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PEDAGOGIA ARTE-SOCIAL.
PARA UMA CULTURA DA
DEMOCRACIA E DEMOCRACIA NA
CULTURA
SANNA RYYNÄNEN
In odução
As p io idades da educação êm isado, cada ez mais, a u ilidade mensu á el.
Essa p eocupação é exp essa, po exemplo, pela ilóso a es adunidense Ma ha
Nussbaum em seu li o Sem ins luc a i os: po que a democ acia p ecisa das
humanidades, publicado em 2010. Nussbaum es á pa icula men e p eocupada
com o modo como a educação em diminuído o peso das humanidades e das
a es dos cu ículos, às cus as das ma é ias chamadas “ú eis”, ais como as ciências
na u ais. Pa a ela, isso é uma en a i a de eduzi o ensino a uma e amen a do
P odu o In e no B u o (Nussbaum, 2012).
Nes e a igo, p ocu amos escla ece o signi icado das a es na ida do se
humano e na sociedade u ilizando as e amen as da pedagogia social. Temos
como obje i o p incipal discu i as ligações en e as a es e as ques ões da
con i ência na sociedade, p incipalmen e a democ acia como um modo de
i e jun os, endo em is a conec a no amen e a educação que alo iza mais
as humanidades e as a es. Pa a an o, suge imos uma abo dagem especí ica pa a
a pedagogia social, a sabe : a pedagogia a e-social. Se a a e-educação é ol ada
ao ensino da a e ou “à u ilização da a e como ins umen o pa a abo dagem de
emas de á eas di e sas” (Villaça, 2014, p.74), a pedagogia a e-social é, po sua
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ez, uma o ma de pensa e a ua sob e as a es que en ende a mesma como uma
a i idade que se en elaça com as ques ões undamen ais de se e c esce como
pessoa, um espaço de con i ência, encon o e diálogo e, além disso, como um
a o social ou polí ico que, de á ias manei as, ans o ma e cons ói as elações
das pessoas com as suas comunidades e a sociedade (Ryynänen, 2019).
No p esen e a igo, são abo dados os signi icados e os e ei os sociais das a es sob
duas pe spec i as: as expe iências de a e e as expe iências de aze a e, u ilizando
os concei os de democ a ização da cul u a e de democ acia cul u al. Es es são
mui as ezes abo dados como dois pa adigmas de polí ica cul u al (Ande -Egg,
1987; Souza, 2017), mas no con ex o des e ex o, são u ilizados como concei os
analí icos pa a se pensa as ques ões do acesso às a es no con ex o educacional.
Ao e le i sob e os signi icados e os e ei os sociais das expe iências de i encia
e aze a e nas a iadas es e as da educação e ap endizagem, não buscamos
mos a ou con ence que as a es são “ú eis”, al como cos umei amen e se az
com as ciências na u ais. Suge imos que o signi icado das a es, na ida humana,
ai mui o além da u ilidade, sendo um a o essencial pa a o nosso c escimen o
como se es humanos e cidadãos democ á icos.
Pedagogia a e-social ou pedagogia social como uma pe spec i a pa a
pensa as a es e a educação
Pa icula men e ago a no século XXI, a pedagogia social segue, mui o
o gulhosamen e, na con amão. A pedagogia social en a iza a impo ância
de uma educação ab angen e e holís ica, conside ando-se a si uação a ual em
que, ao in és de educação, se ala cada ez mais em ap endizagem, e o alo
da educação é de inido po medidas de bene ícios imedia os: os educado es se
o na am o necedo es de p odu os e os educandos, clien es ou consumido es
de conhecimen o. (Ni ala & Ryynänen, 2019, p.30)
A pedagogia social nasceu na Alemanha, no século XIX, com duas e en es. Um
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dos p imei os acadêmicos que usou o concei o oi Ka l Mage (1810–1858).
