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Avaliação da ciência desenvolvida pelo projeto HAITool - uma ferramenta para prevenir, gerir e controlar as infeções associadas aos cuidados de saúde

Abstract

Com as alterações demográficas e epidemiológicas, surge a necessidade de aplicar os avanços científicos na prática clínica. Apesar de todas as evidências, as boas práticas ainda não são uma realidade nos sistemas de saúde. A dificuldade em aplicar estas práticas no contexto dos profissionais de saúde reside nas várias barreiras culturais, na gestão de toda a informação disponível e pela escassa colaboração interinstitucional. As infeções associadas aos cuidados de saúde (IACS) são uma das principais causas de morbidade e mortalidade com cerca de 37.000 óbitos por ano na Europa. Os antibióticos são importantes no controlo das IACS, porém, a sua prescrição inadequada leva a um aumento da resistência antimicrobiana, aumentando ainda mais a morbidade, a mortalidade e os custos. Os antibióticos estão entre os medicamentos mais prescritos e utilizados na prática clínica, e estima-se que 20-50% dos antimicrobianos sejam prescritos de forma inadequada. Os Antibiotic Stewardship Programs (ASP), contribuem para a otimização da terapia antimicrobiana, garantindo o uso adequado de antibióticos e minimizando os efeitos colaterais. As estratégias baseadas em sistemas de vigilância e monitorização são uma ferramenta importante para a implementação de Antibiotic Stewardship que, bem combinadas com o contexto social, educacional e cultural, são as melhores para prevenir e controlar as IACS e a resistências antimicrobianas. No seguimento de todo o processo de trazer a inovação para as organizações de saúde, aplicar as evidências científicas na realidade local, face ao problema permanente das infeções hospitalares e da resistência aos antibióticos, surgiu o projeto científico HAITool, que é um sistema de informação de apoio à decisão clínica. No presente estudo foi então analisado e avaliado o desenvolvimento deste projeto científico e o seu impacto nos sistemas de saúde. Foi construída uma linha temporal do projeto científico HAITool, para compreender como este se desenvolveu e como contribuiu para o desenvolvimento científico. Foi também realizada uma avaliação ao HAITool, através de várias entrevistas a pessoas chave do projeto para analisar a sua implementação, os seus efeitos e o seu impacto clínico. Os resultados demonstram que a pesquisa leva muito tempo até alcançar impacto efetivo na sociedade, que é resultado das diversas tentativas e dos diversos erros ao longo do tempo. Apesar de todas as barreiras na implementação deste projeto, desde os profissionais de saúde até as administrações hospitalares passando por as questões técnicas, ao longo do tempo, este sistema tem demonstrado que é claramente uma inovação no que diz respeito à segurança do paciente e no combate deste problema de Saúde Pública. O futuro deste projeto passa então por um trabalho junto da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, nomeadamente em Cabo Verde e Moçambique, onde já foi demonstrado o interesse neste projeto e em combater as IACS e as resistências antimicrobianas. A ferramenta também já está a ser notada internacionalmente como um inovação que contribui para a segurança do paciente.

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Avaliação da ciência desenvolvida pelo projeto HAITool - uma ferramenta para prevenir, gerir e controlar as infeções associadas aos cuidados de saúde

Author: BAIÃO, Bernardo Rocha
Publisher: Instituto de Higiene e Medicina Tropical
Year: 2018
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/52845/1/Avaliac%cc%a7a%cc%83o%20da%20Cie%cc%82ncia%20desenvolvida%20pelo%20Projeto%20HAITool%20.pdf
Uni e sidade NOVA de Lisboa
Ins i u o Higiene e Medicina T opical
A aliação da Ciência desen ol ida pelo
P oje o HAITool - Uma Fe amen a pa a
P e eni , Ge i e Con ola as In eções
associadas aos Cuidados de Saúde
Be na do Rocha Baião
Disse ação ap esen ada pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à
ob enção do g au de Mes e em Saúde Pública e Desen ol imen o
ab il 2018
Uni e sidade NOVA de Lisboa
Ins i u o Higiene e Medicina T opical
A aliação e Análise da Ciência desen ol ida pelo
p oje o HAITool - Uma Fe amen a pa a P e eni ,
Ge i e Con ola as In eções associadas aos
Cuidados de Saúde
Be na do Rocha Baião
O ien ado : P o esso Dou o Luís Velez Lapão
Disse ação ap esen ada pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à
ob enção do g au de Mes e em Saúde Pública e Desen ol imen o
i
Ag adecimen os
Em p imei o luga , começo po ag adece ao P o esso Dou o Luís Velez Lapão
po me acei a e pelo seu apoio ao longo da ese, pois sem o seu conhecimen o e sem a
sua o ien ação es e abalho não se ia possí el.
Ag adeço à P o esso a Inês F on ei a coo denado a do Mes ado em Saúde Pública e
Desen ol imen o pela disponibilidade e p eocupação pa a com odos os alunos ao
longo do mes ado.
Deixo um especial ag adecimen o à P o esso a Dou o a Lenea Campino que me
acompanhou e ma cou odo o meu pe cu so académico, desde a Licencia u a a é ao
Mes ado, e que semp e se disponibilizou pa a me ajuda em qualque dia e a qualque
ho a.
O p incipal ag adecimen o, sem ma gem pa a dú idas, é à minha amília, aos meus pais
e ao meu i mão que êm sido incansá eis, sac i icando odos os dias um pouco do seu
bem-es a , pa a que eu possa e um u u o melho . Ob igada a odos pelo ca inho e
apoio incondicional.
Po úl imo e não menos impo an e, ag adeço aos meus amigos. Aos que me i am
c esce como pessoa e como p o issional. Aos que me acompanha am nes a jo nada nos
dias bons e nos dias maus, e que semp e con ibuí am pa a a minha elicidade.
ii
Abs ac
Demog aphic and epidemiological changes ha e led o he need o applying scien i ic ad ances
in clinical p ac ice. Despi e all he e idence, good p ac ice is no ye a eali y in heal h sys ems. The
di icul y in applying hese p ac ices ega ding he heal h p o essionals, esides in he many cul u al
ba ie s, in he a ailable in o ma ion managemen , and in he lack o in e ins i u ional collabo a ion.
Heal hca e Associa ed In ec ions (HAIs) a e one o he majo causes o mo bidi y and mo ali y,
accoun ing o abou 37,000 dea hs pe yea in Eu ope. An ibio ics a e impo an in HAIs con ol, bu
inadequa e p esc ip ion leads o inc eased an imic obial esis ance, u he inc easing mo bidi y,
mo ali y, and expenses.
An ibio ics a e among he mos commonly p esc ibed d ugs used in clinical p ac ice and i is es ima ed
ha 20-50% o an imic obials a e inadequa ely p esc ibed. An ibio ic S ewa dship P og ams (ASP)
con ibu e o he op imiza ion o an imic obial he apy, ensu ing he p ope use o an ibio ics and
minimizing side e ec s. S a egies based on su eillance and moni o ing sys ems a e an impo an ool
o he implemen a ion o An ibio ic S ewa dship, which, combined wi h he social, educa ional and
cul u al con ex , a e bes o p e en ing and con olling (HAIs) and an imic obial esis ance.
Following he whole p ocess o b inging inno a ion o heal h o ganiza ions, applying scien i ic
e idence in he local eali y acing he pe manen p oblem o hospi al in ec ions and esis ance o
an ibio ics, he HAITool scien i ic p ojec (an in o ma ion sys em wi h he aim o suppo ing clinical
decision) eme ged.
In he p esen s udy, he de elopmen o his scien i ic p ojec and i s impac on heal h sys ems we e
analyzed and e alua ed. A imeline o he HAITool scien i ic p ojec was buil o unde s and how i
de eloped and how i con ibu ed o scien i ic de elopmen . HAITool was also e alua ed h ough
in e iews wi h p ojec esea che s o analyze i s implemen a ion, i s e ec s and i s clinical impac .
The esul s demons a e ha esea ch akes a long ime o each an e ec i e impac in socie y
due o he many a emp s and e o s ha occu ed o e ime. Despi e all he ba ie s in he
implemen a ion o his p ojec , om heal hca e p o essionals o he hospi al adminis a ion h ough
echnical issues, o e ime his sys em has demons a ed ha i is clea ly an inno a ion wi h ega ds o
pa ien sa e y and agains he Public Heal h p oblem.
The u u e o his p ojec will be ollowed by a wo k wi h he Communi y o Po uguese
Speaking Coun ies, namely in Cape Ve de and Mozambique, whe e i has been shown in e es in his
p ojec and in he igh agains HAIs and an imic obial esis ance. The ool has al eady s a ed o be
in e na ionally ecognised as an inno a ion ha con ibu es o pa ien sa e y.
Keywo ds: Heal hca e-Associa ed In ec ions; An imic obial Resis ance; An ibio ic S ewa dship;
In o ma ion Sys ems; Design Science Resea ch Me hodology.
iii
Resumo
Com as al e ações demog á icas e epidemiológicas, su ge a necessidade de aplica os a anços
cien í icos na p á ica clínica. Apesa de odas as e idências, as boas p á icas ainda não são uma ealidade
nos sis emas de saúde. A di iculdade em aplica es as p á icas no con ex o dos p o issionais de saúde
eside nas á ias ba ei as cul u ais, na ges ão de oda a in o mação disponí el e pela escassa colabo ação
in e ins i ucional.
As in eções associadas aos cuidados de saúde (IACS) são uma das p incipais causas de
mo bidade e mo alidade com ce ca de 37.000 óbi os po ano na Eu opa. Os an ibió icos são impo an es
no con olo das IACS, po ém, a sua p esc ição inadequada le a a um aumen o da esis ência
an imic obiana, aumen ando ainda mais a mo bidade, a mo alidade e os cus os.
