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A prática vocal como veículo de aprendizagem musical

Abstract

O presente relatório foi elaborado no âmbito da unidade curricular de Prática de Ensino Supervisionada do Mestrado em Ensino da Educação Musical no Ensino Básico na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa realizada no ano letivo de 2018/2019. O principal objetivo deste relatório é a descrição de observações e práticas, e a reflexão crítica sobre o observado, lecionado e aprendido enquanto estagiária numa escola de Ensino Básico. O relatório é constituído por quatro capítulos: no primeiro expõe o enquadramento teórico da educação musical no ensino básico, apresentando a sua contextualização no sistema educativo português, uma síntese das orientações curriculares para o ensino básico e uma revisão pedagógica e científica dos benefícios da prática vocal no ensino musical. No segundo uma breve descrição do contexto em que decorreu o estágio com a caracterização do agrupamento escolar, da escola, dos alunos e das salas de educação musical. No terceiro uma descrição e reflexão sobre práticas observadas no local de estágio e fora deste, e a descrição e reflexão sobre a minha prática enquanto estagiária em aulas e no desenvolvimento do Projeto para o Dia do Agrupamento - Canções de Maio. No quarto capítulo uma reflexão sobre a proposta feita pelo Professor Doutor João Nogueira à participação dos alunos de Mestrado em Ensino de Educação Musical no projeto de investigação "Cantar Mais".

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A prática vocal como veículo de aprendizagem musical

Author: Morais, Maria João Gonçalves de
Year: 2021
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/136273/1/MariaJoaoMorais_RelatorioEstagio2021_signed.pdf
A PRÁTICA VOCAL COMO VEÍCULO DE APRENDIZAGEM
MUSICAL
Ma ia João Gonçal es de Mo ais
Se emb o, 2021
Rela ó io de Es ágio de Mes ado
em Ensino de Educação Musical no Ensino Básico
Rela ó io de Es ágio ap esen ado pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à
ob enção do g au de Mes e em Ensino da Educação Musical no Ensino Básico,
ealizado sob a o ien ação cien í ica da P o esso a Isabel Ma ia Lopes Figuei edo,
P o esso a Auxilia con idada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da
Uni e sidade No a de Lisboa e do P o esso João Noguei a, P o esso Auxilia da
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa.
DECLARAÇÃO
Decla o que es e Rela ó io de Es ágio é o esul ado da minha in es igação
pessoal e independen e. O seu con eúdo é o iginal e odas as on es consul adas es ão
de idamen e mencionadas no ex o, nas no as e na bibliog a ia.
O candida o
__________________________________
Lisboa, ..... de ......................... de 2021
Decla o que es e Rela ó io de Es ágio se encon a em condições de se
ap eciado pelo jú i a designa .
O o ien ado
__________________________________
Lisboa, ..... de ......................... de 2021
Assinado po : JOÃO MANUEL NUNES DA SILVA
NOGUEIRA
Num. de Iden i icação: 04318886
Da a: 2021.09.30 13:26:15 +0100
i
Ag adecimen os
À minha amiga D a. Ca a ina Mendes Godinho pela amizade, o ien ação e
inexcedí el compe ência que me o am undamen ais no decu so des e ano.
À minha mãe po se uma e e ência, que me ansmi e o ça, ene gia e on ade
de ap ende e aze semp e melho .
Aos meus alunos pela ap endizagem mú ua e con ínua.
Aos meus colegas de mes ado pelas ap endizagens pa ilhadas.
À P o esso a Coope an e um ex enso ob igada pela sua gene osidade, en ega e
o ien ação no abalho que desen ol i com os seus alunos.
Ao P o esso João Noguei a o mais p o undo mui o ob igada pela sua
disponibilidade e apoio em odos os momen os.
À P o esso a Isabel Figuei edo um especial ob igada pelo ques ionamen o
cons an e das nossas obse ações le ando-me a ní eis mais p o undos de e lexão e
pelo apoio na elabo ação, o ganização e e isão do p esen e ela ó io.
À P o esso a Helena Rod igues oda a g a idão pelos ensinamen os e o ien ação
nas pedagogias de ensino, em especial a Teo ia de Ap endizagem Musical, e pelo
desen ol imen o de compe ências pessoais.

ii
"A música dá alma ao uni e so, asas à men e, oo à imaginação e ida a udo."
Pla ão
iii
RESUMO
A PRÁTICA VOCAL COMO VEÍCULO DE
APRENDIZAGEM MUSICAL
Ma ia João Gonçal es de Mo ais
O p esen e ela ó io oi elabo ado no âmbi o da unidade cu icula de P á ica de
Ensino Supe isionada do Mes ado em Ensino da Educação Musical no Ensino Básico
na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa ealizada
no ano le i o de 2018/2019. O p incipal obje i o des e ela ó io é a desc ição de
obse ações e p á icas, e a e lexão c í ica sob e o obse ado, lecionado e ap endido
enquan o es agiá ia numa escola de Ensino Básico.
O ela ó io é cons i uído po qua o capí ulos: no p imei o expõe o
enquad amen o eó ico da educação musical no ensino básico, ap esen ando a sua
con ex ualização no sis ema educa i o po uguês, uma sín ese das o ien ações
cu icula es pa a o ensino básico e uma e isão pedagógica e cien í ica dos bene ícios
da p á ica ocal no ensino musical. No segundo uma b e e desc ição do con ex o em
que deco eu o es ágio com a ca ac e ização do ag upamen o escola , da escola, dos
alunos e das salas de educação musical. No e cei o uma desc ição e e lexão sob e
p á icas obse adas no local de es ágio e o a des e, e a desc ição e e lexão sob e a
minha p á ica enquan o es agiá ia em aulas e no desen ol imen o do P oje o pa a o Dia
do Ag upamen o - Canções de Maio. No qua o capí ulo uma e lexão sob e a p opos a
ei a pelo P o esso Dou o João Noguei a à pa icipação dos alunos de Mes ado em
Ensino de Educação Musical no p oje o de in es igação "Can a Mais".
PALAVRAS-CHAVE: Can o, P á ica Vocal, Educação Musical.
i
ABSTRACT
VOCAL PRACTICE AS A MUSICAL LEARNING TOOL
Ma ia João Gonçal es de Mo ais
The cu en epo was elabo a ed wi hin he scope o he cou se uni o
Supe ised Teaching P ac ice o he Mas e in Music Educa ion Teaching in Faculdade
de Ciências Sociais e Humanas o Uni e sidade No a de Lisboa in he school yea o
2018/2019. The main pu pose o his epo is o desc ibe obse a ions and p ac ices,
and achie e a c i ical e lec ion on wha was obse ed, augh and lea ned as an in e n a
a school o second and hi d cycles.
The epo has ou chap e s: he i s p esen s he heo e ical amewo k o
music educa ion in i s , second and hi d eaching cycles, p esen ing i s
con ex ualiza ion in he Po uguese educa ional sys em, a summa y o cu iculum
guidelines o basic educa ion and a pedagogical and scien i ic e iew o he bene i s o
ocal p ac ice in music educa ion. In he second chap e a b ie desc ip ion o he
con ex in which he in e nship ook place wi h he cha ac e iza ion o he school g oup,
he school, he s uden s and he music educa ion ooms. In he hi d chap e a
desc ip ion and e lec ion on p ac ices obse ed a and ou side o he in e nship si e, and
he desc ip ion and e lec ion on my p ac ice as an in e n in classes and in he
de elopmen o he P ojec o he Day o he School G oup - "Canções de Maio".
Finally, in he ou h chap e , a e lec ion on he p oposal made by he PhD P o esso
João Noguei a o he pa icipa ion o Mas e s uden s in Music Educa ion Teaching in
he esea ch p ojec "Can a Mais".
KEYWORDS: Singing, Vocal P ac ice, Musical Educa ion.
Índice
Resumo ............................................................................................................................iii
Abs ac ............................................................................................................................i
Índice ................................................................................................................................
Índice de igu as ..............................................................................................................ix
Índice de abelas ...............................................................................................................x
Lis a de ab e ia u as ........................................................................................................xi
In odução .........................................................................................................................1
1. A educação musical no ensino básico ..........................................................................3
1.1 Con ex ualização da Educação Musical no sis ema educa i o po uguês ..................3
1.2 O ien ações cu icula es pa a o ensino básico ............................................................6
1.3 P á ica Vocal na Educação Musical ...........................................................................9
1.3.1 P á ica Vocal à luz da Pedagogia ............................................................................9
1.3.2 E apas do desen ol imen o ocal nos jo ens ........................................................10
1.3.2 Bene ícios da P á ica Vocal ...................................................................................14
2. Con ex ualização da P á ica de Ensino Supe isionada (ca ac e ização da EB 2/3) ..16
2.1 O Ag upamen o escola ............................................................................................16
2.2 A Escola ....................................................................................................................16
2.3 Os Alunos .................................................................................................................17
2.4 Os P o esso es de Educação Musical .......................................................................18
2.5 As salas de Educação Musical ..................................................................................19
3. P á ica de Ensino Supe isionada ...............................................................................21
1
In odução
Es e ela ó io de es ágio e sa sob e o abalho desen ol ido enquan o
p o esso a es agiá ia de educação musical numa Escola Básica do 2.º e 3.º ciclos no ano
le i o de 2018/2019.
Ao longo do ano le i o equen ei as unidades cu icula es de P á ica de Ensino
Supe isionada (PES) e Seminá io de O ien ação pa a a P á ica de Ensino
Supe isionada (SOPES) na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas jun amen e com
os colegas de mes ados. O es ágio na Escola Básica de 2.º e 3.º ciclo oi pa ilhado com
a p o esso a es agiá ia Isabel Mo ei a, com a qual p ocedi à elabo ação conjun a de um
po e ólio de ma e iais, mui as con e sas sob e as obse ações, cu ículos, p á icas,
con e sas sob e as aulas de PES e SOPES a que a colega não pode assis i de ido à
ma e nidade e de udo um pouco. Hou e um ambien e de cuidado mú uo, p eocupação,
en eajuda e amizade.
A p esença na escola enquan o p o esso a es agiá ia pe mi iu obse a p o esso
e alunos, numa iangulação p i ilegiada, esc u inando ações, in enções e sen imen os
de ambas as pa es, encon ando di e sas linhas de comunicação que não apenas a o al.
As u mas êm um ele ado núme o de alunos, o que ap esen a desa ios aos docen es
sob e udo aos que ap esen am ní eis de ole ância ao uído mais baixos. O a as
sociedades caminham cada ez mais no sen ido do descon o o do silêncio, i e-se a e a
do uído. Não há loja, es au an e, cen o come cial, ba e an os ou os locais que não
enham música semp e em pano de undo sono o e an as ezes em olumes ão
ele ados que con idam odos a comunica em es o ço ocal, ou mesmo a desis i de
comunica pelo es o ço con ínuo pa a o azze . Que o com is o dize que os jo ens na
maio ia das ezes não sen em o ba ulho que azem nas salas de aula como algo
incomoda i o, po que se habi ua am a ní eis sono os ele ados na maio ia dos locais
que equen am e es a é uma das maio es ba alhas que encon amos nas salas de aula do
país. P o esso es com baixa ole ância ao uído e alunos dessensibilizados ao mesmo.
Como azê-los ap ecia o silêncio é um g ande desa io, posso a i ma que ao longo do
ano hou e á ios momen os su p eenden es e mágicos em que, sem g ande es o ço ou
in enção planeada, isso acon eceu que sob a o ien ação da p o esso a coope an e que
nas aulas que lecionei. Mui os des es momen os o am ala ancados pela cu iosidade de
um aluno, que ez uma pe gun a in e essan e, a p opósi o de uma a i idade, e em que

2
mui as o elhas se oca am no p o esso com o maio dos in e esses, mas ambém nos
momen os em que ade i am a uma a i idade p opos a na sala com esme o e oco. E aqui
esidem mui os dos melho es momen os da a i idade docen e, quando sen imos que
modi icámos a o ma como escu am, comunicam e se en egam ao p o esso e à a e
musical.
O abalho de um p o esso é de pesquisa e busca cons an e po no os ma e iais,
expe iências e no as me odologias que possam en iquece a sua sín ese pessoal. Po
essa azão p ocu ei ao longo do ano le i o con inua a c esce e ap ende ealizando
di e sas o mações: cu so de pedagogia musical pa a a iniciação musical de Jos
Wuy ack; wo kshop de Teo ia de Ap endizagem Musical pa a o Ensino Básico
o ien ado pela p o esso a Dou o a Cyn hia Tagga ; ação de o mação Educação
Kodály: música no ensino ge al e especializado sob o ien ação de C is ina B i o da C uz
e László Nemes; ação de o mação Kodály: educação musical baseada no can o - ní el I
e II sob o ien ação de Lilla Gábo ; ação de o mação P incípios Willems na educação
musical - ensino ge al e especializado o ien ado po Ch is ophe Laze ge; e o cu so
Música no 1.º Ciclo do Ensino Básico Aplicação da Teo ia de Ap endizagem Musical
de Edwin Go don lecionado pela P o esso a Ana Isabel Pe ei a.
O ela ó io em no p imei o capí ulo uma exposição do enquad amen o eó ico
da educação musical no ensino básico con ex ualizando-a no sis ema educa i o
po uguês, ap esen a uma sín ese das o ien ações cu icula es pa a o ensino básico e az
uma e isão pedagógica dos bene ícios da p á ica ocal no ensino. No segundo capí ulo
ap esen a uma desc ição do con ex o escola em que deco eu o es ágio, ca ac e izando
o ag upamen o escola , a escola, os alunos e as salas de educação musical. No e cei o
capí ulo desc e o e e li o sob e p á icas obse adas no local de es ágio e o a dele, e
ambém sob e a minha p á ica nas aulas e no desen ol imen o do P oje o pa a o Dia do
Ag upamen o - Canções de Maio. O qua o, e úl imo capí ulo, ap esen a uma e lexão
sob e a p opos a do o ien ado P o esso Dou o João Noguei a à pa icipação dos
alunos de Mes ado em Ensino de Educação Musical no p oje o de in es igação "Can a
Mais".
3
1 A Educação Musical no Ensino Básico
1.1 Con ex ualização da Educação Musical no sis ema educa i o po uguês
O ensino de música em Po ugal es a a, a é ao p imei o e ço do século XIX,
ligado à ig eja azendo-se nos seminá ios, con en os, algumas ig ejas e capelas
musicais das dioceses o mando ins umen is as e can o es. Ou a ia de o mação
musical e a a que acon ecia den o da amília, po exemplo, João Domingos Bom empo
ob e e o mação com o seu pai, o oboís a da Real Câma a, F ancesco Sa e io
Buon empo (B i o e Cymb on, 1992, p. 139).
Co ia o ano de 1835, quando o dec e o de 5 de maio, c iou em Lisboa o
p imei o Conse a ó io de Música, mais a de Conse a ó io Nacional, endo como seu
p imei o di e o João Domingos Bom empo. O Conse a ó io se á du an e odo o século
XIX a única escola o icial de música do país, concomi an e com o ensino da música
eligiosa ei a nos seminá ios, de aco do com B i o e Cymb on (1992).
A pa i 1844, com o dec e o de An ónio Cos a Cab al, há um comp omisso do
eino pa a implemen a um sis ema nacional de ensino p imá io público ob iga ó io,
sendo es e um p ocesso di ícil, dada a u opia p esen e nos discu sos libe ais, as
in enções polí icas e a ealidade do país e am di e gen es. E po quê? Po que al a a
uma ede escola mais ala gada e um plano de c escimen o des a, escolas a unciona
em melho es condições e com es u u as p óp ias, um maio in es imen o, manuais
adequados ao ensino, um sis ema de pagamen o a p o esso es e icien e, adequação
o çamen al às leis p omulgadas, uma polí ica de o mação e e i a de p o esso es e mais
descen alizada e uma e i icação e e i a do cump imen o da ob iga o iedade escola .
Tudo is o oi amplamen e deba ido ao longo do século XIX, mas que po o ça de
con ingências o çamen ais, que de capacidade o ganiza i a e es u u al do es ado,
o am sendo desa iculadas com o discu so ilus e e isioná io dos en ol idos,
eme endo-nos a um a aso sis émico ace à eu opa e amé ica do no e e do qual
le a íamos quase ou o século a ecupe a , de aco do com Nó oa (1987).
Tendo p esen e que "O sis ema educa i o po uguês passou po uma cons ução
e ó ica da educação" (Ma ins, 2004, p. 31) en ão a in odução do Can o Co al pelo
dec e o de 16 de Agos o de 1870 no ensino p imá io e ela-se como uma p esença
pa ca, e pa a "ma ca a unidade de um po o" ajudando a dissemina a ideologia libe al.
4
Mo a (2014) ci a Real Cos a (1923) que a i ma que an es do Es ado No o a educação
musical no ensino p imá io "exis ia apenas 'no papel'" e elando-se pouco impo an e
an o pa a as au o idades como pa a os alunos.
Du an e o pe íodo do Es ado No o, o can o co al assumiu a unção de eicula a
ideologia nacional e pa ió ica na escola, e ambém a a és da Mocidade Po uguesa,
a a és do hino nacional e de canções popula es. O can o co al e a uma disciplina de
es a u o secunda izado no cu ículo e inha p o esso es sem o mação ap op iada que
deixa am memó ias nega i as em á ias ge ações de alunos (Boal-Palhei os, 2014).
Em 5 de julho de 1973, com a e o ma educa i a p omulgada pelo Minis o da
Educação Veiga Simão su gem en os de mode nidade pa a a educação musical
p o ocados pelo mo imen o in e nacional de educação pela a e, assim como, pelo
con ac o com educado es musicais que isi am o país azendo in luências de pedagogos
como O , Willems, Dalc oze, Payn e e Schae e , e que se de eu sob e udo à ação da
Fundação Calous e Gulbenkian e da Associação Po uguesa de Educação Musical
(APEM). O can o co al ê-se subs i uído po uma educação musical baseada em
concei os mais ab angen es de ensino e ap endizagem, que de endem que a p á ica
musical de e semp e p ecede a eo ia.
Se á depois da e olução de 1974 que se ão implemen ados os no os cu ículos
e p og amas. A disciplina de Mo imen o, Música e D ama no ensino p imá io é e lexo
das ideias do mo imen o in e nacional "Educação pela A e" e no ensino p epa a ó io o
p og ama de 1978 de Educação Musical inclui no as á eas como a imp o isação e a
exp essão co po al. Como aspe o nega i o a música é e i ada, do co esponden e ao
a ual 3º ciclo, sendo apenas opcional no e cei o ano des e ciclo. Desde en ão, no 3º
ciclo, a disciplina nunca mais pe deu o es a u o de opcional.
Em 1986 se á p omulgada a Lei de Bases do Sis ema Educa i o de inindo a
escola idade ob iga ó ia em 9 anos, e o ganizando o ensino básico em ês ciclos, e seus
cu ículos. Es a lei p e ia uma coadju ação aos p o esso es i ula es do 1º ciclo em
á eas como a música, con udo es a p opos a nunca a ançou nas escolas p imá ias
públicas.
Na e isão cu icula de 1989 pa a o ensino básico a música no 1º ciclo ado a a
designação de Exp essão e Educação Musical e pe ence à á ea de Exp essão e
Educação, o p og ama da disciplina não em a iculação com os demais ciclos de ensino
5
e man ém a di iculdade de se o p o esso de o mação gene alis a a se o esponsá el
po essa á ea. Em 2001, é publicado o Cu ículo Nacional do Ensino Básico -
Compe ências Essenciais pelo Minis é io de Educação, aquando da eo ganização
cu icula do ensino básico, onde a música passa a aze pa e da á ea da Educação
A ís ica, jun amen e com a Educação Visual e a Exp essão D amá ica, e em que se
o na cla a a impo ância da música no cu ículo em pa idade com as demais disciplinas.
Pela p imei a ez as o ien ações cu icula es são a iculadas en e os ês ciclos do
ensino básico, sendo con i mada a impo ância da Audição, In e p e ação e Composição
como a i idades musicais p incipais (Swanwick, 1979) e as ap endizagens de músicas
de cul u as e géne os a iados.
No ano de 2006 o Minis é io da Educação publica o despacho nº 12591/2006
que o e ece no 1º ciclo a Educação Musical como a i idade ex acu icula ,
econhecendo aci amen e que a música no 1º ciclo não e a ado ada como se espe a a
(Mo a, 2007). A implemen ação não oi um p ocesso linea , ha endo p oblemá ica com
a con a ação de p o esso es e com o p og ama. A exp essão musical de e ia se
abalhada pelos p o esso es gene alis as, que de uma o ma ge al êm uma aca
o mação nessa á ea e não es ão p epa ados nem se sen em capazes de o aze em
condições, e o despacho ans o mou a música, a educação ísica e o inglês em
a i idades ex acu icula es, de ca ác e opcional, lecionadas uma ez po semana após
as aulas ob iga ó ias. A APEM (2016) de ende o ensino de música no 1º ciclo não como
uma "espécie de "suplemen o ec ea i o" ao cu ículo", mas com a coadju ação dos
p o esso es i ula es na á ea da Exp essão Musical po um p o esso especialis a e a
pe manência do ensino de música nas a i idades de en iquecimen o cu icula
(APEM,2015, p.4).
O Cu ículo Nacional do Ensino Básico - Compe ências Essenciais que de inia
as compe ências essenciais pa a odas as disciplinas é e ogado dez anos depois pelo
despacho nº 17169/2011 emi ido pelo Minis é io da Educação e Ciência alegando
possui ideias ambíguas; epe ição de ideias; mis u a de o ien ações ge ais com
de e minações dispe sas e a diminuição do papel do conhecimen o e da sua ansmissão,
po causa da de inição da ca ego ia de "compe ências" como o ien ado a do ensino. Es e
despacho não que as compe ências como aglu inado as de odos os obje i os de
ap endizagem, uma ez que es es de em se decompos os em conhecimen os e
capacidades. O documen o e ogado de aco do com o no o despacho des alo iza a a
6
aquisição de in o mação, o desen ol imen o de au oma ismos e a memo ização,
di icul ando a a aliação com es a subs i uição de obje i os cla os po menos cla os.
Apesa da sua e ogação o Cu ículo Nacional do Ensino Básico - Compe ências
Essenciais con inua a se uma e e ência pa a mui os p o esso es de Educação Musical
(Mo a, 2014).
Um ano mais a de, 2012, o Minis é io da Educação e Ciência lança o
documen o Re isão da Es u u a Cu icula que p e ende da início a e o mas
cu icula es mais p o undas, almejando a melho ia do ensino ( esul ados) nas
disciplinas undamen ais, eduzindo a dispe são cu icula e concen ando mais o
mesmo em o no dos conhecimen os undamen ais, e o çando essas disciplinas em
empos le i os. Es a oi a e isão que mais p ejudicou a Educação Musical, segundo a
APEM (2016), dado que a escola se cen ou em conhecimen os, con eúdos
p og amá icos, me as e esul ados dos exames nas disciplinas nuclea es que se em pa a
as compa ações in e nacionais de ankings. Es e documen o aumen ou o núme o de
alunos po u ma, e eduziu de ês pa a dois os empos le i os na educação musical no
2º ciclo nas escolas, le ando a uma edução de docen es nas escolas. Pa a o 3º ciclo, a
disciplina pode se minis ada semes almen e nos 7º e 8º anos, sendo uma opção das
escolas e suas di eções e no 9º ano deixou de se uma opção. Resumindo, a educação
musical apenas é ob iga ó ia no 2º ciclo.
1.2 O ien ações cu icula es pa a o ensino básico
Os p incípios o ien ado es pa a o ensino da música no 1º ciclo es ão eunidos
num documen o in i ulado "Ensino da música, 1º ciclo do ensino básico - o ien ações
p og amá icas" e p e ende se uma ajuda à p á ica docen e podendo se ajus ado a
di e sos con ex os, com mais ou menos ecu sos musicais. De ine as compe ências a
desen ol e , elenca p incípios o ien ado es da p á ica le i a, a ança com p opos as de
ope acionalização cu icula e o ien ações me odológicas e ás ainda uma lis a de
ecu sos, c i e iosamen e selecionada, pa a cada ipo de suges ão de a i idade. A
Di ecção-Ge al da Educação disponibiliza ainda os documen os P og ama de Educação
Musical do Ensino Básico do 1º ciclo, já na sua 4ª edição e as Ap endizagens essenciais
pa a o 1º ciclo em Educação A ís ica - Música, em que se a iculam es as com o pe il
dos alunos.

