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Criação de um Modelo de Negócio para o estúdio de fotografia Quarto de Lua

Abstract

Atualmente, o empreendedorismo é um dos conceitos mais desenvolvidos por inúmeros autores e densamente aplicado pelas mais diversas empresas, com o objetivo de implementar novas ideias ou transformar conceitos já existentes. Relativamente ao Modelo de Negócio, existem diversos modelos que podem ser aplicados, sendo que cada empresa deverá optar por aquele que for mais adequado e capaz de gerar os melhores resultados. Neste projeto recorreu-se ao Business Model Canvas, pelo facto de ser uma ferramenta intuitiva e de fácil compreensão. Este projeto foi desenvolvido com base nos conceitos teóricos apresentados na revisão de literatura, sendo os mesmos, Empreendedorismo, Startup, Estratégia e Modelos de Negócio. De acordo com o objetivo deste projeto, será desenvolvido um Modelo de Negócio para o estúdio de fotografia Quarto de Lua, bem como a definição da sua proposta de valor e caracterização do cliente-alvo. Para além da elaboração do Modelo de Negócio foi, também, realizada uma caracterização do estúdio de fotografia e a sua análise interna e externa. Por fim, são apresentados os resultados obtidos, o Modelo de Negócio e as conclusões finais.

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Criação de um Modelo de Negócio para o estúdio de fotografia Quarto de Lua

Author: Costa, Mariana
Year: 2021
Source: https://comum.rcaap.pt/bitstreams/46983e6e-3790-4f7b-a284-9f856b0fad3b/download
C iação de um Modelo de Negócio pa a o
es údio de o og a ia Qua o de Lua
Ma iana Pinho Ca doso Lei e Cos a
se emb o, 2020
Mes ado em Ges ão de Emp esas
O ien ado : P o esso Dou o Ma co Lamas
Ma iana Pinho Ca doso Lei e Cos a
C iação de um Modelo de Negócio pa a o
es údio de o og a ia Qua o de Lua
Disse ação de Mes ado em Ges ão de Emp esas
T abalho ealizado sob a o ien ação do P o esso Dou o Ma co Lamas
se emb o/2020
AGRADECIMENTOS
A elabo ação des e p oje o esul a de um es o ço indi idual e cole i o, po isso gos a ia
de deixa o meu ag adecimen o a algumas pessoas.
Ao meu o ien ado , P o esso Dou o Ma co Lamas, que se mos ou semp e disponí el
pa a me ajuda em odas as ases da elabo ação des e abalho, bem como na mo i ação e
con iança que oi ansmi indo ao longo de odo o p ocesso.
Seguidamen e gos a ia de ag adece à minha amília, amigos, e ao meu namo ado,
Dua e, que es e e semp e ao meu lado dando o seu apoio e colabo ação ao longo de odo o
desen ol imen o des e p oje o.
RESUMO
A ualmen e, o emp eendedo ismo é um dos concei os mais desen ol idos po inúme os
au o es e densamen e aplicado pelas mais di e sas emp esas, com o obje i o de implemen a
no as ideias ou ans o ma concei os já exis en es.
Rela i amen e ao Modelo de Negócio, exis em di e sos modelos que podem se
aplicados, sendo que cada emp esa de e á op a po aquele que o mais adequado e capaz de
ge a os melho es esul ados. Nes e p oje o eco eu-se ao Business Model Can as, pelo ac o
de se uma e amen a in ui i a e de ácil comp eensão.
Es e p oje o oi desen ol ido com base nos concei os eó icos ap esen ados na e isão
de li e a u a, sendo os mesmos, Emp eendedo ismo, S a up, Es a égia e Modelos de Negócio.
De aco do com o obje i o des e p oje o, se á desen ol ido um Modelo de Negócio pa a
o es údio de o og a ia Qua o de Lua, bem como a de inição da sua p opos a de alo e
ca ac e ização do clien e-al o.
Pa a além da elabo ação do Modelo de Negócio oi, ambém, ealizada uma
ca ac e ização do es údio de o og a ia e a sua análise in e na e ex e na.
Po im, são ap esen ados os esul ados ob idos, o Modelo de Negócio e as conclusões
inais.
Pala as-Cha e: Emp eendedo ismo; S a up; Modelo de Negócio; Business Model
Can as.
ABSTRACT
Cu en ly, en ep eneu ship is one o he mos de eloped concep s by many au ho s and
e y applied by se e al companies, wi h he aim o implemen ing new ideas o ans o ming
exis ing concep s.
Rega ding he Business Model, he e a e se e al models ha can be applied, and each
company should choose he one ha is he mos app op ia e and capable o gene a ing he bes
esul s.
In his p ojec , Business Model Can as was used, because i is an easy o unde s and
and in ui i e ool.
This p ojec was de eloped based on he heo e ical concep s p esen ed in he li e a u e
e iew, En ep eneu ship, S a up, S a egy and Business Models.
In acco dance wi h he pu pose o his p ojec , a Business Model will be de eloped o
he pho og aphy s udio named Qua o de Lua, as well as he de ini ion o i s alue p oposal and
cha ac e iza ion o he a ge clien .
In addi ion o he elabo a ion o he Business Model, a cha ac e iza ion o he s udio and
i s in e nal and ex e nal analysis we e also ca ied ou .
Finally, he esul s ob ained om he Business Model and he inal conclusions a e
p esen ed.
Key wo ds: En ep eneu ship; S a up; Business Model; Business Model Can as.

ÍNDICE
1.In odução .............................................................................................................................. 4
1.1. Ap esen ação e enquad amen o do ema ......................................................................... 4
1.2. Obje i os e me odologia do p oje o ................................................................................. 6
1.3. Es u u a do P oje o ......................................................................................................... 6
2. Re isão da Li e a u a ............................................................................................................ 7
2.1. Emp eendedo ismo .......................................................................................................... 7
2.2. S a up ........................................................................................................................... 11
2.3. Es a égia ....................................................................................................................... 16
2.4. Modelos de Negócio ..................................................................................................... 22
3. Me odologia e Con ex ualização ......................................................................................... 44
3.1. In odução ...................................................................................................................... 44
3.2. Obje i os ....................................................................................................................... 44
3.3 Me odologia ................................................................................................................... 44
3.4. Mé odo de ecolha de dados .......................................................................................... 45
3.6. Ap esen ação do Es údio de Fo og a ia – Qua o de Lua ............................................. 46
4. Desen ol imen o p á ico do P oje o ................................................................................... 49
4.1. Análise de Dados ........................................................................................................... 49
4.2. Ca ac e ização do Qua o de Lua (análise in e na) ....................................................... 60
4.3. Ca ac e ização do Me cado (análise Ex e na- PEST) ................................................... 62
4.4. Análise SWOT .............................................................................................................. 67
4.5. Modelo de Negócio no Qua o de Lua .......................................................................... 68
5. Conclusões e Conside ações Finais .................................................................................... 80
5.1. Conclusões Finais .......................................................................................................... 80
5.2. Limi ações do P oje o .................................................................................................... 81
5.3. Suges ões pa a P oje os Fu u os .................................................................................... 81
Bibliog a ia .............................................................................................................................. 82
Anexos ...................................................................................................................................... 91
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
BMC – Business Model Can as
GEM - Global En ep euneu ship Moni o
I&D – In es igação e Desen ol imen o
MN – Modelo de Negócio
P2P – Pee - o-pee
TEA – To al Ea ly-S age En ep eneu ial Ac i i y
ÍNDICE DE FIGURAS
Figu a 1: Fa o es da Análise PEST .......................................................................................... 19
Figu a 2: Análise Swo ............................................................................................................. 21
Figu a 3: Resumo Elemen os da Análise SWOT ..................................................................... 22
Figu a 4 - De inição de Modelo de Negócio - T iângulo Mágico ........................................... 27
Figu a 5: Tela Business Model Can as .................................................................................... 43
Figu a 6 - Taxa de C escimen o eal do PIB ............................................................................ 62
Figu a 7 - Taxa de Desemp ego: To al e po g upo e á io ....................................................... 63
Figu a 8 - Taxa B u a de Na alidade ........................................................................................ 64
Figu a 9: As seis dimensões de Ho s ede em Po ugal ............................................................ 65
Figu a 10 - Assinan es do acesso à In e ne ............................................................................. 66
Figu a 11 - Análise SWOT - Qua o de Lua ............................................................................ 67
Figu a 12: Tela Modelo de Negócio - Qua o de Lua .............................................................. 78
Figu a 13: Value P oposi ion Can as - Qua o de Lua ............................................................ 79
C iação de um Modelo de Negócio pa a o es údio de o og a ia Qua o de Lua
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A ambição de concebe algo ino ado e aze , ainda, an agens compe i i as ao seu
negócio az com que o emp eendedo assuma o isco de a in oduzi no me cado (Lei e e
Oli ei a, 2007) (Cha es, 2009).
Assim, pode-se pe ceciona que a capacidade de assumi iscos é, sem dú ida, umas das
p incipais e mais impo an es ca ac e ís icas ine en es ao emp eendedo . Segundo Ca e
(2003), o emp eendedo ao a isca de o ma a ap o ei a as opo unidades que su gem no
me cado es a á a a isca em algo ince o, uma ez que sendo algo no o ainda não exis e uma
g ande quan idade de in o mação. O emp eendedo oma á decisões que sejam es a égicas e
apesa de odos os iscos associados, ponde adas.
Tabela 1: Ca ac e ís icas do emp eendedo
Ano do Es udo
Au o
Ca ac e ís icas
1961 e 1987
McClelland
• Necessidade de ealização
• Inicia i a
• Fo e capacidade de comunicação
• Pe ceção das opo unidades
• P eocupação na qualidade no abalho
desen ol ido
• Planeamen o sis emá ico
• Moni o ização
1987
Begley & Boyd
1989
Timmons
• Capacidade de con olo
• Au ocon iança
• Von ade de ino a e de a isca
1999
DeNoble, Jung, & Eh lich
• Pe sis ência
2003
Ca e e al.
• Capacidade de a isca
• Capacidade de oma decisões
ponde adas e es a égicas
2003
Do nelas
• Pode de Inicia i a
• Von ade de conquis a e c ia algo no o
2006
D ucke
• Capacidade de lide ança
• Vocação pa a emp eende
• C iação de no as opo unidades
• C iação de no as o mas de ino ação
2007
Lei e & Oli ei a
• Concebe algo ino ado
• Capacidade de a isca
2009
Cha es
Fon e: Elabo ação p óp ia

