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"Liberta o teu canto, liberta-o no ar!" - A Prática Coral na Educação Musical

Abstract

O presente relatório foi elaborado no seguimento da Prática de Ensino Supervisionada realizada no âmbito do Mestrado em Ensino de Educação Musical no Ensino Básico (2.º ciclo do Ensino Básico) na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Nele procuro apresentar, descrever e reflectir as actividades que foram desenvolvidas ao longo do ano lectivo de 2020/2021, um ano atípico marcado pela pandemia de Covid-19, que exigiu um esforço acrescido da parte de toda a comunidade escolar, professores, funcionários, alunos e as suas famílias. Este trabalho divide-se, essencialmente, em quatro capítulos. O primeiro refere-se à contextualização do ensino da Educação Musical em Portugal e os seus princípios orientadores. O segundo capítulo refere-se à prática coral na Educação Musical. O terceiro capítulo trata o contexto em que se realizou a Prática de Ensino Supervisionada, onde faço uma caracterização do agrupamento e estabelecimento de ensino onde a mesma foi desenvolvida, incluindo o Projecto Educativo do agrupamento. Por fim, o quarto capítulo consiste na apresentação, reflexão e crítica de toda a actividade desenvolvida durante o período de estágio, quer em aulas observadas como leccionadas.

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"Liberta o teu canto, liberta-o no ar!" - A Prática Coral na Educação Musical

Author: Portela, Sofia Gonçalves
Year: 2021
Source: https://run.unl.pt/bitstream/10362/138114/1/Relatorio%20Estagio%20Sofia%20Portela%20-%20REFORMULACAO.pdf
“Libe a o eu can o, libe a-o no a !” – A P á ica Co al
na Educação Musical
So ia Gonçal es Po ela ∙ N.º 51612
Rela ó io de Es ágio de Mes ado em Ensino de Educação
Musical no Ensino Básico
Ve são co igida e melho ada após de esa pública
No emb o, 2021
Rela ó io de Es ágio ap esen ado pa a cump imen o dos equisi os necessá ios 
ob enção do g au de Mes e em Ensino de Educação Musical no Ensino Básico, ealizado sob
a o ien ação cien í ica do P o esso Dou o João Noguei a, P o esso auxilia da Faculdade de
Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa e da P o esso a Dou o a Isabel
Figuei edo, P o esso a auxilia con idada da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da
Uni e sidade No a de Lisboa.
DECLARAÇÃO
Decla o que es e Rela ó io de Es ágio é o esul ado da minha in es igação pessoal e
independen e. O seu con eúdo é o iginal e odas as on es ci adas es ão de idamen e
mencionadas no ex o, nas no as e na bibliog a ia.
A candida a
________________________
Lisboa, …. de …………………. de 2021
Decla o que es e Rela ó io de Es ágio se encon a em condições de se ap esen ado a p o as
públicas:
O o ien ado
_________________________
Lisboa, …. de …………………. de 2021

Ag adecimen os
À P o esso a Isabel Figuei edo e ao P o esso João Noguei a pelo conhecimen o eó ico
nos úl imos dois anos que p epa ou a p á ica nes e úl imo ano.
À P o esso a Helena Rod igues, pela libe dade de mo imen o e musical nas suas aulas,
já desde a licencia u a; e à Ana Isabel pela ene gia incessan e, amizade e ajuda, não só nes e
mes ado, mas ambém nas nossas a en u as musicais lá o a.
Ao P o esso Paulo, pela simpa ia, disponibilidade, pa ilha, abe u a e boa disposição,
que me ez semp e sen i que pe encia àquela sala de aula e àquela escola.
A oda a comunidade escola onde se ealizou o es ágio, pelo acolhimen o calo oso e
semp e disponí el.
À Bea iz, ao Diogo, à Pa ícia, à Sónia e à Ta iana, pelo apoio, en eajuda, humo e boa
disposição p esen es desde o p imei o dia de aulas. Começamos jun os, acabamos jun os!
Aos meus pais, Paulo e Isabel, po e em deixado à minha me cê, desde semp e, os
ins umen os musicais no meu qua o.
Ao meu i mão, Guilhe me, pela Missa B e is de Lo i, que começa semp e sem ninguém
espe a , agua dando a minha espos a.
Aos meus amigos do co ação, pelos incen i os, p esença e paciência nos momen os
mais ou menos inspi ados. Ado o- os.
A odos os meus colegas e amigos can o es, maes os, composi o es e p o esso es, com
quem enho o p i ilégio de pa ilha os palcos, po enche em a minha ida de boa Música e me
ensina em e inspi a em an o.
Can a , can a !
É ão bom passa o dia a can a !
Sen i o om e espi a ,
Libe a o eu can o, libe a-o no a !
Manon Ma ques, canção “Can a , can a !”
“P o esso a, eu que o se can o a po causa de si!”
– aluna de uma das u mas de 6.º ano, no meu úl imo dia de aulas na escola
Dedico es e abalho a odos os que gos am de can a ,
com ou sem público,
no palco, na sala de aula, em casa, sozinhos ou acompanhados.
Ab am a ossa alma e deixem-na essoa a a és das ossas ozes.
1
INTRODUÇÃO
Es e ela ó io oi elabo ado no âmbi o do Mes ado em Ensino de Educação Musical no
Ensino Básico, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa.
A a és do mesmo p ocu a ei e lec i sob e a P á ica de Ensino Supe isionada (PES) que
deco eu num es abelecimen o de ensino público no dis i o de Lisboa, concelho de Vila F anca
de Xi a, du an e o ano lec i o de 2020/2021. Nas ac i idades que me p opus a ealiza e que
desen ol i com os alunos nes e es ágio, deb ucei-me sob e a u ilização da oz, do can o, pa a
a ap eensão e comp eensão de concei os eó icos musicais, o cuidado que de emos e com es e
ins umen o. Também es a a planeada a p epa ação de uma canção – “Can a , can a !”, da
au o ia de Manon Ma ques, com um a anjo pa a piano e duas ozes iguais, esc i o po mim –
mas que acabou po não se ealiza na sua o alidade. Es a ques ão se á abo dada no capí ulo
3.2. Aulas leccionadas.
O í ulo des e ela ó io – “Libe a o eu can o, libe a-o no a !” – A P á ica Co al na
Educação Musical – é compos o po uma das ases da canção e e ida an e io men e, com o
in ui o de apela à i acidade e aleg ia que o can o, quando inse ido na o ina diá ia, az a
quem o p a ica. Nas aulas que leccionei e nas in e enções que ui azendo nas aulas
obse adas, p ocu ei da p imazia a es e ins umen o musical, mui as ezes esquecido, que
nasce connosco e é u ilizado odos os dias. Po se usada em odo o momen o, a nossa oz é
algo que nos é p o undamen e na u al e p óximo e que ib a no nosso co po, dando-nos
possibilidade de expe iencia a Música e as suas ib ações de uma o ma mui o ín ima e
especial. Ac edi o que, po pode mos sen i em p imei a mão, no nosso co po, a Música
1
a a és
do can o, es e seja a e amen a ideal pa a ap eende e comp eende concei os eó icos musicais
que se conseguem exempli ica e expe iencia a a és do can o, daí eu e -me p opos o e e
usado es a abo dagem du an e es e es ágio.
O meu in e esse em desen ol e es a ideia cen ada na oz can ada em da minha
expe iência enquan o músico. Sou can o a, pianis a/o ganis a acompanhado a e co- epe ido a e
1
No p esen e ela ó io, semp e que a pala a “Música” su gi com ‘M’ maiúsculo, es a ei a e e i -me à a e;
semp e que a pala a su ja com ‘m’ minúsculo, o uso da pala a de e se is o como sinónimo de “peça” ou
“canção”.

