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Produção de resíduos hospitalares na prestação de cuidados domiciliários

Tavares, António,Aguiar, Pedro,Pereira, Irene

Abstract

RESUMO - Os resíduos hospitalares (RH) perigosos — Grupos III e IV — produzidos na prestação de cuidados domiciliários (CD), dada a sua composição, infecciosidade, toxicidade, mobilidade e persistência, constituem um perigo relevante. A exposição a estes resíduos traduz-se num risco importante para os profissionais de saúde, doentes e seus familiares. Dado que em muitas situações estes resíduos ficam no domicílio dos doentes, sendo posteriormente depositados nos contentores camarários, o risco é alargado ao público em geral, aos catadores e aos profissionais de recolha de resíduos sólidos urbanos dos municípios. Através de um estudo observacional, transversal, com componente analítica, da produção de RH pretende-se determinar e caracterizar os quantitativos dos Grupos III e IV produzidos na prestação de CD em 2003 no concelho da Amadora, identificando também o seu destino final. Utiliza- se uma amostra aleatória do universo de doentes submetidos a tratamento domiciliário em 2003 e efectua-se a análise da associação estatística das variáveis peso do Grupo III e peso do Grupo IV com as variáveis relativas às características do doente (sexo, idade e doença), do tratamento (duração e periodicidade) e sazonais (época do ano). A média do peso produzido dos RH por acto prestado é de 213,1 g para o Grupo III e de 3,8 g para o Grupo IV. Estima--se uma produção de RH do Grupo III na prestação de CD, em 2003, no concelho da Amadora entre 8,8 e 11,4 t e para os RH do Grupo IV um valor de 10,2 kg. Verifica-se que, por acto prestado, a produção média de resíduos do Grupo III é maior nos doentes mais idosos, nas úlceras varicosas, no pé diabético, na escara de pressão, nas situações de maior duração do tratamento e nos doentes submetidos a três tratamentos por semana. Também por acto prestado, a produção média de RH do Grupo IV é maior nos doentes mais novos, na patologia osteo-articular, na infecção, no acidente, no pós-operatório, nas situações de menor duração do tratamento e nos doentes submetidos a seis tratamentos por semana (o que está relacionado com as patologias em causa). As produções médias, por acto prestado, de ambos os grupos não apresentam relação com as variáveis idade e época do ano. Todos os RH produzidos nos actos prestados em CD, em 2003, no concelho da Amadora foram depositados nos contentores municipais. Recomendam-se acções de formação e de informação dirigidas aos profissionais de saúde e ao público em geral, a criação de condições para que os RH produzidos nos CD sejam transportados, em condições adequadas, para os centros de saúde e uma articulação entre os órgãos de gestão dos centros de saúde, a autarquia, os operadores de gestão de RH e os serviços de saúde pública no sentido de serem encontradas soluções apropriadas e inovadoras relativamente à gestão dos RH produzidos na prestação de CD.

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49 VOL. 23, N.o 2 — JULHO/DEZEMBRO 2005 Saneamen o do ambien e An ónio Ta a es é médico de saúde pública do Cen o de Saúde da Venda No a, delegado de saúde do concelho da Amado a, dou o em Saúde Pública. Ped o Aguia é assis en e da Escola Nacional de Saúde Pública, mes e em P obabilidades e Es a ís ica. I ene Al es Pe ei a é p o esso a associada da Escola Nacional de Saúde Pública, dou o a em Engenha ia Sani á ia. Subme ido à ap eciação: 14 de Dezemb o de 2004. Acei e pa a publicação: 25 de Maio de 2005. P odução de esíduos hospi ala es na p es a- ção de cuidados domiciliá ios ANTÓNIO TAVARES PEDRO AGUIAR IRENE ALVES PEREIRA Os esíduos hospi ala es (RH) pe igosos — G upos III e IV — p oduzidos na p es ação de cuidados domiciliá ios (CD), dada a sua composição, in ecciosidade, oxicidade, mobilidade e pe sis ência, cons i uem um pe igo ele an e. A exposição a es es esíduos aduz-se num isco impo - an e pa a os p o issionais de saúde, doen es e seus amilia- es. Dado que em mui as si uações es es esíduos icam no domicílio dos doen es, sendo pos e io men e deposi ados nos con en o es cama á ios, o isco é ala gado ao