“Libe a o eu can o, libe a-o no a !” – A P á ica Co al
na Educação Musical
So ia Gonçal es Po ela ∙ N.º 51612
Rela ó io de Es ágio de Mes ado em Ensino de Educação
Musical no Ensino Básico
Ve são co igida e melho ada após de esa pública
No emb o, 2021
Rela ó io de Es ágio ap esen ado pa a cump imen o dos equisi os necessá ios
ob enção do g au de Mes e em Ensino de Educação Musical no Ensino Básico, ealizado sob
a o ien ação cien í ica do P o esso Dou o João Noguei a, P o esso auxilia da Faculdade de
Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa e da P o esso a Dou o a Isabel
Figuei edo, P o esso a auxilia con idada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da
Uni e sidade No a de Lisboa.
DECLARAÇÃO
Decla o que es e Rela ó io de Es ágio é o esul ado da minha in es igação pessoal e
independen e. O seu con eúdo é o iginal e odas as on es ci adas es ão de idamen e
mencionadas no ex o, nas no as e na bibliog a ia.
A candida a
________________________
Lisboa, …. de …………………. de 2021
Decla o que es e Rela ó io de Es ágio se encon a em condições de se ap esen ado a p o as
públicas:
O o ien ado
_________________________
Lisboa, …. de …………………. de 2021
Ag adecimen os
À P o esso a Isabel Figuei edo e ao P o esso João Noguei a pelo conhecimen o eó ico
nos úl imos dois anos que p epa ou a p á ica nes e úl imo ano.
À P o esso a Helena Rod igues, pela libe dade de mo imen o e musical nas suas aulas,
já desde a licencia u a; e à Ana Isabel pela ene gia incessan e, amizade e ajuda, não só nes e
mes ado, mas ambém nas nossas a en u as musicais lá o a.
Ao P o esso Paulo, pela simpa ia, disponibilidade, pa ilha, abe u a e boa disposição,
que me ez semp e sen i que pe encia àquela sala de aula e àquela escola.
A oda a comunidade escola onde se ealizou o es ágio, pelo acolhimen o calo oso e
semp e disponí el.
À Bea iz, ao Diogo, à Pa ícia, à Sónia e à Ta iana, pelo apoio, en eajuda, humo e boa
disposição p esen es desde o p imei o dia de aulas. Começamos jun os, acabamos jun os!
Aos meus pais, Paulo e Isabel, po e em deixado à minha me cê, desde semp e, os
ins umen os musicais no meu qua o.
Ao meu i mão, Guilhe me, pela Missa B e is de Lo i, que começa semp e sem ninguém
espe a , agua dando a minha espos a.
Aos meus amigos do co ação, pelos incen i os, p esença e paciência nos momen os
mais ou menos inspi ados. Ado o- os.
A odos os meus colegas e amigos can o es, maes os, composi o es e p o esso es, com
quem enho o p i ilégio de pa ilha os palcos, po enche em a minha ida de boa Música e me
ensina em e inspi a em an o.
Can a , can a !
É ão bom passa o dia a can a !
Sen i o om e espi a ,
Libe a o eu can o, libe a-o no a !
Manon Ma ques, canção “Can a , can a !”
“P o esso a, eu que o se can o a po causa de si!”
– aluna de uma das u mas de 6.º ano, no meu úl imo dia de aulas na escola
Dedico es e abalho a odos os que gos am de can a ,
com ou sem público,
no palco, na sala de aula, em casa, sozinhos ou acompanhados.
Ab am a ossa alma e deixem-na essoa a a és das ossas ozes.
1
INTRODUÇÃO
Es e ela ó io oi elabo ado no âmbi o do Mes ado em Ensino de Educação Musical no
Ensino Básico, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa.
A a és do mesmo p ocu a ei e lec i sob e a P á ica de Ensino Supe isionada (PES) que
deco eu num es abelecimen o de ensino público no dis i o de Lisboa, concelho de Vila F anca
de Xi a, du an e o ano lec i o de 2020/2021. Nas ac i idades que me p opus a ealiza e que
desen ol i com os alunos nes e es ágio, deb ucei-me sob e a u ilização da oz, do can o, pa a
a ap eensão e comp eensão de concei os eó icos musicais, o cuidado que de emos e com es e
ins umen o. Também es a a planeada a p epa ação de uma canção – “Can a , can a !”, da
au o ia de Manon Ma ques, com um a anjo pa a piano e duas ozes iguais, esc i o po mim –
mas que acabou po não se ealiza na sua o alidade. Es a ques ão se á abo dada no capí ulo
3.2. Aulas leccionadas.
O í ulo des e ela ó io – “Libe a o eu can o, libe a-o no a !” – A P á ica Co al na
Educação Musical – é compos o po uma das ases da canção e e ida an e io men e, com o
in ui o de apela à i acidade e aleg ia que o can o, quando inse ido na o ina diá ia, az a
quem o p a ica. Nas aulas que leccionei e nas in e enções que ui azendo nas aulas
obse adas, p ocu ei da p imazia a es e ins umen o musical, mui as ezes esquecido, que
nasce connosco e é u ilizado odos os dias. Po se usada em odo o momen o, a nossa oz é
algo que nos é p o undamen e na u al e p óximo e que ib a no nosso co po, dando-nos
possibilidade de expe iencia a Música e as suas ib ações de uma o ma mui o ín ima e
especial. Ac edi o que, po pode mos sen i em p imei a mão, no nosso co po, a Música
1
a a és
do can o, es e seja a e amen a ideal pa a ap eende e comp eende concei os eó icos musicais
que se conseguem exempli ica e expe iencia a a és do can o, daí eu e -me p opos o e e
usado es a abo dagem du an e es e es ágio.
O meu in e esse em desen ol e es a ideia cen ada na oz can ada em da minha
expe iência enquan o músico. Sou can o a, pianis a/o ganis a acompanhado a e co- epe ido a e
1
No p esen e ela ó io, semp e que a pala a “Música” su gi com ‘M’ maiúsculo, es a ei a e e i -me à a e;
semp e que a pala a su ja com ‘m’ minúsculo, o uso da pala a de e se is o como sinónimo de “peça” ou
“canção”.
2
maes ina e em qualque uma des as ês ac i idades a oz e o can o co al es ão p esen es: não
só can o a solo como em di e sos co os e ensembles ocais; acompanho g upos co ais ao piano
ou ao ó gão; e di ijo co os. A minha ac i idade enquan o músico e e um c escimen o
exponencial e assumiu ele ada impo ância aquando da minha en ada na licencia u a em
Ciências Musicais, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de
Lisboa, em 2016, con ac ando, den o e o a do cu so, com di e sas expe iências e músicos que
omen a am e me ensina am imenso sob e o mundo do can o co al. A pa i des as expe iências
e das pessoas com quem me ui c uzando, a minha paixão pela Música, pela oz e po “ aze
Música”
2
em conjun o oi c escendo e sendo alimen ada.
Quando iniciei o Mes ado em Ensino de Educação Musical, comecei, ambém, pela
mesma al u a, a da aulas de Exp essão Musical, p imei o, em Ac i idades Ex acu icula es
no 1.º ciclo (apenas ce ca de um mês) e, depois, a bebés e c ianças dos 0 aos 5 anos de idade.
Es as duas expe iências o am o meu p imei o con ac o com o ensino e sensibilização pa a es a
a e, a Música, embo a as idades aqui encon adas sejam in e io es àquelas a que es e ciclo de
es udos se p opõe a guia -nos. Po an o, o meu p imei o con ac o com alunos de 2.º ciclo
acon eceu na P á ica de Ensino Supe isionada, no 2.º ano des e Mes ado. Ing essei nes e cu so
como um li o em b anco, p on a a ecebe odo o conhecimen o e expe iência que não só os
docen es me ansmi i am, mas, ambém, os meus colegas, que já inham bas an es anos de
expe iência na á ea. P ocu ei i a pa ido do conhecimen o eó ico e expe iência p á ica
musicais que enho (sendo que sou, p imei amen e, músico de p o issão) pa a sensibiliza os
alunos de que a Educação Musical e a Música não de em se desp ezadas (in elizmen e, ainda
pe sis e a ideia, en e pais e alunos, de que es a disciplina é menos impo an e que, po exemplo,
Po uguês, Ma emá ica ou His ó ia, e po isso não me ece an o cuidado nem a enção). Quis,
ainda, ap oxima -me dos alunos, mos ando que i o des a a e, ocando (di e sos
ins umen os) e can ando nas aulas, pa a lhes aze pe cebe e, sob e udo, sen i , que “ aze
Música”2 az aleg ia e bem-es a , especialmen e quando o azemos com ou os. A oz es e e
quase semp e p esen e na minha abo dagem, que nas in e enções que ui azendo em aulas
obse adas mas, sob e udo, em aulas leccionadas po mim, não só pa a apela ao lado a ís ico
e p á ico da mesma mas ambém pa a chama à a enção de que emos um ins umen o musical
2
Na e dade, a pala a que gos a ia de usa pa a subs i ui es a exp essão é “Musicking”, cuja de inição,
ap esen ada po Ch is ophe Small, é mui o mais comple a: “To music is o ake pa , in any capaci y, in a musical
pe o mance, whe he by pe o ming, by lis ening, by ehea sing o p ac icing, by p o iding ma e ial o
pe o mance (wha is called composing), o by dancing” (Small, 1998, p. 9).
3
di ec o e semp e disponí el que nos pode ajuda a comp eende concei os musicais abo dados
no p og ama de Educação Musical, como dinâmica, in e alos, a iculação de no as, e c, já que
é uma ac i idade mui o comple a, pois en ol e melodia, i mo e ha monia suben endida
(Pa ejo, 2013, p. 103). Além disso, como e e e Enny Pa ejo (2013, p. 103), ci ando Willems,
“é mui o impo an e que a c iança i a os a os musicais an es de oma consciência deles”,
ou seja, é p eciso sen i e i e a música e udo o que eo icamen e es á implíci o nessa p á ica
an es de, e ec i amen e, abo da eo icamen e os concei os abalhados na p á ica. P ocu ei,
en ão, segui es a pe spec i a e auxilia -me do can o e p á ica co al pa a que a ap eensão des es
concei os osse mais o gânica.
