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JOÃO ANDRESEN: O PROJECTO DA CASA RUBEN A
Miguel Mo ei a Pin o
Cen o de Es udos A naldo A aújo, Po ugal
Abs ac
The pape app oaches he house o Mon edo (Viana do Cas elo), which was designed
by he a chi ec João And esen o he w i e Ruben A. in he la e 1940’s. The cu en
con ex o adhe ence o and asse ion o a mode n app oach wi hin Po uguese
a chi ec u e explains he gene al in e p e a ion o a speci ic p og am, he p io i y gi en
o unc ional aspec s as well as he way a building ela es by opposi ion o he
landscape. The con on a ion bo h wi h models o B azilian a chi ec u e and p oposals
by Co busie (pa icula ly he p ojec o he house E ázu iz, in Chile) enable us o
con i m all i s a ional and mode n cha ac e is ics, bu also i s unique and unexpec ed
elemen s. The p ojec a es s he you h o na ional mode n p oduc ion, i s eeble
heo e ical consis ency as well as i s endency o app op ia e and ein en o he s’
schemes, ans o ming hem eely acco ding o i s p oblems.
Fo mado na Escola de Belas A es do Po o em 1948, João And esen (1920/1967)
igu a en e os mais des acados au o es da sua ge ação, apesa do seu pe cu so
ugaz ma cado po deslocações sensí eis en e mode nidade e adição numa
ap oximação ao que em de e minado momen o designou de Tempo Po uguês.
En e os seus abalhos mais ci ados – a Casa Lino Gaspa em Caxias (1953), a
Pousada de Valença (1954) ou o Monumen o ao In an e D. Hen ique (1956), con a-se
ainda a Casa de Fé ias em Mon edo , p óximo de Viana do Cas elo, que And esen
p ojec a no inal da década de 40 pa a o seu p imo, o esc i o Ruben And esen Lei ão.
Sol ei o, Lei o de Po uguês no King´s College em Lond es, apaixonado pelo Al o
Minho, Ruben A. p e endia cons ui uma casa onde não exis isse qualque elação
en e o seu passado e o p esen e, uma casa li e de sen imen os.
Escolhido o local, um e eno a poucos me os do Fa ol de Mon edo , ao
p imo/a qui ec o exigia-lhe ão só que o seu qua o icasse isolado, mesmo den o de
casa. Re úgio absolu o e in ansigen e, ole ando apenas o con ac o com a na u eza e
a paisagem.
Na sua au obiog a ia, O Mundo à Minha P ocu a, Ruben A. eco da as ci cuns âncias
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e as azões mais p o undas que es ão na o igem da encomenda:
“Sabia sem pensa que no mundo ha ia um e úgio único pa a mim, dali podia sai o
meu esqui e, dali eu podia emi i sinais de manda à me da quem me i esse pisado os
calos, bas a a pedi à onca do a ol pa a omi a o ne oei o das ilusões o meu nojo
de uma bílis macilen a. E a um es ado den o do Es ado, um encla e, e i ó io
au ónomo, c ia a uma Ando a, Liech ens eins, bandei a has eada, Mónaco, a mas,
(…). Rei da Minha Mona quia, P esiden e da minha República, Che e Sup emo de
odos os so ie es sup emos, o pensa , o espi a , o i e , o bebe , o o nica , ali
es a am p ojec ados na ealidade. Podia g i a de Impe ado , oupei a dei ando a
cabeça de o a, sim, se eu no inal de con as, ab indo a sessão, pondo o inho e de
na mesa, e omando banhos de ma sem con a, água ia pa a as ideias congela em,
pa a as saudades a i a em. Os amigos do senso comum: Mas u és doido, como ais
cons ui uma casa lá no im do mundo? Eu espondia: Pa a mim é o p incípio do
mundo” (Ruben A., 1994: 230).
Po odas as mo i ações e pela desc ição que dele az, o p og ama da Casa Ruben A.
pa ece en onca na adição canónica de uma sé ie de cons uções que se i am de
e i o e luga à medi ação poé ica e ilosó ica – como a cabana de Hen y Da id
Tho eau que, nas suas p óp ias pala as, “a im de i e em p o undidade e suga oda
a medula da ida”, abandonou a ci ilização e en u nou-se nos bosques do Lago
Walden, onde, numa casa cons uída po ele mesmo, i eu em ín imo con ac o com a
na u eza, en egando-se à con emplação (Cab al, 2009: 8).