público em ge al, aos ca ado es e aos p o issionais de ecolha de esíduos sólidos u banos dos municípios. A a és de um es udo obse acional, ans e sal, com com- ponen e analí ica, da p odução de RH p e ende-se de e mi- na e ca ac e iza os quan i a i os dos G upos III e IV p oduzidos na p es ação de CD em 2003 no concelho da Amado a, iden i icando ambém o seu des ino inal. U i- liza-se uma amos a alea ó ia do uni e so de doen es sub- me idos a a amen o domiciliá io em 2003 e e ec ua-se a análise da associação es a ís ica das a iá eis peso do G upo III e peso do G upo IV com as a iá eis ela i as às ca ac e ís icas do doen e (sexo, idade e doença), do a a- men o (du ação e pe iodicidade) e sazonais (época do ano). A média do peso p oduzido dos RH po ac o p es ado é de 213,1 g pa a o G upo III e de 3,8 g pa a o G upo IV. Es ima--se uma p odução de RH do G upo III na p es ação de CD, em 2003, no concelho da Amado a en e 8,8 e 11,4 e pa a os RH do G upo IV um alo de 10,2 kg. Ve i ica-se que, po ac o p es ado, a p odução média de esíduos do G upo III é maio nos doen es mais idosos, nas úlce as a icosas, no pé diabé ico, na esca a de p essão, nas si uações de maio du ação do a amen o e nos doen es subme idos a ês a amen os po semana. Também po ac o p es ado, a p odução média de RH do G upo IV é maio nos doen es mais no os, na pa ologia os eo-a icula , na in ecção, no aciden e, no pós-ope a ó io, nas si uações de meno du ação do a amen o e nos doen es subme idos a seis a amen os po semana (o que es á elacionado com as pa ologias em causa). As p oduções médias, po ac o p es ado, de ambos os g upos não ap esen am elação com as a iá eis idade e época do ano. Todos os RH p oduzidos nos ac os p es ados em CD, em 2003, no concelho da Amado a o am deposi ados nos con- en o es municipais. Recomendam-se acções de o mação e de in o mação di i- gidas aos p o issionais de saúde e ao público em ge al, a c iação de condições pa a que os RH p oduzidos nos CD sejam anspo ados, em condições adequadas, pa a os cen- os de saúde e uma a iculação en e os ó gãos de ges ão 50 REVISTA PORTUGUESA DE SAÚDE PÚBLICA Saneamen o do ambien e dos cen os de saúde, a au a quia, os ope ado es de ges ão de RH e os se iços de saúde pública no sen ido de se em encon adas soluções ap op iadas e ino ado as ela i a- men e à ges ão dos RH p oduzidos na p es ação de CD. Pala as-cha e: esíduos hospi ala es; cuidados domiciliá- ios 1. In odução A quan idade de esíduos hospi ala es ge ados em Po ugal não ep esen a um p oblema em e mos de ges ão, compa a i amen e a ou os ipos de esíduos, como sejam os esíduos u banos, os esíduos indus- iais e mesmo os esíduos do sec o ag ícola (Despa- cho conjun o n.o 761/99; Le y e al., 2002). T a a-se mais de um p oblema elacionado com o isco eal deco en e da exposição e/ou manipulação des es esíduos e ambém com a pe cepção de isco, dado a a -se de esíduos ge ados na p es ação de cuidados de saúde, e, po an o, com acen uada espe- ci icidade, dada a sua na u eza, di e sidade, pe igosi- dade e g au de isco (Despacho conjun o n.o 761/99). As es ima i as apon am pa a que ce ca de 10% a 20% dos esíduos p oduzidos nas unidades p es ado as de cuidados de saúde sejam in ecciosos (P üss, Gi oul e Rushb ook, 1999). Os esíduos hospi ala es pa ece não cons i uí em um meio a o á el pa a a sob e i ência de mic o ganis- mos pa ogénicos, de ido ao ac o de con e em e- quen emen e bas an es an i-sép icos. Po ém, o p o- blema coloca-se pela exis ência de mic o ganismos esis en es a an ibió icos e a desin ec an es químicos, con ibuindo pa a o aumen o da sua pe igosidade (Ta a es, 2004). Po ou o lado, as agulhas con aminadas ep esen am um isco po encial de ansmissão de doenças, pa i- cula men e as hepa i es B e C e a SIDA (P üss, Gi oul e Rushb ook, 1999). Os iscos biológicos, ísicos, químicos e psicosso- ciais associados à má ges ão des es esíduos são de pa icula ele ância em e mos de saúde pública. No caso dos esíduos p oduzidos em cuidados domi- ciliá ios é o cen o de saúde o seu p odu o , dado que a p es ação dos cuidados domiciliá ios é da sua com- pe ência. De aco do com o ac ual quad o legisla i o, ao p odu o dos esíduos hospi ala es p oduzidos na p es ação de cuidados domiciliá ios