O ela ó io i á di idi -se em qua o capí ulos. O p imei o capí ulo abo da o ensino da
Música em Po ugal, con ex ualizando-o, e os objec i os e con eúdos da disciplina de Educação
Musical no 2.º ciclo. O segundo capí ulo a a a p á ica co al na Educação Musical, e e indo a
impo ância que a oz em no p ocesso de ap endizagem musical. O e cei o capí ulo e e e-se
à con ex ualização do es abelecimen o de ensino onde ealizei a P á ica de Ensino
Supe isionada, e e indo ca a e ís icas ge ais da escola, da sala de aula onde es a P á ica
deco eu e o ganização da disciplina. Po im, no e cei o capí ulo, especi ico alguns aspec os
da P á ica de Ensino Supe isionada: aulas obse adas, aulas leccionadas e lexões, c í icas e
ac i idades ex acu icula es onde es i e p esen e, como a o Clube de Rádio Escola PJM. Em
anexo é possí el consul a algumas plani icações de aulas leccionadas po mim e, ambém, em
conjun o com as minhas duas colegas, du an e o es ágio.
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1. A Educação Musical em Po ugal
1.1 Con ex ualização his ó ica
A pa i do ano de 1835, e du an e 80 anos, o Conse a ó io Real (ac ualmen e
denominado de Conse a ó io Nacional), c iado po Almeida Ga e , e a o único luga em que
o ensino da música acon ecia de o ma sis emá ica, o mando músicos, in é p e es e
composi o es de ele ância na época.
Em 1878 é in oduzido no en ão ensino p imá io o Can o Co al. Nes a medida, a música
e a is a como símbolo de unidade do po o e igualdade e uma o ma de exp essa sen imen os.
No en an o, a unção do Can o Co al acabou po se , mais a de, essencialmen e, a de eiculação
de ideologia nacional, a a és das ac i idades e i ne enções da Mocidade Po uguesa. E a
leccionado po “p o esso es sem o mação adequada e que se sen iam incapazes de mo i a os
seus alunos” (Mo a, 2014, p. 43). Com a implemen ação da democ acia em Po ugal, o Can o
Co al, que e a única ac i idade musical p esen e nas escolas, oi subs i uído po um sis ema de
Educação Musical, que de endia que a p á ica musical de ia p ecede a sua eo ia, abo dando
concei os mais ab angen es de ensino e ap endizagem. A Fundação Calous e Gulbenkian e a
Associação Po uguesa de Educação Musical con ibuí am pa a es a mudança no pano ama,
o ganizando di e sos seminá ios, con e ências e cu sos b e es de música.
Em 1986, com a publicação da Lei de Bases do Sis ema Educa i o, a disciplina de
Educação Musical iu uma eno ação, com a c iação de cu sos especí icos de o mação de
p o esso es nes a disciplina nas Escolas Supe io es de Educação e nos Ins i u os Poli écnicos.
Nas úl imas décadas do séc. XX, su gi am di e sas discussões, com a in luência do
pensamen o de á ios au o es, que p ocu a am es abelece aquilo que se en ende po uma
Educação Musical con empo ânea e o que é que isso implica a na o mação de p o esso es. A
p incipal ideia discu ida e a de que “a Educação Musical, po um lado, inha que e em con a
as expe iências musicais dos alunos e, po ou o, que o seu cu ículo de e ia se cons uído em
o no das á eas da audição, in e p e ação e composição” (Mo a, 2014, p. 44). Em 2001, com a
publicação das Compe ências Essenciais do Cu ículo Nacional do Ensino Básico, o luga que
a Música de e ia assumi no cu ículo oi cla i icado, colocando-a ao mesmo ní el de ou as
disciplinas. Apesa des e documen o e sido e ogado mais a de pelo Minis é io da Educação,
os p o esso es da disciplina no Ensino Básico con inuam a ê-lo como e e ência.
A disciplina da Educação Musical encon a-se o ganizada, no ciclo de es udos do Ensino
Básico, da seguin e o ma: no 1.º ciclo (do 1.º ao 4.º ano de escola idade), a música não é
5
abalhada de modo sis emá ica e os p o esso es êm a seu ca go es a disciplina al como êm
as ou as disciplinas leccionadas nes es ní eis de escola idade, endo, po isso, uma o mação
p ecá ia na á ea em ques ão. Po ém, em 2006, o Minis é io da Educação mudou o es a u o da
Educação Musical como uma ac i idade ex a-cu icula no 1.º ciclo, ha endo luga pa a
p o esso es mais especializados, embo a a p óp ia con a ação des es p o esso es e o p og ama
pe manecessem pouco cla os, ap esen ando con adições. No 2.º ciclo (5.º e 6.º anos de
escola idade), a disciplina é leccionada po p o esso es especialis as, ap esen ando a é ês
ho as semanais nos ho á ios das u mas. Aqui, a Educação Musical já se a i ma com uma
p esença de inida no ho á io e em pa idade com as demais disciplinas. No 3.º ciclo (do 7.º ao
9.º ano de escola idade, a é 2012, a Música su gia como o e a especí ica de cada escola nos
ês anos ab angidos po es e ciclo de es udos, mas semp e sujei o à exis ência de um p o esso
de Educação Musical com ho á io disponí el pa a lecciona a disciplina. A pa i de 2012, es a
o e a oi abolida do úl imo ano des e ciclo, o 9.º ano.
1.2. P incípios O ien ado es e Objec i os da Educação Musical no 2.º Ciclo
Os p incípios o ien ado es de Educação Musical no Ensino Básico encon am-se no
P og ama de Educação Musical – O ganização Cu icula e P og amas (1991). A o ma como
os concei os musicais es ão o ganizados em po base a o ganização p opos a na Teo ia da
Es u u a de Je ome B une , usando o modelo de um cu ículo em espi al, de modo a não
agmen a o conhecimen o nem o isola do con ex o musical que lhe deu signi icado
(Minis é io da Educação, 1991, p. 214).
A inalidade des e p og ama passa po con ibui pa a a educação es é ica, desen ol e
a capacidade de exp essão e comunicação, sensibiliza pa a a p ese ação do pa imónio
cul u al, con ibui pa a a socialização e ma u ação psicológica e desen ol e o espí i o c í ico
(p. 215).
Os objec i os do P og ama de Educação Musical dis ibuem-se po ês domínios: o
domínio das a i udes e alo es, o domínio das capacidades e o domínio dos conhecimen os. No
domínio das a i udes e alo es, p e ende-se que o aluno desen ol a um pensamen o c í ico,
6
analí ico e c ia i o em elação à sua p óp ia exp essão musical e à dos ou os, que alo ize o
pa imónio musical po uguês e que possa ui a Música, mos ando as suas p e e ências
musicais. No domínio das capacidades, p ocu a-se que o aluno adqui a e ape eiçoe as écnicas
de p odução sono a, que a ní el ocal, ins umen al e ecnológico, que desen ol a a sua
memó ia audi i a, de modo a pode dis ingui os di e en es concei os eó icos abo dados e a
espec i a ep esen ação e ainda u iliza co ec amen e as eg as de comunicação o ais e
esc i as. Rela i amen e ao domínio dos conhecimen os, o aluno de e adqui i os concei os de
Timb e, Dinâmica, Ri mo, Al u a e Fo ma e iden i icá-los em ob as de di e en es géne os,
épocas e cul u as. De e, ainda, iden i ica as ca ac e ís icas da música po uguesa.
Os con eúdos da disciplina de Educação Musical, segundo es e p og ama, o ganizam-
se em doze ní eis em espi al, sendo a ap endizagem cumula i a e e olu i a, es ando odas as
ideias musicais ans e salmen e p esen es em odos os ní eis. Nes es doze ní eis são
abo dados os concei os já e e idos no pa ág a o an e io : Timb e, Dinâmica, Ri mo, Al u a e
Fo ma. O p og ama p opõe que se abalha em ês g andes á eas: a Composição, que se
en ende po « oda a o ma de in enção musical, incluindo a imp o isação», a Audição, ou
seja, a escu a musical ac i a e pa icipan e, e a In e p e ação, e e indo-se à «execução de
qualque ob a musical, num p ocesso in e ac i o». Como o ma de abalha es as ês á eas,
conside a-se se impo an e o desen ol imen o de compe ências musicais como a memó ia
audi i a, da mo icidade e dos p ocessos de no ação musical. (p. 225)
Sob e a a aliação, o p og ama indica que es a se de e basa na obse ação sis emá ica
do aluno, ela i amen e ao domínio das a i udes e alo es, das capacidades e dos conhecimen os
(p. 227).
1.3. Pe il dos alunos à saída da Escola idade Ob iga ó ia (Minis é io da Educação, 2016)
Es e documen o su giu em espos a à necessidade de ga an i uma educação de
qualidade pa a odas as c ianças e jo ens. Em 2006, a escola idade ob iga ó ia ala gou-se desde
os 6 aos 18 anos de idade, ha endo, po isso, um pe íodo ob iga ó io de 12 anos. Du an e es e
pe íodo de empo, o pe cu so escola pode se mui o a iado, endo sido necessá io es abelece
um pe il de aluno à saída da escola idade ob iga ó ia, ace aos di e en es pe cu sos e a iedade
objec i os o ma i os, que ão de encon o aos di e en es públicos.
As á eas de compe ência, que se espe a que sejam desen ol idas ao longo des es 12
anos, suge idas po es e documen o são as seguin es:
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- Linguagens e ex os.
- In o mação e comunicação.
- Raciocínio e esolução de p oblemas.
- Pensamen o c í ico e pensamen o c ia i o.
- Relacionamen o in e pessoal.
- Au onomia e desen ol imen o pessoal.
- Bem‐es a e saúde.
- Sensibilidade es é ica e a ís ica.
- Sabe écnico e ecnologias.
- Consciência e domínio do co po.
A Educação Musical é especialmen e impo an e (apesa de es a p esen e em odos es es
pon os) nas á eas das compe ências do pensamen o c í ico e pensamen o c ia i o, do
elacionamen o in e pessoal, da sensibilidade es é ica e a ís ica e da consciência e domínio do
co po.
