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Em ou ub o de 2019 o CEAA ealizou o colóquio Luso B asilei o A e Inclusi a?
Quem inclui quem? Es e colóquio oco eu em duas ases, a p imei a no Po o
(Po ugal) e a segunda em S. Paulo (B asil), no âmbi o da colabo ação en e
o Cen o de Es udos A naldo A aújo da ESAP e a SP Escola de Tea o de São
Paulo.
Es es encon os i e am po p incipal obje i o p omo e a e lexão sob e o
papel da a e nos p ocessos pa icipa i os e de inclusão social, e cen ou-se
na ap esen ação, deba e e di ulgação dos esul ados de p á icas a ís icas que
conjugam a c iação com in es igação e p eocupações é ico-sociais. Nos dois
colóquios, p imei amen e no Po o (Po ugal) e pos e io men e em São Paulo
(B asil) o am deba idas ques ões habi ualmen e pouco abo dadas mas que
cons i uem uma e en e impo an e da p odução a ís ica con empo ânea,
en e as quais: como é que a a e é ou pode se inclusi a? quais as o mas que
assume? quem a conc e iza? quem são os agen es sociais p esen es nos p oje os?
qual o seu eal impac o a ís ico e social?
Passados dois anos, em o CEAA publica es e li o que aduz o esul ado
de algumas comunicações ap esen adas no colóquio cujo deba es a que o am
subme idas pe mi em aqui uma e lexão mais ala gada sob e o ema, p ocu ando
NOTA
INTRODUTÓRIA
LUÍSA PINTO, JORGE PALINHOS
E IVAM CABRAL
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assim, chama a a enção da comunidade a ís ica e cien í ica pa a es e campo de
in e enção.
Ab imos aqui com Elen de Fa ima Londe o cuja e lexão conce ne ao po encial
o ma i o, c í ico e emancipado do ensino/ap endizagem das a es e educação
cen ada no exemplo do sis ema pedagógico da SP Escola de Tea o, que oi
c iada a a és dos pa adigmas “a is as que o mam a is as” e “ap ende-se ao
aze ”, e que se ap esen a como uma al e na i a me odológica a pa i de uma
o mação descolonizada, inclusi a e iguali á ia p omo endo o pensamen o
c í ico e ans o mado dos “ap endizes”. Ao longo do seu a igo são ainda
abo dadas expe iências a ís icas pa icipa i as e de inclusão que in eg a am a
p og amação da SP Escola de Tea o com esul ados emancipa ó ios.
Vol am a es e assun o Elisabe h Sil a Lopes, I am Cab al e Joaquim Gama que
nos alam sob e a expe iência da SP Escola de Tea o – Cen o de Fo mação
das A es do Palco, expondo o modelo pedagógico ousado da e e ida escola,
como um espaço democ á ico que p i ilegia a o mação a ís ica endo em
con a as ques ões de classe, géne o e aça p esen es na ida quo idiana b asilei a.
Ao longo da e lexão são abo dados os concei os de a e e educação enquan o
espaços ele an es pa a o indi íduo in e oga a sua condição e ques iona as
suas elações com os ou os, o nando-se num luga de diálogo e de inquie ação.
A necessidade de emancipação das a es le ou os a is as a abandona em os
luga es con encionais des inados à c iação a ís ica e a ocupa em as uas e espaços
al e na i os; passa am a ei indica uma pe ceção do mundo di e en e, ab indo
caminho pa a ou as possibilidades de c iação den o dos á ios elemen os
cons i uin es das a es.
Jo ge Palinhos ap esen a-nos o p oje o in e nacional “Reclaim he Fu u e”, um
p oje o de in e enção comuni á ia que le an ou á ias ques ões sob e a elação
en e a ins umen alização da a e pa a a comunidade e a ins umen alização da
a e pa a ou os ins que não os da p óp ia a e, assim como quais os caminhos
a pe co e no u u o den o des e con ex o.
