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RECITAL DE VIOLINO: REFLEXÃO CRÍTICA SOBRE O PROGRAMA

Abstract

Com esta abertura interpretativa, uma questão se levanta: com tanta variedade de estilo, qual devemos seguir? Será que teremos que seguir algum de todo? Ou será meramente uma questão de expressividade? Onde se encontra a fronteira entre a maneira do intérprete interagir e responder ao estímulo musical proposto pelo compositor e o seu próprio background cultural e emocional?

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RECITAL DE VIOLINO: REFLEXÃO CRÍTICA SOBRE O PROGRAMA

Author: SÁROSI, ÁGNES
Publisher: Academia Nacional Superior de Orquestra
Year: 2019
Source: https://comum.rcaap.pt/bitstreams/de0f0e1c-3eac-4656-85a3-99b069a5104a/download
P o aspúblicaspa aob ençãodoTí ulodeEspecialis a
RECITALDEVIOLINO
ÁGNESSÁROSI
Fe e ei ode2019
ACADEMIA NACIONAL SUPERIOR DE ORQUESTRA
REFLEXÃO CRÍTICA SOBRE O PROGRAMA DE RECITAL PARA OBTENÇÃO DO
TÍTULO DE ESPECIALISTA POR PROVA PÚBLICA
ÁGNES SÁROSI
Se emb o de 2019
Indice
In odução!
3"
MSP s HIP!
4"
Bach uma escolha sen imen al!
9"
Algumas peculia idades na análise da Ciaccona!
10"
Bach s Bibe :!
11"
P og ama!
15"
Bibliog a ia!
16
“The e is no hing ha music canno do, as long as i emains music.”
W.A. Moza
“I musicologis s a e no asked o pe o m why a e pe o me s equi ed o w i e?”
Do o ya Fabian
1
In odução"
No seu li o “A Musicology o Pe o mance”, Do o ya Fabian en a iza es a dico omia
en e a “pala a esc i a” e a nossa ap eciação de música p imo dialmen e audi i a e de
pe cepção mul i-modal. As es elas azem música ao gi a , o co po do iolino esponde à
oscilação das co das e ambém nós espondemos com o swing do nosso co po. É
de ido a essa essonância imedia a que a desc ição de enómenos musicais se a igu a
es anhamen e dis anciada. Ao ou i mos o can o do cuco pa ece-nos um pseudónimo
desnecessá io a classi icação de algo ão mundano como uma “ e cei a meno ”."
Se nos de i e mos p imo dialmen e no analí ico, no esc i o ou no que conseguimos
e baliza , e a endendo a que a uição musical en ol e quase odas as zonas do cé eb o,
es a emos a limi a o nosso po encial pe cep i o, uma ez que endencialmen e i emos
p ocu a o que conseguimos a e i , medi , quando na maio ia das ezes es amos a lida
com dados não mensu á eis e ima e iais. Não obs an e, qualque disciplina necessi a de
semelhan e linguagem especializada e a música não se o nou uma excepção."
3
Fabian,Do o ya A Musicology o Pe o mance ,Theo y and Me hod Based on Bach’s Solos o
1
Violin, Camb idge, UK: Open Book Publishe s, 2015. p.63
“To niamo all’an ico: sa à un p og esso.”
G. Ve di
MSP s HIP"
O con li o en e o no o e o elho é in empo al. Dele nascem a e olução his ó ico-social,
as descobe as cien í icas e écnicas, o mo imen o das ideias no campo da iloso ia, da
polí ica, da a e, da eligião. Conhece é analisa as con adições en e o no o e o elho e
a o ma como o am esol idas no passado, ou como podem se esol idas no p esen e
e, p ospec i amen e, no u u o."
Du an e o meu pe cu so o ma i o, p incipalmen e no pe íodo da minha in ância e
ju en ude, como consequência do egime di a o ial no qual i ia (di adu a comunis a) as
ques ões ideológicas e es é icas o çosamen e não se dissocia am das ques ões
a ís icas e pedagógicas. Nesse pe íodo, o ideal es é ico da escola iolinís ica ussa oi-
nos ansmi ido como e dade absolu a. A pu eza e uni o midade sono a ob idos a a és
de um ib a o e a cadas uni o mes, a edução ao mínimo de in lexões de modo a
p omo e os aseados longos, o nou-se no que se i ia a denomina Mains eam
Pe o mance (MSP)."
Quando aos dezoi o anos ing esso na Academia F anz Lisz em Budapes e, sou
con on ada com uma co en e pedagógica e a ís ica pa alela, denominada His o icaly
In o med Pe o mance (HIP). Es a co en e, apesa de no a pa a mim, já há mui o e a
explo ada. Es e e i alismo his ó ico quando su ge como al e na i a eal ao MSP na
úl ima me ade do séc. XX, ep esen ou uma adição al e na i a, mui as ezes
desap eciado pelo mains eam musical e académico. Nes a al u a, a p ocu a cien í ica de
e dades absolu as e a p eocupação com as in enções do composi o e na sua co ec a
4