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2.1.3. O EMPREENDEDORISMO EM PORTUGAL
O emp eendedo ismo assume um papel mui o impo an e numa sociedade, desde a
c iação de emp ego, ao c escimen o económico ou a iqueza associada a uma sociedade, sendo
po isso essencial o incen i o à ino ação. No en an o, não é su icien e eco e à ino ação de
o ma a p omo e o emp eendedo ismo, é necessá io sabe como a aplica e usa (Sa ka , 2017).
Assim, o emp eendedo ismo passa po se um dos a o es mais impo an es no desen ol imen o
da economia de um país (Gaspa , 2009).
Segundo os au o es Lei e e Oli ei a (2007), em Po ugal um dos p incipais obs áculos
à inicia i a emp eendedo a é a al a de apoio e inanciamen o no início de a i idade, bem como
du an e o seu c escimen o. O concei o de emp eendedo ismo, em Po ugal, aplica-se
essencialmen e, à c iação de pequenas e mic oemp esas, su gindo, na maio ia das si uações, de
um indi íduo com capacidade c ia i a e espí i o emp eendedo (Bap is a e al., 2008).
A e olução do emp eendedo ismo é analisada a a és dos ela ó ios ap esen ados pelo
“Global En ep euneu ship Moni o ” (GEM), o maio es udo sob e o emp eendedo ismo que
compa a a a i idade emp eendedo a em di e sos países a ní el mundial.
O GEM de ine o emp eendedo ismo como “qualque en a i a de c iação de um no o
negócio ou no a inicia i a, al como emp ego p óp io, uma no a o ganização emp esa ial ou a
expansão de um negócio exis en e, po pa e de um indi íduo, de uma equipa de indi íduos, ou
de negócios es abelecidos” (ci ado em GEM, 2019)
O indicado cen al des e es udo p ende-se com a axa “To al Ea ly-S age
En ep eneu ial Ac i i y (TEA)”, ou seja, a axa que e le e a a i idade emp eendedo a numa
ase inicial ela i amen e à pe cen agem de população em idade adul a (a é aos 64 anos) que se
encon a num p ocesso de abe u a de um negócio.
De aco do com es e ela ó io, no ano 2016/2017, e i icou-se que Po ugal se encon a
inse ido no g upo de países com uma “Economia o ien ada pa a a ino ação”, ou seja, uma
economia onde o se o dos se iços ganha ên ase ace ao se o da a i idade indus ial. Esse
mesmo se o de e á da espos a às necessidades e exigências de uma sociedade em
c escimen o e com ele ado endimen o. Já, em con apa ida o se o da a i idade indus ial
encon a-se a se al o de di e sas mudanças e melho ias associadas ao aumen o da In es igação
e Desen ol imen o (I&D).
Após a obse ação da pe cen agem de TEA pode e -se que Po ugal ap esen a um alo
de 8.2%, o que coloca o país abaixo da média da EU, 8.4%, e na posição 43 em 64 economias
analisadas no espe i o ela ó io (GEM, 2017).
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A o ganização (GEM) e e e que o concei o de emp eendedo ismo passa po se uma
en a i a de c iação de um no o negócio como emp ego p óp io, ou de uma no a o ganização
emp esa ial ou a expansão de um negócio já exis en e, po um indi íduo ou equipa de
indi íduos (Acs e al., 2005).
2.2. STARTUP
2.2.1. CONTEXTUALIZAÇÃO E EVOLUÇÃO DO CONCEITO
A passagem da maio ia das indús ias ans o mado as pa a uma e en e mais
ecnológica implica que sejam e e uadas di e sas ees u u ações nessas mesmas indús ias,
eme endo pa a um no o concei o, s a up (Bap is a e al., 2008). Es as al e ações ao ní el da
es u u a e uncionamen o das emp esas le a am ao apa ecimen o de no as ideias e po
conseguin e à ino ação (Be kowi z e Coope , 1997).
Segundo o au o O’Reilly (2009), o concei o s a up su ge du an e o pe íodo de 1997 a
2000, pe íodo esse denominado como a bolha da in e ne . Du an e es e in e alo de empo
su gi am di e sas emp esas online elacionadas com o “.com” o que lhes con e iu uma
cono ação mais di ecionada pa a a á ea ecnológica. Es as emp esas o am sob e alo izadas
o nando-se um o e al o de in es imen o, in ensi icando o comé cio online, o e-comme ce.
Pa a E ic Ries (2010), uma s a up é uma ins i uição humana p oje ada pa a o nece
um no o p odu o ou se iço em condições de ex ema ince eza.
En a na a en u a de c ia um no o p odu o ou se iço numa á ea ou num me cado de
uma manei a nunca an es is a, con e e as s a ups em algo a iscado e imp e isí el. Exis e
uma ele ada possibilidade do no o p odu o ou se iço que es á a se c iado, não co esponde
as expec a i as iniciais, sendo po isso necessá io que exis am ajus es cons an es an es de se
ob ida a o ma inal. O al o isco é, po an o, um a o mui o associado às s a ups, ins i uições
essas c iadas em condições de ex ema ince eza (Ries, 2011).
Uma das maio es di iculdades de uma s a up numa ase inicial passa po encon a o
Modelo de Negócio mais ap op iado, sendo, mui as ezes, o p imei o g ande desa io das
mesmas (Acs, 2008).
A necessidade de lida com ince ezas em di e en es pe spe i as, ais como, o me cado,
o p odu o, a compe i i idade associada ao se o , as pessoas e a é mesmo as inanças a ibuí a
uma ins i uição s a up um ele ado isco e ince eza (Pa e nos e e al., 2014; Sull, 2004;
Chang, 2004). Assim, pa a o au o Eisenmann (2011) um dos maio es iscos pa a o
emp eendedo é coloca no me cado um p odu o ou se iço que não seja uma necessidade pa a
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ninguém. Mui as ezes oda es a ince eza associada az com que os in es ido es, o necedo es
e comp ado es hesi em no momen o de o nece mais ecu sos à s a up (Chang, 2004)
Segundo os au o es Blank & Do (2012) e Spende e al. (2017) uma s a up
co esponde a uma no a o ganização que i á p ocu a e descob i no os Modelos de Negócio,
a a és de um p ocesso con ínuo de en a i a/e o que sejam escalá eis e susce í eis de se em
epe idos. Uma das ca ac e ís icas que dis ingue es e ipo de emp esas das es an es p ende-se
com o ac o do seu Modelo de Negócio se uma hipó ese em es e. Pos e io men e quando a
s a up coloca em p á ica o Modelo de Negócio, signi ica que o mesmo já passou a ase de
es es, assumindo o papel de pequena/média emp esa.
Ao con á io das g andes emp esas as s a ups êm, como uma das suas maio es
di iculdades eco e ao planeamen o adicional de um Modelo de Negócio (Blank, 2013).
Alguns au o es a i mam que as s a ups de maio sucesso são aquelas que conseguem
es a e expe imen a mais apidamen e o seu Modelo de Negócio com o obje i o de c esce ,
ap ende e e olui (Os e waide e Pigneu , 2010).
C iação de um Modelo de Negócio pa a o es údio de o og a ia Qua o de Lua
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Tabela 2: E olução do concei o de S a up
De inição
Au o , Ano
Ca ac e ís ica P incipal
De ido às al e ações que su gi am na maio ia das indús ias
o am necessá ios di e sos eajus es an o ao ní el do
uncionamen o das emp esas como da sua es u u a. Assim
eme gem no as ideias, o que le a consequen emen e à
ino ação, dando o igem a uma s a up.
Be kowi z e
Coope , 1997
Ino ação
Uma s a up é uma pequena e jo em emp esa que p ocu a
encon a qual o Modelo de Negócio que melho se ajus a à
mesma.
Acs, 2008
Busca do Modelo de Negócio
ideal
Emp esas c iadas du an e o pe íodo de 1997 a 2000, a bolha
da in e ne . Es as es a am elacionadas com uma á ea mais
ecnológica, o “.com” e su gi am de ido ao o e
in es imen o na á ea ecnológica e no comé cio online.
O'Reilly, 2009
No as emp esas di ecionadas
pa a o se o ecnológico
Uma s a up co esponde a uma emp esa que consegue
apidamen e es a e expe imen a o seu Modelo de
Negócio, com o obje i o de c esce e e olui apidamen e.
Os e waide e
Pigneu , 2010
C escimen o e e olução
ápida baseada no Modelo de
Negócio
C iação de um p odu o ou se iço que seja no idade ou
ap esen ação do mesmo de uma o ma inédi a e o iginal.
Uma s a up é po isso uma o ganização que su ge com um
ele ado isco associado, de ido às g andes ince ezas
exis en es numa ase inicial.
Ries, 2011
C ia i idade e Ino ação
Uma s a up co esponde a uma no a o ganização que i á
p ocu a e descob i no os Modelos de Negócio, a a és de
um p ocesso con ínuo de en a i a/e o que sejam escalá eis
e susce í eis de se em epe idos.
Blank & Do ,
2012
Spende e al.,
2017
Modelo de Negócio é uma
hipó ese em es e
Fon e: Elabo ação p óp ia
Dep eende-se assim que, as s a ups são c iadas pa a lida com si uações de ex ema
ince eza, onde o ní el de isco associado é mui o al o, uma ez que, mui as ezes, os mesmo
são desconhecidos po pa e dos emp eendedo es.
C iação de um Modelo de Negócio pa a o es údio de o og a ia Qua o de Lua
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2.2.3. STARTUPS EM PORTUGAL
“Why no Po ugal” é a pe gun a que a S a up Po ugal coloca, uma o ganização c iada
em 2016 com o obje i o de implemen a es a égias de apoio ao desen ol imen o do
emp eendedo ismo em Po ugal (S a up Po ugal, 2019). Segundo a mesma o ganização, em
Po ugal as s a ups ep esen am 1,1% do PIB nacional, sendo que oi e i icado um
c escimen o do núme o de emp egos em s a ups no ano de 2016, ce ca de 30% no ano de 2017
e ce ca de 24% em 2018 (Ba bosa, 2019).
Em Po ugal exis em inúme as s a ups em ase de incubação, ou seja, numa ase ainda
inicial, com p e isão de um ápido c escimen o. Em 2018 a o ganização S a up Po ugal
egis ou ce ca de 3214 s a ups, o que signi ica um c escimen o de 210 emp esas ace ao ano
an e io , onde o am egis adas 3004 s a ups em Po ugal
Os p imei os anos de uma s a up são undamen ais pa a a sob e icên ia das mesmas.
Segundo Ri a Gonçal es (2016) a é ao ano de 2015, em Po ugal, em média, dois e ços das
emp esas consegui am i mais além do p imei o ano de a i idade, sendo que mais de 50%
a ingi am o e cei o ano.
De ido a es e ápido c escimen o elacionado com o concei o de s a up, algumas
emp esas conseguem a ingi o es a u o de “unicó nio”. Es e concei o es á associado a emp esas,
maio i a iamen e ecnológicas, a aliadas com alo es acima dos mil milhões de dóla es du an e
o seu pe íodo de a aliação e que não se encon am co adas na bolsa de alo es (Lee, 2013).
Es a a aliação é ei a de aco do com o po encial de me cado que aquela emp esa pode á
ap esen a a longo p azo (Economias, 2017).
Mais uma ez, au o es como Go nall e S ebulae (2015), a i mam que as s a ups
ca ego izadas como unicó nios eco em ao capi al de isco como a sua p incipal on e de
in es imen o.
São di e sos os au o es que ap esen am ca ac e ís icas associadas aos unicó nios.
Aquela que é mais unanime en e odos os in es igado es co esponde ao ac o de se em
emp esas inanciadas a a és de um capi al de isco (Da Massi, F a ini, Quillico, 2016). É
a a és des e inanciamen o de capi al de isco que os unicó nios são capazes de aze
in es imen os, e olui no p ocesso de c escimen o, bem como cob i gas os ope acionais
(G illo, 2016).