2
maes ina e em qualque uma des as ês ac i idades a oz e o can o co al es ão p esen es: não
só can o a solo como em di e sos co os e ensembles ocais; acompanho g upos co ais ao piano
ou ao ó gão; e di ijo co os. A minha ac i idade enquan o músico e e um c escimen o
exponencial e assumiu ele ada impo ância aquando da minha en ada na licencia u a em
Ciências Musicais, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de
Lisboa, em 2016, con ac ando, den o e o a do cu so, com di e sas expe iências e músicos que
omen a am e me ensina am imenso sob e o mundo do can o co al. A pa i des as expe iências
e das pessoas com quem me ui c uzando, a minha paixão pela Música, pela oz e po “ aze
Música”
2
em conjun o oi c escendo e sendo alimen ada.
Quando iniciei o Mes ado em Ensino de Educação Musical, comecei, ambém, pela
mesma al u a, a da aulas de Exp essão Musical, p imei o, em Ac i idades Ex acu icula es
no 1.º ciclo (apenas ce ca de um mês) e, depois, a bebés e c ianças dos 0 aos 5 anos de idade.
Es as duas expe iências o am o meu p imei o con ac o com o ensino e sensibilização pa a es a
a e, a Música, embo a as idades aqui encon adas sejam in e io es àquelas a que es e ciclo de
es udos se p opõe a guia -nos. Po an o, o meu p imei o con ac o com alunos de 2.º ciclo
acon eceu na P á ica de Ensino Supe isionada, no 2.º ano des e Mes ado. Ing essei nes e cu so
como um li o em b anco, p on a a ecebe odo o conhecimen o e expe iência que não só os
docen es me ansmi i am, mas, ambém, os meus colegas, que já inham bas an es anos de
expe iência na á ea. P ocu ei i a pa ido do conhecimen o eó ico e expe iência p á ica
musicais que enho (sendo que sou, p imei amen e, músico de p o issão) pa a sensibiliza os
alunos de que a Educação Musical e a Música não de em se desp ezadas (in elizmen e, ainda
pe sis e a ideia, en e pais e alunos, de que es a disciplina é menos impo an e que, po exemplo,
Po uguês, Ma emá ica ou His ó ia, e po isso não me ece an o cuidado nem a enção). Quis,
ainda, ap oxima -me dos alunos, mos ando que i o des a a e, ocando (di e sos
ins umen os) e can ando nas aulas, pa a lhes aze pe cebe e, sob e udo, sen i , que “ aze
Música”2 az aleg ia e bem-es a , especialmen e quando o azemos com ou os. A oz es e e
quase semp e p esen e na minha abo dagem, que nas in e enções que ui azendo em aulas
obse adas mas, sob e udo, em aulas leccionadas po mim, não só pa a apela ao lado a ís ico
e p á ico da mesma mas ambém pa a chama à a enção de que emos um ins umen o musical
2
Na e dade, a pala a que gos a ia de usa pa a subs i ui es a exp essão é “Musicking”, cuja de inição,
ap esen ada po Ch is ophe Small, é mui o mais comple a: “To music is o ake pa , in any capaci y, in a musical
pe o mance, whe he by pe o ming, by lis ening, by ehea sing o p ac icing, by p o iding ma e ial o
pe o mance (wha is called composing), o by dancing” (Small, 1998, p. 9).
3
di ec o e semp e disponí el que nos pode ajuda a comp eende concei os musicais abo dados
no p og ama de Educação Musical, como dinâmica, in e alos, a iculação de no as, e c, já que
é uma ac i idade mui o comple a, pois en ol e melodia, i mo e ha monia suben endida
(Pa ejo, 2013, p. 103). Além disso, como e e e Enny Pa ejo (2013, p. 103), ci ando Willems,
“é mui o impo an e que a c iança i a os a os musicais an es de oma consciência deles”,
ou seja, é p eciso sen i e i e a música e udo o que eo icamen e es á implíci o nessa p á ica
an es de, e ec i amen e, abo da eo icamen e os concei os abalhados na p á ica. P ocu ei,
en ão, segui es a pe spec i a e auxilia -me do can o e p á ica co al pa a que a ap eensão des es
concei os osse mais o gânica.
O ela ó io i á di idi -se em qua o capí ulos. O p imei o capí ulo abo da o ensino da
Música em Po ugal, con ex ualizando-o, e os objec i os e con eúdos da disciplina de Educação
Musical no 2.º ciclo. O segundo capí ulo a a a p á ica co al na Educação Musical, e e indo a
impo ância que a oz em no p ocesso de ap endizagem musical. O e cei o capí ulo e e e-se
à con ex ualização do es abelecimen o de ensino onde ealizei a P á ica de Ensino
Supe isionada, e e indo ca a e ís icas ge ais da escola, da sala de aula onde es a P á ica
deco eu e o ganização da disciplina. Po im, no e cei o capí ulo, especi ico alguns aspec os
da P á ica de Ensino Supe isionada: aulas obse adas, aulas leccionadas e lexões, c í icas e
ac i idades ex acu icula es onde es i e p esen e, como a o Clube de Rádio Escola PJM. Em
anexo é possí el consul a algumas plani icações de aulas leccionadas po mim e, ambém, em
conjun o com as minhas duas colegas, du an e o es ágio.
4
1. A Educação Musical em Po ugal
1.1 Con ex ualização his ó ica
A pa i do ano de 1835, e du an e 80 anos, o Conse a ó io Real (ac ualmen e
denominado de Conse a ó io Nacional), c iado po Almeida Ga e , e a o único luga em que
o ensino da música acon ecia de o ma sis emá ica, o mando músicos, in é p e es e
composi o es de ele ância na época.
Em 1878 é in oduzido no en ão ensino p imá io o Can o Co al. Nes a medida, a música
e a is a como símbolo de unidade do po o e igualdade e uma o ma de exp essa sen imen os.
No en an o, a unção do Can o Co al acabou po se , mais a de, essencialmen e, a de eiculação
de ideologia nacional, a a és das ac i idades e i ne enções da Mocidade Po uguesa. E a
leccionado po “p o esso es sem o mação adequada e que se sen iam incapazes de mo i a os
seus alunos” (Mo a, 2014, p. 43). Com a implemen ação da democ acia em Po ugal, o Can o
Co al, que e a única ac i idade musical p esen e nas escolas, oi subs i uído po um sis ema de
Educação Musical, que de endia que a p á ica musical de ia p ecede a sua eo ia, abo dando
concei os mais ab angen es de ensino e ap endizagem. A Fundação Calous e Gulbenkian e a
Associação Po uguesa de Educação Musical con ibuí am pa a es a mudança no pano ama,
o ganizando di e sos seminá ios, con e ências e cu sos b e es de música.
Em 1986, com a publicação da Lei de Bases do Sis ema Educa i o, a disciplina de
Educação Musical iu uma eno ação, com a c iação de cu sos especí icos de o mação de
p o esso es nes a disciplina nas Escolas Supe io es de Educação e nos Ins i u os Poli écnicos.
Nas úl imas décadas do séc. XX, su gi am di e sas discussões, com a in luência do
pensamen o de á ios au o es, que p ocu a am es abelece aquilo que se en ende po uma
Educação Musical con empo ânea e o que é que isso implica a na o mação de p o esso es. A
p incipal ideia discu ida e a de que “a Educação Musical, po um lado, inha que e em con a
as expe iências musicais dos alunos e, po ou o, que o seu cu ículo de e ia se cons uído em
o no das á eas da audição, in e p e ação e composição” (Mo a, 2014, p. 44). Em 2001, com a
publicação das Compe ências Essenciais do Cu ículo Nacional do Ensino Básico, o luga que
a Música de e ia assumi no cu ículo oi cla i icado, colocando-a ao mesmo ní el de ou as
disciplinas. Apesa des e documen o e sido e ogado mais a de pelo Minis é io da Educação,
os p o esso es da disciplina no Ensino Básico con inuam a ê-lo como e e ência.
A disciplina da Educação Musical encon a-se o ganizada, no ciclo de es udos do Ensino
Básico, da seguin e o ma: no 1.º ciclo (do 1.º ao 4.º ano de escola idade), a música não é
5
abalhada de modo sis emá ica e os p o esso es êm a seu ca go es a disciplina al como êm
as ou as disciplinas leccionadas nes es ní eis de escola idade, endo, po isso, uma o mação
p ecá ia na á ea em ques ão. Po ém, em 2006, o Minis é io da Educação mudou o es a u o da
Educação Musical como uma ac i idade ex a-cu icula no 1.º ciclo, ha endo luga pa a
p o esso es mais especializados, embo a a p óp ia con a ação des es p o esso es e o p og ama
pe manecessem pouco cla os, ap esen ando con adições. No 2.º ciclo (5.º e 6.º anos de
escola idade), a disciplina é leccionada po p o esso es especialis as, ap esen ando a é ês
ho as semanais nos ho á ios das u mas. Aqui, a Educação Musical já se a i ma com uma
p esença de inida no ho á io e em pa idade com as demais disciplinas. No 3.º ciclo (do 7.º ao
9.º ano de escola idade, a é 2012, a Música su gia como o e a especí ica de cada escola nos
ês anos ab angidos po es e ciclo de es udos, mas semp e sujei o à exis ência de um p o esso
de Educação Musical com ho á io disponí el pa a lecciona a disciplina. A pa i de 2012, es a
o e a oi abolida do úl imo ano des e ciclo, o 9.º ano.
1.2. P incípios O ien ado es e Objec i os da Educação Musical no 2.º Ciclo
Os p incípios o ien ado es de Educação Musical no Ensino Básico encon am-se no
P og ama de Educação Musical – O ganização Cu icula e P og amas (1991). A o ma como
os concei os musicais es ão o ganizados em po base a o ganização p opos a na Teo ia da
Es u u a de Je ome B une , usando o modelo de um cu ículo em espi al, de modo a não
agmen a o conhecimen o nem o isola do con ex o musical que lhe deu signi icado
(Minis é io da Educação, 1991, p. 214).
A inalidade des e p og ama passa po con ibui pa a a educação es é ica, desen ol e
a capacidade de exp essão e comunicação, sensibiliza pa a a p ese ação do pa imónio
cul u al, con ibui pa a a socialização e ma u ação psicológica e desen ol e o espí i o c í ico
(p. 215).
Os objec i os do P og ama de Educação Musical dis ibuem-se po ês domínios: o
domínio das a i udes e alo es, o domínio das capacidades e o domínio dos conhecimen os. No
domínio das a i udes e alo es, p e ende-se que o aluno desen ol a um pensamen o c í ico,
6
analí ico e c ia i o em elação à sua p óp ia exp essão musical e à dos ou os, que alo ize o
pa imónio musical po uguês e que possa ui a Música, mos ando as suas p e e ências
musicais. No domínio das capacidades, p ocu a-se que o aluno adqui a e ape eiçoe as écnicas
de p odução sono a, que a ní el ocal, ins umen al e ecnológico, que desen ol a a sua
memó ia audi i a, de modo a pode dis ingui os di e en es concei os eó icos abo dados e a
espec i a ep esen ação e ainda u iliza co ec amen e as eg as de comunicação o ais e
esc i as. Rela i amen e ao domínio dos conhecimen os, o aluno de e adqui i os concei os de
Timb e, Dinâmica, Ri mo, Al u a e Fo ma e iden i icá-los em ob as de di e en es géne os,
épocas e cul u as. De e, ainda, iden i ica as ca ac e ís icas da música po uguesa.
Os con eúdos da disciplina de Educação Musical, segundo es e p og ama, o ganizam-
se em doze ní eis em espi al, sendo a ap endizagem cumula i a e e olu i a, es ando odas as
ideias musicais ans e salmen e p esen es em odos os ní eis. Nes es doze ní eis são
abo dados os concei os já e e idos no pa ág a o an e io : Timb e, Dinâmica, Ri mo, Al u a e
Fo ma. O p og ama p opõe que se abalha em ês g andes á eas: a Composição, que se
en ende po « oda a o ma de in enção musical, incluindo a imp o isação», a Audição, ou
seja, a escu a musical ac i a e pa icipan e, e a In e p e ação, e e indo-se à «execução de
qualque ob a musical, num p ocesso in e ac i o». Como o ma de abalha es as ês á eas,
conside a-se se impo an e o desen ol imen o de compe ências musicais como a memó ia
audi i a, da mo icidade e dos p ocessos de no ação musical. (p. 225)
Sob e a a aliação, o p og ama indica que es a se de e basa na obse ação sis emá ica
do aluno, ela i amen e ao domínio das a i udes e alo es, das capacidades e dos conhecimen os
(p. 227).
1.3. Pe il dos alunos à saída da Escola idade Ob iga ó ia (Minis é io da Educação, 2016)
Es e documen o su giu em espos a à necessidade de ga an i uma educação de
qualidade pa a odas as c ianças e jo ens. Em 2006, a escola idade ob iga ó ia ala gou-se desde
os 6 aos 18 anos de idade, ha endo, po isso, um pe íodo ob iga ó io de 12 anos. Du an e es e
pe íodo de empo, o pe cu so escola pode se mui o a iado, endo sido necessá io es abelece
um pe il de aluno à saída da escola idade ob iga ó ia, ace aos di e en es pe cu sos e a iedade
objec i os o ma i os, que ão de encon o aos di e en es públicos.
As á eas de compe ência, que se espe a que sejam desen ol idas ao longo des es 12
anos, suge idas po es e documen o são as seguin es:

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- Linguagens e ex os.
- In o mação e comunicação.
- Raciocínio e esolução de p oblemas.
- Pensamen o c í ico e pensamen o c ia i o.
- Relacionamen o in e pessoal.
- Au onomia e desen ol imen o pessoal.
- Bem‐es a e saúde.
- Sensibilidade es é ica e a ís ica.
- Sabe écnico e ecnologias.
- Consciência e domínio do co po.
A Educação Musical é especialmen e impo an e (apesa de es a p esen e em odos es es
pon os) nas á eas das compe ências do pensamen o c í ico e pensamen o c ia i o, do
elacionamen o in e pessoal, da sensibilidade es é ica e a ís ica e da consciência e domínio do
co po.
Pa a a icula a Educação Musical com es e documen o ão impo an e, a Di ecção Ge al
de Educação c iou as Ap endizagens Essenciais do Aluno (2018) pa a es a disciplina, onde se
es u u a, essencialmen e, po es es ês domínios:
- Expe imen ação e C iação: “P e ende-se que se desen ol am compe ências de
explo ação/expe imen ação sono o-musicais, imp o isação ( an o no sen ido de a iação sob e
uma es u u a musical p é-exis en e, como de c iação/composição em empo eal) e composição
musical” (p. 2);
- In e p e ação e Comunicação: “P e ende-se que se desen ol am compe ências
ela i as à pe o mance/execução musical, ou seja, can a , oca , mo imen a , bem como as
ela i as a o mas de comunica /pa ilha publicamen e as pe o mances e/ou c iações” (p. 3);
- Ap op iação e Re lexão: “P e ende-se que se desen ol am compe ências e e en es
a p ocessos de disc iminação, análise, compa ação de elemen os sono o-musicais, com o
p opósi o de pe mi i escolhas undamen adas em elação ao aze e ao ou i musical, a a és
de uma e lexão c í ica sob e os uni e sos musicais” (p. 3).
8
2. A p á ica co al na Educação Musical
A oz é um ins umen o que usamos no nosso dia a dia pa a nos exp essa mos e
comunica mos. A a és das in lexões no nosso discu so, conseguimos ambém ansmi i a
in enção e a emoção naquilo que es amos a dize : se é uma pe gun a, uma a i mação, se nos
mos amos su p esos, i i ados, aleg es, e c. E udo is o passa, ambém, quando can amos, pois
o can o é uma consequência da oz alada. Di ia que apenas é uma o ma mais o ganizada das
in lexões que emos ao ala , que consis em em a iações da al u a do som, das equências
escu adas.
O can o co al é uma p á ica musical que exis e e é execu ada em di e en es e nias e
cul u as. O co o ap esen a-se como um g upo onde, a a és de elações in e pessoais e de
ensino-ap endizagem, se desen ol e a ap endizagem musical, desen ol imen o ocal e
in eg ação e inclusão social (Ama o, 2007, p. 75). É, po an o, um meio p opício à ap eensão e
comp eensão de concei os musicais, como dinâmica, in e alos, a iculação de no as, e c, já que
o can o é uma ac i idade mui o comple a, pois en ol e melodia, i mo e ha monia suben endida
(Pa ejo, 2013, p. 103). Pa a que os concei os sejam ap endidos da melho o ma nes e ambien e
de ap endizagem social
3
, é necessá io que o exemplo dado seja o mais cuidado e p eciso
possí el.
Di e sos pedagogos do séc. XX suge i am a oz como um ins umen o essencial pa a a
ap endizagem musical. O mé odo suge ido po Zol an Kodály desen ol e a musicalidade
a a és do can o, u ilizando as canções olcló icas húnga as, pois conside a a que e a a melho
o ma pa a en ende o passado, p esen e e u u o da música e udi a. Edga Willems di ecciona
a sua abo dagem na oz da c iança e o mo imen o. Tem como base os elemen os undamen ais
da Música: som, i mo, ou ido musical, melodia, ha monia e inspi ação (Cozzu i e al., 2014,
p. 15). Ca l O ê o nosso co po como ins umen o musical p imá io. E pa a nos exp essa mos
usamos a nossa oz, a linguagem. O can o ê-se como um desen ol imen o na u al da
linguagem alada. O es o do nosso co po pode se usado pa a nos exp essa mos a a és de
i mos e a a és de mo imen os que possam “ilus a ” a nossa oz (Cunha, 2015). Edwin
Go don deu especial a enção ao uso da oz, não só pelos p o esso es, mas ambém pelos alunos,
e e indo a impo ância do modelo dado pelos adul os, quando can am pa a as c ianças.
3
«Teo ia que conside a que a imi ação e a modelagem dos compo amen os exe cem um papel cen al na
ap endizagem. (…) Há ês ipos de ap endizagem po modelos: a ap endizagem po obse ação, po imi ação e
po iden i icação. Um modelo é uma ce a ealidade que es imula a sua imi ação. Como é e iden e, an o a
obse ação, como a imi ação e a iden i icação exe cem um papel mui o impo an e no p ocesso de ap endizagem.»
(Ma ques, 2000, p. 7)
9
A p á ica co al na Educação Musical não de e se is a apenas como um meio pa a
ap eensão de concei os nem simplesmen e como uma o ma saudá el de desen ol imen o
holís ico a a és do can o em conjun o:
Ap ende a espi a e u iliza a oz é uma p á ica pa a a ida oda, e quem ap ende
a can a desde c iança diminui os iscos de desen ol e em p oblemas elacionados
com a oz. Os p o issionais êm a oz como p incipal ins umen o de abalho
p incipalmen e os da p á ica docen e são os que êm mais oco ências de casos de
al e ação ocal, de aco do com es udos ealizados po di e sos es udiosos e
p o issionais. (Gomes, 2015, p. 13)
A p á ica co al é ambém, po an o, uma e amen a e um meio de sensibilização pa a o
cuidado que de emos e com a oz. Como es a é semp e u ilizada, omamo-la como ga an ida,
não omando a a enção de ida pa a os p oblemas que podem desen ol e -se po descuido da
mesma.
10
3. Con ex ualização da P á ica de Ensino Supe isionada
A P á ica de Ensino Supe isionada e e luga numa escola pública do ensino básico
localizada no concelho de Vila F anca de Xi a, dis i o de Lisboa, que é a sede do ag upamen o,
que con a com 9 es abelecimen os de educação e ensino: qua o es abelecimen os de Educação
P é-escola , qua o escolas de 1.º ciclo do ensino básico e uma escola de 2.º e 3.º ciclos do
ensino básico. Cada um des es es abelecimen os em um coo denado ou esponsá el pelo
es abelecimen o, à excepção da escola sede.
O P ojec o Educa i o do ag upamen o é um documen o que con ém objec i os, os
p incípios, os alo es, as me as e as es a égias a se em cump idos, po odo o ag upamen o,
num p azo de 4 anos, cump indo a sua unção educa i a. En e os anos de 2017 e 2021, o lema
escolhido oi “Humaniza pa a c esce ”. A á ea de in e enção p opos a encon a-se no Anexo
C.
Em elação a p ojec os, p og amas e clubes que a escola o e ece aos seus alunos, no
quad o abaixo, e i ado do documen o do P ojec o Educa i o do ag upamen o, cons am aqueles
que o am de inidos pa a o pe íodo de empo en e 2017 e 2021. No en an o, a si uação
pandémica limi ou o uncionamen o des as ac i idades a pa i do mês de Ma ço de 2020.
Quad o 1: p ojec os, p og amas e clubes o e ecidos pelo ag upamen o.
17
e c.: o p o esso execu a a uma ase e os alunos epe iam. Pa a e mina , cada no a ase e a
execu ada em diminuendo, pa a i de encon o à disposição e a enção po pa e dos alunos
p e endida pelo p o esso . Depois do início da aula, o p o esso no malmen e pe gun a a aos
alunos o que inha sido alado na aula an e io , se indo como uma espécie de e isão dos
con eúdos abo dados.
Semp e que se ap endia uma música no a, o p o esso ep oduzia-a a a és dos ichei os
de áudio a que inha acesso, pedindo semp e aos alunos que, em p imei o luga , sen issem e
ma cassem a pulsação, ba endo le emen e com a mão no pei o. Depois ap esen a a a pa i u a,
p ojec ando-a no quad o, ou, se ela cons asse no manual, pedia aos alunos que ab issem o li o
na página co esponden e. Usa a, ambém, a pa i u a pa a e e as igu as usadas na esc i a
musical, como a cla e de sol, os aciden es (se exis issem), as igu as í micas e espec i as
pausas, e c.
Na minha opinião, o empo que demo a a passagem da audição da música pa a o
con ac o com a pa i u a é bas an e cu o, o que depois acaba po comp ome e o abalho ei o
já com a pa i u a. Bem sei que o empo de aula e o calendá io escola não pe mi em, mui as
ezes, uma explo ação mais anquila daquilo que se abo da na disciplina. Segundo a Teo ia de
Ap endizagem Musical de Go don, nos Ní eis de Ap endizagem p opos os po es e pedagogo
(Go don, 2015, p. 169), a é se a ingi a Associação Simbólica, passando pela lei u a e esc i a,
há á ios es ádios e ní eis pelos quais a ap endizagem de e a a essa . É ce o que alguns des es
ní eis e ão sido abalhados, g adualmen e, ao longo do ano an e io (se se a a de um 6.º ano
de escola idade ou supe io ). No en an o, enca ando uma no a canção ou peça, pa a que depois
a execução da mesma seja o mais na u al e luida possí el, penso que a ia mui as an agens
começa po uma abo dagem mais ocada, em p imei o luga , em pad ões onais, iden i icação
do om de epouso ( ónica), pad ões í micos, e c.
Rela i amen e a di ados í micos, usados como elemen o de a aliação, o p o esso
começa a po e e os símbolos das igu as í micas e espec i as pausas e ap esen a a
di e en es células í micas que, depois, i iam se u ilizadas no di ado.
Aqui ques iono-me na pe inência de eco da as células í micas (“pa e”) sem an es as
expe iencia num “ odo”, pa a depois aze em sen ido no “ odo” em que consis e o di ado. Es ou
a e e i -me ao concei o “ odo-pa e- odo” que Edwin Go don abo da na sua Teo ia de