Pa a a icula a Educação Musical com es e documen o ão impo an e, a Di ecção Ge al
de Educação c iou as Ap endizagens Essenciais do Aluno (2018) pa a es a disciplina, onde se
es u u a, essencialmen e, po es es ês domínios:
- Expe imen ação e C iação: “P e ende-se que se desen ol am compe ências de
explo ação/expe imen ação sono o-musicais, imp o isação ( an o no sen ido de a iação sob e
uma es u u a musical p é-exis en e, como de c iação/composição em empo eal) e composição
musical” (p. 2);
- In e p e ação e Comunicação: “P e ende-se que se desen ol am compe ências
ela i as à pe o mance/execução musical, ou seja, can a , oca , mo imen a , bem como as
ela i as a o mas de comunica /pa ilha publicamen e as pe o mances e/ou c iações” (p. 3);
- Ap op iação e Re lexão: “P e ende-se que se desen ol am compe ências e e en es
a p ocessos de disc iminação, análise, compa ação de elemen os sono o-musicais, com o
p opósi o de pe mi i escolhas undamen adas em elação ao aze e ao ou i musical, a a és
de uma e lexão c í ica sob e os uni e sos musicais” (p. 3).
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2. A p á ica co al na Educação Musical
A oz é um ins umen o que usamos no nosso dia a dia pa a nos exp essa mos e
comunica mos. A a és das in lexões no nosso discu so, conseguimos ambém ansmi i a
in enção e a emoção naquilo que es amos a dize : se é uma pe gun a, uma a i mação, se nos
mos amos su p esos, i i ados, aleg es, e c. E udo is o passa, ambém, quando can amos, pois
o can o é uma consequência da oz alada. Di ia que apenas é uma o ma mais o ganizada das
in lexões que emos ao ala , que consis em em a iações da al u a do som, das equências
escu adas.
O can o co al é uma p á ica musical que exis e e é execu ada em di e en es e nias e
cul u as. O co o ap esen a-se como um g upo onde, a a és de elações in e pessoais e de
ensino-ap endizagem, se desen ol e a ap endizagem musical, desen ol imen o ocal e
in eg ação e inclusão social (Ama o, 2007, p. 75). É, po an o, um meio p opício à ap eensão e
comp eensão de concei os musicais, como dinâmica, in e alos, a iculação de no as, e c, já que
o can o é uma ac i idade mui o comple a, pois en ol e melodia, i mo e ha monia suben endida
(Pa ejo, 2013, p. 103). Pa a que os concei os sejam ap endidos da melho o ma nes e ambien e
de ap endizagem social
3
, é necessá io que o exemplo dado seja o mais cuidado e p eciso
possí el.
Di e sos pedagogos do séc. XX suge i am a oz como um ins umen o essencial pa a a
ap endizagem musical. O mé odo suge ido po Zol an Kodály desen ol e a musicalidade
a a és do can o, u ilizando as canções olcló icas húnga as, pois conside a a que e a a melho
o ma pa a en ende o passado, p esen e e u u o da música e udi a. Edga Willems di ecciona
a sua abo dagem na oz da c iança e o mo imen o. Tem como base os elemen os undamen ais
da Música: som, i mo, ou ido musical, melodia, ha monia e inspi ação (Cozzu i e al., 2014,
p. 15). Ca l O ê o nosso co po como ins umen o musical p imá io. E pa a nos exp essa mos
usamos a nossa oz, a linguagem. O can o ê-se como um desen ol imen o na u al da
linguagem alada. O es o do nosso co po pode se usado pa a nos exp essa mos a a és de
i mos e a a és de mo imen os que possam “ilus a ” a nossa oz (Cunha, 2015). Edwin
Go don deu especial a enção ao uso da oz, não só pelos p o esso es, mas ambém pelos alunos,
e e indo a impo ância do modelo dado pelos adul os, quando can am pa a as c ianças.
3
«Teo ia que conside a que a imi ação e a modelagem dos compo amen os exe cem um papel cen al na
ap endizagem. (…) Há ês ipos de ap endizagem po modelos: a ap endizagem po obse ação, po imi ação e
po iden i icação. Um modelo é uma ce a ealidade que es imula a sua imi ação. Como é e iden e, an o a
obse ação, como a imi ação e a iden i icação exe cem um papel mui o impo an e no p ocesso de ap endizagem.»
(Ma ques, 2000, p. 7)
9
A p á ica co al na Educação Musical não de e se is a apenas como um meio pa a
ap eensão de concei os nem simplesmen e como uma o ma saudá el de desen ol imen o
holís ico a a és do can o em conjun o:
Ap ende a espi a e u iliza a oz é uma p á ica pa a a ida oda, e quem ap ende
a can a desde c iança diminui os iscos de desen ol e em p oblemas elacionados
com a oz. Os p o issionais êm a oz como p incipal ins umen o de abalho
p incipalmen e os da p á ica docen e são os que êm mais oco ências de casos de
al e ação ocal, de aco do com es udos ealizados po di e sos es udiosos e
p o issionais. (Gomes, 2015, p. 13)
A p á ica co al é ambém, po an o, uma e amen a e um meio de sensibilização pa a o
cuidado que de emos e com a oz. Como es a é semp e u ilizada, omamo-la como ga an ida,
não omando a a enção de ida pa a os p oblemas que podem desen ol e -se po descuido da
mesma.
10
3. Con ex ualização da P á ica de Ensino Supe isionada
A P á ica de Ensino Supe isionada e e luga numa escola pública do ensino básico
localizada no concelho de Vila F anca de Xi a, dis i o de Lisboa, que é a sede do ag upamen o,
que con a com 9 es abelecimen os de educação e ensino: qua o es abelecimen os de Educação
P é-escola , qua o escolas de 1.º ciclo do ensino básico e uma escola de 2.º e 3.º ciclos do
ensino básico. Cada um des es es abelecimen os em um coo denado ou esponsá el pelo
es abelecimen o, à excepção da escola sede.
O P ojec o Educa i o do ag upamen o é um documen o que con ém objec i os, os
p incípios, os alo es, as me as e as es a égias a se em cump idos, po odo o ag upamen o,
num p azo de 4 anos, cump indo a sua unção educa i a. En e os anos de 2017 e 2021, o lema
escolhido oi “Humaniza pa a c esce ”. A á ea de in e enção p opos a encon a-se no Anexo
C.
Em elação a p ojec os, p og amas e clubes que a escola o e ece aos seus alunos, no
quad o abaixo, e i ado do documen o do P ojec o Educa i o do ag upamen o, cons am aqueles
que o am de inidos pa a o pe íodo de empo en e 2017 e 2021. No en an o, a si uação
pandémica limi ou o uncionamen o des as ac i idades a pa i do mês de Ma ço de 2020.
Quad o 1: p ojec os, p og amas e clubes o e ecidos pelo ag upamen o.
17
e c.: o p o esso execu a a uma ase e os alunos epe iam. Pa a e mina , cada no a ase e a
execu ada em diminuendo, pa a i de encon o à disposição e a enção po pa e dos alunos
p e endida pelo p o esso . Depois do início da aula, o p o esso no malmen e pe gun a a aos
alunos o que inha sido alado na aula an e io , se indo como uma espécie de e isão dos
con eúdos abo dados.
Semp e que se ap endia uma música no a, o p o esso ep oduzia-a a a és dos ichei os
de áudio a que inha acesso, pedindo semp e aos alunos que, em p imei o luga , sen issem e
ma cassem a pulsação, ba endo le emen e com a mão no pei o. Depois ap esen a a a pa i u a,
p ojec ando-a no quad o, ou, se ela cons asse no manual, pedia aos alunos que ab issem o li o
na página co esponden e. Usa a, ambém, a pa i u a pa a e e as igu as usadas na esc i a
musical, como a cla e de sol, os aciden es (se exis issem), as igu as í micas e espec i as
pausas, e c.
Na minha opinião, o empo que demo a a passagem da audição da música pa a o
con ac o com a pa i u a é bas an e cu o, o que depois acaba po comp ome e o abalho ei o
já com a pa i u a. Bem sei que o empo de aula e o calendá io escola não pe mi em, mui as
ezes, uma explo ação mais anquila daquilo que se abo da na disciplina. Segundo a Teo ia de
Ap endizagem Musical de Go don, nos Ní eis de Ap endizagem p opos os po es e pedagogo
(Go don, 2015, p. 169), a é se a ingi a Associação Simbólica, passando pela lei u a e esc i a,
há á ios es ádios e ní eis pelos quais a ap endizagem de e a a essa . É ce o que alguns des es
ní eis e ão sido abalhados, g adualmen e, ao longo do ano an e io (se se a a de um 6.º ano
de escola idade ou supe io ). No en an o, enca ando uma no a canção ou peça, pa a que depois
a execução da mesma seja o mais na u al e luida possí el, penso que a ia mui as an agens
começa po uma abo dagem mais ocada, em p imei o luga , em pad ões onais, iden i icação
do om de epouso ( ónica), pad ões í micos, e c.
Rela i amen e a di ados í micos, usados como elemen o de a aliação, o p o esso
começa a po e e os símbolos das igu as í micas e espec i as pausas e ap esen a a
di e en es células í micas que, depois, i iam se u ilizadas no di ado.
Aqui ques iono-me na pe inência de eco da as células í micas (“pa e”) sem an es as
expe iencia num “ odo”, pa a depois aze em sen ido no “ odo” em que consis e o di ado. Es ou
a e e i -me ao concei o “ odo-pa e- odo” que Edwin Go don abo da na sua Teo ia de
18
Ap endizagem Musical. Embo a o oco, nes a ac i idade em sala de aula, es eja em econhece
e esc e e es as células sequencialmen e, de aco do com o que os alunos escu am, os mesmos
limi a -se-ão a imi a , a “ap ende de co ”, sem comp eende o que ou em (Go don, 2015, p.
23). O caminho pa a a comp eensão passa pelo audia
6
. P oponho a lei u a des e exemplo, que
nos elucida á sob e a di e ença en e audia e imi a :
A imi ação é análoga à u ilização de papel anspa en e pa a aze um desenho,
ao passo que a audiação equi ale a isualiza e depois aze o desenho. (Go don,
2015, p. 23)
Mui as ezes ambém se auxilia a do mo imen o co po al e pe cussão co po al,
pedindo à u ma que sin a an o a pulsação como o i mo em ques ão. Em algumas ocasiões,
u ilizou uns “pauzinhos dos chineses” como baque as pa a os alunos execu a em o i mo
ba endo na mesa. Quando e a u ilizado es e ma e ial, os alunos mos a am g ande en usiasmo.