7
Os p incípios o ien ado es pa a o ensino da educação musical no 2º ciclo es ão
eunidos num documen o in i ulado "P og ama de Educação Musical do ensino básico
do 2º ciclo". Es e documen o oi inspi ado no Manha an ille Music Cu iculum
P og am que ap esen a um cu ículo o ganizado em espi al, al como na Teo ia da
Es u u a de Je ome B une , onde um mesmo con eúdo é abo dado di e sas ezes
semp e com ní eis de p o undidade e di iculdade c escen es. Os p incípios o ien ado es
nes e ciclo de ensino são o desen ol imen o da educação es é ica; oma as i ências e
pensamen os musicais dos alunos como pon o de pa ida da c iação musical; a
p omoção do con ac o com o mas e es ilos o mais di e sos possí el; da p io idade ao
aze música, p omo endo a elação dos alunos com a a e e o desen ol imen o do seu
pensamen o musical. As inalidades da educação musical enume adas pelo p og ama
são: a con ibuição pa a a educação es é ica: o desen ol imen o de capacidades
exp essi as e de comunicação; a sensibilização pa a a p ese ação do pa imónio
cul u al; a con ibuição pa a a socialização e ma u ação psicológica e o
desen ol imen o do espí i o c í ico. Os obje i os ge ais da disciplina são de inidos em
ês domínios: a i udes e alo es (com a alo ização do pa imónio musical po uguês,
da sua exp essão e a dos ou os; de inição do seu gos o musical o desen ol imen o do
seu sen ido c í ico); capacidades (desen ol imen o no plano ocal, ins umen al e
ecnológico; desen ol imen o da memó ia audi i a e u ilização co e a de eg as de
comunicação o al e esc i a) e conhecimen os (aquisição de concei os musicais: imb e,
dinâmica, i mo, al u a e o ma; econhecimen o des es concei os musicais em ob as
di e sas; e econhecimen o de ca ac e ís icas da música po uguesa).
Os con eúdos do ensino es ão o ganizados em doze ní eis em espi al que de em
se abalhados du an e o 2º ciclo, em cada ní el os con eúdos es ão de inidos pa a os
cinco concei os musicais já enume ados. Como a ap endizagem é cumula i a e
e olu i a odos os con eúdos já ap endidos são in eg ados nos ní eis seguin es
sequencialmen e. Pa a as o ien ações me odológicas há ês á eas em des aque:
Composição, Audição e In e p e ação; que de em se acompanhadas da memó ia
audi i a, do desen ol imen o da mo icidade ( ocal, ins umen al e de mo imen o) e de
p ocessos de no ação con encionais e não con encionais. O p og ama p e ê que a
a aliação de e se i pa a o ien a o ensino, pe mi indo, ao p o esso uma e lexão
sob e a sua p á ica, e ao aluno uma consciência do seu p og esso. A a aliação de e
8
compo -se de uma obse ação sis emá ica do aluno ace às a i udes e alo es,
capacidades e conhecimen os.
Os p incípios o ien ado es pa a o ensino da educação musical no 3º ciclo es ão
eunidos num documen o in i ulado "P og ama de Educação Musical no ensino básico
do 3º ciclo". Os p incípios o ien ado es, as inalidades e obje i os ge ais da educação
musical nes e ciclo de ensino são os mesmos do ciclo de ensino an e io , com um g au
de p o undidade supe io , adequado ao g au de ma u idade dos alunos. O p og ama
des e ciclo de ensino es á o ganizado em ês anos endo em con a ês á eas: o mação
musical ( eo ia musical, lei u a e esc i a, his ó ia da música e acús ica e ele oacús ica);
p á icas ocais e ins umen ais (aquisição de epo ó io e cul i o da p á ica musical de
conjun o); e imp o isação/composição. O p og ama de 3º ciclo p e ende que os alunos
passem a uma o ma de conhecimen o musical mais analí ica que lhe ad ém de um
conhecimen o eó ico-p á ico mais ala gado e p o undo.
Impo a e e i um ou o documen o, da maio impo ância no que conce ne a
o mação da au onomia, esponsabilidade e cidadania a i a do aluno, o "Pe il dos
alunos à saída da Escola idade Ob iga ó ia". Tendo p esen e que "a escola é...[o] luga
p i ilegiado pa a os jo ens adqui i em as ap endizagens essenciais... [en ão] uma
escola idade ob iga ó ia de doze anos cons i ui um desa io...". (p.7) A escola do século
XXI de e p epa a pa a a no idade, pa a o inespe ado, pa a o p oblema, alimen ando o
gos o e a on ade po ap ende ao longo da ida, ideia já p esen e no ensaio "Ap ende
2020: uma agenda In e nacional pa a a UNESCO" de Robe o Ca nei o (2001). A á ea
cu icula da educação musical p omo e de o ma mais di e a o desen ol imen o das
compe ências cha e: aquisição de linguagens e ex os; pensamen o c í ico e c ia i o;
elacionamen o in e pessoal; sensibilidade es é ica e a ís ica; e consciência e domínio
do co po. As compe ências são undamen ais pa a o pe il dos alunos na medida em que
es ão en ol idas na o ma como es es se ap op iam da ida em odas as suas dimensões.
No documen o "Ap endizagens Essenciais - 2.º Ciclo do Ensino Básico - Educação
Musical" as ap endizagens essenciais são a iculadas com o pe il dos alunos nos
domínios da Expe imen ação e C iação, In e p e ação e Comunicação e Ap op iação e
Re lexão semp e endo p esen e que "a expe iência musical é holís ica, o al" (p.3).
9
1.3 P á ica Vocal na Educação Musical
1.3.1 P á ica ocal à luz da pedagogia
Uma ez que, desde que nascemos a oz é o ecu so de que dispomos pa a
comunica e exp essa , en ão a p á ica ocal se á undamen al na Educação Musical,
como e o de desen ol imen o da pe sonalidade humana. Oli e Sacks (2008) ci a
Schopenhaue que a i ma que " A inexp imí el p o undidade da música, [...] de e-se ao
ac o de ep oduzi odas as nossas mais undas emoções, mas desligadas da ealidade e
das suas do es. [... Ela] exp ime [...] a quin essência da ida e dos seus acon ecimen os."
(p. 13).
Zol án Kodály p opôs uma educação musical pa a odos, em que o can o é a sua
a i idade basila , p imei o can a e, depois, le e esc e e .
O elemen o impo an e da concepção de Kodály é a cons a ação de que o can o
le a mais di ec amen e à comp eensão e à pene ação da música. Dá uma
i ência comple a e nele odo o co po pa icipa. Do pon o de is a isiológico, o
can o exe ce ambém um e ei o bené ico a a és da espi ação e das essonâncias
in e io es. ... O can o é mais p imá io do que a linguagem (os p imei os sons de
uma c iança são mais p óximos do can o do que de o mas ul e io es de
linguagem). É um u ensílio ap o a codi ica e ansmi i emoções, a c ia
elações emocionais. Facili a o desen ol imen o do ou ido in e no, ou seja da
imaginação in e io das elações e da sequência dos sons, in e alos e melodias,
do pon o de is a da al u a (Kokas, 1982, p. 2 apud C uz, C. B., 1995, p. 8).
Pa a Edwin Go don "a oz e o co po são os p imei os e os mais impo an es
ecu sos na ap endizagem da música". (Rod igues, Noguei a & Rod igues, 2014, p. 35)
Edga Willems de ende ambém a p á ica musical an es da omada de consciência dos
a os musicais, sendo pa a ele a canção um a o sin é ico inconscien e, e o pon o de
pa ida da e olução da ida na u al/ins in i a pa a a ida conscien e. Segundo Willems
"o can o, na c iança, é mais que uma simples imi ação, e despe a nela qualidades
musicais congéni as ou he edi á ias". (p. 21) Ao can a o aluno descob e e des ela
ou os conhecimen os sob e a ob a e desen ol e a sua musicalidade e exp essi idade.
São á ios os pedagogos que u ilizam a canção como p incipal ecu so nos seus
mé odos pa a a Educação Musical. (Sousa, 2015) En e es es des acam-se Edga
10
Willems, Ca l O , Jos Wuy ack, Pie e an Hauwe, Jus ine Wa d, Edwin Go don,
Zol án Kodály (p. 162).
Willems (1970) ci a R. Wagne que iden i ica a oz humana como "o ó gão
musical mais an igo, o mais e dadei o, o mais belo [...] e é só a es e ó gão que a
música de e a sua exis ência" (p. 28). Não há dú idas que da explo ação da oz humana
e seu po encial pelo homem p é-his ó ico, udo b o ou e se desen ol eu.
1.3.2 E apas do desen ol imen o ocal nos jo ens
Sendo a canção, e po conseguin e a oz, um ecu so ão cen al nas
me odologias de Educação Musical an e io men e e e idas, en ão impo a conhece a
oz dos nossos que idos alunos e como ela se i á desen ol e a é es a comple amen e
o mada.
Ou o a, po desconhecimen o, a di iculdade dos apazes can a em du an e a
adolescência e a conside ada no mal e ecomenda a-se que os jo ens pa assem de
can a a é à ase de jo em adul o (Welch, 2002,p.13). Con udo a oz pode e de e se
desen ol ida an es e du an e a pube dade uma ez iden i icado o pad ão exis en e na
mudança de oz dos adolescen es, disso nos dão no a John Cooksey e Lynne Gackle,
pedagogos que de ini am, em in es igação, e apas do desen ol imen o ocal pa a a oz
masculina e eminina, espe i amen e.
A e minologia cien í ica pa a a classi icação ocal dos adolescen es de sexo
masculino desen ol ida po John Cooksey em 1977, incluindo a ualização pos e io de
nomencla u a dos dois úl imos es ágios pelo au o :
Es ágio de Ma u ação Vocal
Classi icação Vocal
P é-mu ação
Inal e ada
Es ágio I: Mu ação p ecoce
Es ágio II: Mu ação al a
Es ágio III: Clímax da mu ação
Es ágio IV: Es abilização pós-mu ação
Mid oice I (início da mudança)
Mid oice II (meio da mudança)
Mid oice IIA (clímax da mudança)
New oice (pe íodo de a unilamen o)
17
con ac o dos jo ens com a na u eza e o a li e. A escola é cons i uída po se e
pa ilhões de piso é eo: nos pa ilhões 1, 2, 3 e 4 exis em salas de aula, uma pequena
sala de p o esso es e uma casa de banho que é eminina nos pa ilhões de núme o ímpa
e masculina nos de núme o pa ; no pa ilhão 5 exis e uma sala de aulas, o ba dos alunos
e a sala de p o esso es ambém com ba (o mesmo ba ab e pa a o lado dos alunos e o
dos p o esso es); nou o pa ilhão unciona o ginásio que possui balneá ios emininos e
masculinos; e jun o à en ada da escola emos o pa ilhão cen al com os se iços
adminis a i os escola es, o gabine e da di eção da escola, a ep og a ia/papela ia, a
biblio eca, o e ei ó io e cozinha, duas salas de a endimen o aos enca egados de
educação, o gabine e de psicologia do ag upamen o, a sala dos assis en es ope acionais,
a sala de in o má ica, a sala de di e o es de u ma, a sala poli alen e. Nes e pa ilhão
cen al há duas salas que icam num p imei o anda com acesso a a és de uma escada
em ca acol exígua dando acesso a uma sala de p o esso es/di e o es de u ma e à sala de
in o má ica, ao longo do ano em con e sa com a ou a p o esso a es agiá ia alámos
di e sas ezes da ques ão da acessibilidade que a localização des as salas coloca a,
sob e udo pa a pessoas que se ejam momen aneamen e, ou de ido à idade, com
p oblemas mobilidade.
As a i idades le i as desen ol em-se en e as 8h15 e as 16h35, ha endo salas de
es udo a unciona en e as 13h30 e as 18h30 pa a os alunos cujos enca egados de
educação assim o desejem. Na escola além do ensino básico egula , há uma u ma de
P og ama Cu icula Al e na i o (PCA) no 3º ciclo, uma unidade de apoio especializado
pa a a educação de alunos com mul ide iciência e su doceguei a congéni a (UAEM) e
um cu so básico de música que unciona em p o ocolo com uma escola de ensino
a ís ico especializado de música. As a i idades le i as, pa a os alunos do cu so básico
de música, desen ol em-se en e as 8h15 e as 19h, os alunos es ão colocados numa
u ma pa a cada ano (5ºA, 6ºA, 7ºA, 8ºA e 9ºA) onde assis em às disciplinas comuns, a
que ac escem co o/o ques a, o mação musical e aula de ins umen o.
2.3 Os Alunos
Segundo o ela ó io de au oa aliação do ag upamen o de 2018/2019, es e ano
núme o o al de alunos da escola do meu es ágio oi de 787, 369 no 2º ciclo e 418 no 3º
ciclo. O pe cen ual de alunos com idades supe io es à média de cada ano não é mui o
signi ica i o, es ando a maio ia des es in eg ada em pe cu sos de ensino al e na i os.

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No que espei a a apoios socioeduca i os, no ano le i o de 2018/2019 na escola
do es ágio o am apoiados pela Ação Social Escola (ASE) um o al de 244 alunos; e
o am in eg ados no Dec e o-lei nº 54/2018 54 alunos do 2º ciclo e 64 alunos do 3º
ciclo, num o al de 118 c ianças. Es es apoios ma e ializam-se em e eições subsidiadas,
a ibuição de manuais e ma e ial escola , aplicação do p oje o PERA ASE, e
o necimen o de anspo e adap ado a alunos que equen em a unidade de apoio
especializado a alunos com mul ide iciência.
Rela i amen e ao núme o de e enções de alunos po ciclo de ensino, ica am
e idos 12 alunos no 2º ciclo e 19 no 3º ciclo es e ano le i o. A escola em uma sé ie de
medidas de p omoção do sucesso escola implemen adas como: o ensino do Po uguês
Língua não ma e na; o apoio diá io ao es udo; a coadju ação; o es udo o ien ado; as
u o ias; o apoio u o ial especí ico (pa a alunos com duas ou mais e enções); os Planos
Indi iduais de T abalho (PIT); as u o ias em con ex o de sala de aula; e os apoios da
psicóloga, écnicos especializados (no âmbi o dos ecu sos TEIP) e de docen es de
educação especial.
Na á ea do apoio socioeduca i o a escola con a ambém com o Gabine e de
Apoio ao Aluno e à Família (GAAF), que o e ece apoio di e o e/ou indi e o a alunos e
amílias com p oblemá icas iden i icadas, nomeadamen e a a és do apoio indi idual às
amílias, encon os pe iódicos com os pais e enca egados de educação e ações de
sensibilização jun o des as amílias.
No que conce ne às a i idades ex acu icula es disponibilizadas na escola emos
o g upo de Pe cussão T adicional Po uguesa, o clube de despo o escola , o clube de
ea o, o clube de línguas, o clube de p og amação e obó ica a que ac escem algumas
dinamizadas pela a associação de pais como o a eliê de gui a a e a escolinha de
capoei a en e ou as.
2.4 Os P o esso es de Educação Musical
A Escola Básica 2/3 con a com 27 p o esso es no 2.º ciclo e 31 no 3.º ciclo. O
g upo de Educação Musical é cons i uído po dois p o esso es que dão aulas no 2.º
ciclo, no 1.º ciclo (nas ês escolas do ag upamen o), na UAEM da EB 2/3 e ao G upo
de Pe cussão T adicional Po uguesa.
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Os p o esso es de Educação Musical es ão colocados no quad o de nomeação
de ini i a do ag upamen o, con ando já com ce ca de 30 anos de se iço.
A p o esso a ealizou es udos de conse a ó io em piano e can o, é licenciada
em Ciências Musicais e Mes e em Ensino de Educação Musical no Ensino Básico. O
p o esso ealizou es udos de piano em conse a ó io e desde cedo começou a oca
ba e ia, é licenciado e mes e em Ensino de Educação Musical.
2.5 As salas de Educação Musical
Pa a o ensino da Educação Musical es ão ese adas duas salas de aula, com
u ilização não exclusi a numa delas. Es as salas encon am-se no pa ilhão 4 e êm a
designação na plan a da escola de M1 e M2. Na M1 são lecionadas as aulas dos 6.ºs
anos e na M2 as de 5.º ano.
A sala M1 é mais pequena, e e micamen e mais ag adá el no in e no e bas an e
aba ada na p ima e a e ou ono. A pa ede ex e io da sala é comple amen e en id açada,
e com o sol a ba e na janela oda a manhã di icul a a isibilidade pa a o quad o na sala,
azão pela qual as elas p e as de impe meabilização luminosa se encon am semp e
pa a baixo di icul ando a ci culação de a ealizada a a és das janelas ou da po a de
en ada dos alunos. A sala encon a-se insono izada e com alguns elemen os deco a i os
nas pa edes como CD, LP e ca azes de edições do Concu so de K... de anos an e io es.
A sala es á equipada com mesas duplas que no o al pe azem in a luga es e espe i as
cadei as, es ando colocadas na sala em o ma de U, com qua o mesas colocadas no
cen o des e U. No lado da pa ede em que se encon a o quad o b anco es á a sec e á ia
do p o esso , um piano elé ico, um p oje o de ídeo no e o da sala, um sis ema de
som, um compu ado e dois a má ios. Um des es a má ios em di e sos ins umen os
em minia u a e algumas lemb anças de pa icipação em e en os em exposição. O ou o
a má io em uma mesa de mis u a de som, algumas lau as de bisel e manuais pa a
emp es a a algum aluno que não aga os ma e iais. Nes a sala odo o equipamen o
ecnológico unciona mui o bem e é mui o adequado pa a o modelo de aulas que é
u ilizado pela p o esso a coope an e, que comp eende a u ilização sis emá ica do
manual digi al p oje ado no quad o b anco e a audição do ma e ial ins umen al que
acompanha as a i idades do manual. Des aco ambém a dimensão eduzida da sala pa a
a quan idade de equipamen o escola exis en e den o da sala, que in iabiliza a
20
ealização de qualque a i idade de mo imen o, e mesmo que se pensasse em a eda as
mesas a uma pa ede o que se ia de execução di ícil, o chão em umas ba as de e o
ixas no chão pa a ga an i a posição das mesas em U que pode iam se i de obs áculo
a alguns ipos de mo imen o podendo p o oca algum ipo de desequilíb io ou
po encia quedas e lesões nos pés dos alunos.
Po seu lado, a sala M2 é subs ancialmen e maio que a an e io men e e e ida.
A sala M2 é uma sala mais desag adá el e micamen e no in e no e mais ag adá el
du an e o empo quen e, es á equipada com o mesmo ipo de ma e ial da sala M1, com a
exceção de não e sec e á ias pa a os alunos, possui apenas cadei as dispos as em o ma
de U à oda da sala. Quan o ao núme o de cadei as es e oscilou bas an e du an e o ano,
no início es a a com o núme o máximo de cadei as que a sala compo a a e no decu so
do ano o am desapa ecendo de o ma mis e iosa di e sas cadei as, le ando a que odas
as ezes que se chega a à sala i esse, eu e a p o esso a coope an e, de a anja as di as
cadei as pa a os alunos se sen a em, e le ando a bas an e con e sa dos alunos a é se
consegui que odos es i essem nos luga es espe i os e com as cadei as na posição
ce a. Es a sala eúne as condições pa a a ealização de a i idades de mo imen o. A sala
M 2 possui uma pequena a ecadação onde es ão gua dados os ins umen os musicais e
es an es u ilizados nas aulas do Cu so Básico de Música.
Na an ecâma a do acesso do p o esso às salas M1 e M2, exis e uma a ecadação
que é u ilizada pa a gua da os ins umen os do g upo de Pe cussão T adicional
Po uguesa (a i idade ex acu icula ) e ins umen al O de al u a de inida e inde inida
e uma gui a a. No Anexo F do ela ó io podem se consul ados a elação de
ins umen os exis en e na escola e algumas imagens dos mesmos.
No decu so do ano le i o, di e sas ezes con e sei com a p o esso a coope an e
sob e os luga es dos alunos na sala e de como se ia mui o mais e sá il e apenas
cadei as com b aço que ossem áceis de empilha nas duas salas. Libe a iam mui o
mais espaço den o da sala de aula, pe mi i iam aze a i idades de cade no ou li o,
esc e e no cade no diá io e ealiza as ichas esc i as em cada pe íodo sem e o
p oblema de es a em duas c ianças em cada mesa, com a possibilidade de esp ei a a
icha um do ou o. Foi-me di o que os p o esso es da escola ambém pensa am da
mesma o ma mas que não ha e ia ecu sos pa a equipa a sala dessa o ma, pelo menos
a é à da a e que con inua iam a aze esse pedido à di eção.
21
3. P á ica de Ensino Supe isionada
Tendo em conside ação o Regulamen o Ge al de P o eção de Dados da União
Eu opeia que p oduz e ei os a pa i de 25 de maio de 2018, com a Lei n.º 67/98 de 26
de ou ub o não se a á menção ao nome da escola em que oi ealizada a P á ica de
Ensino Supe isionada, assim como a nomes de p o esso es ou alunos, es es e ão
apenas uma le a ( ic ícia) pa a acili a a edação e comp eensão do documen o.
O egis o das obse ações so eu al e ações ao longo do ano le i o. Eu e a minha
colega p o esso a es agiá ia começamos po u iliza uma g elha de obse ação
cons uída a pa i do modelo de P. Reis (Reis, P., 2011, e e ido em Gabine e de apoio
ao p o esso ado, 2014, p.11) cujo con eúdo pode se analisado no início do Anexo G.
Os egis os da sessão o am c onológicos e pos e io men e hou e luga à e lexão sob e
a o ganização e ges ão da sala de aula, a in e ação dos alunos na sala, o discu so do
p o esso e dos alunos, o ambien e da sala de aula e sob e as a i idades educa i as ( e
Anexo G ela o de aula de 26 de se emb o de 2018 da u ma 5.ºC). Ao im de algumas
aulas e i icámos que es a g elha i ia o na -se demasiado epe i i a, man i emos os
egis os c onológicos das aulas e adicionamos ou as e amen as, como a g elha
o necida pelo P o . Dou o João Noguei a pa a análise de si uações mais conc e as no
decu so da aula (Anexo H pa a g elha e exemplo de egis o).
"Há pessoas que ans o mam o sol numa
simples mancha ama ela, mas há ambém
aquelas que azem de uma simples mancha
ama ela o p óp io Sol".
Pablo Picasso
3.1 Aulas obse adas (5.º, 6.º e Musico e apia)
No decu so do es ágio assis i de o ma egula ao longo do ano às aulas do 5.º C,
dos 6.º A, C, E e F e às sessões de Musico e apia da UAEM. As obse ações
acon ece am en e 25 de se emb o e 12 de junho. Foi ambém com es as u mas de 5.º e
6.º ano que desen ol i a minha p á ica le i a, endo desen ol ido um p oje o pa a o Dia
do Ag upamen o - Canções de Maio com as u mas de 6.º ano e e idas.
22
3.1.1 Aulas do 5.º Ano
O ag upamen o ado ou o manual 100% Música Educação Musical - 5.º ano de
au o ia de An ónio Ne es, Da id Ama al e Jo ge Domingues. Es e manual em
acompanhado de ou os ecu sos, nomeadamen e um cade no de a i idades, o 100%
Na al, o 100% O , Pa i u as - ci as & aco des, plani icações e planos de aula, es es
e guia de ecu sos mul imédia, ês cd áudio, dois ca azes, um jogo 100% bingo e o
acesso à Aula Digi al. Os alunos inham o manual, o cade no de a i idades, o li o
100% O e acesso na pla a o ma da edi o a aos ka aokes, áudios e a uma App
chamada You une. O manual e cade no de a i idades oi dis ibuído aos alunos de
o ma g a ui a, egis ando-se um a aso conside á el na chegada des es ecu sos à escola
e na sua dis ibuição pelos alunos ( inais de ou ub o).
Rela i amen e aos manuais, gos a ia de e e i que de ido ao p ocesso,
demasiado mo oso, de ob enção da decla ação na sec e a ia escola em como nos
encon á amos a ealiza es ágio em Educação Musical no 2.º Ciclo, eu e a minha
colega de es ágio, omos p i adas dos ma e iais de p o esso de que necessi á amos.
Adqui i os manuais de aluno e cade nos de a i idades de 5.º e 6.º ano numa pla a o ma
de enda de li os escola es e, depois de ala com a p o esso a coope an e explicando-
lhe o sucedido, pedi-lhe que me emp es asse os ma e iais que me al a am pa a pode
conhece melho a o alidade dos ecu sos escolhidos pelo ag upamen o. Com a maio
simpa ia e comp eensão a p o esso a cedeu-me os ma e iais equisi ados du an e uns
dias.
A p o esso a coope an e abalhou es e ano le i o com duas u mas do 5.º ano,
das quais acompanhei o abalho ealizado com a u ma do 5.ºC en e 26 de se emb o e
12 de junho.
A u ma do 5.º C em 22 alunos, 10 meninas e 12 meninos. Um dos alunos es á a
epe i o ano. O núme o eduzido de alunos de e-se ao ac o de ha e cinco alunos com
necessidades educa i as especiais (hipe a i idade medicada, doença, en e ou os). A
u ma em alunos com o igem em amílias ca enciadas, pouco es u u adas e ins á eis, o
que é ans e sal a odas as u mas que conheci na escola.
No ge al es a u ma deixou-me uma imp essão bas an e posi i a ao longo do
ano le i o, le ando-me al como as u mas de 6.º ano, a e e as minhas expec a i as