Ele c i icou o indi idualismo da pedagogia chamada “ adicional” e en a izou o
ca á e social da educação, usando o e mo “social" no sen ido de sociedade. Pa a
ele, a pedagogia social de ia se uma pedagogia que se in e essa pelas conexões
en e a sociedade e a educação e, além disso, uma ciência de educação com
ca á e social no sen ido amplo (Hämäläinen, 1995; 2012; Ni ala & Ryynänen,
2019).
Mais ou menos no mesmo pe íodo, Adolph Dies e weg (1790–1866) ambém
ado ou o concei o de pedagogia social, mas o de iniu de uma manei a di e en e.
Pa a ele, a pedagogia social oi en endida como uma pedagogia que isa ajuda
as pessoas em condições sociais des a o á eis e como um ins umen o pa a
esol e p oblemas sociais, ou ali iá-los, a a és da educação. Assim en endido,
a pedagogia social é um abalho pedagógico que em como a e a implemen a
uma ampla gama de ins i uições de educação social e de modos de ação
(Hämäläinen, 1995; 2012; Ni ala & Ryynänen, 2019).
Essas duas manei as de en ende o concei o de “social” – a p imei a de um
modo mais amplo, endo como e e ência a sociedade e o ca á e social do se
humano; e a segunda, com uma isão mais es ei a, a pa i de uma elação com
os p oblemas sociais – ajuda am a c is aliza as duas linhas de desen ol imen o
da pedagogia social que, aliás, ainda con i em jun as, o mando o g ande
campo da pedagogia social. Po ém, a in e p e ação mais es ei a, a que des aca
a a e a de examina as condições sociais des a o á eis e as desigualdades
sociais, e que em como obje i o busca a supe ação de p oblemas sociais po
meios pedagógicos, domina o campo da pedagogia social em á ios países, ais
como a ualmen e a Alemanha, ao pon o da pedagogia social se conside ada
especi icamen e como uma pedagogia dos p oblemas sociais. Isso nos deixa
com uma isão um pouco es i a da pedagogia social e das suas po encialidades
pedagógicas. A in e p e ação mais ampla da pedagogia social isa examina a
elação en e o indi íduo e a sociedade, em ge al, e en ende o papel da pedagogia
social no âmbi o do educa pa a a con i ência e pa a a ida em sociedade e
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no plane a, em um sen ido amplo. Sendo assim, a pedagogia social pode se
comp eendida como um modo de se posiciona en e a uma ação pedagógica,
ao in és de um campo especí ico de a uação, e p o issionais de á eas dis in as
podem u iliza a pedagogia social como uma o ien ação eó ico-p á ica. Nesse
sen ido, a c ia i idade e as a es em um papel undamen al.
A pe spec i a especi ica suge ida nes e ex o, a pedagogia a e-social, se si ua
no con ex o da in e p e ação ampla da pedagogia social, com oco no papel
das a es e dos demais p ocessos c ia i os no desen ol imen o humano e social.
Con ex ualizamos essa ques ão abo dando a democ acia como um modo de
i e jun os. Depois, discu imos a ques ão da p esença das expe iências a ís icas
na ida co idiana, u ilizando a noção de democ a ização da cul u a, o que le a a
pensa , especi icamen e, na ques ão do acesso às a es. Nos ap oximamos das a es
e dos demais p ocessos c ia i os ambém como uma abo dagem da educação –
um p ocesso pedagógico em si – u ilizando a pe spec i a da democ acia cul u al,
que en a iza a impo ância do aze a ís ico, em ez de ica somen e na posição
de espe ado . Finalizamos o ex o com um exemplo de um p oje o que en elaça
ea o e ciências sociais pa a discu i como pode ia se a “pedagogia a e-social”
na p á ica.
Democ acia como um modo de se no mundo
A capacidade de imagina di e en es ealidades e a anjos sociais é cen al
pa a a ealização da democ acia. […] A democ acia é o exe cício cole i o da
imaginação. (Eskelinen, 2019, pp.85-86)
Começamos a e lexão nes e ópico com uma p eocupação azida po Nussbaum
(2012) sob e a diminuição da ca ga ho á ia dedicada às a es no cu ículo
escola . Subjacen e a isso, es á a p eocupação com a e osão da i alidade da
democ acia. Pa a aseando Nussbaum, há a p eocupação de que a educação no
mundo neolibe al apoie o c escimen o das ge ações endo-as como peças ú eis
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de máquina, em ez de educa cidadãos capazes de pensa , e le i e colabo a
(ibid.).