C iação de um Modelo de Negócio pa a o es údio de o og a ia Qua o de Lua
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A ase inicial de c escimen o co esponde, ambém, a uma ase in ensi a de
in es imen os, sendo que na globalidade os esul ados ob idos são nega i os (Kenney &
Zysman, 2018).
A ince eza associada às s a ups, bem como as que a ingem o es a u o de unicó nio,
le a a que na g ande maio ia das si uações os indicado es económicos e inancei os não e elem
esul ados líquidos a o á eis, sendo mui as das ezes nega i os (Zö giebel, 2016)
Uma das emp esas que já a inguiu es a denominação oi a Fa e ch, a p imei a s a up
po uguesa a consegui es e í ulo, em 2015. Fundada no ano de 2007 a emp esa labo a pa a a
indús ia da moda de luxo endo como base uma pla a o ma digi al de enda online (Machado,
2020).
A pe cepção de no as opo unidades a a és do modelo de negócio, pee - o-pee ,
modelo es e que se elaciona com a c iação de pla a o mas online que êm a capacidade de
ap oximação do clien e com o endedo (Al es, 2015), oi a g ande mo i ação que le ou o
emp esá io José Ne es pa a a c iação da Fa e ch. O consumido des a s a up consegue aze
comp as a a és de uma pla a o ma online que eune as maio es ma cas de luxo do mundo
(Ba bosa, 2015).
Ou Sys ems e a Talkdesk são ou as duas s a ups po uguesas que o am, mais a de,
conside adas como os no os unicó nios nacionais (Nunes, 2018).
A Ou Sys ems undada em 2001 desen ol e pla a o mas low-code, ou seja, aplicações
onde a quan idade de linguagem de código u ilizada é o mínimo possí el (T aqueia, 2018).
O mais ecen e unicó nio co esponde a uma emp esa undada, no ano de 2011, po dois
po ugueses, a Talkdesk. Uma s a up capaz de en ega se iços de call cen e com alojamen o
na cloud (Lopes, 2018).
Pa a além des es ês g andes nomes de s a ups em Po ugal, exis em an as ou as que
me ecem a enção. A Unbabel, a Pagaqui e a 360 Imp imi são as ês scaleups, emp esas jo ens
que ge am ecei as conside á eis com um núme o mínimo de dez uncioná ios, que es ão no
opo da lis a de en e 25 scaleups que exis em em Po ugal (Fe ei a, 2018).
A de inição do concei o de unicó nio, al como oi e e ido an e io men e, su ge apenas
no ano de 2013 a a és da sua au o a Aileen Lee, sendo que po isso e le e um ema algo
ecen e e que se encon a em cons as e desen ol imen o.
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2.3. ESTRATÉGIA
A o igem da pala a es a égia eme e pa a a á ea mili a , sendo o p incipal obje i o a
i ó ia sob e o inimigo (G an , 2010).
Segundo Tzu (2015), um dos p incipais au o es no que diz espei o à “a e” da gue a,
es a égica p ossupõem a escolha dos caminhos e das soluções mais an ajosas, as quais o
inimigo não de e á conhece . No en an o, a i ma que pa a que isso acon eça é undamen al que
exis a um ele ado conhecimen o do ambien e in e no e ex e no, “se não e conheces a i mesmo,
nem ao inimigo, se ás de o ado em odas as ba alhas” (Tzu, 2015, pg. 36).
Assim, é pe ce í el a o e ligação en e o con ex o mili a e o emp esa ial no que diz
espei o à es a égia. O mundo emp esa ial impu ou es e concei o na en a i a de ob enção de
uma an agem compe i i a sob e a conco ência. A es a égia ado ada po cada emp esa passa
pela de inição dos seus obje i os e ações, pe mi indo a elabo ação de um plano es a égico
(Mag e a, 2010; Maina des e al., 2014).
Rela i amen e ao concei o de es a égia emp esa ial, hoje em dia, são di e sas as
de inições que podem se encon adas, no en an o, o au o Chandle (1969), conside ado um
dos p imei os au o es des e concei o, de ine es a égia emp esa ial a a és da de e minação de
obje i os que i ão a ua a longo p azo em conjun o com planos de ação e ecu sos que e ão
como inalidade a ingi os obje i os es abelecidos (Oli ei a, 2008) .
Uma elação en e as me as que uma emp esa p e ende alcança com os meios dos quais
dispõe pa a alcança esses mesmos obje i os, é pa a Po e (1991) a melho o ma de de ini
es a égia. Assim é possí el ob e um plano onde se pode á pe cebe de que o ma a emp esa
i á aze ace aos seus conco en es, bem como as suas me as e polí icas necessá ias pa a a ingi
os seus obje i os.
Po ou o lado, exis em au o es que de endem que o concei o de es a égia signi ica e
a capacidade de aze uma ges ão minuciosa e esponsá el dos ecu sos mais ca ac e ís icos de
uma emp esa, de o ma a c ia p odu os e se iços com mais alo pa a os seus clien es e que
sejam acilmen e acei es pelo me cado ela i amen e aos demais da conco ência (F ei e, 2004).
Pa a G an (2010), exis em ês ca ac e ís icas ine en es ao sucesso de um plano
es a égico, ais como, delinea obje i os acessí eis e sólidos a longo p azo, comp eende de
modo ap o undado o en ol en e compe i i o e e a capacidade a alia obje i amen e os
ecu sos disponí eis.
No en an o, é impo an e que o plano es a égico seja implemen ado de o ma co e a,
pa a se consegui a ingi o sucesso.
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Nos dias de hoje, exis e uma pe ceção quase ób ia da necessidade de e um plano
es a égico bem delineado e co e amen e undamen ado. Es e plano de e, ainda, se do
conhecimen o de odos os elemen os da emp esa pa a que haja uma maio e melho
implemen ação dessa mesma es a égia. Assim se á possí el que odos os in e enien es
assumam a i udes no sen ido do sucesso da o ganização o que esul a á numa maio
compe i i idade ace à conco ência du an e um pe íodo ala gado de empo.
2.3.1. FASES DO PROCESSO DE PLANEAMENTO ESTRATÉGICO
O p ocesso de de inição do planeamen o es a égico não é algo ixo, ou seja, o mesmo
de e á se adap ado às di e en es o ganizações e aos seus con ex os. No en an o exis em alguns
p ocedimen os que pa ecem se comuns a odos os planos es a égicos ais como, a análise do
ambien e ex e no, a de inição da es a égia, a implemen ação da mesma e sua análise e po im
a a aliação e con olo do plano es a égico.
Segundo os au o es Wheelan e Hunge (1990) e Lende (1999), no p ocesso de análise
ambien al, é essencial ealiza uma análise in e na e ex e na da o ganização, no sen ido de
de ini a sua missão, os seus obje i os p incipais e as suas polí icas e es a égias.
De o ma a sin e iza e delinea a análise ex e na e in e na, é undamen al eco e a
di e sas e amen as como, a análise das Cinco Fo ças de Po e , a análise PEST (Fa o es
Polí icos, Económicos, Sociais e Tecnológicos) a análise dos
1
s akeholde s e a análise SWOT
(Fo ças, F aquezas, Opo unidade e Ameaças). Es a úl ima e amen a de análise pe mi e que
seja ei o um le an amen o do ambien e ex e no e in e no e po conseguin e pe cebe qual a
posição da o ganização no me cado, ace à conco ência (Min zbe g e al., 1995).
Pa a o au o Min zbe g, a i ma a que aquando da u ilização do e mo es a égia é
essencial conside a que a o ganização e a sua es u u a não são componen es ixas, ou seja, é
algo mu á el que de e es a em cons an e eadap ação com o meio ex e no. Na sua opinião só
des a o ma a emp esa es á p epa ada pa a lida com odas as al e ações que oco em o a do
seu con olo, o nando-se menos ulne á el (Robe o, e al., 1997).
No que oca à es a égia da emp esa, é undamen al de ini as me as, as es a égias e as
ações necessá ias pa a a ingi aquilo que a emp esa p e ende alcança . Pa a isso é necessá io
desen ol e á ios obje i os conc e izá eis a cu o p azo que sejam mensu á eis a a és de
1
O e mo S akeholde s em o igem no dicioná io inglês e signi ica “pa es in e essadas”. Os s akeholde s
co espondem às pessoas ou às o ganizações que possam es a in e essadas no p oje o ou num negócio (Pin o,
2018)
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indicado es, pe mi indo uma cons an e a e iguação do seu g au de conc e ização e qualidade
(S emb idge, 2014).
A implemen ação da es a égia de inida, co esponde à execução daquilo que oi
de inido no pon o an e io , ou seja, a passagem das ações planeadas pa a a ealização das
mesmas. Pa a que a implemen ação das ações oco a de o ma e icaz é essencial que seja
ealizada uma es u u ação da o ganização, em que a mesma se á di idida em depa amen os e
se o es, o que i á pe mi i uma lide ança undamen ada e capaz de mo i a os seus
colabo ado es (S emb idge, 2014).
A úl ima ase do p ocesso de planeamen o es a égico co esponde à ase de a aliação
e con olo, no qual, de e se analisado o desempenho da o ganização de o ma a e i ica se se
encon a em con o midade com aquilo que oi de inido. É impo an e pe cebe se o que es á a
se desen ol ido es á de aco do com as me as e os obje i os açados inicialmen e e se es á
alinhado com a missão e a isão de e minadas na ase inicial do p ocesso. Es a a aliação e
moni o ização cons an e são undamen ais pa a que o plano seja dinâmico, na medida em que
seja possí el aze , a qualque momen o, uma adap ação ou uma modi icação do caminho
de inido de o ma a melho a ou a é mesmo ede ini a es a égia da o ganização (S emb idge,
2014).
Apesa da elabo ação de um plano es a égico se algo essencial pa a uma emp esa é
impo an e que es e es eja de aco do com as suas ca ac e ís icas e com a ealidade an o da
o ganização como do se o em que se encon a.
2.3.2. FERRAMENTAS DE ANÁLISE ESTRATÉGICA
Nes e pon o se á ei a uma ap esen ação mais ap o undada de duas das e amen as mais
u ilizadas no p ocesso de análise e elabo ação do plano es a égico de uma emp esa – Análise
PEST e Análise SWOT.
2.3.2.1. ANÁLISE PEST
Pa a que seja possí el elabo a um plano es a égico co e o pa a uma de e minada
emp esa é undamen al conhece o seu ambien e in e no e ex e no (Oli ei a e al., 2016). Assim,
de o ma a es uda o ambien e ex e no de uma o ganização, pe cebendo quais os a o es
ambien ais que podem se impac an es pa a a emp esa, é ealizada a Análise PEST. O obje i o
des a análise passa po pe cebe quais as ameaças e opo unidades que podem exis i no
mac oambien e de uma o ganização (Aldea, Jacob, Qua el, & F anken, 2013).
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de negócio. Es a ep esen ação só é possi el se exis i um modelo es u u ado da ges ão da
o ganização.
Na pe spe i a de Mag e a (2002), os MN uncionam como a “his ó ia” da o ganização,
ou seja, cada emp esa em a sua “his ó ia” e nela es á esc i a a o ma como a mesma unciona.
Assim, um Modelo de Negócio cen a-se no modo de uncionamen o da emp esa, endo como
p incipal obje i o consegui o maio luc o possí el. Nesse mesmo modelo, de e se desc i o o
melho caminho e a o ma mais lógica de implemen a di e sas melho ias na emp esa, bem
como lida com si uações imp e is as, sendo ulc al a ingi o obje i o p incipal, a c iação de
alo .
Os e walde e Pigneu (2002), de endem que um MN se i á como a base pa a a
implemen ação de negócios, endo como pon o de pa ida o concei o de uma a qui e u a de
es a égia pa a o negócio.
Segundo Mo is e al. (2005), o MN co esponde a um conjun o de e en es, que de em
se idas em conside ação aquando de uma decisão, no que oca à es a égia de isco, à aqui e u a
e es u u a da o ganização e à economia da mesma. Assim é possí el que seja c iada uma
an agem compe i i a ace à conco ência.
Sha e e al. (2005) suge e que um MN ep esen a o núcleo do negócio de uma o ma
lógica, bem como as suas es a égias, endo como obje i o a cap u a de alo .
Mais a de, Os e walde e Pigneu (2010), e e em, no amen e, o concei o de MN como
a base essencial de qualque o ganização que lhe pe mi e c ia , en ega e de e alo .
Ainda no ano de 2010, Teece, de ende que um MN se encon a na base de qualque
o ganização, pois de ine a o ma como a mesma c ia e en ega alo pa a os seus clien es, bem
como ans o ma os pagamen os em luc os. Com es a base é possí el c ia p opos as de alo
que ão de encon o àquilo que o clien e p ocu a, sendo, po isso, mais a a i as. Nes e caso, as
es u u as associadas ao p ocesso de cus o e de isco podem se an ajosas.
No ano de 2010, Zo e Ami , e azem a de inição ela i amen e ao concei o de MN,
desc e endo-o como o modelo a a és do qual a o ganização de e se conduzida e como en ega
alo pa a os seus s akeholde s.
Casadesus-Masanell (2010), desc e e, um MN como a lógica a a és da qual a emp esa
se ge e e como c ia alo pa a as suas pa es in e essadas.
Mais ecen emen e, DaSil a e T kman (2014), e e em que um MN eune um conjun o
de ecu sos que, a a és de ansações, con e e-se em alo pa a a o ganização e pa a os
clien es.

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Pa a Wi z e al. (2016), um MN co esponde a uma ep esen ação simpli icada onde se
encon am eunidas as a i idades mais ele an es de uma emp esa. Es ão desc i as as
in o mações, p odu os e/ou se iços que pe mi em ag ega alo pa a a o ganização, bem como
a a qui e u a de c iação de alo , os componen es es a égicos, os clien es e o me cado. Es es
ópicos podem se encon ados com ele ado des aque num MN, uma ez que o p incipal
obje i o passa po ga an i uma an agem compe i i a ace à conco ência.
Nos dias de hoje, com odas as adap ações às no as ecnologias, Teece e Linden (2017),
explicam que um bom MN e idencia a o ma como os colabo ado es, os o necedo es e os
clien es in e agem com a o ganização a a és do meio digi al. À medida que as ci cuns âncias
al e am, o MN i á se i como guião pa a o mula al e ações na a qui e u a da cadeia de alo ,
man endo uma coe ência ge al ela i a à o ganização.
2.4.2. DIFERENTES MODELOS DE NEGÓCIO
Após a pesquisa bibliog á ica ealizada, pode-se cons a a que o concei o de Modelo de
Negócio ainda não a ingiu uma opinião comum sob e o que o compõem exa amen e.
Gassman e al. (2015) e e em que é possí el esumi um MN em qua o dimensões
cen ais, quem?, o quê?, como? e qual o alo ?. Assim, é pe cep í el que um Modelo de
Negócio co esponde a um complexo sis ema que elaciona odas as á eas de uma emp esa,
bem como as suas in e ligações e in e dependências.
Quando se abo da a ques ão “Quem é o clien e?” (Mag e a, 2002), em-se como
obje i o pe cebe e iden i ica o g upo de clien es pa a o qual a o ganização p e ende comunica
(Chesb ough e Rosenbloom, 2002; Hamel, 2000). Com base no a gumen o de Mo is e al.
(2005) de que o acasso em de ini adequadamen e o me cado é um a o -cha e associado à
alha da o ganização, en ende-se que a iden i icação e de inição do clien e-al o ep esen a uma
dimensão cen al no desenho de um no o MN.
“O quê?”, uma ques ão que ep esen a a segunda dimensão, uma di isão que desc e e
o que a o ganização pode o e ece ao clien e-al o, ou seja, aquilo que o clien e alo iza. Es a
in o mação é comumen e e e ida como a p oposição de alo pa a o clien e (Johnson e al.,
2008) (Teece, 2010). Pode, ambém, se de inido como a isão holís ica do conjun o de
p odu os e se iços da o ganização que ac escem alo pa a o clien e (Os e walde , 2004).
A e cei a ques ão colocada, “Como?”, e e e-se à o ma como a p opos a de alo pode
se c iada e dis ibuída. Os di e sos p ocessos e a i idades da o ganização, jun amen e com os
ecu sos necessá ios (Hedman e Kalling, 2003) e as capacidades da mesma (Mo is e al. 2005),
o mam a e cei a dimensão na cons ução de um no o MN.
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Na qua a dimensão, a do “Valo ”, é demons ada a iabilidade do MN ela i amen e à
e en e inancei a. Em suma, nes a dimensão são eunidos aspec os como, a es u u a de
cus os, os mecanismos de ecei a aplicados e a o ma como con e e a sua a i idade em ecei a
(Gassman e al., 2015)
Na igu a abaixo pode-se isualiza as qua o dimensões abo dadas acima, bem como a
sua in e ligação e dependência.
Figu a 4 - De inição de Modelo de Negócio - T iângulo Mágico
Fon e: Gassman e al. (2015)
Exis em á ias con igu ações di e en es no que diz espei o aos MN, sendo que
Gassman e al. (2015) iden i ica am ce ca de 55 pad ões dis in os que de am o igem a no os
MN.
Des e conjun o de no os MN são des acados 5 modelos, “Razo and Blade”,
“F eemium”, “Pee - o-pee ”, “Sel -se ice” e “Subsc ip ion”.
“Razo and blade” é um dos MN mais econhecidos no que oca à es a égia de uma
o ganização. Es e e e o igem na ma ca “Gille e”, uma ma ca com p odu os conhecidos e
u ilizados mundialmen e pe encen e à emp esa “P oc e & Gamble” (Picke , 2010).
T aduzido pa a a língua po uguesa, “ azo and blade” e e e-se ao e mo “lâmina de
ba bea ”, de ido ao concei o associado a MN. Nes e caso, al como o nome indica, o MN da
“Gille e” baseia-se na enda de um p odu o p incipal, ao qual o consumido c ia uma elação
de necessidade com um baixo cus o associado e uma al a du abilidade. Pos e io men e o
comp ado se á induzido a adqui i consumí eis ou subp odu os do p odu o p incipal, p odu os
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esses que são endidos a alo es bas an e ele ados, com ma gens de luc o mui o mais ele adas
do que o p odu o p incipal (Dheba , 2016).
Segundo Gassman e al. (2015), são di e sas as ma cas que eco e am a es e ipo de
MN, como po exemplo, a S anda d Oil Company (1880), a Gille e (1904), a Nes lé Nesp esso
(1986), a Apple iPod/iTunes (2003), a Amazon Kindle (2007) e a Nes lé BabyNes (2012).
Ou o dos MN mais conhecidos designa-se po “F eemium”. Nes e ipo de MN, o
consumido em acesso à e são básica do se iço, sendo que obje i o passa po en a cap a a
a enção e in enção do clien e pa a o mesmo ade i à e são paga, ou seja a e são “p emium”.
Assim, com a o e a inicial g a ui a, a emp esa consegue a ai o maio olume de clien es
possí el e cob i , inancei amen e, os gas os que êm com os u ilizado es da e são g a ui a
a a és dos clien es da e são paga (Gassman e al. 2015).
O ascínio po aquilo que é li e e g a ui o é um dos g andes impulsionado es no MN
“F eemium”. Es e pe mi e que o u ilizado passe po uma expe iência an es de aze a comp a
da e são paga. Des a o ma a emp esa consegue ul apassa , mais ezes, a esis ência do
u ilizado con e endo-o em clien e, ao seja, em u ilizado da e são “p emium” (Gu e al.
2019).
No en an o, pode, po ezes, se complicado dissocia um u ilizado da e são g a ui a,
po isso, é essencial que a emp esa consiga aze com o que clien e en enda, acilmen e, as
an agens e os bene ícios do se iço pago. Pa a isso, o na-se necessá io aumen a a linha de
p odu os que incluem a e são paga, ou seja, “p emium” e, mais impo an e ainda, conhece o
compo amen o do clien e (Gu e al. 2019).
Um exemplo massi o des e ipo de MN é a D opbox. Es a emp esa com 500 milhões de
u ilizado es, que êm como se iço base o o necimen o de 2GB de a mazenamen o g a ui o,
conseguiu ge a uma ecei a de 1000 milhões de dóla es no ano de 2017, com a passagem de
11 milhões de u ilizado es pa a a e são paga, sendo que os mesmos a ualiza am o seu acesso
pa a 1TB de capacidade de a mazenamen o (Gu e al. 2019).
Ou os se iços como o “Spo i y”, o “Ho mail”, o “Linkedin”, o “Skype”, são exemplos
de emp esas que eco em ao MN de “F eemium”.
O e cei o MN a abo da designa-se po “Pee - o-pee ” (P2P). Es e baseia-se numa
coope ação en e dois indi íduos in e essados pelo mesmo se o , ou seja, onde exis a uma
in e ação especializada. Nes e caso a emp esa o e ece ao clien e uma as a de gama de opções
den o de um de e minada se o ou se iço, conec ando o endedo ou p es ado de se iços
com o po encial clien e (Gassman e al. 2015). Emp esas como o “eBay”, o “Ai bnb”, a
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“Amazon Web Se ices”, a “Google”, o “Facebook”, o “Paypal”, en e ou as, azem pa e do
g ande conjun o de o ganizações que uncionam em o no des e MN (BMI Lab, 2020).
De aco do com Chen e al. (2014), numa pla a o ma P2P é essencial que se c ie uma
elação de con iança en e os o necedo es e os consumido es, pe mi indo que os ope ado es
das pla a o mas em ques ão sus en em os seus negócios.
É impo an e que as pla a o mas P2P sejam con iá eis, de o ma a minimiza os iscos
pe cebidos pelos consumido es aquando da u ilização de se iços em ambien e desconhecido
pa a os mesmos (E e al. 2016; Yang e al. 2015).
O MN “Sel -Se ice”, a ua na base da ans e ência de uma pa e da c iação de alo
pa a o clien e em subs i uição de um baixo cus o de um se iço ou de um p odu o. Es e ipo de
MN é u ilizado, essencialmen e, em emp esas que necessi am de aplica cus os associados a
e apas do p ocesso a é a ingi o obje i o inal. Mui as ezes, o clien e inal, não em pe cepção
des es mesmos cus os, sendo que o clien e acaba po execu a uma pa e do p ocesso,
pe mi indo uma ag egação de alo de o ma mais ápida e mais o ien ada pa a os seus p óp ios
obje i os inais (Gassman e al. 2015).
G andes o ganizações como a McDonald’s, a Ikea, a Amazon Web Se ices, eco em
a MN “Sel -Se ice” pa a ende os seus p odu os ou se iços (BMI Lab, 2020).
Po im, o MN “Subsc ip ion”, baseia-se no pagamen o de um mon an e mensal ou
anual, po pa e do clien e, com o obje i o de e acesso a um p odu o ou se iço. Assim a
emp esa consegue ge a um luxo de caixa mais a o á el, uma ez que exis e um pagamen o
pe iódico pelo p odu o ou se iço (Gassman e al. 2015).
A ualmen e es e ipo de MN é um dos mais p edominan es quando se a a da u ilização
dos mais ecen es so wa es nos mais di e sos se o es. No en an o, é undamen al man e e
alimen a uma boa elação com o clien e, de o ma a que o mesmo consiga e , con inuamen e,
o alo ac escen ado que a emp esa em ques ão lhe consegue o e ece , só assim o clien e
con inua á a paga po esse p odu o/se iço (Campbell, 2020).
Emp esas como a Abobe, de so wa e, a Ne lix, se iço de “s eaming” e a Spo i y, são
ês dos g andes nomes associados a es a o ma de negócio (Campbell, 2020).
Em 2002, Os e walde e al., (2002), e mais a de em 2004, Os ewalde (2004), os
au o es ap esen a am uma p opos a pa a o desen ol imen o de no os MN, su gindo, assim, o
Business Model Can as. Es e se á abo dado com mais po meno seguidamen e.
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2.4.3. MODELO DE NEGÓCIO CANVAS
O Business Model Can as sendo o modelo aplicado no p oje o se á desen ol ido
seguidamen e. Es e modelo é uma das e amen as mais u ilizadas po di e sas emp esas, uma
ez que co esponde ao MN melho adap ado e po isso mais ado ado pelas o ganizações
(Os e walde e Pigneu , 2009).
Desenhado po Os e walde e Pigneu , es a e amen a é uma das mais u ilizadas pelo
seu design simples e in ui i o. A a és do Business Model Can as os emp eendedo es
conseguem c ia , isualiza e a é mesmo es a os seus modelos de negócio sem necessi a de
en ol e g andes gas os de capi al (Blank, 2016).
C iado pa a colma a a necessidade de c ia MN mais lexí eis e capazes de se em
es ados apidamen e, a endendo assim às necessidades do clien e (Os e walde e Pigneu ,
2009).
2.4.3.1. A ORIGEM
“Um modelo de negócio desc e e a lógica de como uma o ganização c ia, p opo ciona
e ob ém alo ” (Os e walde e al., 2010).
Tal como e e ido an e io men e, os au o es Os e walde e al., (2002) desen ol e am
uma no a p opos a de ap esen ação e desen ol imen o de MN, com base em qua o g andes
pila es: os p odu os e se iços, as in aes u u as, a ede de pa cei os, o elacionamen o com o
clien e e aspe os ligados à á ea inancei a. Es a no a p opos a de ap esen ação oi di ulgada
a a és do es udo denominado “An e-Business On ology o Modeling e-Business”.
No en an o, mais a de, em 2004, es a di isão do MN com qua o g andes pila es oi
ala gada pa a no e blocos, os quais, pa ce ias-cha e, a i idades-cha e, ecu sos-cha e,
p opos a de alo , elações com o clien e, canais de dis ibuição, segmen o de clien es, es u u a
de cus os e luxo de endimen o. Es a no a di isão oi desenhada po Os e walde (2004) e
ap esen ada na sua ese de dou o amen o “The Business Model On ology”.
Mais a de, ao longo dos anos, es e MN oi so endo algumas al e ações, de o ma a que
se o na-se mais cla o, uni o me e in ui i o, o que le ou à c iação de no as e melho adas
es a égias, pe mi indo assim encon a uma linguagem que pudesse se pa ilhada po odos
aqueles que o aplicassem (Os e walde e al., 2010).
Apenas no ano de 2010, es e no o MN su ge com a designação a ualmen e conhecida,
Business Model Can as (BMC), ano em que Os e walde e al., (2010) ap esen a um MN capaz