Os an ibió icos es ão en e os medicamen os mais p esc i os e u ilizados na p á ica clínica, e es ima-se
que 20-50% dos an imic obianos sejam p esc i os de o ma inadequada. Os An ibio ic S ewa dship
P og ams (ASP), con ibuem pa a a o imização da e apia an imic obiana, ga an indo o uso adequado de
an ibió icos e minimizando os e ei os cola e ais. As es a égias baseadas em sis emas de igilância e
moni o ização são uma e amen a impo an e pa a a implemen ação de An ibio ic S ewa dship que, bem
combinadas com o con ex o social, educacional e cul u al, são as melho es pa a p e eni e con ola as
IACS e a esis ências an imic obianas.
No seguimen o de odo o p ocesso de aze a ino ação pa a as o ganizações de saúde, aplica as
e idências cien í icas na ealidade local, ace ao p oblema pe manen e das in eções hospi ala es e da
esis ência aos an ibió icos, su giu o p oje o cien í ico HAITool, que é um sis ema de in o mação de
apoio à decisão clínica.
No p esen e es udo oi en ão analisado e a aliado o desen ol imen o des e p oje o cien í ico e o seu
impac o nos sis emas de saúde. Foi cons uída uma linha empo al do p oje o cien í ico HAITool, pa a
comp eende como es e se desen ol eu e como con ibuiu pa a o desen ol imen o cien í ico. Foi
ambém ealizada uma a aliação ao HAITool, a a és de á ias en e is as a pessoas cha e do p oje o
pa a analisa a sua implemen ação, os seus e ei os e o seu impac o clínico.
Os esul ados demons am que a pesquisa le a mui o empo a é alcança impac o e e i o na
sociedade, que é esul ado das di e sas en a i as e dos di e sos e os ao longo do empo. Apesa de odas
as ba ei as na implemen ação des e p oje o, desde os p o issionais de saúde a é as adminis ações
hospi ala es passando po as ques ões écnicas, ao longo do empo, es e sis ema em demons ado que é
cla amen e uma ino ação no que diz espei o à segu ança do pacien e e no comba e des e p oblema de
Saúde Pública.
O u u o des e p oje o passa en ão po um abalho jun o da Comunidade de Países de Língua
Po uguesa, nomeadamen e em Cabo Ve de e Moçambique, onde já oi demons ado o in e esse nes e
p oje o e em comba e as IACS e as esis ências an imic obianas. A e amen a ambém já es á a se
no ada in e nacionalmen e como um ino ação que con ibui pa a a segu ança do pacien e.
Pala as-cha e: In eções Associadas aos Cuidados de Saúde; Resis ência An imic obiana; An ibio ic
S ewa dship; Sis emas de In o mação; Design Science Resea ch Me hodology.

i
Índice
Ag adecimen os ................................................................................................................ i
Abs ac ........................................................................................................................... ii
Resumo ............................................................................................................................ iii
Índice de Figu as ............................................................................................................ i
Índice de Tabelas .......................................................................................................... ii
Lis a de Siglas ............................................................................................................... iii
Capí ulo 1 – In odução ................................................................................................. 1
1.1 Es u u a ................................................................................................................... 1
1.2 Ino ação em Saúde ................................................................................................... 2
T anslação Cien í ica ..................................................... E o! Ma cado não de inido.
1.2 Obje i os .................................................................................................................... 3
Capí ulo 2 - Enquad amen o Teó ico ........................................................................... 4
2.1 Um p oblema de Saúde Global ................................................................................ 4
2.1.1 In eções associadas aos Cuidados de Saúde .................................................... 4
2.1.2 Resis ência aos An ibió icos .............................................................................. 6
2.1.3 P esc ição inadequada de An ibió icos ............................................................ 9
2.2. Es a égias pa a o con olo e p e enção de In eções associadas aos Cuidados
de Saúde e Resis ência a an ibió icos .......................................................................... 11
2.2.1 An ibio ic S ewa dship P og ams ..................................................................... 11
2.2.3 HAITool – Uma e amen a pa a supe a implemen ação de “An ibio ic
S ewa dship” .............................................................................................................. 12
Capí ulo 3 - Ma e ial e Mé odos .................................................................................. 15
3.1 Desenho do Es udo .................................................................................................. 15
3.1.1 Linha Tempo al ............................................................................................... 15
3.1.2 A aliação em Saúde ......................................................................................... 16
3.2 Recolha de Dados .................................................................................................... 17
3.2.1 Análise Documen al ......................................................................................... 17
3.2.2 Pa icipan es ..................................................................................................... 19
3.2.3 Conside ações É icas e Legais ........................................................................ 19
Capí ulo 4 - Resul ados e Discussão ............................................................................ 21
4.1 Desc ição dos e en os da linha do empo ............................................................. 21
........................................................................................................................................ 33
4.2 A aliação HAITool ................................................................................................. 34
........................................................................................................................................ 34
........................................................................................................................................ 34
4.2.1 A o es In e essados na A aliação ................................................................... 35
4.2.3 Seleção das Pe gun as A alia i as ................................................................. 41
4.2.4 Análise Es a égica .......................................................................................... 43
4.2.5 Análise da Implemen ação .............................................................................. 45
Capí ulo 5 – Conclusão e Pe spe i as Fu u as ........................................................... 51
Bibliog a ia .................................................................................................................... 53
Anexos ............................................................................................................................ 58
Anexo 1. Fo mulá io Consen imen o In o mado pa a En e is as ..................... 59
Anexo 2. P incipais e en os do p oje o HAITool .................................................. 60
i
Índice de Figu as
Figu a 1. Compa ação en e o núme o de mo es po in eções hospi ala es e o núme o
de mo es po aciden es odo iá ios..................................................................................5
Figu a 2. P e isão da mo alidade causada po esis ência a an ibió icos em 2050.........7
Figu a 3. Consumo de an ibac e ianos pa a uso sis émico no se o hospi ala em países
de União Eu opeia em 2016..............................................................................................8
Figu a 4. Pe cen agem de Klebsiella pneumoniae isolados esis en es aos
Ca bapenemos, en e 2013 e 2016 na Eu opa...................................................................9
Figu a 5. Uso de an ibió icos pa a p o ilaxia ci ú gica em Po ugal: pe cen agem
doen es que usam an ibió ico após in e enção ci ú gica, sem sinais de in eção...........10
Figu a 6. P ocesso Colabo a i o de Design e Implemen ação do Sis ema HAITool.....14
Figu a 7. Linha empo al do desen ol imen o do p oje o cien i ico HAITool..............21
Figu a 8. To al do empo gas o po os médicos nas di e en es a i idades.....................25
Figu a 9. Equipa mul idisciplina do p oje o HAITool..................................................27
Figu a 10. E apas na a aliação de p og amas em saúde................................................34
ii
Índice de Tabelas
Tabela 1. Iden i icação dos in e essados na a aliação do p oje o HAITool..................37
Tabela 2. Modelo Lógico do P oje o HAITool..............................................................40
Tabela 3. Pe gun as de a aliação do P oje o HAITool..................................................42
6
Todos os dias, as in eções associadas aos cuidados de saúde esul am num aumen o da
ca ga an ibió ica e consequen emen e, no aumen o das esis ências dos mic o ganismos
a esses an ibió icos, em hospi alizações p olongadas e em cus os adicionais ao sis ema
de saúde. Es as in eções in iabilizam a qualidade dos cuidados de saúde e são a
p incipal ameaça à segu ança dos cidadãos.11
2.1.2 Resis ência aos An ibió icos
Em 1940, a descobe a do p imei o an ibió ico, a Penicilina, po Alexande
Fleming e olucionou a medicina. Es es compos os capazes de inibi o c escimen o e
causa a mo e de bac é ias, es ão en e os mais u ilizados e essenciais na p á ica médica
pois pe mi em que as in eções le ais sejam a adas de o ma ácil e e icaz, eduzindo a
mo bilidade e a mo alidade. 12
Em apenas 10 anos, en e 2000 e 2010 exis iu um aumen o de 40% no consumo global
de an ibió icos na medicina humana. Num empo onde exis e um consumo excessi o e
inadequado de an ibió icos e onde a indús ia a macêu ica es agnou na descobe a de
no os an ibió icos, as bac é ias es ão a e olui o nando-se esis en es a esses
an ibió icos, sendo a ualmen e uma ameaça global e um dos maio es p oblemas de
saúde pública.13,14
O Cen e o Disease P e en ion and Con ol (CDC) es ima que po ano, dois
milhões de pessoas adqui em uma in eção esis en e a an ibió icos. A ualmen e exis em
700 mil de mo es po ano a ní el mundial elacionadas com a esis ência aos
an ibió icos e segundo dados do Eu opean Cen e o Disease P e en ion and Con ol
(ECDC), no con inen e Eu opeu mo em ce ca de 25.000 pessoas com in eções
esis en es. Es e é um p oblema c escen e e cada ez mais p eocupan e. Es ima-se que
em 2050, exis i ão mais de 10 milhões de mo es causadas po in eções esis en es, em
que ce ca de 390.000 mo es, pe ence ão ao con inen e Eu opeu.13,15

7
Os an ibió icos são de al a impo ância no con olo das in eções associadas aos cuidados
de saúde. No en an o, de ido ao consumo inadequado e desmedido des es á macos, a
esis ência aos an imic obianos é uma ameaça que a e a odas as egiões do globo, que
pa a além da mo bilidade e mo alidade i á causa cus os adicionais aos sis emas de
saúde.