A democ acia é uma o ma de go e no e uma o ganização de omada de
decisões, mas acima de udo, é um a modo de sociedade baseado em uma ideia
adical de igualdade das pessoas e de suas capacidades de decidi em jun as os
assun os em comuns. Em A enas, chamada de be ço da democ acia, as condu as
democ á icas de go e no e de ida e am conside adas inex ica elmen e ligadas.
O es ado democ á ico ga an ia as condições pa a uma boa ida (jun os), o que
e a possibili ado pelo a o de que os cidadãos inham c escidos com ce os ipos
de i udes, como po exemplo, co agem, acionalidade, azoabilidade e jus iça
(Alhanen, 2016).
Quando a democ acia é en endida como um modo de ida comuni á io, a
sociedade é is a como um odo, na qual não apenas há in e esses indi iduais,
mas, acima de udo, ques ões e in e esses em comuns. A democ acia, en ão,
não apenas oco e em ní el do apa elho do Es ado e nas assembleias de o o,
mas sob e udo a a és das p óp ias pessoas e de suas associações, a o es da
sociedade ci il. A i alidade da democ acia, po sua ez, eque pessoas que
es ejam comp ome idas com a cons ução e o desen ol imen o de uma
sociedade iguali á ia e jus a, e que ambém se sin am pa e da sociedade e
de suas comunidades. O desen ol imen o dessas habilidades es á associado,
pa icula men e, com as humanidades e as a es (Nussbaum, 2012).
Podemos dize que a democ acia é um componen e undamen al de uma
sociedade iguali á ia, jus a e humana – mas só unciona quando a democ acia é
como de e ia se , quando não é en endida somen e como um modo de go e na ,
mas como um modo de i e jun o, cuja i alidade depende de cada um de
nós. A democ acia, assim en endida, é pública e comunica i a e, ambém, um
p ocesso sem im. “Em ez de de ende a democ acia exis en e, ela de e se
le ada adian e” (Eskelinen, 2019, p.11).
O pensamen o c í ico, a capacidade de en en a ou a pessoa em espí i o de
diálogo e a imaginação, po exemplo, são conside ados ap idões pa icula men e
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impo an es pa a a i alidade da democ acia (Nussbaum, 2012). A imaginação
apoia a capacidade de empa ia, ou seja, a capacidade de assumi a posição de
uma ou a pessoa, e ambém ajuda a imagina di e en es ipos de ealidade e suas
possibilidades. O diálogo, po sua ez, é a habilidade de conhece , ou i e e
a ou a pessoa – uma manei a de e a alma do ou o, como coloca Nussbaum
(ibid.). Nesse caso, não se a a de qualque con e sa, mas de um encon o en e
se es no qual não emos o ou o como um ins umen o pa a alguma coisa, mas
buscamos acessá-lo em sua in eg idade, comp eendendo como o mesmo es u u a
o mundo. Comp eende , po ém, não signi ica que udo de a se acei o, ou que
odas as o mas de es u u a o mundo de am se alo izadas do mesmo jei o.
O diálogo como um ideal é ico signi ica um comp omisso com os p incípios
undamen ais de uma sociedade iguali á ia e jus a, na qual ninguém es á, em
p incípio, excluído desses di ei os (Alhanen, 2016; Ni ala & Ryynänen, 2019).
