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1. Michel FOUCAULT –
A queologia do Sabe . Rio
de Janei o: Fo ense Uni e -
si á ia, 2008, p. 149.
2. Michel FOUCAULT
- “In oduc ion o a
non- ascis li e” [P e ace].
In Gilles Deleuze, Felix
Gua a i, An i-Oedipus.
Capi alism and Schi-
zoph enia, New Yo k:
Viking P ess, 1977, pp.
XI-XIV.
3. Ama an e Ab amo ici,
João Vasco Pai a, Sé gio
Lei ão, Tânia Dinis, Ve a
San os.
4. Gilles DELEUZE – O
Mis é io de A iana. Lis-
boa: Edi o a Vega, 1996,
p. 93.
Cinco exposições in si u são ap esen adas pelo colec i o DAS
PLAST V PJS.3 Nes as p opos as, os concei os de A e, Ene gia e Ci cula-
ção cons i uem in e acções undamen ais po e e ência às singula idades
dos p óp ios espaços exposi i os. Nas pa icula idades das espec i as loca-
lizações geog á i cas e na mul iplicidade das suas his o icidades, encon a-
mos um in e mezzo: a a e é ene gia, a ene gia é ci culação, seja po e a
ou po ma . A pa i dos espaços conside ados pe co em-se as elações
en e o sabe e o pode , pe e e-se o empo e o espaço, esca a-se no esque-
cimen o da o igem. Mais sin oma ologia e menos on ologia. Menos on es
e mais descon inuidades. Nem p incípio nem i m. Apenas elocidades.
À semelhança da a e a do genealogis a, não se a a de um e o -
no à o igem, explici a uma análise e olu i a ou mos a a p esença do
passado no p esen e. P ocu a-se no a qui o, na ede que se ece en e os
múl iplos elemen os de um conjun o he e ogéneo, o di o e o não-di o, a
nossa ac ualidade. Como esc e e Deleuze:
O co e que a as a as ob as da con inuidade e da iden idade em-
po al é o mesmo que lhes pe mi e ap oxima em-se das modalidades con-
c e as da exis ência mas ambém da ansposição dos seus limi es. A a és
CINCO EXPOSIÇÕES E UM COLECTIVO
Edua da Ne es
A A queologia desc e e os discu sos como p á icas especi i cas no elemen o do
a qui o1.
O g upo não de e se o laço o gânico que une os indi íduos hie a quizados,
mas um cons an e ge ado de desindi idualização2.
O no o é o ac ual. O ac ual não é o que somos mas aquilo em que nos
amos o nando, aquilo que somos em de i , que dize , o Ou o, o nosso
de i -ou o. É necessá io dis ingui , em odo o disposi i o, o que somos (o
que não se emos mais), e aquilo que somos em de i ; a pa e da his ó ia e
a pa e do ac ual. A his ó ia é o a qui o, é o desenho do que somos e dei-
xamos de se , enquan o o ac ual é o esboço daquilo em que nos amos o -
nando. A his ó ia e o a qui o são o que nos sepa a ainda de nós p óp ios,
sendo o ac ual esse Ou o com o qual coincidimos desde já.4
cian e (whis leblowe ), como co po ização des a i gu a, e gue-se con a as
p á icas malignas.12 É como um pe i o agindo a pa i de um pon o de não
e o no, alguém que a isca no momen o de de adei a c ise. Ao denuncia
e dissemina dados pa imoniais ou in o mações classi i cadas, e ela o que
oi excluído do deba e público. E um al ac o enegado – essencialmen e
uma iolação da p á ica co en e, eg a ou lei – p oduz uma sé ie de ma-
e iais de esolução iá el – da isualização, à disc iminação, à cognição, à
omada de decisão – pa a abo da uma si uação que o ac o, de ac o, expôs
ou o nou comp eensí el.
Dado o pode dos me cados capi alis as sob e os in e esses públi-
cos, os ‘in es ido es’ não são os únicos a ec ados. A capi ulação, e mo
exp esso na CNBC, apon a pa a um des ino onde a especulação subjuga
o pode polí ico. Consequen emen e, os bo s algo í micos alimen am-se
de mi íades de pessoas que es ão ‘in es idas’ como capi al humano num
sis ema pa asi á io que é simul aneamen e o hospedei o. Assim, o e da-
dei o de i a i o – aquele que é dependen e de e, ao mesmo empo, es á no
cen o da p odução de isco – é o público como úl imo ecu so. Nós somos
a cobe u a de isco i nal. Agi em conjun o com aqueles que colocam a
sua epu ação (e mais) em isco eque o cul i a de uma solida iedade
enegada,13 uma polí ica ac i is a que e ele e ans o me ‘a in eligência, a
igilância e o econhecimen o’ numa esolução escla ecida a bem do in e-
esse comum.