No que diz espei o ao consumo de an ibió icos em Po ugal, os alo es êm-se man ido,
nos úl imos anos, abaixo da média da União Eu opeia, an o na comunidade como em
meio hospi ala . Apesa de Po ugal e sido um dos países com maio consumo de
an imic obianos, onde quase me ade dos pacien es in e nados (45,3%) e am subme idos
a e apia an ibió ica, ace os 35,8% da média Eu opeia, desde 2012 que se em no ado
uma e olução posi i a no consumo de an ibió icos em meio hospi ala .16
Figu a 2. P e isão da mo alidade causada po esis ência a an ibió icos em 2050. Fon e:
Adap ado de Re iew on An imic obial Resis ance: T ackling a C isis o he Heal h and Weal h
o Na ions. 2014. 13
8
Os an ibió icos consumidos a ní el hospi ala ep esen am, quan i a i amen e, uma
pa e mui o pequena no global de odos os an ibió icos. A impo ância do consumo
des es á macos no con ex o hospi ala eside no ac o de, nes e con ex o, se em
u ilizados, maio i a iamen e, an ibió icos de la go espec o. Es e consumo maciço dos
an ibió icos de la go espec o aumen a a p essão de seleção de es i pes esis en es,
elacionando-se di e amen e com as in eções hospi ala es.8,17
Embo a a ualmen e o consumo de an ibió icos em Po ugal seja baixo quando
compa ado com ou os países eu opeus, os alo es con inuam ele ados e e le em-se no
núme o de bac é ias esis en es, que é, em alguns casos, supe io à média da Eu opa, e
con inua a aumen a deixando Po ugal em des aque no mapa. É assim cada ez mais
necessá io p omo e o uso acional des es á macos e p e eni o aumen o das
esis ências.9,18
Figu a 3. Consumo de an ibac e ianos pa a uso sis émico no se o hospi ala em países de
União Eu opeia em 2016 (exp esso em Dose Diá ia De inida po 1000 habi an es/dia). Fon e:
ECDC, 2017.17
9
2.1.3 P esc ição inadequada de An ibió icos
A e apia an ibió ica é, em mui as si uações, desadequada, u ilizada quando não
exis e in eção bac e iana e p olongada no empo sem aze qualque bene ício clínico e
segu ança ao pacien e. O uso excessi o e inco e o de an ibió icos que exis e
a ualmen e, es á a ameaça a e icácia des es á macos que são essenciais pa a comba e
e icazmen e as in eções e pa a a ealização, em segu ança, de mui as in e enções e
p ocessos de saúde. Es ima-se que 20-50% dos an ibió icos são p esc i os
inco e amen e e que ep esen am 30-40% dos cus os em medicamen os dos
hospi ais.9,19
Na génese des e p oblema, es á o p ocesso de p esc ição, que é um p ocesso de g ande
complexidade. A p esc ição inadequada de an ibió icos de e-se mui as ezes a al a de
empo dos p o issionais de saúde, sendo que a in o mação ela i a ao pacien e es á
dispe sa po di e en es bases de dados, não endo os clínicos em di e sas si uações, as
in o mações c uciais pa a oma a melho decisão. Exis e ambém ausência dos
Figu a 4. Pe cen agem de Klebsiella pneumoniae isolados esis en es aos Ca bapenemos, en e
2013 e 2016 na Eu opa. Fon e: ECDC, 2017.18
10
36%
64%
Sim Não
0,0%
10,0%
20,0%
30,0%
40,0%
50,0%
60,0%
70,0%
esul ados labo a o iais da mic obiologia, em que mui as as ezes os médicos não êm
acesso aos pad ões de susce ibilidade. Em di e sas si uações as di e izes de p esc ição
ambém não são lemb adas, acabando po não da ao p ocesso de p esc ição de
an ibió icos a impo ância que es e eque . 20
Ou a a ian e do p oblema es á assen e na educação e na in o mação dos p o issionais
de saúde. A ualmen e exis em mui as e idências que uma an ibio e apia mais cu a az
melho ias ao doen e e eduz a mo alidade, o que acaba po se con adi ó io. Em alguns
casos (Figu a 5) exis e o p olongamen o inap op iado da adminis ação de an ibió ico
no pós-ope a ó io em doen es sem in eção, o que não melho a o p ognós ico, mas sim
aumen a o isco de in eção po agen es mul i esis en es no doen e ope ado, e a p essão
ge ado a de esis ências no hospi al. Es e con inua a se um dos p incipais des ios nas
boas p á icas, que é e i icado na u ilização de an ibió icos nos hospi ais po ugueses.
O uso acional dos an ibió icos além de eduzi o aumen o de bac é ias
mul i esis en es, az ambém mais segu ança ao pacien e que não é expos o
desnecessa iamen e a an ibió icos, que, como odos os medicamen os, ambém êm
e ei os cola e ais nos quais se incluem eações ad e sas com ou os medicamen os e
ou as in eções associadas.21
Figu a 5. Uso de an ibió icos pa a p o ilaxia ci ú gica em Po ugal: pe cen agem doen es
que usam an ibió ico após in e enção ci ú gica, sem sinais de in eção. Fon e: PPCIRA/DGS
2015.9
11
2.2. Es a égias pa a o con olo e p e enção de
In eções associadas aos Cuidados de Saúde e
Resis ência a an ibió icos
2.2.1 An ibio ic S ewa dship P og ams
O mé odo mais e icaz pa a o con olo das in eções associadas aos cuidados de
saúde e das esis ências aos an imic obianos é a p e enção. Os p og amas de “ges ão do
uso de an ibió icos” de em se incluídos em odos os p og amas de con olo e
p e enção das IACS, com o in ui o de melho a o uso dos an ibió icos, limi ando a
p essão an ibió ica desnecessá ia que con ibui pa a a eme gência de bac é ias
esis en es.22
Es es p og amas são essenciais pa a euni a in o mação epidemiológica e molecula
sob e as esis ências e os seus pad ões. Não só con ibuem pa a a o imização da e apia
an imic obiana e ga an em que es a seja adequada (indicação, dose, ia de
adminis ação e du ação) eduzindo os e ei os ad e sos, mas ambém p omo em a
educação sob e es as subs âncias. Des e modo, os An ibio ic S ewa dship P og ams
(ASP) ajudam os clínicos a melho a o a endimen o aos pacien es, aumen ando as axas
de cu a e a equência da p esc ição co e a pa a e apia e p o ilaxia, eduzindo as alhas
no a amen o e as esis ências aos an imic obianos, ao mesmo empo que economizam
dinhei o aos sis emas de saúde. 15,23
O sucesso de implemen ação dos p og amas de An ibio ic S ewa dship depende
em p imei o luga , de um comp omisso com a adminis ação dos hospi ais, pois é
necessá io que es a apoie a educação e o mação dos p o issionais e aça in es imen os
de o ma a ga an i ecu sos humanos e ma e iais. É necessá ia uma equipa
mul idisciplina coo denada, cons i uída po clínicos, en e mei os, p o issionais das
á eas da a mácia, mic obiologia, ges ão e saúde pública, com expe iência em doenças
in eciosas. De e se ei a com equência uma análise e a aliação ao p oblema e uma
igilância da p esc ição de an ibió icos e pad ões de esis ência. É ainda necessá io que

12
exis a a educação e o mação con ínua dos p o issionais de saúde sob e a esis ência aos
an ibió icos, p esc ição e p ocedimen os especí icos pa a doenças in eciosas, a a és de
euniões, seminá ios, pós e es ou ap esen ações.
Apesa de odas as o ien ações e e idências, a implemen ação de ASP não é uma a e a
simples. Exis em di e sas ba ei as que a iam de con ex o pa a con ex o, como a al a
de inanciamen o, a al a de comp omisso da adminis ação do hospi al, a oposição de
alguns clínicos ou a al a de um sis ema de in o mação. Assim pa a que es as es a égias
esul em e sejam e icazes de em se adap adas à ealidade em que es ão inse idas.24
Uma no a e ino ado a abo dagem des es p og amas em sido o desen ol imen o
de mecanismos de apoio à decisão pa a aqueles que p esc e em an ibió icos, com o
obje i o de apoia no p ocesso de mudança. Mui os dos p esc i o es não são
especialis as na ges ão de con olo in eções e, po an o, podem e uma comp eensão
mais limi ada dos an imic obianos e das e idências sob e a esis ência an imic obiana.
