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A PRESENÇA DA OBRA DE ROGÉRIO DE AZEVEDO NA
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FOTOGRAFIA DE TEÓFILO REGO
Jo ge Cunha Pimen el
Quando em 1953 Ca los Ramos, já como Di ec o da Escola Supe io de
Belas A es do Po o (ESBAP), o ganiza uma exposição de homenagem a
2
Ma ques da Sil a , lu a a po o na a escola num cen o de i adiação
a ís ica, p ocu a a a exposição pública do cu so de a qui ec u a, a
alo ização das múl iplas ace as da o mação do a qui ec o como a is a e
écnico e a ixação de uma genealogia da Escola que es abelecesse uma
iliação en e di e sas ge ações, an o pedagógica como a qui ec ónica.
Tal exposição conjun a das p incipais ob as do Mes e e de 30 dos seus
discípulos ealizou-se em Dezemb o de 1953. No discu so de inaugu ação da
exposição Ca los Ramos elogiou a acção do a qui ec o, p o issão em que
conciliou o a is a e o cons u o , e do pedagogo como exemplo de dedicação
à a qui ec u a. Nela o am expos as 286 peças cons i uídas po desenhos
a qui ec ónicos, maque es, agua elas e 120 ampliações o og á icas da ob a
edi icada de Ma ques da Sil a e dos seus discípulos. Coube ao o óg a o
po uense Teó ilo Rego (1914-1993) o abalho de o og a a , amplia e
imp imi as p o as o og á icas pa a a exposição.
O a qui ec o Rogé io de Aze edo, i ocinan e e colabo ado no a eliê de
Ma ques da Sil a, de 1917 a 1926, e p o esso da 8ª cadei a – Desenho
a qui ec ónico, cons ução e salub idade das edi icações – do Cu so de
A qui ec u a da Escola de Belas A es do Po o desde 1940, ez-se ep esen a
com o modelo do Conjun o de Habi ações de Casas Económicas jun o ao
Campo 24 de Agos o, no Po o, de 1941 – p ojec o nunca cons uído –, e oi o
o og a ias de edi ícios que p ojec ou en e 1927 e 1941.
Um conjun o de ob as exp essi amen e ep esen a i o das linguagens que
abalhou du an e um pe cu so de in ensa ac i idade p ojec ual, sozinho ou
em colabo ações com o a qui ec o Bal aza de Cas o ou com o a qui ec o
Januá io Godinho, desde o inal dos anos 20 a é meados da década de 40, e
onde a a iedade de p og amas es á bem pa en e.
No e ob as que e a am um pe cu so p o issional ei o an o de encomendas
p i adas como de ob as públicas e que ai do mode nismo – onde se incluem
as A es Deco a i as – à p ocu a de uma linguagem egionalis a ou mesmo à
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ap op iação de uma linguagem p óxima da a qui ec u a i aliana , em que a
di e sidade de p og amas e es ilos oi uma cons an e, aspec o que ambém
ma cou a p odução a qui ec ónica no Po o en e 1925 e 1935, e onde
1. Es e abalho é co- inanciado pela Fundação pa a a
Ciência e a Tecnologia I.P. (PIDDAC) e pelo Fundo
Eu opeu de Desen ol imen o Regional – FEDER,
a a és do COMPETE – P og ama Ope acional
Fa o es de Compe i i idade (POFC), no âmbi o do
p ojec o PTDC/ATP-AQI/4805/2012 ( Fo og a ia,
A qui ec u a Mode na e a «Escola do Po o»:
In e p e ações em o no do A qui o Teó ilo Rego ).
2. Uma exposição à imagem das exposições Magnas
onde se elacionam os abalhos dos p o esso es e
dos discípulos. Ma ques da Sil a. Exposição
conjun a das p incipais ob as do Mes e e de alguns
dos seus discípulos. Homenagem p omo ida pela
Escola Supe io de Belas do Po o com a
colabo ação da Sociedade Nacional de Belas A es e
do Sindica o Nacional dos A qui ec os. Po o: Escola
Supe io de Belas A es do Po o, Dezemb o de
1953.
3. A inidades com p opos as como as que Piacen ini
e Muzio e ão deixado no Po o e com as quais e á
ido con ac o enquan o a qui ec o na Di ecção dos
Monumen os do No e. Veja-se a es e p opósi o Jo ge
Cunha Pimen el – Ob a Pública de Rogé io de
Aze edo. Os anos do SPN/SNI e da DGEMN.