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de desc e e , a a és dos seus no e blocos, como é que uma o ganização p e ende cap u a
alo , endo em con a odas as suas á eas de a uação e a o ma como as desen ol e.
2.4.3.2. A FERRAMENTA
Segundo Os e walde e Pigneu (2010) o BMC, co esponde a um p ocedimen o
simples, in ui i o e capaz de se comp eendido po odos, onde se encon a esumida a o ma
de uncionamen o de uma emp esa.
De aco do com Co ez (2016), o BMC co esponde a uma e amen a desen ol ida com
o obje i o de c iação, desen ol imen o e ges ão de negócios, a a és da qual, acilmen e, se
pe cebe qual o MN de uma de e minada emp esa. Mais uma ez, o au o e e e que se a a de
uma e amen a simples, in ui i a e de ácil comp eensão.
Exis em qua o á eas p incipais que uncionam como os g andes pila es do BMC,
podendo encon a -se den o das mesmas os no e blocos cons i u i os, odos eles in e ligados,
pe mi indo e que qualque al e ação que oco a num desses blocos i á a e a odos os
es an es, ou seja, odo o uncionamen o da emp esa (Lopes, 2014).
As qua o g andes á eas de um MN, segundo Os e walde (2004) e Os e walde e
Pigneu (2010) são:
• Viabilidade inancei a: Nes a á ea são desc i os os esul ados p e isí eis, ou seja, o
Fluxo de Rendimen os e a Es u u a de Cus os que pe mi em sus en a o negócio;
• In aes u u as: Co esponde à o ma com a emp esa ge e as suas in aes u u as e
oda a sua logís ica, como as Pa ce ias-Cha e, as A i idades-Cha e e os Recu sos-
Cha e;
• O e a: Ou p odu o/se iço, ou seja, es a á ea ap esen a a o ma como a emp esa
p e ende en ega alo pa a o seu clien e, P opos a de Valo ;
• Clien es: Tal como o nome indica nes a á ea são ep esen ados o(s) Segmen o(s) de
Clien es da emp esa, a Relação com o Clien e e os Canais de Dis ibuição.
Seguidamen e se ão desc i os os no e blocos cons i u i os do BMC, que es ão incluídos
nas qua o g andes á eas ap esen adas acima.
C iação de um Modelo de Negócio pa a o es údio de o og a ia Qua o de Lua
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2.4.3.3. OS NOVE BLOCOS CONSTITUTIVOS
Uma das maio es an agens des e MN é unciona , p incipalmen e, a a és de uma
lógica de b ains o ming, pe mi indo que qualque o ganização seja capaz de al e a a
in o mação colocada em cada um dos blocos, semp e que necessá io, com o obje i o de se
ap oxima daquilo que de iniu pa a a sua missão e isão. No en an o, é undamen al pe cebe
que qualque al e ação e e uada ao ní el de um dos blocos cons i u i os i á a e a odos os
ou os, pois exis e uma g ande in e dependência en e odos (Co ez, 2016).
Assim a o ganização consegue de ini o seu plano es a égico de es u u a os seus
ecu sos, p ocessos e cus os culminando na p opos a de alo que ai en ega ao seu clien e
(Co ez, 2016).
2.4.3.3.4. VIABILIDADE FINANCEIRA
Fluxo de Rendimen o
“O bloco cons i u i o e e en e aos luxo de endimen o ep esen a o dinhei o que uma
emp esa ge a a pa i de cada segmen o de clien es” (Os e walde e Pigneus, 2010, p.30)
Nes e sen ido, es es ecu sos o nam-se essenciais pa a que a o ganização encon e
es abilidade, an o a cu o como a longo p azo (Sil a, 2015).
Os luxo de endimen o encon am-se associados ao bloco do(s) segmen o(s) de clien es,
uma ez que a o ganização necessi a de pe cebe qual o alo que cada segmen o de clien es
es á dispos o a paga . Is o pe mi e que a o ganização consiga pe cepciona quan as on es de
endimen o podem exis i p o enien es de cada segmen o de clien es (Os e walde e Pigneu ,
2016).
Impo a e e i que, es es luxo de endimen o, podem su gi de di e en es o mas, ais
como pagamen os ei os uma única ez pelo clien e, o que se aduz numa única ansação e
po isso ob enção di e a dos endimen os, pagamen os con inuados, sendo que nes e caso a
ob enção de endimen os oco e du an e um pe íodo de empo mais ala gado, co espondendo
a um apoio p es ado ao clien e po pa e da o ganização, já num egime pós- enda (Os e walde
e Pigneu , 2016; Lopes, 2014; Co ez, 2016).
Exis em á ias o mas de ge a luxo de endimen os, sendo que os au o es suge em as
seguin es (Os e walde e Pigneu , 2016):
C iação de um Modelo de Negócio pa a o es údio de o og a ia Qua o de Lua
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• Venda de A i os: Co esponde à enda do di ei o da p op iedade de um
de e minado p odu o ísico, sendo uma das o mas mais di e as a a és da qual é
possí el ge a luxo de endimen o;
• Taxa de U ilização: Es as axas são ge adas a a és da u ilização de um se iço,
sendo que quan o mais ezes o clien e eco e a esse mesmo se iço mais i á paga ;
• Assina u as: Fluxo de endimen o ge ados a a és da enda do acesso con inuado
a um de e minado se iço;
• Emp és imos / A endamen o / Leasing: Du an e um de e minado pe íodo de
empo é cedido um di ei o exclusi o do uso de um a i o especí ico de aco do com a
quan ia paga pelo clien e. Es a oi p e iamen e de inida po ambas as pa es;
• Licenciamen o: Nes e caso é a ibuída uma au o ização ao clien e que lhe pe mi e
usa os di ei os p o egidos de p op iedade in elec ual, a a és do pagamen o de
licenças;
• Comissões de In e mediação: Ob enção de luxo de endimen o a a és de se iços
de in e mediação en e duas ou mais pa es;
• Publicidade: Comissões são cob adas a a és da publicidade ealizada a um
de e minado p odu o, se iço ou ma ca.
A es as o mas a a és das quais é possí el ge a luxo de endimen o, es ão associadas
es a égias de ixação de p eços, ca ac e izadas po dois con ex os di e en es, os p eços ixos e
os p eços dinâmicos.
Os p eços ixos, são p e iamen e de inidos de aco do com dados es a ís icos, como
lis as de p eços ixos pa a um de e minado p odu o ou se iço ou p eços que es ão elacionados
com as ca ac e ís icas e qualidade do p odu o, p eços que dependem do segmen o de clien es
pa a o qual um p odu o ou se iço es á di ecionado, ou p eços que se elacionam com as
quan idades adqui idas.
Rela i amen e aos p eços dinâmicos, es es ão so endo a iações de aco do com as
condições que o me cado ap esen a, como po exemplo, p eços que são negociados, p eços que
es ão dependen es do in en á io bem como da da a de comp a do a igo e ainda p eços que que
es ão elacionados com a o e a e p ocu a exis en e, ou ainda leilões (Os e walde e Pigneu ,
2016; Lopes, 2014).
De ido à e olução na e a digi al, a eco ência aos p eços dinâmicos em alcançado
no os se o es como os endedo es po e alho online. Es es conseguem ecolhe g andes
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quan idades de dados, pe mi indo que eco am a análises de big da a, conseguindo, assim, um
p eço quase exclusi o pa a cada clien e em pa icula . Des a o ma as emp esas são capazes de
o imiza a sua luc a i idade, a a és da lexibilidade na ixação de p eços. Es as cob am p eços
di e en es, a di e en es clien es com base no his ó ico de comp a que ap esen am. (Ko le ,
2017).
Es u u a de Cus os
“A es u u a de cus os desc e e odos os cus os en ol idos na ope ação de um modelo
de negócio” (Os e walde e Pigneu , 2016, p.40).
Nes e bloco de em se desc i os os cus os mais impo an es elacionados com um
de e minado negócio. Na g ande maio ia dos casos o ideal se á, semp e, consegui minimiza
os cus os ao máximo, mais conc e amen e os cus os ixos e aumen a os cus os a iá eis, o que
pe mi i á que g ande pa e dos cus os oco am quando exis i em endas (Ries, 2011). No
en an o di e en es MN êm em is a di e en es obje i os.
Algumas emp esas op am po desenha os seus MN cen ando-se na maio minimização
dos cus os possí el em odos os aspe os, sendo es es conside ados MN mo idos pelos cus os.
Nes e caso o obje i o passa po consegui en ega a p opos a de alo com o meno cus o que
a emp esa consegui .
Po ou o lado, exis em emp esas, que p e endem en ega aos seus clien es p opos as
de alo de ele ada qualidade e com se iços pe sonalizados pa a cada clien e. Aqui são
desen ol idos MN mo idos pelo alo , ao con á io do que oi e e ido no pa ág a o an e io .
O g ande obje i o passa pela c iação de alo pa a en ega ao clien e.
Ainda assim, mui as emp esas que op am pela es u u ação de MN mo ido pelo alo ,
apos am na edução dos cus os ixos em bene ício dos cus os a iá eis (Os e walde e Pigneu ,
2016).
Exis em di e sas es u u as de cus os di e en es, ais como as desc i as na abela abaixo.
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componen e elaciona-se di e amen e com o componen e desc i o acima,
“Ta e as do Clien e” (Os e walde e al., 2014).
Es a elação en e a p opos a de alo e o segmen o de clien e, é undamen al pa a que
seja c iada uma a iculação que pe mi i á uma maio c iação de alo a se en egue ao clien e
(Sil a, 2015).
Relação com o Clien e
“As elações com os clien es desc e em os ipos de elações que uma emp esa
es abelece com segmen os de clien es especí icos” (Os e walde e Pigneu , 2016)
A elação com o clien e é um dos a o es mais impo an es no MN de uma emp esa,
po que e le e mui o daquilo que são os alo es da mesma. Es a elação que é man ida com o
clien e a ia de emp esa pa a emp esa, desde algo mais pessoal a é algo mais au oma izado,
p ocu ando cap a no os clien es e ideliza os clien es a uais, aumen ando assim as endas
(Os e walde e Pigneu , 2016).
A manu enção de uma elação com o clien e, pe mi e que a emp esa consiga esponde
de uma melho o ma às exigências do seu clien e, podendo unciona como posicionado de
me cado. Mui as ezes es as elações acon ecem no se iço pós- enda, no en an o, não deixa
de se undamen al que as mesmas acon eçam, ambém, no momen o da p opos a de alo
(Co ez, 2016).
Segundo os au o es Os e walde e Pigneu (2010), exis em seis ca ego ias ca ac e ís icas
da elação en e a emp esa e os seus clien es:
• Assis ência Pessoal: Tem como base a in e ação humana, ou seja, oco e uma
comunicação di e a en e o clien e e um ep esen an e da ma ca, sendo o necido
um apoio ao longo de odo o p ocesso de enda, bem como após a enda;
• Assis ência Pessoal dedicada: É designado um colabo ado pa a acompanha o
clien e ao longo de odo o p ocesso;
• Sel -Se ice: Relação di e a com o clien e é inexis en e, no en an o são
disponibilizados pela emp esa odos os meios pa a que o mesmo consiga usu ui
dos seus se iços;