Pa a en en a es e desa io, os sis emas de in o mação o am concebidos com o
obje i o de p opo ciona ao p esc i o um acesso ácil e ápido à in o mação, que é
necessá io pa a oma decisões e apêu icas. Os sis emas de apoio à decisão assumem
a ualmen e, um papel impo an e na ges ão das in eções associadas aos cuidados de
saúde demons ando um po encial pa a melho a o uso de an imic obianos azendo
bene ícios pa a os pacien es, médicos e o ganizações de saúde. Es es sis emas de apoio
à decisão cons i uem um g ande desa io pa a os in es igado es, pois es es sis emas, po
si só, podem não aze um bene ício clínico signi ica i o. Exigem o en ol imen o a i o
dos p o issionais, um design e dadei amen e ú il na p á ica clínica, e
educação/ o mação con ínua.25
2.2.3 HAITool – Uma e amen a pa a supe a
implemen ação de “An ibio ic S ewa dship”
O uso de sis emas de in o mação de igilância, moni o ização e apoio à decisão
em sido desc i o como e icaz na igilância epidemiológica, na edução de e os na
p esc ição, na melho ia da assis ência ao pacien e e na comunicação com o mesmo, no
13
comp imen o das ecomendações, na edução de consumo de an ibió icos, da esis ência
an imic obiana e dos cus os.26
O HAITool é um sis ema de moni o ização e apoio à decisão e uma e amen a
impo an e na implemen ação de An ibio ic S ewa dship. Foi desen ol ido po uma
equipa mul idisciplina de in es igado es e p o issionais de saúde, usando o Design
Science Resea ch Me hodology (DSRM). Es a me odologia une as e idências cien í icas
à p á ica p o issional c iando, nes e caso, um sis ema de in o mação, pa a esol e os
p oblemas o ganizacionais no que diz espei o a in o mação, moni o izando a
esis ência aos an ibió icos e auxiliando o p ocesso de p esc ição. O desen ol imen o
des e p oje o oi um p ocesso com seis a i idades (Figu a 6) e comple amen e
adap adas ao con ex o.19
Passou em p imei o luga po iden i ica o p oblema: o empo gas o pelos p o issionais
de saúde pe didos nos sis emas de in o mação de ido à in o mação es a dispe sa po
di e en es bases de dados, a al a de ale as da pa e da mic obiologia e dados
epidemiológicos ace ca das bac é ias mul i esis en es. Em seguida de ini am-se como
Figu a 6. P ocesso Colabo a i o de Design e Implemen ação do Sis ema HAITool. Fon e:
Folhe o HAITool : “Boas P á icas pa a a Implemen ação de “An ibio ic S ewa dship”.27
14
obje i os: a c iação de um sis ema ino ado que pe mi e o acesso em empo eal aos
dados do doen e e capaz de moni o iza o consumo de an ibió icos, as bac é ias
mul i esis en es e p omo e uma p esc ição baseada nas o ien ações. No que diz
espei o ao design, o HAITool oi desen ol ido pa a da supo e aos clínicos e
implemen a An ibio ic S ewa dship, A demons ação, implemen ação e a aliação des e
sis ema oi ealizada com a pa icipação dos hospi ais e lado a lado com os p o issionais
de saúde. 19,26
O HAITool oi uma solução c iada com base numa necessidade eal sen ida pelos
p o issionais, desen ol ida com es es e adequada ao con ex o eal. O HAITool pe mi e
assim, o acesso em empo eal aos dados do doen e, aos consumos da a mácia e aos
esul ados da mic obiologia, conseguindo moni o iza o consumo de an ibió icos;
moni o iza as bac é ias esis en es ( endo in o mações sob e os pad ões de esis ência)
e p omo e a p esc ição de an ibió icos seguindo as di e izes.14
Des a o ma consegue-se uma p esc ição mais in o mada e conscien e de an ibió icos,
uma ez que pe mi e aos médicos e i ica a esis ência aos an ibió icos, o nando o
p ocesso de p esc ição mais e e i o. Além disso, ao o nece uma isão in eg ada sob e
os dados do pacien e, consegue-se acele a o p ocesso de decisão clínica.
Es a e amen a acaba po e ambém um papel mui o impo an e na comunicação en e
o médico e o labo a ó io de mic obiologia, sendo que es e úl imo desempenha um papel
mui o impo an e na p e enção e con olo das in eções, pois é ele que iden i ica a
in eção e ca ac e iza o pad ão de susce ibilidade de esis ência ao an ibió ico, que são
in o mações c uciais pa a a segu ança do pacien e.15
A ase da comunicação oi ealiza ao longo do p oje o a a és de ap esen ações
em con e ências, publicações em jo nais cien í icos e pós e es. A pa oi c iado um oi
um olhe o in o ma i o, uma página web do p oje o com oda a in o mação ela i a ao
mesmo e aos seus obje i os, pequenos ídeos di igidos aos p o issionais e ainda um
documen á io. Fo am ambém ei as algumas en e is as na comunicação social e uma
ap esen ação do p oje o às di e en es Adminis ações Regionais de Saúde (ARS).19,26,27
15
Capí ulo 3 - Ma e ial e Mé odos
3.1 Desenho do Es udo
Conside ando os obje i os de in es igação que o am an e io men e
es abelecidos, é possí el e i ica que es es es ão de aco do com os p incípios da
abo dagem quali a i a sendo que es a p ocu a desc e e como o enómeno em análise
se desen ol e e se al e a: as causas, os p ocessos e as consequências que dele esul am.
Na in es igação quali a i a é a ibuído especial ele o às expe iências e pe spe i as dos
pa icipan es no es udo, nes e caso, os pa cei os en ol idos no p oje o HAITool, de
o ma a consegui -se cap a a dinâmica e in e ações dos p ocessos e pessoas du an e o
desen ol imen o do p oje o assim como os seus e ei os e o impac o causado nos
se iços de saúde. 28,29
Quan o ao planeamen o do es udo, podem de ini -se duas ases dis in as: a p imei a, a
cons ução de uma linha empo al a a és de uma análise documen al, com a desc ição
dos e en os-cha e do p oje o HAITool. E uma segunda, endo em con a a linha do
empo cons uída, que se á a base de uma a aliação a a és de en e is as a di e en es
a o es en ol idos nes e p oje o.
3.1.1 Linha Tempo al
A cons ução de uma linha empo al com os p incipais e en os pode se
conside ada uma abo dagem de pesquisa que pe mi e uma comp eensão cla a dos
impac os e ino ações da pesquisa de longo p azo num de e minado con ex o. Embo a as
linhas do empo enham indo a se u ilizadas como uma on e de dados e um modo de
ela a os p incipais esul ados, o uso des a abo dagem é subu ilizada e não é
desen ol ida como um mé odo de cons ução e ansmissão da eo ia cien í ica. Es e
mé odo pe mi e-nos en ende o desen ol imen o, a ap esen ação e comp eensão dos
esul ados. Ao ap esen a a eo ia na o ma de uma linha do empo, o in es igado é
capaz de explica e desc e e como mui os dos e en os con ibuí am pa a o
22
2. P oje o OSYRISH
Após a alidação do p oblema, su giu o p oje o OSYRISH (O ganiza ional and
In o ma ional Sys em o Imp o e Heal h Ca e Associa ed In ec ion in a Hospi al) que
isa o nece melho es e ino ado as o mas de lida com as in eções associadas aos
cuidados de saúde abo dando ques ões compo amen ais. Sabe-se que um e ço des as
in eções que acon ecem nos hospi ais pode se e i ado e que en e as p incipais causas
es ão os p ocessos de abalho, como a higienização das mãos. 40
Apesa de á ios es udos nos ela a em que a higienização das mãos é a medida com
maio impac o na edução das in eções associadas aos cuidados de saúde, a axa de
adesão dos p o issionais de saúde a es a p á ica ainda es á longe dos esul ados
espe ados. Sendo as mãos acilmen e colonizadas po mic o ganismos, se es as não
o em la adas com a equência e de o ma co e a, du an e con ac o o com os doen es,
os mic o ganismos são ans e idos ao pacien e. A al a de p o issionais e o excesso de
abalho e a ele ada ca ga ho á ia dos mesmos são algumas das ba ei as à higienização
das mãos. 41
Lado a lado com os p o issionais de saúde, es e p oje o u ilizou en ão a me odologia
Lean com o in ui o de o imiza o abalho de en e magem, no sen ido de diminui o
despe dícios e oca na qualidade dos se iços p es ados, aumen ando o empo
disponí el dos en e mei os e consequen emen e aumen a ambém a adesão des es
p o issionais à higienização das mãos.42
O p oje o OSYRISH u ilizou os a anços digi ais como a gami icação, pa a al e a o
compo amen o dos p o issionais, aumen a a adesão à higienização das mãos e eduzi
as in eções associadas aos cuidados de saúde. 43
Ou a consequência des as in eções é a c iação de esis ências aos an ibió icos,
de ido ao maio consumo e mui as ezes inadequado des es medicamen os. Po esse
mo i o, a o ma de a amen o des as in eções é ambém um a o que pode se
modi icá el a a és do co e o uso de an ibió icos. O p oje o OSYRISH começou assim

23
a desen ol e abalhos na á ea da an ibio e apia, mais di ecionado pa a os médicos,
com o obje i o de ga an i ao pacien e uma maio segu ança.
3. HAITool
As bac é ias ao en a em con ac o com o pacien e podem causa uma in eção e
ag a ando o seu es ado de saúde. Es as in eções a am-se com an ibió icos e po es e
mo i o é necessá io que sejam p esc i os co e amen e. Os an ibió icos são limi ados e
se as bac é ias não ecebe em o an ibió ico co e o, além de não se es a a melho a o
es ado de saúde do pacien e, es ão a po encia -se as esis ências bac e ianas a es es
á macos. Com o passa do empo, os an ibió icos e icazes são cada ez menos e é
essencial que comece a exis i um con olo na adminis ação des es á macos. Com a
p esc ição inadequada de an ibió icos, que é ce ca de 50%, e econhecendo oda a
complexidade associada ao p ocesso de p esc ição, é necessá io encon a p á icas que
le em os médicos a aze uma melho ges ão do seu empo e a p esc e e melho es es
medicamen os, endo o apoio do labo a ó io da mic obiologia pa a um diagnós ico com
mais ce eza e azendo uma o mação con ínua dos p o issionais.
A a és da obse ação, pe cebeu-se que os médicos e as equipas de con olo de in eção
passam g ande pa e do seu empo (ce ca de duas ho as) pe didos nos di e sos sis emas
de in o mação, a in oduzi , p ocu a e analisa dados. Sis emas es es, o ganizados com
uma inalidade adminis a i a e não clínica, sendo que os dados necessá ios aos
clínicos es ão dis ibuídos po di e sas bases de dados, que mui as ezes não es ão
in e conec adas. Po ou o lado a al a de comunicação com o labo a ó io não é
su icien e, sendo no ada a ausência os esul ados da mic obiologia e o di ícil acesso aos
dados epidemiológicos.26,44
Des a o ma, o que se e i ou do p oje o OSYRISH pa a o HAITool oi a necessidade de
um sis ema de in o mação capaz de poupa empo nos p ocessos de abalho e que eúna
oda a in o mação necessá ia pa a auxilia o médico no p ocesso de p esc ição
an ibió ica.