edição e a uma p io idade (U ex ). Reina a o ideal u ópico de que a unção do in é p e e
de e ia se a ec iação his o icamen e exac a a a és das edições c í icas de um
composi o já alecido, almejando des e modo plasma os seus in ui os."
Es a co en e e a diame almen e di e en e da MSP, não só a ní el écnico em
consequência da u ilização de ins umen os da época, mas ambém pela sua idade
sono a e es ilís ica das in e p e ações."
Aos poucos deu-se uma consciencialização da p oblemá ica da ep odução de uma ob a
musical, uma ez que mesmo numa in e p e ação, digamos, pe ei a, semp e i ia al a o
“aqui e ago a” da época da sua ei u a. Essas dú idas sob e a e dadei a possibilidade
de in ui com p ecisão an os dados subjec i os ace ca das e dadei as in enções do
composi o , ab iu caminho a di e en es in e p e ações."
Em ge al, a música ba oca o nou-se mais deco a i a nas suas o namen ações e do ada
de uma maio libe dade í mica. A a iabilidade na escolha de a cadas e a iculações,
uma pulsação mais incada e um espec o mais amplo de co es do ou-a de uma maio
ousadia e p o undidade in e p e a i as. O abandono de dogmas e e dades absolu as
(apesa da manu enção do igo no espei o pelos manusc i os dos composi o es assim
como pelos a ados da época) possibili a o desb a a de um caminho apaixonan e,
exp essi o e ousado."
Com es a abe u a in e p e a i a, uma ques ão se le an a: com an a a iedade de es ilo,
qual de emos segui ? Se á que e emos que segui algum de odo? Ou se á me amen e
uma ques ão de exp essi idade? Onde se encon a a on ei a en e a manei a do
in é p e e in e agi e esponde ao es ímulo musical p opos o pelo composi o e o seu
p óp io backg ound cul u al e emocional?"
5
Enquan o p o esso es, ou como jú is de concu sos, é no mal e mos as nossas
con icções a ís icas em espei o ao que ac edi amos de e se o modo como de e soa
de e minado composi o . No en an o, o que é con incen e numa dada in e p e ação,
pode á se es anho nou a. É uma e idência empá ica que di e sas ge ações ac edi em
es a a se i as in enções do composi o apesa de ap esen a em in e p e ações
comple amen e dis in as.
A in e p e ação musical muda cons an emen e po que o gos o e a imaginação ambém
muda. Gus a Leonha d pensa sob e a imaginação o seguin e: “…as mudanças ei as
nos úl imos cinquen a anos, são baseadas no ac o da imaginação e mudado.(…)nos
úl imos cinquen a anos, começámos g adualmen e a e que a música Ba oca (…) é
mais exp essi a do que a música Român ica, mas mais nos de alhes do que nas longas
linhas. Com isso, desen ol eu-se uma écnica, não po si só, mas po que o p opósi o
mudou, de ido à nossa imaginação musical e mudado comple amen e.”2
Quando á ios especialis as no mo imen o HIP, en e eles Nicolaus Ha noncou ,
começa am a di igi o ques as sin ónicas de g ande dimensão no início dos anos 1980,
oi possí el aquila a a ansmissibilidade do es ilo HIP aos ins umen os mode nos.
O meu in e esse e cu iosidade num conhecimen o his o icamen e undamen ado das
ob as pa a iolino solo le ou-me à análise de alguns in é p e es nos quais e i iquei uma
e idência cla a de um c osso e de es ilos.
O p imei o ins umen is a a g a a com a co ba oco oi Se giu Luca em 1977 (J.S.Bach
The Sona as and Pa i as o Unaccompanied Violin, BWV 1001-1006. Ba oque iolin.
Comple e se . Nonesuch 7559-73030-2. Violino Nicolo Ama i,1669 wi h au hen ic i ings
and bow).
Leonha d , Gus a ,” One Should no Make a Rule”: Gus a Leonha d on Ba oque keyboa d
2
playing’, in Inside Ea ly music: Con e sa ions wi h Pe o me s, ed.by Be na d D. She man, New
Yo k: Ox o d Uni e si y P ess, 1997
6
Seguiu-se Rachel Ba on Pine em 2007.Ba oque bow. Comple e se . Conce , Mon eal
