplicação do ins umen o Resilience Scale de Wagnild e Young (1993), que oi pos e io men e adap ado
pa a a cul u a po uguesa po Felguei as, Fes as e Viei a (2010) di ide-se em cinco componen es. Sendo es es a
Se enidade, a Pe se e ança, a Au ocon iança, o Sen ido de ida e a Au o-su iciência.
A esiliência é um concei o ela i amen e ecen e compa a i amen e à pe sonalidade. Es e concei o es á bas an e
elacionado com o desempenho, sendo que indi íduos com um desempenho mais ele ado ap esen am ní eis de esiliência
maio es (Lu hans e al., 2004). Fon es e Azzi (2012) ambém concluem que a esiliência é supe io em indi íduos que
demons am desempenhos mais ele ados, an o a ní el académico como a ní el o ganizacional.
Em con ex o mili a é necessá ia a exis ência de indi íduos capazes de en en a ambien es ad e sos e de isco
man endo um desempenho com ní eis desejados, ou seja, endo uma adap ação posi i a (Pon es, 2008). Como al, a
impo ância do es udo da esiliência em ambien e mili a é ac escida. Assim, um es udo ealizado po Emílio e Ma ins
(2012) e ela que polícias mili a es b asilei os ap esen am uma esiliência ele ada. Com es e es udo os au o es concluí am
que o ambien e mili a eque indi íduos com ní eis de esiliência mais ele ados do que em con ex o ci il, desempenhando
assim as unções mili a es com dis inção. Po ou o lado, o p óp io con ex o mili a ambém pode á po encia e e o ça a
p óp ia esiliência.
De modo a o mula as hipó eses oi ido como base a e isão da li e a u a bem como es udos já exis en es.
Em 2000, Hu z e Dono an (2000), ealiza am um es udo a a és de uma me a-análise con i ma ó ia en e os cinco
a o es da pe sonalidade (Big Fi e) e o desempenho das pessoas no abalho. Globalmen e os esul ados des e es udo
o am al amen e consis en es com o es udo o iginal de Ba ick e Moun (1991). A Conscienciosidade oi, mais uma ez, a
dimensão dos Big Fi e com maio alidade ela i a ao desempenho no abalho.
Pa a Saxena e Mish a (2015), a Consciensiosidade e elou uma elaçao signi ica i a com o despenho académico,
e a Amabilidade p ediz indi e amen e o desempenho académico po es e a o es a co elacionado com a
Conscienciosidade.
A Conscienciosidade e elou uma ele ada co elação com o desempenho académico nos ês p imei os anos de
aculdade (P emuzic, Fu nham e Acke man, 2006). Num es udo conduzido na Fo ça Aé ea Ame icana, a
Consciensiosidade oi conside ada a dimensão mais impo an e num conjun o de 60 aços de pe sonalidade (King, 2014).
Segundo os esul ados do es udo de Ba ick e Moun (1991) e Saxena e Mish a (2015) a Conscienciosidade mos ou uma
elação consis en e com o desempenho.
Com is o o mulam-se as seguin es hipó eses:
Hipó ese 1: A Conscienciosidade es á posi i amen e elacionada com o desempenho dos alunos da AFA.
Hipó ese 1a: A Conscienciosidade es á posi i amen e elacionada com o desempenho académico dos
alunos da AFA.
4
Hipó ese 1b: A Conscienciosidade es á posi i amen e elacionada com o desempenho ísico dos alunos
da AFA.
Hipó ese 1c: A Conscienciosidade es á posi i amen e elacionada com o desempenho mili a dos alunos
da AFA.
Hipó ese 1d: A Conscienciosidade es á posi i amen e elacionada com o desempenho o al dos alunos
da AFA.
No es udo ealizado po Saxena e Mish a (2015), não só conclui que a Conscienciosidade é um bom p edi o do sucesso
académico como ambém que a Conscienciosidade es á posi i amen e e signi ica i amen e co elacionada com a
Amabilidade, ou seja, a Amabilidade p ediz, indi e amen e, um sucesso académico.
Com es e es udo o mula-se a segunda hipó ese:
Hipó ese 2: A Amabilidade es á posi i amen e elacionada com o desempenho académico dos alunos AFA.