24
4. De inição dos obje i os
O p imei o obje i o passou po iden i ica e a alia os p ocessos de ges ão das
in eções associadas aos cuidados de saúde exis en es nos hospi ais. Após ecolhe os
dados ela i os às IACS e à esis ência an ibió ica, e e-se como me a o
desen ol imen o de uma e amen a capaz de ajuda os p o issionais a en en a em
es as in eções e as bac é ias mul i esis en es.45
Es a e amen a en a assim esponde ao p oblema do uso excessi o de an ibió icos
c iando um único sis ema de in o mação. Es e sis ema em a in enção de moni o iza o
consumo de an ibió icos e as bac é ias esis en es, e p omo e o uso de an ibió icos
seguindo as di e izes. De e assim p o idencia acesso a in o mação em empo eal,
acili a o acesso aos esul ados do labo a ó io de mic obiologia, com dados a ualizados
ace ca das axas de esis ência dos mic o ganismos e do consumo de an ibió icos. De e
Figu a 8. To al do empo gas o pelos médicos nas di e en es a i idades. Fon e: “Scien i ic
Challenges in Designing and Implemen ing Public Heal h Da a: Managemen and
Communica ion Sys ems: The case o HAITool- An An ibio ic S ewa dship Decision- Suppo
Sys em”. 44
25
pe mi i uma isão in eg ada do pacien e ao longo do empo, conseguindo e i ica os
sinais i ais e quais os an ibió icos p esc i os; e p omo e uma p esc ição com base nas
guidelines. Des aca-se ambém o obje i o de acili a a comunicação en e os á ios
p o issionais de saúde: a macêu icos, mic obiologis as e médicos. Tendo semp e como
p incipal inalidade a melho ia da segu ança do pacien e. 26
5. Equipa Mul idisciplina
Reconhecendo o p oblema do uso excessi o de an ibió icos, as e idências suge em
que o desen ol imen o de p og amas de ges ão de usos dos an ibió icos de em se
adminis ados po equipas mul idisciplina es.46
Pa a es e p oje o, oi en ão c iada uma equipa com in es igado es de di e en es á eas e
di e en es p o issionais de saúde: médicos, equipas de con olo de in eção,
mic obiologis as, a macêu icos, en e mei os, in o má icos e ges o es. Todos eles
con ibuí am de o ma a i a desde o inicio do desen ol imen o do p oje o, endo odos
um papel c ucial.
Des aca-se o papel dos g upos locais de con olo de in eção e dos médicos, esponsá eis
pela p esc ição e icien e dos an ibió icos, que ize am a pon e en e a ecnologia e a
p á ica clínica, ela ando o que é necessá io ao seu dia-a-dia.19
O papel da a mácia, que já ha ia sido ela ado no p oje o OSYRISH, passa po
in o ma os clínicos ace ca de qual o melho an ibió ico disponí el pa a um caso
especí ico. 15
No que diz espei o ao labo a ó io de Mic obiologia Médica, es e assume uma unção
undamen al na p e enção e con olo de in eções associadas aos cuidados de saúde. É
esponsá el pelo isolamen o e iden i icação do agen e e iológico u ilizando os mé odos
de diagnós ico mais ap op iados e ápidos; e pelo o necimen o de in o mação
a ualizada ace ca dos pad ões de esis ência aos an imic obianos, essenciais pa a a
elabo ação de di e izes ap op iadas de p esc ição hospi ala e ajuda os clínicos a
26
escolhe a e apia empí ica mais ap op iada. Tem ambém a a e a de ela a aos clínicos
e à equipa de con olo de in eções odos os esul ados ace ca dos agen es isolados e da
p e alência de mic o ganismos esis en es. O labo a ó io de Mic obiologia em assim
um papel cen al, não só na igilância e de eção p ecoce de su os, mas ambém na
moni o ização de esul ados e na di ulgação de esul ados incomuns. Pa a maximiza a
e icácia dos p og amas de con olo de in eção, o labo a ó io de e p ocu a educa os
p o issionais de saúde pa ilhando in o mações sob e mic obiologia básica e
biossegu ança. Es e papel da mic obiologia, es á assim mui o bem desc i o e des acado
nas á ias publicações da equipa do p oje o HAITool, cons i uindo assim um a anço
cien í ico.15
Es a abo dagem mul idisciplina aumen ou o sucesso na implemen ação do p oje o
sendo es e adap ado ao con ex o ins i ucional, cul u al e social, pe mi indo assim os
hospi ais ado a em es a e amen a.19
Figu a 9. Equipa mul idisciplina do p oje o HAITool. Fon e: P e en ion and Con ol o
An imic obial Resis an Heal hca e-Associa ed In ec ions: The Mic obiology Labo a o y
Rocks! (2016).19
27
6. Desenha o HAITool
O maio desa io de um sis ema de igilância e de apoio à decisão é se e icien e e
e e i o no con ex o hospi ala , e se acei e pelos p o issionais de saúde como uma
e amen a que os ajude e dadei amen e. É de ex ema impo ância que es e sis ema de
igilância e apoio à decisão clínica seja ácil de usa e que os dados e in o mação
essencial es ejam ag egados e disponí eis de o ma ápida e ácil.
Os p o issionais de saúde es i e am en ol idos no desenho do HAITool, pois além da
e amen a desen ol ida i a se u ilizada po eles, é impo an e que es es sin am que
es e p oje o oi cons uído po eles, e que a u ilizem com mais equência. O HAITool é
en ão um sis ema de in o mação, desen ol ido em colabo ação com p o issionais de
saúde, adap ado às suas necessidades e de aco do com os p ocessos o ganizacionais,
que ag ega dados clínicos, mic obiológicos e da a mácia. Toda in o mação é exibida
numa ap esen ação g á ica ino ado a que pe mi e a isualização da e olução clínica do
pacien e, a a és de um c onog ama, as endências do consumo de an ibió icos, a
dis ibuição de in eções esis en es a an ibió icos e os pad ões locais de susce ibilidade
an imic obiana. 19
Fo am ainda suge idos ale as de apoio a p esc ição de an ibió icos de aco do com as
no mas da Di eção Ge al de Saúde. Pa alelamen e o am desen ol idas ou as
e amen as pa a agiliza o abalho des es p o issionais.26
Resul ou en ão num sis ema que in eg a oda a in o mação necessá ia pa a auxilia os
p o issionais de saúde na p esc ição an ibió ica, de o ma a que es a seja a mais p ecoce,
adequada e o mais cu a possí el, con olando de o ma mais e icaz as in eções
associadas aos cuidados de saúde.

28
7. Implemen ação do HAITool
O HAITool oi implemen ado nos hospi ais pa icipan es, jun amen e com os
p o issionais e com o especial en ol imen o dos depa amen os de sis emas de
in o mação que auxilia am a equipa na ges ão dos dados necessá ios ao HAITool. A
implemen ação des e p oje o e e, inicialmen e, algumas di iculdades de ido ao
ce icismo e à ele ada ca ga de abalho dos p o issionais, que não coloca am o HAITool
como uma p io idade. Es as ba ei as iniciais o am supe adas logo após os p imei os
es es, em que o am no adas as an agens des a e amen a e uma maio acei ação po
pa e dos p o issionais.
8. A aliação do HAITool
A pesquisa cien í ica, na sua gene alidade, de e se ca ac e izada de o ma que se
consiga pe cebe como as soluções ap esen adas se desen ol em no con ex o dos
p o issionais de saúde.47
Na e apa da a aliação, p e endeu-se ca ac e iza a e amen a e pe cebe como es a é
u ilizada pelos p o issionais de saúde. P e endeu-se es uda a usabilidade, se acili a a
e dadei amen e o abalho, se es a a bem desen ol ida e o que é ainda necessá io
ape eiçoa . Pa a a alia o design e implemen ação do HAITool o am u ilizados os
p incípios de Ös e le e a ealização de en e is as aos médicos e aos esponsá eis pelo
con olo de in eções.26
A pesquisa que e i icou a u ilidade do HAITool indicou-o como uma e amen a capaz
de poupa empo aos p o issionais de saúde e mui o ú il na p e enção e con olo da
esis ência aos an ibió icos. O sis ema o nece os pad ões de esis ência e moni o iza o
consumo de an ibió icos e as bac é ias esis en es. A capacidade de o nece em empo
eal os dados epidemiológicos ace ca da susce ibilidade aos an ibió icos oi econhecida
como uma das p incipais an agens des a e amen a, impo an e pa a apoia a
p esc ição an ibió ica e melho a a comunicação en e a equipa de con olo de in eção, o
29
labo a ó io de mic obiologia, médicos e a mácia, bem como p omo e uma adesão as
di e izes de p esc ição.20
Os ale as o am conside ados c uciais pa a acili a o p ocesso de decisão. A
capacidade de o nece uma isão ge al da si uação clínica do pacien e, a abo dagem
pa icipa i a e a possibilidade de especi ica qual a in o mação que se ia ú il pa a cada
p o issional de saúde o am e idenciadas como g andes an agens des e sis ema. Com
as en e is as pe cebeu-se que são ainda necessá ios alguns ajus es no que diz espei o
à isualização dos dados bem como à adição de no os ale as. 19
Pa a e i ica se o HAITool a ingiu os obje i os, oi a aliado segundo os p incípios de
Ös e le: Abs ação, se o HAITool é aplicá el a uma classe de p oblemas; O iginalidade,
se o HAITool con ibui subs ancialmen e pa a o a anço do co po de conhecimen o;
Jus i icação, se es a e amen a é jus i icada de uma o ma comp eensí el e Bene ício,
se o HAITool az bene ícios, seja a cu o ou a longo p azo, aos espe i os
in e essados.47
Quan o ao p imei o p incípio, es a e amen a demons ou, que pode se u ilizada po
di e en es ipos de p o issionais de saúde, como médicos ou equipa de con olo de
in eção, pa a lida com o uso inadequado de an ibió icos em di e sas si uações desde
que es eja adap ado aos dados de qualque hospi al. No que diz espei o à o iginalidade,
o HAITool oi desen ol ido po uma equipa mul idisciplina de in es igado es em
es ei a colabo ação com os p o issionais de saúde dos di e en es hospi ais
pa icipan es, c iando um sis ema pa a os p o issionais de saúde e assen e nas suas
necessidades eais. Es a e amen a ap esen a uma o ma p á ica, ácil e ápida de
isualiza os dados sendo uma ino ação no con olo e p e enção de in eções associadas
aos cuidados de saúde e esis ência aos an imic obianos. No que conce ne à jus i icação,
o HAITool su ge em espos a ao ele ado núme o de in eções associadas aos cuidados
de saúde que, de aco do com a O ganização Mundial de Saúde, são a maio causa de
mo e e incapacidade a ní el mundial. 48
30
Reconhecendo o uso excessi o de an ibió icos e a complexidade da p esc ição des es
á macos, es a e amen a é en ão um sis ema de igilância e apoio à decisão, pa a
auxilia os médicos na ges ão e p esc ição de an ibió icos, diminuindo as esis ências, e
con olando as IACS. Os obje i os des e p oje o o am ambém alidados po pa e dos
médicos e da mic obiologia médica.20
O HAITool ep esen a assim, um bene ício pa a as o ganizações e p o issionais de
saúde disponibilizando uma isualização in eg ada dos dados do pacien e, da
mic obiologia e da a mácia. Es a e amen a con ibui des e modo pa a uma p esc ição
de an ibió icos mais in o mada, podendo os médicos con e i os pad ões de esis ência,
o que o na o p ocesso de p esc ição mais e e i o. Es es dados agilizam ambém o
p ocesso de p esc ição, o nando-o mais ápido e segu o. O p incipal bene iciado acaba
po se assim o pacien e que ecebe a e apêu ica mais e icaz e mais segu a. 26
9. Comunicação
Com o po encial impac o clínico do HAITool, é necessá io que a comunicação seja
ei a de o ma ino ado a e que a inja di e en es al os, desde os p o issionais de saúde
a é a população em ge al, pa a que odos enham a consciência do p oblema global das
in eções associadas aos cuidados de saúde e da esis ência aos an imic obianos.