Sob e a p á ica ins umen al, a lau a de bisel e a usada de o ma bem di e en e daquela
a que es á amos acos umados nos anos an e io es. De ido à si uação pandémica i ida e a
consequen e u ilização de másca as e p eocupação com a e ique a espi a ó ia, a u ilização da
lau a po odos os alunos ao mesmo empo em sala de aula não e a pe mi ida. Po an o, em
egime p esencial, a es a égia adop ada pelo p o esso coope an e passa a pelo eino da
mo icidade ina no ins umen o, azendo exe cícios de dedilhação, mas sem o sop o no
ins umen o, e o cuidado e sensibilização pa a a pos u a co ec a na p á ica ins umen al da
lau a de bisel. Su gindo uma no a música pa a se abalha na lau a, o p o esso p a ica a na
aula a dedilhação da mesma, com acompanhamen o da aixa áudio de acompanhamen o ou, na
maio pa e das ezes, acompanhados ao piano po mim. Quando a peça ou canção es i esse
es udada (com abalho au ónomo, em casa), e a pedido aos alunos que ocassem em aula, mas
apenas ês ou qua o ao mesmo empo, espalhados pela sala. Em egime online, os alunos
inham como a e a de ap esen a o abalho ei o a a és de g a ação de ídeos (pa a p o ecção
6
“A audiação em luga quando assimilamos e comp eendemos na nossa men e a música que acabámos de ou i
execu a , ou que ou imos execu a num de e minado momen o passado. (…) lidamos com acon ecimen os
musicais que podem não es a a oco e na al u a.” (Go don, 2015, p. 16)
19
de imagem, só lhes e a pedido que g a assem da boca pa a baixo), que e am ca egados na
pla a o ma Mic oso Teams, e depois isualizados, analisados e a aliados pelo p o esso .
Ainda sob e a p á ica ins umen al, os ins umen os O podiam se u ilizados, mas
passando semp e po um p ocesso de desin ecção, ei o pelo p o esso e po nós, p o esso as
es agiá ias, que acaba a po consumi algum empo de aula, p incipalmen e se se a asse de
uma u ma de 7.º ano, po não ha e dois blocos nem in e alo, onde pode íamos ealiza a
desin ecção dos ins umen os. Em algumas ocasiões, a ealização des a p á ica ins umen al e a
pensada desde início, seguindo alguma pa i u a, que i esse pa es disc iminadas pa a
ins umen os especí icos ou uma adap ação ei a pelo p o esso e po nós, ei a no momen o.
Mas nou as si uações, a in odução de ins umen al O na aula su giu sem se planeada.
Numa aula de 6.º ano, da u ma W, no eg esso ao 2.º pe íodo, ainda em egime
p esencial, abalhou-se o seguin e can o í mico:
À medida que se ia epe indo e abalhando á ias secções, es e can o í mico acabou
po se i complexi icando, passando a uma canção, compos a po mim
7
, no momen o:
7
Compus es a pequena canção endo em con a que: «Os alunos começam po encon a a sua oz can ada den o
da ex ensão D (“ é”) ao A (“lá”)» (Go don, 2015, p. 331).
Fig. 2: can o í mico “T uz, uz, uz!”
20
Es ando odos ão en ol idos na canção, o p o esso coope an e e nós, p o esso as es agiá ias,
começámos a in oduzi ins umen os O de al u a não de inida, o mando pequenos g upos:
o g upo das cla as, o g upo das ma acas, o g upo dos ambo ins e o g upo dos blocos de dois
sons. Cada ins umen o inha um os ina o í mico associado. Foi uma ac i idade que ag adou
mui o a u ma, onde oda a gen e quis pa icipa ac i amen e. Es a aula oi epe ida, já de o ma
mais planeada, com a u ma seguin e.
Rela i amen e à p á ica ocal ealizada em sala de aula, a oz e a u ilizada,
p incipalmen e, como e amen a de adap ação à execução na lau a de bisel: o p o esso
coope an e, jun amen e com os alunos, ealiza a a dedilhação da música a se abalhada na
lau a enquan o can a a a melodia com o nome das no as a se em ocadas.
Ac edi o que a oz pudesse e mais p o agonismo nas aulas de Educação Musical.
Nes e caso especí ico que pude obse a e i e na P á ica de Ensino Supe isionada, não
Fig. 3: Canção compos a sob e o can o í mico “T uz, uz, uz!”
21
ac edi o que a pouca u ilização da mesma es eja elacionada com al a de compe ência po pa e
do p o esso , dado que, como oi pa ilhado comigo pelo mesmo, o p o esso coope an e oi
maes o du an e á ios anos de um co o cuja sede se encon a mui o p óxima da escola (po
cu iosidade, já abalhei em di e sas ocasiões com esse mesmo co o, mas com ou o maes o,
que enquan o co alis a como o ganis a acompanhado a). Po an o, já exis e expe iência na
á ea, embo a enha sido i ida com adul os e não c ianças. O can o é uma é uma ac i idade
mui o comple a, pois en ol e melodia, i mo e ha monia suben endida (Pa ejo, 2013, p. 103),
demons ando se uma óp ima e amen a pa a a aquisição e comp eensão de conhecimen os de
uma o ma mais na u al e o gânica, is o que é um ins umen o mui o di ec o e semp e
disponí el pa a se u ilizado, como comp o am di e sas abo dagens de á ios pedagogos,
como Zol án Kodály, po exemplo. É dada p imazia oz: “Pa a Kodály, o p incipal meio de
acesso à música é o uso da oz, o can a , disponí el a qualque pessoa e p esen e du an e oda
sua ida” (Sil a, 2013, p. 68). Mas não p ecisamos de nos ica po es as ques ões eó ico-
p á icas, com o único objec i o de ap eende concei os.
Sob e a a aliação na lau a de bisel, o p o esso coope an e, du an e o ensino online,
pedia aos alunos que se g a assem a oca as peças es udadas e colocassem na pla a o ma
Mic oso Teams, pa a, pos e io men e, os ídeos se em analisados e a a aliação se p ocede
a a és da obse ação. No ensino p esencial, a a aliação oi ei a em sala de aula.
No inal do 3.º pe íodo, as peças abalhadas pa a a aliação do 6.º ano de escola idade
o am a canção “Se e Ma es”, do g upo po uguês Sé ima Legião, e “Sailing”, de Rod S ewa ,
que cons a am no manual adop ado, 100% Música. Os alunos pode iam escolhe se que iam
oca sen ados ou em pé, com ou sem acompanhamen o ao piano ( ocado po mim) e ainda lhes
o a disponibilizada a es an e da sala de aula, pa a pode em oca com a melho pos u a
possí el. Os pa âme os usados na a aliação o am os seguin es:
• Pos u a co po al – 10%
T onco di ei o, cabeça le an ada, b aços o a da mesa (no caso de se oca
sen ado), pe nas desc uzadas (no caso de se oca sen ado), e c
• Técnica ins umen al – 15%
Dedilhação co ec a, posição das mãos e dos dedos co ec a.
• Qualidade do sop o – 15%
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A iculação com a sílaba “du”, quan idade de a libe ada con olada.
• F aseado musical – 10%
F ases musicais pe cep í eis e bem a iculadas.
• Realização musical global – 50%
Nós, p o esso as es agiá ias, ambém demos a nossa opinião sob e o alo dado em cada
um dos pa âme os a cada aluno. Os alunos e am ou idos um a um, po o dem al abé ica.
Depois de ou i (e de oca ) á ias ezes es a canção nes a posição de a aliado a e de
acompanhado a, comecei a sen i -me descon o á el e ques ionei-me sob e a pe inência da
me odologia e os c i é ios usados pa a a a aliação. Po que azão que emos condiciona pa e
da a aliação inal de um aluno a a és da execução de um ins umen o musical que é esquecido,
pe dido, mal cuidado e desp ezado pelos alunos (e pelos pais)? As desculpas de “esqueci-me
da lau a”, “o meu i mão es a a a b inca com ela e pa iu-a”, “não encon o a minha lau a”,
“não enho lau a” são ou idas demasiadas ezes em con ex o de a aliação, na en a i a de
escapa a es e momen o. Há um ins umen o que nunca consegue se esquecido em casa nem
consegue ica pe dido: a oz.
Ac edi o que seja mui o mais ácil ap esen a uma peça/canção a a és de um
ins umen o que conhecemos, minimamen e, du an e a nossa ida oda do que a a és de um
ins umen o que só conhecemos há dois anos. Além disso, a musicalidade e exp essi idade
possí el de se ansmi ida na oz é mui o mais pe cep í el do que a a és de ou o ins umen o
musical, assumindo que, nes e casso especí ico, a maes ia que se em a oca lau a de bisel
nem semp e é su icien e pa a se consegui ansmi i sen imen os a a és da sua p á ica
ins umen al. Qualque pessoa já e á passado pela expe iência de ala enquan o se sen e mui o
is e, aleg e ou zangada: o que chamamos comumen e de “ om de oz” na o ma como alamos
exp essa di ec amen e es es sen imen os. O mesmo acon ece ao can a , na u almen e, sendo
uma consequência da oz alada.
Olhando pa a os pa âme os que se p ocu am a e i com es e momen o de a aliação,
e i icamos que 40% des a oca-se em aspec os écnicos. Também aqui me ques iono: o que
p e endemos na Educação Musical? É o ma lau is as de bisel, dando an o peso a ques ões
abalhadas em conse a ó ios e academias de música? Ou p e e imos omen a o gos o em
“ aze música” a solo ou em conjun o, de o ma mais na u al possí el?
23
Analisando à luz do modelo de e lexão de Ko hagen, es e momen o de a aliação e e
como objec i o, po pa e do p o esso coope an e, e ma e ial que lhe pe mi a a alia o aluno
na componen e p á ica. E, po isso, op ou po abalha uma peça em aula pa a que os alunos
con inuem a es udá-la, au onomamen e, com o objec i o de se ap esen ada em sala de aula, em
con ex o de a aliação. O p o esso pensou que es a se ia uma boa abo dagem, já que
consegui ia a alia não só ecnicamen e o aluno, mas, ambém, a sua capacidade de au onomia
no es udo. O p o esso sen iu-se desapon ado po mui o poucos alunos demons a am in e esse
e empenho nes e momen o de a aliação.