Pa a Bacela (2009), num es udo com o in ui o de in es iga a elação en e a o es cogni i os, emocionais e
socioeconómicos com as di e enças indi iduais do endimen o escola , uma das conclusões oi que não oi encon ada
co elação signi ica i a com o a o Neu o icismo e que a Ex o e são e e um impac o nega i o na p edição do
desempenho escola . Ou o es udo que e e como obje i o p e e a in luência dos a o es de pe sonalidade e s ess com
o desempenho académico, e elou ambém que a Conscienciosidade es á posi i amen e elacionada com o desempenho
académico e a Ex o e são em um impac o nega i o com o desempenho académico (Nechi a e al., 2015).
Des a o ma o mula-se a e cei a hipó ese:
Hipó ese 3: A Ex o e são es á nega i amen e elacionada com o desempenho académico dos alunos AFA.
Um es udo ealizado com mili a es alemães, com o in ui o de pe cebe a in luência da expe iência mili a no
desen ol imen o dos a o es da pe sonalidade, concluiu que pessoas com baixos ní eis de Amabilidade, Neu o icismo e
Abe u a à Expe iência du an e o ensino secundá io êm maio adesão à ca ei a mili a depois de se g adua em. Após o
eino mili a es as pessoas ap esen am ní eis de Amabilidade mais baixos. Conclui ambém que os ní eis de
Conscienciosidade são mais ele ados pa a mili a es com mais empo de se iço mili a (Jackson e al., 2012).
Com es e úl imo es udo o mula-se a qua a e quin a hipó ese:
Hipó ese 4: Os alunos mais mode nos
1
êm índices de Amabilidade mais al os que os alunos mais an igos.
Hipó ese 5: Os alunos mais an igos ap esen am ní eis de Conscienciosidade mais ele ados.
Rela i amen e à esiliência, segundo um es udo ealizado po Fon es e Azzi (2012) que in es iga as elações en e
au oe icácia e esiliência ao longo das di e en es e apas do ciclo de ida, demons a que, na componen e académica, os
alunos que ap esen am esiliência ele ada endem a e desempenhos mais ele ados, e na componen e o ganizacional,
os abalhado es com ní eis de esiliência mais ele ados ap esen am melho es desempenhos. Es udo es e que con i ma
ou o es udo ealizado po Lu hans e al (2004) que in es iga a elação en e o capi al psicológico dos chineses com o seu
desempenho. Conclui-se ambém que os indi íduos que demons am um desempenho mais ele ado êm ní eis de
esiliência maio es.
Fo mulam-se assim as seguin es hipó ese:
Hipó ese 6: A esiliência es á posi i amen e elacionada com o desempenho.
Hipó ese 6a: A esiliência es á posi i amen e elacionada com o desempenho académico.
Hipó ese 6b: A esiliência es á posi i amen e elacionada com o desempenho ísico.
Hipó ese 6c: A esiliência es á posi i amen e elacionada com o desempenho mili a
Hipó ese 6d: A esiliência es á posi i amen e elacionada com o desempenho o al.
Emílio e Ma ins (2012) almeja am iden i ica e desc e e as pe ceções de esiliência e de au oconcei o p o issional
em polícias mili a es. Concluí am que os policias mili a es possuíam bons ní eis de esiliência sendo, po an o, capazes
de de on a as ad e sidades e de ap ende com elas.
Fo mula-se assim a seguin e hipó ese des e es udo:
Hipó ese 7: Os alunos mais an igos ap esen am índices de esiliência mais ele ados.
1
Alunos que são mais ecen es na AFA
5
Relacionando a esiliência com os Big Fi e, um es udo ealizado po Nakaya, Oshio e Kaneko (2006) com o in ui o
de co elaciona a escala de esiliência de adolescen es com os Big Fi e, encon a am elações en e a esiliência e ês
a o es da pe sonalidade, sendo es es o Neu o icismo, a Abe u a à Expe iência e a Ex o e são. Conclui-o que o
Neu o icismo es á nega i amen e co elacionado com a esiliência, e a Abe u a à Expe iência e a Ex o e são es am
posi i amen e co elacionados com a esiliência. De modo a con i ma e a complemen a es as conclusões, um ou o
es udo com o mesmo obje i o de elaciona a esiliência e a pe sonalidade mas ambém elaciona com o coping e
sin omas psiquiá icos em jo ens adul os, conclui que a esiliência es á nega i amen e associada ao Neu o icismo e
posi i amen e associada com à Ex o e são e com a Conscienciosidade (Campbell-Sills, Cohan e S ein, 2006).