Ou o exemplo céleb e é o da Casa de Heidegge em Tod naube g, no sul da
Alemanha. Nela, mais do que uma habi ação, Heidegge encon ou uma companhei a
de diálogo, um in e locu o e um meio que o ajuda a a pensa (Sha , 2008: 14). Um
espaço i al, medido emocionalmen e, um e úgio pa a a e lexão soli á ia, po enciada
pela es ei a elação com a paisagem.
Luga , Na u eza, Memó ia, e am es es os alo es que ambém no caso da Casa
Ruben A. in e essa a a os a e aduzi em p ojec o mas que a a qui ec u a
po uguesa, p eocupada em a i ma -se acional e mode na, di icilmen e pode ia
comp eende .
Num momen o em que en usias icamen e se de ende a aplicação das eses
sus en adas pelos CIAM, não é su p eenden e, e e a a é ine i á el, que o p ojec o
mani es e an es de mais um en usiasmo mode nis a que de e mina o seu desenho e
o ganização.
Miguel Mo ei a Pin o, João And esen: O P ojec o da Casa Ruben A.
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Figu a 1. Casa Ruben A., Mon edo (Ca eço): Fo og a ias,
Plan as e Co e Longi udinal (A qui ec u a, 2.ª Sé ie, nº. 41,
Ma ço de 1952).
A habi ação, de plan a ec angula , é de inida po dois mu os pa alelos que supo am
uma cobe u a ipo bo bole a. Só a cozinha escapa ao pe íme o ixado po es as
pa edes pe mi indo um acesso independen e ao ex e io . Implan ada
pe pendicula men e em elação à penden e do e eno e ao ma , o acesso à mo adia
az-se po um alpend e ab igado sob a laje do qua o p incipal. A sala, de pé-di ei o
duplo, é o ganizada pela a iculação da la ei a com a escada que se e o pa ama de
se iços e a ampa que em sen ido con á io conduz ao qua o localizado no anda .
De aco do com p ecei os do acionalismo mode no, a habi ação assen a numa
disposição cla a e disc iminada das suas unções, ep oduzindo à escala do ogo o
Zoning p omo ido pela Ca a de A enas. De nascen e pa a poen e, em plan a, co e e
alçados, podem dis ingui -se os ês sec o es de um habi a seg egado e no malizado:
a á ea de se iços (cozinha, qua o de banho e qua o de hóspedes) si ua-se a uma
co a in e média que i a p o ei o da opog a ia do lo e, a zona de es a ocupa a á ea
cen al da cons ução e a zona de do mi ins alou-se no mezanino, sob e o alpend e
de en ada que p olonga a sala pa a o ex e io . Os á ios ní eis e a assime ia das
águas de cobe u a a i mam a sepa ação de usos e a sua dis ibuição longi udinal.
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A especialização das á eas da casa, a di isão es u u ada das ac i idades domés icas,
demons am a p io idade a ibuída à unção, que se assume como o p imei o e o mais
impo an e a gumen o na de inição o mal do olume edi icado, a ando-se de o dena
espacial e isualmen e a a qui ec u a de aco do com as a e as pa icula es do
p og ama, o nando-o legí el e acilmen e econhecí el.
O p ojec o da Casa Ruben A. lemb a de imedia o exemplos do mode nismo b asilei o
como a Casa Cha les O ai 1 e mesmo a Casa de Fé ias M. Passos, em Miguel
Pe ei a2, ambas da au o ia de Ósca Niemeye . Podem apon a -se semelhanças com
a Casa Ma hes3 e com a Vila Mand o , de Co busie , ou com as expe iências na
esolução da habi ação em módulos de dimensão mínima, como em Ma selha, mas
com maio e idência eme e pa a o p ojec o da Casa E ázu iz4.
A cons ui em Zapalla , uma es ância balnea na cos a cen al do Chile, o p ojec o
esul a de uma encomenda que lhe é ei a pelo embaixado chileno na A gen ina,
quando Co busie isi a a Amé ica do Sul pela p imei a ez (Vd. Vásquez, 2002).