23
iniciais ela i amen e ao abalho numa escola TEIP. Os emo es iniciais apidamen e se
des anece am, endo sido semp e bem ecebida den o da escola. De o ealça , que ao
longo do ano, den o ou o a das ins alações escola es, nunca assis i a nenhuma si uação
de abuso e bal ou de con li o en e alunos ou de alunos com uncioná ios ou
p o esso es.
No início do ano le i o a p o esso a coope an e, com mui a calma e
asse i idade, expôs o comp omisso pedagógico com os alunos, es abelecendo as eg as
de en ada e saída da sala de aula de inidas pelo ag upamen o e álidas em odas as
disciplinas, de iniu as ob igações do aluno em elação ao ma e ial escola a aze pa a a
sala de aula, a pon ualidade e o compo amen o. A p o esso a explicou ambém aos
alunos como se p ocessa a sua a aliação nas aulas e como a a aliação inal ap esen a
á ias componen es, e idenciando os pesos des as na no a inal de pe íodo e de ano. A
a aliação é de inida em g upo de abalho da disciplina (anexo C) sendo igual pa a os
dois p o esso es da escola. A a aliação em duas g andes componen es: a a aliação das
ap endizagens (80%) e a a aliação das a i udes e alo es (20%). A a aliação das
ap endizagens em ês componen es: 40% pa a o domínio da in e p e ação e
comunicação, 25% pa a o domínio da ap op iação e e lexão e 15% pa a o domínio da
expe imen ação e c iação. A a aliação das a i udes e alo es ap esen a ambém ês
componen es: 7% pa a o domínio do empenho e in e esse, 7% pa a o domínio da
au onomia e cump imen o de eg as e 6% pa a o domínio da esponsabilidade.
A en ada na sala é ealizada a a és de uma po a da sala abe a pa a o ex e io
do pa ilhão, onde os alunos o mam po núme o de pau a da u ma en ando po essa
o dem na sala com di eção às suas cadei as, nas cadei as os alunos es ão sen ados pela
o dem de pau a. Chegados ao seu luga de em sen a -se e coloca os seus ma e iais
debaixo da cadei a a é que a p o esso a dê alguma indicação di e en e. Ao longo do ano
a p o esso a coope an e al e ou a disposição na sala de di e sos alunos de ido ao seu
compo amen o, sendo es a uma es a égia que su iu e ei o.
Du an e o p imei o pe íodo le i o a p o esso a coope an e dedicou algum empo
a aze in e io iza as eg as de en ada e o silêncio p e endido pa a o desen ola das
a i idades planeadas pa a cada sessão. Ha endo semp e um empo conside á el da
sessão dedicada a a i idades e exe cícios inspi ados na Teo ia de Ap endizagen Musical
de Edwin Go don (exe cícios de na u eza melódica, í mica e de mo imen o) e onde
pudemos obse a como a p o esso a se sen e à on ade a ealiza es e abalho com os
24
alunos e como es e abalho é undamen al pa a o desen ol imen o musical des es. Os
alunos, sal o a as exceções, demons a am in e esse e oco nas a i idades p opos as
pela sua p o esso a. Es e abalho pode se consul ado nos ela os de aula p esen es no
anexo G.
Em elação à en ada em sala de aula, impo a ainda e e i um aspe o que e e
impac o nas a i idades. A sala de 5.º ano, a M2 ao longo do ano oi ambém u ilizada
pelos p o esso es do egime a iculado de música e ou os p o esso es da escola que ali
lecionam ou as disciplinas. Acon ece que du an e o segundo e e cei o pe íodos le i os
o núme o de cadei as na sala e a sua disposição oi so endo al e ações, nomeadamen e
ao ní el da disposição dos equipamen os que nunca e a a de ida e ambém ao ní el de
sub ação de cadei as que não ol a am à sala no amen e, udo is o pe u bou o início
de algumas aulas, sob e udo quando as al e ações e am mais acen uadas, impedindo que
os alunos encon assem apidamen e o seu luga e a é le ando a que hou esse mais
con e sas en e eles, ha endo po ezes dispu a o al sob e quem ica ia com uma
de e minada cadei a ou não. De ac o o nou-se uma si uação desag adá el, semp e i a
p o esso a com a p eocupação de deixa as suas salas a umadas e p on as pa a o
p óximo p o esso demons ando a enção pa a quem em a segui a si. Ou a si uação
com os equipamen os que acon eceu po duas ezes, oi a p o esso a chega à sala, liga
o seu compu ado e equipamen o sono o, da en ada aos alunos e e i ica logo de
seguida ao inicia uma a i idade musical que alguém e ia al e ado o acesso às colunas
sono as deixando udo desligado ou mal conec ado pa a quem se segue, sendo que es es
equipamen os são pa a uso dos p o esso es de Educação Musical.
Ou a ques ão que impo a e e i é a o ganização e sis ema de egis os da
p o esso a coope an e. A p o esso a em uma pas a onde coloca os seus egis os u ma a
u ma. Pa a cada u ma egis a as a aliações, as al as de ma e ial, a i udes e
compo amen os. Quando egis a compo amen os u iliza uma g elha com um sis ema
de co es: e de, azul, ama elo e e melho. Pa a egis o de a aliações,
pon ualidade/assiduidade e al as de ma e ial u iliza uma ou a g elha. Rela i amen e às
al as de ma e ial os alunos sabem que pe dem um pon o po cada uma que enham, e se
i e em semp e al a em odas as aulas sabem que não e ão posi i a no inal do pe íodo.
O sis ema unciona, apesa de ha e semp e alguém sem ma e ial a pa i do momen o
em que se começou a abalha a lau a de bisel na sala de aula.
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Os alunos de 5.º ano não esc e em nada nas aulas, nem mesmo o sumá io o
empo é odo dedicado às a i idades p e is as pa a esse dia. A p o esso a esc e e os
sumá ios no im do seu pe íodo le i o já em casa na pla a o ma ino a .
O g upo de educação musical de iniu a plani icação anual da disciplina (anexo
A) azendo co esponde as p opos as do manual 100% Música - 5.º ano Educação
Musical aos domínios de Expe imen ação/C iação, Ap op iação/Re lexão e
In e p e ação/Comunicação de inidos nas ap endizagens essenciais do 2.º ciclo e aos
desc i o es do pe il dos alunos. Como já e e ido os manuais chega am à escola com
um a aso signi ica i o ace ao início do ano escola , con udo com o 5.º ano esse a aso
e e um impac o meno uma ez que a p o esso a op ou po aze um abalho
en ol endo exe cícios de na u eza melódica, í mica e de mo imen o com a u ma e
ambém a ap esen ação dos ins umen os de pe cussão de madei a, me al e pele dando
opo unidade de expe imen ação aos alunos no inal da aula o que ge ou g ande
en usiasmo. As a i idades a pa i da chegada do li o en ol e am semp e o p opos o
pelo manual egis ando-se um dec éscimo p og essi o dos exe cícios melódicos,
í micos e de mo imen o, o que oi uma pena. O manual o ganiza-se mui o, eu di ia a é
demasiado, em o no do abalho com o ins umen o lau a de bisel. O que se o na
edu o , do an o abalho que pode ia se ei o com es as c ianças, ambém com a lau a
mas não semp e e apenas com a lau a. Além do abalho com a lau a, são p opos as
algumas a i idades de can o e de pe cussão co po al, mas poucas.
As a i idades p opos as pelo manual são acompanhadas de ka aokes, e o es udo
e p epa ação des as peças é ei a quase semp e com es e ma e ial a oca e com a
p ojeção da pa i u a no quad o. Nes a sala as colunas es ão colocadas apenas à en e
dos alunos o que pe mi e que es es escu em melho o ins umen al enquan o execu am
as peças. O início das peças con a in a ia elmen e com con agens dec escen es de
empos pa a a en ada do que i ão can a e/ou oca . Não se ia melho ha e uma
con agem que pe mi isse aos alunos con a os empos ou compassos de uma o ma
musical? Onde os alunos disc iminassem se a peça es á esc i a em compasso biná io,
e ná io ou qua e ná io e po quê. Sen e-se a al a de um abalho mais a capella ou
acús ico po ezes, em que os alunos usem apenas "a oz e o co po ..., bem como os
obje os do seu quo idiano" (Di eção-Ge al da Educação, 2018, p. 3) e se consigam
escu a , apu ando o sen ido c í ico sob e o seu desempenho pessoal. E ambém az al a
uma abo dagem que inclua um pouco de mo imen o nas a i idades p opos as no
26
manual. No abalho que desen ol i com es a u ma p ocu ei explo a um abalho
con ando com a oz e co po dos alunos, da lau a e mo imen o.
Quando inicia o abalho de uma no a peça a p o esso a coope an e usa a
pa i u a p oje ada pa a e e os con eúdos já ap endidos. Pa a o e ei o coloca ques ões
aos seus alunos e só pos e io men e in oduz o no o con eúdo, com uma explicação
eó ica. Nas peças pa a oca lau a pede a um aluno que sol eje um ou dois compassos,
e depois a ou o e ou o a é chega ao im; no inal odos ecapi ulam jun os e po im
ocam a peça ase a ase a é es a em p on os pa a oca udo com o ins umen al. Nas
canções começam po ou i uma ez e depois can am já com o ka aoke. Nas a i idades
que en ol em pe cussão co po al, é ei a uma lei u a e explicação da pa i u a, sendo
p a icada em ases jun o com a p o esso a. Quando as a i idades usam ma e ial de
algum can o ou banda mais conhecido, e do gos o dos alunos, a p o esso a az uma
con ex ualização da canção e biog a ia do can o ou da banda em ques ão.
Os alunos são undamen almen e a aliados a a és da obse ação con ínua,
endo sido ealizados pequenos es es de lei u a í mica com pe cussão co po al, de
lei u a à p imei a is a na lau a de uma pau a en egue aos alunos com as no as já
ap endidas e de es es p á icos de lau a após a ap endizagem de uma peça.
Em elação à u ma 5.ºG, consegui ap o ei a uma pon e escola na escola onde
abalho, no dia 2 de no emb o, pa a assis i a uma aula du an e o p imei o pe íodo
le i o. Ha ia escu ado di e sas con e sas sob e essa u ma en e a p o esso a
coope an e e a minha colega es agiá ia, e elando se uma u ma pa icula men e
desa ian e no domínio dos compo amen os. A u ma em 28 alunos, 7 meninas e 21
meninos, con ando com di e sos alunos epe en es. Du an e a obse ação da aula
con i mei se uma u ma bas an e complicada, podendo deduzi -se uma con luência de
azões pa a a di iculdade que hou e em da a aula p epa ada pela p o esso a, o que
depois de á ias en a i as acabou po não acon ece . Há á ios alunos epe en es que
p ocu am público e admi ação en e os seus pa es du an e a aula (consis en e com um
ní el de au ocon iança baixo na educação musical, possi elmen e), exis e um g upo de
alunos que que aze a aula sem ans o nos e que lançam olha es ep o ado es sob e os
que pe u bam, e uns ou os que já seguem os mais agi ados achando mui a g aça ao que
acon ece. A p o esso a ai e minando os ocos de con e sa, su gindo logo de seguida
nou a localização um no o oco. É uma u ma mui o ins á el e su gem discussões
sob e o compo amen o en e os alunos po odo o lado, ge ou-se uma espi al de
33
quan idade de apazes, que é bas an e supe io nes a u ma. A ní el de esul ados
p oduzidos na aula não é a melho das u mas, mas há aqui alunos in e essados em
ap ende e aze um bom abalho. No ge al a u ma pau a-se po um abalho na
ca ego ia do su icien e, icando aquém do seu eal po encial.
3.1.3 Aulas de Musico e apia
As aulas de Musico e apia deco em à qua a- ei a das 10h05 às 11h35 na sala
dos alunos da UAEM. A u ma de Musico e apia con a com 11 alunos. Regis a am-se
semp e al as de alunos em odas as sessões dado que es es alunos con am com di e sos
p oblemas de saúde. As obse ações deco e am en e 26 de se emb o e 5 de junho.
Deu-me mui o gos o assis i a es as aulas que os alunos ap eciam. Na ho a de
chega à sala a p o esso a é semp e bem ecebida.
Na sala os alunos e p o esso es já p epa a am udo colocando as cadei as em
o ma de U no cen o da sala. As aulas iniciam semp e com um pequeno momen o de
elaxamen o e aquecimen o co po al pa a p epa a odos pa a a sessão. A pa i daqui a
aula adqui e luidez, não ap esen ando momen os de pa agem. A p o esso a ai semp e
al e nando a i idades ou pequenos g upos de a i idades de mo imen o, can o, pad ões
melódicos e pad ões í micos. No ge al há uma p e alência do modo maio e da mé ica
biná ia, mas são explo adas ou os modos e mé icas.
O ambien e sen ido du an e a sessão é mui o ag adá el e descon aído, os alunos
ade em às a i idades p opos as, e odos p ocu am pa icipa .
Apesa das mui as di iculdades e limi ações que os alunos ap esen am, es es
es o çam-se po da semp e o seu melho .
Semp e que há olun á ios pa a a execução de uma canção sozinhos a p o esso a
coope an e p ocu a ealiza um abalho indi idual insis indo na melho a iculação do
ex o das canções, sob e udo com os alunos que ap esen am maio es di iculdades ao
ní el da ala. O mesmo cuidado nos momen os de mo imen o, em que es imula as
c ianças que ap esen am já uma pos u a e elado a da sua inação ísica ao longo do dia
a con a ia a posição de i ada do es a em demasiado empo sen adas.

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As aulas deco em semp e na p esença da educado a i ula da u ma e de uma
auxilia que icam na sala e a é pa icipam po ezes nas a i idades. Ao longo do ano
con udo hou e semp e uma ou a educado a e e apeu as que en a am e saiam da sala
du an e o deco e da sessão, e po ezes azendo mini euniões e con e sas den o da
sala a um can o, causando semp e, como é de espe a , pe u bações ao oco das
c ianças. Pe gun o-me o po quê de não op a em pelas salas disponí eis na p oximidade
des a sala pa a es es encon os e o deba e de algum assun o pe inen e. Não se ia no
melho in e esse das c ianças aze uso dessas ins alações e deixa deco e as sessões
de musico e apia com a melho concen ação e oco possí el pa a es as c ianças?
Po ou o lado, uma no a ao sen ido de missão da educado a i ula que endo
ob ido e o ma a um mês do inal das a i idades le i as, op ou po cump i o
comp omisso assumido no início do ano le i o com os seus alunos e amílias.
Os ela os das sessões de Musico e apia encon am-se no anexo J pa a consul a.
3.2 Ou as obse ações
3.2.1 Aulas do G upo de Pe cussão T adicional Po uguesa
O G upo de Pe cussão T adicional Po uguesa é um clube de música o ganizado
pelo ou o p o esso do g upo de educação musical p esen e na escola onde deco eu o
es ágio. Es e p o esso oca ba e ia desde os seus empos de conse a ó io, endo mui a
expe iência com a pe cussão o que é no ó io no esul ado sono o que alcança com os
seus alunos.
Na escola o g upo é compos o po alunos do 5.º ao 9.º ano.
No início do ano le i o a a i idade é di ulgada jun o dos no os alunos na escola,
alunos do 5.º ano. Os in e essados insc e em-se e p es am p o as jun o do p o esso
esponsá el pa a a e i se eúnem as compe ências pa a pe ence ao g upo. Uma ez
en ando no g upo os alunos pe manecem nele du an e odo o 2.º e 3.º ciclo po gos o e
opção. O p o esso di ide os seus alunos po caixas, bombos e imbalões de aco do com
o ins umen al que em disponí el na escola.
35
Os no os alunos, do 5.º ano azem o seu ensaio nas qua as e quin as- ei as das
14h15 às 15h45. Os alunos do 6.º ao 9.º ano ensaiam às qua as- ei as das 15h50 às
17h20. Numa das escolas básicas de 1.º ciclo com ja dim in an il do ag upamen o o
p o esso dinamiza ambém um g upo de alunos de 4.º ano às qua as- ei as das 18h05
às 18h50.
Todos os anos os alunos de 4.º e 5.º ano es ão a inicia -se na a i idade, exce o os
alunos que ansi am do 1.º pa a o 2.º ciclo já pe encendo ao g upo e con inuando a
equen a e os alunos mais elhos e mais expe ien es abandonam o g upo no ano em
que ansi am pa a o ensino secundá io. O g upo em uma eno ação anual, o que é bom
e mau, po que cap a no os elemen os mas pe de ambém á ios dos seus melho es e
mais expe ien es elemen os odos os anos. Is o aduz-se num início de ano de eno me
in es imen o po pa e do seu p o esso pa a que o g upo man enha o seu ní el de
execução musical, uma ez que é uma classe que ep esen a a escola den o e o a de
po as á ias ezes du an e o ano.
O ambien e desde a en ada na sala, chamada pa a egis o na cade ne a,
ano ação de ecados á ios, dis ibuição de ins umen os a ins umen is as e o mação
no campo de eino é de eno me p o issionalismo, igo e de comp eensão absolu a de
que só se consegue abalha bem com o empenho de odos e cada um dos pa icipan es.
A aleg ia é con agian e du an e o ensaio, com con ole e au odomínio, não
pe u bando a pe o mance. Há espí i o de cama adagem e en eajuda en e odos, a
di e ença de anos le i os aqui não exis e. No a-se um eno me ca inho dos alunos mais
elhos pa a com os mais no os, o ien ando e apoiando os que p ecisam. Assis i aos
ensaios de 29 de maio e de 5 de junho, onde pude assis i ao jun a do g upo de alunos
do 5.º ano com o g upo ge al e ê-los a aze música jun os pois ha iam abalhado
peças conjun as pa a po encia es e momen o mágico de junção ao g upo "p o issional".
As pa es bem memo izadas, um conhecimen o exímio da gés ica do seu p o esso e as
co eog a ias de mo imen os na pon a dos pés. Aqui se consag a o g ande momen o de
passagem do es emunho en e os alunos do 5.º ano e os que inalizam o 9.º ano. Foi um
dia de g andes emoções pa a odos o que pude es emunha .
36
3.2.2 Aulas de música pa a Bebés (Música de Colo)
As sessões de música pa a bebés, o am obse adas a 24 de no emb o e 15 de
dezemb o, e des inam-se a c ianças dos 2 aos 4 anos e dos 4 aos 6 anos. Acon ecem aos
sábados numa uni e sidade em Lisboa. O abalho ei o segue os ensinamen os de
Edwin Go don. As sessões são dinamizadas pelo A. e pela F. que p epa am a sala pa a
ecebe os seus amigos, colocam os ecu sos ao seu alcance, e no cen o da sala, em
oda, es ão colocados uns almo adões colo idos que i ão ecebe as c ianças e os seus
educado es. Tudo es á dispos o à medida e escala das c ianças pa a que udo abso am,
obse em, escu em e luam no espaço com acilidade e libe dade.
Os dois an i iões êm udo p epa ado endo escolhidas uma canção de
acolhimen o e de despedida que imp imem aleg ia pu a no ambien e. No acolhimen o
odos são ecebidos musicalmen e com indi idualidade, melodia, pe cussão e
mo imen o. A pa i des e momen o desen olam-se inúme as a i idades melódicas,
í micas, can o de pad ões melódicos e en oação de pad ões í micos semp e com mui o
mo imen o adicionado nas di e sas a i idades. São explo adas mé icas a iadas e
modos á ios nas melodias e ha monizações das mesmas. A empa ia en e os an i iões
é imensa, conseguindo-se uma luidez mui o ha moniosa en e as a i idades, su gindo
a é de algumas in e enções das c ianças momen os não p og amados mas que
apidamen e são ap o ei ados de o ma in eligen e e ex emamen e musical. Nes es
momen os as c ianças o nam-se agen es de c iação e c ia i idade, sendo alo izadas e
in eg adas no abalho ge al as suas con ibuições.
O ambien e du an e a sessão é mui o descon aído, aleg e e genuíno. Tudo
acon ece aos nossos olhos dando a sensação de espon aneidade musical con inua dos
nossos an i iões in e p e es.
No anexo M encon am-se ela os das obse ações egis adas a 24 de no emb o.
3.2.3 Aulas de Educação Musical numa Escola pa icula do Dis i o de Lisboa
As aulas obse adas o am duas de duas u mas de 2.º ano, uma de 5.º ano e
ou a de 6.º ano odas minis adas pela mesma p o esso a numa escola pa icula do
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dis i o de Lisboa. A obse ação do 2.º ano oi ealizada du an e o p imei o pe íodo
le i o e o 2.º ciclo oi obse ado no inal do ano le i o.
O ca inho dos alunos pa a com a p o esso a é no ó io den o e o a das pa edes
da sala de aula.
No 2.º ano as aulas começam semp e com um cump imen o aos seus músicos
como lhes chama ca inhosamen e. A p o esso a en a na sala com a sua pen d i e onde
em odo o ma e ial alinhado num Powe Poin pa a a aula que planeou. As aulas são
dadas na sala dos alunos caso es eja um dia com chu a, ou no salão do 1.º ciclo se
es i e bom empo (o salão unciona como ec eio do 1.º ano nos dias de chu a).
A aula começa semp e com a canção de acolhimen o que odos can am com, ao
que se segue um momen o de ep odução de pad ões melódicos com associação e bal,
pe cussão co po al ou ecu so à manossol a de Kodály. Nas canções execu adas na aula
eco e mui o a ges os e pequenas co eog a ias co po ais. Há á ios exe cícios de
coo denação em espelho quando os alunos azem a pe cussão co po al em pa es,
desen ol endo a sua la e alidade.
A p o esso a es abeleceu ges os com os alunos que se des inam ao
compo amen o e capacidade de concen ação nas a i idades, e es es são mui o e icazes,
em poucos segundos o silêncio ou a concen ação pe dida eg essam sem o uso da oz.
Na pa e inal da aula há momen o pa a a i idades de egis o esc i o de
a i idades que en ol em a desc iminação do som e a memó ia caso es ejam na sua sala
de aula, ou pa a jogos en ol endo ins umen al O , ou mo imen o se es i e em no
salão.
No caso do 6.º ano obse ei a aula em que oi minis ado o es e inal de ciclo
des es alunos com o obje i o de a alia as ap endizagens dos dois úl imos anos na
disciplina.
A p o esso a em a p o a elabo ada, a sala es á p epa ada desde cedo pa a um
dia de p o as, as cadei as com um b aço de apoio encon am-se bem espalhadas pela
sala em ziguezague de ilas e colunas, não é possí el e a p o a de nenhum colega. Ao
oque pa a a en ada os alunos es ão odos jun o à po a agua dando a chegada da
p o esso a que chega pa a da início à en ada, após a en ada a p o esso a az mudanças
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de luga es a alguns alunos. Já os conhece bem. A p o a ap esen a ês g andes g upos
de ques ões: o g upo A é o do Reconhecimen o audi i o, onde qua o echos musicais
a iados são pon o de pa ida pa a pe gun as a iadas; o g upo B p e ende a e i a
li e acia musical, azendo-os iden i ica e os em melodias, onalidades esc i as,
compassos, i mos e du ações de igu as í micas; e o g upo C des inado à his ó ia da
música. O ambien e du an e o es e oi de bas an e silêncio, os os os dos alunos
mos a am p eocupação e alguma dú ida no p eenchimen o de algumas espos as. A
p o esso a o a das audições oi ci culando pela sala e escla ecendo e anquilizando na
medida do possí el, dizendo-lhes pa a a ança em e não ica em p esos a nenhuma
ques ão que não soubessem, po que no inal pode iam lá ol a . O es e na medida do
possí el p ocu ou que aplicassem os conhecimen os adqui idos na p á ica e que não
osse uma memo ização o a do con ex o de ocabulá io e concei os.
P ocu ei sabe os esul ados da u ma nes e es e de a aliação de ciclo. Os
esul ados o am bas an e posi i os, dis ibuindo-se en e o 51% e o 85%. 14 alunos
en e o 51 e o 72% e 13 alunos en e o 76 e o 85%.
Os ges os do silêncio usados pela p o esso a sem g ande ecu so ao som
uncionam bas an e bem nas u mas da p o esso a, e quando há alguma si uação mais
i egula a p o esso a ela a a si uação ao coo denado de ano escola , ou en ia lá o
aluno pa a lhe ela a o sucedido, podendo i a ecebe um cas igo ou apenas uma
ep imenda. É no ó io o bom elacionamen o emocional alcançado pela p o esso a com
os seus alunos apesa de ha e semp e um ou ou o aluno que abusam p ocu ando
p o agonismo nas aulas.
Na obse ação do 5.ºano assis i à en ega e co eção da úl ima p o a esc i a e em
que i iam aze ap esen ação de abalhos de g upo a que já não consegui assis i . Foi
um dia de g ande agi ação pois inham da ealização de um es e comum de inal de ano
ei o po odas as u mas de 5.º ano em simul âneo de uma ou a disciplina. Também no
segundo ciclo a p o esso a a a os seus alunos po "Músicos" e az uso dos ges os do
silêncio (e de oz pa a e o ça a ideia). Os es es o am dis ibuídos e as co eções
ei as a lápis no es e. Ao longo da co eção oi ha endo pequenos ocos de con e sa
que p on amen e se ex inguiam com a gés ica e/ou a oz da p o esso a.