Uni e sidad de Valladolid, 2014, pp. 61-76.
“
”
conciliou desejo c ia i o e o ício. Um pe cu so ei o ambém que de uma
4
a empo alidade, que julga a encon a no pa imónio edi icado da nação ,
que de uma on ade de eno ação e conciliação en e mode nidade e
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adição que se ai e lec i , en e ou os, nos p ojec os das Escolas-Tipo
Regionalizadas de 1933-35 e nas Pousadas Regionais do Sec e a iado
Nacional de In o mação (SNI) de 1939-40.
É de no a que pa a a exposição Rogé io de Aze edo não ez cons a qualque
p ojec o de habi ação uni amilia ou das inúme as escolas p imá ias que
ealizou na década de 30.
Dos qua o nega i os da exposição na ESBAP, encon ados no A qui o
Teó ilo Rego, não cons a nenhum is a da secção da mos a ela i a às ob as
de Rogé io de Aze edo que nos pudesse o ien a .
Dos nega i os e p o as em papel de ob as de Rogé io de Aze edo hoje
exis en es no A qui o Teó ilo Rego, conse ado na Casa da Imagem –
Fundação Manuel Leão, p o a elmen e nenhum co esponde às o og a ias
que es i e am pa en es na exposição.
Ao con á io dos nega i os de o og a ias do Edi ício do Jo nal O Comé cio
do Po o exis en es no A qui o, e elando um enquad amen o mais abe o,
uma pe spec i a ligei amen e baixa, um céu comple amen e limpo e uma luz
algo di usa, a imp essão en ão expos a, hoje na colecção do Ins i u o
A qui ec o Ma ques da Sil a, e ela um ( e)enquad amen o cen ado no
edi ício do jo nal, eliminando os edi ícios adjacen es e dando ên ase à en ada
p incipal, ao co po o eado e ao alçado na A . dos Aliados. O céu, mui o
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4. Sob e es a ques ão e a ideia de es ilo em Rogé io
de Aze edo consul a Jo ge Cunha Pimen el – Ob a
Pública de Rogé io de Aze edo…, pp. 37-38;
Rogé io de Aze edo – “A A qui ec u a no Plano
Social”, in Con e ências da Liga Po uguesa de
P o ilaxia Social (3ª sé ie). Po o: Imp ensa Social,
1936.
5. A adição é uma he ança que eio a é nós e
eclama ac escen amen o pa a os que hão-de i ”.
Rogé io de Aze edo – “Mes e Ma ques da Sil a”, in
O T ipei o, VI Sé ie, Ano IX, n.º 11, No emb o de
1969, p. 343.
Figu a 1. Teó ilo Rego. Edi ício do Jo nal O
Comé cio do Po o, c. 1953. A qui o Teó ilo Rego,
Museu Casa da Imagem - Fundação Manuel Leão.
PT-FML-TR-COM-459-001.
p o a elmen e abalhado, d ama iza a imagem enquan o a luz modela de
o ma cla i icado a oda a iqueza o mal da composição dos alçados.
De igual modo a o og a ia da Ga agem de O Comé cio do Po o, ambém na
colecção do Ins i u o A qui ec o Ma ques da Sil a, ao assumi um pon o de
is a a meia al u a, p o a elmen e ealizado a pa i de uma janela do Ho el
In an e de Sag es, põe em e idência as achadas uncionalis as de esc i ó io
a iculadas po uma o e cilínd ica coinciden e com a esquina, des acando a
a iculação dos olumes ex e io es e o jogo que o edi ício es abelece com o
desní el da ua.
Ambas são o os com pouco chão mas com p esença humana, com o
mo imen o da ua. Es ão mais p óximas do ins an âneo que da o o de
composição calculada e limpa.
O mesmo se pode dize do nega i o e da p o a em papel ealizados em épocas
di e en es po Teó ilo Rego ao Edi ício Mau ício Rial o, no Po o, cons uído
a nascen e da A . dos Aliados, no lado sul do que i á a se a P aça D. João I.