A comunicação combinou assim a c iação de uma página Web onde es á desc i a
oda a in o mação do p oje o, os seus obje i os e os seus p incipais esul ados.
Des aca-se ambém a c iação de um manual in o ma i o, de ídeos de cu a du ação
di igidos pa a os p o issionais de saúde e de um documen á io onde es ão desc i as as
mo i ações do p oje o e como oi desen ol ido lado a lado com os p o issionais.
Pa a da a conhece o p oje o aos hospi ais, o am ealizadas á ias ap esen ações às
ARS pa a ap esen a e p omo e a implan ação do HAITool.19,45
31
A comunicação ambém oi ei a ao longo do p oje o com a publicação de á ios
ela ó ios, a igos cien í icos e pós e es, e com pa icipação em con e ências nacionais e
in e nacionais, ealçando a impo ância do p oblema e da solução desen ol ida.
A p imei a publicação, que ma cou a passagem do p oje o OSYRISH pa a o
P oje o HAITool, oi em 2015 e a a a-se de um “Guia p á ico pa a a implemen ação
de p og amas de ges ão de uso de an ibió icos”. Es e inha como obje i o o nece
ecomendações pa a que osse implemen ado ASP nos hospi ais po ugueses a im de
melho a os esul ados clínicos.45
Ainda em 2015 oi ap esen ado, no Pha maceu ical Socie y Cong ess, um pós e onde
da a a conhece o papel do a macêu ico nos p og amas de ges ão de uso de
an ibió icos. Nesse mesmo ano, alguns in es igado es do p oje o HAITool conhece am
o con ex o a icano e colabo a am em sessões de elemedicina com a emá ica das
in eções associadas aos cuidados de saúde.45
No ano de 2016 o HAITool es e e p esen e no 16º Cong esso da Fede ação
In e nacional de Con olo de In eção (IFIC) e no 26º Cong esso Eu opeu de
Mic obiologia Clínica e Doenças In eciosas, onde ap esen a am o ma ino ado a de
comba e e p e eni as in eções e as esis ências aos an ibió icos desen ol ida po uma
equipa mul idisciplina .
Na con e ência Heal h – Explo ing Complexi y oi exibido o documen o “Co-Design o
a Compu e -Assis ed Medical Decision Suppo Sys em o Manage An ibio ic
P esc ip ion in an ICU Wa d” ealçando o papel dos sis emas de in o mação no
comba e ao p oblema global de esis ência aos an ibió icos. A me odologia do HAITool
oi ambém ap esen ada na Con e ência Eu opeia, Medi e ânica e do Médio O ien e
sob e Sis emas de In o mação (EMCIS), a a és do documen o “Using Design Science
Resea ch Me hodology o Implemen a Su eillance and Decision Suppo Sys em To
manage Hea lhca e-Associa ed In ecions and An ibio ic use in Hospi als”.
38
Comissão de
Con olo de In eção
P e eni , de e a e con ola as in eções nos se iços de saúde.
P e enção das in eções associadas aos cuidados de saúde e do
desen ol imen o de es i pes esis en es.
X
GCL- PPCIRA
Implemen a es a égias de p e enção e con olo de in eção,
do uso adequado de an imic obianos e da p e enção de
esis ências a an imic obianos;
Ga an i o cump imen o dos p og amas de igilância
epidemiológica;
X
Pacien es
Hospi alizados
Aumen a a axa de cu a;
Aumen a a segu ança;
Diminui os dias de in e namen o.
X
Minis é io da Saúde
P o eção da Saúde Pública e p e enção da doença.
X
Di eção Ge al de
Saúde
Redução da axa de in eções associadas aos cuidados de saúde
e diminuição da axa de mic o ganismos com esis ência aos
an imic obianos.
X
Comunidade
Redução da axa de bac é ias mul i esis en es;
Redução da In eções Associadas aos cuidados de saúde;
Redução dos e os de p esc ição;
Melho ia dos se iços de saúde.
X
Tabela 1. Iden i icação dos in e essados na a aliação do p oje o HAITool.

39
4.2.2 Modelo lógico do p oje o HAITool
O modelo lógico possibili a e i ica isualmen e oda lógica e acionalidade de
uma in e enção, nes e caso do p oje o HAITool, a pa i da coe ência en e o obje i o
da mesma, os ecu sos necessá ios, as a i idades desen ol idas, os p odu os espe ados e
os esul ados p e endidos a cu o e longo p azo. A c iação des e modelo lógico, coe en e
com uma b e e e isão da li e a u a, ep esen a um passo impo an e pa a a legi imação
do p ocesso a alia i o.
Tendo en ão em conside ação p oblema da ele ada axa de in eções associadas aos
cuidados de saúde e esis ência aos an ibió icos, es e p oje o em assim como obje i o
ge al p e eni ge i e con ola es as in eções, apoiando a mudança dos p o issionais
ace ao usos dos an imic obianos. Como obje i os especí icos em-se: iden i ica e
a alia os p ocessos de ges ão das IACS; desen ol e um sis ema de igilância e de
apoio a decisão; p omo e uma co e a p esc ição de an ibió icos; melho a a segu ança
do pacien e; moni o iza o consumo de an ibió icos; p omo e o uso de an ibió icos
segundo as di e izes; acili a a comunicação en e os á ios p o issionais de saúde e
p omo e uma educação/ o mação con ínua.
Na abela seguin e es á ep esen ado o modelo lógico des e p oje o des acando suas ês
componen es: apoio à decisão clínica e igilância epidemiológica, ges ão, e
educação/ o mação dos p o issionais. As ês componen es êm em comum odos os
ecu sos e odas as a i idades/me odologia pa a o desen ol imen o do HAITool.
Embo a o esul ado inal seja comum, de aco do com cada componen e e de aco do com
os a o es en ol idos i emos e esul ados di e en es.
40
Componen es
Recu sos
A i idades
P odu os
Resul ados
Imedia os
Resul ados
In e mediá ios
Resul ado
Final
Apoio à decisão
clínica e
Vigilância
Epidemiológica
Sis ema de
In o mação
Recu sos
Humanos
Recu sos
Financei os
Recu sos
Ma e iais
Iden i ica do
p oblema;
Valida o p oblema;
De ini obje i os;
C iação de uma
equipa
mul idisciplina ;
Aco do com a
adminis ação dos
Hospi al;
En ol ência dos
p o issionais de
saúde:
mic obiologia,
a mácia, medicina
Ex ação dos dados
do Hospi al e
desen ol imen o da
e amen a;
Implemen ação;
Comunica os
esul ados;
Sis ema de ges ão
da in o mação
HAITool que
moni o iza e apoia
a decisão clínica
pa a médicos,
GCL-PPCIRA,
a mácia e
labo a ó io.
Uma e amen a
que ag ega os
esul ados da
mic obiologia e os
dados da a mácia
numa única base
de dados,
acili ando a
moni o ização das
in eções causadas
po bac é ias
esis en es aos
an ibió icos e a
moni o ização da
p esc ição de
an ibió icos.
Tempo ganho na
ecolha de in o mação
Tempo ganho na
omada de decisão
Melho comunicação
com o labo a ó io
P esc ição segundo as
di e izes;
Melho moni o ização
do pacien e
T a amen o
an ibió ico mais
e e i o;
Diminuição da
ca ga an ibió ico;
Diminuição do
consumo de
an ibió icos;
Diminuição das
bac é ias
esis en es;
Maio segu ança
pa a o pacien e;
Redução da axa de In eções associadas aos Cuidados de Saúde e Redução da axa da axa de esis ência aos an ibió icos
Ges ão
Melho ia dos
p ocessos de abalho.
Melho ia da qualidade
do se iço de saúde;
Redução dos cus os
associadas ao
consumo dos
an ibió icos;
Redução dos cus os
associados às
in eções associadas
aos cuidados de
saúde;
Redução dos dias de
in e namen o;
Educação/
Fo mação
Rela ó ios pa a
Hospi ais e P og ama
de Con olo de IACS
Con e ências nacionais
e in e nacionais
Reuniões e sessões
educa i as sob e o uso
de an ibió icos
Guias, ídeos e
bole ins in o ma i os
Melho pe ceção do
p oblema da
esis ência aos
an ibió icos e IACS;
O imização da
p esc ição;
O imização dos
p ocedimen os
especí icos pa a
doenças in eciosas.