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A p o a inha dois g andes g upos de pe gun as, um de econhecimen o audi i o
- de ins umen os; de melodias; i mos; modo maio e meno ; compassos; in e alos
melódicos, ha mónicos e aco des; andamen os e semelhança e con as e ímb ico e o
ou o g upo de li e acia musical e eo ia - esc i a de no as na pau a po nome e ci a;
linhas e espaços suplemen a es; igu as í micas e ins umen os adicionais do mundo.
Rela i amen e aos esul ados ob idos nes a p o a, es es o am mais ab angen es,
dis ibuindo-se en e o 39% e o 91%. Hou e 3 alunos en e o 39 e o 46%, 12 alunos
en e o 51 e o 73%, 10 alunos en e o 77 e o 86% e 4 alunos en e o 90 e o 91%.
Alguns alunos es ão ansiosos pela segunda pa e da aula, há ade eços,
ins umen os ei os usando ma e iais eciclados e alunos es idos a igo , é no ó io o
empenho dos alunos no abalho sob e música adicional po uguesa, e sando sob e
bandas, in é p e es e ins umen os.
Regis a-se um ambien e de en usiasmo no abalho desen ol ido com a
p o esso a, e pela música em odas as suas componen es.
3.2.4 Aula de Co o In an il numa Escola pa icula do Dis i o de Lisboa
A aula do Co o In an il deco e às quin as- ei as das 12h45 às 13h30, após o
almoço das c ianças e da p o esso a po ol a das 12h, es a obse ação acon eceu no dia
4 de ab il. Um pouco an es da ho a de início a p o esso a passa no ec eio a chama os
seus alunos, na sua maio ia meninas. O co o em elemen os de odos os anos do 1.º
Ciclo e ainda duas c ianças indas do p é-escola a pedido exp esso dos pais. Com boa
disposição odos azem o caminho a é à sala da p o esso a, descendo uma ampa e
en ando nos pa ilhões do 2.º e 3.º ciclo.
Chegados à sala é p eciso acalma um pouco e aze e mina as con e sas do
caminho. A p o esso a inicia de imedia o uma sé ie de exe cícios de espi ação e
pequenos ocalizos pa a p epa a as ozes.
O Co o In an il pa icipa semp e na Fes a de Na al e no Conce o da P ima e a
da escola, azendo ainda pa icipações no can a das janei as na comunidade e ou os
e en os.
40
No dia em que ui obse á-los es a am a p epa a o Conce o da P ima e a que
i ia deco e no dia 10 de maio pelas 17 ho as no audi ó io da escola, onde i iam can a
ês emas adicionais do mundo: "Akai Hana" ( adicional japonesa), "Jimba
Papalujska" ( adicional ussa) e "Mangwene mpulele" ( adicional a icana).
Após o aquecimen o ocal a p o esso a pediu que se colocassem na disposição
de palco e semp e a olha pa a ela, sen ou-se ao piano e com ha monia numa mão e
ges os na ou a odos can a am jun os o p imei o ema. As co eog a ias são simples e
mui o ag adá eis de se e enquan o can am. As c ianças espondem mui o bem aos
ges os da sua p o esso a que puxa po eles. Que som com dicção, mas não que g i os.
Pede que omem a enção pa a quando pede mais o e e menos e exempli ica enquan o
az o ges o. Todos os emas são ensaiados di e sas ezes, semp e com no idade e
modi icações pa a que não seja semp e igual e po isso sin am que é undamen al olha
pa a a p o esso a. Po ezes há su p esas em luga es inusi ados! Um pouco an es da
ho a e po que o oque de en ada do p imei o ciclo é às 13h30 a p o esso a despede-se e
á-los sai pa a as suas p óximas aulas.
O ambien e des a aula é ag adá el pa a odos e bem dispõe os pa icipan es.
Todos es ão ansiosos pelo dia de conce o que se ap oxima.
3.2.5 Aula de G upo Ins umen al numa Escola pa icula do Dis i o de Lisboa
A aula de G upo Ins umen al do 2º Ciclo acon ece às qua as- ei as das 14h
às14h45 e oi obse ada no dia 3 de ab il. À ho a ma cada as alunas jun am-se à po a
da sala à espe a da sua p o esso a que em do almoço. São alunas do 5.º ano quase
odas da mesma u ma.
A p o esso a chega e é necessá io acalma a agi ação e aleg ia excessi a das
meninas. O ins umen al O usado já se encon a colocado ao undo da sala sob e
umas mesas pa a que o empo seja odo usado pa a aze música.
O G upo Ins umen al de 2.º Ciclo pa icipa nos Conce os de Na al e da
P ima e a da escola. Es e ano no Conce o da P ima e a, a ealiza a 10 de maio, i ão
acompanha o Co o In an il ocando os ins umen ais das canções "Akai Hana", "Jimba
Papalujska" e "Mangwene mpulele".
41
An es de inicia o ensaio dos ins umen ais que êm abalhado a p o esso a
p opõe um exe cício de imp o isação sob e a escala pen a ónica de dó, dando algumas
indicações aos di e sos ins umen os, os alunos êm um ins umen o a ibuído pa a os
emas e ão imp o isa nesse ins umen o. Além dos meninos no ins umen al O , há
uma aluna no ioloncelo, um aluno em cla ine e, uma no iolino e ou a no piano. Aos
poucos a imp o isação o ien ada ai su gindo, com uma ou ou a hesi ação de alguns e
ge mina um pequeno momen o de c iação cole i a.
A p o esso a dedica-se ao ensaio dos ins umen ais dos emas pa a o conce o da
P ima e a, ai can ando e dando as indicações e en adas aos di e sos ins umen os.
Ensaiam di e sas ezes, pois aqui e ali há um aluno dis aído que se a apalha, ou uma
no a menos conseguida no cla ine e po exemplo. A p o esso a ala a odos da
impo ância de es a em semp e a olha pa a ela pa a que udo co a bem, mesmo que
haja pequenas alhas é impo an e ecupe a e segui em en e semp e sem pa a a
música.
O oque de en ada pa a a aula da a de é às 14h45 e a essa ho a odos a umam
as baque as e os ins umen os pa a apidamen e segui em pa a a p óxima aula.
O ambien e da aula é ag adá el e de mui o amo à música, apesa de se em
mui as ezes chamados à azão e à concen ação. O bom abalho de equipa exige
concen ação, es o ço e espei o. Os alunos e a p o esso a anseiam pela ap esen ação
pública do seu abalho.
42
"Can a é p óp io de quem ama".
San o Agos inho
3.3 Aulas Lecionadas
3.3.1 Aulas do P oje o pa a o Dia do Ag upamen o - Canções de Maio
No dia 18 de janei o, em eunião de es ágio com a p o esso a coope an e, p opus
ealiza uma a i idade ocal pa a ap esen a no dia do ag upamen o com um g upo de
alunos a seleciona en e os in e essados. A p o esso a gos ou da ideia e suge iu que
se ia melho desen ol e a a i idade em con ex o de sala de aula com as u mas do 6.º
ano. Como o dia do ag upamen o i ia deco e no dia 3 de maio eu pode ia p epa a um
p og ama de canções de ab il.
O p oje o começou o le an amen o de um conjun o de emas in e essan es que
conside ei adequados ao abalho ocal com os alunos. Es e conjun o de emas oi
il ado a é apu a se e endo em con a a ex ensão ocal e a adap abilidade às ozes dos
alunos eco endo à ansposição e se a onalidade escolhida e a adequada à esc i a de
a anjo pa a lau a (numa ase inicial a ideia e a esc e e pa a oz e lau a de bisel).
Numa segunda ase de abalho p ocu ei po pa i u as, le as, ci as,
ins umen ais, e sões can adas, his ó ia dos emas e dos au o es e/ou can o es em li os
e na in e ne .
Pa a a o ganização e planeamen o do e en o oi undamen al indaga e pe cebe
as possibilidades écnicas e logís icas da escola e do local de conce o e de que o ma
isso condiciona a p epa ação de ma e iais usados. Conclusões: não é possí el usa um
piano/ eclado na sala poli alen e do pa ilhão cen al (há á ios e en os consecu i os no
mesmo espaço no dia da ap esen ação); coloca umas u mas a can a e ou as a oca
uma base ha mónica não é iá el pois não ha e á o empo de abalho necessá io pa a o
abalho com a lau a e não e ei hipó ese de ensaia com os alunos no local do conce o
uns dias an es. Além da ques ão logís ica e écnica oi ambém undamen al a
in o mação da p o esso a quan o à pa icipação dos alunos nes as a i idades, segundo
49
Rema pa a lá lanchinha. Com es as a i idades o am consolidadas e assimiladas de
o ma p á ica as dinâmicas, o c escendo, o diminuendo; os andamen os len o, mode a o
e p es o e as g adações accele ando e i a dando; a acen uação; o modo maio e meno ;
mé ica biná ia e e ná ia; imb es dos ins umen os o ques ais; a o ma musical
cânone; e a iqueza do abalho de equipa.
Ao longo das sessões egis a am-se melho ias conside á eis na qualidade do
esul ado ocal da u ma, com melho ias no domínio da a inação, da colocação ocal,
na descon ação e en ol imen o nas a i idades. No domínio í mico egis a am-se
melho ias g aduais nos exe cícios de ep odução de pad ões í micos mais elabo ados.
No domínio do mo imen o, o mo imen o li e ge ou um pouco de con e sa e
b incadei a excessi a em alguns apazes, e nas a i idades de mo imen o co eog á ico
egis a am-se melho ias conside á eis du an e o abalho ealizado conseguindo a u ma
ealiza as p opos as depois algum eino. Os alunos com di iculdade de la e alidade e
de sen ido de mac o e mic o empos de um ema musical p o ocam semp e alguma
a apalhação no mo imen o sendo os seus colegas a o ien á-los du an e as execuções, há
um bom espí i o de en eajuda nes a u ma.
Os planos de aula do 5.º ano es ão disponí eis no anexo S.
3.3.3 Aulas lecionadas ao 6.º Ano
Depois do Dia do Ag upamen o, en e 7 de maio e 4 de junho, o am lecionadas
8 aulas de 45 minu os aos 6.ºs anos A e E. A plani icação des as aulas en ol eu a
análise do p og ama de educação musical do 2.º ciclo e das plani icações anuais da
disciplina numa p imei a ase. Discussão das plani icações e ma e iais com a p o esso a
coope an e e agendamen o das aulas a leciona . Na elabo ação dos planos p esidi am os
obje i os de aze música com os alunos e a alo ização, semp e que possí el, do
pa imónio a ís ico nacional.
Todo o abalho ocal execu ado com os alunos de 6.ºano e e semp e a
p eocupação de ajus a os emas escolhidos à ex ensão e essi u a ocal dos alunos
p e is os nos modelos de desen ol imen o ocal eminino e masculino de Lynne
Gackle e John Cooksey, nunca o çando os seus egis os ex emos. Assim, com a
exceção de uma menina que se queixou num dia em que es a a com do de ga gan a

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sendo-lhe ecomendado que não can asse nesse dia excecionalmen e, nenhum ou o
aluno mani es ou di iculdades de execução ocal dos emas nas onalidades p opos as.
Nes as qua o aulas oi p opos o can a , en oa can os í micos, ep oduzi
pad ões onais e í micos, c iação í mica e onal (usando a escala pen a ónica), uma
iagem pela azão de se do nome das no as alimen ando a cu iosidade na u al dos
alunos, e execu a ins umen almen e (com oz, lau a e pe cussão) dois emas em
língua po uguesa (O pas o e Resinei o eng açado). Em ma é ia de mo imen o não
consegui explo a essa dimensão com os alunos, uma ez que es e não es á p e is o nas
plani icações anuais da disciplina e a sala não pe mi e a sua explo ação, dadas as suas
dimensões exíguas e excesso de mobiliá io.
O abalho com ambas as u mas A e E oi posi i o, es ando os alunos bas an e
con o á eis nas a i idades e sem cons angimen os. Hou e bons momen os
p opo cionados po pe gun as de cu iosidade genuína que p opo ciona am
ap o undamen o de conhecimen os, po exemplo a p opósi o da his ó ia do nome das
no as musicais. Um ou o momen o singula oi quando o aluno M. pa ilhou que inha
ei o uso dos conhecimen os ali adqui idos sob e os emas musicais senha pa a a
e olução de 74 num Quizz no peddypape de H.G.P.. Na execução ins umen al
cole i a os alunos pe encen es ao g upo de pe cussão adicional po uguesa da escola
o am uma mais- alia, sendo pa abenizados e e o çados pela sua colabo ação.
A o ma como os alunos ade i am às p opos as oi mui o boa, apesa de ha e
semp e um ou ou o ezingão que gos a iam de ou as escolhas musicais. Te ia sido
in e essan e abalha algum ema da escolha das u mas. Isso mesmo p econiza
Swanwick (1993) quando a i ma "A compe ência pode se es imulada ab indo-se
espaço pa a discussão, escu ando-se música an es de ala sob e ela, en ol endo as
pessoas na omada de decisões sob e as músicas que elas execu am, e a a és da
a i idade de compo ou imp o isa " (p.27).
As a i idade escolhidas pa a es as aulas o am a explo ação das canções Minha
canção de Chico Bua que e Dó, é, mi do ilme The Sound o Music, do can o sem
pala as Do ian Song de minha au o ia, do can o í mico Sê pacien e sob e ex o de
Eugénio de And ade, da c ia i idade í mica sob e ex o de Alexand e O'Neill, da
c ia i idade onal usando a escala pen a ónica, e da o ques ação dos emas O pas o do
51
g upo Mad edeus e Resinei o eng açado melodia adicional da bei a-al a. Vol o a
e e i que os obje i os que p esidi am a escolha do abalho a ealiza o am o aze
música, can a e a alo iza o pa imónio a ís ico po uguês. Com es as escolhas
p ocu ei consolida as ap endizagens ealizadas pelos alunos ao longo des e 2.º ciclo de
ensino na educação musical, semp e isando a impo ância do abalho em g upo, do
espei o pelos ou os e po si p óp io, do en ende e cump i das eg as que me
pe mi em alcança pa ama es de desempenho supe io , e po úl imo da sa is ação
pessoal que sei que a maio ia dos alunos sen iu ao longo de odo o p ocesso.
Ao longo des e abalho egis ei melho ias de desempenho nos alunos ao ní el
da a inação, da colocação ocal e do empenho nas a i idades. Obse ei a eno me
on ade de ap ende que po ezes nem os alunos sabem que êm, e a capacidade de
abalho que possuem.
No domínio í mico as duas u mas ap esen a am um bom desempenho ge al,
ha endo alunos como a R. com um desempenho in e io de ido a di iculdades de
mo icidade ina elacionada com ques ão de saúde.
No a anjo sob e o ema O pas o e O esinei o eng açado os esul ados
alcançados em ambas as u mas o am posi i os, o abalho oi di idido em á ias
e apas, en ol endo algum abalho au ónomo den o da sala de aula e abalho de casa.
Os planos de aula do 6.º ano es ão disponí eis pa a consul a no anexo T.
52
3.4. Eu, p o esso a me con esso
Como e amen a de au oa aliação i ei usa o F amewo k o eaching,
Danielson, 2013 adap ado po J. Noguei a em 2014. Es a e amen a de a aliação de
compe ências de ensino p e ende a e i a p epa ação e planeamen o das aulas, o
ambien e de sala de aula, a ins ução, a compe ência pe o ma i a/a ís ica (adicionado
J. Noguei a) e as esponsabilidade p o issionais.
No que se elaciona com a p epa ação e planeamen o das aulas es udei e analisei
o p og ama da disciplina pa a o 2.º ciclo de ensino e as plani icações anuais da
disciplina. Selecionei ma e iais que gos a ia de abalha com as u mas no sen ido de
alcança de e minados obje i os, e de ini planos de aula que ap esen ei à p o esso a
coope an e. As aulas o am pensadas endo em is a os alunos a que se des ina am, que
o am obse ados desde o dia 25 de se emb o de 2018. Além de aulas de abalho
alinhadas com os obje i os da plani icação anual, o am planeadas e dadas 20 aulas de
45 minu os aos 6.ºs anos elacionadas com o p oje o de ap esen ação dessas u mas no
Dia do Ag upamen o na escola no dia 3 de maio de 2019. O conce o no dia do
ag upamen o - Canções de maio en ol eu ambém um eno me abalho de p epa ação e
planeamen o e de adap ação minha às condicionan es da escola, uma ez que es ou
habi uada a ealiza semp e um ensaio ge al com os alunos, o que aqui não me oi
possí el e a de ini , assim como equisi a equipamen os necessá ios, nes e caso não
pude dispo de um piano no dia e i e que adap a e conc e iza bases ins umen ais pa a
o dia do espe áculo. No caso da c iação das bases ins umen ais, oi pa a mim uma
opo unidade de ap endizagem, uma ez que nunca ha ia usado a aplicação Ga age
Band e num cu o espaço de empo explo ei uma e amen a de abalho mui o
in e essan e pa a p o esso es de educação musical.
O ambien e de sala de aula oi semp e bas an e ag adá el e p odu i o, não
ha endo luga a g andes momen os de indisciplina. Simples chamadas de a enção
quan o ao olume sono o, ou pa a pa a as con e sas pa alelas e po ezes no inal de
uma execução ocal pa a es a em p on os pa a epe i apidamen e. A maio ia dos
alunos en ol eu-se a i amen e na ap endizagem e com gos o. A sala do 5.º ano pe mi iu
a i idades a iadas e uma ocupação do espaço li e, o mesmo não acon eceu na sala do
6.º ano, que limi ou o planeamen o, não e a possí el modi ica a disposição dos
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equipamen os, mui as mesas duplas e cadei as e pouco espaço li e. Sen i com odos os
alunos um ambien e de espei o e desen ol i com eles um bom elacionamen o.
Nas aulas coloquei os alunos o mais possí el a aze música e a can a , hou e
luga a pe gun as e espos as, a elogios quando me ecidos, o mas a iadas de aze os
alunos epe i sem en ado, como em pequenos g upos, ou, apazes e depois apa igas, e
amos e quem ealizou melho abalho, p ocu ando aguça o sen ido c í ico sob e as
p óp ias execuções. P ocu ei en ol e semp e odos os alunos no abalho, e quando na
in e p e ação dos a anjos o ques ados azê-los a ia de unção, o a can a am, o a
oca am lau a, o a aziam pe cussão. Ti e pena de não se explo a o ins umen al O
no 2.º ciclo. A a aliação oi semp e con ínua, es ando semp e eu e a p o esso a
coope an e a obse á-los, endo os alunos consciência que odo o abalho ealizado
con ibuiu pa a a sua a aliação inal de pe íodo e de ano.
Penso e demons ado lexibilidade e ece i idade du an e as aulas, moldando
semp e que necessá io o cu so da aula pa a um escla ecimen o adicional, como quando
o aluno R. do 6.º A colocou uma ques ão, mui o pe inen e, que implicou um des io ao
planeamen o, passando po uma exposição sob e a his ó ia de música ociden al, ou
ecebendo as di e sas in e enções dos alunos, usando-as depois na a gumen ação ei a
pa a molda a sua ece i idade às p opos as em aula, como quando se ou iu "Can a ?
Mas eu não que o se can o !" e logo pude dize -lhes qual o obje i o da a i idade e qual
a se en ia pa a o seu u u o. A oz é eículo de comunicação e odos num u u o
p óximo independen emen e da p o issão escolhida, se ão melho es p o issionais ao
sabe em aze um melho uso da sua oz.
No decu so da minha p á ica le i a iz uso da oz, do can o, da p á ica
ins umen al ( lau a de bisel, pe cussão), g a ei bases ins umen ais pa a ap esen ações
dos alunos, e pa a se i de exemplo em aula com qualidade (a inação, exp essão, en e
ou os); co igi os alunos du an e a execução ocal (a inação e colocação ocal) e
ins umen al p omo endo a melho ia de desempenho dos alunos; pesquisei, selecionei e
p oduzi ma e ial pa a uso nas aulas e no Dia do ag upamen o e di igi nas aulas e no
conce o as execuções cole i as dos alunos.
A e lexão sob e o ensino oi uma cons an e du an e o ano e mais in ensa e
p o unda quando passei a leciona na escola. É undamen al ques iona semp e, não há
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ecei as ce ei as, cada u ma é uma u ma, cada aluno é um aluno e o p o esso em de
es a semp e a en o, moldando o seu ensino à ealidade da u ma, dos alunos, não
pe dendo de is a os seus obje i os mas o neando de o ma a alcançá-los de o ma
ha moniosa pa a odos.
Na minha p á ica le i a, a p á ica ocal es e e semp e p esen e e oi con ibu o
pa a melho ias nas unções ca dio espi a ó ias dos alunos, melho ias na mo icidade
en ol ida no uncionamen o do apa elho ocal dos alunos, p omo eu a in e ação de
di e sas á eas ce eb ais dos alunos. O can o nas aulas oi ambém e o de melho ias na
comunicação in a e in e pessoal, p o idenciou aos alunos uma melho ca a se dos seus
sen imen os e oi e amen a de desen ol imen o de um au oconcei o mais posi i o e de
uma iden idade de g upo, sen ido de pe ença. Nas escolhas de epe ó io pa a os alunos
p ocu ei azê-los conhece a sua música, azê-los músicos e desen ol e sen ido c í ico
musical e a ís ico. A p á ica ocal oi ainda mo o de aumen o de conhecimen o, de
pe ceção do mundo e de melho ias com a sua língua ma e na como enunciado po
G aham Welch (2012).
O desen ol imen o p o issional na a i idade educa i a passa pela ap endizagem
ao longo da ida e como al p ocu ei e o ça as minhas compe ências ao longo do ano
equen ando di e sas ações de o mação: cu so de pedagogia musical pa a a iniciação
musical de Jos Wuy ack; wo kshop de Teo ia de Ap endizagem Musical pa a o Ensino
Básico o ien ado pela p o esso a Dou o a Cyn hia Tagga ; ação de o mação Educação
Kodály: música no ensino ge al e especializado sob o ien ação de C is ina B i o da C uz
e László Nemes; ação de o mação Kodály: educação musical baseada no can o - ní el I
e II sob o ien ação de Lilla Gábo ; ação de o mação P incípios Willems na educação
musical - ensino ge al e especializado o ien ado po Ch is ophe Laze ge; e o cu so
Música no 1.º Ciclo do Ensino Básico Aplicação da Teo ia de Ap endizagem Musical
de Edwin Go don lecionado pela P o esso a Ana Isabel Pe ei a.