Des e modo o mulam-se as seguin es hipó eses:
Hipó ese 8: A esiliência es á elacionada com os a o es dos Big Fi e.
Hipó ese 8a: A esiliência es á nega i amen e associada ao Neu o icismo.
Hipó ese 8b: A esiliência es á posi i amen e associada à Abe u a à Expe iência.
Hipó ese 8c: A esiliência es á posi i amen e associada à Ex o e são.
Hipó ese 8d: A esiliência es á posi i amen e associada à Conscienciosidade.
2 Me odologia.
Com base nas ca ac e ís icas des e es udo op ou-se po uma me odologia quan i a i a de ecolha de análise de
dados, en o sido u ilizado o Inqué i o po Ques ioná io como on e de aquisição de dados. Como nes e abalho de
in es igação são es udados a componen e da pe sonalidade e a componen e da esiliência, elacionando-os com o
desempenho, oi necessá io jun a dois Inqué i os po Ques ioná io pa a a alia es as duas componen es.
2.1 Amos a
A in es igação e e como público-al o os alunos da AFA que equen am o Cu so de Mes ado em Ae onáu ica
Mili a (CMAM) do 2º ao 5º ano, no ano le i o de 2016/2017, cons i uído po 77 alunos. O 1º ano oi excluído des e es udo
pelo ac o de ainda não se encon a em disponí eis a aliações das cadei as que equen am.
Nes e es udo as idades dos pa icipan es êm um mínimo de 18 anos e um máximo de 29 anos, sendo que di idem-
se em PILAV (n=39), ADMAER (n=11), ENGAER (n=7), ENGEL (n=14), ENGAED (n=3) e MED (n=3). Os pa icipan es
o am di ididos consoan e o ano de cu so que equen am: 2ºano (n=23), 3º ano (n=15), 4º ano (n=18) e 5º ano (n=21).
2.2 P ocedimen o
O ques ioná io oi subme ido online pa a os alunos a a és da e amen a do Google, o Google Fo ms. Es e es e e
disponí el no início do mês de janei o de 2017 pa a o seu p eenchimen o. Com o ques ioná io oi acul ado ambém um
ichei o com as no as académicas, ísicas e de mé i o mili a co esponden es a cada aluno, pa a que indi idualmen e cada
aluno pudesse inse i as no as no ques ioná io man endo semp e a o al con idencialidade dos alunos. Após os alunos
e em espondido aos ques ioná ios oi ei a uma análise a o ial, uma análise da iabilidade e es ou-se a sensibilidade dos
ques ioná ios. Após es as ês análises p ocedeu-se pa a a análise desc i i a, o es e de co elação de Pea son, o es e -
s uden , e inalmen e oi ei a uma eg essão linea com o in ui o de ob e modelos explica i os do desempenho e da
esiliência.
2.3 Ins umen o
O ins umen o u ilizado baseia-se no Modelo dos Cinco Fa o es de Hu z e al (1998), endo es e 64 adje i os.
Pos e io men e es e modelo oi eduzido pa a apenas 25 adje i os di ididos (Filho e al., 2012) em 5 subescalas
(Ex o e são, Amabilidade, Conscienciosidade, Neu o icismo e Abe u a à Expe iência). Es es adje i os complemen am o
enunciado “Sou uma pessoa…”. Foi usada uma escala de Like de cinco pon os, sendo 1 = Disco do o almen e e 5 =
Conco do o almen e. Os i ens do ins umen o encon am-se na abela seguin e, sendo que os i ens Sossegada, Tímida e
Inibida o am in e idos pa a a pos e io análise dos dados.

6
Tabela 1: i ens da Pe sonalidade
Fa o
Ex o e são
Amabilidade
Conscienciosidade
Neu o icismo
Abe u a à
Expe iência
I ens
Comunica i a
Sossegada
Tímida
Desemba açada
Inibida
Amá el
Gen il
Simpá ica
Bondosa
Comp eensi a
Dedicada
Es o çada
Responsá el
O ganizada
Cuidadosa
Pessimis a
Dep imida
Insegu a
Ansiosa
Abo ecida
C ia i a
A ís ica
Filosó ica
A en u ei a
Audaciosa
Rela i amen e à esiliência o ins umen o baseia-se na Resilience Scale (RS) de Wagnild e Young (1993), endo sido
adap ada pa a a cul u a po uguesa po Felguei a, Fes as e Viei a (2010). Os i ens es ão escalados em se e pon os de 1,
disco do o almen e, a 7, conco do o almen e. Es es i ens es ão ep esen ados de o ma posi i a, o alizando um o al de
24 i ens di ididos em 5 a o es (Pe se e ança, Au ocon iança, Se enidade, Sen ido de ida e Au o-su iciência. O a o 1
(Pe se e ança) inclui os i ens 1, 2, 8, 9, 22 e 23, o a o 2 (Au ocon iança) inclui os i ens 13, 14, 16, 17, 18, 19 e 21, o a o
3 (Se enidade) inclui os i ens 4, 5, 11 e 15, o a o 4 (Sen ido de ida) inclui os i ens 7, 10, 12, 20 e 24 e o a o 5 (Au o-
su iciência) inclui os i ens 3 e 6.