18
Ap endizagem Musical. Embo a o oco, nes a ac i idade em sala de aula, es eja em econhece
e esc e e es as células sequencialmen e, de aco do com o que os alunos escu am, os mesmos
limi a -se-ão a imi a , a “ap ende de co ”, sem comp eende o que ou em (Go don, 2015, p.
23). O caminho pa a a comp eensão passa pelo audia
6
. P oponho a lei u a des e exemplo, que
nos elucida á sob e a di e ença en e audia e imi a :
A imi ação é análoga à u ilização de papel anspa en e pa a aze um desenho,
ao passo que a audiação equi ale a isualiza e depois aze o desenho. (Go don,
2015, p. 23)
Mui as ezes ambém se auxilia a do mo imen o co po al e pe cussão co po al,
pedindo à u ma que sin a an o a pulsação como o i mo em ques ão. Em algumas ocasiões,
u ilizou uns “pauzinhos dos chineses” como baque as pa a os alunos execu a em o i mo
ba endo na mesa. Quando e a u ilizado es e ma e ial, os alunos mos a am g ande en usiasmo.
Sob e a p á ica ins umen al, a lau a de bisel e a usada de o ma bem di e en e daquela
a que es á amos acos umados nos anos an e io es. De ido à si uação pandémica i ida e a
consequen e u ilização de másca as e p eocupação com a e ique a espi a ó ia, a u ilização da
lau a po odos os alunos ao mesmo empo em sala de aula não e a pe mi ida. Po an o, em
egime p esencial, a es a égia adop ada pelo p o esso coope an e passa a pelo eino da
mo icidade ina no ins umen o, azendo exe cícios de dedilhação, mas sem o sop o no
ins umen o, e o cuidado e sensibilização pa a a pos u a co ec a na p á ica ins umen al da
lau a de bisel. Su gindo uma no a música pa a se abalha na lau a, o p o esso p a ica a na
aula a dedilhação da mesma, com acompanhamen o da aixa áudio de acompanhamen o ou, na
maio pa e das ezes, acompanhados ao piano po mim. Quando a peça ou canção es i esse
es udada (com abalho au ónomo, em casa), e a pedido aos alunos que ocassem em aula, mas
apenas ês ou qua o ao mesmo empo, espalhados pela sala. Em egime online, os alunos
inham como a e a de ap esen a o abalho ei o a a és de g a ação de ídeos (pa a p o ecção
6
“A audiação em luga quando assimilamos e comp eendemos na nossa men e a música que acabámos de ou i
execu a , ou que ou imos execu a num de e minado momen o passado. (…) lidamos com acon ecimen os
musicais que podem não es a a oco e na al u a.” (Go don, 2015, p. 16)
19
de imagem, só lhes e a pedido que g a assem da boca pa a baixo), que e am ca egados na
pla a o ma Mic oso Teams, e depois isualizados, analisados e a aliados pelo p o esso .
Ainda sob e a p á ica ins umen al, os ins umen os O podiam se u ilizados, mas
passando semp e po um p ocesso de desin ecção, ei o pelo p o esso e po nós, p o esso as
es agiá ias, que acaba a po consumi algum empo de aula, p incipalmen e se se a asse de
uma u ma de 7.º ano, po não ha e dois blocos nem in e alo, onde pode íamos ealiza a
desin ecção dos ins umen os. Em algumas ocasiões, a ealização des a p á ica ins umen al e a
pensada desde início, seguindo alguma pa i u a, que i esse pa es disc iminadas pa a
ins umen os especí icos ou uma adap ação ei a pelo p o esso e po nós, ei a no momen o.
Mas nou as si uações, a in odução de ins umen al O na aula su giu sem se planeada.
Numa aula de 6.º ano, da u ma W, no eg esso ao 2.º pe íodo, ainda em egime
p esencial, abalhou-se o seguin e can o í mico:
À medida que se ia epe indo e abalhando á ias secções, es e can o í mico acabou
po se i complexi icando, passando a uma canção, compos a po mim
7
, no momen o:
7
Compus es a pequena canção endo em con a que: «Os alunos começam po encon a a sua oz can ada den o
da ex ensão D (“ é”) ao A (“lá”)» (Go don, 2015, p. 331).
Fig. 2: can o í mico “T uz, uz, uz!”
20
Es ando odos ão en ol idos na canção, o p o esso coope an e e nós, p o esso as es agiá ias,
começámos a in oduzi ins umen os O de al u a não de inida, o mando pequenos g upos:
o g upo das cla as, o g upo das ma acas, o g upo dos ambo ins e o g upo dos blocos de dois
sons. Cada ins umen o inha um os ina o í mico associado. Foi uma ac i idade que ag adou
mui o a u ma, onde oda a gen e quis pa icipa ac i amen e. Es a aula oi epe ida, já de o ma
mais planeada, com a u ma seguin e.
Rela i amen e à p á ica ocal ealizada em sala de aula, a oz e a u ilizada,
p incipalmen e, como e amen a de adap ação à execução na lau a de bisel: o p o esso
coope an e, jun amen e com os alunos, ealiza a a dedilhação da música a se abalhada na
lau a enquan o can a a a melodia com o nome das no as a se em ocadas.
Ac edi o que a oz pudesse e mais p o agonismo nas aulas de Educação Musical.
Nes e caso especí ico que pude obse a e i e na P á ica de Ensino Supe isionada, não
Fig. 3: Canção compos a sob e o can o í mico “T uz, uz, uz!”
21
ac edi o que a pouca u ilização da mesma es eja elacionada com al a de compe ência po pa e
do p o esso , dado que, como oi pa ilhado comigo pelo mesmo, o p o esso coope an e oi
maes o du an e á ios anos de um co o cuja sede se encon a mui o p óxima da escola (po
cu iosidade, já abalhei em di e sas ocasiões com esse mesmo co o, mas com ou o maes o,
que enquan o co alis a como o ganis a acompanhado a). Po an o, já exis e expe iência na
á ea, embo a enha sido i ida com adul os e não c ianças. O can o é uma é uma ac i idade
mui o comple a, pois en ol e melodia, i mo e ha monia suben endida (Pa ejo, 2013, p. 103),
demons ando se uma óp ima e amen a pa a a aquisição e comp eensão de conhecimen os de
uma o ma mais na u al e o gânica, is o que é um ins umen o mui o di ec o e semp e
disponí el pa a se u ilizado, como comp o am di e sas abo dagens de á ios pedagogos,
como Zol án Kodály, po exemplo. É dada p imazia  oz: “Pa a Kodály, o p incipal meio de
acesso à música é o uso da oz, o can a , disponí el a qualque pessoa e p esen e du an e oda
sua ida” (Sil a, 2013, p. 68). Mas não p ecisamos de nos ica po es as ques ões eó ico-
p á icas, com o único objec i o de ap eende concei os.
Sob e a a aliação na lau a de bisel, o p o esso coope an e, du an e o ensino online,
pedia aos alunos que se g a assem a oca as peças es udadas e colocassem na pla a o ma
Mic oso Teams, pa a, pos e io men e, os ídeos se em analisados e a a aliação se p ocede
a a és da obse ação. No ensino p esencial, a a aliação oi ei a em sala de aula.
No inal do 3.º pe íodo, as peças abalhadas pa a a aliação do 6.º ano de escola idade
o am a canção “Se e Ma es”, do g upo po uguês Sé ima Legião, e “Sailing”, de Rod S ewa ,
que cons a am no manual adop ado, 100% Música. Os alunos pode iam escolhe se que iam
oca sen ados ou em pé, com ou sem acompanhamen o ao piano ( ocado po mim) e ainda lhes
o a disponibilizada a es an e da sala de aula, pa a pode em oca com a melho pos u a
possí el. Os pa âme os usados na a aliação o am os seguin es:
• Pos u a co po al – 10%
T onco di ei o, cabeça le an ada, b aços o a da mesa (no caso de se oca
sen ado), pe nas desc uzadas (no caso de se oca sen ado), e c
• Técnica ins umen al – 15%
Dedilhação co ec a, posição das mãos e dos dedos co ec a.
• Qualidade do sop o – 15%
22
A iculação com a sílaba “du”, quan idade de a libe ada con olada.
• F aseado musical – 10%
F ases musicais pe cep í eis e bem a iculadas.
• Realização musical global – 50%
Nós, p o esso as es agiá ias, ambém demos a nossa opinião sob e o alo dado em cada
um dos pa âme os a cada aluno. Os alunos e am ou idos um a um, po o dem al abé ica.
Depois de ou i (e de oca ) á ias ezes es a canção nes a posição de a aliado a e de
acompanhado a, comecei a sen i -me descon o á el e ques ionei-me sob e a pe inência da
me odologia e os c i é ios usados pa a a a aliação. Po que azão que emos condiciona pa e
da a aliação inal de um aluno a a és da execução de um ins umen o musical que é esquecido,
pe dido, mal cuidado e desp ezado pelos alunos (e pelos pais)? As desculpas de “esqueci-me
da lau a”, “o meu i mão es a a a b inca com ela e pa iu-a”, “não encon o a minha lau a”,
“não enho lau a” são ou idas demasiadas ezes em con ex o de a aliação, na en a i a de
escapa a es e momen o. Há um ins umen o que nunca consegue se esquecido em casa nem
consegue ica pe dido: a oz.
Ac edi o que seja mui o mais ácil ap esen a uma peça/canção a a és de um
ins umen o que conhecemos, minimamen e, du an e a nossa ida oda do que a a és de um
ins umen o que só conhecemos há dois anos. Além disso, a musicalidade e exp essi idade
possí el de se ansmi ida na oz é mui o mais pe cep í el do que a a és de ou o ins umen o
musical, assumindo que, nes e casso especí ico, a maes ia que se em a oca lau a de bisel
nem semp e é su icien e pa a se consegui ansmi i sen imen os a a és da sua p á ica
ins umen al. Qualque pessoa já e á passado pela expe iência de ala enquan o se sen e mui o
is e, aleg e ou zangada: o que chamamos comumen e de “ om de oz” na o ma como alamos
exp essa di ec amen e es es sen imen os. O mesmo acon ece ao can a , na u almen e, sendo
uma consequência da oz alada.
Olhando pa a os pa âme os que se p ocu am a e i com es e momen o de a aliação,
e i icamos que 40% des a oca-se em aspec os écnicos. Também aqui me ques iono: o que
p e endemos na Educação Musical? É o ma lau is as de bisel, dando an o peso a ques ões
abalhadas em conse a ó ios e academias de música? Ou p e e imos omen a o gos o em
“ aze música” a solo ou em conjun o, de o ma mais na u al possí el?