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4. SOPES - In es igação em Educação
O que ap endemos, alámos e le amos des e seminá io
Nas aulas de SOPES, sob o ien ação do P o esso Dou o João Noguei a, os
alunos deba e am á ios assun os elacionados com a in es igação em educação depois
de aze em á ias lei u as suge idas pelo o ien ado e ize am a e isão do ques ioná io
p epa ado pelo g upo de alunos do ano an e io , a aplica na pla a o ma da APEM
Can a Mais.
O abalho desen ol eu-se numa p imei a e apa pela lei u a de documen os
elacionados com a in es igação em educação, em especial a cons ução de um p oje o
de in es igação (Paja es, 2007), o pa adigma quali a i o (Ai es, 2015), a elabo ação de
um ques ioná io e sob e a ecolha de dados desc i i a (quali a i a), que em que se
mui o bem pensada a p io i pa a que os dados ecolhidos possam da luga de alguma
o ma a uma análise es a ís ica que pe mi a e i a as conclusões a que o es udo se
p opôs à pa ida. Hill & Hill (1998) bem a isam " Pense semp e adian e ao planea a
sua in es igação. Caso con á io, é p o á el que no im não seja capaz de es a a
Hipó ese Ope acional que que , ou p ecisa de es a ". O p o esso alou-nos ambém da
impo ância da alidação das conclusões dos es udos, onde se e i ica a
independência/dependência de algumas a iá eis a a és de e amen as da es a ís ica
das ciências sociais.
Pos e io men e ez-se uma e lexão cole i a sob e as lei u as p opos as na
p imei a ase, le ando-nos à aquisição de um pensamen o c í ico em ma é ia de
in es igação educacional. Falámos nas di iculdades em ecolhe dados a ualmen e jun o
dos alunos de ido à no a legislação de p o eção de dados. Nes a ase o p o esso
expôs-nos à sua e são po uguesa do ques ioná io Ba celona Music Rewa d
Ques ionnai e endo ecolhido os nossos dados e o mulado esul ados que passamos a
analisa , depois do p ocessamen o es a ís ico do mesmo, pa a as cinco dimensões da
sa is ação (a e ocação emocional, a egulação do humo , a p ocu a musical, a
ecompensa social e a dimensão senso iomo o a). Depois da expe iência com o nosso
g upo o p o esso suma iou-nos a ap esen ação que ha ia ei o a 10 de no emb o no
ENIM 2018 - VIII Encon o de In es igação em Música.
56
Seguiu-se o con ac o com o ques ioná io cons uído pelo g upo de abalho do
ano an e io . Es e p e endia conhece o impac o pe cebido pelos u ilizado es da
pla a o ma Can a Mais, num pe íodo de e minado, em elação ao en ol imen o dos
seus alunos na escola e como is o se a icula a com as suas ca ac e ís icas pessoais,
o ma i as e da sua au oimagem enquan o can o es e ins umen is as.
A pla a o ma é uma inicia i a da APEM, e con a com o apoio da Di eção Ge al
de Educação e da Fundação Calous e Gulbenkian, ap esen ando como missão o na o
can o cen al na ap endizagem e ida musical de c ianças e jo ens, disponibiliza
ecu sos a educado es e p o esso es, p omo e e incen i a a ealização de conce os e
ap esen ações na escola e comunidade e p omo e e alo iza a língua e cul u a
po uguesas.
O g upo de abalho p ocedeu a uma e isão do ques ioná io do g upo do ano
an e io , e le indo sob e os seus obje i os, as a iá eis em es udo ( ipo de u ilização,
g au de sa is ação, localização geog á ica dos pa icipan es no inqué i o, pe ceção da
qualidade do desempenho ocal e ins umen al do ques ionado, en e ou os), a
o mulação das pe gun as e a comp eensão des as pelos pa icipan es no inqué i o, o
ipo de pe gun as de escolha múl ipla ou abe as, a aplicação do ques ioná io na
pla a o ma e a seleção da amos a em es udo.
O inqué i o oi aplicado du an e odo o mês de maio de 2019, na pla a o ma
Can a Mais, endo o p o esso ap esen ado os esul ados do es udo no III Cong esso
In e nacional En ol imen o dos Alunos na Escola, ealizado en e 15 e 17 de julho
desse ano e pa ilhado, em meados de se emb o, alguns esul ados da análise dos dados
com o nosso g upo de abalho.
O es udo con ou com 253 espos as álidas, sendo que dessas 81,8% e am de
p o esso es do ensino público e que 25% de docen es do 2.º ciclo. As espos as ao
inqué i o i e am o igem em po ugal con inen al e ilhas, b asil, imo e espanha, endo
ha ido um núme o conside a elmen e maio de espos as da zona no e, cen o e á ea
me opoli ana de lisboa. A conclusão dos dados analisados, pa a es e g upo de pessoas
que decidiu da espos a ao ques ioná io, oi a de que o impac o pe cebido da
pla a o ma Can a Mais, e seus ecu sos, é maio nos u ilizado es que êm meno
o mação musical (in e io a um 8.º g au de conse a ó io) e menos luência musical.
57
Do abalho ealizado em SOPES sin o que me p epa ou pa a a possibilidade de
es udos em educação no u u o, sendo que a ní el da a aliação de dados e do
en endimen o da es a ís ica aplicada às ciências sociais necessi o de ap o unda
conhecimen os.
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5. Conclusões
Du an e o ano de es ágio cu icula pude con ac a com di e en es ealidades de
p á ica p o issional e e i ica os ês p incípios do bom p o esso , enunciados po
Swanwick (2008), na sua p á ica: o gos o e cuidado com a música, o econhecimen o do
con ibu o do aluno pa a o discu so musical e a p omoção da luência musical. Todas as
obse ações o am ei as endo em con a o con ex o social e educa i o em que os
p o esso es abalham. Tudo o que i me en iqueceu enquan o p o issional e in luenciou
a minha p á ica, con e indo-me uma maio segu ança e o sen imen o de que a minha
o mação enquan o p o esso a é um abalho iniciado e não e minado.
A p á ica ocal es e e semp e p esen e na minha p á ica sendo pensada pa a os
alunos e o seu con ex o social e educa i o, semp e in eg ada no espí i o da plani icação
anual da escola e azendo dos alunos c iado es da sua música, não dependendo de bases
ins umen ais semp e que possí el. Com ão pouco como a oz, o co po e o ins umen o
musical ado ado pela escola no 2.º ciclo pode aze -se mui a e boa música, sendo que no
abalho ealizado a oz oi sem dú ida a g ande p o agonis a.
O p oje o Canções de Maio desen ol ido com alunos do 6.º ano, e ap esen ado
no Dia do Ag upamen o na escola, deu mui o abalho desde a ideia inicial a é à sua
conc e ização, mas oi mui o g a i ican e. Assis i à ansição g adual do
cons angimen o em can a a é à disponibilidade e con iança em azê-lo em g upo ou
indi idualmen e oi en e necedo . Todo o p ocesso desde a ince eza inicial da adesão
dos alunos a é à su p esa de os ecebe a p a icamen e odos no conce o, pa a um dia
que c eio e sido ma can e nas suas idas e das suas amílias, supe ou as minhas
expec a i as.
Todo es e p ocesso de ap endizagem apenas oi possí el po que pude con a no
meu caminho com os ensinamen os, aconselhamen o, comen á ios e gene osidade
imensa dos meus p o esso es de mes ado, da p o esso a coope an e, e dos alunos com
que con ac ei e abalhei. A odos o meu mui o ob igada, pois le o um pouco de odos
no meu co ação e na minha p á ica u u a.
1
Anexos

2
3
Anexo A. Plani icação Anual do 5º Ano
4
5
6

7
8
9
Desc i o es do pe il dos alunos à saída da escola idade ob iga ó ia
(Minis é io da Educação, 2017)
A
Linguagens e ex os
B
In o mação e comunicação
C
Raciocínio e esolução de p oblemas
D
Pensamen o c í ico e pensamen o c ia i o
E
Relacionamen o in e pessoal
F
Desen ol imen o pessoal e au onomia
G
Bem-es a e saúde
H
Sensibilidade es é ica e a ís ica
I
Sabe écnico e ecnológico
J
Consciência e domínio do co po
10
17

18
19
Anexo D. G elhas de a aliação da Tu ma 5º C
20
21
22

23
Anexo E. Plan a da escola e do pa ilhão 4
24
25
Anexo F. Equipamen os: Ins umen os musicais e acessó ios
LISTA DE INSTRUMENTOS MUSICAIS E ACESSÓRIOS NA ESCOLA
Quan idade
Local
Me ónomo
1
M1 (a ecadação)
Es an es
8
M1
Ins umen os de Tecla, Co das e Ba e ia
Piano elé ico Yamaha
1
M1
Piano elé ico Casio
1
M2
Ó gão Yamaha (ensino a iculado)
1
M2
Gui a a clássica com capa
1
M1
Gui a a elé ica Yamaha
1
M1
Gui a a baixo Á ia
1
M1
Ampli icado de gui a a Ma shal
1
M1
Ampli icado de gui a a To que
1
M1
Ba e ia Tama com 5 peças, 2 ides e 1 Hi Ha
1
M2
Família de Pe cussão de Madei a
Ins umen os de al u a de inida
Baque as de xilo one (madei a e el o)
14
M1
Baque as de xilo one baixo
4 pa es
M1
Xilo one Sop ano
2
M1
Xilo one Sop ano c omá ico com 2 baque as
1
M1
Xilo one Con al o
5
M1
Xilo one Al o c omá ico com 2 baque as
1
M1
Xilo one Baixo dia ónico com 2 baque as
2
M1
Xilo one Baixo
1
M2
Ins umen os de al u a inde inida
Cla as
15 pa es
M1
Cas anholas
2 pa es
M1
Ma acas
2 pa es
M1
Blocos de Som/Reco e 2 ba en es
3
M1
Caixa Chinesa e 6 ba en es
5
M1
26
Família de Pe cussão de Me al
Ins umen os de al u a de inida
Baque as de Jogo de sinos (bo acha)
6 pa es
M1
Jogo de Sinos em mau es ado
1
M1
Jogo de Sinos sop ano dia ónico com 2 baque as
1
M1
Jogo de Sinos con al o dia ónico com 2 baque as
1
M1
Jogo de Sinos Con al o c omá ico
1
M1
Baque as de me alo one ( el o)
19 pa es
M1
Me alo one Con al o
3
M1
Me alo one Con al o c omá ico com baque as
1
M1
Me alo one Baixo dia ónico com baque as
1
M1
Ins umen os de al u a inde inida
T iângulos com 5 ba en es
6
M1
P a os
2
M1
P a os pequenos
3 pa es
M1
Guizei a
1
M1
Pandei e a
2
M1
Família de Pe cussão de Pele
Ins umen os de al u a inde inida
Pandei e a com pele
2
M1
Tambo im
5
M1
Bongós
2
M1
Tambo a esanal
1
M1
Caixas amanho 12 pol. com 2 baque as(Pa adiddle)
4
M1
Caixas am. 14 com 2 baque as (Pa adidlle)
12
M1
Caixas am. 15 com 2 baq. (Pa adiddle)
7
M1
Timbalões am. 15 com 2 baque as (Pa adiddle)
5
M1
Timbalões am. 16 com 2 baque as (Pa adiddle)
4
M1
Bombos am. 20 com 2 maços (Pa adidlle)
6
M1
Bombos am. 20 adicionais
5
M1
Bombos am. 22 com 2 maços (Pa adiddle)
7
M1
Bombos a esanais de 22 polegadas com 2 maços
10
M1
Fon e: In en á io Ge al de Ma e ial Audio isual de 9 de Julho de 2019 da Escola Básica dos 2.º e 3.º
Ciclos XX.
33
Reg essa ao exe cício, ol ando ao início do mesmo. Sob e es e os ina o í mico
co po al a p o esso a começa a ealiza pad ões í micos e pede aos alunos que os
epi am em sílaba neu a (pam). Alguns alunos conseguem ou os nem po isso.
A p o esso a ai ao piano e des apa-o, os alunos êm inúme as eações e ol am a se
ep eendidos. De seguida dá o om pa a a a i idade que se segue e começa a can a uma
melodia em sílaba neu a em modo maio , po ezes ai pa ando deixando que a u ma
an ecipe o om de epouso. Logo à segunda ez já são os alunos a can a a no a de
epouso. O jogo con inua e ago a a p o esso a pede a um aluno especí ico que lhe
e mine a melodia, can ando o om de epouso. Logo depois, começa a can a pequenas
melodias, ainda na mesma onalidade e pede-lhes que imi em o que acaba am de escu a
(Jogo de Eco em sílaba neu a).
De seguida, dá o con ex o onal e começa a ealiza pad ões onais pa a que a u ma
epi a. Vol a a ha e uma in e upção pa a uma ep eensão. Vol ando à a i idade, a
P o esso a can a as eg as do jogo dos pad ões onais, de inindo os ges os pa a: Eu -
Todos - Um alunos especí ico. Os pad ões usados são de Tónica e Dominan e e êm ês
no as.
Vol a a in e ompe pa a ep eende pela e cei a e qua a ez o mesmo aluno. Enquan o
isso ou o aluno pede pa a i à casa de banho. Explica que não pode acon ece que
de em azê-lo nos in e alos, mas des a ez ai deixa .
A aula p ossegue: “como se chamam pala as que en am imi a sons?”, Onoma opeias,
esponde um aluno. A p o esso a coloca em p ojeção no quad o uma página do manual
do aluno com imagens de animais, máquinas e ma e iais di e sos, e pe gun a po sons
da na u eza sem in e enção do homem. As espos as ão su gindo: - Ma , io, água,
en o, chu a, ulcão, o nado, u acão, e emo o, o oada, …, ogo,...

34
Fon e: Ne es, A., Ama al, D., & Domingues, J. (2018). 100%
Música Educação Musical - 5.º Ano. p.6
A p o esso a sis ema iza no quad o pa a que os alunos ejam:
SONS NATURAIS - os p oduzidos pela na u eza. Também aqui incluímos os
animais.
SONS HUMANIZADOS - Todos os que enham in e enção humana, po
exemplo: a ião, mo as, piano, po as, ca os, en im há imensos. Den o dos sons
humanizados emos duas subca ego ias:
SONS CORPORAIS - Sons p oduzidos pelo homem sozinho. Voz
humana, pe cussão co po al, assobio.
SONS MECANIZADOS - Som de udo o que o homem cons uiu.2
A p o esso a ab e a página 7 do li o na p ojeção pa a o quad o e diz amos ago a aze
um jogo.
2 Apesa da p o esso a e sis ema izado no quad o os alunos não esc e e am nada nos seus cade nos e a
maio ia ainda não em o manual da disciplina. Se á que a e minologia ai pe manece nas suas cabeças.
35
Fon e: Ne es, A., Ama al, D., & Domingues, J. (2018). 100%
Música Educação Musical - 5.º Ano. p.7
No a in e upção pa a ep eende os mesmos alunos. Reg essa ao jogo audi i o, i á
coloca di e sos sons à conside ação e que que eles os iden i iquem den o das
ca ego ias que sis ema izou p e iamen e. Reco da que de em ou i as aixas a é ao im
po que algumas de início podem engana .
Vol a a ep eende e ameaça com uma al a disciplina .
“Pa a que se iu udo is o? Tudo o que são sons que nós já conhecemos, o na ácil o
seu econhecimen o. São sons que já iden i icamos desde mui o pequeninos. Exis e uma
pala a que de ine o que é que nos az iden i ica os sons - TIMBRE do som.” A
p o esso a p opõe um jogo à u ma, que odos de olhos echados, enquan o a p o esso a
ai ci culando en e eles e quando a p o esso a oca na cabeça de um aluno especí ico
es e di á: “Hoje im à escola e es á mui o calo !”. Todos, sem exceção, econhece am
de imedia o o nome do colega que acaba a de ala sem di iculdades. De seguida o
mesmo jogo no piano, a p o esso a ai escolhendo ins umen os di e en es no eclado e
eles iden i icam-nos: Piano, Ó gão, Xilo one. A p o esso a e o ça que apenas os
iden i icam de ido ao seu Timb e.
A aula e mina com uma a aliação cade ne a da p o esso a. Aluno a aluno ão azendo
a sua au oa aliação e a p o esso a apenas comen a quando disco da e diz o po quê. Es a
a i idade já en a den o do empo de ec eio dos alunos, um ou dois queixam-se.
_____________________________________________________________________________
36
Tópicos a desen ol e :
1. O ganização da sala de aula
Os alunos en am na sala e sen am-se de aco do com o seu núme o de pau a. Is o pode á
se uma g ande ajuda pa a a memo ização dos nomes dos alunos po pa e da
p o esso a.
A sala es á dispos a em o ma de U e os alunos apenas dispõem de uma cadei a pa a se
sen a em, e sob es a de em coloca as suas mochilas.
2. Ges ão da sala de aula
A p o esso a de ine o plano de aula. A p imei a pa e da aula segue uma abo dagem
me odológica p óxima da p econizada po Edwin Go don. Na segunda pa e da aula a
p o esso a segue uma abo dagem de concei os e a i idades p opos os pelo manual
ado ado.
3. In e ação na sala de aula
A p o esso a e á es abelecido as eg as de sala de aula na p imei a lição e age em
con o midade à mínima ques ão compo amen al, po o ma a que in e io izem o
compo amen o a ado a na sua sala. São alunos no os no liceu e es ão com es a
p o esso a pela p imei a ez.
4. Discu so do p o esso
À exceção das ep eensões que são ealizadas com eno me asse i idade, a p o esso a
man ém um om de oz doce e con ida i o, in ocando à pa icipação dos alunos po
di e sas ezes ao longo da aula.
5. Discu so dos alunos
Os alunos não azem mui as pe gun as. Responde am à p o esso a quando in e pelados
de o ma bas an e o dei a mesmo quando as pe gun as e am abe as a odos. Ha ia um
pequeno oco de con e sa e b incadei a que a p o esso a oi ep eendendo ao longo da
aula.
37
6. Clima na sala de aula
P o esso a e alunos in e essados.
7. A i idades educa i as
A i idades adequadas aos obje i os le i os e com du ação adequada à capacidade de
concen ação ap esen ada pelas c ianças.
38
5.º C
10.Ou .2018, 4ª ei a
11h45-13h15 Sala2
Aula n.º 7 e 8
Sumá io - Os ins umen os de sala de aula - Ins umen os O
Expe imen ação de ins umen os de pe cussão de madei a.
Desc ição da aula:
11h53 Os alunos en am na sala de aula po o dem alea ó ia e começam a ala . A
p o esso a diz olhando pa a a u ma: " Mochilas debaixo das cadei as! Es ão a os de
sabe , mas con inuam!" Após algumas ep eensões a u ma cala-se.
11h56 A p o esso a az a chamada. Nenhum aluno es á a al a . A p o esso a sen a-se
en ão ao piano e oca es a p og essão ha mónica:
I V I ii I V I
Logo a segui começa a can a á ias sequências melódicas in e ompendo an es da no a
de esolução, a ónica, nes e caso dó. O g upo de e á can a essa no a. Execu ou o
seguin e:
O g upo conseguiu aze es e exe cício sem di iculdade embo a haja um ou ou o aluno
que não consiga can a a inado.
A p o esso a explica que ai p opo exe cícios ao g upo odo e às ezes só a um aluno.
A p o esso a can a sequências de duas e ês no as com di e en es sal os e
ca ac e ís icas. Po exemplo:

39
A p o esso a en a mo i a os alunos e elogiá-los nes e exe cício. Só uma aluna não
pa icipa e ês alunos não conseguem can a a inado.
12:06 A p o esso a sen a-se numa cadei a e começa a ma ca uma pulsação ba endo as
duas mãos nas pe nas. Passa en ão a ma ca com mão esque da a igu a de semínima e
com a mão di ei a duas colcheias. Os alunos imi am-na em espelho. Nem odos os
alunos conseguem.
Mais a de, a p o esso a começa a en oa pequenas células í micas.
Um a um os alunos en am imi a a en oação da p o esso a ao mesmo empo que
con inuam a execu a os mesmos mo imen os com as mãos.
12:18 A u ma começa a con e sa a p o esso a ep eende-os.
12:22 - Vamos e umas coisas que es ão no li o. Aqui não é p eciso ab i o li o.
De em ab i em casa e e e o que oi dado na aula.- A p o esso a pe gun a sob e o que
oi ei o na aula passada. Os alunos ainda se lemb am que ou i am ala do composi o
alemão Ca l O . A p o esso a começa en ão a ala do ins umen al O , em pa icula
dos ins umen os de pe cussão de madei a.
An es de aze os ins umen os pa a den o da sala de aula, a p o esso a a isa que quem
ala não i á oca . Começa po ala sob e as lâminas dos xilo ones. A maio das
lâminas p oduz o som mais g a e, a mais pequena o som mais agudo. Pa a exempli ica
a di e ença en e g a e e agudo a p o esso a oca ambém no piano.
Pa a oca xilo one são necessá ias baque as. Exis em á ios ma e iais possí eis pa a as
pon as das baque as: lã, el o, madei a, madei a e el o e bo acha. Todos es es
ma e iais êm sons di e en es, imb es di e en es.
40
Numa caixa mais pequena cinzen a es ão ins umen os de pe cussão de madei a de
al u a inde inida: ma acas, caixa chinesa, eco- eco, cla as, bloco de dois sons. Fala
ainda das ma acas. Sob e o p imei o ins umen o, ma acas a p o esso a diz que no seu
in e io pode ha e di e en es ma e iais, a oz, semen es, a eia e é isso que dá imb es
di e en es. Po ou o lado, é possí el mo e o ins umen o de di e en es manei as e com
isso ob e di e en es sons.
A caixa chinesa é um bloco de madei a compac o esca ado nos lados. O eco- eco
apa ece no malmen e na igu a de um peixe. Aga a-se com dois dedos colocados nos
dois bu acos do ins umen o. É um ins umen o de aspagem. Es e ins umen o
adicional em es e nome de ido a pa ece imi a o som de um po co.
As cla as são no malmen e ei as de madei as nob es. É supos o aze uma concha com
a mão pa a consegui apoia o ins umen o e ob e mais som.
O bloco de dois sons, pode se e ical ou ho izon al. Chama-se assim po que em dois
cilind os, um maio e ou o mais pequeno, que dão sons di e en es. Es e ins umen o
ambém se pode aspa como o eco- eco.
As ma acas é um ins umen o popula po uguês e não az pa e do ins umen al O .
12:40 A p o esso a começando po um dos lados da u ma começa po passa um a um
os ins umen os de pe cussão de al u a inde inida. No im da aula os alunos
expe imen am o xilo one baixo, con al o e sop ano.
Todos os alunos expe imen a am os di e en es ins umen os.
41
5.º C
17.Ou .2018, 4ª ei a
11h45-13h15 Sala2
Aula n.º 9 e 10
Sumá io - Pad ões onais e í micos.
Os ins umen os O - amília dos me ais.
Desc ição da aula:
11h50 Os alunos en am na sala de aula azendo algum ba ulho. Ao im de algumas
ep eensões da p o esso a a u ma ica em silêncio.
11h59 A p o esso a diz: "O a bem! Vamos começa en ão! Não que o nada ao pé dos
pés, colocam as mochilas debaixo da cadei a! An es que eu me esqueça ou só aze
uma pe gun a que o ou o p o esso me pediu pa a aze : Po que é que ninguém des a
u ma se insc e eu no 'X' (g upo de pe cussão adicional po uguesa)?"
Uma aluna esponde: "Nós não podemos po que emos TIC". Alguns alunos da u ma
con i mam o a o. Só saem da aula de Tecnologias de In o mação e Comunicação 45
minu os depois da ho a de início do Clube de Música.
12h01 A p o esso a epe e alguns exe cícios que inha ei o na aula passada usando a
mesmo ipo de sequência.
Exe cício 1. Obje i o can a o om de epouso da melodia, a ónica.
Tal como na aula an e io a p o esso a can a á ias sequências melódicas em dó maio e
in e ompe-as an es da úl ima no a, o om de esolução. Como espos a o g upo de e á
can a esse om à p o esso a.
Toda a u ma ez es e exe cício sem p oblemas. Ao con á io da aula an e io , não se
ou e quase nenhum aluno a desa ina . Os alunos es ão em silêncio, descon aídos e
concen ados. Em elação ao que inha ei o na aula an e io a p o esso a imp o isou
ou o ipo de melodias. Can ou po exemplo:
42
Exe cício 2. Imi ação de pad ões
Fase 1. A p o esso a can a pad ões de ês sons u ilizando no as de uma íade maio .
Pede aos alunos que imi em o que acaba am de escu a , can ando jun amen e com eles
a epe ição.
Fase 2. A p o esso a can a um pad ão de dois sons e pede pa a os alunos imi a em
indi idualmen e, azendo o sinal a cada um.
Ao con á io da aula an e io des a ez odos os alunos can a am indi idualmen e. É
equen e a p o esso a dize : “Isso!”, “Boa”. Es e exe cício é ei o num empo mui o
ápido, não dando mui o empo pa a os alunos pensa em. Os alunos são escolhidos
alea o iamen e.
Exe cício 3. A p o esso a can a um pad ão de ês sons u ilizando as no as dó, mi, á e
sol. A p o esso a can a e odos epe em logo de seguida.
Exe cício 4. A p o esso a can a melodias em modo meno e diz: "O a bem! Vou can a
de ou a manei a pa a e se ocês sen em a di e ença".
Os alunos ou em as melodias e no inal can am o om de epouso. A p o esso a
pe gun a: "O que mudou?"
Os alunos dão á ias espos as: “ É mais g a e.”; “o imb e mudou um pouco.”;
“mudou o som”, “Foi mais sua e.”
49
pancada". "Ago a amos pa i o empo com as mãos, cada balanço em duas pancadas
iguais nas mãos". (Mic o empos). Vol a ao início com a ma cação dos mac o empos.
"Não acele em, ão comigo, olhem pa a mim". Ago a quem ai pa i o empo ai se
só a mão di ei a". Enquan o execu am a p o esso a começa a ealiza pad ões í micos.
Depois man endo o os ina o co po al passam a epe i os pad ões ei os pela p o esso a.
A u ma ai sendo ep eendida. Há alunos que in e ompem o abalho com
in e enções comple amen e deslocadas.
A p o esso a imi a os alunos que azem mal o exe cício p opos o e que não olham pa a
ela. "O modelo é a p o esso a, e não os colegas. Concen em-se na p o esso a".
A p o esso a az mac os mais len os e passa à di isão e ná ia. Ba e com as mãos nos
joelhos di ei o e esque do.
A p o esso a pe gun a aos alunos o que oi di e en e? Depois de algum empo uma
aluna diz que a mão di ei a es á a ba e mais ezes no joelho.
"Vamos en ão ago a pa i em dois o empo", odos os alunos execu am com a
p o esso a. "E ago a em ês, ejam se me conseguem acompanha ".
"Vamos da nome: quando pa o em dois chamo DIVISÃO BINÁRIA. E quando pa o
em ês chamo DIVISÃO TERNÁRIA".