Po ou o lado, José Soei o ala-nos do Tea o como polí ica cen ado no Tea o
LUÍSA PINTO, JORGE PALINHOS e IVAM CABRAL
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Legisla i o e da Es é ica do Op imido, na en a i a de in eg a p ocessos a ís icos
num quad o mais amplo de in e enção polí ica. Cen a-se na impo ância do
Tea o Legisla i o como meio de libe ação e comunicação di e a en e odos
e le indo sob e as inquie ações, necessidades, u gências e p oblemá icas sen idas
pelos pa icipan es, sendo os g upos que de inem os emas a se em ap esen ados
e abe os à discussão, emancipação e à a i mação do op imido.
Já a e lexão de Lucília Gue a con ex ualiza a impo ância de uma educação
inclusi a, de uma educação pela a e e a impo ância que em uma expe iência
es é ica no desen ol imen o in eg al do se humano. A í ulo de exemplo,
ap esen a-nos o p oje o da Escola Técnica de A es, Ca andi u, São Paulo, B asil,
inaugu ada pelo Cen o Paulo Sousa. “T a a-se de uma es u u a emanescen e
do complexo Peni enciá io do Ca andi u”, que o e ece ago a no as pe spe i as
em elação à habi abilidade do e e ido espaço, con ibuindo pa a a inclusão
social de comunidades com di iculdades de acesso à educação e à p á ica a ís ica.
Luisa Pin o cen a-se na análise e lexi a e c í ica sob e a A e em con ex o p isional
e como possibilidade de einse ção social de eclusos/as, a pa i de expe iências
p óp ias ealizadas, nes e con ex o. Todas ei as po eclusos e eclusas, que se
jun a am a músicos, a o es e a izes p o issionais, com ap esen ações públicas o a
da p isão e des inadas a um público ge al, p omo endo laços socializado es com
o ex e io , p oje ando-o em si uações u u as. Ao longo da e lexão desc e em-
se pon os-cha e da me odologia u ilizada no p oje o “O Filho P ódigo - Filme
conce o” que ão desde a ideia inicial à conclusão do p odu o inal.
Sanna Ryynänen expõe a impo ância de se p omo e uma educação em que a a e
é con ocada enquan o meio p i ilegiado de in e enção pedagógica, ga an indo
o acesso às a es em odas as ases da ida, como a i ma a au o a. São abo dados
concei os de democ acia/cul u a como a o c ucial pa a o desen ol imen o
de compe ências indi iduais, aquisição de au oes ima, elações in e pessoais
e consequen emen e o desen ol imen o das comunidades essigni icando o
“luga ”.
Vicen e Concílio ol a ao assun o Tea o e P isão e da impo ância de in eg ação
NOTA INTRODUTÓRIA
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da p á ica ea al nas a i idades cu icula es ou ex a cu icula es dos p og amas
educacionais das p isões, assim como a necessidade de desen ol imen o de
polí icas go e namen ais que p opo cionem ao indi íduo que se encon a
p i ado de libe dade pon ualmen e, con ac a egula men e com exp essões
di e en es da sua i ência quo idiana, p omo endo au onomia e au oes ima.
Ainda nes e a igo o au o alo-nos de expe iências ea ais e espe i os p ocessos
c ia i os ealizados na p isão eminina Flo ianópolis.
Po úl imo, que emos ag adece a odos os que acei a am deba e e pa ilha
connosco o seu abalho, assim con ibuindo pa a o a anque de uma no a
e en e de in es igação do eixo A qui e u as D amá icas do CEAA, espe ando
que es e li o cons i ua um con ibu o ú il pa a o conhecimen o e e lexão sob e
p á icas a ís icas pa icipa i as e de inclusão.
Luísa Pin o, Jo ge Palinhos e I am Cab al
LUÍSA PINTO, JORGE PALINHOS e IVAM CABRAL