Assumindo odas as ca ac e ís icas de um edu o pessoal, do encon o com o clien e
Co busie ano ou as seguin es ideias: La cellule, Pou un homme seul.
O enca go inha de encon o a uma das comunicações que ap esen ou em Buenos
Ai es: Une cellule à l’échelle humaine, em que apela a a um no o mé odo de
p ojec a , acional e ca esiano, que em up u a com o passado e com o apoio de
no as écnicas osse capaz de en en a as solici ações de uma no a época
mecanicis a.
Co busie ai anspo a es es p incípios pa a o p ojec o da Casa E ázu iz, que icou
signi ica i amen e egis ado como Habi a ion e en plus un Plan-Type de Pe i e Cellule
de Repos, ans o mando a encomenda de uma casa de im-de-semana numa solução
gené ica, epe í el, uni e salmen e álida, uma máquina de habi a pa a empos de
laze .
Os p imei os esquemas que Co busie ealiza, já em Pa is, e ela am-se con udo
1 Imagens em: <h p://www.ado ocasas.com/casas-de-osca -niemeye /a1943-casa-cha les-
o ai />
2 Imagens em: <h p://www.ado ocasas.com/casas-de-osca -niemeye /a1939-casa-m-passos/>
3 Imagens em: <h p://es.wikia qui ec u a.com/index.php/Casa_en_Les_Ma hes_%28Le_Sex
an %29>
4 Imagens em: <h p://es.wikia qui ec u a.com/index.php/Maison_E %C3%A1zu iz>
Miguel Mo ei a Pin o, João And esen: O P ojec o da Casa Ruben A.
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in iá eis: o es udo p é io não só não se ajus a a à o e penden e do e eno como
não es a am disponí eis no local ecu sos e mão-de-ob a especializada pa a uma
cons ução que se p e endia mode na e como al em be ão a mado.
A solução inal, de Maio de 1930, p opunha dois olumes in e dependen es
cons uídos em mu os de ped a da egião: o p incipal albe ga a a sala e o qua o
si uado no mezanino, a que se acedia po uma ampa de dois lanços que in eg a a a
la ei a. A cobe u a de duas águas con e gen es, no sen ido de ocul a a sua p esença
no desenho dos alçados, e a sus en ada po uma linha in e média de pila es e igas
em madei a. A á ea de se iços e o qua o de hóspedes localiza am-se no olume
anexo, em L. Dispos a pa alelamen e em elação ao ma , a habi ação usu uía de
is as excepcionais sob e o oceano Pací ico.
Sob e a u ilização de ma e iais locais Co busie acaba á po enuncia um a gumen o
decisi o que legi ima a a adopção dos p incípios da A qui ec u a do Mo imen o
Mode no em con ex os sem acesso às mais a ançadas écnicas de cons ução,
a i mando que “La us ici é des ma é iaux n’es aucunemen une en a e à la
mani es a ion d’un plan clai e d’une es hé ique mode ne”.
As coincidências en e os p ojec os da Casa E ázu iz e da Casa em Mon edo são, a
odos os ní eis, e iden es. O mesmo p og ama: La cellule, Pou un homme seul, pa a
empos de laze . As mesmas ci cuns âncias: a si uação pe i é ica, um e eno isolado
sob e o ma . O mesmo con o no e exp essão abs ac izan e. As mesmas limi ações e
con ingências: o uso de ma e iais e p ocessos de cons ução a esanais, o que não
impede, po im, que não pa ilhem da mesma a i ude a i ma i a pe an e a paisagem,
in e indo po oposição em elação à na u eza.
Conscien e ou in olun a iamen e, And esen p ojec a um no á el sucedâneo do Plan-
Type de Pe i e Cellule de Repos, concebido po Co busie , uma solução que p ima
pela sua simplicidade, con enção e unidade, pe mi indo po ém apon a -lhe es e
equí oco: o de negligencia as e en es elú icas a que apela a Ruben A., o de
eduzi o p og ama da casa ao de uma casa- ipo de im-de-semana, o de con undi
laze e escape com um p o undo desejo de e asão e de iden i icação com o luga .