Os alunos não que iam se a aliados a oca a peça po que não inham es udado ou po
acha em di ícil oca na lau a de bisel. Po isso, en a am jus i ica -se, dizendo que não inham
azido a lau a, ou que a e iam pe dido, ou que e -se-ia pa ido. Pensa am que, usando essas
azões, não e iam de e ec ua a a aliação naquele momen o. Os alunos sen i am-se p o egidos
pelas jus i icações que usa am, po que o p o esso lhes deu mais uma opo unidade pa a
ap esen a em a peça na aula seguin e.
Pa ece exis i uma ce a a e são ao uso da lau a de bisel po pa e dos alunos. A a és
do can o, ambém podemos e ma e ial pa a a alia , com base na pe o mance do aluno,
ques ões p esen es nos p incípios o ien ado es e objec i os do P og ama de Educação Musical,
ais como:
• Desen ol e a capacidade de exp essão e comunicação;
• Valo iza a sua exp essão musical e a dos ou os;
• Desen ol e o pensamen o c ia i o, analí ico e c í ico, ace qualidade da sua p óp ia
p odução musical e à do meio que o odeia;
• A inação, melodia co ec a, pulsação co ec a, i mo co ec o, aseado ( odas es as
ques ões inse em-se no domínio dos conhecimen os).
Exis e uma ques ão com a qual odos os p o esso es de música acabam po se depa a :
o pouco ou nenhum à on ade po pa e do aluno pa a can a . Es a si uação não é de odo
no idade e acon ece não só em c ianças, mas ambém adul os, al como expõe um a igo
publicado po Nicola Swain e Sally Bodkin-Allen na B i ish Jou nal o Music Educa ion, onde
á ios adul os que pa icipa am num es udo ei o no Canadá se conside a am pessoas “não-
musicais”, que não consegui iam can a bem ou can a de odo. Uma abo dagem que eu
u iliza ia nes e con ex o, passa ia po di idi a canção abalhada em pa es can adas po odos,
u i, e pa es can adas apenas po um aluno, solo, ou a é mesmo po dois ou ês alunos, due o
24
ou io (é bas an e possí el a alia indi idualmen e as ques ões que e e i no pa ág a o an e io
a a és da audição de dois ou ês alunos a can a em simul âneo). Passemos a um exemplo
p á ico:
Imaginemos que p ocu o a alia a canção “Se e Ma es”, a a és do can o, numa u ma.
A pa i u a em apenas a melodia pa a se ocada na lau a no manual 100% Música (que se
encon a acima), mas a le a pode se acilmen e encon ada na in e ne .
A canção di ide-se, essencialmen e, em duas pa es, como podemos obse a na
pa i u a, que cons a no manual 100% Música. Eu escolhe ia a pa e B, o e ão, pa a se can ada
po oda a u ma, em uníssono, e a pa e A, as es o es, a se em can adas po cada aluno, a solo,
due o ou io, consoan e a con iança sen ida pelo mesmo. Se o aluno se mos asse segu o pa a
can a sozinho uma es o e, an o melho . Se não osse o caso, eu escolhe ia ou o aluno (ou
dois) que sabia que se iam mais segu os pa a can a com ele. Se ainda assim o aluno em ques ão
não se mos asse con ian e, pedi -lhe-ia que escolhesse ele p óp io um ou dois colegas pa a
can a em com ele. Mas a a aliação só i ia se ei a sob e o aluno em ques ão. O mesmo p ocesso
epe i -se-ia pa a os es an es alunos da u ma. Pa a queb a alguma mono onia no con ex o da
Fig. 4: Pa i u a da canção “Se e Ma es” p esen e no manual 100% Música.
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aula e a aliação, pode ia usa mais que uma canção abalhada, com ní el de di iculdade
semelhan e.
A minha expe iência demons ou-me (e con inua a p o a -me) que a p á ica musical
ajuda no desen ol imen o e na cons ução da minha pe sonalidade, enquan o pessoa e enquan o
músico. Quando essa p á ica é ei a em conjun o, p omo e-se o desen ol imen o de ou as
capacidades, ais como amizade, au o-con iança, compe ências sociais, a sensação de pe ence
a um g upo, au o-disciplina en e mui as ou as (Hallam, 2010, p. 2). Po an o, ac edi o que se
p omo e a p á ica musical em conjun o em sala de aula, que seja em momen o de a aliação,
como é o caso que expus acima, que seja em momen o de ap endizagem em aula, az inúme os
bene ícios pa a os alunos e pa a o p o esso , ajudando a c ia laços e elações mais p óximas
en e odos os in e enien es. Em con ex o de a aliação, p opondo a di isão da canção en e
u i e solo, udo is o con ibui pa a um maio à on ade do aluno a se a aliado, p omo endo a
au o-con iança.
A elação que exis e en e o p o esso coope an e e os seus alunos é uma elação bas an e
p óxima, sob e udo quando se a a de u mas que o mesmo já as e ia acompanhado no ano
an e io . Semp e que su gisse algum momen o de dis acção ou mesmo indisciplina, o p o esso
eagia com anquilidade, usando um om de oz calmo, apesa de, po ezes, dada a in ensidade
do uído que se pode ia c ia , o p o esso i esse necessidade de ala mais o e, mas man endo
semp e a se enidade. Numa das con e sas mais in o mais que acon eciam à ho a de almoço
en e o p o esso e nós, es agiá ias, ele comen ou comigo que eu me man inha semp e calma
quando e a necessá io ep eende alguma a i ude po pa e dos alunos e que gos a a dessa
a i ude. Tal ez enha adop ado es a abo dagem a a és daquilo que ia no p o esso , embo a eu
mui as ezes usasse mais o olha do que a ala. Ou seja, po di e sas ocasiões que consegui
co igi ou chama a a enção pa a compo amen os que se des iassem do ambien e p ocu ado
em sala de aula em ce o momen o sem acção e bal ou, pelo menos, e i ando g andes
discu sos:
Não copiamos di ec amen e o compo amen o dos ou os. Con e emos em
in o mação aquilo a que damos a enção, codi icando-a numa ep esen ação in e na
que se o na numa sequência de ins uções pa a a execução do compo amen o.
(Noguei a, 2002, p. 51)
26
A obse ação de aulas leccionadas po alguém com á ios anos de expe iência oi uma
mais- alia, sob e udo po que eu nunca inha ido a expe iência de ensina e pa ilha Música
em sala de aula, em con ex o escola . Sen i que a minha expe iência enquan o músico (can o a,
ins umen is a e maes ina) me ajudou a ques iona sob e alguns mé odos usados, is o que os
alunos da disciplina de Educação Musical, a pa i do momen o em que a aula se inicia, são
músicos e de em sen i -se a ados como al: «(…) o aluno pode á explo a , c ia e pensa a
música como um músico.» (Minis é io da Educação, 1991, p. 214)
Tendo já alguma expe iência nes e campo, sen i que pode ia encon a e o mula
di e sas es a égias pa a que os alunos se sen issem bem a execu a qualque exe cício p opos o
ou a en ende qualque concei o abo dado. P opus semp e ao p o esso aquilo que inha
e lec ido e, como consequência, ele deu-me espaço pa a eu p óp ia expe imen a as al e na i as
que inha pensado ou ele mesmo execu á-las, ha endo semp e espaço pa a discussão e e lexão
no inal das ac i idades/aulas, pa a pe cebe o que inha uncionado melho ou menos bem e
po quê.
4.1.2. Regime online
A pa i do dia 24 de Janei o de 2021, o Go e no de Po ugal, em espos a à c ise
pandémica i ida, dec e ou, en e ou as medidas, que as ac i idades lec i as se iam suspensas
nos 15 dias seguin es, e omando as mesmas em egime online, a é ao início do 3.º pe íodo. A
pa i do momen o da e oma das aulas, as mesmas desen ola am-se nos moldes já desc i os
acima, no capí ulo 3.1. Aulas obse adas.
O p o esso coope an e já inha expe ienciado es e ipo de ensino is o que já inha sido
p a icado aquando do início da pandemia, em Ma ço de 2020 (ano lec i o an e io , po an o).
An es do ecomeço das aulas oi-nos explicado a nós, p o esso as es agiá ias, como unciona a
a pla a o ma adop ada pa a es a si uação (o Mic oso Teams já inha sido usado po nós nas
euniões de conselho de u ma pa a a aliação do 1.º pe íodo).
A p imei a semana de aulas nes e egime oi leccionada pela minha colega A, apoiando-
se nos ecu sos ecnológicos que lhe pa ece am mais adequados às ci cuns âncias em que as
aulas se es a am a desen ol e . U ilizou uma pla a o ma online que pe mi e que á ias pessoas
33
Po isso, p ocu ámos – nós p o esso as es agiá ias e p o esso coope an e –, semp e que
possí el, u iliza abo dagens o mais p á icas possí el, onde os alunos i essem opo unidade e
espaço de sen i e i e as ques ões musicais abo dadas. Mui as des as es a égias e am
cons uídas du an e e lexões ou con e sas mais in o mais, endo como base aulas já
leccionadas, onde cons a ámos que ha e ia uma o ma mais pa icipa i a e a é mesmo lúdica
de abo da ce os emas ou canções.