3 Resul ados
3.1 Análise das Qualidades Psicomé icas dos Ins umen os
P ocedeu-se a uma alidação dos modelos p opos os pa a o ques ioná io dos Big Fi e (Filho e al., 2012) e pa a
o ques ioná io Resilience Scale (RS) (Felguei as, Fes as e Viei a, 2010), pa a e i ica se os a o es o iginais se man inham
nes e no o con ex o, e se os ins umen os ap esen am boas qualidades psicomé icas.
3.1.1 Big Fi e
Tendo em con a a análise de iabilidade e a análise a o ial p opôs-se um ins umen o adap ado como se pode
e i ica na seguin e abela onde são ap esen ados os i ens que o am e i ados de cada a o .
Tabela 2: Ins umen o Adap ado dos Big Fi e
I ens que se man êm
I ens excluídos
α
Ex o e são
1,3
2,4,5
0.58
Amabilidade
6,7,8,9,10
0.81
Conscienciosidade
11,12,13,15
14
0.74
Neu o icismo
16,17,18,19,20
0.66
Abe u a à Expe iência
21,22,24,25
23
0.69
3.1.2 Resiliência
Tendo em con a a análise a o ial e a análise de iabilidade p opôs-se um ins umen o adap ado. A Resiliência
To al e e e-se ao soma ó io das pon uações das espos as de cada indi iduo (classi icando-o como mais ou menos
esilien e).
Tabela 3: Ins umen o Adap ado da Resiliência
I ens que se man êm
I ens excluídos
α
Fa o 1
2,5,7,17,18
0.75
Fa o 2
15,16,22,23
0.71
Resiliência To al
1 a é 23
24
0.80
No a: Fa o 1 = Au ocon iança/Au o-E icácia, Fa o 2 = O imismo/Pe se e ança
7
3.2 Análise Desc i i a
Ve i ica-se que a média das no as inais dos alunos é de M = 14.28 e que a ia en e Min = 11.21 e Max = 16.46.
A média mais al a é a de Educação Física M = 15.64 com o Min = 11.69 e um Max = 19.56, e a média mais baixa é a de
Mé i o Mili a M = 13.58 com o Min = 10.95 e um Max = 15.48. O Desempenho Académico ap esen a uma média de M =
13.88. Rela i amen e aos Big Fi e, as médias da Ex o e são, Amabilidade, Conscienciosidade, Neu o icismo e Abe u a
à Expe iência são espe i amen e M = 3.55, M = 4.01, M = 4.17, M = 2.13 e M = 3.26. Conclui-se que os alunos êm
alo es mais baixos de Neu o icismo e mais ele ados de Conscienciosidade e Amabilidade. Rela i amen e à esiliência,
e i ica-se que os alunos êm uma média ele ada de esiliência M = 127.48, sendo que ap esen a um Max = 156, que é
bas an e ele ado, e um Min = 94.
3.3 Co elação en e Va iá eis
Pa a e e ua a co elação en e as a iá eis oi u ilizado o Coe icien e de co elação de Pea son. Com a análise
da abela seguin e e i ica-se a exis ência de co elação signi ica i a (p≤0.05) en e a Média Académica e a
Conscienciosidade. A Média de Mé i o Mili a co elaciona-se signi ica i amen e com a Conscienciosidade (p≤0.05) e com
o Neu o icismo (p≤0.01).