cabe a esponsa- bilidade da sua ges ão e des ino inal. Es es esíduos são undamen almen e dos G upos III e IV da ac ual classi icação de esíduos hospi ala es, is o é, são esíduos pe igosos. Os esíduos dos G u- pos I e II (equipa ados a u banos) são aqui p oduzi- dos em quan idade mui o mais pequena, ao in és do que se passa nas unidades de p es ação de cuidados de saúde. Ve i ica-se que na maio ia dos casos es es esíduos icam no domicílio dos doen es e são pos e io men e lançados nos con en o es cama á ios. Nalguns casos (mui o poucos) os esíduos hospi ala es são anspo - ados pa a o cen o de saúde pelos p o issionais a ec- os à p es ação de cuidados domiciliá ios (Ta a es e Ba ei os, 2004). Es a si uação, além dos iscos en ol idos, é con á ia à legislação em igo , que, en e ou as disposições, es abelece as ca ac e ís icas a que de em obedece os eículos des inados ao anspo e de esíduos pe igo- sos. Além disso, o na-se sob e udo ele an e pelo isco que p o oca en e os doen es, os seus ag egados amilia es, o público em ge al, pa icula men e os ca ado es e os abalhado es dos se iços cama á ios de ecolha de esíduos. Não endo sido a aliado a é ago a o quan i a i o de esíduos p oduzidos nes e ipo de p es ação de cui- dados, p ocedeu-se à ealização des e abalho de in es igação no sen ido de quan i ica a p odução de esíduos hospi ala es na p es ação de cuidados domi- ciliá ios. O abalho oi e ec uado num concelho da G ande Lisboa du an e o ano de 2003 (Ta a es, 2004). 1.1. Enquad amen o concep ual Mui os doen es, po condicionalismos de na u eza á ia, não podem desloca -se ao cen o de saúde pa a e ec ua em os seus a amen os pe iódicos, pelo que, nessas si uações, são os p o issionais de saúde que se deslocam aos seus domicílios pa a aí os e ec ua em. Dessa p es ação de cuidados esul a a p odução de esíduos hospi ala es, os quais, numa g ande maio ia dos casos, icam no domicílio dos doen es. Um ou o es udo an e io men e e ec uado e elou que na p es- ação domiciliá ia de cuidados de saúde e ec uada pelas 199 unidades de saúde que compõem os cen- os de saúde e ex ensões do dis i o de Lisboa, em 35% dos casos, os esíduos hospi ala es p oduzidos icam em casa dos doen es e em 69% dos casos icam aí ambém os co o-pe u an es. Es es esíduos e am pos e io men e colocados pelos u en es nos con en o- es cama á ios, seguindo o ci cui o no mal dos esí- duos sólidos u banos (Ta a es e Ba ei os, 2004). As úlce as c ónicas es ão en e as si uações que mais equen emen e cons i uem o mo i o des es a amen- os domiciliá ios. Ou as si uações, com um ca ác e mais agudo, são menos equen es nes e ipo de a- amen o. As úlce as enosas e a e iais dos memb os in e io es êm uma magni ude impo an e en e as e idas c ó- 51 VOL. 23, N.o 2 — JULHO/DEZEMBRO 2005 Saneamen o do ambien e nicas e as suas causas são múl iplas — auma ismos, in ecções po í us, bac é ias, ungos, p o ozoá ios, picadas, dis ú bios me abólicos (como a diabe es melli us), al e ações ascula es (como as asculi es), doenças sanguíneas, cu âneas, neu opa ias e a posi- ção de decúbi o. Na maio ia dos casos, as úlce as da pe na são de idas à ombo lebi e e a a izes ou insu- iciência enosa. De e ambém se salien ada a condição clínica das pessoas com insu iciência enosa c ónica com úlce- as, as quais ap esen am longos empos de cica iza- ção, uma ele ada equência de ecidi as e, conse- quen emen e, um ele ado cus o do a amen o, sendo um ac o de diminuição impo an e de qualidade de ida. Há dois aspec os que me ecem especial a enção, pa - icula men e nas lesões ó icas — a isquemia e a in ecção. Es a associação é equen e, o que cons i ui um ac o ag a an e nas lesões dis ais em diabé icos e a e oscle ó icos, sendo manda ó io, pa a além da es a- bilização da ci culação dis al, o con olo da in ecção. Es e quad o global de e mina a quan idade e os ní eis de pe igosidade de esíduos hospi ala es p o- duzidos na p es ação de cuidados de saúde domiciliá- ios a es es doen es. As úlce as a icosas, endo como ac o e iológico a hipe ensão enosa c ónica, são equen emen e um mo i o des es a amen os no domicílio, de e minan- do a g ande du ação dos a amen os p es ados a es es doen es. As úlce as do pé diabé ico, esul an es das complica- ções c ónicas da