50
(Na sequência de Ap endizagem de compe ências de Edwin Go don - Ap endizagem
po disc iminação - Associação Ve bal).
"En ão eu ago a ou aqui oca umas músicas ao piano e ocês ão adi inha se es á em
di isão biná ia ou e ná ia".
Exe cícios: 1 - Te ná ia, espondem com acilidade. "Alguém disco da?" Ninguém.
2 - Te ná ia. O aluno esponde " iná ia" e a p o esso a esc e e no quad o
pa a os ajuda a dize a pala a co e amen e. Diz que o início " e " é como nas
pala as e ça- ei a e e cei a.
3 - Biná ia. Mui os dedos no a . Escolhe um aluno que diz e ná io, odos os
ou os dizem que é biná io. Vol a a oca e pede que odos ma quem nas pe nas.
4 - Te ná ia. O aluno ace a logo e odos conco dam.
Ago a semp e que hou e uma música eu ou que e que me digam se es á em di isão
biná ia ou e ná ia.
A p o esso a chama uma ila de 6 alunos pa a i em ao cen o da sala e diz-lhes: Quando
sen i em que a di isão é biná ia ão ma cha , mas sem sai do e ângulo. Quando muda
pa a e ná ia ão balança pa ados no luga como um ba co ao en o.
O exe cício começa. O p imei o g upo po a-se mui o bem.
Ago a em a ou a ila e amos aze o mesmo exe cício. Es a ila em 11 alunos e o
exe cício não co e nada bem, os alunos não sen em as mudanças apesa de bas an e
acen uadas pela p o esso a ao piano.
O e cei o g upo em 6 alunos e consegue execu a e sen i as di e enças. A p o esso a
apenas chama a a enção pa a o ac o da ma cha es a "molengona" e sem segui a
música (as di isões do empo).
A p o esso a pe gun a sob e o que se lemb am de ap ende na aula passada. Vá ios
alunos en am esponde . E um deles ala dos ins umen os de me al que es i e am a e
e ou i . A p o esso a elemb a que es i e am a ala da amília dos me ais do
51
ins umen al O e ap o ei a pa a aze uma ápida e isão do que ha ia sido dado,
após o que ab e o manual i ual na p ojeção no quad o na página 13.
Fon e: Ne es, A., Ama al, D., & Domingues, J. (2018). 100%
Música Educação Musical - 5.º Ano. p.13.
A con e sa começa a ins ala -se e a u ma ou e uma ep eensão.
Tal como na aula an e io , a p o esso a começa a explica os ins umen os de pe cussão
da amília das peles. Fala de cada ins umen o indi idualmen e e mos a os ins umen os
à u ma.
No inal da aula a p o esso a explo ou o ma e ial de apoio. O manual em uma pequena
aplicação sob e os ins umen os de pe cussão de pele. Os alunos pude am ou i cada
ins umen o indi idualmen e. Mais a de a p o esso a colocou sequencialmen e os
di e en es ins umen os a oca .
52
53
Anexo H. G elha de obse ação de aulas e egis o de uma obse ação
54
5.º C
28.Ou .2018, 4ª ei a
11h45-13h15 Sala2
0. Si uação (con ex o)
Na escola os p o esso es azem o acesso às salas de aula po den o dos pa ilhões que
apenas possuem um piso é eo. Chegados à sua sala ab em uma po a pa a o ex e io
po onde é ei a a en ada e saída dos alunos nas salas de aula. O ag upamen o de iniu
que os alunos de em o ma uma ila po núme o de o dem na u ma pa a que a en ada
e chegada aos luga es de inidos seja ápida e sem sob essal os. Regis am-se exceções a
es a eg a e i icando-se compo amen os e a i udes de descon ação o al dos alunos
com um egis o sono o ele ado na aula.
Sendo a u ma do 5ºC no a na escola es e ano le i o, ainda não abso eu bem es a
di e iz e odas as semanas e i ica-se uma g ande con usão na en ada com os alunos
semp e a ala . Os alunos con e sam al o pa a se consegui em ou i uns po cima dos
ou os, não se dando con a que a aula começa desde que colocam os pés den o da sala
de aula.
1. O que que ia a p o esso a?
Uma en ada na sala de aula o mais ápida e silenciosa possí el, com os alunos a
sen a em-se nas cadei as dispos as em U. Enquan o a p o esso a echa a po a e se
di ige à sua sec e á ia pa a da início às a i idades os alunos de em coloca as mochilas
e ma e iais debaixo das cadei as.
2. O que ez a p o esso a?
Ab iu a di a po a da ua, encon ou os alunos ainda em b incadei a jun o à po a e longe
da o mação p e endida pa a a en ada na sala. Chamou-os à a enção, espe ou um pouco
pa a que se colocassem po o dem e deu início à en ada na sala. Quando e minou o
uído ins alado, começou a ep eende a u ma.
3. O que pensou a p o esso a?
A p o esso a e á pensado que o que se pede não é complicado de ealiza sem
sob essal os e que os alunos já es ão c escidos o su icien e pa a consegui em azê-lo
sem se p eciso an o empo e abo ecimen o. Em con e sas idas com a mesma
p o esso a, sabemos ambém que es a sabe que o p imei o pe íodo le i o é o empo da
ap endizagem compo amen al espec á el pa a es es alunos do 5ºano, que se encon am
es e ano numa escola no a e com eg as no as, e po isso lhe dedica an a a enção nas
suas lições, podendo mesmo pensa -se que se á demais, mas é pensado como um

55
in es imen o pa a que o ano co a o melho possí el com es es alunos no domínio dos
compo amen os e a i udes a e na sala de aula.
4. O que sen iu a p o esso a?
A p o esso a sen iu cansaço po , com quase dois meses de aulas, ainda e que dedica
an o empo da lição ao compo amen o e logo no início da aula. Sen iu ainda algum
abo ecimen o po e que se exal a e exaspe a o seu om de oz.
5. O que que iam os alunos?
Que iam en a na sala de aula de o ma in o mal e descon aída.
6. O que ize am os alunos?
Den o da in o malidade e descon ação p e endida pe dem a noção do ní el sono o e
do empo deco ido desde a en ada na sala de aula e e minam a ou i uma eno me
ep eensão.
7. O que pensa am os alunos?
Os alunos e ão pensado que o que acon eceu a é aí a é nem se á assim ão g a e, ainda
es ão a começa a lição e eina a boa disposição. Sob e udo o que acon ece é e i ica -se
que omam a enção, começam a sen i o que se passa na sala de aula, po con apa ida à
pos u a inicial de al a de oco e al a de consciência da p esença da p o esso a .
8. O que sen i am os alunos?
Alguns alunos icam bas an e ap eensi os com o que ão ou indo da p o esso a e
ou os pe manecem elaxados mas ago a em silêncio, numa pos u a de espei o pela sua
p o esso a.
Aspe os essenciais:
Na u ma 5ºC é no ó io que es e in es imen o inicial no compo amen o dos alunos,
pe mi e empo de qualidade e de a enção nas a i idades desen ol idas pos e io men e, e
que exis e um bom ambien e en e p o esso a e alunos, sob e udo p opício à
ap endizagem.
56
Al e na i as:
Possi elmen e, daqui a uns empos pode ia se implemen ada uma en ada na sala de
aula que osse já oda ela co eog a ada e musical, mas isso e ia que se c iado nas aulas
com os alunos, pa a que osse um ema musical dos mesmos, ao mesmo empo com a
unção de uma canção de acolhimen o.
57
Anexo I. Aulas Obse adas 6º Ano
Aula n.º 3 e 4
Sumá io - Re isões da ma é ia do ano an e io .
Exe cícios e lei u as na lau a.
Desc ição da aula:
8h15 A p o esso a chega à aula pela po a de en ada no pa ilhão e posiciona o ma e ial
que i á u iliza em cima da sec e á ia. Desloca-se en ão, pa a a po a que dá acesso ao
ex e io e diz: "Vamos aze uma ila pela o dem dos ossos núme os. Já sabem que êm
de con o na a sala pa a chega em ao osso luga . Que o que o açam sem ba ulho e de
o ma o ganizada."
Os alunos de em man e -se de pé quando chegam ao seu luga . T ês alunos não
cump em as indicações da p o esso a e são ep eendidos. A p o esso a olha a en amen e
pa a os alunos e num om de oz baixo pede-lhes pa a saí em da sala e ol a em a
en a . Os alunos ol am a en a e no amen e não espei am as indicações da
p o esso a. A p o esso a ol a a mandá-los sai . Os alunos en am en ão pela o dem
co e a.
Os alunos sen am-se. A p o esso a pe manece de pé. A u ma es á em silêncio. A
p o esso a explica as eg as de en ada a uma aluna, que en a um pouco a asada.
Passados alguns segundos, diz: “Bom dia a odos….”
Esc e e no quad o, no can o supe io esque do, lição 3 e 4, do ou o lado esc e e a da a.
Um aluno pe gun a “ Deixamos quan as linhas?”. A p o esso a esponde apidamen e,
com o om de oz calmo e descon aído: “ 2 ou 3”. A u ma es á em silêncio.
A p o esso a liga o compu ado e e op oje o e pe gun a “Quem em lau a?” Um
aluno diz “Esqueci-me”, o ou o diz “Hoje não ouxe”. Ou indo es as espos as a
p o esso a ol a a pe gun a : “Quem é que não ouxe lau a? Dedo no a !”. Começando
po um dos lados da sala, e i ica um a um quem ouxe e quem não ouxe a lau a.
Com odos os alunos que ouxe am lau a, a p o esso a não demo a mui o empo,
obse a que êm es e ins umen o e passa à en e. Aos alunos que não ouxe am
6.º E
25.Se .2018, 3ª ei a
8h15-9h45 Sala 1
58
ins umen o, a p o esso a pe gun a: “Po quê”. As espos as são a iadas “Esqueci-me”,
“Não consegui e o ho á io no compu ado da minha mãe!”. Es es e ou os a gumen os
o am acilmen e eba idos pela p o esso a que des aca a impo ância de os alunos
ganha em esponsabilidade e au onomia nas suas a e as.
A p o esso a desloca-se en ão pa a a sua sec e á ia. Olhando pa a oda a u ma, em om
de oz baixo, com os alunos em silêncio, pe gun a: “O que esc e e am no úl imo
sumá io. “Não sei, não enho olha” diz um aluno. A p o esso a ol a en ão a pe gun a :
“O que é que os disse na úl ima aula, de e iam gua da a olha onde esc e e am.
Enquan o não êm cade no é onde ão esc e e .
“P o esso a! P o esso a! Encon ei! Tenho aqui!” A p o esso a con inua: “Bem! Quem
não em lau a, em al a de ma e ial! Não se esqueçam que hoje, quem não ouxe
lau a, ica sem um pon o. Se em cada aula ica em sem um pon o, não e ão posi i a. A
p o esso a ab e en ão a pas a e e i a a abela de alo es e a i udes. Nes a abela es á
num eixo, o nome de odos os alunos da u ma e no ou o eixo, as da as das aulas. A
odos os alunos que não ouxe am lau a, a p o esso a ma ca uma bola e melha na
in e seção en e o nome do aluno e a da a da aula.
8h40 A u ma es á em silêncio. Em odas as pa agens da p o esso a, não se ou e alunos
a con e sa , nem se ê os alunos a i a em-se pa a o lado. A u ma es á calma, se ena.
A p o esso a ab e o manual do ano passado, no capí ulo 2 na página que diz “ eco da” e
pe gun a: “Quem é que se lemb a do concei o de pulsação?” Quase não há eação. As
espos as são di usas. A p o esso a ai en ando guia os alunos pa a as espos as ce as.
Uma aluna consegue esponde com mais p ecisão a es e concei o, a p o esso a
e o mula a espos a. A p o esso a cla i ica en ão o concei o, explica-o de o ma cla a.
Ap oximando-se do piano, a p o esso a oca uma sequência ha mónica. Os alunos
ba em a pulsação com as mãos. Es ão conscien es do signi icado de pulsação na p á ica.
Fazem-no sem nenhuma di iculdade, exce o, po um ou ou o aluno, que pa ecendo
es a a pensa , não es á a segui o empo de o ma luida. A u ma pe manece em
silêncio quando o exe cício acaba.3
3 Se á que o silêncio acon ece po que a p o esso a oi, no início, ão consis en e com as eg as? Semp e
que explicou uma eg a, es e e mui o ale a e a e iguou se es a a a se cump ida po odos os alunos. Os
alunos não pa ecem nada ensos, ou con aídos, es ão simplesmen e em silêncio, calmos e anquilos.
65
Re i a-se que es a u ma ecebeu ês alunos que saí am es e ano do egime a iculado o
que le an a possi elmen e alguns p oblemas adicionais à p o esso a que e á que os
in eg a e inclui nes a ase de abalho de e isões da ma é ia do ano an e io de uma
o ma di e enciada e que os aça apanha o comboio do que se passou no ano an e io .
Com mui a equência, um aluno ende a comen a em oz al a o que a p o esso a acaba
de dize mesmo quando a p o esso a não es á a aze uma pe gun a. A maio pa e das
obse ações des e aluno nada êm a e com a aula. Su gem quase ao mesmo empo
ou os comen á ios de um segundo aluno si uado na ila de ás na sala. Es e aluno ende
a olha pa a a ila do lado p ocu ando pe cebe se alguns colegas es ão a acha bem o
seu comen á io. A p o esso a eage a es as obse ações, dizendo que não êm a
p opósi o e e e indo ainda que, pa a ala , os alunos de em coloca o dedo no a e
espe a a sua ez. Ao mesmo empo que is o es á a acon ece ambém ês alunos no
can o di ei o ao undo ão, de ez em quando con e sando, sob e assun os que nada
êm a e com a aula
A p o esso a segue os mesmos p ocedimen os da aula an e io . Esc e e o núme o das
aulas e a da a. Pede aos alunos pa a deixa em espaço no cade no pa a esc e e em o
sumá io. Depois liga o compu ado e e op oje o e começa a abalha com o li o;
alguns alunos azem ba ulho e ep eende os mais inquie os. Começa en ão a e e o
concei o de imb e. Pe gun a aos alunos o que é o imb e. Vá ios alunos en am
esponde e a pouco e pouco ai su gindo a espos a ce a.
A p o esso a passa en ão pa a a música “Tu ais consegui ” do capí ulo 1 do manual do
5.º ano. Os alunos can am a música do início ao im: alguns alunos can am de o ma
a inada, ou os can am com mui as no as desa inadas, ou os es ão a dize a le a com o
i mo da música mas em oz alada, um ou dois es ão em silêncio (os alunos saídos do
egime a iculado). A de e minado momen o a p o esso a baixa o olume das colunas
azendo com que o g upo oiça melho o que es á a aze , egis a-se uma melho ia
acen uada e logo após ol a a subi o olume. Os alunos pa ecem mo i ados,
desinibidos e aleg es.
A p o esso a explica en ão de o ma cla a o concei o de pulsação, azendo algumas
compa ações, po exemplo, com o ba imen o do co ação. O concei o oi bem explicado
e bem exempli icado pela p o esso a

66
Os alunos passam en ão pa a a música “Don´ wo y child”. Alguns alunos da u ma
ocam a mão di ei a com a esque da.
A p o esso a des aca um dos g a ismos, o sinal de acen uação e pe gun a aos alunos o
que es e sinal? Após uma ou ou a en a i a, um dos alunos esponde à pe gun a.
Segue-se o ema “ Não aço ques ão” dos “D.A.M.A com a pa icipação de Gab iel, o
pensado . Também aqui execu am a música do início ao im com os ba imen os
co po ais pedidos no ema.
No ema “Lado a lado” os alunos ocam lau a. A p o esso a pe gun a quais são as no as
que os alunos e ão de oca na pau a. Uma das alunas chama à no a lá, o nome dó. Um
segundo aluno consegue esponde .
Os alunos começam a oca : a massa sono a esconde alunos a oca co e amen e; ou os
a oca em a posição do lá e do dó; ou os a b inca em com o ins umen o mexendo os
dedos de o ma quase alea ó ia, azem-no baixinho pa a não se epa a . A um ce o
pon o a p o esso a diz: "Es á udo a aze uma g ande bu ada em elação ao que podem
aze . Vocês podem aze as coisas mui o bem.” Nes e ema a p o esso a es á
pa icula men e a en a aos meninos que não es i e am consigo no ano an e io
dedicando-lhes uma explicação mais cuidada pa a que consigam acompanha o
abalho. Os alunos pa ecem es a pouco in e essados e mais in e essados em b inca e
dize que não sabem.
Na música “Manha an Beach” a p o esso a após passa o ema pede aos alunos pa a
oca em em pequenos g upos. Na u ma, alguns ap esen am uma sono idade boni a na
lau a, e uns dois ou ês es ão a sop a demasiado e i ando um som eio e guinchado.
A p o esso a chama a a enção dos alunos que emi i am o som com mais o ça.
Um dos alunos em alguma e gonha. A p o esso a ajuda-o a oca o exe cício dando-
lhe indicações p ecisas pa a que o aça melho .
Os alunos ocam ainda “Up own unk” e “Se o empo é dinhei o”. No p imei o ema a
p o esso a ecapi ula a es u u a do ema. No segundo os alunos não es ão a oca mui o
bem, nem ão pouco se lemb am das no as que êm de execu a quando leem a pau a. A
p o esso a az alguns comen á ios em elação a isso, po exemplo: “Vocês ica am
esquecidos nas é ias!”; “Como é que ocês que e am ão bons no ano passado es ão
67
nes a misé ia! Vamos lá e se a coisa ecupe a!”; “De o-me e enganado na u ma,
is o não é a u ma que eu conheço!”
Quando a aula e mina os alunos saem da sala de o ma ela i amen e calma e sem
a opelos.
______________________________________________________________________
Tópicos a desen ol e
A o ganização da sala de aula (1), a ges ão da sala de aula (2) o discu so do p o esso
(4) e o clima da sala de aula (6) o am idên icos ao da aula an e io . A in e ação na sala
de aula (3) ambém oco eu da mesma o ma excep o pelo ac o de quase nunca e
ha ido silêncio na u ma.
1. Discu so dos alunos
Os alunos não azem mui as pe gun as. Pe gun a am sob e o cade no e o li o de
a i idades e sob e as linhas que inham de deixa pa a o sumá io e pouco mais. Os
alunos quase não esponde am às pe gun as do p o esso . Mas con e sa am mui o en e
si.
2. A i idades educa i as
As a i idades educa i as adequam-se aos obje i os p opos os e es ão bem a iculadas.
A du ação de a i idades oi adequada ao empo de concen ação dos alunos. A aula e e
a du ação de 90 minu os e e e i mo, uma boa cadência, não hou e mui os momen os
pa ados e os alunos i e am em ge al concen ados. As a i idades o am di e enciadas e
o ema e obje i os de cada a i idade oi ap esen ado de o ma adequada. As a i idades
es imulam a pa icipação dos alunos, o p o esso soube da explicações cla as aos
alunos.
68
Aula n.º 5 e 6
Sumá io - Con inuação de e isões da ma é ia do ano le i o an e io .
Exe cícios e lei u as na lau a.
Desc ição da aula:
A p o esso a en a no pa ilhão 4, pede as cha es da sala à auxilia p esen e den o do
pa ilhão e di ige-se à sua sala. En a na sala e posiciona o ma e ial que i á u iliza em
cima da sec e á ia. Desloca-se en ão, pa a a po a que dá acesso ao ex e io e diz aos
alunos que a espe am: "Vamos aze uma ila pela o dem dos ossos núme os. Que o
que o açam a en ada sem ba ulho e de o ma o ganizada."
"En ão bom dia!” diz a p o esso a “... amos começa a aula… que o silêncio…”. A
p o esso a az a chamada e pe gun a a odos os alunos se ouxe am lau a. Apon a os
nomes dos alunos que não ouxe am ma e ial.
A p o esso a esc e e no quad o o sumá io: Lição nº 5 e 6… 2 de Ou ub o de 2018…
Con inuação de e isões da ma é ia do ano le i o an e io ”. Dá mais ecomendações aos
alunos. Fala da impo ância dos alunos e em esponsabilidade, de aze em ma e ial, de
es a em em silêncio e passa inalmen e a ala da aula an e io : “... na úl ima aula
abalhámos peças com as no as dó e lá”.
A p o esso a p opõe hoje uma peça com 4 no as, mos a na lau a a dedilhação des as
qua o no as e explica a impo ância des as 4 posições. Diz que se um aluno soube
oca sem di iculdade es as 4 no as acilmen e consegue oca as ou as no as da escala.
Tocando um acompanhamen o ha mónico no piano, a p o esso a pede en ão aos alunos
pa a oca em as no as dó (agudo), lá, sol e mi. Os alunos ocam es as no as len amen e e
ap esen am mui as di iculdades. Po essa azão e po ha e meninos que não es i e am
consigo no ano an e io decide da uma explicação écnica de como a icula os sons na
lau a: odos os alunos a aze du-du-du em oz al a e ago a diz a P o esso a açam
6.º A
2.Ou .2018, 3ª ei a
10h05-11h35 Sala 1
69
como se dissessem um seg edo a um colega. Todos o ealizam. Se não o assim sai um
som ho í el diz a p o esso a.
Mais uma coisa, não que o ninguém com co o elos nas mesas!
Rep eensão à u ma, es á a apoia um aluno que não es a a na u ma no ano passado e a
con e sa aumen a de om. O aluno execu a com exage o ( ai do 8 ao 80), pa ece es a
num modo de b incadei a, mesmo com a p o esso a a dedica -lhe empo de
ap endizagem indi idual. A p o esso a ap esen a uma paciência in ini a e es á decidida
a consegui ca i a o aluno pa a a sua disciplina. ( ep eende alunos an igos po mui o
menos e es e es á a e um a amen o di e enciado es a égico po pa e da p o esso a).
A p o esso a di ige-se ao piano (coloca som de o ques a) e ai pedindo que odos
execu em na lau a as no as que lhes ai indicando com a oz: dó agudo - lá - sol - mi e
depois mi - sol - lá - dó agudo. De seguida di ide a u ma em dois g upos: um g upo
oca e o ou o comen a o esul ado e depois ocam de unções. Po im, odos ol am a
oca jun os.
A p o esso a ol a a ep eende a u ma.
Tocam ago a com o ka aoke sob e a música: “É melho não du ida ” (página 41 do
manual do 5.º ano). Depois a p o esso a pede-lhes que execu em sem o ka aoke e ai
ma cando a pulsação.
O aluno M. que em do ensino a iculado ap esen a uma a i ude menos boa. O p oblema
não me pa ece se que não saiba as no as, deseja es a em con on o e no gozo po que
isso lhe con e e p o agonismo an e a u ma, ou al ez o desag ado que e e no ensino
a iculado lhe aga mau es a com a disciplina de música. A i ma não sabe as no as na
pau a com um a di e ido e o gulhoso. Diz dispa a es uns a ás dos ou os: chama
igu as às no as e diz que a cla e de sol é uma no a.
A p o esso a ol a a ep eende a u ma e ala da injus iça que é uns p ejudica em os
que que em ap ende . Nes e momen o ap o ei a pa a des ia a a enção do g upo e pede
ao aluno D. pa a oca sozinho, uma ez que não es a a a oca com o g upo. Vol a a
ep eende a u ma e ameaça com ecados no Ino a , ou com a ma cação de um abalho
e diz que depois passa as p óximas aulas em a aliação.
70
Como TPC ão eina es a música em casa e ão se a aliados (página 41 do li o).
Começamos ago a uma gue a.
Vamos ago a eco da mais coisas do ano passado: Os ins umen os musicais e as suas
amílias.
Conhecemos en ão as co das, os sop os de madei a e de me al e a pe cussão. Escu amos
a música do ilme Reg esso ao u u o. Os alunos pedem pa a ol a a ou i , mas al não
acon ece. A p o esso a dá a escu a um exce o de cada um dos ins umen os de co da
p esen es na o ques a: Violino, iola d'a co, ioloncelo, con abaixo e ha pa
(essencialmen e música do pe íodo ba oco ).
Passamos ago a aos sop os de madei a, e madei a po que a ib ação que se az passa
po uma madei a, ou melho , po uma palhe a com ib as de madei a. Como exceção
emos a lau a que ago a não é de madei a, mas du an e alguns séculos oi de madei a,
mas como a sua a inação oscila a mui o e não e a es á el p ocu ou-se ou o ma e ial
pa a a sua cons ução. São dados a escu a exce os em lau a ans e sal, oboé,
cla ine e e ago e.
Os sop os de me al, os qua o T’s, êm já de épocas mui o an igas. Escu amos exce os
com o ompe e, ompa, ombone e a uba.