Pa a a canção “Lo e hu s”, que se encon a no manual 100% Música, depois de e sido
ensinada de um modo mais o mal (como já oi desc i o nes e ela ó io no capí ulo 3.1.1., com
uma única excepção: em ez de se ou i a canção ep oduzida num ichei o áudio, a mesma e a
execu ada á ias ezes po um dos p o esso es na lau a, acompanhado po mim no piano)
nou as u mas, p ocu ámos u iliza ecu sos da a ecadação da sala onde deco iam as aulas,
pa a o na a canção es udada em algo mais isual. Di o is o, colocámos os boomwhacke s no
chão, com dis âncias en e si ap oximadamen e p opo cionais àquilo que acon ece nos
in e alos de um om e de meio om. Ou seja, o cená io, is o de cima, oi semelhan e ao que a
igu a seguin e ap esen a, pa a a escala dia ónica de Dó maio :
C’
B - Si
C - Dó
F - Fá
E - Mi
D - Ré
A - Lá
G - Sol
34
A peça “Lo e Hu s” encon a-se na onalidade de Fá maio . Como já inha sido
ap esen ada em aulas an e io es a escala dia ónica des a onalidade, onde igu a o Si♭, e ambém
a explicação dos aciden es musicais e que e ei o êm sob e as no as na u ais, ques ionámos a
u ma sob e o que é que acon ece ia na dis ância en e os boomwhacke s sendo p eciso que o
Si osse bemol, conclusão chegada ao dize mos que a música a se abalhada es a a na
onalidade de Fá maio . Os alunos disse am que o Si e ia de se ap oxima da no a Lá, azendo
assim um in e alo de meio om en e es as duas:
De seguida p ocedemos à descobe a das no as que compõem a melodia. Usámos o
esquema dos boomwhacke s como se osse uma espécie de xilo one ou me alo one que se
oca a com os pés, caminhando ao lado da sequência, e cujo som e a p oduzido pela oz,
dizendo o nome da no a. Aqui e a mui o impo an e que nós, p o esso es, i éssemos um bom
ou ido ela i o, pa a não induzi em e o os alunos. A es a égia usada oi semelhan e àquela
desc i a acima, quando e minei o es udo da peça “Epic” com a u ma do 6.º X. Po ém, em ez
de di e encia as no as a a és da al u a das mãos, auxiliámo-nos do esquema dos
boomwhacke s. Além disso, solici ámos alguns alunos pa a i em “caminha ” pelos
boomwhacke s, acompanhados po um dos p o esso es, como se a asse de uma espécie de
C’
B♭ - Si♭
C - Dó
F - Fá
E - Mi
D - Ré
A - Lá
G - Sol
35
dança, pa a oca (e can a ) a melodia. A u ma mos ou-se mui o in e essada e pa icipa i a
nes e ipo de dinamização.
36
4.2.2. Regime online
Enquan o es e e em igo o egime online, quase odas as aulas o am leccionadas em
conjun o pelo p o esso coope an e e po odas as p o esso as es agiá ias. Ten ámos semp e
ap o ei a ao máximo as uncionalidades que a pla a o ma Mic oso Teams disponibiliza a,
como, po exemplo, a possibilidade de o ma o que se chamam “salas simul âneas”, que
consis e em di idi a u ma po salas i uais di e en es. Ha endo ês (às segundas- ei as) ou
qua o (às qua as- ei as) p o esso es, conseguíamos dis ibui a u ma po g upos de 6 a 7
alunos pa a cada p o esso e aze um ipo de abalho mais p á ico e especializado. Nes as salas
simul âneas pedíamos semp e que os alunos ligassem as suas câma as. U ilizámos es a
abo dagem pa a es uda a canção adicional b asilei a “Ci andei o”, p esen e no manual 100%
Música.
Os ecu sos digi ais que o manual disponibiliza a con inham dois ídeos com es a
canção a se in e p e ada (com co eog a ia) pelo Co o In an o-Ju enil da Uni e sidade de
Lisboa (CIUL) e ainda duas g a ações áudio: uma com ozes e acompanhamen o e ou a apenas
com acompanhamen o. Apesa de pa i u a p esen e no manual só ha e uma linha ocal, a
música e a can ada com duas linhas ocais dis in as nas g a ações, o nando-se con uso pa a a
Fig. 10: Pa i u a da canção “Ci andei o” p esen e no manual 100% Música.
37
u ma consegui segui a pa i u a enquan o ou ia a peça se can ada. Po isso, suge i ao
p o esso coope an e que eu g a asse, acompanhada pelo áudio ins umen al, a canção can ada
po mim, apenas a linha ocal p incipal ap esen ada na pa i u a do manual. Pa ilhei es e
ecu so (pode se consul ado no Anexo I) com os alunos a a és da pla a o ma Mic oso Teams
pa a que pudessem es uda a música e ap esen á-la na aula seguin e.
Nes a ac i idade, nas u mas do 6.º Y e do 6.º Z, en ámos mos a o ídeo onde o CIUL
in e p e a a a canção “Ci andei o” com co eog a ia, mas pe cebemos que a pla a o ma é mui o
limi ada no que oca a pa ilha de éc an e som. Acabámos po apenas pa ilha a g a ação áudio
ei a po mim. Depois de ap esen ada a canção, di idimo-nos pelas salas simul âneas e
abalhámos com os alunos que ínhamos a peça, di idindo-a em pequenas pa es/ ases. Em
cada ase, p imei o, execu á amos o i mo, com a oz, em sílaba neu a “pam”. Depois
pedíamos a cada aluno, indi idualmen e, que ligasse o seu mic o one e epe isse depois de nós.
De seguida, can ámos a melodia, ambém com sílaba neu a “pam”. Pos e io men e, dizíamos
a le a com o i mo co ec o e, po im, a ase comple a, com melodia, i mo e ex o. Como
abalho au ónomo, pedimos aos alunos que es udassem a canção, endo como apoio o ecu so
que eu g a ei, e a ap esen assem na aula seguin e.
Es a abo dagem que conco dámos u iliza em algumas semelhanças com o que Go don
nos suge e nas sequências de ap endizagem, na Teo ia de Ap endizagem Musical. No en an o,
como es e abalho oi ei o apenas em uma aula, não pudemos usu ui nem explo a mais es a
o ma de abo da e ajuda os alunos na comp eensão da música. Pode íamos e ei o pad ões
í micos e onais u ilizando as mesmas sílabas neu as que usámos no ensino da canção. Po ém,
o empo que ínhamos pa a es a ac i idade e a mui o eduzido. Acabámos po aze uma
ac i idade mais p óxima da imi ação do que da audiação. Con udo, sabendo que abo da uma
música já com ex o desde o início acaba po e i a signi icado musical à mesma – é como
«ap ende um conjun o a bi á io de sílabas sem sen ido (…), al a uma conexão lógica
sis emá ica, no que diz espei o às elações das al u as e das du ações» (Go don, p. 138, 2015)
– escolhemos abalha p imei o i mo e melodia sem a le a associada.
Con esso que sen i bas an e di iculdade em encon a o ma de dinamiza uma aula em
egime online que osse ao encon o do ema que escolhi desen ol e – a p á ica co al na
disciplina de Educação Musical. A expe iência que ui endo com pla a o mas de
ideochamada, que nos imos o çados a u iliza po o ça das ci cuns âncias da pandemia e
38
consequen e con inamen o, mos ou-me que é impossí el can a ou oca em conjun o po causa
da la ência que exis e, p o ocada pela in ensidade aca de sinal de alguns dos memb os
pa icipan es nes as aulas/ euniões ou po que a p óp ia pla a o ma u ilizada pa a o e ei o não é
de odo adequada pa a es e ipo de ac i idade. Ou a ques ão que se e i icou oi a má qualidade
de som e de imagem, sob e udo na pla a o ma adop ada pela escola onde se desen ol eu a
P á ica de Ensino Supe isionada. Todas es as ques ões só pode iam se ul apassadas se osse
possí el odos os alunos e p o esso es e em ma e ial ap op iado pa a es a p á ica, como, po
exemplo, mic o ones adequados ou a u ilização de uma aplicação como a Jamulus
10
, que
pe mi e a p á ica musical conjun a com quase nenhuma la ência, quando usada num disposi i o
com as especi icações adequadas pa a uma melho expe iência.
Po an o, pa a consegui dinamiza uma aula que não osse demasiado exposi i a e
pouco pa icipa i a
11
– pois sendo exposi i a, não se coloca an o as ques ões le an adas pelo
uso de uma pla a o ma não adequada pa a a p á ica musical conjun a –, i e de pensa numa
abo dagem que pe mi isse a expe imen ação e pa icipação dos alunos sem que o ambien e da
aula se o nasse con uso e caó ico e alia is o a um dos meus objec i os a desen ol e na P á ica
de Ensino Supe isionada: a ap eensão e comp eensão de concei os musicais a a és da p á ica
do can o. Escolhi alia o concei o de “ aseado” / “ ase musical” espi ação con olada no
can o ou na p á ica ins umen al da lau a de bisel.
Iniciei a aula in ocando o ac o de á ios alunos se queixa em que icam sem a quando
ocam lau a ou quando can am – es a oi uma ques ão le an ada po á ios alunos ao longo do
ano lec i o. Expliquei que, mui o p o a elmen e, es e p oblema de ia-se à má pos u a e a uma
espi ação pouco cuidada. De seguida, c iando ensões no meu co po e es ando com uma má
pos u a (cu ada sob e a minha ba iga e com a coluna o a) alei, dizendo “Se eu es i e com
o co po cheio de ensões e oda o a, a minha oz ai soa mui o p esa (…)” e, co igindo a
pos u a, ali iando as ensões, disse “(…) mas se eu libe a odas es as ensões e me sen a
di ei a, a oz soa mui o mais libe a. Conseguem pe cebe as di e enças?”. No ge al, os alunos
consegui am iden i ica as di e enças audi i amen e. Mos ei que as mesmas di e enças se
e i icam quando se can a, can ando o início da canção Ci andei o, abalhada em aulas
an e io es. Expliquei que es as di e enças se e i icam po que can a en ol e odo o co po:
10
h ps://jamulus.io
11
«FAZER MÚSICA é a ques ão mais impo an e. Teo ia e in o mação são meios e supo es que, po si só, não
le am à comp eensão musical. Nunca pode ão subs i ui -se ao en ol imen o pessoal dos alunos com a A e.»