Um edi ício ino ado à época que pela sua concepção em al u a, chegando
mesmo a se designado po a anha-céus, que pela elação que es abelece ao
ní el da ua com o espaço público, ap esen a uma á ea come cial
pa cialmen e cobe a po uma ampla es u u a po icada. Fo og a ado
sis ema icamen e a pa i da Rua de Sá da Bandei a, os abalhos de Teó ilo
Rego ap oximam-se mui o da pe spec i a e do pon o de is a assumido po
Rogé io de Aze edo no desenho da 2ª e são do p ojec o, de 1941, an e io
aos p ojec os da P aça e do Palácio A lân ico (A.R.S. a qui ec os, 1944) a
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Figu a 2. Teó ilo Rego. A P aça D. João I, segundo o
p ojec o do g upo A.R.S. a qui ec os, já com as
es á uas em b onze da au o ia de João F agoso
colocadas. Fo o pos e io a 1957. A qui o Teó ilo
Rego, Museu Casa da Imagem - Fundação Manuel
Leão. PT-FML-TR-PES-16-066.
no e. Cu iosamen e o desenho de Rogé io de Aze edo já azia pa a a
imagem o mo imen o na ua no espaço de uma p aça que ainda não es a a
de inido, con ibuindo assim pa a c ia p o undidade de campo.
Apesa de menos cen ada no edi ício, amos encon a o mesmo ipo de
p eocupações de enquad amen o e de composição isual na disposição das
massas, aqui e dadei amen e quase mimé ico do desenho de Rogé io de
Aze edo, na o og a ia do Edi ício Mau ício Rial o e da P aça D. João I
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ealizada pela Fo og a ia Beleza , an e io a 1957.
O espaço público e a sua i ência, a es a uá ia, a a qui ec u a, a luz e a
iluminação a i icial da cidade do Po o são emas eco en es no abalho de
Teó ilo Rego. É des a o ma que encon amos no seu A qui o nume osas
p o as em papel e nega i os da P aça D. João I que documen am es e espaço
u bano. Teó ilo Rego não o abo da apenas ao ní el da ua; in e essa-se pelo
espaço público e pela a qui ec u a, explo ando di e en es pon os de is a,
di e en es len es e a é no os enquad amen os sob e os nega i os ealizados.
Es a mesma P aça é ainda mo i o pa a omadas de is a ao im do dia e à noi e
numa p ocu a de imagens que, a p e o e b anco, ealcem os ambien es
lumínicos. Nelas, Teó ilo Rego e ela uma P aça di e en e, c iada pela
iluminação pública, pelos anúncios luminosos e pela ida noc u na; uma
P aça ans o mada pelo con as e das somb as e das luzes nas achadas dos
edi ícios.
Po es as e ou as p o as e nega i os exis en es no A qui o de Teó ilo Rego,
ap esen ando ma cas manusc i as e másca as, podemos pe cebe o quan o e a
no mal no seu abalho labo a o ial a manipulação dos nega i os, o eco e ou
eenquad amen o das omadas de is a e a al e ação localizada de onalidades
7
nas p o as que ealiza a. Ma ques Ab eu (1879-1958) , edi o , g a ado e
o óg a o especializado na o og a ia de a qui ec u a, com quem Teó ilo
Rego iniciou a sua ida de abalho, “não manipula a nega i os ou posi i os,
mas masca a a-os só quando as necessidades da o og a u a o
aconselha am. Os o iginais de iam se espei ados, embo a os pudesse
8
eenquad a , ou eco a , consoan e a moldu a da publicação” . Já no p ocesso
c ia i o de Teó ilo Rego a escolha e domínio de aspec os écnicos e
exp essi os, quando da exposição do nega i o e am impo an es, mas a
manipulação de nega i os e posi i os e a imp essão não espei ando a
in eg alidade dos o iginais e a p a icada, numa p ocu a de pe eição nos
e ei os o mais da emá ica. Ou o aspec o impo an e na sua o og a ia é o
céu. Elemen o de d ama ização da imagem, apa en emen e su ge-nos
múl iplas ezes manipulado senão mesmo u o de um abalho de eco e e
mon agem.
Os já e e idos ês edi ícios de Rogé io de Aze edo o am ambém objec o
do abalho de ou o g ande es údio o og á ico do Po o. Re i o-me ao
9
abalho de Domingos Al ão (1872-1946), da Pho og aphia Al ão .