Chambe Music Fes i al: ‘The majes y o Bach: The comple e six Sona as and Pa i as’,
May 12, 2007(p i a e eco ding sou ced om he a is ).3
AVic o ia Mullo a g a ou as 6 Solo Sona as e Pa i as em 2009,(Onyx Classics 4040)
Nes a g a ação, além do a co ba oco ambém u iliza co das de ipa.
Como consequência da minha cu iosidade nes e c osso e de es ilos, pa e da minha
in es igação le ou-me a ês nomes de e e ência, que, na minha opinião ep esen am a
eli e do mains eam e, simul aneamen e, são o emen e in luenciadas e conhecedo as do
HIP: Vic o ia Mullo a, Isabelle Faus e Alina Ib agimo a.
Apesa de se em de ge ações dis in as, g a am e ocam conce os com ins umen os
mode nos assim como com ins umen os da época.
Vic o ia Mullo a (1959) es udou nos conse a ó ios So ié icos onde e e como p o esso
Leonid Kogan en e ou os. Vencedo a do Concu so Sibelius em 1980, medalha de ou o
no concu soTchaiko sky em 1982 an es de emig a em 1983. In e nacionalmen e
econhecida como solis a de e e ência (MSP) a é que numa g a ação da ada de 2007
su p eendeu com a g a ação das 6 Solo Sona as e Pa i as (Onyx) e uma o e in luência
HIP, não só em ques ões in e p e a i as mas ambém na u ilização de a co ba oco e
co das de ipa.
Isabelle Faus (1972) é uma das mais o iginais iolinis as do pano ama musical ac ual.
Te e como p incipal p o esso Dénes Zsigmondy. Isabelle Faus além de uma in é p e e
b ilhan e, é econhecida pela sua ex ao diná ia e sa ilidade in e p e a i a. Explo a
idiomas e epe ó ios musicais díspa es, inclusi e música con empo ânea. Colabo a com
os p incipais especialis as de música ba oca, en e os quais o c a is a And eas S aie
Fabian, Do o ya A Musicology o Pe o mance, Theo y and Me hod Based on Bach’s Solos o
3
Violin, Camb idge, UK: open Book Publishe s, 2015. p.307
7
que a coadju ou na p epa ação e g a ação das ob as solo de J.S. Bach.
Alina Ib agimo a (1985) iniciou os seus es udos musicais na Rússia endo p osseguido a
sua o mação pos e io men e em Ingla e a, nomeadamen e na Menuhin School, Guildhall
School e no Royal College o Music. É a única das ês iolinis as que e e o mação
simul ânea de MSP e HIP, o que é e elado do seu in e esse no pe íodo ba oco, sendo
mesmo a undado a do Chia oscu o, um qua e o de co das com ins umen os da época.
A lis a de in é p e es que ac ualmen e seguem um caminho simila é as a; no en an o,
escolhi es as ês in é p e es po conside a as suas in e p e ações, apesa de dis in as,
ex ao dina iamen e in e essan es e onde cada uma ap esen a uma pe sonalidade
a ís ica ímpa .
8
P og ama"
H.I.F. on BIBER (1644-1704)
Passagalia em sol meno (1670-1674?)
J.S. Bach (1685-1750)
Pa i a nº2 BWV 1004 em é meno (1720)
Allemanda
Co en e
Sa abanda
Giga
Ciaccona
Ágnes Sá osi - Violino
15

Bibliog a ia"
Dukai Ba nabás és Áb aham Má a, Részle ek az Ö ökké alósagból, BioBach-Music
Köny -és Zenemükiadó B ,2017 Budapes
Fabian, Do o ya, A Musicology o Pe o mance, Theo y andMe hod Based on Bach’s
Solos o Violin, Camb idge, UK: open Book Publishe s, 2015.
Leonha d , Gus a , “One Should no Make a Rule”: Gus a Leonha d on Ba oque
Keyboa d Playing’, in Inside Ea ly Music: Conse a ions wi h Pe o me s, ed. by Be na d
D. She man, New Yo k: Ox o d Uni e si y P ess, 1997
16
Mode nised U ex Passagalia
Passagalia
Violino Solo
Salzbu g 1670-1675?
Hein ich Ignaz F anz on Bibe
1644 – 1704
Published by Johan Tu esson.
Non-comme cial copying welcome
Re ision :1.5
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Passagalia
H.I.F. Bibe (1644-1704)
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Rosenk an z Sona en – Passagalia 5
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