Tabela 4: Co elação en e Desempenho e os Fa o es
Conscienciosidade
Neu o icismo
Média Académica
0.26*
Média de Mé i o Mili a
0.23*
0.32**
** p≤0.01 e * p≤0.05
Rela i amen e às co elações signi ica i as das Médias Académica, de Educação Física e de Mé i o Mili a com
os i ens que desc e em os aços dos cinco a o es dos Big Fi e, e i ica-se que os i ens que se co elacionam
signi ica i amen e com a Média Académica são o i em 11 – Dedicada (p≤0.01) e o i em 12 – Es o çada (p≤0.05).
Rela i amen e à Média de Educação Física, apenas o i em 12 – Es o çada ap esen a uma co elação signi ica i a (p≤0.05).
Finalizando, os i ens que se co elacionam signi ica i amen e com a Média de Mé i o Mili a são o I em 11 – Dedicada
(p≤0.05), o i em 17 – Dep imida (p≤0.01) e o i em 18 – Insegu a (p≤0.01).
3.4 Di e enças de Médias
Pa a es a se as médias das amos as são ou não signi ica i amen e di e en es ealizou-se o es e -s uden
(Ma ôco, 2014). Pa a a Média Final e i icou-se que o único a o que mos ou uma di e ença signi ica i a oi a
Conscienciosidade (p≤0.05). Os alunos do g upo abaixo da Média Final ap esen am uma média de Conscienciosidade
signi ica i amen e mais baixa (M = 4.01) do que os alunos acima da Média (M = 4.33). Rela i amen e à No a Académica
e i ica-se a exis ência de di e enças signi ica i as no a o Conscienciosidade (p≤0.05). Os alunos com No a Académica
acima da Média ap esen am ní eis de Conscienciosidade (M = 4.33) signi ica i amen e supe io es do que os alunos com
médias mais baixas (M = 4.01). As di e enças signi ica i as na No a de Mé i o Mili a pa a (p≤0.01) conclui-se que os alunos
com Média de Mé i o Mili a mais ele ada (M = 2.31) ap esen am ní eis de Neu o icismo signi ica i amen e supe io es do
que os alunos com médias mais baixas (M = 1.88).
3.5 Modelos Explica i os
Pa a ob enção des es modelos explica i os oi usada a écnica de eg essão linea . A abela 5 ap esen a os ês
modelos ob idos com o Desempenho Académico como a iá el dependen e. Ve i ica-se que o a o dos Big Fi e p edi o
do Desempenho Académico é a Conscienciosidade. Dos i ens dos Big Fi e apenas o i em 11 – Dedicada se conside a
p edi o . Rela i amen e à Resiliência apenas o i em 4 (Man e -me in e essado nas a i idades do dia-a-dia é impo an e
pa a mim) e o i em 12 ( i o um dia de cada ez) são p edi o es do Desempenho Académico, sendo que o i em 12 é
nega i o.
8
Tabela 5: Compa ação de Modelos de Reg essão pa a o Desempenho Académico
Modelo Explica i o
𝑅2𝑎
Big Fi e
Conscienciosidade
0.056
11 – Dedicada
0.147
Resiliência
I em 4
I em 12
0.164
A abela 6 ap esen a os ês modelos ob idos com o Desempenho Mili a como a iá el dependen e. Ve i ica-se
que os a o es dos Big Fi e p edi o es do Desempenho Mili a são a Conscienciosidade e o Neu o icismo. Dos i ens dos
Big Fi e o i em 11 – Dedicada (Conscienciosidade) e o i em 18 – Insegu a (Neu o icismo) conside am-se p edi o es.
Rela i amen e à Resiliência o i em 8 (Sou amigo de mim p óp io), o i em 12 ( i o um dia de cada ez), i em 21 (A minha
ida em sen ido) e o i em 17 (A con iança em mim p óp io ajuda-me a lida com si uações di íceis) são p edi o es do
Desempenho Mili a , embo a de o ma nega i a. Apenas o i em 21 é posi i o.
Tabela 6: Compa ação de Modelos de Reg essão pa a o Desempenho Mili a
Modelo Explica i o
𝑅2𝑎
Big Fi e
Conscienciosidade
Neu o icismo
0.139
18 - Insegu a
12 - Dedicada
0.221
Resiliência
I em 8
I em 12
I em 21
I em 17
0.203
Na en a i a de explica a Resiliência To al em unção dos a o es dos Big Fi e, a Resiliência o al oi in oduzida
como a iá el dependen e e os a o es dos Big Fi e como a iá eis independen es. Ob e e-se apenas um modelo capaz
de explica 47% da a iância da Resiliência. Ve i icou-se que a Abe u a à Expe iência (p≤0.01), a Amabilidade (p≤0.01) e
o Neu o icismo (p≤0.01) são bons p edi o es dos ní eis de Resiliência dos alunos da AFA. Apenas o Neu o icismo é
nega i o.