71
6.º A
9.Ou .2018, 3ª ei a
10h05-11h35 Sala 1
Aula n.º 7 e 8
Sumá io - Conclusão das e isões da ma é ia do ano an e io
A escala pen a ónica.
Desc ição da aula:
Os alunos en am na sala pela o dem da pau a. A u ma em 20 alunos apenas po que há
alunos que es ão a aze aula de Fo mação Musical na sala ao lado. Há agi ação e a
p o esso a ep eende a u ma pelo ba ulho e pe da de empo no início das a i idades.
A p o esso a pede aos alunos que esc e am o sumá io no cade no, az a chamada e
e i ica se odos ouxe am o ma e ial.
Alguns não azem o ma e ial e a p o esso a ep eende-os, alando sob e
esponsabilidade.
A p o esso a p opõe a lei u a da peça "Mikado" na lau a (manual do 5.º ano p. 32).
Pe gun a quan as no as di e en es em es a peça? Os alunos dão á ias espos as e
b incam com o assun o. A p o esso a ai puxando po eles pe gun ando quais são en ão,
e po im pede a um aluno que diga ao que ele esponde dó, lá, sol e mi. En ão são só
qua o diz a p o esso a inalizando.
Os alunos ensaiam a música sem ins umen al, ase a ase, duas ezes. Na e cei a ez
a p o esso a acompanha-os ao piano. A úl ima ase le an a mais desa ios aos alunos,
pois eque mudança de posição de no a mais acele ada e há alunos com mui as
di iculdades, sob e udo os alunos que saí am do ensino a iculado e não ize am
ap endizagem de lau a no ano an e io . Es es es i e am a b inca du an e a a i idade e
em a i ude gozona azendo uns sons quaisque . A p o esso a in e ompe e ep eende os
alunos mal compo ados.
A p o esso a p opõe uma no a expe iência com as no as: Dó agudo - Lá - Sol - mi - é -
dó g a e, a p o esso a az a posição na sua lau a pa a que odos ejam, diz o nome das
no as e os alunos ão ocando pa a ela.
72
No quad o es á ago a o ema "Dominó" com qua o pau as (p. 43 do manual do 5.º ano)
e os alunos ão melho ando e ap imo ando linha a linha. Logo de seguida in e p e am a
peça mas ago a com o ins umen al.
ESCALA PENTATÓNICA DE DÓ - A p o esso a explica que é uma escala ei a com 5
sons di e en es. O ambien e dado po es as no as epo a pa a sono idades que uma
aluna diz lemb a a china.
Há 3 ou 4 alunos que es ão semp e a in e i e a in e ompe e que b incam. As lau as
sob e a mesa e nas mãos dos alunos são um elemen o pe u bado em e mos de som.
Um aluno in e ém com uma pe gun a que nada em a e com a aula: “Po que é que na
China e Japão há an os Jaca andás?”. Segue-se um momen o de ep eensão o e:
“Po que é que ocês não pensam an es de ala ? Medi em, espi em e pensem an es de
ala !”.
Vamos ago a abalha o ema "China own" (p.44 do manual). A pa e da lau a es á
esc i a em qua o ases, onde a e cei a ase con ida os alunos a imp o isa com as
no as da escala pen a ónica de dó. A p o esso a pe gun a ago a “Quem sabe o que é uma
escala pen a ónica?”, os alunos espondem e a p o esso a ol a a pe gun a “E que no as
em es a escala pen a ónica que es amos a oca ?”. Os alunos ão comple ando a sua
espos a a é chega em à espos a comple a inal.
No a música “The i e o d eams” de Billy Joel, uma música céleb e nos anos 80 e 90.
“Temos aqui uma no a no a. Qual é? -”É o si!”. (manual 5.º ano p.57)
A p o esso a i a cos as pa a aze uma pesquisa no Google e a u ma começa quase
oda a ala . Vi a-se e em dez segundos udo e o na ao no mal. “Vamos ou i o ema
o iginal no You ube.” Re e e-se ao io Mississipi, io que a a essa a a zona da
esc a a u a nos EUA. A p o esso a con ex ualiza o ema e o composi o com umas
no as bibliog á icas. Os alunos es ão supe concen ados, a en os e em silêncio a
ap ecia o momen o. No inal da audição do ema começa a ha e alguma
desconcen ação e alguns poucos começam a ba e palmas inspi ados pelo ema. “Rio
da libe dade e io da ida”, diz a p o esso a ainda con ex ualizando. O io é o elemen o
cen al do ema. A p o esso a chama à a enção pa a que o ema começa em compasso
qua e ná io e que muda pa a biná io. Execu am com lau a sob e o ins umen al, a
73
p o esso a can a os nomes das no as e ma ca a dedilhação na sua lau a. Imedia amen e
an es os alunos can a am o ema com o nome das no as e o i mo ce o.
A aula e mina com os alunos a a uma os seus ma e iais de o ma o dei a e se ena e a sai da
sala.
74
177
Anexo Q. Dia do Ag upamen o - Conce o
Canções de Maio, 3 de Maio de 2019
13h45 - Os alunos dos 6.º anos A, C, E e F chegam ao á io de en ada da escola
con o me indicação das p o esso as. A sala es á p epa ada com um palco e as cadei as
o ganizadas pa a que os enca egados de educação possam assis i . Na sala há um PA
p epa ado, um po á il onde es ão colocados os di e sos ins umen ais pa a o conce o e
um mic o one com ipé pa a se ei a a ap esen ação do conce o.
A adesão dos alunos oi massi a e a sala começa a es a cheia de jo ens a is as.
O público começa a ins ala -se nas cadei as pa a ga an i um bom luga . Um pouco
an es da ho a ui com a p o esso a coope an e busca as olhas de palco dos alunos,
chegando à sala á ios alunos so iem animados e con e sam connosco, ma cando de
alguma o ma a sua p esença jun o de nós.
13h55 - Com a p o esso a coope an e dou indicação aos alunos pa a que açam uma ila
pa a se p epa a em pa a a en ada em palco. Como a quan idade de som na sala é g ande
a p o esso a coope an e di ige-se ao mic o one, dando indicação a odos de como se i á
p ocessa a en ada em palco. Uma a uma as u mas são chamadas a aze a sua en ada.
Cla amen e o palco é pequeno pa a an os a is as e du an e algum empo p ocu o
coloca os alunos de o ma a que odos consigam e -me e segui as minhas indicações
du an e o conce o. Não é ácil, são mui os alunos e alguns dos mais empenhados azem
ques ão de es a à en e embo a sejam mui o mais al os. Decido coloca á ios alunos
o a do es ado ao lado o ganizados po al u as e aze uma ila de alunos à en e do
es ado com os pés no chão da sala. (Te ia sido impo an e es a a colocação em palco
nou o dia pa a o na udo mais céle e e o gânico). Gos a ia de e ga an ido que odos
me conseguiam e , mas dada a quan idade de alunos e a dimensão do es ado não
iquei ce a de e conseguido acau ela odas as si uações. P ocu ei da o meu melho .
14h06 - Dou início ao pequeno aquecimen o ocal. Colocada de en e pa a os alunos
coloco um dedo em en e aos lábios, e com a ou a mão apon o pa a eles e pa a os
meus olhos po o ma a que pe cebam que ou da início e deem indicação aos colegas
pa a olha em pa a mim.
Começo a ealiza o exe cício em que lhes disse semp e nas aulas que ele assem
os omb os como se eles quisessem chega às o elhas, esp eguiçando-se, man emos uns
poucos segundos a posição e deixamos cai os omb os com o seu peso na u al.
Repe imos mais duas ezes.
De seguida deixamos a cabeça omba a um lado e ao ou o sen indo os
músculos la e ais do pescoço a es ica mas sem o ça a do .

178
Imaginamos ago a que alguém nos puxa os omb os pa a ás e pa a baixo,
encaixando as omopla as e sen indo o pei o à en e a ab i e es ica , uma ez mais udo
é ei o em silêncio e os alunos seguem a a és de imi ação e comunicação não e bal o
que lhes indico.
Con inuamos com o exe cício do bocejo, com uma das mãos indico que
que emos esp eguiça o undo da ga gan a, aumen ando a al u a do céu da boca na zona
do pala o mole. Realizamos o exe cício duas ezes.
Passamos aos exe cícios da espi ação. Com um ges o de b aço p eciso dou sinal
de ês expi ações ápidas, epe imos o exe cício. De seguida e com o som "ss" com
dois dedos sob e o indicado da ou a mão ealizo o i mo que i ão aze com a sua
expi ação sono a, a i ando a muscula u a pa a o can o:
Cada célula í mica é ealizada duas ou ês ezes, com indicação de ges o de
quando é pa a imi a e quando é pa a ou i em po que se á di e en e.
Po im pa a inaliza em peço que usando as consoan es "b " açam uns sons
mais con ínuos.
14h14 - O empo u ge e é necessá io dis ibui as olhas com as le as das canções pelos
alunos. A cada ila de alunos é en egue um conjun o pa a que e i em um e passem ao
colega do lado. De um lado e dou o do palco is o é ei o po mim e pela p o esso a
coope an e.
Assim que odos os alunos êm a sua olha na mão ou busca a minha pas a de
conce o e di ijo-me pa a o cen o da sala a as ando-me no co edo cen al o su icien e
pa a e o con ac o isual com a g ande maio ia dos alunos.
14h20 - Tudo alinhado, pede-se aos alunos que açam silêncio. Faço sinal à aluna
esponsá el pelas boas indas ao conce o pa a que se di ija ao mic o one e leia o que
lhe oi en egue. E depois des a aluna uma ou a lê a ap esen ação da p imei a canção.
Du an e a execução da p imei a canção o ou o p o esso de educação musical chegou à
sala e começou a da apoio ao conce o na mesa de som.
Alguns pais g a am o conce o, ce amen e cheios de o gulho dos seus meninos.
179
Aos poucos ão-se ou indo as ap esen ações dos emas lidos po alunos de odas as
u mas pa icipan es e as in e p e ações dos emas. Semp e com palmas e usi as no
inal.
No inal do conce o odos ba em palmas, os con idados e ambém os alunos
que ag adecem à p o esso a es agiá ia depois da p o esso a coope an e e e e ido que
es a ha ia p epa ado o conce o pa a odos eles.
______________________________________________________________________
Após o conce o es i e am os dois p o esso es de educação musical em con e sa
com as p o esso as es agiá ias.
O p o esso e e iu que odos a can a ce o e di ei inho que e a bom, e admi ou-
se pela adesão dos alunos ao conce o pois não es a a à espe a, sob e udo em
compa ação com anos an e io es.
Re e i que no início não inha ha ido es e en usiasmo, mas que aos poucos os ui
sen indo a muda de a i ude. Segu amen e que se lhes pe gun asse al ez nem odos o
a i massem, mas em e mos de linguagem co po al sen i que gos am de can a .
Seguiu-se uma con e sa sob e o equipamen o disponí el na escola, que não
exis e em mui as das escolas que as p o esso as es agiá ias conhecem. O p o esso ala
em p ecisa de subs i ui algum do equipamen o, como a mesa de som e a esse p opósi o
ala-se na impo ância da mesa PA na inicia i a do concu so do Ka aoke que acon eceu
an es das Canções de Maio.
Falamos ambém dos ins umen ais ealizados pa a o conce o e das
possibilidades e das limi ações que o Ga age Band me ap esen ou.
Fo o en ada da escola Dia do Ag upamen o, 3 de maio de 2019.
180
Fo o da la e al da sala de conce o. Fo o jun o ao po ão de en ada na escola.
Fo o de colocação em palco das di e sas u mas an es de eo ganização de alguns alunos po al u as.
181
Anexo R. Planos de aula 6.º Ano - Dia do Ag upamen o
Aulas p e is as:
6.º A e E - 6 aulas
6.º C e F - 5 aulas
Aulas dadas:
Da a/Tu ma
6.º E
6.º A
6.º F
6.º C
12/3/2019, 3.ª
Aula 1
Aula 1
13/3/19, 4.ª
F (p o al ou)
14/3/19, 5.ª
Aula 1
19/3/19, 3.ª
Aula 2
Aula 2
20/3/19, 4,ª
Aula 1
21/3/19, 5.ª
F (g e eescola)
26/3/19, 3.ª
Aula 3
Aula 3
27/3/19, 4.ª
Aula 2
28/3/19, 5.ª
Aula 2
2/4/19, 3.ª
Aula 4
Aula 4
3/4/19, 4.ª
Aula 3
4/4/19, 5.ª
Aula 3
23/4/19, 3.ª
Aula 5
Aula 5
24/4/19, 4.ª
Aula 4
25/5/19, 5.ª
Fe iado
30/4/19, 3.ª
Aula 6
Aula 6
1/5/19, 4.ª
Fe iado
2/5/19, 5.ª
Aula 4
No o al o am dadas 20 aulas de 45 minu os pa a a p epa ação do conce o Canções de
Maio.
182
PLANO DE AULA 1
Lição
Da a
Tu ma
44
44
42
44
12/3/2019
12/3/2019
14/3/2019
20/3/2019
6.º E
6.º A
6.º C
6.º F
Recu sos
Pau as dos a anjos das canções.
Tex os pa a p oje a no quad o.
You ube do ema G ândola pa a da a ou i e são o iginal:
h ps://www.you ube.com/wa ch? =gaLWqy4e7ls
Ins umen al no Ga age Band do Ipad pa a liga aos equipamen os na sala.
Compu ado e sis ema de audio da sala pa a ep odução dos ins umen ais.
Piano da sala de aula pa a a ealização dos ocalizos e apoio na ap endizagem.
Compe ências
In e p e ação
Audição
Composição
Can a em g upo.
Escu a os exe cícios de
aquecimen o ocal pa a
ep oduzi .
Escu a a canção pa a
ep oduzi po secções.
Obje i os/Es a égias
Ap esen ação do p oje o a Canções de Maio des inado aos alunos do 6.º ano.
Realização de um aquecimen o ocal explicando a sua impo ância, com analogia à
p á ica despo i a e ao undamen al aquecimen o ísico pa a e i a lesões.
Ensina a canção G ândola , ila mo ena po secções expondo a es u u a da ob a, ao
piano com os alunos.
A aliação
Obse ação di e a do desempenho dos alunos.
A aliação do compo amen o, empenho e in e esse.
Re lexão
O p oje o Canções de Maio p ocu a alo iza o pa imónio a ís ico-musical nacional
jun o dos alunos, assim como desen ol e o seu sen ido c í ico.
O planeamen o p e ia que a p imei a aula deco esse pa a odas as u mas na semana de
11 e 15 de ma ço, po ém po mo i o de exame de saúde a u ma 6.º F só ealizou a
p imei a aula a 20 de ma ço, uma semana depois.
Em odas as u mas hou e mani es ações de desag ado de alguns alunos pelo p oje o
en ol e o can o, sob e udo apazes. E em odas as u mas ealizei uma con e sa anca
sob e a p esença do can o na disciplina de educação musical não p e ende o ná-los a
odos can o es, mas ambém pode se o caso, se eles assim o deseja em. O que mais
in e essa a e a que odos desen ol essem, conhecessem e soubessem usa bem a sua
oz, em qualque das suas u u as u ilizações. A oz é o nosso eículo p imei o
enquan o comunicado es e ao longo da ida mui o a usamos. Se pensa mos no u u o
ainda não sabemos o que eles (alunos) i ão a se enquan o p o issionais, mas sem
dú ida que sendo médicos, engenhei os, endedo es, cozinhei os, di e o es de emp esa,
in o má icos, ou qualque ou a unção não enume ada, em odas essas possí eis
p o issões u u as i ão p ecisa de usa a sua oz e ela se á de e minan e no pe cu so
deles. Pa a os que gos am de can a e que gos a iam de i a se can o es, es a é ambém

183
uma boa opo unidade. Di ão alguns, mas es as não são as canções que eu gos o de
can a . Digo eu, o impo an e aqui não é es as se em ago a as ossas canções a o i as,
mas sim o que podem ap ende ao can á-las e le a pa a a in e p e ação das ossas
canções.
Os alunos que ha iam demons ado desag ado ou i am com a enção sem exceções e
decidi am com alguns com abanos de omb os expe imen a ainda pouco con encidos.
Sen i ambém alguns olhos mui o abe os e in e essados de alunos como a aluna C. do
6.º C, aluna mui o complicada den o da sala de aula. Sen i que o que ou iu lhe ag adou
mui o e desde en ão pouco saiu da linha p ocu ando não pe de a pose decidida de
du ona ace aos colegas.
Na u ma do 6.º E quando começamos a can a o ema G ândola, can ei pa a eles uma
seção pa a que me epe issem em eco e logo uma menina pediu pa a in e i e dize -me
que eu inha uma oz mui o boni a.
No 6.º A hou e ambém algum desag ado inicial le ando a uma longa con e sa minha
com os alunos, eba endo os a gumen os e alando da escolha do epe ó io uma ez que
o aluno M. (aluno saido do ensino a iculado de música) que ia que osse ou o
epe ó io, mais do ag ado de odos.
As u mas do 6.º A, C e E na p imei a aula i e am uma con e sa inicial, aquecimen o
ocal adap ado ao possí el, eliminando ou adap ando os exe cícios que p o oca am
maio es isadas, e ap endizagem do ema G ândola, ila mo ena.
A u ma do 6.º F na sua p imei a aula ealizou udo o já ela ado pa a as u mas
an e io es, e pa a compensa a aso de uma semana ap endeu ambém os emas Somos
li es e O p imei o dia.
184
PLANO DE AULA 2
Lição
Da a
Tu ma
46
46
46
44
19/3/2019
19/3/2019
27/3/2019
28/3/2019
6.º E
6.º A
6.º F
6.º C
Recu sos
Pau as dos a anjos das canções.
Tex o das canções em olhas pa a dis ibui pelos alunos (passa am a ica gua dadas no
a má io pa a odas as u u as aulas)
You ube dos no os emas pa a da a ou i e são o iginal:
Somos li es - h ps://www.you ube.com/wa ch? =AZW7XqZ g
Vejam bem - h ps://www.you ube.com/wa ch? =Io_RidA1mlI
O p imei o dia - h ps://www.you ube.com/wa ch? =Aj7 PPMiDSo
Ins umen al no Ga age Band do Ipad e Ipod pa a liga aos equipamen os na sala.
Compu ado e sis ema de áudio da sala pa a ep odução dos ins umen ais.
Piano da sala de aula pa a a ealização dos ocalizos.
Compe ências
In e p e ação
Audição
Composição
Can a em g upo.
Escu a os exe cícios de
aquecimen o ocal pa a
ep oduzi .
Escu a a canção pa a
ep oduzi po secções.
Obje i os/Es a égias
Realização de aquecimen o ocal p og essi amen e mais comple o.
Re e a canção G ândola , ila mo ena.
Ap endizagem de no os emas: Somos li es, Vejam bem e O p imei o dia.
Ap endizagem po secções expondo a es u u a da ob a, ao piano com os alunos. Depois
de bem ap endidas azê-los can a com o ins umen al.
A aliação
Obse ação di e a do desempenho dos alunos.
A aliação do compo amen o, empenho e in e esse.
Re lexão
Na u ma 6.º A os alunos en am na sala agi ados e com uma no a b incadei a, de cada
can o se ou e "Tá maluco?" com uma en oação peculia e odos iem mui o. Assim que
escu o a b incadei a econheço uma exp essão minha que de o e sol ado na aula
an e io numa das in e enções do aluno N. (aluno saído do ensino a iculado de música)
que dizia á ios dispa a es na con e sa inicial e ap esen ação do p oje o e alguns sem
sen ido nenhum. Es e é o aluno que ai lançando mais exp essões pa a o a nes a aula.
In e io men e enho on ade de i po que oi mui o bem apanhado o ske ch, e po que
quando é jus o é bom i de nós p óp ios, po ém jun amen e com a p o esso a
coope an e peço-lhes que se compo em como de e se . A minha pa e da aula começa
semp e na segunda pa e dos 90 minu os.
O aluno M. diz que es e e a e em casa com a amília a canção ap endida a semana
passada.
Em elação ao aquecimen o ocal nes a segunda aula egis o que já não es anham an o
os exe cícios o que pe mi e o na es a pa e mais céle e e dedica mais empo à
ap endizagem dos emas.
185
Logo no dia 19 de ma ço, início da semana, descob i que não se consegue liga o ipad
ou ipod aos equipamen os na sala, os cabos não são compa í eis com as en adas. Dado
o meu ho á io semanal de abalho só na p óxima semana consegui ei expo a os
ins umen ais, con e ê-los em mp3 e colocá-los numa pen d i e, e á que se ei o no
im-de-semana. A pa i de 26 de ma ço e ei udo ope acional. A ap endizagem dos
no os emas e as e isões o am odas ei as ao piano comigo, o que pa a se since a me
deu mais gos o, p e i o o abalho ins umen al acús ico ao i o com os alunos.
As u mas do 6.º A e E ap ende am os emas Somos li es, Vejam bem e O p imei o dia
e ize am e isões do G ândola.
As u mas do 6.º C e F ap ende am os emas Somos li es, Vejam bem, O p imei o dia e
Des olhada e ize am e isões do G ândola. Com es as u mas i e que abalha um
pouco mais in ensamen e dado que le am já uma semana de abalho des asado e i ão
apanha as duas um e iado mais pe o da da a de conce o. O 6.º C pe deu a aula de 21
de ma ço de ido a uma g e e de uncioná ios na escola nesse dia.
Assim que é ei o o aquecimen o ocal são dis ibuídas as olhas com os ex os e o
empo em sido bem ap o ei ado no sen ido de epe i em um núme o su icien e de ezes
os emas.
Não se êm egis ado g andes p oblemas a ní el de compo amen o, mas po ezes há
con e sas na sala. Como não consigo puxa pela oz alando mui o al o, de ido a uma
ci u gia que ainda me em limi ada nesse aspe o, semp e que p eciso de os manda cala
a p o esso a coope an e p on amen e me auxilia. O que mui o lhe ag adeço. Assim o
ambien e é asse i o quan o ao compo amen o, e de alguma o ma ambém de
sua idade e g ande con o o pa a odos.
Es a semana ap o ei ei as si uações de con e sa e al a de oco pa a lhes ala , mui o
apidamen e, em bandas e g upos de música do gos o deles e de como o caminho pa a o
sucesso se az de mui o abalho, capacidade de concen ação e de e minação. Apesa de
mui os can o es e bandas pa ece em po ezes uns "g andes malucos" pa a os seus ãs e
na ho a de pisa o palco e deslumb a , na ho a de abalha ou o azem como de e se e
com qualidade, ou po ezes, há bandas que con idam elemen os não ajus ados a sai do
g upo. Que alemos de uma o ques a de música clássica, de um g upo de música mais
al e na i a ou de pop ou ock exis em eg as mui o impo an es e bem de inidas pa a o
abalho em g upo, pa a o aze boa música. Também lhes alo de que a melho equipa
de u ebol, não é aquela que é compos a só pelos melho es jogado es a i ulo indi idual,
mas sim aquela em que os seus jogado es melho abalham em conjun o. Seja no
despo o, na música ou ou a a i idade p o issional, é impo an e sabe as eg as e
abalha sob o seu cump imen o. Esse ambém é uma das melho es ap endizagens que
os alunos i ão i a da disciplina de educação musical. Vol a ei a epe i -lhes es as ideias
que me pa ecem undamen ais pa a es es alunos.
186
PLANO DE AULA 3
Lição
Da a
Tu ma
48
48
48
46
26/3/2019
26/3/2019
3/4/2019
4/4/2019
6.º E
6.º A
6.º F
6.º C
Recu sos
Pau as dos a anjos das canções.
Tex o das canções em olhas pa a dis ibui pelos alunos (passa am a ica gua dadas no
a má io pa a odas as u u as aulas)
You ube dos no os emas pa a da a ou i e são o iginal:
Des olhada - h ps://www.you ube.com/wa ch? =_XkGlejI98s
E depois do adeus - h ps://www.you ube.com/wa ch? =M W6zP161QI
Ins umen ais em pen d i e pa a liga aos equipamen os na sala.
Compu ado e sis ema de áudio da sala pa a ep odução dos ins umen ais.
Piano da sala de aula pa a a ealização dos ocalizos.
Compe ências
In e p e ação
Audição
Composição
Can a em g upo.
Escu a os exe cícios de
aquecimen o ocal pa a
ep oduzi .
Escu a a canção pa a
ep oduzi po secções.
Obje i os/Es a égias
Realização de aquecimen o ocal p og essi amen e mais comple o.
Re e a canção G ândola, Somos li es, Vejam bem e O p imei o dia.
Ap endizagem de no os emas: Des olhada e E depois do adeus. Ap endizagem po
secções expondo a es u u a da ob a, ao piano com os alunos. Depois de bem ap endida
azê-los can a com o ins umen al.
A aliação
Obse ação di e a do desempenho dos alunos.
A aliação do compo amen o, empenho e in e esse.
Re lexão
Es a semana já consegui ealiza ocalizos com exe cícios melódicos, masca ando-os
com ex os e i ados do epe ó io em es udo e usando pedaços de melodia de alguns
emas. Os alunos não es anha am e ealiza am as epe ições subindo meio a meio om.
Vi ó ia!!! Nem se de am con a que e am os mesmos exe cícios que p o oca am an o
iso na p imei a semana. "P imei o es anha-se depois en anha-se".
Na u ma do 6.º A o aluno M. assim que ou iu os ins umen ais e me ou iu dize que os
inha ei o no Table icou impac ado, demons ando um in e esse mui o in enso,
que endo sabe á ias in o mações pois ele p ecisa a mesmo de uma coisa assim pa a
aze umas coisas como ele que ia. Ap o ei ando a ocasião disse-lhe e a odos que o e
acesso à aplicação podia se impo an e mas que pa a a usa em mesmo bem e a
impo an e es a em semp e a en os às aulas e ap ende em udo bem com a p o esso a
coope an e, pois de iam sabe po exemplo sob e compassos, du ações dos empos,
aco des, no as, e c. pa a depois consegui em manda o p og ama aze o que eles
que iam. E oi um momen o delicioso em que sen i odos os olhos mui o abe os a
abso e a in o mação que lhes acaba a de p es a . Es a u ma é de e as especial. Vol ei
a epe i o nome da aplicação Ga age Band pa a que odos pudessem in es iga em
193
" WE WILL, WE WILL ROCK YOU" - QUEEN
1. Todas as manhãs aco damos,
olamos da cama e imos pa a a escola
passamos o ca ão, no po ão
e descemos o ladei ão.
E amos, amos can a (2x)
2. E nos in e alos mui a b incadei a,
semp e à po a da nossa sala.
'Spe amos a 's o a, em ilei a,
e en amos p' 'a nossa cadei a.
E amos, amos can a (2x)
3. Já na sala mui o concen ados,
acei amos os desa ios
en oamos e can amos
semp e e semp e a inados
E amos, amos can a (2x)
Os ina o ímico: pé pé mão (palma)