Publicação de
abalhos em
e is as cien í icas
Tabela 2. Modelo Lógico do P oje o HAITool.
41
4.2.3 Seleção das Pe gun as A alia i as
A escolha das pe gun as a alia i as é uma e apa impo an e na a aliação de uma
in e enção. São es as pe gun as que nos pe mi em es abelece qual o oco da nossa
a aliação, quais são os aspe os e in o mações ace ca do p oje o HAITool que que emos
e des acados. Es as pe gun as ão ga an i assim que a a aliação a ende às
necessidades da maio pa e dos in e essados, pe mi indo analisa odo o
desen ol imen o des a e amen a bem como os seus e ei os .49
Fo am en ão selecionadas pe gun as com o obje i o de oca e analisa di e en es e apas
no p oje o HAITool. Em p imei o luga analisa a pe inência da in e enção e a
p oblemá ica que lhe deu o igem, com o in ui o de e o ça e en a iza o p oblema das
IACS e da esis ência aos an imic obianos (Análise Es a égica). Fo am ainda e
p incipalmen e selecionadas pe gun as que ocam os e ei os e a implemen ação des e
p oje o. A análise dos e ei os é aquela que em como obje i o a alia a in luência e o
impac o do p oje o nos se iços e nos es ados de saúde, seja a cu o, médio o longo
p azo. Po úl imo emos en ão as pe gun as que p e endem analisa a implemen ação,
is o é, elaciona a implemen ação do p oje o com os seus e ei os, comp eende o
con ex o em que ela es á inse ida e pe cebe como o en ol imen o dos di e en es a o es
e os seus con ibu os podem in luencia o impac o e o sucesso da in e enção.31
As pe gun as selecionadas es ão assim ep esen adas na abela seguin e:
42
Pe gun as a alia i as
Tipo de pe gun a
(1) Como se pe cebeu a necessidade de um p oje o como o HAITool?
Análise
Es a égica
(2) Como oi papel do p oje o HAITool, em e mos de consciencializa pa a
p oblema da esis ência aos an ibió icos e a ajuda a educa os
p o issionais?
Análise dos
E ei os
(3) Quais conside a se em as maio es ba ei as ao aplica as e idências
cien í icas no con ex o eal i ido pelos p o issionais?
Análise da
Implemen ação
(4) Como oco eu o en ol imen o dos p o issionais de saúde ao longo do
p oje o?
Análise da
Implemen ação
(5) Como melho a a adesão dos p o issionais a es e ipo de p og amas,
nomeadamen e a u iliza os sis emas de apoio à decisão?
Análise da
Implemen ação
(6) Quais os a o es con ex uais que in luencia am posi i amen e a
implemen ação do HAITool ao longo do empo?
Análise da
Implemen ação
(7) Quais o am as p incipais ba ei as à implemen ação HAITool no con ex o
hospi ala ?
Análise da
Implemen ação
(8) O HAITool oi pe cebido pelos p o issionais de saúde como uma
e amen a impo an e na esolução do p oblema da ges ão de an ibió icos?
Análise dos
E ei os
(9) Qual conside a se o po encial impac o clínico do HAITool nos se iços de
saúde?
Análise dos
E ei os
(10) Que no as opo unidades há pa a o p oje o HAITool?
Análise dos
E ei os
Tabela 3. Pe gun as de a aliação do P oje o HAITool.
43
4.2.4 Análise Es a égica
Nes a análise em-se como obje i o analisa se o p oje o HAITool é necessá io e
pe inen e pe an e o p oblema de uma má ges ão dos an ibió icos, e das ele adas axas
de in eções associadas ao cuidados de saúde e esis ências an imic obianas.
Face a es e p oblema de Saúde Global, os p incipais obs áculos que o am e idenciados,
es ão elacionados com o diagnós ico e com a a aliação da espos a. Enquan o nou as
á eas da medicina, como é o exemplo do en a e do miocá dio ou aciden e ascula
ce eb al, os diagnós icos são ealizados com mui a ce eza. A dis inção en e o que é
uma in eção ou não, não se consegue aze da mesma o ma, mui o menos nos
p imei os dias. Acon ece en ão com que possam se a ados pacien es com an ibió icos
como es ando in e ados e não es ão, assim como pacien es in e ados e que podem não
se a ados. Não exis em ainda e amen as clínicas, labo a o iais e adiológicas que
pe mi am e mais ce ezas na ho a do diagnós ico. O ac o de exis i um isolamen o
mic obiológico, pode não signi ica uma in eção, podendo se apenas uma colonização
pa a qual não exis e e apêu ica.
No que conce ne à a aliação da espos a à e apêu ica, pode se p oblemá ico po que se
o pacien e es á a se a ado com an imic obianos, o que o médico pensa a a -se de
uma in eção e não é, não i á exis i espos a nesses pacien es, o que pode ge a um
p olongamen o desnecessá io da an ibio e apia, de ido a essa al a de espos a.
As en e is as e ela am que os dois aspe os acima e e idos, são zonas
delicadas e complicadas de esol e . Sendo que exis em médicos mais segu os que
ou os no que diz espei o à p á ica clínica, é necessá io que es es se sin am supo ados
na escolha do an imic obiano, pa a que nunca seja colocada em causa a saúde dos
pacien es. Pa e da solução pa a es es p oblemas, es á en ão em consegui da algum
apoio aos clínicos na omada de decisão.
Com as pe gun as ealizadas nas en e is as pe cebeu-se ambém que a
necessidade de exis i em p oje os que in e êm no con ex o eal é cada ez maio .
Dian e es e g a e p oblema de saúde pública, exis em poucas soluções no e eno.

44
Exis em á ios p oje os pilo o, mas quando são analisados com mais p o undidade,
pe cebe-se que es es não a ançam mui o pa a além do pilo o, es ão pouco consolidados
e que não são colocados em p á ica. É en ão p io i á io a exis ência de p oje os que
passem de esboços e que acabem po se abso idos e ado ados nos hospi ais e nos
sis emas de saúde.
Apesa de odas as campanhas e guidelines da OMS, ECDC e CDC, no a-se que ainda
al am mui os dados ela i amen e a es a p oblemá ica, o que e ela que os sis emas de
saúde não es ão a da a a enção de ida que es e p oblema eque . É en ão necessá io
que se con inue a abalha nes e ipo de p oje os, de ecolha de dados e in o mação,
pa a melho in o ma na decisão clínica. O p oje o HAITool su ge nes a linha de
in e enção.
Pe an e um conhecimen o passado de como os p ocessos clínicos e am
ealizados an es de passa em a se p ocessos ele ónicos, os en e is ados e ela am que
desa io es á en ão em melho a a in o mação e a o ma como es a in o mação es á
disponí el. A ualmen e, os p ocessos ele ónicos são, mui as ezes, desen ol idos sem
es a em in eg ados com a es an e in o mação e com uma inalidade me amen e
adminis a i a e não clínica, exis indo uma g ande quan idade de in o mação que é
pe dida e que é c ucial na omada de decisões. A ideia que exis iu com es e p oje o, oi
ein eg a algumas uncionalidades que se aziam nos p ocesso clínicos em papel e a
in o mação que já exis e mas que não es a a disponí el pa a os médicos, no momen o
de decidi qual a e apia an ibió ica pa a o pacien e. Uma das o mas que se em pa a
melho a a p esc ição de an imic obianos, es á elacionada com a in o mação clínica e
mic obiológica que nos pe mi em depois oma melho decisão possí el e o HAITool
pode e en ão impac o nes e campo, admi em os in es igado es.
O HAITool é um p oje o cien í ico mui o pe inen e e necessá io não só pa a apoia os
médicos na di ícil a e a de p esc e e um an imic obiano, comba endo o mau uso o dos
mesmos e melho a a segu ança do pacien e, mas que ambém é um exemplo a segui ,
no que diz espei o a aze a ino ação e as boas p á icas pa a os sis emas de saúde e
pa a con ex o i ido pelos p o issionais.
45
4.2.5 Análise da Implemen ação
Com um conhecimen o p é io que a o ma de como se implemen a es e ipo de
p oje os no con ex o dos p o issionais de saúde ai de ini o seu sucesso, es a análise
em como obje i o elaciona a implemen ação do p oje o com os seus e ei os.
Comp eende a in luência dos con ex os em que es á inse ida e pe cebe como o
en ol imen o dos di e en es in e enien es pode in luencia o impac o e o sucesso da
in e enção.
En ol imen o dos p o issionais
Os in es igado es do p oje o que o am en e is ados, e ela am que HAITool
não é apenas um sis ema de in o mação. É odo o p ocesso de implemen ação e
desen ol imen o des e sis ema. Es e p oje o cien í ico não é unicamen e um p oje o
académico, e p ocu ou en ol e , desde o início da ideia, os p o issionais de saúde e
u iliza como me odologia o Design Science Resea ch Me hodology. T a ando-se de
con ola as in eções associadas aos cuidados de saúde, os p o issionais a en ol e , em
p imei o luga , se ão as equipas de con olo de in eção (de inidas na no ma nacional).
Es as equipas es i e am en ol idas desde início do p oje o e de am o seu eedback pa a
cons ui o sis ema. Em seguida, en ou-se pe cebe o que in e essa a aquelas equipas
especí icas que i iam a u iliza a e amen a, e o am-se azendo as al e ações de
aco do com as suas necessidades. Fo am ealizadas á ias pesquisas e euniões, em que
os di e en es p o issionais de saúde o am olhando pa a a e amen a pa a da uma
a aliação do que podia se ape eiçoado, o que já es a a disponí el e o que ainda não
es a a e se ia pe inen e.
Es e en ol imen o ajudou aze a ges ão da quan idade de in o mação que podia se
dada e como se podia a alia essa in o mação. Nes es sis emas de e exis i um balanço
en e o que se pode i busca às di e en es pla a o mas in o má icas pa a ajuda na
decisão de inicia , suspende e ajus a a an ibio e apia.