23
Analisando à luz do modelo de e lexão de Ko hagen, es e momen o de a aliação e e
como objec i o, po pa e do p o esso coope an e, e ma e ial que lhe pe mi a a alia o aluno
na componen e p á ica. E, po isso, op ou po abalha uma peça em aula pa a que os alunos
con inuem a es udá-la, au onomamen e, com o objec i o de se ap esen ada em sala de aula, em
con ex o de a aliação. O p o esso pensou que es a se ia uma boa abo dagem, já que
consegui ia a alia não só ecnicamen e o aluno, mas, ambém, a sua capacidade de au onomia
no es udo. O p o esso sen iu-se desapon ado po mui o poucos alunos demons a am in e esse
e empenho nes e momen o de a aliação.
Os alunos não que iam se a aliados a oca a peça po que não inham es udado ou po
acha em di ícil oca na lau a de bisel. Po isso, en a am jus i ica -se, dizendo que não inham
azido a lau a, ou que a e iam pe dido, ou que e -se-ia pa ido. Pensa am que, usando essas
azões, não e iam de e ec ua a a aliação naquele momen o. Os alunos sen i am-se p o egidos
pelas jus i icações que usa am, po que o p o esso lhes deu mais uma opo unidade pa a
ap esen a em a peça na aula seguin e.
Pa ece exis i uma ce a a e são ao uso da lau a de bisel po pa e dos alunos. A a és
do can o, ambém podemos e ma e ial pa a a alia , com base na pe o mance do aluno,
ques ões p esen es nos p incípios o ien ado es e objec i os do P og ama de Educação Musical,
ais como:
• Desen ol e a capacidade de exp essão e comunicação;
• Valo iza a sua exp essão musical e a dos ou os;
• Desen ol e o pensamen o c ia i o, analí ico e c í ico, ace  qualidade da sua p óp ia
p odução musical e à do meio que o odeia;
• A inação, melodia co ec a, pulsação co ec a, i mo co ec o, aseado ( odas es as
ques ões inse em-se no domínio dos conhecimen os).
Exis e uma ques ão com a qual odos os p o esso es de música acabam po se depa a :
o pouco ou nenhum à on ade po pa e do aluno pa a can a . Es a si uação não é de odo
no idade e acon ece não só em c ianças, mas ambém adul os, al como expõe um a igo
publicado po Nicola Swain e Sally Bodkin-Allen na B i ish Jou nal o Music Educa ion, onde
á ios adul os que pa icipa am num es udo ei o no Canadá se conside a am pessoas “não-
musicais”, que não consegui iam can a bem ou can a de odo. Uma abo dagem que eu
u iliza ia nes e con ex o, passa ia po di idi a canção abalhada em pa es can adas po odos,
u i, e pa es can adas apenas po um aluno, solo, ou a é mesmo po dois ou ês alunos, due o
24
ou io (é bas an e possí el a alia indi idualmen e as ques ões que e e i no pa ág a o an e io
a a és da audição de dois ou ês alunos a can a em simul âneo). Passemos a um exemplo
p á ico:
Imaginemos que p ocu o a alia a canção “Se e Ma es”, a a és do can o, numa u ma.
A pa i u a em apenas a melodia pa a se ocada na lau a no manual 100% Música (que se
encon a acima), mas a le a pode se acilmen e encon ada na in e ne .
A canção di ide-se, essencialmen e, em duas pa es, como podemos obse a na
pa i u a, que cons a no manual 100% Música. Eu escolhe ia a pa e B, o e ão, pa a se can ada
po oda a u ma, em uníssono, e a pa e A, as es o es, a se em can adas po cada aluno, a solo,
due o ou io, consoan e a con iança sen ida pelo mesmo. Se o aluno se mos asse segu o pa a
can a sozinho uma es o e, an o melho . Se não osse o caso, eu escolhe ia ou o aluno (ou
dois) que sabia que se iam mais segu os pa a can a com ele. Se ainda assim o aluno em ques ão
não se mos asse con ian e, pedi -lhe-ia que escolhesse ele p óp io um ou dois colegas pa a
can a em com ele. Mas a a aliação só i ia se ei a sob e o aluno em ques ão. O mesmo p ocesso
epe i -se-ia pa a os es an es alunos da u ma. Pa a queb a alguma mono onia no con ex o da
Fig. 4: Pa i u a da canção “Se e Ma es” p esen e no manual 100% Música.
25
aula e a aliação, pode ia usa mais que uma canção abalhada, com ní el de di iculdade
semelhan e.
A minha expe iência demons ou-me (e con inua a p o a -me) que a p á ica musical
ajuda no desen ol imen o e na cons ução da minha pe sonalidade, enquan o pessoa e enquan o
músico. Quando essa p á ica é ei a em conjun o, p omo e-se o desen ol imen o de ou as
capacidades, ais como amizade, au o-con iança, compe ências sociais, a sensação de pe ence
a um g upo, au o-disciplina en e mui as ou as (Hallam, 2010, p. 2). Po an o, ac edi o que se
p omo e a p á ica musical em conjun o em sala de aula, que seja em momen o de a aliação,
como é o caso que expus acima, que seja em momen o de ap endizagem em aula, az inúme os
bene ícios pa a os alunos e pa a o p o esso , ajudando a c ia laços e elações mais p óximas
en e odos os in e enien es. Em con ex o de a aliação, p opondo a di isão da canção en e
u i e solo, udo is o con ibui pa a um maio à on ade do aluno a se a aliado, p omo endo a
au o-con iança.
A elação que exis e en e o p o esso coope an e e os seus alunos é uma elação bas an e
p óxima, sob e udo quando se a a de u mas que o mesmo já as e ia acompanhado no ano
an e io . Semp e que su gisse algum momen o de dis acção ou mesmo indisciplina, o p o esso
eagia com anquilidade, usando um om de oz calmo, apesa de, po ezes, dada a in ensidade
do uído que se pode ia c ia , o p o esso i esse necessidade de ala mais o e, mas man endo
semp e a se enidade. Numa das con e sas mais in o mais que acon eciam à ho a de almoço
en e o p o esso e nós, es agiá ias, ele comen ou comigo que eu me man inha semp e calma
quando e a necessá io ep eende alguma a i ude po pa e dos alunos e que gos a a dessa
a i ude. Tal ez enha adop ado es a abo dagem a a és daquilo que ia no p o esso , embo a eu
mui as ezes usasse mais o olha do que a ala. Ou seja, po di e sas ocasiões que consegui
co igi ou chama a a enção pa a compo amen os que se des iassem do ambien e p ocu ado
em sala de aula em ce o momen o sem acção e bal ou, pelo menos, e i ando g andes
discu sos:
Não copiamos di ec amen e o compo amen o dos ou os. Con e emos em
in o mação aquilo a que damos a enção, codi icando-a numa ep esen ação in e na
que se o na numa sequência de ins uções pa a a execução do compo amen o.
(Noguei a, 2002, p. 51)
26
A obse ação de aulas leccionadas po alguém com á ios anos de expe iência oi uma
mais- alia, sob e udo po que eu nunca inha ido a expe iência de ensina e pa ilha Música
em sala de aula, em con ex o escola . Sen i que a minha expe iência enquan o músico (can o a,
ins umen is a e maes ina) me ajudou a ques iona sob e alguns mé odos usados, is o que os
alunos da disciplina de Educação Musical, a pa i do momen o em que a aula se inicia, são
músicos e de em sen i -se a ados como al: «(…) o aluno pode á explo a , c ia e pensa a
música como um músico.» (Minis é io da Educação, 1991, p. 214)
Tendo já alguma expe iência nes e campo, sen i que pode ia encon a e o mula
di e sas es a égias pa a que os alunos se sen issem bem a execu a qualque exe cício p opos o
ou a en ende qualque concei o abo dado. P opus semp e ao p o esso aquilo que inha
e lec ido e, como consequência, ele deu-me espaço pa a eu p óp ia expe imen a as al e na i as
que inha pensado ou ele mesmo execu á-las, ha endo semp e espaço pa a discussão e e lexão
no inal das ac i idades/aulas, pa a pe cebe o que inha uncionado melho ou menos bem e
po quê.
4.1.2. Regime online
A pa i do dia 24 de Janei o de 2021, o Go e no de Po ugal, em espos a à c ise
pandémica i ida, dec e ou, en e ou as medidas, que as ac i idades lec i as se iam suspensas
nos 15 dias seguin es, e omando as mesmas em egime online, a é ao início do 3.º pe íodo. A
pa i do momen o da e oma das aulas, as mesmas desen ola am-se nos moldes já desc i os
acima, no capí ulo 3.1. Aulas obse adas.
O p o esso coope an e já inha expe ienciado es e ipo de ensino is o que já inha sido
p a icado aquando do início da pandemia, em Ma ço de 2020 (ano lec i o an e io , po an o).
An es do ecomeço das aulas oi-nos explicado a nós, p o esso as es agiá ias, como unciona a
a pla a o ma adop ada pa a es a si uação (o Mic oso Teams já inha sido usado po nós nas
euniões de conselho de u ma pa a a aliação do 1.º pe íodo).
A p imei a semana de aulas nes e egime oi leccionada pela minha colega A, apoiando-
se nos ecu sos ecnológicos que lhe pa ece am mais adequados às ci cuns âncias em que as
aulas se es a am a desen ol e . U ilizou uma pla a o ma online que pe mi e que á ias pessoas
33
Po isso, p ocu ámos – nós p o esso as es agiá ias e p o esso coope an e –, semp e que
possí el, u iliza abo dagens o mais p á icas possí el, onde os alunos i essem opo unidade e
espaço de sen i e i e as ques ões musicais abo dadas. Mui as des as es a égias e am
cons uídas du an e e lexões ou con e sas mais in o mais, endo como base aulas já
leccionadas, onde cons a ámos que ha e ia uma o ma mais pa icipa i a e a é mesmo lúdica
de abo da ce os emas ou canções.
Pa a a canção “Lo e hu s”, que se encon a no manual 100% Música, depois de e sido
ensinada de um modo mais o mal (como já oi desc i o nes e ela ó io no capí ulo 3.1.1., com
uma única excepção: em ez de se ou i a canção ep oduzida num ichei o áudio, a mesma e a
execu ada á ias ezes po um dos p o esso es na lau a, acompanhado po mim no piano)
nou as u mas, p ocu ámos u iliza ecu sos da a ecadação da sala onde deco iam as aulas,
pa a o na a canção es udada em algo mais isual. Di o is o, colocámos os boomwhacke s no
chão, com dis âncias en e si ap oximadamen e p opo cionais àquilo que acon ece nos
in e alos de um om e de meio om. Ou seja, o cená io, is o de cima, oi semelhan e ao que a
igu a seguin e ap esen a, pa a a escala dia ónica de Dó maio :
C’
B - Si
C - Dó
F - Fá
E - Mi
D - Ré
A - Lá
G - Sol