A pa i da compa ação da Casa em Mon edo com a Casa E ázu iz podem
iden i ica -se os mais u gen es in e esses de And esen mas ambém se e pa a
assinala udo o que em de singula e único, e desconce an e.
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Os dois p ojec os são, nas suas ci cuns âncias e apa ência, essencialmen e análogos
mas são na sua esolução inal es u u almen e dis in os:
1. Ausen e em Co busie , subsis e na p opos a de And esen uma p eocupação em
agencia um espaço que p olonga pa a o ex e io a á ea de es a da sala, numa cla a
cedência a modos de habi a adicionais, de ida na ua.
2. Ao in és do que sucede em Zapalla , em que a sala goza de amplas abe u as
sob e a paisagem, em Ca eço é o qua o de Ruben A. quem de e mina a o ien ação
pe pendicula da habi ação, cedendo as melho es is as ao alçado mais es ei o.
Decisão que em cadeia acaba á po in luencia a dis ibuição dos espaços e o
esquema de ci culação no in e io da casa.
3. Com um p opósi o e um des echo absolu amen e di e sos, os dois p ojec os
p econizam o mesmo sen ido dinâmico do espaço em que o pe cu so e o ho izon e
es ão p esen es como linhas undamen ais do p ojec o.
Todo o açado da casa no Chile, a impe meabilidade inicial da cons ução, a pos e io
anspa ência, a luidez espacial, a ampa dispos a em unção da in e acção e uição
da na u eza, o mezanino abe o sob e a sala, êm sus en a a dou ina de Giedion: a
a qui ec u a mode na conseguiu o na ealidade a in e pene ação en e os espaços
in e io e ex e io , e en e di e en es ní eis, e oi capaz de in eg a o mo imen o na sua
concepção.
T açado que no p ojec o de And esen se encon a decisi amen e uncado, sub e ido
a a o do ema p incipal do enca go: do qua o isolado, mesmo den o de casa.
Em Mon edo , o acesso à habi ação az-se po um caminho pa alelo ao ma , adossado
à penden e do e eno. No alpend e, a en ada localiza-se sob a ampa que aqui
cump e um papel mui o di e en e: ci culação pe pendicula à achada, sem con ac o
com o ex e io , não se p es a ao econhecimen o da paisagem, mas do isolamen o
p e endido pelo clien e. Ma ca um passo mais len o em di ecção a um espaço que se
deseja li e de gen es, um i mo que a dis ingue dos passos ápidos da escada que
se e o pa ama de se iços, a pa i do qual e a impo an e es abelece uma on ei a,
cons ui um disposi i o de acesso ese ado, que ma casse uma maio dis ância e
ce imónia.
Ao ence a na quase o alidade o mezanino And esen al e a i e oga elmen e a
solução p ojec ada po Co busie . Há uma in e pene ação en e os espaços in e io e
ex e io que não se e i ica en e os di e en es ní eis. Rompe am-se as elações
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isuais c uzadas, a pa ilha do mesmo ec o, a liquidez espacial sem ba ei as.
O alçado cego de en ada da Casa E ázu iz, a an ecipação e a cu iosidade que
susci a, si ua-se em Mon edo no in e io da habi ação, à co a al a. Coinciden e com a
achada da en ada, a di isó ia do qua o de Ruben A. unciona, suges i amen e, como
o espelho de Alice: o qua o pa ece exis i no ex e io , numa ou a dimensão que não a
do alpend e.
E se à p opos a de Co busie a de ine uma ajec ó ia luen e, um caminha dis aído
em espi al, a Casa em Ca eço dis ingue-se pelo seu i ine á io sem im à is a. Mais
do que uma P omenade A chi ec u ale p opõe uma e ância, um Wande lus .
Sem abandona um esquema de absolu a seg egação, And esen modi ica po
comple o uma o ganização espacial consag ada, ou o gando-lhe um no o e
inespe ado sen ido.
Não é p esumí el, po ém, que o enha ei o p emedi ada e c i e iosamen e. Não
pa ece u o de uma es udada manipulação, de uma in encionada e calculada
e o mulação, mas de um p ocesso empí ico, de li e ap op iação e co ecção de um
modelo p ede inido, emendado em unção das exigências do clien e, a pos e io i.