diabe es, a neu opa ia diabé ica e a doença ascula pe i é ica são ou as das causas e- quen es dos a amen os domiciliá ios. Ce ca de 20% de odos os diabé icos desen ol em úlce as dos memb os in e io es nalgum momen o da sua ida, sendo 25% de odos os in e namen os dos diabé icos de idos a p oblemas nos memb os in e io es. Ce ca de 70% das ampu ações não aumá icas são e ec ua- das em doen es diabé icos. Es as ampu ações nos diabé icos êm na sua o igem uma his ó ia de úlce a que e olui pa a uma in ecção, cujo ecu so e apêu- ico, pa a e i a o óbi o po sépsis, é a ampu ação. A ele ada incidência e p e alência des e ipo de complicações na diabe es, com um ele ado núme o de p es ações de cuidados domiciliá ios, conduz necessa iamen e a a amen os com uma ele ada p o- dução de esíduos, cujos quan i a i os se ão diminuí- dos a a és de uma adequada in e enção ao ní el dos cuidados de saúde p imá ios, p e enindo o apa- ecimen o des as complicações da diabe es. As úlce as de p essão são ou a das si uações que solici am equen emen e a p es ação de cuidados no domicílio. São á eas localizadas de mo e celula , que se desen ol em quando um ecido mole é com- p imido en e uma p oeminência óssea e uma supe - ície du a po um p olongado pe íodo de empo. Pa a além da du ação da p essão, ou os dois ac o es in e êm na e iopa ogenia da úlce a de p essão — a in ensidade de p essão e a ole ância ecidula . Como o me abolismo celula depende de os asos sanguí- neos anspo a em nu ien es pa a os ecidos e emo- e em p odu os esul an es desse me abolismo, quando os ecidos moles são subme idos a p olon- gada p essão e consequen e insu iciência nu icional, oco e a mo e celula . A hid a ação, as doenças c ónicas, as doenças cá dio- - ascula es, a idade e a ausência de mobilidade cons- i uem alguns dos ac o es mais equen es e impo - an es na génese das úlce as de p essão, sendo de ealça a impo ância de uma a enção na mobilidade des es doen es, e i ando que haja pe sis ências de p essão suscep í eis de ocasiona em o apa ecimen o des as úlce as. Uma das si uações que não é abo dada nes e abalho de in es igação e e e-se aos cuidados p es ados a si mesmos pelos p óp ios doen es ou seus amilia es, sem o ecu so a p o issionais de saúde — os au ocui- dados, os quais ambém p oduzem esíduos hospi a- la es, seguindo habi ualmen e o ci cui o dos esíduos sólidos u banos. Um dos exemplos que, em e mos eó icos, podem se analisados é o caso dos diabé icos, os quais, pela egula idade do a amen o e pelo aumen o da p e a- lência da doença, p oduzem uma g ande quan idade de esíduos hospi ala es, designadamen e de co o- -pe u an es. Dis ingue-se a diabe es do ipo 1 e do ipo 2, sendo uma das p incipais e iologias da diabe es do ipo 2 o excesso de peso e cujo a amen o passa pelo egime alimen a adap ado, pelo exe cício ísico e, em mui- os dos casos, po uma e apêu ica o al. A diabe es do ipo 1 ep esen a ce ca de 10% dos diabé icos. Os doen es são insulinodependen es, necessi ando, po an o, de injecções de insulina. O a amen o exige um ce o igo ao ní el dos cui- dados e o seu cump imen o p e ine odas as compli- cações degene a i as que podem su gi com a doença. Os diabé icos do ipo 1 são assim u ilizado es egula- es de co o-pe u an es, pois es ão ob igados a e i i- ca em, á ias ezes po dia, a sua axa de glicemia e a au o-injec a em-se insulina, ambém á ias ezes po dia. Além disso, mui os diabé icos do ipo 2, após á ios anos de e olução da doença, podem igualmen e necessi a de inicia em uma e apêu ica com insulina. A eliminação dos esíduos hospi ala es p oduzidos po es es doen es, incluindo, po an o, os co o-pe u- an es, pode en ão o na -se uma eal p eocupação (Ta a es, 2004). 