4 Discussão dos esul ados
Hipó ese 1
Segundo o modelo explica i o do Desempenho Académico, e i icou-se que a Conscienciosidade é um p edi o
do Desempenho Académico e do Desempenho mili a dos alunos da AFA. A Conscienciosidade em uma co elação
signi ica i a com o Desempenho Académico e Mili a . Os alunos com médias inais e médias académicas mais ele adas
ap esen am ní eis de Conscienciosidade signi ica i amen e supe io es aos alunos com médias mais baixas. Foi ambém
e i icado que o i em 11-Dedicada (pe encen e à Conscienciosidade) em uma co elação signi ica i a com o Desempenho
Académico e o Desempenho Mili a , o i em 12-Es o çada (pe encen e à Conscienciosidade) em uma co elação
signi ica i a com o desempenho académico e o i em 13-Responsá el (pe encen e à Conscienciosidade) em uma
co elação signi ica i a nega i a com o desempenho ísico. Des a o ma é possí el con i ma as hipó eses 1a, 1c e
1d, ejei ando a hipó ese 1b.
Hipó ese 2
Es a hipó ese oi ejei ada po não e em sido e i icados esul ados signi ica i os e e en es à elação da
Amabilidade com o desempenho académico.
Hipó ese 3
Es a hipó ese oi ejei ada po não e em sido e i icados esul ados signi ica i os e e en es à elação da
Ex o e são com o desempenho académico. Os esul ados ob idos com a Ex o e são indiciam que os alunos com ní eis
de Ex o e são mais ele ados ap esen am um desempenho ísico mais baixo do que os alunos com ní eis de Ex o e são
mais baixo.
Hipó ese 4 e 5
Es as duas hipó eses o am ejei adas po não e em sido ob idos esul ados signi ica i os e e en es à
Amabilidade, no caso da hipó ese 4, e à Conscienciosidade, no caso da hipó ese 5, com a an iguidade dos alunos da AFA.
Os esul ados ob idos ela i os à an iguidade dos alunos e elam que os alunos do 4º ano demons am ní eis de
9
Neu o icismo mais ele ados que os es an es dos alunos. Embo a não enha sido pos ulado nas hipó eses, e i icou-se
que o Neu o icismo ambém se elaciona com o Desempenho Mili a , ou seja, segundo o modelo explica i o o Neu o icismo
conside a-se um p edi o do Desempenho Mili a ap esen ando uma co elação signi ica i a. Os alunos mais neu ó icos
e elam um Desempenho Mili a mais ele ado e ice- e sa. Co elacionando os i ens do Neu o icismo com o Desempenho
Mili a ob e e-se que os i ens 17 (Dep imida) e 18 (Insegu a) ap esen am uma co elação signi ica i a com o desempenho
mili a . Hipó ese 6 e 7
A hipó ese 6 oi ejei ada uma ez que apenas um dos qua o i ens que ap esen a am uma elação é posi i o, ou
seja, o i em 21 é o único que ap esen a uma elação posi i a com o desempenho mili a e os es an es i ens (i ens 8, 12 e
17) ap esen am uma elação nega i a com o desempenho mili a . Rela i amen e ao desempenho académico apenas dois
i ens ap esen am uma elação, sendo que o i em 12 ap esen a uma elação nega i a e o i em 4 uma elação posi i a. No
desempenho ísico não ap esen ou qualque elação. Resumindo, pa a a hipó ese 6 não o am e idenciados dados
su icien es pa a alida a hipó ese. Pa a a hipó ese 7 não o am e idenciadas quaisque elações, ou seja, ambém oi
ejei ada.
Hipó ese 8
Segundo o modelo explica i o ob ido pela Reg essão Linea o Neu o icismo e a Abe u a à Expe iência
conside am-se p edi o es da Resiliência To al. Na co elação en e as a iá eis, a Conscienciosidade ap esen a uma
co elação signi ica i a com a Resiliência To al e com o Fa o 1 (Au ocon iança/Au oe icácia) da Resiliência, a Abe u a à
Expe iência ap esen a uma co elação signi ica i a com a Resiliência To al e com o Fa o 2 (O imismo/Pe se e ança) da
Resiliência e o Neu o icismo ap esen a uma co elação signi ica i a nega i a com a Resiliência To al, com o Fa o 1
(Au ocon iança/Au oe icácia) e com o Fa o 2 (O imismo/Pe se e ança) da esiliência. Des a o ma con i ma-se as
hipó eses 8a, 8b e 8d e ejei a-se a hipó ese 8c po não e em sido ob idos esul ados e e en es à Ex o e são.