A es é ica da esolução e as suas consequências ab em um campo
pa a p á icas mul i ace adas, ansdisciplina es, comp ome idas em desen-
e a , na a e isualiza ins abilidades que coagulam dissidência em insu -
eição. ‘Re-calib a ,’ ‘ e-a e i ’ e ‘ e-a alia ’ ope ações e e en os ma e iais
conc e os, mas opacos – pa a usa e mos que são écnicos e i nancei os
e deno am equência, p o undidade e consequência de inqué i o - pode
e ela e idências (ao cons i ui , ou seja, cons ui e es abelece a e dade
como um passado pa a semp e p esen e no u u o) que, po sua ez, pos-
sam eo ien a adicalmen e o discu so e a acção comum. Ao e o ça mos e
aga a mos a esolução quan o aos signi i cados a ís icos, ecnológicos, le-
gais bem como sociais e poli icos do e mo, ais p á icas pode ão ‘c ia ’ a e
não apenas pela a e mas po mais do que isso e, assim, o e ece al e na i as
ao ‘géne o de dissidência a i ma i a’ que, en e ou as coisas, p omo e mais
os in e esses do capi al do que os a ís icos, al como demons am as en-
das do me cado da a e e os egis os dos leilões.
12. Os denuncian es no -
malmen e es ão na linha da
en e pa a muda as eg as
den o da sua á ea – a sua
p eocupação é di igi em-se
aos colegas, pa es, à sua
indús ia e/ou ó gãos e-
gulado es, mais do que ao
público em ge al enquan o
al. Co em eno mes
iscos pessoais, dado que
al a solida iedade pública
o ganizada.
13. Sem e e ência di ec a,
a u gência de al solida ie-
dade con a o complexo
Es ado-Finança, es á
implicada no mais ecen e
caso de denúncia i nancei-
a. Ve : Ma Taibbi, Th e
$9 Billion Wi ness: Mee
JP Mo gan Chase’s Wo s
Nigh ma e, Th e Rolling
S one Magazine, 6 de
No emb o 2014, h p://
www. ollings one.com/
poli ics/news/ he-9-billion-
-wi ness-20141106
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dele se mos a a di e ença no que somos e no que azemos, a nossa azão
de se . Pa icipando na a e a do impensado e na possibilidade da in e -
p e ação de uma na a i a eesc i a semp e e já a pa i do ex e io , es as
p opos as in si u não cons i uem qualque o ma de mediação en e His ó-
ia e Ve dade. Nes es p ojec os, enquan o luga es de ma cas silenciosas, de
p ocessos e caminhos, ou ainda de ecos indi iduais e colec i os da p á ica
a ís ica, ci culam his o icidades com ou sem signi i cações especí i cas, e-
ag upamen os que p ocu am sen ido num odo. Assim, es as in e enções
cons i uem ese a ó ios espacio- empo ais, memó ias de singula idades,
acon ecimen os ou luga es, que se a i mam como possí el e i ó io de
cons ução c í ica. Como bem sublinhou Daniel Bu en a p opósi o da
p á ica in si u, a sua p imo dial ca ac e ís ica é a de que a ob a de e nasce
e se ap esen ada a pa i do espaço no qual se insc e e e pa a o qual oi
pensada.5 Nes e sen ido, a ob a ans o ma ou con e e ou a dimensão ao
luga .6 Não se p e ende eacção mas sim pe u bação. Diálogo da ob a com
um espaço especí i co mas ambém com a his ó ia desse luga , a a qui ec u-
a, a paisagem, as pessoas.
Cada uma des as exposições con i gu a a expe iência de um colec i-
o no qual o p ocesso de despe sonalização se cons i ui como dispa idade
de undo. Ci culação num espaço- empo que se expande, um en onca-
men o, junção e bi u cação de caminhos. Enquan o campo de imanência
a se cons uído, um colec i o é uma a en u a, uma descobe a e, como
es as ob as, cons uído in si u. Como odos os encon os.
Eis algumas azões pa a uma a e não demissioná ia. A cons ui .
5. A ac i idade a ís ica de
Daniel Bu en é de i nida
po es a p á ica desde
1965. Não é po acaso que
es e a is a na sua biog a i a
o i cial indica que i e e
abalha in si u.
6. “A noção de si e-speci i c
ca ac e iza de manei a
mui o impe ei a as mo-
dalidades de e e ência,
pois na maio ia das ezes
ela man ém a ideia de
que a ob a pe ence ao
luga e não o con á io.”,
in, Jean Ma c POINSOT
- “L’in-si u e la ci cons-
ance de sa mise en u
[au] musée”. Les Cahie s
du Musée Na ional d’A
Mode ne, Cen e Geo ges
Pompidou, n. 28, 1989.