52 REVISTA PORTUGUESA DE SAÚDE PÚBLICA Saneamen o do ambien e De aco do com a Associação F ancesa dos Diabé- icos (AFD), um diabé ico insulinodependen e p o- duz, em média, 4 kg de esíduos po ano (F ança. ADEME, 2004). Es es esíduos consis em un- damen almen e no seguin e: i as, lance as, ampo- las, agulhas, cane as e algodão com sangue e sem sangue. Sabe-se, de aco do com a Di ecção-Ge al da Saúde (1995), que a p e alência da diabe es em Po ugal é de 5% e que, en e es es, 10% são do ipo 1. Sabendo-se que a população po uguesa é de 10 milhões de indi íduos, conclui-se que 500 000 são dia- bé icos, dos quais 50 000 são do ipo 1. Aplicando o alo es imado pela AFD, em Po ugal, os diabé icos, na p es ação de au ocuidados, p oduzem anualmen e 200 de esíduos hospi ala es, na sua quase o alidade dos G upos III e IV, as quais são colocadas nos con en o es municipais, seguindo assim o ci cui o dos esíduos sóli- dos u banos (F ança. ADEME, 2004). Dado que o abalho de in es igação aqui ap esen- ado se e e e à cidade da Amado a, cuja população é de 176 000 habi an es (Po ugal. Câma a Munici- pal da Amado a, 2002), pode en ão es ima -se a exis ência aí de 8800 diabé icos, dos quais 880 são do ipo 1. De aco do com os alo es apon ados pela AFD, pode es ima -se um quan i a i o de 3,5 de p odução anual de esíduos hospi ala es po es es doen es, incluindo po an o co o-pe u an es, no concelho da Amado a, o iundos da p es ação de au ocuidados po si e ec uada (F ança. ADEME, 2004). Não se es ão a conside a , em quaisque dos casos, os diabé icos do ipo 2 que, numa dada al u a da sua ida, começam a au o-injec a -se insulina. Tal aumen a ia os alo es des a es ima i a. Es es esíduos são colocados nos con en o es munici- pais, seguindo, po an o, o ci cui o dos esíduos sóli- dos u banos. Ac esce ainda a es e aspec o o ac o de ecen emen e e em sido in oduzidas no me cado as cane as desca á eis, o que ag a a á ainda mais es a si uação. Mas a p es ação de au ocuidados é um sec o di uso, pa icula men e dispe so e di ícil de cap a . Ou os G upos de doen es, além dos diabé icos, azem am- bém com egula idade p es ação de au ocuidados. Os p o issionais de saúde em exe cício libe al, médi- cos e en e mei os, são ambém p odu o es ocasionais ou egula es de pequenas quan idades de esíduos hospi ala es. Um dos aspec os que de em se mencionados na concep ualização sob e es a ma é ia e e e-se à o ma como os doen es lidam com os medicamen os. De ac o, os que são ejei ados, os que deixa am de se omados pelos doen es ou os que ul apassa am os seus p azos de alidade são na maio pa e dos casos colocados nos con en o es municipais ou são lança- dos pa a o esgo o. Es a si uação e i ica-se apesa de em Po ugal exis i um sis ema de ecolha des es medicamen os, com a colabo ação das a mácias (F ança. ADEME, 2004). Con udo, embo a en o mando oda a concep ualiza- ção eó ica possí el da p oblemá ica elacionada com a p odução de esíduos hospi ala es nos domicílios dos doen es, os au ocuidados não in eg am os objec- i os des e abalho de in es igação, o qual se deb uça sob e aquela p odução como esul ado da p es ação de cuidados domiciliá ios pelos p o issio- nais dos cen os de saúde. 2. Objec i os 2.1. Objec i o ge al Quan i ica a p odução de esíduos hospi ala es na p es ação de cuidados domiciliá ios no concelho da Amado a du an e o ano de 2003. 2.2. Objec i os especí icos • De e mina o peso médio de esíduos hospi ala es dos G upos III e IV p oduzidos, po ac o adminis- ado, na p es ação de cuidados domiciliá ios no concelho da Amado a. • Es abelece as associações es a ís icas en e os alo es des as p oduções e ou as a iá eis de in e esse, designadamen e: — Ca ac e ís icas do doen e — a iá eis: sexo, idade e doença; — Ca ac e ís icas do a amen o — a iá eis: du ação e pe iodicidade do a amen o; — Ca ac e ís icas sazonais — a iá el: época do ano. • Iden i ica o des ino inal dos esíduos hospi ala- es dos G upos III e IV p oduzidos nos ac os de p es ação de cuidados domiciliá ios no concelho da Amado a. • Es ima o peso anual dos esíduos hospi ala es dos G upos III e IV p oduzidos na p es ação de cuidados domiciliá ios no concelho da Amado a du an e o ano de 2003. 