194
195
Fon e: www.ha mony alk.com
196
PLANO DE AULA 2
Lição
Da a
Tu ma
39
20/2/2019
5.º C
Recu sos
Pau as.
Compu ado e sis ema de áudio da sala pa a ep odução das e sões da ob a.
Piano da sala de aula pa a a ealização dos ocalizos.
Compe ências
In e p e ação
Audição
Composição
Can a em g upo, com
mo imen o.
En oa um can o í mico.
Escu a os exe cícios de
aquecimen o ocal pa a
ep oduzi .
Escu a a canção.
Escu a o can o í mico.
Obje i os/Es a égias
Faze música.
Faze a en ada na sala usando a canção da semana passada.
Realização de aquecimen o ocal p og essi amen e mais comple o.
P ojeção no quad o de uma Quad a de Fe nando Pessoa.
Audição de e sões de á ios g upos sob e es e can o, p ocu a semelhanças e
di e enças e quais as dinâmicas u ilizadas.
Fala das dinâmicas com os alunos - pp, p, mp/m , F e FF. Iden i ica a dinâmica nas
audições.
Ap esen a o accele ando e o i a dando e p a ica depois com os alunos na en oação do
can o í mico p opos o.
Ap ende o can o í mico.
Ap esen a a acen uação e p a ica .
A aliação
Obse ação di e a do desempenho dos alunos.
A aliação do compo amen o, empenho e in e esse.
Re lexão
A en ada em sala de aula oi já um pouco can ada, alguns alunos não eco da am bem o
ex o da canção em algumas passagens. Foi uma en ada eng açada e algo ea al,
le ando a alguma b incadei a dos alunos mais mal compo ados que ap o ei a am pa a
c ia con usão. Mas no ge al oi mui o in e essan e. Quan o mais p a ica em melho
sai á e já en am na sala com espí i o de músicos. Já no luga ize am e isões.
Hou e um pequeno aquecimen o ocal pa a que não pe cam o hábi o de o aze nas
minhas aulas.
Passei em e isão as dinâmicas já abo dadas pela colega es agiá ia no 1.º pe íodo,
ap esen ei o acele ando, o i a dando e o acen o azendo exemplo com a canção de
en ada na sala de aula. Todos os alunos en ende am os concei os sem di iculdade.
P oje ei no quad o o ex o de uma Quad a de Fe nando Pessoa - No comboio
descenden e e pedi aos alunos que me dissessem a quad a na dinâmica que lhes pedia,
co eu bem. Disse-lhes que com a oz a le um ex o podemos se mui o exp essi os
azendo uso das dinâmicas. A impo ância da exp essão na ala e como isso despe a
in e esse no in e locu o .
P opos a amos escu a di e en es e sões e amos p ocu a iden i ica as di e en es
dinâmicas, o acele ando, o i a dando e o acen o. Coloquei algumas e sões e o
esul ado oi mui o di e ido, pa ecia um concu so, odos a en a descob i an es dos
197
ou os. Po ezes oi p eciso pedi que es i essem em silêncio pa a escu a em melho .
Passei ao ensino do can o í mico aos alunos que ap ende am apidamen e e explicando-
lhes o que os meus ges os mão a subi ou desce , mão a acele a e a desacele a , e um
golpe com o b aço signi ica am e quando odos já sabiam o en oa bem o can o
explo amos a capacidade exp essi a das suas ozes. Pedi ambém que en oassem o
can o ma cando mac o e mic o empos, no luga e com pequenos g upos selecionados a
ci cula na sala pa a e i a desconcen ações e b incadei a dos alunos com essa
endência. No ge al co eu bem, há alguns alunos um pouco descoo denados e
desconexos, pedi-lhes que olhassem bem pa a mim du an e a execução, mas ai le a
empo a melho a em. De aga se ai ao longe!
198
No comboio descenden e - Fe nando Pessoa (Quad as ao gos o popula )
Explo a as dinâmicas, a capacidade exp essi a da oz e ambém di e en es
elocidades, e o accele ando e o i a dando na execução des e can o í mico. Ma ca
mac o e mic o empos e aze acen uações de aco do com indicação da p o esso a.
Ou i algumas e sões sob e es a poesia de au o es po ugueses:
Zeca A onso - h ps://www.you ube.com/wa ch? =Nklqhgi0cpk
C is ina B anco - h ps://www.you ube.com/wa ch? =dgcs9345u9k
UHF - h ps://www.you ube.com/wa ch? =oyGB0gk46AA
oqueS ada - h ps://www.you ube.com/wa ch? =ULeEh-jHYLg
Couple Co ee Band - h ps://www.you ube.com/wa ch? =zhQ eupo5D4
Rádio Macau - h ps://www.you ube.com/wa ch? =Ke53DlPiHMQ
Es udan ina Uni e si á ia de Coimb a - h ps://www.you ube.com/wa ch? = 8o2Dwd 1VY

199
PLANO DE AULA 3
Lição
Da a
Tu ma
41
27/2/2019
5.º C
Recu sos
Pau as can o í mico e Musicog ama.
Compu ado e sis ema de áudio da sala pa a ep oduzi Na g u a do ei da mon anha.
Piano da sala de aula pa a a ealização dos ocalizos.
Compe ências
In e p e ação
Audição
Composição
Can a em g upo, com
mo imen o.
Escu a a i a e pa icipada.
Iden i ica imb es.
Obje i os/Es a égias
Faze música.
En ada na sala musical com o ema: E amos, amos can a .
Realização de aquecimen o ocal (hoje explo ando pad ões maio es e meno es).
Rep odução de pad ões í micos em mé ica biná ia em sílaba neu a.
Con ex ualização da ob a li e á ia e da ob a musical nela inspi ada. Fala de como a
música se liga mui as ezes a ou as a es pa a c ia coisas no as.
Realização de audição musical a i a de exce o da ob a Sui e n.º 1 Pee Gyn - Na g u a
do ei da mon anha de Edwa d G ieg p opos a po J. Wuy ack.
Ap endizagem do can o í mico (de i ado da melodia da peça) ma cando mac o empos.
Di isão em dois g upos (meninas e meninos). P ojeção da pau a no quad o.
Realização do can o í mico com a es u u a AA-BB-AA-Coda.
Audição da música seguindo o ex o, baixinho.
Tomada de a enção às mudanças de dinâmica (em c escendo) e de andamen o (há um
accele ando). Es udado e p a icado na semana an e io .
Ao piano oca os emas das co es assinaladas na página 62 pa a os alunos
descodi ica em melho o musicog ama quando ou i em o echo musical.
Vol a a escu a o ema: ala ago a que as meninas que aziam o g upo 1, êm o ema
em modo meno ( e ângulos e melhos no musicog ama); e o g upo dos meninos G2 no
can o í mico co esponde à seção em modo maio (assinalado em la anja). A es u u a
AA-BB-AA epe e-se ês ezes mudando os imb es em cada epe ição. Fala da coda:
as ba as neg as e icais são o "Puxa", onde oda a o ques a oca em o íssimo.
Mos a o émulo dos imbales an es do úl imo "Puxa".
Re e i as exp essões em i aliano jun o da ba a com a nume ação dos compassos da
ob a. Po im, ol a a ou i e en oa o can o í mico baixinho.
A aliação
Obse ação di e a do desempenho dos alunos.
A aliação do compo amen o, empenho e in e esse.
Re lexão
A en ada em sala de aula oi co eog a ada como planeada nas aulas an e io es. Já odos
sabem bem a canção. No inal hou e alguma agi ação pois as cadei as não es a am nas
posições ce as e queb ou-se um pouco a magia da en ada musical.
Hoje o dia oi dedicado a uma escu a especial de uma pa i u a sem no as mas com
emas que ão econhece audi i amen e enquan o ap eciam boa música. O ambien e oi
de mui a cu iosidade e de que e escu a o que se p e endia. Os alunos não conheciam a
ob a p e iamen e e dizem e gos ado, " oi um bocado di e en e, mas gos o".
200
Consul ado em wikipédia:
Pee Gyn é uma ob a ea al esc i a em e so pelo au o no ueguês Hen ik
Ibsen e oi publicada em 14 de no emb o de 1867 em Copenhaga, na Dinama ca.
O exce o Na G u a do Rei da Mon anha, que hoje amos ou i e abalha ,
oi compos a po Ed a d G ieg inicialmen e como musica inciden al, Opus 23 pa a a
ob a de Ibsen que e e a sua es eia em Oslo a 24 de e e ei o de 1876. Po im oi
incluída no inal da Sui e Pee Gyn n.º 1, Op. 46 do mesmo au o .
Agua ela do ilus ado Theodo Ki elsen, de 1913, e a a Pee Gyn na G u a do Rei da Mon anha
A his ó ia de an asia, esc i a em e so, Pee Gyn con a as a en u as de Pee .
Na G u a do Rei da Mon anha a música ilus a a en a i a de uga às escondidas do
cas elo do ei da mon anha. O exce o desc e e a in enção de Pee de escapa do ei e
dos seus olls após e insul ado a sua ilha.
O que é um oll? T oll é uma c ia u a an opomó ica imaginá ia do oclo e
escandina o. É desc i o como um gigan e ho í el, como os og es, ou como uma
c ia u a pequena, semelhan e aos goblins. Dizem que i e nas lo es as e nas
mon anhas, em ca e nas ou g u as sub e âneas. Têm cauda como os animais e são
maldosos e es úpidos. Na li e a u a nó dica apa ecem com á ias o mas, sendo uma das
mais amosas a e são em que em o elhas e na iz eno me. Nes es con os ambém se
ala em como a exposição des as c ia u as à luz sola os ans o ma em ped a e em como
pe dem os seus pode es ao ou i em as badaladas dos sinos das ig ejas.
201
202
209
Fon e: Figuei edo, Isabel e Fe nandes, Rui (2016). No a a no a 5: educação musical, 5ºano. Lisboa: Raiz
Edi o a, 31
ANDAMENTOS: Len o, mode a o e p es o e mudanças de andamen o (accele ando e
i a dando). Exempli ica com o ema a abalha .
MOVIMENTO: O p opos o pelo li o No a a no a 5.

210
Fon e: Paz, E melinda Aze edo (?). 500 Canções B asilei as. B asília: Edi o a MusiMed, 2ª Edição
e is a. p. 137
211
212
213
214

215
Anexo T. Planos de aula 6.º Ano
Aulas dadas:
Da a/Tu ma
6.º E
6.º A
7/5/2019, 3.ª
Aula 7
Aula 7
21/5/2019
Aula 8
Aula 8
28/5/2019
Aula 9
Aula 9
4/6/2019
Aula 10
Aula 10
Pos e io men e ao dia do ag upamen o o am dadas 8 aulas de 45 minu os aos 6.ºs anos.
216
PLANO DE AULA 7 e 8
Lição
Da a
Tu ma
56
56
58
58
7/5/2019
7/5/2019
21/5/2019
21/5/2019
6.º E
6.º A
6.º E
6.º A
Recu sos
Pau as.
Compu ado e sis ema de áudio da sala.
Piano da sala de aula pa a a ealização dos ocalizos.
Flau as.
Folhas com pa es de lau a 1 e 2 imp essas.
Compe ências
In e p e ação
Audição
Composição
Can a em g upo.
Can a e oca lau a.
Pe cussão.
Escu a os exe cícios de
aquecimen o ocal pa a
ep oduzi .
Escu a no as canções e
ep oduzi . Escu a pa e
das lau as e pe cussão e
oca .
Obje i os/Es a égias
Faze música. Valo iza o pa imónio a ís ico nacional.
Realização pequeno aquecimen o ocal.
Realização de pad ões onais em sílaba neu a em modo maio .
Audição de uma e são dos emas que amos es uda :
Minha canção - h ps://www.you ube.com/wa ch? =BWLho1 FBI
Ins umen al - h ps://www.you ube.com/wa ch? =qZ4pZjqL-mQ
Dó, é, mi - h ps://www.you ube.com/wa ch? =d nBMAEA3AM
P oje a pau a de Minha canção. Sol eja com i mo o nome das no as.
Toca em lau a e can a Minha canção. Fala do con ex o do ema.
T abalha o ema Dó, é, mi (ou i , p oje a le a, can a e ala do ilme).
Fala da escala dia ónica maio e do nome das no as (hino U quean laxis)
U quean laxis - h ps://www.you ube.com/wa ch? = DJH1WTs2-8
Ap esen ação de no o ema:
O Pas o - h ps://www.you ube.com/wa ch? =D 1jMWV cqg
P ojeção no quad o das pa es indi iduais - Voz, Flau a 1 e 2 e pe cussão.
Ap endizagem da melodia adicional com odos os alunos.
Ap endizagem da melodia a oca em lau a (dois g upos de alunos).
Ap endizagem do os ina o í mico ealizado com pe cussão co po al na 1.ª e 2.ª pa e.
P o esso a can a alunos azem pe cussão consigo.
Di isão dos alunos em dois g upos de abalho au ónomo pa a es uda as pa es de lau a
(com apoio das p o esso as).
Reunião dos g upos e junção das pa es.
A aliação
Obse ação di e a do desempenho dos alunos.
A aliação do compo amen o, empenho e in e esse.
Re lexão
217
Os alunos es ão en usiasmados com os esul ados do Dia do ag upamen o e comen am
sob e o que acon eceu. Como es i e am e como pode iam e es ado melho ,
con ibuindo pa a que hou esse menos uído na en ada em palco e alguns a é nas
pausas en e canções. Com o en usiasmo pe de am a noção que o público ê udo.
Alguns disse am que os pais gos a am mui o do abalho deles e ica am con en es.
No es udo do ema minha canção na lau a o aluno M. do 6.º A deixou escapa "es a é a
canção mais ácil de oca ". O aluno J. do 6.º E disse que a can a ica mais in e essan e
com o ins umen al, po que há mui as no as epe idas.
Hou e en usiasmo com a canção Dó, é, mi nas duas u mas, a melodia ocal é boni a e
com apoio de ha monia ao piano uncionou mui o bem.
Alunos cu iosos com a his ó ia no su gimen o do nome das no as a pa i do Hino
g ego iano. Es anha am um pouco a peça po se ão an iga. Foi um momen o mui o
in e essan e com alunos mui o a en os às explicações his ó icas da á ios aspe os, endo
su gido á ias pe gun as sob e udo na u ma A.
Na p imei a sessão ainda hou e um empinho pa a escu a O pas o e eina um pouco
na lau a as duas pa es do a anjo p oje adas no quad o. Dis ibuí as pa es copiadas em
papel di idindo a u ma ao meio, me ade le ou a Flau a 1 pa a es uda e os ou os a
lau a 2. Disse-lhes que eina um pouco em casa i ia acili a o abalho deles na
p óxima aula.
Alguns alunos es uda am na u ma E, sendo maio o núme o de alunos aplicados na
u ma A.
No início izemos e isões ápidas aos emas Minha canção e Dó, é, mí depois do
aquecimen o ocal. A aluna J. do 6.º A disse "a minha mãe conhecia es a canção".
Fizemos e isões das duas pa es de lau a odos jun os, depois di idi u ma em dois
g upos de es udo au ónomo das pa es de lau a, semp e com o apoio das p o esso as
que moni o iza am os g upos pa a que hou esse pouca con e sa. As pa es es a am
p oje adas no quad o e os alunos inham as cópias da sua pa e com alguns poucos que
não as inham gua dado bem. A quan idade de som na sala aumen ou, um bocado de
caos, mas po um bom mo i o.
Depois de algum empo euni os dois g upos, oca am as duas pa es de lau a jun os sob
minha o ien ação. Repe imos e epe imos pa a apu a o som e sinc onismo.
Pedi a odos que can assem o ema jun os, ensinei es o e a es o e, p imei o eu, depois
eles, ha endo e os ol a a a pedi que escu assem e depois odos jun os no amen e.
Depois o mesmo abalho com a segunda pa e do ema.
Re i o de cada g upo de lau as alguns alunos pa a que ago a can em enquan o os
colegas ocam, no início há umas poucas a apalhações de uns a co e a can a ,
ol amos a epe i e a coisa ai melho ando, a p o esso a coope an e en e an o jun ou-
se ao g upo dos can o es (que numa u ma que na ou a).
Po im p oponho eu can o e alunos ão ba e o p imei o e depois segundo os ina o. No
ge al odos azem bem (uns poucos alunos mais na u ma E do que na A, êm
di iculdades com o sen i da pulsação, olhando mui o pa a os colegas e pa a mim pa a
aze igual, o que é bom, mas ai c iando sons o a de sí io.
P ocu ei dois olun á ios em cada u ma pa a aze o os ina o, depois de e is o quais
os alunos mais segu os, o que oi ácil pois as duas u mas êm elemen os que pe encem
ao G upo de pe cussão adicional da escola. Depois de selecionados (e mui o
o gulhosos) jun a am-se às lau as e à oz. Fo am segu íssimos azendo a pe cussão
ago a não no co po mas sob e a mesa de abalho, com alguma sua idade como pedido
po mim.
A p o esso a coope an e con inua a ajuda os can o es, e um dos g upos de lau a, alunos
218
da pe cussão mui o segu os e o esul ado inal oi bas an e bom. Os alunos es ão
con en es com o esul ado alcançado nes as duas sessões de abalho. E eu ambém.
Fon e: Figuei edo, Isabel e Fe nandes, Rui (2016). No a a no a 5: educação musical, 5ºano. Lisboa: Raiz
Edi o a, 49
225
A aliação
Obse ação di e a do desempenho dos alunos.
A aliação do compo amen o, empenho e in e esse.
Re lexão
Assim que en a na sala o aluno M. do 6.º A es á ex asiado e pa ilha com as p o esso as
que es i e am a aze uma a i idade/concu so na aula de HGP (His ó ia e Geog a ia de
Po ugal) e que ha ia uma pe gun a sob e as músicas que de am o a anque ao 25 de
Ab il e que ele deu logo a espos a su p eendendo a sua p o esso a com o que ha ia
ap endido nas aulas de educação musical. O aluno es a a elicíssimo.
Na a i idade Sê pacien e a ap endizagem co eu bem, acompanhada com a ma cação de
mac o empos nas pe nas pelos alunos. O Cânone começou bem mas como ha ia semp e
um ou dois alunos a apalhados a dizê-lo oi p eciso epe i algumas ezes, pa a não
complica an o, só se azia o ex o uma ez a é ao im icando a segu a a úl ima sílaba
à espe a do segundo g upo.
A Do ian song os alunos es anha am um pouco o se um can o sem pala as de início.
A ep odução de pad ões co eu bem nas duas u mas. Foi mais ácil aze o can o,
melho ou o sinc onismo, quando coo dena am o can o com o os ina o que e idencia a a
mé ica, ajudando. Cla o que se po ezes alassem menos ambém ajuda ia a melho a
o oco.
No dia 28 de maio hou e ainda luga ao es udo de odos da pa e do can o, da lau a e da
pe cussão do ema Resinei o eng açado, depois de ou i algumas e sões. Hou e alunos
que gos a am logo do ema e pa a não a ia uns que o ce am o na iz, mas que depois
ade i am bem à a i idade.
Na p imei a sessão ainda hou e um empinho pa a escu a O pas o e eina um pouco
na lau a as duas pa es do a anjo p oje adas no quad o. Dis ibuí as pa es copiadas em
papel di idindo a u ma ao meio, me ade le ou a Flau a 1 pa a es uda e os ou os a
lau a 2. Disse-lhes que eina um pouco em casa i ia acili a o abalho deles na
p óxima aula.
Alguns alunos es uda am na u ma E, sendo maio o núme o de alunos aplicados na
u ma A.
No início izemos e isões ápidas aos emas Minha canção e Dó, é, mí depois do
aquecimen o ocal. A aluna J. do 6.º A disse "a minha mãe conhecia es a canção".
No dia 4 de junho, izemos e isões ao Resinei o e mudei as duas p imei as a i idades,
in oduzindo a i idades com componen e de imp o isação.
Tan o na a i idade Fala, como na da escala pen a ónica no início a adesão oi um pouco
en e gonhada, sendo isí el o cons angimen o dos alunos, mas aos poucos libe a am-
se e ize am um abalho de qualidade, pa a uma p imei a expe iência.

226
Sê pacien e; espe a - Eugénio de And ade
Mé ica Biná ia
Expe imen a aze um cânone em mé ica biná ia com um compasso de des asamen o.
Con i e à c iação pa indo des as e são e c iando algo comple amen e no o.
227
Fala - Alexand e O'Neill
Fala a sé io
e ala no gozo
Fá-la p'la calada e ala cla o
Fala de e as sabo oso
Fala ba a o e ala ca o
Fala ao ou ido
ala ao co ação
Falinhas mansas ou pala ão
Fala à miúda mas ala bem (adap ação minha pa a o na o ex o ap op iado)
Fala ao eu pai mas ou e a ua mãe
Fala F anciu
ala béu-béu
Fala ininho
e ala g osso
Desen ulha a ga gan a e le an a o pescoço
Fala como se ala osse anda
Fala com elegância mui a e de aga .
h ps://www.esc i as.o g/p /alexand e-oneill
Da a ou i uma lei u a
You ube: h ps://www.you ube.com/wa ch? =k2ioh 1R5ZQ
P opos a c ia i a:
C ia i mos com a sílaba a ou a pala a ala. Os alunos explo am.
Pos e io men e cada aluno escolhe uma ou duas linhas do poema que di á de o ma
exp essi a e na cadência que en ende .
De seguida sob epõe-se as duas p opos as com o g upo di idido em dois subg upos. A
ideia é começa mui o piano e calmo sem p essas no dize e g adualmen e c ia um
acele ando e c escendo. A p o esso a diz qual o ges o que a á pa a cada si uação
exempli icando. Acele ando com uma ma cação de pulsação cada ez mais acele ada e
no c escendo azendo subi a sua mão indica a in ensidade maio .
228
Escala Pen a ónica
Exe cício semelhan e a um ealizado numa o mação com C is ina B i o da C uz e
László Nemes.
Alunos can am em sílaba neu a a escala pen a ónica de Dó di e sas ezes em uníssono.
G adualmen e di ide-se o g upo em 2 g upos azendo-os can a a escala mas como se de
um cânone se a asse. Todos iniciam o can o com um empo de des asamen o
pe manecendo na no a inal a é que odos cheguem à no a inal. Depois expe imen amos
com dois empos de des asamen o, ês, qua o e cinco. Ten amos decidi de qual
gos amos mais. Mos o no Table expe iência g a ada po mim com seis aixas
sob epos as can ando a mesma coisa mas com des asamen os de 1 a 5 empos.
Os alunos cons a am que as no as des a escala soam bem quando jun as. Pon o de
pa ida bom pa a a p opos a que se segue: " amos ago a imp o isa odos jun os com
es es sons (sílaba neu a), cada um az o que en ende a eg a é que só usamos es es
sons".
229
230