Rep esen an e de uma co en e na u alis a/pic o alis a, a pa de Ma ques
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6. Fundada em 1907 po An ónio Beleza, na Rua de
San a Te eza, n.º 18, Po o.
7. Ma ques Ab eu desen ol eu a sua ac i idade
como edi o , g a ado e o óg a o, endo sido
esponsá el pelo lançamen o de publicações
p o usamen e ilus adas, como a colecção de
monog a ias A A e em Po ugal (1905 a 1912) ou a
e is a Ilus ação Mode na (2ª sé ie, 1926-1938), e
álbuns o og á icos na p imei a me ade do século
XX. Dando especial a enção à a qui ec u a omânica,
c iou um a qui o la gamen e u ilizado pela DGEMN
nos seus abalhos e publicações. A sua ob a
“ ep esen a, cinquen a anos depois da in odução da
o o ipia e ês anos an es da o og a u a, o apogeu
da o ozincog a u a [ou similig a u a] em Po ugal,
e é uma das úl imas mani es ações da o og a ia
na u alis a/pic o alis a de que Domingos Al ão oi
mes e.” An ónio Sena – His ó ia da Imagem
Fo og á ica em Po ugal – 1839-1997. Po o: Po o
Edi o a, 1998, p. 230.
8. José Ped o de Aboim Bo ges – Ma ques Ab eu: A
Fo og a ia e a Edição Fo og á ica na de esa do
Pa imónio Cul u al. Lisboa: Uni e sidade No a de
Lisboa, 2013, p. 77.
9. Inicia a sua ca ei a como ap endiz na Casa Biel.
Em 1903 unda a Pho og aphia Al ão, na Rua de
San a Ca a ina, n.º 120, Po o. Os seus abalhos
o og á icos são apon ados “como imagens de g ande
beleza e nacionalismo”, e elado es “da beleza e
in imismo da u alidade po uguesa. Os seus
le an amen os o og á icos incluem a e en e de
paisagem u bana, o ien ada pa a as colecções de
pos ais, nomeadamen e o Po o”. M. Te eza Siza
(coo d.) – O Po o e os seus Fo óg a os. Po o: Po o
Edi o a, 2001, p. 203.
Ab eu, as suas o os, “pe manecendo en e as ambiguidades da luz e a
composição da o og a ia «de géne o» [… sem u iliza ] a manipulação dos
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nega i os ou dos posi i os” , p i ilegiam os espaços em de imen o dos
edi ícios, aduzem mais os ambien es u banos, os espaços azios e a
i ência da ua do que os objec os a qui ec ónicos que o og a a.
A sequência Edi ício Mau ício Rial o e o que i á a se a u u a P aça D. João
I, Rua D . Magalhães Lemos, A . dos Aliados, Rua Elísio de Melo e Rua do
Almada, ainda an e io à abe u a da P aça D. Filipa de Lencas e – as
demolições só começa iam em 1943 –, é es emunho de uma ealidade u bana
em e olução nos seus aspec os ísicos, o ganizacionais e empo ais, ha endo
nela uma ideia de pe cu so que é p incipalmen e isual, mas ambém
documen al, em que a p esença e ac i idade humanas são p a icamen e
excluídas.
Cu iosamen e, encon am-se no A qui o de Teó ilo Rego se e p o as em
papel da cons ução dos edi ícios do Jo nal O Comé cio do Po o e da
Ga agem. É di ícil explica a sua p o eniência e a sua au o ia. Sabe-se que de
1925 a 1944 Teó ilo Rego abalhou nas O icinas do o óg a o e p odu o
edi o ial Ma ques Ab eu, inicialmen e como ipóg a o imp esso e depois na
11
á ea da g a u a. Só em 1946 mon a o seu p óp io es údio o og á ico . Tais
p o as e a am qua o momen os da cons ução do Edi ício do Jo nal O
Comé cio do Po o e o início da edi icação da Ga agem. São o os i adas dos
mesmos ângulos que Teó ilo Rego u iliza ia mais a de pa a e a a o
Edi ício do Jo nal, apenas di e indo na posição em al u a do obse ado e
onde não se êm homens a abalha ou mo imen o na ua.