Es e ema, o da ci ação e ap op iação, lemb a a cu a his ó ia de Pie e Mena d, o
Au o de Quixo e, esc i a po Jo ge Luis Bo ges.
No p imei o con o, de á ios, que o o na am céleb e, Bo ges na a a his ó ia de um
esc i o , no início do século XX, que em de e minada al u a se p opõe eesc e e a
ob a de Ce an es.
A sua ideia não e a a de ansc e e mecanicamen e o o iginal. Não se p opunha
copiá-lo. A sua admi á el ambição e a a de que as suas pala as coincidissem pala a
po pala a, linha po linha, com o ex o de D. Quijo e de la Mancha.
O mé odo inicial que imaginou e a simples: conhece bem o cas elhano, ecupe a a é
ca ólica, gue ea os mou os, esquece a his ó ia da Eu opa en e os anos 1602 e
1918, se Miguel de Ce an es. Rejei ou-o po ácil. Mais in e essan e e a con inua a
se Pie e Mena d e chega ao Quixo e a pa i das suas p óp ias expe iências.
Concluía o na ado que os ex os de Ce an es e de Mena d e am e balmen e
idên icos, mas o de Mena d e a in ini amen e mais ico. “Mais ambíguo, di ão os seus
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de ac o es, mas a ambiguidade é uma iqueza”. As pala as di as po Ce an es
es a am de aco do com a época em que i eu, mas as de Mena d ganha am ou o
sen ido esc i as a pa i do seu empo e das suas ci cuns âncias pessoais.
Pa a Albe o Manguel a lição que se pode i a do con o de Bo ges é mui o cla a:
nunca lemos um a qué ipo o iginal, lemos uma adução desse o iginal em unção do
nosso idioma, da nossa oz, do nosso momen o his ó ico, do nosso luga no mundo.
Como lei o es, Mena d ez de nós conscien es da nossa esponsabilidade c ia i a.
Aplicá el ao mundo da a qui ec u a o con o de Bo ges eme e pa a a ideia do
a qui ec o, ambém ele, como lei o de ob as e modelos alheios que ein en a e
ans o ma em unção dos seus p oblemas.
Aplicá el à p odução nacional eco da a ocação uni e salis a da a qui ec u a
po uguesa, a longa adição e a endência pa a se ap op ia e aze suas ou as
cul u as, ins i uindo a lei u a como mé odo c ia i o de desenho.
Caindo po ezes na en ação de se con undi com “Ce an es”, a ob a de And esen e,
de um modo ge al, a eadopção da linguagem mode na no inal da década de 40
insc e em-se nes a adição, encon ando na in eg ação e e o mulação de ou as
expe iências, e na con ocação de igu as u ela es, um e eno segu o, no in e io da
disciplina, pa a in oduzi uma up u a na a qui ec u a nacional, numa lu a cul u al
con a o olclo e.
Nes e caso pa icula , o Quixo e de Mena d, e os que lhe sucede am, eco da po im
as inúme as cópias e as ep oduções a que os p ojec os de Co busie de am o igem,
mas lemb a ambém que quem con a um con o ac escen a-lhe pon o. E à
anspa ência da Casa E ázu iz a p opos a de And esen ac escen a-lhe, po o ça das
ci cuns âncias, p i acidade e compa imen ação, à luidez, ambi alência, ao espaço
indi e enciado, hie a quia e en edo. “Mais ambíguo, di ão os seus de ac o es, mas a
ambiguidade é uma iqueza”.
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MIGUEL MOREIRA PINTO. Licenciado em A qui ec u a pela Escola Supe io A ís ica do
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Depa amen o de Teo ia de la A qui ec u a y P oyec os A qui ec ónicos da Escuela Técnica
Supe io de A qui ec u a da Uni e sidade de Valladolid. Bolsei o da Fundação pa a a Ciência e
Tecnologia. In es igado no Cen o de Es udos A naldo A aújo (uID 4041 da FCT). Desen ol e
a ese de dou o amen o sob e a ob a do a qui ec o João And esen (1920/1967).