3. Me odologia Pa a a de e minação e ca ac e ização dos quan i a i- os dos G upos III e IV p oduzidos ao ní el da p es- 53 VOL. 23, N.o 2 — JULHO/DEZEMBRO 2005 Saneamen o do ambien e ação de cuidados domiciliá ios em 2003 p ocedeu- -se a um es udo obse acional, ans e sal, com com- ponen e analí ica, da p odução de esíduos hospi ala- es ao ní el da p es ação de cuidados domiciliá ios, p ocedendo-se à análise da associação das a iá eis em es udo (F ança. ADEME, 2004). Ob e e-se uma amos a casual ep esen a i a da população. O uni e so do es udo e a cons i uído po odos os doen es subme idos a p es ação de cuidados domiciliá ios du an e o ano de 2003 no concelho da Amado a. Não se dispunha da possibilidade de e , no início do ano em que deco eu o es udo, um a olamen o com- ple o de odos os memb os da população em análise, dado que os doen es em p es ação de cuidados domi- ciliá ios ão en ando ao longo do ano na lis a de p es ação desses mesmos cuidados, consoan e ão so endo as di e sas pa ologias. Sabe-se quan os doen es es ão em a amen o no iní- cio do pe íodo do es udo, quan os ão en ando no plano de a amen os ao longo do empo em es udo, o empo de pe manência de cada um deles, quan os saem po e em comple ado o a amen o e quan os es ão em a amen o no inal do pe íodo de empo que es á a se analisado. Sabe-se ambém quan as ezes um doen e é subme- ido à p es ação de cuidados no seu domicílio. Es e dado é a iá el, dado que uma p opo ção de doen es es á em a amen o diá io, com excepção do domingo, ou a p opo ção a á a amen o ês ezes po semana, ou a p opo ção duas ezes po semana e uma ou a ainda uma ez po semana e e en ual- men e uma só p es ação de cuidados domiciliá ios. Conside a am-se as qua o es ações do ano e selec- cionou-se alea o iamen e uma semana po cada uma delas. No concelho da Amado a, se e en e mei os saem dia iamen e pa a a amen os domiciliá ios em ia u- as dos se iços de saúde, na sua p óp ia ia u a, de áxi ou mesmo a pé. Seleccionou-se alea o iamen e o en e mei o a acompanha nas qua o semanas ob i- das. Op ou-se po um in e alo de con iança amplo, de 95%, assegu ando com melho p obabilidade o cál- culo da es ima i a da média dos quan i a i os de esí- duos hospi ala es p oduzidos na p es ação de cuida- dos domiciliá ios. Um in e alo de con iança de 95% possibili a ia a es ima i a de uma média populacional com a ce eza de que ha ia 95 possibilidades em 100 de se es a co ec o. Após a es ima i a das médias p oduzidas, ez-se a compa ação en e as qua o amos as colhidas, uma em cada es ação do ano, p ocedendo-se a uma aná- lise de a iância. Em cada indi íduo subme ido a um ac o de p es ação de cuidados domiciliá ios o am in es igadas as seguin es a iá eis: sexo, idade, doença, du ação do a amen o, pe iodicidade semanal do a amen o, época do ano, peso dos esíduos do G upo III e peso dos esíduos do G upo IV. Conside a am-se a iá eis dependen es os pesos dos esíduos hospi ala es p o- duzidos dos G upos III e IV. Os quan i a i os dos esíduos hospi ala es dos G u- pos III e IV p oduzidos po cada a amen o en a am no es udo em unção do núme o de a amen os a que cada doen e oi subme ido ao longo da semana, is o é, dia iamen e, com excepção do domingo, ês ezes po semana ou duas ezes po semana. O ins umen o de obse ação oi a obse ação di ec a expe imen al. Todos os esíduos p oduzidos o am pesados, po g upos, com o ecu so a uma balança elec ónica de p ecisão. A amos a oi cons i uída po 88 doen es, num o al de 317 obse ações, dos 1012 doen es em a amen o domiciliá io du an e um ano, comp eendido en e 22 de Dezemb o de 2002 e 21 de Dezemb o de 2003, du an e as qua o semanas seleccionadas alea o ia- men e, de en e as 52 semanas do ano em es udo (F ança. ADEME, 2004). Os dados o am in oduzidos em compu ado e a a- dos com o auxílio do p og ama SPSS (S a is ical Package o he Social Sciences), e são 11.5 pa a Windows, endo sido aplicadas as análises es a ís icas consen âneas com os objec i os em es udo. 4. Resul ados Du an e esse ano, que deco eu en e 22 de Dezem- b o de 2002 e 21 de Dezemb o de 2003, es i e am em a amen o domiciliá io no concelho da Amado a 1012 doen es. Fo am, po an o, obse ados 8,7% do o al de doen es em a amen o domiciliá io. Obse ou-se que odos os esíduos, com excepção dos co o-pe u an es, incluídos no G upo IV da clas- si icação po uguesa ica am em casa do doen e, em sacos de plás ico po ele o necidos, os quais e am pos e io men e deposi ados pelos p óp ios doen es nos con en o es cama á ios. A análise da amos a e ela que as a iá eis ine en es aos p óp ios doen es, como o sexo, a idade e a doença em ques ão, ap esen a am os seguin es alo es: • A a iá el sexo e elou que 31 (35,2%) doen es e am do sexo masculino e 57 (64,8%) do sexo eminino; • A a iá el idade e elou uma média de 70 anos, com um des io-pad ão de 10,5, um