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• Se iço Au oma izado: Pe mi e simula uma elação en e um ep esen an e da
emp esa e o clien e, uma ez que são o necidas ecomendações e soluções pa a
as dú idas ou p oblemas do clien e;
• Comunidades: Exis ência de uma comunidade online de o ma a en ol e os
clien es de uma emp esa e consegui a ai no os. Es as comunidades po enciam
a oca de conhecimen o e a esolução de p oblemas, o que mui as ezes
con ibuí pa a que a emp esa consiga comp eende melho o seu clien e;
• Co-c iação: Relação clien e- endedo mais p o unda, oco endo a c iação de
alo de o ma conjun a.
Canais de Dis ibuição
“A ligação c iada en e a p opos a de alo da o ganização e o seu a ge de clien es”
(Os e walde , 2004).
Co esponde à o ma a a és da qual a emp esa consegue chega aos seus clien es, ou
seja, é a a és des as ias que a mesma comunica e dis ibui o seu p odu o ou se iço, en ando,
ainda, in luencia os seus clien es pa a que seja possí el en ega uma p opos a de alo (Lopes,
2014).
Pe cebe quais os canais que melho sa is azem as exigências de comunicação dos
clien es é undamen al pa a que a emp esa consiga en ega a sua p opos a de alo
(Os e walde e Pigneu , 2016).
É a a és des es canais que os clien es conseguem acede e a alia a p opos a de alo
da emp esa, pe mi indo assim que os mesmos adqui am os seus p odu os ou se iços e que
man enham uma elação com a emp esa no momen o pós- enda (Os e walde e Pigneu , 2016).
Os au o es, Os e walde e Pigneu (2016), de endem que os canais de dis ibuição
podem di idi -se em cinco canais dis in os, sendo que odos eles podem se undamen ais em
mais do que uma ase do p ocesso de enda. As cinco es ão desc i as abaixo:
• Conhecimen o: Co esponde à o ma como a emp esa ap esen a a sua p opos a
de alo ao clien e;
• A aliação: Demons a o apoio p es ado po pa e da emp esa no momen o de
a aliação da p opos a de alo compa a i amen e às es an es exis en es no
me cado;
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• Comp a: Fo ma como o clien e pode e acesso ao p odu o ou se iço;
• En ega: Fo ma como oco e a en ega da p opos a de alo ao clien e;
• Pós- enda: Se iço de apoio p es ado po pa e da emp esa aos seus clien es
após a aquisição do p odu o ou se iço.
Figu a 5: Tela Business Model Can as
Fon e: Os e walde e Pigneu (2010)
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3. METODOLOGIA E CONTEXTUALIZAÇÃO
3.1. INTRODUÇÃO
Nes a secção são desc i os os obje i os do abalho de p oje o, o pon o de pa ida pa a
o desen ol imen o do plano de negócio pa a a emp esa Qua o de Lua, bem como a sua
ap esen ação e ca ac e ização. É ainda ap esen ada a me odologia e as écnicas u ilizadas.
3.2. OBJETIVOS
Es e p oje o em po obje i o p incipal a elabo ação de um Modelo de Negócio pa a o
es údio de o og a ia Qua o de Lua.
Assim, de o ma a alcança o obje i o desc i o acima, se ão conside ados alguns
p ocedimen os ais como, a c iação de uma p opos a de alo adequada às necessidades do
público-al o, a de inição e ca ac e ização do mesmo, di ecionando oda a comunicação da
ma ca e a análise dos a o es di e enciado es, bem como a in e p e ação dos mesmos no sen ido
de desen ol e mecanismos pa a o desen ol imen o de uma es a égia compe i i a.
3.3 METODOLOGIA
A me odologia ado ada pa a o es udo des e caso, oi a quan i a i a, a a és da aplicação
de um inqué i o po ques ioná io, des inado a clien es e po enciais clien es do es údio de
o og a ia, es ando disponí el pa a espos as, en e o pe íodo de 16 de dezemb o de 2019 a 16
de e e ei o de 2020.
Ao eco e a uma me odologia quan i a i a, o na-se necessá io ealiza a análise
numé ica dos dados ob idos a a és da aplicação de um ques ioná io, enquan o a me odologia
quali a i a eco e a uma análise com base na in e p e ação de pala as e ou os dados
ecolhidos não numé icos (Johnson e Ha is, 2002).
Alguns au o es como Skinne , Tagg e Halloway (2000) conside am que a me odologia
com base em dados quan i a i os é dominan e ace à me odologia quali a i a na maio ia dos
es udos ealizados po ges o es.
A análise, maio i a iamen e, abo dada é a desc i i a, uma ez que consis e na desc ição
e ob enção de conclusões a pa i da análise de um conjun o de alo es ecolhidos, não exis indo
a necessidade de c iação compa ações en e di e en es g upos (Johnson e Ha is, 2002).
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3.4. MÉTODO DE RECOLHA DE DADOS
Pa a a ecolha dos dados, conside ando os obje i os desc i os acima, eco eu-se à
aplicação de um ques ioná io, a a és da pla a o ma Google Fo ms. O mesmo oi aplicado ia
online e en iado com ecu so ao ende eço de e-mail e à ede social, Facebook.
Segundo o au o Ba añano (2004), a e amen a mais u ilizada pa a a ob enção de dados
de o ma mais di e a e cla a é o ques ioná io, uma ez que di eciona as espos as dos inqui idos
pa a o ema que se p e ende es uda . Assim, a a és des a e amen a é possí el ob e a
e i icação das conje u as p e iamen e de inidas e a desc ição da população ob ida. Es a, é
ainda, uma e amen a de baixo cus o, de ápida aplicação, pe mi indo, ainda, ab ange uma
amos a ela i amen e g ande e consegui uma maio iabilidade no momen o de a amen o
dos dados (Hussey e Hussey, 1997; Ba añano, 2004; F eixo, 2011)
O inqué i o oi aplicado du an e o pe íodo de 2 meses, de 16 de dezemb o a 16 de
e e ei o, endo sido ob idas 302 espos as.
3.4.1. ESTRUTURA DO QUESTIONÁRIO
O ques ioná io aplicado que se encon a em anexo oi desen ol ido com a consciência
de que o mesmo de e ia se apela i o e o mais b e e possí el, de o ma a que o inqui ido
necessi asse de poucos minu os pa a esponde , pe mi indo assim um maio núme o de
espos as. Es e é compos o po uma pequena ap esen ação onde es á desc i o o âmbi o do
p oje o e um b e e enquad amen o eó ico do ema, oi o ques ões demog á icas no sen ido de
aça o pe il do inqui ido, dez ques ões de espos a echada e ob iga ó ias e uma ques ão de
epos a abe a onde são pedidas suges ões de melho ia.
Passa-se a desc e e o ques ioná io ealizado de o ma po meno izada:
I. Na ap esen ação inicial do ques ioná io é desc i o o âmbi o da ealização do mesmo,
bem como o ema e o obje i o p incipal;
II. Nas p imei as 8 ques ões ap esen adas são pedidos dados demog á icos do inqui ido,
ais como, sexo, idade, habili ações li e á ias, dis i o de esidência, si uação
p o issional, á ea de p o issão, enume ação mensal líquida ( epos as de ca iz não
ob iga ó io) e o núme o de elemen os do ag egado amilia ;
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III. As seguin es 10 ques ões de espos a echada, baseiam-se na pe cepção do inqui ido
ace a di e sas a iá eis que podem in luencia na escolha de um se iço o og á ico
em di e sos momen os;
IV. Em 6 das 10 ques ões de espos a echada ap esen adas ao inqui ido é pedido que g adue
po impo ância algumas condicionan es e ca ac e ís icas associadas ao se iço
o og á ico e àquilo que pode se o e ecido ao clien e;
V. Po im, é ap esen ada uma pe gun a de espos a abe a, onde é pedido ao inqui ido que
aça uma suges ão de melho ia.
3.6. APRESENTAÇÃO DO ESTÚDIO DE FOTOGRAFIA – QUARTO DE LUA
Há ce ca de 4 anos, su ge o p oje o Qua o de Lua, após alguma insis ência po pa e de
amilia es e amigos. Apesa da o og a ia já es a p esen e enquan o hobby há algum empo no
dia-a-dia dos memb os undado es, inicialmen e passa a apenas pela o og a ia de espe áculos,
conce os, es i ais de e ão, como po exemplo o Supe Bock Supe Rock, en e ou os
abalhos elacionados com a á ea.
No en an o no ano de 2016 su ge a possibilidade de o og a a alguns ba izados de
amilia es e amigos, o que acabou po se o g ande mo o pa a a c iação do Qua o de Lua. Em
24 de se emb o de 2016 su ge en ão a p imei a imagem enquan o es údio de o og a ia
di ecionado pa a á ea de amília e social.
Localizado em O a , Dis i o de A ei o, na Rua Visconde de O a , nº 26, desde 11 de
junho de 2017, o Qua o de Lua em como p incipal a i idade o egis o o og á ico de amília
(CAE 74200 – A i idades Fo og á icas), desde a ase de g a idez, ao ecém-nascido, ao
acompanhamen o do c escimen o da c iança, bem como e en os, casamen os, ba izados, es as,
en e ou os.
Desde o início do p oje o pe cebeu-se que o público-al o se ia alguém que alo izasse
o abalho ealizado, que pe cebesse a o og a ia como uma eco dação que ica pa a oda a
ida, em de e io amen o de alguém que p ocu asse algo menos dispendioso e sem c i é io.
Assim, desde que o Qua o de Lua oi es abelecido, é p esado um acompanhamen o
pe sonalizado a cada clien e, sendo uma das ca ac e ís icas que melho dis ingue o se iço dos
demais. O mesmo incluí uma eunião p é-agendamen o, a disponibilização de um conjun o de
gua da- oupa, p incipalmen e pa a as sessões de ma e nidade, no qual cada clien e pode
escolhe e pe cebe aquilo que melho se adequa às suas necessidades e p e e ências, bem como