34
A peça “Lo e Hu s” encon a-se na onalidade de Fá maio . Como já inha sido
ap esen ada em aulas an e io es a escala dia ónica des a onalidade, onde igu a o Si♭, e ambém
a explicação dos aciden es musicais e que e ei o êm sob e as no as na u ais, ques ionámos a
u ma sob e o que é que acon ece ia na dis ância en e os boomwhacke s sendo p eciso que o
Si osse bemol, conclusão chegada ao dize mos que a música a se abalhada es a a na
onalidade de Fá maio . Os alunos disse am que o Si e ia de se ap oxima da no a Lá, azendo
assim um in e alo de meio om en e es as duas:
De seguida p ocedemos à descobe a das no as que compõem a melodia. Usámos o
esquema dos boomwhacke s como se osse uma espécie de xilo one ou me alo one que se
oca a com os pés, caminhando ao lado da sequência, e cujo som e a p oduzido pela oz,
dizendo o nome da no a. Aqui e a mui o impo an e que nós, p o esso es, i éssemos um bom
ou ido ela i o, pa a não induzi em e o os alunos. A es a égia usada oi semelhan e àquela
desc i a acima, quando e minei o es udo da peça “Epic” com a u ma do 6.º X. Po ém, em ez
de di e encia as no as a a és da al u a das mãos, auxiliámo-nos do esquema dos
boomwhacke s. Além disso, solici ámos alguns alunos pa a i em “caminha ” pelos
boomwhacke s, acompanhados po um dos p o esso es, como se a asse de uma espécie de
C’
B♭ - Si♭
C - Dó
F - Fá
E - Mi
D - Ré
A - Lá
G - Sol
35
dança, pa a oca (e can a ) a melodia. A u ma mos ou-se mui o in e essada e pa icipa i a
nes e ipo de dinamização.
36
4.2.2. Regime online
Enquan o es e e em igo o egime online, quase odas as aulas o am leccionadas em
conjun o pelo p o esso coope an e e po odas as p o esso as es agiá ias. Ten ámos semp e
ap o ei a ao máximo as uncionalidades que a pla a o ma Mic oso Teams disponibiliza a,
como, po exemplo, a possibilidade de o ma o que se chamam “salas simul âneas”, que
consis e em di idi a u ma po salas i uais di e en es. Ha endo ês (às segundas- ei as) ou
qua o (às qua as- ei as) p o esso es, conseguíamos dis ibui a u ma po g upos de 6 a 7
alunos pa a cada p o esso e aze um ipo de abalho mais p á ico e especializado. Nes as salas
simul âneas pedíamos semp e que os alunos ligassem as suas câma as. U ilizámos es a
abo dagem pa a es uda a canção adicional b asilei a “Ci andei o”, p esen e no manual 100%
Música.
Os ecu sos digi ais que o manual disponibiliza a con inham dois ídeos com es a
canção a se in e p e ada (com co eog a ia) pelo Co o In an o-Ju enil da Uni e sidade de
Lisboa (CIUL) e ainda duas g a ações áudio: uma com ozes e acompanhamen o e ou a apenas
com acompanhamen o. Apesa de pa i u a p esen e no manual só ha e uma linha ocal, a
música e a can ada com duas linhas ocais dis in as nas g a ações, o nando-se con uso pa a a
Fig. 10: Pa i u a da canção “Ci andei o” p esen e no manual 100% Música.
37
u ma consegui segui a pa i u a enquan o ou ia a peça se can ada. Po isso, suge i ao
p o esso coope an e que eu g a asse, acompanhada pelo áudio ins umen al, a canção can ada
po mim, apenas a linha ocal p incipal ap esen ada na pa i u a do manual. Pa ilhei es e
ecu so (pode se consul ado no Anexo I) com os alunos a a és da pla a o ma Mic oso Teams
pa a que pudessem es uda a música e ap esen á-la na aula seguin e.
Nes a ac i idade, nas u mas do 6.º Y e do 6.º Z, en ámos mos a o ídeo onde o CIUL
in e p e a a a canção “Ci andei o” com co eog a ia, mas pe cebemos que a pla a o ma é mui o
limi ada no que oca a pa ilha de éc an e som. Acabámos po apenas pa ilha a g a ação áudio
ei a po mim. Depois de ap esen ada a canção, di idimo-nos pelas salas simul âneas e
abalhámos com os alunos que ínhamos a peça, di idindo-a em pequenas pa es/ ases. Em
cada ase, p imei o, execu á amos o i mo, com a oz, em sílaba neu a “pam”. Depois
pedíamos a cada aluno, indi idualmen e, que ligasse o seu mic o one e epe isse depois de nós.
De seguida, can ámos a melodia, ambém com sílaba neu a “pam”. Pos e io men e, dizíamos
a le a com o i mo co ec o e, po im, a ase comple a, com melodia, i mo e ex o. Como
abalho au ónomo, pedimos aos alunos que es udassem a canção, endo como apoio o ecu so
que eu g a ei, e a ap esen assem na aula seguin e.
Es a abo dagem que conco dámos u iliza em algumas semelhanças com o que Go don
nos suge e nas sequências de ap endizagem, na Teo ia de Ap endizagem Musical. No en an o,
como es e abalho oi ei o apenas em uma aula, não pudemos usu ui nem explo a mais es a
o ma de abo da e ajuda os alunos na comp eensão da música. Pode íamos e ei o pad ões
í micos e onais u ilizando as mesmas sílabas neu as que usámos no ensino da canção. Po ém,
o empo que ínhamos pa a es a ac i idade e a mui o eduzido. Acabámos po aze uma
ac i idade mais p óxima da imi ação do que da audiação. Con udo, sabendo que abo da uma
música já com ex o desde o início acaba po e i a signi icado musical à mesma – é como
«ap ende um conjun o a bi á io de sílabas sem sen ido (…), al a uma conexão lógica
sis emá ica, no que diz espei o às elações das al u as e das du ações» (Go don, p. 138, 2015)
– escolhemos abalha p imei o i mo e melodia sem a le a associada.
Con esso que sen i bas an e di iculdade em encon a o ma de dinamiza uma aula em
egime online que osse ao encon o do ema que escolhi desen ol e – a p á ica co al na
disciplina de Educação Musical. A expe iência que ui endo com pla a o mas de
ideochamada, que nos imos o çados a u iliza po o ça das ci cuns âncias da pandemia e
38
consequen e con inamen o, mos ou-me que é impossí el can a ou oca em conjun o po causa
da la ência que exis e, p o ocada pela in ensidade aca de sinal de alguns dos memb os
pa icipan es nes as aulas/ euniões ou po que a p óp ia pla a o ma u ilizada pa a o e ei o não é
de odo adequada pa a es e ipo de ac i idade. Ou a ques ão que se e i icou oi a má qualidade
de som e de imagem, sob e udo na pla a o ma adop ada pela escola onde se desen ol eu a
P á ica de Ensino Supe isionada. Todas es as ques ões só pode iam se ul apassadas se osse
possí el odos os alunos e p o esso es e em ma e ial ap op iado pa a es a p á ica, como, po
exemplo, mic o ones adequados ou a u ilização de uma aplicação como a Jamulus
10
, que
pe mi e a p á ica musical conjun a com quase nenhuma la ência, quando usada num disposi i o
com as especi icações adequadas pa a uma melho expe iência.
Po an o, pa a consegui dinamiza uma aula que não osse demasiado exposi i a e
pouco pa icipa i a
11
– pois sendo exposi i a, não se coloca an o as ques ões le an adas pelo
uso de uma pla a o ma não adequada pa a a p á ica musical conjun a –, i e de pensa numa
abo dagem que pe mi isse a expe imen ação e pa icipação dos alunos sem que o ambien e da
aula se o nasse con uso e caó ico e alia is o a um dos meus objec i os a desen ol e na P á ica
de Ensino Supe isionada: a ap eensão e comp eensão de concei os musicais a a és da p á ica
do can o. Escolhi alia o concei o de “ aseado” / “ ase musical”  espi ação con olada no
can o ou na p á ica ins umen al da lau a de bisel.
Iniciei a aula in ocando o ac o de á ios alunos se queixa em que icam sem a quando
ocam lau a ou quando can am – es a oi uma ques ão le an ada po á ios alunos ao longo do
ano lec i o. Expliquei que, mui o p o a elmen e, es e p oblema de ia-se à má pos u a e a uma
espi ação pouco cuidada. De seguida, c iando ensões no meu co po e es ando com uma má
pos u a (cu ada sob e a minha ba iga e com a coluna o a) alei, dizendo “Se eu es i e com
o co po cheio de ensões e oda o a, a minha oz ai soa mui o p esa (…)” e, co igindo a
pos u a, ali iando as ensões, disse “(…) mas se eu libe a odas es as ensões e me sen a
di ei a, a oz soa mui o mais libe a. Conseguem pe cebe as di e enças?”. No ge al, os alunos
consegui am iden i ica as di e enças audi i amen e. Mos ei que as mesmas di e enças se
e i icam quando se can a, can ando o início da canção Ci andei o, abalhada em aulas
an e io es. Expliquei que es as di e enças se e i icam po que can a en ol e odo o co po:
10
h ps://jamulus.io
11
«FAZER MÚSICA é a ques ão mais impo an e. Teo ia e in o mação são meios e supo es que, po si só, não
le am à comp eensão musical. Nunca pode ão subs i ui -se ao en ol imen o pessoal dos alunos com a A e.»
(Minis é io da Educação, 1991, p. 213)