alo máximo de 92 e mínimo de 34; 54 REVISTA PORTUGUESA DE SAÚDE PÚBLICA Saneamen o do ambien e • A a iá el doença e elou que os 88 doen es obse ados inham as pa ologias cons an es da Figu a 1; • A a iá el pe iodicidade das obse ações (núme o de a amen os po semana) omou os seguin es alo es: 6 a amen os/semana: 22 doen es; 3 a amen os/semana: 53 doen es; 2 a amen os/semana: 13 doen es; • No que espei a à a iá el du ação do a amen o (núme o de semanas em a amen o), a amos a ap esen ou uma média de 13,7 semanas, com um des io-pad ão de 14,9, um alo máximo de 52 semanas e um alo mínimo de 1 semana; • No que conce ne à a iá el época do ano, as qua o semanas em obse ação p oduzi am os alo es ap esen ados na Figu a 2. E ec ua am-se as associações es a ís icas das a iá- eis em análise com a a iá el dependen e peso dos esíduos hospi ala es p oduzidos do G upo III. Na análise da associação es a ís ica da a iá el sexo com a a iá el peso do G upo III e i icou-se não exis i elação en e as duas a iá eis ( es e de Figu a 2 Cuidados domiciliá ios no concelho da Amado a — núme o de doen es po época do ano 23 24 21 20 In e no P ima e a Ve ão Ou ono Figu a 1 Cuidados domiciliá ios no concelho da Amado a — pa ologias e núme o de casos na amos a Pós-ope a ó io Aciden e In ecção Pa ologia os eo-a icula Esca a de p essão Pé diabé ico Úlce a a icosa 0 10203040 55 VOL. 23, N.o 2 — JULHO/DEZEMBRO 2005 Saneamen o do ambien e Mann-Whi ney; p= 0,75). Ap esen am-se no Qua- d o I as médias, alo es mínimos e máximos, das p oduções de esíduos hospi ala es po a amen o na sua dis ibuição po sexos. Na análise da associação es a ís ica da a iá el idade com a a iá el peso do G upo III p ocedeu-se do seguin e modo: de e minou-se o coe icien e de co elação de Pea son, endo-se ob ido um alo de 0,33 (p< 0,01); de e minou-se ambém o coe i- cien e de co elação de Spea man en e as duas a iá eis e ob e e-se uma co elação de 0,28 (p< 0,01). Pa a ambas exis e uma co elação signi ican e, o que que dize que, nes a amos a, quan o mais idosos e am os doen es, mais esíduos do G upo III o am p oduzidos. Na análise da associação es a ís ica da a iá el doença com a a iá el peso do G upo III e i icou- -se a exis ência de di e enças es a is icamen e signi- ica i as (p< 0,001) en e os G upos de doença ace à a iá el peso ( es e de K uskal-Wallis). Conclui-se, assim, que ês doenças es udadas na amos a — úlce a a icosa, pé diabé ico e esca a de p essão — p oduzem, po o dem dec escen e, mais esíduos hospi ala es do G upo III do que as ou as doenças da amos a. Ap esen am-se no Quad o II as médias, des ios- -pad ão, alo es mínimos e máximos, das p oduções Quad o I Cuidados domiciliá ios no concelho da Amado a. Médias de p o- dução de esíduos hospi ala es do G upo III po ac o p es ado e po sexo Sexo Média Valo mínimo Valo máximo Unidades Masculino 206,2 31,7 402,5 Feminino 216,8 28,4 507,7 Quad o II Cuidados domiciliá ios no concelho da Amado a — p odução média de esíduos hospi ala es do G upo III (em g amas) po a amen o em cada ca ego ia de doença Média Des io- Valo Valo (po a amen o) -pad ão mínimo máximo Úlce a a icosa 40 45,5 258,1 118,8 52,0 507,7 Pé diabé ico 22 25 247,9 106,8 101,1 487,3 Esca a de p essão 8 9,1 279,3 90,5 98,6 379,4 Pa ologia os eo-a icula 10 11,4 40,4 8,9 28,4 57,3 In ecção 4 4,5 35,1 7,9 28,4 46,5 Aciden e 2 2,3 61,1 1,7 59,9 62,3 Pós-ope a ó io 2 2,3 35,0 4,7 31,7 38,3 n= núme o de doen es. Doença nPe cen agem G amas 56 REVISTA PORTUGUESA DE SAÚDE PÚBLICA Saneamen o do ambien e de esíduos hospi ala es po doença. Es a p odução média po doença pode se isualizada na Figu a 3. Na análise da associação es a ís ica da a iá el núme o de a amen os po semana com a a iá el peso do G upo III e i icou-se exis i em di e enças es a is icamen e signi ica i as (p= 0,033) en e as duas a iá eis ( es e de K uskal-Wallis). Conclui-se que os doen es obse ados um maio núme o de ezes p oduzem, po a amen o (ac o p es ado), um meno peso médio de esíduos hospi- ala es do G upo III, is o é, os que são subme idos a ês a amen os po semana p oduzem um maio alo médio po a amen o de esíduos do G upo III do que os que são subme idos a seis a amen os po semana, associado ao ac o de que os indi íduos com pa ologias que