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um es údio comple amen e equipado pa a ecebe um ecém-nascido com odas as comodidades
e condições necessá ias e essenciais ao bem-es a de oda a amília.
Rela i amen e ao abalho desen ol ido no es údio de o og a ia, o mesmo pode a ia
em o no de sessões o og á icas de ecém-nascido, ma e nidade, bebés e c ianças, amília,
ba izados, casamen os e alguns e en os, bem como algum abalho di ecionado pa a ma cas de
p odu os, ligadas essencialmen e à indús ia da pue icul u a e ainda canina.
No que oca às sessões o og á icas de ecém-nascido, as mesmas exigem mui a
expe iência e mui os cuidados. Es as sessões são ealizadas, em es údio, idealmen e, du an e os
p imei os 15 dias de ida do bebé e êm uma du ação média de 2 a 3 ho as po cada bebé. Pa a
além da ele ada complexidade o og á ica associada é ainda necessá io de e á ios
conhecimen os elacionados com a isiologia e isionomia de um ecém-nascido, o que implica
uma g ande o mação nesse sen ido. Em maio de 2017, um dos memb os da equipa ealizou a
p imei a o mação na á ea, em Lisboa, com uma das mais concei uadas o óg a as de o og a ia
de ecém-nascido do B asil, o que le ou à p imei a ce i icação. Ou as o mações o am
ealizadas ao longo dos anos, sendo que ou as duas das mais impo an es o am “Compe ência
e cuidados com ecém-nascidos” e “Supo e Básico de Vida” ambas minis adas pela
En e mei a So ia Cos a Mo ei a, ambém em maio de 2017, na cidade de Paços de Fe ei a.
Es a é, sem dú ida, uma á ea da o og a ia que exige um se iço di e enciado, não es ando ao
acesso de odos os o óg a os a p es ação des e se iço.
Apesa das sessões de ecém-nascido se em as mais complexas e que implicam uma
sé ie de p ocessos mais exigen es, o Qua o de Lua em uma p eocupação ac escida com odo
o ipo de se iços que ealiza.
Desde 2017 a é aos dias de hoje, oco e am di e sas al e ações aos mais a iados ní eis,
an o a ní el pessoal e p o issional como ao ní el dos p ocessos de abalho e o og a ia.
Inicialmen e, em odas as sessões o og á icas ealizadas eco ia-se apenas à u ilização de luz
na u al em odos os con ex os, an o em o og a ia de ecém-nascido como g a idez, amília,
c ianças e semp e em odos os e en os. A ualmen e eco e-se à u ilização de luz a i icial pa a
as sessões dedicadas a ecém-nascidos, c ianças e bebés, de ido à ele ada exigência de edição
que es e ipo de imagens implica e a qualidade das mesmas. Es a mudança pe mi iu que o
núme o de ho as associadas ao p ocesso de edição osse eduzido pa a me ade, sendo po isso
uma das ans o mações mais ele an es que oco eu mais ecen emen e.
Ao longo dos úl imos anos oi sen ido um c escimen o conside á el ela i amen e ao
núme o de clien es em cada ano, sendo que a ualmen e o Qua o de Lua con a com ce ca de 20
clien es na maio ia não ixos, po mês, co esponden e ao núme o de se iços p es ados.
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Missão
O es údio de o og a ia Qua o de Lua, em como p incipal oco a á ea da o og a ia
social, essencialmen e de amília, p e endendo c ia imagens de momen os únicos de cada
clien e a a és da o og a ia de uma o ma única e in empo al. Es e passa po se um dos
maio es obje i os, imagens que sejam ans e sais a á ias ge ações e que pe du em enquan o
um dos bens mais impo an e dessa mesma amília, uma ob a de a e.
É p i ilegiado um a endimen o pe sonalizado e ajus ado a cada clien e, sendo essencial
o bem-es a e a comodidade do mesmo.
Visão
O Qua o de Lua, ac edi ando na sua compe ência no que diz espei o à écnica
o og á ica, ambiciona o na -se um es údio de e e ência em Po ugal, não desco ando às
necessidades e expec a i as dos seus clien es.
Com o se iço pe sonalizado que é o e ecido e com o acompanhamen o ealizado desde
o en io do o çamen o em causa, p e ende-se chega a é ao clien e que p ocu e algo di e en e,
algo mais do que apenas uma sessão o og á ica.
Valo es
A con iança do clien e no momen o da escolha do o óg a o pa a cap a os momen os
mais impo an es da sua amília é dos alo es mais impo an es pa a o Qua o de Lua. O
p o issionalismo, a dedicação, os cuidados de condu a e higiene, agindo semp e com a maio
esponsabilidade e de o ma a p opo ciona uma expe iência única.
C iação de um Modelo de Negócio pa a o es údio de o og a ia Qua o de Lua
Página 49
4. DESENVOLVIMENTO PRÁTICO DO PROJETO
4.1. ANÁLISE DE DADOS
Tal como e e ido, an e io men e, oi ealizada uma análise de dados quan i a i a que
p essupõe a aplicação da disciplina de es a ís ica pa a a análise dos mesmos. Assim, au o es
como Hussey e Hussey (1997), conside am a es a ís ica como um conjun o de p ocessos que
são aplicados a um conjun o de dados quan i a i os ecolhidos com o obje i o de consegui
oma decisões num ambien e desconhecido.
De aco do com os obje i os p opos os pa a es e abalho de p oje o e espei ando a
na u eza dos dados ecolhidos, elegeu-se a es a ís ica desc i i a como o mé odo mais asse i o
pa a a análise dos dados ecolhidos. A lei u a e in e p e ação da es a ís ica desc i i a, a a és
de g á icos, quad os e alo es numé icos, pe mi e que seja ei a uma, mais ápida, comp eensão
dos esul ados ob idos (Reis, 2008).
Pa a a espe i a análise dos dados eco eu-se ao so wa e Mic oso Excel, onde se
in oduziu os dados e i ados do ques ioná io ap esen ado no pon o an e io . Começou-se po
aze uma ca ac e ização demog á ica da amos a ecolhida, seguida de uma análise da
dis ibuição das espos as indicadas pelos inqui idos, ela i os a di e sos a o es a e em
conside ação no momen o da escolha de um es údio de o og a ia.
Po im, pa a análise da úl ima ques ão do ques ioná io, onde são pedidas suges ões de
melho ia ao clien e, oi ealizada uma análise quali a i a, o que pe mi i á pe cebe quais as
opiniões e pe ceções dos inqui idos, le ando a possí eis melho ias a aplica no Qua o de Lua.
A a és da u ilização de uma análise quali a i a se á possí el comp eende melho as
di e en es ealidades dos inqui idos, bem como in e p e a de o ma mais conscien e e com
obse ações mais di e as as espos as ob idas. Assim pode á pe cebe -se se exis em pad ões de
elacionamen os e elações de causa-e ei o, o que pe mi i á uma isão e analise mais holís ica
da p oblemá ica (S ake, 1995).
C iação de um Modelo de Negócio pa a o es údio de o og a ia Qua o de Lua
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4.1.1. RESULTADOS OBTIDOS
4.1.1.1 CARACTERIZAÇÃO DEMOGRÁFICA DA AMOSTRA
Tabela 8: Idade
N
(302)
F equência absolu a
N
(302)
F equência ela i a (%)
Idade
16 - 24
21
7
25 - 34
118
39,1
35 - 44
67
22,2
45 - 54
73
24,2
55 - 64
23
7
Fon e: Elabo ação P óp ia
Tabela 9: Géne o
N
(302)
F equência absolu a
N
(302)
F equência ela i a (%)
Géne o
Masculino
36
11,9
Feminino
266
88,1
Fon e: Elabo ação P óp ia
Tabela 10: Dis i o de Residência
N
(302)
F equência absolu a
N
(302)
F equência ela i a (%)
Dis i o de esidência
Lisboa
6
2
Po o
34
11,3
A ei o
256
84,4
Ou os2
6
2,3
Fon e: Elabo ação P óp ia
2
B aga, Se úbal, Fa o, Lei ia, Coimb a, San a ém, Viseu, Viana do Cas elo, É o a, Gua da, Beja, B agança
Po aleg e.
C iação de um Modelo de Negócio pa a o es údio de o og a ia Qua o de Lua
Página 57
conside ado que es e a o ep esen a uma impo ância “al a” e “mui o al a” no momen o da
escolha de um es údio o og á ico.
Em elação à possibilidade de “O e a de Gua da-Roupa” 75,8% dos inqui idos
conside ou es a ques ão como “al a” e “mui o al a”, sendo, po isso, um dos a o es com mais
impo ância na escolha de um es údio de o og a ia.
Tabela 19: Ca ac e ís icas que o clien e mais p ocu a num se iço pe sonalizado
Fon e: Elabo ação p óp ia
Na abela 19 são ap esen ados alguns dos aspe os mais ele an es elacionados com
aquilo que é um “Se iço Pe sonalizado”, um dos a o es que ob e e uma maio impo ância
de aco do com os dados da abela 18.
Pa a que um se iço seja conside ado pe sonalizado eúne-se um conjun o de aspe os a
e em conside ação. A “Reunião com o clien e a ealiza an es da sessão o og á ica de modo
a alinha odos os po meno es” oi um dos aspe os com mais unanimidade de escolha po pa e
N
(302)
F equência absolu a
N
(302)
F equência ela i a (%)
Ca ac e ís icas que o clien e mais p ocu a num se iço pe sonalizado
Reunião com o clien e a ealiza an es
da sessão o og á ica de modo a alinha
odos os po meno es
252
83,4
Seleção das o og a ias p e endidas
ealizada pelo clien e
167
55,3
De inição da localização onde se i á
ealiza a sessão elacionada com a
p e e ência do clien e
133
44
Gua da- oupa de odos os pa icipan es
pensado de aco do com o ipo de
sessão o og á ica e o local
128
42,4
Toda a p odução concebida de aco do
com cada clien e e com cada caso em
pa icula
118
39,1
Pe sonalização do álbum o og á ico
em elação ao ma e ial, co e design
64
21,2
Paginação do álbum o og á ico de
aco do com as p e e ências do clien e
32
10,6

C iação de um Modelo de Negócio pa a o es údio de o og a ia Qua o de Lua
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dos inqui idos, endo-se e i icado uma pe cen agem de 83,4%. De seguida a “Seleção das
o og a ias p e endidas ealizada pelo clien e” oi ou o dos aspe os com maio pe cen agem de
escolha, 55,3%, bem como a “De inição da localização onde se i á ealiza a sessão elacionada
com a p e e ência do clien e” com uma pe cen agem de escolha de 44%.
Pa a além dos aspe os elacionados com a pe sonalização do se iço exis em ou os
a o es a e em conside ação ais como pe cebe qual a in luência que a u ilização da luz na u al
em subs i uição da luz a i icial em sob e o clien e, endo-se ob ido os seguin es esul ados. A
maio ia dos inqui idos 41,7% a ibuiu uma impo ância “al a” a es a ques ão, 27,2% dos
inqui idos a ibuiu uma impo ância “média” e 24,5% uma impo ância “mui o al a”. Assim, é
pe cep í el que mais de me ade dos inqui idos, 66,2%, conside am que es a é uma ques ão que
pode á e algum peso no seu bem-es a du an e a sessão o og á ica.
Rela i amen e à ques ão di ecionada pa a pe cebe se o ac o do clien e es a inse ido
num ambien e que simula um qua o, ou seja algo amilia , az alguma an agem compe i i a
pa a o es údio de o og a ia Qua o de Lua, e i icou-se que 47,7% dos inqui idos a ibuiu um
impo ância “al a” a es a a o , sendo que 31,5% a ibuiu uma impo ância “mui o al a” e 18,2%
uma impo ância “média”.
C iação de um Modelo de Negócio pa a o es údio de o og a ia Qua o de Lua
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Tabela 20: Aspe os mais impo an es na escolha de um se iço de o og a ia
N (302)
Baixa
(%)
N (302)
Média
(%)
N (302)
Al a
(%)
Aspe os mais impo an es na escolha de um se iço de o og a ia
Valo
16
(5,3)
97
(32,1)
189
(62,6)
Qualidade do Se iço
4
(1,3)
53
(17,6)
245
(81,1)
Qualidade dos P odu os
4
(1,3)
58
(19,2)
140
(79,5)
Qualidade do A endimen o
4
(1,3)
56
(18,6)
242
(80,1)
P azos de En ega
12
(4%)
83
(27,5)
207
(68,5)
Local com Condições Ap op iadas
( ela i amen e ao ipo de sessão em ques ão)
10
(3,3)
74
(24,5)
218
(72,2)
Iden idade Visual
24
(8)
96
(31,1)
184
(60,9)
Fon e: Elabo ação p óp ia
Na abela 20 são ap esen ados di e sos aspe os conside ados impo an es no momen o
de escolha de um se iço de o og a ia. Nes e caso oi pedido aos inqui idos que classi icassem
cada um des es aspe os com o g au de impo ância que ep esen am pa a si, no en an o algumas
dessas pessoas classi ica am alguns dos aspe os com mais do que uma impo ância, po
exemplo, pa a o “Valo ” seleciona am as opções “Al a e Mui o Al a”. Es a si uação oco eu em
á ios inqui idos e em di e en es aspe os, sendo, po isso, necessá io eco e a uma
classi icação di e en e nes e caso.
Op ou-se po ag upa as classi icações de “Mui o Baixo” e “Baixo” e “Al a” e “Mui o
Al a” em impo ância “Baixa” e impo ância “Al a” espe i amen e.
A a és da análise da abela pode-se obse a que a “Qualidade do Se iço” é um dos
aspe os com maio impo ância con e ida da pa e dos inqui idos com uma pe cen agem de
81,1%, seguida da “Qualidade do A endimen o” com 80,1% e a “Qualidade dos P odu os” com
79,5%. Assim pe cebe-se que as ques ões elacionadas com a qualidade de odo o se iço
p es ado são os a o es mais impo an es pa a o clien e.
C iação de um Modelo de Negócio pa a o es údio de o og a ia Qua o de Lua
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Apesa daquilo que se desc e eu no pa ág a o an e io , no ge al, os inqui idos
conside a am que odos os aspe os ap esen ados acima ep esen am alguma impo ância
momen o da escolha de um p o issional de o og a ia.
4.2. CARACTERIZAÇÃO DO QUARTO DE LUA (ANÁLISE INTERNA)
O início de a i idade do Qua o de Lua oco eu em maio de 2017, sendo que em junho
do mesmo ano oi inaugu ado o espaço ísico, dispondo, no momen o inicial, de eduzidos
ecu sos inancei os e ma e iais.
Enquan o es údio de o og a ia, desde o p imei o dia, o Qua o de Lua con a com uma
equipa de 2 elemen os, sendo que um dos elemen os da equipa, de ém o í ulo de o óg a o
p o issional pelo Ins i u o Po uguês de Fo og a ia (IPF) desde o ano de 2018.
Como consequência da e olução e da p ocu a do se iço de o og a ia, sen iu-se a
necessidade da aquisição de no os equipamen os com desempenhos melho ados, que
pe mi i am o na o p ocesso mais ápido e e icien e.
A é ao ano de 2018 o Qua o de Lua inha como p incipais equipamen os, duas câme as
o og á icas da ma ca Canon e um conjun o de qua o obje i as de o ma a consegui alguma
e sa ilidade nas di e sas á eas o og á icas. Pa a além des es equipamen os con a a ainda com
ma e ial in o má ico, já com alguns anos de u ilização, de gama média da ma ca Apple.
Pos e io men e com o c escimen o sen ido desde 2018 a é ao p esen e ano, a aquisição de no os
e melho es equipamen os oi algo imp escindí el pa a a melho ia con ínua e c escimen o do
abalho enquan o o óg a os. Nesse mesmo e no ano seguin e, 2019, o am adqui idos os no os
e a uais equipamen os u ilizados no es údio, duas câme as com senso es ull ame, Sony A7III,
bem como obje i as na i as da ma ca, um conjun o que pe mi e um desempenho mui o supe io
ao que exis ia an e io men e bem como uma melho qualidade de imagem en egue ao clien e.
Pa a além dos equipamen os o og á icos desc i os an e io men e, é ainda necessá io
de e equipamen os de es údio ais como, uma on e de luz a i icial, lash (Eins ein Flash Uni
– E640), acessó ios do mesmo, bem como supo es pa a elas e undos o og á icos.
Rela i amen e ao ma e ial in o má ico, o mesmo ambém so eu g andes melho ias com
a passagem pa a compu ado es e moni o es de gama al a e com um ele ado desempenho, o que
pe mi e ob e uma melho pe o mance dos so wa es de o og a ia p o issional da Adobe,
Adobe Pho oshop 2020 e Adobe Ligh oom Classic.
O Qua o de Lua, ao di eciona g ande pa e da sua a i idade pa a a o og a ia de ecém-
nascido, o na-se undamen al que de enha um conjun o de ecu sos essenciais a es e ipo de
C iação de um Modelo de Negócio pa a o es údio de o og a ia Qua o de Lua
Página 61
se iço, desde uma es u u a como o S and Paloma Schell, desenhada e desen ol ida pa a es e
ipo de o og a ia, bem como uma sé ie de equipamen os como a condicionado, medido de
empe a u a e humidade, en e ou os acessó ios e equipamen os essenciais pa a ecebe um
ecém-nascido.
Ao longo dos úl imos ês anos o Qua o de Lua em sen ido uma e olução len a e
g adual, sendo que o maio c escimen o da sua a i idade oco eu em 2020, apesa de odos os
con a empos que a pandemia Co id-19 p o ocou, a é ao momen o do desen ol imen o do
p esen e abalho de p oje o.
A ualmen e o es údio con a com uma média de 20 clien es mensais, o alo mais al o
alcançado nos úl imos ês anos.
G á ico 3 - C escimen o nº clien es mensal em cada ano
Fon e: Elabo ação p óp ia
0
5
10
15
20
25
2017 2018 2019 2020
Anos nº de clien es
C iação de um Modelo de Negócio pa a o es údio de o og a ia Qua o de Lua
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4.3. CARACTERIZAÇÃO DO MERCADO (ANÁLISE EXTERNA- PEST)
4.3.1. FATOR POLÍTICO
Em Po ugal, bem como na maio ia dos países, as polí icas go e namen ais cen am-se
nas g andes emp esas, negócios e co po ações.
A es abilidade exis en e no sis ema polí ico po uguês pe mi e um ambien e mais
a o á el pa a o desen ol imen o das mesmas.
Rela i amen e ao sis ema iscal já não se pode ala em es abilidade, pa a além de se
ap esen a bas an e complexo. A ualmen e a ca ga iscal não em pa ado de aumen a , endo em
2018 egis ado alo es de 37,7% do PIB. No en an o segundo Ma eus (2019), a ca ga iscal
po uguesa nem semp e ap esen a es e pe il de aumen o, ou seja, a ins abilidade associada à
mesma é bas an e ele ada, oco endo cons an es aumen os, mas ambém di e sas eduções.
Todos es es a o es acabam, mui as ezes, po di icul a o se iço de quem abalha po
con a p óp ia, como a maio ia dos o óg a os.
4.3.2. FATOR ECONÓMICO
Pa a que seja possí el pe cebe qual o con ex o económico do país e como es e pode á
a e a o se o emp esa ial é necessá io eco e a um conjun o de aspe os ais como, o pode de
comp a dos consumido es, os seus endimen os, as suas poupanças e c édi os, en e ou os.
Em Po ugal, nos úl imos dez anos, e i icou um aco c escimen o do P odu o In e no
B u o (PIB), endo-se cons a ado anos em que o mesmo oi nega i o, 2003 (-1,3%), 2008 (-
0,1%), 2009 (-2,6%), 2012 (-4,06).
Figu a 6 - Taxa de C escimen o eal do PIB
Fon e: PORDATA (2020)