Uma elação dialógica com as ou as pessoas e com o mundo não su ge po si
mesma, mas somen e po meio do diálogo, que é ap endido a a és da p á ica. É
ambém uma habilidade que p ecisa se p a icada e p o egida – especialmen e no
mundo a ual que, mui as ezes, segue a con aco en e. O ilóso o inlandês Kai
Alhanen (2016) a i ma que, o desen ol imen o e o exe cício de compe ências
essenciais pa a dialoga , são ques ões polí icas c uciais pa a a i alidade das
democ acias. Ele ci a cinco habilidades, pa icula men e impo an es pa a o
nosso modo de ida a ual, e que, po an o, de em ecebe a enção. São elas:
a inação ou sin onização, imaginação, a o de b inca , e lexão ou delibe ação, e
espe ança.
Essas habilidades são moldadas pelo e ei o combinado das endências de um
indi íduo e de suas condições no con ex o social. No con ex o do p esen e
a igo, concen amos nas ês p imei as habilidades, po que elas êm uma ligação
especialmen e in e essan e com a c ia i idade e as a es. A inação ou sin onização
é a capacidade de alcança as expe iências de ou as pessoas, essonando a si
mesmo nelas, is o é: es abelece elações de empa ia. A imaginação amplia os
ho izon es do cí culo imedia o da expe iência e é uma capacidade de imagina
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algo que não sabemos pela p óp ia expe iência. E um a o de b inca é uma
capacidade de expe imen a , hipo e icamen e, algo que ainda não exis e e que
ajuda a desen ol e si uações al e na i as (Alhanen, 2016).
Democ a ização da cul u a
Há uma g ande a iedade de es udos mos ando que, as o mas na a i as de a e,
em pa icula a icção e o ea o, alimen am e ampliam a nossa capacidade de
empa ia, ou seja, de nos posiciona em elação ao ou o, seja ele um ep esen an e
da humanidade ou do mundo animal (Nussbaum, 2012; Aal ola & Ke o,
2017). A a e em a capacidade de ab i pe spec i as sob e ou as ealidades
possí eis, bem como no as o mas de comp eende e lida com o mundo. Se
analisa mos ce as expe iências da a e da sob a pe spec i a das habilidades de
diálogo desc i as po Alhanen (2016), como po exemplo a lei u a de icção ou
a expe iência de assis i a uma ap esen ação do ea o, es as encon am-se, acima
de udo, no eino da a inação/sin onização e da imaginação. As o mas na a i as
de a e azem à imaginação as ealidades de ou as pessoas e podem ajuda a
sensibiliza a ida do ou o, a apoia a capacidade de ê-lo como um se digno,
a espei á-lo e a cuida dos mesmos. Isso acon ece especialmen e com his ó ias
nas quais as pe sonagens ic ícias con idam a cons ui conexões com pessoas e
e en os eais, ou seja, pe mi em o econhecimen o e a iden i icação (Nussbaum,
2012; Aal ola & Ke o, 2017).
Esses são alguns a gumen os que, po exemplo, Nussbaum usa pa a en a iza a
impo ância das possibilidades de se e con a o com as a es, an o nos con ex os
da educação o mal e não- o mal, quan o nas ou as es e as da ida. Em ou as
pala as, os a gumen os des acam a impo ância da democ a ização da cul u a,
ou seja, uma melho di usão das a es, um melho acesso, um desen ol imen o
das “cul u as de cul u a”.
Quando pensamos na educação, as a i idades c ia i as e as a es podem se
inco po adas aos cu ículos e demais con ex os educacionais o mais e não-
o mais de di e en es manei as, se en a izando a expe iência ou o aze . No
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en an o, do pon o de is a de p a ica as habilidades de diálogo, po exemplo,
as ob as ou abalhos a ís icos não são igualmen e pedagógicos. Pa a os sê-los,
eles de em, de uma o ma ou de ou a, es a ligados a uma isão de mundo
que ca egue em si a ideia do alo indi isí el da dignidade dos se es humanos,
dos ou os animais e dos ambien es na u ais. Po ém, há uma ques ão sob e a
impo ância da sele i idade das ob as de a e a se em u ilizadas nos con ex os
educacionais. T aze uma dimensão pedagógica à expe iência a ís ica ambém
signi ica es imula e o ien a a e lexão sob e quais ipos de “pon os cegos” as
ob as de a e podem con e como p odu os de sua época e de seu con ex o social
(Nussbaum, 2012; Ni ala & Ryynänen, 2019).