39
Basmajian (1978) has said ha he belance o he e ec human body depends
on a delica e neu aliza ion o o ces o g a i y. In o he wo ds, a pe son is pos u ally
well-balanced when he can s and, walk and si wi hou a p onounced inc ease in
muscula ac i i y. Those wi h po pos u e a e balanced as hey si , s and and walk o
hey could no be up igh , howe e his is only a unnecessa y cos o muscula
ac i i y and ene gy. A singe canno a o d o was e ene gy on aul y pos u e du ing
pe o mance. (Dayme, 2009, p. 56)
De seguida, pedi aos alunos que se colocassem de pé e que, se possí el, ligassem as
câma as, es abelecendo que, pa a esponde a i ma i amen e às ques ões que iesse a coloca ,
os mesmos de e iam ap oxima da câma a a mão echada com o polega pa a cima. Es ando
em pé, ealizei exe cícios de aquecimen o e elaxamen o:
- em pé, pedi que balançassem sob e cada uma das pe nas, al e nadamen e, com
o objec i o de encon a o pon o de equilíb io es á el, no cen o;
- oda a cabeça pa a os dois lados, al e nadamen e, deixando a boca semp e
ligei amen e abe a pa a libe a ensões no maxila ;
- sol a os b aços, abanando-os, pa a descon ai ;
- po im, desbloquea os joelhos, mais uma ez, pa a uma pos u a descon aída
e es á el
12
.
Sob e os cuidados a e com a oz, Luís Hen ique (2014) diz que de emos:
(…) igia as ensões acumuladas na nuca, omb os, egiões do sais e
abdominais azendo es i amen os e esp eguiçando-se. (p. 671)
No im des es exe cícios, pedi aos alunos que se colocassem à en e das suas cadei as,
colocassem as mãos nos seus glú eos e se sen assem, nas cadei as, em cima das mãos. Re e i
que, se sen issem uns ossos a se em p essionados con a as suas mãos (os “si ing bones”), e a
sinal de que que es a am sen ados di ei os. Pedi que e i assem len amen e as mãos debaixo
12
«When s anding in a good pos u e wi h he ee oge he o sligh ly apa , he line om he ea and shoulde
con inues h ough he knee join and in on o he ankle. The knees a e no b aced back igidly.» (Dayme, p. 56,
2009).
40
dos seus glú eos e expliquei que a posição encon ada é a mais saudá el e co ec a pa a se
can a / oca lau a sen ado e ambém pa a abalha ou assis i a aulas pelo compu ado .
De seguida, expliquei que os nossos pulmões são maio es do que aquilo que ge almen e
se pensa. Pedi aos alunos que sen issem os ossos das suas cos elas, dizendo que esses ossos
azem pa e da caixa o ácica, cuja unção é, p ecisamen e, p o ege o co ação e os pulmões e
que, po isso, os pulmões ocupam odo esse espaço. Ale ei pa a o ac o de, na maio ia das
ezes, se usa apenas me ade dos pulmões, espi ando somen e na pa e supe io dos mesmos.
Inspi ei com a pa e supe io , le an ando ambém os omb os, e expi ei, libe ando o a
em “ss”. Depois inspi ei usando oda a capacidade dos pulmões, sem p ecisa de le an a os
omb os, e libe ei o a da mesma o ma, conseguindo expi a du an e mais empo. Pedi aos
alunos que iden i icassem as di e enças en e o empo usado na expi ação e a
posição/mo imen o dos meus omb os. A u ma epa ou que os meus omb os inham sido
le an ados no mesmo ipo de espi ação que du ou menos empo. Expliquei que o le an a dos
omb os acaba po , ambém, c ia ensões em oda essa zona e ambém do pescoço, algo que
podemos e i a e exe ci a a a és do exe cício de elaxamen o de oda a cabeça. Pedi aos
alunos que expe ienciassem, po si p óp ios, es es dois ipos de espi ação e que i assem as
suas p óp ias conclusões, de aco do com aquilo que sen i am em p imei a mão.
Após e escu ado as conclusões ob idas pelos alunos, ques ionei-os sob e a unção das
í gulas e pon os inais na língua po uguesa. Vá ios alunos esponde am que se iam pa a
espi a en e ases. Exempli iquei, en ão, um conjun o de ases e o ações lidas sem espi a ,
ou seja, sem pon uação:
Olá sou a So ia sou na u al de Sin a e abalho em Lisboa gos o mui o de can a e de
obse a as es elas no céu à noi e p incipalmen e no In e no.
Os alunos cons a a am que não se inha pe cebido bem aquilo que eu inha di o. Vol ei
a le o mesmo conjun o de ases e o ações, mas com pon uação e espi ando:
Olá, sou a So ia, sou na u al de Sin a e abalho em Lisboa. Gos o mui o de can a e
de obse a as es elas no céu à noi e, p incipalmen e no In e no.
41
Des a ez, a u ma mencionou que já inha en endido aquilo que eu inha di o. Depois,
e e i que as di e en es ases en e í gulas ou pon os que encon amos numa canção são as
ases musicais. Pa a se en ende audi i amen e es as ases, um músico az aquilo a que se
chama de aseado (a oca ou a can a ). Exempli iquei o mesmo com a canção Ci andei o:
can ei o início pedindo que os alunos le an assem a mão, em en e à câma a, cada ez que
escu assem uma ase di e en e.
Escolhi es e mé odo de comunicação em empo eal (o le an a a mão em en e à
câma a) não e bal po se mais di ec o e po que não in e ompe de odo o i mo da aula.
Pe cebi, pelas aulas obse adas, que quando os alunos êm de ac i a o mic o one pa a ala em,
ge a-se alguma con usão, pois, o que no malmen e acon ece, é que os alunos demo am a liga
o mic o one pa a ala e a si uação de espos a cu a (“sim” ou “não”; “aqui” ou “ali”; “es e”
ou “aquele”) acaba po se es ende po mui o mais empo do que aquele que se ia necessá io.
Ao usa uma espos a de o ma isual, o empo gas o nes e momen o é pouco, não queb a o
i mo da aula nem o aciocínio do p o esso e dos alunos e, de ce o modo, ob iga e incen i a
os alunos a e em as câma as ligadas, o nando a aula em egime online num con ex o mais
pessoal e p óximo.
A plani icação des a aula pode se consul ada no Anexo K.
4.3. Reuniões de conselho de u ma
Po ques ões p o issionais, só me oi possí el assis i a eunião de conselho de u ma,
no inal do p imei o pe íodo, da u ma do 6.º X. Fui bem ecebida pelos es an es p o esso es,
que já espe a am a minha p esença e a das minhas colegas. A eunião oi ei a a a és da
pla a o ma Mic oso Teams.
A di ec o a de u ma e a a p o esso a de Ma emá ica e e a uma pessoa p á ica no que
oca à abo dagem ápida e e icaz dos di e sos assun os a a a . Começou-se po e i ica que
as no as de cada aluno em cada disciplina es a am co ec as. P ojec ou-se, ambém, a ac a da
eunião. Falou-se de alguns casos especí icos de alunos com di iculdades. Em alguns casos,
es as di iculdades es a am no ap o ei amen o dos alunos de ido a isolamen os p o ilá icos (que
aziam pa e do plano de con ingência das escolas em espos a à pandemia de Co id-19).
Hou e uma aluna que oi e e enciada pa a a aliação psicológica de ido a di e sas
ques ões de compo amen o que p eocupa am os p o esso es. A psicóloga da escola jun ou-se
à eunião e pediu que os p o esso es alassem da aluna em ques ão. O conselho de u ma
42
conco dou que es a apa iga se oca a mui o no que gos a a. A aluna, no início do es ágio que
ealizei nes a escola, eio e comigo dizendo que gos a a mui o de can a e que gos a ia de
ap ende a oca iolino e a dança , mas que os pais lhe diziam que es as ac i idades e am ca as.
Aconselhei-a a in eg a um co o in an o-ju enil, cujo ca az publici á io se encon a a na
escola. In e im na eunião pa ilhando es a ques ão pa a que os p o esso es ambém es i essem
a pa dos gos os que a aluna inha.
Abo dou-se ainda o plano de u ma de ac i idades a se em ealizadas nas di e en es
disciplinas sob e a alimen ação.
4.4. Aulas Ex acu icula es – Clube de Rádio Escola PJM
Uma das ac i idades ex acu icula es que a escola o e ece aos alunos é o Clube de
Rádio Escola PJM, cujo lema é “A c esce con igo”. É um clube de ádio que su giu da
p opos a de cinco alunos de uma u ma do 7.º ano de escola idade pa a o O çamen o
Pa icipa i o da Escola, no ano lec i o de 2016/2017. O objec i o des a p opos a passa a po :
«p omo e a c iação de um espaço que possibili e e dê oz à Comunidade Escola e
dinamiza o espaço Escola Sede; Melho ia do espaço de con i ência; ap oximação e in eg ação
escola-alunos; amplia as possibilidades de p á icas in e disciplina es e ansdisciplina es;
complemen a as ap endizagens, amplia a capacidade in elec ual e habilidades dos
pa icipan es.» ( e i ado do documen o do O çamen o Pa icipa i o do ag upamen o onde se
ealizou a P á ica de Ensino Supe isionada, cedido pelo p o esso coope an e)
A implemen ação des e p ojec o inicia a-se com a o mação écnica dos pa icipan es
em á eas como a ádio, o jo nalismo, no as ecnologias, p odução, g a ação e ep odução
áudio. Es a o mação e a p á ica, pois desen ol ia-se já em emissões expe imen ais semanais.
O Clube de Rádio Escola PJM in e ompeu a sua ac i idade aquando do p imei o
con inamen o ge al em Po ugal, no mês de Ma ço de 2020, onde as ac i idades lec i as
p esenciais o am o almen e suspensas. Mesmo com o ecomeço do ano lec i o seguin e,
2020/2021, a ádio não inha e omado ainda a sua ac i idade, endo is o acon ecido apenas em
Ab il de 2021. Nessa al u a, eu e a minha colega de es ágio A passámos a colabo a ,
i
ANEXO A – Espi al de concei os adap ada do Manha an ille Music Cu iculum P og am
(Minis é io da Educação, 1991a, p. 220)

ii
ANEXO B – Á eas de Compe ência do Pe il dos Alunos
(Minis é io da Educação, 2018, p. 5)
iii
ANEXO C – Á ea de in e enção – P ojec o Educa i o do Ag upamen o
i
i