46
Ba ei as na Implemen ação do HAITool
A implemen ação do HAITool no con ex o hospi ala oi um p ocesso complexo
sujei o á ias ba ei as de na u ezas di e en es. A génese des as ba ei as oi e elada
nas en e is as e es á elacionada polí ica dos sis emas de saúde, uma ez que es a não
pe mi e a di ulgação de alguns dados o que di icul a não só odo o p ocesso inicial de
implemen ação des es p oje os mas ambém a p odução de conhecimen o. Inicialmen e
pensou-se que a não pa ilha de dados pode ia es a associada a uma ques ão de
con olo, no en an o du an e a alidação do sis ema (na ase da demons ação do
HAITool) le an ou-se a ques ão do médico não que e pa ilha as suas p á icas, se
bem que os médicos se sen em a on ade pa a pa ilha e acham pe inen e pa ilha as
suas p á icas e deba e oda a p oblemá ica das in eções associadas aos cuidados de
saúde a ní el in e no. O silêncio passa em g ande pa e pela adminis ação hospi ala ,
que se sen e insegu a ao pa ilha alguns dados que podem coloca em causa a
con idencialidade.
Foi ambém mui o e idenciada a g ande ba ei a dos ecu sos humanos em saúde.
Exis e mui o pouco in es imen o nos p o issionais de saúde, e os poucos p o issionais
de saúde que exis em nos sis emas de saúde es ão sob eca egados, que seja os
médicos, os en e mei os ou os écnicos de labo a ó io, a mácia e in o má ica. O
excesso de abalho des es p o issionais, não lhes pe mi e que enham empo disponí el
pa a que se consiga pe cebe quais as suas necessidades e pa a que seja possí el
dedica em-se a es e ipo de sis emas.
Após adesão ao p og ama, os in es igado es ela a am que pode su gi no amen e como
ba ei a a adminis ação. Sendo que acon eceu, em alguns hospi ais pa icipan es, que
com a mudança de adminis ação e embo a endo es a conhecimen o do que a equipa do
con olo de in eção es a a a aze , es a deixou de apoia o p oje o e ol ou-se ao pon o
de pa ida em e e que exis i a p ocu a de um no o comp omisso com a adminis ação.
47
Além da ba ei a da p óp ia adesão os p o issionais de saúde e da adminis ação ao
p oje o e depois su gem as ba ei as écnicas. A ques ão in o má ica oi ambém
assumida como uma g ande ba ei a uma ez que os dados es ão disponí eis pelos
di e en es sis emas de in o mação, e são o necidos po di e en es emp esas, endo que
se aze uma abo dagem po in e médio do hospi al o que causa cons angimen os e
a asos no p oje o. Ou a di iculdade es e e elacionada com as in e aces da e amen a
e a o ma como a in o mação oi disponibilizada, sendo que o HAITool ai busca
in o mações a di e en es á eas exis indo algumas complicações.
A g ande pa e dos p oblemas que su gi am du an e a implemen ação des a e amen a,
o am en ão bu oc á icos e in o má icos uma ez que não exis iu p oblemas no desenho
e na u ilidade da e amen a.
Fa o es que po encia am a implemen ação do HAITool
Foi assumido pelos en e is ados, que o sucesso des e p oje o es á elacionado
com a sua u ilidade. Se a e amen a o ú il, os p o issionais de saúde i ão u iliza . Se
não o ú il os p o issionais não i ão pe de o seu empo com ela. Os memb o da equipa
e idencia am ambém que sucesso do HAITool passou em pa e, po os p o issionais
sen i em que naquela e amen a exis e uma in o mação adicional que não es a a
disponí el. Foi ambém ela ado que o ac o de os u ilizado es e em a possibilidade de
acede à in o mação necessá ia que pe mi e auxilia a escolha da e apêu ica mais
indicada e a alia a espos a à mesma num único sis ema de in o mação no luga de
e em que acede a á ios sis emas de in o mação po dia, é algo que lhes dá con iança e
que o a á usa es a e amen a dia iamen e.
A adesão po pa e dos médicos a es e sis ema, esul a ambém na o ma como es e oi
desenhado. A me odologia u ilizada no p oje o HAITool, en ol e os p o issionais de
saúde na c iação da e amen a que ele p óp io i á u iliza odos os dias. Des a o ma i á
c ia um sen ido de esponsabilidade e ai se o p óp io que ai de ende e con inua a
abalha a e amen a e que a ai p omo e e pa ilha com os seus pa es. Mui os des es
sis emas de in o mação são desenhados o a do con ex o hospi ala , onde i ão se
54
11. Cosg o e, S. The Rela ionship be ween An imic obial Resis ance and Pa ien
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An imic obial Resis ance. 2018.
58
Anexos
59
Anexo 1. Fo mulá io Consen imen o In o mado pa a En e is as
Designação do es udo: A aliação e Análise da Ciência desen ol ida pelo P oje o
HAITool - Uma Fe amen a pa a P e eni , Ge i e Con ola as In eções associadas aos
Cuidados de Saúde.
Da a: ___/____/____
Eu, abaixo-assinado:
§ Fui in o mado de que o es udo acima mencionado se des ina a a alia e analisa
a ciência desen ol ida pelo p oje o HAITool e pe cebe o seu impac o nos
se iços de saúde;
§ É de minha li e on ade pa icipa nes e es udo e, ao acei a aze es a
en e is a, sei que a qualque momen o pode ei cessa a minha pa icipação sem
se penalizado(a);
§ Conco do que sejam ecolhidos dados áudio, caso sejam necessá ios;
§ Sei que a in o mação ob ida se á a ada e analisada de o ma con idencial e que
a minha iden idade não se á e elada nem na ese de mes ado nem em qualque
ou a ci cuns ância, a menos que eu au o ize po esc i o;
§ Também au o izo a di ulgação dos esul ados ob idos no meio cien í ico;
§ Comp eendi a in o mação que me oi dada, i e a opo unidade de aze
pe gun as e as minhas dú idas o am escla ecidas.
Nome do In es igado : Be na do Baião | O ien ado : P o . Luís Velez Lapão
Assina u a do(a) pa icipan e:

60
Anexo 2. P incipais e en os do p oje o HAITool
E en os
Da a
Início de p oje o HAITool
maio 2015
Benchma king no Hospi al Uni e si á io do No e da No uega e Suíça
junho 2015
Design da Fe amen a HAITool
julho 2015
HAITool no P imei o Encon o Anual de Con olo de In eção e Resis ência aos An imic obianos do Hospi al do Hospi al Espí i o
San o em É o a (HESE)
se emb o 2015
IHMT publica um guia p á ico pa a a implemen ação de P og amas de Manejo de An ibió icos
se emb o 2015
Benchma king no Hospi al Uni e si á io de Geneb a
ou ub o 2015
A equipe da HAITool colabo a nas Sessões de Fo mação de Telemedicina
dezemb o 2015
Visi a dos pa cei os do Hospi al Uni e si á io da No uega a Po ugal
janei o 2016
Implemen ação Hospi al S. F ancisco Xa ie
ma ço 2016
Implemen ação Hospi al Espí i o San o É o a
ma ço 2016
HAITool no 16º Cong esso da Fede ação In e nacional de Con ole de In eção (IFIC)
ma ço 2016
HAITool no 26º Cong esso Eu opeu de Mic obiologia Clínica e Doenças In eciosas
ma ço 2016
HAITool se á ap esen ada na Heal h – Explo ing Complexi y (HEC2016)
ab il 2016
Ap esen ação HAITool na Con e ência Eu opeia, Medi e ânica e do O ien e Médio sob e Sis emas de In o mação - EMCIS 2016
ab il 2016
A aliação do P oje o HAITool
maio 2016
HAITool ap esen ado no 6º Seminá io de P e enção e Con olo de In eção , em Coimb a
maio 2016
Publicação do a igo “P e en ion and Con ol o An imic obial Resis an Heal hca e-Associa ed In ec ions: The Mic obiology
Labo a o y Rocks!” na e is a F on ie s in Mic obiology
junho 2016
Publicação do HAITool Book : Boas P á icas pa a a Implemen ação de P og amas de Ges ão do usos de An ibió icos
ou ub o 2016
Equipa HAITool O ganizou Seminá io In e nacional de Lisboa sob e Implemen ação de Ge enciamen o de An ibió icos
ou ub o 2016
Publicação dos ilmes sob e a Resis ência aos An ibió icos e Ges ão do uso de An ibió icos
no emb o 2016
HAITool Roadshow ARS No e
no emb o 2016
HAITool oi ap esen ado no "Cong esso Nacional de HIV, Doenças In eciosas e Mic obiologia Clínica"
dezemb o 2016
HAITool Roadshow ARS Cen o
dezemb o 2016
HAITool Roadshow Lisboa
Dezemb o
2016
HAITool Roadshow ARS Alen ejo
dezemb o 2016
Implemen ação Hospi al Dis i al da Figuei a da Foz
dezemb o 2016
Colabo ação com Cabo Ve de
janei o 2017
HAITool oi ap esen ado na Con e ência de T abalho da 10ª Con e ência de T abalho da Rede de Cuidados Fa macêu icos.
e e ei o 2017
HAITool oi ap esen ado na 4ª Con e ência In e nacional sob e P e enção e Con ole de In eção.
ab il 2017
HAITool no “An imic obial Resis ence Awa eness Day “ do IHMT
no emb o 2017
Seminá io - “Con olo de In eção e Ges ão de An ibió icos “ em Cabo Ve de
no emb o 2017
“Figh ing an ibio ic esis ance in Po uguese Hospi als: unde s anding an ibio ic p esc ip ion beha io s o be e design an ibio ic
s ewa dship p og ams,” no Jou nal o Global An imic obial Resis ance
janei o 2018
61