Quan o à p o a em papel do Ho el In an e de Sag es, na P aça D. Filipa de
Lencas e no Po o, com p ojec o de 1943 e inaugu ado em 1951, Teó ilo
Rego op a po u iliza , al ez u o das condicionan es locais, um
enquad ando echado sob e o p óp io edi ício, um pon o de is a é eo com
uma pe spec i a mui o acen uada e uma ho a ma inal com a luz quase asan e
ao plano de achada do edi ício. Já o abalho da Fo og a ia Al ão ap esen a
um pon o de is a al o enquad ando a no a P aça D. Filipa de Lencas e,
ocupada pelas ia u as das companhias de iagem ai ins aladas e limi ada
pelo Ho el In an e de Sag es e pela Ga agem de O Comé cio do Po o e a
ligação à A . dos Aliados a a és da Rua de Elísio de Melo. Também aqui a
di e ença de olha es que sob e a cidade que sob e os seus edi ícios se
man ém. De alguma o ma, al como a P aça Filipa de Lencas e é o
con apon o u bano à P aça D. João I, ambém as o os que Domingos Al ão
ealizou des es espaços se con apõem e complemen am.
Exis em no A qui o Teó ilo Rego o os de ou as ob as de Rogé io de
Aze edo que ambém aziam pa e da exposição. A Fáb ica de Vila-Flo ,
Guima ães, é uma delas. Encon amos ês nega i os no A qui o Teó ilo
Rego que e a am dois pon os de is a opos os do alçado p incipal do
10. An ónio Sena – His ó ia da Imagem..., p. 212.
11. O p imei o oi na Rua da Aleg ia, n.º 482, Po o.
Em 1956 mudou-se pa a a Rua de San a Ca a ina, n.º
1583, onde pe maneceu a é 2001.
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edi ício, i ados a ho as di e en es do dia. Si uada numa ua com um decli e
ela i amen e p onunciado, o edi ício é ma cado po um escalonamen o
sucessi o de olumes e pelo uso de di e en es ma e iais numa composição
acen uadamen e ho izon al, aspec os bem en a izados em ambas as
o og a ias.
Já quan o ao Ab igo dos Pequeninos, a C eche e Dispensá io da Câma a
Municipal do Po o na P aça da Aleg ia, com p ojec o de 1933, encon a-se
um nega i o no A qui o ela i o à pa e do balneá io com piscina numa
esplanada i ada ao io. A o og a ia assume um pon o de is a ao ní el do
solo, simé ico da pe spec i a desenhada no p ojec o po Rogé io de Aze edo
e, i ando pa ido dos jogos de luz e somb a e das ex u as, põe em e idência a
elação do cons uído com os espaços aja dinados, mos ando o equipamen o
como inse ido num pa que e de, isolando-o do espaço u bano edi icado
en ol en e.
A Câma a Municipal da Pó oa de Lanhoso é ou a das ob as seleccionadas. A
cons ução do edi ício dos Paços do Concelho e T ibunal e e início em Maio
de 1938. No nega i o da o og a ia de uma p o a em papel exis en e no
A qui o o edi ício encon a-se p a icamen e concluído, mas ainda em ob as,
não ha endo qualque mo imen o na imagem. Ti ada de um pon o de is a
al o, a o og a ia do edi ício de duas alas a iculadas po uma o e assen es
numa pla a o ma num espaço em decli e su ge-nos como se de uma
o og a ia de maque a se a asse, cla i icando a ideia a qui ec ónica, ques ão
a que não é alheio o a amen o dado ao céu. É assim um momen o único nes a
Figu a 3. Teó ilo Rego. Ho el In an e de Sag es,
Po o. A qui o Teó ilo Rego, Museu Casa da
Imagem - Fundação Manuel Leão. PT-FML-TR-
PES-16-064.
40
sé ie de o og a ias de edi ícios. A qualidade da luz no momen o em que a o o
oi i ada modela exempla men e odo o conjun o nos seus de alhes.
Po úl imo, quan o aos edi ícios cujas o og a ias es i e am expos as, só se
encon a o nega i o da o og a ia de uma p o a em papel da Pousada de S.
Gonçalo, no Ma ão no A qui o. T a a-se de uma is a la e al da Pousada,
i ada jun o à es ada que a ci cunda. Nela encon am-se e idenciados os
ma e iais e os de alhes do edi ício, deixando no en an o pe cebe a si uação
p i ilegiada do mesmo na paisagem em que se inse e.