ii
iii
ix
x
x ii
segui , apon ando, a pa i u a esc i a no quad o enquan o eu oca a sozinha e o es o da u ma
azia o exe cício de can a com o nome das no as enquan o az a dedilhação na lau a.
Pa a e mina a aula, ap esen ei dois concei os no os: “ha monia ímb ica” e “ ealce
ímb ico”, usando como ecu so dois exemplos demons a i os de cada um dos concei os. Sen i
alguma di iculdade po pa e da u ma não na comp eensão eó ica dos concei os, mas, sim, na
dis inção p á ica dos mesmos.
Vis o que es a aula oi dada com um a iso p é io de apenas 10 minu os (um e dadei o
desa io), eu não inha nada p og amado sob e a o ma como i ia passa os con eúdos aos alunos.
Apoiei-me bas an e no exemplo que o p o esso Paulo oi dando, ao longo da semana, nas
es an es u mas. No en an o, digamos que “puxei a b asa  minha sa dinha”, no sen ido em que
me apoiei mui o na oz e no can o pa a lecciona a aula. A inal, é o ins umen o musical mais
p óximo e mais imedia o do se humano. Usei a oz não só po que “dá jei o”, mas ambém pa a
sensibiliza os alunos pa a a p ac icidade que o can o az nas aulas de Educação Musical.
P ocu ei ainda man e um egis o calmo, mas en usiasman e e ca i an e. Não pe di nenhum
aço de simpa ia, que me é na u al e ca ac e ís ico, mas sem descuida da au o idade que me
oi emp egue, dado o papel que es a a a desempenha naquela aula. A u ma colabo ou e iquei
com a sensação que se desen ol eu um bom abalho nes a aula.
Seguindo o modelo de Ko hagen, o que eu que ia nes a aula é que os alunos se
amilia izassem ainda mais com os exe cícios de écnica ocal, que ap endessem de o ma
mui o p á ica a peça “Epic” e que comp eendessem os concei os de “ha monia ímb ica” e
“ ealce ímb ico.” Pa a chega a essa objec i o, iz udo aquilo que oi desc i o acima nes e
ela o. Pensei, enquan o p o esso a, que os alunos es a am a en os e comp eendiam o con eúdo
da aula, com a o ma como a lecionei. Sen i que a u ma oi mui o pa icipa i a e colabo ou.
Os alunos que iam mos a que domina am aquilo que es a a a se abo dado na aula e, po isso,
espondiam (e a é se “a opela am”) s ques ões que eu ia colocando. Os alunos pensa am que
es a am a aze um bom abalho, p incipalmen e po que eu dei eedback cons an emen e, e
sen i am-se sa is ei os com es a aula.

x iii
ANEXO G – Plani icação de aula dinamizada nas qua o u mas do 6.º ano
Sumá io: Técnica ocal; Con inuação do es udo da canção “Can a , can a ”; Es udo da peça “Ca acol”; Concei o de os ina o e modo dó ico; Re isão dos concei os de mono i mia e poli i mia.
Lições n.º: 19 e 20
Da a: Dezemb o 2020
Local: Sala EM1
Tempo: 100 minu os
Ano: 6.º ano
Tu ma: W, X, Y, Z
Plani icação de Aula
Concei os/Con eúdos
Compe ências Especí icas
Desc i o es
Ac i idades / Es a égias
Recu sos
Meios de A aliação
➢ FORMA
Os ina o.
➢ ALTURA
A ex ensão da
lau a de bisel.
Modo dó ico.
➢ RITMO
Pon o de
aumen ação.
Concei os de
mono i mia e
poli i mia.
Pe ceção sono a e musical
Execu a duas melodias na
oz; execu a o os ina o
melódico e di e en es os ina i
í mico em ins umen al O .
In e p e ação e comunicação
Can a em conjun o a uma e
duas ozes; oca em conjun o
em ins umen al O .
Ap op iação e Re lexão
Comp eende que a ex ensão
da lau a não pe mi e que se
• Conhecedo (A,
B, G, I, J)
• C ia i o (A, B, C,
D, G, J)
• Sis ema izado /
o ganizado (A, B,
C, I, J)
• Comunicado (A,
B, D, E, H)
• Ques ionado (A,
F, G, I, J)
• Colabo ado (B,
C, D, E, F)
• Au ónomo (C, D,
E, F, G, H, I, J)
• O ien a exe cícios de écnica ocal;
• Ensina a le a da canção “Can a , can a ”.
• (Os ina o a se ocado cons an emen e pelos es an es
p o esso es no me alo one baixo, xilo one al o e jogo de
sinos) Ensina o os ina o da canção “Ca acol” (em
anexo) a oda a u ma; pe gun a pela pulsação e pelo
compasso; eco da o concei o de os ina o e de pon o
de aumen ação (p esen e na pa i u a); pe cebe se a
ex ensão da lau a pe mi e que se oque o os ina o (no a
mais g a e da lau a é dó3; no a mais g a e do os ina o
é lá2).
• Ensina a melodia da canção sem le a em sílaba neu a
a oda a u ma; ap esen a o modo dó ico como sendo
a “ onalidade” em que se encon a a canção e compa a
com as onalidades maio e meno audi i amen e;
• Ensina a le a com a melodia já ap endida.
• A u ma can a o os ina o enquan o o p o esso can a a
melodia.
• Pa i u a ( o necida pelo
p o esso , em anexo).
• Ins umen al O da
escola (me alo one baixo,
xilo one al o, jogo de
sinos, bombo, cla as,
pandei e as, ma acas).
• Regis o de
obse ação di ec a
ela i amen e à
ap op iação dos
concei os de os ina o,
mono i mia e
poli i mia.
xix
oque abaixo do dó cen al
(dó3) po es a se a no a mais
g a e que é possí el de se
execu a no ins umen o;
compa a o modo dó ico com
as onalidades maio e meno ,
já conhecidas, audi i amen e;
comp eende os concei os de
mono i mia e poli i mia
a a és da expe imen ação
p á ica em conjun o.
• Me ade da u ma can a o os ina o e a ou a me ade
can a a melodia. Depois in e em-se os papéis.
• Pedi a dois alunos que oquem o os ina o melódico no
me alo one baixo e no xilo one al o.
• Ensina 3 os ina i í micos di e en es (em anexo) a
se em ocados (em palmas) em mono i mia po oda a
u ma e em poli i mia, di idindo a u ma em 2 e 3
g upos.
• Escolhe alunos pa a o ma 3 g upos: o g upo das
cla as, o g upo das ma acas e o g upo das pandei e as,
que oca ão em simul âneo, 3 i mos di e en es,
ap endidos an e io men e; o es o da u ma can a a
melodia e o os ina o.
xx
Adap ação da canção “Ca acol”, Manual pa a a Cons ução de Ja dins In e io es, olume Colo
dos Bichos, Opus Tu i, p. 13.
No a: pode epe i -se a canção as ezes que se quise . Ambas as ozes êm de e mina em
uníssono na no a Ré.
Os ina i í micos:
Pandei e a:
Ma acas:
Cla as:
xxi
ANEXO H – Plani icação de aula conjun a leccionada ao 6.º X
Sumá io: Técnica ocal; Con inuação do es udo da peça “Epic”; Co do ones po ugueses; Ap esen ação do ca aquinho pela So ia.
Lições n.º: 17 e 18
Da a: 18 No emb o 2020
Local: Sala EM1
Tempo: 100 minu os
Ano: 6.º ano
Tu ma: X
Plani icação de Aula
Concei os/Con eúdos
Compe ências Especí icas
Desc i o es
Ac i idades / Es a égias
Recu sos
Meios de A aliação
➢ TIMBRE
Timb es de
co do ones
po ugueses.
➢ RITMO
Compasso
qua e ná io;
Colcheia,
semínima,
mínima e
semib e e.
➢ ALTURA
Escala
dia ónica de
Dó Maio .
➢ FORMA
Biná ia AB;
Os ina o
í mico.
Pe ceção sono a e musical
Execu a a mesma melodia
com ins umen os e imb es
di e en es ( oz e lau a);
di e encia audi i amen e
ases musicais; iden i ica
imb icamen e os co do ones
po ugueses.
In e p e ação e comunicação
Can a e oca em conjun o.
Ap op iação e Re lexão
Comp eende a o ma biná ia;
in e p e a simbologia musical;
localiza geog a icamen e a
o igem dos co do ones
po ugueses;
• Conhecedo (A,
B, G, I, J)
• Sis ema izado /
o ganizado (A, B,
C, I, J)
• Comunicado (A,
B, D, E, H)
• Ques ionado (A,
F, G, I, J)
• Colabo ado (B,
C, D, E, F)
• Au ónomo (C, D,
E, F, G, H, I, J)
• O ien a exe cícios de écnica ocal;
• Realiza a dedilhação da peça “Epic” na lau a de bisel;
• Re e simbologia (cla e de sol, ba a de di isão de
compasso, ba a inal, ba a de epe ição) e no ação
musical (colcheia, semínima, mínima, semib e e e
ex ensão da escala dia ónica de Dó Maio – dó3 a dó4);
• Solici a a pa icipação de alunos pa a oca a peça pa a
os colegas, com supo e áudio;
• Demons a o ca aquinho e explica a sua mo ologia;
• Visualiza o ídeo explica i o dos co do ones
po ugueses (ca aquinho, iola b aguesa, iola da e a,
iola campaniça, gui a a po uguesa e bandolim).
• Flau a de bisel de cada
aluno;
• Supo e áudio da peça
“Epic”;
• Pa i u a da peça “Epic”);
• Ca aquinho;
• Pla a o ma YouTube –
ídeo “Co do ones em
Po ugal”
(h ps://www.you ube.com
/wa ch? =JI9a20j EU0);
• Regis o de
obse ação di ec a da
execução da peça
“Epic” na lau a de
bisel.
xxii
ANEXO I – G a ação de um ichei o áudio de oz-guia pa a a canção “Ci andei o”
Acesso ei o a a és do seguin e ende eço:
h ps://d i e.google.com/ ile/d/1Q9 y1XDhAio8Be3zTgZCVjTmuEXGdLqi/ iew?usp=sha in
g
ANEXO J – A anjo da canção “Can a , can a !”
Acesso à pa i u a e à g a ação a a és do seguin e ende eço:
h ps://d i e.google.com/d i e/ olde s/1xZSMT6MBkgFMxC7PWOSpj3 RLmwTIOc ?usp=s
ha ing

xxiii
ANEXO K – Plani icação de aula leccionada em egime online a odas as u mas de 6.º ano
xxi
xx