5 Conclusão
De modo a esponde à pe gun a de pa ida“ Se á que os Cinco Fa o es da Pe sonalidade e a Resiliência dos
alunos da Academia da Fo ça Aé ea êm in luência no seu desempenho?”, o am desen ol idos um obje i o ge al e ês
obje i os especí icos. O obje i o ge al isa pe cebe se exis e uma in luência dos cinco a o es da pe sonalidade e da
esiliência no Desempenho Académico, Físico e Mili a nos alunos da AFA. Com is o p e ende-se e i ica se os obje i os
inicialmen e p opos os o am cump idos.
O p imei o obje i o especí ico isa iden i ica quais os a o es dos Big Fi e e da Resiliência, que se
ap esen am como p edi i os do Desempenho Académico, Físico e Mili a dos alunos da AFA. Rela i amen e ao
Desempenho Académico e i icou-se que o a o Conscienciosidade é um p edi o do Desempenho Académico dos alunos
da AFA. De modo a ap o unda es a conclusão e i icou-se que, mais especi icamen e, o i em 11 – Dedicada dos Big Fi e
é p edi o do Desempenho Académico. Rela i amen e à Resiliência os i ens que se conside am p edi o es do Desempenho
Académico são o i em 4 (Man e -me in e essado nas a i idades do dia-a-dia é impo an e pa a mim) e o i em 12 ( i o um
dia de cada ez). Es es dois i ens da Resiliência ap esen a am a capacidade explica i a mais ele ada ela i amen e ao
Desempenho Académico dos alunos da AFA com um alo de 16%. Ou seja, pode-se conside a que es e úl imo modelo
de explicação é o melho .
Rela i amen e ao Desempenho Mili a e i icou-se que a Conscienciosidade e o Neu o icismo são os a o es dos
Big Fi e que melho p edizem o Desempenho Mili a dos alunos da AFA. Mais uma ez ap o undou-se es e modelo de
modo a e i ica se os i ens da pe sonalidade se conside a am p edi o es do desempenho e concluiu-se que o i em 11 –
Dedicada (pe encen e ao a o Conscienciosidade) e o i em 18 – Insegu a (pe encen e ao a o Neu o icismo) são
p edi o es do Desempenho Mili a . Na Resiliência e i icou-se que o i em 8 (Sou amigo de mim p óp io), o i em 12 ( i o
um dia de cada ez), o i em 17 (A con iança em mim p óp io ajuda-me a lida com si uações di íceis) e o i em 21 (A minha
ida em sen ido) são p edi o es do Desempenho Mili a , embo a de o ma nega i a à exceção do i em 12. Os i ens 11 –
Dedicada e 12 – Insegu a e e en es aos Big Fi e, ap esen am a pe cen agem mais ele ada (22%), ou seja, conside a-se
o melho modelo explica i o.
No Desempenho Físico não se e i icou qualque a o p edi o que pudesse explica o Desempenho Físico.
O segundo obje i o especí ico p e endia pe cebe se a esiliência dos alunos da AFA aumen a a ao longo dos
anos. Es e obje i o especi ico não oi p o ado nes e es udo pois não se e i icou nenhuma elação signi ica i a en e as
duas a iá eis.
O e cei o obje i o especí ico p e endia e i ica se exis em al e ações nas dimensões da Pe sonalidade
dos alunos da AFA ao longo dos anos de cu so. Ve i icou-se que exis e uma di e ença signi ica i a em apenas um a o
dos Big Fi e, o Neu o icismo. Com es e es udo oi possí el cons a a que os alunos do 4º ano ap esen am índices de
Neu o icimo signi ica i amen e mais ele ados que os es an es alunos, ou seja, não é possí el e i a uma conclusão pa a
es e ac o.
Em jei o de conclusão, e apesa do segundo e e cei o obje i os especí icos não e em sido alcançados a
pe gun a de pa ida “Se á que os Cinco Fa o es da Pe sonalidade e a Resiliência dos alunos da Academia da Fo ça Aé ea