No con ex o das polí icas cul u ais, a abo dagem da democ a ização da cul u a
é mui as ezes c i icada po se baseada no concei o de cul u a es i o ao campo
das a es consag adas e ol ada, especi icamen e, pa a a di usão da cul u a de eli e
ou da chamada “al a cul u a”. Quando aplicamos a democ a ização da cul u a
como um concei o analí ico nos con ex os da educação o mal e não- o mal, em
ez de um concei o (sócio)polí ico no con ex o social mais amplo, conseguimos
ul apassa alguns desa ios – mas pa a a a das expe iências e sá eis é p eciso
uma e lexão c í ica e cuidadosa. O educado em que e uma capacidade de
ul apassa os mu os en e a “al a cul u a” e àquelas o mas de a e que icam às
ma gens, e econhece os pe igos da colonização cul u al (Ni ala & Ryynänen,
2019). Mesmo assim, pode-se dize que a pe spec i a da democ a ização da
cul u a não é su icien e, como em sido a i mado ambém no con ex o da
polí ica cul u al (Souza, 2017). Ademais, é necessá io inclui a pe spec i a da
democ acia cul u al que não é somen e ol ada à di usão da cul u a exis en e
(e mui as ezes “de eli e”) e à ideia de um público consumido das a es e da
cul u a, mas que ambém econheça a c ia i idade e a agência de odos e que,
além disso, en a ize o econhecimen o da p odução au ônoma que lemb e que
as a es ão mui o além das suas o mas ins i ucionalizadas. No amen e, não se
a a somen e de uma ques ão de polí ica cul u al, mas ambém em a e com
con ex os educacionais.
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Democ acia cul u al
A ideia de democ acia cul u al az o espec ado ou lei o se mo imen a pa a
o luga do au o , pa icipando e azendo. O pon o de pa ida é a ideia de que
odos são c ia i os a sua p óp ia manei a e é impo an e nu i essa c ia i idade
e imaginação pa a o alece o agenciamen o. É assim que chegamos ambém na
e cei a habilidade de diálogo, num a o de b inca .
B inca é, em suma, a capacidade de aze expe imen os conc e os u ilizando a
imaginação. O a o de b inca não é apenas pa a c ianças, mas de e se man ido
de o ma conscien e ao longo da ida e se incluindo em di e en es ambien es
educacionais, desde a p imei a in ância na escola a é em a i idades com adul os
e idosos. O psicólogo Donald Winnico (1896–1971) en a izou a impo ância
do b inca pa a o desen ol imen o da c iança e pa a a o mação da cidadania
democ á ica. Como algo cen al pa a man e a capacidade de b inca , mesmo no
mundo adul o, Winnico conside a a as a es em suas á ias o mas (Nussbaum,
2012).
O jogo a ís ico pode desen ol e a imaginação e as habilidades emocionais,
es imula e amplia a empa ia, acili a ou c ia encon os, ge a no as o mas de
comunicação, o alece a expe iência da comunidade e ab i no as pe spec i as
sob e as ealidades co idianas. O oco não es á an o nas habilidades e know-
how, ou seja, na capacidade de a ua no palco ou oca um ins umen o
pe ei amen e, mas no me gulho no p ocesso c ia i o, que é pa icipação na
c iação. Isso é impo an e po si só, assim como a aleg ia e o p aze que esul am
do compa ilhamen o dos p ocessos a ís icos.
Pa a e mina a nossa e lexão em o no das noções de democ a ização da cul u a
e de democ acia cul u al como meios que isam des aca a impo ância das
expe iências e dos p ocessos a ís icos e c ia i os na ida humana, azemos um
exemplo p á ico de um p oje o que en elaça ciências sociais e ea o, como
en a i a de p a ica pedagogia a e-social na es e a pública.
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