(Minis é io da Educação, 1991, p. 213)
39
Basmajian (1978) has said ha he belance o he e ec human body depends
on a delica e neu aliza ion o o ces o g a i y. In o he wo ds, a pe son is pos u ally
well-balanced when he can s and, walk and si wi hou a p onounced inc ease in
muscula ac i i y. Those wi h po pos u e a e balanced as hey si , s and and walk o
hey could no be up igh , howe e his is only a unnecessa y cos o muscula
ac i i y and ene gy. A singe canno a o d o was e ene gy on aul y pos u e du ing
pe o mance. (Dayme, 2009, p. 56)
De seguida, pedi aos alunos que se colocassem de pé e que, se possí el, ligassem as
câma as, es abelecendo que, pa a esponde a i ma i amen e às ques ões que iesse a coloca ,
os mesmos de e iam ap oxima da câma a a mão echada com o polega pa a cima. Es ando
em pé, ealizei exe cícios de aquecimen o e elaxamen o:
- em pé, pedi que balançassem sob e cada uma das pe nas, al e nadamen e, com
o objec i o de encon a o pon o de equilíb io es á el, no cen o;
- oda a cabeça pa a os dois lados, al e nadamen e, deixando a boca semp e
ligei amen e abe a pa a libe a ensões no maxila ;
- sol a os b aços, abanando-os, pa a descon ai ;
- po im, desbloquea os joelhos, mais uma ez, pa a uma pos u a descon aída
e es á el
12
.
Sob e os cuidados a e com a oz, Luís Hen ique (2014) diz que de emos:
(…) igia as ensões acumuladas na nuca, omb os, egiões do sais e
abdominais azendo es i amen os e esp eguiçando-se. (p. 671)
No im des es exe cícios, pedi aos alunos que se colocassem à en e das suas cadei as,
colocassem as mãos nos seus glú eos e se sen assem, nas cadei as, em cima das mãos. Re e i
que, se sen issem uns ossos a se em p essionados con a as suas mãos (os “si ing bones”), e a
sinal de que que es a am sen ados di ei os. Pedi que e i assem len amen e as mãos debaixo
12
«When s anding in a good pos u e wi h he ee oge he o sligh ly apa , he line om he ea and shoulde
con inues h ough he knee join and in on o he ankle. The knees a e no b aced back igidly.» (Dayme, p. 56,
2009).
40
dos seus glú eos e expliquei que a posição encon ada é a mais saudá el e co ec a pa a se
can a / oca lau a sen ado e ambém pa a abalha ou assis i a aulas pelo compu ado .
De seguida, expliquei que os nossos pulmões são maio es do que aquilo que ge almen e
se pensa. Pedi aos alunos que sen issem os ossos das suas cos elas, dizendo que esses ossos
azem pa e da caixa o ácica, cuja unção é, p ecisamen e, p o ege o co ação e os pulmões e
que, po isso, os pulmões ocupam odo esse espaço. Ale ei pa a o ac o de, na maio ia das
ezes, se usa apenas me ade dos pulmões, espi ando somen e na pa e supe io dos mesmos.
Inspi ei com a pa e supe io , le an ando ambém os omb os, e expi ei, libe ando o a
em “ss”. Depois inspi ei usando oda a capacidade dos pulmões, sem p ecisa de le an a os
omb os, e libe ei o a da mesma o ma, conseguindo expi a du an e mais empo. Pedi aos
alunos que iden i icassem as di e enças en e o empo usado na expi ação e a
posição/mo imen o dos meus omb os. A u ma epa ou que os meus omb os inham sido
le an ados no mesmo ipo de espi ação que du ou menos empo. Expliquei que o le an a dos
omb os acaba po , ambém, c ia ensões em oda essa zona e ambém do pescoço, algo que
podemos e i a e exe ci a a a és do exe cício de elaxamen o de oda a cabeça. Pedi aos
alunos que expe ienciassem, po si p óp ios, es es dois ipos de espi ação e que i assem as
suas p óp ias conclusões, de aco do com aquilo que sen i am em p imei a mão.
Após e escu ado as conclusões ob idas pelos alunos, ques ionei-os sob e a unção das
í gulas e pon os inais na língua po uguesa. Vá ios alunos esponde am que se iam pa a
espi a en e ases. Exempli iquei, en ão, um conjun o de ases e o ações lidas sem espi a ,
ou seja, sem pon uação:
Olá sou a So ia sou na u al de Sin a e abalho em Lisboa gos o mui o de can a e de
obse a as es elas no céu à noi e p incipalmen e no In e no.
Os alunos cons a a am que não se inha pe cebido bem aquilo que eu inha di o. Vol ei
a le o mesmo conjun o de ases e o ações, mas com pon uação e espi ando:
Olá, sou a So ia, sou na u al de Sin a e abalho em Lisboa. Gos o mui o de can a e
de obse a as es elas no céu à noi e, p incipalmen e no In e no.
41
Des a ez, a u ma mencionou que já inha en endido aquilo que eu inha di o. Depois,
e e i que as di e en es ases en e í gulas ou pon os que encon amos numa canção são as
ases musicais. Pa a se en ende audi i amen e es as ases, um músico az aquilo a que se
chama de aseado (a oca ou a can a ). Exempli iquei o mesmo com a canção Ci andei o:
can ei o início pedindo que os alunos le an assem a mão, em en e à câma a, cada ez que
escu assem uma ase di e en e.
Escolhi es e mé odo de comunicação em empo eal (o le an a a mão em en e à
câma a) não e bal po se mais di ec o e po que não in e ompe de odo o i mo da aula.
Pe cebi, pelas aulas obse adas, que quando os alunos êm de ac i a o mic o one pa a ala em,
ge a-se alguma con usão, pois, o que no malmen e acon ece, é que os alunos demo am a liga
o mic o one pa a ala e a si uação de espos a cu a (“sim” ou “não”; “aqui” ou “ali”; “es e”
ou “aquele”) acaba po se es ende po mui o mais empo do que aquele que se ia necessá io.
Ao usa uma espos a de o ma isual, o empo gas o nes e momen o é pouco, não queb a o
i mo da aula nem o aciocínio do p o esso e dos alunos e, de ce o modo, ob iga e incen i a
os alunos a e em as câma as ligadas, o nando a aula em egime online num con ex o mais
pessoal e p óximo.
A plani icação des a aula pode se consul ada no Anexo K.
4.3. Reuniões de conselho de u ma
Po ques ões p o issionais, só me oi possí el assis i a eunião de conselho de u ma,
no inal do p imei o pe íodo, da u ma do 6.º X. Fui bem ecebida pelos es an es p o esso es,
que já espe a am a minha p esença e a das minhas colegas. A eunião oi ei a a a és da
pla a o ma Mic oso Teams.
A di ec o a de u ma e a a p o esso a de Ma emá ica e e a uma pessoa p á ica no que
oca à abo dagem ápida e e icaz dos di e sos assun os a a a . Começou-se po e i ica que
as no as de cada aluno em cada disciplina es a am co ec as. P ojec ou-se, ambém, a ac a da
eunião. Falou-se de alguns casos especí icos de alunos com di iculdades. Em alguns casos,
es as di iculdades es a am no ap o ei amen o dos alunos de ido a isolamen os p o ilá icos (que
aziam pa e do plano de con ingência das escolas em espos a à pandemia de Co id-19).
Hou e uma aluna que oi e e enciada pa a a aliação psicológica de ido a di e sas
ques ões de compo amen o que p eocupa am os p o esso es. A psicóloga da escola jun ou-se
à eunião e pediu que os p o esso es alassem da aluna em ques ão. O conselho de u ma
42
conco dou que es a apa iga se oca a mui o no que gos a a. A aluna, no início do es ágio que
ealizei nes a escola, eio e comigo dizendo que gos a a mui o de can a e que gos a ia de
ap ende a oca iolino e a dança , mas que os pais lhe diziam que es as ac i idades e am ca as.
Aconselhei-a a in eg a um co o in an o-ju enil, cujo ca az publici á io se encon a a na
escola. In e im na eunião pa ilhando es a ques ão pa a que os p o esso es ambém es i essem
a pa dos gos os que a aluna inha.
Abo dou-se ainda o plano de u ma de ac i idades a se em ealizadas nas di e en es
disciplinas sob e a alimen ação.
4.4. Aulas Ex acu icula es – Clube de Rádio Escola PJM
Uma das ac i idades ex acu icula es que a escola o e ece aos alunos é o Clube de
Rádio Escola PJM, cujo lema é “A c esce con igo”. É um clube de ádio que su giu da
p opos a de cinco alunos de uma u ma do 7.º ano de escola idade pa a o O çamen o
Pa icipa i o da Escola, no ano lec i o de 2016/2017. O objec i o des a p opos a passa a po :
«p omo e a c iação de um espaço que possibili e e dê oz à Comunidade Escola e
dinamiza o espaço Escola Sede; Melho ia do espaço de con i ência; ap oximação e in eg ação
escola-alunos; amplia as possibilidades de p á icas in e disciplina es e ansdisciplina es;
complemen a as ap endizagens, amplia a capacidade in elec ual e habilidades dos
pa icipan es.» ( e i ado do documen o do O çamen o Pa icipa i o do ag upamen o onde se
ealizou a P á ica de Ensino Supe isionada, cedido pelo p o esso coope an e)
A implemen ação des e p ojec o inicia a-se com a o mação écnica dos pa icipan es
em á eas como a ádio, o jo nalismo, no as ecnologias, p odução, g a ação e ep odução
áudio. Es a o mação e a p á ica, pois desen ol ia-se já em emissões expe imen ais semanais.
O Clube de Rádio Escola PJM in e ompeu a sua ac i idade aquando do p imei o
con inamen o ge al em Po ugal, no mês de Ma ço de 2020, onde as ac i idades lec i as
p esenciais o am o almen e suspensas. Mesmo com o ecomeço do ano lec i o seguin e,
2020/2021, a ádio não inha e omado ainda a sua ac i idade, endo is o acon ecido apenas em
Ab il de 2021. Nessa al u a, eu e a minha colega de es ágio A passámos a colabo a ,
i
ANEXO A – Espi al de concei os adap ada do Manha an ille Music Cu iculum P og am
(Minis é io da Educação, 1991a, p. 220)
ii
ANEXO B – Á eas de Compe ência do Pe il dos Alunos
(Minis é io da Educação, 2018, p. 5)
iii
ANEXO C – Á ea de in e enção – P ojec o Educa i o do Ag upamen o
i
i
ii
iii
ix
x
x ii
segui , apon ando, a pa i u a esc i a no quad o enquan o eu oca a sozinha e o es o da u ma
azia o exe cício de can a com o nome das no as enquan o az a dedilhação na lau a.
