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23 1. Jorge Luís BORGES – Nova Antologia Pessoal. Lisboa: Difel, 1987, p. 96. O projecto Algumas razões para uma arte não demissionária confi gura-se num duplo eixo de trabalho: (1) Programação de um Colóquio Internacional no Auditório do Museu de Arte Contemporânea de Serralves e de um Encontro no Laboratório das Artes em Guimarães; (2) Cinco exposições do colectivo DAS PLAST V PJS nos seguintes espaços: (I) Laboratório das Artes em Guimarães; (II) Museu Natural da Electricidade de Seia; (III) Campo Arqueológico de Mértola (Casa Amarela); (IV) Museu de Portimão (zona envolvente); (V) Museu Nacional Ferroviário (Complexo Ferroviário do Entroncamento). Através da historicidade dos lugares e dos espaços expositivos propostos, percorremos o nosso território. Viajamos por terra, atravessamos o mar, ligamo-nos na ferrovia do entroncamento. Impossibilitamos o fechamento. As experiências locais e as intensas vivências espaciais permitiram entrar no tempo e aumentar cada lugar. Figuras de um colectivo que por aí encontrou o actual ou, à maneira de Jorge Luís Borges em Tlon, Uqbar, Orbis, Tertius: Com a realização de um Colóquio e um Encontro propomos criar um espaço de refl exão paralelo às exposições, no qual seja possível pensar a Crítica e as práticas artísticas à luz das suas condições sociais de produção. Se a arte constitui um espaço de acção, de igual forma a Crítica se deve abrir a uma prática capaz de ocupar um lugar no espaço público. Sem a energia de todos os intervenientes, há que dizê-lo, este projecto não se teria realizado. A todos, o meu reconhecimento. Eduarda Neves NOTA PRÉVIA NOTA PRÉVIA 3 ALGUMAS RAZÕES PARA UMA ARTE NÃO DEMISSIONÁRIA 5 Eduarda Neves A MORTE DO AUTOR MATOU O CRÍTICO? 9 Josephine Berry Slater RESPOSTAS CURATORIAIS: O CASO DE O ESPÍRITO DA UTOPIA 16 Nayia Yiakoumaki REFORÇANDO/AGARRANDO A RESOLUÇÃO 23 Gerald Nestler CINCO EXPOSIÇÕES E UM COLECTIVO 31 Eduarda Neves EXPOSIÇÕES 34 ENGLISH TEXTS 67 BIOGRAFIAS/BIOGRAPHIES 83 ÍNDICE Uma das escolas de Tlon chega a negar o tempo: acha que o presente é indefi nido, que o futuro não tem realidade senão como esperança presente e que o passado não tem realidade senão como lembrança presente.1