C iação de um Modelo de Negócio pa a o es údio de o og a ia Qua o de Lua
Página 63
Em 2009, Po ugal ap esen a um dé ice de 8%, o maio dos úl imos anos, sendo que o
alo , an e io , mais al o oi de 5,9%, o que jus i ica os alo es nega i os e i icados nos anos
de 2008, 2009 e 2012. De ido a es a si uação económica e inancei a que ainda se en en a nos
dias de hoje, oi necessá io eco e a um pedido de esga e.
Em 2011 a T oika chega a Po ugal, uma junção en e a Comissão Eu opeia, o Banco
Cen al Eu opeu (BCE) e o Fundo Mone á io In e nacional (FMI), que le ou a um aumen o da
ins abilidade inancei a do país de ido às o es polí icas de aus e idade.
De 2013 a 2019 e i icou-se uma axa de c escimen o posi i a, com um alo do PIB a
aumen a de o ma len a g adual.
É, ambém, impo an e analisa a diminuição do pode de comp a dos consumido es,
a o esse a e ado pela ulne abilidade da economia po uguesa nos úl imos anos, de ido ao
ac o de oco e um aumen o da in lação não acompanhado de um aumen o dos endimen os
dos mesmos.
No g á ico abaixo pode-se e i ica a “Taxa de desemp ego o al e po g upo e á io
(%)”, podendo e -se algumas melho ias nessa mesma axa, endo diminuído ligei amen e nos
úl imos anos.
Figu a 7 - Taxa de Desemp ego: To al e po g upo e á io
Fon e: PORDATA (2020)
Toda es a si uação elacionada com os a o es económicos do país, p incipalmen e
aquelas que es ão di e amen e ligados com o pode de consumo das populações pode
in luencia nega i amen e o se iço p es ado po um es údio de o og a ia, uma ez que não
ep esen a um bem essencial.
C iação de um Modelo de Negócio pa a o es údio de o og a ia Qua o de Lua
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4.3.3. FATOR SOCIOCULTURAL
Dependendo da sociedade em ques ão, o consumido ap esen a á di e en es no mas,
alo es e c enças, o que i á condiciona o seu compo amen o e sua condu a em sociedade.
A ualmen e, a sociedade é compos a po consumido es cada ez mais exigen es e que
acilmen e p ocu am ou as al e na i as a um de e minado p odu o ou se iço, sejam opções
menos dispendiosas ou de alguma o ma mais ino ado as.
A pa icipação em causas de ca iz social é um dos a o es que, a ualmen e, ecebe mais
ap o ação po pa e dos consumido es, pe mi indo um c escimen o mais sus en á el po pa e
das emp esas.
Em Po ugal e i icou-se, desde o ano de 2000, uma diminuição da “Taxa b u a de
na alidade”, no en an o a pa i de 2014 egis a-se uma ligei a subida da mesma, um a o com
g ande in luência na maio á ea de a uação do Qua o de Lua enquan o es údio de o og a ia.
Figu a 8 - Taxa B u a de Na alidade
Fon e: PORDATA (2020)
Segundo Ho s ede (2011), num es udo ealizado em á ios países, no qual Po ugal oi
inse ido, o am e e uadas análises de o ma a pe cebe quais as ca ac e ís icas e a i udes das
di e en es sociedades, sendo ob idas as conclusões ap esen adas seguidamen e.
Po ugal é um país cole i o, uma ez que ob em um sco e de 27 numa escala de 0 a 100
no que oca ao indi idualismo e 73 pa a o cole i ismo (The Ho s ede Cen e , 2020). O
elacionamen o com a amília e amigos é algo mui o alo izado pela população. Nos países
com es a cul u a, a população é ca ac e izada po o ma pequenos g upos de pessoas que se
p eocupam e in e agem de o ma a consegui alcança o bem-es a de odos, sendo a lealdade e
a con iança alo es undamen ais.
C iação de um Modelo de Negócio pa a o es údio de o og a ia Qua o de Lua
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Es as sociedades ep esen am uma an agem pa a o óg a os de amília, como é o caso
do Qua o de Lua, pela alo ização ine en e do elacionamen o com “o ou o”.
Pa a além de cole i o, Po ugal em, ainda, uma sociedade que es ima a igualdade, a
solida iedade, a qualidade do abalho e o bem-es a , sendo po isso conside ado um país
eminino, endo ob ido uma classi icação de 31 na dimensão Masculinidade s Feminilidade
(The Ho s ede Cen e , 2020). Nas sociedades mais eminis as, a qualidade de ida, o cuidado e
espei o pelos ou os são alguns dos alo es que mais p e alecem, sendo que, es es, são sen idos
como um sinal de sucesso (The Ho s ede Cen e , 2020).
Figu a 9: As seis dimensões de Ho s ede em Po ugal
Fon e: The Ho s ede Cen e (2020)
4.3.4. FATOR TECNOLÓGICO
Em Po ugal, al como em mui os ou os países do mundo, e i ica-se uma g ande
e olução elacionada com o con ex o ecnológico, es ando o mesmo cada ez mais associado
ao uni e so emp esa ial.
Com o su gimen o de no os equipamen os, no os p ocessos, bem como melho ias em
p odu os e se iços já exis en es oco e á a um aumen o da p odu i idade das emp esas,
melho ando o seu po encial.
A mais ácil ino ação no que diz espei os a no os p odu os e se iços pe mi e que as
emp esas consigam e mais condições de compe i i idade, melho ando a o e a pa a os seus
clien es. Es a melho ia só é possí el de ido à ans o mação digi al e às no as in aes u u as
ecnológicas que passam, hoje em dia, po se um ecu so cha e pa a as o ganizações.
A in e ne e udo aquilo que lhe es á associado como si es, edes sociais, ó uns, en e
ou os são g andes aliados no que diz espei o à di ulgação e comp a de di e sos p odu os e
se iços, sendo uma das maio es o mas de comunicação do Qua o de Lua. Es e é, ambém,
um a o que em uma g ande in luência sob e os pad ões de consumo dos po ugueses.
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Figu a 10 - Assinan es do acesso à In e ne
Fon e: PORDATA (2020)
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Rela i amen e aos se iços do Qua o de Lua, o es údio de o og a ia consegue o e ece
ao clien e uma as a espos a de aco do com o momen o que p e ende egis a , desde o egis o
o og á ico do casamen o, ao ba izado, g a idez, ecém-nascido, bebés, c ianças e amília.
Em elação ao “alí io das do es”, o es údio ga an e ao seu clien e a en ega de um
abalho ealizado po p o issionais com expe iência na á ea, o que pe mi e uma maio
con iança da pa e do clien e, g ande disponibilidade pa a esponde a odas as dú idas do
clien e, pa a que es e se sin a mais con ian e com o se iço adqui ido.
No que diz espei o aos “c iado es de ganho”, o Qua o de Lua p opo ciona ao seu
clien e bons momen os em amília, com um se iço de qualidade e uma elação p óxima en e
a equipa de colabo ado es e o mesmo, um espaço ísico, onde são ealizadas a maio ia das
sessões, adap ado com odas as comodidades de o ma a esponde às necessidades das amílias.
4.5.7. SEGMENTO DE CLIENTES
O bloco e e en e ao Segmen o de Clien es em como obje i o de ini os g upos de
pessoas ou o ganizações que o Qua o de Lua p e ende a ingi , a a és da sua p opos a de alo
e das suas a i idades p incipais. Se á a es e g upo de pessoas que a emp esa de e á sa is aze
as suas necessidades e encon a as melho es e mais adequadas soluções.
Nos dias de hoje, são mui as as pessoas que conside am impo an e egis a alguns dos
momen os mais ma can es da sua ida a a és de imagens e ídeos que pode ão se isualizados
mais a de, c iando assim eco dações que i ão pe manece e pe du a no empo.
O Qua o de Lua p e ende a ingi clien es que alo izem a qualidade do abalho
ealizado po p o issionais especializados na á ea da o og a ia de amília. P e ende-se que
esses mesmos clien es não conside em o in es imen o ealizado na sessão o a o com maio
peso no momen o da escolha do p o issional.
Nes e caso, o segmen o de clien es, co esponde a um nicho de me cado, ou seja, di ige-
se a segmen os de clien es especí icos e com necessidades mui o conc e as. Nes a si uação a
p opos a de alo é de inida de aco do com as necessidades desse nicho de clien es, sendo algo
bem delineado e p eciso.
Assim, o segmen o de clien es do Qua o de Lua ap esen a-se como homogêneo, uma
ez que es á di ecionado pa a pessoas que p e endam egis a e en os da sua ida como
casamen o, g a idez, a chegado de um ecém-nascido en e ou as sessões de acompanhamen o
da amília.