Pa a e mina a aula, ap esen ei dois concei os no os: “ha monia ímb ica” e “ ealce
ímb ico”, usando como ecu so dois exemplos demons a i os de cada um dos concei os. Sen i
alguma di iculdade po pa e da u ma não na comp eensão eó ica dos concei os, mas, sim, na
dis inção p á ica dos mesmos.
Vis o que es a aula oi dada com um a iso p é io de apenas 10 minu os (um e dadei o
desa io), eu não inha nada p og amado sob e a o ma como i ia passa os con eúdos aos alunos.
Apoiei-me bas an e no exemplo que o p o esso Paulo oi dando, ao longo da semana, nas
es an es u mas. No en an o, digamos que “puxei a b asa minha sa dinha”, no sen ido em que
me apoiei mui o na oz e no can o pa a lecciona a aula. A inal, é o ins umen o musical mais
p óximo e mais imedia o do se humano. Usei a oz não só po que “dá jei o”, mas ambém pa a
sensibiliza os alunos pa a a p ac icidade que o can o az nas aulas de Educação Musical.
P ocu ei ainda man e um egis o calmo, mas en usiasman e e ca i an e. Não pe di nenhum
aço de simpa ia, que me é na u al e ca ac e ís ico, mas sem descuida da au o idade que me
oi emp egue, dado o papel que es a a a desempenha naquela aula. A u ma colabo ou e iquei
com a sensação que se desen ol eu um bom abalho nes a aula.
Seguindo o modelo de Ko hagen, o que eu que ia nes a aula é que os alunos se
amilia izassem ainda mais com os exe cícios de écnica ocal, que ap endessem de o ma
mui o p á ica a peça “Epic” e que comp eendessem os concei os de “ha monia ímb ica” e
“ ealce ímb ico.” Pa a chega a essa objec i o, iz udo aquilo que oi desc i o acima nes e
ela o. Pensei, enquan o p o esso a, que os alunos es a am a en os e comp eendiam o con eúdo
da aula, com a o ma como a lecionei. Sen i que a u ma oi mui o pa icipa i a e colabo ou.
Os alunos que iam mos a que domina am aquilo que es a a a se abo dado na aula e, po isso,
espondiam (e a é se “a opela am”) s ques ões que eu ia colocando. Os alunos pensa am que
es a am a aze um bom abalho, p incipalmen e po que eu dei eedback cons an emen e, e
sen i am-se sa is ei os com es a aula.
x iii
ANEXO G – Plani icação de aula dinamizada nas qua o u mas do 6.º ano
Sumá io: Técnica ocal; Con inuação do es udo da canção “Can a , can a ”; Es udo da peça “Ca acol”; Concei o de os ina o e modo dó ico; Re isão dos concei os de mono i mia e poli i mia.
Lições n.º: 19 e 20
Da a: Dezemb o 2020
Local: Sala EM1
Tempo: 100 minu os
Ano: 6.º ano
Tu ma: W, X, Y, Z
Plani icação de Aula
Concei os/Con eúdos
Compe ências Especí icas
Desc i o es
Ac i idades / Es a égias
Recu sos
Meios de A aliação
➢ FORMA
Os ina o.
➢ ALTURA
A ex ensão da
lau a de bisel.
Modo dó ico.
➢ RITMO
Pon o de
aumen ação.
Concei os de
mono i mia e
poli i mia.
Pe ceção sono a e musical
Execu a duas melodias na
oz; execu a o os ina o
melódico e di e en es os ina i
í mico em ins umen al O .
In e p e ação e comunicação
Can a em conjun o a uma e
duas ozes; oca em conjun o
em ins umen al O .
Ap op iação e Re lexão
Comp eende que a ex ensão
da lau a não pe mi e que se
• Conhecedo (A,
B, G, I, J)
• C ia i o (A, B, C,
D, G, J)
• Sis ema izado /
o ganizado (A, B,
C, I, J)
• Comunicado (A,
B, D, E, H)
• Ques ionado (A,
F, G, I, J)
• Colabo ado (B,
C, D, E, F)
• Au ónomo (C, D,
E, F, G, H, I, J)
• O ien a exe cícios de écnica ocal;
• Ensina a le a da canção “Can a , can a ”.
• (Os ina o a se ocado cons an emen e pelos es an es
p o esso es no me alo one baixo, xilo one al o e jogo de
sinos) Ensina o os ina o da canção “Ca acol” (em
anexo) a oda a u ma; pe gun a pela pulsação e pelo
compasso; eco da o concei o de os ina o e de pon o
de aumen ação (p esen e na pa i u a); pe cebe se a
ex ensão da lau a pe mi e que se oque o os ina o (no a
mais g a e da lau a é dó3; no a mais g a e do os ina o
é lá2).
• Ensina a melodia da canção sem le a em sílaba neu a
a oda a u ma; ap esen a o modo dó ico como sendo
a “ onalidade” em que se encon a a canção e compa a
com as onalidades maio e meno audi i amen e;
• Ensina a le a com a melodia já ap endida.
• A u ma can a o os ina o enquan o o p o esso can a a
melodia.
• Pa i u a ( o necida pelo
p o esso , em anexo).
• Ins umen al O da
escola (me alo one baixo,
xilo one al o, jogo de
sinos, bombo, cla as,
pandei e as, ma acas).
• Regis o de
obse ação di ec a
ela i amen e à
ap op iação dos
concei os de os ina o,
mono i mia e
poli i mia.
xix
oque abaixo do dó cen al
(dó3) po es a se a no a mais
g a e que é possí el de se
execu a no ins umen o;
compa a o modo dó ico com
as onalidades maio e meno ,
já conhecidas, audi i amen e;
comp eende os concei os de
mono i mia e poli i mia
a a és da expe imen ação
p á ica em conjun o.
• Me ade da u ma can a o os ina o e a ou a me ade
can a a melodia. Depois in e em-se os papéis.
• Pedi a dois alunos que oquem o os ina o melódico no
me alo one baixo e no xilo one al o.
• Ensina 3 os ina i í micos di e en es (em anexo) a
se em ocados (em palmas) em mono i mia po oda a
u ma e em poli i mia, di idindo a u ma em 2 e 3
g upos.
• Escolhe alunos pa a o ma 3 g upos: o g upo das
cla as, o g upo das ma acas e o g upo das pandei e as,
que oca ão em simul âneo, 3 i mos di e en es,
ap endidos an e io men e; o es o da u ma can a a
melodia e o os ina o.
xx
Adap ação da canção “Ca acol”, Manual pa a a Cons ução de Ja dins In e io es, olume Colo
dos Bichos, Opus Tu i, p. 13.
No a: pode epe i -se a canção as ezes que se quise . Ambas as ozes êm de e mina em
uníssono na no a Ré.
Os ina i í micos:
Pandei e a:
Ma acas:
Cla as:
xxi
ANEXO H – Plani icação de aula conjun a leccionada ao 6.º X
Sumá io: Técnica ocal; Con inuação do es udo da peça “Epic”; Co do ones po ugueses; Ap esen ação do ca aquinho pela So ia.
Lições n.º: 17 e 18
Da a: 18 No emb o 2020
Local: Sala EM1
Tempo: 100 minu os
Ano: 6.º ano
Tu ma: X
Plani icação de Aula
Concei os/Con eúdos
Compe ências Especí icas
Desc i o es
Ac i idades / Es a égias
Recu sos
Meios de A aliação
➢ TIMBRE
Timb es de
co do ones
po ugueses.
➢ RITMO
Compasso
qua e ná io;
Colcheia,
semínima,
mínima e
semib e e.
➢ ALTURA
Escala
dia ónica de
Dó Maio .
➢ FORMA
Biná ia AB;
Os ina o
í mico.
Pe ceção sono a e musical
Execu a a mesma melodia
com ins umen os e imb es
di e en es ( oz e lau a);
di e encia audi i amen e
ases musicais; iden i ica
imb icamen e os co do ones
po ugueses.
In e p e ação e comunicação
Can a e oca em conjun o.
Ap op iação e Re lexão
Comp eende a o ma biná ia;
in e p e a simbologia musical;
localiza geog a icamen e a
o igem dos co do ones
po ugueses;
• Conhecedo (A,
B, G, I, J)
• Sis ema izado /
o ganizado (A, B,
C, I, J)
• Comunicado (A,
B, D, E, H)
• Ques ionado (A,
F, G, I, J)
• Colabo ado (B,
C, D, E, F)
• Au ónomo (C, D,
E, F, G, H, I, J)
• O ien a exe cícios de écnica ocal;
• Realiza a dedilhação da peça “Epic” na lau a de bisel;
• Re e simbologia (cla e de sol, ba a de di isão de
compasso, ba a inal, ba a de epe ição) e no ação
musical (colcheia, semínima, mínima, semib e e e
ex ensão da escala dia ónica de Dó Maio – dó3 a dó4);
• Solici a a pa icipação de alunos pa a oca a peça pa a
os colegas, com supo e áudio;
• Demons a o ca aquinho e explica a sua mo ologia;
• Visualiza o ídeo explica i o dos co do ones
po ugueses (ca aquinho, iola b aguesa, iola da e a,
iola campaniça, gui a a po uguesa e bandolim).
• Flau a de bisel de cada
aluno;
• Supo e áudio da peça
“Epic”;
• Pa i u a da peça “Epic”);
• Ca aquinho;
• Pla a o ma YouTube –
ídeo “Co do ones em
Po ugal”
(h ps://www.you ube.com
/wa ch? =JI9a20j EU0);
• Regis o de
obse ação di ec a da
execução da peça
“Epic” na lau a de
bisel.
xxii
ANEXO I – G a ação de um ichei o áudio de oz-guia pa a a canção “Ci andei o”
Acesso ei o a a és do seguin e ende eço:
h ps://d i e.google.com/ ile/d/1Q9 y1XDhAio8Be3zTgZCVjTmuEXGdLqi/ iew?usp=sha in
g
ANEXO J – A anjo da canção “Can a , can a !”
Acesso à pa i u a e à g a ação a a és do seguin e ende eço:
h ps://d i e.google.com/d i e/ olde s/1xZSMT6MBkgFMxC7PWOSpj3 RLmwTIOc ?usp=s
ha ing
xxiii
ANEXO K – Plani icação de aula leccionada em egime online a odas as u mas de 6.º ano
xxi
xx