Des a es alagem, p o usamen e o og a ada depois da sua inaugu ação em
12
1942, que po o óg a os ao se iço do SNI , com o in ui o de ilus a as suas
13
publicações, nomeadamen e a e is a Pano ama , que po au o es não
iden i icados, como é o caso da colecção de pos ais exis en es no Espólio
Documen al Januá io Godinho no A qui o de Fá ima Sales, odas as imagens
p oduzidas põem em e idência o luga em di e en es es ações do ano, as
ca ac e ís icas dis in i as da sua a qui ec u a e a qualidade da sua inse ção na
paisagem.
Tal como já possi elmen e ha ia acon ecido com as o os do Ab igo dos
Pequeninos, no Po o, a o o de Teó ilo Rego deixa an e e a mui o p o á el
sé ie o og á ica que e á ealizado sob e o edi ício, com os ex e io es
o og a ados, a sua implan ação no espaço e sua elação com a paisagem
ci cundan e e idenciados, de modo a sen i e aze sen i a elação do edi ício
com o meio – e nisso se podendo ap oxima da abo dagem que Má io
14
No ais ez de ou as Pousadas do SNI –, não eduzindo o seu abalho à
p ocu a de uma singula imagem sín ese da Pousada.
Figu a 4. Teó ilo Rego. Edi ício da Câma a
Municipal e T ibunal da Pó oa de Lanhoso, c. 1953.
A qui o Teó ilo Rego, Museu Casa da Imagem -
Fundação Manuel Leão. PT-FML-TR-COM-459-
008.
12. Nomeadamen e o o óg a o João Ma ins,
esponsá el pelas di e sas epo agens sob e as
Pousadas de Po ugal, “le an amen o que se ia,
pos e io men e, edi ado sob o í ulo Pousadas do SNI
(1948). Mui o embo a sem qualque menção à
au o ia das o og a ias que compõem es e o ei o,
colocamos a hipó ese de se em da sua au o ia pela
exis ência, no seu espólio, de le an amen o
igo osamen e idên ico.” Emília Ta a es – A
o og a ia ideológica de João Ma ins (1898-1972).
Po o: Mimesis, 2002, p. 52.
13. Pano ama – e is a po uguesa de a e e u ismo,
mensal, ó gão o icial do SPN/SNI. A e is a oi
publicada em ês sé ies: a p imei a en e 1941 e
1949, a segunda en e 1951 e 1955, a e cei a e
úl ima en e 1956 e 1973.
14. Má io No ais (1899-1967) iniciou a sua
ac i idade nos anos 20. Em 1933 mon ou o seu
p óp io es údio (Es údio No aes) em Lisboa. Tendo
so ido o impac o da ob a de Ma ques Ab eu,
especializou-se na o og a ia de ob as de a e e
a qui ec u a, não desco ando as ou as á eas da
o og a ia.
41
Não se esgo a nes es abalhos o encon o de Teó ilo Rego com a ob a de
Rogé io de Aze edo. Ou os edi ícios nob es da cidade são mo i o do seu
olha . É o caso da an iga Faculdade de Medicina do Po o, hoje Ins i u o Abel
Salaza . Na p o a de papel exis en e no A qui o Teó ilo Rego o edi ício
apa ece isolado de odo o con ex o adjacen e a a és de um enquad amen o
echado sob e o edi ício, al como já inha ei o pa a o Edi ício do Jo nal e na
Ga agem de O Comé cio do Po o.
A Ig eja da Nossa Senho a da Conceição, ambém no Po o, é ou o
15
exemplo . Re a ada po di e sas ezes, con o me os nega i os e p o as em
papel exis en es a es am, é semp e is a de o ma mais ou menos on al,
ap esen ando as di e sas o os cambian es en e as omadas de is a, a luz
na u al e as es ações do ano em que oco em.
Em odos os abalhos de Teó ilo Rego que enho indo a e e i sob essai, al
como em Ma ques Ab eu, “o seu especial en endimen o da olume ia e do
16
espaço, dos azios e dos cheios, a de ecção dos de alhes e po meno es” , sem
no en an o es a con inado à p eocupação de uma o og a ia de o dem
documen al conducen e aos es udos da a e.