p oduzem mais esíduos hospi ala es do G upo III o am subme idos a um meno núme o de a amen os po semana, is o é, ês ezes. Ap esen am-se no Quad o III as médias, des ios- -pad ão, alo es mínimos e máximos, das p oduções de esíduos hospi ala es po pe iodicidade de a a- men o po semana. Es a p odução média po a a- men o pode se isualizada na Figu a 4. Na análise da associação es a ís ica da a iá el du a- ção do a amen o com a a iá el peso do G upo III u ilizou-se a co elação de Pea son ( = 0,515) e a Quad o III Cuidados domiciliá ios no concelho da Amado a — p odução média de esíduos hospi ala es do G upo III (em g amas), po a amen o, em cada ca ego ia de pe iodicidade de a amen os Núme o de a amen os Des io Valo Valo po semana pad ão mínimo máximo 2 13 14,8 136,2 54,0 38,3 201,9 3 53 60,2 237,8 113,9 28,4 487,3 6 22 25,0 198,8 182,9 28,4 507,7 n= núme o de doen es. nPe cen agem Média Figu a 3 P odução média de esíduos hospi ala es do G upo III (em g amas), po a- amen o (ac o p es ado), em cada ca ego ia de doença Pós-ope a ó io Aciden e In ecção Pa ologia os e-oa icula Esca a de p essão Pé diabé ico Úlce a a icosa 0 50 100 150 200 250 300 g amas 57 VOL. 23, N.o 2 — JULHO/DEZEMBRO 2005 Saneamen o do ambien e co elação de Spea man ( s= 0,563). Em ambos os casos, as co elações o am signi ican es (p< 0,01). Tal signi ica que, quan o maio é a du ação do a a- men o, maio é a quan idade de esíduos do G upo III p oduzida po a amen o. Na análise da associação es a ís ica da a iá el época do ano com a a iá el peso do G upo III u ilizou-se o es e de K uskal-Wallis (p= 0,925), concluindo-se não exis i em na amos a di e enças es a is icamen e signi ica i as, pelo que pode a i ma -se que não exis- em di e enças na p odução de esíduos hospi ala es do G upo III po a amen o, po doença e po es a- ção do ano. P e endia-se, como um dos objec i os des e abalho de in es igação, de e mina o peso médio de esíduos hospi ala es do G upo III p oduzidos po a amen o, azendo a ex apolação pa a as quan idades p oduzi- das po ano no concelho da Amado a. No es udo e ec uado, a média ob ida do peso do G upo III p oduzido po a amen o (ac o p es ado) em cuidados domiciliá ios oi de 213,1 g amas, com um e o-pad ão da média de 14,1. Como se p e endia es ima o peso o al de esíduos do G upo III p oduzidos na p es ação domiciliá ia de cuidados no concelho da Amado a du an e o ano de 2003, admi iu-se que a população de indi íduos sub- me idos a a amen o no domicílio du an e esse ano se compo a a como a amos a e i ada alea o iamen e. Assim, os cálculos e ec uados pa a a população em es udo i e am em linha de con a o peso médio de esíduos hospi ala es do G upo III p oduzidos po doen e, po a amen o e dis ibuição semanal na amos a, endo-se adop ado um ní el de con iança de 95%. A ex apolação oi e ec uada pa a as 52 sema- nas do ano. Concluiu-se que o peso o al de esíduos hospi ala es do G upo III p oduzidos na p es ação de cuidados domiciliá ios em 2003 pelos 1012 doen es, com um ní el de con iança de 95%, cai no in e alo com- p eendido en e um limi e in e io de 8,8 e um limi e supe io de 11,4 . Do mesmo modo, o am e ec uadas as associações es a ís icas das a iá eis em análise com a a iá el dependen e peso dos esíduos hospi ala es p oduzi- dos do G upo IV. O peso de esíduos hospi ala es do G upo IV p odu- zidos po a amen o oi, nos 18 casos em que exis iu, de 3,8 g. Es e peso co esponde às agulhas u ilizadas em e apêu ica injec á el. No que espei a à análise da associação es a ís ica da a iá el sexo com a a iá el peso de esíduos hospi- ala es do G upo IV, e i icou-se não exis i em di e- enças en e ambos os sexos ( es e do quiquad ado; p= 0,14). Na análise da associação es a ís ica da a iá el idade com a a iá el peso de esíduos hospi ala es do G upo IV e i icou-se que os doen es mais no os são os que p oduzem mais peso de esíduos do G upo IV ( es e de Mann-Whi ney; p= 0,064). Pode conclui - -se que, quan o meno é a idade dos doen es subme- Figu a 4 Cuidados domiciliá ios no concelho da Amado a — p odução média de esíduos hos- pi ala es do G upo III, po a amen o, em cada ca ego ia de pe iodicidade de a amen os 250 200 150 100 50 0Uma ez po semana Duas ezes po semana T ês ezes po semana Peso (g)