C iação de um Modelo de Negócio pa a o es údio de o og a ia Qua o de Lua
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Des e modo, é possí el e e ua uma ca ac e ização do nicho de clien es a a és de
algumas das ca ac e ís icas ob idas com ecu so ao inqué i o po ques ioná io ap esen ado
an e io men e.
A a és dos dados ecolhidos no capí ulo an e io , é possí el e i ica que os clien es
do Qua o de Lua, êm idades comp eendidas en e os 25 e os 34 anos, sendo a maio ia pessoas
do géne o eminino que p ocu am um o óg a o pa a egis a o seu casamen o ou a sua amília.
Um clien e que alo iza a qualidade e a pe sonalização do se iço mais indicado pa a si, com
um acompanhamen o em que são ealizadas euniões pa a melho adequa o se iço àquilo que
é p e endido.
Inse idas nes a ealidade, é possí el c ia algumas pe sonas que pe mi am desc e e
mais de alhadamen e o clien e-al o pa a cada e en o da ida de uma amília. C ia uma pe sona
signi ica consegui desc e e o público-al o da emp esa com mais p o undidade, desde a sua
idade, ao seu compo amen o de comp a, os seus in e esses, bem como as ca ac e ís icas de
pe sonalidade e a é mesmo os seus desejos. Es a de inição mais de alhada pe mi e que a
o ganização consiga adequa o seu con eúdo ao seu público (Hu chinson, 2017)
Pe sona 1 – Casamen o
Pa ícia, 28 anos, a macêu ica, es ando a abalha na á ea há ce ca de 5 anos.
A Pa ícia icou, ecen emen e noi a, do seu namo ado com o qual já man em uma
elação há mais de 7 anos e po isso decidi am o icializa a mesma.
O que mais deseja é que o seu g ande dia seja mui o eliz e emocionan e odeada
daqueles que mais gos a, conside ando que pa a isso necessi a de escolhe p o issionais de
con iança, sabendo que pode á con a o p o issionalismo dos mesmos.
Nas suas escolhas pa a o casamen o, p ocu a p odu os e o necedo es com os quais se
iden i ica e se sen e “à on ade”, po isso necessi a de ealiza euniões p é ias de o ma a
conhece melho os p o issionais que p e ende con a a e ala um pouco daquilo que a deixa
mais eliz e, po ou o lado, dos seus eceios.
Gos a de pa ilha decisões com o seu noi o, apesa de es a bem segu a daquilo que
p e ende, não que endo abdica de nenhum momen o a que em di ei o.
Já sabe qual o local onde ai ealiza a boda do casamen o, po ecomendação de pessoas
p óximas, as quais êm opiniões com in luência na sua decisão. Segue ago a com a decisão do
o óg a o.
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Na escolha do se iço de o og a ia, alo iza um p o issional, no qual, acima de udo,
deposi e con iança e com o qual possa desen ol e uma elação de empa ia e p oximidade.
Assim i á consegui se ela p óp ia no momen o de egis a cada emoção de um dia ão eliz.
Pe sona 2 – G a idez e Recém-Nascido
Joana, 30 anos, abalhado a na á ea da saúde, médica, há ce ca de 5 anos.
Joana, descob iu, ecen emen e, que es á g á ida e semp e ado ou e as o og a ias de
ou as mulhe es nes a ase ão especial da sua ida.
Es e é, pa a si, um momen o mui o impo an e e po isso gos a a de o pode egis a
com o og a ias pa a mais a de eco da .
Sen e-se mui o eliz pela ase que es á a passa pois a amília e as elações amilia es
êm um g ande peso na sua ida e no seu bem-es a . P eza po c ia memó ias que possa, mais
a de, eco da com mui o ca inho e pa ilha essas mesmas memó ias com a es an e amília.
Após, alguns meses de g a idez decidiu começa a p ocu a p o issionais que pudessem
sa is aze es e desejo sendo que aquilo que mais alo iza é um abalho ealizado com
qualidade, elegan e, in empo al e simples, onde as pessoas sejam ealçadas nas o og a ias, bem
como as suas emoções.
Pa a a Joana, o alo não é o a o mais ele an e na escolha do p o issional, mas sim o
seu p o issionalismo, cuidado e expe iência no momen o de lida com a sua g a idez e com o
seu ecém-nascido, pois p e ende que o mesmo o og a o com quem egis ou a g a idez cap e
o og a ias do seu bebé.
Na escolha do o óg a o p e e e op a po um p o issional com o qual possa c ia uma
elação de simpa ia e que lhe pe mi a sen i -se con o á el e con ian e. C ia uma elação que
pe du e po mui os anos e que esse p o issional se o ne o seu o óg a o de amília, se ia um
g ande desejo.
A Joana, é alguém que, apesa da g a idez, não em mui o empo li e e p e e e ocupa
esse pouco empo li e com os amigos e amília , po isso gos a ia de escolhe um se iço que
lhe pe mi a paga um pouco mais e e alguém que esol a a maio pa e das ques ões associadas
a uma sessão o og á ica, ais como, o gua da- oupa, o local da sessão, o melho ho á io e a é
mesmo um es údio que disponibilize o se iço de maquilhagem e cabelo. Tem p e e ência po
op a po um se iço um pouco mais dispendioso, mas, ao mesmo empo, mais comple o e com
o acompanhamen o de ido po pa e do p o issional.
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Assim, a Joana, sen e que consegui á egis a es es momen os ão impo an es da sua
ida, p esen ea a amília que an o alo iza, com obje os e eco dações com imenso signi icado
a e i o e economiza empo pa a os seus momen os de laze .
Value P oposi ion Can as
Rela i amen e ao Value P oposi ion Can as e de o ma a que seja possí el iden i ica e
comp eende , mais de alhadamen e, o segmen o de clien es do Qua o de Lua o am
iden i icadas as a e as, as “do es” e os ganhos do clien e.
No que diz espei o às a e as do clien e, o am iden i icadas a necessidade de egis a
momen os impo an es da sua amília, c iando eco dações que i ão pe du a no u u o.
Em elação às “do es” do clien e, pode-se e e encia a al a de con iança e “à on ade”
pa a que o clien e p ossiga com a ealização da sessão, mais comum nas sessões o og á icas
de g a idez e ambém algumas ques ões elacionadas com a desin o mação ela i amen e à
logís ica e condições do es údio que, po ezes, pode le a à oco ência de dú idas e
insegu anças po pa e dos pais pa a ealização da sessão.
4.5.8. RELAÇÃO COM O CLIENTE
No que oca à elação com o clien e, o Qua o de Lua, conside a undamen al que sejam
es abelecidas elações de p oximidade com o mesmo, pe mi indo que es e ique idelizado.
To na -se “o o óg a o da amília” é um dos g andes obje i os do es údio, idelizando
assim o clien e que i á eco e aos se iços de o og a ia semp e que oco e um e en o amilia
impo an e.
Assim, sendo a elação com o clien e um dos a o es mais impo an e pa a o Qua o de
Lua, é essencial es abelece elações de p oximidade com o mesmo. Is o pe mi i á c ia uma
das melho es o mas de comunicação do es údio, pelo que, nesse sen ido, o ma ke ing
elacional, com o obje i o de conquis a e ideliza o clien e, acaba po adqui i um papel mui o
impo an e no es údio de o og a ia.
Em suma, pe cebe-se que é de ex ema impo ância pa a o negócio man e uma elação
p óxima de empa ia com o segmen o de clien es, baseada na in e ação humana e na consequen e
idelização, alguém que i á de ende , apoia e di ulga o se iço.
Assim é pe cep í el que a idelização do clien e, é uma das ases mais impo an es de
odo o p ocesso de enda, pois i á in luencia no os clien es pa a que con iem no Qua o de
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Lua pa a egis a os momen os mais impo an es da sua ida e in luencia , ainda, possí eis
clien e que ainda es ejam numa ase de descobe a e ap endizagem (Ko le , 2017)
4.5.9. CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO
Os canais de dis ibuição mais u ilizados pelo Qua o de Lua es ão di e amen e
elacionados com a in e ne , essencialmen e a a és do websi e ou das edes sociais, Facebook
e Ins ag am.
Com o ecu so a es es canais de dis ibuição o es údio consegue chega a um maio
núme o de possí eis clien es, aumen ando as possibilidades de oco e a en ega da p opos a de
alo pa a a aliação do clien e.
Assim, o canal desc i o acima, ou seja, a di ulgação a a és da in e ne , enquad a-se na
ase de conhecimen o.
De seguida su ge a ase da a aliação, ou seja, a ase em que o clien e en e em con ac o
com o Qua o de Lua, a a és do e-mail, mensagens nas edes sociais ou con ac o ele ónico,
de modo a ob e mais in o mações sob e o se iço, sendo a espos a assegu ada num p azo de
24 ho as. Assim, o clien e é escla ecido de odas as dú idas que enha ela i amen e ao se iço
p e endido e mui as ezes, depois do p imei o con ac o ei o, su ge a possibilidade de ealização
de uma ídeo-chamada, de o ma a explica um pouco melho odo o p ocesso ao clien e e pa a
que se inicie ao elação de maio p oximidade com o clien e.
Seguidamen e, se o clien e p e ende a ança com o se iço o og á ico, é ei o o
pagamen o de uma pe cen agem pa a a ese a da da a que se á aco dada com o clien e.
Após a en ega do abalho inal ao clien e, mui as ezes o mesmo az ou os pedidos
ela i amen e à p odu os o og á icos nos quais p e ende coloca as o og a ias ob idas na
sessão, po isso mui as ezes é ainda man ida um con ac o com o clien e du an e algum empo
pós-sessão.
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Figu a 12: Tela Modelo de Negócio - Qua o de Lua
Fon e: Elabo ação p óp ia

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Figu a 13: Value P oposi ion Can as - Qua o de Lua
Fon e: Elabo ação p óp ia
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5. CONCLUSÕES E CONSIDERAÇÕES FINAIS
5.1. CONCLUSÕES FINAIS
Ao longo do desen ol imen o des e p oje o e i icou-se que, a ualmen e, o na-se, cada
ez mais, undamen al que as emp esas disponham de um Modelo de Negócio bem de inido e
es u u ado, de o ma a que sejam o muladas es a égias ino ado as, capazes de c ia alo e
en egá-lo ao seu clien e.
Assim, as emp esas encon am-se melho adap adas à ealidade e ao me cado onde es ão
inse idas e es ando, ambém, melho p epa adas pa a aze ace à sua conco ência.
C ia um MN eco endo à e amen a BMC, uma das mais u ilizadas pelas emp esas a
ní el mundial, é cada ez mais u gen e, pois é a a és des a que a emp esa consegui á de ini e
o ganiza a sua es u u a, bem como di eciona o seu negócio de modo a en ega a melho
p opos a de alo possí el pa a a emp esa e pa a o seu clien e-al o.
Com o obje i o de elabo a um MN pa a o es údio de o og a ia Qua o de Lua e após
eco e à e isão da li e a u a de o ma a conhece um pouco melho os concei os necessá ios
pa a es e p oje o, oi possí el c ia a p opos a de alo melho adequada às necessidades do
clien e-al o, bem como a sua de inição e ca ac e ização.
Pe cebeu-se que o Qua o de Lua p e ende en ega ao seu clien e uma p opos a de alo
de ele ada qualidade, a a és de se iços pe sonalizados e adequados às suas necessidades.
Assim aspe os como o a endimen o p es ado ao clien e, a elação de p oximidade man ida com
o mesmo e as in e ações humanas associadas são a o es de ex ema impo ância pa a o es údio,
uncionando como “as linhas” que guiam a sua condu a e a o ma de es a .
A e sa ilidade associada aos se iços p es ados no Qua o de Lua aliada à elação de
p oximidade man ida com o clien e, o mam a p opos a de alo que o es údio p e ende
ap esen a ao mesmo.
Pa a além da es u u ação do seu MN, oi ainda possí el aça um pe il daquele que
se ia o clien e-al o do es údio de o og a ia, endo sido de inidas duas pe sonas undamen ais
pa a que oco a uma comunicação da ma ca undamen ada e co e amen e di ecionada.
Pode-se conclui que após a ca ac e ização do Qua o de Lua , análise da sua es u a
in e na e ex e na e elabo ação do MN, o na-se iá el a implemen ação de udo aquilo que oi
de inido, es udado e es u u ado an e io men e.
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5.2. LIMITAÇÕES DO PROJETO
De ido à g ande qua idade de in o mação exis en e sob e os emos abo dados na e isão
da li e a u a, o nou-se um pouco complicado pe cebe que in o mação de e ia se ap esen ada
e desen ol ida no p oje o.
Fo am sen idas, ambém, algumas di iculdades no que oca à ecolha de espos as po
pa e dos inqui idos, a a és do inqué i o po ques ioná io aplicado, al ez um pouco pela
sa u ação dos mesmos ela i amen e a es a o ma de ecolha de dados.
Po im, a pandemia mundial que se ins alou no p esen e ano, a COVID-19, ouxe com
ela algumas di iculdades no desen ol imen o do p esen e p oje o.
5.3. SUGESTÕES PARA PROJETOS FUTUROS
Se ia in e essan e, em es udos u u os, desen ol e um plano de es a égia de ma ke ing,
de o ma a po encia o alcance das a i idades e dos se iços desen ol idos no es údio de
o og a ia, Qua o de Lua.
Pensando no u u o, o es údio, p e ende es a em cons an e ino ação e melho ia,
desen ol endo no os p oje os e espondendo cada ez mais e melho às necessidades do seu
clien e.
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ANEXOS
Anexo 1 – Inqué i o po ques ioná io aplicado
11/07/2020 Modelo de Negócio
h ps://docs.google.com/ o ms/d/1YdKm suL- acNDG2e--9xI17m-Y 5m2Dx4XJ0QUdH U/edi 1/9
1.
Ma ca apenas uma o al.
Feminino
Masculino
2.
Ma ca apenas uma o al.
16-24
25-34
35-44
45-54
55-64
Modelo de Negócio
Es e ques ioná io ealiza-se no âmbi o de um p oje o académico, in eg ado no Mes ado em
Ges ão de Emp esas no Ins i u o Supe io de En e o Dou o e Vouga (ISVOUGA).
O ema do p oje o incide na elabo ação de um Modelo de Negócio pa a Es údio Fo og á ico
Qua o de Lua, a a és do qual se p e ende e um conhecimen o mais ap o undado daquele
que é o ambien e in e no e ex e no à emp esa e qual o pe il do clien e-al o pa a qual oda a
comunicação, se iço e p odu o de e se o ien ado.
Todos os dados ecolhidos são anónimos e se ão apenas u ilizados nas ci cuns âncias
ela i as ao p oje o que es á a se desen ol ido, assegu ando-se a sua con idencialidade.
*Ob iga ó io
Sexo *
Idade *
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