Já de índole di e en e é a p o a em papel da Escola P imá ia do Bai o de
Casas Económicas de Ramalde. Um ins an âneo de uma p o á el es a ou
saída da escola. Cons uída no inal da década de 30 endo po base um dos
p ojec os- ipo egionalizados desenhado po Rogé io de Aze edo em 1933-
35 pa a a Di ecção Ge al dos Edi ícios e Monumen os Nacionais, é
cons i uída po dois edi ícios ipo Dou o de 4 salas de aula em i ude da
15. Além do Pad e Bello (au o do p ojec o inicial)
abalha am ou os écnicos nes a Ig eja como o
a qui ec o Rogé io de Aze edo e os engenhei os José
Joaquim Fe ei a e Sil a, Reis Gonçal es e Joaquim
Sa men o. A 18 de Dezemb o de 1938 é benzida a 1ª
ped a e a 8 de Dezemb o de 1947 é consag ada a
Ig eja. In o mação ecolhida em IHRU, SIPA, IPA n.º
P 011312120188.
16. José Ped o de Aboim Bo ges – Ma ques Ab eu…,
p. 79.
Figu a 5. Teó ilo Rego. Escola P imá ia do Bai o de
Casas Económicas de Ramalde, Po o. A qui o
Teó ilo Rego, Museu Casa da Imagem - Fundação
Manuel Leão. PT-FML-TR-PES-16-068.
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polí ica de sepa ação dos sexos, nisso se di e enciando das es an es escolas
p imá ias cons uídas no inal da década de in a nos di e sos Bai os de
Casas Económicas do Po o.
Também impo a aqui e e i o abalho come cial de Teó ilo Rego. É disso
exemplo o pos al ilus ado do Passeio Aleg e e Palácio Ho el, na Pó oa de
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Va zim , um pólo de a acção u ís ica i ado pa a o Oceano A lân ico, jun o
à P aia de Banhos; um espaço de laze e e aneio das gen es do Po o. Teó ilo
Rego o og a a o Ho el já depois de p o undas al e ações no aço do edi ício
saído do p ojec o de Rogé io de Aze edo em 1932-38 e, à imagem de ou os
pos ais e o os da época ou pos e io es à inaugu ação do Ho el, escolhe um
pon o de is a ecuado e ab angen e, dando assim ên ase ao espaço público
pedonal aja dinado e ao con as e de escalas en e as an igas cons uções de
olume ia eduzida ca ac e ís icas da zona balnea e o edi ício do Ho el na
ex emidade sul da en e u bana do Passeio Aleg e.
A exposição cons i ui o único momen o em que al ez seja possí el
iden i ica uma elação p o issional, se a hou e, en e o a qui ec o Rogé io de
Aze edo e o o óg a o Teó ilo Rego. A abo dagem que az à a qui ec u a de
Rogé io de Aze edo pa a a exposição em nada se di e encia da que u iliza
pa a e a a as ob as de Ma ques da Sil a ou de qualque dos seus ou os 29
discípulos, duas ge ações de a qui ec os que já ha iam ensaiado uma p á ica
dis an e do p óp io Mes e, “que acau eladamen e se ap oxima a, passo a
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passo, das no ícias do mode no” .
Tendo os edi ícios p ojec ados po Rogé io de Aze edo uma p esença
asse i a no cen o da cidade do Po o, Teó ilo Rego no seu abalho de
o óg a o da cidade nunca deixou de os o og a a , que omando-os como o
objec o das suas o og a ias que o og a ando os espaços u banos em que
ais ob as se in eg am ou mesmo de inem. No en an o, na p ocu a de e a a a
a qui ec u a da sua cidade com mes ia, que no uso da luz que nos pon os de
is a e enquad amen os que assume, dá con inuidade ao abalho ealizado
po Domingos Al ão e Ma ques Ab eu, nunca se deixando con amina pela
o og a ia de a qui ec u a que nou os países en ão se azia.
17. Faz pa e de uma colecção de 78 pos ais
ealizados po Teó ilo Rego, en e os anos 70/80, em
espos a a uma encomenda do Colégio do Pe pé uo
Soco o do Po o. Ve a colecção comple a em
h p://esumpos al.wo dp ess.com/pos ais/
(Consul ado em 11/11/2014, 18h00).
18. Ma ques da Sil a. Imagens de uma época. Po o:
Ins i u o A qui ec o José Ma ques da Sil a, 2005, p.
49.
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